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domingo, 19 de março de 2023

Tudo é natural, faz parte da vida





Para quem olha a vida com bons olhos, a felicidade é natural, não precisa de motivo.
É um hábito que precisa ser cultivado.
Enxergar as coisas boas que possui, não absorver os problemas dos outros sabendo que cada um responde por si, alivia e acalma.
Saber esperar, fazer o melhor, acreditar que a vida sabe mostrar a cada um o que precisa aprender é ficar em paz e enfrentar os desafios do amadurecimento com inteligência.
Tudo é natural, faz parte da vida.


Zíbia Gasparetto




domingo, 19 de dezembro de 2021

..........................fugirmos de nós próprios






A única coisa impossível na vida é fugirmos de nós próprios.
Somos a nossa verdadeira real e permanente companhia.

Entretanto, vivemos mais focados na realidade do mundo externo do que na nossa própria interioridade.
É incrível como a maioria dos seres humanos é um completo desconhecido para si próprio e vive de acordo com as regras e crenças que lhe foram impostas, sem pensar ou sentir se fazem, de facto, sentido para elas.

A vida inconsciente constitui, de certo modo, um refúgio seguro para muitos pois, ainda que a angústia e o sofrimento estejam presentes, sentem-se confortáveis no seu mundo já conhecido.

Mergulhar fundo na tarefa de se conhecer a si mesmo é um processo doloroso que poucos estão dispostos a encarar. Somente quando a insatisfação atinge níveis insuportáveis é que somos impelidos a sair da nossa zona de conforto e ir em busca da nossa verdade.


Entrar nos nossos porões e encarar as sombras que ali habitam, por mais medo que nos cause, é o único meio de podermos, finalmente, deixar florescer a luz e viver, de modo pleno, a verdadeira realidade do nosso ser.


Elisabeth Cavalcante


domingo, 31 de janeiro de 2021

Tudo na vida tem seu preço





Quantas vezes você andava na rua e sentiu um perfume e lembrou alguém que você goste muito?
Quantas vezes você olhou para uma paisagem em uma foto e não se imaginou lá com alguém que você gosta muito do seu lado?
Lembra quantas vezes você voltou naquele lugar aonde você começou uma das melhores fases da sua vida?
Você consegue contar nos dedos de uma só mão quantas vezes você brigou com amigos seus porque eles tentaram lhe fazer mudar de ideia e depois você descobriu que eles estavam certos?
Alguma vez você foi ajudado a se levantar pela pessoa que você achava que iria ficar mais feliz com sua derrota?
Quantas vezes você foi apresentado a alguém e não ficou cheio de esperanças?
Quantas vezes você olhou para uma pessoa nas ruas e pensou: "Eu te conheço de algum lugar..."
Alguma vez você notou que alguém precisava de ajuda e simplesmente não fez nada e algum tempo depois quando você precisou aquela mesma pessoa te ajudou?
Quantas vezes você já abraçou seus amigos?
Alguma vez você pensou que estava no fundo do poço e achou uma sementinha de algo bom que você nunca teria encontrado se não tivesse ido tão fundo?
Quantas vezes você estava do lado de alguém, e sua cabeça não estava ali?
Alguma vez você já se arrependeu de algo que falou dois segundos depois de ter falado?
Quem sabe dizer quantas vezes você já se tornou frio, ou brigou com pessoas que não tinham nada a ver com seus problemas?
Não tem aquela musica que você não gosta de ouvir porque lembra algo que você fez enquanto ela tocava há alguns anos atrás? Ou lembra alguém que você quer esquecer mas não consegue?
Tem alguém que você nunca viu pessoalmente, mas quer conhecer?
Você já sentiu vontade de chorar só de pensar em coisas que eram boas, mas que na época você não dava valor?
Se você soubesse que iria morrer daqui a 24 horas, o que você faria? Para quem você declararia? Quem você abraçaria?
Alguém olhou nos seus olhos e você trancou a respiração mesmo sem sentir?
Você já ajudou alguém e depois essa mesma pessoa te deu as costas?
Tem pessoas para quem você inventou apelidos carinhosos e que só você os chama por eles?
Você já chorou por que lembrou de alguém que amava e não pôde dizer isso para essa pessoa?
Você já perdeu alguém que gostava muito?
Você já reencontrou um grande amor do passado e viu que ele mudou?


 A cada novo minuto 
você tem a liberdade e a responsabilidade 
de escolher para onde quer seguir, 
mas é bom lembrar que 
tudo na vida tem seu preço. 



Zíbia Gasparetto



quarta-feira, 11 de dezembro de 2019

Encerrar Ciclos





É sempre preciso saber quando uma etapa chega ao final. 
Se insistirmos em permanecer nela mais do que o tempo necessário, perdemos a alegria e o sentido das outras etapas que precisamos viver.
Encerrando ciclos, fechando portas, terminando capítulos – não importa o nome que damos, o que importa é deixar no passado os momentos da vida que já se acabaram.


  • Foi despedido do trabalho?
  • Terminou uma relação?
  • Deixou a casa dos pais?
  • Partiu para viver em outro país?
  • A amizade tão longamente cultivada desapareceu sem explicações?


Você pode passar muito tempo se perguntando por que isso aconteceu. 
Pode dizer para si mesmo que não dará mais um passo enquanto não entender as razões que levaram certas coisas, que eram tão importantes e sólidas em sua vida, serem subitamente transformadas em pó. Mas tal atitude será um desgaste imenso para todos: seus pais, seu marido ou sua esposa, seus amigos, seus filhos, sua irmã, todos estarão encerrando capítulos, virando a folha, seguindo adiante, e todos sofrerão ao ver que você está parado.

