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domingo, 27 de agosto de 2023

As 10 leis da abundância

 







As leis da abundância abrangem algumas das chamadas “leis do universo”, que compõem uma série de crenças relacionadas ao pensamento positivo. De acordo com as leis da abundância, é provável que tenhamos sucesso onde acreditamos que o teremos. Desta forma, a mentalidade da abundância é uma ajuda para alcançar aquilo que nos propomos.

Segundo Sergio Fernández, autor de Viver com Abundância, existem 10 leis da abundância, e elas estão presentes no universo ainda que não estejamos cientes disso.


O que queremos dizer com abundância?
O termo abundância se refere a uma grande quantidade, seja ela física ou conceitual. 
Em seu segundo significado, entretanto, está “prosperidade, riqueza ou bem-estar“; é este último que nos interessa.

A abundância se refere num dos seus significados, portanto, à prosperidade e ao bem-estar. 
Assim, esticando seu significado, falaríamos de um estado mental, emocional e físico que nos ajuda a cumprir os nossos objetivos.



As 10 leis da abundância
Segundo Sergio Fernández, estas são as dez leis da abundância que regem nosso universo:

1. Lei da criação

“Os pensamentos e as emoções 
criam a realidade que habitamos ou, 
o que é o mesmo, 
tudo que é tangível tem lugar no intangível”.


Desta forma, Fernández indica que nós somos capazes de criar aquilo que queremos ser, fazer ou ter se primeiro o sentirmos ou imaginarmos.


2. Lei da vibração

“Obtenho aquilo que eu mais penso, 
quer eu queira ou não”.

Relacionado ao anterior, quanto mais pensamos ou sentimos algo, mais provável é que acreditemos neste algo. Isso, como vemos no enunciado da lei, pode ter um efeito negativo se nossas emoções ou pensamentos não tiverem uma carga positiva.


3. Lei de causa e efeito

“Tudo que você experimenta na vida 
é um resultado”.

Nossas experiências estão conectadas por uma sucessão de causas e efeitos intrínsecos a elas. Portanto, nossas acções, pensamentos e emoções terão origem em nosso passado e irão afetar o nosso futuro. A consequência imediata desta ideia é que temos um poder infinito sobre o nosso presente para influenciar o que acontece connosco.


4. Lei do equilíbrio

“A abundância é dar com generosidade 
e ser excelente na hora de receber”.

De acordo com essa lei, o que somos capazes de contribuir para o mundo, de alguma forma, será devolvido para nós. Ou seja, se esperamos fortuna do mundo, o melhor que podemos fazer é contribuir para que este seja melhor.


5. Lei da ordem

“A ordem da vida é ser-fazer-ter”.

A ordem deve ser essa, e não outra. 
Primeiro você deve ser algo, para depois saber como fazer e, obter os resultados. 
Se quisermos ter um bolo bem-sucedido, por exemplo, primeiro precisamos ser especialistas na área, depois criar o produto. Finalmente, se seguirmos bem os passos, alcançaremos o objetivo.


6. Lei da ação

“Como eu faço uma coisa, eu faço tudo”.

Todos nós temos uma assinatura, um estilo. 
Esse modo de agir é o que nos define, o que nos torna previsíveis diante dos outros e acaba nos definindo. 

No final, esse estilo irá transformar-se numa inércia que nos convidará a agir de maneira coerente com o que já fizemos e como fizemos.


7. Lei do mínimo esforço

“Esforçar-se gera stress 
e consome sua energia, 
algo muito distante de viver com abundância”.

Não se trata de eliminar o esforço da nossa vida, ou de realizar as nossas atividades sem vontade, mas de encontrar a maneira mais simples e produtiva de alcançar o objetivo. 
Se existe um caminho mais simples com resultados idênticos, por que gastar nossas energias?


8. Lei dos meios e dos fins

“Somente sendo feliz hoje 
poderei alcançar a felicidade amanhã”.

Como foi visto na lei da ordem, você primeiro deve ser para poder ter. 
Se desejamos o fim, devemos encontrar o meio: neste caso, a felicidade de amanhã é condicionada pelo dia de hoje.


9. Lei da expressão dos dons

“Colocar seu dom ao serviço dos outros 
é uma causa de abundância”.

Como vimos na Lei 4, devemos ser generosos se quisermos que o mundo nos dê generosidade. Compartilhando o que fazemos bem, estaremos a contribuir para um bom funcionamento social.


10. Lei do desapego

“Vinculo-me à acção 
e desvinculo-me do resultado da ação”.

Ao contrário do que pode parecer neste decálogo, não devemos agir a pensar no resultado. 
É verdade que, se formos generosos, encontraremos generosidade nos que nos rodeiam, mas nossa atenção não deve estar em receber, e sim em dar.




A abundância é uma realidade que começa no seu interior

A abundância é, sobretudo, um estado interior. 
O mais sensato seria dizer que se trata de um sentimento constante de que você tem o que deseja. 
De que a sua perspectiva está voltada para o que você possui, e não para aquilo que lhe falta. 
Não tem a ver com uma gorda conta bancária ou uma vida de excessos.

Não é injustificada aquela ideia de que “Rico não é aquele que mais tem, e sim aquele que menos precisa”. É exatamente isso que é a abundância, um sentimento de plenitude que não depende do externo, mas que se estabelece no interior de si mesmo.

“A vida é apenas um espelho, 
e o que tu vês nele, 
tens que ver primeiro dentro de ti”.
Wally Amos


Tanto a abundância quanto a pobreza implicam um conjunto de emoções, pensamentos e crenças. 
É por isso que surge a contradição entre aqueles que têm muito e, no entanto, se sentem miseráveis. 
Ao passo que outros têm pouco e vivem gratos e felizes.


O sentimento de carência

Se existe algo comum a todos os seres humanos é a carência. 
Nascemos com faltas e muitas delas nos acompanham até a morte. 
Viemos determinados por um património genético, uma etnia e muitas outras características. 
Cada uma delas implica uma renúncia a todas as outras alternativas.

Nós crescemos e vivemos também com a carência como horizonte. 
Independentemente das circunstâncias, sempre vamos nos ver submetidos à renúncia. 
O tempo todo deixamos para trás coisas, pessoas, situações e vínculos que não podemos eternizar.

Embora no fundo todos saibamos disso, algumas pessoas não se conformam que a vida seja assim. Elas querem eliminar da vida essa parte que envolve renúncias, perdas e vazios. Ao fazer isso, o que conseguem, sem intenção, é tornar mais profundo e intenso esse sentimento de vazio que, em maior ou menor medida, habita em todos nós.

Quando o sentimento de carência predomina, passamos pela vida a sentir que ela nos deve algo. 
Além disso, pensamos que em alguma parte existe essa totalidade, algo que erradique para sempre a sensação de vazio. Às vezes chegamos a deixar de lado as potências criativas para nos transformarmos em eternos receptores insatisfeitos.

A carência é, na verdade, uma condição que cumpre o papel de modelar as nossas emoções. 
Quem vive a rejeitar a carência geralmente fica preso nela. 
Assim como sem a noite não poderíamos valorizar o dia, sem carências não poderíamos construir o sentimento de abundância.

Na verdade, as pessoas que passaram por grandes carências e conseguiram superá-las em suas mentes, principalmente, são as pessoas que estão mais preparadas para receber em suas vidas o sentimento de abundância. Ao ter consciência de um vazio, uma necessidade ou um desejo não realizado, outorga-se grande valor a aquilo que “preenche”, mesmo que seja parcialmente.

