sábado, 20 de junho de 2020

Felicidade







Que a felicidade não dependa do tempo, 
nem da paisagem, 
nem da sorte, 
nem do dinheiro. 

Que ela possa vir com toda a simplicidade, 
de dentro para fora, 
de cada um para todos. 

Que as pessoas saibam falar, 
calar, e acima de tudo 
ouvir.
 
Que tenham amor ou então 
sintam falta de não tê-lo. 
Que tenham ideais e medo de perdê-lo. 
 Que amem ao próximo e respeitem sua dor, 
para que tenhamos certeza de que 
viver vale a pena.


CARLOS DRUMMOND DE ANDRADE




A vida é uma viagem






Embora a frase, “A vida é uma viagem” já esteja gasta e soe a cliché, a verdade é que a maioria parece não ter ainda entendido isso.
Não é difícil de encontrar no nosso dia a dia, pessoas que deixaram de viajar. Pessoas que ficaram agarradas a crenças, a tomar ações que perpetuam o passado, a defender valores e ideais que contrariam o princípio de viagem e movimento para a frente.


  • Pessoas cheias de planos, zangadas com a vida porque não os conseguiram realizar.
  • Pessoas que culpam outras pelas suas frustrações.
  • Pessoas que se esqueceram que são responsáveis pelo estado da sua energia.
  • Pessoas que não entenderam ainda o conceito de viagem.
  • Pessoas presas a objetivos que as impedem de desfrutar da viagem diária.
  • Pessoas que deixaram de viajar porque se amarraram a sítios, a crenças ou a outras pessoas.
  • Pessoas sem fé que não acreditam que viajar as levará a um patamar mais elevado e feliz.
  • Pessoas que condicionaram a viagem à sua rotina diária e que deixaram de ir por novos caminhos.


Ver a vida como uma viagem, implica uma postura, um mindset próprio e princípios tais como:

• Viver em movimento permanente. Ou seja, a estabilidade e a segurança são valores a rever. Reconsiderar sempre o plano feito. A cada momento da viagem novas pessoas e circunstâncias vão aparecendo com as mais diferentes propostas, mensagens e aprendizagens.

• Viver o espírito de desapego. Tal como viajamos para lugares e hotéis, há que disfrutar e aprender com as experiências e convívios que vamos encontrando pelo caminho. Importante é o que vamos sentindo dentro e não tanto o que acumulamos fora.

• Estar permanentemente fora da zona de conforto. Seria ridículo fecharmo-nos num hotel com medo de visitarmos os lugares onde nunca estivemos. Energias inteligentes guiam-nos e alertam-nos sempre que estamos em movimento, confia nelas!

• Reconhecer os caminhos diferentes que cada um está a fazer. Como diz o ditado; “todos os caminhos vão dar a Roma”. Cumpramos o nosso e respeitemos os caminhos, aprendizagens e propostas diferentes dos outros.

• Reconhecer as sincronias da vida; aqueles pequenos e discretos sinais que só nós podemos descodificar e que nos vão dando pistas das curvas e contracurvas que teremos que fazer para cumprirmos o nosso caminho.

• Em estado de viagem há sempre o antes e o depois. De onde viemos e para onde vamos. Sem estas duas coordenadas, perdemos o verdadeiro sentido de aqui e agora e deixamos de compreender as energias que atraímos.

• Viagem = movimento. Movimento = deixar ir o velho e viver sempre aberto para o novo. Sem este conceito perdemos o estado de movimento, estagnamos, resistimos, deixamos de crescer e começamos a apodrecer no mesmo lugar, em zonas de profundo desconforto.

• Muito mais do que ser uma viagem física por terras, pessoas e culturas diferentes da nossa, a Viagem é espiritual, é sagrada, é interna. É a viagem de quem um dia fomos, rumo a uma mais elevada versão de nós próprios; quem um dia poderemos vir a ser.

• Viagem implica são só movimento, mas principalmente movimento para a frente. Não é raro ver pessoas em permanente movimento para trás, remoendo o seu passado, preso a ressentimentos do que um dia aconteceu, apegados a pessoas que já não fazem parte. Por isso viajar é criar oportunidade de novas pessoas, novas emoções, novas aprendizagens.

• Viajar não significa apenas passaporte, aviões ou comboios. Antes de mais é a viagem interior de quem fomos para quem queremos ser que pode acontecer dentro de uma empresa, numa relação, na conquista de um novo patamar, através de uma amizade, num curso de desenvolvimento pessoal ou ida a Bali num grupo turístico.

• Viajar implica observar e aprender com quem nos vamos cruzando, aceitar as diferenças dos outros e aproveitar a presença dos outros para nos conhecermos melhor a nós próprios.

• Viajar implica sempre leveza de bagagem pois não levamos a casa e a família atrás. É por isso aprender a vulnerabilizar, a lidar com o imprevisto e o desconhecido, sabendo que a nossa bagagem interna na forma de coragem, intuição, sabedoria, empatia, etc, serão as ferramentas necessárias para as curvas do dia a dia.

Independentemente das condicionantes da educação que tivemos, dos “azares” da vida, das responsabilidades diárias, viajar é um estado de espírito, é um ´mindset`, é uma filosofia de vida que pode acontecer no aqui e no agora a começar com a forma de pensar, acreditar, agir e sentir.


  • Sair da negatividade e pessimismo para o otimismo.
  • Sair da tristeza e ressentimento para a gratidão.
  • Sair do isolamento para a inscrição num workshop.
  • Sair da auto exigência para a aceitação incondicional de quem somos.
  • Sair da crença de que não somos bons para a crença de que somos maravilhosamente diferentes dos outros.
  • Sair do que sempre comemos e arriscar algo novo.


Enfim, seria infindável esta lista e deixo ao teu critério e responsabilidade pessoal a viagem que terás que fazer, do que em ti ainda é passado para o que em ti aspira a algo novo e mais feliz.


Vera Luz





sexta-feira, 19 de junho de 2020

HE LOVED BEAUTY THAT LOOKED KIND OF DESTROYED


Leszek Bujnowski  




Gostava dessa espécie de beleza
que podemos surpreender a cada passo,
desvelada pelo acaso numa esquina
de arrabalde; a beleza de uma casa devoluta
que foi toda a infância de alguém,
com visitas ao domingo e tardes no quintal
depois da escola; a beleza crepuscular
de alguns rostos num retrato de família
a preto e branco, ou a de certos hotéis
que conheceram há muito os seus dias de fulgor
e foram perdendo estrelas; a beleza condenada
que nos toma de repente, como um verso
ou o desejo, como um copo que se parte
e dispersa no soalho a frágil luz de um instante.
Gostava de tudo isso que o deixava muito a sós
consigo mesmo, essa espécie de beleza arruinada
onde a vida encontra o espelho mais fiel.



Rui Pires Cabral






EU CRIO A MINHA REALIDADE?








“Vivo a vida que amo,
Amo a vida que vivo”
Willie Dixon
 

As implicações do princípio de que, criamos a nossa realidade, são brutais.
Não apenas para nós e para a vida que vivemos, mas também para as vidas maiores:
Cidades, Estados, Países e o Planeta.

Então e você?
De inúmeras pequenas formas, criamos a vida todos os dias.
Decisões do dia-a-dia como, quando levantar, o que vestir, o que comer ao pequeno-almoço…
As suas intensões diárias, ou de apenas ir com a corrente, afectam o que faz e o que sente.
Num plano maior, toda a trajectória da sua vida é gerada pelas suas escolhas: casar, ter filhos, estudar, viajar, fazer carreira, profissão,…
A sua vida não acontece simplesmente; é baseada nas escolhas que faz, ou não, cada dia.

Mas a questão permanece:
Até que ponto se estende a criação da vida?
Até conhecer a mulher dos seus sonhos?
Até ao patrão tirano?
Ganhar a lotaria? 

E você, está a criar a vida de quem?
Pode parecer uma questão imbecil, mas o EU em “Eu crio a minha realidade” é uma grande interrogação. E a resposta traz alguma clareza a toda esta questão da criação.

"Estamos sempre a criar os efeitos da realidade.
Se retirarmos informação de uma pequena base de dados, ficamos com uma realidade pequena. Se tivermos uma grande base de dados, temos uma realidade grande.”
Joe Dispenza

Mas então, QUEM SOU EU?
Segundo Ramana Maharishi, fazer esta pergunta leva directamente à Iluminação.
Mas, vamos limitar-nos ao acto de criar.

