E a sua reputação é o que os outros pensam de você.
E o que os outros pensam… é problema deles."
A consciência é uma qualidade da mente, considerando abranger qualificações tais como subjetividade, autoconsciência, senciência, sapiência, e a capacidade de perceber a relação entre si e um ambiente. É um assunto muito pesquisado na filosofia da mente, na psicologia, neurologia e ciência cognitiva.
Alguns filósofos dividem consciência em consciência fenomenal, que é a experiência propriamente dita, e consciência de acesso, que é o processamento das coisas que vivenciamos durante a experiência. Consciência fenomenal é o estado de estar ciente, tal como quando dizemos “estou ciente” e consciência de acesso se refere a estar ciente de algo ou alguma coisa, tal como quando dizemos “estou ciente destas palavras”. Consciência é uma qualidade psíquica, isto é, que pertence à esfera da psique humana, por isso diz-se também que ela é um atributo do espírito, da mente, ou do pensamento humano. Ser consciente não é exatamente a mesma coisa que perceber-se no mundo, mas ser no mundo e do mundo, para isso, a intuição, a dedução e a indução tomam parte.
Consciência, autoconsciência e autoconhecimento
Manfred Frank (em “Self-consciousness and Self-knowledge”, ver bibliografia abaixo) apresenta a relação entre consciência, autoconsciência e autoconhecimento da seguinte maneira:
Consciência pressupõe autoconsciência. Não há como alguém estar consciente de alguma coisa sem estar consciente de estar consciente dessa coisa.
A autoconsciência é pré-reflexiva. Se a autoconsciência fosse o resultado da reflexão, então só teríamos autoconsciência após termos consciência de alguma coisa que fosse dada à reflexão. Mas isso não pode ser o caso, pois, como dissemos antes, consciência pressupõe autoconsciência. Logo, a autoconsciência é anterior à reflexão.
Autoconsciência e consciência são distintas logicamente, mas funcionam de maneira unitária.
O autoconhecimento—isto é, a consciência reflexiva ou consciência de segunda ordem—pressupõe a consciência pré-reflexiva, isto é, a autoconsciência.
De acordo com o esquema acima, a autoconsciência é o elemento fundamental da consciência. Sem ela não há consciência nem reflexão sobre a consciência.
Definições do Senso Comum
Ação do indivíduo ou grupo sem o intuito ou vigilância da área central de consciência.
Conjunto de processos e/ou fatos que atuam na conduta do indivíduo ou construindo a mesma, mas escapam ao âmbito da ferramenta de leitura e interpretação e não podem, por esta área, ser trazidos a custo de nenhum esforço que possa fazer um agente cujo sistema mental não possui o treinamento adequado. Essas atividades, entretanto, costumam aflorar em sonhos, em atos involuntários (sejam eles corretos e inteligentes ou falhos e inconsistentes) e nos estados alterados de consciência.
Definições concorrentes
Visão determinista: alguns entendem o inconsciente como ações inconscientes baseadas em informações do passado, experienciadas ou noticiadas.
Visão reducionista: o inconsciente é entendido como um neologismo científico reducionista para não explicar ou negar os estados alterados da consciência.
Alterações da consciência
Alterações Normais: sono (é um comportamento e uma fase normal e necessária. Tem duas fases distintas, que são: sono REM -Rapid Eye Movement- e o sono NÃO REM) e sonho (vivências predominantemente visuais classificadas por Freud como um fenômeno psicológico “rico e revelador de desejos e temores”)
Alterações patológicas: qualitativas e quantitativas.
Quantitativas:
Rebaixamento do nível de consciência: compreendido por graus, está dividido em 3 grupos principais: obnubilação da consciência(grau leve a moderado – compreensão dificultada), sopor(incapacidade de ação espontânea) e coma(grau profundo – impossível qualquer atividade voluntária consciente e ausência de qualquer indício de consciência).
– Síndromes psicopatológicas associadas ao rebaixamento do nível de consciência:
Delirium (diferente do “delírio”, é uma desorientação tempoespacial com surtos de ansiedade, além de ilusões e/ou alucinações visuais)
Estado onírico (o indivíduo entra em um estado semelhante a um sonho muito vívido; estado decorrente de psicoses tóxicas, síndromes de abstinência a drogas e quadros febris tóxico-infecciosos)
Amência (excitação psicomotora, incoerência do pensamento, perplexidade e sintomas alucinatórios oniroides)
Síndrome do cativeiro (a destruição da base da ponte promove uma paralisia total dos nervos cranianos baixos e dos membros)
Qualitativas:
Estados crepusculares (surge e desaparece de forma abrupta e tem duração variável – de poucas horas a algumas semanas)
Dissociação da consciência (perda da unidade psíquica comum do ser humano, na qual o indivíduo “desliga” da realidade para parar de sofrer)
Transe: (espécie de sonho acordado com a presença de atividade motora automática e estereotipada acompanhada de suspensão parcial dos movimentos voluntários)
Estado hipnótico (técnica refinada de concentração da atenção e de alteração induzida do estado da consciência).
