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terça-feira, 13 de dezembro de 2016
Filha da Terra
Me envergo, me curvo, sinto a conexão com a Grande Mãe
O cheiro da Terra Molhada penetra no meu corpo, me acaricia, me aconchega..
Ao descobrir dentro do meu ser a divindade feminina, percebi-me Filha da Terra...
Encontrei um aconchego dentro do vazio e notei-me sagrada.
Parei de anular o que Eu Sou e despertei em meu Ser uma mulher sem medo de si, mas buscadora de seus instintos...
Parei de colocar o meu poder nas mãos dos outros e fiz eu a minha própria caça e caçadora.
Achei em meio aos Caos; o Equilibrio e conseguir ver que EU SOU a responsavel pelos meus actos...
Minhas irmãs não são mais o motivo da minha competição ou revolta, eis que elas passaram a ser o meu espelho que reflecte meus erros e acertos, meu lado luz e sombra.
Também parei de esconder que Eu Mulher de Mim, tenho meu lado escuro, como uma Floresta desconhecida, só conhecerei e não mais temerei quando decidir entrar para conhece-la. E a partir daí, o lado sombrio tornou-se um aliado e não mais meu inimigo.
Despertei para o Feminino quando consegui ver que dentro de mim há o Sagrado e nos salões da minha alma uma deusa baila de mãos dadas comigo.
Carol Shanti
quarta-feira, 5 de outubro de 2016
Soy Mujer Indígena
Soy Mujer Indígena,
Sé sembrar con la Luna los frutos del alimento,
teñir la lana para hacer el tejido,
hacer medicina como me enseñó mi abuela,
cantar al nuevo día.
Sé amasar sencillamente con fidelidad y con ternura…
Soy mujer indígena, mujer como la Madre tierra,
fértil, callada, protectora y fuerte.
Suma Warmi
sábado, 1 de outubro de 2016
Relacionamentos
O Relacionamento
é um dos maiores processos de evolução
por que passamos....
Entrar num mundo diferente do teu, com as suas verdades, crenças e dogmas...
Entrar numa outra vida e começar a fazer parte da mesma.
Relacionar-se é permitir olhar para dentro e separar as roupas que ainda precisam serem lavadas... é além de pensar em si, pensar também no outro.
Acredito que se queremos viver um relacionamento produtivo e prospero, precisamos primeiro de viver o mais verdadeiro e amoroso relacionamento, com nós mesmos...
Precisamos nos amar e olhar por trás da cortina de fumaça que nos assusta, os nossos medos, bloqueios e projecções.
Precisamos lembrar que todos os seres que nos chegam, são anjos sem asas que o Grande Espírito nos manda para nos ensinar e falar connosco...
Precisamos lembrar que muitas das nossas verdades não serão aceites pelo outro, e aí virá a aprendizagem de respeitar a nossa verdade e acalentar a verdade do outro, sem mostrar ou tentar provar que a nossa tem maior valor...
Vivemos momentos de lamuria e dor, por muitas vezes querer provar para o outro algo... mas, enquanto buscarmos a aprovação do outro, é sinal que ainda não nos aprovamos... enquanto não nos aprovarmos, viveremos a projectar as nossas sombras.
Para vivermos o amor, é necessário que primeiro o amor a nós mesmos bata à nossa porta e que, consigamos ver que o outro não é o responsável pelas nossas fraquezas, mas sim aquele que nos chega para nos ajudar a levantar os tijolos de construção do nosso castelo, quando vem nos mostrar onde precisamos nos transformar.
Carol Shanti
segunda-feira, 30 de maio de 2016
QUER SER MULHER? Perguntou Deus!
Toda mulher quer ser mulher, porque ser mulher é também contribuir com a ética para o crescimento da Humanidade, principalmente quando ela busca não perpetuar a cultura dominante e secular que impõe padrões preconceituosos na criação dos filhos e filhas.
Toda mulher quer ser mulher por perceber a luta pela igualdade de género e quando ela trabalha para isso na nova sociedade, no quotidiano de sua vida, nas relações com o esposo, filhos/as, irmãos/ãs, parentes e amigos.
Nos dez pontos que escrevi no texto “Quer ser Mulher? Perguntou Deus!” tive o objetivo de polemizar e chamar a atenção da sociedade para diversas culturas e regimes sócio-político e económicos que impõem uma vida indigna às mulheres.
Temos muitos avanços na classe média ou nos grupos mais esclarecidos, quando mulheres já possuem diversas posições no contexto social e quando seu status no lar atinge patamares respeitáveis, salvo exceções como, por exemplo, em relação aos assassinatos de mulheres jornalistas, artistas e outras profissionais.
No entanto, as mulheres pobres e as altamente miseráveis de todas as etnias sofrem ainda em consequência da violência masculina e discriminação da própria sociedade. E esse fato é um desafio para grupos de mulheres organizadas por seus direitos e um desafio para os governantes no sector da Educação, Trabalho e Saúde, tanto no Brasil quanto nos outros países.
Eu convoco homens e mulheres - cidadãos/ãs do mundo - a refletirem no mês das Mães (maio) sobre a ideia errónea de que as mulheres são exemplos de estereótipos de santas, anjos ou demónios.
A mulher é sagrada, sim!
Porque ela dá a vida, assim como a natureza é sagrada por prover vida.
Mas a mitificação da mulher pelo homem causa estragos, desvios comportamentais, pornografias, culturas dominantes, atos selvagens contra o sexo feminino, como vemos nos outros países e inclusive no Brasil.
No mês das Mães e no todo sempre vamos adorar nossas mães apenas no sentido poético, amoroso, como é o título desse texto, porque a exacerbada veneração leva à mitificação maléfica, que na realidade é um desrespeito à mulher.
Mães querem ser amadas e respeitadas.
Amo a minha mãe pelo que sou, devo a ela respeito e ela está na minha memória, porque foi uma grande iletrada mulher, mas possuía conceitos e lições de uma verdadeira sacerdotisa.
A minha Sacerdotisa das Águas!
ELIANE POTIGUARA
QUER SER MULHER? Perguntou Deus!
DISSE O CRIADOR:
”Seres viventes que quiserem ser mulheres - serão mensageiras - porque
ser uma mulher é uma missão”.
As mulheres do planeta Terra serão inseridas em várias categorias.
São As Mulheres do Mundo!
Vejam bem e pensem se aceitam essa classificação, pergunta Deus, porque não fui Eu que criei! Foram os homens no espírito da competição.
Eu criei o Universo e a vida.
Eis a classificação:
1- As Dalits indianas são as “intocáveis”, assim como seus maridos, filhos e gerações. Morarão nas ruas, nos becos ou estações de comboio desativadas. Passarão frio e fome. Quem lhes tocar, cairá em desgraça. Outras indianas, na maioria paupérrimas, sem direitos de mulher, poderão ser queimadas vivas em suas próprias cozinhas, caso contrarie seu homem intolerante e violento. As ricas estarão sob o domínio masculino, assim como as mulheres do mundo. Sofrerão também apesar da riqueza material, cultural e espiritual.
2- Algumas muçulmanas de grupos etnicos de 28 paises terão seus clitóris decepados e nunca sentirão o gozo do amor. Suas peles frescas jamais sentirão os ventos divinos porque homens inseguros e competitivos as esconderão como tesouros perdidos. As que puderem dançar a dança do ventre e exibirem seu corpo escultural, apenas afagarão as fantasias eróticas de seus donos. Mas, ai delas se os contrariarem, serão apedrejadas até a morte! Eles poderão ter mil mulheres. Elas, se o traírem, irão às praças públicas para serem sacrificadas como animais.
3- As esposas coletivas nos desertos africanos ou as esposas dos Sultões no Oriente Médio brigarão entre si pela hegemonia do grupo e pela atenção do marido alienado, um narciso e famigerado, “donos do El Dourado” e do poder. Seus filhos estarão enquadrados em categorias de juízo de valor, como o melhor ou pior, do mais ou do menos, de Deus ou do Diabo.Trabalharão sem parar para dar prazer ao patrão. As mulheres serão sequestradas, objetos de prazer e condenadas ao trabalho braçal.
