Mostrar mensagens com a etiqueta Um Café Comigo. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Um Café Comigo. Mostrar todas as mensagens

quinta-feira, 30 de novembro de 2017

A Mágoa





A mágoa é uma chaga que quando alimentada se transforma em doença.
Quem a cultiva costuma justificar-se dizendo-se vítima da maldade alheia.
O tamanho da mágoa revela o quanto a pessoa está distante da realidade.
Ela esqueceu que além das qualidades, todos ainda temos pontos fracos.
Todavia, subestimar as fraquezas dos outros é iludir-se.
Ver a pessoa só como gostaria que ela fosse, leva à frustração.
Saia da cómoda posição de vítima, não se culpe mas perceba que foi você quem falhou e a mágoa irá embora.
Reconhecer a verdade ás vezes dói, mas sempre liberta.


Zíbia Gasparetto





segunda-feira, 23 de outubro de 2017

A Life of Learning





Life is the province of learning, 
and the wisdom we acquire throughout our lives 
is the reward of existence. 



As we traverse the winding roads that lead from birth to death, experience is our patient teacher. We exist, bound to human bodies as we are, to evolve, enrolled by the universe in earth school, an informal and individualized academy of living, being, and changing.

Life's lessons can take many forms and present us with many challenges. 
There are scores of mundane lessons that help us learn to navigate with grace, poise, and tolerance in this world.
And there are those once-in-a-lifetime lessons that touch us so deeply that they change the course of our lives.
The latter can be heartrending, and we may wander through life as unwilling students for a time.
But the quality of our lives is based almost entirely on what we derive from our experiences. 


Earth school provides us with an education of the heart and the soul,
as well as the intellect. 

The scope of our instruction is dependent on our ability and readiness to accept the lesson laid out before us in the circumstances we face. When we find ourselves blindsided by life, we are free to choose to close our minds or to view the inbuilt lesson in a narrow-minded way.
The notion that existence is a never-ending lesson can be dismaying at times.
The courses we undertake in earth school can be painful as well as pleasurable, and as taxing as they are eventually rewarding. However, in every situation, relationship, or encounter, a range of lessons can be unearthed. When we choose to consciously take advantage of each of the lessons we are confronted with, we gradually discover that our previous ideas about love, compassion, resilience, grief, fear, trust, and generosity could have been half-formed. 

Ultimately, when we acknowledge that growth is an integral part of life and that attending earth school is the responsibility of every individual, the concept of "life as lesson" no longer chafes.
We can openly and joyfully look for the blessing buried in the difficulties we face without feeling that we are trapped in a roller-coaster ride of forced learning.
Though we cannot always know when we are experiencing a life lesson, the wisdom we accrue will bless us with the keenest hindsight.





MADISYN TAYLOR





segunda-feira, 7 de agosto de 2017

O fim dos tempos, pelo menos, desses tempos…


Kyle Thompson




Tenho ouvido muito e reproduzido por concordar que estamos numa época sombria.
Por todo canto, tem coisa dando errado: o sofrimento dos refugiados, as guerras entre países, a violência na nossa cara, os direitos humanos sendo desrespeitados, o meio ambiente sendo violentado, a corrupção nos comendo não só pelas beiradas, mas o corpo inteiro…. Não terminaria nunca essa lista de coisas ruins que estão acontecendo no mundo.

Realmente, é o fim dos tempos, pelo menos, desses tempos…. era o que eu andava dizendo por aí, até que li outro dia uma pessoa olhando isso tudo de outro jeito. Discordei de mim mesma e passei a dar razão a ela: estamos num tempo de luz, de mais luz, muita luz.

Ela fez uma comparação com um porão escuro, com uma lâmpada fraquinha no meio a iluminar mal e porcamente o local. 
O que está ali, amontoado, juntando rato, poeira e mofo quase que não vemos de tão pouca luz. Podemos até pensar que o porão está organizado e limpo, pois não vemos nada além.
Mas, de repente, colocamos uma lâmpada super potente e o porão se descortina à nossa frente. Podemos ver tudo, a sujeira, os perigos, os podres, o lixo, a feiura toda se ilumina e a gente tem a noção da realidade do porão.

Sob a luz, temos muito mais condições de separar o que presta do que precisa ser descartado, jogar fora todo o lixo inútil, aproveitar o lixo útil e transformá-lo em outra coisa, varrer, tirar o pó, arejar o espaço e recolocar tudo nos seus devidos lugares. Um novo porão pode nascer daí.

