terça-feira, 31 de outubro de 2023

.......................................a Lei do Espelho

 






A lei do espelho: 
o que vê nos outros 
é na verdade 
o seu reflexo


Na hora de construir cada passo de nosso crescimento pessoal focamos excessivamente em nosso interior, quando grande parte do que poderíamos aprender está na verdade no exterior ou em nosso entorno, quando de confiança. 

Várias lendas e mitos nos ensinam desde a antiguidade que o que vemos nos outros nos revela informações sagradas sobre nós mesmos: é como um espelho.

Muitos têm sido os estudos sobre psicologia pessoal que afirmam que o exterior atua como um espelho em nossa mente. Um espelho em que vemos refletidas diferentes qualidades, características e aspectos pessoais de nossa própria essência, de nosso ser mais primitivo.

Falamos de situações que frequentemente ocorrem em nosso dia a dia quando observamos algo que não gostamos nos outros e sentimento um certo desgosto, um descontentamento. 
Pois bem, estamos diante da lei do espelho. 
Esta estabelece que de algum modo, esse aspecto que nos causa desgosto em determinada pessoa, existe também em nosso interior. 
Por que isso ocorre desse modo? 



O defeito que percebemos está no exterior ou em nós mesmos?
A lei do espelho estabelece que nosso inconsciente, ajudado pela projeção psicológica que realizamos durante esse momento, nos faz pensar que o defeito ou desagrado que percebemos nos outros existe somente “lá fora”, não em nós mesmos. 

A projeção psicológica é um mecanismo de defesa por meio do qual atribuímos a outras pessoas nossos sentimentos, pensamentos, crenças ou até mesmo ações próprias que são inaceitáveis para nós.

A projeção psicológica começa a atuar durante experiências que nos trazem algum tipo de conflito emocional, ou nos momentos em que nos sentimentos ameaçados, tanto interiormente quando exteriormente. Quando nossa mente entende que existe uma ameaça para nossa integridade tanto física quanto emocional, esta emite um sinal de rejeição para o exterior, projetando essas características e atribuindo as mesmas a um objeto ou sujeito externo que não nós mesmos. 
Assim, aparentemente colocamos a ameaça fora de nós.

As projeções acontecem tanto com as experiências negativas como com as experiências positivas. 
Nossa realidade é colocada para fora sem filtro no mundo exterior, construindo a verdade com nossas próprias características pessoais. 

Uma experiência típica da projeção psicológica acontece quando nos apaixonamos e atribuímos à pessoa amada certas características que na verdade só existem em nós mesmos.



Projetamos no exterior a nossa própria realidade
A lei do espelho se reflete quando afirmamos conhecer muito bem outras pessoas e, na verdade, o que fazemos é projetar sobre elas nossa própria realidade. Quando ocorre essa situação estamos colocando nossa visão projetada de nós mesmos sobre a imagem física da outra pessoa que é captada por nossos sentidos.

Ser consciente daquilo que projetamos nos outros nos permite descobrir como somos de verdade. Quando adquirimos o conhecimento desse mecanismo mental é fácil recuperar o controle sobre o que está acontecendo em nosso interior para que possamos fazer uso disso e trabalhar os aspectos que estão presentes em nós mas que não desejamos manter, ou que queremos transformar de algum modo.

É imprescindível lembrar que tudo o que chega para nós através de nossos sentidos já aceitamos como certo, sem reconhecer que muitas vezes ocorre interpretação e nossa subjetividade influencia a percepção. Vivemos de acordo com essa forma de perceber a realidade, acreditando em distorções negativas ou que nos geram mal-estar na hora de nos relacionarmos com as pessoas a nossa volta, inclusive com nós mesmos.

Se quisermos empregar esse recurso natural da psique – o projetar – de forma saudável e plena para obter um crescimento interior saudável, a meditação nos ajudará a traçar essa fronteira, facilitando o aprendizado de ver as coisas como elas realmente são. 
Sempre recordando a premissa que 
“observar diz mais sobre o observador do que sobre o que está sendo observado”.


in, A Mente é Maravilhosa






Lisa Fotios




É natural sentirmos o apelo da paz e da harmonia, mas tal não se consegue evitando as tensões e os conflitos. O diálogo só é efectivo se conseguirmos sair da sala de espelhos, onde o outro é tela de projeção. A relação só é possível se deixarmos de lado a expectativa de que o outro apenas nos devolva a imagem do que em nós desejamos ver. 

