quinta-feira, 27 de abril de 2017

SIMBOLOGIA DO LOBO




Lobo (Canis lupus) é o maior membro selvagem da família canidae. 
É um sobrevivente da Era do Gelo, originário do Pleistoceno Superior, cerca de 300 mil anos atrás.
O sequenciamento de DNA e estudos genéticos reafirmam que o lobo cinzento é ancestral do cão doméstico (Canis lupus familiaris), contudo alguns aspectos desta afirmação têm sido questionados recentemente.

Uma série de outras subespécies do lobo foram identificadas, embora o número real de subespécies ainda esteja em discussão.
Os lobos-cinzentos são tipicamente predadores ápice nos ecossistemas que ocupam.
Embora não sejam tão adaptáveis à presença humana como geralmente ocorre com as demais espécies de canídeos, os lobos desenvolveram-se em diversos ambientes, como florestas temperadas, desertos, montanhas, tundras, taigas, campos e até mesmo em algumas áreas urbanas.
O lobo-cinzento, o lobo-vermelho (Canis rufus) e o lobo-etíope (Canis simensis) são as únicas três espécies classificadas como lobos. 
Os demais lobos pertencem a subespécies.

"Lobo" originou-se do termo latino lupus, lupum.


                           


O peso e tamanho dos lobos variam muito em todo o mundo, tendendo a aumentar proporcionalmente com a latitude, como previsto pela teoria de Christian Bergmann.

Em geral, a altura, medida a partir dos ombros, varia de 60 a 95 centímetros.
O peso varia geograficamente. Em média, os lobos europeus pesam 38,5 kg; os lobos da América do Norte, 36 kg; os lobos indianos e árabes, 25 kg. Embora raros, lobos com mais de 77 kg foram encontrados no Alasca, Canadá, e na antiga União Soviética.

O lobo é sexualmente dimórfico, as fêmeas de uma população típica de lobos normalmente pesam 20% menos que os machos.
As fêmeas também têm o focinho e a fronte mais estreitos, pernas ligeiramente mais curtas e revestidas com pelos lisos, e ombros menos massivos.
Os lobos-cinzentos medem de 1,30 a 2 metros do focinho à ponta da cauda, a qual, por sua vez, representa cerca de 1/4 do comprimento total do corpo.

Os lobos são capazes de percorrer longas distâncias com uma velocidade média de 10 quilómetros por hora e são conhecidos por atingir velocidades próximas a 65 quilómetros por hora durante uma perseguição.

As garras das patas dianteiras são maiores que as das patas traseiras e possuem um quinto dedo, ausente nestas últimas. As patas do lobo cinzento são adaptadas para uma ampla variedade de terrenos, especialmente os cobertos de neve.
Existe uma fina camada de pele separando cada dedo, permitindo ao animal deslocar sobre a neve com mais facilidade em comparação às suas presas.
O tamanho relativamente grande de suas patas contribui para distribuir o peso do corpo de maneira balanceada sobre superfícies nevadas.
Pelos e unhas reforçam a aderência em superfícies escorregadias e vasos sanguíneos especiais mantêm as patas aquecidas no frio extremo.
Glândulas odoríferas localizadas entre os dedos de um lobo deixam um rastro de marcadores químicos por onde ele passa, ajudando-o a caminhar de forma eficaz por grandes extensões ao mesmo tempo que mantém os outros lobos informados do seu paradeiro.




Os lobos têm pêlos volumosos repartidos em duas camadas. 
A primeira camada é constituída por pelos resistentes que repelem água e sujeira.
A segunda camada forma uma pelagem densa, isolante à água.
O subpêlo é espalhado pelo corpo na forma de grandes tufos no final da primavera ou início do verão (com variações anuais). Um lobo, muitas vezes, esfrega-se contra objetos, como pedras e galhos, para induzir a pele a soltar os pêlos. O subpelo é geralmente cinza, independentemente da aparência do revestimento exterior.
Lobos têm pelagens distintas no inverno e no verão que se alternam na primavera e no outono.
Tanto as fêmeas quanto os machos tendem a manter seus pelos do inverno até a primavera.

