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sábado, 1 de fevereiro de 2020

Um CERTO masculino, um OUTRO lado


Ben Howe






Os homens são frequentemente "violentados" e acho que pouca gente põe o dedo na ferida.
São meros "danos colaterais" poderíamos dizer por vezes. 

Desde muito cedo, é difícil a um homem, se não tiver o devido equilíbrio e educação, viver devidamente enquadrado:

  • seja porque se pode tornar demasiado rebelde, estranho ou sensível; 
  • seja porque tem de defender esse bastião de masculinidade atroz que enverga na testosterona que lhe percorre o corpo (uns mais, outros menos); 
  • seja porque filtra melhor ou pior o "lixo arquetípico" que lhe vai passando corporeamente pelo cérebro 
  • seja porque tem que lidar com, claro está, variadas mulheres que, tal como ele, estão a aprender a viver. 


Não se nasce apenas. 
É preciso aprender a viver. 
E é isto que muitas vezes nos esquecemos, e cobramos uns aos outros indiscriminadamente.

Se a mulher tem tarefas hercúleas, o homem não lhe fica atrás.
Há variadas razões políticas, económicas, sociais e religiosas que levaram à opressão das mulheres, mas o que eu assisto hoje em dia é a uma crescente e injustificada culpabilização do masculino em certos meios de forma, e sublinho "certos meios" (leiam com atenção), quanto a mim, injustificada.

A verdadeira razão tem a ver com uma distorção forte dos media e a uma intolerância relativa a ausência do contrabalançar das energias masculina e feminina, ambas complementares.
Homens e mulheres são diferentes (iguais perante a lei, sim).
Há quem continue a achar que não. 

Que são iguais, que tem de haver um jogo de subjugação de parte a parte.
Nada mais erróneo.

Nos casos de violência - estes ocorrem de parte a parte - e lamentavelmente, no caso dos homens, esta pode exercida de forma muito mais requintada e manipuladora, dada a natureza da energia feminina, não menosprezando obviamente os casos de violência gravíssimos que ocorrem com as mulheres, mas disso todos falamos. Os homens sofrem em silêncio, muitos deles por vergonha e dada a sua compleição física - têm danos psicológicos insanáveis.

Mas a velha ideia de que um homem não sente, é um preconceito geral. 
O homem sente, obviamente. 

Pode não ter o período, não ter filhos, ter um cérebro que funcione de forma distinta, mas tem emoções e sentimentos, é humano na mesma. E há certas camadas que demonizaram o sexo masculino de forma chocante, baseadas em casos particulares num processo de vitimização que em nada abona a seu favor enquanto indivíduos, que merecem antes um maior auto-respeito e necessidade de um processo de crescimento interior.
Mas parece mal falar nisto.

Os homens não são perfeitos. 
E as mulheres são?

Acho este um dos temas mais esquecidos, e que também me gostaria de debruçar nos meus estudos de Psicologia. É sobre este masculino que também sofre, e também está ferido e distorcido.
Um CERTO masculino.
Se este masculino ferido se encontrar com o feminino que se tem masculinizado e que precisa ser resgatado, então talvez haja esperança de alguma evolução.
Comecemos por nós próprios, pelo princípio...


Saravai Einstein




quinta-feira, 27 de junho de 2019

Dear Sacred Masculine,





Dear Sacred Masculine,

I want you. I really do.

I want to know and worship every ounce of your body, mind, and soul. Not all at once, but slowly, so I can savor every single morsel of you.

I don’t want to claim your freedom, but I do want to unleash you towards a higher consciousness that pulls in desire and amplifies a cosmic kind of love.

If I must tempt you even further—yes, this type of love does include mind-blowing sex.

I long to know your power. The power that lies beyond aggression, competition and the diminishing of others, especially women.
It is the kind of power reserved for superheroes and gods; solid, enduring, capable, and otherworldly. This is a power of pure potential. It ignites and contains a chaotic and ever expanding Universe—a whole woman. When you use your power in this way, I will shower you with the appreciation and attention you deserve.

A feminist man is really sexy.

I want to hold and be held by the safety of your flesh, so that I may free my wild side from societal cages, surrender in tenderness, gyrate with creative life force, and show you what my erotic creature is greedy for.

I am a huntress of desire who equally wants to be hunted, a warrioress for truth who will show you the way, a seductress of sacred sexual connection who wants to love, make love, and f**k. I am a tornado, a soft breeze, a blazing fire, candlelight, the depth of the ocean and a peaceful river. I am a shapeshifter that feels and emotes with the full 88 keys of a piano—can you handle me? I need you to be the sacred container that can, and then I’ll blow your mind.

The heat in my heart and in my groins only ignite in safety—you have no idea the power of the Divine Feminine allowed to reveal her true nature.

I wish to hear your fears and your deepest desires. I am both a nurturing Mother Mary who bleeds with unconditional love, and the shameless Mary Magdalene whose calling is to resurrect the Divine Masculine from the ashes of a dominating patriarchy through erotic love.

Surrender to me, so I can show you the proper way to dominate in love and love making.

I crave to be penetrated by your focused gaze. First through my eyes, then into my heart and soul. I want you to worship my entire body as she is, especially at the center of my sex, where the magic of all creation begins. Linger on me, tease me, tempt me, taste me, and now penetrate me with your body.

I want to love you in your naked truth—a grown man who journeyed within himself to heal the boy and find his heart, who has compassion for others, and continues to be devoted to his highest self.
No one can emasculate the Sacred Man.

It is the merging of the Divine Masculine with the Divine Feminine that will awaken this world to a new way of relating, and magnify the love that this earth so desperately needs right now. Will you melt into me with sacred love and ecstatic bliss to get there? I want you to.

With love, adoration, and so much desire for you,

The Sacred Feminine.


Coltrane Lord
in, The Good Men Project






quarta-feira, 8 de maio de 2019

When a man chooses a woman who follows her calling






When a man chooses a woman who follows her calling, his only chance to maintain the connection is in following her… and above all in creating space for her to follow her own path.

It may happen that he needs to abandon his own neediness, or that he finds a means of healing through their common path – but not in the gentlest manner.

When a man chooses a woman who heals the collective wounds of the women by following her calling, his Yes for her equals a Yes to a bigger purpose far beyond building a house or raising children. Their connection goes beyond fulfilling the classical gender role models.

For this man accepts the job of having the back of this woman, of catching her when she cannot transform the pain of the world anymore. It means for him to welcome a different form of sexuality, since healing on the level of sexuality is one of the most profound issues of the woman who needs to become a healer.

For him this, again, is about welcoming slowness, softness and healing –about holding back or redirecting his own drive.. about being present for the whole.

Because when a man chooses a woman who aims for freedom, they can only achieve this together, and by him leaving his narcissistic aspects behind and recognizing the path of the woman as his own path towards freedom.

When a man chooses a woman who is bigger, he cannot dwell in the places of energies of oppression or of playing small. He – if he chooses to take on this mission with her – accepts a task serving the well-being of all men, even though it happens in the background. Within this background he creates space of security, of keeping her safe from an ambush bred by his own old wounds, driving her into submission.

When a man chooses a woman out of his fascination with her radiance and wisdom, it must be obvious to him that he cannot be stuck within his own deficits in a way that makes him want to diminish her radiance… purely out of fear of having to share her with others.

When a man chooses a woman who follows her calling, he cannot fear these words: respect, humility and surrender. He will rather walk the path of divinity – alongside his woman, the healer – with gratitude and an overflowing heart.

For such a woman will choose – if she ever needs to choose – in favour of the well-being of all women …and she will choose walking her path alone instead of leaving it for him. Nevertheless, she is aware of the power that lies in the presence of a man who is beating the drums… for her.


