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quinta-feira, 26 de março de 2026

A nossa vida é a nossa missão




Esta semana alguém me dizia que esperava ansiosamente o dia em que encontrava a sua missão para que tudo corresse bem daí para a frente…

Este tipo de pensamento é o que acaba por ainda gerar enormes frustrações de sentir constantemente adiado o encontro com a dita “missão” acompanhado de dolorosas desilusões quando percebemos que o ideal de atingir no futuro uma hipotética felicidade, é uma enorme ilusão também.

Pior ainda, é este tipo de pensamento esconder a pressão medieval que ainda hoje faz muitos acreditar que se investirem todo o seu esforço a tentar atingir uma vida perfeita para agradar o exigente Deus católico, Ele irá reconhecer os seus esforços e recompensá-los com a .. felicidade!

Todos carregamos esta ilusão, embora o estado do mundo mostre que esta fórmula não funciona…
Muitos são os que, cansados e desiludidos com este velho modelo religioso-ocidental, resolveram abraçar um caminho diferente.

Começam a renascer aqui no ocidente, as ideologias do oriente, noções diferentes de “felicidade”, filosofias de vida que não falam em “perfeição” mas sim em “Equilíbrio”, equilíbrio esse que apenas era atingido através do resgate dos mais elevados valores universais tais como o amor, respeito, compaixão, liberdade, etc.

Qual é então o novo pensamento?

* Não há nada para atingir lá fora, apenas dentro de nós!
* A perfeição não existe, apenas equilíbrio.
* Não existe futuro, apenas o aqui e agora.
* Não existe o correr bem ou correr mal. Na perspetiva espiritual, TUDO são experiências validas.
* A nossa missão não é uma qualquer tarefa social, mas antes disso um estado de alegria, entusiasmo, excitação que nos diz interiormente que “É o que faz sentido!” mesmo que choque, que seja desafiante para quem nos rodeia.
* Felicidade social é diferente de realização pessoal. Na primeira tudo acontece fora, e como tal a validação terá que vir de fora também. Quando não vem, dá-se a desilusão... Quando o objetivo é a realização pessoal tudo acontece dentro onde o reequilíbrio das energias é uma responsabilidade nossa. Logo a validação é nossa também e não dependente de ninguém. Não há desilusões…
* Duas ferramentas são essenciais para nos alinharmos com a missão: o sentimento que somos MERECEDORES de abundância, e a capacidade de usarmos a ESCOLHA focando no que queremos e pacificando-nos com o que já não queremos.


A nossa vida é a nossa missão. 
A qualidade dos nossos pensamentos e amor próprio é que dita a qualidade do que iremos co-criar assim como atrair. Não é fora que iremos conquistar o estado de abundância que tanto desejamos. 
Primeiro terá que ser conquistado dentro de nós…

A pergunta será então: 

“O que tenho feito na minha vida 
para criar a felicidade dentro de mim?”


E tu?
Em que estado está a tua energia interior e o que tens feito para melhorá-la?


Vera Luz




quarta-feira, 18 de março de 2026

Dramaína





Da mesma maneira que o nosso corpo físico precisa de se manter limpo, saudável e livre de produtos tóxicos, também os nossos corpos mental e emocional estão sujeitos a energias tóxicas tão prejudiciais como qualquer droga.

Todos aqui já sabemos que o ego adora drama, certo?
Mais do que adorar o drama, ele precisa do drama.
E bem vistas as coisas, o drama não é apenas uma necessidade do ego mas sim o alimento que lhe garante a sua sobrevivência e como tal ele não irá desistir de buscá-lo. Não é que ele seja "mau", mas tal como um toxicodependente, ele é viciado nesta "dramaína" precisamente por lhe ser essencial.

E por dramaína entende-se, força, resistência, orgulho, poder, apego, vitimização e martirização, negatividade, medo, controle, queixume e outras que tais posturas e emoções melo-dramáticas ou seja que envolvam sempre o uso, abuso da energia de alguém.

Enquanto não tomamos consciência desta energia em nós, seremos presas fáceis e inconscientes regendo as nossas vidas em busca da "dramaína" tal como nos tornamos viciados em outra qualquer droga.
Sejam pensamentos ou emoções, ambos os corpos irão reagir, condicionando-nos para irmos em busca dos seus alimentos.


Quando finalmente então percebemos a presa que somos e decidimos fazer mudanças teremos que seguir algumas etapas:

-O primeiro passo para a desintoxicação é então antes de mais o reconhecimento do poder destrutivo da droga sobre nós seguido da vontade de nos libertarmos do vicio, da própria droga e de todo o drama associado a ela. 

-O segundo passo é reconhecermos todos os sistemas de boicote, fugas, atalhos, desculpas e razões que o nosso ego vai usar para buscar o tão essencial veneno. 

-O terceiro passo é não só mais essencial a todo o processo de desintoxicação mas o mais difícil embora apenas o seja numa primeira fase. Conforme vamos aprendendo a viver sem a "dramaína" vai ficando mais fácil com o tempo controlar os boicotes à cura do segundo passo. Importante mesmo é aplicar conscientemente a nossa energia em novos alimentos para o corpo e para a alma que venham substituir a tão destrutiva necessidade da "dramaína".


Tal como em qualquer droga ou mesmo situação no mundo, a acção PRÓ é sempre mais poderosa do que acção CONTRA.

De pouco nos serve lutarmos CONTRA a tristeza, contra a droga, contra a frieza ou contra o medo.

Mas os resultado de agirmos PRÓ alegria, saúde, amor e coragem serão com certeza extraordinários! 

O mesmo se passa com este "amiguinho invisível" que na sua busca incessante por "dramaína" nos condiciona na maneira de falarmos, agirmos, amarmos, relacionarmo-nos, acreditarmos (ou não) numa força maior arrastando-nos para os mais baixos e escuros fossos em nós.
Desatentos, resvalamos...

