domingo, 12 de janeiro de 2025
Ninguém nos ensinou a...
De forjados princípios nos fomos criando grandes em tamanho e diminutos em poder e capacidades reais. Foram-nos passadas as bases sólidas para os passos futuros e, no cômputo geral, apreendemos o mais importante na mescla de princípios familiares, religiosos, sociais e quejandos.
Falaram-nos muito de pecados e nada de como se limpa isso, além de ninguém ter explicado o que é isso de pecado e porque é que o Carpinteiro falou em atirar pedras. Contaram-nos a história da outra face mas ninguém nos disse quando parar de a dar; bem como essa coisa de orgulho…e da ira divina…e dos infernos…e do bom nome…etc.
Chegamos a jovens adultos com uma pasta cheia de papelada com rabiscados princípios e ao entrarmos em contacto com a sociedade onde nos inserimos por labuta profissional e diárias deambulações, começamos a perceber que fomos enganados por alguém…ou por muitos alguéns.
Sim, claro, a teoria lê-se muito bem mas, no primeiro percalço percebemos que nos socorremos de uma mão cheia de nada…damos a face mais vezes que o bom senso dita, desviamo-nos constantemente das tais pedras do julgamento e o orgulho quebra-nos mais pernas que as quedas da bicicleta.
Ninguém nos ensinou a amar desalmadamente, sem perguntas nem questões, para que pudéssemos irradiar essa energia de tal forma forte que nunca conheceríamos o significado do julgamento, nem da necessidade de pensar em dar ou não as várias faces.
Ninguém nos disse que este caminho teria todo o tipo de pessoas e que poderíamos apenas atrair aquelas que achássemos necessárias para a nossa aprendizagem, bem como os mestres que nos ensinassem a recordar quem realmente somos.
Ninguém nos ensinou a olhar para além da flor que cresce no jardim, nem da árvore onde um dia se pendurou o nosso baloiço….olhar para a vida que ali contida nos pode reforçar e atenuar ânimos.
E, também, ninguém nos disse que um dia amaríamos com toda a nossa alma e isso nos faria bem se não carregássemos o medo da perda.
Esta falta de informação fez com que deambulássemos como principiantes em busca dos princípios de vida que realmente nos conduziram até aqui e, assim, acabámos por nos reinventar várias vezes, no entanto, fazendo as contas a tudo, até não foi mau porque acabámos por compilar um livrinho simples e fino com tudo o que é essencial.
Caminhamos com pouco peso...basta-nos o coração!
Alexandre Viegas
sábado, 16 de outubro de 2021
O momento da viragem…
É avassalador o momento em que percebemos que sempre esteve tudo perfeitamente organizado, por forma a que o melhor fizesse parte da nossa vida….não algo melhor, mas o melhor.
Vamos ao livro das memórias, entramos naquele capítulo que foi tão difícil e, agora à distância, percebemos as voltas que demos até que chegasse o momento da viragem…hoje compreendemos, mas na altura não. Porque estávamos demasiado enredados na energia criada pelo nosso medo, frustração, raiva e muito cansaço emocional…tudo isso criou uma nuvem espessa que não nos permitiu ver mais nada, nem mais além, do que a própria dor.
Mil voltas dá a vida e mais mil damos nós e, talvez pela tontura, não somos capazes de descortinar o que está mesmo à frente dos nossos olhos. Queremos ver soluções, mas só aquelas que concebemos, não as outras, as soluções que aguardam no campo das infinitas possibilidades para se manifestarem e que são sempre melhores que as nossas.
Possivelmente já aprendemos essa lição, mas se isso não tiver acontecido, que haja sempre uma alma amiga que nos lembre que no meio do nosso volteio há um lugar de paragem, para respirarmos fundo e nos deitarmos em sono profundo para limpar todo o cansaço acumulado…e entregar, entregar por sabermos, mas sabermos mesmo, sentindo, que tudo está a ser tratado para nos ser entregue, tudo!
Está tudo bem à face da Terra, está tudo a ser tratado para cada um de nós e não sentimos já a curiosidade de levantar a ponta do pano para espreitar o que lá vem….confiamos que será aquilo que pedimos ou melhor que isso.
Planeámos os pormenores, criámos as circunstâncias e sabíamos que iríamos ter dificuldade em aprender mas o Amor colocado no planeamento criou várias saídas luminosas e uma dose de profunda fé para que um dia compreendêssemos…e compreendemos agora.
Abundância também é sorrir tranquilo no outro lado do túnel.
Alexandre Viegas
quarta-feira, 15 de setembro de 2021
Tenhamos Fé…
Tenhamos Fé…
Tenhamos Fé consciente. Tenhamos Fé na nossa capacidade de mudar as circunstâncias, de abrir os mares para passarmos incólumes.
- Tenhamos Fé na Inteligência Divina, pela forma como o cognoscível se revela mais do que os olhos vêem…pela obra sublime que nos sustenta.
- Tenhamos Fé por acreditarmos em nós mesmos como criadores de mundos, viajantes galácticos que trazem poeira de estrelas nas pontas dos dedos.
- Tenhamos Fé por sabermos que tudo isto é ilusão…mas nada é em vão.
Ou porque deixámos de sentir total conexão com o propósito individual, ou porque deixámos de nos interessar de sobremaneira com o que "deveria" nos interessar…muitos de nós sabem que estão um pouco alheados de tudo, mas vamos escondendo como podemos, esperando que algo mude…
Antes do grande salto há um hiato.
Sentimos as ondas de choque, o burburinho energético dos que se acotovelam, perdidos…sentimos a aproximação de uma grande mudança. No entanto, não será tão espampanante como se poderia pensar; será grandiosa para quem aprendeu a desapegar-se do trivial e mundano, dos conceitos que nos regeram durante séculos, das crenças que aceitámos como "certas".
Sentimos a pressão do "tempo", a tensão, as nuances nos padrões sociais/políticos/climáticos…e cósmicos.
