Mostrar mensagens com a etiqueta Sentimentalismos. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Sentimentalismos. Mostrar todas as mensagens
terça-feira, 6 de junho de 2017
A vida é difícil
A vida é difícil.
Esta é uma grande verdade, uma das maiores verdades.
É uma grande verdade porque, uma vez que vejamos realmente esta verdade, transcendemo-la. Quando sabemos verdadeiramente que a vida é difícil - quando o compreendemos e aceitamos verdadeiramente -, a vida deixa de ser difícil. Porque assim que é aceite, o facto de a vida ser difícil deixa de ter importância.
(...)
A maior parte das pessoas não vê inteiramente esta verdade de que a vida é difícil.
Em vez disso, lamenta-se mais ou menos incessantemente, ruidosa ou subtilmente, da enormidade dos seus problemas, encargos e dificuldades, como se a vida fosse fácil de um modo geral, ou como se a vida devesse ser fácil.
(...)
Esta tendência para evitar os problemas e o sofrimento emocional que lhes é inerente é a base primária de toda a doença mental humana.
(...)
Alguns de nós irão a extremos para evitar os problemas e o sofrimento que causam, ultrapassando tudo o que é claramente bom e aconselhável para encontrar uma saída fácil.
(...)
A vida é uma série de problemas.
Queremos lamentar-nos ou resolvê-los?
Queremos ensinar os nossos filhos a resolvê-los?
(...)
É neste processo de confrontação e resolução de problemas que a vida adquire significado.
(...)
Os problemas apelam à nossa coragem e à nossa sabedoria; na verdade, criam a nossa coragem e a nossa sabedoria.
É unicamente devido aos problemas que crescemos mental e espiritualmente.
M. Scott Peck
in, O Caminho Menos Percorrido
segunda-feira, 23 de janeiro de 2012
Ciúme
Quando se ama alguém, a estratégia não deve ser de controlo ou então surte o efeito contrário - mais velho do que o Mundo
Ter cúmes é falta de confiança em si próprio, sinal de baixa auto-estima. É sentimento que mói, que inquina a alma.
O que acontece é as pessoas confundirem ciúme com a reacção natural de alguém que sente que o outro alguém está a "fugir"...
Pior que sentir ciúmes - nada mais humano - é mostrar ciúmes
Pior que sentir ciumes é sufocar, estrangular o outro por causa deles.
No entanto, há pessoas manipuladoras que gostam de fazer os outros sentirem-se inseguros e ciumentos.
O MEDO é o grande causador de todas as manifestações que minam e corroem qualquer relação.
Uma relação sem picos é mais fácil de gerir.
Acho que deixei de sentir ciumes, assim que me senti sufocadissima por eles. Ah..e manipulada por eles.
E quem acha que ciúme é amor depois não se queixe de maus tratos verbais e/ou corporais.
O ciúme é destruidor.
Os ciumes são como certas especiarias, devem ser usados só uma pitadinha...
Às vezes confundimos ciúme com desejo...
Quando têm ciúmes de nós não nos estão a amar; estão a precisar de ajuda quanto à sua auto-estima.
NINGUÉM É DE NINGUÉM!
sexta-feira, 25 de novembro de 2011
E SÓ!
“Vai menina, fecha os olhos.
Solta os cabelos.
Joga a vida.
Como quem brinca somente.
Vai, esquece do mundo.
Molha os pés na poça.
Mergulha no que te dá vontade.
Que a vida não espera por você.
Abraça o que te faz sorrir.
Não espere.
Promessas, vão e vem.
Planos, se desfazem.
Regras, você as dita.
Palavras, o vento leva.
Distância, só existe para quem quer.
Os olhos se fecham um dia, para sempre.
E o que importa você sabe, menina.
É o quão isso te faz sorrir.
E só.”
quinta-feira, 13 de outubro de 2011
Apaixono-me com facilidade
"Sou um tipo que se apaixona com facilidade.
Também desanimo, verdade seja dita, com idêntica facilidade.
Volúvel, acusa a minha mãe. Talvez.
O que me atrai numa mulher é o que não sei sobre ela.
Algumas mulheres usam o silêncio como quem veste uma burca.
Um homem fica a imaginar o existe por detrás daquele silêncio pesado e escuro e sem frestas, que mal deixa adivinhar a forma do pensamento. Imaginar já é amar.