É portanto a nossa força, a nossa consciência, a nossa escolha e vontade que irá mudar as nossas energias. 
  1. Primeiro, na abstinência completa de tudo o que alimente o vicio.
  2. Depois, na mudança de hábitos ou seja no investimento em tudo o que é PRÓ o que livremente ansiamos ser; capazes de confiar, entregar e fluir, amorosos para connosco e para com o próximo, livres de apegos, emocionalmente confiantes, mentalmente seguros, positivos e otimistas e holísticamente autónomos.

E como tudo começa na consciência, façamos então o nosso TPC:

- Como te condiciona a tua "dramaína"?

- Tens vontade de deixá-la?

- De que maneira ela te controla e te deixas arrastar por ela?

- Como pretendes substituí-la?


Ex: a minha "dramaína" alimenta-se de negatividade e pessimismo, tenho muita vontade de desintoxicar desta droga, ela alimenta-se por pensamentos negativos, limitadores e destrutivos impedindo-me de ir atrás dos meus sonhos e pretendo substituí-la corrigindo os meus pensamentos negativos por pensamentos positivos e os meus sentimentos destrutivos e derrotistas por sentimentos de valor pessoal e merecimento.

O Amor por nós próprios e escolhas conscientes serão essenciais para "desmamarmos" aquele velho vicio em nós e aos poucos iremos reeducar-nos com novas energias que já não alimentam o velho ego de "dramaína" mas alimentam a alma de amor e valor.


Vera Luz





PESSOAS VICIADAS EM DRAMA: 
COMO LIDAR COM QUEM 
EXAGERA CONSTANTEMENTE 
SUAS DIFICULDADES?


Quantas vezes você já se pegou envolvido emocionalmente com um relato exagerado de alguém próximo, que transformou um pequeno contratempo em um grande drama? Ao lidar com pessoas que têm uma relação excessiva com o drama, é comum questionarmos como equilibrar a empatia com a necessidade de manter nossa energia emocional intacta.

As “pessoas viciadas em drama”, um termo que popularizou-se nas redes sociais e na psicologia popular, não estão apenas em busca de atenção, mas, frequentemente, enfrentam um padrão psicológico que distorce a percepção da realidade, amplificando dificuldades cotidianas. 


Nesse artigo, vamos explorar os aspectos psicológicos desse comportamento, as possíveis causas subjacentes e como podemos interagir de maneira mais saudável com esses indivíduos.

O Que São “Pessoas Viciadas em Drama”?
O comportamento de exagerar constantemente as dificuldades diárias pode ser entendido dentro de uma perspectiva psicológica. Embora muitos possam identificar esse tipo de comportamento, ele não é necessariamente patológico, mas pode se tornar prejudicial à convivência social, profissional e emocional. A psicóloga clínica Laura Bezos Saldaña, especialista em trauma, descreve o pessimismo excessivo como uma tendência de interpretar a realidade de forma distorcida, o que, em alguns casos, pode se transformar em um padrão de comunicação e interação social.

Distorções Cognitivas e o Exagero dos Problemas

Segundo a terapia cognitivo-comportamental (TCC), distorções cognitivas são um dos principais responsáveis por esses comportamentos. Em sua essência, as distorções cognitivas referem-se aos erros no processamento das informações, como a “abstração seletiva”, onde a pessoa foca apenas no aspecto negativo de uma situação, ignorando qualquer evidência positiva ou neutra. Esse tipo de distorção leva à generalização de um evento negativo, transformando-o em um problema global, sem considerar o contexto mais amplo.

Além disso, a “adivinhação” é outro erro cognitivo importante, onde a pessoa antecipa um futuro negativo, criando expectativas distorcidas e, muitas vezes, irracionais sobre os desfechos de situações cotidianas. Por exemplo, se alguém demora para responder uma mensagem, a pessoa pode pensar que essa demora é um reflexo de abandono ou rejeição, sem considerar outras possibilidades mais racionais, como o simples fato de a pessoa estar ocupada ou com problemas técnicos.

Esses padrões de pensamento, quando não abordados corretamente, podem criar uma narrativa interna onde o sofrimento está sempre no centro, o que acaba sendo exteriorizado nas interações sociais e na maneira como a pessoa lida com as dificuldades cotidianas.

O Impacto do Drama no Bem-Estar Emocional
De acordo com o modelo biopsicossocial, nosso bem-estar emocional não depende apenas da nossa biologia, mas também das interações sociais e dos pensamentos que cultivamos. Quando convivemos com pessoas viciadas em drama, corremos o risco de sermos afetados pela sua visão negativa do mundo, o que pode levar ao que a psicologia chama de “contágio emocional”. Isso acontece quando absorvemos inconscientemente os estados emocionais dos outros, especialmente quando esses sentimentos são intensamente negativos.

Estudos em psicologia social demonstram que os indivíduos que estão em constante contato com comportamentos negativos, como os de pessoas viciadas em drama, tendem a experimentar uma redução no seu bem-estar emocional, especialmente no que diz respeito à saúde mental e à autoestima. 
Os “vampiros emocionais”, como são chamados esses indivíduos que drenam nossa energia, podem impactar nossa disposição, nossa capacidade de tomar decisões e até nossa saúde física, devido ao estresse constante.

Como Lidar com Pessoas Viciadas em Drama?
A convivência com pessoas viciadas em drama exige habilidades de comunicação e regulação emocional. As abordagens que podem ser eficazes para lidar com esses indivíduos incluem:

1. Estabelecer Limites Emocionais
É fundamental que, ao interagir com uma pessoa viciada em drama, se estabeleçam limites claros para evitar a absorção de suas tensões emocionais. Isso não significa ser insensível, mas sim proteger-se da sobrecarga emocional. A prática da assertividade é essencial aqui. Assertividade envolve a capacidade de expressar nossos sentimentos e necessidades de forma clara e honesta, sem ser passivo nem agressivo.

