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segunda-feira, 29 de maio de 2017

Trees are sanctuaries...The Wisdom of Trees


Ali Jardine





Trees are sanctuaries.
Whoever knows how to speak to them, whoever knows how to listen to them, can learn the truth. They do not preach learning and precepts, they preach, undeterred by particulars, the ancient law of life.
Hermann Hesse



For me, trees have always been the most penetrating preachers. I revere them when they live in tribes and families, in forests and groves. And even more I revere them when they stand alone.

In their highest boughs the world rustles, their roots rest in infinity; but they do not lose themselves there, they struggle with all the force of their lives for one thing only: to fulfill themselves according to their own laws, to build up their own form, to represent themselves. Nothing is holier, nothing is more exemplary than a beautiful, strong tree.

Trees are sanctuaries. Whoever knows how to speak to them, whoever knows how to listen to them, can learn the truth. They do not preach learning and precepts, they preach, undeterred by particulars, the ancient law of life.

When we are stricken and cannot bear our lives any longer, then a tree has something to say to us: Be still! Be still! Look at me! Life is not easy, life is not difficult. Those are childish thoughts. Let God speak within you, and your thoughts will grow silent.

You are anxious because your path leads away from mother and home. But every step and every day lead you back again to the mother. Home is neither here nor there. Home is within you, or home is nowhere at all.

A longing to wander tears my heart when I hear trees rustling in the wind at evening. If one listens to them silently for a long time, this longing reveals its kernel, its meaning. It is not so much a matter of escaping from one’s suffering, though it may seem to be so. It is a longing for home, for a memory of the mother, for new metaphors for life. It leads home. Every path leads homeward, every step is birth, every step is death, every grave is mother.

So the tree rustles in the evening, when we stand uneasy before our own childish thoughts: Trees have long thoughts, long-breathing and restful, just as they have longer lives than ours. They are wiser than we are, as long as we do not listen to them.

But when we have learned how to listen to trees, then the brevity and the quickness and the childlike hastiness of our thoughts achieve an incomparable joy. Whoever has learned how to listen to trees no longer wants to be a tree. He wants to be nothing except what he is. That is home. That is happiness.



― Hermann Hesse
in, "Trees: Reflections and Poems"






Now and again, it is necessary to seclude yourself among deep mountains and hidden valleys to restore your link to the source of life. Breathe out and let yourself soar to the ends of the universe; breathe in and bring the cosmos back inside…
~Morehei Ueshiba

There’s nothing to prove, nothing to figure out, nothing to get, nothing to understand.
When we finally stop explaining to ourselves, we may discover that in silence, complete understanding is already there.

~Steve Hagen

The world is not a problem to be solved, it is a living being to which we belong. The world is part of our own self and we are a part of its suffering wholeness. Until we go to the root of our image of separateness, there can be no healing. And the deepest part of our separateness from creation lies in our forgetfulness of its sacred nature, which is also our own sacred nature.
~Llewellyn Vaughan-Lee

Empty yourself of everything. Let the mind become still. The ten thousand things rise and fall while the Self watches their return. They grow and flourish and then return to the Source. Returning to the Source is stillness, which is the way of nature.
~Lao Tsu
Tao Te Ching, Verse 16


In the woods, we return to reason and faith… Standing on the bare ground – my head bathed by the blithe air, and uplifted into infinite space – all mean egotism vanishes.
I become a transparent eye-ball; I am nothing; I see all; the currents
of the Universal Being circulate through me…

~Ralph Waldo Emerson


Be as simple as you can be; you will be astonished to see
how uncomplicated and happy your life can become.

~ Paramahansa Yogananda 




When we have learned how to listen to trees, 
then the brevity and the quickness 
and the childlike hastiness of our thoughts 
achieve an incomparable joy. 

Hermann Hesse 
in, Trees: Reflections and Poems






sábado, 4 de março de 2017

O Efeito do Sistema Patriarcal na Nossa Consciência




O feminino 
não foi sempre subordinado ao masculino.


Tanto quanto se sabe, era a mãe terra, a própria natureza que desde os nossos antepassados e as mães tribais antigas que mantinham o conceito da grande Mãe, como um sistema de valores baseado em formas e ciclos da natureza. A grande Mãe era um símbolo da própria vida. Em seu ventre crescia toda a vida, de seu corpo surgiu toda a vida, ela fornece alimentação a todos os seres e todos os seres vivos voltam para ela quando morrem. Portanto, a grande Mãe, como uma força inclusive da vida e seus ciclos, sempre foi venerada como sendo sagrada.

O princípio feminino decorre em suas origens deste conceito baseado na natureza, pois o corpo feminino apresenta os mesmos padrões e ciclos que a natureza. Consequentemente, o feminino foi visto como o que dá vida, nutrindo, sustentando e abraçando a força da vida, o “vaso criativo da vida que continha, que deu origem, nutriu e protegeu”. 
Não é de se estranhar então, que os povos antigos respeitavam o feminino.

Ao longo de muitos milénios se desenvolveu a partir de uma sociedade tribal a existência de caçadores/coletores. Nós nos tornamos usuários mais poderosos de ferramentas e recursos, estabelecemos a agricultura e a posse individual, começamos a lutar guerras territoriais, a construir grandes cidades e civilizações e crescemos em número.
Enquanto tudo isso estava acontecendo, nossos sistemas espirituais mudaram: o feminino, que era o sagrado ventre criador, foi substituído pelo masculino todo poderoso deus cabeça. Saímos de deusas e sacerdotisas, para ambas as divindades masculinas e femininas e em seguida, para o domínio dos deuses e sacerdotes do sexo masculino.

Esses deuses são orientados para a guerra, criaturas ferozes, poderosas, competindo uns com os outros por influência e pela posse e subjugação do feminino. Isto se tornou cada vez mais evidente na Grécia antiga em torno de 500-400 AC, até os tempos atuais este estado de consciência prossegue com a subjugação do princípio feminino atingindo o seu ponto culminante no Judaísmo, Cristianismo e Islamismo. Nestas três “religiões de livros” o “deus masculino no céu” está firmemente estabelecido, enquanto o feminino sagrado desapareceu completamente, ou seja, no cristianismo, por exemplo, foi substituído por uma divisão, mulher culpada e mãe santa subordinada ao seu filho.

Por conseguinte, não deve ser nenhuma surpresa que paralelamente a este desenvolvimento, conduzido por um sistema de valores economicamente e socialmente com base no masculino veio cada vez mais a dominar todos os níveis da sociedade.

O feminino, que é definido como o que dá vida, nutrindo-a, centrado no coração (emocional), intuitivo, sustentação da vida e força de ligação circular, é cada vez mais reprimido, menosprezado, desvalorizado, silenciado, até mesmo perseguido e firmemente definido como “inferior” à força masculina que é centrada na cabeça (analítica), racional, hierarquicamente direcionada, de semeadura, orientada a luta e força de conquista.

O Futuro

Esta implementação gradual de um sistema (valor) patriarcal masculino, é complexa demais em suas muitas vertentes para descrever em um artigo, trouxe-nos valores materiais, científicos e riquezas culturais, mas chegou agora a um ponto em que a destruição supera os benefícios, ele não pode nos servir por mais tempo. Atributos básicos do princípio feminino, a vivificante sustentação da vida, o carinho, o emocional, o intuitivo, o inclusivo e o conjuntivo, assim como a selvagem força baseada na natureza agora precisam ser trazidos à tona, avaliados e implementados. Esses valores precisam entrar em nossa consciência como um sistema no qual baseamos o nosso modo de vida, o nosso relacionamento com os outros e as nossas decisões, se quisermos encontrar formas e meios de criar uma mudança positiva.

Não podemos mais nos dar ao luxo de cultivar uma consciência que se baseia em princípios masculinos.

Se pudermos começar a sentir novamente, em vez de fugir de nossas emoções desconfortáveis tomando medicamentos prescritos ou nos distraindo com entretenimentos, TV, internet, mídias sociais e muito mais.
Se pudermos cultivar nossas respostas do coração, permitindo nos comunicar mais uns com os outros, entrar em sintonia com o que está corretamente acontecendo ao nosso redor e sentir o sofrimento, poderíamos começar a dar os primeiros passos.