4- As viúvas das guerras na Europa ocidental e oriental, e consequências dessas políticas em outros países (Guerras Mundiais) tornar-se-ão verdadeiras matriarcas na solidificação das novas sociedades contra o analfabetismo e a submissão ao nazi-facismo.Terão direito ao voto após a luta contra os dogmas das igrejas, das ideologias, das filosofias. Crescerão com o sofrimento das avós e poderão ajudar ao “chamado terceiro mundo”.
5- Na China, nunca mais uma menina terá seus pés amarrados para que não possa
desbravar rumos e estradas. Nunca mais seu bebê será colocado no telhado, para morrer à mingua, por ser mulher. As gueixas se libertarão. A cultura não será mais motivo da exploração e submissão da mulher. As mulheres afegãs sofrerão muito, mas darão uma exemplo de construção de outra sociedade. As mulheres asiáticas mostrarão nova face.
6- As viúvas dos pescadores, dos mineiros das minas preciosas, das construtores de arranha-céus e viadutos, dos astronautas, dos cientistas, dos empresários, dos canavieiros, dos garimpeiros, dos operários e dos campesinos deverão saber que serão viúvas para que se sintam fortes, para que criem seus filhos sozinhas e construam outra sociedade que não essa, desde antes e depois de Maomé, Buda e Cristo. Esses homens viverão a luta de classes em vários níveis e o seu resultado, até que um ponto estratégico seja clarificado pelas mentes iluminadas, HOMENS OU MULHERES guerreiros!
Gente mesmo do povo!
7- Os meio- homens /meio-mulheres ou vice-versa, e alguns homens que assumirem seu lado feminino e vice-versa farão parte da luta contra o sexismo institucional e sofrerão da baixo auto-estima.Serão objetos sexuais e sofrerão estupros mentais. Mas marcarão época!
8- As negras, mulatas e mestiças do passado e do presente, sentirão nas carnes as marcas a sangue e a ferro quente de seus algozes; serão escravas do prazer, do trabalho forçado, no plano moral e espiritual.Verão seus maridos amarrados às árvores no passado, nas cadeias super-lotadas ou entregues ao desemprego, no presente Serão xingadas, amaldiçoadas, maltratadas, humilhadas, racializadas como vermes, inclusive pelos seus próprios pais ou parentes masculinos. Irão parir filhos errantes que poderão vir a ser menores abandonados nos mocambos, nas senzalas, nos desertos, nos cortiços, nas favelas, nos guetos e nas ruas. Muitos de seus filhos serão drogados, violentos, marginais no tráfico das drogas. Muitos estuprarão meninas e as levarão ao caos. Muitas se drogarão com o “ópio”, assim como muitas mães e avós se embriagarão ao sabor do álcool para esquecer sua dor, até que uma e várias delas arranquem as correntes seculares através da força da palavra, da dignidade de mulher e da ação comunitária, num GRITO de BASTA!
9- As mulheres caboclas, seringueiras, quebradeiras de coco, trabalhadoras rurais, empregadas domésticas e faxineiras, catadoras de lixo, papelão e latinhas, professoras primárias mal remuneradas, operárias, quilombolas aprenderão a falar ou a escrever cartas contra as desigualdades sociais e dirão ao mundo que o Ato Institucional nº05 de 1967/68, no Brasil, sequestrou, torturou e assassinou mais mulheres do que se pensa, nas cidades e nos campos! Essas mulheres lutarão contra a destruição do planeta, a poluição das águas e do ar, o desemprego, o vírus do HIV, as hepatites, tuberculoses, abortos clandestinos, mão de obra-escrava, suicídios, agressões físicas, psicológicas,e morais, estupros, fome e miséria humana. Haverá dia em que não terão nada para comer e nem para os filhos. Mesmo assim, serão as VITORIOSAS, porque se organizarão.
10- As mulheres indígenas do planeta terão suas terras roubadas, suas culturas e espiritualidades dilaceradas, suas vidas ceifadas e gerações e gerações de filhos discriminados na sociedade urbana e rural e desprezados pelos políticos e empresários. Terão suas culturas penduradas em Museus ou demonstradas em desfiles de Carnaval, como seres do passado, ou do folclore. Servirão de chacotas em cidadelas e pedirão esmolas. Os homens se embriagarão e ficarão fracos ou loucos. Seus filhos serão frágeis e uma onda de extermínio acobertará tribos inteiras, até que mulheres e homens fortes, como muitos líderes que virão ouçam a voz da ancestralidade, vejam as marcas de jenipapo cravadas nas caras étnicas como uma marca imposta por Mim NHENDIRU, o Criador e que sintam a chama eterna da IDENTIDADE INDÍGENA para ser respeitada e aceita, como um exemplo para o planeta terra. Exemplo de uma etnia humana que sangrou, retomou a voz ancestral e ética e sobreviveu a todo o processo de escravidão do passado e do presente e que realmente possa ensinar a filosofia da igualdade e fraternidade. Porque os povos indígenas são meus filhos primogênitos dos cinco continentes, foram os primeiros que Eu coloquei neste planeta, por conhecerem o princípio ético do equilíbrio na natureza. Povos indígenas devem ser exemplo do BOM CONVÍVIO COM A SOCIEDADE E A NATUREZA. Exemplo de prosperidade ética e espiritual.
E entre os próprios indígenas, a intolerância e o racismo transversos devem acabar. Avós, bisavós, tataravôs devem ser respeitados pelos novos líderes e se desaldeados devem ser considerados no seu processo de imigração compulsória, no desterro. Os descendentes indígenas urbanos ou rurais serão filhos e filhas da terra como ele/ela próprios, sem intolerâncias ensinadas pelo Poder, burguesia ou intrigas pessoais.
Ao finalizar os 10 pontos, DEUS, que muito sabiamente já havia criado o Universo e a vida, concluiu que o Homem, criou a competição e o egoísmo.
Por isso Deus apresentou as opções, porque os homens quiseram competir com o CRIADOR.
O homem egoísta criou o poder, a competição, o dinheiro e a escravidão.
Nesses milhares e milhares de séculos, muitas mulheres têm se destacado, para por fim ao processo histórico, político e social.
Muitos homens bons e dignos vêm à cola na solidariedade às mulheres.
São mulheres de Deus, são mensageiras divinas que devem ser respeitadas.
São verdadeiros anjos milenares que ao serem desrespeitados, a roda da evolução dos seres neste planeta pára.
A sociedade deve reconhecer o papel de cada mulher na natureza e ajudá-la.
A injúria, a mentira, a intriga, a violência contra esse ser de luz, recai automaticamente, pela lei da causa e efeito sob a cabeça de quem o faz, trazendo à tona a infelicidade.
MULHERES DO MUNDO pedem solidariedade, não só ao processo particular, individual, de quem está envolvido com essa luta, como ao processo coletivo em busca de qualidade de vida e felicidade para todos os seres do planeta, pois é na diversidade cultural, étnica, religiosa, linguística que se aprende o respeito entre os seres humanos.
Essa é a caminhada pela PAZ.
ELIANE POTIGUARA
A DENÚNCIA
Ó mulher, vem cá.
Que fizeram do teu falar?
Ó mulher conta aí...
Conta aí da tua trouxa
Fala das barras
Dos calos nas mãos.
O que te faz viver, mulher?
Bota aí teu armamento.
Diz aí o que te faz calar...
Ah! Mulher enganada
Quem diria que tu sabias falar!
ELIANE POTIGUARA
quarta-feira, 25 de maio de 2016
Que faço com a minha cara de índia?
Que faço com a minha cara de índia?
E meus cabelos
E minhas rugas
E minha história
E meus segredos?
Que faço com a minha cara de índia?
E meus espíritos
E minha força
E meu Tupã
E meus círculos?
Que faço com a minha cara de índia?
E meu Toré
E meu sagrado
E meus "cabôcos"
E minha Terra
Que faço com a minha cara de índia ?
E meu sangue
E minha consciência
E minha luta
E nossos filhos?