Consciência Cósmica
Como acima, tão abaixo, como dentro, assim, sem, como o universo, então a alma. ~Hermes Trismagistus
Consciência cósmica é um termo que foi cunhado pela primeira vez em 1901 no livro Consciência Cósmica: Um Estudo da Evolução da Mente Humana por Richard Maurice Bucke, e tornou-se popular através dos ensinamentos de Deepak Chopra .
Ela é definida como:
“A consciência cósmica , a consciência da vida e da ordem do universo, que é possuída por poucos homens no presente.
É uma nova etapa da evolução humana, que será alcançado por toda a humanidade no futuro.
Alguns podem também referir-se a este conceito como panteísmo , que é a crença de “que o universo (ou natureza como a totalidade de tudo) é idêntica à divindade , [1] ou que tudo compõe um abrangente, imanente Deus.
Enquanto o atual estado de consciência que determina a nossa realidade ainda tende a antropomorfizar Deus, em uma tentativa de se relacionar com o “tudo-que-é-,” é através de cavar mais fundo e ligar os pontos do que vemos e o que não pode “ver “que podemos encontrar o que Deus pode verdadeiramente dizer.
Através do meu entendimento, experiência e pesquisa … parece-me que Deus não é um substantivo, mas um verbo. “Deus” é poesia em movimento, é o processo de não só a fazer, mas também ser. O conceito de criacionismo é complicado pela religião, por causa dos perigos de personificar Deus com características humanas.
Como Deus é um verbo, criacionismo é o advérbio, como Deus é energia criativa expressando-se através de força de vida, e força da vida é criativo criação perpetuar energia. Criação na forma de arte, tecnologia, música, dança, fazendo amor, a descoberta científica, dando à luz … isso é Deus expressando-se na Terra através da experiência humana.
Podemos ver Deus expressando-se em um celular escondido no nível padrão que se conecta a humanidade com a natureza, bem como o cosmos. Se você olhar para as árvores, o céu, e todos em torno de você – essa inteligência se revela através da geometria sagrada que rege o design inteligente.
Depois de identificar o padrão, você pode encontrar a Deus em tudo. Deus é expressa através da ação do que você criar, e você faz parte desse Deus porque a criação criou você para ser criativo. Deus está dentro, mas é também sem … e se você olhar para a natureza, você pode apreciar esse padrão através de cada respiração.
Isto é o que significa ser cosmicamente consciente, a ver Deus em tudo, e de ser Deus em tudo o que você criar. A fonte ONE é a divindade pura, mas você é uma parte do que a divindade – vocês não estão separados. Jesus, Buda, Krishna, Osiris, Moisés , Thoth , Sócrates, Hermes, John Lennon,Gandhi, Martin Luther King, Buckminster Fuller,Alan Watts, Terence McKenna, Drunvalo Melchizedek , Deepak Chopra, Esther Hicks … todos viveram este conceito, mas eles revelam-lo através da linguagem, poesia e música que é indicativo do seu tempo e experiência.
Não há NENHUMA separação a partir da fonte, só existe separação através de compreensão da linguagem / da humanidade das mensagens codificadas através de texto e “implementado” através das regras e rituais que colocam a religião em uma caixa de crença.
A “caixa” é uma ilusão, o limite não existe … a vida, assim como o universo, está sempre em evolução, em expansão, e infinito. Como não ortodoxa que possa parecer, Deus realmente é tudo, tudo é Deus, Deus é o cosmos, vocês são os cosmos fez consciente, e esta vida é apenas, mas um capítulo em uma história que nunca termina.
A consciência se comunica continuamente.
Ela vibra ou pode ser induzida a vibrar, a uma determinada frequência eletromagnética. As energias eletromagnéticas da consciência podem ser influenciadas a vibrar de uma certa forma para criar uma fonte de alimento. Da mesma forma que uma maçã pode ser preparada e comida de várias maneiras, também a consciência pode ser preparada e ingerida de maneiras diferentes. Algumas entidades, no processo de sua própria evolução começaram a descobrir que se criassem vida e consciência nas coisas através da modulação das frequências das formas de consciência, conseguiriam alimentar-se; conseguiriam manter suas baterias carregadas. Elas começarão a perceber que o Criador Primordial se alimenta dessa maneira. O Criador Primordial envia entidades para criarem frequências eletromagnéticas de consciência como fontes de alimentos para si próprio. Os novos proprietários deste planeta tinham apetites e preferências diferentes dos antigos proprietários. Nutriam-se de caos e de medo. Isto os alimentava, os estimulava no poder. Estes novos proprietários que aqui chegaram a 300.000 anos, eram os seres magnificentes citados na Bíblia, nas tábuas da Suméria e da Babilônia e em textos espalhados por todo o mundo.
