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domingo, 4 de junho de 2023

Afortunada Rebeldia










Somos ávidos pela estima social e nos esforçamos por conquistá-la frequentemente. A sua dependência atinge graus exorbitantes na escala das posições sociais, pois a simpatia, sua filha, é um poderoso instrumento que abre as portas e dá acesso ao que tanto se anseia para benefício próprio. Contudo, se de um lado somos incontroláveis consumidores do apreço alheio que pode nos beneficiar convenientemente, de outro, não se pode tapear a própria origem animal da qual somos reféns desde a origem mais primitiva cuja informação genética – modificada e adaptada – faz resultar, ainda nos dias atuais, nos mais variados tipos de comportamento afeitos ao egoísmo e às indelicadezas tão facilmente identificáveis no cotidiano. É o confronto entre a natureza rústica e a roupagem civilizatória.

O que não se enxerga, entretanto, é que paga-se um alto preço por cada cota de investimento que se faz socialmente à espera das “espontâneas” retribuições que se seguem peculiarmente através das relações de troca de favores. 

Tal custo se deve ao enquadramento a que nos submetemos a fim de atender ao que os outros esperam, sobretudo aqueles por quem temos especial interesse. Assim, se um dado benefício pessoal acena-se possível, ainda que vagamente, nos esmeramos em adequar-se à moldura daquilo que se espera de nós na contrapartida de recebermos o merecido prêmio. Para tanto, passamos da cara fechada ao sorriso amistoso e da crítica severa à desmedida bajulação com vistas ao rendimento de tal aplicação. Em incontáveis casos, chegamos mesmo a nos convencer de que assim o fazemos naturalmente e sem segundas intenções. É o aliviador autoengano ao afastar o mal-estar que tenta impor a verdade em vão ao se intrometer onde não foi convidado.

O enquadre da submissão pessoal em troca da aceitação social exige do seu autor o bloqueio da autenticidade, razão pela qual leva a média de pensamentos a se aglutinar ao redor da aparência e a limitar o uso da inteligência criativa que, basicamente, é estimulada frente ao diferente e não ao comum. Porquanto ganha-se na convivência com o ajuste socializável – credite-se também o fato de ele ser um importante agente civilizatório – e perde-se, significativamente, com o bloqueio da criação e da inovação. Ora, se um dos requisitos mais essenciais do mundo contemporâneo, em destaque a área profissional, é justamente a criatividade, capaz de fazer enxergar além do vulgar e propor saídas alternativas para os problemas que se avolumam por sua natureza crescentemente complexa em decorrência da acirrada competitividade, então muitos andam, inequivocamente, a lentas passadas, retardando a progressão que poderia ocorrer mais estimulante e velozmente.

É de convir, pois, que o enquadre imposto pela necessidade de estima social geralmente dá resultado naquilo que se propõe fazer. Todavia, ao fixar-se nesse modelo de convivência a pessoa tende a restringir tanto o exercício da criatividade e do autodesenvolvimento quanto o campo de atuação pelo simples motivo de ela se acomodar submissamente como forma de se satisfazer com o seu lugar ao sol. Mas não percebe, tristemente, que é atingida por uns poucos e fracos raios da luminosidade e quentura, em contraste à abundância que lhe aguarda ao preço de romper, dosadamente, com o enquadre social autoimposto.

Afortunada é a rebeldia da autenticidade ante tal enquadre; ela é uma poderosa chave para mudar a crença aprisionadora e abrir porta bem maior do que se supõe existir, pois verdadeiro portal é aberto àquele que ultrapassa criativamente os limites da mesmice e resolve questões até então insolúveis a despeito da simpatia social, pois na hora do “vamos ver” o que conta é o resultado.


Armando Correa de Siqueira Neto


terça-feira, 30 de maio de 2023

DEIXAR FLUIR

 




 

"Fluir não é confiar cegamente que tudo vai correr bem. 
Fluir é permitir que a vida aconteça no seu lado luz mas também no seu lado sombra. 
Fluir é manter o equilíbrio. 
Fluir é confiar que o desafio tem o seu fundamento karmico. 
Fluir é aceitar que atraímos o desafio para a nossa realidade. 
Fluir é acreditar que somos os criadores do mesmo e que ele agora volta para lhe darmos resposta positiva, ou seja, tratá-lo com respeito, humildade e sabedoria. 
Fluir é saber identificar a frequência velha que ainda dispara, seja a raiva, o ressentimento, a culpa, o medo e ser capaz de transcender esses sentimentos em aceitação e rendição à Ordem Maior da vida."



 Deixar fluir: 
a arte de não ir 
contra a corrente


Quando começarmos a deixar fluir, será mais fácil evitar ir contra a corrente. Cada experiência que vivemos influencia a nossa maneira de agir, sentir e pensar. De certa forma, isso nos transforma, seja pouco a pouco ou aos trancos e barrancos. Tudo depende da importância que damos a elas.

O problema surge quando as circunstâncias em que vivemos nos atingem com tanta força que são capazes de nos surpreender e colocar o nosso mundo de cabeça para baixo. De repente, não sabemos como agir porque gostaríamos que tudo fosse diferente. 
As expectativas podem nos machucar muito.

Às vezes, ficamos obcecados para que tudo saia perfeito, isto é, como havíamos pensado. Nós nos apegamos a um cenário de futuro ideal onde todas as peças do quebra-cabeça se encaixam perfeitamente, esperando que a realidade aconteça dessa forma.

A questão é que quando a realidade se mostra com as suas imperfeições, percebemos que há muitas peças que não se encaixam, outras que estão faltando e outras que nunca havíamos pensado. 
Portanto, nos sentimos frustrados, perdidos e desconfortáveis.

Agora, quem nos garantiu que tudo seria perfeito? 
Ninguém. 
Foi apenas uma suposição da nossa mente, uma história que ela nos contou para nos deixar tranquilos e livrar-nos daquele sentimento desconfortável de insegurança. A verdade é que a perfeição nem sempre é o melhor caminho. Ficarmos obcecados esperando que as coisas aconteçam como desejamos pode ser um dos maiores obstáculos em nosso caminho. 

Então, o que podemos fazer?


