domingo, 22 de abril de 2018

Prince & Rosie Gaines ~ Nothing Compares To You

                                                 


A versão original, quando o Prince fez a música em 1984:


                           



It's been seven hours and fifteen days
Since you took your love away
I go out every night and sleep all day
Since you took your love away

Since you been gone I can do whatever I want
I can see whomever I choose
I can eat my dinner in a fancy restaurant
But nothing
I said nothing can take away these blues
'Cause nothing compares
Nothing compares to you

It's been so lonely without you here
Like a bird without a song
Nothing can stop these lonely tears from falling
Tell me baby where did I go wrong

I could put my arms around every boy I see
But they'd only remind me of you
I went to the doctor and guess what he told me?
Guess what he told me?
He said girl you better try to have fun
No matter what you do, but he's a fool
'Cause nothing compares
Nothing compares to you

All the flowers that you planted mama
In the back yard
All died when you went away
I know that living with you baby was sometimes hard
But I'm willing to give it another try
'Cause nothing compares

Nothing compares to you
Nothing compares
Nothing compares to you
Nothing compares
Nothing compares to you



Compositor: Prince Rogers Nelson





Dia da Terra


Mulher Terra



É com a mulher que a Humanidade apreende.
É com a mãe terra, é com o ventre vulcânico revolucionário, guerreiro, combativo que trará a transformação do ser humano contra a exploração do homem pelo homem, a transformação dos sistemas políticos, sociais e económicos.
Assim, homens e mulheres poderão estar no topo do mundo e as relações de género no planeta terra serão mais socializadas e sem temores e o amor será mais puro, natural, respeitoso, amigável, construtivo, definido.

Nunca, em tempo algum desde a criação do mundo, com o estabelecimento do primeiro ser pensante que evoluiu do macaco para o homem, as relações de género, de raça, classe, castas, as relações sócio-político-económicas foram democráticas porque o inimigo interno do inconsciente humano sempre venceu na batalha do superior contra o inferior.

A revolução começa dentro de casa.
Mulheres indígenas criem suas organizações sob seus tetos sagrados e deixem os homens de suas famílias apreenderem com as guerreiras que vivem em nós.
E os amemos por toda a eternidade, porque o amor é a melhor virtude que o Criador inseriu na Terra.


ELIANE POTIGUARA 
in, “Metade Cara, Metade Máscara”





" Reverenciar PACHAMAMA 
o grande planeta Terra, 
lindo e azul 
é como respeitar a ancestralidade, 
é como um homem respeitar a uma mulher, 
é como ter compromisso com a verdade" 

Eliane Potiguara









sexta-feira, 20 de abril de 2018

A HORA






Sinto que hoje novamente embarco
Para as grandes aventuras,
Passam no ar palavras obscuras
E o meu desejo canta - por isso marco
Nos meus sentidos a imagem desta hora.

Sonoro e profundo
Aquele mundo
Que eu sonhara e perdera
Espera
O peso dos meus gestos.

E dormem mil gestos nos meus dedos.

Desligadas dos círculos funestos
Das mentiras alheias,
Finalmente solitárias,
As minhas mãos estão cheias
De expectativa e de segredos
Como os negros arvoredos
Que baloiçam na noite murmurando.

Ao longe por mim oiço chamando
A voz das coisas que eu sei amar.

E de novo caminho para o mar.



SOPHIA DE MELLO BREYNER ANDRESEN
in, DIA DO MAR





...................... não me senti amado enquanto criança





Tive durante muito tempo dificuldade em aceitar-me, porque não me senti amado enquanto criança.
Não culpo ninguém. Não preciso, nem quero.
Não posso ser amado por quem não se ama a si mesmo.

Fui cuidado e aprendi a criar um mundo onde me senti mais a salvo.
Cresci a parecer quem não me sentia por dentro. Acreditei que ninguém podia perceber que era inseguro e estava muito sozinho.

Um dia, fiz as pazes com tudo o que me fez sofrer e parti por minha conta e risco.
Virei as costas ao que não me fazia mais chorar nem sorrir e fui escrever a minha história.
Sujei muitas folhas. Parti muitas canetas. Rasguei capítulos e apaguei demasiadas linhas. Fiz muito sem saber bem o que fazia.