Há, depois, as mulheres que falam, mas com uma voz de tal forma sedutora, levemente rouca e ao mesmo tempo luminosa, que é como se não falassem, pois nós, os homens, apenas conseguimos reparar na voz, e não naquilo que elas dizem.
'Como podes apaixonar-te por alguém que não conheces?!', aborrece-se a minha mãe.
Precisamente, digo-lhe, ninguém se apaixona por um conhecido.
O que eu acho, aliás, é que a paixão termina no momento em que se conhece o outro. [...] Evidentemente, existem depois aquelas mulheres que nos seduzem pelo brilho do pensamento. [...] As mulheres que pensam são as mais perigosas."
José Eduardo Agualusa
in, "As Mulheres de Meu Pai"
segunda-feira, 20 de junho de 2011
MI CORAZÓN ES ASÍ…!!

MI CORAZÓN ES ASÍ…!!
Sin duda fui aprendiendo a reconocerme…. sin duda no fue tarea fácil comprender que debía aceptarme así. La sociedad, me ha impuesto ser de una manera a la cual me he negado gran parte de mi vida. Si, es cierto, no ha sido fácil, pero es así!!
He buscado mil razones para comprender la sutileza de mi corazón, la energía de mi alma y las profundidades de mis sentimientos, pero siempre llego al mismo lugar…
Mi corazón es así...
No sabe otra manera de amar que crear sueños, que entregarse a quien tome de mi mano permanentemente.
Si, claro que si, existen carencias, quizás una familia distante, un entorno agresivo, un papá o mamá ausente, que se yo, la verdad eso ya ni lo cuestiono. Me fui dando cuenta al pasar los años, que debía tener mas que malos momentos en mi vida, mejores anhelos y proyectos, dónde luchar por aquellos día a día me haría un mejor corazón, donde nada me detendría alcanzar aquellos sueños que provocan en mi día a día, solo querer crecer.!!
Claro, no es fácil, quién dijo que lo era!!
Pero he ido comprendiendo que todo dependía de mí, de mi actitud, qué podía por derecho equivocarme, que podía tropezar en mi camino, no solo una vez , sino mil veces si era necesario.
Sólo para poder aprender, lo que mi corazón merecía.
Así es, mi corazón es así…
Hace mucho que deje de ser un@ soñador@, con miedos y culpas, logré despertar y reaccionar a tiempo cuando mi vida dio un giro importante, pero por mi mism@, no por terceras personas, ya que quizás mas de alguna vez lo intente hacer, pero nunca fue real, ya que no lo hacia verdaderamente por mi. Hoy camino orgullos@,simplemente libre de mí pasado, de mis miedos ocultos, aquello que ni a quien dije amar fui capaz de enseñarle, pero que hoy son parte de aquella escuela, que hoy nacen en mí día a día para jamás retroceder y errar nuevamente.
Es por ello que no dejare de luchar por aquellos sueños, quizás demoraré, pero tengo claro que la ansiedad que mi corazón tiene de concretar mis anhelos de amor, puedan manipular mis emociones, pero estoy segur@,que no volveré a caer nunca mas en el desamor.
Voy a descubrir lo mejor de mí, por que lo merezco, ya mi vida ha transcurrido el tiempo y los hechos suficientes para decir,basta!!,es momento de construir mi futuro y mis sueños de amor de pareja y familia, he de recuperar o mantener, ya que si algo aprendí en todos estos años, fue que la vida no debía solo vivirla por mi.
“JAMAS DEBEMOS OLVIDAR QUE LOS SUEÑOS SON PARTE IMPORTANTE DE NUESTRO EQUILIBRIO EMOCIONAL, OCULTARNOS DE AQUELLOS ANHELOS, SÓLO NOS TRAERA DESOLACION Y MAS ERRORES AL CAMINO”
Siempre debemos comprender que si solo sabemos sentir asi,no debemos sentirnos débiles ni frágiles, sino al contrarió, fuertes y poderosos, ya que en nuestra alma existe lo que pocos hoy en día se atreven a definir, un corazón valiente y duradero, dónde no existe miedo a amar y mas aun a ser amado…
JAIME ROBERT
quarta-feira, 25 de maio de 2011
Sozinho com o EU

"Vocês têm medo da intimidade consigo mesmos - de estar sozinhos com o Eu. Uma vez desenvolvida essa intimidade, o silêncio, o amor por si, a contenção da própria energia, irão estabelecer esse mesmo aspecto de intimidade como padrão de intimidade com outra pessoa.
