quarta-feira, 30 de setembro de 2015

Tantra Sagrado



Eckhart Tolle E Sua Parceira Kim Eng: 
Uma Profunda NÃO RELAÇÃO



Eckhart Tolle fala sobre o amor, dependência nos relacionamentos 
e sobre como lidar e vencer o mundo das formas e a dualidade:

Kim Eng – “Durante as minhas viagens, uma das perguntas que mais frequentemente me fazem é: “Como é a sensação de ter um relacionamento com um ser iluminado?
“Porquê esta pergunta? Talvez eles tenham a ideia ou imagem de um relacionamento ideal, e querem saber mais sobre ele. Talvez as suas mentes querem projectar-se num futuro onde eles também vão estar numa relação ideal,  em que se encontrariam a si mesmos através dela.”

Sempre que tenho a ideia na minha cabeça “ter um relacionamento” ou “Eu estou num relacionamento”, não importa com quem, eu sofro.
Isso eu aprendi.

Com o conceito de “relacionamento” vêm expectativas, lembranças de relacionamentos passados​​, e outros conceitos mentais pessoais e culturais condicionados, de como uma “relação” deve ser.
Em seguida, tenta-se fazer com que a realidade se ajuste nesses conceitos. E nunca dá. E mais uma vez eu sofro.


O ponto da questão é: não há nenhuma relação. 
Só existe apenas o momento presente, 
e nesse momento há apenas um 
“relacionar-se”.

Como nos relacionamos, ou melhor, a maneira como amamos, depende de quão vazio estamos de ideias, conceitos, expectativas.

Recentemente, Eckhart pediu-me para dizer algumas palavras sobre “casos de amor” do ego. A nossa conversa foi aprofundando rapidamente para se referir a alguns dos aspectos mais profundos da existência humana.
Isto foi o que ele disse:

Eckhart Tolle: O que convencionalmente chamamos de “amor” é uma estratégia do ego para evitar render-se. Você está à procura de alguém para lhe dar isso que só pode ser dado no estado de rendição.

O ego usa essa pessoa como um substituto para não ter que render-se. A língua espanhola é a mais honesta a esse respeito. Ela usa o mesmo verbo “te quiero” (te quero) para dizer “eu te amo” e “eu te quero”.

Para o ego, o amor e querer (desejo) são os mesmos, ao passo que o verdadeiro amor não tem nenhum desejo, nenhum desejo de possuir ou de mudar o parceiro.

O ego escolhe alguém e o torna especial. Usa essa pessoa para cobrir a constante sensação subjacente de descontentamento, de “não ser suficiente”, de raiva e ódio, que estão intimamente relacionados.

Estas são facetas de um sentimento profundamente arraigado nos seres humanos, que é inseparável do estado egóico.

Quando o ego escolhe algo e diz “eu amo” entre outras, é uma intenção inconsciente de ocultar ou remover os profundos sentimentos que sempre acompanham o ego: o descontentamento, a infelicidade, a sensação de fracasso que é tão familiar.

Por um tempo, a ilusão realmente funciona. Mas então, inevitavelmente, em algum momento, a pessoa que você escolheu, ou que fez especial aos seus olhos, deixa de funcionar como uma cobertura para a sua dor, o ódio, descontentamento ou insatisfação que se originam no sentimento de fracasso e de sentir-se incompleto.

Então, surge a sensação que estava escondida, e se projecta sobre a pessoa que havia sido eleita e feita especial – que você pensou que acabaria por te “salvar”.
De repente amor se transforma em ódio.

O ego não percebe que o ódio é uma projecção da dor universal que você sente por dentro.
O ego acredita que essa pessoa é a causa da dor. 
Ele não percebe que a dor é o sentimento universal de não estar ligado a um nível mais profundo com o seu SER – e não ser UM com você mesmo.

O objecto do amor é mutável, tão mutável ​​quanto qualquer o objecto de desejo egóico. Algumas pessoas passam por muitos relacionamentos. Elas apaixonam-se e,desapaixonam-se muitas vezes. Amam uma pessoa por um tempo até que não funcione mais, porque nenhuma pessoa pode esconder permanentemente essa dor.

Só a rendição pode dar-lhe o que você estava à procura no objecto de seu amor. O ego diz que a rendição não é necessária para amar essa pessoa. É um processo inconsciente, claro.

No momento em que aceita plenamente o que é, algo dentro de você emerge, algo que tinha sido escondido pelo desejo do ego. É uma paz inata que habita dentro, quietude e  vitalidade.

É o amor incondicional, que é a sua essência. 
É o que estava à procura no objecto do seu amor. É você mesmo.
Quando isso acontece, um tipo completamente diferente de amor está presente, o que não está sujeito ao amor / ódio.

Não escolha uma pessoa ou uma coisa como algo tão especial.
É absurdo até mesmo usar a mesma palavra para isso.
No entanto, pode acontecer que, mesmo num relacionamento normal de amor / ódio, de tempos em tempos, você pode entrar no estado de rendição.

De vez em quando, brevemente, isso acontece: você experimenta um profundo amor universal e plena aceitação que às vezes pode brilhar, mesmo num relacionamento egóico.
No entanto, se a rendição não continuar, se cobre novamente com os velhos padrões egóicos.
Portanto, eu não estou a dizer que o verdadeiro amor profundo não pode ser sentido ao longo do tempo, mesmo num amor / ódio normal. Mas é raro e geralmente de curta duração.

Sempre que você aceitar o que é, 
algo mais profundo emerge naquele momento.

Você pode ser apanhado no dilema mais doloroso, externo ou interno, nos sentimentos e situações mais dolorosos, e no momento em que aceitar o que é, você vai mais além, você transcende.
Mesmo que se sentir ódio, o momento em que você aceitar que é assim que você se sente, você transcende esse sentimento. Ele ainda pode estar lá, mas de repente está num lugar mais profundo em que nada disso importa mais.

O universo fenoménico inteiro existe por causa da tensão entre os opostos: Quente e frio, crescimento e decadência, ganho e perda, sucesso e fracasso, as polaridades que são parte da vida, e, claro, parte de todos os relacionamentos.

Kim Eng: Por isso, é correto dizer que nunca podemos livrar-nos das polaridades?

Eckhart Tolle: não é possível se livrar das polaridades no plano da matéria.
No entanto, você pode transcender as polaridades através da entrega.
Então você está em contacto com um lugar mais profundo dentro de você, onde, por assim dizer, as polaridades não existem mais.
Permanecem a existir no plano externo.
No entanto, mesmo lá, algo muda na maneira em que as polaridades se manifestam na sua vida quando você está num estado de aceitação ou renúncia.
As polaridades manifestam-se de uma forma mais benigna e suave.

Quanto mais inconsciente você for, mais você está identificado com a forma. 
A essência da inconsciência é esta: identificação com a forma, seja uma forma externa (uma situação, lugar, evento ou experiência), uma forma de pensamento ou uma emoção.

Quanto mais você está apegado à forma, menos entregue está, e mais extrema, violenta ou cruel é a sua experiência com as polaridades. Há pessoas neste planeta que vivem praticamente no inferno, e no mesmo planeta há outros que vivem uma vida relativamente pacífica.

Aqueles que estão em paz ainda experimentam as polaridades, mas de uma forma muito mais suave do que a forma extrema em que muitos seres humanos as experimentam ainda.

Portanto, a maneira como se experimenta as polaridades muda.
As próprias polaridades não podem ser apagadas, mas você pode dizer que o universo inteiro se torna um pouco mais benevolente. Não é tão ameaçador. O mundo não é mais percebido como hostil, que é como o ego percebe.