Brasil, o que faço com a minha cara de índia?
Não sou violência
Ou estupro
Eu sou história
Eu sou cunhã
Barriga brasileira
Ventre sagrado
Povo brasileiro
Ventre que gerou
O povo brasileiro
Hoje está só ...
A barriga da mãe fecunda
E os cânticos que outrora cantavam
Hoje são gritos de guerra
Contra o massacre imundo
ELIANE POTIGUARA
"Em verso ou em contação de histórias, a visão dos povos indígenas em Potiguara é fruto da somatória de saberes ancestrais e dos chamados tempos modernos. Não é à toa que ela questiona a representação da mulher indígena na sociedade não-índia, mostrando que desde a colonização essa mulher foi e continua sendo tratada com requintes de malícia, discriminação, brutalidade, preconceito. Basta um olhar nas cartas que falam do “Descobrimento” das Américas, ou no antidiálogo de jesuístas para aquilatar a imagem da mulher indígena: pecado em carne e espírito, perversão, encarnação do mal."
segunda-feira, 28 de março de 2016
Mitakuye Oyasin
Ao dizermos Mitakuye Oyasin, ou Por Todas as Nossas Relações, ao adentrarmos dentro da Temazcal, devemos ter em mente que estamos a honrar todas as nossas relações, com familiares, amigos, irmãos, mas principalmente a honrar a nossa relação com a Mãe Terra e com os nossos ancestrais do Caminho Vermelho que nos ofertaram essa Medicina.
A Temazcal representa o útero da Mãe Terra, onde todas as nossas preces são atendidas e elevadas ao Grande Espírito...
Nossas amadas Abuelitas Pedras nos oferecem os registos de tantos povos e nos liga à nossa ancestralidade.
O fogo presente que aquece as pedras, vem mostrar-nos que nós podemos aquecer a nossa vida quando transmutamos as nossas dores.
A fumaça é por onde os nossos pedidos chegam ao coração do Grande Espírito...
Ao sentirmos o calor, não como um incomodo mas sim como o útero da grande mãe que nos gera para um novo ciclo da nossa vida, sentimos o bem - estar e o acolhimento materno.
Na Temazcal nos purificamos e permitimos em nossa escuridão interior podar as nossas raízes que não nos dão mais frutos, e assim plantar novas sementes de sabedoria , humildade e paz.
Devemos lembrar que a Mulher Búfalo Branco nos deixou grandes medicinas que nos trazem a cura e o bem-estar e para sentir os benefícios dessas medicinas, precisamos encarar os nossos medos frente a frente, para que possamos renascer para aquilo que de verdade somos.
Que possamos caminhar sempre em beleza com a humildade e o amor necessário...
Que as nossas raízes sejam firmadas com as raízes da Mãe Terra.
Por Todas nossas Relações.
Carol Shanti
terça-feira, 23 de fevereiro de 2016
Qué es una mujer medicina?
Es aquella mujer que se sana y sana su pasado!
Es aquella re se ha reconciliado con su Sagrado Femenino!
Es quien entiende la importancia de Sanar su Linaje y abrazarlo amorosamente!
Es quien no solo ha sanado, aprendió en el proceso y recordó su legado ancestral!
Es aquella que exalta sus saberes y sus experiencias transformando en sabiduría!
Es aquella que entiende del tiempo y mira las cosas con profundidad y anhelo!
Es quien puede trasmutar el sufrimiento, las lagrimas y el dolor por entendimiento!
Es quien guía sin prisa a su Ser, permitiendo que el universo le revele sus secretos!
Es quien usa el Poder de lo manifiesto e inmanifiesto en lugar del Esfuerzo simple!
Es quien viene a sanar y servir, conocidos y desconocidos, a su familia cósmica!
Es quien encuentra y enseña lo divino en la manifestación del universo!
Es quien es una con su Divinidad y con la Tierra, repetando todo lo que le rodea!
Son aquellas Mujeres que miran la vida con Amor, con Generosidad, que saben de Perdón, que viven con Gratitud, que practican la Misericordia y la Compasión...
Son Mujeres que danzan y cantan, que pintan y enseñan, que sanan con cada una de sus manifestaciones, porque cada manifestación de ellas es una medicina para alguien, en inspiración en entrega en abundancia y en sabiduría!!!!!!
Así que tu bisabuela , tu abuela, o quizás tu madre o solo quizás también tu en este tiempo, seas como ellas Mujer Medicina, Mujer Amor!
Tírzo Manuel
terça-feira, 16 de fevereiro de 2016
PLANTE SUA LUA
Segundo Elinor Gadon "A palavra Ritual vem do termo sânscrito RTU, que significa menstruação. Os primeiros rituais estavam relacionados ao sangramento das mulheres. Acreditava-se que o sangue no útero, que nutria as crianças ainda por nascer, possuísse Mana, o poder mágico".
Nas tradições matriarcais originárias, as mulheres ofereciam ritualmente seu sangue menstrual para a Terra. Hoje em dia perdemos de muitas maneiras o nosso relacionamento instintivo com Pachamama e em consequência disto, estamos cheias de inseguranças, arraigadas em padrões de medo, ansiedade e escassez.
Saiba que a Terra- como Gaia, como a Grande Mãe; é capaz de nos ensinar sobre a sabedoria mais profunda, atemporal e arquetípica do Feminino Sagrado. Saiba mulher, que ela está apenas lhe esperando, para que você finalmente se abra para o despertar das memórias e saberes dormentes em seu útero. Não espere mais, este é o momento de voltar para casa!
"Plantar a sua Lua" é um exercício muito simples, porém pode ser extremamente poderoso, curador e profundo a todas as mulheres.
Para começar, você deve escolher uma forma de recolher o seu sangue; Isso pode ser feito através de colectores menstruais ou através de bioabsorventes.
Os colectores são práticos, confortáveis e eficientes, porém muitas mulheres mais sensíveis não se adaptam bem, por serem inorgânicos. Os bioabsorvente são feitos de algodão; são também seguros, higiênicos e ecológicos.
Para coletar seu sangue utilizando bioabsorventes, é necessário deixá-los de molho por alguma horas na água, sem nenhum produto químico. É esta água com o sangue que você irá utilizar para entregar à Terra(depois de coletado o seu sangue você poderá lavar o absorvente da forma como preferir, e reutilizá-lo)
Em ambos os casos, você pode entregar seu sangue para a terra num jardim ou num simples vasinho de planta no seu apartamento. Você pode também escolher alguma planta específica que tenha um significado especial para você: Muitas mulheres plantam sua lua em Roseiras, Sálvia ou Artemísia por exemplo; que são plantas de forte representação do feminino. Você nem imagina o bem que seu sangue irá fazer às suas plantas; este é sem dúvida o melhor biofertilizante que poderia existir!
É interessante experimentar também sangrar directo na Terra, deixando que o sangue escorra livremente enquanto sentada directo sobre a Terra(você pode fazer isso em vaso grande caso não tenhas um jardim). O poder desta conexão criada com a Terra vai além de explicações verbais; é necessário experienciar e sentir por si o que isso representa!
A ideia é que você ofereça seu sangue
em forma de um simbólico ritual,
tornando o momento sacro
e reafirmando as suas intenções.
Durante a sua lunação, pare por alguns instantes, se retire, entre num estado de silêncio e quietude... avaliando internamente o ciclo que passou. Perceba os padrões negativos, as crenças limitantes, os hábitos que não lhe servem mais e tudo aquilo que se encontra estagnado em sua vida. Dê uma atenção cuidadosa ao que veio à tona na última fase de seu ciclo, durante a famosa TPM(prefiro chamar de força pré menstrual); quando as nossas sombras mais profundas emergem à superfície para que se possamos entrar em contacto e nos tornarmos mais conscientes de nós mesmas.
Observando estes padrões com carinho e compaixão, entregue tudo aquilo que você não quer mais levar contigo ao novo ciclo que se inicia; deixando para trás qualquer padrão negativo que esteja te limitando em ser quem você realmente é em todo seu potencial- excesso de controle, falta de confiança em si mesma, dificuldade em se comunicar, medo de se expressar, sentimentos de escassez, intolerância, inércia... o que quer que seja, lembre-se que tudo ao nosso redor e todos, são apenas espelhos reflectindo a nossa realidade interna.