Se quisermos nos permitir honrar a mulher em sua plenitude, oferecendo habilidades a sua vida, seus ciclos selvagens e todas as fases da vida de jovens a velhos, nos ensinando muito sobre a natureza.
Se as sociedades que valorizam a capacidade da mulher buscassem se conectar, a sua capacidade de resistência, de comunicação e emotividade intuitiva, nutrindo os filhos, cuidando dos idosos, auxiliando instituições de caridade, ficando fora das hierarquias religiosas e ao mesmo tempo fazendo tudo isso e muito mais, nunca, nunca pronunciaríamos a palavra “feminismo”, mas em vez disto queremos que as mulheres sejam eternamente jovens, plasticamente reforçadas, deusas do sexo, enquanto esperam os homens competirem e ter sucesso no local de trabalho ou ficar em empregos de baixa remuneração.
...

Quando nos permitimos explorar o feminino como um princípio, olhamos para as formas mais profundas da vida para reduzir os valores destes princípios femininos, como a compaixão, a inteligência emocional, a conexão, o compartilhar, o cuidado com a natureza selvagem, a conexão com nossos sistemas de educação e muito mais e no tempo certo serão tomadas as medidas vitais na direção correta.
Acredito que a “cena da consciência” deve estar na vanguarda disto.


Christa Mackinnon



terça-feira, 7 de fevereiro de 2017

Economia do Dom





"Em Ciências Sociais, economia do dom, economia da doação ou economia da dádiva ou ainda cultura da dádiva é uma forma de organização social na qual os membros fazem doações de bens e serviços valiosos, uns aos outros, sem que haja, formal ou explicitamente, expectativa de reciprocidade imediata ou futura, como no escambo ou num mercado.

Todavia, a obrigação de reciprocidade existe, não necessariamente envolvendo as mesmas pessoas, mas como uma corrente contínua de doações.

A economia do dom é uma forma económica baseada sobre o valor de uso dos objetos ou ações. Contrapõe-se portanto à economia de mercado, que se baseia no valor de troca de bens e serviços.
A doação é na realidade uma troca recíproca com algumas características definidas por convenções e não por regras escritas: a obrigação de dar, a obrigação de receber, a obrigação de restituir mais do que se recebe.

A economia de dom caracteriza as chamadas economias primitivas.
Autossuficientes, elas podem realizar a troca do excedente produzido pelos poucos bens que não conseguem produzir.

Um típico exemplo de economia de dom é a prática do Potlatch dos indígenas americanos, como a economia dos iroqueses ou da Kula, a cerimónia dos habitantes das ilhas Trobriand."




sexta-feira, 14 de outubro de 2016

......................................anarco feminista




A razão que me faz ser eco e anarco feminista:

No Feminismo Tradicional o enfoque é o da "igualdade, paridade", ou seja, "nós, mulheres, queremos ser iguais" - aos homens -, quer nas funções de trabalho, quer no exercício existencial.

As novas vertentes (no caso da Women's Spirituality, a que sigo) acentuam a DIFERENÇA.
Não a diferença óbvia das relações de produção, mas a diferença corpórea, simbólica, e psíquica.

O feminismo tradicional (mais próximo dos movimentos sindicalistas) demonstra uma enorme dificuldade em lidar, por exemplo, com a menstruação, com os líquidos femininos, com a doença mental feminina (fruto da negação do próprio corpo e psique), com o desejo feminino.

Tudo isso é passado em branco, e a mulher (para o feminismo tradicional) passa a ser um simulacro de um "querer ser homem", um querer que a leva a se basear em leis estúpidas, ineficazes, que lhe dão a tosca sensação de direitos obtidos.

Starhawk, uma activista que ficou por semanas presa por sua participação na Revolta de Seatlte, sacou isso; Margot Adler, sacou isso; Barbara Walker tb sacou isso; Diane Stein tb sacou isso; Merlin Stone (autora de When God was a Woman), foi uma das primeiras a sacar.

Enfim, várias mulheres hoje estão a trilhar um caminho de volta aos seus mitos, história e reconhecimento do próprio corpo e psique.
Para mim, esse é o caminho.
Talvez um caminho mais longo, mas eficaz.
Um caminho de retorno à sacralidade feminina.


Márcia Frazão


sábado, 30 de julho de 2016

Baobá - A Árvore da Vida



Avenida dos Baobás - Morondava, Madagascar


Se és fã do Pequeno Príncipe, adorável personagem criado por Antoine de Saint-Exupéry, certamente te recordas do drama dos baobás, aquelas árvores enormes que ameaçavam a existência do pequeno planeta fictício do menino.
Essas árvores existem de verdade e são realmente bem grandes, podendo alcançar até 25 metros de altura.

Eu AMO esta árvore!!!
Apaixonei-me por ela em Angola.
Estava uma turma a ter aulas com o professor junto da árvore.

Os baobás, embondeiros, imbondeiros ou calabaceiras (Adansonia) são um género de árvore com oito espécies, seis nativas da ilha de Madagascar, uma do continente africano e Médio Oriente e uma da Austrália.
A espécie encontrada em África, Adansonia digitata, existe também em Madagascar.

O baobá é a árvore nacional de Madagascar, e o emblema nacional do Senegal.

Estas árvores podem viver durante milhares de anos e, se as observares com atenção, vais perceber que elas parecem ter sido plantadas de cabeça para baixo. Isto deve-se à aparência dos seus galhos, que lembram raízes e normalmente permanecem sem folhas durante nove meses do ano.
É considerada a árvore que tem o tronco mais grosso do mundo, chegando em alguns casos, a medir 20 metros de diâmetro. É uma das árvores mais antigas da terra.
O Baobá pode viver até 6 mil anos e a sua semente demora 10 anos para germinar.

Uma característica do Baobá é o tronco oco, no qual a planta acumula água, podendo atingir até 120.000 litros. Isto é de extrema importância para os africanos nos períodos de estiagem, e também para os viajantes que abrem um buraco no caule, bebem a água, e depois tapam-no com a própria casca da árvore. Quando a água seca, o interior da árvore fica oco e passa a servir como casa para os bichos e até para pessoas, conforme relatos contidos na literatura africana.

Tudo nos baobás pode ser aproveitado. A casca da árvore, por exemplo, é utilizada no fabrico de tecidos e corda, e as folhas têm propriedades medicinais e são usadas como condimento.

Os baobás também produzem frutos — a mukua —, que se parecem com grandes cocos verdes com sementes no seu interior. Esse “miolo” é seco e coberto com uma espécie de pó com sabor agridoce, e essa substância é incrivelmente nutritiva. Análises revelaram que o pó contém 5 vezes mais potássio do que as bananas, 3 vezes mais cálcio do que o leite, seis vezes mais vitamina C do que as laranjas e três vezes mais antioxidantes do que os mirtilos.

Das sementes é possível extrair um óleo rico em vitaminas A e F, além de ómega 3, 6 e 9, muito benéfico para a pele, sendo inclusive utilizado no tratamento de várias afecções cutâneas, como a psoríase e o eczema. As folhas, por sua vez, são ricas em betacaroteno, que é transformado pelo organismo em vitamina A, e um pó obtido a partir delas é usado para tratar a asma, diarreia, anemia e reumatismo.
Outros produtos obtidos a partir do baobá também são usados no tratamento da febre, malária, sarampo, varicela e problemas digestivos.



Diz a lenda que antes de serem embarcados nos navios negreiros, os escravos africanos, sob chibatadas eram obrigados a dar dezenas de voltas em torno de um imenso baobá, enquanto depositavam as suas crenças, suas origens, seu território, enfim a sua essência, para em seguida serem baptizados com uma identidade cristã-ocidental e enviados para o cativeiro.
Por isso o baobá passou a ser chamado de árvore do esquecimento, pois os escravos teriam deixado ali toda a sua memória (sabedoria).



sexta-feira, 29 de julho de 2016

A baboseira de ‘Amor e luz’ da Nova Era





"‘Amor e luz’ é um termo comumente usado pelo pessoal New Age, arremessado para todo lado como uma espécie de panaceia, se sobrepondo ao que quer que tenha acontecido anteriormente com sua luz passivo-agressiva fluorescente.