Boa parte do segredo de viver reside em aprender a ser humilde. 
Isso não significa ser conformista, nem submisso. 
Significa, na verdade, entender que chegamos ao mundo sozinhos, nus e indefesos. Tudo que conseguimos a partir de então foi lucro.



Conectar-se com a abundância

Num mundo e numa época consumista como a que vivemos, tendemos a pensar que a abundância é excesso, e que o excesso é uma fonte de satisfação. Por isso, em muitas pessoas cresce uma voracidade inexplicável que nunca encontra alívio. Sempre querem mais e nada é suficiente.

Essa é uma condição na qual não existe extrema abundância, mas extrema carência. 
Na verdade, não tem nada a ver com o que se consegue na vida, mas com o apetite insaciável que acompanha esse processo. Isso se transforma num sentimento que não encontra alívio. O desejo de satisfação que não é encontrado no interior de si mesmo é transportado para o exterior.

Por isso, conectar-se com a abundância é, acima de tudo, ser capaz de duas coisas: 
valorizar e agradecer. 
Valorizar quer dizer dar significado ao que se tem, ao que se conquista, por menor que possa ser. Agradecer é permitir-se sentir felicidade por tudo o que existe na sua vida e que, perfeitamente, poderia ou não estar ali. Colocar-se numa posição de humildade frente ao universo e dar um significado para tudo ao seu redor. 
Assim se conquista a abundância.



Acorde a abundância que existe no seu interior

Muitos de nós mantemos um tipo de mentalidade focada para a carência: ficamos obcecados com tudo que falta em vez de criar consciência do que já temos. 
Agradecer, apreciar o que somos e o que nos rodeia é, sem dúvida, a melhor forma de se aproximar da verdadeira abundância.

Não é um mal moderno. 
Essa sensação indescritível de que falta alguma coisa e de que andamos à beira de um abismo onde sempre se abre algum tipo de deficiência é a eterna crise existencial do ser humano. 
No entanto, é imprescindível controlar e racionalizar este tipo de pensamento. Do contrário, essa carência crescerá como a erva daninha, como a hera que termina cobrindo as janelas de uma casa.

“A abundância é o meu estado natural, 
e eu o aceito.”

Também sabemos que não é precisamente fácil administrar esta sensação. 
E não é porque a atual e notória desigualdade social torna mais palpável do que nunca a palavra “carência”. A falta de um trabalho, de certos ganhos ou a perspectiva de um futuro incerto fazem com que o conceito de abundância nos soe irónico. 
Contudo, entender este termo e aplicá-lo à nossa realidade do ponto de vista motivacional pode nos ajudar a encarar o nosso dia a dia de uma forma mais sábia.



A abundância natural e a abundância artificial

Existe um livro muito interessante chamado “Sapiens, uma breve história da humanidade“, do historiador Yuval Harari. O livro faz uma análise um pouco provocante sobre a história da evolução e do sucesso do homo sapiens, onde, de alguma forma, o leitor acaba intuindo que a crueldade da nossa própria espécie parece ter se imposto sobre a ética em muitos casos.

Um dos aspectos que aponta o doutor Harari é que nos acostumamos a viver num estado que poderíamos definir como “abundância artificial”. A título de exemplo, já exploramos o mundo natural a ponto de obrigá-lo a nos oferecer muito além do que o equilíbrio da Terra e dos ecossistemas pode nos permitir. Mesmo assim, a nossa modernidade está orientada para esse materialismo onde “a acumulação” ou a obtenção de “coisas” define o status da pessoa. A carência delas, contudo, gera mal-estar e infelicidade.

Distorcemos o conceito verdadeiro e original do termo abundância. 
No meio natural abundância é, acima de tudo, equilíbrio e respeito. 
É apreciar o que já está presente, o que nos rodeia, sem necessidade de quebrar essa harmonia para que nos ofereça mais do que está dentro de suas próprias possibilidades.

Uma coisa que sem dúvida o homo sapiens moderno não pode entender, porque assim como disse Benjamin Franklin certa vez, chegamos a um ponto onde pensamos que o tempo é dinheiro; quando na verdade, o tempo nada mais é do que um presente que esquecemos de aproveitar como se deve.



Como viver em abundância

Chegados a este ponto é evidente que abundância não é sinónimo de dinheiro, de acumulação de bens ou mesmo de poder. 

Abundância é viver em plenitude de forma inteira, sem faltas, sem vazios ou com um coração desgastado pelo vento, dando a eterna sensação de estarmos ocos por dentro.

“A primeira semente para a abundância é o agradecimento.”

Por mais irónico que pareça, em tempos de dificuldades e de carências é mais necessário do que nunca sentir esta abundância interior. Somente assim disporemos de uma verdadeira fortaleza psicológica para enfrentar a adversidade, para intuir oportunidades e sermos assim mais receptivos para com tudo que nos rodeia.




Dicas para construir uma verdadeira abundância interior

Muitos de nós estamos muito acostumados ao que se conhece como “motivação por deficiência”: o meu telefone ainda está em bom estado, mas agora lançaram outro de última geração desta marca que todos têm, e é claro que não posso ficar sem um.

Nos faltam muitas coisas. Talvez você não tenha uma casa com muito conforto. É possível que o seu corpo não seja o ideal e que seu parceiro tenha os seus defeitos. Cabe até a possibilidade de que você ainda não tenha conseguido sair de férias naquele destino paradisíaco, enquanto os seus amigos já foram no verão passado. 

Viver na economia da carência é como um vírus, como uma doença contínua que pouco a pouco se espalha como a mancha de humidade numa parede. Está sempre aí, com a sua aparência desagradável.

  1. Precisamos nos afastar do lugar que nos dá esta abordagem mental. Focar a nossa própria existência exclusivamente na esfera material é uma fonte inesgotável de mal-estar. Nunca estaremos satisfeitos.
  2. Mude o enfoque da sua perspectiva mental. Direcione-a para o que você já tem para perceber onde se concentram as suas fortalezas reais, suas verdadeiras belezas e a sua abundância.
  3. Precisamos desenvolver um estado de consciência capaz de abraçar as coisas positivas, o presente e o concreto. Não o que não está, o que não existe ou o que falta. Somente quando formos capazes de agradecer pelo que somos, o que nos define e o que nos rodeia em plena confiança, poderemos abrir as portas da prosperidade.









segunda-feira, 27 de junho de 2022

7 leis da Abundância

 






O sucesso é um desejo universal que pode ter diferentes conceitos. 
As maneiras para alcançá-lo, em essência, é igual para todos. 

Muitas pessoas medem o seu nível de sucesso pelo que fazem ou possuem. 
No entanto, se buscarem apenas a abundância material, possivelmente continuarão a sentir-se  incompletas.

As Sete Leis Espirituais do Sucesso é um livro, e também um documentário, nos quais Deepak Chopra defende que o sucesso não depende de ambição, planos elaborados ou trabalho duro. 
Ele é resultado simplesmente da compreensão das leis da natureza.

Segundo o autor, quando nos conectamos com a Natureza e aplicamos as suas leis, criamos um elo para fazer nossos desejos se materializarem. O livro é um guia prático para a realização, apresenta ações de como devemos interagir com o mundo, como perceber a vida e, como se conectar com o verdadeiro Eu. Criando prosperidade em nossa jornada.

O verdadeiro sucesso 
é medido pela facilidade de cocriação 
que uma pessoa tem com o Universo.

As 7 leis espirituais do sucesso são, portanto, a mecânica através da qual o não manifesto passa a se manifestar. Nesse contexto, o sucesso é a realização espiritual, mental e de bem-estar interior, podendo ou não envolver a abundância financeira. Sucesso é expansão da felicidade.