A SUPERCONSCIÊNCIA
Para sobreviver nos tempos que se aproximam, torna-se imperativo adotar a idéia da manifestação do pensamento, ou superconsciência. Superconsciência, hoje, não passa de uma palavra para nós. Não constitui, ainda, um conceito intrínseco, porque é impossível concebermos um estado de tanta sintonia e a assimilação de uma quantidade tão grande de informação. Contudo, conforme formos evoluindo, caminharemos em direção à superconsciência. Existem pessoas que percebem a mudança que este movimento de consciência provocaria no planeta e tentam impedi-lo. Ele já ocorreu. O pensamento vem primeiro. A experiência é sempre decorrência. Nunca ocorre o contrário – nós vivemos uma experiência e depois pensamos sobre ela. A experiência é sempre um reflexo direto daquilo que estamos pensando. A clareza e o reconhecimento do nosso poder constituem os alicerces. Os nossos pensamentos formam o nosso mundo o tempo todo. Como são bombardeados com tantas vibrações controladoras de frequência, que procuram impedir-nos de ter a mente clara, nós flutuamos. Precisamos, como espécie, ter a intenção de permanecermos sempre com a mente muito clara, sempre centrados e sempre presentes. Vamos parar de viver no futuro, ou no passado, e viver o Agora. Digamos para nós mesmos: “O que é que eu quero? Quero acelerar minha evolução pessoal. Quero que o Espírito me ajude a aumentar minha capacidade. Quero que meu corpo se regenere. Quero emanar saúde. Quero abandonar as dificuldades para ser um exemplo vivo daquilo que a humanidade pode atingir.” Esta é a linha de pensamento – o comando para o nosso ser, determinando com clareza tudo aquilo que queremos – e que nos trará tudo num ritmo acelerado.
O USO DA VONTADE
Usemos a nossa vontade e mente para decidirmos como gostaríamos que a realidade fosse construída. Fazendo isso, acabaremos descobrindo que existe uma vontade superior e um plano superior, e ao levarmos nossas consciências até ele, conheceremos o caminho divino. Este caminho divino conduz à evolução da consciência. Como espécie humana, acreditamos por éons naquilo que outros seres nos contaram sobre nós mesmos; havia um propósito em tudo isso: estes outros seres queriam nos controlar. Mesmo estando empenhados em evoluir, era muito difícil que conseguíssemos aqui no planeta porque o nosso DNA foi misturado e guardado, portanto não importa aquilo que quiséssemos, as conexões vibracionais não estavam disponíveis. Agora que as conexões vibracionais estão chegando ao planeta, o Plano Divino – que nós podemos imaginar como um projeto, uma planta – aproxima-se da Terra e as dimensões irão encontrar-se. Depende de nós a hora deste encontro. O Plano Divino não está agendado para chegar aqui numa data específica; depende da rapidez com que os seres humanos conseguirem atender a suas necessidades e dominar a si mesmos. O que significa dominar a si mesmos? Para compreender o Plano Divino e chegar ao projeto, devem olhar para si mesmos. Precisam ser capazes de ter o domínio sobre quem são. Há muitas coisas em nossa sociedade que precisam estar sob controle para que possam afirmar: “É, passei no teste. Estas regras estão sob controle. Eu as utilizo e submeto-as à minha vontade”. Por exemplo, precisam saber dirigir um carro para tirar a carteira de motorista. Quantos de vocês sabem dominar seus corpos e submetê-los à vossa vontade? Bem poucos. Por quê? Porque ninguém lhes contou que isso era possível.
Não diga “todas as pessoas são conscientes”. Diga “há consciência’, na qual tudo aparece e desaparece. Nossas mentes são simples ondas no oceano da consciência. Como ondas elas vem e vão. Como oceano elas são infinitas e eternas. Conheçam a si mesmos como o oceano do ser, o útero de toda a existência. Estas são todas metáforas é claro. A realidade está além de toda descrição. Você só pode conhecê-la tornando-se ela.
~Sri Nisargadatta Maharaj~
” Quando a mente permanece no “Eu sou”, sem se mover, você entra em um estado, que não pode ser verbalizado, mas que pode ser experimentado. Tudo o que você precisa fazer é tentar e tentar repetidamente.
Afinal de contas, a sensação de “eu sou” está sempre com você, só que você acrescentou todo o tipo de coisas a ela – corpo, sentimentos, pensamentos, ideias, posses e assim por diante. Todas estas auto-identificações são enganadoras, por causa delas você se considera ser o que você não é. “
“ O Amor não é seletivo, o desejo é seletivo. No Amor não há estranhos. Quando o centro do egoísmo deixa de existir, todos os desejos por prazer e medos da dor cessam; você deixa de se interessar em estar feliz; além da felicidade, há pura intensidade, energia inesgotável, o êxtase de dar a partir de uma Fonte permanente. Nada pode fazer você mais feliz do que você mesmo. Toda a busca por felicidade é miséria e leva a mais sofrimento. A única felicidade digna desse nome é a felicidade natural do ser consciente. ”
~Nisargadatta Maharaj~
” Quando eu digo, “Medite no Ser” eu estou lhe pedindo que você seja o Ser, não que pense nele. Esteja consciente do que permanece quando os pensamentos param. Esteja consciente da consciência, que é a origem de todos os seus pensamentos. Seja essa consciência. Sinta que isto é o que você realmente é. Se você fizer isto você está meditando no Ser. Mas se você não consegue se estabilizar nessa consciência porque as suas vasanas ( hábitos da mente ) são muito fortes e ativas, é benéfico segurar-se ao pensamento: ” EU SOU O SER. EU SOU TUDO. ” Se você meditar desta forma, você não vai estar cooperando com as vasanas que estão bloqueando a sua auto-consciência. Se você não cooperar com elas, mais cedo ou mais tarde elas serão obrigadas a deixá-lo. Se este método não apelar a você, então apenas observe a mente com toda a atenção. “
Consciência é saber porque somos humanos
Em 1987, um encontro casual com um devoto Cristão seria o evento que mudaria a vida de Mooji, levando-o, através da oração, à experiência direta do Divino em seu interior. Em um curto período ele experimentou uma mudança radical tão profunda na consciência que, externamente, ele parecia – aos muitos que o conheciam – uma pessoa completamente diferente.