Abra sua boca e me permita empurrar goela abaixo meu amor e minha luz, antes que você se ofenda, antes que pense que sou má pessoa, antes que pense que sou qualquer outra coisa que não angelical.

Mas a agressão real está direcionada à própria sombra de cada um.

‘Sou apenas amor e luz. Tudo que sou é amor e luz.’

Não há nada mais distante da verdade, você está completamente delirante e desconsiderando metade de quem você é.

Sua sombra trabalha pra caralho para chamar sua atenção para que aprenda algo de valor.

‘A pessoa não se torna iluminada por imaginar figuras de luz, mas por trazer a escuridão para a consciência.’
 – Carl Jung

Sua sombra é sua melhor professora e aliada, e, no entanto, você gosta de chutá-la no estômago quando ela está no chão, com você gritando furiosamente através de lágrimas desesperadas:
‘Amor e luz! Amor e luz! Amor e luz, porra!!’
Gritando e fechando os olhos com força, tentando abolir seu lado demoníaco, como se ele pudesse ser destruído pela simples força de vontade de fingir que você é um ‘ser de luz’.

Determinado a se enxergar apenas sob os tons dourados da divindade, você está dolorosamente fazendo tudo errado.

Você é todas as cores e todos os tons.

Você é feito do frágil cintilante sopro da vida e da crueldade da implacável agente da morte.

Você tem um lado tão escuro que se recusa a ser subjugado por seus mantras teimosos de positividade e crenças unilaterais em cristais de quartzo, ioga, pureza e em ser “bonzinho”.

As profundezas do seu self de obsidiana pode oferecer tesouros que apenas o abismo pode suportar, a sua esculhambação carrega em si as mais brilhantes chamas do inferno, que podem lhe iluminar na verdadeira glória flamejante do seu self unificado e integrado.

Então, se eu fosse você eu abandonava essa fachada de amor e luz, você não está enganando ninguém.

Todos sabemos que seu interior está cheio de merdas e matéria em decomposição e vilania.

Sabemos porque nós também estamos cheios disso.

Vomite seus pensamentos tóxicos e atitudes perversas em cima da minha mesa de centro e me dê algo de valor como companhia.

Me dê a pedreira que de verdade compõe a tua alma, não o fantasma vacilante do teu espírito.

Caia na real.

Me dê tua profundidade.

Você é amor e luz E TAMBÉM uma escuridão imensurável.

Honre sua sombra, ou essa vadia vai te foder tanto que não há quantidade de óleo de coco extraído a frio que vá aliviar.

Ela está do seu lado e é melhor você também estar. (Em vez de ficar flutuando em amor e luz na fadalândia de merda)."



Alana McHugh





"Se você, como eu, fica pasmo com a generalização e esvaziamento de termos e saudações como “muita luz pra você”, “beijos de luz”, “gratidão”, “gratiluz”, entre outros nas comunidades ditas espirituais, new age ou nova era, este texto é pra você.

Ficar vibrando só na luz, negando todos os nossos outros sentimentos e verdades é um tremendo desserviço à evolução e integridade do ser humano. Vibrar só de um lado das nossas polaridades é convidar tudo que reprimimos a se apoderar de nós de uma forma muito mais forte e nociva posteriormente.

Não tenha medo de assumir seus lados nãos “aceitáveis”, não tenha medo de ser humano e mortal. Abrace, receba e aceite todas as partes do seu self. É a única coisa saudável a se fazer. E é a mais sábia.

Conheçe-te a ti mesmo – em todos teus recônditos e teus demónios internos não terão mais poder sobre ti, mas trabalharão contigo na busca de uma vida bem vivida e um self verdadeiramente integrado, com relações muito mais harmoniosas de verdade."


Petrucia Finkler


quinta-feira, 28 de julho de 2016

Os Quatro Grandes Elementos Naturais...ou Cinco???




Os quatro grandes Elementos Naturais, 
a Terra, a Água, o Ar e o Fogo 
são Princípios de Vida, 
forças cósmicas que se manifestam 
desde o Micro (homem) ao Macro (planeta). 
Exprimem e actualizam as Leis do Universo.


Cada Elemento tem um registo próprio de vibração energética.

Os Elementos interagem para que tudo se manifeste, inclusive a própria Vida...
A Vida é o grande Milagre dos Elementos, a Alquimia...

Através do Ar e da Água, o Fogo, o Sol, criou a Vida na Terra...

Elementos são forças dinâmicas com poder de transformar a sua Energia.
A sua relação altera a frequência das vibrações.
Dessa alteração nascem todas as circunstâncias, não só físicas como também psíquicas.

Somos um Todo energético em movimento, um Sistema, um jogo de Forças constituído pela constante interacção de várias frequências vibratórias, que entre si se dinamizam.
Esta profunda Alquimia está na Origem de vários estados psicológicos.

O Ser Humano é movido em toda a sua interacção com a vida por um movimento psicológico aos quais os elementos dão vida, criam vida própria e aos quais podemos pela consciência de como se movem em Nós, sermos os alquimistas, os transformadores dessa interacção e modificar o comportamento psicológico que nos domina.

Conhecê-los, saber como se movem em nós, é ser o criador da realidade que queremos para a nossa vida.



Ruth Fairfield




Quando falamos da Natureza, inevitavelmente identificamos os quatro elementos como parte integrante da sua estrutura, não só do próprio planeta, mas também como reflexo dos vários planos de existência do Ser Humano: o elemento Terra representa a estrutura do corpo físico e respectivas sensações; o elemento Água está relacionado com a bioquímica, as emoções e os sentimentos; o elemento Fogo dirige-se à energia e intuição, ao plano espiritual; o elemento Ar reporta-se à mente: pensamentos, entendimento e conhecimento.

Terra, Ar, Fogo e Água são essenciais para que possa existir vida e a mesma se desenvolva. 
O elemento Terra oferece-nos a sua estrutura, o planeta, a matéria da qual o corpo se constitui; enquanto o elemento Água lhe acrescenta vitalidade, poder de crescimento, regeneração e reprodução.

O elemento Ar eleva o ser humano além do mineral e do vegetal, recordando-nos que a terra é tão mais fértil, quanto mais arejada pelos ventos que nela circulam. O ar é o elo de ligação entre os mundos visível e invisível. No homem, implementa o movimento de renovação: o processo de respiração que transporta o oxigénio, essencial à sobrevivência e reprodução das células. Quanto mais renovado, mais capacidade funcional tem o plano mental (ideias, criatividade, imaginação). Na realidade só podemos criar, quando nos libertamos do velho e já estabelecido, para aceitar as novas formas de pensar, ser e estar.

Pelo elemento Fogo, o indivíduo entende que é o calor do sol que faz germinar e crescer as plantas e as árvores. É a mesma energia que aquece os seus processos físicos e eleva o seu entusiasmo, levando-o a vivenciar emoções como alegria ou explosões de raiva, a necessidade de intervenção no próprio meio ou de superar-se a si mesmo. Ao simbolizar a vertente espiritual do ser humano, o fogo transformador e transmutador representa que somos os únicos seres que alcançam a consciência do seu processo de envelhecimento e, posteriormente, a experiência da morte.

Desde tempos ancestrais que a observação da Natureza é para o Homem um vasto e infinito campo de aprendizagens e que tem funcionado como ferramenta de novos conhecimentos que têm contribuído para a sua evolução. A filosofia, mitologia, astrologia e os mais diversos tipos de ciências, desde as suas origens, tiveram sempre em conta os elementos como princípio base da sua estrutura.

Distintas culturas e tradições integram uma concepção semelhante dos elementos; podemos encontra-los, por exemplo, nas escrituras sagradas da Índia e também na raiz filosófica da medicina Ayurveda. Na China, entendiam a vida através da complementaridade das energias Yin e Yang, ou seja, feminino – passivo – receptivo e masculino – activo – penetrante respectivamente, dividindo os elementos nesses dois grupos: o fogo e o ar são considerados activos, estão relacionados com a energia Yang; enquanto água e terra passivos, relacionados com a energia Yin.

De igual modo, também podemos relacioná-los com a conceção grega das duas expressões de energia: Apolónia (fogo e ar que, ativa e conscientemente formam a vida) e Dionísia (água e terra, que representam as forças que manifestam-se de modo mais inconsciente e intuitivo).