Segundo Fred Alan Wolf,
“A primeira coisa a compreender é que a ideia de que você cria a sua própria realidade – se por você se entende essa pessoa egoísta que você pensa que comanda o seu espectáculo que cria a sua realidade – está provavelmente errada. Provavelmente não é você que está a criar a realidade de todo”

ENTÃO QUEM A CRIA?
É claro que quando pede o seu primeiro café da manhã, é óbvio que foi a “pessoa egoísta” ou a personalidade que decidiu escolher o cappuccino duplo, e não o EU transcendente e imortal. 
E quando uma árvore cai em cima do seu carro novo, a personalidade não teve nada que ver com isso.

A maior parte das pessoas rejeita a ideia “Eu Crio a Realidade” quando ocorre algo que nunca, jamais criariam. Isso é verdade, ela, a personalidade, nunca o faria.
Mas, tal como defendem todas as tradições espirituais, há mais do que um “Você”.
E aqui, esta esquizofrenia divina aceita vários rótulos:
  • Ego/Eu Verdadeiro
  • Personalidade/Divindade
  • Filho do Homem/ Filho de Deus
  • Corpo Mortal/Alma Imortal

Na Essência, diz que existem níveis diferentes a partir dos quais você cria.
E o objectivo da Iluminação é apagar esta fragmentação do Eu, e criar a partir de uma Fonte.
É expandir a nossa consciência até estarmos conscientes de todas as nossas criações.
E aceitar que “EU crio” é uma fantástica ferramenta de expansão.
Porque cada vez que rejeita a sua quota parte na criação da realidade, está a rejeitar ou a negar uma parte de si próprio.

Assim, a fragmentação continua.
A sua metade espiritual cria estas realidades com o fim único de se tornar um Todo.
Há coisas que você tem de sentir para crescer que podem não ser a primeira escolha do seu Ego/Personalidade.

Chamam-lhe Karma:
Nós criamos, algures no passado, quer recente quer remoto, todas as condições que enfrentamos nesta vida.
  • Mas, como é que os Karmas de todas as pessoas do mundo interagem?
  • Como é que tudo encaixa?
  • Como é que ocorrem todas aquelas “coincidências” felizes, ou infelizes, que são frequentemente  os anunciadores de um novo mundo?
  • Quem dirige o computador que mantém tudo certo, para os 6 mil milhões de Seres Humanos?

O UNIVERSO É O COMPUTADOR.
Unidade.
Não tem de correr. Está ligado, entrelaçado de tal forma que está preso a tudo e é criado a partir de tudo. Não responde a Nós – ele é Nós.

O modelo dualista do Karma diz:
Eu bati no João, alguém me irá bater a mim.
É uma forma muito causa-efeito, ou seja, newtoniana, de ver este fenómeno.

Mas do ponto de vista Não-Dualista entrelaçado, é diferente:
Diz que a acção ou o pensamento, que são a mesma coisa, provêm de uma parte da minha Consciência. Há uma certa vibração ou frequência associada a isso.
Ao fazer a acção, eu apoio aquela realidade, fico então ligado ao Universo por essa frequência ou vibração. Todo o “lá fora” da mesma frequência irá responder-lhe e irá reflectir-se então na sua realidade. 
Este é o princípio em que toda a Transmissão/Recepção trabalha. 
O transmissor e o receptor estão sintonizados na mesma frequência.
Segundo esta noção, tudo na sua vida – pessoas, locais, coisas, tempos e eventos – não são mais do que reflexos das suas vibrações.

Segundo Ramtha:
“Tudo na sua vida tem uma Frequência Específica igual ao que você é.”

Portanto,
Se quiser saber “Quem Sou Eu?”, olhe à sua volta; o Universo tem sempre a resposta.

O problema é que as nossas partes escondidas e reprimidas também se reflectem, e nós reprimimo-las porque não gostamos delas. São esses reflexos que nos fazem dizer:
  • “Eu nunca criaria isto”. No entanto, é isso que continua a ser reflectido vezes sem conta até o compreendermos. É a Roda do Karma. Ou como alguém um dia disse:
  • “A vida é uma sanduíche de merda, e todos os dias damos uma dentada”

“Criamos a nossa própria realidade todos os dias, embora achemos isso muito difícil de aceitar – não há nada mais agradável do que culpar outra pessoa pela maneira como somos. A culpa é dela ou dele; é o sistema; é Deus; são os meus pais…
Qualquer que seja a forma como o observamos, o mundo à nossa volta á aquilo que volta para nós, e a razão pela qual faltam na minha vida, por exemplo, alegria e felicidade e realização, é que a minha concentração é fraca exactamente nessas coisas.”
Miceal Ledwith

Ver-se a si próprio como uma vítima é provavelmente a maior rejeição de “Eu Crio A Minha Realidade”. E está sempre a acontecer. 
A vítima diz: “isto está sempre a acontecer-me, é tão injusto e não está certo.”
O lado bom disso é que obtém simpatia, sente-se melhor consigo próprio porque não é você a causa e assim pode descartar a experiência e não tem de lidar com isso.
O lado mau é que acabou de apoiar a ideia de que não cria a sua realidade, não tendo portanto poder para tal, e irá passar pela lição vezes sem conta, repetidamente. É também uma fragmentação da realidade. Retira o Criador da Criação.
“Eu Aceito a Responsabilidade” é a maior Aceitação!

É uma reviravolta monumental  na forma como alguém aborda o mundo e as suas experiências nele. 
A vitimização e a impotência que lhe sucede foram afastadas da vida.
Pergunta-se sempre, em todas as situações,
  • “Onde estou, ou o que sou, nesta situação?”
  • “O que se reflecte de volta para mim?”
  • “De que nível do EU provém isto?” 
 
A reviravolta é, em vez de pedir ao Universo que prove que você cria a realidade para que se possa sentar na cerca e aceitar ou rejeitar o que acontece, você aceita isso como um facto, que a sua vida e o que nela acontece são uma criação sua, procurando portanto o significado das coisas. E por significado não se entende um significado filosófico ou cósmico, mas sim que significado tem acerca do que você é, ou do que você cria, ou o que você nega na sua vida.
A procura de uma mudança na sua vida?
Faça esta troca e observe como transforma os seus muitos “EUS”.

“As pessoas culpam sempre as circunstâncias pelo que são.
Eu não acredito nas circunstâncias.
As pessoas que avançam neste mundo são as que se levantam e procuram as circunstâncias que querem, e se não as encontram, inventam-nas.”
George Bernard Shaw

Como é que nós criamos as circunstâncias?
Como fazemos aquelas coincidências que têm uma influência enorme na direcção da nossa vida?
Parece loucura que alguém faça uma coincidência do tipo:
“Esqueci-me da pasta, e por isso tive de ir a correr a casa, mas no caminho tive um furo no pneu. Parei para o mudar e as minhas calças rasgaram-se. Então, enrolei-me num pano e estava a passar uma pessoa, e tinha sido ela a desenhar o tecido. Então ela parou e passado um tempo casámo-nos.”
  • Foi apenas uma coincidência?
  • Ou foi um co-acidente?
  • Foi o homem que criou o pneu furado? 
  • Ou ele criou o casamento e o Universo tratou dos pormenores?
  • Fazemos uma intenção pormenorizada, ou fazemos as coisas de forma a deixar ao Universo espaço para encontrar maneira de o fazer?
  • Normalmente é a segunda hipótese.
Ou seja, em vez de dizer todos os passos que a água tem de dar para mudar o seu pH, tal como reorganizar as ligações químicas, troca de electrões, etc…, mais vale concentrar-se no resultado e deixar o Universo fornecer os pormenores, com calças rasgadas e tudo.

“Segue com confiança o caminho dos teus sonhos.
Vive a vida que imaginaste.”
Henry David Thoreau

Mas a questão permanece:
  • Como é que isto poderia funcionar?
  • Como pode alguém ficar mais consciente das possibilidades, de forma a que a própria criação seja mais consciente?
Segundo Amit Goswami:
“Há a hipótese da consciência ser a base do Ser.
São tudo possibilidades da consciência. De todas estas possibilidades, a consciência escolhe a experiência que manifesta, que observa…a quântica fala das possibilidades, mas quando olhamos para nós, quantas vezes indagamos “que possibilidades?”. A sua consideração das possibilidades pode ser confinada a coisas triviais como qual o gelado que vou escolher hoje, o que depende completamente das suas experiências anteriores. Há falta de física quântica na vida das pessoas. As possibilidades da vida de cada um são como as ondas de probabilidade de um electrão. Isto significa que  as opiniões acerca da sua vida são tão reais quanto as ondas previstas pela equação de Schrodinger.”

