sábado, 22 de julho de 2017

Amor e Desapego




O amor com desapego 
não é sem interesse, 
é sem interesses. 



Entender o desapego no amor ou integrar o amor no desapego, são o caminho para elevá-lo.
Ambos são essenciais, íntimos e complementares. 

Cuida sem ser interesseiro, dá suporte sem agarrar, oferece sem apegar. 
Como um pássaro que cuidamos sem enjaular, o relacionamento assim nutrido é um de entendimento com mútuo sentimento, no consentimento de ambos. Um amor que é elevado por ser louvado, nutrido pela adoração e que se honra pelo reconhecimento da benção de cada um, em si.
Os laços são ternos e soltos, vêm do entendimento, a confiança, o respeito e de uma profunda vontade do melhor em ambos. 
Dão as mãos para se apoiarem, entrelaçam dedos para se sentirem, porém jamais se apegam.
Dançam como duas folhas ao vento, sempre juntas enquanto conjuntas são as suas direções.




Depois temos o relacionamento nutrido pela dependência, a necessidade em apegos. 
Que apoia com interesses e que se vai dando como investimentos, numa troca em função das necessidades. 
Também este será amor, porém ainda muito aquém, condicionado pelas restrições, o peso dos seus apegos e receios. 
Diz coisas como “Sem ti não consigo viver”, “preciso de ti como ar para respirar”, “sofro muito porque gosto muito de ti”. 
E é verdadeiro o sentimento, é um verdadeiro gostar. Porém como amor é uma expressão ainda muito fechada sobre o próprio. Tão contida e apegada como uma semente que ainda não desabrochou para ser árvore.
Esta semente é “preciosa” porém só será manifestamente grande ao abrir-se pela via do desapego. Até lá será sempre áquem, uma semente que nunca desabrocha.
A perda deste doce gosto gera amargo, desgosto, mágoa, sofrimento, rancor, ódio, rebelião e a contração do si. Tende a criar uma depressão no próprio num movimento de autocomiseração. O “Gosto” é o amor com apego, a uma semente preciosa num cantinho, preservada pelo medo e chorada pela sua beleza.

Desabrochando pelo desapego do amor à forma, o crescimento e profundidade deste é sem fim. Profundamente transformador e regenerador como uma árvore que ascende lenta e sucessivamente. Um amor assim terno é eterno, nunca se perde.
Muda de forma, transforma-se por frutos ou outras árvores. Cortado aquece o fogo, cria um barco, uma cadeira, um lápis. Deixa sempre uma longa história em cada anel da sua árvore. E muito para lá do desaparecimento da forma que o continha, esta árvore, continua a propagar ecos do seu amor e a dar suporte muito para lá da vida que o manifestava. A perda da forma deste amor, gera saudade, profundidade, compaixão, aceitação e expansão do si. Tende a criar uma anulação do próprio num movimento de compaixão.
O “Amor” é o amor com desapego, a uma árvore que segue num caminho, impulsionada pelo sonho e chorada pela sua beleza colateral.




O amor mais elevado é um pássaro azul, tanto poisa quanto voa, livre como um passarinho. 
O que o faz regressar é o amor e o voar também. 

Enquanto o gosto protege o que é de si, o amor liberta o que de si é. Tendo gosto apegamos e sendo amor desapegamos. Quando entendemos e aceitamos verdadeiramente esta natureza, o amor torna-se profundo e abrimos mão pela via do desapego. Nesse momento a semente gerada pelo apego ganha espaço a crescer como uma árvore. O amor profundo é um desapego à forma, e é graças a esse passo que cresce para sempre num movimento que é terno e eterno.

Este movimento é presente em toda a natureza.
O gosto gera as sementes mas é o amor que as transforma. 
O gosto tem como dimensão o tempo contando os feitos, as partilhas e adicionando clamações e reclamações no tempo “és meu”, “sou tua”, “tu mudaste”, “estás igual”, “dei-te isto”.
O amor tem como dimensão o espaço, permeando-o por completo, pelo tempo, com gosto e adicionando silêncios…



Vasco Daniel
in, Alquimia





Se duvidas






Se duvidas que teu corpo

Possa estremecer comigo –

E sentir

O mesmo amplexo carnal,

– desnuda-o inteiramente,

Deixa-o cair nos meus braços,

E não me fales,

Não digas seja o que for,

Porque o silêncio das almas

Dá mais liberdade

às coisas do amor.


Se o que vês no meu olhar

Ainda é pouco

Para te dar a certeza

Deste desejo sentido,

Pede-me a vida,

Leva-me tudo que eu tenha

Se tanto for necessário

Para ser compreendido.



António Botto
in, Canções"




Pilares da educação sustentável






As famílias não estão a ser sustentáveis nem os filhos constroem suas sustentabilidades em tempo adequado.
Os pais estão a formar mais príncipes herdeiros do que sucessores empreendedores. 
A autoridade da força física é diferente da autoridade educativa que provém da liderança. Quando um filho erra, pouco educativos são a surra, o grito, a ofensa, o simples perdão etc.
Para se ter uma educação sustentável o filho tem que aprender a não errar mais. Os pais, no lugar de descarregar frustração e raiva, poderiam dizer: 
“Você tem que aprender a fazer o certo” e ensinar qual seria a ação mais adequada que o filho teria que praticar para aprender. Uma vez aprendido, o filho nunca mais errará por ignorância, e fará o correto. 