Lembre-se que a mudança começa SEMPRE dentro.
Muitos desequilíbrios físicos também podem ser curados através desta prática: ovário policístico, miomas, ciclo menstrual irregular, dismenorréia, cólicas, infertilidade, tensão pré-menstrual, amenorréia, menorragia, etc.
Plantar sua lua é com certeza o primeiro passo para a reequilibração de seu corpo físico.
Entregue também junto ao seu sangue todas as impressões negativas que você ainda carrega a respeito de ser mulher... e junto com elas, suas memórias de abortos, traumas, abusos, violência ou maus tratos contra o seu feminino.
Enquanto você oferece seu sangue receba da Mãe Terra as suas bênçãos e os seus saberes!
Nutra a Terra enquanto nutre a tudo aquilo você merece e almeja; agradeça e se prepare para uma vida de muito mais abundância, empoderamento, beleza e plenitude.
Enquanto oferece seu sangue, sinta como você cresce internamente como mulher, aumentando seu poder visionário, intuitivo e instintivo; perceba como a cada ciclo uma nova realidade se abre para a manifestação um espaço interno de presença, saúde, consciência e conexão- sobre si mesma, sobre sua vida e seu destino.
Existe uma antiga sabedoria que profetiza que o momento em que todas as mulheres devolverem o seu sangue à Terra, todas as guerras terão fim...
A cura esta aí mulher, bem abaixo de seus pés...
Honre, agradeça, e seja bem vinda ao lar!
Morena Cardoso
Publiquei há poucos dias uma entrevista a uma Curandeira Ansiã Maia, a Abuelita Margarita...
E nessa entrevista ela fala sobre isto...
Segundo as ancestrais Maias, elas entregavam o seu sangue a uma árvore, e todos os meses entregavam sempre à mesma árvore.
Segundo ela, criavam uma relação muito forte e intima com essa árvore durante toda a sua vida.
E através dessa árvore se conectavam com a Pachamama, com a Mãe Terra.
sexta-feira, 12 de fevereiro de 2016
“Cuando quiero algo me lo pido a mí misma”
Margarita Núñez García, conocida como la Abuela Margarita.
Trae un mensaje de amor y espiritualidad desde lo femenino ligado a la madre tierra, y al corazón de la mujer y el hombre.
Conocida y respetada entre los círculos indígenas, esta Mujer originaria del centro-oeste de México (Estado de Jalisco), se ha convertido en una vocera de lo femenino, frente a los temas de amor, tierra, transformación y vida.
La Abuela Margarita ha sido convocada para que su palabra sea oída.
Ella proclama los valores de la Mujer como generadora y transformadora de la sociedad, y lleva con su palabra de tradición y como guardiana del origen, a nuevas miradas del mundo y de la vida.
La Abuela Margarita, curandera y guardiana de la tradición maya, se crió con su bisabuela, que era curandera y milagrera. Practica y conoce los círculos de danza del sol, de la tierra, de la luna, y la búsqueda de visión. Pertenece al consejo de ancianos indígenas y se dedica a sembrar salud y conocimiento a cambio de la alegría que le produce hacerlo, porque para sustentarse sigue cultivando la tierra. Cuando viaja en avión y las azafatas le dan un nuevo vaso de plástico, ella se aferra al primero: ‘No joven, que esto va a parar a la Madre Tierra’. Rezuma sabiduría y poder, es algo que se percibe con nitidez. Sus rituales, como gritarle a la tierra el nombre del recién nacido para que reconozca y proteja su fruto, son explosiones de energía que hace bien al que lo presencia; y cuando te mira a los ojos y te dice que somos sagrados, algo profundo se agita.
Ella dice: ‘Tengo 71 años. Nací en el campo, en el estado de Jalisco (México), y vivo en la montaña. Soy viuda, tengo dos hijas y dos nietos de mis hijas, pero tengo miles con los que he podido aprender el amor sin apego. Nuestro origen es la Madre Tierra y el Padre Sol. He venido a la Fira de la Terra para recordarles lo que hay dentro de cada uno.’
-¿Dónde vamos tras esta vida?
-¡Uy hija mía, al disfrute! La muerte no existe. La muerte simplemente es dejar el cuerpo físico, si quieres.
-¿Cómo que si quieres…?
-Te lo puedes llevar. Mi bisabuela era chichimeca, me crié con ella hasta los 14 años, era una mujer prodigiosa, una curandera, mágica, milagrosa. Aprendí mucho de ella.
-Ya se la ve a usted sabia, abuela.
-El poder del cosmos, de la tierra y del gran espíritu está ahí para todos, basta tomarlo. Los curanderos valoramos y queremos mucho los cuatro elementos (fuego, agua, aire y tierra), los llamamos abuelos. La cuestión es que estaba una vez en España cuidando de un fuego, y nos pusimos a charlar.
-¿Con quién?
-Con el fuego. ‘Yo estoy en ti’, me dijo. ‘Ya lo sé’, respondí. ‘Cuando decidas morir retornarás al espíritu, ¿por qué no te llevas el cuerpo?’, dijo. ‘¿Cómo lo hago?’, pregunté.
-Interesante conversación.
-’Todo tu cuerpo está lleno de fuego y también de espíritu -me dijo-, ocupamos el cien por cien dentro de ti. El aire son tus maneras de pensar y ascienden si eres ligero. De agua tenemos más del 80%, que son los sentimientos y se evaporan. Y tierra somos menos del 20%, ¿qué te cuesta cargar con eso?’.
-¿Y para qué quieres el cuerpo?
-Pues para disfrutar, porque mantienes los cinco sentidos y ya no sufres apegos. Ahora mismo están aquí con nosotras los espíritus de mi marido y de mi hija.
-Hola.
-El muertito más reciente de mi familia es mi suegro, que se fue con más de 90 años. Tres meses antes de morir decidió el día. ‘Si se me olvida -nos dijo-, me lo recuerdan’. Llegó el día y se lo recordamos. Se bañó, se puso ropa nueva y nos dijo: ‘Ahora me voy a descansar’. Se tumbó en la cama y murió. Eso mismo le puedo contar de mi bisabuela, de mis padres, de mis tías…
-Y usted, abuela, ¿cómo quiere morir?
-Como mi maestro Martínez Paredes, un maya poderoso. Se fue a la montaña: ‘Al anochecer vengan a por mi cuerpo’. Se le oyó cantar todo el día y cuando fueron a buscarle, la tierra estaba llena de pisaditas. Así quiero yo morirme, danzando y cantando. ¿Sabe lo que hizo mi papá?
-¿Qué hizo?
-Una semana antes de morir se fue a recoger sus pasos. Recorrió los lugares que amaba y a la gente que amaba y se dio el lujo de despedirse. La muerte no es muerte, es el miedo que tenemos al cambio. Mi hija me está diciendo: ‘Habla de mí’, así que le voy a hablar de ella.
-Su hija, ¿también decidió morir?
-Sí. Hay mucha juventud que no puede realizarse, y nadie quiere vivir sin sentido.
-¿Qué merece la pena?
-Cuando miras a los ojos y dejas entrar al otro en ti y tú entras en el otro y te haces uno. Esa relación de amor es para siempre, ahí no hay hastío. Debemos entender que somos seres sagrados, que la Tierra es nuestra Madre y el Sol nuestro Padre. Hasta hace bien poquito los huicholes no aceptaban escrituras de propiedad de la tierra. ‘¿Cómo voy a ser propietario de la Madre Tierra?’, decían.
-Aquí la tierra se explota, no se venera.
-¡La felicidad es tan sencilla!, consiste en respetar lo que somos, y somos tierra, cosmos y gran espíritu. Y cuando hablamos de la madre tierra, también hablamos de la mujer que debe ocupar su lugar de educadora.
-¿Cuál es la misión de la mujer?