“O sábio procura não fazer, 
deixa que as coisas sigam o seu curso”.
-Carl Jung-







Deixar fluir e receber com amor o que a vida lhe traz
Nadar contra a corrente acarreta o risco de afogamento se não tivermos muita experiência. É como se estivéssemos presos em uma tempestade infinita. Por um lado, nos esforçamos demais, ficamos sem energia e exaustos e, por outro lado, esperamos que as circunstâncias mudem e possamos alcançá-la. No entanto, se praticarmos a arte de deixar fluir, tudo será mais fácil.

Deixar fluir significa deixar que o carretel de linha vá se soltando. É aceitar em vez de lutar, aproveitando a corrente para chegar aonde queremos. Isso implica nos deixarmos surpreender com o que acontece em cada momento, em vez de planejar tudo.

Deixar fluir. Deixar a vida lhe surpreender e aceitar o que ela traz pode ser uma opção maravilhosa se a vivermos com responsabilidade e compromisso. 
Mas o que exatamente é essa atitude?

Se tentarmos controlar o que vai acontecer, além de tempo, gastaremos energia porque a maioria das variáveis está além do nosso controle. 
Agora, se cultivarmos a paciência e esperarmos para ver o que acontece, a angústia e a preocupação desaparecerão, porque deixaremos de nos concentrar no futuro para estar no presente.


Como deixar fluir?
Deixar fluir é a arte de se deixar levar, recebendo as surpresas da vida com gratidão e liberando, por sua vez, os medos que nos impedem de crescer. É viver o presente intensamente. Há muitas maneiras de praticar essa arte maravilhosa. Estas são algumas das mais efetivas:

  • Praticar a aceitação. É o primeiro passo para que ‘fluir’ se torne parte da nossa filosofia de vida. Aceitar o que acontece ao nosso redor, em vez de lutar contra isso, é a premissa básica. Muitas vezes nos empenhamos para que as circunstâncias aconteçam como esperamos e as pessoas ajam como pensamos, mas isso é apenas um engano da nossa mente. Isso pode acontecer ou não. Portanto, não há nada para esperar, mas para aceitar e, a partir disso, decidir o que fazer.
  • Conecte-se com o presente. Viver no aqui e agora, em conexão com cada momento, nos permite fluir porque nos liberta do peso do passado e das expectativas do futuro.
  • Aprender com as circunstâncias. Se você aprender com cada experiência, mesmo que ela não seja muito agradável, será mais fácil deixar fluir. Podemos aprender com tudo e com todos, não se esqueça disso.
  • Abra-se para o inesperado. Cada momento é único. Em vez de rejeitar o que não conhecemos, por que não nos arriscamos? Naturalmente, com responsabilidade e comprometimento.
  • Meditar. A meditação é um exercício poderoso para começar a entrar em contato consigo mesmo, para investigar o nosso interior e despertar. Graças a isso, desenvolveremos muito mais a nossa sensibilidade e, é claro, nos conectaremos com o presente.
Quando começarmos a deixar fluir, será mais fácil evitar ir contra a corrente. 
Há coisas pelas quais não podemos lutar e gastamos muito tempo, energia e raiva tentando forçá-las para que aconteçam como queremos. 
Sendo pacientes e deixando que o caminho nos mostre aonde ir, poderemos viver mais plenamente.





Os benefícios de deixar fluir
Não ir contra a corrente é uma boa opção para viver plenamente. Além disso, essa prática nos oferece importantes benefícios, como os seguintes:

  • Harmonia. Deixar fluir abre a porta para a tranquilidade e a calma, para a possibilidade de saborear a harmonia de tudo o que nos rodeia, para estar aberto ao que acontece, sabendo que nem tudo depende unicamente de nós.
  • Criatividade. Ao nos permitirmos não nadar contra a corrente, experimentaremos os momentos de uma maneira autêntica. Dessa forma, poderemos ter mais liberdade para gerar novas ideias, para escolher novos caminhos ou tomar melhores decisões.
  • Relaxamento. Deixar-se surpreender pelo que acontece nos ajuda a nos libertarmos da culpa e das expectativas, isto é, daquelas tensões que nos obrigam a permanecer em estado de alerta contínuo.
  • Desapego. Quando deixamos fluir, nos desapegamos das pessoas, situações ou coisas. Nós deixamos de lado o hábito de nos apegar para sermos felizes, soltamos o que nos fere e começamos a apreciar o verdadeiro valor de tudo o que nos rodeia.
  • Felicidade. Deixar fluir, de alguma forma, nos aproxima do sentimento que desejamos e que está dentro de nós: a felicidade. Estar calmo, sem apego e ligado ao presente fará com que seja muito mais fácil ser feliz.


Deixar fluir é deixar as coisas acontecerem, aprendendo e entendendo como elas realmente são, apreciando cada experiência, cada momento. Tudo tem o seu momento em nossas vidas.

Deixar fluir é uma arte e você é o pintor desta grande obra que é a vida. Você decide como quer levá-la. Aprenda a receber cada momento de braços abertos e você será capaz de viver em paz.



“Não se trata de ter todas as certezas, 
mas de aprender a conviver com as incertezas. 
Querer controlar tudo adoece. 
Deixar fluir cura”.




María Alejandra Castro Arbeláez



domingo, 24 de julho de 2022

Os Verdadeiros Burros e os Falsos Loucos

 





O mais esperto dos homens é aquele que, pelo menos no meu parecer, espontaneamente, uma vez por mês, no mínimo, se chama a si mesmo asno..., coisa que hoje em dia constitui uma raridade inaudita. Outrora dizia-se do burro, pelo menos uma vez por ano, que ele o era, de facto; mas hoje... nada disso. E a tal ponto tudo hoje está mudado que, valha-me Deus!, não há maneira certa de distinguirmos o homem de talento do imbecil. Coisa que, naturalmente, obedece a um propósito. Acabo de me lembrar, a propósito, de uma anedota espanhola. Coisa de dois séculos e meio passados dizia-se em Espanha, quando os Franceses construíram o primeiro manicómio: «Fecharam num lugar à parte todos os seus doidos para nos fazerem acreditar que têm juízo». Os Espanhóis têm razão: quando fechamos os outros num manicómio, pretendemos demonstrar que estamos em nosso perfeito juízo. «X endoideceu...; portanto nós temos o nosso juízo no seu lugar». Não; há tempos já que a conclusão não é lícita. 

Fiodor Dostoievski
in, "Diário de um Escritor"




quinta-feira, 12 de maio de 2022

A estrutura da magia









Sempre que vamos a um espectáculo de magia deixamo-nos ser surpreendidos pelo resultado do mágico. É assim também na vida. 