Ninguém pode estar ao mesmo tempo no presente e no passado, nem mesmo quando tentamos entender as coisas que acontecem connosco. O que passou não voltará: não podemos ser eternamente meninos, adolescentes tardios, filhos que se sentem culpados ou rancorosos com os pais, amantes que revivem noite e dia uma ligação com quem já foi embora e não tem a menor intenção de voltar.

As coisas passam, e o melhor que fazemos é deixar que elas realmente possam ir embora.
Por isso é tão importante (por mais doloroso que seja!) destruir recordações, mudar de casa, dar muitas coisas para orfanatos, vender ou doar os livros que tem. Tudo neste mundo visível é uma manifestação do mundo invisível, do que está acontecendo em nosso coração – e o desfazer-se de certas lembranças significa também abrir espaço para que outras tomem o seu lugar.

Deixar ir embora. Soltar. Desprender-se.
Ninguém está jogando nesta vida com cartas marcadas, portanto às vezes ganhamos, e às vezes perdemos. Não espere que devolvam algo, não espere que reconheçam seu esforço, que descubram seu génio, que entendam seu amor. Pare de ligar sua televisão emocional e assistir sempre ao mesmo programa, que mostra como você sofreu com determinada perda: isso o estará apenas envenenando, e nada mais.

Não há nada mais perigoso que rompimentos amorosos que não são aceites, promessas de emprego que não têm data marcada para começar, decisões que sempre são adiadas em nome do “momento ideal”.

Antes de começar um capítulo novo, é preciso terminar o antigo: diga a si mesmo que o que passou, jamais voltará.

Encerrando ciclos.
Não por causa do orgulho, por incapacidade, ou por soberba, mas porque simplesmente aquilo já não se encaixa mais na sua vida.
Feche a porta, mude o disco, limpe a casa, sacuda a poeira.
Deixe de ser quem era, e se transforme em quem é.

Seja resiliente….



Glória Hurtado





quarta-feira, 7 de março de 2018

Percepção Vigilante


Olho - zoom




Percepção, observação, atenção, vigilância, posição do observador... 
Estas palavras denotam as mesmas coisas.
Ser vigilante significa viver conscientemente ao longo do dia, da semana, do ano, ou para toda a vida. É uma constante percebermos nossa situação, nossas sensações, pensamentos e ações.

Por exemplo, enquanto eu caminho pela rua posso perceber o ar a minha volta, pássaros cantando, outras pessoas, meus pensamentos, minha respiração, meu corpo, meus passos. Quando me alimento, sei o que estou mordendo e deglutindo. Quando corro, posso sentir minha respiração e o caminho por onde corro e onde meus pés pisam.
Alguém pode dizer : “Eu também sei que estou indo a uma loja ou para o trabalho e sei o que estou fazendo”. Entretanto, não é tão simples assim.
Quantas vezes já lhe aconteceu de ter trancado a porta e retornado para certificar-se que a havia realmente trancado? Naquele momento, você estava pensando em algo completamente diferente e não estava percebendo tudo o que estava fazendo.
Quantas vezes você procurou por alguma coisa da qual não se lembrava onde havia deixado? Isso não acontece se a pessoa for uma pessoa vigilante, pois uma pessoa vigilante sabe que ela está virando a chave ao trancar a porta. Então esta pessoa não precisa procurar pela chave porque ela está consciente de onde a guardou.

Vigilância é atenção permanente.
Quando estamos vigilantes, não nos fundimos com as coisas. Estamos em uma posição de observador.


A MENTE
Nossa mente trabalha por si própria, sem nosso controle. Você não acredita nisso? O que você faz quando vai a algum lugar, ou quando senta em seu carro? Você fala consigo mesmo. Todo o tempo, durante todo o dia, toda a vida, antes de dormir; e pela manhã imediatamente após acordar, você entra novamente no mesmo carrossel. O resultado é que você acaba não aceitando uma opinião diferente da sua e muda a engrenagem para a forma estereotipada. A mente de uma pessoa assim imediatamente condena ideias diferentes, música, estilo de vida, comida, ou um programa de TV. “Eu não gosto desta música”, diz alguém sem sequer ouvi-la. A mente interfere imediatamente e a pessoa definitivamente condena qualquer coisa que não corresponda à sua convicção.

Continuamos pensando sobre o passado; justificamos nossos atos e procuramos por alguém que nos apoie em nossas justificativas. Isso porém não colocará nossos atos sob uma luz melhor. Somente nos sentimos bem quando alguém concorda conosco e nos defende. Já escutei muitas vezes: “Eu lhe disse para não interferir. E então, imagine, começou a gritar comigo”. E queremos que nosso ouvinte nos diga que fizemos o certo. Nós frequentemente escutamos a nós mesmos e nossa mente é nossa confidente e justificadora.


PENSAMENTO E PERCEPÇÃO
“Pessoas comuns percebem tão pouco que acabam esquecendo que existe uma diferença entre o pensar e o perceber. Esqueceram-se a ponto de acharem que aquilo que pensam é o que percebem. Projetam seus pensamentos a uma realidade externa e assim, continuamente, afastam-se da realidade, substituindo-as por seus pensamentos”.
Victor Sanchez

Pensar não é perceber.
O pensamento humano é focado no mundo externo de onde extrai situações encontradas individualmente e então continuamente as revê, anexando-se novamente a elas. Além do mais, a mente muda a realidade experimentada e pára de perceber o mundo como é, substituindo-o por seus próprios pensamentos. Ainda conversamos conosco sobre nossa vida, quer seja sobre o que fizemos, justificando nossas atitudes, sentindo-nos ofendidos, ou quer criando nossas preocupações. Pensar é parte do nosso ego. Mantemos nossas ideias sobre nós mesmos e sobre este mundo sempre moldadas pelo nosso pensamento.