Fiz tudo na procura do que a vida me foi colocando no caminho.
Encontrei demónios e anjos. Luz e sombras. Paixões e ilusões. Memórias e esquecimentos.
Uma vida que fiz à minha medida e de mais ninguém.
Como o fundo dos meus bolsos. Cheios de tudo e sem medo de ficar sem nada.


José Micard Teixeira




quinta-feira, 19 de abril de 2018

A Lei do Espelho





A lei do espelho: 
o que vê nos outros 
é na verdade seu reflexo




Na hora de construir cada passo de nosso crescimento pessoal focamos excessivamente em nosso interior, quando grande parte do que poderíamos aprender está na verdade no exterior ou em nosso entorno, quando de confiança.
Várias lendas e mitos nos ensinam desde a antiguidade que o que vemos nos outros nos revela informações sagradas sobre nós mesmos: é como um espelho.

Muitos têm sido os estudos sobre psicologia pessoal que afirmam que o exterior atua como um espelho em nossa mente. Um espelho em que vemos refletidas diferentes qualidades, características e aspectos pessoais de nossa própria essência, de nosso ser mais primitivo.
Falamos de situações que frequentemente ocorrem em nosso dia a dia quando observamos algo que não gostamos nos outros e sentimos um certo desgosto, um descontentamento. 

Pois bem, estamos diante da lei do espelho.
Esta estabelece que de algum modo esse aspecto que nos causa desgosto em determinada pessoa existe também em nosso interior.
Por que isso ocorre desse modo?
Explicaremos a seguir e daremos detalhes sobre sua função e a origem dessa lei.


“As pessoas só nos devolvem refletida a forma como nós somos.”
-Laurent Gounelle-


O defeito que percebemos está no exterior ou em nós mesmos?
A lei do espelho estabelece que nosso inconsciente, ajudado pela projeção psicológica que realizamos durante esse momento, nos faz pensar que o defeito ou desagrado que percebemos nos outros existe somente “lá fora”, não em nós mesmos. A projeção psicológica é um mecanismo de defesa por meio do qual atribuímos a outras pessoas nossos sentimentos, pensamentos, crenças ou até mesmo ações próprias que são inaceitáveis para nós.

A projeção psicológica começa a atuar durante experiências que nos trazem algum tipo de conflito emocional, ou nos momentos em que nos sentimentos ameaçados, tanto interiormente quando exteriormente. 

Quando nossa mente entende que existe uma ameaça para nossa integridade tanto física quanto emocional, esta emite um sinal de rejeição para o exterior, projetando essas características e atribuindo as mesmas a um objeto ou sujeito externo que não nós mesmos.
Assim, aparentemente colocamos a ameaça fora de nós.

As projeções acontecem tanto com as experiências negativas como com as experiências positivas. Nossa realidade é colocada para fora sem filtro no mundo exterior, construindo a verdade com nossas próprias características pessoais. Uma experiência típica da projeção psicológica acontece quando nos apaixonamos e atribuímos à pessoa amada certas características que na verdade só existem em nós mesmos.


Projetamos sobre o exterior nossa própria realidade
A lei do espelho se reflete quando afirmamos conhecer muito bem outras pessoas e, na verdade, o que fazemos é projetar sobre elas nossa própria realidade. Quando ocorre essa situação estamos colocando nossa visão projetada de nós mesmos sobre a imagem física da outra pessoa que é captada por nossos sentidos.

Ser consciente daquilo que projetamos nos outros nos permite descobrir como somos de verdade. 

Quando adquirimos o conhecimento desse mecanismo mental é fácil recuperar o controle sobre o que está acontecendo em nosso interior para que possamos fazer uso disso e trabalhar os aspectos que estão presentes em nós mas que não desejamos manter, ou que queremos transformar de algum modo.

É imprescindível lembrar que tudo o que chega para nós através de nossos sentidos já aceitamos como certo, sem reconhecer que muitas vezes ocorre interpretação e nossa subjetividade influencia a percepção. Vivemos de acordo com essa forma de perceber a realidade, acreditando em distorções negativas ou que nos geram mal-estar na hora de nos relacionarmos com as pessoas a nossa volta, inclusive com nós mesmos.

Se quisermos empregar esse recurso natural da psique – o projetar – de forma saudável e plena para obter um crescimento interior saudável, a meditação nos ajudará a traçar essa fronteira, facilitando o aprendizado de ver as coisas como elas realmente são.
Sempre recordando a premissa que:
“observar diz mais sobre o observador do que sobre o que está sendo observado”.