"Morreremos" para tudo o que é velho e não nos acrescenta mais nada em felicidade, harmonia, paz e alegria, para renascermos, vindos de dentro de nós mesmos…mas novos, sem ideias feitas sobre o que já é perfeito, mas responsáveis pelo nosso passo.
Daqui até ao final do ano, teremos pela frente mais trabalho, veremos ressurgir, mais uma vez e outra, velhos padrões por desmontar e dissolver, medos por encarar, escolhas conscientes para fazer; e será mais musculado esse trabalho, porque não podemos deixar pontas soltas.
Temos galgado etapas em dias, não em anos, ou em vidas…em dias!
Honremos o desconhecido, tenhamos como uma Graça não "termos de" saber, porque nos habituámos a controlar os resultados de tudo, tornando tudo previsível, monótono, sem Vida e sem brilho…não temos de saber o resto do caminho, temos de o sentir, de deixar que a intuição nos guie, não a mente calculista.
Espera-nos a melhor parte do caminho, aquela em que nos encontramos libertos de tanto peso, livres para sermos quem somos, sem termos de olhar por cima do ombro, sem julgar nem ser julgado.
A linha do horizonte está aqui…lá longe coloca-a a mente, aqui coloca-a o coração. De tão ténue, esvai-se e perde o sentido…e é aí que percebemos que o infinito nos foi vedado e a linha do horizonte nos confinou.
É mais para além…muito mais para além, até de nós mesmos….sem medo da lonjura ou vastidão…sem medo de nada, porque tudo é Criação Divina, tudo é Consciência…e estamos todos bem.
Alexandre Viegas
terça-feira, 13 de novembro de 2018
................... cair a seco, num mundo irreconhecível
O problema da camisa apertada é que nos tolhe todo o tipo de movimentos…ou fazemos como o "Hulk", arquejando e insuflando os músculos para a rasgar…ou, simplesmente, a tiramos, com todo o ritual doce de quem chega a casa e se despe do indesejável para estar bem.
…e nós andamos a sentir a camisa apertada demais!
Andamos com um pé lá e outro cá, numa ginástica que nos vai reclamando mais sossego, mas este movimento é natural até acertarmos o nosso estado.
Sentimos o Universo a comunicar connosco, tanto de uma forma subtil como em flagrante sensação…sentimo-lo.
No entanto, há momentos em que é como se tivéssemos caído, a seco, num mundo irreconhecível e indigesto, colocando-nos nessa energia baça em que as sensações que eram comuns, em tempos, voltam a assaltar-nos…o que estou eu a fazer?....para que é tudo isto?....será que não se trata de um engodo mental?...e se….?
Temos de redefinir (novamente) algumas coisas.
Sabemos, por experiência, que há essa comunicação, no entanto parece só funcionar em certos momentos….sentimos o nosso campo energético? O que é que colocamos lá?
Se não tivermos isto bem sentido/integrado, continuaremos a colocar no nosso campo de comunicação, essa bolha de energia individual, todo o tipo de pensamentos contrários ao rumo que queremos tomar…e é cansativo, no mínimo!
Esse campo é a nossa central de comunicação com o Todo e o Universo responde ao que introduzimos nele, entrando na "conversa" com aquilo que chamamos sincronicidades.
Mas é necessário honrar essa comunicação, aceitá-la como natural e não como produto aleatório do nosso alinhamento.
Todos nós somos emissores/receptores, o grau de funcionamento do nosso "aparelho" depende, unicamente, de nós mesmos…dos filtros que colocamos, das interferências que permitimos e da nossa percepção sobre a nossa posição no meio de Tudo.
Sabendo isso, passamos a estar conscientes do que colocamos no nosso campo energético, embora saibamos, também, como é difícil em alguns momentos, corrigir o nosso padrão de pensamentos, o nosso estado interior de desalento…mas é nesses momentos que temos de ir buscar aquilo pelo qual sentimos gratidão, aumentar a nossa vibração da melhor maneira. É que, o simples facto de estarmos a fazer o nosso melhor e estarmos conscientes de que não estamos a contribuir com uma energia benéfica (para nós mesmos), já é um passo enorme a caminho da nossa tranquilidade, de um certo bem-estar de alma.
Nós estamos a ancorar a Consciência…é o nosso "trabalho"!
Andar a deambular sonâmbulos, por aí, já não é aceitável, nem nós nos sentimos bem com isso.
A cada momento Estamos!
A cada momento Somos!
…e se não estamos nem somos, temos de nos voltar a colocar lá!
Se não for agora…é quando?
Sabia-nos bem atirar tudo para as costas da ignorância e a nossa irresponsabilidade passava incólume no meio da confusão…sabia-nos bem, mas já não sabe, porque a partir do momento que nos tornamos conscientes de nós mesmos, só a Paz é real e nos interessa, só o Amor é real e nos move, só a compaixão é real e nos conforta.
Alexandre Viegas
domingo, 18 de junho de 2017
...........................por muito que olhemos, não vemos
Não é por não termos o suficiente à nossa volta para adquirirmos a informação necessária que nos permita descolar as pestanas…é porque por muito que olhemos, não vemos. E não vemos porque, apesar da chave já estar na fechadura, ainda não soou o “click”, por isso, até sentirmos o frémito daquela abertura, podemos continuar indefinidamente a olhar para a fechadura.
Na escola, papagueamos a tabuada, mas não sabemos o que estamos a dizer e só muito mais tarde percebemos que a multiplicação se obtém das várias somas, que a divisão não separa, apenas agrupa de forma igualitária e mesmo o que sobra é aproveitado…no entanto, foi preciso que desenvolvêssemos os nossos caminhos neuronais para que algo tão simples fosse compreendido, porque por muito que cantarolássemos a tabuada, a chave não rodava…não se ouvia o “click”.
Nestes tempo de inundação de informação só a nossa intuição nos pode ditar o que acolher e o que descartar e muitas vezes iremos descartar o que devíamos acolher…mas mesmo olhando, não vemos. Não ressoa em nós e não será à força que o fará.