-Enseñar al hombre a amar. Cuando aprendan, tendrán otra manera de comportarse con la mujer y con la madre tierra. Debemos ver nuestro cuerpo como sagrado y saber que el sexo es un acto sagrado, esa es la manera de que sea dulce y nos llene de sentido. La vida llega a través de ese acto de amor. Si banalizas eso, ¿qué te queda? Devolverle el poder sagrado a la sexualidad cambia nuestra actitud ante la vida. Cuando la mente se une al corazón todo es posible. Yo quiero decirle algo a todo el mundo…
-¿…?
-Que pueden usar el poder del Gran Espíritu en el momento que quieran. Cuando entiendes quién eres, tus pensamientos se hacen realidad. Yo, cuando necesito algo, me lo pido a mí misma. Y funciona.
-Hay muchos creyentes que ruegan a Dios, y Dios no les concede.
-Porque una cosa es ser limosnero y otra, ordenarte a ti mismo, saber qué es lo que necesitas. Muchos creyentes se han vuelto dependientes, y el espíritu es totalmente libre; eso hay que asumirlo.
Nos han enseñado a adorar imágenes en lugar de adorarnos a nosotros mismos y entre nosotros.
-Mientras no te empaches de ti mismo.
-Debemos utilizar nuestra sombra, ser más ligeros, afinar las capacidades, entender. Entonces es fácil curar, tener telepatía y comunicarse con los otros, las plantas, los animales.
Si decides vivir todas tus capacidades para hacer el bien, la vida es deleite.
-¿Desde cuándo lo sabe?
-Momentos antes de morir mi hija me dijo: ‘Mamá, carga tu sagrada pipa, tienes que compartir tu sabiduría y vas a viajar mucho. No temas, yo te acompañaré’. Yo vi con mucho asombro como ella se incorporaba al cosmos. Experimenté que la muerte no existe. El horizonte se amplió y las percepciones perdieron los límites, por eso ahora puedo verla y escucharla, ¿lo cree posible?
-Sí.
-Mis antepasados nos dejaron a los abuelos la custodia del conocimiento: ‘Llegará el día en que se volverá a compartir en círculos abiertos’. Creo que ese tiempo ha llegado.
quarta-feira, 3 de fevereiro de 2016
O Caminho da Iniciação
Iniciar é libertar-se !
Libertar-se do velho para deixar florescer o novo.
Deixar para traz um caminho de certezas para entrar em um caminho de Entrega.
Deixar para traz, o mundo confortavél para receber um mundo em que a Esperança deve ser sempre a ultima que morre
É um Caminho de entrega, de AMOR , de dedicação
Dar os primeiros passos para esse novo momento na caminhada é permitir sentir a tão falada Fé Cega, que entrega e confia nas mudanças, nas transformações e a unica certeza que brota no coração é que esta TUDO CERTO !
É saber que não se sabe aonde vai chegar e nem porque chegar, mas sabe que deve-se escutar a Intuição e seguir a flecha lançada da verdade
É preparar-se para Morrer, e nessa preparação desfazer das amarras, dos apegos, dos medos,do que ainda trava a evolução
É começar um novo caminho no meio caminho !
É dar Nova vida, a Vida
É se propor, à servir e trabalhar em favor, da paz, do amor, da transformação e da cura
E acordar todos os dias tendo a sensação que o primeiro a ser testado e transformado será sempre Você
É abraçar um mundo invisivivel para os olhos, mas visivel para o Coração !
Carol Shanti
sexta-feira, 22 de janeiro de 2016
Uma sábia anciã me disse
Kareva Fahrenheit
Uma sábia anciã me disse:
Que o rio iria me moldar
E o vento selvagem me resfriar
Aquele pai Sol iria me aquecer
Mãe Terra iria me vestir
Lua avó me cumprimentar
Para andar sempre levemente
Pisar a Terra sempre gentilmente
E tirar dela com moderação
para compartilhar com os outros
O que aprendi dela
Ficar quieta e respirar, sempre com paciência
Para a teia da vida
Mas ainda assim escolher
Meu próprio caminho,
E, finalmente, a mulher sábia me disse:
Para ouvir a Sábia
Que habita dentro de mim
Para andar no meu caminho em equilíbrio
É também ser livre
Não ser apenas palavras.
Silvia Duarte
terça-feira, 19 de janeiro de 2016
AS TREZE MATRIARCAS
Ao longo dos tempos, entre os Kiowa, Cherokee, Iroquois, Séneca e em várias outras tribos nativas norte-americanas, as anciãs contavam e ensinava, nos "Conselhos de Mulheres" e nas "Tendas Lunares", as tradições herdadas de suas antepassadas.
Dentre várias dessas lendas e histórias, sobressai a lenda das "Treze Mães das Tribos Originais", representando os princípios da energia feminina manifestados nos aspectos da Mãe Terra e da Vovó Lua.
Neste momento de profundas transformações humanas e planetárias, é importante que todas as mulheres conheçam este antigo legado para poderem curar-se antes de tentarem curar e nutrir os outros.
Dessa forma, as feridas da alma feminina não mais se manifestarão em atitudes hostis, separatistas, manipuladoras ou competitivas.
Alcançando uma postura de equilíbrio, as mulheres poderão expressar as verdades milenares que representam, em vez de imitarem os modelos masculinos de agressão, competição, conquista ou domínio, mostrando, assim, ao mundo um exemplo de força equilibrada, se empenhando na construção de uma futura sociedade de parceria.
Como regentes das treze lunações, as Treze Matriarcas protegem a Mãe Terra e todos os seres vivos, seus atributos individuais sendo as dádivas trazidas por elas à Terra.
O símbolo da Mãe Terra é a Tartaruga e seu casco, formado de treze segmentos, simboliza o calendário lunar.
O primeiro calendário que os índios norte-americanos americanos tiveram foram Cascos de Tartaruga. Os nossos antepassados viam a passagem dos ciclos e estações observando que treze luas se passaram antes da mesma estação retornar.
A Vovó Lua desaparece e retorna, mostrando toda a sua face, treze vezes durante o ano.
A Mãe foi representada pela criatura mais fértil de nosso planeta, a Tartaruga, que mostrou aos nossos ancestrais como marcar a passagem de cada ciclo lunar. Cascos de tartaruga formaram as treze luas do ano dentro de um quadro que formou um Circulo, a que chamamos de Arco Sagrado ou Roda Medicinal.
Estes treze ciclos lunares inspiraram o nascimento da lenda do Clã das 13 Mães Originais (Matriarca) que representam dádivas e habilidades que os seres humanos devem desenvolver durante O Caminho da Terra, ou vida física. Essas lições de desenvolvimento do potencial humano conter as competências que cada “duas pernas” (seres humanos) deve aprender para viver em harmonia com todas as formas de vida.
Quando aprendemos o que são as nossas potencialidades e desenvolvemos as habilidades de relacionamentos correctos, poderemos compartilhar os dons, com toda a Tribo Humana. A generosidade é a chave para trabalhar e beneficiar todas as coisas vivas. Se dermos de nós mesmos e de nossos dons, as bênçãos que temos recebido serão compartilhadas.
Nós podemos expandir os limites e as capacidades de todo o potencial humano.
Conta a lenda que, no início da vida no nosso planeta, havia abundância de alimentos e igualdade entre os sexos e as raças. Mas, aos poucos, a ganância pelo ouro levou à competição e à agressão, a violência resultante desviou a Terra de sua órbita, levando-a a cataclismos e mudanças climáticas. Em consequência, para que houvesse a purificação necessária do planeta, esse primeiro mundo foi destruído pelo fogo.
Assim, com o intuito de ajudar num novo início e restabelecer o equilíbrio perdido, a Mãe Cósmica, manifestada na Mãe Terra e na Vovó Lua, deu à humanidade um legado de amor, perdão e compaixão, resguardado no coração das mulheres.