Com o despertar de sua consciência espiritual, começou uma profunda transformação interna que se desenrolou na forma de muitas experiências milagrosas e “insights” místicos.
Ele sentiu um vento forte de mudanças soprando através de sua vida que trouxe com ele uma profunda urgência de entregar-se completamente à vontade divina. Pouco tempo depois ele parou de ensinar, deixou sua casa e deu início a uma vida de quieta simplicidade e entrega à vontade de Deus conforme esta se manifestava espontaneamente dentro dele. Uma imensa paz adentrou seu ser e nunca mais o deixou.
Pelos seis anos seguintes, Mooji flutuou em um estado de meditação espontânea esquecido do mundo exterior formal que ele conhecia. Durante esses anos, ele viveu praticamente sem nenhum centavo, mas estava constantemente absorvido na alegria interior, contentamento e meditação natural.
A graça manifestou-se na forma de sua irmã Julienne, que carinhosamente acolheu Mooji em sua casa e proporcionou-lhe o tempo e o espaço que ele tanto precisava para florescer a espiritualidade, sem as pressões e demandas da vida externa. Mooji refere-se a este período de sua vida como os seus “anos selvagens”, e de maneira tocante fala do sentimento profundo de estar “sentado no Colo de Deus”.
Em muitos aspectos estes foram tempos nada fáceis para Mooji, no entanto, não há traço algum de remorso ou arrependimento em sua voz quando ele narra tais eventos. Pelo contrário, ele fala dessa fase de sua vida como sendo ricamente abençoada e abundante em graça, confiança e devoção amorosa.
No final de 1993 Mooji viajou para a Índia. Ele desejava visitar Dakshineswar em Calcutá, onde Sri Ramakrishna (o grande Santo Bengali) havia vivido e ensinado. As palavras e a vida de Ramakrishna foram uma fonte de inspiração e encorajamento para Mooji nos primeiros anos de seu desenvolvimento espiritual.
Ele amava profundamente o Santo; porém, não era seu destino ir à Calcutá. Enquanto estava em Rishikesh, um lugar sagrado ao pé dos Himalayas, teve um outro encontro pré-destinado; desta vez com três devotos do grande Mestre Advaita Sri Harilal Poonja, conhecido por seus muitos devotos como Papaji.
O convite insistente dos devotos para que Mooji viajasse com eles a fim de encontrar o Mestre causou-lhe uma profunda impressão. Ainda sim ele protelou a visita por duas semanas, escolhendo primeiro visitar Varanasi, a cidade sagrada.
No final de Novembro de 1993 Mooji viajou para Indira Nagar em Lucknow para encontrar Papaji.
Esta veio a ser uma experiência auspiciosa e profundamente significante em sua jornada espiritual.
Para ele esse encontro foi sua boa sorte; ele havia encontrado um Buda vivo, um Mestre plenamente iluminado. Gradualmente ele reconheceu que Papaji era seu Guru. Mooji ficou com Papaji por vários meses.
Durante um satsang, Papaji lhe disse: “Se você deseja ser um com a verdade, ‘você’ deve desaparecer completamente.”
Ao ouvir isso, muita raiva surgiu em sua mente, que estava cheia de julgamento e resistência ao Papaji. Ele decidiu sair da presença do mestre para sempre; contudo, mais tarde naquele dia uma imensa nuvem negra de ódio e rebeldia repentinamente elevou-se, deixando sua mente num estado tão intenso de paz, vazio e amor ao mestre, que ele sabia que não poderia ir embora. Pela graça de Papaji, sua mente foi empurrada de volta para dentro do vazio da fonte.
Em 1994 ele viajou para o Sri Ramanasramam em Tiruvannamalai com as benções de seu Mestre. Este é o ashram ao pé de Arunachala, “A Montanha de Fogo”, onde Sri Ramana Maharshi – o “Sábio de Arunachala” e Guru de Papaji – tinha vivido e ensinado. Mooji sentiu-se em casa e muito feliz em Tiruvannamalai. Ele permaneceu lá por quase três meses antes de voltar a se sentar aos pés de Papaji uma vez mais.
Uma semana após seu retorno a Lucknow ele recebeu de Londres a notícia de que seu filho mais velho havia morrido repentinamente de pneumonia. Mooji voltou para Londres. A beatitude dos anos anteriores abriu caminho para um profundo vazio e silêncio interior, concedidos pela Graça e Presença de Papaji.
Mooji visitou Papaji novamente em 1997. Este seria o último encontro com seu Bem-Amado Mestre, que havia adoecido e se tornado frágil em seus movimentos, mas cuja luz interior e presença se mantiveram inalteradas. Um mês depois de retornar a Londres, Mooji recebeu a notícia que o Mestre havia falecido.