A coloração da pelagem é muito variada, do cinza ao cinza-acastanhado, conforme notada pelo espectro canino para o branco, vermelho, castanho e preto. Estas cores tendem a se misturar em muitas populações, de forma que os indivíduos de coloração mista sejam os mais predominantes. Entretanto não é incomum haver um indivíduo ou mesmo uma população inteira de lobos inteiramente de uma cor (geralmente todo preto ou todo branco).
Os lobos brancos são muito mais comuns em áreas com cobertura de neve.
Lobos em processo de envelhecimento adquirem um tom acinzentado em sua pelagem.
Atribui-se, frequentemente, à coloração da pelagem do lobo uma forma funcional de camuflagem.




Lobos diferem de cães domésticos em vários aspectos. 
Anatómicamente, os lobos têm ângulos orbitais menores do que os cães (acima de 53 graus para cães, com menos de 45 graus para lobos) e uma capacidade cerebral comparativamente maior.
Patas maiores, olhos amarelados, pernas mais longas e os dentes maiores distinguem os lobos adultos de outros canídeos, especialmente cães.
Além disso, uma glândula supracaudal está presente na base da cauda dos lobos, mas não em muitos cães. 
Lobos e cães maiores possuem algumas partes da dentição idênticas. 
Os dentes caninos também são muito importantes, na medida em que detêm e subjugam a presa. Capazes de suportar até 10 000 quilopascais de pressão, os dentes de um lobo são as suas principais armas, bem como suas principais ferramentas.
Isso é aproximadamente o dobro da pressão que um cão doméstico de dimensão semelhante pode proporcionar.
A dentição dos lobos cinzentos é mais adequada para esmagar ossos comparada a de outros canídeos modernos, embora não seja tão especializada, como a encontrada em hienas. A saliva dos lobos ajuda a reduzir a infecção bacteriana em feridas e acelerar a regeneração dos tecidos.

Os lobos possuem uma audição bastante apurada, a ponto de serem capazes de ouvir a queda de folhas das árvores durante o outono.
Sua visão noturna é a mais aguçada da família dos canídeos.







O acasalamento ocorre, geralmente, entre os meses de Janeiro e Abril. 
Quanto maior a latitude, mais tarde ocorre.
Uma alcateia produz, em média, uma única ninhada, salvo nos casos em que os reprodutores machos se relacionam com uma ou mais fêmeas subordinadas. Durante a época de acasalamento, os animais reprodutores tornam-se muito carinhosos uns com os outros, antecipando o ciclo de ovulação da fêmea. A tensão aumenta à medida que os lobos maduros da alcateia se sentem instados a acasalar. Durante este período, os membros do casal líder de reprodução, denominados de macho e fêmea alfa, podem se ver forçados a dissuadir que outros lobos se acasalem com eles.
Incestos raramente ocorrem, embora a pressão por endogamia seja um problema para os lobos em Saskatchewan e Isle Royale.

Quando a fêmea reprodutora entra no cio (que ocorre uma vez por ano e dura de 5 a 14 dias), ela e o seu companheiro passam um longo tempo em reclusão. Feromonas na urina da fêmea e o inchaço da sua vulva são sinais percebidos pelo macho de que ela está no cio. A fêmea é receptiva nos primeiros dias de estro, período durante o qual ela lança o revestimento do útero. Mas quando ela começa a ovular novamente, ocorre o acasalamento com o parceiro.

O período de gestação varia de 60 a 63 dias.
Os filhotes, que pesam cerca de 0,5 kg ao nascerem, são cegos, surdos e completamente dependentes de suas mães. O tamanho médio da ninhada é de 5 a 6 crias.

Os filhotes residem na toca e permanecem lá por dois meses.
A toca geralmente fica em terreno alto perto de uma fonte de água aberta, e tem uma câmara aberta no final de um túnel subterrâneo ou encosta que pode ter até alguns metros de comprimento. Durante este tempo, os filhotes tornam-se mais independentes e começam a explorar a área imediatamente ao redor da toca.
Com cerca de cinco semanas de idade, afastam-se gradualmente do local de nascimento até um quilómetro de distância.
A taxa de crescimento dos lobos é mais lenta do que a dos coiotes e cães selvagens.