Stuart Hameroff leva este conceito ainda mais longe:
“Cada pensamento consciente pode ser pensado como uma escolha, uma superposição quântica que colapsa numa escolha. Então digamos que você está a ver uma ementa e está a tentar decidir entre camarão , massa e atum. Imagine que tem uma superposição quântica de todas estas possibilidades a coexistir simultaneamente. Talvez até possa avançar um pouco para o futuro e provar cada refeição. E depois decide, comer esparguete.”

Avançar para o futuro não é ficção científica.
Na teoria quântica, também podemos voltar atrás no tempo, e existem sugestões de que os processos cerebrais relacionados com a consciência se projectam para trás no tempo.
Isto significa que a consciência individual está constantemente a sondar todas as possibilidades futuras, indo talvez até ao futuro “saborear” a experiência, depois concentrar-se, ou colapsar a hipótese escolhida na realidade.
O “Como” é trabalho do imensamente interactivo Universo superinteligente que responde automaticamente à consciência, porque é isso que ele é. 
O Universo é o computador que se mantém em contacto – é por isso que existe.
E se pode criar formas vivas auto-conscientes que se auto-replicam, pode arranjar um pneu furado.

E como é que esta visão torna a criação mais consciente?
As possibilidades são reais e podem desenvolver-se, manipular-se e colapsar-se, levando-nos para o futuro onde nos espera o Novo EU.

As realidades que pode criar estão perante si.
Essas possibilidades esperam o movimento da consciência para trazer à experiência o evento.
  • Quem você quer ser?
  • Quem é o EU que cria?
Se é a personalidade, então as criações são a partir das estruturas, hábitos, tendências e redes de neurónios existentes e, dessa velha estrutura de personalidade, só se criaram as mesmas coisas de sempre. É criar o que já foi criado.

A nossa criação provém do EU mais elevado.
O EU divino.
E nesse caso é inconsciente e fruto do trabalho do karma profundamente enterrado.
Portanto, enquanto as criações são maravilhosas para o Espírito,
Para a personalidade desligada parecem arbitrárias, injustas e originam os sentimentos de impotência e vitimização.

A partir do “não EU”, ou do “novo EU”, pode manifestar-se algo realmente NOVO.
Algo que você cria conscientemente.
E criar desta forma desfaz para sempre a armadilha da vitimização e da impotência.
VOCÊ CRIA A SUA REALIDADE! 

“A vida não é acerca de nos encontrarmos.
É acerca de nos criarmos”
George Bernard Shaw



in, Afinal O que Sabemos Nós?





                               



                              





quarta-feira, 17 de junho de 2020

Trance-Formation by Max Igan www.TheCrowHouse.com

The Awakening by Max Igan (Full)

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PARTIDA








Depois
Há a angústia da solidão
O canto de pássaros
A incerteza dos amanhãs
O nó que afoga e não passa
A noite

Depois
Há as casas manchadas de sombras
Um punhado de lágrimas
Os lábios que se unem
Como asas de uma mesma flor
Os elos de um até já

Depois
Há a nostalgia da praia deserta
As rosas vermelhas esquecidas
As horas mortas e cansadas dos dias opacos

Depois
São as minhas lágrimas a quererem despertar
No silêncio do olhar
Sofrendo horas de carne e cinzas

Depois
São os meus poemas
De braços nus à chuva a quererem poisar em tua boca
Confiantes na noite onde mãos abandonadas
Colhem flores esquecidas nas tardes

Depois
Depois amor
É chegada a hora 
da partida


Francisco Amaral Jorge





O Que Somos Não É







Mas há momentos, nunca o pensaste?
Há momentos em que tudo se nos abisma até à fadiga. 
O desânimo sem fundo. 
A vertigem para lá de qualquer significação. 
Nós somos o artifício de nós. 
Mas é aí que construímos a legitimação de se existir. 
Somos duplos do que somos e por baixo da camada que nos torna plausíveis há uma outra realidade que revela o plausível em ficção. 
O que somos não é. 
O que somos é o que resta depois de tudo se dissipar. 
O falso de nós é que é verdadeiro. 
Ou ao contrário, não sei.


Vergílio Ferreira
in, Pensar




segunda-feira, 15 de junho de 2020

Van Morrison & John Lee Hooker - Serves Me Right To Suffer

Vilancete Castelhano de Gil Vicente







Por mais que nos doa a vida
nunca se perca a esperança;
a falta de confiança
só da morte é conhecida.
Se a lágrimas for cumprida
a sorte, sentindo-a bem,
vereis que todo o mal vem
achar remédio na vida.
E pois que outro preço tem
depois do mal a bonança,
nunca se perca a esperança
enquanto a morte não vem.


Carlos de Oliveira
in, Trabalho Poético




A Consciência Cria a Realidade






Eu faço a Realidade?
Ou ela faz-me a mim?
Sou a Fonte que determina a minha vida?
Ou a minha vida está no final de uma corrente?
Eu crio a minha Realidade cá dentro?
E esse “cá dentro” é o percursor do “lá fora”?



“Em cima como em baixo,
Assim dentro como fora”

“Todo o discurso, acção e comportamento são flutuações da consciência.
Toda a vida emerge da, e é sustentada pela consciência.
O Universo inteiro é a expressão da consciência.
A Realidade do Universo é um oceano infinito de consciência em movimento”
Maharishi Mahesh
Yogi


Tudo isto gera questões do género:

  • Se eu crio e tu crias, e são coisas diferentes – o que é que acontece?
  • “Eu nunca criaria isto na minha vida!”
  • Existem coincidências?
  • Uma criança a morrer à fome cria isso?
  • E os desastres naturais?
  • Quem é o “Eu” que está a criar?

Estas questões estão ligadas a conceitos de Karma, eu transcendente, ressonâncias de frequência específica, atitudes, responsabilidade pessoal, vitimização e poder. 
Mas o mais importante é:
O lado em que você está no que diz respeito a este conceito tem o maior impacto de todos na vida que você vive.

Já vimos que a intenção pode influenciar eventos ao nível microscópico.
Vimos como a suposta aleatoriedade dos eventos quânticos pode ser alterada, e como a concentração da nossa mente pode levar a um estado físico diferente.
Vimos também que o observador pode colapsar uma nuvem de probabilidades indeterminadas num único estado definido.
Vimos como na física quântica esta realidade sólida fixa não é assim tão sólida, fixa e estável, e que, existe uma ligação entre tudo no universo.
Os paralelismos entre a “Mecânica Quântica” e “A Consciência Cria a Realidade” são uma vez mais apaixonantes.

“Não podemos mais afirmar que o mundo lá fora existe independentemente de nós.
Essa visão não pode ser sustentada.
Não somos apenas espectadores de um palco cósmico, mas sim moldadores e criadores a viver num universo participativo.” 
John Wheeler

“Todos temos o hábito de pensar que tudo à nossa volta é uma coisa que existe sem a nossa informação, sem a nossa escolha.
Para estar de acordo com as descobertas da física quântica, temos de banir este tipo de pensamentos. Temos de reconhecer que até o mundo material à nossa volta, cadeiras, mesas, salas, tapetes, tudo isso não é nada senão possíveis movimentos da consciência.
E eu escolho a cada momento estes movimentos para levar a minha verdadeira experiência a manifestar-se.” 
Amit Goswami

O que estes novos físicos estão a fazer, é esclarecer a morte do dualismo.


Não é a Mente sobre a Matéria, é a Mente  =  Matéria.
Não é a consciência que cria a realidade; é a Consciência  =  Realidade.

 
  1. Quem causa o quê?
  2. Há uma ligação?
  3. Há uma divisão?
  4. Quem criou a divisão?

NÓS CRIÁMOS!

Mas, com a morte do dualismo, não há ligação nem causa.
Tudo é a mesma coisa.
Tudo é interdependente.

Tudo isto levou Fred Alan Wolf na década de 70 a criar o termo “ Eu Crio a Minha Realidade”
O movimento emergente New Age aproveitou-se desta frase e fez dela seu paradigma.
Mas, tal como muitos físicos dizem, não é um conceito fácil de se compreender completamente. 
Nós não mudamos a realidade lá fora; não alteramos cadeiras, camiões, prédios, barcos e foguetões a descolar…não é nada disso que alteramos.