Sobre isso Mooji declara: “Aquele princípio que se manifesta como o Mestre está sempre AQUI AGORA. O verdadeiro Mestre nunca morre, é o senhor que morre. O verdadeiro Mestre, esse Sadguru dentro, somente Ele é o Real”.
Desde 1999 Mooji tem compartilhado em Brixton, onde mora, satsangs na forma de encontros espontâneos, retiros, satsangs intensivos e encontros individuais com os muitos buscadores que o visitam, vindos de todas as partes do mundo em busca da experiência da verdade. Poucos dentre os professores modernos da tradição Advaita expõem o “conhecimento do Ser Real” e o método da autoinquirição com tão brilhante clareza, amor e autoridade.
Há uma energia que irradia da presença do Mooji, um tipo de intimidade impessoal, plena de amor, alegria e uma curiosa mistura de diversão e autoridade. Seu estilo é direto, claro, compassivo e muitas vezes cheio de humor. Tão severo é seu escrutínio e tão firme seu ponto de vista que o conceito “eu” não escapa de ser desmascarado como sendo uma construção mental, quando visto a partir da consciência sem forma que nós somos.
Mooji também viaja regularmente para a Irlanda, Espanha, Itália, Alemanha, Brasil, América do Norte e Índia – lugares em que conduz Satsangs e retiros intensivos. Ele está sempre aberto aos buscadores sinceros da verdade, seja quais foram suas experiências prévias.
“Algo, em algum lugar é tocado. E aquele profundo toque é como um botão novo plenamente se desabrochando em resposta à luz do sol. Ele exala sua fragância e sua beleza em completa rendicão. Deixa-se ir na dança da existência. Este é o convite e o poder de Satsang.
Todos os seres buscam e desejam a felicidade duradoura, paz, verdade e compreensão. Nossas vidas podem ser a expressão e a celebração desta descoberta. Mas sem a compreensão real de quem verdadeiramente somos, nós nos consideramos meramente como entidades corpo-mente, inconscientes de nossa natureza mais profunda como Pura Consciência. Esta visão limitada nos deixa enredados num mundo de confusão, medo e conflito – um estado muito infeliz. Satsang nos lembra que nós já somos livres! Para aqueles que estão abertos, a mensagem em Satsang é o sabão que remove a velha sujeira da ignorância e do mal-entendido causados pela errônea identificação, nos deixando como presença consciente aqui agora. Satsang é o convite para pisar dentro do fogo do Autoconhecimento. Este fogo não o queimará, apenas queimará o que não é você.” Mooji
ENSINAMENTOS
Mooji constantemente nos aponta para a Realidade que já está aqui, agora, sempre: nós somos o SER perfeito, absoluto, imutável, sem atributos. Para isso utiliza a ferramenta da autoinquirição ensinada por Ramana Maharshi e Papaji, sempre desafiando os nossos pré-conceitos, apegos, desculpas da mente e condicionamentos, também guiando-nos no caminho da autoentrega.
Sua mensagem é muito simples: trata-se de redescobrir a nossa felicidade, paz e liberdade originais, removendo os obstáculos que existem apenas na nossa mente. Essa é a preciosa oportunidade da vida humana; alcançar essa iluminação é uma possibilidade aberta a todos, independente de suas condições.
“Você não precisa fazer nada para ser o que é, mas precisa fazer algo para deixar de ser o que não é.” E esse “algo” não é uma ginástica espiritual intensa, mas apenas a disponibilidade e disciplina de olhar para dentro e investigar o que é o “eu”, o “mim”, sempre que esse fantasma estiver presente.
Somos apontados a reconhecer que tudo o que é percebido, experienciado ou conhecido, é algo fenomenal – ou seja, é um “objeto”, algo que surge e desaparece. Mooji nos lembra que todos os fenômenos surgem para um sujeito que os observa, um “eu-mim”. Nesse sentido, podemos dizer que o “eu” é o centro do mundo, ou pelo menos do nosso mundo.
Quando não investigado, esse sujeito parece ser uma entidade limitada, pessoal, fechada – um ponto localizado no tempo-espaço, vivendo em um mundo objetivo exterior. Contudo, olhando-se mais profundamente percebemos que este “eu” é, na verdade, apenas pensamento, conceito, o “pensamento-eu” (ahamvritti).
Essa compreensão dá uma imensa liberdade. Mas não é o bastante, porque existe algo que descobre isso. Quem é que está consciente do “eu”? Prosseguindo, assim, na investigação, descobrimos que a Consciência está consciente do eu, e que a Consciência é este espaço impessoal, ilimitado – a presença EU SOU – no qual o “eu” é apenas uma invenção da imaginação, errando por aí. O que, então, nós somos? O objeto – o “eu” pessoal que antes julgávamos ser o sujeito – ou a Consciência que percebe o “eu”? Fica claro, então, que só podemos ser a Consciência, porque estamos conscientes do “eu”, e nenhum objeto é consciente de si mesmo.