O que está acontecendo no mundo – muito pela tecnologia da Internet que multiplicou nossa capacidade de olhar para tudo – é bem semelhante a isso. Ocorre que estamos nesse momento na hora da faxina e ela está levantando muita poeira, causando medo dos bichos escondidos no porão, dando alergia do mofo, cansando-nos de ver tanta coisa para ser limpa.

Estamos na fase mais difícil da limpeza, a de por a mão na massa, identificar o que presta, se lamentar pelo que apodreceu, culpar-nos ou procurar culpados por ter deixado tudo aquilo chegar naquele estado. Muita mão de obra! Tem hora que a gente acha que não vai dar conta, que é muita coisa junta para ser tratada, que o tempo não será suficiente.

Mas depois dessa faxina, certamente, o porão ficará habitável, salubre, agradável. 
Mas tem que trabalhar muito para isso, começando pela nossa própria conduta pessoal.
Se eu quero limpar o porão do mundo, tenho que começar arejando minhas próprias estantes, varrer o meu chão e tirar do ambiente tudo o que possa sujar nosso mundo particular e o mundo a nossa volta.


Célia Rennó





sábado, 8 de julho de 2017

A importância da forma como reagimos





As relações proporcionam-nos as maiores oportunidades de crescimento e de aprendizagem e o maior potencial de sofrimento psicológico e, portanto, de actuação defensiva ou de retaliação, ferindo os outros e lesando-nos a nível da alma. 

O modo como reagimos é importante.

Não podemos tratar a outra pessoa com mesquinhez sem que esse sentimento não se cole a nós; não podemos reagir generosamente sem expandir o coração e enriquecer a alma. 

É um risco ser autêntico e abdicar da persona, da armadura e das defesas, mas é uma perda não assumir esse risco, sem o qual a intimidade se torna impossível.
Se nos escondemos por trás dos portões a nível emocional, pensando que isso nos porá a salvo, a única certeza é que a decisão nos manterá isolados, numa caixa por nós fabricada.


Jean Shinoda Bolen




domingo, 31 de julho de 2016

........................................two huge lies




Our culture has accepted two huge lies.

The first is that if you disagree with someone’s lifestyle, you must fear or hate them.
The second is that to love someone means you agree with everything they believe or do.

Both are nonsense.
You don’t have to compromise convictions to be compassionate.


― Rick Warren


quarta-feira, 9 de dezembro de 2015

He decidido estar sola por un tiempo…




He decidido estar sola por un tiempo. Y con sola, no me refiero a aislarme de las personas, sino a aislarme del amor de pareja y las mariposas en el estómago, para concentrarme en mí y crecer como persona.

He decidido dedicar más tiempo a lo que me apasiona, a mis amigos y familia. Leer más, escribir más, bailar más, cantar más, sonreír más, ser feliz por mí misma.

Procurar verme bonita para mí, arreglarme para mí y enamorarme de mi misma.

He decidido depurarme de lo que, y quienes me hacen daño: malos hábitos, malas actitudes, malos pensamientos y personas nocivas.

He decidido dar en misma cantidad el cariño y atención que me dan. No por orgullo y mucho menos por vanidad, sino porque por amor propio, debo aprender a identificar cuando doy más de la cuenta y a cambio obtengo nada.

He decidido estar sola porque no hay nadie en este mundo que pueda hacerme más feliz que yo misma. Porque el verdadero amor comienza cuando yo me amo, y sólo entonces puedo amar verdaderamente a alguien más.

No he decidido estar sola por depresión, ni por amargada, ni porque rompieron cruelmente mi corazón, ni porque ‘’todos son iguales’’… y esto último recalcado puesto que no, no todos son iguales y tampoco yo lo soy, es por eso he decidido estar sola.

El hecho de que decida estar sola, no significa que cerraré las puertas de mi corazón; significa que esperaré el tiempo necesario hasta que esté preparada para volver a amar.

El hecho de que decida estar sola, no quiere decir que me la pasaré todo el tiempo llorando; significa que disfrutaré al máximo cada emoción mientras pueda, pues a fin de cuentas, como leí alguna vez”¿Cómo conocerías la felicidad, si nunca experimentas la tristeza?’’

El hecho de que decida estar sola, no quiere decir que no tengo la madurez para tener una relación estable; significa que tengo madurez de sobra para saber que un  amor sincero no se busca como un loco, sino que ambas personas se encuentran en el momento indicado y entonces todo surge.

