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domingo, 23 de abril de 2017

Vinculação





“Este amor tão verdadeiro, tão profundo pode nada ter de erótico.
Acontece ao homem amar profundamente uma mulher que lhe é indispensável, mas pela qual não sente qualquer desejo erótico...é capaz de fazer amor com todas as mulheres do mundo exceto com a sua. “

Francesco Alberoni in, O Erotismo



Boris Cyrulnik, em "Sob o Signo do Afecto" fala sobre esta "Vinculação", não por dependência mas, por questões de apego sem paixão.
Segundo J. Bowlby, essa vinculação tranquila é conseguida através de uma escolha consciente do parceiro certo para satisfazer as suas necessidades.
Neste tipo de relacionamento, os parceiros têm as suas paixões fora de casa, mas permanecem ligados ao parceiro legítimo, não por dependência, mas sim porque esse parceiro lhe dá essa vinculação tranquila e verdadeira que tanto necessita.



sábado, 30 de abril de 2016

A vida é um paradoxo




A minha vida é um paradoxo, um desejo simultâneo de movimento e estabilidade, conexão e solitude. Eu entendo tudo, mas percebo que não sei nada. Descobri os segredos mais profundos do Universo, e ainda estou constantemente a tentar descobrir as respostas para a minha própria existência.

Oscilo entre aqui e lá, mortalidade e infinito, a terra e as estrelas.
Eu pertenço a todos os lugares e a lugar nenhum.

Tenho um amor selvagem por lugares, pessoas e modos de ser que ditam a maioria das minhas decisões e empreendem uma constante guerra dentro de mim.
As cidades têm magia e movimento, histórias e pessoas; elas pulsam com a sua própria força de vida. Mantêm as possibilidades de encontros casuais e oportunidades; amantes se encontram uns aos outros, olhos se cruzam entre multidões e cafés. Amigos e desconhecidos reúnem-se em parques e em mesas carregadas de comida, vinho e memórias.

No entanto, a quietude da natureza sempre me chamou para os seus braços; Fico seduzida pelo seu ritmo calmo, a sua paciência, os seus sons. Não há nada que se compare ao som das ondas contra a costa ou a estranha sensação de conforto que se sente em florestas. As montanhas chamam-me para algum lugar dentro de mim; e as pedras, as árvores e os riachos. A sua sabedoria antiga estende-se de volta ao início dos tempos.

Ninguém jamais deixou o deserto sem aprender algo sobre o seu próprio eu.

Esta justaposição de caos e solitude tem sido um tema de repetição na minha vida. É um reflexo do meu mundo interior; Eu sou dois seres contidos dentro de um corpo. Eu contenho desejos opostos; Sou feita de trovoadas e lagos plácidos. Eu sou parte furacão, parte um calmo rio, selvagem e ainda assim com fundações.

Eu quero a vibração, o romance das cidades e a estrada aberta, no entanto anseio pela calma de estabelecer raízes profundas nas selvagens planícies da terra.

Sou perpétuamente puxada em mil direcções diferentes; pela sedução hipnótica do desejo de viajar e um profundo desejo de experimentar tudo o que puder.

~ Zoe Quiney


quarta-feira, 11 de novembro de 2015

A felicidade vem quando quer




O filósofo francês Gilles Lipovetsky 
apontou caminhos para os momentos de alegria 
que nos podem trazer felicidade. 
Mas aceder a esse ambicionado estado 
nunca dependerá só de nós.

O que nos faz, afinal, felizes?
Comprar mais um par de sapatos, o novo modelo de telemóvel, o carro ultima gama, a ‘penthouse’ de sonho? Ou estar com os amigos e família, viver sem stress, participar num grupo coral, ir aquela aula de dança, sentir que somos ouvidos pelo nosso chefe, que o nosso trabalho é reconhecido e que, finalmente, concretizamos aquele projecto que nos trouxe grande alegria e realização pessoal, porque pusemos nele muito de nós?

Uma coisa é certa: não é um qualquer livro de auto-ajuda que nos promete o equilíbrio interior e que nos garante que está nas nossas mãos aprendermos a ser felizes que nos vai pôr a viver no melhor dos mundos. A história do ‘vivemos felizes para sempre’ não existe, é “ingénua” e uma “falsa promessa”. Melhor será metermos definitivamente na cabeça que a nossa felicidade é “fugitiva, instável e frágil” porque dependerá sempre, não só de nós, mas sobretudo da nossa relação com os outros.