Para isso, treze partes do Todo representando as treze lunações de um ciclo solar e atributos de força, beleza, poder e mistério do Sagrado Feminino. Cada uma por si só e todas em conjunto, começaram a agir para devolver às mulheres a força do amor e o bálsamo do perdão e da compaixão que iriam redimir a humanidade. Essa promessa de perfeição e ascensão iria se manifestar num novo mundo de paz e iluminação, quando os filhos da Terra teriam aprendido todas as lições e alcançado a sabedoria.
Cada Matriarca detinha no seu coração o conhecimento e a visão e no seu ventre a capacidade de gerar os sonhos. Na Terra, elas formaram um conselho chamado "A Casa da Tartaruga" e, quando voltaram para o interior da Terra, deixaram no seu lugar treze crânios de cristal, contendo toda a sabedoria por elas alcançada. Por meio dos laços de sangue dos ciclos lunares, as Matriarcas criaram uma Irmandade que une todas as mulheres e visa a cura da Terra, começando com a cura das pessoas.
Cada uma das Matriarcas detém uma parte da verdade representada, simbolicamente, numa das treze ancestrais, as mulheres actuais podem recuperar a sua força interior, desenvolver seus dons, realizar seus sonhos, compartilhar a sua sabedoria e trabalhar em conjunto para curar e beneficiar a humanidade e a Mãe Terra.
Somente curando a si mesmas é que as mulheres poderão curar os outros e educar melhor as futuras gerações, corrigindo, assim, os padrões familiares corrompidos. Apenas honrando seus corpos, suas mentes e suas necessidades emocionais, as mulheres terão condições de realizar os seus sonhos.
Falando as suas verdades e agindo com amor, as mulheres actuais poderão contribuir para recriar a paz e o respeito entre todos os seres, restabelecendo, assim, a harmonia e a igualdade originais, bem como o equilíbrio na Terra.
Mirella Faur
in, Anuário da Grande Mãe
As Matriarcas das lunações
1.Primeira Lunação
Plenilúnio em Caranguejo
Lua da renovação da terra
(Sol em Capricórnio)
"Aquela que fala com todos os seres", a guardiã do aprendizado da verdade, do tempo e das estações. Ela ensina-nos o nosso parentesco com todos os seres da criação e a necessidade de honrar a verdade de cada ser, respeitando os direitos de todas as formas de vida e a abrir o coração. A sua sabedoria está na sintonia com os ritmos da vida e no uso dos quatro elementos para alcançar o equilíbrio!
Esta Lua convida para um tempo de descanso e renovação. Ela não permite transparecer as emoções, mas sinaliza para interiorizar e descansar. Reflectir as acções do passado, preparando-se para o futuro. Os nascidos nesta lua devem prevenirem-se para não ficarem bloqueados, perfeccionistas e para encontrar tempo para lazer. Ela pede para ser adaptável, flexível, prudente, correcto na conduta.
Em Caranguejo, a Lua Cheia, senta-se no seu trono. Caranguejo é o signo da maternidade, e esta fase simboliza trazer ao mundo uma criança saudável. A energia é predominantemente feminina, fértil, uma Lua Cheia no auge. Favorece o crescimento dos frutos, vegetais, flores ou projectos. A Lua mais indicada para trabalhar as emoções. Nos convida para um tempo de descanso e renovação. Para reflectir as acções do passado, preparando-se para o futuro. Esta é a posição para um potencial de grande poder, nos ensina a ser fluidos, mas correctos na conduta bem como tão claros, adaptáveis, prudentes e sábios.
Esta Lua Cheia afasta influencias antigas, nutre a nossa criança interior, reavalia temas antigos, descarta o que não nos serve mais, harmoniza a vida familiar.
2.Segunda Lunação
Plenilúnio em Leão
(Sol em Aquário)
É a guardiã da sabedoria, a guardiã das tradições sagradas e da memória planetária. Ela nos ensina a encontrar a sabedoria, tornando-nos receptivos aos pontos de vista dos outros e a aprender com as experiências alheias. Aceitando a verdade e o espaço sagrado de cada ser expandimos a noção da família planetária e reafirmamos os nossos laços com todos os nossos irmãos de criação.
Esta lua tem a dádiva de fazer o coração ficar leve e ser brincalhão . Você pode realmente gostar de outras pessoas e de você mesmo. Ser humanitário. Também para a purificação.
Inspira a aperfeiçoar a comunicação, desenvolver o intelecto a transmitir mensagens de forma gentil e harmoniosa. Expande o poder intuitivo e traz recordações de vidas passadas.
Esta Lua ajuda a desenvolver habilidades psíquicas e para descobrir o aspecto corajoso e humanitário de nosso próprio ser.
3.Terceira Lunação
Plenilúnio em Virgem
Lua das Sementes
(Sol em Peixes)
Traz a dádiva natural de habilidades curativas e psíquicas. Para aprender sobre sensibilidade profunda e a descobrir o próprio poder natural, sobre os mistérios da vida e a necessidade de estabelecer um território seguro. Inspira a aceder a poderes de fora do mundo ordinário, a expandir o dom natural para os mistérios da vida e do Universo.
Esta é também uma lua de mistério. Pede mudanças rápidas, e preparação para tempos de crescimento. Intensifica o lado inquieto da natureza, aumenta a habilidade para lidar com energias próprias. Sua dádiva de pureza ajuda a ter pureza espiritual
4.Quarta Lunação
Plenilúnio em Balança
Lua das Arvores que Crescem
(Sol em Carneiro)
É "Aquela que vê longe", a guardiã dos sonhos. Ela ensina-nos a usar a força dos nossos pensamentos e sentimentos para alcançar os resultados almejados. Ela também nos mostra o valor dos nossos sonhos e nos guia para usarmos a nossa habilidade no descobrimento e desenvolvimento do nosso potencial pessoal.
Esta lua tem a dádiva da liderança, da clareza de visão e adaptabilidade. Para aprender a temperar as energias de fogo, criar raízes e voar.
Esta Lua convida a encontrar meios de evolução pessoal para si e para os outros. Ensina sobre energia, intensidade, destemor. Ensina a canalizar energia, conter emoções e a ser pacientes com os outros. A temperar a energia que o fogo dá, para que o fogo interior possa trazer calor e luz para tudo o que entrar em contacto.
Energia propícia para a renovação e crescimento.
5.Quinta Lunação
Plenilúnio em Escorpião
Lua das Flores e do Retorno dos Sapos
(Sol em Touro)
É "Aquela que ouve", a guardiã do silencio. Seu ensinamento é silenciar para ouvir as mensagens do nosso interior, da natureza, dos Mestres, do Criador. Encontraremos, assim, a calma e a paz necessárias para avaliar, ordenar e transformar a nossa vida.
Esta lua tem a dádiva de poder tornar agradáveis os ambientes, de cada um se auto-sustentar e sustentar os outros: a estabilidade.
Esta lua o encorajará para ir além do plano material, a buscar qualquer iluminação espiritual que puder encontrar.
Ensina sobre perseverança, paciência, estabilidade e praticidade. Inspira a colocar a própria casa em ordem, para que possa ter um lugar tranquilo e de contentamento.
6.Sexta Lunação
Plenilúnio em Sagitário
Lua dos Cavalos
(Sol em Gémeos)
Esta lua traz a dádiva das habilidades de cura e de aprender a desenvolve-la. Para adquirir habilidades em qualquer área que queira trabalhar, aprender sobre a própria beleza , dos outros e do meio ambiente.
Esta Lua ensina sobre as próprias habilidades, a ser mais sensitivo, mais veloz, e apreciar a beleza em todas as suas formas. Revela as forças e as fraquezas que vêm da energia vital.
7.Sétima Lunação
Plenilúnio em Capricórnio
Lua da Luz Forte e da Benção
(Sol em Caranguejo )
É "Aquela que ama todas as coisas", a guardiã do amor incondicional. Ela ensina o amor e a compaixão em todas as manifestações da vida. Amar o self sem restrições, quebrar os padrões impostos de dependências, ajudar a nossa criança a interior a aceitar e dar amor, curando as feridas do passado.
Esta lua tem a dádiva da intuição e inspira a ser amante da família. Para aprender sobre a importância das relações e a necessidade de um lar forte.