Os elementos também foram divididos nas qualidades quente, seco, húmido e frio, incorporando uma velha teoria grega que posteriormente serviu de referência para designar os quatro temperamentos da medicina antiga: colérico (quente e seco - Fogo), sanguíneo (quente e húmido - Terra), melancólico (frio e seco - Ar) e fleumático (frio e húmido – Água).

Se tivermos em conta o próprio desenvolvimento da astrologia ao longo dos milénios, também podemos verificar que esta ciência esotérica estruturou-se através de cálculos matemáticos e de simbologia inspirada nos elementos como quatro conjuntos de referência dos tipos de personalidade que agruparam as 12 formas de representação das características do Homem: os signos.
Assim sendo, os signos representados pelo elemento Ar são Gémeos, Balança e Aquário; no elemento Água temos Caranguejo, Escorpião e Peixes; ao elemento Fogo foram atribuídos Carneiro, Leão e Sagitário e os que representam o elemento Terra são Touro, Virgem e Capricórnio.

Tal como a astrologia, que sobreviveu até aos nossos dias como forma de clarificar e revelar as verdades do destino do indivíduo, também o mundo dos arquétipos, inspirando a psicologia de Carl Jung no início do século XX enquanto simbologia universal, são parte constituinte da memória da Humanidade, que ele designou como Inconsciente Colectivo. Desta forma, Jung também associou funções psíquicas aos quatro elementos: 

  • Terra representa as sensações; 
  • Água os sentimentos; 
  • Ar o pensamento; 
  • Fogo a intuição e acção.


Lavoisier, químico francês do século XVIII, considerou, inspirado pelas suas investigações científicas que na natureza nada se cria, nada se perde, tudo se transforma. Tendo em conta a sua afirmação, constatamos que ao longo da história da Humanidade, o homem sempre compreendeu e aceitou o dom transformador da natureza e da forma como ela foi alterando e aprimorando o próprio ser humano. Ao descobrirmos a sua influência nas nossas vidas, fomos capazes de nos adaptarmos a ela e evoluirmos enquanto espécie. Através da união entre os quatro elementos, resulta o quinto: o equilíbrio, o éter da Vida, que deve ser encontrado por cada um de nós em todos os níveis da nossa existência para que possamos alcançar a verdadeira paz e felicidade, bem como a harmonia na relação com todos os outros seres e o meio ambiente.


Rafael Leandro



O fogo é considerado um símbolo sagrado na maioría das religiões, incluindo o Hinduísmo, Cristianismo, Judaísmo, Islamismo, Xintoísmo e Wicca. Quase todos os rituais religiosos são realizados na presença deste elemento. Seja em forma de fogueiras, ou mesmo simplesmente representado por uma vela. O fogo possui um misticismo que envolve quase todas as crenças.

O ar é um dos “tatwas” (cinco elementos básicos da natureza). Na religião Wicca o ar é tido como um dos símbolos do Grande Deus, assim como o incenso e as penas.

A Água também é considerada um símbolo sagrado na maioría das religiões, representada geralmente em receptáculos (como taças) ou simplesmente por um rio, lago ou mar (nas cerimônias realizadas na natureza).

Segundo a mitologia pagã, o elemento terra foi o último dos elementos a se formar, pois pela sua principal característica, a solidificação, ela integra em si o fogo, a água e o ar. Foi essa característica, segundo a crença pagã, que conferiu uma forma concreta aos outros três elementos. É tida como um dos símbolos da Grande Deusa, assim como o pentagrama e o sal.

Em diversas mitologias e religiões os elementos fundamentais não são 4. São 5.
Os alquimistas antigos o denominaram Éter.
Segundo Aristótoles, o éter é o quinto elemento do qual seria composto o universo. Seria essa substância que permearia o cosmos.



O Elemento Éter - A Quinta-Essência ou Quintessência

Este quinto elemento já foi chamado de espírito, alma, éter, cinco, quinta essência, entre outros.
O mais usado actualmente é de Quintessência.

Não podemos ignorar a existência do quinto elemento considerado por muitos cientistas como real: o Éter. A existência deste elemento foi postulada por muitos cientistas até o início do século XX e suportava a teoria que defendia em síntese a inexistência do vácuo na Natureza. O Éter era descrito como o quinto elemento que preenchia o espaço vazio pelo qual a luz se propagava, constituindo o meio de propagação da luz. Exactamente, o meio de propagação da luz não seria o vazio, mas o éter, uma substância extrafísica.

Entretanto, a existência do Éter é rejeitada pela maior parte da comunidade científica, mesmo com a descoberta da energia escura que aponta para a possibilidade da existência do éter.

Aristóteles defendia que o mundo é composto por 5 elementos básicos de estruturação da natureza. Ele acreditava nos 4 elementos do planeta (Terra, Água, Ar e Fogo) e ainda num 5º elemento hipotético - o éter. Esse quinto elemento também era conhecido como a quinta-essência ou quintessência. É o elemento presente no cosmos; o elemento oculto. Éter é um elemento não palpável, possivelmente num estado energético alterado de uma vibração não compatível com a vibração da energia condensada (matéria).

A quintessência é um elemento que é aceite apenas por certas linhas de raciocínio.
Muitos ainda ignoram a existência dessa essência da natureza que se relaciona com todas as energias. Considerando esse elemento, há 5 elementos e não 4.

Quando as ciências da natureza ainda davam seus primeiros passos, na Grécia Antiga surgiu um conceito filosófico (culminado mais tarde em teoria científica) defendido por grandes filósofos como Pitágoras e Aristóteles, que funcionaria como começo para a compreensão do funcionamento do Universo: o conceito de éter.

O Éter já se fazia presente na mitologia grega, aparecendo na maioria dos contos como um deus, filho de Nix (trevas superficiais) e Érebo (trevas superiores), sendo ao mesmo tempo irmão e marido de Hemera com quem teve os filhos Oceano, Atlas, as três Fúrias, entre outros.
No início, Éter era representado como o Deus do Céu Superior, em contradição a Urano que seria o Deus do Céu Superficial; entretanto, com o tempo a palavra passou a ter a conotação de ar elevado envolvente a Terra, passando a ser assim o ar respirado pelos deuses, diferente daquele respirado pelos humanos por ser puro e brilhante.
E foi exactamente esta conotação que levou Anaxágoras a inclui-lo no século V a.C. num de seus textos como o fluido que circundaria não só a Terra, mas também todos os outros planetas (o que na época incluía o Sol e a Lua), sendo o meio responsável pelo movimento destes.

A teoria chegou a ser praticamente esquecida durante os primeiros anos da Era Cristã, entretanto retornou na Idade Média como a teoria oficial e absoluta da Igreja Católica, que considerava herética a ideia do vácuo, pois este representaria a ausência de Deus.

No século X, Al-Farabi, o famoso cientista e filósofo islâmico, realizou experiências com êmbolos em água e chegou no que pode ser o primeiro vácuo reproduzido em laboratório. Quando tal notícia chegou na Europa, começaram a surgir trabalhos e experiências que clandestinamente tentavam reproduzir o feito de Al-Farabi, entretanto só no século XVI a concepção de Éter foi realmente posta a prova quando Kepler formou sua teoria dos movimentos celestes, na qual aparentemente não cabia a ideia do quinto elemento, levando muitos cientistas a se focarem no assunto.

No século seguinte, Torricelli obteve, oficialmente, o primeiro vácuo reproduzido em laboratório por meio de um barómetro de mercúrio. Diante de tal irrevogável facto, Newton, ao montar a sua teoria de Gravitação, partiu do conceito que fora da atmosfera terrestre, o que envolvia os planetas era o vácuo. Mesmo assim, o éter nunca foi deixado completamente de lado no mundo científico, tendo, por exemplo, Descartes defendido a existência do fluido nos padrões da filosofia aristotélica.

Com a evolução dos conceitos ondulatórios, descobriu-se que a luz era uma onda transversal, o que causou um impasse na sociedade científica, pois diante das descobertas passava a ser quase absurda a ideia que a luz pudesse viajar no vácuo. Desta forma a concepção de éter mais uma vez retornou como uma teoria sólida. Segundo esta nova teoria, o éter teria uma densidade nula e preencheria todos os espaços vazios. Para provar a sua existência foram realizadas experiências, todas falidas, sendo a mais famosa destas a experiência de Michaelson-Morley que tentou medir a velocidade da Terra no quinto elemento.