Na percepção vigilante ou na meditação, uma pessoa volta-se para seu próprio interior, sua consciência. Esta pessoa pode ver a realidade externa sem limitar-se a ela ou identificar-se com ela. A meditação ocorre em qualquer lugar e em qualquer momento. Então por que deveria estar restrita a determinado momento do dia, posição do corpo e com os olhos fechados?


O MOMENTO PRESENTE
Passado, Presente e Futuro – isto é o tempo.
Vivemos em um mundo que não é estável. O cronómetro nunca pára. Algumas pessoas adivinham o futuro, outras pensam sobre seu passado e avaliam suas ações pensando todo o tempo: “Será que eu devo fazer isso?”, “Eu não deveria ter ido lá”, “Eu deveria ter contado a ele”, “o que pensei sobre isso”, “Ontem eu estava no jardim”.
Todos os pensamentos estão concentrados no passado ou no futuro, não permitindo que nossa mente se foque no presente. 
Entretanto, o presente é o único momento que podemos influenciar.

Existe um grande segredo neste pequenino, tão curto momento, entretanto.
Por que devemos lidar com nossos atos do passado e por que devemos justificá-los? Eles não podem ser mudados; somente podemos aprender com eles. E o futuro? Tampouco nos pertence. Poderemos não estar mais aqui no próximo segundo. As preocupações diárias que as pessoas criam são inúteis, porque amanhã poderá ser completamente diferente.
Então vocês dizem a si mesmos que se preocuparam tanto, mas a situação acabou sendo diferente e que suas preocupações de ontem foram mesmo inúteis. E o Presente? É imperceptível pela mente. Quando a mente começa a lidar com ele, já é Passado. 
Você consegue compreender?
Ah, agora entendo... Agora, neste instante, ISTO!
Agora e o que? ISTO – mas já se foi...
O Presente é sempre novo.


PARA QUE SERVE AFINAL?
Assim, você reconhecerá a você mesmo, seus pensamentos, atitudes; descobrirá suas rotinas e ganhará conhecimento a partir dos hábitos de outras pessoas. Você se libertará de seus preconceitos e falsos caminhos, porque você poderá enxergar. Você terá habilidade para enxergar o lado interior das pessoas; perceberá suas fraquezas e intenções. Não desperdiçará suas energias e não ficará preocupado ou zangado. Permanecerá em paz e tranqüilo. Nada poderá tirar seu equilíbrio.
Ao transferir a vigilância para o seu sono, você poderá entrar no limiar dos sonhos vigilantes. Você não terá mais a impressão de ter “desperdiçado tempo” em várias situações. Começará a notar com prazer pequeninas coisas e se encantará com elas. Até mesmo uma folha caindo de uma árvore o fará feliz. Sentirá a liberdade e muitas outras coisas também.

A Vigilância tem me proporcionado mais do que quaisquer outras possíveis teorias, livros, opiniões e discussões. É a experiência do “ser” que pertence somente a você (é muito difícil colocar em palavras).


COMO COMEÇAR?
Praticá-la é realmente simples. Sinta e observe tudo a seu redor, o máximo que puder, tente focar naquilo que esteja vivenciando, percebendo, pensando, conversando, etc.

É possível começar agora mesmo: seus olhos seguem cada linha deste texto. Sinta onde você está sentado e qual a posição do seu corpo, suas mãos, sua respiração, e tudo o que está a seu redor. Sossegue seus pensamentos e esteja o mais atento possível. Leia o texto e tente percebê-lo. Enquanto escrevo estas linhas, eu percebo como meus dedos deslizam pelo teclado; como vejo o monitor, e sinto a posição do meu corpo e o som do universo ambiente.

O mais fácil (relativamente) é caminhar pela rua e tentar ser vigilante somente por um instante, mas até o momento que você se aproxime de seu destino, a somente alguns passos de distância. Você verá que não é tão simples assim. Então, torne-se consciente de pequenas atitudes como calçar os sapatos, entrar no carro, etc. Ao aproximar-se de alguém e iniciar uma conversa, tente também ser vigilante. Pronuncie as palavras claramente e sem pressa – faça-o com consciência. Você sentirá uma mudança no horizonte, ao comparar com sua conversa normal, quando você diz tantas palavras inúteis. Então você pode tentar qualquer coisa que venha a sua mente: comer vigilantemente, caminhar, ler, assistir TV, fazer compras. Você não precisa dizer: “Agora estou sentado, agora estou caminhando, agora estou respirando” – isso funciona também sem pensar, somente fazer.

No início, é muito difícil permanecer como um observador por um longo período de tempo.
Com o tempo, será mais fácil, mesmo em situações mais duras. Com o tempo, manter a atenção será automático. E então, manter a vigilância se tornará uma parte óbvia e natural de você. Você até ficará surpreso do porquê as pessoas não observarem isto.

E agora, ao fim deste parágrafo? Você ainda está vigilante? Sente sua respiração e a posição de seu corpo?


VIGILÂNCIA E RESPIRAÇÃO
Observar sua respiração é uma das ferramentas mais poderosas que podem ser utilizadas para acalmar sua mente. Não é necessário alterar seu ritmo; você não precisa fazer nada. Entretanto, ao observar sua respiração, você a aprofunda um pouco. À medida que percebo minha respiração – inspiração e expiração – depois de um tempo sinto que esta respiração tornou-se meu purificador. Meus pensamentos tornam-se menos pesados e a atenção fica mais acurada a cada inspiração, como se uma brisa estivesse soprando dentro de mim.