Conheça abaixo as sete leis e suas aplicações em nossas vidas:


1. Lei da Potencialidade Pura
O estado natural é de infinitas possibilidades. 
Para ter o que queremos com o mínimo esforço, devemos estar fundamentados na sabedoria da incerteza, que significa entrar no desconhecido. A incerteza é um solo fértil de criatividade, imaginação, liberdade e evolução. Na incerteza, temos liberdade para criar o que quisermos. Com a prática da incerteza e do silêncio (por exemplo, meditação), nos abrimos para a pura potencialidade. Nos alinhamos com o poder da Consciência que tudo manifesta no Universo.

Esta primeira lei diz que nós somos a própria consciência. 
E, sendo assim, temos acesso a um poder que nunca desaparece. Um poder que não depende de cargo, posição social, salário, etc. Esse poder está presente o tempo todo, tanto quando ele se manifesta no mundo material como quando fica sem se manifestar em nosso Ser.

2. Lei de Dar e Receber
Tudo está constantemente em movimento no Universo. 
Todo o relacionamento – inclusive o relacionamento com o dinheiro – é baseado em dar e receber. 

Se tivermos o hábito de doar, receberemos de volta, independentemente da forma. 
Ao estarmos prontos para dar e receber, mantemos a fluidez do Universo circulando em nossa vida. Podemos olhar para a abundância do ponto de vista material, mas o que realmente está circulando é a energia da Consciência.

Se trouxermos a gratidão para o nosso quotidiano, percebendo todos os presentes que a vida já nos deu, poderemos participar da Lei de Dar e Receber. Além disso, devemos dar e desejar aos outros o mesmo que queremos: amor, felicidade, sucesso, etc. 

Dar e receber são dois lados de uma mesma moeda, dois aspectos do fluxo de energia do Universo.

3. Lei do Karma
Cada ação gera uma força de energia que volta a nós de forma semelhante. 
O que semeamos é o que colhemos. 

Quando desejamos felicidade e sucesso para outros, isso se torna parte de nós. É uma lei de ação e reação, porém essa lei inclui também o invisível. As escolhas que fazemos têm consequências que trazem evolução ou destruição. Quando nossas ações e escolhas geram felicidade e sucesso para outras pessoas, nosso Karma será de alegria e sucesso.

Entre as diversas escolhas disponíveis a cada momento de nossas vidas, existe sempre uma que é karmicamente apropriada. Ou seja, que trará o máximo possível de felicidade. 

Uma dica do autor é observar a sensação que surge no momento em que conscientemente fazemos uma escolha. Se sentirmos desconforto e ansiedade, a escolha provavelmente é karmicamente errada. 
Se sentirmos alívio e conforto, é uma escolha karmicamente apropriada.

4. Lei do Mínimo Esforço
A natureza funciona sem esforço. 
A erva não tenta crescer, ela simplesmente cresce. Os pássaros não tentam voar, eles voam. Podemos viver dessa forma também. As palavras que usamos para descrever essa maneira de viver já nos dizem tudo: “elegante”, “gracioso”, “espontâneo” e “natural”. 

Tudo o que aumenta o caos e desordem está agindo contra a Lei do Mínimo Esforço. 
Uma alternativa para manifestarmos essa lei é se afastar do caos (por exemplo, ir para um lugar mais tranquilo) e pedir uma solução mais simples, que traga ordem e conforto.

Às vezes, pequenas mudanças subtis nos permitem reduzir o atrito e pegar um caminho mais simples para a realização. A forma de alcançar isso é assumir a responsabilidade ao mesmo tempo em que nos mantemos abertos, observando e buscando respostas criativas. 

Quando a resposta certa chegar, teremos certeza que ela é a resposta certa, pois sentiremos isso sem qualquer dúvida prolongada.

5. Lei da Intenção e do Desejo
Inerente a cada desejo está a mecânica para a sua realização. 
A Consciência pura é silenciosa e imóvel. 
São as nossas intenções que a despertam para a ação. 
Um exemplo disso ocorre quando fazemos um exercício físico: a intenção de correr estimula milhões de reações químicas e impulsos elétricos, movimentando o nosso corpo. 
No nível da mecânica quântica, o Universo é uma extensão do nosso corpo.

Quando colocamos uma intenção no campo da pura potencialidade, colocamos esse poder organizador infinito a trabalhar para nós. Quando temos um propósito no fundo de nossa alma, essa intenção tem todo o poder do universo.

6. Lei do Distanciamento
Esta lei representa o desapego. 
O Universo responde melhor quando não estamos apegados (obcecados) pelos nossos desejos. 
Isto é, quando temos uma intenção desapegada, sabendo que não “precisamos” de nada. 
O distanciamento é uma qualidade de atenção: a intenção está no futuro, mas a atenção está no presente. Desde que nossa atenção esteja voltada para o presente, nossa intenção para o futuro se manifestará.
Mas como querer algo e, ainda assim, se distanciar desse objetivo? 
Segundo Chopra, a resposta está na sabedoria da incerteza. 
Nem sempre sabemos COMO conseguir algo, mas todos os dias podemos fazer o nosso melhor no presente, mantendo a intenção para o futuro. 
Agindo assim, às vezes temos um insight, um momento de inspiração que permite manifestar em nossa vida aquilo que queremos. 

A incerteza é um estado temporário, enquanto aguardamos (dando o nosso melhor) até que a solução apareça.

7. Lei do Propósito de Vida
“Todos têm um propósito na vida. Um dom único e especial para dar aos outros. E quando misturamos este talento com o serviço aos outros, experimentamos o êxtase de nosso próprio espírito, o que é objetivo final de todos os objetivos”. 

Dharma é o nosso destino único, nosso lugar no plano cósmico. 
Cada pessoa que nasce no planeta Terra tem um motivo específico para estar aqui. 
O Dharma vai além de buscar um trabalho que amamos. O Dharma começa com uma expansão de consciência, com o alinhamento com o nosso verdadeiro Eu.

Dharma, em sânscrito, vem do verbo “sustentar”. 
Quando estamos alinhados com o nosso propósito de vida, o Universo nos sustenta e apoia, assim como nós sustentamos e apoiamos o Universo. 

Cada um de nós tem uma essência. 
Se conseguirmos expressar essa nossa essência em cada momento de nossa vida, estaremos alinhados com a Lei do Dharma. E, consequentemente, todas as seis leis anteriores se encaixam. 

O Dharma começa com a descoberta do nosso verdadeiro eu. 
A partir daí, podemos expressar nossos talentos únicos e especiais. 
E, finalmente, podemos usar nosso dom para servir a humanidade.



"O mundo lá fora 
não vai mudar 
antes que 
o mundo de dentro mude. "
 Deepak Chopra






O autor do livro, parte da premissa de que qualquer coisa que desejamos pode ser criada, pois as mesmas leis que a natureza utiliza para criar uma galáxia, um planeta, um corpo humano, podem realizar nossos desejos mais profundos. 

Sugere que nos concentremos numa lei a cada dia da semana, conforme apresentado abaixo:

DOMINGO – Lei da Potencialidade Pura
- Reserve um momento do dia para ficar só e fazer uma meditação silenciosa
- Reserve um período do dia para comungar com a natureza
- Pratique diariamente o preceito: “Hoje não julgarei nada”

SEGUNDA-FEIRA – Lei da Doação
- Ofereça sempre algo às pessoas com quem tiver contato (bênção)
- Agradeça as dádivas oferecidas pela vida, como a beleza da natureza e tenha abertura para continuar recebendo-as. 
- Deseje em silêncio, toda vez que entrar em contato com alguém, que tenha uma vida próspera e feliz.