A melhor aprendizagem 
é quando se faz, 
mais do que simplesmente ouvir ou ver… 


Assim, os pilares da educação sustentável são: 
Quem ouve esquece;
Quem vê imita;
Quem justifica não faz;
Quem faz aprende;
Quem aprende produz;
Quem produz inova;
Quem inova sustenta e
Quem sustenta é feliz!


Içami Tiba
in, “Educação Familiar – Presente e futuro”





sexta-feira, 21 de julho de 2017

..................................... uma lucidez vazia






Cada coisa tem um instante em que ela é.
Quero apossar-me do é da coisa.
Esses instantes que decorrem no ar que respiro: em fogos de artifício eles espocam mudos no espaço.
Quero possuir os átomos do tempo.
E quero capturar o presente que pela sua própria natureza me é interdito: o presente me foge, a actualidade me escapa, a actualidade sou eu sempre no já.

Só no acto do amor — pela límpida abstracção de estrela do que se sente — capta-se a incógnita do instante que é duramente cristalina e vibrante no ar e a vida é esse instante incontável, maior que o acontecimento em si: no amor o instante de impessoal jóia refulge no ar, glória estranha de corpo, matéria sensibilizada pelo arrepio dos instantes — e o que se sente é ao mesmo tempo que imaterial tão objectivo que acontece como fora do corpo, faiscante no alto, alegria, alegria é matéria de tempo e é por excelência o instante.
E no instante está o é dele mesmo.

Quero captar o meu é.
E canto aleluia para o ar assim como faz o pássaro.
E meu canto é de ninguém.
Mas não há paixão sofrida em dor e amor a que não se siga uma aleluia.


Clarice Lispector


Sombras





A meio desta vida continua a ser 
difícil, tão difícil 
atravessar o medo, olhar de frente 
a cegueira dos rostos debitando 
palavras destinadas a morrer 
no lume impaciente de outras bocas 
anunciando o mel ou o vinho ou 
o fel.

Calmamente sentado num sofá, 
começas a entender, de vez em quando, 
os condenados a prisão perpétua 
entre as quatro paredes do espírito 
e um esquife negro onde vão desfilando 
imagens, só imagens 
de canal em canal, sintonizadas 
com toda a angústia e estupidez do mundo.

As pessoas - tu sabes - as pessoas são feitas 
de vento 
e deixam-se arrastar pela mais bela 
respiração das sombras, 
pela morte que repete os mesmos gestos 
quando o crepúsculo fica a sós connosco 
e a noite se redime com uma estrela 
a prometer salvar-nos.

A meio desta vida os versos abrem 
paisagens virtuais onde se perdem 
as intenções que alguma vez tivemos, 
o recorte obscuro de perfis 
desenhados a fogo há muitos anos 
numa alma forrada de espelhos 
mas sempre tão vazia, sem abrigo 
para corpo nenhum.



Fernando Pinto do Amaral
in, 'Pena Suspensa'





4 estágios de evolução





1º Estágio 
É o mais básico e instintivo.
É a identificação completa com a nossa personalidade e logo com a dos outros.
É a vivência do exterior e a imediata resposta ao mesmo, sem tempo de reflexão na resposta quando o exterior nos provoca ou atinge, tanto positiva como negativamente.
É deste estágio que observamos tanto a submissão e desempoderamento completas como a mais feia agressividade.


2º Estágio 
Mente e emoção misturam-se tentando gerir e responder aos impactos que vêm do exterior.
Este caos interior ainda não permite uma resposta positiva à vida pois ainda não há visão divina.
É neste estágio que a mente tenta controlar tudo e o mundo emocional oscila facilmente entre a mais negra depressão e a mais iludida euforia.
Mais cedo ou mais tarde, o pior da mente e o pior das emoções terão que dar lugar a energias mais evoluídas.


3º Estágio
Já há consciência superior, a mente divina, a visão do espírito capaz de ir para além das emoções e pensamentos. Neste estágio a mente já está ao serviço da alma e as emoções já são processadas interiormente e não projectadas para o exterior como nos estágios anteriores.
É a partir deste estágio que, com os olhos do espírito, e a mente da sabedoria, seremos capazes de ver Amor em tudo, de perceber as redes karmicas que nos ligam, de ver a lei da atração a levar a cada um pedaços da sua história.


4º Estágio 
É conseguido apenas em estado de meditação, quando o espírito se afasta o suficiente das energias densas da terra e consegue uma visão mais ampla da nossa existência.



Seja em que estágio for, 
estamos a falar de energias subtis em movimento constante 
e por isso não estamos fixos num ou noutro patamar. 
É natural até que no mesmo dia com certas pessoas 
dispare o primeiro estágio 
e com outras, o terceiro. 


Lembro que não é o outro que nos eleva com os seus actos de amor ou arrasta para baixo com a sua violência. O outro é apenas espelho da nossa própria flutuação interna.
 Importante então é conhecer os estágios, identificá-los dentro de nós e conforme as situações e pessoas, sabermos e conseguirmos elevarmo-nos dentro de nós próprios para o estágio acima.
A nossa evolução pessoal é, sempre foi e sempre será, uma viagem interna da nossa única responsabilidade.