QUAL O SENTIDO DA VIDA?
A pergunta é antiga e atravessa-se a cada momento. Mas ganha cada vez mais força numa sociedade hedonista e híper-individualista. Se o crescimento económico – dizem as estatísticas – não nos torna mais felizes, apenas menos infelizes, e se aderir ao consumo nos traz satisfação, mas logo a seguir a insatisfação de não poder ter mais, o que é que realmente importa, no fim de tudo? Encontrar o sentido da vida.

Para o autor de A Era do Vazio, o grande “desígnio do novo tempo” é “oferecer meios para mobilizar afectos e paixões noutro ambiente que não nos supermercados e na apologia das marcas”. O homem “não é apenas consumidor”. Também “pensa, aprende, procura ultrapassar-se, fazer melhor, ter em conta o ideal humano”. Por isso, é importante que a sociedade dê condições e meios para que cada um encontre o sentido da vida e ganhe alegria de viver.


A IMPORTÂNCIA DO TRABALHO
À cabeça desta equação surge a nossa relação com o trabalho. O desemprego pode ser um factor devastador na nossa vida e trazer “uma enorme culpabilidade interior”, aquela sensação de ter falhado na vida. Mas ter um emprego pode significar também estar debaixo de uma grande “pressão para atingir objectivos”, um stress que nos dá cabo da vida. Por vezes, leva-nos ao suicídio.

E isto é algo que não dominamos, sobre o qual não temos controle. Mas as organizações têm. Lipovetsky defende que “é necessário encontrar outras formas de organização da dinâmica do mercado global, novas formas de gestão e de organização do trabalho”. Concretiza: “Não se pode ir trabalhar com medo. Com medo de falar ou de se ser despedido. As pessoas querem ser ouvidas, participar.” É preciso que perguntem: “Estás feliz? Porque não estás?”.

Se é certo que “não temos uma via para dominar a felicidade”, teremos certamente “meios para fazer com que a vida tenha menos stress no mercado de trabalho” e de promover o reconhecimento profissional.


ARTE E CRIATIVIDADE
Vivemos numa sociedade hiperindividualista, onde o homem tem um grande desejo de exposição de si próprio. Basta ver as redes sociais, a explosão da fotografia, por exemplo. Ou o crescente aparecimento de grupos corais de amadores. Para Lipovetsky, esta é a prova de que queremos ser amados, fazer coisas que nos dão prazer e alegria. E este ambiente tem de ter condições para ser transposto para o espaço público das cidades.

“É preciso desenvolver o gosto pela arte, favorecer intercâmbios com criativos de todo o tipo, estimular gosto por realizar coisas”, preconiza. Em suma, dar espaço à criatividade, “favorecer a capacidade de fazer coisas bonitas”, pois “quanto mais criatividade mais alegria” e “onde há alegria há criatividade.

Alegria é a palavra preferida deste filósofo, que há muito estuda a inquietude dos tempos modernos, para definir a felicidade. “Não podemos estar em alegria permanente”, diz, “mas podemos tê-la quando estamos orgulhosos de qualquer coisa”. Em suma: “Há meios que nos podem dar instrumentos globais para podermos viver momentos de felicidade.” Desde que se “revalorize a vida das pessoas”, através de uma nova organização do trabalho e de estímulos à criatividade. “Isto pode não trazer a felicidade, mas dá alegria à vida”, porque quando gostamos mesmo de uma coisa, voltamos sempre a ela com alegria.


“A FELICIDADE É FUGITIVA E FRÁGIL”
No que Lipovetsky não acredita é na “literatura new age”, aquela que nos promete “a sabedoria e o auto-aperfeiçoamento espiritual”, que nos diz que “está nas nossas mãos aprendermos a ser felizes”. Na sua opinião, “são processos de beatitude que veiculam muita ingenuidade e falsas promessas”.

Depois de revisitar Decartes e Rousseau para nos mostar como “o homem é um ser insuficiente por ele mesmo”, é “incompleto” e “precisa dos outros para conhecer a plenitude”, Lipovetsky mostrou como dependemos sempre dos outros. Prova disso é o impacto que uma decepção amorosa tem nas nossas vidas, e que se tornam feridas profundas. “A felicidade é fugitiva, instável e frágil. É aquilo que não conseguimos controlar. Pode ser desfeita a qualquer momento. Escapa-nos. É algo de incontrolável. Vem quando quer e não quando quero. Encontra-se, não está ao nosso dispor. Não somos mestres da felicidade.”