He decidido estar sola, porque no hay peor cosa que una persona que le teme a la soledad. Porque estar sola no es ser una persona apática, sino una persona que aprende a conocerse a sí misma y de este modo se relaciona con personas que valen la pena.

Buscar a alguien para llenar tu soledad, es de las peores cosas que puedes hacer. Temer a la soledad, es la muestra más clara de miedo y disgusto hacia ti mismo, a quien eres. Es no saber que la felicidad se encuentra en ti, y no en otras personas u objetos.

Cuando estas con alguien sólo para no sentirte solo, terminas lastimando a esa persona y engañándote a ti mismo; porque no te unió a ella una atracción sincera y mucho menos el verdadero deseo de compartirle tu felicidad.

He decidido estar sola porque deseo sanar mis heridas, deseo rescatar mi esencia y construir mi propia felicidad para después compartirla con alguien más, que también se ame a sí mismo cuando está solo.

Quiero estar sola por decisión propia… porque pretender olvidar a una persona con otra, o pretender buscar consuelo al vacío que a veces se suele sentir, es el camino adecuado para terminar estando verdaderamente sólo, sin siquiera tenerte a ti mismo en el proceso.

Estoy sola porque sé que cuando vuelva a enamorarme, será de la manera más sincera… y no sólo por despecho o por  miedo a mí sin ti.



Mayeli Tellez


sábado, 29 de agosto de 2015

Como lidar com os julgamentos



Em primeiro lugar, devemos cultivar o desapego em relação a eles.
Isto significa, concretamente, considerar que muitas vezes o julgamento terá um valor relativo e pode estar sujeito a reavaliações ou ajustes, se for o caso.
Aferrar-nos com unhas e dentes a uma opinião pode-nos levar a erros e situações de sofrimento desnecessário.

Por outro lado, em prol da purificação do coração, é desejável fazermos um exercício de continência verbal: se o julgamento for abonador, elogioso, compassivo, amistoso, pacífico ou neutro, temos todo o direito de expressá-lo em público.
Se, pelo contrário, tiver potenciais conteúdos conflituosos, críticas desmedidas, desnecessárias, ou que possam magoar, seria melhor ficarmos calados. Porém, isso não significa fecharmos os olhos ou ficar calados e indiferentes perante o errado.

Este exercício que propomos aqui serve para ganhar uma mente tranquila e objectiva, onde predominem pensamentos harmoniosos.
Para que isso aconteça de maneira saudável, podemos sublimar a tendência a falar mal dos demais, por exemplo, cantando mantras ou cultivando o silêncio compassivo.

Pedro Kupfer

segunda-feira, 30 de março de 2015

Liberdade



"Liberdade é não ter limites para se fazer tudo o que não prejudique outras pessoas.
Liberdade é ter respeito pelo espaço alheio.
Liberdade é estar nos braços do meu amor, ainda que presa pelo seu abraço aconchegante.
Liberdade é poder fazer o que se quer, no momento em que quiser, nos lugares e com as pessoas que se pode.
Enfim, liberdade não é viver sem regras ou limites.
Liberdade é saber conviver e não ser esmagado por elas…"


Eliane Azevedo

quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

................perversidade



O perigo da perversidade é que ela é muito subtil. 

Um ser perverso jamais te atacará directamente.
Ele vai saborear cada silêncio calculado para despertar sua agonia.
Ele vai tentar tolher seus lugares íntimos até que não reste qualquer espaço para manobras.
Ele vai te seduzir da maneira mais irresistível e depois te tratar com um descaso inexplicável, como se algo de errado tivesse acontecido, mas sem te dar quaisquer indícios do que possa ter acontecido.
Ele será carismático com os outros, prestativo, mas demonstrará impaciência em responder à sua mais simples pergunta. 
Ele vai oscilar entre o tesão e a indiferença. 
Você se sentirá desejada quando o sufoco tiver tomado toda a sua alma e, totalmente desamparada quando o desejo demonstrado parecer esvaído nos primeiros suspiros da manhã.
E o dia seguinte se tornará um longo e agonizante ano.
Ele parecerá espirituoso, depois irónico, mas estará sendo absurdamente crítico e sarcástico.
E te deixará tão confusa que você, por momentos, não saberá identificar a crueldade que há neste tipo de comportamento. 
Os perversos são viciados em jogos de poder e controle.
Não sabem o porquê.
Simplesmente precisam tentar te destituir da sua autoconfiança e autoestima até que você se torne refém, dependente, à beira do desespero.