VIGILÂNCIA AO CAMINHAR
Sempre estamos caminhando. Caminhamos todos os dias. Caminhamos até o banco, até o restaurante, até uma loja, até o cinema. Caminhar tornou-se uma atividade automática. Para chegarmos a algum lugar nós caminhamos, nossos passos têm sempre um destino. Muitas vezes nem sequer sabemos em quais lugares estivemos e o que vimos no percurso do nosso caminho. Nossa mente está ocupada com o pensar. Entretanto, é o caminhar que pode nos levar às mais lindas das meditações. É simples. É o suficiente apenas caminhar e olhar ao redor, permitir influenciar-se pelo ambiente, tranquilizar sua mente, aprofundar sua respiração e simplesmente ser. De repente, você percebe que gosta de caminhar. Você não precisa ter um destino certo; caminhar simplesmente pelo ato de caminhar – o mais bonito de todos. Se você está atento durante sua caminhada, você poderá sentir energia e conforto. Seus passos serão diferentes. As pessoas a sua volta também sentirão. Onde quer que você vá, sua caminhada será como uma caminhada em um bosque – uma caminhada em paz. As pessoas a sua volta dirão: “Hoje aquela pessoa está tendo um bom dia”. Entretanto, você não terá um dia melhor, todos os seus dias serão agradáveis.

Certo dia, eu experimentei caminhar sem destino. Era Outono e folhas coloridas caíam das árvores; o vento brincava comigo. Eu observava minha respiração, as cores, e as folhas pairando no ar. Depois de algum tempo, encontrei um homem. Ele parou e me perguntou: “Aonde você vai com este tempo?” “Vou caminhar no bosque”, respondi. “Mas, por que está indo para o bosque? Nesta época do ano, não há mais cogumelos para apanhar”. É uma pena pensarmos que o ato de caminhar tenha que ser feito sempre com algum propósito definido.


ALGUNS CONSELHOS
Não tente lutar com seus pensamentos. 
A luta com eles os deixará mais fortes.
Se quiser enfraquecê-los, concentre-se na sua essência interna e perceba o mundo ao seu redor sem julgá-lo. É importante começar seu dia tranquilizando seus pensamentos. Tente ser vigilante em todas as situações. Entretanto, no início, é mais fácil estar vigilante quando você está sozinho, por exemplo, durante sua caminhada e outras atividades simples.
No início, é difícil praticar a vigilância quando você conversa com outras pessoas e quando você está em situações intensas. Mais tarde, torna-se uma experiência muito bonita.
É mais fácil começar pela manhã do que tentar sustentar sua atenção no meio do dia.
Se estiver cansado, ou em uma situação maçante e tenha problemas para permanecer vigilante, mude esta situação, ou faça alguma coisa diferente.





in, Na Luz da Verdade 
Abdrushin





domingo, 5 de novembro de 2017

Educar não é moldar uma mente. É libertá-la dos moldes





Educar não é podar inteligências.
Moldá-las, tolher a criatividade, amoldar a voz interior de cada um.

Educar é fazer o outro mais preparado para ser, de fato, quem é.

Como pais ou educadores, a nossa função vai muito além de transmitir um conteúdo determinado.
Ela engloba o desafio de aceitar o outro (mesmo pequenino infante ou adolescente) como ser individual e único que lapidará dentro de si, ao seu modo, o conteúdo que lhe for transmitido.

Esta belíssima animação: “Cloudy Lesson”, “Como fazer nuvens”, mostra-nos, de modo lúdico e belo, o quanto as possibilidades e a realidade pode ser adequada, criativa e inteligentemente, quando se percebe que até mesmo para “fazer nuvens” poderemos usar diversos “moldes”.


Nara Rúbia Ribeiro



                           




quarta-feira, 20 de setembro de 2017

APRENDENDO A PARAR






A era em que vivemos é a era da velocidade.
Tudo acontece rápido demais.
Não temos tempo para pensar em nada: a vida simplesmente nos engole com suas pressões sociais, laborais e familiares. Ou nos adaptamos, ou enlouquecemos.
Adaptar-se, nesse caso, significa aprendermos a parar.

Embora tenhamos aprendido muitas coisas na escola, nunca nos ensinaram a parar.
Parar é uma maneira de refletir e assimilar tudo o que aprendemos, ficando mais receptivos para podermos avaliar de maneira mais positiva e justa qualquer empreendimento que nos propusermos. Para o yogi, parar é o que vem antes do samadhi, a realidade luminosa que está além do samsara.
Parar é um gesto de respeito e amor por nós mesmos.
Ao mesmo tempo, é um ato de generosidade em relação àqueles com quem convivemos.
Se nossa alma ficar mais harmoniosa, essa harmonia irá refletir-se à nossa volta.

Cultivar o ato de parar conscientemente equivale a viver a vida como uma jornada, uma aventura de descobertas.

Mas, se não soubermos parar conscientemente, nosso corpo irá parar sozinho, através de uma doença ou um acidente.

Parar é essencial se quisermos manter a felicidade e a sanidade nos dias de hoje.
Todo o mundo está procurando a felicidade; alguns, procuram até a imortalidade; mas quase ninguém sabe o que fazer num sábado chuvoso.
Assim, a arte de viver fica sepultada sob as pressões que a sociedade impõe ao indivíduo.

Nas palavras de H. D. Thoreau, 
"A vida se mede, não pelo número de anos que passamos na Terra, mas pelo que usufruímos".

Parar tem a ver igualmente com os nossos valores mais íntimos.
Se não soubermos parar, seremos vítimas fáceis do consumismo.
Se não soubermos parar, acabaremos achando que vestir aquela griffe é tudo o que precisamos para ser felizes, ou que usar aquele cartão de crédito pode resolver nossos problemas emocionais.