A sexualidade pode ser muito confusa nos dias de hoje, porque vocês ...estão elevando e estudando as suas freqüências. Quando corpos se juntam, mesmo que seja através de um abraço, há uma troca de freqüência. Quando têm uma experiência sexual, há uma liberação e hormônios dentro do corpo. Os hormônios despertam determinadas energias dentro das células, que provocam uma transferência da essência de urna pessoa para a outra."
"Com a maior honestidade, vocês têm medo de si mesmos. Isso é muito comum. Têm medo de não estar completos, e vocês querem muito ser completos. Então dizem: "Estou completo. Sou soberano. Preciso de alguém. Estou atraído por alguém. Não! Não quero ver! Tenho muito medo disso! Não preciso de ninguém. Não, eu preciso sim!" Vocês vão p...ara a frente e para trás. Aprendam a aquietar vossa mente. Aprendam a ter o controle total da vossa energia. O que isso significa? Significa que, onde quer que vocês estejam, estão observando a si mesmos - a postura do vosso corpo, o movimento das mãos, estão se repetindo muitas e muitas vezes, se estão falando ou em silêncio. Aprendam a observar-se sem julgamento. Aprendam a observar-se (constatando como são) e a corrigir-se (determinando como gostariam de ser). Aprendam a silenciar a mente."
Barbara Marciniack
quinta-feira, 19 de maio de 2011
Falsas liberdades
Na verdade, estamos presos numa rede de falsas liberdades.
Nunca se falou tanto em liberdade, e poucas vezes fomos tão
pressionados por exigências absurdas, que constituem o que
chamo a síndrome do “ter de”. Fala-se em liberdade de escolha,
mas somos conduzidos pela propaganda como gado para o
matadouro, e as opções são tantas que não conseguimos
escolher com calma. Medicados como somos (a pressão, a
gordura, a fadiga, a insônia, o sono, a depressão e a euforia, a
solidão e o medo tratados a remédio), cedo recorremos a
expedientes, porque nossa libido, quimicamente cerceada,
falha, e a alegria, de tanta tensão, nos escapa.
Lya Luft
sexta-feira, 6 de maio de 2011
Os nossos sentimentos
"Os sentimentos são a expressão do florescimento ou do sofrimento humano, na mente e no corpo.
Os sentimentos não são uma mera decoração das emoções, qualquer coisa que possamos guardar ou deitar fora.
Os sentimentos podem ser, e geralmente são, revelações do estado da vida dentro do organismo.
São o levantar ...de um véu no sentido literal do termo.
Considerando a vida como uma acrobacia na corda bamba, a maior parte dos sentimentos são expressões de uma luta contínua para atingir o equilíbrio, reflexos de todos os minúsculos ajustamentos e correcções sem os quais o espectáculo colapsa por inteiro.
Na existência do dia a dia, os sentimentos revelam, simultaneamente, a nossa grandeza e a nossa pequenez."
ANTÓNIO DAMÁSIO
Encontros com a Paz
Muitas são as situações no mundo material que levam o ser a sentir-se completamente perdido, mas poucos reconhecem o valor delas.
De diversas maneiras, da infância à velhice, todos vivem em maior ou menor grau momentos em que são invadidos por um sentido de completo desamparo, e os que não puderam controlar o desespero e o medo que disso advêm conheceram algo da imensa protecção existente nas bases da vida.
Nesses momentos de aguda conscientização dos limites do ego é possível ao ser dar um salto, tocar a sua realidade – imperecível independentemente de qualquer factor externo.
Essa vivência, por breve que seja, deixa-lhe marcas internas profundas e contribui para a iluminação da sua consciência, iluminação que nada mais é do que a plena absorção da verdade sobre a própria existência imortal.