Aqui já há paz, alegria e liberdade inimagináveis, e muitos caminhos e religiões chegam até este ponto. Contudo, Mooji – assim como Ramana Maharshi, Nisargadatta Maharaj e Papaji – nos convida a dar um passo além.
Quando permanecemos com a atenção focada mais e mais apenas no EU SOU – isso, segundo o mestre, é a forma mais simples de autoinquirição – começa a ficar claro que mesmo este espaço sutil de Consciência existe dentro de um espaço maior, que o percebe. Sabemos que estamos conscientes, que conhecemos a existência – então devemos ser Aquilo que está além de tudo – a Pura Consciência (Awareness), Realidade, ou Absoluto (Brahman). Aqui a Realização/Iluminação se revela eternamente.
Assim, a “espinha dorsal” da auto-inquirição ensinada por Mooji e guiada ativamente em todos os Satsangs é o conjunto destas quatro perguntas:
1. Para quem todas as experiências, percepções, conhecimento, e fenômenos mentais (desejos, pensamentos, sentimentos, etc.) existem?
2. Quem ou o que é este “eu”?
3. Quem ou o que descobre que este “eu” é irreal, ilusório, apenas um pensamento?
4. O que é você que está além da Consciência?
Tudo o que existe, existe apenas para um “eu”, para “mim” (1). Este “eu” não é concreto; é apenas um pensamento, apenas a idéia que eu tenho de mim mesmo, minha identidade; não é real (2). Eu sou aquele espaço impessoal de Consciência; eu estou consciente do “eu”, mas não sou uma entidade, uma pessoa (3). Silêncio (4).
Seguindo essas perguntas atômicas a ilusão da prisão é dissipada, por meio da pura compreensão. É claro, uma resposta intelectual ou mental a esses questionamentos não será o suficiente, e pode até produzir arrogância e egocentrismo. O que se faz necessário é olhar repetidamente para as ilusões que estão arraigadas, à luz dessa investigação, e “marinar no nosso ver” (como diz Mooji), digerir essa compreensão, até que todo o traço de identificação se vá.
Outras maneiras que Mooji nos guia no mesmo processo são:
Entrega = abandone-se à Fonte de seu Ser, esqueça completamente de “eu” e “meu”, e permaneça nesse fogo
Abandone tudo = não toque em nada na sua mente – nenhum conceito, memória, projeção, apego, etc. Largue tudo, rejeite tudo interiormente, permaneça apenas consigo mesmo, com o puro EU SOU não associado, e veja o que é que permanece.
Embora os assuntos tratados nos Satsangs sejam diversos, todos parecem girar em volta desse eixo, e convergir para essas perguntas centrais.
Nesse caminho Mooji nos alerta para não cairmos nas diversas armadilhas da mente, nem sucumbir aos medos que ela apresenta nesse processo, sendo tudo isso irreal. A tendência de querer consertar a mente ou tratá-la a partir da presunção da sua realidade e importância é como querer curar a anorexia de um fantasma.
O atalho é, sempre: deixe tudo isso de lado e descubra quem você é.
What you are is magnificent;
what we believe we are is so limited.
We don’t need to carry on this personal story.
It is not contributing to the beauty and freedom of your life.
Don’t be enslaved by the conditioned or indoctrinated mind.
It wants you to make anniversaries out of your pain—forget about it.
You don’t have to be so loyal, so faithful
to any tendency that causes suffering.
Often we ruminate over the past, not in order to be free,
but to strengthen the sense of ‘me’.
We say we can’t change the past, but yes you can!
Did you perceive it right in the first place?
Who is to say your perception is a fact?
It would be a futile and unending task
to search for the innumerable strands that have contributed
to the person you take yourself to be; mostly they are untraceable.
Better just drop the whole thing
and thus remain empty of conceptual debris.
Be fresh every moment.
Be as fresh as consciousness—history-less and happy.
You say you are searching for freedom
and something is becoming worse inside you. Why?
Because a power, a force that has not been serving you
is being exposed. And it is as though there is another entity
inside your being that is pretending it is you, or with you.
But now you are discovering it is not in service to Truth,
and being exposed, it begins to retaliate against you.
Are you aware of this or not?
Everyone who searches for the Truth or freedom
experiences what you are experiencing now.
So I am asking you all these questions, what will you do?
Will you say, ‘Okay, Mr. Mind, I will be nice and obey you.
I will be a good person. I will stay with you, just don't beat me.’
Or will you say, ‘Whatever it takes, I will be free of this’?
Then, you turn yourself over to the Supreme and the divine energies.
You surrender to them, or you follow this process
and guidance of self-inquiry which I am showing you.
Trust it. Work with it until you are free of this molestation.
Because in this life, you must transcend the voice of the serpent.
And you have all the advantage
because what you are searching for is already inside you—complete.
It cannot be destroyed. It cannot be lost.
It can only be hidden and it has been hidden for a very long time,
and replaced by the devious play of the psychological mind.
Is it time for a change?
Yes. And so change has come.
Grace has come. Also fire has come.
Don't be in despair. Don't be discouraged. Don't be afraid.
Greater is the power that has come for you
than the power that fights against you.
Trust and apply what I say.
~ Mooji
Caiu que nem uma luva...estou nesta luta agora...