Vera Luz





quinta-feira, 20 de julho de 2017

Morri pela Beleza





Morri pela Beleza - mas mal me tinha 
Acomodado à Campa 
Quando Alguém que morreu pela Verdade, 
Da Casa do lado -

Perguntou baixinho "Por que morreste?" 
"Pela Beleza", respondi - 
"E eu - pela Verdade - Ambas são iguais - 
E nós também, somos Irmãos", disse Ele -

E assim, como parentes próximos, uma Noite - 
Falámos de uma Casa para outra - 
Até que o Musgo nos chegou aos lábios - 
E cobriu - os nossos nomes.


Emily Dickinson
in, "Poemas e Cartas"






O fluxo quântico é o fluxo da presença





Transformação profunda 
de qualquer forma de apego a crenças 
de que se estamos a passar por um momento dificil 
é porque temos que aceitar sofrer...



Ninguém , nada, em todo o Universo criou essa realidade!
É tão subtil como a espiritualidade devolve essa crença...

A única crença que nos retira do PRESENTE e nos leva para o passado é que, se estamos a passar algum desafio é porque temos que pagar algo...


O fluxo quântico é o fluxo da presença... 
Estar a viver seja o que for, 
mas não criar apegos 
a medos vindos do passado, 
e que vão projectar que vamos viver o mesmo 
no futuro...


Essa é a grande ilusão que tão bem cria uma espécie de teia, onde o homem passa a vida a fugir do presente, pois os velhos hologramas criam essa imagem nas mentes de medo psicológico...
Seja o que for que estiver a acontecer, sintam só como algo que está neste momento, centrem a força da mente nesse enfoque e depois retirem-se e observem onde está o figurante do passado...


  • Que está ele a pensar?...
  • Que sente ele?...
  • Qual a mensagem que está a enviar para a vossa mente?...
  • Tem medo do quê?...
  • Quer controlar o quê?...


Se conseguirem responder a todas estas questões, já iniciaram a transformação, já conseguem estar no presente de uma forma consciente...
De seguida, observem como afinal estão a reagir por reflexo de memórias passadas e medos de futuros ...

A mente cria toda a realidade psicológica que habita a cada instante, essa é a realidade quântica...
Como não existem botões para carregar e desligar a mente, usem-na de uma forma construtiva...
Comecem por fazer aquelas perguntas e vejam as respostas que vêem ...

Estamos a prepararmo-nos para um grande renascimento, onde as ondas energéticas psicológicas estão em reprogramação, mas temos que estar activos no processo...
Relativizar é observar onde todo o passado está a ser projectado para o presente, na verdade é uma ilusão holográfica, mas somos nós que estamos a criá-la...
Mais uma vez aconselho o exercicio daquelas perguntas...
Vão ver e sentir como se apegam a mecânicas instintivas por imagens psicológicas que vêm de outras experiências... e claro todo o futuro igual...
Os espelhos são reflexo de memórias onde ainda nos apegamos que se não controlarmos, algo vai acontecer...

Tudo o que a mente disser , façam o contrário...
Criem um diálogo com ela e não a deixem controlar o vosso campo psicológico...
A mente não tem como controlar se não a deixarmos dominar psicológicamente...
A realidade que pensares é aquela que estás a criar na forma...

O próximo ciclo lunar é brutal, se fizerem este exercício sentirão onde está o desapego e sem darem por isso iniciaram uma nova atitude face ao presente...

É agora o momento, estar presente é viver consciente de que nada é finito, retirar o fatalismo, requer saber usar a mente...



Ruth Fairfield




                                     





O Vácuo Quântico e o EGO resistente ao fluxo







O Vácuo Quântico e o EGO resistente ao fluxo… 

A diferença de quem recebe informação do Vácuo Quântico, e de quem usa apenas o Ego e suas crenças resistentes ao fluxo de energia e informação de Bem Estar da Fonte, é muito grande mesmo…

Thomas Edison levou dois anos e mais de duas mil tentativas para fazer uma lâmpada, quando ele relaxou e limpou sua mente a ideia veio, só que como não era deliberada, ele não tinha dado a sua intenção, ele usou seu ego para experimentar sua informação que recebeu do Vácuo Quântico fazendo uma lâmpada de acordo com suas crenças…

Já o grande Nikola Tesla, que recebia suas informações indirectamente do Vácuo Quântico, mas com suas crenças bem mais permissivas e deliberadas, criou um lâmpada mil vezes melhor em menos de uma semana… E deixou Edison mais puto ainda pelo seu EGO muito resistente e inchado.

Se observarem, todas as grandes invenções, as informações que as criaram vieram do Vácuo Quântico, não existia nem livros a falar sobre, nem professores, nem escolas, e muito menos faculdades, para lhes ensinar o que nunca tinha existido antes…

Existiu esta dupla de individualizações no passado recente que mostra bem claro esta diferença:
Um focava mais no objeto de desejo, e o outro no desejo maior, um queria apenas o objeto para o ego se valorizar, o outro queria apenas mais felicidade, liberdade e expansão para todos.