Muitas vezes somos surpreendidos e ficamos fascinados com os resultados de outros. 
Parece magia!! Tão fácil para ele/ela fazer, pensar, falar assim. 
Esquecemo-nos que toda a magia tem uma estrutura. 
Por detrás de um espectáculo de magia, há toda a estrutura criada pelo mágico que leva ao resultado final.

Focamo-nos no resultado e não na estrutura.

Da próxima vez que te encantares com o resultado de alguém, pensa na estrutura: 
  1. O que é que a pessoa pensa, sente, faz para chegar ao resultado.? 
  2. O que faz a diferença? 
  3. O que acredita, valoriza que a faz pensar, sentir e agir de forma diferente? 

E isto também é válido para a próxima vez que desdenhares do resultado de alguém.


Vera Braz Mendes



sexta-feira, 7 de maio de 2021

........................... tudo se regista em nós





Todos os pensamentos, todos os sentimentos, todos os actos, bons ou maus, se registam em nós. Evidentemente, é impossível não se fazer alguns registos negativos, mas, pelo menos, estai conscientes, vigilantes e, logo que vos apercebais de que registastes algo de mau, reagi imediatamente tentando corrigir.

Vós tivestes maus pensamentos, maus sentimentos em relação a alguém, dissestes algumas palavras que feriram, fostes injustos: procurai tomar consciência disso e reparar as consequências.
De momento, muitas vezes vós não podereis fazer mais, mas, pelo menos, fazei isso.

Certas pessoas não fazem nada, mas nada, para reparar um pensamento, um sentimento ou um acto negativo, elas nem sequer se dão conta daquilo que fizeram.
Então, como é que podem progredir?
Pode suceder a cada um de nós cometer erros, isso não é um crime.
O que é grave é nunca ter consciência disso, pois, para uma pessoa se corrigir, ao menos tem que tomar consciência daquilo que faz.


Omraam Mikhaël Aïvanhov











quarta-feira, 5 de maio de 2021

Ouse a solidão


Feinerkerl




Solidão é requisito para nascer e para morrer. 

Que me desculpem os desesperados mas solidão é fundamental para viver. 

Sem ela não me ouço, não ouso, não me fortaleço. Sem ela me diluo, me disperso, me espelho nos outros, me esqueço. Sem ela os silêncios são estéreis e as noites sôfregas, povoadas de assombramentos e desejos insaciáveis. Sem ela não percebo as saídas, os milagres, os espinhos. Não penso solto, não mato dragões, não acalanto a criança apavorada em mim, não aquieto meus pavores, meu medo de ser só. Sem ela sairei por aí, com olhos inquietos, caçando afeto, aceitando migalhas, confundindo estar cercada por pessoas com ter amigos. Sem ela me manterei aturdida, ocupada, agendada só para driblar o tempo e não ter que me fazer companhia. Sem ela trairei meus desejos, rirei sem achar graça, endossarei idéias tolas só para não ter que me recolher e ouvir meus lamentos, meus sonhos adiados, meus dentes rangendo. Sem ela, e não por causa dela, trocarei beijos tristes e acordarei vazia em leitos áridos. Sem ela sairei de casa todos os dias e me afastarei de mim, me desconhecerei, me perderei. 

Solidão é o lugar onde encontro a mim mesma, de onde observo um jardim secreto e por onde acesso o templo em mim. Medo? Sim. Até entender que o monstro mora lá fora e o herói mora aqui dentro. Encarar a solidão é coisa do herói em nós, transformá-la em quietude é coisa do sábio que podemos ser. 

Num mundo superlotado, onde tudo é efêmero, voraz e veloz a solidão pode ser oásis e não deserto. Num mundo tão volúvel, desencantado e ansioso a solidão pode ser alimento e não fome. Num mundo tão barulhento, egoísta, atribulado a solidão pode ser trégua e não luta. Num mundo tão estressado, imediatista, insatisfeito a solidão pode ser resgate e não desacerto. Num mundo tão leviano, vulgar, que julga pelas aparências e endeusa espertalhões, turbinados, boçais a solidão pode ser proteção e não contágio. Num mundo obcecado por juventude, sucesso, consumo, a solidão pode ser liberdade e não fracasso. 

Tempo e solidão são hoje os bens mais preciosos, o verdadeiro luxo. 

Marque encontros com você mesmo. Experimente. Dê-se um tempo. Surpreenda-se. Solidão é exercício, visitação. É pausa, contemplação, observação. É inspiração, conhecimento. É pouso e também vôo. É quando a gente inventa um tempo e um lugar para cuidar da alma, da memória, dos sonhos; quando a gente se retira da multidão e se faz companhia. Quando a gente se livra da engrenagem e troca o medo de ser só pela coragem de estar só. Não falo de isolamento, nem ruptura ou apartamento. Adoro gente 1 mas mesmo assim, e talvez até por isso, preciso de solidão. Preciso estar em mim para estar com outros. 

Ninguém quer ser solitário, solto, desgarrado. Desde que o homem é homem, ou ainda macaco, buscamos não ficar sozinhos. Agrupamo-nos, protegemo-nos, evoluímos porque éramos um bando, uma comunidade. Somos sociáveis, gregários. Queremos família, amigos, amores. Queremos laços, trocas, contato. Queremos encontros, comunhão, companhia. Queremos abraços, toques, afeto. É a nossa vocação. Mas, ainda assim, revendo o poeta, ouso dizer: é preciso aprender a estar só para se gostar e ser feliz. 

O desafio é poder recolher-se para sair expandido. É fazer luz na alma para conhecer os seus contornos, clarear o caminho e esquecer o medo da própria sombra. Existem pensamentos, orações, sorrisos, encontros e realizações que só acontecem quando estamos a sós. Existem curas, revelações, idéias, lembranças que só podem vir à tona quando estamos sós. Mesmo os momentos compartilhados só serão inesquecíveis se uma parte nossa estiver inteiramente só para apreender tudo que apenas a nós se revelará e tocará. 

Existe uma pessoa que só conhecemos se conseguimos ficar sós: nós mesmos! 

Seja amigo da solidão. Aceite seus convites, passeie com ela, desmistifique-a. Não corra dela, não tenha medo. Desassombre-se. 
Ouse a solidão e fique em ótima companhia. 