TRIGUEIRINHO
Pensamento, São Paulo, 1993
quarta-feira, 27 de abril de 2011
Simplesmente SER

"Nascemos para existir, não para conhecer; para ser, não para nos afirmarmos."
in, HISTÓRIA E UTOPIA
Emile Cioran
terça-feira, 12 de abril de 2011
..............Há seres que acendem o fogo da Alma

"Eu acredito em ti, porque acredito em mim, porque é ardente o meu coração, tanto como o teu. Porque te amo, e sempre te amei pois somos um só coração, que arde no Fogo Sagrado do Espírito Porque reverencio o teu Ser, desde a mais pequena partícula à maior, pois se é Sagrada na mais alta, porque haveria de ser diferente na mais baixa.
És Sagrada, és Ardente, és Amada por todos os que por ti passam.
A mente engana-te, mas também ela não te pertence, mas o teu coração pertence-te e nele sois ardente do Amor que existe em ti.
A mente só sabe possuir, quer possuir de todas a formas.
O coração na mente cardíaca quer te libertar, só quer a Alma Livre, só quer Amar e ser Amado e para isso sabe que só libertando-se.
Só esvaziando-se de tudo o que o enche, pode fluir como um rio, pode permitir que o Espírito flua através dele, e Amar simplesmente.
Calaram corações Ardentes durante séculos.
E muitas vezes a libertação deles, estava em apenas pronunciar uma única vez : AMO-TE...
Pois é a hora de todos os Corações falarem o que tanto anseiam ouvir: AMO-TE...
Sei que para algumas consciências, isto ainda é uma Utopia, mas também está na hora, de aceitarem que nem todos os Seres de facto têm esse principio do Amor (significa que não foram gerados por esse principio: Amor).
Outros ainda que são Puro Amor, ambos estão certos, pois o Amor tudo abarca.
Tantos corações que tocamos, tanta força que tem o nosso coração, que na verdade só um coração, apaixonado poderia defender com tanta força o que sente, a sua verdade.
Isso é Amor Ardente.
Só por Amor, simplesmente.
Para quê tanto intelecto, quando, para sermos Felizes só precisamos de 2 coisas: AMAR e ser AMADOS, pois nem todos sabem o que é, mas todos na verdade é unicamente o que desejam.
O intelecto, o conhecimento é um meio, mas chega a determinada altura, que até isso temos de esquecer, tudo o que sabemos ( esvaziarmos a chávena), para encontrar o AMOR verdadeiro.
É então aí, que encontramos todo o conhecimento, tudo faz sentido em qualquer Universo, e o que não faz, não tem de fazer, pois é esse mesmo o seu conhecimento.
Não são antagónicas as opiniões, apenas o Amor se expressa de diferente forma.
Nunca julguemos que não temos um coração Ardente, e não permitemos mais que nos calem.
Foi feito para Amar e gritar bem alto isso mesmo, e se for à rebeldia, nunca conheci um coração Ardente que não fosse rebelde, mesmo manso e terno, é rebelde e criança.
Porque havemos de incendiar o mundo deste amor ardente que nos toca e nos une sejam as palavras diferentes...são de fogo as palavras que brotam da verdade interior profunda em cada ser, dos que usam ser luz e sombra e dizer o que a alma sente sem medo...amo-te sim...e resisti...como resisto sempre....porque quero a totalidade do Ser na Palavra que queima e solve a mente e o ego e a ilusão da separação...
Sim, há um tempo que nos deviamos este encontro, porque é o tempo das almas sem medo de serem se darem as mãos...
...dos que Ousam ser luz e sombra..."
quinta-feira, 30 de setembro de 2010
As escolhas de uma vida

A certa altura do filme Crimes e Pecados,
o personagem interpretado por Woody Allen diz:
'Nós somos a soma das nossas decisões'.
Essa frase acomodou-se na minha massa cinzenta
e de lá nunca mais saiu.
Compartilho do cepticismo de Allen:
nós somos o que nós escolhemos ser,
o destino pouco tem a ver com isso.
Desde pequenos aprendemos que,
ao fazer uma opção,
estamos descartando outra,
e de opção em opção vamos tecendo essa teia que
se convencionou chamar 'minha vida'.
Não é tarefa fácil.
No momento em que se escolhe ser médico,
se está a abrir mão de ser piloto de avião.
Ao optar pela vida de actriz,
será quase impossível conciliar com a arquitetura.
No amor, a mesma coisa:
namora-se um, outro, e mais outro,
num excitante vaivém de romances.