Assim a primeira individualização Thomas Edison, que focava apenas no objeto de desejo, recebia as mesmas informações do Universo, mas queria provar ao mundo o valor do ego, do que ele pensava, colocando tudo no papel e racionalizava tudo, se esforçando muito e testando muitas vezes tudo que pensava. Edison usava uma estrutura que ainda hoje as nossas escolas ensinam as nossas crianças; racionalizar tudo, depois oferecer recompensas que nem sempre são cumpridas, e para isso colocam paranoias na cabeças das pessoas, para todas seguirem somente esse ponto de vista ou temerem o seu futuro, sempre projetando tudo de acordo com as suas próprias crenças limitantes que já tinham, rejeitando tudo que é novo, apenas para justificar a sua demora em conseguir as coisas que desejava, ou pelos seus fracassos. Mas, desprezando todo o conhecimento que já está no Vácuo Quântico. Então, ele levou anos para desenvolver a energia continua e sua lâmpada que passou mais de dois anos e de mais de duas mil tentativas. E mesmo assim ainda é considerado um grande génio pelos nossos professores de hoje. Os da turma do fazer, para quem sabe ter e se der só depois ser feliz…

 A outra individualização que ficou muito tempo escondida pelas escolas, que só há pouco tempo atrás, lhes devolveram o seu devido valor, como o maior génio que já existiu até hoje neste mundo, ele foi Nikola Tesla. Esse sim sentiu na pele as crenças resistentes ao Bem Estar de Thomas Edison, trabalhou para ele e ainda foi roubado na cara dura e depois perseguido pelas paranoias do Edison, mas o venceu. Esse usava uma estrutura de crenças mais simples…
Tesla dava liberdade à informação que ele recebia do Universo, e veja que ele também usava essas informações dentro de suas próprias crenças limitantes, mas que já eram bem mais amplas, ele acreditava em ETs, e assim recebia as informações indiretamente do Vácuo Quântico. Ele fazia suas escolhas, as deixava livres para receber todo o projeto pronto em sua cabeça, testava apenas na sua mente, e simplesmente se inspirava na expansão de tudo. A verdade é que ele pensava sempre em expansão… Assim criou coisas que sem elas estaríamos num mundo sem luz, se temos energia elétrica em nossas casas é graças ao acesso que ele teve a informação da energia alternada. Numa das tentativas de Edison, em lhe fazer perder um grande contrato, não lhe autorizando usar sua lâmpada de dois anos de teste, levou apenas uma semana para receber a informação de uma lâmpada melhor e até poder patenteá-la para usar no maior evento que mostrou ao mundo como viver na luz e nunca mais na escuridão.

Thomas Edison era um criador a moda Newtoniana, passava anos dizendo que tudo era muito difícil, para valorizar os seus inventos, e até aqueles que ele surrupiava dos outros, como fez certa vez com um invento de Tesla.
De tanto pensar, em tudo ser muito difícil, isso acabou virando um hábito, uma crença inconsciente, e assim ele continuou pensando que tudo era difícil e assim foi, tanto que fez a sua lâmpada que, logo depois foi superada rapidamente por uma melhor, pela lâmpada de Tesla.

O velho Thomas tinha perdido a guerra das energias que ele mesmo travou contra, com a sua energia contínua.

E assim, pela energia alternada de Tesla ter ganho, ele pensou, eu não autorizo usar a minha lâmpada e ele não terá lâmpada alguma para demonstrar a sua energia alternada no evento, vai ser difícil para ele também.

Mas, Tesla que já dizia que tudo era muito simples, tudo vinha prontinho na cabeça dele, só com essa intensão, ele abria o acesso Quântico para as infinitas possibilidades, e numa semana, lá estava ele com a sua lâmpada  ainda melhor do que a do Edison, pronta e patenteada, e iluminou a primeira cidade em festa, com a sua energia alternada, que é a que usamos até hoje em todo o mundo. 

Toda informação desejada é dada!!!!!
Nós nunca estivemos separados da Fonte!!!!!

As religiões só permitiam com que a física clássica de Newton fossem colocadas nas escolas, vejam que todas esconderam por anos Nikola Tesla e só falavam em Thomas Edison. Só era permitido o que separasse eu de eu mesmo. Ou seja o Deus que elas criaram sendo o todo poderoso criador e castigador, de nós os meros seres humanos pecadores, que tinham que pagar algo, essa separação que elas inventaram, já foi desmentida com a experiência da dupla fenda há mais de 200 anos.

A física Quântica vem comprovando o que outras poucas individualizações já tinham recebido de respostas as suas perguntas...

Nós somos a linha de ponta do pensamento da Fonte de energia e informação de puro Bem Estar. Pensamos, e se permitimos, criamos novas realidades e novos mundos, se resistimos criamos apenas mais do que já é…


Vamos dar um exemplo como o do telefone:
Alguém sentiu no encontro com esse contraste, um mal estar por querer falar com alguém longe e não existia meios, esse algo não lhe fazia se sentir bem, esse contraste era a falta de meios para falar. Então, nesse encontro, esse alguém passou a sentir agora um novo desejo, que é o oposto do contraste e assim nasceu a ideia do telefone.  

Tudo vem à cabeça das pessoas assim… 
 E toda essa informação vem sozinha na cabeça das pessoas que seguem a alegria desse encontro. 
A maioria só não tem grandes ideias criativas porque encara os contrastes apenas como problemas para resolver, seja pensando e agindo só com as informações limitadas desse ego que já foi criado por poucas crenças e sendo ainda, a maioria dessas crenças resistentes ao fluxo de energia e informação do Vácuo Quântico, onde toda a informação está armazenada e de livre acesso para quem sempre pergunta a si mesmo, o que realmente ele quer? 