Mantemos a personalidade alimentada de variadíssimas coisas, só com o receio de a perdermos.
Quanto menos persona mais Ser….porque por muito que olhemos, não veremos o porquê.
Da mesma forma que existem diversas formas de calçado para se fazer o caminho, também existem diversas formas de se chegar ao objectivo a que nos propusemos e podemos sempre lembrar-nos daqueles que descalços chegaram lá num instante, mas deixaram-nos legado….e nós olhamos e não vemos.
É calma a forma como chegou esta noite após um dia que viu umas gotículas minúsculas de chuva, tão pequeninas que pareciam poeirinhas húmidas…e o sol raiou para nos encantar com aqueles brilhos pelo ar. São os aguaceiros primaveris que nos visitam já!
Estamos preparados para o equinócio da Primavera que acontece amanhã, mesmo com as gotas que possam surgir, pois elas serão uma bênção para o trabalho que temos à nossa espera. Não será árduo, apenas intenso para quem quiser entregar-se a ele…podemos sempre treinar-nos a ver, para não nos ficarmos pelo olhar.
Alexandre Viegas
terça-feira, 13 de dezembro de 2016
O nosso sistema de crenças
Existe uma pergunta clássica que deve ser respondida com toda a sinceridade e para que isso aconteça temos de pensar bem, bem, no assunto, para irmos ao núcleo….que é a seguinte:
As perguntas mais básicas são por vezes as mais profundas, mas temos de ser muito sinceros ao darmos a resposta a nós mesmos.
Por vezes, o nosso sistema contém crenças que não são nossas…dizemos que cremos porque sempre ouvimos pronunciar aquela “verdade” e não pusemos em causa se de facto era nossa ou não.
Acreditamos porque os nossos pais acreditam ou acreditavam…e nós mesmos, acreditamos sem questionar?
A família é o nosso estágio para crescermos socialmente; ali somos confrontados com o melhor e o pior a todos os níveis, aprendemos um método, mas não o melhor ou o nosso próprio método de comportamento social, relacionamento humano, conduta moral, responsabilidade...um conjunto de leis que levaremos vida fora e nos conformará no mesmo padrão se…se não formos revendo o que nos serve como indivíduos, com um percurso próprio, uma aprendizagem pessoal.
Qualquer crença pode ser mudada.
A partir daí e sabendo o que gostaríamos de viver e ser, basta-nos esquadrinhar o nosso sistema em busca do que nos está a impedir e mudarmos. Porém, uma crença não é uma questão apenas de acreditar nisto ou naquilo…é uma certeza profunda, sentida como a nossa verdade e é esse sentimento que faz com que tudo o resto se coadune em ressonância.
A vida, é uma construção pessoal de circunstâncias, vivências, experiências, sentires…num ponto ou em mais que um, estaremos em comunhão com outras pessoas e assim a rede se vai estendendo, brilhando aqui e ali nas harmonias e sintonias…e tudo é vida!
Alexandre Viegas
sexta-feira, 2 de dezembro de 2016
Tiremos os nós ao fio corrido dos dias
Não será pela zanga e pelo bater o pé que sairemos do sítio do mal-estar, será sim pela calma com que admitimos que, naquele momento, não estamos a perceber o motivo e aguardamos. Não é fácil nem difícil, depende da forma como usarmos o nosso poder pessoal.
Nada é mais doce que as nossas mãos vazias em entrega... não em súplica, mas em entrega. Se no momento não temos capacidade para resolver isto ou aquilo, haverá quem saiba, neste plano ou noutro.
Tiremos os nós ao fio corrido dos dias, e o caminho torna-se mais fácil.
Alexandre Viegas
segunda-feira, 3 de outubro de 2016
Servir
Todos nós somos servidos, imensamente servidos, e no entanto esquecemos esse facto ao não servirmos, ou servirmos muito pouco.
Estar ao serviço já é uma honra…servir o próximo é estarmos a um passo do estado de Graça!
Verificamos que nas pequenas coisas, pequenos trabalhos em que servir faz parte do cargo, há muita infelicidade. Isto assim é porque se age em conformidade com o peso da sobrevivência e não pela leveza da prestação do serviço.
Servir alguém tráz sempre um acréscimo à nossa luz, mesmo que sejamos maltratados…porque há muitos que não sabem ser servidos, tomando tudo como seu reino de direito, olvidando que um dia poderão ter de pedir que os sirvam.
Tendo fome, a Natureza torna mais acessível o ramo que contém as maçãs melhores; tendo sede serve-nos dos seus melhores e puros recursos nas águas cristalinas dos regatos e nascentes; no frio o fogo, no verão as lagoas e o mar.
Tantas são as formas como podemos servir que há escolha para cada um.
Servimos quando seguramos a bicicleta para que a criança aprenda o equilíbrio; servimos quando damos uma mão a quem com custo sobe uma escada; servimos a família diariamente; servimos quando cantamos para que alguém se alegre…quando pegamos no nosso animal de estimação ao colo para que o curem…quando ouvimos quem tem urgência em falar.
Não são sacrifícios…é serviço.
Da mesma forma e na mesma medida que servimos, seremos servidos, porque isso é mais do que a lei do retorno…isso é a melodia da partilha.
Alexandre Viegas
segunda-feira, 27 de junho de 2016
Persistência...ou Teimosia
Metemos ombros à porta…empurramos com toda a força, esgotamo-nos, suamos…e ela não se move.
Esgotados, deixamo-nos cair em desânimo…mas nunca nos lembrámos de verificar para que lado abria a porta!
A persistência é uma coisa…a teimosia é outra!
Somos persistentes quando vamos batendo com os nós dos dedos em vários pontos da porta, para lhe escutar o oco.
Somos teimosos quando, depois de ter obtido um som abafado de resistência, continuamos a bater no mesmo ponto.
Vamos ajustando a nossa força à resistência que se nos opõe.
Não temos de ter uma guerra de titãs com a porta, porque perderemos imensa energia e não adiantaremos nada. Escutar, observar e actuar com determinação.