Até que chega um momento em que é
preciso decidir entre passar o resto da vida
sem compromisso formal com alguém,
apenas vivenciando amores
e deixando-os ir embora quando se acabam,
ou casar, e através do
casamento fundar uma microempresa,
com direito a casa própria, orçamento
doméstico e responsabilidades.
As duas opções têm seus prós e contras:
viver sem laços e viver com laços...
Escolha: beber até cair ou virar vegetariano e budista?
Todas as alternativas são válidas,
mas há um preço a pagar por elas.
Quem dera que pudéssemos ser uma pessoa diferente a cada 6 meses,
ser casados de segunda a sexta
e solteiros nos finais de semana,
ter filhos quando se está bem-disposto
e não tê-los quando se está cansado.
Por isso é tão importante o auto conhecimento.
Por isso é necessário ler muito,
ouvir os outros,
estagiar em várias tribos,
prestar atenção ao que
acontece à nossa volta e não
cultivar preconceitos.
Nossas escolhas não podem ser apenas intuitivas,
elas têm que refletir o que nós somos.
Lógico que se deve reavaliar decisões e
trocar de caminho: Ninguém é o mesmo para sempre.
Mas que essas mudanças de rota venham para acrescentar,
e não para anular a vivência do
caminho anteriormente percorrido.
A estrada é longa e o tempo é curto.
Não deixes de fazer nada que queiras,
mas tem responsabilidade e maturidade
para arcar com as
conseqüências destas acções.
Lembrem-se:
As vossas escolhas têm 50% de hipótese de darem certo,
Mas também 50% de hipótese de darem errado.
A escolha é tua...
quinta-feira, 26 de agosto de 2010
O que esperam de ti?

Algumas coisas só aprendemos com o tempo:
Compreender nossas fraquezas;
Entender nossas atitudes;
Silenciar as palavras;
Respeitar nossos limites.
É impossível conseguir agradar a todos, a todo o momento.
Às vezes, certas situações fazem-nos agir de forma impensada, não porque queiramos magoar ou ofender alguém, mas simplesmente pelo facto de não sabermos lidar com determinados assuntos, ou decisões que estão por vir e que dependem de uma atitude.
Esses actos, ou a falta deles, muitas vezes podem ser interpretados como indiferença, algumas vezes podem ser confundidos com frieza, mas ninguém jamais parou para pensar, que apenas podem significar impotência ou até mesmo a falta de uma simples palavra para poder resolver toda uma situação. Muitas vezes não temos as respostas que as pessoas tanto nos cobram ou esperam de nós.
Acreditar que não devemos julgar o outro é o primeiro passo.
Devemos entender as imperfeições das pessoas. Entender que são falíveis e que não podem e não precisam acertar sempre. É claro que com isso magoamos algumas pessoas, mas isso não quer dizer que não as queiramos bem.
Tenta-te colocar na posição de quem te deve uma resposta, quem te magoou, quem simplesmente desapareceu, sem te ter dado a hipótese de se despedir.
Será que aquela pessoa não estava confusa, perdida, a precisar de um pouco de silêncio para poder pensar ou a esperar uma palavra tua para conseguir agir? E a última coisa que ela queria, era ver-te sofrer ou ferir?
Somos todos um pouco egoístas. Egocêntricos por achar que o mundo apenas gira ao redor do nosso próprio umbigo. Achamos que as pessoas nos devem favores, obrigações e somos os primeiros a apontar suas falhas e defeitos, num momento onde elas mais precisavam de ti e acabaram por confessar seus medos e seus actos impensados (inocente acto).
Utilizamos essas informações, muitas vezes, para julgá-las na primeira oportunidade.
De repente, lá estás tu, a dizer tudo aquilo que determinada pessoa fez e que por ingenuidade te confessou.
Não cobres alguém pelo que ela deixou de fazer ou falar. Apenas respeita-a.
Não ataques com as memórias que ela já não quer mais lembrar, e que tu fazes questão de repetir, o tempo todo, o que ela um dia fez.
Não julgues alguém pelo seu passado, nem muito menos pelos actos impensados que cometeu. Ela simplesmente não sabia o que estava a fazer e provavelmente nem tu, porque foste incapaz de compreendê-la.
É muito fácil apontar os defeitos alheios, difícil é ser humilde o suficiente para admitir para tu mesmo, quantas vezes tu já erràste.