Na realidade, toda a informação já está no Vácuo Quântico, você só acessa apenas aquilo que as suas próprias crenças que você mesmo formou, ao repetir pensamentos, palavras e vibrações, que ainda continuamos até hoje a copiar das outras pessoas desde o útero de nossas mães, mas que só acessamos as informações que essas crenças nos permite acessar agora… 

Para acessar mais informações, temos que estar sempre criando novas crenças para expandir a nossa própria consciência limitada pelas crenças e nunca, jamais aprender nada com a vida… 

Nunca existiu aprendizagem, isso é coisa para inchar o EGO de alguém, se achando mais que qualquer outra individualização. 
Todos nos, e tudo mais é formado por átomos que tem autoconsciência, eles atendem os desejos do Vácuo Quântico, como nós somos individualizações dele os átomos também nos atendem, eles formam desde um grão de areia a esse corpo físico cheio de coisas maravilhosas. 
Tudo é energia em diferentes frequências, vibrações e densidades semelhantes, para dar a forma tudo o que se pensa, tudo é apenas mais uma onda de probabilidades momentâneas… 
Inclusive nós seres humanos… 



Eduardo Billy














quarta-feira, 19 de julho de 2017

A Minha Poesia





Aquilo que dentro da minha produção poética pode eventualmente definir-me, entre os poetas da minha geração, é o resultado do esforço para conquistar um espaço independente, ou seja, a minha forma particular de universalizar.
Pertenço ao número dos que atribuem à poesia uma enorme responsabilidade: a de transformar o mundo.
A poetização das coisas não é senão o aperfeiçoamento delas.
É para isto que se faz poesia e não para com ela se fazer literatura.

Os transes de ironia e de revolta que muitas vezes tecem os meus poemas, são o regurgitar de um incontinente entusiasmo por um sonegado destino de amor e liberdade que o poeta escuta ao estimular a superação das coisas e dos seres e que não vê cumprida.
A luta contra o tempo gerando o sublime engendra-lhe o reverso que é a abjecção de se viver condicionalmente. 

Aquilo que Jaspers chama o incondicional e que emana de uma liberdade que não pode ser de outra maneira, que não é causa de leis naturais mas o seu fundamento transcendente e que é o sublime de cada um, resulta na maior traição, porque não é dado ao homem como sua existência, mas deslumbrado num estado de superação.
A luta pelo incondicional em choque com a minha condicionalidade, eis o que me parece caracterizar melhor a minha poesia.


Natália Correia




Os Instantes Superiores da Alma





Os instantes Superiores da Alma 
Acontecem-lhe - na solidão - 
Quando o amigo - e a ocasião Terrena 
Se retiram para muito longe - 

Ou quando - Ela Própria - subiu 
A um plano tão alto 
Para Reconhecer menos 
Do que a sua Omnipotência - 

Essa Abolição Mortal 
É rara - mas tão bela 
Como Aparição - sujeita 
A um Ar Absoluto - 

Revelação da Eternidade 
Aos seus favoritos - bem poucos - 
A Gigantesca substância 
Da Imortalidade 



Emily Dickinson
in, "Poemas e Cartas" 






5 grandes amores que no serán el amor de tu vida





Hay amores que se extienden, se agrandan, se expanden, colapsan, naufragan, se pierden y se encuentran, dibujan presencia en lo ausente, conquistan almohadas y se adueñan de camas, sonrisas, lunares y pieles.

Para el escritor F. Scott Fitzgerald, existe todo tipo de amor en este mundo, pero nunca el mismo amor dos veces. Y esto resulta tan incuestionable como el hecho de que existen amores que persisten aunque se vayan y que renuncian aunque se queden.

Según Carmen Lynch (especialista en relaciones de pareja) y Victor Daniels (psicólogo de la Universidad Estatal de Sonoma), son tantos los tipos de relaciones que llegamos a experimentar a lo largo de la vida y se caracterizan por cualidades tan distintas, que no solo es posible clasificarlos sino que además es conveniente — incluso necesario — que aprendamos a hacerlo. Que seamos capaces de distinguir entre una relación capaz de perdurar en el tiempo y un amor espontáneo que ha venido a enseñarnos algo para, luego, partir con la misma sencillez con la que llegó.

En su texto “Patterns of Relationships”, publicado por la Universidad Estatal de Sonoma, Lynch y Daniels establecen una tipología que presenta la diferencia entre cinco patrones de relación de pareja que la mayoría de nosotros vivirá al menos una vez en la vida:


  1. Las relaciones que sanan
  2. Las relaciones experimentales
  3. Las relaciones transicionales
  4. Las relaciones evitativas
  5. Las relaciones pasajeras


Este tipo de relaciones son clave en nuestro desarrollo personal, suceden porque tienen que suceder, porque han venido a traer y llevar, a hacernos recordar y olvidar. Sin embargo, no siempre están destinados a ser “amores eternos”, llegando a durar — en su gran mayoría — entre unos pocos meses y unos cuantos años.

"Y debo decir que confío plenamente en la casualidad de haberte conocido. Que nunca intentaré olvidarte, y que si lo hiciera, no lo conseguiría. Que no fuiste el amor de mi vida, ni de mis días, ni de mi momento, pero que te quise y que te quiero, aunque estemos destinados a no ser." 
Julio Cortázar



1. Amores que sanan

Son relaciones que surgen ante períodos de gran angustia, pérdida o desilusión. En momentos difíciles, cuando nos sentimos más vulnerables, heridos y temerosos en nuestra propia condición de seres emocionales, los amores que sanan entran a nuestra vida como refugios donde hallar alivio al sufrimiento y recuperar la fe en nosotros y en el mundo.  