É muito difícil identificar um ser perverso e, depois se livrar dele.
Ele te tratará com uma bipolaridade emocional absoluta. 
E quando tudo parecer perdido, quando você tiver decidido de maneira explícita sua escolha por um afastamento ou desligamento da relação, ele te rondará da maneira mais amorosa possível tentando te convencer que a falta de sintonia anterior era um problema seu.

O perigo da perversidade é porque ela é muito subtil.
E o único antídoto para se curar de uma relação doentia como esta é reunir toda a coragem que você jamais imaginou ter e partir com toda a convicção de que você não precisa continuar neste campo minado. 
Você pode escolher um lugar de paz.
Você pode não ser presa de um predador voraz.
Você não precisa se vestir de sangue para alimentar estes vampiros.

Esteja atenta.
O perverso sempre parecerá um ser inofensivo e carismático. 
Com os outros. Apenas com os outros. 
E isto te deixará com uma imensa vontade de conquistar aquilo que ele fará questão de demonstrar que não está disponível para você.

Marla de Queiroz


Putz............como sinto cada palavra!
Já tive um perverso exactamente assim durante 3 anos da minha vida...
Não tenho saudades nenhumas desses anos...ainda hoje não sei como me deixei manipular por aquele crápula...de uma forma consciente, que é o que me intriga mais.
Sempre soube, desde o início, que era perverso...

segunda-feira, 12 de janeiro de 2015

Notas à sombra dos tempos



"Chega sempre a hora do frente a frente com um nível único do ser aonde muitos poucos, além de nós mesmos, têm acesso.
É na hora crua desse balanço, despidas todas as máscaras, ultrapassada a ilusão de que somos outra coisa senão a coisa que somos, sem holofotes nem acessórios, sem efeitos especiais, é nessa hora que a alma chora baixinho, saudosa dessas outras que a puderam tocar num ponto nevrálgico, oculto e misterioso, inacessível para quase todos.
Chamo a isso o ponto da Vida, o ponto do Amor.
A esse eco raro devemos a nossa total lealdade."

Mariana Inverno
in, NOTAS À SOMBRA DOS TEMPOS
Crónica - O PONTO DA VIDA, O PONTO DO AMOR

domingo, 7 de dezembro de 2014

.................de repente



De repente, tudo vai ficando tão simples que assusta.

Nós vamos perdendo as necessidades, vai reduzindo a bagagem.
As opiniões dos outros são realmente dos outros, e mesmo que seja sobre NÓS, não tem importância. Vamos abrindo mão das certezas, pois já não temos certeza de nada.
E isso não faz a menor falta.

Paramos de julgar, pois já não existe certo ou errado, e sim a vida que cada um escolheu experimentar.

Por fim, entendemos que tudo o que importa é ter paz e sossego,
é viver sem medo,
é fazer o que nos alegra, o que nos faz bem, o que nos faz feliz
e só.


Jorge Coutinho


sexta-feira, 28 de novembro de 2014

.............um Caminho só meu



"Ninguém pode construir em teu lugar as pontes que precisarás passar, para atravessar o rio da vida. Ninguém, excepto tu, só tu.
Existem, por certo, atalhos sem números, e pontes, e semideuses que se oferecerão para levar-te além do rio, mas isso te custaria a tua própria pessoa, tu te hipotecarias e te perderias.
Existe no mundo um único caminho por onde só tu podes passar.
Onde leva?
Não perguntes, segue-o!"

Nietzsche

quinta-feira, 27 de novembro de 2014

...............só as nossas memórias são verdadeiramente nossas



"Nunca haverá alguém que seja dono de qualquer coisa além dos seus próprios pensamentos.
Através dos tempos, nunca conseguiremos conservar a posse de gente, lugares ou coisas.
Podemos caminhar um pouco com eles, mas, mais cedo ou mais tarde, tomaremos, cada qual, posse apenas do que é nosso – o que aprendemos, como pensamos – e seguiremos separadamente os nossos caminhos solitários."

Richard Bach

Solo sagrado, se pisa descalço....


"A vida do outro, a casa do outro, o coração do outro... são todos templos sagrados que se pede licença para entrar.
Licença essa, concedida depois de instalada a confiança, o carinho, a verdade... sem essas preciosas chaves, qualquer intromissão é forçada, é indelicada, é errada.
Solo sagrado, se pisa descalço...."