O dia em que todos nós aprendermos o que um dia Mário Quintana, perfeitamente plastificou sobre a perfeição...
“Buscas a perfeição? Não sejas vulgar. A autenticidade é muito mais difícil.”
...teremos como princípio, não exigir que os outros sejam perfeitos e aprenderemos a admirá-los pela forma como cada um é capaz de conduzir sua vida e o relacionamento com o outro.
Busca nessas diferenças, as respostas que tanto procuras e perceberás que cada um que “foi” ou que “é”, deixou ou deixa aquilo que de melhor pode oferecer....e isso já é muito!
desconhecido
Depois de uma separação amorosa

Um dos sentimentos mais comuns depois de uma separação amorosa é a enorme curiosidade em relação ao destino do outro. Mesmo o parceiro que tomou a iniciativa fará de tudo para saber como o abandonado está passando. Esse interesse raras vezes resulta de uma genuína solidariedade. Decorre, na maioria dos casos, de uma situação ambivalente que lembra o mecanismo da gangorra
Por um lado, ver o sofrimento de uma pessoa tão íntima nos deixa tristes; por outro, satisfaz a vaidade. Num certo sentido, é gratificante saber que o ex-companheiro vive mal longe de nós e teve prejuízos com a separação. Esse aspecto menos nobre da personalidade humana, infelizmente, costuma predominar.
Se o outro está se recuperando com rapidez, se busca novas companhias, mostrando-se à vontade na condição de descasado, ficamos surpresos e deprimidos. Percebemos que não somos tão indispensáveis quanto pensávamos. Nosso orgulho, então, é atingido, pois precisamos nos sentir importantes, precisamos saber que nossa ausência provoca dor. Se o outro estiver feliz, duvidamos de nós mesmos e isso é desgastante. "Como é possível que alguém se ajeite na vida mais rapidamente do que eu?", indagamos, e a certeza de que semelhante absurdo aconteceu nos deixa tristes. Muitas pessoas confundem essa tristeza com amor. Será que ainda estamos apaixonados? Será que a separação foi precipitada? Pode até ser. Mas o ingrediente principal de nossas emoções é a vaidade, o orgulho ferido. Às vezes, procuramos disfarçar esse sentimento menos nobre, escondendo-o por trás de uma inesperada dor de amor. É uma forma de negar pensamentos que não gostaríamos de ter.
Logicamente o processo é mais acentuado, pelo menos no início, quando não tomamos a iniciativa da separação. Nesse caso, a "sede de vingança" costuma ser explícita. Torcemos para que o outro só tenha relações afetivas desastrosas. Desejamos até mesmo sua ruína profissional. O objetivo dessa atitude é resgatar a auto-estima. O fato de tudo dar errado para o ex-parceiro será a prova definitiva da influência positiva que exercíamos em sua vida. Sua felicidade, ao contrário, nos diminuirá. É como se, a partir da separação, fosse necessário encontrar o culpado pelo fracasso do relacionamento.
No entanto, esse mecanismo de comparação também é forte naqueles que decidiram se separar porque se apaixonaram por outra pessoa. Aí, entra em jogo outro tipo de vingança. Se alguém se sentiu, ao longo dos anos em comum, agredido, humilhado, rejeitado, agora é o momento de inverter a situação e sem nenhum esforço: apenas esperando que o destino faça justiça e o opressor se transforme em oprimido.
Não adianta pensar que nunca teremos pensamentos tão mesquinhos. Todos nós, em certas circunstâncias, estamos sujeitos a emoções que consideramos negativas e indignas. Elas se misturam com as mais nobres e formam uma amálgama extremamente complexa. Amor, orgulho ferido, desejo de vingança... É difícil avaliar o peso de cada um desses ingredientes. Aliás, a diversificação de sentimentos também está presente durante a vida conjugal, quando um dos parceiros se recusa a agradar o outro apenas para não se sentir subjugado e diminuído. A rejeição sexual, por exemplo, pode ser vingada com a humilhação financeira ou vice-versa. Na hora do divórcio, todos esses processos se exacerbam. Eles geram a gangorra: quando a auto-estima de um sobe, desce a do outro. Não basta ser feliz; é preciso que o outro não o seja. A gangorra pode perdurar por vários anos e até mesmo pela vida toda.
Flávio Gikovate
Subscrever:
Mensagens (Atom)






