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domingo, 7 de junho de 2020
terça-feira, 2 de junho de 2020
terça-feira, 26 de maio de 2020
quarta-feira, 20 de maio de 2020
sexta-feira, 15 de novembro de 2019
Astrologia, Consciência Cósmica
Revelar a verdade do ser: era esta, para os gregos – pelo menos até ao séc. V a.C. – a função da educação. Nobilíssima e ampla visão (entretanto extraviada, perdida, esquecida e largamente ignorada pela nossa chamada “civilização”); não só da educação, dos métodos e dos objetivos de qualquer pedagogia: mas da natureza do Homem, do seu potencial, da sua condição – bem como das condições necessárias e meios adequados para que este se pudesse (ou possa!) cumprir.
E além disso – para o que nos interessa aqui e agora – a visão grega da educação oferece-nos um vislumbre do que é, ou pode ser, a visão astrológica, metafísica, e encantada da vida.
Tempos houve – há mais de 2500 anos! – em que educar um (“o”) Homem consistia, antes de mais, no exercício do direito – e do dever! – de se reconhecer, e cumprir, como obra de arte viva, ética, e criadora. Isto é, como uma criatura capaz de se conhecer, transformar, e honrar conscientemente os “poderes divinos” de que era criação, ele próprio, e herdeiro.
Nessa altura, o conhecimento intelectual e o fascínio/obsessão pelo mundo material não só eram secundários, mas preocupações menores perante a principal, mais essencial e decisiva tarefa perante a própria existência: conhecer-se, às divindades que através de si viviam, e aos dons, tarefas, caminhos e talentos por eles dispensados a cada um pelo seu nascimento.
Essa visão do Homem e da sua educação subsistem, ainda hoje, sob a forma de uma “pedagogia cósmica” a que chamamos de Astrologia.
“A finalidade [da educação, na Grécia Antiga] era aproximar os homens dos deuses, aproximá-los da (…) força criadora dos deuses da antiguidade (…), que nada mais eram do que princípios cósmicos. Por ocasião do nascimento do jovem, ele era consagrado a certas divindades, segundo sua carta astral. Era a astrologia arcaica, onde o nome que o indivíduo receberia revelaria seu destino, indicando caminhos a percorrer e os talentos a realizar.
O herói era aquele que conseguiria cumprir seus talentos e o traidor seria aquele que se esqueceria deles (desperdiçaria). Portanto, era fundamental o conceito de verdade. Conseguia ser ele próprio, expressando no corpo, no exterior e no interior, tudo aquilo que trouxe de outras existências. Realizar os talentos era tornar-se verdadeiro. A educação arcaica era voltada para a verdade, e não para o conhecimento intelectual. Este era secundário, e a revelação da verdade era fundamental (…)”. Viktor D. Sallis
Isso era o essencial da educação para os gregos antigos: ensinar o Homem a ser Homem, tornando-se cada vez mais divino – através da descoberta e exercício dos princípios divinos manifestados em si como talentos. Os talentos, oferecidos pelos deuses a cada um por ocasião do seu nascimento, deviam ser honrados e cumpridos: e era isso que revelava a cada um, precisamente, o seu próprio destino.
Dito de outra maneira: o “destino” de cada Homem era cumprir e exercitar os talentos e os dons próprios com que tinha nascido – assim cada Homem podia, à medida que exercia os seus dons próprios de origem divina, servir a Criação.
Já não é essa, nem pouco mais ou menos, a “visão” moderna da educação.
Hoje em dia domesticam-se, instruem-se – não se “educam” – e programam peças produtivas de uma engrenagem chamada “sociedade capitalista”, baseada no dinheiro, no consumo, e na auto-glorificação do ego humano dissociado da sua dimensão e natureza divinas – e no altar dos deuses cultuamos o dinheiro, o poder e a fama.
Assim, por exemplo, tudo aquilo e todos aqueles nascidos sob a égide do deus Ares – em termos de signos zodiacais, Carneiro e Escorpião – têm como “destino” e “natureza” cumprir os talentos e os dons associados ao seu deus “regente”. Estes tornam-se, através das circunstâncias próprias da sua existência (e se aproveitar conscientemente as crises e as oportunidades que inevitavelmente a acompanharão), cada vez mais capazes e conscientes de atualizar o potencial da divindade Ares/Marte que através da sua vida particular procura expressar-se.
Estes constatarão, por exemplo, que todos os conflitos, desafios e lutas da sua existência são oportunidades (“divinas”) de exercitar os dons da coragem, audácia, autonomia, capacidade de permanecer sobre os próprios pés, lutando pela vida e por direitos – ou contra circunstâncias limitadoras e opressoras. E ao lidar com estas tarefas existenciais, ninguém está a ser “contrariado” nem castigado pela vida, mas a ter a oportunidade de se cumprir e conquistar a si mesmo, na sua dignidade, na sua essência, na sua humanidade, e na sua divindade imanente.
Mas isso, claro, requereria uma educação profundamente diferente da nossa. E por estes tempos, ou regressamos aos clássicos e às origens, e ao que de melhor delas se perdeu e precisamos recuperar, ou estudamos Astrologia, que vai dar quase ao mesmo. E podemos começar a reconhecer a imensidão dos dramas cósmicos, míticos e mágicos que se movem e vivificam dentro de nós, os deuses que nos habitam,
E o que temos nós de fazer para atualizar os poderes divinos que nos deram origem.
Nuno Michaels
terça-feira, 12 de novembro de 2019
Regresso à Casa da Partida
... se houvesse alguma coisa mais valiosa de dizer ou escrever, neste momento
do que a incomunicável cumplicidade silenciosa, em comunhão,
enquanto tudo se desfaz, ainda assim permanecendo fidelissimamente aberto
o Delicado Coração, o Coração Inocêncio,
o Ser observando o sem fim que aparentemente termina,
o Ser sem mente: o Ser Inocêncio
observando o sem fim que aparente termina
- muda de forma, e se refina - mistério imenso
ondas de choque
e silêncio.
observando a Vida como fases da maré:
na vazante, a despedida
e na cheia, um novo início.
a cada viagem, que é um Regresso,
uma partida, um recomeço
neste tremendo mistério, o indício
em cada morte, de toda a Vida
e se cada viagem é Regresso
e cada partida, recomeço
agradeço à Vida por cada fase, cada onda, e lhe peço
- enquanto nos leva, eleva a todos em sua asa -
que seja leve para quem parte, e para quem fica,
a viagem de regresso a Casa
e alegre a chegada, que é despedida,
enquanto regressamos todos a Casa
e chegados ao fim do sem fim
acabamos todos por regressar
de malas feitas, sem bagagem,
à Casa da Partida
... se houvesse pois, neste momento, alguma coisa mais valiosa de dizer ou escrever,
do que a incomunicável cumplicidade silenciosa, em comunhão,
enquanto tudo se desfaz, e refaz, e flui, e dilui,
o Delicado Coração, enquanto puder Inocêncio,
aberto ao que há de mais terno, e ainda assim fugaz,
di-lo ia por escrito - mas assim sendo fica dito
tudo
o que há para dizer neste momento
só pode ser dito em silêncio
só pode ser dito o que pode ser dito pelo não dito
que a Vida move-se para a frente e para trás num movimento infinito
como maré que enche, como maré que vaza
Vida que vai e vem e chega e parte, e nos leva na sua asa,
Vida real ou sonhada, abraçada ou sofrida
celebrada ou adiada,
nem sempre aceite, ou compreendida,
Vida que sempre regressa a casa
a preparar nova partida...
Nuno Michaels
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Despedida...Passagem,
Nuno Michaels
segunda-feira, 21 de outubro de 2019
Astrologia, a poesia esquecida
Vivemos numa era encantadora – mas desencantada. Encantadora pelo mundo de possibilidades à nossa frente e à nossa volta: graças aos avanços tecnológicos, industriais, científicos, médicos, materiais, computacionais, comunicacionais, etc, dos últimos séculos, temos o mundo material praticamente dominado e vergado à nossa inteligência e vontade. Prolongámos os nossos sentidos e estendemos a esperança média de vida.
Temos em regra melhores condições de vida e saúde, melhores abrigos, mais e melhores alimentos, aprendemos a manipular o fogo, a electricidade, os materiais físicos, os elementos da tabela periódica e até a psicologia humana. Mas não sabemos viver.
Dominamos o planeta e a terra, os ares, os mares, o espaço sideral, os cumes e as calotas polares. Mas não parecemos ter grande respeito, reverência ou sequer noção da sacralidade da vida ao relacionarmo-nos com ela – comportamo-nos como conquistadores, “donos”, ou piratas que saqueiam, violam, abusam, roubam e colonizam… a própria casa. Sem noção, parece, do delicado equilíbrio, interdependência, e unidade essencial de toda a vida.
Temos cremes e cosméticos para cuidar da aparência, do aspeto, da pele – mas não temos o mesmo hábito, genericamente falando, de cuidar também do interior. Lidamos mal com o envelhecimento porque estamos demasiado identificados com o lado exterior, material, da vida: e como não sabemos viver, não vivemos a favor do tempo, também não sabemos envelhecer.
É o drama resultante da ausência de vida interior – porque o exterior, evidentemente, está condenado à corrupção, à degradação, e ao colapso.
É como diz o outro: temos doutoramentos mas não cumprimentamos o vizinho. Partilhamos a casa (o Planeta) e o destino (coletivo da humanidade), mas erguemos fronteiras artificiais, autoproclamamo-nos donos de pedaços do planeta, mantemos os estrangeiros fora dos nossos quintais, separamo-nos por títulos, cor de pele, credo, geografia, estatuto sócio-económico (é só uma questão do critério escolhido para basear uma atitude fundamental).
Competimos, preocupamo-nos basicamente connosco próprios e com os “nossos”. Queremos “ser alguém”, dedicamos vidas inteiras à persecução dessa coisa ilusória chamada “felicidade” (sucesso, reconhecimento, amor, validação, significância, poder, autoproteção). E assim tentamos lidar com a nossa ansiedade existencial básica – e o nosso profundo vazio interior.
Não fazemos ideia do que andamos a fazer com as nossas vidas, além de “conseguir”, “obter”, “conquistar”, “atingir”, “provar”, “chegar”, “parecer”, fazendo, forçando, empurrando, impondo, lutando, aguentando, evitando a dor, buscando o prazer a todo o custo e as compensações da falta de prazer autêntico – às voltas e às voltas, com objetivos exteriores e mais objetivos, que nem quando atingidos parecem trazer preenchimento, paz, sabedoria, liberdade ou realização. E essas, sendo qualidades do Espírito, são, afinal as essenciais – só não se obtêm com coisas exteriores; e é com elas que estamos, lamentavelmente, programados.
Ensinamos às crianças na escola os nomes dos rios e dos reis, mas não competências humanas básicas, que não fazem parte do “programa” – é natural, as escolas, sendo reflexo e sustento da sociedade, são fábricas de “cidadãos” produtivos, obedientes, dóceis, consumidores, e imbecis. Preparam as pessoas para a indústria, mas não para a vida.
É natural que esteja em crise, não só a educação, mas toda a sociedade. Estamos infelizes, solitários, e assustados. É claro! Estamos desconetados. Desenraizados. Desencantados. Desligados.
Perdemos o senso de reverência, atenção, escuta e admiração do mistério da vida, da alma do mundo – e a meio do frenesim e ruído do nosso envolvimento com o mundo material, concreto e exterior, perdemos também a sensibilidade, a disponibilidade, o vagar para nos comovermos e encantarmos com a voz no silêncio.
A poesia não se compreende com a mentalidade de um engenheiro. O subtil não se deixa apanhar pela mentalidade de invasor. Não há fórmulas matemáticas para o essencial do espírito: nem para o amor, nem para o sentido da vida, nem para o heroísmo. Essas são empreitadas do espírito humano, e não objetivos do ego; e é essa a grande doença do nosso tempo. Não a depressão, não a violência, não o alcoolismo, não a psicopatia social, nem a injustiça, a desigualdade, nem as doenças mentais, emocionais e psíquicas; mas o esquecimento. A vida desalmada. Aquelas, são apenas manifestações e sintomas do nosso mal-estar colectivo.