Gi Stadnicki

sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

SIMPLICIDADE...


Andamos num rodopio interior, tentando encontrar respostas que nos alinhem com uma nova energia que sentimos a vibrar em Nós, e que nos impulsiona a encontrar novas respostas ao impacto que o mundo exterior tem em Nós...
Simplicidade nessa entrega é o que a nossa Alma almeja...

Somos seres que respondemos ao impulso energético e que está a demover do inconsciente as zonas de desconforto...
Então essas mesmas áreas de desconforto interno estão a levar-nos a sentir tudo... nada fica por sentir para que possamos simplificar os variadissimos sindromas de conformismo ou de gritos de liberdade... e dessa forma libertá-los desse útero protector que já não tem vida...
Como ?
Sendo simplesmente Nós... retirando as máscaras do obscurecimento reflector de medo , de culpa, de submissão, de estaticismo petrificado por a ausência de controle nas situações...
Simplificar a experiência VIDA... nada está submetido a uma conquista, mas sim a uma nova descoberta...

Olha hoje ousei sentir o que estava a causar-me desconforto e descobri algo novo sobre mim... que bom... permiti-me ser só eu sem regras de jogo... regras essas que nos submetem ao conformismo...
Simplesmente Ser apenas EU...
O que nos quer ainda controlar é o medo da mudança e todo um Guião de regras de segurança...

Ninguém muda num estalar de dedos, mas sim numa atitude de constância , de fidelidade...
O factor sobrevivência é que ainda nos leva a querer resolver tudo rápido, para passar à abundante irradiação de nossa identidade...
Sabem uma coisa... isso só é possivel sendo simples e totalmente entregue a cada instante onde o factor de sobrevivência é testado...

Vai-se conquistando gradualmente, podemos fazê-los por impulsos e o nosso ser está em constante sobressalto , pois a cada nova experiência vai querer acabar com ela rápido, resolver rápido...
Ou podemos ir estando a cuidar de Nós, sabendo que tudo está a ser reposto no seu lugar, numa nova fase de consciência de quem somos ainda...

Cuidar de Nós requer amor por a vida que está a ser criada na nossa vida, para que possamos um dia usufruir dessa abundante forma de ser, com paz e livremente coabitar com tudo...
Sem medo da experiência...
Os impulsos de sobrevivência causam turbulência interior... e querem alimentar-se com fast food... tudo rápido faz favor...
Não se Cria maturidade emocional sem perseverança e fidelidade...
Não se cria paz interior, sem integração do conhecimento , do que representou esse momento para Nós ... o que ficou mais forte me Nós... o que consolidou a nossa estrutura emocional ...

Simplicidade, a arte de bem viver , sem pressas e medos a empurrarem a vida aos trambolhões dentro de nós...
Cuidem-se com sensibilidade, e não com pressa e sem tempo para integrar...
Cuidem-se sem violência... sem obrigatoriedade...

Ruth Fairfield

quinta-feira, 22 de agosto de 2013

Não querer ver o mal!



Só mais um bocadinho...estou a adorar ler!

"É uma armadilha não querer ver o mal, o julgar que, se todos mantivéssemos dentro dos nossos corações, a inocência, o mundo seria melhor.
Porque o mal é real.
Está nas pessoas e “instituições que reagem com ódio na presença da bondade e, destroem o Bem na medida em que puderem”, através das suas atitudes e políticas injustas.
As pessoas que o olham de frente, apercebem-se da escuridão que o mal, nas suas diversas expressões, pode trazer às suas vidas e à das outras pessoas, e acabam por, ao ter consciência da sua presença, distinguir o certo do errado, e assim celebrar a luz, que é o amor, alcançável e perfeito nas suas imperfeições.
Confissão de indiferença e resignação, é a sombra, que é também escuridão, e não previne uma merecida existência, por se colocar à mercê do mal. "
(...)

Cristina Simões 
Incalculável Imperfeição

Ler por vezes, é  melhor que fazer psicoterapia!
A verdade desbloqueia e faz crescer, dói mas vale a pena!
...é como se diz, "tudo o que arde cura"...

A nossa Mente, o nosso Ego...pregam-nos as piores partidas...
Temos de estar sempre de olho...

A verdade dói...quando dita de forma cruel!