Con frecuencia, los amores que sanan ocurren en desigualdad de condiciones espacio-temporales (por ejemplo, las relaciones a distancia) o bien entre personas que difieren significativamente en términos de edad e intereses en común.

Las relaciones de este tipo suelen desenvolverse en el epicentro de extensas conversaciones sobre el pasado, donde se profundiza en traumas y experiencias dolorosas una y otra vez hasta que, eventualmente, se alcanza un punto donde es posible sanar heridas emocionales y dejar ir.


2. Amores experimentales

Son relaciones cuyo principal objetivo es abandonar un círculo de habituación emocional.

El propósito de las relaciones experimentales es romper con hábitos que, se siente, han comenzado a estancar el crecimiento individual. Esto se da mediante la aproximación a realidades distintas, el interés y establecimiento de vínculos con personas completamente ajenas a lo que usualmente se busca en una pareja sentimental. Todo esto con el fin de aprender a amar a alguien diferente en la búsqueda de un camino a amar mejor.


3. Amores de transición

Son relaciones que tienden un puente donde nuestro Yo del pasado se despide de nuestro Yo actual.

Los amores de transición nos permiten resolver conflictos, aceptar nuestros errores y asumir la responsabilidad de nuestros actos, manejar experiencias tormentosas y perdonarnos al mismo tiempo que intentamos ser mejores de lo que fuimos.

Para Lynch, los amores de transición nos aportan grandes oportunidades de aprendizaje y preparación con miras a la llegada de “un amor potencialmente duradero y saludable”.
No obstante, las relaciones de transición pueden evolucionar y transformarse en relaciones estables a largo plazo siempre y cuando el deseo sea mutuo y el abandono de los patrones de conducta de nuestro Yo anterior sea definitivo.

4. Amores evitativos  

Cuando uno o ambos miembros de la pareja construyen una muralla para no exponer su intimidad, o se guardan de un contacto pleno donde pudiesen revelar sus sentimientos más profundos, tiene lugar una relación evitativa.

Por lo común, este tipo de vínculos se establecen entre personas que han sufrido rupturas dolorosas o la muerte de un ser querido, lo que desarrolla un temor a la pérdida intensificado.

En las relaciones evitativas, la pareja no llega a constituirse de manera formal porque uno o ambos miembros se niegan a introducir a la otra persona en su mundo, sustituyendo la posibilidad de comprometerse emocionalmente con un mayor énfasis en el contacto físico y el placer sexual.

5. Amores pasajeros

Las relaciones pasajeras se dan en circunstancias que difícilmente pueden conducir a una relación estable. Los amores de verano son un ejemplo de relación pasajera, ya que se basan en un constructo idealizado que se alimenta de la pasión, el placer inmediato y expectativas poco realistas que nunca llegan a materializarse porque las condiciones del entorno (o la disposición individual) no lo permiten.

Los amores pasajeros suelen ser tan efímeros que generalmente no llegan a durar más que unas cuantas semanas, dejando a su paso tan solo suspiros y recuerdos de lo que pareció haber sido otra vida.

"Cualquier forma de amor que encuentres, vívelo". 
Anaïs Nin

Amar y permitirnos ser amados mientras el amor exista es una oportunidad para crecer en coraje y valentía. Sin embargo, es primordial asumir que el principio elemental de la vida siempre nos conducirá al movimiento y la evolución constantes, y que pretender que el amor puede ser aprisionado o asegurado de por vida, sólo nos predispone al sufrimiento.



in, Phrònesis




terça-feira, 18 de julho de 2017

Your Vagina is More Beautiful Than You Think

Demasiada Loucura é o Mais Divino Juízo





Demasiada Loucura é o mais divino Juízo - 
Para um Olhar criterioso - 
Demasiado Juízo - a mais severa Loucura - 
É a Maioria que 
Nisto, como em Tudo, prevalece - 
Consente - e és são - 
Objecta - és perigoso de imediato - 
E acorrentado 



Emily Dickinson
in, "Poemas e Cartas" 






Quando eu estiver louca, se afaste!





Há que se respeitar quem sofre de depressão, distimia, bipolaridade e demais transtornos psíquicos que afetam parte da população. Muitos desses pacientes recorrem à ajuda terapêutica e se medicam a fim de minimizar os efeitos desastrosos que respingam em suas relações profissionais e pessoais. Conseguem tornar, assim, mais tranquila a convivência.

Mas tem um grupo que está longe de ser doente: são os que simplesmente se autointitulam "difíceis" com o propósito de facilitar para o lado deles. 
São os temperamentais que não estão seriamente comprometidos por uma disfunção psíquica — ao menos, não que se saiba, já que não possuem diagnóstico. São morrinhas, apenas. Seja por alguma insegurança trazida da infância, ou por narcisismo crónico, ou ainda por terem herdado um génio desgraçado, se decretam "difíceis" e quem estiver por perto que se adapte. 
Que vida mole, não?

Tem uma música bonita do Skank que começa dizendo:
"Quando eu estiver triste, simplesmente me abrace/ quando eu estiver louco, subitamente se afaste/ quando eu estiver fogo/ suavemente se encaixe...".
A letra é poética, sem dúvida, mas é o melô do folgado.
Você é obrigada a reagir conforme o humor da criatura.