Mokshadevi





domingo, 30 de dezembro de 2018

A Profecia da Curandeira





Escolhi um livro muito especial para começar a ler na Noite de Ceia.
Adoro começar a ler um livro místico nessa noite, e ficar a ler até tarde.
“A Profecia da Curandeira” do escritor peruano Hernán Huarache Mamani. 
Todas as mulheres deviam ler este livro.
O título original é “El Poder de la Mujer”.

Tem ensinamentos preciosos, passados por mulheres sábias peruanas, da comunidade de Ipana nos Andes Peruanos.
Verdadeiras Mestras Andinas!
Que ensinam que a Vida é uma Escola onde é necessário aprender a amar e a servir o próximo!

A Mama Qoyllurchiy diz que no passado, a mulher andina desempenhou um papel muito importante ao participar activamente na constituição de uma nova sociedade: o Tawantisuyo, a sociedade perfeita, o governo das quatro regiões ou o fabuloso Império do Ouro e da Prata dos Incas, como é conhecido pelos historiadores do Ocidente.

Ela fala que havia o Ajillawasi, um Centro Educativo Feminino, que existiu há mais de cinco séculos, e que era uma instituição criada pelas Mamakuna, onde as Mestras ensinavam a Pachamama, uma ciência que instruía sobre a compreensão e o respeito pela natureza.
Foi na base destes ensinamentos que os Incas, também chamados de “Filhos do Sol” foram instruídos. Foram eles que difundiram a Luz da Espiritualidade pelos Andes até à chegada dos Espanhóis.

Nos dias de hoje, existem muitas mudanças no mundo devido ao uso irresponsável da ciência e das tecnologias. A Terra vive uma autêntica catástrofe ecológica.
Pouco a pouco, muitas mulheres vão tomando consciência de que o nosso planeta corre um grande perigo, e instintivamente, estão a recuperar a Força e a Energia para encontrarem um caminho diferente, mais benéfico para o planeta, e voltarem a ter nas mãos as rédeas da Humanidade, que lhes foram temporariamente tiradas com o Sistema Patriarcal.
A mulher não tem ainda consciência do papel que irá desempenhar no futuro, assim como não está ainda consciente das imensas capacidades que possui e das quais entretanto se esqueceu.

Este livro é importante para mostrar o Caminho de Iniciação Andina que as mulheres sábias do povo Inca seguiram, mantendo em segredo os Conhecimentos Sagrados da Pachamama.
Mostra o que a mulher é capaz de fazer para reconquistar o papel que a Natureza lhe atribuiu. No longo trajeto de aprendizagem, é possível encontrar em nós próprias a força de vontade, a coragem, o conhecimento, e a energia necessárias para mudar o curso da história individual, fazendo de cada dor, de cada solidão, de cada tristeza, um mundo de alegria, de amizade e de plenitude.
Mostra também que, para favorecer o nascimento de uma nova relação, baseada na colaboração entre homem e mulher, é necessário destruir a prisão que alguns homens criaram com a finalidade de submeter a mulher.

A protagonista da história chama-se Kantu, uma jovem andina lindíssima. Pouco ou nada sabia dos seus ancestrais incas e tinha um estilo de vida moderno na grande cidade de Cuzco que a envolvia totalmente. Um dia, tudo se altera, quando no meio de uma violenta tempestade é atingida por um raio, o que a despertou para uma nova realidade. Inicia uma peregrinação mística pela antiga sabedoria xamânica da tradição espiritual inca, desafiando os seus próprios limites. Encontra-se com sábias curandeiras das montanhas, e nasce uma Kantu com uma nova Luz Interior, uma força poderosíssima que ignorava possuir e que lhe abre horizontes inesperados. Ao conhecer-se a si mesma, e às Forças subtis que governam a Criação, Kantu torna-se Senhora da sua Vida e descobre que o amor é a mais poderosa energia do Universo.
É uma história misteriosa e mágica, que faz despertar o Espírito Feminino neste Ciclo Cósmico, que será o início de uma época de Paz e Harmonia no Mundo.

O livro tem 267páginas para ler e reler devagar, divididas em 16 capítulos e um Epílogo:


  1. TU TENS O PODER

Fala da tempestade nas montanhas, em Coporaque no Perú, que vitimou Kantu com uma descarga eléctrica de um raio. Estava entorpecida caída no chão, e sentia-se impotente, indefesa e frágil. Os índios, com os chullos (gorro com orelhas) na cabeça e sandálias andinas feitas de câmaras de ar de pneus usados, são um povo sempre atento ao que se passa na comunidade e consideram o seu povo como uma família. Povo sensível ao sofrimento dos outros como se do próprio sofrimento se tratasse. Nas suas casas existe sempre pão, refúgio e bons conselhos para quem queira. E depressa socorreram Kantu, trataram dela, das suas feridas, deram-lhe a beber chás de ervas medicinais, esfregaram-lhe o peito com pomadas feitas com ervas medicinais, tudo feito por curandeiras cheias de força interior e um ânimo forte e indomável.

Segundo a Medicina da Pachamama (Mãe Cósmica, Mãe Natureza), as pessoas atingidas por um raio que sobrevivem estão destinadas a serem curandeiras. Essa Medicina da Pachamama é praticada pelos curandeiros Hampi Kamayok na sociedade Tawantinsuyo (a totalidade do território do Império Inca que se dividia em 4 regiões, e cuja capital era a cidade de Cuzco). Esses curandeiros tinham de possuir dons especiais e uma personalidade forte; curavam os seres humanos, combatiam as pragas e epidemias que atingiam os animais e as plantas. Viviam rodeados de uma aura de mistério e poder. Reuniam-se em congregações onde lhes eram transmitidas as fórmulas secretas, os rituais e as técnicas de cura e pertenciam quase sempre à casta sacerdotal. Tinham um processo de iniciação bastante rígido chamado Wamaq, com jejuns, privações, provas de resistência, exercícios físicos e mentais, para lhes ensinar a superar o medo do desconhecido. A sua alimentação era vegetariana à base de ervas, raízes, fruta e grãos de milho com o objetivo de purificar o corpo e atingir o controlo físico e mental. Eram guiados por um Amauta, um sábio capaz de lhes explicar os mistérios dos fenómenos humanos. Aprendiam a história dos seus antepassados, as lendas, os mitos, as cerimónias, o poder curativo das ervas medicinais, dos amuletos, das massagens, e também a compreender o mundo invisível. Alguns tinham o dom da clarividência, conheciam o Passado, o Presente e o Futuro, ao usarem folhas de coca, grãos de milho, vísceras de leitões e dos lamas; outros entravam em contacto com as forças da natureza e comunicavam com os relâmpagos, com o Sol e com a Lua; outros falavam com os espíritos dos antepassados; e outros comunicavam com os Apukuna, espíritos protetores dos homens que vivem nas montanhas altas. Depois da primeira invasão espanhola do Perú, estes curandeiros Hampi Kamayok quase se extinguiu e os seus conhecimentos perderam-se. Mas, a antiga tradição era transmitida de Pai para filho e os detentores de esta antiga sabedoria reuniam-se em segredo. Daí restou apenas um conhecimento rudimentar definido como Medicina Popular, chamada de Hampi Qhato.

Os curandeiros, parteiras, e adivinhos que usam essa nova medicina ainda hoje exercem conservando esses conhecimentos antigos, como é o caso dos Yatiri que vivem nas margens do Lago Titicaca no sul do Perú, e os Qamile na Bolívia, e percorrem as várias aldeias com os seus remédios, amuletos e ervas medicinais.