Quando estamos em conflito, quando rejeitamos determinadas emoções, necessidades, desejos, quando não aceitamos ver a inteireza de nós mesmos, com todas as partes desconfortáveis, com as dúvidas, as inseguranças, os medos e as frustrações, tudo isso acaba por nos ser devolvido no espelho das relações. 

E aí surge uma oportunidade, a de consciencializar e integrar. 

A relação com o outro é também a relação connosco próprios.
Quando dialogamos e construímos pontes com aquilo que é diferente e desafiante nos outros, abrimos caminhos para a harmonização interior. 
Quando nos antagonizamos na relação com o outro, julgamos e rejeitamos, acabamos também a construímos muros e a promover a divisão dentro de nós mesmos. 


Jorge Lancinha




O Mito Da Caverna









O que é o Mito da Caverna?

O mito da caverna é uma alegoria criada por Platão para ilustrar a natureza da realidade e a busca pela verdade. 

Na história, Platão descreve um grupo de pessoas que foram criadas e vivem em uma caverna desde o nascimento.

Todos estão acorrentados, com as cabeças viradas para a parede, sem poder mover-se ou ver a luz do sol.

O único mundo que conhecem é aquele que enxergam projetado na parede da caverna.

Ou seja, a única realidade que os habitantes da caverna vivenciam são as sombras dos objetos que passam em frente a uma fogueira. 

Eles não têm conhecimento do mundo exterior e acreditam que a realidade é limitada ao que vêem na parede da caverna.

No entanto, quando um dos prisioneiros consegue se libertar e sair da caverna, ele descobre um mundo completamente diferente.

Primeiro seus olhos doem, até que ele se acostuma com a claridade.

Então, ele vê cores, formas e dimensões até então desconhecidas. 

Gradualmente, ele percebe que a realidade que ele conhecia antes era apenas uma sombra da verdadeira realidade.

 

O Significado do Mito da Caverna de Platão

O mito da caverna simboliza a busca pela verdade e a libertação da ignorância e do engano. 

Platão argumenta que a verdadeira realidade é eterna e imutável.

Por sua vez, a busca pela verdade deve ser a principal preocupação do filósofo. 

A história também destaca a importância da educação e da reflexão crítica para a compreensão do mundo e da vida.

 

A Filosofia por trás do Mito da Caverna

O mito da caverna de Platão é uma alegoria que se tornou um dos textos mais conhecidos da filosofia ocidental. 

Essa história ilustra:
  • A natureza da realidade, 
  • A busca pela verdade, 
  • A relação entre o mundo sensível e o mundo das ideias, 
  • A educação e a política.
Platão acreditava que a realidade que percebemos pelos nossos sentidos é ilusória e passageira.

Para ele, a verdadeira realidade é eterna e imutável. 

Na alegoria, as sombras que os prisioneiros veem na parede da caverna representam essa realidade ilusória. 

Eles acreditam que essas sombras são a realidade porque não têm conhecimento de nada além delas.

No entanto, quando um dos prisioneiros é libertado e sai da caverna, ele descobre um mundo completamente diferente.

Esse mundo representa a verdadeira realidade, que é eterna e imutável.

O prisioneiro que sai da caverna é como um filósofo que busca a verdade e a sabedoria através da razão e do conhecimento. 

Ele percebe que a realidade que os outros prisioneiros conhecem é apenas uma sombra da verdadeira realidade.

Percebe também que a busca pela verdade é a única maneira de alcançar a verdadeira felicidade e realização.

 

Mundo Sensível e Mundo das Ideias
 
Platão também usa essa alegoria para explicar a relação entre o mundo sensível (o mundo que percebemos pelos nossos sentidos) e o mundo das ideias (o mundo eterno e imutável das formas perfeitas). 

Segundo ele, as coisas que percebemos pelo mundo sensível são apenas imitações das formas perfeitas no mundo das ideias. 