Estava tudo a ficar mais calmo na minha mente, e nesta última semana a coisa complicou bastante.
Mas, ‘Whatever it takes, I will be free of this’!!!!!!!
Porque a verdadeira liberdade, está no regressar à Fonte!!!!
The ‘person’ itself is just a state, a movement in the greater Self that you are. This is why you can observe it. You know its energy, its limitations, its passions, its fears, but you who perceive this, who are you? It is not the person. It is away from the person; it is a much purer state of consciousness, and it is becoming more and more pure, more and more empty of association with the constructed, imagined self until finally, it loses the lower state and shines inside its own glory and perfection as unborn awareness.
Why does complete discovery of the Self take so long? Perhaps because of arrogance. Arrogance can emerge in such subtle ways, maybe like, ‘I have finally done it!' 'Now that I am free, I can do pretty much whatever I want. Nothing can touch me.’ 'I just want to save everyone in the world.' 'Lord, thank you for making me so humble.’ In innumerable ways he can come. And this arrogance is a poison. It was said in the biblical scriptures that Satan himself was of the heavenly kingdom and was driven out because of his arrogance. Arrogance brings in separation from the Oneness. Yet we must never think that we are free of arrogance. This is one of the ways to start transcending him. In fact, freedom means to be free of arrogance.
You say, ‘Even if the person comes strongly,
there is never a time when the presence is not there.’
You are saying perhaps the most profound thing,
but you are not aware how profound it is.
You say the presence is never not here.
What notices this?
Even presence is perceived.
Whatever you can say, whatever you can perceive,
whatever you can conceive—that stands in front of presence,
but there is something beyond presence itself.
That you are.
It has no duties.
It has never changed.
It is not an evolutionary process or state.
It does not come or go.
It does not grow up.
It never gets old.
It has no age.
It is ever perfect.
This is the greatness of the human expression of consciousness;
that in this human mode you can awaken to this pure understanding.
The highest discovery in the human kingdom
is to wake up into consciousness of the infinite Self.
And what have you done to find this?
I am met with silence, why?
Because it all happened by Grace, you may admit.
Grace is the mirror in which the Infinite perceives,
recognizes or experiences its formless reflection.
Don’t try to learn what I'm telling you so much.
Follow the pointings and you will see.
Discover Home first and then grow from Home.
Don’t try and follow and learn with your head.
Whatever you merely learn with your head will not stay with you
—it will collapse under stress. It will run away.
Mere mental or intellectual conviction
will not be available when you feel the pressures of egoic life.
It’s like the friends who promise to stay with you,
but in the moment of need they are gone.
Like this, what you learn with your head won’t stay with you.
But what you have seen in your heart,
that will never leave you.
If you don’t identify with your mind, you are the limitless one.
Don’t be afraid of this word, neither feel that it is just an abstraction.
It is very much at the core of the reality of who you are.
We have become so familiar with limitations
as are suggested by and imposed upon us by the mind,
conditioning and so on.
We are familiar with living life in a mind-set kind of context
and having a fixed notion of self.
But it is quite unnatural to the Being.
It does not accept this in the way that the 'person' does.
We are so habituated in transacting through concepts
that we believe in them and feel quite comfortable to interact
on the basis of our false or limited projections.
We don’t understand that they are largely imaginary.
The Self, on the other hand, is unending consciousness.
Why should this be an abstraction?
It is not concerned about any such things.
Don't we know this?
When we look outside, outwardly from the eyes,
we perceive a world of uncountable names and forms.
When you close your eyes and look within, what do you see?
Kidneys and lungs and stuff like that? No.
When you close your eyes, what you see?
It brings you into another space, another dimension
of spaciousness, of spatiality—a limitlessness.
If you don’t accept the mind's interpretations,
then you are immediately in the limitless.
It is not an idea. Ideas appear and disappear in the limitless.
When I speak of this limitlessness, do you feel it as an abstraction
or do you feel it to be totally your highest Truth?
Trust is the great key!
First look at what mistrust brings you
then you have a sense of what trust is.
Mistrust shuts you down, hides you away.
Trust opens you up to the fullness of life.
There was a time when ship builders
would carve a figure out of wood at the front of the boat.
I found it so beautiful
—like this, you also are right at the cutting edge of all existence.
And the fierce winds of the sea, the biting salt
and roaring waves are blasting and blowing past,
but this figure is just so still, so majestic and so unperturbed.
It invokes a feeling of trust.
Trust takes you where logic will fail,
trust will sail you over the seas.
It is instinct in us to trust,
But trust must come with wisdom also.
Like with love, they work together and reveal great things
—when you trust in the right thing.
When we are full of ego, our trust is very limited, very weak,
for we are trusting in the wrong thing.
But this we have to taste also,
so when you taste the right things you will know.
Trust reminds you, ‘Don’t panic.’
In life we have been trained and habituated to acting prematurely
because of the fear, ‘If I don’t act quickly, I will miss my chance.
I will miss my change for this job, or to be married, or to have children,’
so we force ripen ourselves, and miss the real juice, so to speak.
But wisdom says, ‘Just observe a little, be very present with yourself.
Don’t encourage superstition or suspicion.