Quando menos esperarmos, a porta abre-se e, se o nosso esforço não tiver sido alicerçado na confiança…a queda é inevitável. E quem, pelo seu empenho e persistência abrir uma porta, abrirá qualquer uma.
Nem tudo tem de ser uma grande guerra, nem tudo tem de ser um grande drama…haja espírito, boa atitude e senso de humor.
Possa uma espera tornar-se curta, pela certeza de o resultado ser certo.
Alexandre Viegas
segunda-feira, 9 de maio de 2016
..............................deixemo-nos ir…
Estas portas surgem a qualquer momento e em qualquer circunstância porque não estão condicionadas ao tempo. É para irmos lá! Podem ser fugazes visitas ou caminhadas mais longas, mas quanto mais depressa o fizermos, mais sentido faz cada momento.
São camadas que vamos limpando de energias há muito estagnadas, mesmo que não percebamos isso, acaba por se tornar patente na forma como deixamos de ir buscar imagens de passados mal resolvidos. Muitos dos assuntos nem imaginávamos que estivessem arquivados…achávamos que apenas foi uma parte da nossa vida que passou, nada mais.
Mas tudo o que vivemos deixa uma impressão indelével na nossa energia e se tiver havido naquele momento, um desconforto ou dor emocional, então ficou lá e aparece agora para ser removido. Esta remoção nem sempre implica reviver o momento passado; por vezes, carece apenas da nossa atenção….sim, lembramos como foi aquele episódio e vemos agora o que sentimos então…chega isto.
Estamos a aprender uma nova forma de nos movermos…fluindo sem pontos cardeais, sem restrições. Nem é sentido como caótico, porque o caos só existe como conceito.
Podemos refilar à vontade, desde que estejamos conscientes de que o estamos a fazer!
Esse refilar é uma forma que temos de encontrar um fio por onde possamos seguir, mas tão logo nos tranquilizemos um pouco e tudo passa a fazer sentido. Quem nos assiste a partir de outras frequências não se preocupa com as nossas pantominices, apenas observa à espera do momento certo para nos dar os sinais, por isso, podemos refilar e esbracejar durante o tempo que quisermos, sem culpas….mas desde que estejamos conscientes de que o estamos a fazer!
Por cada assunto marcante que limpemos da nossa energia pessoal, mais o colectivo segue célere na sua evolução, porque estes pesos, enquanto individuais, ensombram a nossa ligação ao Todo, porque ensombram a nossa ligação a nós mesmos.
Estamos em viagem e a velocidade tem aumentado. Mantenhamos o nosso espírito de viajantes despreocupados, olhando para as maravilhas, brincando, passeando por aí no meio das gentes ou no meio dos nossos sonhos…o que interessa é estarmos conscientes. E se virmos alguém que quase adormece na viajem, uma cotovelada meiga pode fazer toda a diferença.
Às vezes ainda olhamos para trás…não porque queiramos voltar, mas porque nos apetece um descanso. Mas esse descanso pode estar mesmo aqui, só que de tanto virarmos o pescoço perdemos o vínculo com o que está à nossa frente.
O nosso barco é o coração que nos leva pela mansidão das águas…é a confiança que nos azula o céu sempre que quisermos, a esperança que nos mantém com o peito virado para a brisa morna…não é preciso mais que isto.
Alexandre Viegas
quarta-feira, 20 de abril de 2016
Podemos tudo?
Enquanto se povoa de nuvens o céu, há ainda muito espaço e muito tempo para que cheguemos onde queremos chegar, que é mansinha a chuva e os pingos são pequeninos…é para nos dar tempo de ir sem ser a correr.
E este tempo existe sempre em tudo para nos poupar a corrida, mas é a incoerência de quem diz que acredita e aceita, desatar em passos rápidos quando há tanto tempo ainda. Se acreditamos e aceitamos tudo se conjuga para que cheguemos enxutos e descansados.
Que se desatem os nós a nosso comando, porque temos capacidade para isso e muito mais. Vamos sendo empurrados devagar para o lugar que deveremos ocupar e temos de nos orientar por isso; não usamos as nossas capacidades nem o suficiente nem o bastante.
Acreditamos pouco que possamos transformar a água em vinho, remetendo para os outros essas capacidades que nos embalam mais do que nos cativam o interesse em aprender. Mas podemos sim, podemos tudo e ainda achamos que são fantasias ficcionadas.
Não nos lançamos sequer na experiência, na tentativa de fazer acontecer. Queremos regras, manuais, listas com os passos numerados…sentimo-nos perdidos quando nos encontramos a sós com o nosso próprio poder. Só na aflição nos lembramos que podemos fazer qualquer coisa e, normalmente, usamos o nosso poder para pedir ajuda aos Anjos, aos Mestres Ascensos, a qualquer Ser que consideremos mais poderoso que nós, esquecendo que são Eles os primeiros a alertarem-nos para a nossa própria luz.
A ciência acabou por chegar à mesma conclusão sobre o que os Mestres da antiguidade, cujos ensinamentos ecoam até hoje, diziam….sim podemos estar em mais do que um lugar ao mesmo tempo, sim podemos influenciar o estado de uma célula ou de um órgão, sim podemos interferir no desenrolar de um acontecimento distante…sim, sim, sim…podemos ser felizes por sermos nós, podemos ser abundantes e régios e sim podemos mudar o estado do mundo….desde que…..
E são as questões de permeio que não queremos resolver. Desde que estejamos de intenção pura, desde que estejamos em união energética com o Todo, desde que nos façamos só compaixão, só compreensão, só simplicidade e gentileza.
Desde que não tenhamos a mente cheia de dúvidas e o coração nublado por zangas.
Desde que saibamos que temos de assumir a responsabilidade dos nossos actos.
Desde que não interfiramos na vida dos outros sem pedir autorização.
Desde que sintamos em nós o Amor puro e sublime da Fonte Divina.
Podemos tudo?
Claro que podemos….até podemos fazer guerras durante milénios sem sequer saber a razão.