Pedro Kupfer




sexta-feira, 2 de junho de 2017

Estar vivo







"Estar vivo na Terra num corpo físico pode ser difícil. 
A vida é como uma corrida de obstáculos, 
um programa de treino ou curso intensivo. 
Além da diversão e da alegria de estar vivo, 
existe também a raiva, o medo e o sofrimento. 
Mas são essas emoções que fazem o jogo 
e o tornam desafiador e único!"





quarta-feira, 3 de maio de 2017

Evolução


Karol Nienartowicz




Sua realidade pode crescer de forma que novas possibilidades se manifestem. 
Para tal, sua visão de mundo precisa alargar e a forma como se coloca no mundo precisa ser construtiva. Você não assumiu nenhum compromisso que o impeça de olhar o mundo com um olhar pacífico e acolhedor. Domine o ímpeto de julgar, pois todo o julgamento emocional é sempre uma ilusão projetada pelo seu ego ferido pela frustração da ideia de como o mundo ou as pessoas devem ou deveriam ter sido para você se sentir confortável.

Evolução é um caminho para a liberdade em todos os sentidos e não de confinamento emocional a algo.
Como poderá atingir a paz genuína que o conduzirá ao amor legítimo se insistir no hábito precário de condicionar a sua felicidade e bem estar em ilusões de como deve ser as coisas?
Tudo é o que pode ser agora.
É seu dever enquanto consciência eterna estar a favor da liberdade. Não prenda nada a você. Deixe tudo ser livre e será livre. Neste estado de liberdade sua essência lhe tomará por inteiro e criará por você um universo incrível de experiências e possibilidades expansivas. Quando for capaz de permitir que tudo possa ser o que dá para ser, verá que tudo está evoluindo graciosamente ao seu próprio tempo.

Sentirá que tudo está cumprindo um papel no plano cósmico e se sentirá com uma paz além do seu intelecto. Esta mesma paz o levará à sua autorealização.


Horácio R.L. Frazão




terça-feira, 14 de março de 2017

.............................sarilhos em que nos metemos


Sorrer Hardy




Alguns dos sarilhos em que nos metemos, por não sabermos ser observadores de nós mesmos e de tudo o que nos rodeia:

  • Incapacidade de lidar com a mudança.
  • Não aceitar o que não é possível mudar.
  • Não criar condições para alterar o que pode e deve ser mudado.
  • Partir de princípios / pressupostos errados.
  • Presumir, supor, imaginar, adivinhar (sai caro!).
  • Acreditar em tudo o que ouvimos, lemos e vemos.
  • Não fazer as perguntas certas.
  • Não esperar para escutar a resposta.
  • Não ocupar o nosso lugar na vida.
  • Não assumir as rédeas da nossa vida.
  • Receber uma orientação da alma e não agir de acordo.
  • Fazer algo por outra pessoa só para preencher o nosso próprio vazio.
  • Querer controlar a experiência que estamos a viver. Exemplos: faço isto se tiver a certeza que o resultado é este (este que me dá jeito, claro); quero que isto suceda desta e daquela maneira (como o habitual é correr de outra completamente diferente, ficamos contrariados, depressivos, irritados, isto na melhor das hipóteses).


Continuo a observar a necessidade que muitas pessoas ainda têm de obter respostas prontas, fáceis, querendo queimar etapas para atingir um glorioso objectivo qualquer que lhes preenche o ego e as torna muito "espirituais".

Lembro e relembro, que o trabalho de despertar interno, de abertura de consciência, de ganho de compreensão é um processo que pode durar 1 segundo (muito raramente), muitos meses, muitos anos, muitas vidas (o mais comum).

Aperfeiçoar as nossas capacidades, dons e qualidades é o trabalho feito ao longo de vidas, quer disso tenhamos consciência e memória ou não, quer concordemos ou não.

Não há retornos, nem garantias de nada.
Não há castigos ou recompensas.
Não há prémios no final, porque não há princípio, logo não há fim.

Quem quer saltar etapas no caminho é aquela parte (ou partes) de nós que não está em verdade, em amor, em paz, em respeito por si mesmo. É aquela parte de nós que não tem vontade real de se comprometer consigo mesma, logo não tem capacidade de se comprometer com os outros ou com alguma coisa. Logo tem dificuldade em concretizar e realizar o seu potencial máximo.

Ninguém se torna espiritual.
Somos todos espíritos encarnados em corpos ou veículos, se quiserem.
Aqui estamos a aprender como é ser-se humano.
Quem é o espírito quando habita este corpo físico, sujeito a diversas limitações?
Como reage?
Como fala?
Como gere os seus desafios?
Como anda?
Como se comporta?
Como lida com as emoções?
E assim por diante.
Isto é trabalho de cientista cósmico.

Mas esquemo-nos ao que viemos.
Confundimos tudo.
Perdemo-nos de nós e da Fonte Suprema.
Cortamos a ligação com o Todo.

E bem assim, com todos os nossos irmãos humanos, irmãos animais, irmãos árvores, irmãos plantas, irmãos pedras...
Voltar a acender a chama do coração, para a religar com as outras chamas é o trabalho que aqui viemos fazer.