Kim Eng: se despertar ou viver uma vida num estado desperto não altera a ordem natural das coisas, a dualidade, a tensão entre os opostos, então o que significa viver uma vida no estado desperto? Isso afecta o mundo, ou apenas a experiência subjectiva do mundo?

Eckhart Tolle: Quando você vive em sinal de rendição, algo vem através de você para o mundo da dualidade que não é deste mundo.

Kim Eng: Isso realmente muda o mundo exterior?

Eckhart Tolle: O interno e externo são, em última análise Um só. Quando você já não perceber o mundo como hostil, não há mais medo, e quando não há mais medo, você pensa, fala e age de forma diferente.

Amor e compaixão surgem e afectam o mundo.
Mesmo se você estiver numa situação de conflito, há uma emanação de paz nas polaridades.
Então, alguma coisa mudou.
Há alguns professores ou ensinamentos que dizem que nada muda. Esse não é o caso. É algo muito importante que é mudado. Aquilo que está além da forma, brilha através da forma, o eterno brilha através da forma, neste mundo que é da forma.

Kim Eng: É corretco dizer que a sua falta de “reacção contra” a aceitação dos opostos do mundo, que provoca mudanças na maneira que os opostos se manifestam?

Eckhart Tolle: Sim. O oposto continuará a ocorrer, mas não irá nutrir-se de mais de você.
O que você disse é um ponto muito importante: a “falta de reacção” significa que as polaridades não se alimentam. Isto significa que muitas vezes experimentam um colapso das polaridades, como por exemplo em situações de conflito. Nenhuma pessoa, nenhuma situação se torna num “inimigo”.

Kim Eng: Então os opostos, em vez de se fortalecerem, se enfraquecem. E talvez seja assim que eles começam a se dissolver.

Eckhart Tolle: Isso está correcto.
Viver assim, é o começo do final do mundo como o conhecemos, e o início de um novo mundo de paz.




Confesso que este Tolle me fascina e, ao mesmo tempo, me dá um nó na cabeça..

É preciso entender a actuação do ego, para entender o que é a rendição.
É um processo lento, tendo em vista que fomos educadas, treinadas a "precisar" do outro, depender do outro e a depender de um relacionamento para nos sentirmos completas.
Acabar com essas crenças e rótulos, e assumirmos que  não "pertencermos" a ninguém, é apenas um dos caminhos para os relacionarmos sem o apego.
Sem a dependência e sem a subjugação.
PERTENCEMOS A NÓS MESMAS.

Daniel Goleman, escreveu um capítulo no seu livro Inteligência Emocional, sobre o "observador".
Acredito ser o Ego, o conjunto das nossas crenças.
Caem as crenças, surge o Eu Completo, que "observa" o Ego que se debate...

Agora, eu continuo a achar que estes escritores New Age, falam do Ego como se ele fosse a fonte de todo o mal, e a origem do que há de pior no Ser Humano.
Mas na realidade, a meu ver, é uma função necessária que nos permite ter uma identidade, e nos permite sobreviver como indivíduos. ( Tolle por exemplo, no livro "Nova Terra" diz precisamente o contrário, que não temos identidade...é uma ilusão nossa)
Isto é tudo muito bonito mas, ninguém vive sem os condicionamentos sociais, familiares, etc...
A diferença é que uns têm consciência da existência desses condicionamentos em si, e outros não( nesses o Ego fica inflamado e fora de controle...)
Certo é que , O AMOR é um aspecto conciliador e tem o poder de nos curar a todos, de superar esses condicionamentos, através dos relacionamentos.

Acredito que iluminado é o que segue o seu próprio caminho.
Que vive as suas próprias experiências, independentemente do Status Quo estabelecido na sociedade actual.
O Ego tem a sua importância sim.
Não podemos saltar por cima da nossa própria sombra.
E para que esta exista, precisamos da luz.
Assim, ficarei entre os dois, entre o inconsciente colectivo e o meu inconsciente pessoal.

Aqueles que têm nome e nos telefonam



aqueles que têm nome e nos telefonam
um dia emagrecem - partem
deixam-nos dobrados ao abandono
no interior duma dor inútil muda
e voraz

arquivámos o amor no abismo do tempo
e para lá da pele negra do desgosto
pressentimos vivo
o passageiro ardente das areias - o viajante
que irradia um cheiro a violetas nocturnas

acendemos então uma labareda nos dedos
acordamos trémulos confusos - a mão queimada
junto ao coração

e mais nada se move na centrifugação
dos segundos - tudo nos falta

nem a vida nem o que dela resta nos consola
e a ausência fulgura na aurora das manhãs
e com o rosto ainda sujo de sono ouvimos
o rumor do corpo a encher-se de mágoa

assim guardamos as nuvens breves os gestos
os invernos o repouso a sonolência
o vento
arrastando para longe as imagens difusas
daqueles que amámos mas não voltaram
a telefonar


Al Berto

Sabedoria Ameríndia




Não meças o tempo das emoções e dos sentimentos.
O amor ignora os relógios, a sucessão dos dias e das noites, o princípio e o fim, a infância e a velhice.
O amor só dura um dia, e esse dia não tem fim.

...

Eleva-te se queres viver um Amor Maior, mais amplo.
O Amor e a Amizade são tentativas para alargar o círculo, e recuperar a unidade perdida.

...

A terra é tua antepassada, ela é sagrada.
Deves respeitá-la e agradecer-lhe o alimento e a alegria de viver.

...

Não julgues, não decidas o que é o bem ou o mal, sem teres consultado o teu próprio coração.

...

Aprende a respeitar os teus irmãos de outros reinos, os animais e os vegetais, porque são seres vivos e pertencem à mesma Criação.

...


Os olhos dos teus irmãos são o espelho da tua alma.
Aprende a ler neles as tuas próprias angústias, alegrias, certezas, desejos.
Aprende a amá-los.

...


Sabedoria Ameríndia

terça-feira, 29 de setembro de 2015

No teu amor por mim há uma rua que começa



No teu amor por mim há uma rua que começa
Nem árvores nem casas existiam
antes que tu tivesses palavras
e todo eu fosse um coração para elas
Invento-te e o céu azula-se sobre esta
triste condição de ter de receber
dos choupos onde cantam
os impossíveis pássaros
a nova primavera
Tocam sinos e levantam voo
todos os cuidados
Ó meu amor nem minha mãe
tinha assim um regaço
como este dia tem
E eu chego e sento-me ao lado
da primavera

Ruy Belo 
in, “Aquele Grande Rio Eufrates”

Gandhi



Quando Gandhi estudava Direito na Universidade de Londres tinha um professor chamado Peters, que não gostava dele, mas Gandhi não baixava a cabeça.

Um dia o prof. estava a comer no refeitório e sentaram-se juntos.

O prof. disse:
- Sr. Gandhi, você sabe que um porco e um pássaro não comem juntos?

Ok, Prof..... Já estou voando...... e foi para outra mesa.

O prof. aborrecido resolve vingar-se no exame seguinte, mas ele responde, brilhantemente, a todas as perguntas.

Então resolve fazer a seguinte pergunta:

- Sr. Gandhi,
indo o Sr. por uma rua e encontrando uma bolsa, abre-a e encontra a Sabedoria e um pacote com muito dinheiro.

Com qual deles ficava?

Gandhi respondeu....
- Claro que com o dinheiro, Prof.!

- Ah! Pois eu no seu lugar Gandhi, ficaria com a sabedoria.

- Tem razão prof, cada um ficaria com o que não tem!

O prof. furioso escreveu na prova "IDIOTA" e entregou-lhe.