Alexandre Viegas
quinta-feira, 14 de abril de 2016
A Vontade
Acostumamo-nos à presença das coisas e atribuímos-lhes lugar vitalício, para que não nos falte a referência caso nos sintamos perdidos, mas no mar imenso por onde navegamos, a referência é a vontade…é ela que faz surgir ilhas no meio de nada, desenha horizontes mais prestes a acontecer.
Quando há vontade, mais do que meio está conseguido, porque essa energia faz-nos sorrir para o produto acabado antes dele se manifestar. Já o imaginamos, já o sentimos, já é tão certo para nós que nem pensamos em dúvidas. Esse é o poder que temos de manifestar! Não só pomos a nossa energia no campo das possibilidades como entramos lá e tocamos o imanifestado.
As crianças têm essa capacidade incólume, uma vez que nunca lhes ocorre sequer que as coisas não sejam assim e só pela interferência da falta de confiança dos adultos, é que começam a perdê-la.
Essa vontade não pode ser superficial; ela tem de ser tão viva quanto nós mesmos, plena de ânimo e completamente certa que o objectivo já está alcançado. E a certeza vem do coração, onde não há mácula, discórdias e medos. Fomos sendo impedidos de materializar pelas frases que fomos ouvindo, fazendo-nos crer que não podemos ter o que queremos mas nunca explicando o porquê.
A capacidade de materializar, aliada a outras capacidades que vamos começar a despertar, tiveram de ser diminuídas devido à falta de consciência que perdurava pela humanidade. Tal como a dinamite nas mãos de uma criança pode ser usado sem entender as consequências, também a raça humana tem de reaprender a ser consciente dos seus actos, gestos, palavras e movimentos.
Se neste momento pudéssemos todos voltar a ter a capacidade de controlar a materialidade das coisas, seria uma catástrofe, porque ainda há muitos de nós que não pesariam as consequências dos seus feitos e acabariam por interferir na vida dos outros, na organização das coisas, na complexa rede da existência.
Não significa que não possamos desenvolver essa e outras capacidades que nos são inerentes, apesar de adormecidas, significa sim é que temos de passar por muita tentativa e erro, até apaziguarmos essa necessidade de ser “dono” de tudo.
Devagar iremos acordar capacidades em nós que já estavam profundamente esquecidas, porém, teremos de mostrar respeito pela vida, verdadeiro amor ao próximo e consciência da conexão de tudo. Por sermos tão protegidos é que, por mais de uma vez, abusámos do nosso poder e pusemos em risco o plano da humanidade e o próprio planeta e isso não será mais permitido.
Cabe-nos agora mostrar que somos dignos de confiança, que aprendemos a amar a existência de tudo e que somos os protectores de Gaia. Só assim nos serão concedidas, de novo, as nossas capacidades de materializar, de influenciar o campo mórfico, usar o som de um modo que está há muito esquecido…e outras.
Mas é necessário saber que o poder nunca pode ser sobre ninguém, contra ninguém ou para influenciar quem quer que seja, não só porque nós somos o outro, mas porque pelo Amor desenvolvido pela vida, nunca mais nos passará pela cabeça (e muito menos, pelo coração) fazê-lo.
As nossas diferenças harmonizam-se para dar forma a um todo perfeito e na perfeição, um dia saberemos dizer em uníssono “que se faça a Luz”…..e a Luz far-se-á, bela e resplandecente de vida.
Até lá, vamos trabalhando com consciência.
Alexandre Viegas
quarta-feira, 23 de março de 2016
.....................um EU que não conhecíamos
As ondas são tão subtis e redondinhas que não batem na proa, apenas acariciam a barca que se faz lenta pelo mar adentro em tranquilidade, quando possível.
Entrámos num novo tempo…mais um.
Enquanto nos valemos nas coisas do dia-a-dia, planeadas de acordo com a nossa parte mais física, vamos encontrando pequenos tesouros pelo caminho. Descortinamos um “eu” que não conhecíamos bem e à medida que nos vamos despindo do personagem, arquejamos ainda quando nos apanhamos sozinhos com esse “eu”….um pouco desconfortáveis, por vezes, por verificarmos que não temos de usar as velhas técnicas, nem podemos porque elas não colam.
De um momento para o outro, foge-nos esse novo “eu” e ficamos agora inquietos no antigo lugar…já não é a mesma coisa, não nos traz a esperada paz do lugar seguro; aquilo que foi a nossa zona de conforto já em nada nos conforta.
E vamos oscilando assim, ora experimentando a velha “ordem” e não nos sentindo bem, ora experimentando a nova “ordem”…..e também não nos sentindo muito à vontade.
É assim mesmo! Vamo-nos adaptando aos poucos e, para sermos honestos, preferíamos ficar já com o novo “eu” e irmo-nos ajeitando até estarmos à vontade, mas acontece que ainda há programas para descartar no velho “eu”, associações de toda a espécie para largar e o trabalho é esse.
Quanto mais nos debruçarmos no que consistia o antigo “eu”, o que o formou, em que bases se ergueu, com que crenças cresceu, mais depressa encaixamos a vibração do novo “eu”.
Até lá, vamos passando por estes períodos de tristeza súbita, uma saudade de sabe-se lá o quê e com certeza que muitos juntam a isto alguns problemas abdominais, ansiedade, nervosismo que aparece e desaparece sem saber de onde veio e para onde foi….claro que podemos adicionar aqueles dias em que temos comichões por todo o lado, dores de cabeça que dão a impressão de termos anõezinhos dentro do crânio a empurrar as paredes do mesmo como que para ganhar espaço…e vamos tendo paciência para tudo isto, ou melhor, vamos fazendo os possíveis para ter paciência para tudo isto.
Há uma faixa grande de pessoas que vão observando com desconfiança toda esta verdadeira convulsão, negando que estejam a passar pelo mesmo. Não há qualquer problema com isso, uma vez que todos estamos sujeitos à mesma energia que vai chegando ao planeta, tal como a luz do sol que brilha para os que vêm e para os que não a vêm….mas sentem!