Kantu não acreditava em nada disto, levava uma vida ao estilo moderno em Cuzco, que hoje é uma cidade meio andina meio ocidental, a 3ª cidade mais importante do Perú, grande centro turístico e Capital Arqueológica da América do Sul. Na cidade vivem brancos, turistas ocidentais, mestiços e indígenas como a Kantu. Desde pequena que demonstrava muita intuição e sensibilidade para compreender as pessoas mas, não tinha nenhum interesse em cultivar essas faculdades e preferia dedicar-se à universidade.
Depois do acidente, aconteceram-lhe coisas muito estranhas: começou a ter visões do que estava para acontecer a outras pessoas, teve uma crise nervosa severa durante vários meses acamada que a medicina tradicional não curou. Foi quando a mãe a levou a Anselmo, o curandeiro da sua aldeia Coporaque, contra a sua vontade após muita insistência.
Anselmo usava as folhas de coca para diagnosticar o que se passava com Kantu.
Há milénios que os Quechua usam as folhas de coca para conhecer o passado, presente e futuro, para ler a mente do ser humano e para diagnosticar doenças físicas e espirituais, visto que a coca não é apenas um alimento e um remédio, mas é sobretudo uma substância que possui poderes mágicos, graças aos quais é possível entrar em contacto com o mundo dos espíritos. E foi quando lhe fez o diagnóstico.
“ As pessoas pensam que és louca porque começaste a ler o futuro. Tu podes ver o amanhã, podes predizer coisas bastante desagradáveis e isso irrita os outros. Aquilo que te provoca o mal-estar é a visão do futuro. A tua saúde está perfeita, o teu corpo está bem, mas aquilo que a tua alma consegue ver insinua-se na matéria do teu corpo e é isso que te está a provocar problemas. Possuis o Dom da Profecia! Podes vir a ser uma grande vidente! No teu caso, despertaram os poderes de que és dotada e que não sabes como controlar. Com a prática poderás desenvolvê-los e a controlá-los, recorrendo a eles apenas quando precisares”. 

Kantu não queria esse Dom, queria ser uma pessoa normal, e ter uma vida como antes.
Anselmo disse-lhe:
“Mas porque queres ser normal? Este é um dom que muito poucos possuem. Algumas mulheres, quando o desejam muito, podem adquirir essa capacidade com o tempo, mas são poucas aquelas que nascem com esta energia e este poder. A Mãe Natureza foi generosa contigo. Se quiseres posso ajudar-te a desenvolver este dom, mas se não quiseres posso restituir ao teu corpo o que chamas de normalidade, e anular este poder”
Kantu suplicou para que ele anulasse o poder da profecia e ele disse-lhe:
” A natureza ofereceu-te um dom, e tu, em vez de agradeceres e de aprenderes a utilizá-lo, preferes deitá-lo fora. No fundo, é sempre assim: por vezes, este dom é concedido a quem menos o deseja. Tu não sabes o poder que tens, e desconheces que o podes utilizar para ajudar os outros”. 

Os famosos Alto Misayoq, atualmente a hierarquia mais elevada dos médicos-sacerdotes no sul do Perú, chamam Paqos a estas pessoas que depois de serem atingidos por um raio se tornam sacerdotes-curandeiros.
Kantu fez o que Anselmo lhe disse para fazer, massagens, dieta específica, ingestão de ervas medicinais e as visões desapareceram, voltando a ter a vida normal de antes.
Foi assim que ela compreendeu que existem duas formas diferentes de abordar um problema: por um lado, a medicina tradicional exercida por médicos especialistas, e por outro a medicina popular praticada por curandeiros que recorrem a métodos transmitidos de geração em geração. Passou a confiar em Anselmo, por ter uma extraordinária capacidade de compreender as coisas e as pessoas, e por ter um profundo conhecimento, quer da psicologia masculina quer da feminina, que superava largamente o de muitas pessoas cultas. E assim nasceu uma verdadeira amizade entre eles.

Passou a visitar Anselmo para compreender melhor como um raio tem a capacidade de despertar dons nas pessoas. Anselmo explicou-lhe que:
 “a Natureza concede-nos grandes poderes, a todos os seres humanos, mas por regra ficam adormecidos dentro de nós. A vida que levamos, tudo o que fazemos, pensamos ou sentimos, faz com que pouco a pouco, se fechem os canais que nos permitem comunicar com a Natureza. De um modo geral, são as mulheres, seres mais espirituais e menos materialistas que os homens, que mais facilmente desenvolvem esses poderes. Tal como todas as mulheres, também tu possuis dentro de ti estes dons adormecidos. Um deles foi despertado graças à faísca que atingiu o teu corpo. Se te tivesse acertado em cheio tinhas morrido; estás viva porque apena te atingiu de raspão, mas abriu os canais que correm dentro de ti e que eu tive de voltar a fechar porque tu assim o quiseste. Tu foste dotada de uma capacidade, de um dom que despertou dentro de ti e que poderias ter utilizado e desenvolvido. Possuis uma grande força interior que podes usar em teu benefício e em benefício dos outros. Se quiseres, ainda vais a tempo de o fazer. Possuis um poder que só utilizarás quando for essa a tua vontade”. 

Mas Kantu lembrou-se dos problemas que a capacidade de prever o futuro lhe causou e foi embora. 

E assim começa esta viagem mágica com esta maravilhosa Kantu.




terça-feira, 20 de novembro de 2018

A Falta de um Sagrado Masculino





O século XXI está atravessado por um inadiável debate sobre géneros. A construção social sobre o sentido de ser “mulher” e “homem” ganhou importantes novas matizes, representadas, por exemplo, na maior visibilidade das pautas transexuais, em militância pelo reconhecimento de direitos civis básicos, ou mesmo na polémica teoria queer. De maneira geral, o feminismo tem inegavelmente sido um movimento responsável por alimentar importantes discussões sobre o que é, afinal, feminino e masculino, não raro descritos como polos opostos na nossa fantasia de papeis sociais.

Também inegavelmente, as mulheres têm avançado na conquista de novas experiências para si e na criação de novos sentidos do que é ser mulher, abrindo pioneiramente novos panoramas para a sociedade, que de repente vê suas antigas formas de organização contestadas. É apenas ponta do iceberg aprofundar em como nós nos relacionamos afetiva e sexualmente e como as relações de poder implicadas nisso se estendem desde a microfísica da vida doméstica para compor o capitalismo em grande escala.

Velhos Mitos
Verdade seja dita: os homens parecem acompanhar muito mal o ritmo dessa reinvenção (ou revolução?). É preciso mais empenho masculino para que o homem não ocupe apenas um lugar reacionário, de reativo defensor de um velho papel social que já agoniza diante de novas demandas. Estamos diante de um tempo único, onde as mudanças em curso geram um vácuo em que o ego masculino se encontra fragilizado. Ele, com muita dificuldade, poderia se estruturar em algumas das imagens clássicas que tomava como edifício: o provedor, o protetor, o cavaleiro, o conquistador. Todas essas imagens verticalizam o homem sobre a mulher. Ora, as mulheres gradualmente tomam consciência que podem prover a si mesmas, proteger a si mesmas, ser amazonas de si mesmas e conquistar suas próprias guerras.

Poderíamos especificar ainda mais as imagens do masculino: o malandro, o encantador e descompromissado moleque, o Don Juan, o insaciável viril, o homem poderoso, o “retrossexual” másculo, grosseiro, porém elegante e inclusive o sensível homem contemporâneo, além de tantos outros. Todos esses não são meros estereótipos: são imagens inconscientes e nossos modelos de desenvolvimento.

As velhas referências de masculino em sua relação com o feminino soam, agora, um tanto impotentes. Um novo patamar de relacionamento é exigido e muitos homens estão desbaratados. Não à toa, alguns ainda se revoltam quando encontram mulheres questionando seus lugares comuns, seus santuários da masculinidade. Ter aquilo que era sagrado atacado causa reatividade: tanto o deboche como a agressividade que vemos na reação contra a mulher são escalas de um mesmo desespero violento, o desespero da identidade ameaçada. Na verdade, o que está acontecendo é que as mulheres têm descoberto múltiplos novos sentidos para um sagrado feminino. Os homens estão em falta com um sagrado masculino — ou seja, com núcleos de referências que possibilitem novas formas de estar no mundo e de se relacionar consigo mesmo e com seus pares.