TERÇA-FEIRA – Lei do Karma
- Observe sempre as escolhas que vai fazer e se pergunte: Quais serão as consequências dela para mim e para os outros?
- Peça orientação ao seu “coração” ele é muito intuitivo

QUARTA-FEIRA – Lei do Mínimo Esforço
- Aceite pessoas e factos como se manifestarem
- Não se volte contra o Universo lutando contra o presente
- Seja responsável pelas situações e não culpe ninguém
- Desista de impor a sua opinião aos outros
- Tenha abertura a todos os pontos de vista e não se prenda a nenhum

QUINTA-FEIRA – Lei da Intenção e do Desejo
- Faça uma lista de todos os seus desejos. Olhe para ela antes de meditar e, também, antes de dormir e ao acordar
- Liberte a lista de seus desejos no plano cósmico, que tem desígnios maiores para você do que possa conceber
- Confie
- Esteja consciente do momento presente

SEXTA-FEIRA – Lei do Desapego
- Comprometa-se com o desapego
- Dê a si próprio e aos outros a liberdade de ser o que é
- Participe de tudo, mas com envolvimento distanciado
- Saiba que, estando disponível para aceitar a incerteza, a solução virá do próprio problema
- Tenha abertura para uma infinidade de escolhas, experimentando toda a magia, mistério e aventura da vida

SÁBADO – Lei do Dharma e do Propósito de Vida
- Nutra, com amor, a divindade que habita em você
- Tenha consciência da atemporalidade, do ser eterno
- Faça uma lista de seus talentos únicos e do que adora fazer, e saiba que, quando os põe a serviço da humanidade, cria abundância na sua vida e na de outras pessoas.
Pergunte-se diariamente: “como posso servir?




                                



          
                            







sábado, 23 de outubro de 2021

17 Signs You’re An Old Soul Stuck in the 21st Century

 






There is a special kind of person 
in our world who finds herself 
alone and isolated, 
almost since birth.


Her solitary existence isn’t from a preference or an antisocial temperament – she is simply old.  Old in heart, old in mind, and old in soul, this person is an old soul who finds her outlook on life vastly different and more matured than those around her.  As a result, the old soul lives her life internally, walking her own solitary path while the rest around her flock to follow another.  

Perhaps you’ve experienced this in your own life, or have witnessed it in another person?  
If so, this book is dedicated to you, in hopes that you will come to define yourself or understand another better.

What is an Old Soul?
An Old Soul is a person who feels much older than their age reflects. This feeling is often accompanied by the gift of empathy, high intelligence, intuition, and keen insight into the human condition.

Old Souls are often outsiders looking in, they feel as though they don’t “belong” in this world, or this period of time. As a result, most Old Souls long for a sense of true meaning, purpose and inner fulfillment that money, power, and success can’t achieve. This longing is often described as the thirst to “return back home.”

There are two major types of Old Souls: those that are born with the sensation of being “different,” and those who “grow into” becoming Old Souls through the process of spiritual awakening. 


17 Signs You’re An Old Soul

1#   You tend to be a lone wolf
Because Old Souls are disinterested in the pursuits and interests of the people in their age groups, they find it dissatisfying to make friends with people they find hard to relate to. This sense of alienation is one of the major problems Old Souls experience.  The result is that Old Souls tend to find themselves alone a lot of the time. They struggle to connect deeply with others because most other people don’t have the same interests or values as them.

2#   You love knowledge, wisdom, and truth
This might seem a little highbrow, but the Old Soul finds herself naturally gravitating towards the intellectual side of life.  Old Souls inherently understand that knowledge is power, wisdom is happiness, and truth is freedom, so why not seek after those things?  These pursuits are more meaningful to them than reading up on the latest gossip about the Kardashians or the latest football scores.

3#   You’re spiritually inclined
Old Souls tend to have sensitive and spiritual natures.  Experiencing a spiritual awakening, overcoming the confines of the ego, seeking enlightenment and self-realization, and fostering love and peace are often at the core of the Old Soul’s ultimate quest in life.  

4#   You understand the transience of life
Old Souls are frequently plagued with reminders of their own mortality and that of everything and everyone around them. In fact, it’s not uncommon for the old soul to have multiple existential crises throughout life, especially during difficult situations that highlight the impermanence of existence. Being very perceptive and sensitive toward the reality of death, old souls choose to live their lives differently. Every decision counts.

5#   You’re thoughtful and introspective
Old Souls tend to think a lot … about everything. It’s crucial for an old soul to get enough space and time to reflect, introspect, and develop more self-awareness. This natural tendency toward rumination helps them to quickly learn from their actions and understand the people and environments around them. Many Old Souls practice a natural form of shadow work in which they are constantly reflecting on how they could do better, prevent their issues from getting bigger, and create more inner harmony.

6#   You see the bigger picture
Old Souls dislike getting lost in the superficial details of gaining useless degrees, job promotions, social prestige, and better iPhones. Instead, Old Souls prefer to look at life from a birds-eye perspective, striving to find the wisest and most meaningful way of living and using their time. After all, life can end at any moment, so why waste time on trivial details?

7#   You aren’t materialistic
Wealth, status, fame, and the latest tech gadget … Old Souls take little interest in these things.  After all, what’s the point of seeking these socially paraded goals if they can easily be taken away? What’s the point if the fulfillment isn’t long-lasting or soul-enriching?  

8#   You were a strange, socially maladaptive kid
This is not always the case, but many Old Souls exhibit odd signs of maturity at young ages.  Often, these children are labeled as being “precocious,” “introverted,” or “rebellious,” failing to fit into the mainstream behaviors. Usually, these children are extremely inquisitive and intelligent, seeing the purposelessness of many things their teachers, parents, and peers say and do, and either passively or aggressively resist them. If you can talk to your child like s/he’s an adult – you’ve probably got an Old Soul on your hands.

9#   You’ve undergone an existential crisis
It’s common for Old Souls to ask deep and penetrating questions about life in their search for love, truth, and freedom. This quest to live a meaningful existence inevitably means that they will, sooner or later, experience an existential crisis. An existential crisis is what happens when a person starts to see through the lies and delusions within society. They may wonder what life is really about, whether they have a true purpose, and start to think about the human condition more. Is life just a product of chance? What’s the point of everything I’ve done? What is all this about, anyway? These are the types of questions Old Souls ask during the existential crisis.

10# You see life through a poetic/contemplative lens
Old Souls take time to enjoy life – they see things that others don’t see. Take nature for example: an Old Soul will enjoy the way the wind dances through the trees – while someone else may just walk straight by, disinterested or blind to the simple beauty before them. Old Souls also take time to contemplate life. The smile and laughter of a child is something to stop and savor. The striking beauty of a piece of art is something to ponder. The words of a great writer are something to meditate on. There is so much in life to stop, appreciate, and reflect on.

11# You tend to overthink everything
While Old Souls are contemplative types of people, this can also prove to be a painful and challenging quality. For instance, most Old Souls struggle with the curse of overthinking practically everything. Choosing from a menu at a cafe, for example, can be a strangely painstaking experience. (There are so many options! Which is the right one? What would taste the best? What is the most ethical? What is the best value for money? What is right for this time of the day? etc.) Social situations are no better, which leads to the next point …

12# You struggle with anxiety in social situations
Put the tendency to overthink everything alongside conscientiousness and strong empathy, and you have a recipe for social anxiety. Throw in a little bit of eccentricity (i.e., not sharing the same interests as most people) and we have an unavoidable tendency towards lingering social discomfort. Although many Old Souls are confident, calm, and self-possessed people, social situations are complex and tiring. There are so many elements to consider (fragile egos, etiquette, boundaries, reciprocity, unspoken but obvious insecurities, etc.) that they often prefer just being left by themselves. With that being said, when Old Souls do find someone they connect with or find interesting, they tend to form strong and intense connections quite quickly. It’s one of the greatest joys of life to find fellow kindred spirits.