2. Empatia Com Limites
A empatia é uma ferramenta poderosa, mas deve ser aplicada de maneira equilibrada. Ouvir e compreender o sofrimento alheio é importante, mas ao mesmo tempo, não devemos nos deixar consumir por ele. A chave está em praticar a escuta ativa, oferecendo um espaço para que a pessoa expresse suas emoções, mas ao mesmo tempo ajudando-a a reformular suas interpretações e promover uma visão mais realista da situação.

3. Reformulação Cognitiva
Com base nas técnicas de terapia cognitivo-comportamental (TCC), uma estratégia eficaz é ajudar a pessoa a reavaliar suas interpretações das situações. Ao questionar e desafiar suas percepções exageradas, podemos ajudar a pessoa a perceber que, em muitos casos, a realidade não é tão catastrófica quanto ela acredita. Por exemplo, se alguém se preocupa excessivamente com um pequeno erro cometido no trabalho, podemos ajudá-lo a ver esse erro como uma oportunidade de aprendizado e crescimento, ao invés de uma tragédia.

4. Incentivar o Autoconhecimento
Muitas vezes, o drama constante é um reflexo de uma baixa autoestima ou de um padrão de pensamento que busca atenção através do sofrimento. Incentivar práticas de autoconhecimento, como a meditação, a reflexão sobre as emoções e o journaling (registro de pensamentos), pode ser um caminho eficaz para que a pessoa compreenda melhor suas próprias reações e aprenda a controlar suas emoções.

5. Buscar Ajuda Profissional
Em casos mais extremos, onde o drama está gerando sérios impactos na vida da pessoa e no ambiente ao seu redor, a terapia pode ser uma solução eficaz. Profissionais especializados podem ajudar a identificar as causas subjacentes do comportamento dramático e ensinar técnicas de regulação emocional e pensamento mais equilibrado.

O Que Está Por Trás do Drama?
É importante questionar: o drama é apenas uma ferramenta de chamar atenção ou há algo mais profundo em jogo? 

Muitas vezes, o comportamento dramático está relacionado a questões de insegurança, medo de não ser visto ou ouvido, ou até traumas não resolvidos. 
Ao entender que, em alguns casos, esse comportamento é um reflexo de necessidades emocionais não atendidas, podemos ser mais compassivos, sem nos deixar arrastar pela negatividade.

Como apontado pela psicóloga Rosa Prieto Miguel
“as distorções cognitivas moldam nossa percepção da realidade, criando padrões de pensamento que nos limitam e nos paralisam.” 
É exatamente essa visão distorcida que alimenta o comportamento dramático. 
Ao reconhecermos isso, podemos abordar essas situações com mais paciência e compreensão, sempre lembrando que, por trás de todo drama, pode existir uma história de sofrimento não resolvido.


Por fim,

Lidar com pessoas viciadas em drama não é uma tarefa fácil. 
Porém, com as estratégias corretas, como empatia com limites, assertividade e a prática da reformulação cognitiva, podemos ajudar essas pessoas a reconfigurar suas percepções e a lidarem com os obstáculos de forma mais saudável e equilibrada. 
Mas, mais importante ainda, devemos lembrar de cuidar de nossa própria saúde emocional para não sermos arrastados para o ciclo do drama.

  1. Como você tem lidado com as pessoas viciadas em drama em sua vida? 
  2. O que você tem feito para não cair na armadilha do exagero emocional e da distorção da realidade?



Marcello De Souza





sexta-feira, 31 de outubro de 2025

Responsabilidade Pessoal






Um dos grandes obstáculos 
à nossa evolução aqui no Ocidente, 
é a incapacidade que a maioria ainda tem 
de assumir total responsabilidade 
sobre a sua existência, sobre si mesmo, 
sobre as suas escolhas 
e respectivas consequências, 
sobre tudo o que a sua energia co-cria e 
faz atrair para a sua realidade pessoal.



Infelizmente ainda ligamos a palavra responsabilidade a independência financeira, acreditamos que basta ter dinheiro ou um emprego e pronto! Já somos adultos. 
Mas pelos olhos do espírito, essa é apenas uma das variadíssimas responsabilidades que temos.

Porque a sociedade assim nos iludiu, descurámos a responsabilidade sobre as outras partes tais como o nosso estado emocional, social, familiar, relacional, mental e espiritual. 
Ou seja, passámos a viver apenas o mundo exterior das coisas, dinheiro, pessoas, lugares e experiências, sem qualquer respeito pelo mundo interior, pelas nossas emoções, verdade pessoal, crenças ou valores. E sem esta harmonia entre o interior e o exterior, por mais boa vontade que tenhamos, simplesmente não conseguiremos o que mais ansiamos; o sucesso, a paz, a saúde e o amor. 

Como podemos então aprender a harmonizar essas duas partes?

Fazendo deste equilíbrio uma prioridade e não as coisas, dinheiro, pessoas, lugares e experiências.
Dizem os Orientais há já mais de 3000 anos que o Universo é construído a partir de uma Polaridade Sagrada a que chamaram de Yin - Feminino e Yang - Masculino. 

Para que a Vida flua e a Luz (o sucesso, a paz, a saúde e o amor) se mantenha acesa, ambos os lados devem viver em harmonia dentro de nós, interligar-se a todos os níveis, primeiro a nível pessoal, invisível ou interior e depois a nível exterior ou no plano visível da matéria. 

Yin - Representa o nosso lado feminino, a nossa sensibilidade, a porta para a nossa intuição, estados emocionais, verdade e sentido da vida, memórias e aprendizagens, propósito da encarnação presente. A energia Yin convida-nos então a recolher, a parar, a sentir, a protegermo-nos do que nos ofende e a celebrar o que nos potencia. É por excelência uma energia de colaboração, cooperação, tolerância, compreensão, paciência que preza a diplomacia, a harmonia, a proteção, ou seja, o que rege a  evolução espiritual e a qualidade de vida emocional e espiritual. É representada pelos Signos de Água e Terra.