Hilda Lucas





terça-feira, 27 de abril de 2021

O corpo físico é apenas energia condensada por tempo determinado





Não se esqueça de que seu corpo físico é apenas energia condensada por tempo determinado, que se transforma a cada minuto. Quando esse tempo acabar, ele voltará ao estado anterior. Seus elementos irão formar novos corpos, de acordo com as leis da vida, enquanto você continuará com seu corpo astral, sua trajetória natural de evolução.
Não é maravilhoso?
A vida é perfeita e bela!
Viver é a oportunidade de aprender a perceber a luz.
Quem percebe se ilumina, e quem está iluminado vive em paz.



Zíbia Gasparetto




quarta-feira, 28 de outubro de 2020

Returning to human kind

 






"I don’t care how spiritual you are
How long you can melt in the sweat lodge. How many peyote or ayahuasca journeys that have blown your mind, how many master plant dietas you’ve done or how well you can hold crow pose. I don’t care what planets fall in what houses on your birth chart, or how “silent” your meditation is. I don’t care how many crystals you have or how long you’ve gone without sugar, salt, spices or sex or how vegan your diet is.

I want to know how human you are. 
Can you sit at the feet of the dying despite the discomfort? 
Can you be with your grief, or mine, without trying to advise, fix or maintain it? 

I want to know that you can show up at the table no matter how shiny, chakra- aligned or complete you are- or not. Can you hold loving space for your beloveds in the depths of your own healing without trying to be big?

It doesn’t flatter me how many online healing trainings you have, that you live in the desert, forest or in a log cabin, or that you’ve mastered the art of tantra.
What turns me on is busy hands. Planting roots. That despite how tired you are, you make that phone call, you board that plane, you love your children, you feed your family.

I have no interest in how well you can ascend to 5D, astral travel or have out of body sex. 
I want to see how beautifully you integrate into ordinary reality with your unique magic, how you find beauty and gratitude in what’s surrounding you, and how present you can be in your relationships. 

How do you hold the ones you love in the midst of conflict? 
How do you take responsibility for your part? 
How do you make amends?

I want to know that you can show up and do the hard and holy things on this gorgeously messy Earth. 
I want to see that you can be sincere, grounded and compassionate as equally as you are empowered, fiery and magnetic. 
I want to know that even during your achievements, you can step back and be humble enough to still be a student.

What’s beautiful and sexy and authentic is how well you can continue to celebrate others no matter how advanced you’ve become. 
What’s truly flattering is how much you can give despite how full you’ve made yourself. 
What’s honestly valuable is how f***ing better of a human you can be, in a world that is high off of spiritual materialism and jumping the next escape goat for “freedom.”

At the end of the day 
I don’t care how brave you are. 
How productive, how popular, how enlightened you are. 
At the end of the day, 
I want to know that you were kind. 
That you were real. 

I want to know that you can step down from the pedestal from time to time to kiss the earth and let your hair get dirty and your feet get muddy, and join the dance with us all."



Taylor Rose Godfrey
"A modern day call to shifting from spiritual consumerism to returning to human kind…" 
Înspired by Oriah Mountain Dreamer’s, The Invitation 




"Eu não me importo o quão espiritual você é ou o quão bem você consegue manter nas posturas de yoga.
Não me importa quais planetas caem em quais casas em seu mapa natal, ou quão "silenciosa" sua meditação possa ser. Não me importa quantos cristais você tem ou há quanto tempo está sem açúcar, sal, temperos ou sexo, ou quão vegana seja sua dieta.

Eu quero saber o quão humano você é. 
Você consegue se sentar aos pés dos moribundos, apesar do desconforto? 
Você pode estar com sua dor, ou com a minha, sem tentar aconselhar, consertar ou mantê-la? 

Eu quero saber se você pode se apresentar à mesa, não importa o quão brilhante e completo você seja, quanto seus chakras estejam alinhados ou ou não. 
Você pode manter um espaço de amor para seus entes queridos nas profundezas de sua própria cura, sem tentar ser grande?

Não fico impressionado com a quantidade de treinamentos de cura online que você já fez, que viva no deserto, na floresta ou em uma cabana de madeira, ou que domine a arte do tantra.
O que me excita são as mãos ocupadas. Plantar raízes. Que apesar do cansaço, você faz aquele telefonema, entra naquele avião, ama seus filhos, alimenta sua família.

Não me importa o quão bem você possa ascender à 5D, viajar no astral ou fazer sexo fora do corpo. Quero ver como você se integra perfeitamente à realidade comum com sua magia única, como encontra beleza e gratidão ao seu redor e quão presente pode estar em seus relacionamentos. 
Como você mantém seus entes queridos no meio do conflito? 
Como você assume a responsabilidade por sua parte? 
Como você se repara?

Eu quero saber se você pode se apresentar e fazer coisas difíceis e sagradas nesta Terra maravilhosamente desordenada. 
Eu quero ver se você pode ser sincero, pé no chão e compassivo tanto quanto você é forte, ardente e magnético. 
Quero saber se, mesmo durante seus sucessos, você pode dar um passo atrás e ser humilde o suficiente para continuar sendo um aprendiz.

O que é bonito, sexy e autêntico é o quão bem você pode continuar a celebrar os outros, não importa o quão avançado você se tornou. 
que é realmente lisonjeiro é o quanto você pode dar, apesar de estar cheio. 
O que é honestamente valioso é quão fodásticamente  você pode ser um melhor humano, em um mundo que está num alto nível de materialismo espiritual e está na próxima fuga de "liberdade".

No final do dia, não me importa o quão corajoso você seja. 
Quão produtivo, quão popular, quão esclarecido você é. 
No final do dia, quero saber se você foi gentil. Que você era real.