13# You easily fall into the role of advisor or counselor
People flock to Old Souls for advice like a moth drawn to a flame. Attracted to their level-headedness and wisdom, it’s common for family members, friends, and workplaces to naturally position the Old Soul as advice-giver. While most Old Souls don’t mind this, it’s common for them to feel inundated and overwhelmed by the magnitude of other’s problems. Even so, Old Souls enjoy helping others. It’s more of a pleasure (than a burden) to give guidance to those in need.

14# You enjoy the company of those much older than you
Old Souls tend to make friends with older folks way more often than younger people (including those of the same age). There is something so down-to-earth, engaging, and layered about those who have been around much longer than the rest. Besides, it’s comforting being around those whose external energy matches the Old Soul’s internal energy. There’s something compatible there. No need to go running around like a headless chicken to parties, concerts, and what have you. Instead, Old Souls can enjoy sitting around a fire or lounging on the patio chairs, having a good old-fashion talk and exchanging stories.

15# You crave simplicity
In some areas of life, Old Souls respect and even like complexity. But overall, what most Old Souls crave deep down is simplicity. There is a certain purity, beauty, and Zen-like appeal in the simple life. Some Old Souls may find themselves drawn toward minimalism, while others may take a minimalistic attitude toward everyday responsibilities and other pursuits. The Old Soul’s thirst for simplicity is very much connected to their love of heart, soul, and essence. Whatever is true and worthy can easily be found in simplicity.

16# You’re attracted to all things vintage
While this might not be the case for all Old Souls, many find themselves drawn toward old music, old furniture, old architecture, old books, old clothing – really, anything old. Some Old Souls feel more at home in bygone eras (18th-century horse and carriage, 1920’s jazz, etc.), while others have an appreciation for even older cultures (e.g., shamanic and tribal periods).

17#   You just “feel” old inside
Throw away the ‘Old Soul’ label for a moment and focus on how you feel inside. How old would you be if you didn’t know how old you are? Those who realize that they feel much older than their age reflects are often Old Souls at heart.


Common feelings that 
accompany being an Old Soul 
usually include 
a feeling of world wariness, 
mental tiredness, 
inquisitiveness, 
watchful patience, and 
the sensation of being an 
“outsider looking in.”






Aletheia Luna
in, Old Souls: The Sages and Mystics of Our World



sexta-feira, 27 de novembro de 2020

Saber Viver

 




1. "Evite fazer observações sarcásticas.

2. Se entrar em uma briga, bata primeiro e bata com força.

3. Nunca ignore uma mão estendida.

4. Tenha um aperto de mão firme.

5. Escute o que as pessoas têm a dizer. Não interrompa, deixe-as falar.

6. Guarde segredos.

7. Empreste apenas os livros que você espera não ver novamente.

8. Seja corajoso. Mesmo se não for, ao menos finja ser. Ninguém consegue perceber a diferença.

9. Olhe nos olhos das pessoas.

10. Escolha o companheiro da sua vida com cuidado. A partir dessa decisão, virão 80% de toda a sua felicidade ou miséria.

11. Se a casa do seu vizinho está em chamas, a sua também está em perigo.

12. Nunca elogie a si mesmo, se houver elogios, que venham dos outros.

13. Seja um bom vencedor.

14. Solte-se. Relaxe. Exceto por raros assuntos de vida ou morte, nada é tão grave como parece à primeira vista.

15. Quando aflito: respire fundo, assovie ou cantarole.

16. Dê às pessoas uma segunda chance, mas nunca uma terceira.

17. Cuidado ao queimar pontes. Você ficará surpreso quantas vezes precisará atravessar o mesmo rio.

18. Seja rápido em reconhecer aqueles que o ajudaram.

19. Guarde bem o nome das pessoas.

20. Assuma o controle da sua atitude. Não deixe que outra pessoa fale ou faça escolhas por você.

21. Visite amigos e parentes quando estiverem no hospital, você só precisa ficar alguns minutos.

22. A maior riqueza é a saúde.

23. Atenda o telefone com energia em sua voz.

24. Mantenha um bloco de anotações e um lápis em sua mesa de cabeceira. Idéias que valem milhões de reais normalmente surgem às 3 da manhã.

25. Mostre respeito por todos que trabalham para viver. Não importa o quão simples seja a profissão.

26. Vista-se adequadamente.

27. Elogie a refeição quando for hóspede na casa de alguém.

28. Não permita que o telefone interrompa momentos importantes. Ele está lá para sua conveniência, não para a de quem liga.

29. A menos que ela seja da sua família, sempre cumprimente uma mulher comprometida com um leve aperto de mão.

30. Não se demore onde você não é bem recebido.

31. Todo mundo “gosta” de ver você crescer, isso, até você começar a superá-los.

32. A inveja de um amigo é pior que o ódio de um inimigo. ⠀

33. Cuidado com as pessoas que não têm nada a perder. ⠀

34. Nunca pegue o que não é seu. Conquiste.

35. Se a bagunça é sua, limpe você mesmo. Termine o que começou. ⠀

36. Lembre-se de que 70% do sucesso em qualquer área se baseia na capacidade de lidar com pessoas. ⠀

37. Defenda os menores. Proteja os indefesos. ⠀

38. Não espere que a vida seja justa com você. ⠀

39. Ouça os mais velhos.

40. Jamais se esqueça de onde veio e lembre-se diariamente onde quer chegar."


Autor Desconhecido



quarta-feira, 4 de abril de 2018

10 Erros Espirituais


John Dykstra






Ninguém nunca me disse que a espiritualidade poderia ser uma armadilha de autosabotagem do ego.

Eu passei três anos lendo sobre ensinamentos espirituais e os incorporando em minha vida, antes de aprender que a espiritualidade tem um lado sombrio.

Naturalmente, fiquei surpreso. Eu me senti meio traído.


Como algo que parece ser tão puro pode ser prejudicial?

A resposta tem a ver com algo que os psicólogos chamam de escape espiritual.

No começo da década de 1980, o psicólogo John Welwood cunhou o termo “escape espiritual” para se referir ao uso de práticas espirituais e crenças para evitar o confronto com sentimentos desconfortáveis, feridas não resolvidas e necessidades emocionais e psicológicas fundamentais.

De acordo com o psicoterapeuta Robert Augustus Master, o escape espiritual faz nós nos retirarmos de nós mesmos e de outros, a nos esconder atrás de um tipo de máscara espiritual de crenças e práticas metafísicas.

Ele diz:
“Não apenas nos distancia da nossa dor e nossos problemas pessoais, mas também da nossa própria espiritualidade autêntica, nos prendendo em um limbo metafísico, uma zona de gentileza exagerada, bondade e superficialidade”.


Percepções dolorosas: meu próprio escape espiritual

No livro inovador de Robert Augustus Masters, “Spiritual Bypassing: When Spirituality Disconnects Us From What Really Matters”, ele escreve:

"Os aspectos do escape espiritual incluem desapego exagerado, anestesia emocional e repressão, excesso de ênfase no positivo, raivafobia, cegueira ou compaixão tolerante demais, limites fracos ou muito pobres, desenvolvimento desequilibrado (a inteligência cognitiva geralmente está bem à frente da inteligência emocional e moral), julgamento prejudicado sobre a negatividade ou o lado sombrio de alguém, desvalorização do pessoal em relação ao espiritual e a ilusão de ter alcançado um nível mais alto de ser."