Antigamente, quando uma amiga, um namorado ou um parente declarava-se uma pessoa difícil, eu relevava. Ora, estava previamente explicada a razão de o infeliz entornar o caldo, promover discussões, criar briga do nada, encasquetar com besteira. Era alguém difícil, coitado. E teve a gentileza de avisar antes. Como não perdoar?

Já fui muito boazinha, lembro bem.
Hoje em dia, se alguém chegar perto de mim avisando "sou uma pessoa difícil", desejo sorte e desapareço em três segundos. 
Já gastei minha cota de paciência com esses difíceis que utilizam seu temperamento infantil e autocentrado como álibi para passar por cima dos sentimentos dos outros feito um trator, sem ligar a mínima se estão magoando — e claro que esses "outros" são seus afetos mais íntimos, pois com colegas e conhecidos eles são uns doces, a tal "dificuldade" que lhes caracteriza some como num passe de mágica.
Onde foi parar o ogro que estava aqui?

Chega-se a uma etapa da vida em que ser misericordioso cansa. 
Se a pessoa é difícil, é porque está se levando a sério demais.
Será que já não tem idade para controlar seu egocentrismo? 
Se não controla, é porque não está muito interessada em investir em suas relações. 
Já que ficam loucos a torto e direito, só nos resta se afastar, mesmo. E investir em pessoas alegres, educadas, divertidas e que não desperdiçam nosso tempo com draminhas repetitivos, dos quais já se conhece o final: sempre sobra para nós, os fáceis.



Martha Medeiros




segunda-feira, 17 de julho de 2017

Estratégias de Autoconsciência





Em linguagem simples, 
ser autoconsciente 
é conhecer-se a si próprio 
como realmente é. 


Inicialmente, a autoconsciência pode parecer um conceito ambíguo.
Não há nenhuma linha de meta no fim da qual alguém nos vai atribuir medalhas e declarar-nos «autoconscientes». Estar consciente de si próprio não é apenas saber se somos uma pessoa diurna em vez de noturna. É muito mais profundo. Conhecermo-nos a nós próprios, por dentro e por fora, é uma jornada contínua no descascar das várias camadas da cebola e no ficarmos cada vez mais e mais confortáveis com aquilo que existe no centro – a nossa verdadeira essência.

As reações emocionais para as quais estamos programados surgem antes de termos sequer a possibilidade de responder.

Uma vez que não é possível deixarmos as nossas emoções fora da equação, gerirmo-nos a nós próprios e às nossas relações significa que, primeiro, precisamos de estar conscientes da totalidade dos nossos sentimentos – tanto dos positivos como dos negativos.

Quando não reservamos tempo para detetar e compreender as nossas emoções, estas têm o estranho hábito de emergir quando menos esperamos ou queremos. É a forma que têm de chamar a nossa atenção para algo importante. O certo é que persistirão, e que o estrago será cada vez maior até que reconheçamos a sua existência.

Por vezes, enfrentar a verdade sobre quem realmente somos pode ser incómodo.
Entrar em contacto com as nossas emoções e tendências requer honestidade e coragem. Seja paciente e dê a si próprio o reconhecimento que merece, por todos os seus progressos, não importa o quão pequenos possam ser.

À medida que for identificando coisas sobre si próprio, coisas das quais antes não tinha consciência (e das quais nem sempre vai gostar), estará a progredir.

Já a seguir, este capítulo irá apresentar-lhe 15 estratégias originais, todas elas concebidas para o ajudar a maximizar a autoconsciência e a criar mudanças positivas na sua vida. As estratégias são objetivas e recheadas de ideias e de exemplos que ajudarão a sua autoconsciência a crescer.




ESTRATÉGIAS DE AUTOCONSCIÊNCIA

1 - Pare de tratar os seus sentimentos como bons ou maus

2 - Observe a vibração das suas emoções

3 - Aproxime-se do seu desconforto

4 - Sinta as emoções fisicamente

5 - Saiba Quem e o Que o afeta

6 - Observe-se a si próprio com olhos de águia...

7 - Inicie um diário das suas emoções

8 - Não se deixe enganar pelo mau humor

9 - Mas também não se deixe enganar pelo bom humor

10 - Pare e questione-se sobre a razão pela qual faz o que faz

11 - Visite os seus valores

12 - Verifique-se a si próprio

13 - Identifique as suas emoções em livros, filmes e músicas

14 - Procure a opinião e os comentários dos outros

15 - Conheça-se a si próprio sob stress




in, "Inteligência Emocional 2.0"
Travis Bradberry e Jean Greaves





A Dor Tem um Elemento de Vazio





A Dor - tem um Elemento de Vazio - 
Não se consegue lembrar 
De quando começou - ou se houve 
Um tempo em que não existiu - 

Não tem Futuro - para lá de si própria - 
O seu Infinito contém 
O seu Passado - iluminado para aperceber 
Novas Épocas - de Dor. 



Emily Dickinson 
in, "Poemas e Cartas" 






.......................... geometry





Buckminster Fuller explained to me once that because our world is constructed from geometric relations like the Golden Ratio or the Fibonacci Series, by thinking about geometry all the time, you could organize and harmonize your life with the structure of the world. 
– Einar Thorsteinn

Fractal geometry is not just a chapter of mathematics, but one that helps Everyman to see the same world differently.
 – Benoît Mandelbrot





domingo, 16 de julho de 2017

Se Me Deixares, Eu Digo





Se me deixares, eu digo 
O contrario a toda a gente; 
E, n'este mundo de enganos, 
Fala verdade quem mente. 
Tu dizes que a minha boca 
Já não acorda desejos, 
Já não aquece outra boca, 
Já não merece os teus beijos; 
Mas, tem cuidado comigo, 
Não procures ser ausente: 
- Se me deixares, eu digo 
O contrario a toda a gente. 