QUANTO MAIS TEMOS, MAIS QUEREMOS
O dinheiro não traz felicidade? Pode não trazer, mas ajuda-nos a ser menos infelizes. E pode trazer, se nos fizer sair da miséria. Mas a partir de um determinado patamar, já não vem acrescentar muito mais à vida.

A verdade é que quanto mais temos, mais queremos. Há uma “dimensão trágica” na sociedade de consumo, porque a felicidade aparece como algo a que temos direito. Numa “ideologia que exalta a felicidade, não aceder a ela torna-se frustrante”, repara Lipovetsky. “Renunciar a bens materiais é doloroso para a maioria das pessoas. Ninguém se consegue habituar a uma redução acentuada do nível de vida”, diz. Nestes momentos, a curva da felicidade desce.

“Não é o consumo que temos de criticar, mas a sua excrescência”, defende o autor da Sociedade da Deceção, outro dos seus livros. Numa época em que vivemos cada vez mais tempo, com mais saúde, com melhores condições, com mais liberdade sexual, de união e desunião, os europeus declaram-se felizes. Mas nunca sofremos tanto de ansiedade e depressão, nunca consumimos tantos comprimidos, nunca houve tantos suicídios. E este é o paradoxo da felicidade.



Cesaltina Pinto

segunda-feira, 12 de outubro de 2015

O Paradoxo da Vida Perfeita



O paradoxo da vida "Perfeita" 
é que ela só gera frustração e tristeza. 
Assim, o antídoto contra ela, se existe um, 
é reconhecer que inevitavelmente 
teremos momentos em que a tristeza será 
nossa companheira de viagem.


O grande problema é confundir essa “vida perfeita” em termos de 
desejos, sentimentos, acções e resultados, com felicidade. 
São coisas totalmente diferentes. 


Compreender e aceitar que os desejos são naturais e fazem parte da ordem psicológica, é o primeiro passo para se libertar da frustração que possa derivar deles.
O erro fundamental, neste ponto, é achar que é satisfazendo desejos que nos tornaremos felizes.

Para nos sentirmos felizes, o que acontece por momentos sem nenhum plano específico, não precisamos resolver questões práticas.
Às vezes nos percebemos realizados e plenos, apesar de ter que lidar com a mesma quantidade de pressões ou deveres. Talvez essa seja a demonstração de que a felicidade é natural para o ser humano. A felicidade não nos custa.
FELICIDADE É NATURAL.

Ninguém se cansa de ser feliz.
A tradição do Yoga ensina que felicidade é a natureza humana.
As limitações do corpo/mente são restritas ao corpo/mente e pertencem unicamente a ele.
Não são nossas, no sentido de que o Ser não tem posses de nenhum tipo.
O Ser apenas é.

Fisicamente, em termos de força, resistência ou longevidade, somos limitados.
Intelectualmente, temos igualmente capacidades limitadas, como memória, agilidade ou concentração.

Não obstante, o Ser que somos transcende todas as limitações físicas ou intelectuais que possam erroneamente ser atribuídas a ele.
O facto de não sabermos falar grego ou não compreender os pormenores da relatividade são limitações inerentes ao intelecto, não ao Ser.
Isso não nos torna limitados.
O Ser que você é está além dessas limitações.
Quem é este Ser?
Aquele que pode ser apreciado, não com os olhos do rosto, não com a mente, mas pelo Si Mesmo.

Pedro Kupfer

segunda-feira, 21 de setembro de 2015

Vamos lá colocar os pés na Terra...



A dicotomia actual da evolução humana !

Sinto que neste momento, se o ser humano não perceber que existe uma linha muito ténue entre a velha forma de estar em relação com a vida, e os acontecimentos e nova visão interna do que representam como crescimento, pode ficar muito confuso...

Na realidade existe todo o tipo de informação que proclama que o sofrimento acabou, que já não é preciso sofrer, mas esta informação dita desta forma é contraditória na verdade, então deixo aqui uma visão mais consciente e objectiva...

Para podermos ir mudando estes registos de confinação a uma realidade que faz sofrer, o ser humano tem que se propor a sair da vitimização. 
Para o fazer, tem que viver experiências onde integrará a realidade do que está a libertar através das mesmas, mas não pode fazê-lo sem sentir o que ainda está a impulsionar as suas emoções. 
Só assim poderá expandir a sua consciência, e sentir que pode mudar a forma como vive interiormente a mesma realidade...
Contraditório não é???