Just rest in your being and observe.
Don’t panic, don’t pull the parachute too quickly.'
Some are pulling the parachute open when they are still on the ground!
Just hear that voice of wisdom that tells you to simply to be present
as the uninvolved witness, and it will not go wrong.
Trust gives you the courage to express your heart’s truth.
Know that if you do what is right inside your heart,
it cannot turn out to be wrong for someone else.
They may go, ‘No, no, no,’ but it will turn out just fine.
Trust opens you up to the great things of life.
The greatest is to wake up.
Trust is there, faith is there, courage
—all these they come and make their home in you.
We believe too quickly in feelings and thought-processes.
You must become more detached from them.
Keep looking without interpreting so quickly.
Once you understand that you are the witness
to what is playing in the mind, if you don't identify so quickly,
you start to become aware of your own presence.
You begin to enjoy your own pure presence.
You will enjoy its spaciousness. It is empty of mind.
The world will lose its grip on your mind.
You will start to experience the state of love again,
deep peace and the joy that does not come from things,
but a joy that emanates and resonates from your own Self.
And all of this will come to life in a short time.
It is your invisibility that matters.
There are some people I don't see very often.
There are some, in one year, I only see them for 2 or 3 hours.
But each time I see them,
I see that they are less and less of a person
and more and more of being.
The absence of them as a person
is perceived more powerfully as presence.
So it is not your presence as a person that matters,
it is only your presence as presence that matters.
In a funny way, it is your absence, personally,
that is spiritually attractive,
because in your absence as ego,
you become Universal.
And it is only your universal spirit
that can bless the world.
Let life be a sketch in your mind. Don't try to live the future or force any projection, so that you experience being lived more than you are living. Like this you keep discovering that there is space and room for the unexpected changes that come dynamically through the breath of God. Don't project so much what you are going to do. Don't turn everything into a controlled garden. Leave some wild grassland in the landscape of your Being. ~ Mooji
"A necessidade de um parceiro" é o tema desta resposta do mestre Mooji,
dada a um homem que diz estar a sofrer por uma crença persistente
de que, segundo ele, para
“estar completamente seguro e preenchido,
existe a necessidade de encontrar um amor,
uma mulher, uma parceira“.
Dada a quantidade de relacionamentos românticos, casamentos, divórcios e também a uma certa complexidade de tratar o tema no âmbito espiritual (celibato, casamento, união, tantra, liberdade, etc), a resposta de Mooji pode ser uma ajuda inestimável para tentarmos esclarecer essa crença e esse comportamento humano. O vídeo com a pergunta e resposta de Mooji está traduzido e legendado em cima.
Ele relaciona o Divino com a Verdade.
E apesar da maioria de nós já saber disso, quando Mooji fala da “Verdade“, como objectivo humano, não está a falar de religião, dogma ou abordagem filosófica, e sim da descoberta íntima e pessoal de si mesmo nesta existência — a verdade que é o contrário da ignorância.
Assim, os relacionamentos poderiam estar em busca de algo maior do que preenchimento mútuo (que é “um erro”, segundo ele), e sim desta busca da verdade.
Um trecho do vídeo:
“É verdade, talvez seja o vasana* da humanidade. A necessidade de estar com alguém. Costuma-se dizer que o homem foi feito para a mulher, e a mulher foi feita para o homem. Eu digo: não, a mulher foi feita para Deus, e o homem foi feito para Deus. Não se completam um ao outro, isso é um erro. Não nos completamos um ao outro. Nós nos complementamos, mas não completamos. Você vê? Seu relacionamento de amor complementa. Não preenche, não é para isso que estamos aqui. Podes pensar assim, e podes viver toda a tua vida nisso. Mas, assim que descobres a verdade, então sinto que podes ser um parceiro muito bom. Porque a tua parceira será tua guru, e tu serás o guru dela. Porque estão os dois focados dentro, no mesmo, no amor pela verdade. Não afastados. De outra forma, parece que muitos relacionamentos são um obstáculo, por estarem tão enredados na realidade. A maioria dos relacionamentos promovem a dualidade. Poucos intensificam a procura pela verdade, de alguma forma. Pode ser um amigo, um relacionamento, sua conexão, sua relação como amigo, como parceiro, potencializa a sua busca pela verdade. Embeleza-a! Mas não é muito comum. Mas, ao mesmo tempo, todos os relacionamentos podem fazer uso disso para encontrar a verdade também. Porque um relacionamento romântico é aquele que pode te levar a situações que outro tipo de relacionamento não consegue. Compreendes? Coloca-te em situações que nenhum outro relacionamento consegue. E te permite dizer: ‘a-ha! Até aqui consigo ver’. (…) Portanto, todos os relacionamentos podem ser úteis. Tudo pode ser útil. Na verdade, à medida que vais mais fundo na verdade, verás que tudo te reflecte.”
— Mooji, em “The Need For A Partner” (2013)
*Vasana é uma palavra sânscrita usada para se referir à tendência psíquica de comportamento ou traços kármicos. Há várias traduções, como “tendência latente”, “impulso”, “tendências subconscientes do carácter”, ou, como Swami Sivananda define, “uma forma subtil de desejo”.