Ora, a Astrologia é uma linguagem poética. Observa o grande cosmos e a perfeição da inter-relação entre todos os seus componentes, vivos e moventes. Faz a sua tradução em termos simbólicos que ajudam o Homem a reconhecer o Universo dentro e fora de si, e a encontrar nele o seu lugar. Mas uma linguagem que só faz sentido dentro de uma visão encantada, mística, mágica, da vida, em que “o que está em cima (céu) é como o que está em baixo (terra), e o que está fora (circunstância) é como o que está dentro (psique, alma)”.
De onde vem “cosmético”? Vem de kosmos que significa, simultaneamente, “beleza” e “ordem” – então a Astrologia é o estudo da beleza e da ordem no Universo, um Universo do qual não somos separados, do qual estamos inconscientemente separados há tempo demais, cheio de simbolismo e poesia, subtil invisível e essencial como tudo o que é espírito, metade da vida é para engenheiros e outra metade para poetas.
Mas acima de tudo, é chegado o tempo de reencantar as nossas mentes e vidas e de nos descobrirmos poemas.
“O essencial é invisível aos olhos”: só se vê bem com o coração.
E tudo o que o coração vê é poesia.
NUNO MICHAELS
quarta-feira, 29 de agosto de 2018
................................... mentalidade pequenina de quintal
A noção (e portanto, o "problema", porque são as nossas noções que no-los criam) das 'fronteiras', dos 'imigrantes' e dos "refugiados" perpetuar-se-ão enquanto a mentalidadezinha do homem pensar em termos de nações, países, posses, e quintais - em vez de pensar 'Planeta, Sistema Solar, Cosmos'.
Nuno Michaels
quarta-feira, 16 de maio de 2018
Surpreendente, seria...
Surpreendente, surpreendente, seria não haver ambulâncias, violência, golpes (de estado) e imprevistos, choques, rupturas, abandonos (liberdade!) e mudanças
(se fores de férias já não é mau, e se não fores, não sei se aguentas sem mudar pelo menos alguma coisa e com urgência)
Surpreendente, surpreendente,
Seria
Não estar o facebook hoje (hoje também) inundado de manifestos e indignação, assim como o mundo real,
cheio de tensão
e o Facebook em brasa (é o Marte quadratura a Urano, nasci com isso e em recepção mútua, sei bem o que é a revolta, a violência, e a impaciência - também sei o que acontece quando não temos causas suficientemente luminosas pelas quais lutar)
o Facebook - que é o livro dos rostos enrubescidos raivosos zangados indignados apoplécticos por estes dias, e enquanto não há nada de realmente construtivo e útil para fazer ao tempo, à energia, à vitalidade - a não ser reclamar como um revolucionário de café, protestar como um cobarde, alvitrar como um velho dos marretas
(não pela política, pelas injustiças, pelas infracções e atropelos dos direitos humanos, pelas invasões injustificáveis a não ser pelos motivos do costume, pelas manigâncias políticas e económicas por detrás dos 'acordos' e das guerras; não pelo peculato, não pelos abusos de poder, não pelos lobbies farmacêuticos, leiteiros, saleiros e açúcareiros, carnificeiros e salmoneiros mas
pelo futebol.
Não é o futebol,
É o desportivismo a dignidade o respeito os direitos os valores os dirigentes a justiça a ética a sociedade
Pois é, pois é
É quando nos cai o lixo no quintal
Porque enquanto é o terreno do outro a arder, que sa fod*
Depois reclamo até contratarem um kamov, kamon,
Mas só quando me tocar a mim.
Casa roubada, trancas à porta.
Surpreendente, surpreendente,
Seria estarmos indignados com a corrupção, a guerra, a destruição do planeta, a ameaça da obesidade, o drama do ensino, a falência do sistema económico e social, as trevas espirituais em que vivemos, os vícios, as doenças e a depressão que dominam a sociedade ocidental, o tédio, e o facto de andar quase toda a gente presa por arames, a um passo de se passarem perante a próxima desilusão, choque ou contrariedade - prontos a explodir e a matar, prontos a implodir, a desistir e a desanimar perante o fluxo próprio da vida e as consequências inevitáveis dos seus próprios destinos, karmas, e escolhas,
Surpreendente, surpreendente,
Seria não haver ambulâncias, choques e indignação por estes dias
Surpreendente, surpreendente,
Seria não ser, uma vez mais, a euro visão ou o futebol o pretexto.
Fátima, Fado e Futebol:
e um gajo tem de se perguntar,
Onde anda por estes dias a nossa senhora de Fátima,
Será que a vamos ver no Jamor?
Este vídeo diz muito sobre a natureza do nosso comodismo indiferente e autista, e o que é necessário fazer para chamar a atenção e motivar a nossa indignação.
O universo já aprendeu como chamar e prender a nossa atenção.
Agora só nos falta a nós aprender a dar atenção ao universo.
Fuck the poor,
É muito mais eficaz *
O Universo sabe bem como nos chamar a atenção, porque sabe onde 'nos' toca *
Nuno Michaels
quarta-feira, 3 de janeiro de 2018
Projectar nos outros
Laura Zalenga
A reação de cada um é diferente quando se depara com algo que está fazendo de errado. Muitos se culpam e se autoflagelam a fim de se livrarem do opróbrio da dor, ou então assumem penitências como se as merecessem por terem falhado com elas mesmas ou com alguém muito próximo a quem não deveriam ter decepcionado.
Nada disso é saudável. Considerando que o arrependimento é uma defesa da mente, uma amostra real do fato de que somos racionais e, portanto, constantemente inundados pela razão apontada pela consciência, em detrimento das ações por impulso ou então sabendo que eram erradas, as praticamos mesmo assim, sentir a culpa no primeiro momento é natural; porém, se não soubermos lidar com ela podemos cair em duas ciladas:
- A primeira é entrarmos em tristeza profunda ou remorso.
- A segunda é procurarmos esconder nossos próprios erros colocando um manto de hipocrisia sobre nossos atos e levantando acusações de erros alheios, os quais muitas vezes foram contados a nós por meio de fofoca ou então através de quem depositou confiança suficiente para nos contar de suas dificuldades.
Ninguém é perfeito.
Com esse preceito em mente devemos entender que ambas atitudes são prejudicais a nós e às pessoas que estão a nossa volta. Elas têm o poder de infectar o meio em que vivemos e provocar um ambiente hostil e desagradável, retirando o equilíbrio anteriormente instaurado antes desse fato vir à tona. A desarmonia causada em muitos casos pode levar os indivíduos a tratarem seus semelhantes com palavras ríspidas ou a desenvolverem sentimentos de aversão, irritabilidade e sede de vingança.
Seres humanos com maiores tendências de apresentar distúrbios de personalidade podem ser protagonistas dessa infeliz realidade e, sendo mentalmente doentes, chegam a enganar a si mesmos e a outros mais desavisados sobre suas deficiências ao contar histórias tristes sobre suas vidas e de como perderam seus entes queridos pela falta de paciência que eles tiveram para com seu temperamento controlador. A culpa nunca é deles, sempre do outro, o outro é quem deveria ter sido mais calmo e presente, compreendido mais ou até mesmo aceitado o modo opressivo de serem.
Se formos observadores o suficiente, poderemos perceber que em grupos sociais não tão extensos, de maneira que cada um tenha oportunidade de mostrar seu ponto de vista e contrapor opiniões, sempre haverá um que tentará, inconscientemente ou não, desestabilizar as reuniões e gerar um clima tenso para todos os que ali estiverem.
A boa notícia é que essa pessoa, ao entender que o grupo está unido ao ponto de não se deixar influenciar pela maçã podre (depois de perceber que se trata de um problema de ordem pessoal e não de um fato em si), acabará se revoltando e indo embora, sem, contudo, deixar de espalhar inverdades a respeito do que viu ou deixou de ver.
Portanto, fica a dica:
Constatada a existência de um indivíduo com essas características, não o exclua de primeira; converse com ele, escute as suas reclamações ainda que ele tente convencê-lo sobre suas opiniões negativas a respeito de todo mundo e o aconselhe a procurar um tratamento psicológico ou psiquiátrico, o que for melhor. Faça isso com respeito para que ele saiba que você o considera alguém importante, que tem muito a acrescentar.
Se a situação não melhorar, não se preocupe. Mantenha a linha e espere. Se ainda assim você vir que não resolveu, seja firme fazendo-o saber no que está envolvido e impelindo-o a tomar uma decisão.
Quanto ao que ele vai dizer após sair dali, não é de sua alçada.
Cabe aos que ali permanecerem trabalhar para que aos poucos o mal implantado seja desfeito por meio da demonstração visual das qualidades, sem dizer uma palavra.
Usando de exemplo, quebra-se o preconceito formado pelo recebimento das informações distorcidas.
Que todos nós saibamos quando estivermos precisando de ajuda para com nossos problemas psíquicos e sociais e possamos ser humildes para aceitarmos o tratamento adequado em vez de contaminar nossos auxiliadores com negatividade e depreciação. Que saibamos também mostrar empatia ao identificarmos quem mais está enfrentando problemas semelhantes e necessite de orientação.
Simone Oliveira
Tommy Ingberg
... e se soubéssemos o que sabemos hoje, garanto (Saturno adora garantias) que as teríamos aproveitado, às vidas e às mortes, de outra maneira, e quem sabe – deus sabe – o nosso escopro teria esculpido, com a sua arte, uma obra diferente para o museu da nossa própria eternidade.
Há quem diga que não se arrependa de nada, mas esses – não são bons da cabeça.
E muito menos se sentem bem do coração, na verdade: ou suportariam a dor inevitável do confronto com o próprio arrependimento, teriam a humildade de reconhecer os seus erros passados, e grandeza de se abrirem à sabedoria com que nos tenta ensinar, a todos, a nossa consciência – a consciência psicológica -; principalmente quando nos pesa (Saturno simboliza o que é pesado), e nos faz lamentar, sofrer, chorar, arrepender – e até deprimir – perante a inevitabilidade e a evidência de não termos feito diferente – imaginando que o teríamos podido, sabido, e querido – e perante as consequências irreversíveis ou pelo menos inevitáveis que viriam a ser as futuras, e portanto o nosso destino, e que não teríamos como saber, ter a certeza, ou sequer imaginar, tantas vezes, enquanto escolhíamos e esculpíamos assim o nosso próprio devir e futuro.
Nuno Michaels
in, Tao en Choice
quinta-feira, 21 de dezembro de 2017
Solstício de Inverno 2017
Maio de 2026
Todos os Planetas Lentos, os que cartografam a evolução colectiva da Humanidade, entraram - depois de um ano de arranques e retrogradações, avanços e recuos - finalmente em signos novos e yang: signos ligados com a projecção da energia para o futuro. Signos de Fogo e Ar, ligados com novos ideais e visões, ideias, e formas de relação, comunicação e sociabilidade.
Urano entrou em Gémeos ao fim de oitenta anos,
Neptuno voltou ao primeiro signo do Zodíaco,
Carneiro, depois de cento e sessenta anos,
Plutão entrou em Aquário em fim de duzentos e cinquenta.
São números aproximados, apenas para nos recordar que Urano precisa de oitenta e quatro anos para dar uma volta ao Zodíaco, Neptuno cento e sessenta e cinco, Plutão duzentos e cinquenta.
Não é algo que aconteça todos os dias, Neptuno (misticismo e transcendência) ingressar no primeiro signo do Zodíaco, dar início a uma qualidade absolutamenta nova, e assim começar uma nova jornada de século e meio; não é algo que aconteça todos os dias, Plutão (transformação colectiva e individual) ingressar em Aquário, signo de ideais sociais e visões de futuro, para só lá regressar um quarto de milénio depois; e não é algo que aconteça todos os dias, Urano regressar a Gémeos, depois lá ter passado pela última vez em meados da década de 1940, a propiciar saltos quânticos na mentalidade colectiva e nas formas pelas quais comunicamos e nos transportamos. As cidades futurísticas dos anos 90 do século passado são, agora e cada vez mais, a realidade.