Eu quero saber se você pode sair do pedestal de vez em quando para beijar a terra e deixar seu cabelo ficar sujo e seus pés ficarem enlameados, e se juntar à dança com todos nós. "


~ Taylor Rose Godfrey
Ispirado no poema de Oriah Mountain Dreamer, The Invitation
Traduzido por Alexandre Oliveira


 

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2019

O VALIOSO TEMPO DOS MADUROS





Contei meus anos e descobri que terei menos tempo para viver daqui para a frente do que já vivi até agora.
Tenho muito mais passado do que futuro.
Sinto-me como aquele menino que recebeu uma bacia de cerejas.
As primeiras, ele chupou displicente, mas percebendo que faltam poucas, rói o caroço.
Já não tenho tempo para lidar com mediocridades.
Não quero estar em reuniões onde desfilam egos inflamados.
Inquieto-me com invejosos tentando destruir quem eles admiram, cobiçando seus lugares, talentos e sorte.
Já não tenho tempo para conversas intermináveis, para discutir assuntos inúteis sobre vidas alheias que nem fazem parte da minha.
Já não tenho tempo para administrar melindres de pessoas, que apesar da idade cronológica, são imaturos.
Detesto fazer acareação de desafetos que brigaram pelo majestoso cargo de secretário-geral do coral.
As pessoas não debatem conteúdos, apenas os rótulos'.
Meu tempo tornou-se escasso para debater rótulos, quero a essência, minha alma tem pressa...
Sem muitas cerejas na bacia, quero viver ao lado de gente humana, muito humana; que sabe rir de seus tropeços, não se encanta com triunfos, não se considera eleita antes da hora, não foge de sua mortalidade,
Caminhar perto de coisas e pessoas de verdade,
O essencial faz a vida valer a pena.
E para mim, basta o essencial!

Mario de Andrade 





quarta-feira, 28 de fevereiro de 2018

Leis da Atracção





A  maioria dos seres físicos ainda luta com o contraste e, se pudessem, eles  eliminariam o contraste da experiência e ficariam só com o que mais gostassem, de tudo. Mas, da perspectiva mais ampla, não física, vocês não eliminariam o contraste porque compreendem, dessa perspectiva, que como criadores o contraste é essencial para a decisão.



PODER DE DECISÃO

Vocês não poderiam começar a decidir o que é desejável, se não tivessem o contraste do que não se quer. E a partir de suas perspectivas não-físicas mais amplas enquanto criadores, vocês compreendem que uma decisão é literalmente uma focalização de energia.

Em outras palavras, tudo diz respeito à energia, o modo de expressá-la, o modo de focalizá-la, o modo de canalizá-la, o de orientá-la, de conduzi-la, de utilizá-la, a maneira de tornar-se parte dela e o de envolver-se nela.

A forma pela qual vocês se tornam uma força criativa, utilizando energia, é através de suas perspectivas, de suas crenças, de suas atenções, de seus focos, de sua decisão.

Podem vocês sentir a diferença de poder, ao dizer: "Gostaria de ter  isso", ou "Eu quero isso", ou "Estou decidido"?

O que acontece na decisão é apenas uma focalização de energia.

Nosso intento predominante, enquanto estamos interagindo com vocês, é o de ajudá-los a compreender sem qualquer dúvida, tudo a respeito de como conhecer, ou sentir que vocês são uma harmonização vibracional para sua própria decisão.



HARMONIA VIBRACIONAL

O contraste os ajuda a chegar a uma decisão, mas raramente encontramos um ser físico em harmonia com sua própria decisão. É por isso que essas coisas  que vocês sabem que querem, não vêm com facilidade a vocês. É porque não estão vibracionalmente em harmonia com suas decisões.

A razão disso é que vocês não estão usando seus próprios sensores  para determinar o que estão oferecendo vibracionalmente. Estão usando pensamentos, idéias, crenças, palavras, ações ou comportamento.

Estão tentando controlar as coisas pelo comportamento, enquanto tudo o que têm a fazer é aprender como alinhar sua energia e, pela lei da atração, aquilo que estiver alinhado com sua energia tem que vir para vocês.



QUANDO O NÃO QUER DIZER SIM

Quando vocês dizem sim a uma coisa, quando olham para o contraste e dizem:

"Entre estas coisas, sei que não quero esta, mas sei que quero aquela."; quando escolhem alguma coisa e dizem sim a ela, a estão incluindo em suas vibrações - e pela lei da atração o universo se harmonizará com suas vibrações.

Quando dizem não a alguma coisa, quando olham para o contraste e dizem: "Isto é bom, aquilo não é bom. Isto é bom; não quero aquilo.", então dizem  não àquilo.

O que a maioria de vocês não percebe é que quando dizem não a algo que não querem, ainda assim o estão incluindo em sua vibração e quando o incluem em sua vibração, então vocês não se harmonizam com seu próprio desejo.

Quando dizem: "Quero um carro novo vermelho", o universo está correspondendo à vibração de seu desejo. Quando dizem: "Mas, um carro novo vermelho é muito caro", o universo está correspondendo também a essa vibração.

Ora, o universo está correspondendo a duas vibrações contraditórias e, desse modo, nada muda para vocês.

Vocês estão incluindo o que não querem naquilo que realmente querem e o resultado líquido para vocês é nenhum movimento para  adiante.

A maioria das pessoas acredita que pode dizer não a uma coisa e outra, apontando que não querem e que deveria ir embora.

Mas, nunca acontece assim. Não existe essa coisa da  "lei do afaste-se de mim."

Só existe a lei da atração.

Vocês não têm a capacidade de evitar algo, porque tudo aquilo para o qual voltam sua atenção já é uma inclusão.



Abraham-Hicks
in, Leis da Atracção




terça-feira, 12 de dezembro de 2017

As Crianças Certinhas





Gosto que as crianças tenham colo e que, por causa dele, fiquem de coração grande e de cabeça quente. Gosto que tenham regras mas que sejam perseverantes, engenhosas e autónomas (até nas malandrices com que nunca se cansam de esclarecer se merecemos ser seus pais). Mas não gosto das crianças que tentam ser aquilo que não são (a que, numa linguagem de todos os dias, chamamos... certinhas!). Não gosto. Reconheço que mereçam elogios na sala de aula, em festas da família alargada e nos mais diversos contextos sociais. Mas, ainda assim, e apesar de todos os elogios, não gosto de crianças que são sempre certinhas.

Regra geral, as crianças certinhas crescem dominadas pelo medo. 
Medo das reacções mais intempestivas dos pais, medo da fragilidade que eles manifestam nas circunstâncias mais desconcertantes na vida de todos os dias, e medo de não cumprirem as expectativas de que (de forma mas mais ou menos subtil) lhes colocam sobre os ombros. Habitualmente, as crianças certinhas sentem que terão de ser mais ou menos perfeitas. E, pela vida fora, ficam demasiado agrilhoadas ao desconforto de que, não sendo perfeitas... não prestarem (como se errar não fosse aprender). Ou seja, aquilo que os pais descrevem como “auto-estima frágil”, começa, grande parte das vezes, sem que ninguém dê por isso, dentro de casa e pela mão deles.