Gandhi recebeu a prova, leu e voltou:
E disse...

- Prof. o Sr. assinou a prova, mas não deu a nota!



Moral da historia:
Semeia a Paz, Amor, compreensão. 
Mas trata com firmeza quem te trata com desprezo. 
Ser gentil não é ser capacho, nem saco de pancada...

Glândula Pineal: O maior Encobrimento da História da Humanidade



A glândula pineal (também chamada de corpo pineal, epífise cerebral, epífise ou o “terceiro olho”) é uma pequena glândula endócrina no cérebro dos vertebrados. Ela produz a melatonina derivado da serotonina, uma hormona que afecta a modulação do padrão vigília / sono e funções sazonais. A sua forma assemelha-se a uma pequena pinha (daí o seu nome), e está localizada perto do centro do cérebro, entre os dois hemisférios, escondida num sulco onde os dois corpos talâmicos arredondados se juntam.

O Segredo: O que eles não querem que se saiba

A Glândula Pineal ou o Terceiro Olho de cada ser humano pode ser activado para as frequências do mundo espiritual e permite que se tenha a sensação de conhecimento profundo, euforia divina e da capacidade de amar incondicionalmente. Quando a glândula pineal está sintonizada a frequências apropriadas com a ajuda da meditação, yoga ou vários métodos esotéricos, métodos ocultistas, permite à pessoa viajar para outras dimensões. Isto é mais conhecido como viagem astral, projecção astral ou visualização remota.

Com mais prática avançada e métodos antigos, também é possível controlar os pensamentos e acções de pessoas no mundo físico. Sim, é bizarro, mas os Estados Unidos, os antigos governos da União Soviética e várias organizações sombra têm vindo a fazer este tipo de pesquisa durante séculos e têm tido sucesso para além da nossa imaginação.

A Glândula Pineal é representada no Catolicismo em Roma, eles retratam a “pineal” na arte como uma pinha em forma de cone. As sociedades antigas, como os Egípcios e os Romanos sabiam os benefícios e exemplificaram isso nas suas vastas simbologias com um símbolo de um olho.

A Glândula Pineal também é referência na parte de trás da nota de um dólar dos EUA, na qual é chamada de “all seeing eye”, que é uma referência para a capacidade de um indivíduo (ou grupo de indivíduos) em usar esta glândula e ir para o outro lado (mundo espiritual) e, possivelmente, controlar os pensamentos e acções das pessoas no mundo físico ficando a saber o que eles estão a pensar o tempo todo no nosso mundo físico.



Várias pesquisas confirmam que existem certos períodos da noite, entre a uma e as quatro da manhã, onde os produtos químicos são libertados no cérebro que provocam sentimentos de conexão com a sua origem superior.

A Conspiração: 
Como eles estão a matar a nossa Glândula Pineal

No final dos anos 90, um cientista com o nome de Jennifer Luke realizou o primeiro estudo sobre os efeitos do fluoreto de sódio na glândula pineal. Ela determinou que a glândula pineal, localizada no meio do cérebro, foi alvo do fluoreto. A glândula pineal simplesmente absorveu mais flúor do que qualquer outra matéria física no corpo, até mais que os ossos. A Glândula Pineal é como um íman para o fluoreto de sódio. Este calcifica a glândula e faz com que seja menos eficaz em equilibrar os processos hormonais do corpo.

Desde então que diversas investigações provaram que o Fluoreto de Sódio afecta a glândula mais importante do nosso cérebro! É a única coisa que ataca o centro mais importante da nossa glândula no cérebro. É predominante em alimentos, bebidas, no nosso banho e na água potável. Fluoreto de Sódio é colocado em 90% do abastecimento de água dos Estados Unidos.
Os filtros de água que se compram em supermercados não extraem o Fluoreto da água. 
Só por osmose reversa ou a destilação da água. 
A forma mais barata é comprar um destilador de água.

Fluoreto de Sódio está no abastecimento de água, alimentos, pepsi, pasta de dentes, antissépticos bucais, isto tudo para emburrecer as massas, literalmente!

O flúor foi introduzido na água pelos Nazistas e os Russos nos seus campos de concentração para tornar a população do campo dóceis e não questionar a autoridade.

Se se retirar o poder da alma, é estar a desligar a nossa essência com o nosso Deus e o poder da nossa origem, da nossa espiritualidade, e transformar-nos em escravos mundanos de sociedades secretas, organizações sombra e o controle do mundo corporativo.


Dr Jonas Thomé
Médico pesquisador há 35 anos, disponibiliza na sua página na web pineal vários artigos a confirmar tudo o que aqui está escrito, com referências, estudos e muito mais. 
Na verdade  não revelei tudo! 
Há muito mais sobre este tema!

Não é apenas "bizarro", é uma distorção e é um facto.
É amplamente conhecido que pelo menos os EUA submetem ainda hoje pessoas com capacidades espirituais elevadas a verdadeiras torturas a fim de explorarem aquilo a que por... "pudor" ou sabe-se lá que razão, denominam "Visão Remota"... para não lhe chamar o nome verdadeiro: Vidência.
O que também é facto é que saem completamente descompensadas (as que conseguem sair dos projectos) e acabam por ficar a necessitar de terapias medicamentosas.
Ainda por cima não podem falar deles aos terapeutas...
É no que dá não saber trabalhar com este tipo de potencial.

Tanta ocultação de um potencial natural... porque o querem explorar com fins bélicos...e impedir o ser humano de ser autónomo...


Gostaria de terminar com esta citação:

“Não acredite em qualquer coisa simplesmente porque já tinha ouvido isso.
Não acredite em algo simplesmente porque é falado por muitos.
Não acredite em algo simplesmente porque é encontrado escrito em livros religiosos.
Não acredite em qualquer coisa devido meramente à autoridade dos seus professores e anciãos.
Não acredite em tradições porque foram proferidas por muitas gerações.
Mas, após observação e análise, quando você achar que qualquer coisa está de acordo com a razão e é propício para o bem e benefício de um e todos, então aceite-o e viva de acordo com isso.”

– Buddha



segunda-feira, 28 de setembro de 2015

How Yoga Helped Me Heal from Early Childhood Sexual Abuse



To be its most effective, any journey forward must begin with 
a journey inward.

Although the path is not an easy one, with the help of yoga, a happy, healthy life is possible after childhood sexual abuse. I should know, I am a survivor of such abuse and it was with the tremendous gift that is yoga, that I was finally able to find both peace and healing from my early childhood ordeal.

For those who endure such abuse, it is all too often far less painful to keep such information concealed from others, rather than to run the risk of sharing only to be shunned. But for some, there comes a time when the price of burying such pain is far more costly than enduring the possible negative effects such a revelation might encourage.

I count myself as blessed because I was drawn to self-expression through movement.

Little did I understand at the time that my childhood love of ballet was in reality a way to both reclaim my body as my own as well as a way to express my pent up emotions through dance. All I understood was that I felt untouchable and free as long as I was in motion. Through dance, I was learning to cope with the scars of my abuse.

Gratefully, I had found the first tool to regaining my innocence: coping.

Though the discovery of dance was important in my process of coping with the abuse, my discovery of yoga was monumental in enabling me to heal from the abuse. As yoga is multi-dimensional in its effects, so too are the results.

First yoga gently addresses the physical body, allowing it to release long buried emotional pain in a safe and accepting environment. Second, with the practice of yogic deep breathing, a sense of calm can be cultivated. And finally, with the use of imagery, balance can begin to be restored.