Mas é um facto: para ultrapassar o sentimento de vitima, a alma que quer acompanhar a evolução energética do planeta e a ascensão a um novo patamar de consciência, impulsiona a experiência, e isso devolve a oportunidade para o ego se libertar do padrão que estava impresso no carácter...

Não deveremos ser ingénuos, devemos estar bem conscientes desta realidade, mas fará toda a diferença a consciência com que olhamos e sentimos o que está a ser liberto...
Desta forma o movimento de consciência devolve o reequilibrio, a pacificação e a integridade do crescimento...

Isto é um facto e deverá estar presente, pois estará a ser actualizado no nosso dia a dia...
Ao integrarmos, sentirmos e libertarmos no espaço quântico, o registo modifica o programa celular muito rápido... entra numa nova frequência, muito mais leve, e produz permanência fora do registo do medo...
Produz nova energia, mais alta e leve na elevação da consciência...
Faz-se por etapas e requer entrega sem dor, mas permitindo que ela se manifeste, para modificar o registo pela consciência...

Vamos lá colocar os pés na Terra...

Ruth Fairfield

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015

Paradoxo do dominado



“O que é bizarro e paradoxal é que, 
o dominador e dominado defendem a cultura da disciplina e obediência, 
bem como uma mão cheia de intelectualidade academicamente correcta, 
de elites politicamente convergentes 
e até de religiosos santamente abnegados”.

António Coimbra de Matos

domingo, 16 de novembro de 2014

...................dar o salto



"Passar da oposição (sempre uma discórdia) para o paradoxo (sempre sagrado) é dar um salto de consciência.
Esse salto, transporta-nos através do caos da meia idade, e dá-nos uma visão que ilumina os dias que nos restam."

In "OWNING YOUR OWN SHADOW"
Robert A. Johnson


É por isto que cada vez menos discuto ideias!
Posso partilhar a minha opinião, se me perguntarem...mas, se a minha opinião entrar em conflito com a opinião dos outros, salto fora da discussão...
Adoro os Paradoxos da Vida...estão presentes em tudo e em todos!

sábado, 8 de novembro de 2014

Paradoxo da Mudança



“O paradoxo curioso é que quando eu me aceito como sou, então eu posso mudar.”
 Carl Rogers


Recomenda-se vivamente que se reconheça esta verdade profunda.
Devemos dizê-la repetidamente para desembaraçarmo-nos de certezas  antigas.
Desconfiamos que assim seja, queremos mudar, mas não queremos passar pelo desconforto da mudança.
Gostamos de pensar que talvez possamos suspender quem realmente somos, por nos acharmos perdidos, de difícil entendimento ou por autoaversão, e que poderiam ficar guardadas para nós, ou esquecidas, as imperfeições que nos parecem inúteis e censuráveis.
Supomos que o ponto de chegada seja tal como foi imaginado, ficarmos instruídos e educados, e chagados ao mundo dos homens, podermos então, abordar as coisas e as pessoas, e sermos aceites. Minha estratégia é um vício.

Só mudamos quando nos predispomos a ser nós mesmos, sem máscaras, aceitamos a nossa realidade. A partir daqui inicia-se o processo sobre o que fazer com essa realidade, e consequente, a procura da "boa forma para o nosso desejo de vida e de prazer" (R. Mendes Leal), que irá irradiar tudo.

Cristina Simões

quinta-feira, 21 de agosto de 2014

..............a vida não é uma peça de teatro...



"A vida não é uma peça de teatro.
É uma aventura cheia de desafios, onde cada etapa percorrida nos define como Seres. 
E não como meros personagens derivados de ilusões.

Há pessoas que fazem da vida delas um teatro, e julgam-se bons actores e encarnam essa mesma personagem como se fosse real....
Tenho pena dessas pessoas. Vivem uma farsa.
Máscaras, todos usamos, uns mais do que outros.
O que eu não faço é, encarnar personagens descartáveis nas relações (emocionais e outras) que mantenho com as pessoas que se cruzam na minha existência.

Mas a vida é um eterno Paradoxo:
Quantas vezes, sinto e senti esse teatro do outro lado do "outro"?
Esse estar em palco é um lodo dantesco, quantas vezes detectado já tarde. 
O lado da vida, que referi, com altos e baixos ( como se diz) é e deverá ser encarado com humanismo e, mesmo este, imperfeito, porque ninguém é perfeito.
Mas não é crime, tentar a perfeição, nem que seja a aproximação da mesma.
Embora, na minha modesta opinião, a perfeição seja uma grande chatice!
Muitos desses "actores", que usam e abusam do factor de serem imperfeitos, para justificarem as imperfeições , que mais não são do que teatro malvado ou encenação para doer, ou ainda cinismo ao mais alto nível.