Este lado certinho das crianças faz com que cresçam numa espécie de terra de ninguém, entre o mundo infantil e o dos crescidos.
Por um lado, por mais que se tentem enturmar com os amigos, parece faltar-lhes a autenticidade e a espontaneidade com que se brinca. Por outro, sempre que circulam pelo mundo dos mais velhos, fazem de conta que são adultas, com uma aragem que soa a falso, que não as torna nem cativantes nem bonitas. É natural que, sendo assim, as crianças certinhas acabem acantonadas numa área da sua vida que mereça o elogio dos pais: frequentemente, os resultados escolares. E que, contra a vontade de todos, passem a valer mais por aquilo que fazem do que por tudo o que são. Não é, portanto, por acaso que as crianças certinhas sejam, muitas vezes, exemplares, aos olhos dos outros, e “patinhos feios” à luz dos seus. E que, não sejam raras as vezes em que acabem num quadro de mérito ou de honra das suas próprias escolas.

Ora, não vejo que seja pecado ter bons resultados escolares, claro. Desde que, em cada escola, haja um quadro de honra para os alunos faladores. Não para os alunos insolentes nem para os que, sendo um bocadinho doentes, infernizam quaisquer atitudes pedagógicas dos seus professores. Mas, unicamente, para os alunos faladores.

Aqueles que chegam à escola com a vista na ponta dos dedos e que, seja em que idade for, nunca se cansam de perguntar porquê. Aqueles que intuem, dum jeito especial, que uma pergunta astuta é, ainda, melhor que uma resposta na ponta da língua. Aqueles que transbordam vida em todos os gestos e que, por mais que pareçam de cabeça no ar, são generosos, leais e põem coração em todas as “contas de cabeça”. Aqueles que acarinham o conhecimento quando se sentem acarinhados por um professor (a quem reconhecem a sabedoria, a bondade e o sentido de justiça com que aprende a com-pensar  e a com-seguir).

Num mundo amigo das crianças devia bastar que elas fossem só crianças. 
E que raramente (muito raramente) fossem certinhas. O melhor do mundo não são as crianças... certinhas! São as pessoas para quem a infância sempre rimou com dias despenteados e com pais firmes mas serenos para quem, por isso mesmo, o melhor do mundo é o futuro.


Eduardo Sá





terça-feira, 14 de novembro de 2017

Reinventing The Body, Resurrecting the Soul






The forgotten miracle - the body's infinite capacity for change and renewal.
You cannot take advantage of this miracle, unless you are willing to completely reinvent your body, transforming it from a material object to a dynamic, flowing process.

Your physical body is a fiction.
Your Real Body Is Energy. 

The Soul Is Your Spiritual Body.
Love Awakens The Soul.
Be As Boundless As Your Soul.

Every cell is made up of two invisible ingredients: awareness and energy.
That leads us to self-transformation by changing the distorted energy patterns that are the root cause of aging, infirmity, and disease.

Transformation can't stop with the body, however; it must involve the soul.
The soul - seemingly invisible, aloof, and apart from the material world - actually creates the body.
Only by going to the level of the soul will you access your full potential, bringing more intelligence, creativity, and awareness into every aspect of your life.

To commit ourselves to deeper awareness, focus on relationships instead of consumption, embrace every day as a new world, and transcend the obstacles that afflict our body and mind.


The Universe Evolves Through You



Deepak Chopra





segunda-feira, 18 de setembro de 2017

Dark Night of the Soul





While we are in a dark night of the soul experience, 
hold steady knowing the light will appear once again.



Whenever a word is overused, it is most likely being misused, and over time, it begins to lose its meaningfulness. For example, we often refer to a fleeting feeling of depression or a period of confusion, as a dark night of the soul, but neither of these things qualifies as such.

A dark night of the soul is a very specific experience that some people encounter on their spiritual journeys. There are people who never encounter a dark night of the soul, but others must endure this as part of the process of breaking through to the dawn of higher consciousness. 

The dark night of the soul invites us to fully recognize the confines of our egos' identity.
We may feel as if we are trapped in a prison that affords us no access to light or the outside.
We are coming from a place of higher knowing, and we may have spent a lot of time and energy reaching toward the light of higher consciousness.

This is why the dark night has such a quality of despair:
We are suddenly shut off from what we thought we had realized and the emotional pain is very real. We may even begin to feel that it was all an illusion and that we are lost forever in this darkness. 

The more we struggle, the darker things get, until finally we surrender to our not knowing what to do, how to think, where to turn. It is from this place of losing our sense of ourselves as in control that the ego begins to crack or soften and the possibility of light entering becomes real.

Some of us will have to endure this process only once in our lives, while others may have to go through it many times.
The great revelation of the dark night is the releasing of our old, false identity. 
We finally give up believing in this false self and thus become capable of owning and embracing the light.




MADISYN TAYLOR




sexta-feira, 4 de agosto de 2017

The Metabolic Power of Pleasure





Pleasure – is a vital element that makes our meals nutritionally complete and makes life worth living. Like all organisms on the planet, we humans are genetically programmed to seek pleasure and avoid pain. 
A cat chasing a mouse is seeking pleasure, while the unfortunate rodent is doing its best to avoid pain. Indeed, any behavior we can imagine can be seen as either of these, or a swirl of both. This is particularly apparent in light of our eating. When we eat, we’re seeking the pleasure of food and avoiding the pain of hunger. Indeed, destiny has fashioned for us a body that’s wired for joy.



The simple scientific equation for the profound biochemical effects of pleasure is this:

When you’re turned on by food, you turn on metabolism.
The nutritional value of a food is not merely given in the nutrients it contains, but is dependent upon the synergistic factors that helps us absorb those nutrients. Remove Vitamin P: Pleasure, and the nutritional value of our food plummets.
Add Vitamin P and your meal is metabolically optimized.
So if you’re the kind of person who eats foods that are “good for you,” even though you don’t like them, or if you think you can have a lousy diet and make up for it by eating a strange-tasting vitamin-fortified protein bar, or if you’ve simply banished pleasure because you don’t have enough time to cook or find a sumptuous meal – then you likely aren’t doing yourself any nutritional favors. You’re slamming shut the door on a key metabolic pathway.
Taste and pleasure are essential to life, more so perhaps than we could have ever imagined.