Até Saturno - principalmente Saturno - que cartografa, juntamente com Júpiter, a maneira como as culturas e as sociedades “filtram” as energias cósmicas mais impessoais e "universais" representadas pelos planetas mais lentos, e procuram - tantas vezes sem consciência disso, é evidente - dar-lhes forma e expressão - através dos paradigmas (paradigma, na acepção que lhe deu Thomas Kuhn) e das instituições sociais a quem cumpre exercer, dentro da consciência colectiva, o papel que lhes cumpre para que se cumpra o “zeitgeist” de cada tempo histórico; até Saturno, dizia, que representa o filtro social das energias universais ingressou num novo signo, num novo ciclo, e está pronto para mais uma viagem de trinta anos: acabou de ingressar (também ele) em Carneiro.
Estamos em Maio de 2026, e o início de uma nova Humanidade e de uma nova consciência colectiva desponta, como aurora, no nosso horizonte comum.
Até lá, ter-se-á cumprido largamente o inevitável, mas também: a consequência de todas as escolhas que, individual ou colectivamente, tenhamos feito até lá.
Janeiro de 2020
Saturno encontrou Plutão em Capricórnio - uma combinação difícil e pesada, marco na evolução/transformação social: das últimas décadas, dos próximos anos, das próximas décadas. O poder começou a apertar ainda mais, com regras ainda mais rígidas e o controlo social cada vez mais descarado: era o velho mundo, aquele nascido com a revolução industrial e capitalista, a estrebuchar - enquanto a inevitabilidade da evolução quer passar o testemunho ao futuro que aí virá, e o futuro é de fraternidade: não é de controlo das massas por um número restrito de indivíduos e corporações.
Os plutocratas começaram a sentir o poder a escapar-lhes das mãos, como quem percebe que o cavalo que selou afinal não é assim tão dócil, e começa a segurar as rédeas cada vez mais curtas, com força e violência, fazendo estalidos com a boca, ameaçando com castigos - mas cagados de medo perante a possibilidade de caírem do cavalo abaixo.
O cavalo já não vai em cantigas (nem em filmes de hollywood, nem em fake news, nem em futebóis), e por todo o lado começa a ouvir outros cavalos a relinchar, com dor, e em protesto.
O cavalo nem se importa de pôr a sua força ao serviço da fazenda, mas quer ser respeitado, porque ao fim de muitos anos de escravidão e de sofrer com a sua própria negligência percebeu às suas próprias custas que cada um tem o seu lugar, a sua função, e a sua dignidade. Os capatazes e os seus patrões não sabem o que isso é, porque não conhecem nada além do seu próprio desejo de poder - que é como quem diz, da sua ambição cega e do seu medo.O ano seguinte, de 2021, é um ano de grande tensão social. Mas a evolução é inevitável.
2020 foi um ano marcante, marcado pela conjunção de Saturno a Plutão: assinatura astrológica clássica de períodos difíceis, de guerra, exercício de poder, controlo apertado, cristalização do poder, conflitos, assassinatos, dificuldades para as massas, fomes, pragas, guerras, extermínios. Sempre com a sociedade civil, e as massas, a serem dizimadas e sacrificadas como peões do jogo do poder.
Não é novidade nenhuma na nossa história colectiva - a nossa história escreveu-se, tantas e tantas vezes, disso: a primeira guerra mundial começou e foi despoletada por um assassinato, durante uma conjunção de Saturno-Plutão. O período do pós-guerra da 2ª guerra mundial coincidiu com uma conjunção Saturno-Plutão. A guerra das Malvinas ocorreu durante a mais recente conjunção de Saturno-Plutão, assim como os conflitos entre a Índia e o Paquistão - e tantos outros, no mundo e ao longo da história - coincidem com as conjunções de Saturno com Plutão, que acontecem sensivelmente de trinta e muitos em trinta e muitos anos.
E estamos em Janeiro de 2020, e Júpiter vai a caminho de encontrar Plutão - até Novembro desse ano tê-lo-á encontrado três vezes, devido aos movimentos de retrogradação, antes ainda de encontrar Saturno, já no início de Aquário, para a sua conjunção (algo que ocorre de 20 em 20 anos, mas invariavelmente em diferentes signos) a 21 de Dezembro de 2020, no grau 0 (zero) do signo do aguadeiro.
Talvez a presença e a passagem de Júpiter por Capricórnio tenha ajudado a suavizar a combinação Saturno-Plutão, e trazido para essa rara conjunção em Capricórnio (só acontece uma destas conjunções em Capricórnio, digamos, de quinhentos em quinhentos anos - aproximadamente, e em média: o que sabemos é que a anterior a esta de 2020 terá sido em Janeiro de 1518, e a próxima será em 2754) uma oportunidade.
Foi, foi.
É que foi assim, pela graça de Júpiter, que no ano de 2020 uma nova ordem social começou a surgir, e uma nova qualidade de poder a ser exercido, mas não só pelos plutocratas, políticos e corporações do costume - os montados do costume: começaram a surgir, com a conjunção Saturno-Plutão, poderes mais conscientes, líderes mais conscientes, e novas formas de participação social por cidadãos e organizações mais conscientes, responsáveis, e colectivamente mobilizadas.
O poder deixou de estar exclusivamente nas mãos dos tradicionais senhores do mundo, embora este o tentem exercer com cada vez mais controlo. Meios de comunicação, leis, “saúde”, “educação”, instituições económicas, os lobbies, tudo conspirando ainda mais forte - e de forma ainda mais descarada - para que uns poucos não percam privilégios e continuem a dominar o mundo.
Mas o poder começa a entrar em crise, que é como quem diz, num momento de rara oportunidade.
Não só porque a conjunção de Júpiter e Saturno a 21 de Dezembro de 2020 aconteceu no grau 0º de Aquário, prenunciando a “nova era” de que se vinha falando há décadas e décadas, mas acima de tudo - porque os Homens haviam decidido, uns anos antes, acordar.
E começar a assumir responsabilidade pelo destino colectivo da Humanidade, da Terra, do planeta, e dos recursos (naturais, financeiros, etc.). Pela sua saúde. Pela sua dignidade. Pela sua humanidade. Pela sua auto-determinação. Pelo uso consciente, responsável e livre das suas próprias vidas, recursos, e poder produtivo. Pelo uso livre da internet. Por alternativas melhores aos sistemas tradicionais. Pela justiça, pela paz, e pela cooperação em vez da competição e da alienação que tinham vindo, insidiosamente, a fragmentar todo o tecido social e humano.
A revolução começou a sair dos comentários no Facebook, e começou a traduzir-se em movimentos cívicos concretos e numa inaudita capacidade de contribuir para a revolução: de consciências e estruturas.
Enquanto outra parte do mundo cristalizava, paralisava, e se deixava obedecer docilmente à tirania, às estratégias da velha ordem, e deixava que lhe apertassem as rédeas, defendendo a importância dos cavalos serem controlados para não lhes acontecer nenhuma desgraça: o medo de sermos livres provoca orgulho em sermos escravos - e para não perder benefícios, a ilusão de segurança, e o direito a viver sem se incomodar, refugiou-se do desconforto e da miséria irreparável em que as suas vidas se tornara ainda mais decididamente no entretenimento, na alienação e na fuga escapista que a tecnologia, cada vez mais avançada, proporcionava, e nas novas drogas, frutos da engenharia, e nos chips de identificação, e nas vacinas para se proteger contra as doenças - reais, prováveis, improváveis ou inventadas, e no seu direito ao consumo (de carne, de leite, de medicamentos, de políticas conservadoras, de álcool, sal, açucar, anti-depressivos, flúor, etc.), e nos avanços promissores da ciência, cada vez mais inspirada na genética, na engenharia, na informática e na robótica - de tal maneira que a fronteira entre humano e tecnológico estava cada vez mais esbatida, e a tecnologia dava às pessoas esperança, vidas mais “boas” ou longas, mas não necessariamente melhores nem mais preenchidas do essencial.
E o mundo foi assim palco de uma clarificação de como há diferentes maneiras de viver, ou sobreviver, consoante os valores e os horizontes que as consciências individuais privilegiam - e que a “sociedade”, afinal, é o resultado de todas estas forças, movimentos, interacções, e inter-influências, com o poder exercido por aqueles a quem é entregue, e como dizia o Nietzsche, “quem não obedece a si próprio será comandado”.
Uns quiseram e puderam assumir o poder de mudar o mundo, e outros escolheram não o fazer, deixando que o poder continuasse nas mãos de uns quantos, trocando assim a responsabilidade pela conveniência, e optando - aparentemente - por existências com menos "ondas".
E o mundo dividiu-se, ou melhor, revelou claramente, à medida que as opções individuais e colectivas se cristalizavam, a diferença entre quem luta por obedecer a si próprio e à sua própria consciência, e quem simplesmente não luta, só obedece. Ou melhor, luta: mas apenas por aquilo que reforça e mantém a sua própria obediência.
Assim, a principal boa notícia desse ano de 2020 nem foi que a Astrologia estava novamente em alta, e a recomeçar a fazer parte da educação de um número crescente de indivíduos em toda a parte, que lhe reconheceram o poder de ser uma linguagem extraordinária para o auto-conhecimento, a compreensão da vida a uma escala maior do que o umbigo, a ignorância e a amnésia cósmica,
a boa notícia foi que o Homem, ou melhor, um número finalmente significativo de homens e mulheres de boa-vontade decidiu assumir responsabilidade integral pela sua própria vida, e assim, começaram a tornar-se em Autoridades que viriam a contrapôr os tiranos exploradores, manipuladores e reptilianos de outrora - uma alternativa ao poder tradicional estava nascida,
os cavalos já podiam sonhar com outros horizontes,
e tudo começara uns anos anos,
no Solstício de Inverno de 2017.
Foram dias extraordinários, aqueles. Na madrugada do dia 20 de Dezembro desse ano, três horas antes de nascer o Sol, Saturno regressava a Capricórnio, depois de haver abandonado o principal signo sob sua regência 26 anos atrás (Saturno rege os dois Signos do Inverno no nosso hemisfério: Capricórnio e Aquário; se bem que Aquário, para ser original, acabou por descobrir para si próprio um novo regente quando se avistou o excêntrico planeta Urano no século XVIII, e lá foi encontrando maneira de dividir o mal pelas aldeias, ou melhor, de se dividir, o Aquário, pelos dois. Enfim, modernices!)
Há vinte e seis anos atrás, depois do pôr-do-sol (na verdade o Sol já se tinha posto, e quem se estava a pôr, a essa hora exacta, era Vénus; e Marte tinha acabado de culminar), Saturno deixou o seu domicílio, Capricórnio, para uma longa jornada pelo Zodíaco que só viria a cumprir-se agora, hoje, no dia 20 de Dezembro de 2017, com o regresso ao seu domicílio de famoso fiscal do Zodíaco (Saturno fiscaliza, enquanto se desloca, distribuindo recompensas e castigos consoante o que encontra pelo caminho; e como simboliza o reconhecimento e sucesso, e tem má fama, é o famoso fiscal do Zodíaco): até é caso para dizer, quando Saturno regressa ao domicílio, e se Saturno fiscaliza, que isto é que se chama domicílio fiscal. Ou então, fiscal ao domicílio.
Eram dez para as oito da noite do dia 6 de Fevereiro de 1991 quando Saturno deixou esse seu domicílio da última vez – a Guerra do Golfo tinha acabado de começar, três semanas antes, e tanta vida (e tanta morte), tanta oportunidade, e tanto, tanto puro tempo em branco por desvirginar e escrever em pedra com o cinzel das nossas escolhas, viriam aí pela frente; e se soubéssemos o que sabemos hoje, garanto (Saturno adora garantias) que as teríamos aproveitado, às vidas e às mortes, de outra maneira, e quem sabe – deus sabe – o nosso escopro teria esculpido, com a sua arte, uma obra diferente para o museu da nossa própria eternidade.