Rio-me agora, de alguém que um dia em jeito de desabafo, comentou:
"- Não sejas tão verdadeiro, tão frontal...age de acordo com o ondular do barco, mesmo que seja contra o teu pensar ou sentir. Vá lá, ser malvado às vezes compensa".

Mas é assim que eu sou.
Directo, e verdadeiro, mesmo sabendo que logo a seguir tenho de atravessar o deserto.
Hoje, com o passar dos anos, já não vejo a frontalidade da mesma forma que via aos meus 25 anos.
Da qual tinha todo o orgulho...coisas da idade...
Aprendi a ser frontal, directo e verdadeiro APENAS quando a batalha merece ser travada.
A maior parte das vezes, remeto-me ao silêncio que é o que faço de melhor.

A Vida tem muito de Teatro, e subscrevo o Charlie Chaplin:

"A vida é um palco de teatro que não admite ensaios. 
Por isso, cante, chore, ria, antes que as cortinas se fechem 
e o espectáculo termine sem aplausos."
Charles Chaplin

As grandes diferenças que reconheço entre a vida real, e as peças de ficção, baseiam-se essencialmente na responsabilidade e consequências que os actos repercutem.
Na vida, os nossos actos implicam sempre a nós e a quem nos rodeia, seja positiva ou negativamente.

Por isso acho que a frontalidade deve ser usada com contrapeso e medida.
Porque as palavras são cruéis como uma faca.
E temos de ter sempre em consideração quem temos ao lado.
Mas também, não nos devemos calar quando achamos que devemos falar.
Depende muito de como dizemos as coisas...se com raiva e agressividade, se com consideração por quem estamos a falar...

Sinto porém que muitas pessoas negligenciam a importância de estarem vivos, achando que se algo correr contra aquilo que desejam, bastará fechar a cortina e escrever uma nova história.
Temos de encarar esta viagem na terra com maior sentido de responsabilidade e amor pelo próximo.

Há pessoas que encarnam um personagem quando lhes dá jeito, e conforme a disposição com que acordam, com uma ligeireza que até arrepia...
O problema, é o facto de os outros estarem "fora do palco", e levarem com todo esse teatro..."

Atlantis Rising

terça-feira, 19 de agosto de 2014

Paradoxo do Amor Forte


“Surpreendentemente, 
a chave para um amor mais forte está no modo como usamos o nosso ódio”.
Jane Goldberg 
in,O lado escuro do amor 




segunda-feira, 18 de agosto de 2014

lei da diferenciação


“O nosso desenvolvimento obedece desde a origem, 
e não cessa de obedecer a uma lei de diferenciação. 
E quanto mais aumenta a nossa diferenciação, 
mais se afirma, podemos dizê-lo, a nossa existência. 
Mas, também, mais se individualiza e se complica a nossa organização, 
mais se confirma o seu destino conflitual ao mesmo tempo que se impõe a solidão.” 

Christian David 
in,O estado amoroso, ensaios psicanalíticos.


É a lei da diferenciação pela qual deve reger-se o nosso desenvolvimento, que cria o paradoxo: Quanto mais crescemos espiritualmente, quanto mais nos tornarmos nós próprios, mais exigentes ficamos, mais complexos e possivelmente mais sós.

Se julgamos que pagamos um preço por seremos agentes da nossa própria existência, não reconhecermos o que temos de único, de diferente, e não vivermos em função dessa força, terá outro preço.
Se crescer dá dor, torna-nos contudo menos vulneráveis aos outros, mais resistentes ao stress, mais flexíveis e mais independentes da emoção.

Na dúvida, como dizia o professor Carlos Amaral Dias, se "Crescer dá dor, não crescer dá dor (do ponto de vista mental)" ainda maior, digo eu.
Tudo em nós traz esse sabor.

Cristina Simões

sábado, 19 de julho de 2014

FELICIDADE...



"A obrigação de ser feliz...
Diante do horror do mundo, temos de ser felizes...

Estamos aniquilando a melancolia.
Inventaram a ciência da felicidade.
Livros de auto-ajuda, pílulas da alegria, tudo cria um 'admirável mundo novo' sem bodes, felicidade sem penas.
Isto é perigoso, pois anula uma parte essencial da vida: a tristeza."