Por exemplo, o objeto que vemos na realidade é apenas uma cópia imperfeita (a sombra projetada na parede) da ideia perfeita desse objeto no mundo das ideias (a forma da verdadeira realidade).

 

Como Fugir da Caverna?

Platão também usa o mito da caverna para discutir a importância da educação e da reflexão crítica para a compreensão do mundo e da vida.

Ele acredita que a educação é fundamental para libertar as pessoas da ignorância e do engano, permitindo-lhes buscar a verdade e alcançar a verdadeira felicidade.

Em resumo, o mito da caverna de Platão é uma alegoria complexa e multifacetada que ilustra a natureza da realidade, a busca pela verdade, a relação entre o mundo sensível e o mundo das ideias, a educação e a política. 

Ele continua sendo uma das histórias mais conhecidas e influentes na filosofia ocidental.

 

Vivemos em Algo Parecido com o Mito da Caverna de Platão?

Algumas pessoas argumentam que sim, estamos vivendo em algo parecido com o mito da caverna de Platão. 

Essa ideia é baseada no fato de que muitas vezes acreditamos em uma versão limitada ou distorcida da realidade.

Muitas pessoas vivem sem questionar ou buscar a verdade mais profunda das coisas.

Por exemplo, acredita-se que a tecnologia e as redes sociais, apesar de trazerem muitos benefícios, podem ser responsáveis por criar uma versão limitada da realidade. 

Isso ocorre porque essas ferramentas nos expõem apenas a uma determinada visão do mundo.

Essa visão de mundo, por sua vez, pode ser filtrada e apresentar os conteúdos parciais, e favorecer determinada narrativa.

Isso pode levar a uma perspectiva limitada da realidade, criando um mundo de "sombras”.

 

in, Cadernos Filosóficos








O mito da caverna é uma alegoria muito famosa, feita pelo filósofo Platão (através da voz de Sócrates). Ela fala muito sobre nossa capacidade de nos livrarmos dos grilhões da ignorância e conseguirmos alcançar a luz da Verdade.

Existem diversas perspectivas que podem ser retiradas da metáfora criada por essa parábola, muito exploradas por pensadores ao longo da história da cultura ocidental, influenciando livros, filmes e outras obras de arte.

Pensando nisso, vamos mostrar como é esse tal mito da caverna e como utilizá-lo na prática:


O mito da caverna
Tem como premissa a ampliação constante dos campos mentais e a disposição para o olhar profundo sobre a vida.

Para que isso aconteça, precisamos nos livrar das prisões mentais que nos colocamos, sair da estagnação e focar no que realmente interessa em nossas vidas.

Antes de mais nada, vejamos o que nos diz Platão, através da boca de Sócrates:

A caverna
Imaginemos que alguns homens vivam numa caverna, cuja entrada se abre para toda a sua largura, com um amplo saguão de acesso.

Eles são prisioneiros na caverna, com as pernas e o pescoço amarrados de tal modo que eles não conseguem mudar de posição. Lá, eles podem apenas enxergar a parede do fundo da caverna.

Agora, bem em frente da entrada da caverna, existe um pequeno muro, da altura de um homem. Atrás dele, outras pessoas vêm e vão, carregando estátuas que representam formas variadas, em madeira e pedra.

Finalmente, percebe-se que o sol do lado de fora ilumina as paredes do salão, passando pro cima do muro da entrada. Além disso, a caverna é tão profunda que produz ecos, que reverberam as vozes dos homens que passam pela entrada da caverna.

Nesse cenário, os prisioneiros enxergam apenas as projeções dos homens e suas estátuas, assim como escutam suas vozes. Nada de incomum, certo?

Entretanto, por nunca terem visto outra coisa, eles acreditam que aquelas sombras eram cópias imperfeitas de objetos reais, representando a única realidade. Além disso, o eco das vozes era o som real das vozes emitidas pelas sombras, ressoando pelas paredes da caverna.


O gosto da liberdade
Suponhamos, agora, que um daqueles habitantes consiga se soltar das correntes que o prendem.

Com muita dificuldade e sentindo-se frequentemente tonto, ele se voltaria para a luz e começaria a subir até a entrada da caverna. Com muita dificuldade e sentindo-se perdido, ele começaria a se habituar à nova visão com a qual se deparava.