Após dois meses, os filhotes inquietos são levados para um local de encontro, onde podem permanecer em segurança quando a maioria dos adultos saem para caçar. Um ou dois adultos ficam para trás para garantir a segurança dos filhotes.
Depois de mais algumas semanas, caso se demonstrem capazes, é permitido aos filhotes juntarem-se aos adultos na caçada, e eles têm prioridade sobre qualquer animal caçado.
Tomar parte das caçadas é uma maneira de permitir ao filhotes a prática dos rituais de dominação/submissão, que serão essenciais para a sua futura sobrevivência na alcateia.

Os filhotes participam apenas como observadores da caçada até atingirem cerca de oito meses de idade, quando se tornam maduros o suficiente para uma participação ativa.


Os lobos geralmente atingem a maturidade sexual após dois ou três anos, idade em que muitos deles são obrigados a abandonar os seus locais de nascimento e a procurar companheiros e territórios próprios.

Os Lobos que atingem a maturidade vivem geralmente de seis a dez anos na natureza, enquanto que, em cativeiro, eles podem atingir até o dobro da idade.

As elevadas taxas de mortalidade refletem a baixa expectativa de vida dos lobos. 
As crias podem morrer pela escassez de alimento ou pela ação de predadores, como ursos, tigres, lobos adultos ou outros animais selvagens. 
As principais causas de mortalidade de lobos são a caça, os acidentes envolvendo veículos e os ferimentos ocorridos durante o ataque a suas presas.
Apesar de lobos adultos poderem, ocasionalmente, ser mortos por outros predadores, os grupos de lobos rivais são muitas vezes os inimigos mais perigosos, excetuando-se os seres humanos.




SIMBOLOGIA

O lado negativo do lobo assombrou mentalidades da antiguidade.
Na mitologia greco-latina, a loba de mormoliceu, ama de leite de Aqueronte, era usada para assustar as crianças.
O conto europeu do Capuchinho Vermelho também nos deixa o legado de temer o "lobo mau", fazendo-nos crer que não há outro lobo senão o mau.
Hades, o senhor dos infernos, utiliza uma capa de pele de lobo. 
O deus da morte dos etruscos é representado com orelhas de lobo.
Nos tempos negros em que se sacrificavam humanos a Zeus por melhores colheitas, o deus assumia a forma lupina....
Enquanto os bruxos e bruxas se transformavam em lobos para irem aos sabás, na Espanha o lobo era conhecido como montaria dos feiticeiros.

Na mitologia nórdica, Fenrir é o lobo gigante,um dos mais implacáveis inimigos dos deuses.
Na mitologia egípcia, Anúbis é chamado de Impu,"aquele que tem a forma de um cão selvagem"
Em cinópolis é venerado como o deus dos infernos.

Da mesma forma, os algonquinos e a tribo mazi (povos indígenas do sul do canadá) vêem o lobo como uma criatura intermediária entre a natureza divina e humana, senhor do reino dos mortos no ocidente.

O lobo nas lendas e credos populares do ocidente é uma praga maligna que destrói rebanhos e quando tocado pela magia, um vetor da licantropia ( suas vítimas transforman-se em ferozes bestas na Lua Cheia, os lobisomens)

O lobo e a sua goela negra é o símbolo do fim, da passagem e dos perigos.

Para os muçulmanos, ele é um dos obstáculos no seu caminho para meca, podendo assumir a forma bestial e monstruosa da besta do apocalipse.

Mas será que o lobo é tão mau?
A verdade é que o lobo representa a nossa ligação com a natureza e a magia. 
Vivendo na floresta, ele despertava o medo de se cruzar a linha entre o conhecido e o desconhecido, representado tanto pela vida e morte como pelo físico e espiritual.
Para a China, a estrela Sírius é o lobo celeste, guardião do palácio celeste (ursa maior).
No Japão ele é invocado para guardar locais.

O simbolismo da proteção também surge na loba de Rómulo e Remo, que também remete à fecundidade.