Há quem diga que não se arrependa de nada, mas esses – não são bons da cabeça. E muito menos se sentem bem do coração, na verdade: ou suportariam a dor inevitável do confronto com o próprio arrependimento, teriam a humildade de reconhecer os seus erros passados, e grandeza de se abrirem à sabedoria com que nos tenta ensinar, a todos, a nossa consciência – a consciência psicológica -; principalmente quando nos pesa (Saturno simboliza o que é pesado), e nos faz lamentar, sofrer, chorar, arrepender – e até deprimir – perante a inevitabilidade e a evidência de não termos feito diferente – imaginando que o teríamos podido, sabido, e querido – e perante as consequências irreversíveis ou pelo menos inevitáveis que viriam a ser as futuras, e portanto o nosso destino, e que não teríamos como saber, ter a certeza, ou sequer imaginar, tantas vezes, enquanto escolhíamos e esculpíamos assim o nosso próprio devir e futuro.
Eram dez para as oito da noite, a Guerra do Golfo tinha acabado de começar há três semanas, tantos de nós ainda nem sequer tínhamos nascido, outros tantos de nós ainda não haviam morrido, outros ainda não se tinham ainda deixado abater pelo peso das contrariedades e da vida, tornando-se assim a pouco e pouco uma espécie de mortos-vivos: embora vivos – aparentemente – tenham começado a morrer enquanto continuavam a viver: mas não propriamente.
Porque isto de uma pessoa se levantar, comer, respirar, fazer xixi, defecar, ir enganando o passar do tempo, opinar, gemer, arrastar-se, cumprir, repetir gestos mecânicos, fornicar, anuir, não quer dizer que esteja viva: quer dizer simplesmente que existe, e que até ver, vai sobrevivendo. Não quer dizer que haja alegria, esperança, vitalidade, emoção, comoção, entusiasmo, projectos de futuro e de sonho, força para batalhar, amar, e servir. Quer dizer simplesmente que apesar de não estar morta, não se pode considerar propriamente viva: foi Saturno (não o planeta, mas a sua própria rigidez) quem lhe arrefeceu o calor no centro do peito, por não ter sido capaz ou escolhido aproveitar as oportunidades da vida, por difíceis que fossem, para fazer de Si Amor. Resistiu aos embates como se de contrariedades se tratassem, e assim, em vez de fazer Amor com a Vida, e de deixar que a Vida fizesse Amor dela, passou a sentir-se assim: sistematica e irremediavelmente fornicada pela vida. Sem gozo. Sem prazer. E sem sentido.
Abrutalhou-se-lhe a sensibilidade, amarfanhou-se-lhe a esperança, encurtaram-se-lhe os horizontes, arrefeceu-se-lhe o espírito inocente e esperançoso com que nasceu, porque assim nascemos todos: e decidiu que esta Vida não era para ela, quando no fundo – era ela quem não se dispôs a servir para esta Vida.
E como uma flor, começou a murchar muito antes do tempo. Porque enquanto há Vida, há desabrochar, há movimento, crescimento, e mudança: enquanto há Vida, e Amor, não há murchar – há florança.
Eram dez para as oito da noite do dia 6 de Fevereiro de 1991, e Saturno avançava para Aquário, deixando para trás, no seu signo de Capricórnio (já lhe podemos chamar: no seu domicílio fiscal) o revolucionário Urano e o sonhador Neptuno - que se encarregariam entre si, nos anos seguintes, de nos puxar muitas vezes o tapete debaixo das estruturas pessoais seguras que haveríamos de querer construir, e que andámos a tentar construir, apenas para nos despertar para a evidência de que o Grande Arquitecto há-de ter (e tem!) para a morada de cada inquilino um plano provavelmente diferente daqueles de quem lá mora - e que a única maneira que um inquilino tem de adaptar a sua existência à morada que lhe foi atribuída, e pela qual é responsável como locatário e usufrutuário, é estar em contacto com o Arquitecto Divino, deixando que este lhe transmita as suas impressões e planos, para não estar – o inquilino – a perder tempo a edificar paredes onde se planeia um espaço aberto, nem a deixar ao abandono e ao léu as divisórias que precisam vir a servir de arrumo, nem a demitir-se de fazer as obras necessárias de manutenção, nem a deixar-se ficar a dormir – ou fora de casa, alheado do que lá se passe - quando chega a hora de uma renovação completa, de uma mudança, de um despejo, ou de obras de fundo.
E por falar em obras de fundo, renovações, e remodelações – a mais recente começou quando chegou Plutão a Capricórnio, em Novembro de 2008, e não se acabam as obras de renovação antes de 2025. Mas isso... já o inquilino percebeu há muito tempo. Que as obras começaram e estão para durar, digo.
Mas agora estamos em Dezembro de 2017, são quatro da tarde, e há doze horas (meio dia) que Saturno ingressou novamente em Capricórnio (já não o fazia desde Fevereiro de 1988) e se prepara para aí passar os próximos dois anos e meio.
Não é que venha só fiscalizar o decurso das obras que mandou fazer ao serviço do Grande Arquitecto, e a maneira como o inquilino compreendeu e executou o que lhe era, por sua parte, exigido
(não há nada melhor do que um inquilino respons_ábil, e Saturno adora que se conformem às suas directrizes: há quem sinta que são ordens, mas Saturno sabe – pese embora a ignorância, a indolência, a rebeldia ou a estupidez d’alguns inquilinos – que não são ordens, propriamente, se bem que sejam ordens, sim; são mais bem instruções para o sucesso. Se queres viver bem nesta casa, diz Saturno, tens de cumprir com uma série de tarefas – afinal, quem boa ou má cama fizer, nela se deitará; faz o que te digo, e vais adorar a experiência; se não obedeceres às instruções, vais ter uma experiência muito frustrante de viver nesta casa, porque o Arquitecto tem planos para o condomínio Gaia e não é por causa de um inquilino - ainda por cima é um aluguer de curta duração - que vamos mudar os planos. Compreenda, senhor inquilino, não vamos mudar as paredes de sítio só porque a si lhe apetece passar por ali, mas vamos estar cá sempre para o recordar das regras de convivência, urbanidade e educação para vivermos todos com sucesso neste condomínio, mesmo enquanto decorrem as obras: e está sempre qualquer coisa em obras. A seguir às casas, vamos tratar das antenas. E eu passarei aqui de trinta em trinta anos, um pouco menos, para me certificar de que está tudo em ordem, e que inquilinos merecem um louvor, que inquilinos merecem uma reprimenda, aliás, se me permite, corrijo – passo a vida a fazer isto, quero dizer, a pedir permissão e a corrigir: o que quero dizer é que mix de louvores e reprimendas merece cada inquilino dos que cá vivem. Quais estão para fazer check-in, para lhes começar a explicar as regras, e quais estão para fazer check-out, para lhes escrever a carta de recomendação para as suas moradas futuras. E agora se me permite, senhor inquilino... e Saturno continua.)
Mas não é só para fiscalizar o decurso das obras, nem o comportamento de cada inquilino, que Saturno cá vem desta vez.
Desta vez traz uma oferta de trabalho.
E no dia 21 de Dezembro, entre as dez para as nove e nove e dez da noite (Saturno é muito rigoroso e orgulhoso da sua invenção, o relógio; outras das suas invenções são o cronómetro – Saturno é o deus Cronos da mitologia -, a agenda, o calendário, e todas as outras formas de medir, quantificar e dividir o decurso inevitável e irreversível do tempo; é a sua maneira de garantir que todos os inquilinos têm um referencial comum, embora cada um o viva à sua própria maneira, para se organizarem nas suas vidas colectivas, e para irem medindo o tempo que já permaneceram no condomínio Gaia, de modo que assim podem ir tendo noção de que o tempo vai passando, porque afinal, tudo passa. Até Saturno passa, no mesmo signo, de trinta em trinta anos, e quando o faz, já encontra tudo diferente),
Entre as dez para as nove e nove e dez da noite de dia 21, dizia, Saturno aproveita a visita do Sol, que todos os anos passa lá naquela data para descansar durante três dias, durante as noites mais longas do ano, e antes de recomeçar a sua ascenção novamente até culminar no Solstício de Verão, onde estará novamente no seu auge, para aproveitar – Saturno não gosta de desperdiçar oportunidades - um raro momento de encontro, esta feliz coincidência de se encontrarem Saturno e o Sol no grau 0º de Capricórnio, o momento do Solstício: um encontro raro que já não se via há muitos anos e que levará muitos anos a dar-se outra vez, para fazer aos inquilinos todos, em simultâneo, uma proposta de trabalho que lhes dará o que fazer durante muitos e longos anos:
Uns de nós, como nos ensina o Sol, cumprem-se fazendo poesia, outros ciência, outros ensinando, outros dançando, outros cuidando de jardins, fazendo obras, caridade, falando, escrevendo, investigando, carregando pedra, moendo trigo, fazendo pão, distribuindo pão, ordenhando ovelhas, fazendo queijo, fazendo café, fazendo consultas, criando beleza, competindo, treinando, ensaiando, repetindo,
Cada um de nós, como nos ensina o Sol, é absolutamente único: e há uma qualidade específica, diferente para cada um, que lhe faz o Coração leve, aberto, expandir-se, e traz alegria, e prazer, e brilho, e graça, e permite assim que o Mundo (o condomínio Gaia) se enriqueça recebendo do Dom único de cada Espírito encarnado
(emprestamos e gerimos casas a espíritos, podia Saturno ter escrito no seu cartão de visita, mas não chegou a fazê-lo; também não precisava, era o seu negócio e toda a gente sabia, e quem não sabia, havia de perceber – era só, porque era tudo, uma questão de Tempo, e do Tempo, Saturno é que sabia)
E esta é uma altura absolutamente única para cada Um de nós, inquilinos, iluminar – graças à presença do Sol no grau 0º de Capricórnio enquanto Saturno também acabara de aí chegar – o que é que o faz realmente feliz como Espírito - embora tenha de aprender a funcionar de acordo com as regras do condomínio, e sempre com a consciência do bem-comum no Coração e em mente -; e esta é uma oportunidade rara que eu, Saturno, ofereço a todos os inquilinos de decidirem e escolherem que Trabalho querem ter aqui na comunidade:
É verdade que todos temos, mais ou menos, tarefas atribuídas e circunstâncias criadas pelas nossas – pelas vossas – escolhas passadas; e também é verdade que nem sempre, ou raramente, as estruturas (Saturno) das vossas vidas coincide com a verdade mais autêntica do vosso Coração (Sol): a não ser hoje, que é dia 21 de Dezembro de 2017, e são nove da noite, e estamos todos alinhados:
eu, Saturno, acabado de regressar a casa, para fiscalizar, distribuir recompensas e recompensas, e trazer a oferta de um trabalho futuro; vou a caminho de Plutão (encontro-me com ele em 2020, e tudo o que seja estrutura correcta ao serviço do Arquitecto há-de encontrar Poder, e o poder de transformar o sítio onde todos nós vivemos), e além disso – não há nada de mais importante, como sabes, do que assumir neste condomínio uma função, um papel e uma responsabilidade que sirva o colectivo enquanto te serve a Ti também,
o Sol, repousando e poisado durante três dias e ganhando ímpeto para voltar a subir nos céus, ganhando no momento de recolhimento a oportunidade de recordar, isto é, de se trazer de volta ao Coração (sabias que “saber de cor”, em inglês, é “to know by heart”? saber de cor é saber no Coração, é aquilo que é impossível esquecer – é aquilo que é sempre possível lembrar); o Sol, agora, está na zona menos elevada do seu percurso anual, como um menino deitado, um menino sem estatuto ou condições acabado de nascer no meio da palha – um menino que virá a ser o rei dos homens, note-se, mas apenas porque se descobrirá como espírito encarnado e filho do Grande Arquitecto, nascido para servir e cuidar de cada um dos seus irmãos;
e tu, que és inquilino e por esta altura já compreendeste que há um Arquitecto que tem os seus próprios planos e projectos para isto tudo - e que passam por proporcionar a melhor experiência possível a todos os inquilinos do condomínio, para o bem maior e comum, e que conta contigo para colaborares com os seus planos,
- como é que te propões colaborar com o nosso Arquitecto?
- Como é que queres ser lembrado, quando fizeres o check-out?
- O que é que queres ter deixado aqui, de autêntico, de teu, de único, legado do teu próprio, inconfundível, irrepetível, delicado Coração?
- Que obra queres deixar?
- A que queres dedicar os teus próximos anos aqui, na comunidade condómina?