No começo no século passado, a teoria do éter foi finalmente tomada como falsa com a consolidação da Teoria da Relatividade do cientista Albert Einstein, o qual brincou com o facto ao afirmar que se quisessem, poderiam chamar o espaço-tempo de éter.

Nos anos 40, Reich propôs ser possível a existência do famoso fluido que seria um oceano de energia cósmica, sendo as cristas de ondas destes, responsáveis por liberar uma energia denominada pelo cientista de orgone, a impulsionadora das forças que agem a grandes distâncias como a gravidade.
A teoria reichiana foi tomada como inválida por falta de provas e hoje só é considerado o valor histórico desta e de todas as outras ligadas ao Éter.
Um facto válido a se citar é que o conceito do éter teria influenciado Allan Kardec, o qual afirmava existir um fluido cósmico universal que seria o material constituinte do Espírito Humano.

Em 1998, três astrofísicos da Universidade de Pensilvânia – Robert Caldwell, Rahul Dave e Paul Steinhardt – reintroduziram o termo “quintessência” para designar um campo dinâmico gravitacionalmente repulsivo. A dinamicidade é a propriedade mais atraente da quintessência.

O maior desafio de qualquer teoria de energia escura é explicar o facto de ela existir na medida exacta: numa quantidade não tão grande para impedir a formação das galáxias no universo primordial, e nem tão pequena que não pudesse ser detectada agora.
A energia do vácuo, é totalmente inerte, mantém a mesma densidade o tempo todo. 
Portanto, para explicar a quantidade de energia escura hoje, os valores deveriam ter sido muito bem sintonizados na criação do universo para ter o valor adequado com as observações de hoje.

A quintessência interage com a matéria e evolui com o tempo, de forma que se ajusta naturalmente aos valores observados na época actual.

Actualmente, o astrofísico suíço Nassim Haramein, director da pesquisa "The Resonance Project", deu continuidade à pesquisa de Albert Einsten, desenvolveu-a e conseguiu provar cientificamente que de facto existe o Vácuo Cósmico; descobriu novos factos em relação aos buracos negros e aos buracos brancos; sobre as várias dimensões, universo e multiuniverso; geometria fundamental do hiperespaço; estuda uma variedade de campos da física teórica, cosmologia, mecânica quântica, biologia e química com também a antropologia e antigas civilizações; Singularidade; unificação dos campos; etc...
Nos últimos 20 anos Haramein dirige equipas de físicos, engenheiros, matemáticos e outros cientistas após fundar uma organização sem fins lucrativos - Projecto Ressonância - onde como director de pesquisa, continua a explorar os princípios de unificação e as suas implicações no nosso mundo de hoje.
 Há tanta informação importante dada por este físico - Nassim Haramein - que não ler o que escreve, não ver os vídeos que faz, é como negar a própria evolução, é escolher manter-se alienado.

Eu tenho muita coisa dele aqui neste blog nas etiquetas: 
Um Ponto de Luz  
Nassim Haramein palestra em 46 partes legendadas




 O quinto elemento no Espirualismo 

No espiritualismo, a quintessência nada mais é do que o elemento do que são feitos os espíritos.

De acordo com a espiritologia, o espírito é o corpo psíquico, que entra em contacto com a quarta dimensão ( ou Mundo Astral), local onde não existem problemas de espaço ou de tempo.
Segundo esta corrente, o ser humano pode entrar em contacto com outros lugares ou até outras épocas, sendo que, alguns pesquisadores, como o psiquiatra suíço Carl Gustav Jung, acreditavam que os problemas do mundo contemporâneo, não eram regidos apenas pelas pessoas fisicamente, mas também psiquicamente, utilizando o mundo astral como meio de intervir no Mundo Terrestre.


Resumo/ Detalhes

Ponto cardeal: centro

Hora do dia: além do tempo

Estação do ano: a Roda do Ano

Cores: preto, branco e transparente

Animal: esfinge

Poder: transformar

Instrumento: caldeirão

Rege: imanência, transformação, transcendência, mudança, o vazio, dentro e fora

Sentido: audição

Plantas: visgo

Árvore: amendoeira



Básicamente este é o significado da tão famosa Quintessência.
É o que rege o universo, é o elemento fundamental para a existência humana, e de todos os outros seres.
É a chave para se redescobrir a si mesmo.
É o cosmos, é a união, é a peça que completa todos os quebra-cabeças.


 “O amor não é um sentimento, é um elemento etério que jamais poderá ser capturado.
Somente entregue por aqueles que o possuem em sua essência e têm, verdadeiramente, a consciência de seu poder.”


quinta-feira, 23 de junho de 2016

Animism




OUTDATING RELIGION BY 2 MILLION YEARS, 
ANIMISM IS THE WORLDS OLDEST 
BELIEF SYSTEM!


The word Animism is derived from the Latin word Anima, meaning breath or soul. 

Animism itself is not a religion, but rather one of the oldest belief systems on the planet, with its origins dating as far back as the Paleolithic age. Animism pre-dates any form of organized religion, and is said to describe the most common, foundational thread of indigenous people's spirituality and supernatural perspectives in the world.

Animism is a belief that everything on the planet, and even the planet itself have a spirit or soul.

Everything from animals, plants, rivers, mountains, even the planet itself, and that together they create a global community of living spirits, infinitely and eternally connected to a larger, universal spirit, all of which deserve respect.

To the Indigenous and tribal people of the earth, the animistic perspective is so fundamental, mundane, everyday, and taken-for-granted that most animistic indigenous people do not even have a word in their language that corresponds to “animism”.
To them, it is simply a part of everyday life.

In Animism, a “spirit” is often a member of a multi-species community, perhaps including “rock spirits”, “tree spirits”, or the spirit of the Buffalo. Those who follow a practice of animism often claim to personally know the spirit of at least some rocks, animals, or plants because they give and receive gifts, engage in conversations, or seem to act toward others intentionally

In many cultures, trees were regarded as maternal deities or forest spirits, to be respected even when their lives were sacrificed for human use. For example, Pagan woodcutters never felled a tree without first begging for forgiveness. Today, the idea of female tree spirits live on in myth and folklore as dryads, the Greek nymph inhabiting the forests.

Humans too, are spirits, because we act in the same way. To respect other spirits does not necessarily mean liking them. It simply means acknowledging that they also have rights and personal interests.

In Animism, it is believed that spirits can in fact be killed, but it can only happen when necessary and always with a great deal of compassion.

Animist religions often feature shamans; experts in resolving interspecies misunderstandings, such as when humans insult hunted animals, knowing the whereabouts of others such as distant food species, or combating aggressors, such as disease. Their work often involves dramatic trance rituals. Generally, animism is expressed in simple gift-giving to other persons, as when native americans offer tobacco or sage to elders or sacred beings.

As a belief system evolving alongside human culture, today it is present in a number of religions, such as Shinto and Voodoo.

A core mantra of Animism is: 
“It’s not just humans who have feelings. Animals, plants, and rocks do too, and they all deserve respect.”




domingo, 1 de maio de 2016

The Spell of the Sensuous



There is ... a common sensibility shared by persons who have, in Robinson Jeffers' phrase, "fallen in love outward" with the world around them.
As their compassion for the land deepens, they ... rejuvenate their senses by entering into reciprocity with the sensuous surroundings.

David Abram
in, The Spell of the Sensuous


quinta-feira, 24 de março de 2016

Ishtar




Em muitos idiomas, como o português, o nome Páscoa deriva-se do hebraico “Pesach” que significa “Passagem” ou “Passover” no inglês, mas as nações de língua inglesa chamam a Páscoa de “Easter”, palavra derivada do nome da deusa teutônica “Ostra” (em escandinavo) ou “Ostern” e “Eastre” (para os nórdicos), que tem sua origem na mitologia desses povos, cuja essência principal era a da fertilidade na primavera. 
“Ester” do Antigo Testamento é uma repetição da deusa Ishtar.