Esta Lua educa sobre a lei dos relacionamentos e sobre a família. Ela ensina sobre as necessidades de dar e receber amor. De seguir as próprias percepções e intuições, para aprender sobre o próprio sentido de segurança e encontrar uma direcção espiritual que ajude a canalizar as energias da vida que sempre fluem através de todos nós.
8.Oitava Lunação
Plenilúnio em Aquário
Lua dos Frutos Maduros
(Sol em Leão)
É "Aquela que cura", a guardiã das artes curativas e dos ritos de passagem. Ela mostra à humanidade que cada acto da vida é um passo no caminho da cura. Abrindo mão dos julgamentos e condicionamentos do passado, seremos capazes de curar o medo do futuro e iniciar um novo ciclo por meio de um rito de passagem.
Energia propícia ao fortalecimento do valor absoluto, interacção, iniciar um novo ciclo.
Esta lua tem a dádiva de saber demonstrar afeição e de encarar temores. Deve aprender que o coração é a fonte de sua força e desenvolver habilidades de liderança.
Esta Lua ensina como trabalhar o centro do coração, como demonstrar afeição, como encarar os medos, e como desenvolver habilidades de liderança. Ajuda a desenvolver a coragem e o poder.
9.Nona Lunação
Plenilúnio em Peixes
Lua da Colheita
(Sol em Virgem)
Esta lua tem a dádiva de tomar decisões justas, da perseverança e da habilidade para analisar. Poderá aprender os conceitos do dever e do trabalho, e adquirir bom senso e confiança.
Esta Lua ensina sobre justiça, discriminação, habilidades de raciocínio e análise.
Ensina a equilibrar as suas próprias energias espirituais e físicas, dá habilidades para penetrar em regiões secretas do coração e da alma, e despertar a curiosidade
Energia propícia à fertilidade, prosperidade, preparação para o futuro.
10.Décima Lunação
Plenilúnio em Carneiro
Lua do Vôo
(Sol em Balança)
É "Aquela que tece a teia", a guardiã da força criativa que nos ensina a desenvolver as nossas habilidades, destruindo as limitaçoes, saindo da estagnação e a materializar os nossos sonhos. A nossa criatividade é determinada pela nossa capacidade de sonhar e usar a nossa imaginação.
Esta lua, tem a dádiva do equilíbrio e da harmonia, e de como entender as mensagens do seu coração, através da sua introspecção e força. Para aprender realmente o que é equilíbrio, mesmo que necessite sentir desconforto para fazer isso.
Esta lua ensina sobre os paradoxos da própria vida, de uma maneira mais directa e intensa, pela própria vivência. Ensina a mostrar a afeição física e como sentir-se confortável, tanto no Céu como na Terra, e a compreensão dos relacionamentos com grupos.
Energia propícia à avaliação para o equilíbrio e a harmonia, descoberta e a libertação.
11.Décima Primeira Lunação
Plenilúnio em Touro
Lua Escura das Folhas que Caem
(Sol em Escorpião)
É "Aquela que anda com firmeza", a Mãe da inovação e da perseverança. Ela nos ensina o uso adequado da vontade e do poder para modificar as circunstancias da vida pela acção pessoal, sem depender dos outros para agir, a afirmar a nossa auto-estima e a auto-suficiência. Esta lua, tem a dádiva de inspirar um mensageiro para os aspectos espirituais da vida. A adaptabilidade e a capacidade de viajar em silêncio nos lugares de maiores medos.
Para aprender a focalizar as energias, a ser mais sensível a elas e a desenvolver habilidades de cura.
Esta Lua ensina sobre a força de transformar o seu mais íntimo ser, trazendo todas as lições que se tenha aprendido. Ensina sobre a extensão da própria energia, habilidade para criar mudanças, curiosidade, desejo de verdade, adaptabilidade, paciência, tenacidade, ambição, poder e a deixar a nossa marca bem penetrante.
Eu nasci nesta lua.
12.Décima Segunda Lunação
Plenilúnio em Gémeos
Lua dos Dias Sagrados
(Sol em Sagitário)
Esta Lua inspira a receber e a transmitir conhecimentos ancestrais, para meditar nos próprios dons, olhar a vida com mais clareza. Permita que esta energia do Universo venha energizar os seus dons e assim poderá ter acesso, como um aparelho dos grandes poderes do Universo.
Esta Lua convida para um tempo de descanso e renovação. Ela não permite transparecer as emoções, mas sinaliza para interiorizar e descansar. Reflectir as acções do passado, preparando-se para o futuro. Os nascidos nesta lua devem prevenirem-se para não ficarem bloqueados, perfeccionistas e para encontrarem tempo para o lazer. Ela pede para ser adaptável, flexível, prudente, correcto na conduta.
Para trabalhar a concentração, pois pode gerar dispersão. Para trabalhar a comunicação consigo mesmo, o auto conhecimento, buscar o Eu Superior. Favorece a comunicação, o bom uso da palavra, energia para adatar-se às mais diversas situações. Saber também a hora certa de calar, de ouvir e de falar.
Para curar as más palavras que usamos contra nós mesmos, as limitações que nos impomos através da palavra. Trabalhar as afirmações positivas e curar as suas programações negativas através delas. Para que façamos um balanço entre aquilo que falamos com aquilo que o nosso coração realmente sente. Sabermos honrar os compromissos feitos através da nossa palavra, da nossa comunicação.
13.Décima Terceira Lunação
A Lua Azul
O que é Lua Azul?
Chama-se Lua Azul à segunda lua cheia num mesmo mês do calendário gregoriano, ou a Lua Cheia do décimo terceiro ciclo de lunação, fechando o ano solar.
A Lua Azul é regida pela Matriarca da 13ª Lunação.
Ela é “aquela que se torna a visão”, a guardiã de todos os ciclos de transformação, a mãe das mudanças. Esta Matriarca ensina-nos a importância de seguir o nosso caminho sem nos deixarmos desviar por ilusões que possam vir a interferir com as nossas visões. Cada vez que nos transformamos, realizando as nossas visões, uma nova pespectiva e compreensão se abre, permitindo-nos alcançar outro nível na eterna espiral da evolução do espírito. A última visão a ser alcançada é a decisão de simplesmente SER. Sendo tudo e sendo nada, eliminamos os rótulos e definições que limitam a nossa plenitude.
“Com o surgimento do calendário Juliano, no início do cristianismo, o culto à Lua Azul passou a ser reprimido por ser considerado uma exacerbação da simbologia lunar, do poder feminino e do culto às Deusas, assuntos perseguidos e proibidos.
Mesmo assim, permaneceu a sua aura romântica e poética, e a Lua Azul passou a ser associada à crença de que era propícia ao romance e ao encontro de parceiros.
Surgiu o termo inglês blue moon, significando algo muito raro, impossível, dando origem a inúmeras músicas e poemas melancólicos ou esperançosos”.
quinta-feira, 19 de novembro de 2015
A IMPORTÂNCIA DAS AVÓS NAS TRADIÇÕES HUNI KUIN
Segundo o ensinamento que o nosso povo traz, a gente vem do amor, tudo começa a partir do amor. Quando a gente nasce somos cuidados pelas nossas mães, pelas nossas avós.
E depois de um certo tempo que o nosso corpo e o nosso pensamento vão crescendo, que começamos a ter interesse pela vida e pelo mundo, fazemos a transformação que na nossa aldeia é o rito de passagem.
É quando a gente começa a conhecer a nós mesmos.
Nesse rito de passagem a gente conhece não somente o lado material, mas o lado espiritual.
Esse rito de passagem é muito importante dentro da minha cultura.
Existe há muito tempo e ainda hoje está vivo.
São dois dias de dança e sete dias deitado na rede sem comida e sem água, aos cuidados da nossa mãe e avós.
Assim começamos a dar valor à vida, não só a vida do ser humano, mas a vida que existe neste planeta.
Em primeiro lugar, a gente conhece a nós mesmos.
Em segundo lugar, conhece o que o nosso corpo necessita.
Lembro que quando fiz o meu rito de passagem, o mais forte foi ficar sete dias sem água.