- Qual é o teu sonho, agora que já percebeste que há planos de inquilinos, e há planos do Arquitecto, e como é maravilhoso quando coincidem? E sabes por quê, não sabes? Porque o que escutas no Coração, é o Arquitecto que te fala. É essa a tua via de comunicação e contacto com ele.
Alguma vez te tinha ocorrido que não é na cabeça que o encontras,
Mas no centro do teu peito?
Anda lá. Estou Aqui, sou Saturno, trago-te prendas e aprendizagens de trinta natais passados, e quem sabe até alguma tristeza, nostalgia, arrependimento, saudade, oh tempo volta para trás, não posso, nem tu, mas
Trago-te a prenda maior para os natais futuros.
Não podes voltar atrás, a não ser na memória e na imaginação:
Mas podes virar-te para a frente, definir uma intenção, assumir um compromisso, e incluir no teu compromisso o respeito e o reconhecimento por tudo o que experienciaste, viveste, recebeste, descobriste, aprendeste, até hoje: por tudo o que te foi dado a viver. Por tudo o que te foi dado. Por tudo.
(eu sou Saturno e gosto de simplificar ao essencial).
Então diz-me lá, como é que vais honrar toda a tua história, a riqueza de tudo o que sentes, a riqueza de tudo o que és, e de tudo o que podes vir a ser,
E como é que vais pôr-te, e ao resto da tua Encarnação, ao Serviço,
Fazer disso uma Empresa,
E de cada passo dado nessa direcção,
A tua noção de Sucesso?
A tua noção de Responsabilidade?
A tua noção de Destino?
A tua noção de Realização?
A tua noção de Propósito?
A tua consciência de que só porque tu viveste,
Alguém mais viveu melhor,
E porque tu te fizeste,
Se fez mais, o Amor *
... são quase nove da noite de dia 21 de Dezembro. Este ano há prenda de Natal antecipada. E Saturno, pacientemente, mas sem mais tempo a perder,
Quer ouvir a tua resposta -
Para te dar a listinha dos encargos para os próximos anos.
E não é para te angustiares, porque não é obrigatório que "lá" chegues:
É só para saberes ao que andas,
(o que aqui vieste realmente Ser, e como consequência disso, fazer)
e para que quando o Grande Arquitecto espreitar, a ver o que andas a fazer, e assim a tornares-te
Tu estejas mesmo, e sempre, a Caminho *
de ti. Do teu passado. Do teu futuro. Da tua própria etern_idade. Transportando para o futuro, como um Presente, o presente o futuro e o passado: todo o Tempo num só, e com esta breve passagem: tudo recebido e oferecido como um único Legado.
Nuno Michaels
in, Tao en Choice
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domingo, 10 de dezembro de 2017
Eclipses de 2017-18
para destacar
– inevitavelmente –
os trânsitos actuais
e os eclipses recentes
(7 e de 21 de Agosto)
e próximos
(31 de Janeiro e 15 de Fevereiro,
27 de Julho e 11 de Agosto de 2018),
todos eles no eixo Leão-Aquário
...
desde Maio deste ano, 2017, e até final de 2018, os Nódulos da Lua estão e estarão a atravessar o chamado eixo da Individuação e da Participação Colectiva (Nódulo Norte em Leão, Nódulo Sul em Aquário).
Somos todos chamados a reinventar-nos, a assumirmos e a criarmos (sim, a criarmos) uma Nova Identidade. Não só para nos actualizarmos e cumprirmos, mas também para nos reintegrarmos e contribuirmos.
Esta “Nova Identidade” estará, no essencial e do ponto de vista astrológico, intimamente ligada com a natureza do Sol de cada um (astrologicamente: Signo, Casa, Aspectos, etc.) e os posicionamentos ligados a Leão; e, espiritualmente, com o nível da consciência individual, ou seja, com a capacidade relativa de Ser, Reconhecer, e Expressar Amor a níveis cada vez mais inclusivos e (palavra carregada:) “incondicional”.
Somos todos chamados a ser expressões mais integradas e conscientes do que “Leão” significa na vida. E tudo o que possa ser dito sobre isso, estará aquém disso. É como o Tao, sobre o qual nada pode ser dito. Se é o Tao, não pode ser dito. Se pode ser dito, não é o Tao.
...
Integrar Leão implica integrar a energia do Pai, do Espírito, do Sol, do Coração, da Irradiação, do Brilho, do Orgulho, e da (auto)Consciência.
Implica ser um centro irradiador, calorífero, e luminoso.
Implica expressar, mas mais do que isso ser, Amor. Luz. Consciência. Uma unidade integrada, potente, e irradiadora de Vida.
Isto implica, exige, e propõe não só estar em contacto com o Centro respectivo, como aumentar o contacto (intensidade e frequência) com esse Centro, como – no mínimo, para que o milagre se possa cumprir – descobrir esse Centro. Isto significa que, aconteça o que acontecer nas nossas vidas, em última análise, destina-se a permitir-nos cumprir esse desígnio, propósito, e destino.
No nosso eco-sistema solar, o Sol é o centro deste sistema particular.
No nosso eco-sistema humano, o Coração é o centro de cada sistema (indivíduo) particular.
Mas grande parte da humanidade ainda não despertou para esse centro, e vive preso dentro da cegueira instintiva do umbigo – literal e metaforicamente falando – e, de certa maneira, num mundo interior relativamente aprisionado à que chamaríamos de “inconsciência lunar”; pois se não há centro, não há Sol; se não há Sol não há luz própria, e aquele/a que não vive e brilha irradiando a partir do seu próprio centro e com a sua própria luz está lunarizado, dependente, alienado, infantilizado: tem que orbitar em volta de qualquer coisa, e permanece o seu Sol quase apagado, a brilhar no fundo das águas; e da mesma maneira que a Lua precisa de mundo para se (pre)encher, empanturrando-se sem nunca se saciar, numa perpetuação de dependências e manutenção das incompletudes, o Mundo precisa de Sois que irradiem, o iluminem, e o enri(a)queçam.
O Mundo precisa que cada um de nós, à sua própria escala, brilhe mais e mais, como um Sol, a partir do seu próprio centro, e em todas as direcções em simultâneo: passado, presente, futuro, “cima”, “baixo”, “atrás”, “à frente”, dentro, fora,...
É que o Sol, quando (re)nasce, é para Tudo.
E com os Nódulos a apontarem um percurso (colectivo, e percorrido por cada um) que toma Aquário como ponto de referência, ou partida, e Leão como direcção a seguir (direcção, não destino), é evidente que estamos todos, cada um à sua maneira, a sermos convocados para nos reinventarmos como mais autênticos, mais amorosos, mais conscientes, mais centrados e em contacto com esse Centro, mais irradiantes, generosos, enfim: mais “divinos”. Ou conscientes. Mais fiéis ao que de mais grandioso pode existir no Centro de cada um de nós.
Leão é a criança divina, filha de Deus, ou dito de outro modo, é Deus expressando-se através de cada uma das suas crianças, criações, e criamónias.
E quando Deus, que é Amor (e símbolo do ser humano completamente realizado) quer cumprir-se, não há que estar com cerimónias – a não ser a cerimónia de nos tornarmos como Ele, que é como quem diz, como Nós, e fazermos disso a (nossa) Vida. Em Deus projectamos – somos nós - os nossos ideais, aspirações, conceitos de eternidade, bem, potência, magnanimidade, compaixão, poder, enfim: tudo é, tudo sabe, tudo vê, e está em toda a parte
– e ainda assim, miseravelmente, milhões de seres humanos continuam em romarias semanais, diárias, contínuas, insistentes (e inúteis) a igrejas, a estádios e outras catedrais de consumo, a redes sociais, a mesas do café e academias, a corporações, a televisões e écrans, a cursos de astrologia, a curas milagrosas, ao folclore da nova-era-era, a livros, a gurus, a feiras, a médicos, a mestres, ao banco, à lua, a marte,
a ver se o encontram.
Diz Kabir:
“Eu me rio quando ouço que o peixe tem sede dentro da água. E tu não compreeendes que o que há de mais vivo está no interior da tua própria casa; e por isso andas de cidade sagrada em cidade sagrada, com um olhar confuso. Kabir te dirá a verdade: vai onde quiseres, a Calcutá ou ao Tibete; se não conseguires descobrir onde tua alma se esconde, para ti o mundo nunca será real”.
Então o Nódulo Norte em Leão (entre Maio 2017 e final de 2018), é um convite renovado a tornarmo-nos, assumirmo-nos e cumprirmo-nos, mais e mais, como o Deus que (já) somos e que estamos aqui para actualizar, idealmente a cada passo, a cada respiração, a cada escolha, a cada gesto, a cada momento – nem interessa tanto isso do onde ou quando, pois alma que é alma é-o a todo o momento, é só na ilusão e nas preferências separativas do ego que existe (ora, ora) melhor espaço, melhor tempo, do que Agora.
O Nódulo Norte em Leão é pois símbolo da tarefa de fazer mais ouro; desenterrando-o, tirando-o de dentro, de cima, dos lados, sabe deus: ou dedicando-nos à grande obra alquímica da transformação do chumbo que ainda arrastamos; mas como é o Nódulo Norte e Leão, preferimos concentrar-nos na imagem gloriosa que coroa (como a de louros, não sem os seus espinhos) o sucesso do trabalho alquímico: o ouro, símbolo da perfeição e incorruptibilidade do Espírito, a brilhar.
E distribuir generosamente o filão.
A chatice é que não podemos dar o que não temos,
E não podemos ter o que não fizermos, não podemos ser o que não fizermos de nós.
Temos de começar por aprender a ser saudavelmente egoístas e pôr, nem que temporaria e estrategicamente, o nosso próprio coração em primeiro lugar: o Coração como centro.
Não os caprichos, não os desejos, não as estratégias, não as feridas, não as máscaras, não as performances, não as mentiras: mas a verdade que se encontra no Centro.
Qual verdade? Qual centro?
...
São tempos de Nódulo Norte em Leão. Estamos todos a aprender a ser ainda mais humanos. Ou divinos, o que vem a ser, afinal e absolutamente, a mesma coisa. Reapropriarmo-nos dos atributos mais “positivos” em que o nosso coração acredita, e de todos os possíveis, aqueles que nos são próprios, naturais, espontâneos, e possíveis: e depois, inundar o (nosso) mundo com a nossa própria luz. Com uma condição: é necessário começar por nós próprios, para podermos – realmente podermos – vir a desembocar realmente nos outros.
Repito, porque alguns de nós aqui conhecem o simbolismo astrológico e o seu próprio Mapa (mapa de estradas, mapa do caminho, ou mapa de encruzilhadas?), este processo só poderá ser minimamente cartografado e entendido, no que respeita a cada um, através da complexa malha energética resultante do Sol por Signo, Casa e Aspectos no mapa individual, por tudo quanto se refira ao signo de Leão no nosso próprio Mapa e na nossa própria vida, e consoante o nível de consciência em que cada um vive, contacta e expressa as energias divinas da Vida.
...
E o chumbo, nesta metáfora alquímica em que Coração é ouro e o ouro Espírito, Alma, divindade?
O chumbo são os medos, a ignorância, e as ideias que nos mantêm prisioneiros de um lugar dentro de nós chamado “aquém”: aquém de nós próprios, aquém da nossa verdade, aquém do nosso potencial, aquém de um saudável senso de orgulho no nosso próprio brilho, ou de consciência da nossa própria luz e condição.
O chumbo, aqui, são as ideias e ideais que nos aprisionam e escravizam; o chumbo são os núcleos ao redor dos quais orbitamos – famílias, estatutos, crenças, indivíduos significativos que “brilham” e sobressaem, são a figura que se destaca contra o fundo (a um certo nível, Leão significa a figura central que brilha, e Aquário os que orbitam à sua volta – ou na sua sombra – para se banharem e beneficiarem da luz emprestada, pagando o preço de nunca desenvolverem a sua própria).
O chumbo são os medos de assumir responsabilidade integral pela própria vida.