My own journey to healing through yoga began with a gradual unfolding, as I released layer after layer of the effects of the abuse. The deeper I journeyed into yoga, the more profoundly I experienced it’s benefits until ultimately, I reached the moment where I was able to set the burden down, never to be picked up again.

Initially, I felt the practice primarily in the physical body, noticing I could move more freely and without the usual impingements.

For the first time in my life, I actually began to feel comfortable in my own body.

Looking back now, I can understand the importance of this initial stage. As the body holds onto the emotional trauma of abuse long after the danger has passed, the first step to releasing this trauma must be through the physical.

Once I began to truly incorporate the breath with my practice, another layer became accessible to me. I was now able to experience a deeper sense of calm, as well as connect with an inner strength that I had not known existed within me. It was also a pleasant discovery to notice that as the layers fell away, there was a shift in my entire perspective on life.

My previous outlook had always tended towards the negative.

Maybe it was a form of self protection, but I was forever looking for the thorn behind the rose.  The shift, though subtle, was definite, until one day I noticed that I had left the pessimism behind and had embraced positivity.

With this encouragement, I continued my practice, and soon found I was able to let go of  other old habit patterns that kept me forever trapped as a victim of abuse. One of these patterns was to turn away when thoughts or memories threatened to disturb the delicate balance that was my life.

However, with a newly found sense of courage garnered from yoga, I was able take the final step in my process of healing—I found a willingness to look inward, ultimately illuminating that which stood in the way of my final liberation and happily releasing it once and for all.

Thus, as I look back to the start of this incredible journey, I can see how through the constant support of yoga, I was gently, but purposely led forward into a new life unencumbered by my past.

To say that yoga saved my life is an overstatement of fact, but to say that yoga gave me back my life is not. Without the blessing of yoga, I might easily have lived my entire life trapped in a spiders web of pain, fear and anxiety. Instead, through yoga I was enabled to not only reclaim my life, but to find a sense of peace, purpose and hope.


Debbie Lehwalder

Não tinha sentido pensar em ti e não sair a correr pela rua




Escrevo-te
Pelo corpo sinto um arrepio de vertigem
que me enche o coração de ausência pavor e saudade
teu rosto é semelhante à noite
a espantosa noite de teu rosto!
corri para o telefone mas não me lembrava do teu número
queria apenas ouvir a tua voz
contar-te o sonho que tive ontem e me aterrorizou
queria dizer-te porque parto
por que amo
ouvir-te perguntar quem fala?
e faltar-me a coragem para responder e desligar
depois caminhei como uma fera enfurecida pela casa
a noite tornou-se patética sem ti
não tinha sentido pensar em ti e não sair a correr pela rua
procurar-te imediatamente
correr a cidade duma ponta a outra
só para te dizer boa noite ou talvez tocar-te


Al berto

Antiga oração Mohawk



Prece para a grande Família 
(Antiga oração Mohawk)

Honrando as nossas Relações

A nossa gratidão para a Mãe Terra
que navega segura no dia e na noite
e para o seu rico, raro e doce solo.
Que seja assim nos nossos pensamentos.

A nossa gratidão para as Plantas, para as folhas de colorido mutante
e para as raízes sinuosas que permanecem quietas no vento e na chuva
ou dançam na ondulação espiralada das sementes.
Que seja assim nos nossos pensamentos.

Gratidão para o Ar que sustenta a suave andorinha
e a silenciosa coruja ao amanhecer de um novo dia,
como o sopro das canções e a brisa do claro espírito.
Que seja assim nos nossos pensamentos.

A nossa gratidão para os seres selvagens que são também nossos irmãos,
que nos ensinam os mistérios e os caminhos da liberdade
e compartilham conosco de suas vidas, com coragem e beleza.
Que seja assim nos nossos pensamentos.

A nossa gratidão para a Água das nuvens, dos lagos,
dos rios e das geleiras, cristalizada ou liquefeita,
fluindo alegre através de nossos corpos as suas marés salgadas.
Que seja assim nos nossos pensamentos.

A nossa gratidão para o Sol que nos acorda ao amanhecer,
luz que pode cegar, brilho que pulsa através dos troncos das árvores,
clareia as neblinas e tremeluz nas grutas quentes
onde dormem os ursos e as serpentes.
Que seja assim nos nossos pensamentos.

A nossa gratidão ao Grande Céu que guarda em si bilhões de estrelas
e que vai além de todos os pensamentos e poderes e, no entanto,
faz parte de nós. Avó Espaço, a Mente é a sua companheira.
Que seja assim nos nossos pensamentos.

Ahoooo

domingo, 27 de setembro de 2015

A Super lua de 27 de Setembro, com Eclipse Lunar


Na noite de Domingo para Segunda, 
acontecerá um raro fenómeno: 
Um eclipse lunar total 
em simultâneo com uma super-lua. 

Será visível em Portugal entre as 3h e as 4h30.

Os eclipses indicam momentos onde são possíveis grandes tomadas de consciência.
São como portais que nos permitem aceder a informação muito profunda.

Deixo-vos uma proposta de reflexão dada pelo astrólogo Jorge Lancinha,
sintonizada com o eixo Carneiro-Balança,o eixo dos relacionamentos, onde se dá este eclipse:




Fenómeno lunar mais importante do ano!

Segundo a NASA, este tipo de eclipse lunar acontece 5 vezes num século, não ocorre desde 1982 e o próximo será só em 2033.
O fenómeno da Super Lua ocorre no mínimo uma vez por ano, a diferença é que desta vez terá a Super Lua e o Eclipse total da Lua.


Contexto astrológico:

"O especial deste eclipse é que ele acontece num contexto planetário-estelar especial, o que o pode tornar num catalizador de promessas planetárias que já vem desde 2010...

- Desde 2010 a quadratura de Urano com Plutão revelando onde temos que mudar
- Neptuno entrou em Peixes, nos ligando através do amor e da telepatia
- Entrada de Júpiter em Virgem
- Entrada de Saturno em Sagitário (18 de setembro)
- Quadratura de Saturno com Neptuno e Júpiter
- Mercúrio puxa Plutão para a quadratura com o Sol e a Lua
- Marte em conjunção com Regulus em quincunce com a SuperLua
- E para coroar a conjunção exacta de Marte com a estrela Regulus de 26 a 29 de Setembro. Lembrando que o eclipse vai ser com a Lua Cheia no signo de Carneiro.

Para avaliares como o eclipse pode influenciar a tua vida estuda a sinastria do teu mapa natal com o mapa do eclipse, especialmente vê as casas natais que são activadas pelo posicionamento do Sol e da Lua eclipsada.



Todos seremos convidados a entrar em contacto iluminado com a nossa criança emocional interior a tal ponto que ela não fique assustada com o que estivermos a viver e dessa forma possamos viver a incerteza como uma oportunidade para sermos criativos, inovadores, carneiros iluminados.

Estes dias exigem, limpeza, depuração radical do que possuimos (de nossas casas), ficarmos leves e actualizados... Pode chegar a delicia da perfeição... que é quando você olha para seus objectos e todos estão felizes por participar de tua vida com alegria... Tenha coragem para encaminhar os objectos que não gosta mais, que não vai usar nos próximos seis meses... no mínimo que eles não ocupem os lugares onde você convive, trabalha, medita... de outro jeito eles vão te amarrar te puxando para seus destinos indefinidos...

Dá uma iluminada também no estado de teus relacionamentos, e experimenta estabelecer diálogo e entendimento para saber o que os outros querem de você e da relação e o que você quer dos parceiros e das parcerias... É momento para fazer atualizações de contratos de relacionamento. O desafio é quando nos relacionamentos não se deixa claro o que se quer, o que se espera, onde se quer chegar...