Amanhã temos uma Lua Cheia para nos abrir caminho para aquilo a que muitos celebram como a Páscoa.
Entrámos num novo tempo….mais um, e este tempo de Páscoa, tirando os coelhos que põem ovos, será excepcionalmente rica em energia. Não é uma energia nova, é algo que já conhecemos mas vem em maior dose e mais força.
O que quer que consigamos a nível individual e colectivo, será bem-vindo, porque nunca nos aventurámos tão longe…tudo isto é novo e não há manuais, mapas, marcos ou referências…as nossa pegadas são as únicas!
Ninguém nos vai poder dar indicações porque desta vez estamos por nossa conta….por isso muitos se recusam e resistem.
Mas os grupos serão cada vez maiores e, juntos, faremos mais e melhores milagres!
Alexandre Viegas
sábado, 12 de março de 2016
Reverberação
Não obstante os avisos, vamos sempre ser surpreendidos pela nossa falta de tacto, de experiência e do conhecimento necessário para rodar os botões no sentido correcto, corrigindo a rota e toda a panóplia de factores desconhecidos que nos viram de cabeça para baixo, remexem as nossas disposições e interferem em tudo o que pensamos que vamos fazer.
Até vamos aprendendo umas coisas à medida que tropeçamos aqui e ali, e até temos muita vontade de perceber tudo para levar este caminho da melhor maneira, sendo que a melhor maneira é o nosso bem-estar em todas as áreas.
Mas chegam-nos umas energias mais fortes e, lá vamos nós desarrumados sem sabermos bem se é por aqui ou não…
A palavra dita na posse do nosso poder próprio é reverberação que actua imediatamente se…..se no mesmo instante não estivermos já a duvidar das nossas capacidades e do nosso potencial.
Estamos quase lá….quase!
Não existe nada mais importante que o nosso propósito aliado à nossa vontade, mas essa vontade não pode ser a do eu-ego, tem de ser a vontade suprema do nosso Eu-Superior que é quem detém o conhecimento supremo da nossa vinda aqui.
Negamo-nos constantemente. Negamo-nos ao desconfiarmos dos nossos atributos enquanto seres perfeitos em veículos perfeitos. Negamo-nos ao, propositadamente, acreditarmos nas mais disparatadas crenças, não as questionando para não termos trabalho nem irmos muito contra o rebanho.
Enquanto não nos virmos como seres capazes de voar, enquanto estivermos à espera que nos deem autorização para assumirmos a nossa própria mestria tal como assumimos as nossas dores, enquanto olharmos para o lado ensaiando o passo mas não o dando….estaremos a atrasar o inevitável que é assumirmos quem somos, de facto.
E somos, não quem pensamos com a mente racional, mas quem escolheu por nobres motivos vir para uma dimensão densa e ir retirando os véus do esquecimento, a pulso.
Façamos tudo o que for necessário, tudo o que conseguirmos com boa vontade, para que a beleza deixe se estar apenas nos olhos de quem a vê mas nos olhos de todos, fazendo brilhar todos o poros na presença uns dos outros.
segunda-feira, 7 de março de 2016
O nosso berço agora é outro
Da ternura e do afecto, do estado de felicidade que surge num momento de coisa nenhuma, do deixar que os braços balancem livres ao nosso lado, dos olhos que se sentem tão vivos ao decidirem quando dão corpo às emoções…destes estados de alma que só deixamos acontecer porque só isso faz sentido, mostramo-nos mais a nós próprios do que na acção e movimento pelo exterior.
Fazem-nos falta os momentos de silêncio interior, de quietas horas e sublimes partilhas do coração.
Fazem-nos cada vez mais falta as verdades nuas que aparecem para nos dar alento e encorajar.
Fazem-nos ainda mais falta o fechar de olhos a meio do dia, só para inspirarmos e sabermos que tudo está bem.
Não se escusem de embaraços os que ainda temem sentir e mostrar as cores da alma; nem se neguem mãos e dedos, braços e peito, no toque, no gesto sem imposição nem invasão.
Falta-nos muitas vezes a recordação das mãos humanas que nos lavaram no berço, e o nosso berço agora é outro…mas a necessidade é a mesma, pura, inocente e tão verdadeira.
Alexandre Viegas
quinta-feira, 18 de fevereiro de 2016
O vento que fazemos quando queremos fazer voar folhas velhas
Da forma como vamos fazendo o nosso percurso, descobrindo mais e mais sobre a nossa forma e sobre as nossas artimanhas, sobre o vento que fazemos quando queremos fazer voar folhas velhas, acabamos por descobrir de uma forma honesta e saudável aquele que de vez em quando espreitava mas que não se chegava à frente.
Somos nós em descobertas sem medos, porque nada há que temer.
Afinal de contas, só temos de prestar contas a nós mesmos e, mesmo isso, é uma forma muito rude de nos redesenharmos.
Não há contas a prestar a ninguém e aquele que criámos para esta vida, esta persona, é ajustável e movível pela força da nossa esperança e do nosso cuidado amoroso.
Há uma sub-reptícia forma de pedirmos autorização para agirmos...é um traçado levezinho, muito subtil, que usamos de vez em quando, ao acharmos que deveríamos agir da forma A mas não o fazendo de todo.
Procuramos conselhos e orientações, não só que validem a forma A mas que nos seja dada como a forma correcta.
Esta é uma maneira de adquirirmos autorização para agir...porquê?
Porque ainda temos receio de errar mas, mais do que isso, ainda temos receio de não fazermos o que se espera de nós, de não fazermos o que pensamos que nos é exigido.
O universo não nos exige nada, nem espera nada de nós.
Só nós, numa cruzada, armados de velhos almanaques, é que impomos essas grilhetas e depois dizemos que são os outros!
Nem nós mesmo exigimos….quem exige é o ego!
Vamo-nos experimentando em atitudes e aprendendo com os resultados, mas não é estando sob a escravidão do que se espera de nós ou do que pensamos que nos é exigido que vamos entrar no aprendizado da harmonia.