O chumbo é a tremenda dissociação de nós próprios, que em algum momento do passado nos permitiu sofrer menos e não ter que lidar com a própria dor, invasiva, persistente, mas tantas vezes ignorada. Parece que dói menos se não lhe der atenção. Dói menos, o quê? Dor, qual dor? Eu? Eu nem dói! Eu não dói. Nem sinto. Na verdade, nada me dói, mas também nada sinto.
É que ao afastar-me da dor, separando-me dela, separo-me simultaneamente do meu centro, da minha riqueza, da minha verdade, da minha essência: não porque a dor seja o centro com o qual preciso estar em contacto, mas porque a caminho do centro a partir do qual preciso viver tenho, invariavel e inevitavelmente, de atravessar, ser atravessado, permitir, experienciar, viver – e depois, libertar – essa dor.
“Não se sobe um degrau na luz sem descer um degrau nas trevas” - nem ninguém se ilumina, como dizia o Jung, “imaginando figurinhas de luz”.
É preciso fazer o trabalho. É um trabalho alquímco. E enquanto estamos encarnados, temos alambique.
É aqui que entram os eclipses em Leão/Aquário (que acontecem sempre que uma Lua Cheia ou uma Lua Nova coincidem com a posição dos Nódulos, por isso, durante o trânsito dos Nódulos Leão/Aquário os eclipses dão-se nesse eixo),
É aqui que entram os trânsitos mais importantes desta altura,
É aqui que entra a Consciência humana, o seu poder de escolha, e a sua responsabilidade.
Os Nódulos, que têm um ciclo de cerca de 18.5 anos, regressaram ao eixo Leão/Aquário em Maio deste ano 2017, e abriram, assim, mais uma “época” de eclipses (durante ano e meio) no Eixo da Individuação e da Participação Colectiva.
No dia 7 de Agosto, deu-se um eclipse lunar no grau 15º de Leão/Aquário.
No dia 21 de Agosto, deu-se um eclipse solar no grau 29º de Leão.
No dia 31 de Janeiro de 2018, dá-se um eclipse lunar no grau 11º de Leão/Aquário.
No dia 15 de Fevereiro de 2018, dá-se um eclipse solar no grau 27º de Aquário (diametralmente oposto, portanto, ao eclipse solar de Agosto).
No dia 27 de Julho, dá-se um eclipse lunar no grau 4º de Leão/Aquário, e no dia 11 de Agosto dá-se um eclipse solar no grau 18º de Leão.
Em Novembro de 2018, os Nódulos mudam novamente de signo(s) – mas não até lá, e ainda temos uns eclipses pela frente; o que significa que ainda temos mais de um ano (escrevemos isto em Setembro de 2017) para compreender, integrar, e crescer (por que não?) naquilo a que se refere o simbolismo destes signos.
Mas vamos mais longe; ou melhor, vamos mais fundo – ou melhor, vamos ampliar a perspectiva:
No ano de 1998 (e até Abril de 2000) iniciou-se uma época semelhante de eclipses neste mesmo eixo – foi essa a última vez (a vez mais recente) que estes temas, energias, geometrias, e propostas se activaram nas nossas vidas. No dia 22 de Agosto de 1998, por exemplo, deu-se um eclipse no grau 29º de Leão, com “ecos” directos sobre este, mais recente, de Agosto de 2017-
E antes disso?
Ah, antes disso também: no ano de 1979, a 22 de Agosto, deu-se um eclipse no grau 29º de Leão. Estávamos na época de eclipses 1979/81. E antes disso, em 1962, também os eclipses activavam o mesmo eixo, durante cerca de um ano e meio, como sempre fazem.
...
E nem sequer estamos a incluir os eclipses da Lua.
Estamos só a observar estes padrões de ressonância e o rigor desta geometria – para nos ajudar a todos a reconhecer princípios, temas, e a aumentar a percepção e a consciência de que, e como, estes eclipses são sinalizadores cósmicos da nossa evolução.
E de como o passado se repete sem nunca se repetir.
E de como vivemos dentro de ecos, ou talvez, de como vivem ecos dentro de nós.
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Se pudermos reconhecer paralelismos, temas, arquétipos, entre o agora e o então, estamos no bom caminho para ter um vislumbre adicional do que estes tempos (e estes eclipses) nos parecem querer mostrar, dizer, pedir, propor, impor, ou forçar.
O que quero dizer é:
revê a tua vida nesses períodos, mesmo porque nos retornos nodais (a repetição destes ciclos) o passado costuma regressar, sob diferentes formas, mas com os mesmos temas: no limite, trazem-nos “filmes” que já conhecemos, fazem-nos o “rewind” de temas importantes do nosso desenvolvimento (e MUITO especialmente se nascemos, nós próprios, com os Nódulos nestes signos – nesses casos, esta é uma “eclipse season” muito, muito importante e pessoalmente significativa, e os temas explorados neste texto podem revelar-se chaves do teu crescimento nesta fase).
...
Por exemplo, e ao longo da tua vida – particularmente os primeiros anos, que são os mais (de)formativos:
- Sentiste-te amado, visto, aceite, encorajado, validado? Tiveste modelos masculinos positivos e presentes? Desejáveis e amados - mas fracos, passivos, e ausentes?, ou personalidades fortes e presentes - mas indesejáveis?
- Tiveste realmente um pai (não falo das circunstâncias biográficas, mas do teu próprio sentir)? Ou tens andado pela vida à procura de um? Ou a seres tu um pai para os outros, sem nunca o teres, tu próprio, tido um? É que Leão simboliza a Criança e o Pai, e a relação entre estes dois princípios: Leão como pai, Leão como filho, Leão como o espírito santo.
Crianças, pais e filhos - e relações entre eles - são temas fulcrais durante esta fase.
Mas adiante.
- Como é que fizeste, desde que te lembras de ti, e com que esforço, para seres amado, aceite, e visto?
- Quanto traíste da tua própria verdade para obteres amor?
- Onde, e como, é que aprendeste a procurá-lo?
- Intimidando os outros, seduzindo-os, manipulando-os, tomando conta deles, agradando-lhes a todo o custo, desenvolvendo uma persona, necessariamente falsa, dançando a música que os outros põem a tocar, ou recusando-te de todo (a não ser em circunstâncias muito particulares que só o teu psicanalista, ou se calhar nem ele, conhece e compreende) a ires ao encontro dos outros, e a dançar com eles?
- Isolando-te a ti mesmo numa torre de marfim inatingível, inalcançável, e sentindo-te irremediavelmente separado, à parte, diferente, distante, incompreendido, e posicionando-te num dos pouco saudáveis extremos da comparação com os outros?
- A quem é que queres agradar, ainda hoje, e para quê?
- Será que ruges muito, apenas para esconder ou distrair as atenções do gatinho carente?
- O teu pai pegou-te ao colo, atirou-te ao ar, transmitiu-te uma sensação de amor, segurança, e acima de tudo – orgulho e confiança em ti próprio e nele? Ou deixou-te a herança de teres de lidar com a dúvida, a inferioridade, a vergonha, e a falta de confiança em ti próprio e na quantidade de Amor que está disponível para ti na vida, assim lá chegues tu?
- Desenvolveste interesses, hobbies, actividades criativas? Gostas, precisas, sentes necessidade - como se de água ou de oxigénio se trate - de passar tempo dedicado às tuas coisas, pintando, escrevendo, fotografando, dançando, compondo, enfim: criando e nutrindo-te, em simultâneo, da tua própria capacidade de estar só? Ou precisas de te envolver sistematicamente nos projectos e nos dramas e nas vidas dos outros, de elogios e realizações especiais (efémeros e ilusórios “sucessos” que nunca taparão o buraco), de testemunhas humanas em permanência para teres a sensação de existir ou de seres significativo, de alguma destas – ou de todas estas – para lidares com um sentimento crónico – e antigo - de vazio?
- És autêntico?, ou vives uma performance? És humano, ou és maravilhoso, perfeito, e fantástico, e tu também, e tu é que, e tu, e tu, e tu?
- Foste especialmente elogiado e/ou criticado?, e se sim, pelo aspecto, pelo intelecto, pelo comportamento, pela tua capacidade de te conformares, pela tua natureza fogosa e irreverente, ou pelo quê? Tiveste espaço para seres quem eras, ou tiveste que trair parte(s) da tua natureza para (sobre)viver?
- És realmente visto, mas visto – reconhecido, aceite, amado – por ti próprio? Tens orgulho, ou vergonha, do que desconfias que trazes dentro mas nunca terás a certeza se não correres o risco de o vir a expôr, assumir, e pôr para fora?
- Com quanta verdade tens vivido na tua vida, nas tuas relações, nas tuas escolhas? Com quanta alegria, e com quanta liberdade de seres absoluta e rigorosamente o que és, como és, a cada momento?
- Com que amor, e respeito, tens cuidado desse cuidado de estar em contacto com o teu próprio centro?
Ele há tantas coisas que se movem dentro de nós desde a mais tenra infância... desde que a criança olha para o Pai e vê nele o poder e o amor que aprenderá a encontrar dentro de si, a aceitar e a exercer amorosamente ao longo da vida - ou todas as suas variantes disfuncionais,
desde que o Pai olha para a criança e encontra nela a marca do seu próprio poder criador, Vida a energizar com a sua própria para que vingue e prospere e se cumpra a si mesma, e de preferência sorrindo e confiando em si própria - e não uma cópia, um clone ou um reflexo especular e narcísico de uma personalidade que não faz ideia de que poder criador é muito mais do que procriação biológica.
- Tens sido, e tens deixado ser? Ou tens-te mantido aquém da alegria de seres tu próprio tornando-te tu, vivendo (inadmissivelmente) insatisfeito e (por consequência) cheio de expectativas e exigências sobre os outros, dando o que não tens ou dás com expectativa, ressentindo-te quando não te dão o tratamento diferencial e especial a que sentes que tens direito - quiçá por sentires, no fundo de ti, que alguém (ou o mundo) te deve algo?
- Manténs abraçada a criança, o inocente puro e ingénuo coração que nunca deixaste de ser?
- És capaz de ensinar os outros, pelo teu próprio exemplo, a tratares-te com respeito - ou aprendeste a não o fazer? Ensinaram-te sobre o amor, pelo exemplo, pela generosidade, disponibilidade, e dádiva?, ou ensinaram-te a alegrares-te com as migalhas a que chamavam amor – e por isso aprendeste a viver masoquisticamente a vida toda, contentando-te com as migalhas, e aprendendo a lidar com a espera (a fome, a sede) enquanto não te dispensam mais umas migalhas como quem atira uns ossos aos cães para manter a matilha quieta? Escolhendo inconscientemente todas as situações que te fazem infeliz, apertam, abusam, e fazem descer ainda mais baixo numa imaginária escala de “auto-estima”?
- Transformaste as tuas questões de auto-estima numa grandiosidade pessoal exagerada? Precisas dos outros para forjares uma imagem de superioridade perante eles (e ti próprio), ou não dependes assim tanto de diminuir os outros para teres consciência do teu próprio valor?
- Sentes inveja crónica do sucesso dos outros?
- Com o que é que confundes o teu valor de Ser? Com o ter, com o parecer, com o receber, com o dar? Ou com... o quê?
- Que máscara criaste para toda a gente bater palminhas e gostar de ti? Tornaste-te a criança prodígio, uma cópia do pai, um rebelde que rejeita toda a autoridade, um coitadinho que precisa dos outros, um solitário em guerra contra o mundo, engordaste cinquenta quilos mais do que devias, cercaste-te de coisas e merdas sem valor intrínseco (a não ser por consenso social, tipo, gucci é bom), trabalhas 18 horas por dia 6 dias por semana por medo ou ambição, lutaste por títulos académicos atrás de títulos académicos, ou foste ao chuva de estrelas?
Mais importante do que tudo isto:
- Tens consciência de como a dor te tolhe o repertório de escolhas, e te espartilha numa imagem à qual acreditas que tens de corresponder sob pena de “perder o amor” (a importância, o valor, enfim... aquelas coisas que nos saciam, até um certo nível, o Leão)?
Não sabemos se já és grande.