Eu encontrei o conceito de escape espiritual pela primeira vez no trabalho de Masters. Embora eu estivesse relutante em admitir, eu imediatamente soube que, em algum nível, este conceito se aplicava a mim.

Conforme continuei refletindo sobre o escape espiritual, eu percebi cada vez mais aspectos inconscientes da espiritualidade, e percebi que eu estava, sem saber, colocando em prática vários deles em determinados momentos.

Embora dolorosas, essas foram algumas das percepções mais importantes que eu já tive.

Elas me ajudaram a parar de usar uma forma distorcida de “espiritualidade” como um levantador de ego e a começar e ter mais responsabilidade para direcionar minhas necessidades psicológicas e os problemas que surgem na minha vida.


Coisas “espirituais’ que as pessoas fazem e sabotam seu crescimento:

A melhor maneira de entender o escape espiritual é através de exemplos, então agora é hora de um pouco de “amor bruto”.

Eu irei descrever em detalhes dez tendências inconscientes específicas de pessoas espirituais.

Cuidado: algumas delas podem parecer muito familiares.

Lembre-se: Você não precisa ter vergonha de admitir que alguns itens desta lista se aplicam a você. Eu suspeito que alguns deles se aplicam a todos que já tiveram interesse em espiritualidade.

A maioria deles se aplicava a mim em determinado momento e, em alguns deles, eu ainda estou progredindo.

O objetivo aqui não é julgar, mas aumentar a autoconsciência para progredir em direção a uma espiritualidade mais honesta, capacitada e útil.

Vamos lá.

1. Participar de atividades “espirituais” para se sentir superior a outras pessoas.

Provavelmente este é o aspecto inconsciente mais universal da espiritualidade, que assume várias formas.

Algumas pessoas se sentem superiores porque leem Alan Watts. Ou vão para o trabalho de bicicleta. Ou abstêm-se de assistir TV. Ou consomem uma dieta vegetariana. Ou usam cristais. Ou visitam templos. Ou praticam yoga ou meditação. Ou usam drogas psicadélicas.

Perceba que eu não estou dizendo nada sobre o valor de participar destas atividades. Eu adoro Alan Watts e acho que a meditação é bastante benéfica.

O que estou dizendo é que é perigosamente fácil permitir que suas ideias e práticas espirituais se tornem uma armadilha do ego – acreditar que você é tão melhor e mais iluminado do que todo aquele “povo-gado”, porque você está fazendo todas essas coisas radicais.

Em última análise, esse tipo de atitude em direção à “espiritualidade” não é melhor que acreditar que você é melhor que todo mundo porque você é um Democrata ou um fã dos Lakers.

Essa disfunção, na verdade, inibe a espiritualidade genuína, fazendo nos focar em ser melhor que outras pessoas, ao invés de cultivar um senso de conexão com o cosmos, sentindo uma maravilha poética com a sublime grandeza da existência.


2. Usar “espiritualidade” como justificativa para o fracasso ao assumir a responsabilidade dos seus atos.

A essência deste ponto é que é muito fácil distorcer certos mantras ou ideias espirituais em justificativas para ser irresponsável e não confiável.

“É o que é.” ou “O universo já é perfeito.” ou “Tudo acontece por uma razão.” Tudo pode funcionar como excelentes justificativas para não fazer nada e nunca realmente examinar o comportamento de alguém.

Não estou comentando se as afirmações acima são verdadeiras ou não.

Só estou dizendo que, se você se atrasa constantemente para compromissos, se frequentemente negligencia seus relacionamentos pessoais, se seus colegas de quarto não podem contar com você para pagar o aluguer, talvez você deva parar de dizer a si mesmo: “Tudo bem, cara, a realidade é uma ilusão mesmo”. E começar a se tornar alguém com quem outras pessoas possam contar.

Em uma via similar, é surpreendentemente fácil enganar a si mesmo ao pensar que toda vez que alguém tem um problema com o seu comportamento, é porque essa pessoa “não honra a minha verdade” ou “precisa crescer espiritualmente”.

É muito mais difícil de reconhecer os momentos nos quais agimos brutalmente, egoisticamente ou irrefletidamente e causamos sofrimento a outra pessoa.

É muito mais difícil admitir que estamos muito longe da perfeição e que o crescimento e o aprendizado são processos que nunca acabam.


3. Adotar novos hobbies, interesses e crenças simplesmente porque são a última mania “espiritual”.

Seres humanos querem se encaixar em algum lugar. Nós temos profunda necessidade de sentir que fazemos parte de algo.

E formamos grupos de todos os tipos para satisfazer esta necessidade. Espiritualidade é uma área de interesse onde as pessoas formam todos os tipos de grupos.

Potencialmente, isso é ótimo, mas também tem um aspecto inconsciente.

Para muitas pessoas, “espiritualidade” é um pouco mais do que uma coisa hippie que muitas pessoas parecem se importar.

Essas pessoas têm a ideia de que querem entrar nesse movimento espiritual, então começam a praticar yoga, usar artigos da Nova Era, ir a festivais de música, beber ayahuasca, etc, e dizem para si mesmos que essas coisas os fazem “espirituais”.

Esses “encenadores espirituais” atenuam a importância do aprofundamento espiritual genuíno, da contemplação, da experiência e da percepção.

Eles também, na minha experiência, tendem a ser pessoas “espirituais” que usam a “espiritualidade” como motivo para se sentirem superiores aos outros.


4. Julgar outras pessoas por expressar raiva ou outras emoções fortes, mesmo quando necessário.

Este foi um dos primeiros padrões que eu percebi em mim após ser apresentado ao escape espiritual.

Eu percebi que quando pessoas ficavam chateadas ou bravas comigo, minha reação era dizer coisas como: “Ficar nervoso não resolve nada” ou “Eu acho que poderíamos ter menos problemas se pudermos permanecer calmos”.

Internamente, eu silenciosamente julgaria a outra pessoa, pensando: “Se ela fosse mais iluminada, poderíamos evitar esse drama”.

Em muitas situações, essa era a minha maneira de evitar problemas profundos que precisavam ser direcionados.

Quando você se interessa pela espiritualidade, uma das primeiras citações que você encontra provavelmente é: “guardar a raiva é como segurar um carvão em brasa com a intenção de atirá-lo em alguém; é você que acaba se queimando.”

Esta citação é comumente atribuída de forma errónea à Buda, embora na verdade seja uma interpretação de uma declaração feita por Budagosa no século V.

O ponto subtil desta citação é que nós não devemos guardar a raiva; nós devemos senti-la, expressá-la se necessário, e então deixá-la para trás.

Porém, é muito comum para um leigo assumir que isso significa que raiva, em qualquer forma, é um sinal de que a pessoa não é sábia nem espiritual. Isso não é verdade.

A raiva é uma emoção humana natural e uma reação perfeitamente justificada em várias situações. Com frequência, a raiva é um indicador de que há sérios problemas que precisam ser ponderados por alguém ou seus relacionamentos.

Ironicamente, muitas pessoas espirituais reprimem todas as emoções “não-espirituais” e artificialmente elevam emoções/traços “espirituais” como compaixão, bondade e equanimidade. Isso leva à falsidade.

A pessoa tem dificuldades de constantemente se apresentar como calma, gentil, legal e em um estado de paz perpétua, e acaba parecendo como uma fraude.