António Botto
in, "Canções" 





O papel do “outro” na nossa vida





Numa história Oriental:

“O discípulo pergunta ao Mestre;
– Mestre, como posso tratar os outros, principalmente os que ainda expressam violência e raiva?
O Mestre responde;
– Não há outros…”

Até ao momento em que despertamos para o nosso mundo interior, para a nossa história individual e começamos a assumir responsabilidade pela nossa energia e pela nossa contribuição ao mundo, vivemos ausentes de nós próprios, deslumbrados com a diversidade e complexidade do mundo.
Ainda inconscientes da nossa responsabilidade pessoal de sermos co-criadores dessa realidade e que ela faz parte do nosso desafio pessoal, tudo faremos para a controlar de maneira a criarmos o mundo perfeito, com as pessoas perfeitas que ansiamos viver.

Não sabemos ainda que a única maneira de mudar o mundo, é mudando a nossa energia interior, desactivando todas as frequências do medo e activando as energias do amor. Será apenas uma questão de tempo até que essas idealizações e fantasias de perfeição e controle rebentem, tal como bolas de sabão, para que possamos cumprir a proposta original da vida:
– Rendermo-nos à vida tal como ela é.
– Aprender a ver todos os movimentos como inteligentes e cheios de sinais para cada história individual.
– Estudar as Leis Universais de maneira a percebermos esses movimentos.
– Relembrar que talentos e dons trazemos dentro de nós para levar mais luz ao mundo.
– Aproveitarmos cada momento para expressarmos a mais elevada versão de nós próprios.

Até acedermos a essa maravilhosa sabedoria e visão superior, a ilusão de que a nossa felicidade, equilíbrio e segurança se encontra algures no mundo continua…

– “Vera eu vivo com uma pessoa muito difícil. É uma pessoa insensível, sem empatia nenhuma, um tanto bruta. Nunca senti esta pessoa como um parceiro pois faz a sua vida como se eu não existisse e quando está comigo não me valoriza ou respeita. Mas como a mãe dessa pessoa já era assim eu até entendo e desculpo. Se ele fizesse um esforço ou desse valor à minha paciência e dedicação tudo seria maravilhoso.”

Sempre que ouço alguém ainda preso neste discurso, eu pergunto:
-“Já percebeste porque atraíste essa pessoa e o que pretendes fazer com essa relação?”

E esta é a pergunta que a maior parte tenta evitar...

  • Perceber esta pergunta implica aceitar a responsabilidade de ter co-criado uma relação sem qualidade. Implica que está na minha mão fazer o que é melhor para mim. 
  • Implica aceitar que o outro tem a liberdade de ser quem é. 
  • Implica que para fazer o que é melhor para mim terei que mudar a minha vida e ir em busca de uma nova realidade mais feliz para mim.


Infelizmente a maior parte das pessoas ainda está presa no jogo “eu mudo para ti e tu mudas para mim”, jogo esse que nos cria apegos e obsessões doentias pelo outro.

A maior parte das pessoas, se eu deixasse, seria capaz de estar a falar dos comportamentos dos outros por horas.
O que o outro fez ou disse ou devia ter feito. 
O que o outro não fez ou fazia mas já não faz. 
O que o outro podia ter feito 
e mais as razões que explicam ou justificam os mais variados comportamentos.
De vez em quando, se eu não disser nada, ouço profundas análises dissecando de todas as maneiras, o outro.

Muitos são os que ainda não aprenderam a ver o outro como um meio de saberem mais sobre si mesmos. 
Não percebem que o que estão a ver é apenas um espelho do que vive inconsciente dentro de si mesmos em frequências diferentes.

O outro é uma materialização de energias nossas que vêm à nossa vida para serem reconhecidas e actualizadas. A partir do momento em que as reconhecemos e saramos interiormente, mudando assim a nossa energia, a relação irá também consequentemente mudar. Ou o outro acompanha o nossa mudança vibratória ou a relação irá tornar-se impossível.

Ninguém nos ensinou que a nossa vida é uma continuação de uma história que já vem de trás. 
Que esta vida é apenas mais um episódio de uma gigante novela que já não nos lembramos como começou e está longe de terminar. 
Dentro ou fora das relações, o nosso trabalho pessoal interior irá ser feito.

Se queremos viver sob a lei do amor e integrar a espiritualidade na nossa vida,
é essencial aprendermos a olhar para os outros como extensões da nossa energia. 

  • Como espelhos do que em nós não vemos. 
  • Como espíritos companheiros que inconscientemente conspiram para o nosso equilíbrio interior. 
  • Como carteiros cósmicos que de maneiras mais amorosas ou violentas, não desistem de entregar o seu correio. 
  • Como testes desafiantes que nos convidam a escolher. 


O outro é um meio para nos conhecermos e não um fim em si. 
O outro é apenas um visitante na nossa história que nos vem dar a oportunidade de a reconhecermos e de nos empoderarmos. 



Assim 
não interessa então 
o que o outro fez ou disse ou é 
mas sim, 
o que NÓS escolhemos fazer 
com o que o outro fez ou disse ou é.




Vera Luz