O terceiro ponto é definir o que quer realizar como trabalho como troca pelo que necessitas para viver... O ideal é começar a investir no que se sente como missão pessoal. E estarmos em lugares e junto a pessoas que tem a ver com nossa missão...



No mundo da magia este será um momento especial em que teremos um contacto directo com a força da Lua cheia no signo de Carneiro, na sua distância mais próxima à Terra, nos convidando a renascer ligados na arte do relacionamento amoroso e belo que ensina o signo de Balança e a chegada do Outono. 

A Lua na Astrologia mundial representa as grandes multidões...
Observe cada nuance a partir de hoje, e poderá acompanhar o efeito dinamizador desta lua cheia.

O que será que vai acontecer depois deste contacto intimo do povo com a sua alma, 
no astral depurativo da passagem de Júpiter pelo signo de Virgem, 
no ardor final dos desdobramentos da quadratura de Urano com Plutão desde 2008 
e agora a força denunciadora da quadratura de Saturno entrando em Sagitário 
e encontrando a Neptuno em Peixes por oposição, revelando as falcatruas do passado e tudo aquilo que no presente mascara a verdade?


Concentra-te no teu autoconhecimento, na auto observação, no aprimoramento pessoal, que todos teremos muita coisa para mudar... fica longe dos noticiários apocalípticos, aquilo que precisas saber sempre chega sem ter que procurar.

Na lua de Agosto fomos abençoados com amor e generosidade, agora seremos convidados a tomar a iniciativa de seguirmos a voz de nosso coração com verdade e coragem na arte de convivermos com outros, que ao igual que nós estarão irradiantes, cada um na sua luz, mas todos unidos na arte e harmonia do Sol em Balança abençoado pelo Outono.


O obsoleto jeito de julgar os indivíduos é substituído por melhoramento ético funcional da rede, das normas, dos processos de acompanhamento e segurança... de nada serve excluir da rede alguém que é vítima de mal funcionamento da rede, isso não resolve... o desafio é que cada comunidade, rede acolha a seus membros com máximo carinho, solidariedade, compaixão, todos sabendo que qualquer um de nós pode cair, errar, cometer falta... só o amor cura, transforma, permite o aprimoramento pessoal e o aprimoramento da rede que nos une...



O Sol no ponto da Lilith por um lado 
e pelo outro a Terra a ser puxada pela força da Lua em oposição, 
no contexto da entrada de Saturno (o depurador rigoroso, mestre) em Sagitário (signo da ética, da visão, do fogo renovador do espírito) 
em quadratura com Júpiter em Virgem (trazendo a Luz aos mais longínquos lugares) 
e com Neptuno em Peixes conectando os nossos corações através do amor, 
e nossas mentes através da telepatia.


Chegou a hora de abrirem os seus corações e expressarem seu amor e carinho a seus próximos através de acções afectuosas diárias, a todo o momento em que seu coração agradecer pelas presenças de seus amados e amadas em sua vida.




Sobre as Super Luas em 2015

Se diz que uma Lua cheia é Super Lua quando ocorre no período entre 24 horas antes ou depois da Lua atingir o perigeu de sua órbita.

Em 2015, aconteceram 3 Super luas seguindo esta definição:
A que acabamos de viver em 29 Agosto,
agora a próxima em 27 de Setembro
e a última em 26 de Outubro."


Hector Othon 






"A Lua representa os condicionamentos e padrões emocionais. 
Quando fica eclipsada pelo Sol, temos uma chance para substituir hábitos, apegos e comportamentos já conhecidos por algo novo, para dar vez a novas direcções. Para nos libertarmos de padrões que nos prendem, que impedem nosso desenvolvimento e a busca de novas experiências. Ideias, oportunidades e pessoas podem surgir inesperadamente para despertar possibilidades e interesses que estavam adormecidos.

É bom ficarmos atentos aos assuntos, às ideias ou temas que dominarão nossos pensamentos nos próximos dias. Pode ser um período de extrema clareza, entendimento e expansão da consciência (Sol), trazendo compreensão de algo importante nossas vidas.

O eclipse acontece no eixo Carneiro-Balança, o eixo dos relacionamentos.
Muitas situações chegam ao clímax, para o bem ou para o mal.
Simplesmente começamos a colher o que foi plantado nos ciclos anteriores. 
Na Lua cheia vivemos o ápice de muitos assuntos e todo eclipse decide algo. Portanto, eis mais um importante momento para decidirmos sobre questões ligadas à parcerias, sociedades, casamentos e afins.

A Lua em Carneiro quer independência e autonomia. 
O Sol em Balança quer responsabilidade, equilíbrio e harmonia nas relações. 
Aliás, o nosso caminho futuro é indicado pelo Sol em Balança em conjunção com o Nodo Norte e Mercúrio. Somos convidados a buscar justiça e equilíbrio em nossos pensamentos e em nossas escolhas, que serão manifestadas no mundo.

A conjunção de Mercúrio retrógrado em Balança ao Sol enfatiza a necessidade de estarmos plenamente conscientes dos nossos pensamentos e palavras para com nós mesmos e com os outros. Neste momento a comunicação pode ser impactante e transformadora.
Vale estarmos abertos para rever questões, repensar posturas, mudar de opinião se for preciso. Ao revisitar velhas formas de pensamento que não são mais relevantes, podemos determinar quais são as velhas crenças que estamos prontos para liberar.

Enquanto isso, Júpiter em Virgem faz um belo trígono com Plutão, destacando velhas estruturas que já são não mais eficientes, as velhas instituições que já não servem mais ao colectivo e precisam ser transformadas.

A harmonia entre Vénus e Urano aponta um caminho, que é reforçado pelo eclipse: a quebra de padrões, para que haja libertação. Tudo o que tiver sabor de novidade fica favorecido, Vénus está sedenta para viver experiências diferentes e inconvencionais, que nunca viveu antes. Contamos com mais criatividade. É tempo de mudanças radicais com base na energia do coração, para efectuarmos a cura neste planeta de nossa sensação ilusória núcleo de isolamento.

No amor, ganha quem fizer convites inesperados, surpreender com artimanhas e estratégias ousadas e fora do comum. O que não vale é grudar, cobrar, aprisionar e tolher.

Algumas questões em pauta:
Em que situações ainda há medo?
Tenho medo de ficar sozinho?
Tenho medo de novas parcerias, sociedades e uniões?
Onde há coragem? O que nos inspira coragem?
Quais pensamentos e crenças são baseadas no medo?
Quais são os velhos pensamentos e crenças que não trazem equilíbrio?
O que pode me ajudar a reequilibrar pensamentos e acções?
Minhas relações são baseadas no amor ou no apego?
O que pode ajudar a abrir o meu coração ainda mais?

É bom cultivar silêncio para acalmar a mente e se conectar com a alma - meditação, contacto com a natureza, ouvir música relaxante... Vale também brincar com as pessoas queridas, as crianças e animais. É mais fácil nos conectarmos com o coração quando estamos nos divertindo. Vale também praticar exercício físico para liberar as tensões acumuladas.

Melhor aguardar para implantar medidas no trabalho e na rotina, há algo confuso no ar. Já que estamos todos mais sensíveis e susceptíveis, é importante evitar situações de conflito e confrontos. A liberdade, a autonomia e a independência devem prevalecer.

É importante saber também que os efeitos das substâncias tóxicas, incluindo o álcool, açúcar, alimentos processados, etc., tendem a ficar exacerbados durante a Lua cheia. E as reacções podem ser ainda mais fortes durante um eclipse.