 “Uma das coisas que surge quando se fala criar realidades é o que acontece quando duas pessoas criam realidades diferentes; o que se passa então?
Bem, a primeira coisa a perceber é que, a ideia de que você cria a sua realidade – se por você se entende essa pessoa egoísta que você pensa que comanda o seu espectáculo que cria a sua realidade – está provavelmente errada.
Provavelmente não é você que está a criar a realidade.”
Fred Alan Wolf

“Tornou-se claro que o local de onde eu escolho criar a minha realidade, o local da consciência, é um estado muito especial invulgar de ser onde os Sujeitos/Objectos se separam e desaparecem. É deste estado invulgar que eu escolho, e assim, a exultação da New Age desapareceu quando foi forçada a encarar a realidade de que a realidade não é um almoço grátis. Temos de meditar e atingir estados invulgares de consciência antes de nos tornarmos  os criadores da nossa própria realidade.”
Amit Goswami

Mas então:
O que é a Consciência?
Que “EU” cria?

No filme, “O Planeta Proibído”, percebe-se bem isto.
No filme, as pessoas do planeta constroem uma máquina que transforma instantaneamente os seus pensamentos em realidade física. Criam mansões maravilhosas, Ferraris , banquetes, etc…
Depois, adormecem e sonham. 
Acordam no dia seguinte num planeta devastado.

Segundo o Dr. Dean Radin, existe uma boa razão para não manifestarmos logo as coisas:
“Tudo o que fazemos, tudo o que pensamos, todos os nossos planos se espalham e afectam o universo. Mas afinal, a maior parte do universo não se importa, e é por isso que  os seus pequenos pensamentos individuais não alteram o universo como o vemos. Imagino que se esse fosse o caso, se cada um de nós fosse tão poderoso ao ponto de os nossos impulsos efémeros afectassem o universo, nos destruiríamos quase instantaneamente” 

O facto de não haver uma gratificação imediata na criação da nossa realidade, pode existir para nos proteger de intenções do calor do momento, que nos levariam à destruição, nossa e dos outros.

Segundo Ramtha, existem duas ideias fundamentais:
- A Consciência e a Energia, criam a natureza da realidade.
A Consciência, determina a Lei de Como as coisas ficaram como ficaram.
A Energia, determina o Porquê.

A ATITUDE É TUDO!!!!

Por exemplo:
Os franceses, cuja cultura aceita que se beba vinho, se fume cigarros, se comam bolos cheios de açúcar refinado, molhos cheios de colesterol, e que se viva até à velhice saudáveis, magros e felizes…o segredo é a Atitude!
Eles adoram o que comem, e não sentem qualquer culpa por isso.
Se é pessoal, chamamos-lhe Atitude.
Se é cultural, chamamos-lhe Paradigma.
Se é Universal, chamamos-lhe Lei.
“assim dentro, como fora”


in, Afinal, O Que Sabemos Nós?


                              




A dutiful robot named Robby speaks 188 languages. 
An underground lair provides astonishing evidence of a populace a million years more advanced than Earthlings. 
There are many wonders on Altair-4, but none is greater or more deadly than the human mind. Forbidden Planet is the granddaddy of tomorrow, a pioneering work whose ideas and style would be reverse-engineered into many cinematic space voyages to come. 
Leslie Nielsen portrays the commander who brings his spacecruiser crew to the green-skied Altair-4 world that's home to Dr. Morbius (Walter Pidgeon), his daughter (Anne Francis), the remarkable Robby...and to a mysterious terror. 
Featuring sets of extraordinary scale and the first all- electronic musical soundscape in film history, Forbidden Planet is in a movie orbit all its own.





sábado, 13 de junho de 2020

Sistema de bancos centrais - Revolução eminente







Estamos a viver uma transição económica, de fundo, que necessita ser clarificada, se o objectivo for compreender os acontecimentos e a narrativa mediática que nos assalta diariamente. Desde a massiva abstenção dos portugueses nas eleições europeias, crescimento dos nacionalismos, recuo das meta-narrativas do sec.XX - como o socialismo e o comunismo -, declínio (a acelerar) da zona euro e dos bancos centrais (BCE, FMI, Reserva Federal, World Bank). A par com a propaganda do medo pelas 'guerras comerciais ' dos EUA á China, passando pelas péssimas e irresponsáveis previsões do FMI para o planeta Terra e para a Europa, todo este folclore é produto de uma guerra de propaganda entre dois polos: os bancos centrais não-eleitos (FMI, BCE-UE, Reserva Federal) e alguns governos e lideres eleitos (EUA, Brexit, Itália).

Trata-se de um cenário a acontecer diante dos nossos olhos. 
A história está a  ser feita neste ano de 2019. 
Só é preciso entender os actores, cenários e estratégias envolvidas. 
Em resumo, para onde se dirige a Europa, o ocidente e a humanidade que somos.


1. China como "potência dominante"

A China, estava programada para ser a potência dominante, quando se desse o colapso económico - está a acontecer agora na Europa, mas nos EUA, estava destinado a acontecer durante a presumida eleição de Hillary Clinton.  A China seria assim a potência mundial, num cenario de 'governo mundial de emergência' no colapso económico então a acontecer gradualmente - este colapso tem sido um processo accionado à socapa do conhecimento de grande parte da opinião publica, que intui, mas não evidencia. Este processo de implosão da economia é subtil, mas torna-se compreensível se se reconhecer o seus actores: uma UE centralista e auto-protegida, não-eleita; consórcio FMI/BCE com papel fiscalizador mais do que emancipador, e uma China, aparentemente, sem limites de crescimento.

Aqui, a China é central na estratégia globalista. Nas ultimas décadas, a China passou incólume por todo ocidente, em estratégias cosmetico-comerciais (como a «One belt, One road», Cerco ao Ocidente) de infiltrações nas soberanias através da sua tecnologia 5G pela duvidosa Huawei. Conseguiu-o na Europa - sob sabe-se lá com que subrepticios expedientes - e nunca se lhes foi apontada nenhum mal, nem ao seu regime comunista-aristocratico-ditatorial, perseguição aos cristãos, tráfego de órgãos, escravatura operária - de facto, a UE nunca se incomodou muito com os aberrantes ataques aos direitos humanos na China, mas apenas na Venezuela. e há razões para isso: a UE tem o compromisso globalista de fazer a China a potencia mundial dentro de anos. Mesmo que para isso esteja a arruinar o comercio e a industria europeia, intencionalmente e gradualmente.


2. Estratégia de Trump: o reinicio da Economia

Na sua campanha presidencial, D. Trump, o presidente dos EUA, prometeu reverter as aspirações globalistas e "fazer a América grande de novo". Trump está, sob essa estratégia, neutralizar os antigos tratados comerciais com a China, que desfavoreciam o povo americano e colocavam a China numa posição de 'eterna' vencedora - por exemplo, um telemóvel americano tinha impostos muito superiores na China do que um chinês nos EUA.. Esta desigualdade, era o resultado de tratados e compromissos das administrações americanas anteriores. Trump anulou estes tratados e estabeleceu uma nova estratégia: a negociação directa. Não apenas por razões comerciais justas entre ambos os paises mas para outra, talvez mais importante: Trump está a neutralizar a China como a potencia dominante da globalização. Está a enfraquecer a operação globalista na China (um pais com enorme divida, problemas graves de abastecimento de água e uma ditadura a fragilizar-se), para obter acordos comerciais justos a com a China, dos chineses, não mais com a China-globalista dos bancos centrais. Este sistema de controle, globalista, paternal, tinha como aranha-mãe esse mesmo sistema de bancos centrais, o portal que tudo vigiava, controlava e nivelava - em nome da ajuda, claro - não para beneficio dos povos e das soberanias mas para sua auto-perpetuação.

A estratégia de Trump foca-se em criar uma nova economia, mais justa, baseada na produção e no comercio bilateral e não mais na engenharia financeira. Em essência, Trump está a criar um reinicio ('reset') da economia; a acabar com a velha, dominada pelos bancos centrais, (FMI, BCE Reserva Federal), para criar uma nova, baseada em tratados comerciais directos com os paises, sem intermediários ou paternalização. Acabou, por exemplo, com os tratados comerciais anteriores (NAFTA, TPP) e estabeleceu novos acordos directos, mais justos e personalizados segundo a identidade dos paises.