Cada um de nós faz o que sabe e pode, com tranquilidade e mente serena, guiando-se pelo coração…o seu coração, não o dos outros.
Só assim nos afinamos em melodia universal.
Não são tão terríveis esses trejeitos que vamos descobrindo em nós...são coisas que aprendemos ou desenvolvemos ao longo do tempo e que, por uma razão ou outra, abafámos, não lhes dando vida por nos sentirmos julgados.
Cada ser humano é uma equação de muitíssimas variáveis, nós apenas vamos experimentando algumas e vamo-nos afinando com as que mais ressoam como a nossa verdade; o resto, mesmo não nos servindo, não é para ser diabolizado…é como escolher arroz recém-colhido, para deitar fora um grão podre, ou uma pedrita, é preciso olhar bem para elas.
Podemos sempre pensar em nós como uma maçaroca….vamos despindo as folhas que nos envolvem, para que os grãos doirados fiquem à vista.
Alexandre Viegas
sábado, 13 de fevereiro de 2016
O Túnel
Para que não hajam mais confusões, há milhares e milhares de seres humanos a atravessar esta fase de revisão.
O que está a vir ao de cima, (repetindo), são todas as energias negativas de TODAS as vidas passadas e não é para nos derrubar (embora pareça), mas sim para que possa ser limpo definitivamente.
Temos de entender e aceitar que já fomos de tudo um pouco, em vários papéis a que nos propusemos para nosso próprio crescimento, porém, houve vidas em que as coisas descambaram um pouco e ficaram marcas energéticas que andámos a arrastar na nossa energia até hoje…..agora chega, por isso, essas energias sobem para o presente.
Já todos estivemos envolvidos em guerras…já todos matámos e por outros fomos mortos.
Olhar para isto não nos pode causar mais mal.
Houve vidas em que explorámos outros, que maltratámos e humilhámos….e outras houve em que nos entregámos à fé, que convivemos em paz com os bichos e os homens.
Houve vidas em que roubámos e extorquímos….e outras houve em que demos tudo o que tínhamos quando alguém nos estendeu a mão, em que nos condoemos com a dor alheia.
Houve vidas em que ferimos, em que vivemos sem coração….outras houve em que curámos com as próprias mãos, em que amámos desapegadamente o povo a que pertencíamos e a quem dedicámos o nosso sopro vital.
As energias do trauma, da vergonha, da negação, vieram agarradas a nós por não terem sido compreendidas e aceites.
O mal-estar que agora se sente é causado por essas energias que se tornam presentes e, por já estarmos numa outra frequência, entram em choque com as componentes do próprio corpo físico, causando a irritabilidade, a náusea, as dores de cabeça, as tonturas e, para alguns de nós, as lembranças de coisas desagradáveis que não sabemos de onde vêm.
Não há puros….estamos todos nisto.
Puros já nós somos na essência, mas a nível das várias personalidades que encarnámos não há dedos a apontar, porque todos andámos num e noutro lado do espectro….essa era a intenção!
Ninguém andou para trás e ninguém vai desistir de coisa nenhuma.
São sensações para serem vividas o mais tranquilamente possível e deixar ir.
Mas é difícil!....pois é.
E haverá alguma coisa que não tenhamos conseguido ultrapassar até hoje?
E haverá alguma dúvida que ultrapassaremos isto também, aos poucos, com a ajuda uns dos outros?
Há várias estratégias que podemos adoptar para vararmos este rio, no entanto, há uma única que é a mais autêntica…perdoar!
Perdoar-mo-nos naqueles personagens que fomos e acolhermos o ensinamento colhido. Todas as experiências foram válidas, senão não estaríamos aqui agora.
Onde houver mágoa…perdoemos. Onde houver zanga…perdoemos. Onde houver dor d’alma…perdoemos. Onde descobrirmos julgamento…perdoemos. Onde sentirmos humilhação…perdoemos.
Terá que ser um perdão sincero e sentido e, para isso, temos de olhar para lá e deixar que a sensação exista. Foi necessária, não foi bem resolvida na altura…será agora, com esta nossa infinita capacidade de amar o próximo e esse próximo, lá atrás, éramos nós mesmos.
Abracemo-los e deixemo-los partir.
Ficamos nós…inteiros, íntegros, capazes, extenuados também.
O túnel parece muito longo mas não é.
Apenas uma percepção que está a ser veiculada pelos chacras inferiores…conforme formos limpando vamos abrindo mais e mais os chacras superiores, diluindo quaisquer bloqueios que aí existam.
Como grupo, já vivemos uma era de ouro neste planeta, estamos apenas a preparar-nos para iniciar outra….só isso.
Olhemos o horizonte e deixemos que os olhos se estirem em vagas longínquas de futuro, apenas de futuro.
Alexandre Viegas
sábado, 16 de janeiro de 2016
.........................baloiçando de um pólo para o outro
Nunca conseguimos aceitar e integrar a verdade sobre a condição super afortunada que temos.
Entrou de tal forma no nosso sistema que só com muito trabalho se consegue qualquer coisa que nem sequer concedemos uns minutos a pensar no contrário.
Dos textos milenares recordamos o facto de ter de labutar para sobreviver….caberá nalgum conceito justo que uma raça de voluntários, como nós somos, dotados de poderes inacreditáveis, tenham que ser escravos a partir de um conceito?
Escapou o texto do éden, talvez porque a preocupação maior fosse contar sobre a expulsão, mas nem ela nem ele trabalhavam para sobreviver. Essa primazia só foi dada aos “deuses”, que segundo parece faziam o que bem queriam e lhes apetecia, tendo todo o tempo do mundo….ah, e o maná, esse alimento caído do céu.
Vivemos milhares de anos aprisionados pelo mundo das coisas, fazendo coisas, usando coisas, numa pseudo-brincadeira para nos entretermos, fazendo-nos crer que é para isso que cá estamos.