Habituando os olhos e os ouvidos, ele veria as estatuetas moverem-se sobre o muro. E após formular inúmeras hipóteses, compreenderia que elas possuem mais detalhes e são mais belas que as sombras que antes via na caverna – que agora lhe parecem algo irreal ou limitado.

Digamos que alguém o traga para o outro lado do muro. Primeiramente, ele ficaria ofuscado e amedrontado pelo excesso de luz. Depois, habituando-se, veria as várias coisas em si mesmas. E, por último, veria a própria luz do sol refletida em todas as coisas.

Compreenderia, então, que essas e somente essas coisas seriam a realidade e que o sol seria a causa de todas as outras coisas. Mas ele se entristeceria se seus companheiros da caverna ficassem ainda em sua obscura ignorância acerca das causas últimas das coisas.

Assim, ele, por amor, voltaria à caverna a fim de libertar seus irmãos do jugo da ignorância e das correntes que os prendiam. Mas, quando volta, ele é recebido como um louco que não reconhece ou não mais se adapta à realidade que eles pensam ser a verdadeira: a realidade das sombras.

E, então, eles o desprezariam…


Resumindo o Mito da Caverna
Como você pode perceber, qualquer semelhança com a vida dos grandes gênios e reformadores de todas as áreas da humanidade não é mera coincidência.

O mito da caverna é uma alegoria complexa, mas na qual podemos identificar nossa própria condição de prisioneiros de nossas convicções.

Por isso, o trabalho de transformação interna deve ser libertador, identificando crenças, preconceitos e outros fatores que impedem o nosso desenvolvimento.
Ela pode ser dolorosa e deixá-lo num caminho sem volta. Mas vai valer a pena.


Marcos Wunderlich




A RAZÃO PLATÓNICA









Há uma doutrina da caverna que consiste em 
separar a luz e a sombra. Dizem que, para os que 
vivem na caverna, a luz é um sonho porque só 
conhecem a sombra. Mas dizem outros, como é 
que se pode saber que a luz existe quando nunca 
se saiu da sombra? Os teólogos, porém, acrescentam 
a estas dúvidas que também o homem, que 
nunca conviveu com os deuses, os pôde 
imaginar à sua imagem semelhança; e é 
por isso, acrescentam, que a luz surgiu quando 
o homem a criou à semelhança da sombra. Isto, 
porém, nada tem a ver com a realidade. Quando 
o dia nasce, vemos a luz que surge no horizonte em 
que o sol se anuncia; e aquilo que era a sombra 
que habita a noite dissipa-se quando o céu 
se torna azul. Mas os que acreditam na caverna 
voltam as costas à realidade; e quando o dia nasce 
põem-se à sombra, tapando os olhos à luz,
para concluir que a sua razão é única,
e o mundo a sua caverna.


Nuno Júdice
in, Fórmulas de Uma Luz Inexplicável




What kinds of fights are you having?







 When it comes to most relationship standoffs, there can be many hidden dimensions at play. 
Couples therapy researcher Howard Markman has identified three that have a profound impact on how we fight—and how we move forward: 

 

1. Power and Control 

  • “You undermine me with the kids.”
  • “Because I don’t make as much money as you, I feel like I have to check with you before I buy anything. I know you don’t ask me to, but you don’t have to.”
  • “We only have sex when you want to.”

2. Care and Closeness

  • “Why can’t you support me when I’m anxious rather than make me feel worse about my coping skills?”
  • “Why am I always the one to text or call you? I pursue; you distance.”
  • “Why don’t we have sex anymore?”

3. Respect and Recognition 
 
  • “You go out with your friends without asking me what I’m doing.”
  • “You never acknowledge my professional accomplishments.”
  • “I don’t think you realize how much I do around the house.”



No relationship is free of conflict. 
But pausing to take a closer look at the situation can be as helpful as checking a compass. It shows us where we are, where we’re headed, and what we might need to do differently to get where we want to go.

Take Paul and Damian, for example. 
Paul was occasionally late coming home, which upset Damian—to the point that Paul’s lateness often triggered their biggest fights. 