O psicanalista Zimerman, escreveu:
"A verdade sem amor é crueldade, 
e o amor sem verdade é paixão. "

Mas hoje não me apetece pensar na Paixão.
A primeira afirmação parece-me bem mais interessante.
Remete-nos para aquelas situações em que ouvimos uma verdade, mas de mansinho sentimos uma profunda dor, vergonha e raiva contra nós mesmas por não a aceitarmos, com naturalidade.
Essa verdade, deixa-nos desamparadas e desarmadas. 
Se desenvolvemos estas emoções, é porque fomos sujeitas à violência oculta.
E, a razão porque não a aceitamos, é porque a atitude de quem a proferiu não nos teve em conta. Não nos reconheceu.
A verdade só é verdade, sem crueldade, se a conseguirmos entender e suportar, ao ponto de criarmos novas ideias e comportamentos. 
Esta sim, é uma verdade que cura e nos dá liberdade para evoluirmos.

Cristina Simões
Incalculável Imperfeição


Eu nunca entendi porque razão eu, por vezes, tinha de ferir os outros para me fazer ouvir.
Detesto quando sou assim, e quando o faço...para ficar bem na fotografia...fico doente, mesmo doente no sentido literal da palavra.
Este é um dos meus Corpos de Dor, sem dúvida...
É raro acontecer, mas quando acontece é de uma forma impulsiva e impensada da minha parte...
E logo a seguir, quando vejo que fui bruta com as palavras, fico para morrer...

Eu acho que a verdade sem amor, acontece cada vez que criticamos algo, ou alguém, cheios de raiva e/ou desdém, pela falta ou incapacidade do outro, marcando a distância da nossa razão ou superioridade.
Chama-se rebaixar o outro, o que é cruel!

Estou aprendendo...limando as arestas...
Felizmente, depois de ter consciência da minha impulsividade, tenho vindo a enfraquecê-la com o passar dos anos...

sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

gostamos de sofrer?




Gostamos!
Mas gostaríamos tanto mais de gostar de não gostar!
E isto não é nem sequer contraditório, mas um paradoxo humano, declarado como aparentemente verdadeiro, mas que nos leva a uma situação que contradiz a nossa intuição comum.
E a nossa intuição comum diz-nos o quê?
Diz-nos que o sofrimento é inerente à condição humana: ninguém lhe escapa, é impossível não sofrer!

Aliás, não será o sofrimento inerente a qualquer espécie?
Será que os animais não sofrem?
Um cão que já mal anda, por causa das artroses, um pato atropelado que ficou a respirar no meio da estrada, um leão sangrando com o tiro de uma caçada?
Será que as árvores, quando as cortam, ou que as flores, quando as esmigalham, ou que o mar, quando o atulham de venenos, ou que a Terra, esventrada com alicerces de aço e coberta de cimento e de alcatrão, não sofrem nada?...
Ou será que somos nós, humanos tontos e apegados à ideia e à emoção do sofrimento, que o fazemos alastrar às outras espécies?

Não sei dizer.
E hoje, como quase sempre, são muito mais as perguntas que as respostas.
Intuo, porém, que o sofrimento, por si só, não causaria o mal que causa, nem alastraria tanto, se não protagonizasse quase sempre as nossas histórias, mas fosse um simples figurante. mas, ah!, gostamos tanto dele e estamos tão acostumados à sua presença em nós, há milhares e milhares de anos que corre no nosso sangue, há tanto tempo que nos dizem que não há como escapar-lhe, há dois mil anos que andamos com a cruz às costas, exaltando o sofrimento quase como condição sine qua non para sermos merecedores do paraíso que somos incapazes de o ver apenas como um simples figurante no grande filme do cosmos. sofrer, de certa forma, faz de nós mártires.
Quase nos sentimos santos, quando aguentamos sofrer tanto, quase chega a parecer mal, alguém dizer que já não sofre.
E assim o alimentamos, para que ele nunca mais nos largue e confirme a intuição de que sofrer é inerente à nossa condição humana.

Ok.
Sofrer é inerente à nossa condição humana.
Se aceitarmos, simplesmente, que assim é, sem emoções, considerações ou juízos de maior, hão-de convir que isso não nos causa stress.
A tendência, no entanto, não é essa, mas possuí-lo, experimentá-lo até à náusea, alimentá-lo uma e outra e outra vez, conservá-lo, provar da sua existência, mais não seja para podermos dar razão à nossa mente.
Que estranha dependência é esta?
Que desgosto pode ser este gosto por sofrer?
E aonde é que isto nos leva, se não a mais sofrimento?
De que vazio temos nós medo que se abra aqui no peito quando, enfim, descobrirmos que aquilo de que gostamos - mesmo, mesmooo! - é de gostar de não sofrer?