Quantos de nós não se sentem vazios quando se vêem afastados do “trabalho”, por não perceberem o que é suposto fazer com o tempo. A sensação de inutilidade está muito ligada à pertença, ao grupo e sentimos vergonha quando não colaboramos com esforço, sofrimento e suor.
Mas porque foi isso que quiseram de nós…manter-nos longe do nosso tempo interior.
Tudo o que fazemos por nós estamos a fazer por todos, e essa é a nossa verdadeira contribuição.
Sermos felizes com o que fazemos é o maior bem que pode servir toda a humanidade.
Gera-se uma onda que se propaga, não só aos que nos rodeiam, mas em círculos maiores que multiplicam a sua intensidade ao encontrar outras ondas de igual frequência.
A coisa física e palpável que nos distrai, a tecnologia das massas, continuará a existir até que nos cansemos. Precisamos de experimentar tudo no seu extremo para entendermos o seu vazio.
Desde que o pensamento é concebido até à sua concretização damos demasiados passos intermédios, do desenho ao planeamento, da engenharia da forma à sua matéria-prima…e mais cálculos e mais dosagens, até ao produto acabado.
Em nós está o poder de materializar o que quer que seja...mas ainda não sabemos lidar com isso...temos tempo.
Entretanto, vamos baloiçando de um pólo para o outro, num eterno movimento de tudo ou de nada...um dia paramos mesmo a meio!
Alexandre Viegas
quarta-feira, 13 de janeiro de 2016
Largar o fio energético dos que amamos
É desejo intenso esse que guardamos bem fundo em nós, de nos vermos livres de pesos e medos e também de livrarmos aqueles que amamos, do mesmo.
Que nada os faça tropeçar, que apenas o bem lhes surja no caminho e que o verão seja sempre nas suas vidas.
Guardamos, porque sabemos que desejar desenhar o caminho dos outros não é para ser divulgado nem em voz baixa para nós mesmos, mas trazemos estes desejos na mente com eterno cuidado porque deles não nos queremos desfazer.
Eles, os familiares e amigos, são o nosso esteio, são quem nos mantém ligados ao mundo e por isso desenvolvemos preocupações que nos deixam tantas vezes em sufoco.
Custa-nos ainda imenso largar o fio energético dos que amamos.
Custa-nos até pensar o que será deles se não ocuparem a nossa mente, se não lhes ajeitarmos os destinos, se não pedirmos repetidamente para que nada de menos bom lhes aconteça…custa-nos imenso isto.
Trazê-los no coração não nos chega…queremos trazê-los sob a nossa pele também.
A arte de amar sem prender assusta-nos…tal como o confiar na totalidade, entregando tanto a nossa vida como as dos nossos.
Sofrer por antecipação é um dom que desenvolvemos ao longo dos vários medos que vamos vivendo e, desse modo, transferindo para os nossos vários amores.
O “meu”, a “minha”…como se tivéssemos sido nós a criar o mundo só para que eles vivessem no paraíso.
Quando aprendermos a entregar, a confiar totalmente sem mácula ou dúvida, saberemos que cada ser humano, ligado afectivamente a nós ou não, é íntegro na sua caminhada pessoal e esta, não pode ser vivida por mais ninguém, mesmo que intercedamos para adiar isto ou aquilo, temos de compreender que não temos esse direito.
Todos nós, família restrita ou alargada, escolhida antes de virmos ou escolhida aqui, somos cuidadosamente protegidos e guiados e completamente amados de uma forma incondicional e muitas vezes é o nosso apego desmesurado que impede que eles vivam as suas experiências e evoluam naturalmente.
Saber estar em paz, sabendo que todos os outros estão bem acompanhados e guiados, é a maior libertação que podemos experimentar e com ela, compreendemos que afinal, tudo esteve, está e estará, divinamente articulado para o melhor resultado, sendo que este resultado não é, muitas vezes, compreensível para a nossa mente racional.
Desate-se o nó da corda que prende a barca e ela fluirá em perfeito equilíbrio, rio fora…nem rochedos nem tempestades a tirarão do seu curso e as correntes mais fortes fá-la-ão mais experiente na arte de bem navegar.
Alexandre Viegas
segunda-feira, 11 de janeiro de 2016
Esteve sempre à nossa frente…
Afinal, à medida que apuramos os sentidos, vamos vendo e sentindo o que esteve sempre à nossa frente...era difuso na maior parte das vezes, invisível perante a nossa recusa em mudar de crenças, aferrando-nos ao que sempre foi, ao que sempre nos transmitiram...e esteve sempre ali.
Afinal, foi necessário fazermos o percurso mais longo, mais difícil, cheio de encruzilhadas que só nos confundiram ainda mais...mas tinha que ser assim, caso contrário não teríamos a bagagem e o cansaço necessário para baixarmos a guarda e permitir que se tornassem visíveis as portas, as respostas, o caminho.
Nunca foi sequer preciso cumprir a dor e o sofrimento, mas era nisso que acreditávamos, por isso, foi o que procurámos.
E ainda estamos por vezes com um pé na velha crença de que nada cai do céu...mas cai sim, além da chuva, cai muito mais para quem estiver disposto a receber e a ver.
Um pensamento gerado sem emoção, é apenas um pensamento…e ainda bem, senão, seria o completo caos. Mas injecte-se uma emoção e esse pensamento ganha as qualidades para ser real, palpável, vivenciável.
Uma crença é uma verdade que um dia foi um pensamento...por auto-criação ou por indução de terceiros e da potência da emoção que lhe apusemos passou a ser uma verdade sem margem para questões ou dúvidas.
Por tanto crermos em algo estamos a mudar o percurso da nossa realidade, muitas vezes, sem darmos conta.
Creia-se em paz, verdadeiramente, e a paz acontece.
Creia-se em Amor, em Harmonia, em Bem-estar, Abundância…inunde-se a nossa realidade de crenças construtivas, e o mundo ressoará por harmónicas em igual constância.
No nosso coração, mais do que na mente, está a resposta de tudo.
Alexandre Viegas



