Quem tiver planetas ou ângulos entre 3 e 6 graus de Carneiro, Balança, Capricórnio ou Caranguejo estará mais propenso a entrar em ressonância com as energias do eclipse lunar. 
No entanto, como com todos os eclipses, todos nós podemos entrar em ressonância com estas poderosas energias. De qualquer forma, fiquemos atentos, muitas novidades podem surgir e para que elas representem uma real possibilidade, é preciso deixar algo que nos aprisiona para trás."



Marcelo Dalla



Esta foi uma noite inesquecível...
A Lua Sangrenta da minha vida.
Foi muito intenso, foram-me feitas algumas revelações ao longo do processo, estava muito emotiva, chorei, ri, e gelei de frio...mas estive com ela do início ao fim.
Eu e a minha Pantera Negra!
Que energia maravilhosa!

A Gestação



Tenho vivido grandes momentos e fortes emoções...

Hoje em dia posso dizer com toda certeza que a mulher quando carrega um ser em seu Ventre não gera só a sua cria, mas também a si mesma.
Entrar em contacto com a face Mãe da mulher, exige uma entrega, uma renuncia, mas acima de tudo um mergulho na sua essência, para que ela possa lidar com todos os conflitos, medos, alegrias e sentimentos que essa fase traz para si.

Venho sentindo em meu ser, que é preciso antes de mais nada muita Coragem para mergulhar em nosso inconsciente colectivo e olhar para aquela figura da mãe que estamos inseridas, aquele padrão de mãe que a sociedade pede...
E muitas vezes esse padrão não é o que escolhemos vivenciar ou não é o que o Universo nos encaminhou para o nosso processo evolucional.

Acredito também que é preciso muita coragem para ser forte quando os medos tomam contam, quando o cansaço congela e mesmo assim conseguirmos olhar para o nosso Ventre, acima de dores e mal-estar que a gestação nos traz e dizer:
"Esse é o melhor presente que eu poderia receber".

Noto que a cada trimestre do processo gestacional, mergulhamos num determinado processo do nosso auto-conhecimento e da nossa cura, e todos se encaminham para um único e grande facto, o encontro com a nossa própria sombra para a passagem da menina para mãe.

Hoje em dia vivemos uma fase em que a gestação e o parto tomaram uma grande forma, e um grande contexto e acho isso maravilhoso e incrível, mas acredito que antes de falarmos de Parto humanizado, domiciliar e maternidade activa, devemos falar de MULHER, devemos falar e respeitar a escolha de cada gestante, a escolha em cada processo que a mesma passa, pois uma gestante e um processo gestacional será diferente um do outro... 
Seja pela sua classe social, seja pelo seu contexto de vida, seja pelas suas escolhas.

É preciso olhar para essa Mulher que além de uma barriga maior que ela carrega, carrega também a sua história.....

Hoje em dia fala-se muito sobre o Parto e Maternidade Activa, mas pouco se fala sobre a valorização da Mulher se a sua escolha não for essa...

Sou super a favor desse mundo, mas acima de tudo sou a favor de respeitarmos as escolhas e a personalidade de cada mulher, pois acredito que uma gestante que escolhe levar a sua gestação de forma diferente do normal hoje em dia não é menos ou mais mulher... 
Ela também precisou ser muito mulher para encarar a cada desconforto, a cada dor, a cada sentimento e sensação para gestar e parir essa cria...

Acredito que quando vamos muito para os extremos, acabamos por não ajudar e sim por fazer o que a sociedade nos ensina; a desvalorização das escolha de cada ser humano...

Temos sim que ir e incentivar mulheres a lutarem por seus direitos, mas acredito que acima de tudo temos que acolher as mulheres da forma como elas são, não mais recriminando muitas vezes o seu silêncio, o seu mundo, e a sua vontade, mas sim apoiando e incentivando que o seu coração seja sempre o repouso tranquilo da sua alma...

Assim desconstruiremos padrões do que esperam de nós para gestarmos a Mulher que somos, e com isso parirmos seres humanos independentes e confiantes de si.

Carol Shanti

Cura da Matriz Feminina...



Momento iniciático 
da cura da Matriz Feminina...


Ao entrar na energia deste momento iniciático de uma nova atitude na entrega ao que estamos a viver, ao que estamos a sentir, devolveu-me a ancestralidade da ferida da Matriz Feminina... a busca desesperada da solução pela racionalidade, e é aqui que reside a continuidade da separatividade...

Essa busca só encontra a repetição sem compreender mais a causa/efeito...
Tenta compreender, em vez de sentir...

É aqui que o arquétipo da criança ferida fica perdida, pois só quer soluções de controle mental para parar a evolução...
É aqui que reside a ilusão de que a repetição é causa do erro e busca sair da inteligência da criação, onde o EU e a experiência, somos UM ...

A repetição é o movimento de realinhamento criativo para uma nova resposta interna e que devolverá a entrega sem divisão do efeito...
Poderá vir em qualquer formato exterior, não interessa, se repetirmos a mesma reacção vamos intensificar a ferida e perdermo-nos da energia feminina, a entrega em silêncio ao que estamos a sentir, a viver... o que Une Alma Fonte criativa que sente a energia da cura que se está a processar internamente sem buscar culpas, mas sim intuindo pela fonte feminina para além da divisão, tendo a sensibilidade de ficar e sair da ilusão da falha, do erro, da culpa e só assim irá transcender o ego que busca a solução pela fuga à vivência...

A criação e o retorno à origem dá-se por movimentos de aparente repetição para que se processem novas matrizes internas... aparentemente parece uma repetição, mas a reacção interna poderá mudar... Como???
Pela entrega sem busca racional, mas sim Consciência /Amor do reequilíbrio interno, onde a única Fonte de Cura é sentir até ao âmago a Criação consciente da realidade Criativa, fora da separação do ego que busca respostas desesperadas para não viver esse reencontro com a ferida que está a ser curada por Nós Próprios...

A mente como Fonte Criativa sai desse registo de busca da solução, mas entrega à Consciência Criativa do encontro com a matriz ferida... onde o arquétipo da criança ferida se encontra perdida da VERDADE, e quer encontrar seguranças fora da experiência...

Já não nos é permitido ficar nesse registo de confinação, ou de vitimização, porque a energia Alma ligada à Fonte da Matriz de evolução SABE que está a viver o momento de reatar a cura fora da separação da experiência...

Ruth Fairfield 

Redefining "spirituality" in Tantric terms...




This is why 'exoteric' spirituality/ religion is so popular.
Rules of conduct and projecting authority and responsibility outside of ourselves appears to be both 'emotionally safe' and psychologically less challenging.
Paths of authentic 'Being', ironically, were reserved for initiates undergoing personal guidance from a teacher as it was understood that people in general do not know how to handle freedom.
First we need to connect with what is 'true' in ourselves, then come to terms with our 'power', then we can handle our 'freedom' safely, responsibly, compassionately... and eventually we may even feel safe enough to let go of our attachments to 'absolute truth' as we experience it as Grace instead of dogma.

Peter Littlejohn Cook


sábado, 26 de setembro de 2015

Liberdade é escolher não escolher



Liberdade é escolher não escolher.
Ficar quieto e calado no canto mais recatado da opinião, longe do buliço e da estafa que é o debate.
É o mundo a acabar e eu sentado.
E, já depois, quando todos tiverem chegado ao fim das opiniões e espremido bem a liberdade em fé e gritaria, poderei levantar-me sem cansaço e falar, sem rouquidão nem fôlego tropeçado.
E então direi que o que me apetece é não dizer a verdade que pensei, deixá-la morrer comigo, que ela é só minha.
Gritem quanto quiserem.
Vão-se foder.