Estamos em falta com uma nova mitologia do masculino. Quando viramos reprodutores anacrônicos de comportamento, perdemos conexão com nossa base arquetípica — ou seja, aquela nossa dimensão instintiva e criativa que, por ser comum a toda humanidade, também é capaz de sempre atualizar e inovar minha existência e minha posição no coletivo ao qual pertenço.

Mas por que tratar isso como sagrado?
Porque a experiência arquetípica do sagrado serve de pano de fundo e ritualiza aquilo a que damos valor, as coisas que nos importam na vida pessoal e em sociedade. Seja esse “sagrado” novos deuses, ideais ou uma meta: sem modelo de sagrado — basicamente, de criação de sentidos para a vida —, tudo tende a se tornar desdenhosamente insignificante, fatos que não se concatenam e não se enriquecem como experiências, profanamente alienados.

Nesse caso, isso significa que nossa capacidade de atualizar narrativas sobre o que é ser homem tem estado defasada e alienada. Sem novos mitos que versem sobre nós, nosso corpo de experiências fica pobremente organizado, conservando vícios e velharias.


Novos Mitos
Para produzir novas narrativas sobre o que é ser homem, primeiramente é necessário que os homens se conectem com suas próprias necessidades. Por muito tempo, a emoção foi atribuída como algo marcantemente feminino, de modo que sentir não seria próprio ao homem. Logo, o homem ocidental, como género e papel social, tornou-se alienado de sentir.

Aprofundemos a implicação disso: onde não há emoção e a conexão que ela gera, restam apenas relações de poder. Jung já havia sugerido que a sombra do amor é o poder: onde um está potente, o outro mingua. O homem precisa ser honesto com a história da socialização de seu género: fomos educados pelo e para o poder. Guerra, conquista, colonização, defender a família. Pragmatismo, objetividade, insensibilidade. A neurose coletiva do género homem tem um pé firme na psicopatia. Mulher e filhos são, para essa construção, propriedades, posses do poder. Admitir essa embaraçosa e truculenta realidade, que pode estar mais ou menos enraizada nos detalhes de nossa subjetividade de homem, é um primeiro passo para que nosso mundo interior — e nossas relações — não se torne erigido numa lógica de dominação.

O preço de manter um mundo interior cultivado pela lógica do poder é alto para nossa própria alma: custa a própria sensibilidade. A consequência, no entanto, é também social: desejo de dominar, competição, violência, paranoia, repressão, fascismo.

Portanto, é preciso resgatar alguns valores banidos da dimensão do masculino. A sensibilidade já foi citada. Também a escuta e capacidade de acolhimento daquilo que consideramos fraco, em nós mesmos e nos outros. Mais horizontalidade e menos competição com a diferença. Um novo mito para o homem tem de passar por uma canalização mais sensível de sua energia excessivamente heroica, hiper estimulada pelo ocidente. O poder de ação do herói é importante, mas ele não raro se converte em rolo compressor. É importante, além disso, que o homem se descole da identificação excessiva com o herói. Assim como é extremamente limitado identificarmos o feminino apenas como mãe, esposa ou amante, é limitado para o homem se identificar com o guerreiro.

Em vez de bárbaros, podemos ser bardos. Não tão Apolo, mais dionisíacos. Menos protagonistas a todo momento, mais generosos e coletivos. Menos deboche, mais receptividade. Menos amantes performáticos, mais empáticos. Menos pornografia, mais realidade. Menos fala, mais escuta. Quando nos empenhamos em desconstruir o velho, o novo brota organicamente.


Fratria
Homens precisam se reunir com homens para falar de suas próprias emoções e perceber que seus processos são semelhantes e não precisam ser vividos solitariamente. A solidão, quando não é uma escolha do próprio indivíduo, envenena e debilita. Tem nos faltado a experiência de fratria, irmandade. No fundo, nosso modelo de fratria ainda parece ser o de Caim e Abel: inveja, competição e extermínio do próximo estão enraizados na cultura. Falta aos homens relações significativas, onde as dores possam ser abordadas. Em tempos de relações líquidas, superficiais, nos falta trabalhar o pus da ferida.

A importância de fazer esse trabalho de desconstrução fraternalmente e prioritariamente entre homens é importante por alguns fatores (e possivelmente por outros muitos, não enumerados aqui):

As mulheres já estão sobrecarregadas pelos temas de suas próprias desconstruções.
Podemos sobrecarregá-las com o papel de professoras, como se elas devessem ensinar nosso caminho de desconstrução. A convivência íntima e significativa com mulheres pode e deve ser um importante catalisador, mas por experiência de vida elas só têm como saber o que os homens lhe causam ou causaram. Fundamentalmente, não sabem o que é ser homem. Além disso, elas não são nossa mãe: não é obrigação de nenhuma mulher nos ensinar o caminho de nossa própria realização enquanto homens.
Homens passam por experiências em comum e o modo de homens socializarem exclusivamente uns com os outros é único, diferente de quando há mulheres presentes. É nesse âmbito que se encontra a matéria prima do trabalho de uma nova mitologia. O amor masculino — de homens para homens — tem culturalmente se baseado em se vangloriar dos signos da masculinidade. Carinho, intimidade e demonstrações de afeto costumam ficar de fora. Mudar a qualidade dessa comunicação para um contato de maior exposição e intimidade aprofunda a fratria.
Evita que incorramos inconscientemente nos vícios presentes nas relações com as mulheres. Como, por exemplo, o comportamento farisaico de exibir, em redes sociais, quão “desconstruído” se é, não raro a fim de arrecadar aplausos femininos. O homem foi condicionado a dominar e a sedução lhe é um recurso. Uma aceitação pública e lisonjeira é um prémio que agrada o ego, mas transformações na lógica interior ocorrem invisivelmente. É importante considerar se exposições públicas desse tipo, como no Facebook, não alimentam mais um espetáculo histérico do que uma mudança genuína, ética.
Homens precisam se reunir com homens em locais onde já se reúnem, uma vez que mesmo a mesa de bar produz e ecoa reflexão e comportamento. Mas é principalmente importante que os homens também aprendam a se reunir com a finalidade específica de falar sobre o universo masculino. A cultura de falarmos sobre questões e problemas específicos do masculino ainda precisa ser criada. Por isso, é também necessários fazê-lo em espaços seguros, onde homens possam se expor de modo que o ego, naturalmente vulnerável pelo processo de desconstrução, possa ser acolhido e reconstruído. Para esse trabalho, homens precisam ritualizar uns com os outros seus processos de transformação — como uma morte e renascimento, mesmo. Coletivos, grupos de discussão, grupos terapêuticos, rodas de debate, mesmo entre amigos: tudo isso pode servir.

Como os homens agem em sua privacidade, como agem na companhia uns dos outros, como agem com suas famílias e como agem com as mulheres: tudo isso é pauta, todo detalhe é importante. Por enquanto, a inconsciência do masculino o tem tornado sinónimo de alienação, relações de poder e subjugação. Sem nos aprofundarmos eticamente nesses diversos cenários de nossa vida, nossos vícios culturais vão colonizar nossa subjetividade. Os tomaremos como naturais, mas em algum momento eles provavelmente trarão sofrimento para nós mesmos e nossas pessoas queridas.

A fim de sermos mais inteiros e de nos relacionarmos genuinamente, o modelo passado não pode nos bastar. Que possa nos vir o novo.