O presidente dos EUA trabalha nesta estratégia desde o início da sua presidência. E traçou uma estratégia brilhante para retirar a China do seu palco de barro: primeiro negociou acordos bilaterais com os paises mais periféricos à China, como as Filipinas e as Coreias do Norte e do Sul. Por uma razão: Trump sabia que quando impusesse 'tarifas' ás importações da China para os EUA, haveria uma recessão na China e se iria dar um massivo êxodo de empresas da China para estes paises: é o que está a acontecer. O objectivo de Trump não é derrubar o presidente Xi; é neutralizar a potência 'dominante' e artificial, que iria ser a China, por plano dos bancos centrais globalistas (FMI, BCE, World Bank) e estabelecer comercio directo, igualitário e justo com a China. È ainda, e em génio, restabelecer a soberania e independência dos EUA, sem interferência de organização financeiro-burocráticas exóticas nos tratados comerciais bilaterais, que impediam o crescimento dos EUA.

O FMI e outras organizações globalistas, assustados com a reversão dos seus planos - que pode significar mesmo o 'tribunal' - estão a chamar á estratégia de Trump "guerras comerciais". Mas esta verborreia a passar nos media, faz apenas parte do «projecto medo» (Project Fear - desinformação e desvio) que é accionado pelos globalistas nos media, quando se vêm ameaçados (fizeram-no em 2016 nas eleições americanas, fizeram-no com o Brexit, estão a fazer agora). Os globalistas sabem que Trump não é mais o fantoche que os media reproduziam noutros políticos, mas ainda têm, por histórico de compromissos, os media como seus aliados. Alem disso, os burocratas globalistas sabem que Trump não é um político; é o autor do best-selller "The Art of the Deal", um experiente homem de negócios, que na sua actividade privada, passou de devedor de biliões para um dos mais bem sucedidos projectos imobiliários mundiais; Trump tornou-se muito imprevisível para a soneca burocrata.
Isto significa que também que os burocratas não vão desistir. No passado usaram multiplas 'false-flags' para forçarem a sua agenda política. Se o voltarem a fazer é a confirmação do seu desespero.


3. O fim da economia globalista

Estes bancos centrais, sua elite e a horda de funcionários habituados ao movimento de biliões (o que interessa é movimentar números e contabilidade) não vão abdicar das suas mordomias. Treinaram políticos, governos e a opinião publica para sua necessidade. Este sistema burocrático apoiou-se, a expensas, durante demasiado tempo nos media irresponsáveis que lhes augurou feudo e lhes promoveu o estatuto. O seu objectivo não era a eficiência - como a história e a actualidade tem demonstrado -, mas a sua auto-perpetuação num sistema fiduciário, criado para fazer face a crises sem ter de justificar as crises que criou.

Entende-se assim que neste momento, o BCE e o FMI estão associados nas suas projecções económicas. Protegem-se, por isso, ambas contra Trump. No principio deste ano, o FMI mostrava a sua tendência para se aliar aos relatórios de previsão do BCE (mostrando previsões iguais aos deste Banco Central Europeu); mas a aliança foi mais longe: ambas as instituições mostraram estar de acordo que o seu próprio declínio provém, não da sua própria incompetência, mas das 'guerras comercias' presumivelmente acirradas por Trump. Usam termos dramáticos, fiduciários e ameaçadores. Os media nos media-compromettidos ampliam a ilusão, por vezes com hostilidade. Isto mostra como instituições bancarias não-eleitas, estão em pânico e a combater uma instituição eleita pelo povo, a presidência dos EUA.  Os bancos centrais perceberam que o avanço de Trump significa o fim da globalização, do seu sistema fiduciário, fraudulento e oco que só serviu uma elite; criou e sustentou crises para financiar ajudas com juros a preços de soberania.


4. O plano para o declínio da Europa

Não se chore muito o actual declínio da economia europeia, porque é um golpe financeiro. Lembro que este sistema financeiro fiduciário, de bancos centrais, vive de crises. Quando há crises, há necessidades; quando há necessidades, há credito preparado para os países em declínio e em crise se socorrerem do credito disponível. Assim se endividam. E assim ficam com a sua soberania e independência em causa por mais uns anos. Mas mais grave: se não houverem crises suficientes que dê lucro aos bancos centrais, planeia-se uma, ou mais. É o que está a acontecer com o actual declínio da Europa que o FMI e o BCE tem vindo a confirmar neste ano de 2019. É que quando um pais está em divida, a sua margem de manobra internacional fica limitada. Isto é, a sua soberania, identidade, liberdade e independência, ficam em causa (já agora, Portugal vai chegar aos 1000 anos de história?).O problema é mais grave: todas as economias sob controle de bancos centrais estão a implodir; para isso recorrem á divida externa e assim, os bancos centrais controlam as soberanias, esse é o golpe.

As projecções do consórcio BCE/FMI para o crescimento na Europa, são uníssonos: para 2018  foi de 7,1% ; 2019  é de 6,8%  e em 2020 será 6,3%. Ou seja, a estagnação é mais acelerada este ano do que no ano passado. Isto enquanto o nacionalismo de Trump nos EUA prospera com a mais alta taxa de empregabilidade, diminuição de impostos generalizados, regresso, por isso, de empresas ao solo norte-americano, a mais alta taxa de empregabilidade de sempre nos grupos étnicos minoritários e mulheres, bolsa em constante explosão, mais alta taxa de confiança no mercado e no consumo, aumento significativo do investimento da baixa poupança. Este cenário é o resultado de Trump ter expulso os bancos centrais das agendas de controle e nivelamento da economia americana (mas não é um trabalho terminado).

O ultimo relatório de previsão emitido pelo consórcio BCE/FMI, onde se apontam presumidas 'causas' do declínio da zona euro (Publico, 9 de Abril, 2019), é incompetentemente hilariante; usa a confusão das verificações como causas e descreve-as do modo seguinte : "diminuição da confiança dos empresários" (tradução: asfixiados com impostos); "aperto das condições financeiras" (tradução:: população asfixiada com impostos); "aumento da incerteza política" (tradução:: emergência de novos movimentos politico-sociais, descobriram que há vida na Europa);  "enfraquecimento da confiança dos consumidores e das empresas (tradução:: impostos à classe media empregadora; invasão da China no consumo europeu); "problemas com veículos a gasóleo na Alemanha", (tradução: declinio da industria automóvel europeia); "protestos nas ruas que afectaram o comércio a retalho e pesaram no consumo em França" (tradução:: invasão da China/Amazon no consumo francês, mas a culpa é dos coletes amarelos e da liberdade de expressão); "comércio dentro da zona euro ter enfraquecido" (tradução:: europeus recorrem a compras pela internet à China/Amazon).

Estas verificações são convenientes para os bancos centrais. Se não identificarem as causas, não resolvem os problemas. O consorcio BCE/FMI revela nestes relatórios serem vitmas das circunstâncias e não os causadores, muito menos os responsaveis, pagos pelos contribuintes dos seus paises membros, para resolverem os problemas identificados.
Porquê? Para por plano de intencional desleixo, abandonarem o continente (que os fez multi-milionarios) ao caos globalista, onde pretendem reemergir como solução: o governo mundial.
Fizeram isso com as duas guerras mundiais. 
Foi no fim da II guerra Mundial, que criaram o actual sistema financeiro, em 1944 em Breton Woods, quando nasceu o FMI e estabeleceram os moldes da nova elite do sec. XX, hoje em óbvio estado fúnebre.


5. O Banco Central Europeu

O mito dos bancos centrais reguladores serem independentes, é um mito criado pelos próprios banqueiros centrais. Os bancos centrais nunca foram independentes e na verdade são bastante tendenciais, como tem mostrado o BCE para Portugal, e nos casos mais visíveis, para a Inglaterra, Hungria e Itália - os considerados 'países rebeldes'.

Sob a aparência de objectividade o BCE, como outros bancos centrais, foi mais um programa globalista mundial, dedicado a sonegar soberania e independência aos paises, centralizar decisões e criar uma horda de funcionários inúteis e principescamente bem-pagos.  Este banco globalista é mais um monumento à sua auto-preservação do que realmente um banco que providenciasse o bem prospero dos europeus. Isto prova-se pelo uso e abuso de incitação ao endividamento nos paises membros, sob condição de transferência de soberania. Por exemplo, Portugal tem uma legislação composta por 70 % de leis da UE.