“Mas eu o vi… 
Meu espírito sem calma 
era já de teu espírito um reflexo. 
Toda minha alma 
tomou o espaço da tua alma, 
e nela me vi como claro espelho”
-Pedro Antonio de Alarcón-




Juliana Moscatini







Pranto pelo Dia de Hoje





Nunca choraremos bastante quando vemos 
O gesto criador ser impedido 
Nunca choraremos bastante quando vemos 
Que quem ousa lutar é destruído 
Por troças por insídias por venenos 
E por outras maneiras que sabemos 
Tão sábias tão subtis e tão peritas 
Que nem podem sequer ser bem descritas 


Sophia de Mello Breyner Andresen
in, 'Livro Sexto' 






quarta-feira, 18 de abril de 2018

CHORO!






Ninguém vê as minhas lágrimas, mas choro 
as crianças violadas
nos muros da noite
úmidos de carne lívida
onde as rosas se desgrenham
para os cabelos dos charcos. 

Ninguém vê as minhas lágrimas, mas choro
diante desta mulher que ri
com um sol de soluços na boca
— no exílio dos Rumos Decepados. 

Ninguém vê as minhas lágrimas, mas choro
este seqüestro de ir buscar cadáveres
ao peso dos poços
— onde já nem sequer há lodo
para as estrelas descerem
arrependidas de céu. 

Ninguém vê as minhas lágrimas, mas choro
a coragem do último sorriso
para o rosto bem-amado
naquela Noite dos Muros a erguerem-se nos olhos
com as mãos ainda à procura do eterno
na carne de despir,
suada de ilusão. 

Ninguém vê as minhas lágrimas, mas choro
todas as humilhações das mulheres de joelhos nos tapetes da súplica
todos os vagabundos caídos ao luar onde o sol para atirar camélias
todas as prostitutas esbofeteadas pelos esqueleto de repente dos espelhos
todas as horas-da-morte nos casebres em que as aranhas tecem vestidos para o sopro do
silêncio
todas as crianças com cães batidos no crispar das bocas sujas
de miséria... 

Ninguém vê as minhas lágrimas, mas choro... 

Mas não por mim, ouviram?
Eu não preciso de lágrimas!
Eu não quero lágrimas! 

Levanto-me e proíbo as estrelas de fingir que choram por mim! 

Deixem-me para aqui, seco,
senhor de insônias e de cardos,
neste òdio enternecido
de chorar em segredo pelos outros
à espera daquele Dia
em que o meu coração
estoire de amor a Terra
com as lágrimas públicas de pedra incendiada
a correrem-me nas faces
— num arrepio de Primavera
e de Catástrofe!



José Gomes Ferreira





O REI E SUAS QUATRO ESPOSAS





Era uma vez um rei que tinha 4 esposas.
Ele amava a 4ª esposa demais, e vivia dando-lhe lindos presentes, jóias e roupas caras. Ele dava-lhe  de tudo e sempre do melhor.
Ele também amava muito sua 3ª esposa e gostava de  exibi-la aos reinados vizinhos. Contudo, ele tinha medo que um dia, ela o deixasse por outro rei.
Ele também amava sua 2ª esposa. Ela era sua confidente e estava sempre pronta para ele, com  amabilidade e paciência. Sempre que o rei tinha que  enfrentar um problema, ele confiava nela para atravessar esses tempos de dificuldade.
A 1ª esposa era uma parceira muito leal e fazia tudo que estava ao seu alcance para manter o rei muito rico e poderoso, ele e o reino. Mas, ele não amava a 1ª esposa, e apesar dela o amar profundamente, ele mal tomava conhecimento dela.

Um dia, o rei caiu doente e percebeu que seu fim estava próximo. Ele pensou em toda a luxúria da sua vida e ponderou:
– É, agora eu tenho 4 esposas comigo, mas quando eu morrer, com quantas poderei contar?

Então, ele perguntou à 4ª esposa:
– Eu te amei tanto, querida, te cobri das mais finas roupas e jóias. Mostrei o quanto eu te amava cuidando bem de você. Agora que eu estou morrendo, você é capaz de morrer comigo, para não me deixar sozinho?
– De jeito nenhum! respondeu a 4ª esposa, e saiu do quarto sem sequer olhar para trás.
A resposta que ela deu cortou o coração do rei como se fosse uma faca afiada.