Ele continua:
"Não sou contra a alegria em geral, claro...
Nem romantizo a depressão clínica, que exige tratamento.
Mas sinto que somos inebriados pela moda americana de felicidade.
Podemos crer que estamos levando óptimas vidas simpáticas e livres quando nos comportamos artificialmente como robôs, caindo no conto dos desgastados comportamentos 'felizes', nas convenções do contentamento.
Enganados, perdemos o espantoso mistério do cosmos, sua treva luminosa, sua terrível beleza...
O sonho americano de felicidade pode ser um pesadelo.

O poeta John Keats morreu tuberculoso, em meio a brutais tragédias, mas nunca denunciou a vida. Transformou sua desgraça numa fonte vital de beleza.
As coisas são belas porque morrem - ele clamava.
A rosa de porcelana não é tão bela como aquela que desmaia e fenece.

A melancolia, a consciência do tempo finito é o lugar de onde se contempla a beleza.
Há uma conexão entre tristeza, beleza e morte.
Só o melancólico cria a arte e pode celebrar a experiência do transitório resplendor da vida...
A melancolia, longe de ser uma doença, é quase um convite milagroso para transcender o 'status quo' banal e imaginar inéditas possibilidades de existência.
Sem a melancolia, a terra congelaria num estado fixo, previsível como metal."

ARNALDO JABOR



A Felicidade não está nas coisas materiais, porque queremos sempre mais e mais, no entanto certas coisas materiais dão-nos verdadeiros momentos de felicidade.
Mais um paradoxo da vida...

Aos 34 anos, tinha tudo o que sempre quis...uma boa casa no campo, um bom carro, os meus cães, etc...e nunca me senti tão infeliz, por descobrir que a felicidade não estava ali onde a tinha procurado.
Foi um ano terrível, entre os 34 e os 35...até entrar em colapso.
Foi o despertar para muita coisa...para grandes lições.
Para mim, o desprendimento e a felicidade, é usar as "coisas" para a minha felicidade, e não deixar que a minha felicidade dependa dessas mesmas coisas...

Tudo o que a vida me pode tirar, não é verdadeiramente meu...portanto, é aproveitar a existência de certas coisas na minha vida, até chegar a hora de as perder...



"AMA TODAS AS COISAS COMO SE AS FOSSES PERDER. " 

Agustina Bessa-Luis

segunda-feira, 14 de julho de 2014

..............os paradoxos podem ser reconciliados


"Tudo é duplo;
tudo tem polos;
tudo tem o seu oposto;
o igual e o desigual são a mesma coisa;
os opostos são idênticos em natureza, mas diferentes em grau;
os extremos se tocam;
todas as verdades são meias verdades;
todos os paradoxos podem ser reconciliados."

- O Caibalion


A dualidade é a condição da vida.
Sem opostos nem contrastes, a vida não é vida.

- Jigoro Kano


Por dentro, eu sempre me persegui.
Eu me tornei intolerável para mim mesma.
Vivo numa dualidade dilacerante.
Eu tenho uma aparente liberdade, mas estou presa dentro de mim.

- Clarice Lispector


There is nothing wrong with duality.
If one keeps in mind the singularity behind it.

Richard Thomas Gerber

quinta-feira, 24 de abril de 2014

Separação


“Hoje, separamo-nos todos com muita facilidade.
A paciência deixou de ser uma das nossas virtudes e a ansiedade tomou conta de nós com a força de uma febre.
Tudo tem de ser perfeito.
Tudo deve ser como nós imaginámos.
Já não se pensa na hipótese de vencer em conjunto dificuldades porque a sua existência é sinónimo de uma relação condenada ao fracasso.
Na vida, nada se cria sem entrega, nada se constrói sem vontade.
Uma relação é um trabalho cada vez mais difícil de se concretizar.
Já não chega apenas o amor.
É também necessário edificar a honestidade e a lealdade entre um homem e uma mulher.
Sem tais valores, a casa rui, mesmo antes de ser casa, mesmo antes de parecer um lar.”

José Micard Teixeira

Como dizia a minha avó, um barco para ir para a frente, tem de ser as 2 pessoas a remar juntas para o mesmo lado, ao mesmo tempo...
Hoje as pessoas tornam as Relações que podiam ser Lindíssimas, em Ralações, e depois tornam-se Azedas Crónicas.
E eu não sou exemplo para ninguém...
Mas, quando um deixa de remar, o barco passa a andar à volta de si mesmo e não sai do mesmo lugar. Mais um paradoxo da vida...

quarta-feira, 16 de abril de 2014

O Silêncio dos Lobos


Pense em alguém que seja poderoso…

Essa pessoa briga e grita como uma galinha, ou olha e silencia, como um lobo?