Sendo um sistema fiduciário, isto é, sem referente material que o garanta (como no sistema «padrão do ouro») o utilizador da moeda do BCE, só tem garantia no Euro, sua moeda, se a instituição que o regula for digna de credito. Mas para o ser, o BCE teve de se tornar numa gigantesca e, em breve, abismal burocracia, que só favorece os seus proponentes e dignitários. Aos outros apenas recomenda divida. O sistema financeiro europeu é como a Pirâmide do Louvre, seu monumento de adulação: frágil, oco e sem beleza nenhuma.

O sistema financeiro europeu vive da seu óbice: divida. Não de emancipação ou produção, mas em calculadamente vender divida aos paises da União Europeia. Foi assim em Portugal, que desde a sua integração na UE a divida externa lusitana não parou de aumentar e dirige-se á irresolução mais uma vez. Não nos deve espantar que a produção não seja incitada na Europa: o sistema fiduciário vive de contabilidade, ao contrario do sistema padrão-ouro que vive da produção. E contabilidade significa movimento, que não tem sequer de ser positivo: por isso a divida tem valor neste sistema, é movimento. E os bancos centrais precisam de movimento: como não sabem produzir, incitam á divida. O pior é que esses bancos centrais se dizem públicos e ninguém os controla.

Em Portugal, para isso contribuem muito os socialistas, que ocos nos seus programas têm apenas um objectivo : garantir que o sistema de endividamento do BCE se perpetue (não foi por acaso que Vitor Constâncio foi parar ao BCE, e que os socialistas são preferidos no esquema autocrata da UE). Este sistema financeiro precisa de políticos calculadamente incompetentes (como Sócrates) para acccionarem o seu programa de endividamento, massiva despesa publica e se possível bancarrota para o resgate de 'amizade' dos globalistas dos bancos centrais, neste caso o FMI.

Não é por acaso que o FMI aparece em Portugal sempre depois de governos despeso-socialistas. Com António Costa vamos pelo mesmo caminho (embora, não mais ao drama de Sócrates, porque o teste já foi feito e os banqueiros centrais não querem a falência dos paises, apenas sua canina obediência e dependência - se houvesse falência não haveria como pagar a divida).


6. A voz do BREXIT

Os ingleses perceberam o esquema com Nigel Farage e o Brexit. E em Itália, o povo está a acordar e fazer perguntas: 'afinal a UE é apenas um esquema de endividamento?' Sim, é. Não passa disso. Os bancos centrais querem que haja subsidio dependentes. Recentemente, o euro deputado Marinho Pinto, revelou ao semanário «O Diabo», que a UE nos últimos 10 meses antes das recentes eleições europeias, reuniu 3 vezes por mês, para debater paises fora da UE, não europeus. A denuncia tem sido uníssona, é um parlamento decorativo. E a UE precisa que assim seja: primeiro todas as políticas já estão - nos seus amplos moldes -, preparadas e formatadas. O resto é gestão de quotidiano: fingir que o parlamento tem alguma coisa para dizer, reforçar as mordomias aos eurodeputados com salários perto dos 50.000 euros/mês - para se calarem, e exibir uns 'pogroms' de propaganda para media ver, tudo na encenação de uma UE que não é senão um Leviathan planeado para não ter solução.

Nigel Farage, o mentor do Brexit foi o primeiro a denunciar o esquema no parlamento de Estraburgo. Desde os finais dos anos 90 que Farage, debatia como uma voz única, as fraudes e disfunções da UE. Denunciava presidentes que não eram eleitos, - Barroso na altura - e denunciava os eurodeputados que se escondiam nos seus salários milionários. Farage era, e é, o cavaleiro do povo, dos descontentes, daquela grande maioria sem voz, que a UE não servia, mas que endividava. E a quem os media ignoravam e teimavam a chamar 'pategos'. Se Farage obtinha o desdém dos seus colegas parlamentares conformados, na altura, tambem gerava cada vez mais perguntas aos eleitores europeus. Hoje, a UE é, por autoria de Farage, não mais uma organização consolidada, mas um esquema que precisa de muitas reformas: presidentes eleitos e eleições directas e representativas. No caso inglês, a solução é sair. E a palavra «sair» tem sido ampliada a todos os paises europeus onde a população faz cada vez mais perguntas. Não há hoje nenhum pais da UE que não tenha o seu movimento, ou pelo menos simpatizantes «exit». E com razão. Sem chantagem, estes movimentos compreendem a população mais informada. E tudo o que fazem é divulgar como funciona a UE - principalmente como não funciona.

Actualmente a Inglaterra e a Itália já não trabalham com o BCE. Ambos estão a criar o seu sistema financeiro e a sua moeda. A Inglaterra tem mesmo uma estratégia nacional para a recuperação da produção estratégica do aço. E a Itália está empenhada em voltar á sua lira. A UE mantém as ameaças do costume: que vão afectar terceiros na UE e que serão causas de crise. Não é verdade. A única causa de crise e estagnação na UE é o BCE que emitiu massiva moeda; empenhou sistemas financeiros europeus (como o português); criou uma gigantesca bolha de divida e não criou diques (de propósito) ao crescimento comercial da China na Europa, como fez, para propaganda, à Rússia. Trump tem apoiado paises como a Inglaterra e a Itália a criarem os seus próprios sistemas económicos; e recentemente, em Inglaterra com Theresa May, disse que se fosse ele no caso do Brexit, não só sairia, como processaria a UE (wised!).


Conclusão:

Trump, os nacionalistas, os populistas, a Reserva Federal, o FMI, o BCE, todo o sistema de bancos centrais, Rússia e China, sabem que a economia está em recessão e em declínio
A diferença é que apenas Trump e os nacionalistas europeus têm soluções: acabar com este sistema de bancos centrais apoiados no sistema fiduciário e recolocar, provavelmente, o sistema de padrão-ouro. Porque o problema da economia global não é a produção que deixa de ser efectuada ou até contabilizada. É um sistema que, como a pirâmide do Louvre, é oco. O objectivo é retomar as moedas soberanas e apoiar as economias em padrões próprios de produção e consumo e não mais em observações burocratas dos bilionários bancos centrais. 

Todo este sistema de bancos centrais está em comunicação e mutua influência. 
Por exemplo, o recuo na subida de taxas de juro do BCE na Europa foi influenciado pela pressão que Trump fez á Reserva Federal norte-americana para não subir as taxas de juro; no fundo, é Trump quem influencia e dita as políticas á Europa.
O furacão Trump conseguiu, pela primeira vez na história recente enfrentar os bancos centrais desde a sua criação em Breton Woods em 1944. Primeiro a sua Reserva Federal. Depois por negócios, neutralizar o dragão chinês. E por esta estratégia, incentivou a que paises europeus tivessem a coragem de enfrentar o seu banco central o BCE. O Brexit é o melhor exemplo disso: pretendem sair, sem pagar qualquer euro à UE. E a reivindicação é legal e legitima. O problema é que a UE não quer que se saiba que isso é possível. Mas é. Um pais pode sair da UE, se assim o ditar a população através de referendo.

Problemático será em Portugal: um pais analfabeto, mal informado, desorientado, classe-media sem rasto, sem uma infraestrutura que incite á produção (porque os governos socialistas se encarregaram de a sabotar ou baralhar) está condenado à estagnação e ao pagamento - sem possibilidade, aqui, de se abster -  da divida. Com elites políticas ao nível servil e do desleixo exibicionista, Portugal é um feudo que não augura melhorias nos próximos anos, isto, segundo os bancos centrais que nos controlam, à distância, o destino.
Se o continuarmos a permitir.