5. Usar “espiritualidade” como justificativa para uso excessivo de drogas.

Muitas pessoas, inclusive eu, acreditam que drogas psicadélicas podem causar experiências místicas e elevar a espiritualidade.

Até aí tudo bem, mas algumas pessoas levam essa percepção longe demais, usando-a como uma forma de racionalizar padrões autodestrutivos de uso de drogas e para cegar a si mesmas para o lado sombrio de várias substâncias.

Nos casos mais extremos, pessoas “espirituais” acabam “realizando cerimónias de cannabis” durante todo o seu período acordado; usando drogas psicadélicas com muita frequência ou em contextos inapropriados; e negando completamente que estas substâncias têm qualquer efeito negativo.

Agora, a HighExistence tende a ser pró-psicadélicos, mas deixe-me ser direto com você: drogas psicadélicas, incluindo cannabis, definitivamente possuem um lado sombrio.

Se você é irresponsável ou simplesmente sem sorte, drogas psicodélicas mais fortes como LSD ou cogumelos de psilocibina podem ocasionar experiências traumáticas com ramificações negativas de longo prazo.

E cannabis, uma droga psicadélica leve, é uma formadora de hábitos de uso de drogas sedutora, que subtilmente deixará sua mente nebulosa e corroerá sua motivação, caso consuma muito ou com muita frequência.

Respeite as substâncias e use-as com sabedoria.


6. Enfatizar demais a “positividade” para evitar olhar para os problemas em suas vidas e no mundo.

“Apenas seja positivo!” é frequentemente empregado como um mecanismo de desvio pelas pessoas “espirituais”, que preferem não fazer o trabalho difícil de confrontar seus problemas internos, feridas e bagagem, sem falar dos problemas do mundo.

O movimento de “positividade” explodiu na cultura ocidental nos últimos anos.

A Internet está transbordando de memes e artigos aparentemente infinitos, repetindo as mesmas mensagens vazias: “Pense coisas positivas!” “Apenas seja positivo!” “Não se concentre no negativo!”

Embora certamente haja valor em cultivar a gratidão pelas várias maravilhas da experiência humana, esse movimento parece negligenciar algo crítico: os aspectos mais obscuros da vida não desaparecem simplesmente porque são ignorados.

Na verdade, muitos problemas em nossas vidas particulares e na escala global parecem apenas piorar ou ficar ainda mais complexos quando são ignorados.

Da mesma forma que pareceria absurdo dizer a um viciado em heroína a frase “apenas pense positivo!” como uma solução para o seu problema, é absurdo acreditar que pensamento positivo oferece algum tipo de solução para grandes problemas globais como mudança climática, pobreza, agricultura industrial e riscos existenciais.

Isso não quer dizer que devemos carregar os problemas do mundo em nossos ombros e nos sentir mal sobre eles o tempo todo. É saudável reconhecer e se sentir optimista sobre o fato de que de várias maneiras importantes, o mundo está melhorando.

Porém, precisamos equilibrar esse optimismo com a disposição de confrontar problemas reais em nossas vidas particulares, nossas comunidades, nosso mundo.


7. Reprimir emoções desagradáveis que não se encaixam na narrativa “espiritual”.

“Sem chance, é impossível que eu fique deprimido, ou solitário, ou com medo, ou ansioso. Eu amo a vida demais e sou muito [Zen / sábio / iluminado] para permitir que isso aconteça.”

Eu me deparei com esse problema quando me mudei para a Coreia do Sul para ser um professor de inglês durante um ano.


Eu pensei que tinha cultivado uma tranquilidade imperturbável, uma capacidade de Lao Tzu para apenas “seguir o fluxo” e flutuar, como uma bóia, em cima das idas e vindas das ondas do destino.

Então eu vivenciei choque cultural, solidão arrebatadora e uma aguda saudade de casa, e tive que admitir para mim mesmo que, no final das contas, eu não era um tipo de Mestre Zen.

Ou ainda, eu tive que perceber que a capacidade de “seguir o fluxo” e aceitar que o que está acontecendo é eternamente valiosa, mas que às vezes isso significará aceitar que você se sente como uma pilha de merda.

É fácil iludir-se e acreditar que a espiritualidade irá fazê-lo se sentir nas nuvens, mas na prática, não é assim que funciona.

A vida ainda é cheia de sofrimentos e, para realmente crescer e aprender com nossas experiências, precisamos ser honestos com nós mesmos sobre o que estamos sentindo e deixar que isso aconteça totalmente.

No meu caso, meu desejo de ser sempre “Zen”, de “seguir o fluxo” e de projetar uma imagem de paz interior para mim e para outros me impediu de ver a verdade sobre várias situações/experiências e de assumir a responsabilidade para lidar com elas.


8. Sentir profunda aversão e auto-aversão quando confrontado com seu lado sombrio.

Eu percebi isso em mim muito rápido, após aprender sobre escape espiritual.

Eu vi que minha imagem narcisista de mim mesmo como uma pessoa sábia, que alcançou realizações “mais altas”, estava causando uma quantidade ridícula de dissonância cognitiva.

Eu me julguei com sabedoria e senti uma colossal e esmagadora culpa por decisões menos do que virtuosas.

Quando você se interessa pela espiritualidade, é fácil idolatrar pessoas como Buda ou Dalai Lama e acreditar que essas pessoas são seres humanos perfeitos que sempre agem com total consciência e compaixão. Na verdade, isso certamente não é o caso.

Mesmo que seja verdade que alguns humanos atingem um nível de percepção em que fazem a “ação correta” em todas as circunstâncias, precisamos reconhecer que tal coisa é reservada para poucos.

Pessoalmente, eu suspeito que isso não existe.

Na verdade, todos somos humanos, e todos vamos cometer erros. O jogo está contra nós.

É praticamente impossível viver até mesmo algumas semanas de vida humana adulta sem cometer alguns erros, muito menos os menores. Ao longo dos anos, haverá grandes erros. Acontece com todos nós, e não tem problema. Perdoe-se.

Tudo o que você pode fazer é aprender com seus erros e se esforçar para fazer melhor no futuro.

Paradoxalmente, a lição aparentemente espiritual de auto-perdão pode ser especialmente difícil de interiorizar para pessoas interessadas em espiritualidade.

Os ensinamentos espirituais podem deixar uma pessoa com ideais estratosfericamente altos, que resultam em uma culpa imensa e uma aversão a si mesmo quando não é capaz de corresponder a eles.

Esta é uma das principais razões pelas quais é tão comum que as pessoas espirituais desviem a responsabilidade – porque ser honesto sobre suas falhas seria muito doloroso.

Ironicamente, devemos ser honestos com nós mesmos com relação aos nossos erros, a fim de aprender com eles, crescer e nos tornamos versões mais autoconscientes e compassivas de nós mesmos.

Lembre-se: Você é somente um ser humano. Tudo bem cometer erros. Sério, está tudo bem.

Mas admita para si mesmo quando cometer um erro e aprenda com ele.


9. Encontrar-se em situações ruins devido à excessiva tolerância e uma recusa a distinguir pessoas.

Este sou eu, 100%. Durante muito tempo, levei muito a sério a ideia de que todo ser humano merece compaixão e bondade.

Eu não discordo dessa ideia hoje em dia, mas percebi que existem inúmeras situações em que outras considerações devem temporariamente anular meu desejo de tratar todos os outros seres humanos com compaixão.

Em vários países, eu me encontrei em situações de risco de morte porque confiava demais nas pessoas, eu não sabia ou era gentil com pessoas que eu deveria ter reconhecido suas características obscuras.