Ishtar é a deusa dos acádios, 
herança dos seus antecessores sumérios, 
cognata da deusa Astarte dos filisteus, 
de Isis dos egípcios, 
Inanna dos sumérios e 
da Afrodite, dos Gregos.


Astarte, Astoreth ou Isis, de quem vem Páscoa (“Easter”), cujo reino e significado longínquo pouco é dito ou reconhecido pela nossa actual sociedade, era representada pelo planeta Vénus.

Inanna-Ishtar leva-nos de volta a um tempo onde o Feminino era activo, dinâmico, poderoso, com os dons da paixão, do riso, e da graça envolvente. Os sumérios viam Inana como uma metáfora para o Divino na Matéria, e eu vou mais longe, para afirmar que Inana/Ishtar é alegria, conexão, paixão, entusiasmo e força; a guerreira que mantém sua posição com integridade, como não-vítima.


Ela representa a força e o encantamento 
da existência sob a forma feminina, 
e para tanto é autocentrada, 
auto definida e independente.


Inana/Ishtar é o arquétipo mesopotâmico do Feminino Dinâmico e Não Maternal. O arquétipo da Grande Mãe nos alimenta a partir do útero e dá-nos sustento ao longo de toda infância e anos subsequentes do ponto de vista da protecção e aceitação total. Por outro lado, as deusas dinâmicas e não maternais aparecem quando estamos no limiar do portal que nos levará à maturidade e plenitude, quando nos sentimos aptos para tomar as rédeas de nossas vidas com nossas próprias mãos.

Uma pessoa madura e bem integrada não precisa de uma mãe para lhe dizer o que fazer. O que uma pessoa madura precisa é a inspiração de uma guia e musa para ultrapassar barreiras interiores e exteriores em todos os mundos. Isto é o que a Deusa Inana/Ishtar é e faz como a Deusa Dinâmica e Não Materna, e Senhora do Amor e da Guerra.

Na Antiguidade era comum o culto aos deuses através de rituais e Ishtar tinha alguns rituais de carácter sexual, uma vez que era a deusa da fertilidade.

Um ritual importante ocorria no equinócio da primavera, onde os participantes pintavam e decoravam ovos (símbolo da fertilidade) e os escondiam e enterravam em tocas nos campos.

O Equinócio da Primavera marcava, para os antigos, o início do Ano e princípio do ciclo sazonal das Estações. O momento de fertilizar a terra e renovar sua força e vitalidade que seria transformada no inicio do Verão em Abundância e Fartura.


A Páscoa, portanto, simboliza a capacidade 
que o ser humano possui de renascer e de renovar-se 
a cada ciclo do tempo. 
Esta capacidade está associada à condição de 
libertar-se de tudo o que é velho 
e abrir-se para o novo.


Na simbologia cósmica, significa o renascimento da Terra em sua força de fertilidade (primavera) após um período de morte (inverno).

O Ovo em muitas culturas representa o símbolo da imortalidade, da ressurreição e da abundância da vida que se manifesta na Primavera. É o símbolo representativo da Criação entre os Chineses, os Egípcios, os Gregos, os Romanos, os Persas e outros povos.

A Lebre está, aqui, associada à Lua que é também o planeta regente da Reprodução, da Fertilidade e da Maternidade. A Lebre, pela sua grande fertilidade e facilidade reprodutiva, tem sido objecto dos mais variados mitos populares. A Lebre chega a ter 42 crias por ano e associa-se também a ideia de Longevidade e de Imortalidade.

Nesta data, as vibrações estão centradas na comemoração da “Páscoa – Passagem” e as energias geradas nestas celebrações estão voltadas para os processos de libertação, comunhão com o Sagrado e o renascimento.

Aproveite este momento fazendo uma imersão. Vibre nestas energias, libertando-se do que não tem mais sentido e preparando-se para renascer para uma vida melhor.


Dani Rossi


terça-feira, 1 de março de 2016

El cielo en el cerebro



El cielo en el cerebro: 
la fascinante relación entre la Luna 
y los neurotransmisores

SIGUIENDO CON UNA EXPLORACIÓN DE LA CRONOBIOLOGÍA Y DE LA RELACIÓN ANTROPO-BIO-CÓSMICA PROBAMOS UN MÉTODO PARA AUMENTAR EL DESEMPEÑO COGNITIVO Y LA PRODUCTIVIDAD BASADO EN LA SINCRONIZACIÓN ENTRE LA MENTE Y LA LUNA




El hombre cobra vida a través del qi del cielo y la tierra; madura al ritmo de las leyes de las cuatro estaciones.
El Clásico Interno del Emperador Amarillo


Cuando le preguntaron a Pitágoras qué era el tiempo, respondió que era el alma del mundo.
Plutarco



Para el hombre antiguo era un hecho incontrovertible que su vida estaba ligada a los procesos astronómicos y a los ciclos estacionales que marcaban los astros. No sólo dependiendo del cielo y de la tierra –y de su relación de creatividad y receptividad– para cosechar sus alimentos, sino también para cultivar una vida sana y virtuosa física y mentalmente. El hombre, como parte de la tierra, también recibe del cielo la energía que le permite crecer. Esto era parte de una cosmogonía que tiene como piedra angular la visión del microcosmos como un espejo del macrocosmos: una filosofía natural perenne que encontramos presente en mayor o menor medida en todas las culturas antiguas. 
El hombre moderno, no sin arrogancia, ve en esto un rasgo del pensamiento mágico-primitivo que el pensamiento racional ha rebasado. Despojado de este espíritu, el paradigma médico del hombre occidental no toma en cuenta la influencia de factores ambientales y mucho menos cósmicos. Pero hoy sabemos, por experiencia propia, que la medicina occidental moderna es muy buena para atacar y extirpar padecimientos agudos, pero sufre cuando se trata de curar y no sólo aliviar los síntomas de enfermedades crónicas (las enfermedades del tiempo). Tradiciones de medicina antigua, por ejemplo la espagiria (alquimia vegetal) o la acupuntura, curan balanceando y despertando los procesos de autosanación del cuerpo; la medicina alópata moderna “cura” suprimiendo síntomas con fármacos que generan efectos secundarios en otros sistemas y órganos, porque estos no son concebidos como estrechamente interdependientes. Existen, sin embargo, señales de una mayor apertura a sistemas holísticos dentro de la ciencia médica occidental, especialmente a partir de recientes hallazgos en la epigenética, y particularmente en la cronobiología.

Como vimos en un artículo anterior sobre la cronobiología, existe una relación entre la cualidad particular del tiempo y la salud humana y su disposición y aptitud para realizar ciertas tareas. En otras palabras, no todos los momentos son iguales, y realizar cierta acción en determinado momento puede ser contraproducente o, en el sentido contrario, doblemente provechoso, siendo catalizada por la energía que predomina en ese momento (el universo como proceso de aikido). Ser conscientes de esto, de los cambios, de los ciclos y de las diferentes cualidades de los momentos, es ya un paso importante para armonizar el cuerpo y la mente, ahorrar recursos y almacenar energía.

Después de este acercamiento teórico, sigamos con una aplicación práctica de la cronobiología con la intención de comprobar que esta relación entre el hombre y el cosmos no es sólo analogía poética sino correlación energética.



La praxis de la Luna

Hace unas semanas entrevisté al doctor Mark Filippi, cuyo Método somático descubrí leyendo Present Shock, de Douglas Rushkoff, analista de medios que quizás sea el más legítimo heredero de Marshall McLuhan. Rushkoff empleó el sistema de Filippi, basado en una conexión entre las fases de la Luna y cuatro neurotransmisores básicos, para maximizar su desempeño escribiendo su libro (una especie de walk-the-talk, ya que uno de los temas del libro de Rushkoff es la importancia de tomar conciencia de los efectos que tiene vivir conectado a internet 24/7 y abandonar los ciclos naturales). Rushkoff explica cómo trabajó con este método en la escritura de su libro:

Usaba la primera semana de la Luna para organizar los capítulos, hacer entrevistas, y hablar con amigos y colegas sobre las ideas que estaba trabajando.
En la segunda y más intensa semana, me encerraba en mi oficina, con una tarea definida, y lograba escribir la mayor parte del libro. ~
En la tercera semana, editaba lo que había escrito, leía material nuevo y saltaba hacia cualquier sección que me llamara, probando ideas nuevas.
En la última semana, revisaba la estructura y pasajes difíciles y reprogramaba la pesadilla que es mi sitio web.
Mi propia experiencia es que mi productividad aumentó cerca de un 40%, y mi paz mental durante todo el proceso se transformó completamente para bien. Aunque esto resulte anecdótico para cualquier otra persona, ciertamente me convenció de seguir consciente de estos ciclos de ahora en adelante.