At first glance, it might appear that Damian was jealous. Perhaps Paul was inconsiderate. But if we look more closely, we can see how Paul’s lateness was a matter of respect for Damian. I can hear the tenor of this argument:
 
“You know how much it upsets me when you’re late. Clearly, you behave this way because you don’t respect me.” 
Meanwhile, Paul undoubtedly had an entirely different view of his lateness: 
“It wasn’t on purpose! The train was stalled!” 

Recognizing these hidden layers of conflict is often enough to change the way we engage with them. Suppose we know our partner is actually fighting for respect. In that case, we can focus on that root issue rather than waste time fighting about lateness. 
We can strive for greater understanding rather than drive ourselves further apart from our partners. 

If you stood on a courtyard balcony and watched a bunch of other couples fighting on their balconies, you would see the same patterns play out over and over again. 
One of the most destructive is called confirmation bias.

Confirmation bias happens when you gather evidence that reinforces your beliefs and disregard evidence that challenges them. For example, if you believe that your partner doesn’t care about you, then you look for proof that it’s true: they didn’t call when they said they would, or they didn’t look up from their book when you walked into the room. Nevermind the fact that their phone died, or that they asked for time alone to read before bed. It’s obvious they don’t care. The end result is a lens through which you view every interaction with your partner—and often, an emotional standoff. 

The good news is, just like the three hidden dimensions, recognizing your biases is often enough to change the way you engage with them when fighting with your partner. 

Next time you recognize yourself slipping into an automatic pattern that makes it difficult to navigate conflict with your partner, pause. By creating a space between the trigger and your reaction, you can begin to create new, more productive patterns.

Now let’s turn the lens on you: 

  1. What are your biases? 
  2. What are the lenses through which you view your relationship with conflict and your partner? 


The lenses through which you view your partner color the way you fight with them. 
If your lens is “He doesn’t value my time,” then you will always be looking for evidence that this is true (and disregard everything else). 
It doesn’t matter that he was on time to pick up the kids yesterday, he was late to dinner today. 

 

But what would happen if you took a pause, took a breath, and took off your lenses long enough to imagine a new way of handling conflict? 
What would the best fight of your life look like, without your current biases?

  1. Maybe it would look like asking your partner for a time-out and taking a walk to clear your head before having a calmer conversation later—instead of blowing up. 
  2. Maybe leaning in and asking questions to better understand your partner's experience—instead of shutting down. 
  3. Or maybe focusing on what’s happening now—instead of dragging up past transgressions. 

When we accept that conflict is inevitable and commit to navigating it as effectively as possible, we begin to find ways to have meaningful fights with our partners rather than avoid the discomfort fighting often brings. We learn to relate better and find peace with each other even when we disagree.

Experiencing conflict in their relationship—whether it looks like a silent emotional standoff, a huge blowout fight, or something in between—isn’t necessarily a bad thing. 
There are plenty of strong yet volatile couples out there.




Remember my check engine light metaphor? 
Conflict is often a signal pointing us toward something else: a lack of trust or closeness, a boundary or dynamic that isn’t working, or feelings of anger, disappointment, or hurt. 

If you’ve joined me learning about conflict and connection, it’s likely that your check engine light has come on. Somewhere in your relationship, there’s something that needs your attention. 


Maybe you’re still trying to figure out what the light is signaling: 
“My partner and I almost never fight. Why do I feel disconnected?”

Maybe you already know what needs to change, but don’t know how to address it: 
“My partner undermines me with the kids. How can I make sure we’re on the same team?”

Or maybe you’ve already tried making a change, but it hasn’t worked: 
“Every time I try to initiate sex, she shuts down. I’ve tried asking her why, but she won’t budge.” 




Esther Perel





quarta-feira, 11 de outubro de 2023

O INFERNO



Pexels







 Debrucei-me na janela do inferno
e não vi nada que me horrorizasse;
pareceu-me um lugar igual aos outros,
cheio de gente e coisas. Alguém
do inferno convidou-me a entrar.
Não me lembro quem era, ou se eram vários,
nem o que me disseram lá de dentro
ou se aquelas pessoas sorriam,
se havia algum que se lamentasse,
nem se desconfiei em algum momento.
Procurei e achei a porta do inferno,
abri a porta do inferno, entrei
e desde então vivo no inferno.
É um lugar igual a outro qualquer
cheio de gente e coisas. Mas
sei que só pode ser o inferno
porque neste lugar não estás comigo.