Na Sibéria,Turquia, Anatólia, a loba é invocada para dar fecundidade às mulheres. 




O lobo traz em si a magia e o desconhecido. 
Ao mesmo tempo, ele representa o sentido de união. 
Os lobos caçam em grupos e, como os cães, gostam de brincar. 
São fiéis, possuem um parceiro para a vida toda.

Não uivam para a lua, apenas uivam. 
Para marcar território, lamentar uma perda, pedir ajuda ou só por diversão.

O lobo possui a ferocidade quando protege. Por isso é tão temido...
Pode realmente ser uma fera assassina se o que ele guarda for ameaçado.

Sabedorias antigas nos contam que foi o lobo que nos ensinou como criar a comunidade sobre a Terra, pois os lobos têm um conhecimento intuitivo da ordem no meio do caos e eles possuem a habilidade para sobreviver à mudança, intactos.






XAMANISMO


O Lobo simboliza a inteligência, sabedoria e cura, ele partilha a sua energia com os demais.

Ele é o arquétipo do professor, precursor de novas ideias.
Ele sai, aprende e volta ao seu clã para ensinar o que aprendeu.

O Lobo quando encontra e escolhe uma parceira geralmente é para o resto da vida, é ligado à família, embora mantenha um caráter individualista e solitário. 

A energia desse animal nos ensina a buscar a nossa verdadeira matilha, nosso clã, família ou escolher um(a) companheiro(a) que possa acompanhar esse novo ciclo.

Mas também importa, acima de tudo,  isolar-se de forma que possa escutar a sua voz interior. Podendo ser um isolamento em algum Lugar de Poder, ou se não for possível esse isolamento, busca pelos ensinamentos sagrados nos quais acredita que a sua voz interior possa vir a manifestar-se com clareza.

Busca sua intuição.
Com certeza, se há algum impasse, ao invocar a energia do Lobo como Animal Sagrado, o xamã será impelido a aprender com a sua própria sabedoria, ou com a sabedoria ancestral.
Aprender a escutar sua própria intuição e voz interior.

É a medicina do ensinamento, do amor e dos relacionamento saudáveis. 

Para os nativos é o mais fiel dos guias animais.
É também o símbolo de professor da tribo.
O lobo é um explorador de rotas, precursor de novas ideias que volta para tribo para ensinar e compartilhar a medicina.

O senso do lobo é muito aguçado e a Lua é sua aliada de força.
A medicina do lobo permite o professor dentro de nós todos surgir e ajudar os filhos da Terra a compreender o Grande Mistério da vida. 
Evocar para ajudar a eliminar as nossas fraquezas e pensamentos negativos.
Para relacionamentos saudáveis familiares e amorosos, fidelidade, generosidade, união, a criança interior, visão criativa e aprender coisas novas.

Para os nativos americanos, o lobo é um símbolo espiritual poderoso.
Eles são considerados como professores "descobridores de trilhos".
A estrela do lobo era vermelha, uma cor estimada, associada com o lobo por todas as tribos. Também conhecida como Sírius, ela é a estrela mais brilhante no céu do norte.
Para a China, também a estrela Sírius é o lobo celeste, guardião do palácio celeste (Ursa Maior). Esse caráter polar se explica pelo fato de que se atribui o lobo ao Norte.
A via láctea era o caminho do lobo - a rota para o paraíso.
“Eu sou o lobo solitário, eu vago em diversos países”, diz um canto de guerra dos índios das pradarias norte-americanas.

Os índios respeitam a bravura do lobo como caçador, sua determinação e a maneira como ele se move silenciosamente pela paisagem. Eles ficam emocionados com o seu uivo, que consideram como uma conversa com o mundo espiritual.
Aliás, o lobo aparece em muitas lendas como um mensageiro, um viajante de longa distância e um guia para qualquer um que esteja buscando o mundo espiritual.
Ele traz o presságio de novas ideias.