Gualter

....................................aleluia



Que o torpor da morte 
não nos mergulhe no desespero de uma ausência, 
mas antes na doce tranquilidade da espera 
e no milagre de continuados renascimentos. 

Há anos que não vou à missa, os dogmas em que a igreja se encerra estreitaram-me as margens do voo faz já muito tempo, prefiro a eternidade do espaço e do tempo às lei do jejum, a fé ampliada no peito às genuflexões em veludos de confessionário, quando os homens se deixam levar pela bondade e abrem os braços, vejo neles a mesma penugem que cobre as asas dos anjos.

Que me perdoem os crentes, que buscam na liturgia a redenção dos pecados e na hóstia o encontro com deus, a mim faz-me sentido o mundo inteiro e cada um dos seres que o habitam morrendo e ressuscitando a cada dia que passa, faz-me sentido o céu mudando de tonalidade ao longo do dia, a comunhão de todos os seres numa essência comum, faz-me sentido experienciar deus nos gestos mais simples do quotidiano.

Cristo não é sequer - para mim - uma metáfora do mártir, mas um homem comum que soube elevar-se acima dos condicionamentos e das contrariedades e dos caprichos e que, benignamente, deixou que a sua luz ficasse ao alcance de todos aqueles que escolhem viver de olhos abertos.

Aleluia e talvez o significado da morte não seja mais do que um momento de pausa, um intervalo entre o que fomos e o que iremos ser, a consciência de que a cada instante das nossas vidas somos tudo o que somos e de que há uma páscoa presente em cada uma das nossas células. 

E se é certo que os homens precisam de histórias, que precisam de uma linguagem de símbolos para se situarem na realidade dos mitos, não é menos verdade que a alma se sobrepõe aos arquétipos. 

De que nos serve a celebração do mistério pascal se ao longo do resto do ano, se ao longo do resto da vida, não formos capazes de ressuscitar do sono mortal de todas as noites e de, a cada manhã, nos descobrirmos abençoados pelas infinitas possibilidades de recomeçarmos tudo de novo?


Inês de Barros Baptista

Canção de Mim Mesmo 19




Esta é a refeição servida com igualdade, esta é a carne para a fome natural,
Ela serve aos maus tanto quanto aos justos, minha festa é para todos,
Não deixarei uma única pessoa desprezada ou deixada de lado,
A cortesã, o aproveitador, o ladrão são por meio desta convidados.
O escravo de lábios grossos está convidado, o que sofre de doenças venéreas está convidado;
Não haverá diferença entre eles e os demais.

Esta é a pressão de uma mão tímida, este é o aroma dos cabelos que esvoaçam,
Este é o roçar dos meus lábios nos teus, este é o murmúrio do desejo,
Esta é a profundeza e a altura distantes reflectindo o meu próprio rosto,
Esta é a meditativa fusão de mim próprio, e a saída outra vez.

Achas que tenho algum propósito obscuro?
Sim, tenho, como o têm as chuvas do quarto mês, e o tem a mica sobre as rochas.

Pensas que quero assombrar?
A luz do dia assombra? O pisco-ferreiro madrugador que chilreia nos bosques assombra?
Eu assombro mais do que eles?

Esta é a hora das minhas confidências.
Talvez não as faça a todos, mas a ti farei.


in, Song of Myself
Walt Whitman

sexta-feira, 25 de setembro de 2015

Diabo na Cruz - Vida de Estrada

...........................encruzilhada



De vez em quando lá aparece a encruzilhada... 
A dualidade torna-se óbvia...
Duvidas, questões, hesitações, controle, ansiedade... mas
A escolha é obrigatória...



Se já andamos atentos, conscientes das consequências das nossas escolhas, vamos ouvir o coração, olhar os sinais 
e começar a escolher o caminho menos percorrido 
ou mesmo o novo. 

A principio é um caminho desconfortável, inseguro, por vezes até assustador, mas a voz do coração irá lembrar que aquelas inseguranças e dúvidas assim como os medos têm que ser vencidos se queremos aceder ao poder do nosso herói interior...
Será uma questão de tempo até que a vida nos mostre que tudo valeu a pena.

Se ainda andamos adormecidos, se vivemos apegados à nossa velha imagem que apenas responde à vida pelo instinto de proteção, segurança e sobrevivência, iremos percorrer o mesmo caminho de sempre, criando os mesmos desfechos pesados de sempre para dar origem às mesmas queixas de sempre, mantendo-nos na mesma vibração densa de sempre.

O velho - o novo, o seguro - a aventura, o que sabe bem - o insuportável, o medo - a coragem, falo - não falo, vou - não vou, mudo - não mudo, .....
Todo o ser humano vive permanentemente estes dilemas internos. 
A qualidade da nossa energia e consequentemente da nossa vida depende apenas dessas escolhas invisíveis, pessoais, privadas e secretas que vamos fazendo dentro de nós e que depois irão gerar as respectivas consequências.
Serão essas consequências que nos irão mostrar se escolhemos bem ou não e se queremos mudar ou não.

O problema do ser humano é ter perdido a noção desta dinâmica.
E quando não temos a consciência desta dinâmica, nem de assumir a responsabilidade pela co-criação dessas consequências, julgamos, culpamos e matamos quem quer que nos esteja a trazer as consequências dessas escolhas...

Nada mais importante então do que vivermos atentos aos dois polos, tanto de emissor como do receptor e lembrarmos que está na nossa mão e na qualidade das nossas escolhas, co-criar a nossa realidade...

- Que qualidade/verdade/valor/coragem/
transparência/sabedoria/sensibilidade 
têm as tuas escolhas actuais?
- Que qualidade tem o que andas a atrair?


Vera Luz

As minhas Ancestrais eu saúdo




As minhas Ancestrais eu saúdo
As minhas Ancestrais eu honro
As nossas ancestrais eu chamo
As Curandeiras, Parteiras, Rezadeiras, Benzedeiras
Mulheres de força, fibra, garra e determinação.
Fazem da erva, o remédio
do Chá, o calmante
do Banho, a Limpeza
Nos campos, nas cidades
nas casas, nas colinas
Sãos Elas as donas da Sabedoria
Rostos marcados pelas histórias da Vida,
Em suas mãos um terço, no seu pescoço um patuá
No seu peito a FÉ
São elas as senhoras da fala mansa, do punho determinado e da força de vontade
Com humildade nos deixam os ensinamentos aprendidos na escola da Vida
A melhor professora: A Grande Mãe
Com seu novelo de lã, nos ensinam o tecer dos sonhos
Com seu compartilhar, nos ofertam a possibilidade de fazermos cada dia um Novo Amanhecer
São elas as senhoras que há tempos nos mostram... o verdadeiro sentido contido na palavra
MULHER !

Carol Shanti

.......................o menos cómodo dos suicídios




A vida prática sempre me pareceu o menos cómodo dos suicídios.
Agir foi sempre para mim a condenação violenta do sonho injustamente condenado.
Ter influência no mundo exterior, alterar coisas, transpor entes, influir em gente — tudo isto pareceu-me sempre de uma substância mais nebulosa que a dos meus devaneios.
A futilidade imanente de todas as formas da acção foi, desde a minha infância, uma das medidas mais queridas do meu desapego até de mim.
Agir é reagir contra si próprio.
Influenciar é sair de casa.
Sempre meditei como era absurdo que, onde a realidade substancial é uma série de sensações, houvesse coisas tão complicadamente simples como comércios, indústrias, relações sociais e familiares, tão desoladoramente incompreensíveis perante a atitude interior da alma para com a ideia de verdade.