Augusto Deveza Ramos
Sociólogo





UMA EPIDEMIA QUE NUNCA EXISTIU






1. Fraude científica

Ninguém sabe o que é o Covid. O Dr. Klaus Püshel, medico forense em Hamburgo, referiu recentemente na televisão alemã, que "julgamos saber o que é", mas ninguém sabe. Porque ninguém o conseguiu isolar. E ninguém o conseguiu isolar porque não existe.
A narrativa do Covid passou tão insistentemente nos media, televisões e jornais, que a mentira pegou como verdade. Como dizia Goebbels, ministro da propaganda de Hitler, "uma mentira repetida insistentemente torna-se verdade". Agora é difícil desfazer o encanto.
E isso é o que os media teimam manter: o encanto. Mas não funcionou. Não só toda a ciência admite não ter conseguido isolar o tal vírus, como o Covid se está a revelar mais como um vírus económico do que um vírus biológico, isto é, a funcionar operativamente para resultados económicos mundiais.
Nunca tinha havido tanta divida mundial desde a II Guerra Mundial, nada que faça tremer as cadeiras dos conselhos de administração dos bancos centrais.
Alem disso, os afanados testes que são requisitados por avulsos exarcebadores de zelo são totalmente cómicos: os testes não medem o vírus (porque não existe), medem a imunidade ao presumido vírus, como a temperatura e outras condições imunológicas.
Se estiver nos parâmetros de positividade não significa que tenha o vírus, pode ser constipação, gripe ou outra coisa qualquer. Mas poderá contabilizar para o campeonato do Covid. A ONU e a OMS agradecem.
O mencionado Dr. Püshel, referiu que todos os pacientes do tal Covid que dissecou nas suas autopsias eram homens entre os 50 e os 100 anos, onde a principal incidência do tal vírus foi na faixa etária dos 80 anos. Mas "todas estas 'vitimas' eram portadoras de uma ou mais doenças graves".
A mesma situação aconteceu em Itália, onde 90% das vitimas eram idosos portadores de doenças cronicas graves."O medo foi a pior doença que a operação Covid transmitiu", comentou o Dr. Püshel, e adiantou: "não se devia ter comparado este vírus, muito menos inofensivo do que se pensa, à II Guerra Mundial" , fazendo referência à precipitação política de Angela Merkel e ao oportunismo de funcionários públicos de toda a Europa.

2. As fraudes do Covid

O Presidente da Tanzânia, reputado biólogo internacional, resolveu testar os testes do Covid, enviando uma amostra para teste. O resultado deu positivo. O que o presidente da Tanzânia não contou é ter enviado uma amostra de uma papaia (um fruto parecido com a banana).
A comédia não fica por aqui. Autoridades espanholas queixaram-se que os testes de Covid vinham infectados e programados, e quando pediram novos testes eles continuaram a vir pré-infectados.
E o Project Veritas, um grupo de jornalistas que usam câmaras ocultas e delatores, denunciou como uma reportagem da CBS tinha sido totalmente encenada para gerar medo nos espectadores: - a equipa de reportagem encenou uma situação dramática para ser transmitida nas noticias de uma sexta-feira à noite. Assim, os repórteres encenaram uma fila de carros à espera de entrarem num hospital, mas os carros eram dos médicos e do pessoal do hospital; e a azafama com que os enfermeiros surgiram na reportagem foram os segundos mais cansativos de toda as suas carreiras, porque era tudo encenação; além disso, os repórteres também usaram actores pagos. A CBS cancelou a reportagem.
Muitos outros testemunhos revelam o mesmo: nos EUA, foram filmados cenários de desespero, dramas, agitação e até as longas filas de espera, apenas para as câmaras de televisão.
Porque quando os holofotes se apagavam o cenário dramatizado desaparecia – não havia utentes ou pacientes reais, na maioria eram funcionários do próprio hospital a forçarem os 30.000 dólares do governo por cada paciente do tal vírus.
Há dezenas desses testemunhos de cidadãos-repórter que filmaram hospitais sem qualquer fila, ou utente. Mas quando apareciam as câmaras de televisão formavam-se as filas com os funcionários do hospital.
Um outro vídeo, de um jornalista, mostra como repórteres usam a 'mascara-covid' durante as reportagens, mas assim que as câmaras se desligam retiram as mascaras e voltam ao natural convívio da proximidade.
Em Inglaterra, nenhum dos hospitais de campanha de emergência criados pelo governo foram usados.
Estiveram sempre vazios e o governo de Boris fecha-los-á esta semana. Além disso, os hospitais ingleses estão a 1/4 da sua capacidade, porque o pânico afastou os pacientes que realmente precisam de cuidados médicos, como os pacientes com cancro.
A reportagem mais polémica foi a que mostrou enfermeiras inglesas a denunciarem que idosos estão a serem "assassinados" (esse é o termo usado) nesta operação de confinamento: idosos ingleses são, não apenas o alvo privilegiado dos famigerados testes, como os seus familiares são pressionados por médicos e administrações de hospitais a assinarem termos de responsabilidade (que significa anulação da necessidade de autopsia).
Nos EUA, dois médicos Californianos, os doutores Dan Erickson e Artin Massihi, denunciaram que 99.04% da população californiana, estava imune e 'coronamente' saudável.
O vídeo foi divulgado no YouTube, mas imediatamente censurado e removido. Em Portugal um psicólogo de um hospital do Distrito do Porto fala dos preocupantes 'casos paralelos', como traumas, fadigas psíquicas, quedas, violência domestica, demasiados episódios muito mais associados ao confinamento do que ao presumido vírus.
Na cidade da Maia, carrinhas da 'Protecção Civil' (sic) e da Câmara Municipal ameaçavam a população com altifalantes, gerando pânico, inquietação e mais vitimas paralelas.
Muitas outras denuncias estão a vir a lume: como casos de pneumonia e gripes registadas por Covid para hospitais obterem apoios e subsídios.
O cúmulo atingiu os píncaros quando um ousado utilizador do Twitter ironizou que uma vitima de mordida de tubarão tinha sido autopsiado com o tal Covid.
À parte os olhares de soslaio, a verdade é que a narrativa do Covid não vai voltar a ser a mesma. É, segundo dados científicos (e à mesma altura do campeonato), muito menor do que a do HIV-Sida e não se fechou a sociedade.

3. Os media e a fraude

Os media anunciaram que Trump não ganhava, Trump ganhou. Que o Brexit era uma minoria, é a maioria. Que o Covid ia matar 65 milhões, nem a MEIO MILHÃO CHEGOU.
Os media nunca nos disseram que 99,99% das pessoas não estão infectadas.
Os media não nos lembraram as outras epidemias que nunca foram tão dramatizadas, desde o HIV ao Zika, bem mais mortíferas e não cantonaram ninguém.
Os media nunca nos mostraram números de sossego e percentagens como estas: Espanha 0,034% de mortes (16.353 numa população 46,94 milhões); Itália, 0,005% de mortes (3.405 numa população de 60,36 milhões); China 0,0002 % de mortes (3.245 numa população de 1.393 biliões); Portugal, 0,008 % (850 casos numa população de 10,28 milhões); Suécia (não fechou a economia), 0,0006% de mortes (256 casos numa população de 40 milhões).
Em geral, 99,98% da população europeia e mundial não foi infectada (nem nunca será) mas está aprisionada. Sejamos sinceros: a probabilidade de infecção pelo Covid é de menos de um caso, em todo o estádio da Luz, lotado.
Mas fechou-se a economia. Gerou-se medo. Pânico, que colocou jovens mães com crianças ao colo a soluçarem de incerteza e confusão nos supermercados; mães sob ataques de nervos, amparadas pelas famílias e vizinhos, violência domestica avulsa, raivas silenciosas, amigos e vizinhos desligados, sociabilidades reduzidas a sinais de bandeiras, tristeza, e a fatal e sinistra auto-promoção das elites politicas (a Câmara Municipal da Maia lembrou-se de, durante o confinamento, distribuir à população folhetos, em dispendioso papel-couché, de auto-promoção política, não informação útil acerca de direitos constitucionais, ou conselhos úteis à população enquanto, ameaçava a população com altifalantes em carrinhas pagas pelos munícipes).
Um povo dócil e televisivo deixou-se embarcar no condicionamento.
Desde o "proibido rir" ao "proibido saber mais", tudo infectou as televisões e redacções dos jornais. A ignorância foi aclamada como bondade. O servilismo como um exemplo. E as gerações mais novas acataram o exemplo desses tímidos actores. O programa foi cumprido: a classe medica granjeou status quo numa epidemia que pouco existiu e só servirá os sistemas de saúde despesistas, tão amados pelas mega-farmacêuticas que sugerirão caríssimas e 'salvíficas' vacinas.