Eva Veigas



segunda-feira, 27 de junho de 2016

Os Outros em Nós





O outro faz o que ele pode.
O outro dá o que ele tem.
O outro é o que ele é.
Você é outra coisa.
Você que tem que se cuidar.
Você não tem nada a ver com o outro.
O outro faz o que tiver de fazer.
E você se mantém na sua linha.
(...)
A atitude dos outros, para nós, se observarmos bem,
é uma fonte de aprendizagem.
A atitude dos outros para conosco
pode nos levar a uma transformação,
pode nos levar a sentir as coisas de outro jeito,
pode nos mostrar certas coisas nossas,
mostram as nossas reações.
A atitude dos outros é sempre uma escola para nós,
sejam quais forem essas atitudes.
Então isso da gente estar esperando do outro
uma certa atitude, isto é uma fantasia humana.
O outro toma a atitude que tomar, aquilo chega a você
e é aquilo que tinha que chegar com todas
as possibilidades para você se transformar.
Agora, se você não gostou daquela atitude,
se você queria outra coisa no lugar daquilo,
Então aí,... você vai ficar muito cansado antes do tempo.
Vai ficar muito esgotado.
Porque o que chega do outro - ou do que quer que seja,
é sempre para nos ensinar. Então o que chegou é aquilo,
não podia ser outra coisa.
Aquilo está nos ensinando alguma coisa.
Aquilo está nos trazendo alguma coisa.
Aquilo não tem que ser mudado para nós ficarmos
mais ou menos satisfeitos.
Aquilo como chegou é assim que a gente tinha que receber.
E aí fique bem atento a isto para ver o quê
que isto está produzindo em você,
o quê que está te trazendo,
que mudanças aquilo está pedindo e...
em geral aquilo está pedindo uma maior visão.
Uma maior compreensão da sua parte,
maior amor da sua parte.
Porque o que chegou do outro
é o que o outro tinha que dar naquele momento,
e muitas vezes o outro poderia dar até outras coisas,
mas o que você precisava foi aquilo, escolhido a dedo.
Então ali tem que realmente ser grato
para aprender a ver esta coisa,
para aprender a abrir esta compreensão.


Trigueirinho


sábado, 4 de junho de 2016

Sensibilidade




Sensibilidade significa que você sente tudo mais profundamente, tanto a nível emocional como energético.
Você sente as correntes emocionais e estados de espírito em si e nas outras pessoas.
A um nível energético consegue sentir as vibrações subtis de uma pessoa ou de um espaço.
Este dom permite um nível mais profundo de intimidade com a vida, pois permite que você se sintonize com aquilo que não se vê e não se ouve.

~ Jaffee kabir


domingo, 15 de maio de 2016

Ego Inflamado



O ego é a interface que nos ajuda a viver estabelecendo referências entre as coisas exteriores e a nossa individualidade.
Basicamente, ele é uma lista de gostos e aversões através da qual nos relacionamos com os demais e com o mundo que nos rodeia.
A capacidade de perceber o ego como ele é, sem achar que começamos e/ou terminamos nele, é uma virtude que poderíamos definir como “não-egoísmo”.
Cultivar esse valor nos permite viver tranquilamente, já que passamos a olhar para nós mesmos, não como uma lista de desejos que precisam ser preenchidos ou coisas que devem ser evitadas, mas como a paz que observa esses desejos e aversões.

Pedro Kupfer



segunda-feira, 21 de março de 2016

E Se...



"E se a nossa religião fosse o outro? 
Se a nossa prática fosse a nossa vida e a oração as nossas palavras? 
E se o templo fosse a Terra e as florestas as nossas igrejas? 
E se as águas dos rios, lagos e oceanos os nossos santuários? 
E se a meditação fossem os nossos relacionamentos, 
se o professor fosse a vida 
e o amor o centro do nosso ser?" 

 ~ Ganga Branco



Eu não sou nada dada a Ses...
Ter um Se...e um Nada...é a mesma coisa...
Um Se não muda nada...muito pelo contrário...só alimenta a ilusão...a negação...
Tudo foi como teve de ser!

Mas estes Ses do texto...fazem todo o sentido quando deixam de ser ses, e passam a ser realidade!


quinta-feira, 3 de dezembro de 2015

Não acredito em gente perfeita




"No dia em que fores “perfeita”, deixar-te-ei.
No dia em que não encontre qualquer “falha” em ti, hei de te achar irreal e perder o interesse, e a tua “perfeição” há de oprimir-me ao ponto de me sufocar, de me esmagar perante o imponente peso da tua exemplaridade.
Não acredito em gente perfeita, em gente que não se cansa, que não resmunga, que não discorda, que não protesta. Soa-me a falso.
Prefiro mil vezes saber que o saberei se te cansares, se discordares, se quiseres menos ou quiseres mais, ou se quiseres outra coisa; e deslumbrar-me por, sabendo isto tudo, seres entendível, compreensível, por a vida contigo ser boa e fácil de viver.

Talvez o que ame mais em ti seja mesmo essa transparência, saber que o que mostras é o que sentes e o que pensas, sem máscaras opacas, sem fingimentos.
Gosto que sejas assim, na vida, no sofá, na cama.
E que o que se vê seja real: o real, quando é bom, dá muito mais tesão que o artificial, que o fingido, por mais sofisticado que seja.
E isso é assim em tudo, até no físico, inegavelmente no físico.

Atrai-me mais a tua forma humana que qualquer forma plástica, por redondas que lhe façam as mamas, por lisa que tenham a pele.
Gosto-te daquilo a que chamas celulite porque é tua, e da forma do teu rabo, e como as tuas mamas são diferentes uma da outra e eu as amo a ambas.
Gosto dos sítios mais recônditos de ti, das pregas nos teus sovacos, do sabor das tuas orelhas, da pequeneza – da macieza - entusiasmante das tuas mãos.
Quando te queixas de que os fabricantes de soutiens não fazem nada para o teu número e que tens de usar extensores, eu gosto disso, gosto que não sejas do tamanho dos manequins que eles usam, porque isso quer dizer que és tu, e és do tamanho de ti mesma.

Gosto da maneira como és e não te mudaria nada, e no entanto sei que ao mudares irei continuar a gostar, porque se mudares será para o que queiras e para o que te faça sentir bem e ser feliz, e eu hei de gostar disso, e o teu corpo há-de contar uma história, como hoje conta.
Cada forma tem uma razão, da tua barriga às tuas costas e aos teus tornozelos, músculos e tendões, as marcas e a tinta na pele, cada centímetro de ti és tu, e o teu corpo, como a tua mente, é a história da mulher que és, da mulher que amo.