Lobos não gritam.

Eles têm a aura de força e poder.

Observam em silêncio.

Somente os poderosos, sejam lobos, homens ou mulheres, respondem a um ataque verbal com o silêncio.

Além disso, quem evita dizer tudo o que tem vontade, raramente se arrepende por magoar alguém com palavras ásperas e impensadas.

Exatamente por isso, o primeiro e mais óbvio sinal de poder sobre si mesmo é o silêncio em momentos críticos.

Se você está em silêncio, olhando para o problema, mostra que está pensando, sem tempo para debates fúteis.

Se for uma discussão que já deixou o terreno da razão, quem silencia mostra que já venceu, mesmo quando o outro lado insiste em gritar a sua derrota.

Olhe.

Sorria.

Silencie.

Vá em frente.

Lembre-se de que há momentos de falar e há momentos de silenciar.

Escolha qual desses momentos é o correto, mesmo que tenha que se esforçar para isso.

Por alguma razão, provavelmente cultural, somos treinados para a (falsa) ideia de que somos obrigados a responder a todas as perguntas e reagir a todos os ataques.

Não é verdade !

Você responde somente ao que quer responder e reage somente ao que quer reagir.

Você nem mesmo é obrigado a atender seu telefone pessoal.

Falar é uma escolha, não uma exigência, por mais que assim o pareça.

Você pode escolher o silêncio.

Além disso, você não terá que se arrepender por coisas ditas em momentos impensados, como defendeu Xenocrates, mais de trezentos anos antes de Cristo, ao afirmar:

“Me arrependo de coisas que disse, mas jamais do meu silêncio”.

Responda com o silêncio, quando for necessário.

Use sorrisos, não sorrisos sarcásticos, mas reais.

Use o olhar, use um abraço ou use qualquer outra coisa para não responder em alguns momentos.

Você verá que o silêncio pode ser a mais poderosa das respostas.

E, no momento certo, a mais compreensiva e real delas.


Aldo Novak


Tão, mas tão DIFÍCIL!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

E como já sabem que gosto de paradoxos...
Quem cala consente...ou,
Quem não se sente, não é filho de boa gente.

Por vezes também é preciso dar um murro na mesa...digo eu...
Por vezes, o Lobo Alfa, tem de rosnar para manter a Alcateia na ordem...


terça-feira, 18 de março de 2014

Paradoxo: CRESCER


“O nosso desenvolvimento obedece desde a origem, e não cessa de obedecer a uma lei de diferenciação.
E quanto mais aumenta a nossa diferenciação, mais se afirma, podemos dizê-lo, a nossa existência. Mas, também, mais se individualiza e se complica a nossa organização, mais se confirma o seu destino conflitual ao mesmo tempo que se impõe a solidão.”

Christian David 
in,O estado amoroso, ensaios psicanalíticos


É a lei da diferenciação pela qual deve reger-se o nosso desenvolvimento, que cria o paradoxo:
quanto mais crescemos espiritualmente, quanto mais nos tornarmos nós próprios, mais exigentes ficamos, mais complexos e possivelmente mais sós.
Se julgamos que pagamos um preço por seremos agentes da nossa própria existência, não reconhecermos o que temos de único, de diferente, e não vivermos em função dessa força, terá outro preço.
Se crescer dá dor, torna-nos contudo menos vulneráveis aos outros, mais resistentes ao stress, mais flexíveis e mais independentes da emoção.

Na dúvida, como dizia o professor Carlos  Amaral Dias,
se "Crescer dá dor, não crescer dá dor (do ponto de vista mental)" ainda maior, digo eu.
Tudo em nós traz esse sabor.