Filippi describe su sistema, en su concepción más amplia, como una conciencia de “la relación entre el mundo interior y el mundo exterior”. Esto basado en una interiorización del aspecto cuaternario que rige los ciclos en la naturaleza: cuatro estaciones, cuatro fases lunares, cuatro cuartos de hora, cuatro elementos, cuatro fases de la respiración, etc. El cuatro es parte esencial del ritmo y de la medición. “El cuatro es una constante en la forma en la que las cosas se organizan en la naturaleza y en cómo absorbemos información, dividiéndola en grupos de cuatro”, explica Filippi.

El método de Filippi es una continuación del trabajo de Irving Dardik, Joel Robertson y David Goodman, quienes, cada uno en su ámbito, han elaborado una teoría sobre las oscilaciones en el desempeño fisiológico, emocional y mental del ser humano. “Mi ecología se desprende de la confluencia del modelo de Goodman de cuatro fases y las ideas de Robertson sobre performance. También sé que existe una correlación con el sistema de acupuntura [esto es el sistema de acupuntura lunar que se describe en Clásico del Emperador Amarillo]”. Particularmente la historia de esta correlación entre la Luna y los neurotransmisores se origina en Goodman, quien en las últimas décadas ha recopilado minuciosamente información sobre sueños y estados emocionales en un diario propio y de diferentes sujetos de estudio. Goodman sugiere que existe un patrón: “Surgen cuatro cambios emocionales naturales. Estos los he reportado desde 1996 como: pasivo ascendente, activo ascendente, pasivo ascendente y activo descendente”. 
La idea de que estos ciclos emocionales están ligados a la Luna viene del libro Body Time (1971), de Gay Gaer Luce, en donde se propone la siguiente hipótesis:

Un sondeo calendárico de los síntomas de las personas sanas probablemente revelará que una sorprendente cantidad muestran oscilaciones en peso, vitalidad, desempeño óptimo, pesimismo, apetito, sueño; oscilaciones en brillantez y apagamiento, empeño y apatía, volubilidad e imperturbabilidad, malestar y robusto bienestar.

Efectivamente, Goodman documentó la presencia de estas oscilaciones, las cuales relacionó con una secreción dominante de neurotransmisores según la fase lunar. Con esto sentó las bases para explicar por qué las personas atraviesan diferentes estados de ánimo y de capacidad cognitiva sin que modifiquen sus hábitos: existen factores ambientales cíclicos que regulan la producción de nuestros neurotransmisores. Esto es importante ya que algunas personas después de sentirse deprimidas o especialmente ansiosas por unos días no tardan en hurgar en su gabinete de medicamentos. Es necesario señalar que el sistema de Filippi difiere del orden que Goodman estableció, sin embargo, después de ponerlo a prueba en reiteradas ocasiones, ha mostrado tener coherencia y arrojar resultados positivos.

El método somático de Filippi  no sólo está basado en la sincronización con el ciclo lunar, sino en una sincronización general de los procesos cognitivos, de manera interna y externa. Aquí, sin embargo, nos concentraremos sólo en la conexión entre las fases lunares y los neurotransmisores.
La correspondencia básica es:

 -Primera semana lunar: acetilcolina

-Segunda semana lunar: serotonina

-Tercera semana lunar: dopamina

-Cuarta semana lunar: norepinefrina (o noradrenalina)



Los neurotransmisores son mensajeros químicos que viajan en el espacio sináptico llevando información de neurona a neurona.  La mayoría de los neurotransmisores son sintetizados a partir de los aminoácidos presentes en nuestros alimentos, pero sabemos también que factores ambientales influyen en la conversión de estas moléculas neuromediadoras. Un ejemplo muy conocido es la disminución de la serotonina en invierno debido a la menor exposición al Sol, lo que produce el trastorno afectivo estacional; podemos observar aquí un efecto de carácter literal, la luz del Sol se convierte en serotonina, lo cual nos mantiene animados; la oscuridad nos deprime. Existen numerosos neurotransmisores, pero tanto Goodman como Robertson y Filippi identifican a la acetilcolina, la serotonina, la dopamina y la norepinefrina como los dominantes en cuanto a su influencia en el estado de ánimo y en el desempeño psicofísico. “Son diferentes sabores de coherencia”, dice Filippi, “y los cuatro vienen a ti todo el tiempo, pero uno es el principal en determinado momento”.

Algunas personas parecen tener una mayor inclinación hacia alguno de estos cuatro grandes dominios. “¿Cuál es tu tendencia? “¿Cuál es tu forma predominante de mostrarte en el mundo”, dice Filippi. “Conoce tu soma,  para que puedas adoptar una estrategia de refinamiento de las áreas en las que tienes cierta carencia natural”.

Se pueden seguir ciertas indicaciones para balancear una deficiencia en la producción de neurotransmisores, sin tener que tomar antidepresivos o buscar “highs” permanentes a través de cosas como el sexo y el deporte extremo.
Por ejemplo, Joel Robertson, en su libro Natural Prozac, nos dice que escuchar a Bach es una forma de provocar la secreción de serotonina: nos produce una calma energética. Podemos también hacer reformas a nuestra dieta.
Otra forma es simplemente estar conscientes del calendario lunar y de los picos y valles que seguimos en el curso de 1 mes (o el ciclo que determinemos, ya que algunos de nosotros podríamos estar un poco desfasados). Esto permite una especie de neurofeedback: si nos vemos reflejados en el espejo del cosmos, un bajón en nuestro desempeño no será recibido con frustración, sino aceptado como un proceso de regeneración en el que estamos participando colectivamente. Una marea externa que se vuelve interna. 

Aunque el sistema de Mark Filippi tiene la virtud de incorporar multidisciplinariamente nuevos hallazgos científicos, personalmente lo que más confianza me da es que coincide en espíritu con las observaciones realizadas por el gran clásico de la medicina china: 
El Clásico Interno del Emperador Amarillo (Huangdi Neijing), para algunos la biblia de la acupuntura. 
En el texto atribuido al Emperador Amarillo, se dice:

Al principio de la luna creciente, el qi y la sangre se originan como esencia, y el qi de defensa se empieza a mover. Cuando el disco de la Luna está lleno, la sangre y el qi están repletos, los músculos y el tejido  firmes.
Cuando el disco de la Luna se vacía los músculos y el tejido menguan, los conductos y los vasos se agotan y el qi de defensa se pierde.

La apariencia física existe por sí sola. Es por eso que uno sigue las temporadas del cielo para regular la sangre y el qi… Uno sigue la secuencia del cielo y los tiempos de abundancia y agotamiento. La posición [del qi] está determinada en observancia de los cuerpos celestes moviendo [la posición de su] luz.

Algunos verán superstición y pensamiento mágico en esta indicación que sirve como guía para modular la intensidad del tratamiento de acupuntura; otros (me incluyo) verán aquí una muestra de sabiduría milenaria, ya que este método sigue aplicándose con resultados avalados empíricamente después de más de 2 mil años en China y numerosos otros países en los que se practica medicina china.

El qi en la medicina china es un término que generalmente se traduce como energía o aire, pero que tiene también la connotación de “información” que puede dirigirse en el cuerpo (con el dao-yin) para reprogramar funciones orgánicas. Aunque evidentemente no es lo mismo, para fines prácticos podemos substituir qi por los diferentes neurotransmisores y descubrimos un patrón similar, el cual, por otro lado es marcado de manera literal por la misma Luna: más luz es más energía y claridad. Como en el cielo en la tierra, y como en los cuerpos celestes en el cuerpo humano.