Então perguntou para a 3ª esposa:
– Eu também te amei tanto a vida inteira. Agora que eu estou morrendo, você é capaz de morrer comigo, para não me deixar sozinho?
– Não!!!, respondeu a 3ª esposa. A vida é boa demais!!! Quando você morrer, eu vou é casar de novo.
O coração do rei sangrou e gelou de tanta dor.

Ele perguntou então à 2ª esposa:
– Eu sempre recorri a você quando precisei de ajuda, e você sempre esteve ao meu lado. Quando eu morrer, você será capaz de morrer comigo, para me fazer companhia?
– Sinto muito, mas desta vez eu não posso fazer o que você me pede! respondeu a 2ª esposa. O máximo que eu posso fazer é enterrar você!
Essa resposta veio como um trovão na cabeça do rei, e mais uma vez ele ficou arrasado.

Daí, então, uma voz se fez ouvir:
– Eu partirei com você e o seguirei por onde você for.
O rei levantou os olhos e lá estava a sua 1ª esposa, tão magrinha, tão mal nutrida, tão sofrida. Com o coração partido, o rei falou:
– Eu deveria ter cuidado muito melhor de você enquanto eu ainda podia.



Na verdade, nós todos temos 4 esposas nas nossas vidas.
Nossa 4ª esposa é o nosso corpo. Apesar de todos os esforços que fazemos para mantê-lo saudável e bonito, ele nos deixará quando morrermos.
Nossa 3ª esposa são as nossas posses, as nossas propriedades, as nossas riquezas. Quando morremos, tudo isso vai para os outros.
Nossa 2ª esposa são nossa família e nossos amigos. Apesar de nos amarem muito e estarem sempre nos apoiando, o máximo que eles podem fazer é nos enterrar.
E nossa 1ª esposa é a nossa ALMA, muitas vezes deixada de lado por perseguirmos, durante a vida toda, a Riqueza, o Poder e os Prazeres do nosso Ego.

Apesar de tudo, nossa Alma é a única coisa que sempre irá connosco, não importa aonde formos.
Então, Cultive, Fortaleça, Bendiga, Enobreça, sua Alma!!!
É o maior presente que você pode dar ao mundo e a si mesmo.
Deixe-a brilhar!!!

Autor Desconhecido







terça-feira, 17 de abril de 2018

Verso e Anverso


Phil McKay




Diria palavras altas como amor,
palavras lentas como ternura,
ou duráveis como amizade

Desceu um véu de luto sobre o amarelo
esmaecido da savana, lá onde dormem
os corpos mutilados e onde cresta,
rente a terra, o sangue derramado.

Baixou sobre a serenidade das coisas
um sono obscuro e terrível.
Poluiu o teu sorriso, o meu desejo;
intercala os gestos e as vozes ciciadas.

Cerramos os olhos para a penumbra
donde brotam, nítidas, as imagens:
Há uma criança no fogo,
o pavor de um soluço estrangulado,
fulgurantes, rápidas chamas.

Direi palavras insuportáveis como morte.



RUI KNOPFLI
in, Mangas Verdes com Sal




Forgiveness, affection, detachment and liberation





“I release my parents from the feeling that they have already failed me.
I release my children from the need to bring pride to me; that they may write their own ways according to their hearts, that whisper all the time in their ears.
I release my partner from the obligation to complete myself. I do not lack anything, I learn with all beings all the time.
I thank my grandparents and forefathers who have gathered so that I can breathe life today. I release them from past failures and unfulfilled desires, aware that they have done their best to resolve their situations within the consciousness they had at that moment. I honor you, I love you and I recognize you as innocent.
I am transparent before your eyes, so they know that I do not hide or owe anything other than being true to myself and to my very existence, that walking with the wisdom of the heart, I am aware that I fulfill my life project, free from invisible and visible family loyalties that might disturb my Peace and Happiness, which are my only responsibilities.
I renounce the role of savior, of being one who unites or fulfills the expectations of others.
Learning through, and only through, LOVE, I bless my essence, my way of expressing, even though somebody may not understand me.
I understand myself, because I alone have lived and experienced my history; because I know myself, I know who I am, what I feel, what I do and why I do it.
I respect and approve myself.
I honor the Divinity in me and in you.
We are free." 
(This ancient blessing was created in the Nahuatl language, spoken in Mexico. It deals with forgiveness, affection, detachment and liberation).