Chemical Clues to Pleasure
Consider the chemical cholecystokinin, CCK.
This substance is produced by the body in response to protein or fat in a meal and performs a number of versatile functions.
First, it directly aids digestion by stimulating the small intestines, pancreas, gallbladder, and stomach.
Second, when it’s released in the hypothalamus, part of the limbic area of the brain, it shuts down appetite.
And last, CCK stimulates the sensation of pleasure in the cerebral cortex, the highest portion of the brain.
So, in putting all this together, we find that the same chemical that functions to metabolize our meal also tells us when it’s time to finish that meal, and makes us feel good about the entire experience. It shows us how pleasure, metabolism, and a naturally controlled appetite are interwoven to the core. 
Most people think that pleasure is completely separate from the nutritional process and serves no metabolic function. We often believe that if a food makes us feel good, the body is automatically stimulated to eat more and might never want to stop.
The actions produced by CCK in the brain tell us a whole new story.
So if you deny yourself the pleasure of food through low-calorie eating or if you restrict yourself to a fun-free diet, the body responds by chemically demanding pleasure and satisfaction.
The lesson that neuropeptide Y teaches us is that we cannot escape the biological imperative to party and enjoy. No matter how stingy we are with eating, the body will not be denied.
The class of chemicals most people associate with pleasure are the endorphins.
These substances are naturally produced throughout the body – most notably in the brain and the digestive system – and they exist, in part, to make us happy.
The simple act of eating raises our levels of endorphins.
This tells us that eating is an inherently pleasurable experience because biochemistry makes it so. What’s most unusual about the endorphins is that not only are they molecules of pleasure, but they also stimulate fat mobilization. In other words, the same chemical that makes you feel good burns body fat. Furthermore, the greater the endorphin release in your digestive tract, the more blood and oxygen will be delivered there. This means increased digestion, assimilation, and ultimately greater efficiency in calorie burning.
Of course, I’m not telling you that you can eat a ton of dessert or junk food and that you’ll burn it all as long as you feel pleasured. The point is that the chemistry of pleasure is intrinsically designed to fuel metabolism. When we make intelligent use of this biologic fact, our health can prosper. But if we don’t receive the pleasure that body and soul call for each day and at every meal, we suffer. In the ancient and epic poem from India, the Mahabharata, we are told “better to alight in flames, if only for a moment, than to smolder forever in unfulfilled desire.”
Many of us claim to love food, but when we eat too fast or without awareness or with a helping of guilt, the central nervous system and the enteric nervous system both register only a minimum of pleasurable sensations. The result is that we are physiologically driven to eat more. We’re compelled to hunt down pleasure we never fully receive, even though it’s continually in our grasp.
So if you’re the kind of person who believes you can control your appetite and therefor lose weight by denying yourself pleasure, I suggest you reevaluate immediately. I have yet to meet one person who has successfully lost weight and kept it off by overcoming their natural, inborn drive to enjoy and celebrate food.


Losing weight by limiting pleasure is like trying to stop smoking by not breathing.
We can never increase the body’s metabolic capacity by limiting what is essential to life.
The key to pleasure’s powerful effect in balancing your appetite is that it promotes a physiologic relaxation response. The times we overeat most are when we’re anxious, stressed, or unaware. A relaxed, pleasured eater has natural control. A stressed eater produces more circulating cortisol – our main stress hormone. 
What’s amazing is that cortisol desensitizes us to pleasure.
When you’re in fight or flight response and trying to escape the hungry wolf, you don’t want your brain to be in a “feel good” mode and get sidetracked looking for chocolate.
All of you needs to be focused on survival.
So when cortisol desensitizes us to pleasure in our day-to-day stresses, we need to eat more food to feel the same amount of pleasure as when we’re relaxed.
This means that if you’re afraid of pleasure or anxious about gaining weight or frightened to eat a dessert, you’ll generate more cortisol. This chemical will swim through your bloodstream, numb you to pleasure, and ironically create the very self-fulfilling prophecy you feared from the beginning:
“if I eat something fun, I won’t be able to stop…”



Can you see how our nutritional fears help create our metabolic reality?

Pleasure loves slow. 
It thrives in a warm, intimate, cozy space. 
It reveals its deepest secrets when we drop all pretensions of speed and allow timelessness and sensuality to breathe us back into each moment.

It’s time to welcome a healthy sense of pleasure back to the table.




Marc David



quinta-feira, 6 de julho de 2017

5 tipos de conexões cósmicas nas nossas relações





O Universo em que vivemos funciona de maneira misteriosa.
Há um caos nas complexidades do seu funcionamento e, no entanto, tudo está equilibrado.

Pode-se dizer com razão que nada neste Universo acontece por acaso. 

Mesmo os incidentes mais insignificantes acontecem conforme planeado e servem para um propósito maior. Tudo o que acontece é uma manifestação do cosmos. 

Nossa jornada na vida não é um passeio suave. Há altos e baixos. Algumas estradas são difíceis e outras não são.

A vida é um mistério onde todas as experiências possuem igual importância e valor. Temos a sorte de que o Universo acompanhe nossa jornada.

Ao longo desta jornada, conhecemos pessoas diferentes que desempenham diferentes papéis e servem para diferentes fins. 

Alguns nos ensinam certas lições de vida, enquanto outras não nos deixam um impacto duradouro.

Algumas pessoas devem permanecer connosco para sempre, enquanto outras pessoas não. Mas mesmo as pessoas que conhecemos não é por acaso!




Estes são os 5 tipos de conexões cósmicas que provavelmente encontraremos em nossa jornada: 


1. Aqueles destinados a nos despertar.

Há momentos em nossas vidas em que encontramos pessoas que são agentes de mudança. Elas caminham por nossas vidas para iniciar direta ou indiretamente algumas mudanças.

Apenas a presença dessas pessoas nos faz conscientes de que não podemos avançar na vida, a menos que efetuemos certas mudanças. O universo tem suas maneiras de resolver essas coisas.

Essas pessoas vão despertar seu potencial inativo interno que teria ficado adormecido se você permanecesse preso.


2. Aqueles que nos lembram

Às vezes, na vida, encontramos pessoas que passam somente para nos lembrar dos nossos objetivos.

O único propósito de tais interações é nos ajudar a permanecer focados no nosso caminho na vida.

Essas pessoas nos lembram quem somos e o que realmente queríamos desde o início.


3. Aqueles que nos ajudam a crescer

Algumas pessoas nos ajudam a crescer como pessoa. Elas estão ao nosso lado como um guia na nossa jornada pela vida. Eles podem nos prejudicar ou nos convidar para uma aventura para enfrentar algum desafio.