Cristina Simões

sábado, 30 de novembro de 2013

Apego e Desapego...outro grande paradoxo da vida


Tengo llaves así, colgadas también de un clavo en la pared.
Abren las puertas del terrado y del cuarto trastero, donde guardo todo aquello que ya no utilizo, pero no quiero tirar.
Quizá ya no conserve nada de eso ningún valor, salvo el sentimental.
Si eso quiere decir algo de mí (¿por qué no cambio las puertas?¿por qué no tiro las cosas?)
No es que no quiera apegarme al pasado aunque no quiera desprenderme de las cosas.
¿Cómo voy a tirar la cuna de mi bebé o las herramientas de mi padre?
Tirar todo eso sería como decir que ya no tiene nada que ver conmigo, cuando en realidad no me concibo sin todo lo que viví y me rodeó. 
Sería como cortar mis raíces, no venerar a mis antepasados, no agradecer todo aquello que me dieron.
Quizá esos que sufren el Síndrome de Diógenes sean personas que dudan de su identidad y tienen que acompañarse de todo aquello que les recuerda quienes son.
No sé...
El desapego para mí es insano. 
Y lo que es peor, no tiene magia. 
Porque sentir en el ahora el pasado e imaginar el futuro a raíz del ahora, es poder vivir la eternidad en cada momento. 
Quizá en el polvo de un trastero encuentre la mística del tiempo...

Aina Cortiñas Payeras

quarta-feira, 23 de outubro de 2013

Atritos


" (...) Quando finalmente aceitamos
que somos pequenos, ínfimos,
dada a compreensão da existência
e importância do outro,
e principalmente da grandeza de Deus,
é que finalmente nos tornamos grandes em valor.

Já viu o tamanho do diamante polido, lapidado?
Sabemos quanto se tira
de excesso para chegar ao seu âmago.

É lá que está o verdadeiro valor...
Pois, Deus fez a cada um de nós
com um âmago bem forte
e muito parecido com o diamante bruto,
constituído de muitos elementos,
mas essencialmente de amor.
Deus deu a cada um de nós essa capacidade,
a de amar...
Mas temos que aprender como.

Para chegarmos a esse âmago,
temos que nos permitir,
através dos relacionamentos,
ir desbastando todos os excessos
que nos impedem de usá-lo,
de fazê-lo brilhar

Por muito tempo em minha vida acreditei
que amar significava evitar sentimentos ruins.
Não entendia que ferir e ser ferido,
ter e provocar raiva,
ignorar e ser ignorado
faz parte da construção do aprendizado do amor.

Não compreendia que se aprende a amar
sentindo todos esses sentimentos contraditórios e...
os superando.
Ora, esses sentimentos simplesmente
não ocorrem se não houver envolvimento...

E envolvimento gera atrito.
Minha palavra final: ATRITE-SE!
Não existe outra forma de descobrir o amor.
E sem ele a vida não tem significado."


Poema "Atritos"  
Roberto Crema


Este poema é inspirador.
O Amor nos relacionamentos.
O auto-conhecimento e evolução.
E isso também é Amor.
Por nós próprios e pelo Todo.


"Paradoxalmente, a capacidade de ficar só é a condição da capacidade de amar."

~ Erich Seligmann Fromm
in, “A Arte de Amar”, pg 84

terça-feira, 22 de outubro de 2013

A vida é paradoxal


"A coisa mais importante para entender é que a vida é um paradoxo, a vida existe por ser paradoxal.
A vida não é lógica: é paradoxal.
Ela existe entre o nascimento e a morte, existe entre o dia e a noite, ela existe entre o ódio e o amor, existe entre o homem e a mulher.
Ela existe entre a electricidade positiva e electricidade negativa, existe entre o yin e o yang, entre Shiva e Shakti."

~Osho~

Shiva e Shakti

1.
O que é a coisa mais importante da vida?
O paradoxo - em tudo é preciso entender
Entre o nascimento e morte ela é vivida
Noite - dia, ódio - amor, homem – mulher

2.
Eletricidades positiva – negativa
Veja o paradoxo, olhe à sua volta 
Entre yin – yang, Shakti – Shiva
A lógica que queremos fica solta 

3.
Não há lógica, a vida é dialética
Pense em um mundo só de amor
É preciso ter uma visão cética
O ódio seria uma contínua dor

4.
Se só a escuridão fosse real
Ou só luz pudéssemos ter
Seria aborrecido tudo igual
É preciso contraste haver

5.
Shakti – Shiva, Krshna – Radha
A dialética dos opostos traz cor
Não há só a bruxa sem a fada
O ódio é parte integrante do amor

6.
Não se pode encontrar a alma gêmea
Mas pode-se sim criá-la na realidade
O interno Macho - a interna Fêmea 
A ciência do Tantra – a possibilidade

7.
Alma gêmea representa a união
Onde os sete centros se encontram
Belíssimo vôo dentro deste vulcão
As águas da kundalini vaporizam

Goloka Song 2013