Inês de Barros Baptista

sexta-feira, 26 de outubro de 2012

Ser feliz



Siga tranquilamente, entre a inquietude e a pressa, lembrando-se que há sempre paz no silêncio.

Tanto quanto possível, sem humilhar-se viva em harmonia com todos os que o cercam.

Fale a sua verdade mansa e claramente, e ouça a dos outros, mesmo a dos insensatos e ignorantes, eles também tem sua própria história.

Evite as pessoas agressivas e transtornadas, elas afligem o nosso espírito.

Se você se comparar com os outros, você se tornará presunçoso e magoado, pois haverá sempre alguém inferior e alguém superior a você.

Você é filho do universo, irmão das estrelas e árvores, você merece estar aqui; e mesmo que você não possa perceber, a Terra e o Universo vão cumprindo o seu destino.

Viva intensamente o que já pode realizar, mantenha-se interessado em seu trabalho, ainda que humilde, ele é o que de real existe ao longo de todo o tempo.

Seja cauteloso nos negócios, porque o mundo está cheio de astúcia, mas não caia na descrença, a virtude existirá sempre.

Muita gente luta por altos ideais, em toda parte a vida está cheia de heroísmo.

Seja você mesmo, principalmente não simule afeição nem seja descrente do amor, porque mesmo diante de tanta aridez e desencanto ele é tão perene quanto a relva.

Aceite com carinho o conselho dos mais velhos, mas também seja compreensivo aos impulsos inovadores da juventude, alimente a força do espírito que o protegerá no infortúnio inesperado; mas não se desespere com perigos imaginários, muitos temores nascem do cansaço e da solidão.

E a despeito de uma disciplina rigorosa seja gentil consigo mesmo.

Você é filho do universo, irmão das estrelas e árvores, você merece estar aqui; e mesmo que você não possa perceber a terra e o universo, vão cumprindo o seu destino.

Portanto esteja em paz com Deus, como quer que você o conceba e quaisquer que sejam os seus trabalhos e aspirações, da fatigante jornada pela vida, mantenha-se em paz com sua própria alma. Acima da falsidade, do desencanto e agruras, o mundo ainda é bonito. Seja prudente.

FAÇA TUDO PARA SER FELIZ

Manuscrito encontrado numa Igreja em Boston por volta de 1644.

segunda-feira, 23 de abril de 2012

A pessoa errada




Pensando bem, em tudo o que a gente vê, e vivencia, e ouve e pensa, não existe uma pessoa certa pra gente.
Existe uma pessoa, que se você for parar pra pensar, é na verdade, a pessoa errada.
Porque a pessoa certa faz tudo certinho: chega na hora certa, fala as coisas certas, faz as coisas certas.Mas nem sempre precisamos das coisas certas. Aí é a hora de procurar a pessoa errada.
A pessoa errada te faz perder a cabeça, fazer loucuras, perder a hora, morrer de amor. A pessoa errada vai ficar um dia sem te procurar, que é para na hora que vocês se encontrarem a entrega seja muito mais verdadeira.
A pessoa errada, é na verdade, aquilo que a gente chama de pessoa certa. Essa pessoa vai te fazer chorar, mas uma hora depois vai estar enxugando suas lagrimas, essa pessoa vai tirar seu sono, mas vai te dar em troca uma inesquecível noite de amor. Essa pessoa pode não estar 100% do tempo ao seu lado, mas vai estar toda a vida esperando você.A pessoa errada tem que aparecer para todo mundo, porque a vida não é certa, nada aqui é certo.
O certo mesmo é que temos que viver cada momento, cada segundo amando, sorrindo, chorando, pensando, agindo, querendo e conseguindo. Só assim, é possível chegar aquele momento do dia em que a gente diz: "Graças a Deus, deu tudo certo!", quando na verdade, tudo o que Ele quer, é que a gente encontre a pessoa errada, Para que as coisas comecem a realmente funcionar direito prá gente.
Nossa missão: Compreender o universo de cada ser humano, respeitar as diferenças, brindar as descobertas, buscar a evolução.

Luis Fernando Veríssimo