O amor é isto, de gostar de alguém presente, não passado nem futuro.
Por isso gosto mais do teu corpo como ele é hoje do que como foi ontem, ou como poderá ser num hipotético amanhã.
O perfeito, para mim, és tu."

quarta-feira, 18 de novembro de 2015

PRINCÍPIO DO VÁCUO




Tem o hábito de juntar objectos inúteis no momento, acreditando que um dia (não sabe quando) poderá precisar deles?
Tem o hábito de juntar dinheiro só para não gastá-lo, pois no futuro poderá fazer falta?
Tem o hábito de guardar roupas, sapatos, móveis, utensílios domésticos e outros tipos de equipamentos que já não usa há um bom tempo?
E dentro de si?
Tem o hábito de guardar mágoas, ressentimentos, raivas e medos?
Não faça isso. 
É anti prosperidade. 

É preciso criar um espaço, um vazio, para que as coisas novas cheguem à sua vida.
É preciso eliminar o que é inútil para si e na sua vida, para que a prosperidade entre.
É a força desse vazio que absorverá e atrairá tudo o que almeja.
Enquanto estiver material ou emocionalmente carregado de coisas velhas e inúteis, não haverá espaço aberto para novas oportunidades. 
Os bens precisam circular.

Limpe as gavetas, os guarda-roupas, o quartinho lá do fundo, a garagem.
Dê o que você não usa mais.
A atitude de guardar um monte de coisas inúteis amarra a sua vida.
Não são os objectos guardados que emperram a sua vida. 
É o significado da atitude de guardar. 

Quando se guarda, considera-se a possibilidade da falta, da carência.
É acreditar que amanhã poderá faltar e que não terá meios de prover suas necessidades.
Com esta postura, está a enviar duas mensagens para o seu cérebro e para a vida:
- Primeira, não confia no amanhã.
- Segunda, acredita que o novo e o melhor não são para si, já que se contenta em guardar coisas velhas e inúteis.
Desfaça-se do que perdeu a cor e o brilho e deixe entrar o novo na sua casa e dentro do Seu Eu!


PRINCÍPIO DO VÁCUO
Joseph Newton



"Não acrescente dias à sua vida, 
mas vida aos seus dias."

sábado, 7 de novembro de 2015

.......................quando e como tem que ser




Tudo acontece, tudo começa no momento certo, nem antes nem depois.
Quando estamos preparados para que algo novo comece nas nossas vidas, aí então começará.
O que aconteceu foi o que pôde acontecer e teve que ser assim para que aprendêssemos essa lição e seguíssemos em frente.
Todas e cada uma das situações que acontecem nas nossas vidas são perfeitas, ainda que a nossa mente e o nosso ego resistam e não queiram aceitar.

in,"The Secret"

terça-feira, 3 de novembro de 2015

Quando morre um ser querido



Quando morre um ser querido, um familiar, um amigo, é natural sentir necessidade de ficar ligado a recordações: objectos, cartas, fotos...
Mas isso não é suficiente para preservar a sua presença, pois a presença de um ser não está nos objectos, está no seu espírito.
E enquanto se ficar a girar à volta de alguns objectos, a olhar para fotografias, não se trata de espírito, mas de matéria.
Quanto a ir recolher-se junto de uma campa, isso também é natural. Mas o que está na campa é o corpo, não o espírito.
O espírito necessita de liberdade e faz esforços para se libertar do corpo e viajar na imensidão, que é a sua verdadeira pátria. Se se sofre e se chora sobre uma campa, como se a pessoa que lá está deitada no caixão fosse ali ficar eternamente, limita-se e perturba-se o seu espírito, que só deseja libertar-se.
Não se restabelece contacto com um ser querido chorando por ele.
Se quereis realmente reencontrá-lo, esforçai-vos por ir procurá-lo lá onde ele se encontra, muito longe, muito alto, na luz.

 Omraam Mikhaël Aïvanhov

sexta-feira, 30 de outubro de 2015

Las palabras vuelan, se las lleva el viento...



Las palabras tienen un efecto liberador, como si el hecho de nombrar el peso de la carga, lo aligerase.
Las palabras flotan y viajan, llegan a mundos poblados por otros y ponen límites, fronteras, aclaraciones, sentimientos y conexiones.
Con las palabras protejo mi mundo y a la vez lo comunico. Son membranas permeables que aceptan nutrientes y escupen los tóxicos
Las palabras me penetran, convirtiéndolas en mi cuerpo, en una parte de mí que se instala en los músculos y me dispone a actuar. O me disponen a recibirte, integrarte, interiorizarte con los cambios que provocan tus verbos en mi carne
Las palabras son también lamentos. Algunas de mis palabras no han tenido efecto, no me respondes, haces como si no oyeras, como si no hubieran sido dichas, como si nunca me hubieras hablado, como si nunca hubieran existido.
Estas palabras-lamento servirán a otros, que como yo, hayan hecho volar las letras que no han llegado a ninguna parte.
Las palabras vuelan, se las lleva el viento...

Ana Cortiñas Payeras

quarta-feira, 14 de outubro de 2015

Quem foram os eunucos?



Eunuco da Dinastia Qing

Eunucos eram homens castrados, 
que lhes foram removidos os testículos
normalmente para servir a realeza feminina. 


Os primeiros registos de eunucos são do século  XXI a.C. da Suméria, cidade de Lagash - e, ao que tudo indica, a prática sobreviveu até meados do século XX!
Na Índia são conhecidos como hijras.