Yang - Representa o nosso lado masculino, a nossa garra, ação e coragem, os nossos objetivos no mundo exterior, o nosso foco, a sobrevivência física do corpo, a competitividade e a luta por respeito e território. A energia Yang convida-nos a agir, a desbravar novos territórios, a estar sempre alerta, sempre em posição de defesa ou ataque, sempre disponível para o próximo movimento confiando no seu impulso interior. É por excelência uma energia de conquista, luta, ambição, competição que preza a sua sobrevivência pessoal, que segue os seus instintos individuais e que tem no poder, ambição e autoridade, as suas grandes metas. É representada pelos Signos de Fogo e Ar.

Independentemente se és homem ou mulher, tens ambas as energias dentro embora, obviamente que se nasceste homem ou mulher irá determinar qual irás honrar melhor ao longo da vida. 
A nossa sociedade ocidental não nos apresentou esta visão da polaridade e muito menos que somos responsáveis por gerir ambas partes dentro de nós. Por contrário, levaram-nos a acreditar que se nascemos homem precisamos de uma mulher e se nascemos mulher precisamos de um homem e é aqui que começam a maioria dos nossos problemas. 

Esta polaridade sagrada Yin / Yang foi depois dividida das mais variadas formas, uma delas os 4 elementos que nos ajudam então a descodificar as energias na prática no nosso dia a dia:

Fogo - Representa a nossa alma, a nossa verdade pessoal, o nosso sentido de vida. Quanto conscientes ou não estamos de que a Vida é um processo de evolução espiritual traçado inteligentemente no nosso nascimento e que ao longo da vida vai trazendo o karma que nos pertence e as oportunidades de superação do mesmo.
Terra - Representa o nosso corpo, as necessidades básicas, o desfrute dos 5 sentidos. Quanto do nosso tempo serve para nos sacrificarmos a pagar contas ou nos perdemos no materialismo ou se já conseguimos gerar abundância e fazê-lo com prazer e respeito pela vida. 
Ar - Representa a nossa mente, ideias e pensamentos e o uso ou orientação que lhe damos. Usamos a mente apenas para o exterior e para a vida terrena ou direcionamo-la para o estudo de quem somos e do nosso papel no Universo.
Água - Representa as nossas emoções, as experiências que originaram as emoções, empatia e sensibilidade, sejam elas positivas ou negativas, são TODAS responsabilidade nossa. Quanto do nosso tempo estamos a projetá-las nos outros ou, a usá-las para nos transformarmos.

 
Outras subdivisões são os 12 Arquétipos astrológicos, os 9 Arquétipos Numerológicos e outras infinitas expressões que se escondem no nosso dia a dia.

Embora  o processo de evolução convide todo o ser humano a experiências idênticas, perfeitamente identificadas nos 12 Arquétipos do Zodíaco ou através dos 9 números, nem todas vão ser experienciadas na mesma vida ou sequer da mesma maneira. 
Por essa mesma razão qualquer tipo de julgamento ou comparação é completamente inútil e até prejudicial não só para quem julga e compara, como para o julgado e comparado, pois quem julga e compara não tem ainda a visão do todo, do Cosmos, de si mesmo, da lente divina que a todos integra, compreende e respeita.

Basta olhar para a polaridade ou para os 4 Elementos para perceber que existem de base, diferenças enormes entre cada um de nós, dependendo da quantidade de planetas que temos em determinado Elemento ou também a sua falta. 

Por exemplo: 
uma pessoa muito Yin mostrará sempre desconforto em ambientes de competitividade e ambição tal como uma pessoa muito Yang não terá paciência para ambientes de muita paciência e cooperação. 
Uma pessoa sem planetas em água e com muitos planetas em fogo, terá mais facilidade e leveza com as situações do que  alguém com muitos planetas em água e sem fogo. 
Muito Ar e pouca Terra leva a pessoa a prender-se na sua mente, nas suas ideias, nas suas decisões e mudanças constantes de opinião o que pode ser um desafio para alguém sem Ar e muita Terra que gosta de pouca conversa e de ser prática e resolver problemas. 

E se olhando apenas para a polaridade e os Elementos já revela tanto de cada um e com os seus excessos e faltas já podem ser um desafio, adicionamos depois os Planetas, aspectos entre si, pontos do mapa, trânsitos, progressões, etc. 

Ou seja, somos a luz individualizada de acordo com as experiências terrenas e espirituais que temos vindo a fazer desde a criação do Universo. 
Temos em nós a responsabilidade da manutenção da nossa célula (Yin) mas também a liberdade de escolha de como queremos viver a nossa vida e lidar com as consequências das nossas escolhas (Yang).  

É por estas razões que conhecermos quem somos, percebermos a nossa polaridade, descobrirmos as faltas e excessos dos nossos elementos, aceitarmos a mensagem e proposta da nossa data de nascimento, o grande primeiro sinal de responsabilidade pessoal pois sem esta informação não estaremos a trabalhar o equilíbrio mas apenas as vertentes externas YANG da vida, com os seus respectivos excessos e desequilíbrios. 


Vera Luz




segunda-feira, 30 de dezembro de 2024

Feliz Ano Novo!






Estamos numa semana mágica.

A semana que, na nossa percepção temporal, separa o passado do futuro.
O antes e o depois. O ano velho e o ano novo.
É a semana da paragem, mesmo que continuemos em movimento, para reflectirmos um pouco na nossa viagem, nas nossas aprendizagens, nas nossas alegrias e nas nossas tristezas, em tudo o que já recebemos da vida e em tudo o que já superámos...

Onde estou? 
De onde venho? 
Para onde quero ir? 
O comboio onde estou serve o meu propósito mais elevado?
Que mudanças preciso fazer? 
O que anseio muito? 
O que já não quero? 
Que sonhos tenho por realizar?


Tirando o dia em que cada um de nós faz anos, o dia em que o Sol retorna à sua posição natal no nosso mapa astrológico, onde também somos convidados a questionar a nossa existência, esta semana afecta a todos nós que festejamos um novo ano no dia 31 de Dezembro à meia noite.