Mas serás, inevitavelmente, maior do que nos teus anos (de)formativos - e já tiveste mais umas quantas, várias, quadraturas de Saturno, que é como quem diz: já passaram uns anos desde esses anos formativos e muitas oportunidades de aprender com o sofrimento gerado para ti próprio, por ti próprio; e se calhar até já tens idade para assumir responsabilidade pela tua própria vida.
É que quando falamos dos eclipses em Leão a mensagem é basicamente esta:
emancipa-te (ama, integra, abençoa, libera, agradece, arrepende-te, aprende, e segue) do teu próprio passado e da tua própria história até hoje:
deixa de ser (a) criança, a criação (de outros), a criação (de uma persona que não expressa a verdadeira Individualidade) e torna-te (o teu próprio) Pai; porque durante esta época de eclipses, os “pais” (que faziam de ti filh@, criança, criação) eclipsam-se. Desaparecem. Apagam-se. E tens de ser tu o centro, o criador, o Pai, o pilar vertical da tua própria Luz e se deus quiser até dos outros. Os reis morrem, os luminares do nosso firmamento apagam-se, os príncipes sobem ao trono e coroam-se reis, o Leão mostra a sua raça, e a vida renova-se.
Não é isso um eclipse? Quando o Sol, que tudo iluminava até aí, se apaga?
Por isso revê estes temas na tua vida, na tua infância, nos teus relacionamentos de todo o tipo - mesmo que guardes, dos teus embates com a vida nas duas (quatro, seis, oito...) últimas décadas apenas as cicatrizes, as cãs e o cinismo, sem as contrapartes de sabedoria, paz, maturidade ou alegria que as experiências da Vida também nos permitem, com toda a propriedade, chamar de nossas.
Queres ir ainda mais longe nesta linha de exploração?
Imagina que a energia do eixo Leão-Aquário é mesmo muito importante no teu Mapa (como se não fosse muito importante no mapa de toda a gente): mas vamos dizer que tens lá o Sol, o Ascendente, Saturno, a Lua, planetas pessoais (Mercúrio, Vénus e Marte), e que o simbolismo destes eclipses, portanto, te toca muito pessoalmente;
Por exemplo, o que é que se estava a passar - não contigo porque ainda não tinhas nascido, ou tinhas um ano, ou dois, ou três - mas com a tua família mais próxima (mãe, pai, avós, irmãos...), nessas essas alturas, nos ciclos anteriores, e particularmente com as figuras mais “fortes” e (tipicamente, mas não só) masculinas, regidas e associadas a Leão?
- o pai de família, passivo e ausente, herói-modelo ou tirano alcoólico indesejável;
- o primeiro amor da tua mãe, proibido mas enterrado – e mal esquecido – nas suas memórias adolescentes;
- o avô que sustentava a casa e a família, o pai que era refugiado político, o irmão antes de ti - muito desejado, idealizado e sonhado - mas abortado entretanto antes de tu vires, sem nunca ter chegado a nascer – irmão fantasmagórico ao qual terás a tua identidade e existência inevitavelmente agrafadas (e por muito que te esforces nunca serás o fantasma que nunca chegou a nascer e que pode dominar o inconsciente familiar);
- a experiência de quase-morte, ou de sufocação numa idade muito precoce, e que encontrará maneira de se reencenar – literal ou simbolicamente - nas circunstâncias da tua vida até ser tornada consciente;
- ou o desejo forte que existia no teu pai de que nascesse um menino e vieste tu, menina, que tiveste de crescer um bigode e um grande par de tomates para lhe agradar sem nunca o conseguires realmente?
Ele há tantas possibilidades...
Bottom line: de que maneira podem estar experiências dos teus antepassados - quando ainda nem sequer tinhas nascido – a impactar, influenciar, distorcer, condicionar, enfim: a enformar a tua vida?
Mas isso era em 1979/81.
Porque nos eclipses de 1998/2000 já cá tu andavas, e os eclipses, nessa altura, se calhar tiveram a ver com um relacionamento significativo no início da faculdade, ou com uma escolha profissional ou académica com cujas consequências estás ainda hoje a lidar, ou com uma mudança de país, ou a morte de uma figura significativa...
E em 2017/18 é-te pedido que revisites a tua consciência, a tua história, acima de tudo o teu coração, e que escrevas uma estória nova.
São ciclos dentro de ciclos.
E este é apenas UM desses ciclos que vivemos, todos nós, mas de maneiras absolutamente individuais, únicas, irrepetíveis.
O essencial é reconhecer que as coisas não acontecem no vazio,
E que lá por não saberes delas
Não significa que não existam.
Pergunto-me, por exemplo:
- Serás tu capaz de compreender, e reconhecer, esses ecos do passado a fazerem-se presentes – se não na tua vida, pelo menos na tua consciência?
- Que “herança” te corre no ADN psíquico?
- Serás tu capaz de compreender, e reconhecer, o que o teu Coração (não a tua mente) realmente quer? Serás tu capaz de te aceitares no que és e queres realmente e faz o teu Coração feliz?
- Serás tu capaz de defraudar as expectativas dos outros, e superar as tuas próprias limitações, e ousar ser ainda mais? Não é mais no sentido egóico, quero dizer, mais do mesmo: como quem ganha o euro-milhões e em vez de continuar a empanturrar-se com big mac’s passa a empaturrar-se com caviar Beluga, e em vez de viver em A-dos-Cunhados passa a viver em Cascais, e em vez de ir passear à Feira do Relógio passa a ir ao Mónaco – com muita mudança de cenário mas nenhuma no essencial.
Não é desse “mais” que falo.
É mais no sentido de Ser. No sentido de essência. De alegria. De verdade. De ousadia. De generosidade. De saudável auto-consciência. De saberes que quanto mais tu, mais os outros também.
Quanto mais te cumpres. Quanto mais ocupas o teu lugar. Quanto mais cresces. Quanto mais brilhas. Quanto mais te realizas.
Se tens e conheces o teu Mapa Astrológico, sobrepõe os graus dos eclipses ao teu Mapa para ver onde, como e o quê os eclipses... eclipsam.
Planetas no teu Mapa activados pelos eclipses vão ser eclipsados, isto é, tens oportunidade de reveres filmes da tua própria vida, de mudar as circunstâncias e o nível a que vives esse(s) Planeta(s), e passas a olhar para o que esse Planeta simboliza com outros “olhos”, i.e., com outra consciência.
As Casas Astrológicas onde os eclipses caem (tipicamente, duas ou quatro das doze Casas do teu Mapa) representam as áreas de vida onde o estímulo representado pelos eclipses vai pôr coisas em movimento.
A posição do Sol no teu Mapa, por Signo, Casa e Aspectos é fundamental, fundamental; assim como a posição do signo de Leão por Casa e Planetas que “aí” estejam.
Se não sabes nada do teu Mapa,
mas sabes pelo menos
o teu Signo, Ascendente e/ou Lua:
Carneiro – reaprender a amar. Novos projectos. A importância dos amigos. Uma nova relação com crianças. Redescobrir a própria criatividade e individualidade. Um prazer renovado na relação com filhos, ou com crianças.
Touro – uma nova base pessoal para a vida, um novo conceito de família, novos objectivos profissionais, a criação de novos alicerces. Mudanças familiares.
Gémeos – reorganização das tuas próprias associações neuronais; estimular a mente, aprender novas coisas, abrires-te a novas ideias; encontrar um novo senso de confirmação e orgulho no próprio intelecto; reinventar quem se é perante os irmãos (se os houver) e os amigos mais próximos. Ampliação da mente por várias vias, incluindo viagens, contacto com outras culturas, e valores filosóficos inspiradores.
Caranguejo – um novo senso de valor, valorização, e segurança pessoal. Novas aquisições. Renegociação dos termos dos acordos com os outros. Transformação através de circunstâncias que não dependem de ti e que não podes controlar: apenas render-te, entregar, e confiar que reemergirás renovad@.
Leão – identidade pessoal, apresentação perante o mundo, e relacionamentos de todo o tipo: tudo isto estará em profunda transformação durante este ano e meio
Virgem – iluminação e/ou libertação de padrões inconscientes de auto-sabotagem; a importância de ter um Trabalho que seja Serviço e não sobrevivência e subsistência, senão, a saúde vai ressentir-se. Oportunidade de resolver e libertares-te de questões, desafios e problemas deste foro. Ganhar uma nova perspectiva na relação com a lufa-lufa do dia-a-dia: maior distanciamento, ou maior envolvimento.
Balança – novos objectivos e sonhos, visões de possibilidades de futuro, novas amizades e projectos, uma renovação da vida social. Também a criatividade, a relação com crianças, e o desenvolvimento de novos hobbies e interesses. Encontrar um novo equilíbrio entre o dar e o receber (genericamente, Amor).
Escorpião – show up! Step up! Maior exposição pública, novos palcos profissionais, mudanças domésticas, oportunidade (necessidade?) de exercer maior autoridade social ou, no mínimo, sobre a própria vida. Libertação de padrões emocionais condicionados pelo passado (infância? Vidas passadas? Sabe-se lá: com Escorpião é tudo um mistério, e quem sabe alguma coisa, também não diz!)
Sagitário – uma nova visão da vida, o estrangeiro e as viagens a ganharem importância, a descoberta de que o mundo é ainda maior do que se pensava, e ao mesmo tempo – por outro lado – uma nova capacidade de interagir e de te integrares no teu ambiente mais próximo, imediato. Regressar do Perú e ter prazer em conversar com a vizinha sobre isso.
Capricórnio – perder o controlo (que é sempre uma boa aprendizagem para Capricórnio) e o resto, fazer lutos, viver e atravessar crises, renegociar parcerias e acordos; e redescobrir formas de viver, honrar e expressar a energia sexual. Da obrigação, da performance, da ninfomania (ou da frigidez!) ao prazer, à transcendência, e à entrega. Com mais ou menos yoga (e poder envolvido!) pelo caminho.
Aquário – novos públicos, novas relações significativas, e sabe-se lá mais o quê: Aquário que é Aquário é imprevisível e é tão prisioneiro das suas próprias ideias do que é liberdade, que se lhe dissermos para ir para a esquerda vai para a direita, sem perceber que é dessa reactividade que consistem, precisamente, as prisões mentais que o mantêm aquém do que mais preza e precisa: estar livre e disponível para perseguir os seus próprios impulsos e ideias bizarras, encontrar outros freaks com quem as partilhar, e nunca pertencer totalmente a coisa nenhuma
Peixes – o trabalho precisa ser mais criativo, mais autêntico, e mais de acordo com a essência. A saúde, as rotinas, o dia-a-dia de trabalho, exercício, repouso, lazer, etc, precisam ser reinventadas. Mudanças de hábitos, regimes, e uma nova exigência de verdade em tudo o que se faz. Não são os eclipses que mandam: é o próprio Coração.
in, Tao en Choice
Nuno Michaels
(excertos)
Sol em Capricórnio, na Casa 9(FILOSOFIA, RELIGIÃO, VIAGENS LONGAS, LEI, EDUCAÇÃO SUPERIOR. Procura de identidade através da transcendência e da fé, nível superior de conhecimento, procura de sabedoria, compreensão do sentido da vida, pensamento abstracto, viagens.)
Ascendente em Carneiro, na Casa 12(LIMITAÇÕES, INIMIGOS SECRETOS, AUTO-ANULAÇÃO. Purificação através do sofrimento, retrospecção, isolamento, misticismo, integração espiritual.)
Lua em Touro na Casa 1(EU,CORPO FÍSICO, MEIO AMBIENTE INICIAL. O Eu na sua forma mais pura, a primeira imagem espontânea apresentada aos outros, a aparência, o corpo físico, características pessoais.)
Leão na casa 5 (FILHOS, PRAZERES, VIDA SOCIAL. Romances, flirts, casos amorosos, filhos como extensão de auto-expressão) , sem aspectos nem planetas.
Aquário, na Casa 11(AMIGOS, ESPERANÇAS, DESEJOS. Capacidade de identificação com os outros, amizades, partilha de ideias e aspirações, consciência de pertencer a um Todo) , com Vénus e Júpiter a fazer aspectos.
