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sábado, 20 de maio de 2017

who could not be happy?




With freedom, 
books, 
flowers, 
and the moon, 
who could not be happy?


 — Oscar Wilde





domingo, 2 de abril de 2017

Dreamer




Yes: I am a dreamer.
For a dreamer is one who can only find his way by moonlight, and his punishment is that he sees the dawn before the rest of the world.

 — Oscar Wilde


domingo, 22 de janeiro de 2017

Yes: I am a dreamer



Yes: I am a dreamer. 
For a dreamer is one who can only find his way by moonlight, 
and his punishment is that he sees the dawn before the rest of the world.

Oscar Wilde




segunda-feira, 9 de janeiro de 2017

........................choose




There are moments when one has to choose between 
living one’s own life, fully, entirely, completely 
— or dragging out some false, shallow, degrading existence 
that the world in its hypocrisy demands. 


—Oscar Wilde
in, “Lady Windermere’s Fan"



terça-feira, 21 de julho de 2015

Oscar Wild




“A good friend will always stab you in the front.” 

― Oscar Wilde

segunda-feira, 25 de junho de 2012

Be anything



❝Ordinary riches can be stolen; real riches cannot. 
In your soul are infinitely precious things that cannot be taken from you.❞

Oscar Wilde

sexta-feira, 2 de março de 2012

O Retrato de Dorian Gray




Influenciar uma pessoa é dar-lhe a nossa própria alma.
O indivíduo deixa de pensar com os seus próprios pensamentos ou de arder com as suas próprias paixões. As suas virtudes não lhe são naturais.
Os seus pecados, se é que existe tal coisa, são tomados de empréstimo.
Torna-se o eco de uma música alheia, o actor de um papel que não foi escrito para ele.
O objectivo da vida é o desenvolvimento próprio, a total percepção da própria natureza, é para isso que cada um de nós vem ao mundo.
Hoje em dia as pessoas têm medo de si próprias.
Esqueceram o maior de todos os deveres, o dever para consigo mesmos.
É verdade que são caridosas. Alimentam os esfomeados e vestem os pobres.
Mas as suas próprias almas morrem de fome e estão nuas.
A coragem desapareceu da nossa raça e se calhar nunca a tivemos realmente.
O temor à sociedade, que é a base da moral, e o temor a Deus, que é o segredo da religião, são as duas coisas que nos governam.

Oscar Wild

A Alma do Homem sob o Socialismo



Quanto à mendicância, é muito mais seguro mendigar do que roubar, mas é melhor roubar do que mendigar. Não! Um pobre que é ingrato, descontente, rebelde e que se recusa a poupar terá, provavelmente, uma verdadeira personalidade e uma grande riqueza interior.
De qualquer forma, ele representará uma saudável forma de protesto.
Quanto aos pobres virtuosos, devemos ter pena deles mas jamais admirá-los.
Eles entraram num acordo particular com o inimigo e venderam os seus direitos por um preço muito baixo. Devem ser também extraordinariamente estúpidos.
Posso entender um homem que aceita as leis que protegem a propriedade privada e admita que ela seja acumulada enquanto for capaz de realizar alguma forma de actividade intelectual sob tais condições.
Mas não consigo entender como alguém que tem uma vida medonha graças a essas leis, possa ainda concordar com a sua continuidade.

Oscar Wild

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Loucos e Santos




Escolho meus amigos não pela pele ou outro arquétipo qualquer, mas pela pupila.
Tem que ter brilho questionador e tonalidade inquietante.
A mim não interessam os bons de espírito nem os maus de hábitos.
Fico com aqueles que fazem de mim louco e santo.
Deles não quero resposta, quero meu avesso.
Que me tragam dúvidas e angústias e agüentem o que há de pior em mim.
Para isso, só sendo louco.
Quero os santos, para que não duvidem das diferenças e peçam perdão pelas injustiças.
Escolho meus amigos pela alma lavada e pela cara exposta.
Não quero só o ombro e o colo, quero também sua maior alegria.
Amigo que não ri junto, não sabe sofrer junto.
Meus amigos são todos assim: metade bobeira, metade seriedade.
Não quero risos previsíveis, nem choros piedosos.
Quero amigos sérios, daqueles que fazem da realidade sua fonte de aprendizagem, mas lutam para que a fantasia não desapareça.
Não quero amigos adultos nem chatos.
Quero-os metade infância e outra metade velhice!
Crianças, para que não esqueçam o valor do vento no rosto; e velhos, para que nunca tenham pressa.
Tenho amigos para saber quem eu sou.
Pois os vendo loucos e santos, bobos e sérios, crianças e velhos, nunca me esquecerei de que "normalidade" é uma ilusão imbecil e estéril.

Oscar Wilde

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Sempre Tua/Teu




Excerto do livro, “Sempre Teu, Oscar”, para deixar registado a todos aqueles que possuem uma grande alma.


“Estou a escrever-te tão longamente para que tu reflitas a respeito de tua importância para mim, para que penses no que tu tens sido para mim durante este meu encarceramento que já dura quase dois anos, para que saibas quais são minhas intenções para comigo mesmo e para com meus amigos quando finalmente for libertado. Não posso reestruturar esta carta ou reescrevê-la. Tu deves aceitá-la como está, com alguns trechos borrados pelas lágrimas e com muitos outros marcados pela paixão e pela dor. Faz com ela o melhor que puderes, apesar dos borrões, das correções e tudo o mais. Com relação às correções e erratas, eu as fiz para que as minhas palavras pudessem expressar exactamente o que eu estava a pensar e não corresse o risco de cometer algum erro por excessos ou inadequações. A linguagem precisa ser afinada, tal e qual um violino. E, da mesma forma que vibrações a mais ou a menos na voz de um cantor ou nas cordas de um instrumento podem fazer com que a nota soe falsa, palavras a mais ou a menos podem estragar a mensagem.

Posto isto, quero que saibas que a minha carta possui seu significado exacto por trás de cada palavra. E não se trata de retórica. Onde quer que haja palavras riscadas ou substituídas, por mais ou menos elaboradas que sejam essas correcções, isso deve-se à minha busca por expressar-me o mais autenticamente possível, por encontrar a palavra exacta para o que estou a sentir. Quando um sentimento chega em primeiro lugar, a forma chega sempre em último.

Lembra-te ainda que, se comparado aos meus mais insignificantes momentos de isolamento, o prato da balança onde tu está sobe até bater no travessão. A vaidade fez-te escolher a balança, e foi a verdade que o fez agarrar-se nela. É aí que está o grande erro psicológico que nos cerca: a completa falta de equilíbrio. Tu forçáste a tua entrada numa vida que era grande demais para ti, uma vida cuja órbita transcendia tanto a tua capacidade de visão quanto a sua capacidade de movimentação cíclica, uma vida cujas idéias, paixões e acções tinham grande importância e eram de enorme interesse, e que estavam impregnadas das mais maravilhosas ou terríveis consequências. A tua vidinha de pequenos caprichos e humores só era admirável no teu medíocre círculo de amizade.

As grandes paixões são para aqueles que possuem uma grande alma e os grandes acontecimentos só podem ser compreendidos por aqueles que estão no mesmo nível (...)

(...) Tu viéste até mim para aprender o prazer da vida e o prazer da arte. Talvez eu tenha preferido ensinar-te algo muito mais maravilhoso: o significado do sofrimento e toda a sua beleza.


OSCAR WILDE