 — Fernando Pessoa
in, Livro do Desassossego

quinta-feira, 24 de setembro de 2015

Imagens Cintilantes



Este texto é um trecho da introdução do livro do mais recente livro de Camille Paglia, "Imagens Cintilantes", e foi publicado no jornal La Repubblica.
A tradução é de Moisés Sbardelotto para o IHU.

"A arte é um casamento entre o ideal e o real. A criação artística é um ramo do artesanato. Os artistas são artesãos, mais próximos dos carpinteiros e dos soldadores do que dos intelectuais e dos acadêmicos, com a sua empolada retórica autorreferencial. A arte usa os sentidos e fala aos sentidos. Afunda as suas raízes no mundo físico tangível.

O pós-estruturalismo, com suas origens linguísticas francesas, tem a obsessão pelas palavras e, por isso, é incompetente para iluminar qualquer forma artística fora da literatura. O discurso sobre a arte deve se aproximar dela e descrevê-la nos seus próprios termos. É preciso encontrar um delicado equilíbrio entre o mundo visível e o invisível. Quem subordina a arte à agenda política contemporânea é tão culpado por literalismo rígido e por propaganda quanto um pregador vitoriano ou um burocrata stalinista qualquer.

Uma das razões da actual marginalização das belas artes é que os artistas se voltam muito frequentemente a outros artistas e perderam o contacto com as pessoas comuns, das quais desprezam e zombam os gostos e os valores. A maior parte dos artistas norte-americanos são progressistas que têm um contacto mínimo, senão nulo, com quem pensa diferente deles. O progressismo militante antiestablishment e defensor da liberdade de expressão dos anos 1960 (com o qual eu me identifico fortemente) transformou-se no utópico mundo ideal da classe dos profissionais afluentes, com os seus vagos impulsos filantrópicos e uma estranha passividade com relação a governo pomposo e autoritário.

Uma ortodoxia monolítica abandonou os artistas num gueto de opiniões óbvias e os cortou fora das ideias novas. Nada é mais banal do que o dogma progressista, segundo o qual um valor chocante automaticamente confere importância a uma obra de arte. A última vez que isso foi verdade foi, talvez, no fim dos anos 1970, com as fotografias homoeróticas e sadomasoquistas de Robert Mapplethorpe. Mas a cultura seguiu em frente. No século XXI, buscamos o significado, não a sua subversão.

Os conservadores também, por sua vez, pecaram contra a cultura. Apesar dos seus toques de trombeta por um retorno da educação ao cânone ocidental, eles se comportaram como filisteus provincianos com relação às artes visuais. Embora haja muitos críticos de arte sofisticados entre os conservadores urbanos, o impulso do movimento conservador norte-americano se alimentou sobretudo com as regiões agrárias onde prospera o cristianismo evangélico. O protestantismo tem uma história de iconoclastia: durante a Reforma no norte da Europa, as estátuas das igrejas e os vitrais coloridos foram sistematicamente destruídos por serem idólatras. Com relação ao catolicismo romano, tão rico em arte, o protestantismo norte-americano tradicional é visualmente pobre. As suas imagens de Jesus como Bom Pastor são muitas vezes artisticamente tão fracas que beiram o kitsch.

A maior parte dos conservadores actua num clima que é indiferente ou hostil com relação à arte. Os principais escritores e críticos conservadores parecem cegos diante da intrincada interconexão entre arte e política na antiga Grécia que inventou a democracia. O nu, baseado no estudo científico da anatomia, foi o grande símbolo do individualismo ocidental que os gregos nos deixaram de herança, mas os conservadores cristãos nunca permitiriam exibir nas escolas públicas os heroicos nus da arte ocidental. O puritanismo norte-americano hesita na suspeita conservadora de que há uma feitiçaria na beleza.

Por outro lado, uma quantidade enorme da melhor arte ocidental foi intensamente religiosa, e os progressistas, que queriam que os presépios fossem tirados das praças, objectariam, por sua vez, contra a instrução doutrinal necessária para apresentar a iconografia cristã na escola pública. Por isso, a educação artística foi obstaculizada nos Estados Unidos, vítima do fogo cruzado da política.

Embora eu seja ateia, respeito todas as religiões e as levo a sério como vastos sistemas de símbolos que contêm uma verdade profunda sobre a existência humana. Embora em seu nome se tenham cometido males, a religião tem sido uma força enorme de civilização na história do mundo. Zombar da religião é algo pueril, sintomático de uma imaginação atrofiada. Porém, essa posição cínica tornou-se de rigor no mundo artístico, um motivo a mais para a banal superficialidade de grande parte da arte contemporânea à qual não restou nenhuma grande ideia."

Camille Paglia

E finalmente compreendi...



Conheci o bem e o mal,
O pecado e a virtude, 
a justiça e a injustiça;
Julguei e fui julgado,
Passei pelo nascimento e pela morte,
Pela alegria e pela dor, 
pelo céu e pelo inferno;
E finalmente compreendi
Que eu estou em tudo
E que tudo está em mim.

~ Hazrat Inayat Khan

O Terceiro Caminho



Não defendo este partido, nem o outro; se ambos diferem à superfície e podem arrastar opiniões, aprofundemos nós um pouco mais e olhemos o substracto sobre que repousa a variedade; o mundo das formas levanta oposições que se desfazem à luz do entendimento; só a esta queremos ver, nas horas mais sérias, o que nos oferece o universo; e não há motivo algum para que eu tenha diante do facto político uma atitude diversa da que tenho perante o som ou a cor.

Que vejo de comum?
O rebanho dos homens, ignorantes e lentos no pensar, que se deixam arrastar pelas palavras e com elas se embriagam; nos mais altos, a fuga das responsabilidades claramente assumidas, a recusa ao sacrifício de tudo ante a ideia, a disposição para manejarem a bondade e o heroísmo dos outros, o imoderado apetite do poder, o ódio cego ao adversário que procuram vencer por qualquer meio; a alimentar o fogo da acção, as mesmas confusas noções, as mesmas frases de catecismo branco ou vermelho, os mesmos ritos, as mesmas superstições.

Só posso estar ao lado de qualquer deles quando o sinta vencido; porque há então uma coincidência dos seus interesses com a defesa do Bem; enquanto mandarem, só deverão contar com a oposição mais decidida às vagas de ódio por que se deixam arrastar, às violências que ordenam ou permitem; é um dever de consciência tão imperativo salvar o homem que se afoga, como dizer a verdade ao que manda demais; e já a alma está tanto mais presa do demónio, quanto mais se recusa a escutar as palavras severas.

Os povos serão cultos na medida em que entre eles crescer o número dos que se negam a aceitar qualquer benefício dos que podem; dos que se mantêm sempre vigilantes em defesa dos oprimidos não porque tenham este ou aquele credo político, mas por isso mesmo, porque são oprimidos e neles se quebram as leis da humanidade e da razão; dos que se levantam, sinceros e corajosos, ante as ordens injustas, não também porque saem de um dos campos em luta, mas por serem injustas; dos que acima de tudo defendem o direito de pensar e de ser digno.

Agostinho da Silva
in, Diário de Alcestes

quarta-feira, 23 de setembro de 2015

solidão...e solitude



"A solidão é um estado negativo, marcado por uma sensação de isolamento.
A pessoa sente que falta algo.
Pode estar com pessoas e ainda assim sentir-se só - talvez esta seja a forma mais amarga da solidão.

Solitude é o estado de estar sozinho, sem sentir solidão.
É um estado positivo e construtivo de relacionamento consigo próprio.
A solitude é desejável, um estado onde você proporciona a si próprio uma suficiente e maravilhosa companhia."