Pedro Chaves




terça-feira, 17 de abril de 2018

Forgiveness, affection, detachment and liberation





“I release my parents from the feeling that they have already failed me.
I release my children from the need to bring pride to me; that they may write their own ways according to their hearts, that whisper all the time in their ears.
I release my partner from the obligation to complete myself. I do not lack anything, I learn with all beings all the time.
I thank my grandparents and forefathers who have gathered so that I can breathe life today. I release them from past failures and unfulfilled desires, aware that they have done their best to resolve their situations within the consciousness they had at that moment. I honor you, I love you and I recognize you as innocent.
I am transparent before your eyes, so they know that I do not hide or owe anything other than being true to myself and to my very existence, that walking with the wisdom of the heart, I am aware that I fulfill my life project, free from invisible and visible family loyalties that might disturb my Peace and Happiness, which are my only responsibilities.
I renounce the role of savior, of being one who unites or fulfills the expectations of others.
Learning through, and only through, LOVE, I bless my essence, my way of expressing, even though somebody may not understand me.
I understand myself, because I alone have lived and experienced my history; because I know myself, I know who I am, what I feel, what I do and why I do it.
I respect and approve myself.
I honor the Divinity in me and in you.
We are free." 
(This ancient blessing was created in the Nahuatl language, spoken in Mexico. It deals with forgiveness, affection, detachment and liberation).




sábado, 24 de março de 2018

O Princípio Feminino, no Homem e na Mulher




O poder 
é uma das características fundamentais 
do masculino no homem e na mulher. 
O poder na forma de dominação, 
entretanto, 
representa uma patologia. 



Por isso, nossa civilização, estigmatizada pela dominação em quase todas as áreas, produz a inflação do masculino, do patriarcalismo e do machismo. São produtos do patriarcado o tipo de ciência que praticamos e o tipo de desenvolvimento que operamos. Ambos são reducionistas, fragmentados e excludentes da natureza e da mulher. Nesta forma, o poder-dominação não desumanizou apenas os homens, mas também as mulheres. Os homens recalcaram sua dimensão de anima e não permitiram que as mulheres realizassem sua dimensão de animus.

Em razão dessa errância, fica claro que a questão do masculino, nos dias de hoje, reside no feminino negado, reprimido ou não integrado. Para ser plenamente humano, o homem precisa reanimar nele o seu feminino e reeducar o seu masculino. Somente então podem ambos, homem e mulher, entreter relações civilizatórias, humanitárias e realizadoras do mistério humano feminino-masculino.

A grande TAREFA CIVILIZACIONAL, talvez a mais urgente nos dias atuais, consiste no RESGATE do PRINCÍPIO FEMININO. Chamo atenção para o fato de que não falo de categoria feminino/masculino, mas de princípio feminino/masculino. Afasto-me decididamente da ideologia do gênero, sexista, baseada no sexo biológico, que constrói social e culturalmente as categorias do masculino e do feminino de forma dualista e excludente. Ela distribui os papéis, os valores e os antivalores: a criatividade, a atividade e a violência tributados ao masculino; e a passividade, a receptividade e a não-violência, ao feminino.

Precisamos ultrapassar essa visão excludente e entender a sexualidade num nível ontológico, não como algo que o ser humano tem, mas como algo que ele é. O masculino não diz respeito somente ao homem, mas também à mulher. O feminino não ganha corpo apenas na mulher, mas também no homem. Esse FEMININO representa o PRINCÍPIO de VIDA, de criatividade, de receptividade, de enternecimento, de interioridade e de espiritualidade no homem e na mulher. Portanto, trata-se de um princípio inclusivo e seminal que entra na constituição da realidade humana.

O resgate do princípio feminino junto com o do masculino propicia uma nova inteireza à humanidade, ao transcender as distorções na relação homem-mulher e ao ultrapassar o sexo biológico de pertença. Significa não somente libertação dos humanos, especialmente da mulher, mas também da natureza e das culturas não estruturadas no eixo do poder-dominação, equiparadas ao fraco e ao frágil - portanto, ao feminino cultural.

A recuperação do princípio feminino permite um processo de libertação mais integral e verdadeiramente includente, pois parte do feminino oprimido. O oprimido tem um privilégio histórico e epistemológico pelo fato de possuir uma percepção mais alta que inclui o opressor enquanto ser humano. O opressor exclui o oprimido, pois o considera uma coisa ou um ser humano menor, subordinado e dependente. A libertação deve começar pelo oprimido para acabar com o opressor. Só então ambos se encontram sobre o mesmo chão comum, como humanos, construindo juntos, na igualdade e na diferença, a sociedade e a história.

A inclusão do princípio feminino obrigará toda a cultura masculinizante a questionar seu paradigma fundacional. Ele radica-se no poder-dominação, hoje vastamente em crise. O pensamento da crise, no interior do mesmo paradigma, não pode trazer soluções. O veneno que mata não pode ser o remédio que cura. Os únicos que podem oferecer algo alternativo e terapêutico são aqueles que foram vistos como incapazes de pensar, por não serem suficientemente racionais e produtivos. Ora, os que pretendiam trazer as luzes (os iluministas) nos conduziram às trevas atuais. Os que se propunham a difundir a razão, a ciência e a técnica por todos os quadrantes nos estão conduzindo ao pior, à destruição e ao desaparecimento.

O princípio feminino é sanador e libertador, pois se move num outro paradigma e opera numa outra lógica. Seu paradigma básico é a vida, e não o poder; o respeito e a veneração pela vida, e não a agressão e a dominação. A lógica da vida não é a redução e o isolamento, arrancando os seres do seu meio real e analisando-os em si mesmos ou manipulando células, genes e microorganismos fora de seu ecossistema. A lógica da vida é a complexidade, é a teia de interações em todas as direções e em todos os lados, é a sinergia e a panrelacionalidade.

Ora, o feminino consiste na capacidade de viver o complexo, de elaborar sínteses, de cultivar o encantamento do universo, de cuidar da vida, de venerar o mistério do mundo, de elaborar um desenvolvimento com a natureza, e não contra ela, de alimentar o esprit de finesse para contrabalançar o esprit de géometrie.

O feminino - porque obedece à lógica do complexo e porque naturalmente é inclusivo - representa o único caminho para a humanidade, para um planeta sustentável e para a convivência pacífica e solidária entre o Norte e o Sul.

A introdução do princípio feminino representa um desafio ao paradigma machista, cujo desenvolvimento e prática técnico-científica implicou o domínio, a destruição, a violência, a expropriação e a marginalização da mulher e da natureza, hoje considerados supérfluos.
O princípio feminino propicia uma economia política da vida, devolve importância à natureza, resgata o sentido da Terra como Grande Mãe, superorganismo vivo, Gaia e Pachamama.
Ele se transforma num caminho não violento de interpretação e transformação do mundo, num reforço de todos os processos sinergéticos que respeitam a diversidade e que nela buscam convergências que interessam a todos, o bem comum humano e sociocósmico.

O homem que evoca em si e integra sua dimensão de anima incorpora, junto ao seu vigor, a ternura; junto ao trabalho, a gratuidade; junto à razão, a emoção; junto ao logos, o pathos e o eros. Ele emerge mais humano, relacional e liberto das malhas que o desumanizavam e desumanizam a mulher e a natureza. Agora, diferentes e juntos, podem construir o humano de forma mais dialética, tensa, dinâmica, aberta a novas e surpreendentes sínteses.


LEONARDO BOFF




quinta-feira, 18 de janeiro de 2018

The sacred masculine





"The sacred masculine is not a look, an age, a body or a type.
It is the ability to be present of body and heart, to be open in spirit and feeling, free in soul and mind.
It is kindness merging with strength, passion blending with purpose, sexuality joining with expression, emotion meeting truth and imagination combining with intelligence.
He does not hide from what his heart speaks; he listens with open ear embracing his intuition, knowing that as warrior his instincts are sharp.

An awakened man is a warrior of the heart.
He has heard the deeper calling.
He is conscious of his feelings and speaks the language of love.
He sees the beauty of the world around him, is present-minded, and knows the ways of the divine.
He is compassionate, authentically cares about people, and has the highest respect for the feminine.
He adores the woman who calls to his soul, knows how to listen and communicate to her heart, and understands how to satisfy her deepest desires."







quinta-feira, 25 de maio de 2017

...........................o histórico de um caso de insanidade





Ninguém tem o número exato porque não foram mantidos registos, mas acredita-se que ao longo de 300 anos, entre 3 e 5 milhões de mulheres foram torturadas e mortas pela "Santa Inquisição", uma instituição fundada pela Igreja Católica Romana para reprimir a heresia.