Ascendente em Carneiro
O regente do Ascendente é Marte na Casa 1 em Touro
Características de Marte
Confere coragem e vitalidade; a aptidão para fazer "gincana" através da burocracia da vida. Representa o animal que existe no homem nos seus instintos emocionais e de defesa mais primitivos. É regente de Aries e co-regente de Escorpião. Tem muito a ver com os assuntos das Casas VIII e I. Está relacionado com o nariz, tecidos musculares e aparelho excretor. Período orbital: 1 ano e 322 dias.
Marte na Casa I - Com Marte Natal na Casa I provavelmente terá um bom porte físico bem como capacidades físicas superiores ao normal. Tenha em atenção que é preciso pensar antes de agir. Deve limar as pontas de agressividade.
Marte em Touro - Toda a sua energia é dirigida para coisas concretas que produzam riqueza.
Contudo, Marte em Touro está em detrimento pelo que o sucesso nessas iniciativas nem sempre é tão pronto quanto desejaria a sua impulsividade. A sua perseverança e determinação ajudá-lo-ão. Grande habilidade para trabalhos manuais com ferramentas de precisão em materiais duros ou resistentes.
Lua na Casa 1 em CONJUNÇÃO a Marte na Casa 1
Conjunção Lua = Marte - Reacções explosivas ditadas mais pelo sentimento do que pela razão e que não consegue controlar. As emoções toldam-lhe a razão despertando-lhe sentimentos negativos e criando inimizades à sua volta. Se a energia deste aspecto tão tenso for devidamente canalizada pode dar resultados frutíferos.
Marte na Casa 1 em SEXTIL a Saturno na Casa 3
Sextil Marte = Saturno - É a força e impulsividade de Marte devidamente contida pela disciplina, responsabilidade e bom senso de Saturno que o tornam uma figura verdadeiramente corajosa. Poderá não parecer muito simpático mas cria um ambiente excelente à sua volta e atrai as oportunidades. Estas suas qualidades vão melhorando com o andar dos tempos.
Marte na Casa 1 em CONJUNÇÃO a Ascendente na Casa 1
Conjunção Marte = Ascendente - Uma personalidade vigorosa e agressiva, tanto física como psiquicamente. Tentará dominar e submeter os outros por esses meios. Muito competitivo.
Sol em Capricórnio
Sol na Casa IX - Possui um grande interesse por tudo o que sejam actividades religiosas, espirituais e filosóficas. Tem uma mente intuitiva extremamente desenvolvida que o levam a situações de inspiração para a solução de alguns problemas. Um grande interesse por lugares distantes, outras culturas e outros povos o que provoca uma natural vontade de viajar.
Sol em Capricórnio - A regência de Saturno faz do capricorniano taciturno mas extremamente responsável firme e seguro. Grande apreço pela lei e pela ordem estabelecidas. Actua mais pela intuição e pela experiência que pelo raciocínio. É indispensável que tenha algo com que se responsabilizar quer seja de carácter administrativo, político ou intelectual; se ele não é o chefe mais dia menos dia vai tomar o lugar dele para espanto de todos. O dinheiro é ganho como forma de precaver o futuro mas com tal obsessão que corre o risco de se tornar avarento e ambicioso no mau sentido da palavra. Por trás de tudo isto está uma personalidade sensível que gosta de ser reconhecida pelos seus valores.
O nativo será obstinadamente persistente na luta pelo que imagina necessitar. Vence mais pela persistência do que por talento superiores. Sendo Saturno, o planeta regente de Capricórnio, quer dizer que, estando o Saturno na casa 3, o nativo precisa de ideias sérias e convincentes e de um estilo formal de comunicação para resolver o desafio do seu destino. Os primeiros anos são marcados por retrocessos depressivos na sua habilidade de comunicação.
Conjunção Sol = Mercúrio - Quanto mais longe Mercúrio estiver do Sol, melhor. Se a distância de Mercúrio ao Sol for de 8º ou inferior é certo que terá dificuldades em fazer raciocínios objectivos e julgamentos imparciais. Esta conjunção dá-lhe um espírito vivo, aberto e independente. No entanto, pode ser um pouco intolerante e geralmente não gosta de receber ordens ou conselhos. Há também uma certa dose de confiança nas suas capacidades mentais, visto que possui bastante optimismo e vigor na forma como expressa as suas ideias. Esta combinação de Sol/Mercúrio dá-lhe também curiosidade e interesse pelo conhecimento, o que faz de si uma pessoa comunicativa, apesar das ideias e opiniões serem bastante subjectivas, em virtude dessas necessitarem de estar de acordo com a sua experiência pessoal.
Quadratura Sol = Plutão - Uma grande sede de poder e tendência a pretender moldar o carácter dos outros e impor a sua vontade sobre eles. Será conveniente que utilize as energias regenerativas de Plutão para se transformar a si mesmo para melhor em vez de tentar destruir tudo à sua volta. Como tem uma personalidade exigente e dominante, você precisa primeiro de aprender a olhar para si antes de se revoltar e tomar medidas que quase sempre são imperiosas e radicais. A sua crise de identidade pode assentar numa revolta inconsciente em relação à vida, muitas vezes manifestada numa relação difícil com o Pai ou figuras dominantes. Você deve procurar desenvolver um espírito construtivo, assente numa aceitação e compreensão das virtudes e fraquezas humanas.
Conjunção Sol = Meio do Céu - Possui uma boa capacidade para orientar a sua carreira e tornar-se famoso de uma forma ou de outra dependendo isso dos outros aspectos com o Meio do Céu bem como do signo aqui colocado e do estado da Casa V.
O propósito e a realização pessoal estão estritamente ligados ao papel que você desempenha na sociedade. Existe a necessidade de participar activamente numa carreira ou profissão que lhe dê reconhecimento ou notoriedade. Possui uma forte consciência do lugar que ocupa no mundo. Questões como a reputação, o respeito, a autoridade e o poder fazem parte das preocupações naturais. A imagem paterna é importante.
Lua em Touro
Lua na Casa I - Você é facilmente influenciável pelas emoções, pelos traumas de infância e assuntos familiares. Influenciável também por outras pessoas. É de "luas" não possuindo uma resposta regular às mesmas circunstâncias. Atenção que pode ser usado(a) pelos outros. Capacidades mediúnicas. Possui laços muito fortes com a sua mãe.
Lua em Touro - A lua está no seu signo de exaltação pelo que esta posição é bastante influente. É uma posição que atrai riqueza e conforto factores esses que também são indispensáveis para que se sinta emocionalmente estável. O espírito de iniciativa poderá não ser dos melhores mas iniciando um projecto empenha-se nele levando-o a bom termo e sem dispersar atenção para outros objectivos. As reacções emocionais são firmes e serenas. Bom sentido de administração.
Trígono Lua = Mercúrio - Uma boa capacidade para se fazer entender e exprimir os seus sentimentos. Boa memória e raciocínio claro e prático. Sabe dominar as suas reacções emocionais e tem boa sensibilidade para se aperceber do estado de espírito dos outros e actuar em conformidade com isso. Boa capacidade para negócios em produtos alimentares e relacionados com o recheio do lar.
Conjunção Lua = Marte - Reacções explosivas ditadas mais pelo sentimento do que pela razão e que não consegue controlar. As emoções toldam-lhe a razão despertando-lhe sentimentos negativos e criando inimizades à sua volta. Se a energia deste aspecto tão tenso for devidamente canalizada pode dar resultados frutíferos.
Sextil Lua = Saturno - Tem bom senso, paciência e muita moderação. Junta estas qualidades à sua perspicácia para os negócios e vai construindo, passo-a-passo, não um império, uma sólida posição financeira. Vida familiar estável e feliz mas muito sujeita às suas tradições familiares.
Conjunção Lua = Ascendente - Quando a Lua está em conjunção com o Ascendente o nativo não tem qualquer dificuldade em exprimir os seus sentimentos.
Aquário na Casa 11, com Vénus e Júpiter a fazer aspectos.
Júpiter na Casa XI - Júpiter Natal na Casa XI manifesta-se essencialmente na sua participação em actividades de grupo. Há troca de conselhos entre si e os amigos. É provável que a actividade de negócios esteja relacionada com novos produtos do mercado.
Júpiter em Aquário - Liberal e não conhece as distinções pelo credo, raça ou status nutrindo um profundo respeito pelas diferenças que fazem o matiz da humanidade. Espírito verdadeiramente democrático e de grande aversão a todos os sistemas totalitários ou comportamentos chauvinistas. Tendência para se enquadrar em organizações que trabalhem em prol da melhoria das condições humanas.
Vénus na Casa XI- O seu afecto é grandemente votado às suas amizades. Provávelmente o parceiro amoroso sairá do grupo de amigos íntimos ou apresentado por eles.
Vénus em Aquário - As suas manifestações emocionais são bastante sinceras procurando agradar a toda a gente. O seu comportamento poderá nem sempre ser considerado normal apenas porque não se deixa guiar pelas regras instituídas. No entanto não tolera comportamentos grosseiros. O seu sentido de liberdade é totalmente avesso aos sentimentos de possessividade e ao ciúme. Grande capacidade para percepção dos estados emocionais dos outros. A tendência para a excentricidade e pelo gosto de novas experiências também abrange os hábitos sexuais. Em matéria de arte gosta do que é muito antigo ou do que é bastante moderno.
Conjunção Vénus = Júpiter - Este é sem dúvida um aspecto de sorte, na verdadeira acepção da palavra, se não houver mais nada no horóscopo que o contrarie. Uma situação financeira desafogada, muito optimismo mas não exagerado e uma grande ânsia de viver alegremente e de partilhar tudo o que a vida tem de bom. Uma vida social muito activa e uma presença sempre aceite de bom grado.
Sextil Vénus = Neptuno - Grande talento artístico e a capacidade de conviver com o mais variado tipo de pessoas sempre no mesmo pé de igualdade. Nutre uma profunda compaixão e compreensão nas suas relações.
Trígono Vénus = Plutão - Sentimentos muito fortes e um grande poder criativo. A sua capacidade regeneradora leva-o à noção do verdadeiro significado do amor e com facilidade infunde este seu conceito nos outros. Este poder regenerativo pelo amor é como uma bola de neve que vai aumentando na relação com o ente amado.
Júpiter em Aquário - Liberal e não conhece as distinções pelo credo, raça ou status nutrindo um profundo respeito pelas diferenças que fazem o matiz da humanidade. Espírito verdadeiramente democrático e de grande aversão a todos os sistemas totalitários ou comportamentos chauvinistas. Tendência para se enquadrar em organizações que trabalhem em prol da melhoria das condições humanas.
Vénus na Casa XI- O seu afecto é grandemente votado às suas amizades. Provávelmente o parceiro amoroso sairá do grupo de amigos íntimos ou apresentado por eles.
Vénus em Aquário - As suas manifestações emocionais são bastante sinceras procurando agradar a toda a gente. O seu comportamento poderá nem sempre ser considerado normal apenas porque não se deixa guiar pelas regras instituídas. No entanto não tolera comportamentos grosseiros. O seu sentido de liberdade é totalmente avesso aos sentimentos de possessividade e ao ciúme. Grande capacidade para percepção dos estados emocionais dos outros. A tendência para a excentricidade e pelo gosto de novas experiências também abrange os hábitos sexuais. Em matéria de arte gosta do que é muito antigo ou do que é bastante moderno.
Conjunção Vénus = Júpiter - Este é sem dúvida um aspecto de sorte, na verdadeira acepção da palavra, se não houver mais nada no horóscopo que o contrarie. Uma situação financeira desafogada, muito optimismo mas não exagerado e uma grande ânsia de viver alegremente e de partilhar tudo o que a vida tem de bom. Uma vida social muito activa e uma presença sempre aceite de bom grado.
Sextil Vénus = Neptuno - Grande talento artístico e a capacidade de conviver com o mais variado tipo de pessoas sempre no mesmo pé de igualdade. Nutre uma profunda compaixão e compreensão nas suas relações.
Trígono Vénus = Plutão - Sentimentos muito fortes e um grande poder criativo. A sua capacidade regeneradora leva-o à noção do verdadeiro significado do amor e com facilidade infunde este seu conceito nos outros. Este poder regenerativo pelo amor é como uma bola de neve que vai aumentando na relação com o ente amado.
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Nuno Michaels
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