4. Interesses na fraude

Uma publicação com o titulo 'Scenarios for the Future of Technology and International Development', (disponível em PDF na Internet) publicado pela Rockefeller Foundation em parceria com a Global Business Network, há 10 anos, (precisamente em Maio de 2010), é desenhado o cenário de uma epidemia mundial, fatal para a economia do planeta.
Nesta publicação, são construídos e dissecados vários e eventuais cenários de futuro, entre os quais está uma 'epidemia mundial', num cenário dantesco em que 20% da população mundial morreria, seriam fechadas todas as lojas e escritórios, "o planeta ficaria escurecido" e apenas a "China soubera prever e contornar a epidemia" (pag.18).
O documento é de uma actualidade arrepiante: "durante a epidemia, os governos reforçariam a sua autoridade e obrigariam exames de temperatura corporal e o uso obrigatório de máscara" à entrada de "espaços comunitários como estações e supermercados" (pag.19).
A narrativa é ainda mais sinistra: a epidemia iria aumentar a tolerância nos cidadãos para perda de direitos e até de soberania.
Os cidadãos acabariam por trocar as suas liberdades por mais segurança e economia.
Em essência, por mais governos centralizados, quer nacionais quer supra-nacionais (como a UE ou a ONU), isto, quando seria introduzida a Identidade Biométrica (registo de doenças no Bilhete de Identidade) e aumento da legislação para industrias estratégicas vitais (tradução: nacionalizações).
Neste cenário havia "apenas um vencedor: as telecoms", que forneceriam cada vez mais "serviços de comunicação a pessoas de mobilidade restringida" (não é por acaso que a China tem sido tão persistente em vender a sua tecnologia 5G a todo o planeta).
O 'inferno' não acaba aqui:  15 anos depois, a população mundial estaria habituada a restrições e perdas de liberdade mas haveriam focos de resistência e ressurgiriam os nacionalismos, principalmente entre os mais jovens, que acabariam por "destruir a precária ordem criada".

5. Anomia e perda de direitos

Desde há décadas que jornalistas, juristas, sociólogos, políticos, diplomatas e activistas dos direitos humanos, alertam para as falsas crises da globalização que geram apenas uma coisa: a intencional destruição de direitos, mais tarde, a adaptação a cenários globais (como esta epidemia).
No entanto, perda de soberania e individualidade gera apenas outro fenómeno: anomia, ou seja perda de identidade. Aquela que se construía, na rotina do trabalho, da escola, da família, das sociabilidades.
É verdade que outras identidades serão construidas, mas por adaptação. Serão identidades construidas sob maior vigilância do estado. A tal Identidade Biométrica (cada cidadão terá a sua trajectória clínica descrita no seu cartão de cidadão), servirá para perseguir a dissidência, o sorriso, a amizade, a família e até a fecundidade.
Temos sido subliminarmente treinados para isso, através das televisões e entretenimento. Apenas estamos a deixar que aconteça.
Fecharam-se praias, quando a Vitamina D (luz do sol) é fundamental para combater qualquer vírus.
Eliminam-se alternativas às vacinas, como a Vitamina C, Zinco, a hidroxidocloroquina (proposta de Trump) e até o açafrão.
A perda de direitos não conduz a mais segurança, pelo contrário, como provam os psicólogos dos hospitais, produzem mais violência, desespero, ataques cardíacos, histeria num sem fim de vitimas colaterais.

6. Controle

A infame lição deste episódio é o poder dos media e como são capazes de gerar e gerir fraquezas; o quão os espectadores foram tão massificados, estupidificados e dependentes das narrativas dominantes, das televisões e jornais.
De como médicos são mais heróis que outros profissionais. Uma espiral de fraude generalizada:  Como mostram os casos de utentes que somatizaram os sintomas do Covid, foram aos hospitais e voltaram para casa sem qualquer prescrição.
Indivíduos que tão desesperadamente querem pertencer à narrativa dominante, ao controle dos grupos de referência, sejam vizinhos, amigos, colegas, família ou televisão, que acabam por se traírem individualmente, na infame escuridão, em nome da segurança do ego que lhes sussurra no isolamento.
Este episódio revela o quão fundamental são as sociabilidades humanas, e como zonas mais ignaras e fracas aproveitaram a neblina para accionarem até ostracismo.
Tudo indica que esta operação é a primeira de uma posterior epidemia muito maior.
O mesmo o referiu Bill Gates, o ávido bilionário das vacinas.
Mas é mais do que isso: faz parte da implosão da economia ocidental, do seu sistema financeiro (sempre associado às farmacêuticas) e tentativa de criação de um outro muito mais poderoso, elitista, autoritário e centralizado.
Trata-se da implosão do ocidente em ciclos de 10 anos: começou subtilmente com o 11 de Setembro em 2001, foi reforçado em 2008 com a crise financeira mundial quando passados 10 anos, a besta manifesta de novo as suas garras: uma epidemia.
Em 2030 será pior, quando se gerar o famigerado "governo de emergência mundial" - tudo pelo que a ONU saliva.
No futuro próximo, as comunicações e telecomunicações valerão ouro. Serão infiltradas por grupos marginais, de resistência ou hackers, mas estes não são os perigosos,
O perigo virá da uniformizada narrativa dominante, dos grandes grupos de media, que repetirão incessantemente as mentiras verborreadas de telepontos. Mas haverá muita mais gente a acordar, por desespero, sapiência e até inspiração divina.

7. Conclusão

Adquiriu-se a epidemia como realidade e até se usaram painéis de ocorrências como fiáveis. Poucos ousaram questionar a narrativa dominante, e vendeu-se mais medo que soluções.
Usam-se máscaras em sinal de virtude, cumprem-se rituais de exacerbada higiene, mas é tudo um enorme culto, religiosa obrigação e não verdade incondicional. A população está ser treinada para a ignorância e escravatura, não para a saúde publica e sabedoria.
Nas prisões há mais contacto humano do que nesta quarentena artificial: a prisão está na nossa casa, o povo tornado obsoleto de um dia para o outro e até os locais públicos tresandam e repelem do tanto higiénico odor.
O que está em causa são os direitos sociais, a constituição e a soberania.
Não o tal Covid que atingiu percentagens tão ínfimas como 0,0002% da população mas aprisionou-se a outra hiper-maioria.
Não se trata apenas de um falso cenário, mas de uma operação política: a Suécia, a Bielorrússia e Japão não fecharam a economia e mostram poucos casos do tal vírus.
Muitas soberanias foram encerradas por chantagem política de cúpulas (como na UE) e por chantagens emocionais dos media histéricos em difusão do «projecto medo», numa operação politizada à esquerda e à direita, servindo apenas a velha estratégia das elites: dividir para reinar - ambiente que a ONU, OMS e FMI adoram desfrutar.
As farmacêuticas estão à porta, como lobos à espera de cordeiros ingénuos, desinformados e adormecidos prontos a trocar a sua vida por dispendiosas vacinas.
Os media coadjuvam a propaganda da vacinação porque são mutuais financeiros.
Enquanto a hidroxidocloroquina (muito mais eficiente e barata, custa 3 cêntimos cada pastilha), está a ser muito bem sucedida em França, China e é a solução de Trump nos EUA.
Presidentes e primeiros-ministros brandiram a palavra "guerra", para suspenderem constituições soberanas e justificar a ilegalidade do estado de emergência.
Mas não há nenhuma guerra, foi apenas vomito desesperado de quem tem cadeado preso a canis elitistas para resultados muito, muito concretos: a lenta perda de direitos e liberdades, em troca de segurança e alguma economia.
Os povos e os indivíduos serão sempre manipulados, enquanto não acordarem do medo de viver e de morrer.


Augusto Deveza Ramos
Sociólogo




′′No futuro, a alma será eliminada com medicamentos. Sob pretexto de ′′ ponto de vista saudável ", encontrará uma vacina pela qual o organismo humano será tratado, o mais rapidamente possível, eventualmente diretamente ao nascimento, para que o ser humano não possa desenvolver o pensamento da existência de alma e Espírito. Médicos materialistas serão confiados a tarefa de eliminar a alma da humanidade. Como hoje, as pessoas vacinam contra esta doença ou aquela doença, assim, no futuro, vacinarão as crianças com uma substância que poderá ser produzida precisamente de tal forma que as pessoas, graças a esta vacinação, serão imunes a serem submetidas a A ′′ loucura ′′ da vida espiritual. Ele seria extremamente inteligente, mas não desenvolveria uma consciência, e esse é o verdadeiro objetivo de alguns círculos materialistas. Com essa vacina, você pode facilmente fazer com que o corpo etérico se solte no corpo físico. Uma vez solto o corpo etérico, a relação entre o universo e o corpo etérico se tornaria extremamente instável, e o homem se tornaria um autómato, pois o corpo físico do homem deve ser educado nesta Terra por vontade espiritual. Então a vacina se torna uma espécie de força arymânica; o homem não pode mais se livrar de um sentimento materialista dado. Torna-se materialista de constituição e não pode mais se elevar ao espiritual. " 
Rudolf Steiner 
(1861-1925)