Los cuatro neurotransmisores y las cuatro fases lunares

Con el interés de que este método pueda ser estudiado de manera sencilla y llevado a la práctica, revisemos los efectos particulares de los distintos neurotransmisores y la clasificación que hace Mark Filippi en su sistema somático:

Filosomático—Acetilcolina-Luna Nueva/Cuarto Creciente:

La primera semana del ciclo lunar corresponde al neurotransmisor acetilcolina y a una inclinación filial. “Cuando estamos surcando en acetilcolina, nos volvemos más sensibles, más aptos a actividades grupales y más receptivos emocionalmente”, dice Filippi. Esta semana se caracteriza por mucha energía pero no tanta concentración. Rushkoff observa que en la semana de la acetilcolina “las personas tienen buena energía y vivacidad, es genial para introducirla a nuevas ideas”. La acetilcolina neurológicamente está asociada con la memoria y el aprendizaje (fármacos que suprimen los receptores de acetilcolina afectan la memoria y el aprendizaje). La luna nueva es el momento para iniciar nuevos proyectos, para sembrar plantas pero también ideas, imágenes e intenciones y aprovechar la energía ascendente.


Ontosomático—Serotonina—Cuarto Creciente/Luna Llena

La segunda fase de la luna, que va del cuarto creciente a la luna llena, corresponde a la serotonina. Esta semana se tiene mucha energía y además mucha concentración mental por lo que es ideal para la realización de trabajo creativo. Esta es la semana en la que Rushkoff escribió la mayor parte de su libro. Filippi recomienda encontrar un espacio solitario para aprovechar estos momentos de lucidez en los que nos acompaña nuestra musa. La serotonina participa en numerosas funciones orgánicas, incluyendo un rol principal en la digestión (por lo que muchas enfermedades gastrointestinales son tratadas con antidepresivos), pero está sobre todo identificada con regular el estado de ánimo. En la semana del cuarto creciente nos sentimos saciados y plenos. Este estado, sin embargo, puede desbordarse y desfondarnos si no encontramos ese espacio reflexivo para canalizar nuestra energía. En otras palabras, aunque muchas personas pueden sentir la atracción de utilizar (y dilapidar) esta energía socialmente, es un momento de trabajo y cultivación personal.


Ecosomático—Dopamina—Luna Llena/Cuarto Menguante

La semana de la dopamina, es una semana de distracción y divertimento, de involucrarse en actividades sociales y ecológicas, con una cualidad empática. La dopamina neurológicamente está asociada con las experiencias y los estímulos que producen las experiencias, el placer, la recompensa y la excitación. En la semana de la dopamina podemos aflojar y disfrutar lo que hemos hecho.


Exosomático—Noradrenalina- Cuarto menguante/Luna nueva

La semana en la que entramos en la fase de “huir o pelear” (fight or flight), un estado defensivo en el que instintivamente nos protegemos (ya que tenemos menos reservas). 
Hay mucho análisis, pero poca inspiración. “Es  un estado hiperbinario, unidireccional y agresivo”, dice Filippi. Rushkoff bromea con que es como la mentalidad de Barack Obama. Un regreso parcial al cerebro reptiliano. Si no dilapidamos nuestra energía, será más fácil superar esta semana de fragilidad nerviosa.




Elogio de la Luna (y un argumento personal a favor de la Luna)

La Luna en los sistemas simbólicos de la antigüedad regenteaba el agua. Sabemos científicamente que la Luna controla las mareas, coordina la menstruación y afecta la ovulación, la retención de orina, y se correlaciona con episodios de diarrea y problemas cardiovasculares. El ser humano, según nos enseñaron en la escuela, es mayormente agua. Esa agua compuesta que es la sangre lleva oxígeno (potencial de energía), nutrientes y productos neuroquímicos a las diferentes partes del cuerpo. Es concebible que la fuerza de la atracción de la Luna ejerza un efecto, aunque sea sutil, en este sistema de distribución.
En el Clásico Interno del Emperador Amarillo se dice: 
“En la tierra hay arroyos, ríos,y océanos. En los seres humanos hay canales y meridianos. Todos ellos con influencia mutua”.

Apelamos aquí entonces a contemplar la posibilidad de que, aunque en un principio sea muy sutil y difícil de percibir, nuestra productividad y bienestar general pueden ser fácilmente mejorados siguiendo una práctica de armonización lunar, una especie de meditación distribuida a lo largo de 1 mes, cuyo fundamento es simplemente observar el tiempo (lo que Pitágoras llamaba “el alma del mundo”) y los efectos particulares que ejerce sobre nuestro organismo, suspendiendo la incredulidad de que somos independientes y estamos separados de los otros procesos naturales, que estamos en un río aparte, que corre solo, sin influencias. Juega con la idea que animaba la filosofía china: somos, como el emperador, el hijo del cielo. Realmente no tienes mucho que perder.

Cuando vivimos en un mundo que ha perdido la sincronía, que está fuera de tono, es apropiado recordar la frase de William Blake: “Debo de crear mi propio sistema o seré esclavizado por el sistema de otro hombre”. William Burroughs en The Revised Boy Scout Manual propone como primer paso para retomar el control de la realidad “proclamar una nueva era y desarrollar un nuevo calendario”. Rushkoff actualiza: “Si no sabes cómo funciona el sistema que estás usando es probable que el sistema te esté usando”.

Existe, por supuesto, una alternativa más tradicional y más segura a crear un propio sistema autónomo. Abandonar el sistema impuesto por el mainstream de la sociedad y encontrar, en equilibrio entre la observación individual –el conocimiento de uno mismo, “Know thy soma”, dice Filippi—y la observación de la naturaleza, un sistema integral.
Uno de los sistemas milenarios que mejor ha sobrevivido el paso del tiempo –porque es un reflejo orgánico del tiempo mismo— es el calendario lunar. Las palabras mes, menstruación y moon, en inglés, todas tienen la misma raíz (medir). La Luna es un viejo reloj de luz y agua.
Tanto los chinos como los hebreos siguen usando una base lunar para dar coherencia y estructura a sus vidas; los mayas, en su asombrosa percepción astronómica, también desarrollaron un importante calendario lunar; son innumerables las culturas antiguas que rigieron sus vidas por la Luna. El calendario lunar, además, tiene una ventaja, puede ser experimentado en el cuerpo (ese antiguo reloj interno), algo que muchas mujeres han comprobado, más allá de que esté o no legitimado por la ciencia.

Recordar, tal vez como aliciente, que la Luna en el mandala tibetano de la Rueda de la Vida es lo que señaliza una posibilidad de escapar del ciclo ilusorio del sufrimiento y la reencarnación; es un símbolo de la liberación del sistema impuesto. 
Buda meditando apunta a la Luna. Imagina esta paradoja: una experiencia temporal más coherente es lo que nos lleva a lo intemporal, a lo que no está sujeto ya a la impermanencia y las mutaciones.

Después de 2 meses siguiendo un protocolo lunar en mi trabajo y actividades, mi impresión es que el sistema de Filippi (que además coincide con los consejos del Emperador Amarillo) tiene una cierta coherencia, es decir, se ajusta elegantemente a los efectos de la Luna en la biología humana, aunque permita ciertas interpretaciones y variaciones en función de una adaptación individualizada.
Siento una mayor energía y una mayor concentración cuando la Luna crece y una peligrosa plenitud en la luna llena (que puede derramarse y drenar si no se practica una especie de tensegridad), un sutil descenso en la función cognitiva y una mayor aprehensión en la fase menguante (que, sin embargo, se puede paliar si uno se relaja y no se obsesiona con la energía que pierde: entonces hay una pequeña y tranquila muerte al final del mes lunar).

A fin de cuentas, el calendario no debe convertirse en un dogma o en un determinismo cronobiológico, sino en una plantilla que nos permite organizar mejor nuestras actividades y catalizar la cualidad vibrante (el qi) del tiempo.
El hecho de observar los efectos y las correlaciones entre las diferentes fases y estaciones de la naturaleza y nuestro cuerpo y mente es probablemente la virtud principal de este ejercicio de cultivación de la salud a través de la regulación energética y emocional. Genera el efecto, que no deberíamos desestimar como secundario, de crear conciencia corporal de nuestra relación con la naturaleza y el cosmos. Nos regresa ese sentido asombroso de pertenencia: nuestros actos tienen más sentido y profundidad cuando están unidos a los procesos del universo.


ALEJANDRO MARTINEZ GALLARDO