Muitos são os que à meia noite ainda brindam e anseiam por um novo ano mais feliz, mais leve, mais abundante, acreditando ainda que a "sorte" lhes irá bater à porta sem que seja necessária qualquer mudança às suas existências ou rotinas.
"Que o novo ano traga alegrias, saúde, abundância, trabalho, etc."

Nada de errado em esperar por algo melhor pois no caminho da nossa evolução é rumo ao amor e à abundância que caminhamos. 
Mas muito mais depressa lá chegaremos quando finalmente entendermos que o "Feliz Ano Novo" só por si jamais trará algo novo ou sequer feliz se não for acompanhado por uma mudança interna. 
Nós temos que fazer algo por isso também!
Pois se fizermos o que sempre fizemos iremos colher o que sempre colhemos.


Enquanto não assumirmos a responsabilidade e poder pessoal que o nosso interior tem de co-criar o exterior, se continuamos a dar o poder à sorte a ao azar, continuamos a viver em ansiedade se a vida irá trazer tristeza ou alegria. Continuaremos a esperar que a mudança aconteça de fora para dentro...

A proposta para este ano é inverter o processo. 
À meia noite vamos manifestar o que pretendemos dar nós à vida. 
Passa por uma atitude diferente, não de passividade mas de pro-actividade do que queremos nós dar à vida para então receber..

Quando assumirmos que o bom e o mau é co-criado por nós, pela nossa energia, pelas nossas acções e pelos nosso pensamentos, passamos a ter o poder de escolher o que queremos co-criar. 
Quando estamos mal e negativos co-criamos negatividade. 
Quando estamos bem e positivos ganhamos o poder de co-criar a felicidade que queremos.


Deixo assim sugestões para um novo brinde à meia noite:

  • Que este novo ano seja o palco que me permita ir mais longe do que já fui, me permita ter mais coragem e confiança do que alguma vez tive para que possa resgatar o poder em mim.
  • Que este novo ano me traga as oportunidades que preciso para crescer, me lembre constantemente do poder que tenho de escolher o que é melhor para mim.
  • Que este novo ano me encha de encontros onde posso practicar o amor incondicional, a tolerância de aceitar a diferença do outro, o poder de por limites mas também de reconhecer o espelho do que ainda não conheço de mim no outro.
  • Que este novo ano me traga propostas que me façam crescer e manifestar o meu valor e poder pessoal pois será daqui que virá a abundância emocional e material que anseio.
  • Que este novo ano me traga situações antigas que ainda estejam presas e que precisem de limpeza, perdão ou libertação.
  • Que este novo ano me traga a consciência de cuidar melhor do meu corpo, do meu tempo, da minha rotina para que possa desempenhar um melhor trabalho.
  • Que este novo ano me proporcione a força para ir atrás dos meus sonhos e a coragem para mudar o que precisa mudança.


Que seja então o ano em que não pedimos ou esperamos mas, em que nos comprometemos a dar algo e a fazer a nossa parte para que o novo ano seja de facto maravilhoso.


Vera Luz 





sábado, 12 de outubro de 2024

SERÁ QUE EU ME AMO?


Irena Baker




A gratidão e as afirmações positivas nem sempre são fáceis de sentir e aplicar.
Para uma mente que está habituada a ser negativa, agradecer o que nos rodeia ou sermos capazes de afirmar que somos maravilhosos e perfeitos e nos amamos incondicionalmente, é um esforço imenso que faz muitos inclusive sentirem-se ridículos. Somos nós que temos que inverter esta visão distorcida dentro de nós, aprender a validar a energia do amor de maneira a que um dia sejamos capazes de dizer: Ridículo é o medo!

Torna-se mais fácil de entender esta dinâmica se percebermos que estamos a falar de duas energias opostas, cada uma delas com uma agenda própria:

A voz da mente, normalmente dominada pelo nosso ego, é a voz do medo, é a voz do pessimismo e da negatividade. É a voz que antecipa desfechos catastróficos, que prevê desastres e acidentes, que tudo faz para nos manter ilusoriamente protegidos de um mundo que na sua visão, é caótico e cheio de gente má.

A voz da alma é a expressão do amor e é deste canal que somos capazes de sentir empatia, amor próprio, tolerância e aceitação. É no coração que nasce a esperança e a fé de que tudo o que chega a nós tem um propósito superior e inteligente. O coração é então a voz da humildade mas também da coragem, da liberdade e do equilíbrio.

Enquanto a energia do amor não estiver enraizada numa verdade maior, numa consciência de Cosmos Inteligente, a energia do medo supera-a e usa a nossa mente para fazê-lo. Por isso hoje em dia, todos somos testemunhas diárias dos tantos que pregam a luz e o amor mas que emocionalmente ainda estão presos a vidas, rotinas e relacionamentos condicionados pelo medo.

A expressão livre do amor só é conseguida depois de superado o desafio do medo. E todos temos na nossa vida infinitas oportunidades de identificar e superar os nossos medos pessoais. É a enfrentar o medo que nasce a verdadeira e pura energia do amor numa oitava acima. Até sermos capazes de o superar, ele é apenas um pobre conceito mental que nos ilude a nós próprios.



Deixo algumas perguntas que servirão para sentires onde ainda há medo:


  • Sentes resistência em acreditar que és uma pessoa maravilhosa e imperfeitamente perfeita?
  • Acreditas que és uma representante cósmica de potenciais extraordinários?
  • Consegues-te aceitar a abundância em forma de dinheiro, presentes, ajuda e amor e recebê-los em estado de merecimento?
  • Já és capaz de rejeitar o que sabes não ter qualidade, com a convicção de mereces melhor?
  • Festejas em alegria e gratidão a pessoa que és e a vida que escolheste?
  • Usas a tua energia, coragem e iniciativa para materializares os teus sonhos?
  • Mostras transparentemente a tua verdade? A tua sombra e a tua luz sem resistência?
  • Consegues afirmar com convicção?: “Eu aceito-me exatamente como sou, tanto as minhas incapacidades como potenciais!”
  • Já agradeceste os desafios que te permitem evoluir?