Por sorte, eu nunca me machuquei nessas situações, mas eu já fui roubado e enganado várias vezes.

Em todos os casos, eu queria acreditar que as pessoas com quem eu estava interagindo eram “boas” pessoas de coração e me tratariam bem se eu assim o fizesse.

Essa linha de pensamento era terrivelmente ingénua, e eu ainda estou tentando me recondicionar para entender que em certos contextos, ser bonzinho não é a resposta.

O fato triste é que, embora você possa estar isolado disso, a luta pela sobrevivência ainda é muito real para um grande número de pessoas neste planeta.

Muitas pessoas cresceram na pobreza, cercadas por crime, e aprenderam que a única maneira de sobreviver é se aproveitando da fraqueza.

A maioria das pessoas em todo o mundo parece não ter essa mentalidade, mas se você se encontra em uma cidade ou país em que a pobreza é bastante presente, você deve tomar certas precauções, coisas básicas, como:


  1. Não ande em nenhum lugar sozinho após escurecer;
  2. Tente ficar longe de áreas abandonadas;
  3. Não pare para interagir com pessoas que tentam vender coisas para você;
  4. Faça distinções entre pessoas; deixe-se saber que não há problema em confiar no mecanismo de correspondência de padrões altamente evoluído do seu cérebro, quando ele diz que alguém parece drogado, perturbado, desesperado ou perigoso.


10. Querer tanto que várias práticas “espirituais” estejam corretas ao ponto de ignorar completamente a ciência.

Há uma linha bastante anti-científica numa grande parte da comunidade espiritual, e eu acho isso uma vergonha.

Me parece que muitas pessoas espirituais se tornam hostis em relação à ciência, porque certas crenças e práticas que consideram valiosas são consideradas não comprovadas ou pseudocientíficas dentro da comunidade científica.

Se uma crença ou prática não é comprovada ou considerada pseudocientífica, isso significa apenas que ainda não conseguimos confirmar sua validade através de experimentos repetitivos em um laboratório.

Não significa que não é verdade ou que não é valioso.

O método científico é uma das melhores ferramentas que temos para entender a mecânica do universo observável; nos permitiu descobrir a verdade profunda da evolução biológica, observar os confins do espaço, prolongar a nossa vida por décadas e caminhar na lua, entre outras coisas.

Descartá-lo totalmente é perder uma das nossas lentes mais poderosas para entender a realidade.

Como Carl Sagan memoravelmente colocou:

"A ciência não é apenas compatível com a espiritualidade; é uma fonte profunda de espiritualidade. Quando reconhecemos nosso lugar em uma imensidade de anos-luz e na passagem dos tempos, quando percebemos a complexidade, a beleza e a subtileza da vida, então esse sentimento crescente, essa sensação de exaltação e humildade combinada, é certamente espiritual."

“Assim como nossas emoções na presença de uma grande arte, música ou literatura, ou de atos exemplares de coragem altruísta, como os de Mohandas Gandhi ou Martin Luther King Jr.”

“A noção de que a ciência e a espiritualidade são, de algum modo, mutuamente exclusivas, é um desserviço para ambas.”


Bónus: Deixar de lado o sucesso material por causa da crença de que dinheiro e capitalismo são malvados.

Muitas pessoas “espirituais” sabotam suas próprias capacidades de serem bem-sucedidas materialmente. Isso porque elas parecem ser alérgicas à riqueza, associando dinheiro com ganância, impureza e malevolência generalizada.

O capitalismo é visto como uma engrenagem de desigualdade e corrupção que deve ser desmantelada.

Eu costumava ter uma versão desta visão, então eu percebi o quanto ela é sedutora.

Se você é atraído pela espiritualidade, é natural desprezar o “materialismo”. Porém, na verdade, esta narrativa é muito simplista. A verdade sobre o capitalismo é complexa.

Sim, o capitalismo tem algumas desvantagens muito reais, mas, em muitos aspectos, o capitalismo tem sido uma força tremenda para o bem, estimulando a inovação maciça e tirando biliões de pessoas da pobreza globalmente.

Em 1820, 94% das pessoas na Terra viviam na extrema pobreza. Em 2015, este número caiu para meros 9,6%, muito graças ao crescimento económico catalisado pelo capitalismo.

Além disso, deixe-me ser direto com você novamente: não há nada de errado ao querer ganhar dinheiro. O dinheiro é uma ferramenta incrível.

Bilionários como Elon Musk e Bill Gates, que estão usando suas riquezas para ajudar o mundo de importantes maneiras, provam que o dinheiro pode ser usado para o bem ou para o mal.

Considere também os 139 bilionários e centenas de milionários que se comprometeram a doar um total de 732 biliões de dólares para causas de caridade em suas vidas.

Na verdade, precisamos de pessoas mais compassivas para obter riqueza substancial, para que possam usá-la de forma eficaz e altruísta para melhorar o mundo.

Para esclarecer, eu sou a favor de regular/aperfeiçoar o capitalismo para fazê-lo funcionar para todos do planeta.

Por exemplo, eu acho que precisam haver regulações para proteger o meio ambiente, para prevenir abusos como grupos de interesse e captura regulatória.

Principalmente, sou a favor de um sistema económico que incentive a inovação e o empreendedorismo, ao mesmo tempo que seja sustentável e atenda às necessidades básicas de todos.

Não tenho a certeza da melhor maneira de atingir esses objetivos elevados, mas nossas formas atuais de capitalismo estão fazendo um trabalho melhor do que muitas pessoas parecem pensar, dada a imensidão do desafio.

Eu sou totalmente a favor de um trabalho metódico e baseado em dados para aperfeiçoar e melhorar nossos sistemas económicos, mas vamos ter certeza de perceber e reconhecer todas as coisas que o capitalismo realmente faz antes de descartá-lo.



Todos estamos aprendendo…

Eu acho que, para que os vários movimentos espirituais globais interligados sejam maximamente impactantes e úteis, eles precisam abordar seus aspectos inconscientes.

Neste ensaio, tentei iluminar alguns dos pontos cegos que parecem prevalecer na comunidade espiritual. Como eu disse, a maioria dos itens que discuti serviram para mim em um ponto ou outro.

É decididamente fácil cair em algumas das armadilhas da espiritualidade e abrigar várias crenças e comportamentos limitantes, ao mesmo tempo em que se sente como se alcançasse um nível “mais alto” de ser.

A lição aqui é que o crescimento e o aprendizado são processos intermináveis. Se você acha que não tem mais nada para aprender, provavelmente está se sabotando de várias maneiras.

Pode ser profundamente difícil admitir que por um longo tempo a pessoa estava errada ou mal orientada, mas a alternativa é muito pior.

A alternativa é uma espécie de morte espiritual e intelectual – um estado de estagnação perpétua em que a pessoa se ilude sem parar, pensando que tem todas as respostas, que alcançou a Forma Final.

Em um mundo que muda rapidamente, a aprendizagem contínua é de suma importância.

No máximo, a espiritualidade é uma força que pode ajudar a humanidade a perceber nossa identidade comum como seres conscientes, ganhar consciência ecológica, sentir-se conectado ao nosso cosmos e abordar as questões mais prementes do nosso tempo com compaixão, engenhosidade, equanimidade e o que Einstein chamou uma “santa curiosidade”.

No máximo, a espiritualidade é uma força que nos impulsiona a um futuro mais harmonioso, cooperativo e sustentável.

Um brinde ao refinamento da nossa espiritualidade coletiva e co-criação de um mundo mais bonito.



Jordan Bates
in, High Existence