Esse acontecimento se equipara ao Holocausto como um dos capítulos mais sombrios da história da humanidade. 

Bastava uma mulher mostrar amor pelos animais, caminhar sozinha nos campos ou nas florestas ou colher plantas medicinais para ser considerada bruxa, torturada e condenada a morrer queimada na fogueira.

O sagrado feminino foi declarado demoníaco e toda uma dimensão desapareceu significativamente da experiência humana.

Outras culturas e religiões, como o judaísmo, o islamismo e até mesmo o budismo, também reprimiram a dimensão feminina, embora de uma maneira menos violenta.

O papel das mulheres foi reduzido a cuidar dos filhos e da propriedade masculina. 
Os homens, que negavam o feminino até dentro de si mesmos, agora comandavam o mundo, um mundo que estava em total desequilíbrio.

O resto é história, ou melhor, o histórico de um caso de insanidade.


Eckhart Tolle
in, O Despertar de Uma Nova Consciência




Quando chegavam à fogueira para serem queimadas vivas, já iam completamente destruídas...expropriadas, humilhadas, torturadas nuas, violadas pela Santa Inquisição.
E depois de tudo isto, as mulheres continuam até hoje submissas à Santa Igreja (80% da população portuguesa continua a ser devota desta monstruosidade...como é que é possível.)

No meu caso, desde nova senti que ao ser devota do Monstro Vaticano, estaria a trair as mulheres que foram torturadas, violadas e queimadas vivas...as minhas ancestrais...
Estaria a compactuar com o Monstro Predador.
Não as podemos esquecer NUNCA...principalmente nós mulheres.
Mulher que se preze não poderá nunca ser católica.
Não poderá nunca esquecer o que a Santa Igreja fez às mulheres...e de uma forma mais subtil, continua a fazer nos dias de hoje...
Estarão a trair-se a si próprias!

Mas também não podemos ficar presas a esse passado, ao que foi e é o Sistema Patriarcal!!!!!!
Temos de parar com o queixume, com o julgar e condenar o Sistema Patriarcal e os Homens, e mudar de direcção na vivência do dia-a-dia.
Curar as feridas sem medo do que iremos descobrir cá dentro e, mudar o nosso futuro e das gerações que virão através de nós.
Mas sem queixumes, sem vitimização, sem condenar, sem julgar, sem projectar...

Já dizia o Buckminster Fuller:






Igreja Católica Romana, criada pelo Homem, pelo Sistema Patriarcal, que criou o Mito da Eva e do Adão para que as mulheres ficassem submissas aos homens e "aguentassem a sua cruz até ao fim tal como Cristo aguentou a sua" como ouvi todos os dias na casa onde nasci, e na casa da minha avó materna...

As religiões enfraqueceram, diminuíram as mulheres...dividiram-nas em "Santas ou Putas"(México, 8 de Março, 1991)...sendo que as Santas são as que vivem de acordo com o que o Vaticano manda, sem questionar...e também, as que vivem de aparências, para não serem julgadas e condenadas pela comunidade católica mas, quando ninguém vê fazem o que querem e bem lhes apetece, e no Domingo de manhã estão na missa para que toda a gente as veja...
Há que manter as aparências e saber vender bem o seu peixe...
Mais vale parecer, do que ser.
Das duas, não sei qual é a pior...

Esta devoção, anulação e submissão passou de geração em geração, através do ADN Mitocondrial, da mãe da bisavó para a bisavó, da bisavó para a avó e suas irmãs, da avó para as suas filhas, das suas filhas para as suas netas... até que surgem umas "bruxas" que cortam com esse Cordão Umbilical e traçam um novo caminho, para si e para as suas filhas e as novas gerações que irão surgir...é este um dos grandes poderes das mulheres na Humanidade!

Eu já passei por várias fases...este blog retrata bem isso: 
O Budismo Zen, o Taoismo, o Paganismo e o Sagrado Feminino, o Xamanismo, e agora pelo Agnosticismo.
Tudo fez e faz parte de um processo de Metamorfose, de corte com esse Cordão Umbilical.

Para mim, TODO O SER HUMANO, está muito para lá de Homens e Mulheres, de Deuses e Deusas.
TODOS SOMOS UM, antes desta experiência na matéria no Planeta Terra.
Umas vezes vimos na forma de homens, outra de mulheres, para podermos vivenciar a dualidade da 3D...apenas isso...mas será sempre apenas uma identificação momentânea, com prazo de chegada e de partida...
Aqui na Terra, somos todos apenas personagens com prazo de validade!!!!!!
TODOS, Homens e Mulheres, temos um Sagrado Feminino e um Sagrado Masculino dentro de nós que necessita de ser equilibrado diariamente, e dessa forma integramos essa polaridade em nós.
É para isso que cá estamos neste curto espaço de tempo da nossa memória...
Nós Mulheres, não somos só Sagrado Feminino...também somos Sagrado Masculino.
O mesmo acontece com os Homens.
O caminho é CURAR ambas as energias em nós, a Feminina e a Masculina.

Quanto a nós que estamos cá como mulheres, também já fomos homens noutras vidas passadas, e na próxima vida quem sabe não viremos como homens novamente...com toda a certeza já fizemos muito mal às mulheres de gerações passadas...temos de ter isso muito presente.
Por isso é que, na minha opinião, no meu caso que estou cá como mulher durante uns anos, o importante é curar feridas, desta vida e de vidas passadas, na forma de mulher e de homem, e cortar com esse Cordão Umbilical do nosso ADN Mitocondrial, sem queixumes e sem estar presa ao passado e ao que foi...

Temos de ter consciência do passado, da nossa história, e de que com toda a certeza estivemos de ambos os lados da barricada, umas vezes como presas e outras como predadores MAS, o importante é limpar o nosso Karma sem medo, olhar a nossa Sombra olho no olho, curar as feridas desta vida e de vidas passadas e libertarmo-nos de uma vez por todas deste Demiurgo, desta Matrix que nos mantém aqui escravizados durante vidas sucessivas há muitos séculos.
Mas, para isso temos de nos livrar de religiões, de Deuses e Deusas, de Santos e Santas, de Anjos e Trabalhadores da Luz, de alimentar energeticamente entidades que são autênticos vampiros de energia, que vivem energeticamente de serem adorados em altares religiosos...

Vamos Ser LIVRES!!!!
Regressar a Casa, e não voltar mais ao planeta Terra e à 3D...
Vamos mudar de Frequência Vibratória e regressar à Fonte.




QUE O VÁCUO CÓSMICO  ESTEJA CONNOSCO























domingo, 14 de maio de 2017

Houve um tempo…




"Houve um tempo, em que todas as mulheres eram sagradas. Em que eram vistas como Deusas, como senhoras de seu próprio destino.
Houve um tempo, em que o corpo era sagrado, em que o sexo era uma prece. Em que homens e mulheres respeitavam-se e reverenciavam-se.
Houve um tempo em que a mulher era feiticeira, faceira, tecelã, curandeira, parteira.

A mulher banhava-se na natureza, perfumava-se com jasmim.
Andava de pés descalços, corria pela mata.
Usava compridas saias, rodadas, coloridas, leves.
Dançava para ela, dançava para a vida, dançava para seduzir, dançava para fertilizar.
Sua voz era como o canto da mais bela ave. Sua beleza era fascinante, encantadora. Era aos poetas a inspiração e aos músicos, canção.

A mulher era rendeira, cozinheira, mãe, sagrada, admirada. De joias e pedrarias era adornada e, da natureza, sua maquiagem retirava.
Onde está esta mulher? Em que fase da história ou período ela perdeu-se? Onde devemos procurá-la?

Na verdade, esta mulher-sagrada ainda existe. Está imersa em outras formas, em outras faces, em outros costumes. Mas se priva, se poda, se adapta, se escraviza… E não lembra do que já foi em sua totalidade.