Eunuco é um homem cujos testículos foram removidos por orquidectomia, ou são congenitamente não-funcionais. A remoção de toda a genitália externa masculina é denominada por emasculação. Excepcionalmente praticada, a penectomia (também conhecida como falectomia) é a retirada apenas do pénis.

A origem do nome ajuda a explicar o porquê dessa prática violenta: na sua origem grega, o termo eunoukhos pode ser traduzido como "guardião da cama". 
No Oriente Médio e na China, os eunucos foram usados como guardas ou serviçais dos haréns onde ficavam as esposas e concubinas reais. 

Muitos deles perdiam o bilau depois de se tornarem prisioneiros de guerra, mas na China muitos homens pobres submetiam-se voluntariamente à castração para terem a possibilidade de viver nos palácios da nobreza.

Na Grécia antiga, a prática era usada como pena para impedir a reincidência em casos de estupro ou adultério, embora os gregos também costumassem castrar serviçais domésticos para torná-los mais dóceis e inofensivos.

Uma coisa é certa: a principal finalidade da castração era tornar os eunucos sexualmente impotentes. Mas muitos que tinham só os testículos arrancados ainda eram capazes de ter erecções.
Para isso, era preciso que a cirurgia ocorresse depois da puberdade.
"A partir dessa idade, a testosterona, hormona que regula o apetite sexual e tem papel fundamental na erecção, passa a ser produzida também pelas glândulas supra-renais. Elas fabricam entre 2% e 3% da hormona.
Parece pouco, mas muitas vezes o nível da hormona era suficiente para um eunuco sustentar uma erecção", afirma o urologista Jorge Hallak.

Alguns não tinham tanta sorte.
Era o caso dos castrati, cantores que a partir do século XVI faziam papéis femininos nas óperas italianas. Como eles tinham os seus testículos retirados entre os 8 e 10 anos de idade - a ideia era impedir que a voz engrossasse -, os castrati ficavam impossibilitados de ter qualquer erecção.


Os Eunucos existiram em vários países e seitas religiosas até ao século XX

IMPÉRIO ASSÍRIO

As primeiras menções aos eunucos ocorrem no Império Assírio, que ocupou parte do Iraque e da Turquia do século XIV a.C. até o século VI a.C. Alguns eunucos viraram altos funcionários imperiais - acreditava-se que eles eram menos corruptos porque não tinham descendentes para deixar heranças.

IMPÉRIO CHINÊS

Desde o século XII a.C., os eunucos serviam como assessores políticos dos imperadores chineses e serviçais das esposas e concubinas imperiais. A prática durou milénios e só foi extinta no país após a Revolução Republicana (1911-1912), que derrubou a monarquia.

IMPÉRIO ROMANO

No séc. I, os imperadores romanos empregaram eunucos como conselheiros da corte e funcionários estatais. A prática foi interrompida no ano 81 com uma lei do imperador Domiciano. Mas os eunucos ganharam sobrevida nos séculos seguintes no Império Romano do Oriente, na Ásia Menor

EUROPA

Cantores de ópera castrados, conhecidos como castrati, começaram a ser empregados no séc XVI, quando as mulheres foram proibidas de cantar nos corais da Igreja. A castração de rapazes para servir como cantores foi abolida pelo papa Leão XIII em 1878.

IMPÉRIO OTOMANO

Nesse Império, que dominou a Turquia de meados do séc XIV a 1922, os eunucos eram empregados nos palácios e na residência de qualquer pessoa que pudesse pagar por eles. A partir do séc XVI, os haréns da corte otomana eram guardados por eunucos negros, trazidos como escravos da Etiópia e do Sudão.

SEITAS RELIGIOSAS

No séc III, a seita dos Valesii, que floresceu no território da Jordânia, castrava os seus integrantes como forma de servir a Deus. A mesma coisa acontecia na seita cristã Skoptzy, que se espalhou por regiões da Rússia e Roménia, entre os séc XVIII e XX.



Eunucos na actualidade

Eunuco é sinónimo de transexual. 
Deve ser ressaltado o facto de, ser Eunuco não ser característica determinante da orientação sexual, e não está associada ou é dependente da orientação sexual mas pode ser sinónimo de transexual ou mesmo dos actuais travestis, visto que ambos os casos poderem ser devidos a:
Factores congénitos: deficiências nas rotas metabólicas dos esteróides, ou alterações hipofisárias ou supra-hipofisárias.
Factores adquiridos: castração, uso de bloqueadores da testosterona.
Apresentando assim eunucoidismo.
O uso exógeno de hormonas femininas e a conformação do corpo adquirida por adições de substâncias apropriadas nas clínicas de medicina estética, podem dar a aparência eunucóide realizando assim a castração química.

Há transexuais em muitos países do mundo, embora poucos se submetam à Cirurgia de redesignação sexual (CRS), preferindo viver como um terceiro sexo.
A cirurgia para troca de sexo de indivíduos masculinos consta de emasculação e construção de neovagina perineal. O país que mais realiza esta cirurgia em clínicas especializadas devido a legislação permissiva é a Tailândia.

Na índia, uma hijra (como são conhecidos os transexuais indianos) chamada Shabnam Mausi (literalmente: "tia Shabnam") fez história por se tornar a primeira hijra a ser eleita para a assembleia legislativa nacional (aos eunucos indianos só foi permitido direito de voto em 1994).
No novo milénio várias hijras ganharam destaque no estado de Madhya Pradesh.
Cinco delas, incluindo Shabnam, baptizadas como 'paanch Pandavas' (cinco Pandavas), foram eleitas para vários quadros públicos.
Kamla Jaan tornou-se presidente de Katni, enquanto Meenabai se tornou a presidente da câmara do município de Sehora, a mais antiga entidade cívica do país.