Se ainda há resistência, ainda há medo. É a voz do amor que tem que expor as ilusões do medo. O amor só por si, sem integração do medo, é ilusão. 
Descobre então onde está o medo, como é que ele se veste, como é que ele te fala, como é que ele te provoca e diz-lhe de frente:

– Eu não tenho medo de ti pois o Amor é muito mais poderoso do que tu!




Vera Luz





sábado, 14 de setembro de 2024

Somos consciência dentro de um corpo


Beach Cathedral, Ribadeo, Lugo, Galicia, Spain





Evoluir implica trabalhar e desenvolver a nossa consciência e a maneira como interagimos com o mundo material através do corpo. A consciência é o denominador comum entre os nossos corpos mental, emocional, físico e espiritual.
É através da nossa consciência que percebemos a realidade, que chegamos a conclusões, que geramos crenças, decidimos prioridades e aprendemos as nossas lições.

Um bom estado de consciência permite-nos viver uma vida de qualidade fazendo boas e conscientes escolhas activando assim o nosso estado de cooperação. O estado de inconsciência, baixa a nossa frequência e leva-nos a activar a nossa violência e estado de competição.

Embora todos os campos interajam o tempo todo, a frequência que eles emanam condiciona a nossa consciência.
Por exemplo, se as emoções do campo emocional são baixas de ressentimento, culpa e revolta, vai afectar o campo mental com pensamentos negativos, pessimistas e julgadores que por sua vez baixa a frequência do espírito que por sua vez causa mazelas e efeitos secundários no corpo. O estado de consciência desta pessoa será muito reduzido, incapaz ainda de aplicar as leis universais à sua realidade, ver-se-á preso a essa mesma realidade até que algo a ponha em causa.

Se por contrário temos alguém responsável pelo seu campo emocional, que o limpa regularmente através da expressão dos seus sentimentos ou mesmo com a ajuda de terapia, que procura manter o seu campo mental positivo e direcionado para informação de qualidade, que cuida do seu corpo com amor e que por isso o seu espírito mantém uma frequência alta de amor, tolerância e humildade, verá portas abrirem-se, oportunidades aparecerem, sincronias revelarem a sua magia.

Ao contrário das condições do mundo que nem sempre são fáceis ou até possíveis de mudar como gostaríamos, podemos sempre trabalhar a nossa consciência. E tal como subir um escadote, não acontecerá por acaso ou por sorte mas sim e apenas por escolha ou vontade própria. Começa no momento em que nós mesmos admitimos que chegámos ao limite, que esgotámos todas as hipóteses de sobrevivência na realidade presente, quando aceitamos que as velhas crenças já não dão resposta positiva às propostas da realidade presente.

Embora a expansão da consciência seja assunto comum em todas as antigas correntes filosóficas e seja uma proposta que nos acompanhe a vida toda, há alturas ou momentos em que o convite a ver o mundo por uma nova lente, é mais forte do que nunca e é importante estarmos atentos. Por exemplo, frustrações, perdas, rejeições, resistências externas de várias naturezas, ou seja, como diz uma célebre frase; "Quando não podes mudar o que está fora, chegou a altura de mudar o que está dentro".

Todo o esforço que nos leve a por em causa a nossa visão do mundo e nos leve a ver a mesma realidade por um prisma mais sábio e mais amoroso, será recompensado.
Seja um livro novo, um filme, uma consulta, um desabafo com alguém ou simplesmente a curiosidade que nos leva a querer saber mais ou encontrar formas de viver mais feliz, tudo vale.



Vera Luz




quinta-feira, 25 de julho de 2024

O Papel da Mãe

 




Não é fácil lidar todos os dias com quem ainda não conhecemos. 

Cada um de nós é um pequeno Universo, com a sua própria energia, padrões, passado e proposta de evolução. A máscara que usamos dos nossos papeis sociais escondem, na maior parte das vezes, a verdade complexa do que nos vai dentro.  

Claro que os mapas astrológicos e numerológicos ajudam e dão pistas claras dos padrões de cada um. Mas o que eles não mostram é o grau de consciência e evolução em que cada pessoa está a viver as suas energias.

Por esta razão, para conhecer a história da pessoa e para perceber se ela está consciente e alinhada ou não com as suas energias, ouço a sua versão e o que a trouxe a uma consulta.

Não há muito tempo alguém me dizia que se sentia presa num trabalho frustrante que nada lhe dizia, ainda por cima sujeita a uma chefe autoritária e agressiva incapaz de a respeitar. 

A bandeira vermelha surge quando afirma que não precisa falar sobre a mãe porque deixou de falar com ela há anos e já fez 5 anos de psicoterapia que a ajudou finalmente a perdoar as mágoas que a mãe lhe deixou porque era extremamente autoritária e agressiva.

Talvez para uma mentalidade conservadora / religiosa / julgadora / vítima, este discurso ainda faça sentido e despolete até sentimentos de pena da ´má sorte´ desta pessoa. 

Mas acredito que para quem está já familiarizado com os conceitos de Responsabilidade Karmica, este discurso esconde imensos sinais de alarme de quem não está ainda consciente da dualidade da vida, das leis universais, da responsabilidade pessoal ou sequer do propósito de evolução espiritual.

Antes de mais, precisamos perceber o papel da mãe que não foi "escolhida" ao acaso. 

Diz a Lei do Karma que apenas colhemos os frutos dos nossos plantios. 
Somos por isso, cada um de nós nas vidas uns dos outros, na maior parte das vezes completamente inconscientes disso, os "entregadores" dessas cargas Karmicas que cada um precisa colher.  
A Lei da Atração ajuda-nos trazendo à nossa realidade as pessoas que fazem parte dessa tarefa. 
A posição da Lua no mapa, dá-nos, para além de muitas outras, duas pistas básicas: 
  1. uma, o imaturo passado inconsciente do próprio; 
  2. a outra, a mãe da pessoa em questão, e neste caso confirma-se o autoritarismo e a agressividade que ela própria carrega como sombra, projetada inconscientemente na mãe.