Amalia Bautista



................................ resolve conflict

 



What is the difference between 
conflict that is productive, 
useful, and restorative 
and 
conflict that is destructive, 
useless, and harmful. 



Everywhere these days, it seems that people are having a harder time finding that difference for themselves. I often hear about situations in which one person, unable to air their grievances, has let a minor crack in a relationship metastasize into a web of fractures. The other person, inevitably, seems to be unaware of the impact of their behavior. Both are left flummoxed at how a misunderstanding or disagreement became a full-blown breakup or breakdown. But, for the life of them, neither really knows how it got so bad. 

And it’s not just those with particularly close relationships. 
My single clients and friends tell me all the time how rare it is to address something they don’t like with a date. Rather than communicate, it’s become all too common to just say nothing at all and let whatever connection could have been fizzle out. 

How conflict-avoidant so many of us have become. 
  1. Is it the social atrophy from pandemic life? 
  2. Is it the polarization we are dealing with as a society? 
  3. Is it our over-reliance on increasingly predictive technologies? 
  4. Has having all the answers in the palm of our hands made us less able to deal with life’s uncertainty and friction? 

  • Are we scared of hurting each other’s feelings? 
  • Are we terrified to let someone we love know that we feel hurt by them? 
  • Do we dread how bad the conversation might get…that something might be said that can’t be taken back? 
  • To all of these questions, I ask: what’s worse—addressing the problem and its potential consequences or losing the relationship altogether because we were afraid of what might happen? 

It is possible to turn conflict into connection. 
It takes empathy and grace, hard work and learning new skills. And it takes a bit of bravery. 
Trust me, just because I’m a relationship therapist does not mean that I don’t have conflict in my life. In my personal life, I fight with my family and, yes, occasionally my friends. 
In my professional life, I help people parse out what they are fighting about versus what they are fighting for. 

Conflict is intrinsic to all relationships. 
The presence of bickering or disagreements doesn’t mean the relationship isn’t good, or that it isn’t worth it. 
Often, it’s an alarm. 
Your relationship needs attention. 
Sometimes the best fight you can have is the fight for each other.

Let’s Turn the Lens on You:

  1. How would you describe your style of fighting? 
  2. What did you learn about fighting in your family of origin? 
  3. What are some of the recurring conflicts you experience?
  4. How do you know the difference between a good fight and a bad fight? 
  5. What is your process of repair?
  6. If you could learn to fight better, what might it look like?

Conflict is intrinsic to every relationship. 
Sometimes, it’s short and harmless. 
But often, it can feel like an endless, destructive loop. 

Over the last 35 years, I’ve worked with countless couples in this cycle. 
I’ve watched again and again as clients arrive for their first session, settle in, and assume their positions:

the sinner and the saint, 
the accountant and the accountable, 
the betrayer and the betrayed. 

But relationship dynamics go much deeper than these binaries. 

There are layers of relational conflict and reflect on your own experiences. 
  1. How do you react when your partner gets defensive? 
  2. Why do you keep fighting about the same things over and over? 
  3. What will it take to stop arguing about your differences and find peace together? 
  4. Do you want to be right or do you want to preserve your relationship?

 Below are a few of the many responses I received when I asked about your struggles with conflict. Notice which ones you relate to most:
  • “Our fights are always the same: he blows up, I shut down. It’s always the same choreography. The more he blows up, the less I have to say, which triggers him blowing up again and me shutting down more.”
  • “In every relationship I’ve ever had, stating my discontent even in a calm and kind way has led to shaming, rejection, yelling, and worse. Because of this, I don’t feel I can speak up for myself in my current relationship. When I try, I feel like I’m going to throw up. I know what I want to say, but I’m unable to say it. The conversations just don’t come naturally to me.”  
  • “I’m at a point in my relationship where I need to make a decision on whether or not to stay. A lot of my concerns are around communication, especially how we deal with conflict.” 

Now think about how you typically engage with conflict. 
  1. Do you escalate or retreat? 
  2. Yell or shut down? 
  3. Push harder or throw up a wall? 
  4. How about your partner?