Foi como se eu não existisse, como se virasse um espírito.
Quando terminei o meu rito, vi o quanto é importante a água, uma comida, um conselho da avó – que sem ele não se consegue fazer essa dieta.
Fazemos isso com todo o cuidado para conhecer qual a nossa verdadeira missão.
Nossa missão vem do amor – nossos pais com amor fizeram a gente.
Quem descobre isso vive muito tempo, sofre menos e tudo o que faz dá certo.
Com esse rito de passagem meus avós criaram dentro de mim uma raiz da nossa cultura.
Eles falaram da importância da nossa identidade, da nossa língua, do nosso valor.
Compreendendo esse valor, compreendemos o valor da cultura dos outros povos.
Hoje estou feliz porque sei que os meus antepassados lutaram muito para que todos fossem felizes, saudáveis e respeitassem todas as formas de existir no nosso planeta.
Por isso, dou graças à minha avó.
Nunca senti tanta falta da minha avó como nesses dias.
Estou conectado com ela.
Os jovens de meu povo Huni Kui estão a ampliar a consciência, a conhecer mais a diversidade, a aprender uns com os outros, para levarmos algo de bom para a nossa família.
Fabiano Huni Kui,
Povo Huni Kui, Estado do Acre
terça-feira, 17 de novembro de 2015
As minhas Ancestrais eu saúdo
As minhas Ancestrais eu saúdo
As minhas Ancestrais eu honro
As nossas ancestrais eu chamo
As Curandeiras, Parteiras, Rezadeiras, Benzedeiras
Mulheres de força, fibra, garra e determinação.
Fazem da erva, o remédio
do Chá, o calmante
do Banho, a Limpeza
Nos campos, nas cidades
nas casas, nas colinas
Sãos Elas as donas da Sabedoria
Rostos marcados pelas histórias da Vida,
Em suas mãos um terço, no seu pescoço um patuá
No seu peito a FÉ
São elas as senhoras da fala mansa, do punho determinado e da força de vontade
Com humildade nos deixam os ensinamentos aprendidos na escola da Vida
A melhor professora: A Grande Mãe
Com seu novelo de lã, nos ensinam o tecer dos sonhos
Com seu compartilhar, nos ofertam a possibilidade de fazermos cada dia um Novo Amanhecer
São elas as senhoras que há tempos nos mostram... o verdadeiro sentido contido na palavra
MULHER !
Carol Shanti
sexta-feira, 9 de outubro de 2015
Curandera, Healing Art of Mexico
Grandmother Margarita Núñez García,
Curandera and Wisdom Keeper,
Mexico.
The curandera guides us in non-judgmental, fearless self-reflection.
By sharing both happy and painful personal experiences, she gives us both a reality-check and inspiration to follow our dreams.
In many instances she is a spiritual midwife, helping us give birth to new paths and new ideals.
She helps us recognize the unconscious creation of obstacles to a life lived with sacred purpose, whether as homemaker, student, teacher, or doctor.
—Grace Alvarez Sesma
in, Meditations for Interspiritual Wisdom
segunda-feira, 28 de setembro de 2015
Antiga oração Mohawk
Prece para a grande Família
(Antiga oração Mohawk)
Honrando as nossas Relações
A nossa gratidão para a Mãe Terra
que navega segura no dia e na noite
e para o seu rico, raro e doce solo.
Que seja assim nos nossos pensamentos.
A nossa gratidão para as Plantas, para as folhas de colorido mutante
e para as raízes sinuosas que permanecem quietas no vento e na chuva
ou dançam na ondulação espiralada das sementes.
Que seja assim nos nossos pensamentos.
Gratidão para o Ar que sustenta a suave andorinha
e a silenciosa coruja ao amanhecer de um novo dia,
como o sopro das canções e a brisa do claro espírito.
Que seja assim nos nossos pensamentos.
A nossa gratidão para os seres selvagens que são também nossos irmãos,
que nos ensinam os mistérios e os caminhos da liberdade
e compartilham conosco de suas vidas, com coragem e beleza.
Que seja assim nos nossos pensamentos.
A nossa gratidão para a Água das nuvens, dos lagos,
dos rios e das geleiras, cristalizada ou liquefeita,
fluindo alegre através de nossos corpos as suas marés salgadas.
Que seja assim nos nossos pensamentos.
A nossa gratidão para o Sol que nos acorda ao amanhecer,
luz que pode cegar, brilho que pulsa através dos troncos das árvores,
clareia as neblinas e tremeluz nas grutas quentes
onde dormem os ursos e as serpentes.
Que seja assim nos nossos pensamentos.
A nossa gratidão ao Grande Céu que guarda em si bilhões de estrelas
e que vai além de todos os pensamentos e poderes e, no entanto,
faz parte de nós. Avó Espaço, a Mente é a sua companheira.
Que seja assim nos nossos pensamentos.
Ahoooo
domingo, 27 de setembro de 2015
A Gestação
Tenho vivido grandes momentos e fortes emoções...
Hoje em dia posso dizer com toda certeza que a mulher quando carrega um ser em seu Ventre não gera só a sua cria, mas também a si mesma.
Entrar em contacto com a face Mãe da mulher, exige uma entrega, uma renuncia, mas acima de tudo um mergulho na sua essência, para que ela possa lidar com todos os conflitos, medos, alegrias e sentimentos que essa fase traz para si.
Venho sentindo em meu ser, que é preciso antes de mais nada muita Coragem para mergulhar em nosso inconsciente colectivo e olhar para aquela figura da mãe que estamos inseridas, aquele padrão de mãe que a sociedade pede...
E muitas vezes esse padrão não é o que escolhemos vivenciar ou não é o que o Universo nos encaminhou para o nosso processo evolucional.
Acredito também que é preciso muita coragem para ser forte quando os medos tomam contam, quando o cansaço congela e mesmo assim conseguirmos olhar para o nosso Ventre, acima de dores e mal-estar que a gestação nos traz e dizer:
"Esse é o melhor presente que eu poderia receber".
Noto que a cada trimestre do processo gestacional, mergulhamos num determinado processo do nosso auto-conhecimento e da nossa cura, e todos se encaminham para um único e grande facto, o encontro com a nossa própria sombra para a passagem da menina para mãe.
Hoje em dia vivemos uma fase em que a gestação e o parto tomaram uma grande forma, e um grande contexto e acho isso maravilhoso e incrível, mas acredito que antes de falarmos de Parto humanizado, domiciliar e maternidade activa, devemos falar de MULHER, devemos falar e respeitar a escolha de cada gestante, a escolha em cada processo que a mesma passa, pois uma gestante e um processo gestacional será diferente um do outro...
Seja pela sua classe social, seja pelo seu contexto de vida, seja pelas suas escolhas.
É preciso olhar para essa Mulher que além de uma barriga maior que ela carrega, carrega também a sua história.....
Hoje em dia fala-se muito sobre o Parto e Maternidade Activa, mas pouco se fala sobre a valorização da Mulher se a sua escolha não for essa...
Sou super a favor desse mundo, mas acima de tudo sou a favor de respeitarmos as escolhas e a personalidade de cada mulher, pois acredito que uma gestante que escolhe levar a sua gestação de forma diferente do normal hoje em dia não é menos ou mais mulher...
Ela também precisou ser muito mulher para encarar a cada desconforto, a cada dor, a cada sentimento e sensação para gestar e parir essa cria...
Acredito que quando vamos muito para os extremos, acabamos por não ajudar e sim por fazer o que a sociedade nos ensina; a desvalorização das escolha de cada ser humano...
Temos sim que ir e incentivar mulheres a lutarem por seus direitos, mas acredito que acima de tudo temos que acolher as mulheres da forma como elas são, não mais recriminando muitas vezes o seu silêncio, o seu mundo, e a sua vontade, mas sim apoiando e incentivando que o seu coração seja sempre o repouso tranquilo da sua alma...
Assim desconstruiremos padrões do que esperam de nós para gestarmos a Mulher que somos, e com isso parirmos seres humanos independentes e confiantes de si.
Carol Shanti
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