Elas nos mostram o nosso caminho quando parecemos não saber o caminho certo. Elas nos ensinam coisas que somos incapazes de aprender por nós mesmos.

Essas pessoas nos forçam a crescer.


4. Aqueles que nos reservam espaço.

Algumas pessoas desempenham papéis tão insignificantes nas nossas vidas que nem nos lembramos dos seus nomes. Estas são, principalmente, pessoas que encontramos no metro, nas estradas ou numa esplanada de café.

Elas são simplesmente destinadas a manter um espaço para nós. Geralmente, são pessoas com as quais conversamos e não temos conexão nenhuma além disso.

Essas pessoas são seus companheiros que o cumprimentam na sua jornada, ou mesmo são fãs da alma pessoal que, inconscientemente, torcem pelo seu bem !


5. Aqueles que ficam.

Apenas algumas pessoas  ficarão connosco para sempre. Essas pessoas são raras de encontrar, mas certamente são as mais preciosas.

Eles são nossos amigos íntimos e a nossa família imediata. A maioria deles é membro do nosso grupo de almas, alguns deles podem até ser nossas almas gémeas.

Essas pessoas são seus parceiros que compartilham a mesma missão ou uma missão realmente similar.

Mas quando for a hora certa, o Universo nos enviará aquela pessoa que deve estar connosco para sempre. Esta pessoa é de outro grupo de alma e vem por conta própria.

A presença dessa pessoa na nossa vida faz com que tudo fique melhor. Nós apenas precisamos ser pacientes nas nossas tentativas de encontrá-las. Mas, uma vez que as encontramos, elas devem permanecer.

Elas são a sua Chama Gémea e a força magnética dentro das suas almas irá guiar um ao outro.
Tudo o que você precisa fazer é ouvir a bússola do seu coração!



Dejan Davcevski 
in, Humans Are Free
Traduzido por Sónia Pereira



quinta-feira, 8 de junho de 2017

Atribuir poder a certas pessoas ou entidades





Nós que ainda estamos ancorados na compaixão temos de aprender a ser consequentes.
Não no sentido de poderosos, mas no sentido de deixarmos de querer seja o que for daqueles que nada têm para dar.
É a calamidade interior, a necessidade inadmitida de nos fazermos amar pelo inimigo, que impossibilita lidarmos de forma consequente com o Mal.
Quando os adeptos deste reclamam a nossa comiseração, não temos de mostrar-lhes que os amamos. O que está por detrás de tal altitude é o desejo deles nos amarem, e esse torna-se a nossa desgraça por queremos algo deles.
É este o ensinamento mais duro, porque sempre estamos dispostos a acreditar que toda a gente é capaz de sentir o amor. Mas na realidade há gente que está separada de si a tal ponto que o nosso desejo de grandeza se nos torna fatal.
Não lhes entregarmos o poder, privamo-los do amor por não o esperarmos deles, é o antídoto com que podemos vencê-los.
Quando eles deixarem de poder jogar com as nossas expectativas, terão perdido o seu poder sobre nós e nós podemos dedicar-nos à construção do mundo, em vez de passarmos o tempo a consertar o rasto de destruição que eles vão deixando atrás de si.


Arno Gruen 
in, Falsos Deuses






domingo, 23 de abril de 2017

........................... só se dá o que se tem




“ O narcisista desconhece sobretudo quem ele é”

Cristina Fabião  
in, "Narcisismo, Defesas Primitivas e Separação" 




Exibicionistas com manias de grandezas ou tímidos e inibidos, mas igualmente insatisfeitos, que sempre querem o melhor e dificilmente se contentam, intransigentes e reivindicativos acerca do comportamento dos outros, irónica e paradoxalmente, não sabem quem são.
Uma lição de vida para as suas vítimas que tentam desesperadamente lhes agradar.

A perspectiva deve ser então, a inversa.
Não são os outros que não são suficientemente capazes e bons, as personalidades narcísicas por não terem consciência de si, não possuírem um conceito integrado do eu (confusão entre pensamentos e sentimentos, entre outras alterações), não reconhecem adequadamente as emoções e sentimentos dos outros, pelo que, não lhes dão a devida importância.
Assim sendo, os narcísicos não podem ter capacidades adequadas de empatia pelas pessoas (no mínimo, imaginar o seu mundo), fazer delas uma avaliação apropriada e investir emocionalmente nas relações. Porém, é através do efeito que causam (ou julgam causar) nos outros, que adquirem a noção de quem são. 
Essas impressões, tanto servem para alimentar o ego grandioso como, ao não lhes parecerem favoráveis, podem contribuir para a baixa auto-estima e para o desânimo. Por isto, o narcísico está dependente deste jogo de espelhos, e sem ele, sente-se vazio e nada.

Só se reconhece e se dá valor, ao que a estrutura de personalidade permite, ou seja, só se dá  o que se tem, como dizia Oscar Wilde: 

"Cada um dá o que tem no coração, 
e cada um recebe com o coração que tem."




Cristina Simões
in, Incalculável Imperfeição




quarta-feira, 19 de abril de 2017

Manter o jogo curto


Jeremy Clausse





Manter o jogo curto significa tomar cuidado com os compromissos a longo prazo.
Recusar-se a “se fixar” de uma forma ou de outra.
Não se prender a um lugar, por mais agradável que a escolha possa parecer.
Não se ligar à vida, a uma vocação.
Não jurar carência e lealdade a nada ou a ninguém (…) consequentemente, já não há “para a frente” ou “para trás” o que conta é exatamente a habilidade de se mover e não ficar parado.


Zygmunt Bauman 
in, “O mal – estar da pós modernidade”




segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017

Coisas que não passam




Há quem diga que dentro da cabeça, eu não sei onde. 
Coisas que de vez em quando voltam e por isso, só por isso, 
se sabe que não passam. 
Coisas que nos agarram por
detrás da nuca, frente a um espelho, sem qualquer propósito, 
e só nos deixam sem querermos. 
Pequenos rogos, doces chamamentos, 
partidas muitas, asperezas, ciúmes, vícios, abraços ternos,
despedidas, raivas, tédios, pequenos espantos, sobressaltos. 
Coisas que não passam, há quem diga que dentro da cabeça. 
Eu não sei onde 


Pedro Paixão