  • What is the signal that lets you know your disagreement has turned into a full-blown fight? 
  • And how can we begin to think about that signal as a helpful tool rather than a trigger? 
  • What you and your partner are really fighting about. (Hint: It’s often not what you think.) 

Imagine for a moment you’re driving along in your car. 
It’s a beautiful day. You’ve got the windows down, and your favorite song is playing on the radio. 
Life is good.

Then, a bright orange “Check engine!” light flashes on your dashboard. 
You feel your stomach turn.

The light could signal something minor, like that it’s time for a routine oil change. But it could also mean there’s a more serious issue that you need to address immediately.

In our relationships, conflict is like the check engine light. 
It points us toward something that needs our attention. And much like we don’t know what needs to be fixed until we take a look under the hood, we often don’t know what we’re really fighting about at first glance.

  1. Are you arguing with your partner because they left dishes piling up in the sink again, or are you feeling unsupported at home? 
  2. Do you really care how often your partner is on their phone, or do you feel uncared for? 

It’s difficult to have a constructive argument without knowing what you're really arguing about. 

Many of you have written in to share with me your experiences with conflict. 
Below are a few examples. 
Can you identify the signal and underlying issues that might be at play in each scenario? 

  • “Sometimes it’s like he blows up to test my love and boundaries, which is incredibly draining. The more he blows up, the more impatient I become, and the more likely I am to just pack up and leave. It becomes a self-fulfilling prophecy.”  
  •  “I feel stuck between a rock and a hard place. I need connection. She says she needs space. But when I give it to her, she feels completely abandoned. We can’t seem to find the middle ground.” 
  • “Whenever I have feedback or a request for my partner, he gets defensive, like he’s more concerned with explaining himself than understanding my experiences. When he disagrees with my feelings, it feels like he’s writing them off as not his problem. It makes me feel invalidated.”


Now, think about a time when you’ve experienced conflict in your relationship. 
  • What was the argument about? 
  • What might it have actually been about? 
  • Do you think your partner would describe the fight the same way? 


Esther Perel








quarta-feira, 4 de outubro de 2023

Mas afinal o que é Despertar, perguntam ainda muitos?







Durante os últimos 2000 anos da velha Era de Peixes, habituámo-nos a pensar que matar, roubar, trair, mentir, apanhar um ataque de raiva, contradizer ou desobedecer estava errado, era feio ou mesmo proibido, justificações suficientes para castigo, exclusão, punição tanto social, como familiar, como religiosa.
Fez parte deste tipo de educação condicionada levarem-nos também e por contrabalanço a acreditar que bastava ser “bem” educado, obediente, humilde, trabalhador, respeitoso e capaz de seguir regras e ditames externos para se ser aceite, respeitado, integrado, visto como Santo ou Herói ou simplesmente, abençoado por Deus.

Se sabemos alguma coisa sobre a história do mundo, também sabemos que nem sempre os “maus” eram realmente maus e nem sempre os bonzinhos, eram realmente bonzinhos.
Tal como cada um de nós, sabe na sua própria consciência, que somos uma mistura dos dois, que somos capazes tanto do melhor como do pior. 

Ao contrário do princípio Oriental da polaridade sagrada, que tudo integra e harmoniza, este tipo de visão separatista Ocidental, Deus = Céu = Luz = Perfeição vs Homem = Terra = Sombra = Imperfeição, afastou-nos da nossa Essência Divina, do nosso Equilíbrio, da nossa Consciência Interior, impedindo-nos de gerir essas duas poderosas forças dentro de nós, o medo e o Amor.

A consequência de tão ignorante e ingênua visão do mundo e educação ou melhor dito, condicionamento mental a que estivemos sujeitos, levou-nos pelo medo, a rejeitar e a desconectar do nosso mundo interior, da fonte de Amor interna e a subjugar-nos às vontades externas, vindas não raras vezes de abusadores autoritário ditatoriais na forma de Pais, Reis e chefes religiosos.