Hoje esta mulher é empresária, médica, advogada, policial, recepcionista, dona-de-casa, política, enfermeira, escritora, estilista. Ela ainda está aqui, mas não lembra quem realmente é. Perdeu a memória. Esqueceu-se de sua sacralidade, de sua divindade, de sua superioridade.

Mulher!

Coloca tua saia rodada, penteia-se com o orvalho, tira o sapato dos pés.
Permita-se bailar com o vento, satisfazer seus desejos, impor sua vontade.
Permita-se amar, realizar, cantar.
Permita-se sentir bela, amada, desejada, sentir prazer.
Permita-se fazer aquilo pelo qual tua alma anseia.
Permita-se honrar a Deusa, ao Deus, à natureza.
Permita-se viver a tua vida, e ser a senhora absoluta do teu destino.

Mulher, dentro de ti há tantas outras, que tu ignora totalmente.
Será você fértil doce e maternal como Deméter?
Ou vingativa como as três Fúrias?
Quem sabe arrebatadora e feroz, como as Harpias.
Talvez seja feiticeira, sábia e misteriosa como Hécate.
Ou soberana e dotada de magia como Ísis, mãe dos egípcios.
Um tanto implacável, forte e destemida como Kali.
Encantadora e misteriosa como as Nereidas.
Quem sabe é curiosas como Pandora.
Confiável e mensageira, como Íris. Ou justa como Têmis.
Talvez seja sensual, impulsiva e totalmente movida pela paixão, como Afrodite.
Ou seja, selvagem como Ártemis.
Pode ser que seja repleta de cores e amores como Eros.
Ou então maléfica como Éris.

Mas… Possivelmente, sejas todas elas juntas!

Mulher, vem!
Resgata o teu papel, o teu feminino sagrado, tua ancestralidade.
Não tenha medo de seguir a luz, de se entregar ao Sol. Muito menos de mergulhar nas trevas do submundo, das fogueiras, dos encantamentos.

Prove de todos os reinos e sabores, permita-se viver intensamente cada instante.
Siga seus instintos e extintos.
Seja simplesmente você."



Autor desconhecido







Houve um tempo em que nós mulheres, conectadas com nossa essência, tínhamos a sabedoria da deusa, da mãe, da mulher...
Dançávamos entre diversos afazeres e compromissos diários sem esquecer quem realmente éramos...
Mantínhamos a conexão com nossos sentidos, ouvíamos a natureza e dela nos alimentávamos...
Em que tempo perdemos a integração com a nossa verdadeira natureza, quando nos esquecemos do nosso sagrado feminino?
A nossa alma clama pela nossa volta.
Precisamos encontrar um espaço na nossa vida moderna para retornar a nossa origem feminina.

Nossa integridade reclama as partes feridas e esquecidas que fomos abandonando ao longo de nossa história para sobreviver no mundo selvagem em que mergulhamos em busca de espaço e reconhecimento.

Nossas cicatrizes doem e reclamam cuidados. Nossos pés feridos reclamam descanso. Nossa fragilidade sabe que pode se levantar mais fortalecida, quando acolhida pela mãe mais amorosa que existe: O nosso sagrado feminino.

Precisamos acolher estes aspectos que são nossos. Confiarmos na delicadeza, nos lembrarmos da nossa natureza intuitiva, da flexibilidade, da força do amor, da fraternidade e unir o que nunca esteve separado, mas que aguarda nosso consentimento para atuar em nossa vida.

Precisamos curar nossos aspectos masculinos que nos tem tiranizado, para que ele, nosso masculino, manifeste seus atributos em nós, nos tornando fortes e assertivas, nos unindo em amor e coragem para uma vida de igualdade.

Quando começamos a olhar para dentro de nós com a consciência da unidade, começamos a nos ver de uma forma completamente diferente: 

  • É a valorização dos opostos em si e no outro. 
  • É o acolhimento das duas partes do todo. 
  • É a integração de uma parte esquecida, negada, oprimida e abusada por nós mesmos. 
  • É o reconhecimento da nossa verdadeira alma gémea. 
  • É a realização do próprio casamento cósmico
  • É a verdadeira unidade.



Sandra Cristina da Silva Tonini



terça-feira, 2 de maio de 2017

Espaço Sagrado


Alexander Yakovlev




Hoje, ao longo de tantas etapas de aprendizagem, noto que o cuidado com o nosso espaço sagrado deve ser prioridade.

O primeiro espaço sagrado: o Eu!

Nosso primeiro espaço sagrado é o nosso corpo, nosso veículo de comunicação, de interação com as outras formas divinas expostas no universo.
Nosso trabalho com as palavras, com os pensamentos, com nosso corpo, nosso toque tem que ser feito a medida que reconhecemos a riqueza em cada um desses atos, em cada uma dessa interação que existe nossa energia depositada.

“Tudo é uma questão de encontrar o sagrado dentro de mim mesmo, meu centro, meu interior pacífico. Nós todos temos um espaço sagrado dentro de nós, que é uma parte de nosso ser. Esse espaço sagrado é um templo que nos conduz até o nosso poder interior, nossa intuição e nossa relação com o divino. A descoberta de poderes psíquicos, encantos, feitiços e a meditação são coisas que nos levam até esse templo. Esses fatores nos ajudam a encontrar o caminho dentro de nós e nos faz caminhar até o templo interior.”
Christopher Penczak


Precisamos, inicialmente, descobrir o que nos motiva, com o que nos identificamos, com o que queremos descobrir. Se descobrir no que nos falta, no outro e em tudo, mas sempre utilizar aquilo que conversa com você: A sua sabedoria pessoal.

Lembrando sempre de engrandecer o que já foi edificado por você ao longo de sua evolução, no percurso de suas vidas.

Seu compromisso de renovação deve ser constante, vivido tanto pelos seus ciclos quanto os ciclos de Gaia, entrando assim, em sintonia com os poderes da vida.
A Sabedoria do Feminino.

Neste cuidado com o seu espaço sagrado, busque nutrir-se corretamente.
A nutrição advém dos alimentos, dos pensamentos, das emoções sadias, do cuidar-se e do permitir ser cuidada.

Tente ouvir e entender o que o seu corpo pede, o que sua alma anseia.



Dance! Isso alimenta seu corpo!
Medite! Isso alimenta sua mente.
A Paz é o alimento da alma.
Sorria! É o alimento da vida!



Lívia Correia



quarta-feira, 22 de março de 2017

Sagrado Masculino


Deus Pã




Hombres que se sienten conectados 
a esta única consciencia:


  • Que tengan conexión amorosa con la energía sutil femenina,
  • Que comprendan la diferencia entre energía femenina y feminidad sin sentirse amenazados
  • Que reconozcan como una igual a su compañera y muestren respeto al resto de las mujeres con las que comparten sus vidas,
  • Que se sientan orgullosos de la sensibilidad y la creatividad que manifiestan,
  • Que aman o están aprendiendo a amar de verdad,
  • Que tienen una forma amorosa y coherente de comportamiento con la mujer y por consiguiente con la madre tierra.
  • Que ven el sexo como un acto sagrado y de amor absoluto…
  • Que reconocen este nuevo ciclo cósmico como una oportunidad de recuperar el equilibrio de la energía femenina y masculina, donde el empoderamiento de la mujer hace parte de la reconexión esencial con la divinidad teniendo como resultado una complementación  consigo mismo.
  • Que han unido o están intentado UNIR SU MENTE A SU CORAZON… para poder comprender que todos SOMOS UNO…

Según la Sabiduría Ancestral del Mundo 
ha llegado el tiempo en el que los Seres Humanos 
reconstituyan su “Esencia Divina Femenina”, 
tanto hombres como mujeres…. 
y eso significa volver a Enraizarnos de forma consciente 
con la Energia Sútil de la Madre Tierra.