Deste ponto de vista, e usando outros aspetos de ambos os mapas, podemos então contar a história Karmica perante os mesmos factos:


Algures em vidas passadas, pelas mais variadas razões, esta pessoa não fez o seu trabalho de responsabilidade pessoal, não amadureceu as suas emoções, não seguiu o seu caminho individual ou sequer cumpriu a sua missão espiritual. Essa imaturidade e traição a si mesma, gerou frustração e raiva que acabou por ser manifestada na forma de agressividade, usando e abusando de quem a rodeava como forma de compensação. Este formato de vida, prisioneiro de crenças limitadoras e uma profunda ignorância espiritual fê-la assumir uma postura autoritária, ou seja, incapaz de amadurecer, crescer e ser autora da sua própria vida, projetou esse autoritarismo, mandando na vida dos outros. 

 

Esta pessoa, ou melhor dizendo, estas energias passadas que ela esconde dentro de si mesma e que vêm em busca de cura na vida presente, estão representadas na própria mãe que aparece na sua vida como "lembrete" do seu próprio passado, como consciência da sua própria sombra. A nossa mãe faz, na maior parte das vezes, esse difícil papel de nos lembrar de onde viemos para que, através dela, possamos curar e transformar o que dela em nós ainda sobrevive. Somos assim a proposta de cura desse velho padrão que embora ainda seja visível na nossa mãe, vem em nós e no nosso mapa, preparado para ser limpo.


Perante esta visão Karmica, o perdão não faz sentido. 

Não há nada para perdoar a não ser a nós próprios pelo que criámos sem qualidade e sem amor e que pelas Leis a nós retorna em busca de aprendizagem, cura e libertação. Aliás, se trocássemos o conceito de perdão por entendimento karmico, deixariam de haver tantos dilemas familiares, culpas e projeções das próprias sombras nos outros.

Perante esta nova visão esta menina não só afirma que depois de anos de psicoterapia, nunca nada lhe fizera tanto sentido, e com os olhos cheios de água diz que há anos que não sentia uma vontade enorme de ir dar um abraço à mãe.

Alertei que a mãe veio para fazer aquele papel e está também sujeita às suas próprias energias. Que embora ela tivesse expandido a sua consciência e percebido finalmente o papel  da mãe na sua vida, a mãe ainda era a mãe de sempre. Mas mudando a sua atitude e energia perante a mãe, daria assim início à possibilidade de cura da relação e da própria mãe também.

Sem esta visão Karmica, esta menina não teria amadurecido e entendido a sua energia e a sua história. Teria ficado presa no estado de vítima da má sorte, no julgamento da mãe como pessoa má. Incapaz de entender o papel da mãe, fecharia-se para a cura da sua própria sombra, ficando presa nas mesmas frequências até que a cura acontecesse. 

Ter atraído aquela chefe era já prova disso. Sem esta visão o laço karmico que prende as duas não seria dissolvido com o amor que ela agora aprendia a ter pela mãe pela primeira vez na vida.  Pela primeira vez também, ao iluminar a sua sombra, revelaram-se também aspectos do seu potencial e da sua Luz verbalizando a sua vontade de profissionalmente, ajudar pessoas. 

Em duas horas, uma diferente e mais espiritual visão do mundo desabou velhas crenças e deu início a um maravilhoso processo de consciência e transformação pessoal. 
A mãe passou de carrasco a Mestre. 

Como dizia Rumi:
"A ferida é o lugar por onde a luz entra."


Vera Luz







domingo, 7 de abril de 2024

Traumas & Gatilhos






Durante muito tempo levaram-nos a pensar que só eventos físicos fortes, violentos e ameaçadores de morte ou experiências de medo, susto ou perda significativa tinham direito ao rótulo de trauma, tais como as experiências dignas do Correio da Manhã como violações, mortes, acidentes, catástrofes, guerras e outras. 

Trauma surge da palavra grega τραῦμα que significa “ferida” e que implica uma lesão ou perturbação produzida no organismo por um agente exterior. 
Podemos resumir que trauma é todo o impacto que ofende e condiciona a perfeita harmonia, saúde e equilíbrio interior e exterior. 
 
Ou seja, trauma não é o que causa a ferida mas sim, o efeito-memória interno emocional, psíquico ou físico que fica do impacto. 

Embora o trauma ou efeito-memória seja nobre, pois leva-nos a proteger-nos de um futuro impacto idêntico, pode ser negativo se congelar a nossa fluidez num estado de pânico permanente.
Ou seja, se um dia fomos atacados por um cão, o trauma irá levar-nos a ter mais cuidado com os cães no futuro. No pior dos casos, irá impedir-nos de sair de casa.

De acordo com observações feitas a várias terapias e técnicas como ferramentas de PNL, hipnoterapia, regressão, medicação perante traumas, a solução ideal passa sempre por reescrever o evento negativo original. Ou seja, se uma má experiência deixou um rasto negativo, também a experiência positiva deixará a sua marca positiva e por isso vemos o entusiasmo e libertação seguidos da superação perante a causa do medo; a pessoa com medo de voar que transforma o pânico em coragem, a pessoa que transforma o medo de cães, sentindo prazer em ter um cão bebé ao colo.  
 
Com o tempo foi-se descobrindo que pode haver trauma sem impacto violento ou óbvio externo. 
E se o excesso de algo pode causar trauma, também a falta de algo pode causar a mesma ou até maior dor. 

É preciso lembrar, para o contexto, que consciência espiritual e desenvolvimento pessoal estão hoje na moda, mas o normal de há 100 anos para trás era esconder emoções, seguir protocolos familiares, sociais ou religiosos e aparentar sempre bem e sob controle. 
Esta rigidez, repressão emocional, ignorância espiritual e um exagerado conservadorismo que vivia do e para o exterior, levou-nos a abafar os nossos desconfortos internos e as nossas perdas, os nossos silêncios e vazios, as nossas angústias e frustrações, condicionando de forma traumática, o nosso bem estar e a nossa saúde a todos os níveis. 