"A Loba, a Mulher-Lobo


Existe uma velha que vive num lugar oculto de que todos sabem, mas que poucos já viram. Como nos contos de fadas da Europa oriental, ela parece esperar que cheguem até ali pessoas que se perderam, que estão vagueando ou à procura de algo.
Ela é circunspecta, quase sempre cabeluda e invariavelmente gorda, e demonstra especialmente querer evitar a maioria das pessoas. Ela sabe crocitar e cacarejar, apresentando geralmente mais sons animais do que humanos.
Dizem que ela vive entre os declives de granito decomposto no território dos índios tarahumara. Dizem que está enterrada na periferia de Phoenix perto de um poço. Dizem que foi vista viajando para o sul, para o Monte Alban3 num carro incendiado com a janela traseira arrancada. Dizem que fica parada na estrada perto de El Paso, que pega carona aleatoriamente com caminhoneiros até Morelia, México, ou que foi vista indo para a feira acima de Oaxaca, com galhos de lenha de estranhos formatos nas costas. Ela é conhecida por muitos nomes: La Huesera, a Mulher dos Ossos; La Trapera, a Trapeira; e La Loba, a Mulher-lobo.
O único trabalho de La Loba é o de recolher ossos. Sabe-se que ela recolhe e conserva especialmente o que corre o risco de se perder para o mundo. Sua caverna é cheia dos ossos de todos os tipos de criaturas do deserto: o veado, a cascavel, o corvo. Dizem, porém, que sua especialidade reside nos lobos.
Ela se arrasta sorrateira e esquadrinha as montanhas e os arroyos, leitos secos de rios, à procura de ossos de lobos e, quando consegue reunir um esqueleto inteiro, quando o último osso está no lugar e a bela escultura branca da criatura está disposta à sua frente, ela senta junto ao fogo e pensa na canção que irá cantar.
Quando se decide, ela se levanta e aproxima-se da criatura, ergue seus braços sobre o esqueleto e começa a cantar. É aí que os ossos das costelas e das pernas do lobo começam a se forrar de carne, e que a criatura começa a se cobrir de pêlos. La Loba canta um pouco mais, e uma proporção maior da criatura ganha vida. Seu rabo forma uma curva para cima, forte e desgrenhado.
La Loba canta mais, e a criatura-lobo começa a respirar.
E La Loba ainda canta, com tanta intensidade que o chão do deserto estremece, e enquanto canta, o lobo abre os olhos, dá um salto e sai correndo pelo desfiladeiro.
Em algum ponto da corrida, quer pela velocidade, por atravessar um rio respingando água, quer pela incidência de um raio de sol ou de luar sobre seu flanco, o lobo de repente é transformado numa mulher que ri e corre livre na direção do horizonte.
Por isso, diz-se que, se você estiver perambulando pelo deserto, por volta do pôr-do-sol, e quem sabe esteja um pouco perdido, cansado, sem dúvida você tem sorte, porque La Loba pode simpatizar com você e lhe ensinar algo — algo da alma."


in,  Mulheres Que Correm Com Os Lobos 
Mitos e Histórias do Arquétipos da Mulher Selvagem 
Clarissa Pinkola Estés






A analista junguiana Clarissa Pinkola Estés constrói um paralelo entre os lobos e as mulheres da sociedade moderna.
Ao investigar o esmagamento da natureza instintiva feminina, Clarissa descobriu a chave da sensação de impotência da mulher moderna.

Seu livro, MULHERES QUE CORREM COM OS LOBOS,  é sobre as mulheres e os seus aspectos, as mulheres selvagens, seus sentimentos, sua história através dos tempos, seus instintos, ciclos e sentimentos.




Através de 19 lendas e mitos, Estés mostra como a natureza instintiva da mulher foi sendo domesticada ao longo dos tempos, num processo que punia todas aquelas que se revelavam.
Segundo a analista, a exemplo das florestas virgens e dos animais silvestres, os instintos foram devastados e os ciclos naturais femininos transformados à força em ritmos artificiais para agradar aos outros.






Mas a sua energia vital, segundo ela, pode ser restaurada por escavações "psíquico-arqueológicas" nas ruínas do mundo subterrâneo. Até ao ponto em que, emergindo das grossas camadas de condicionamento cultural, apareça a corajosa loba que vive em cada mulher.










Sem comentários:

Enviar um comentário