Foram vidas e vidas vividas em desconexão profunda de nós mesmos e da fonte de Amor interior, numa vibração de medo permanente, de inconsciência da nossa Essência Divina. 
Ou seja, encarnações várias onde sem sabermos, estávamos a anular-nos a nós próprios, a abafar as nossas sombras, a criar variadíssimos desequilíbrios, ou seja, a gerar karma que teremos que limpar, se queremos realmente aproveitar esta encarnação para evoluir. 
Não é por acaso que vemos no tempo presente, a imensa onda de terapias e terapeutas em busca do retorno à sua Essência e Consciência Divina. 

Esta longa Noite Escura da Alma onde estivemos dormentes durante tantos séculos, convida-nos agora a um enorme Despertar. 
Mas afinal o que é Despertar, perguntam ainda muitos?
Despertar implica antes de mais relembrar o verdadeiro propósito da nossa existência, ou seja, reconectar com a nossa Essência Divina, Evoluir Espiritualmente, aceder a um novo patamar de experiências onde o Amor seja o Grande Valor, libertar e resistir às tentações do lado sombra e escolher corajosamente a expressão da luz e do Amor, seja em que ambiente for. 

Despertar não significa então ser bonzinho, obediente, humilde como nos ensinaram a viver em busca do amor externo. 

A Nova Era está a exigir Amor Interno, Amor Próprio, e para o conseguirmos, implica resgatar o Poder Pessoal de dizer sim ou não a tudo o que nos afasta de nós mesmos e da nossa integridade espiritual. 
O Amor passa a ser um estado de SER e não um estado de TER.

Despertar é aprender a viver a partir do centro, como dizia Buda, o Caminho do Meio onde a agenda social e a agenda espiritual, trabalham para o mesmo fim; a nossa evolução pessoal.

Se durante séculos, a fórmula da felicidade era TER uma relação, ter filhos, ter um bom trabalho, ter conforto material, ter reconhecimento social, mesmo que custasse o bem estar e a liberdade individual, a Nova Era convida-nos a descobrir o Indivíduo, a dar prioridade ao SER, a prezar o respeito pela diferença, a recuperar o seu Livre Arbítrio de poder escolher como quer viver de forma a poder SER quem realmente nasceu para ser.

Estamos a viver um tempo de gigante Revolução da Consciência. 
Pela primeira vez em milénios, estamos a ter a oportunidade de revolucionar totalmente a forma como vemos e vivemos no mundo. Principalmente a libertar a prisão do ego onde vivemos apenas para o exterior, para os papéis sociais, profissionais e familiares, para as infinitas tentações do plano material. 

Claro que vamos continuar a ter famílias, empregos, pais e, o dinheiro tem o seu papel, mas não como fins em si e únicas razões de viver como tantos ainda vivem. Precisamos aprender a levar a Alma para a nossa vida, a sacralizar a rotina, a voltar a vermo-nos como irmãos de alma, a ouvir o que esta pede, a respeitar o que lhe faz ou não sentido, que plano ela traçou para a encarnação presente, que lições e aprendizagens se escondem no nosso mapa natal, de que formas a nossa história e patamar de evolução, difere de quem nos rodeia como honrá-la e ser-lhe fiel a cada momento da nossa vida.

Não é um convite fácil nem vai ser conquistado nesta vida. 
Mas num tempo em que assistimos ao fim de Século, fim de Milénio, fim de Era, à transição do primeiro para o segundo milénio, não tenhamos dúvidas que chegou o tempo da mudança e quem não entrar no comboio da transformação pessoal, irá sentir a frustração da sua própria resistência, adiando para uma nova encarnação esta tão extraordinária oportunidade de evolução.

Não desanimes com o estado do mundo actual pois o sofrimento que ainda vemos foi criado e ainda está a ser mantido por seres da velha Era dos abusadores, ainda desconectados da luz, envolvidos em karmas pessoais / sociais que não podemos compreender. 
Se queres fazer parte da mudança do mundo e evoluir como indivíduo, ocupa-te de ti mesmo, leva a paz ao teu mundo pessoal, foca a tua energia no Amor e não dês atenção ou alimentes o medo.

O stress, a ansiedade, a depressão, a resistência à vida são a consequência da desconexão da luz. 
Ou seja, vivemos muito tempo numa literal escuridão espiritual. 
Mas já não tem que ser assim. 
Chegou o tempo de reacender a Luz interna. 
E por mais difícil ou mais trabalho que vá dar, vai valer a pena!


Vera Luz