Estar Enraizado, es estar anclado al Planeta, 
lo que nos permitirá vivir de una forma mas sabia, 
equilibrada y cooperativa con nosotros 
y con “todos” los Seres que habitan aquí.




Diana Rivadeneira





terça-feira, 21 de março de 2017

PORQUE É QUE AS MULHERES ESTÃO MAIS PRÓXIMAS DA ILUMINAÇÃO


Michael David Adams




Os obstáculos à iluminação são os mesmos 
para os homens e para as mulheres?


São sim, mas a ênfase é diferente. 
De uma maneira geral, é mais fácil para a mulher sentir e estar no seu corpo, pelo que ela está mais perto do Ser e potencialmente mais perto da iluminação do que um homem.
Foi por essa razão que culturas antigas escolheram por instinto figuras ou analogias femininas para representarem ou descreverem a realidade sem formas e transcendental. Eram muitas vezes consideradas como um útero que dá à luz tudo o que existe na criação e que o sustém e nutre durante a sua vida como forma.

No Tao Te Ching, um dos livros mais antigos e profundos alguma vez escritos, o Tao, que poderá ser traduzido por Ser, é descrito como "infinito, eternamente presente, a mãe do universo".  Naturalmente, as mulheres estão mais próximas dele do que os homens porque elas "incorporam" o Não-Manifesto.
Para além disso, todas as criaturas e todas as coisas acabam por regressar à Fonte.
"Todas as coisas desaparecem no Tao. Só ele perdura."

E como a Fonte é considerada feminina, a sua representação inclui tanto o lado da luz como o das trevas do arquétipo feminino na psicologia e na mitologia.
A Deusa ou Mãe Divina tem dois aspectos: dá a vida e tira a vida. 

Quando a mente subiu ao poder e os seres humanos perderam o contacto com a realidade da sua essência divina, começaram a pensar em Deus como uma figura masculina. A sociedade foi dominada pelos homens e as mulheres ficaram subjugadas à autoridade masculina.

Não estou a sugerir que se regresse às antigas representações femininas do divino. Há hoje quem use o termo Deusa em vez de Deus.
Está-se apenas a recuperar o equilíbrio entre o masculino e o feminino há muito perdido, e isso é bom. Mas continua a ser uma representação e um conceito, talvez temporariamente útil, tal como um mapa ou um poste de sinalização são temporariamente úteis, mas mais um impedimento do que uma ajuda quando se está pronto a compreender a realidade para além de todos os conceitos e imagens. 

O que continua a ser verdade, no entanto, é que a frequência da energia da mente  parece ser essencialmente masculina. A mente resiste, luta pelo controlo, usa, manipula, ataca, tenta agarrar e possuir, etc. É por isso que o Deus tradicional é uma figura patriarcal e autoritariamente dominadora, um homem muitas vezes colérico de quem se deve ter medo, como parece sugerir o Velho Testamento.

Esse Deus é uma projecção da mente humana. 

Para transcender a mente e voltar a ligar-se à realidade profunda do Ser, são precisas qualidades muito diferentes: rendição, aceitação, uma abertura que permita à vida ser em vez de a ela resistir, a capacidade de abraçar todas as coisas com o amor do seu saber. Todas estas qualidades estão muito mais intimamente relacionadas com o princípio feminino. 

Enquanto que a energia da mente é dura e rígida, a energia do Ser é suave e maleável, e apesar disso é infinitamente mais poderosa do que a mente.
A mente governa a nossa civilização ao passo que o Ser está encarregado de toda a vida no nosso planeta e  para além dele. O Ser é a própria Inteligência cuja manifestação visível é o Universo físico.

Embora as mulheres estejam potencialmente mais próximas dele, os homens também  podem ter acesso a ele no interior de si próprios. 
Actualmente, a grande maioria dos homens e também das mulheres continuam nas garras da mente: identificados com o pensador e com o corpo de dor. 

Evidentemente, é isso que impede a iluminação e o desabrochar do amor.
Como regra, o maior obstáculo para os homens tende a ser a mente que pensa e o maior obstáculo para as mulheres tende a ser o corpo de dor, embora em certos casos individuais o oposto também possa ser verdadeiro, e noutros os dois factores possam ser iguais.




in, O Poder do Agora
8- Relacionamentos Iluminados
ECKART TOLLE





sexta-feira, 25 de novembro de 2016

El rol del hombre consciente hoy: SER UN GUARDIAN DE LO FEMENINO





En estos últimos tiempos 
se habla mucho de la energía femenina y la mujer, 
sin embargo, 
el hombre también es poseedor de esta energía.


Si bien la mujer es una réplica biológica de la Madre Tierra, al tener dones como el de nutrir y gestar, el hombre que tiene y/o fortalece su energía femenina es realmente esencial en este momento.

En los círculos de consciencia vemos un numero amplio de mujeres frente a los hombres que asisten a meditaciones y otros encuentros; estos hombres en su gran mayoría tienen desarrollada su parte femenina sean conscientes o no, es decir tiene cualidades desarrolladas como la paciencia, la tolerancia, la empatía, la capacidad de escucha y no se sienten amenazados por una mayor presencia de mujeres a su alrededor.

Sin embargo, por mi propia experiencia muchos de ellos no son conscientes del poder femenino que poseen, pues aún hay huellas en nosotras las mujeres que debemos sanar para poder guiarlos y ayudar a equilibrar su energía femenina. 

Es esta la razón por la cual ciertos hombres líderes en el mundo espiritual causan confusión y distorsión entre las mujeres y pueden manifestar una especie de “idolatría” hacia a ellos por parte de ellas.  Esto sucede porque la energía femenina de estos hombres es fuerte pero no está equilibrada, reflejando a veces confusión.



El hombre consciente es:

UN GUARDIAN DE LO FEMENINO, 
DE LA MADRE TIERRA 
Y DE TODAS LAS MUJERES.


  • Debe tener conexión consciente con su propia energía femenina y como manejarla
  • Debe comprender la diferencia entre energía femenina y feminidad sin sentirse amenazado
  • Debe reconocer como una igual a su compañera y dejar amorosamente que ella muestre su brillo, aunque algunas veces brille mas que él.
  • Debe mostrar respeto al resto de las mujeres con las que comparten su vida (madre, hermanas, amigas), esto incluye la sinceridad, la lealtad y la fidelidad, la transparencia, dejar de generar conflicto y confusión hacia las mujeres.
  • Debe sentirse orgulloso de la sensibilidad y la creatividad y además complementarla con su compañera.
  • Debe sentir respeto y compartir la ritualidad y el camino del sacerdocio femenino.
  • Debe tener una forma amorosa y coherente de comportamiento con la mujer y por consiguiente con la Madre Tierra.
  • Debe comprender el sexo como un acto sagrado y de amor absoluto…


Para que esto llegue a suceder, esta tarea de todas las Mujeres el que podamos lograrlo; pues como dice la Abuela Margarita (de origen maya), “la misión de la Mujer es enseñar al hombre a amar”, y de esta manera podrá respetarnos y respetar a la Tierra.


Es por esto de suma importancia 
que las mujeres sanen su Matriz 
y las memorias que en ella acumulamos, 
pues de lo contrario seguiremos 
generando y despertando el dolor en los hombres, 
haciendo que ellos no puedan manifestar 
su energía femenina de forma equilibrada y consciente, 
sino con rebeldía y violencia.


La Mujer que sana, sana a su familia, a su compañero y a la humanidad entera, libera a sus generaciones.

Para que despierte ese Guardián que todos los hombres llevan, debemos sanar en nosotras las huellas de violencia y dolor que llevamos en nuestro vientre; así nuestros padres, hermanos, hijos y compañeros podrán convertirse en “ese guardián amoroso” que fue o que fuimos alguna vez.


La Madre Tierra hoy 
ya no quiere 
ni matriarcados ni patriarcados, 
quiere a sus Hijos e Hijas equilibrados conviviendo como iguales en armonía.





Diana Rivadeneira