É só imaginar uma experiência de dois bebés, igualmente bem tratados a nível físico mas, um recebe colo, amor e atenção e o outro, é emocionalmente ignorado e vive sem amor e sem atenção humana. 
O primeiro bebé levará para a vida a crença da abundância, do merecimento de amor, enquanto que o segundo bebé traumatizado pela falta, acreditará num mundo sem amor e em pessoas ou relações emocionalmente estéreis. 

Ou o silêncio das mulheres que perdiam os seus bebés, tanto durante a gravidez como em tenra idade, ou de relacionamentos sem amor. 

Ou o peso que os homens carregaram de ter que providenciar para a família sozinhos ou de ter de ir à caça ou para a guerra. 

E para complicar ainda mais, a nossa estrutura interna, como forma de sobrevivência emocional, empurra os eventos do consciente para o inconsciente, para que possa não só sobreviver, como adaptar-se às exigência da rotina do momento. 
Ou seja, por exemplo: o segundo bebé vai ignorar ou reprimir a dor da falta de amor e adaptar-se, atrair e até a considerar “normais”, pessoas emocionalmente vazias, assim como ver como assustadoras, pessoas carinhosas. 

Obviamente o nosso inconsciente não é uma incineradora,  
antes fosse! 
Ele é sim um baú que guarda tudo, um guardião que nos protege e guarda esses eventos traumáticos para que possamos sobreviver, mas que aguarda pacientemente o tempo, a circunstância e a maturidade certa para nos convidar a lidar com esses conteúdos.

E de que forma o nosso inconsciente faz isso?

Através dos Triggers! 
Trigger é uma palavra inglesa que significa gatilho e que foi idealmente adaptada para explicar o fenómeno de activação de memórias antigas para limpeza e integração do inconsciente. 

Por exemplo; alguém que morre em vidas passadas afogado, numa vida futura a água será um Trigger que irá fazer sentir pânico perto da piscina ou do mar e que pretende activar o trauma original para que seja reescrito, curado, liberto, aceite. 

Tal como um despertador, o Trigger avisa-nos quando estamos perante uma oportunidade de revisitar velhas emoções, padrões, experiências que algures no passado não tivemos capacidade de lidar e que vão emergindo ao longo do tempo em busca da libertação e maturidade necessária para os integrar.
Desta ponto de vista o Trigger é importantíssimo pois se soubermos estar atentos e identificar esses gatilhos, revela-nos o que precisa de cura, amor e transformação em nós. Ou seja, o que está pronto para vir ao de cima.

De uma perspectiva negativa, o Trigger é visto como uma provocação, uma ameaça e que ao invés de permitir a cura, leva-nos a uma ainda maior resistência. 
Por exemplo: a pessoa que morreu afogada em vidas passadas, escolhe intencionalmente nascer numa família perto da praia. O medo ou trauma estão alojados no inconsciente, e cada ida da família à praia, aciona um Trigger de pânico. Seja na paciente mãe que o leva com cuidado a fazer as pazes com a água ou, no pai animado mas mais bruto que o empurra para as ondas; em ambos ele tem uma oportunidade de cura embora cada um terá um impacto diferente nele.

Se nos lembrarmos que o que conhecemos de nós da vida presente é apenas 1% perante os 99% das memórias de todas as outras vidas que já vivemos, carregamos em nós milhares de bloqueios, traumas, experiências desafiantes e dolorosas que reprimimos por sobrevivência do momento mas que precisam ser revisitadas e libertas.
 
Não caiamos na tentação de acreditar que o passado já passou e que criar uma vida nova é o grande objetivo. 
Primeiro, não evoluímos com cargas reprimidas, ou seja, não criaremos o novo enquanto não limparmos o velho. 
Segundo, iremos atrair repetições e oportunidades de limpar os velhos traumas e não circunstâncias novas como gostaríamos pois não estamos livres. 

Sabendo disto, resta-nos a rendição à sabedoria da vida. 
Resta-nos estar atentos ao que e a quem atraímos. 
Resta-nos aprender humildemente, como identificar traumas e reconhecer os nossos Triggers pois eles são a forma como percebemos ou somos avisados do que ainda se esconde em nós.

  • Vamos imaginar que o Trigger do menino da água é quando os pais dizem que é dia de ir à praia. A reação imediata de proteção inconsciente pode ser uma birra, fingir-se doente, criar um drama familiar. 
  • Para a criança que viveu a infância sem emoção e relações frias, o Trigger vai ser atrair uma pessoa carinhosa, expressiva, alegre, espontânea que o irá confrontar com o seu desconforto interno emocional mas que o estará a convidar a abrir espaço para sentir mais. 
  • Para o menino do cão, basta ver um ao longe e o Trigger aciona o trauma mas trará consigo uma oportunidade de superar e aprender a conviver com os cães do mundo. 

É importante observar que o exterior é sempre uma projeção do interior e vice-versa. 
De forma inteligente e previsível, o Universo trará sempre o que precisamos, e não o que queremos, e por isso não só o Trigger vem relembrar o problema mas também irá fazer atrair a solução ou oportunidade de superação. 

Se queres saber mais sobre os Triggers, 
  1. Tenta antes de mais não projetar e personalizar em alguém o teu drama e vê sim o outro apenas como a oportunidade de superação. 
  2. Procura observar o que ou quem te irrita, ameaça, provoca, descompensa e lembra que o outro é apenas quem o teu inconsciente usa como Trigger. 
  3. Regista também perante o Trigger, o que sentes, o que te apetece fazer, que emoções vêm ao de cima, que memórias aparecem ou o que te faz lembrar. 
  4. Imagina ainda, como uma pessoa saudável e madura no teu lugar e nas mesmas circunstâncias, lidaria com o teu Trigger.

Infelizmente a maior parte de nós, por falta de conhecimento, reage negativa ou mesmo violentamente perante os seus Triggers. Podemos dizer até que é normal por uma questão de sobrevivência. 
Mas a proposta de cura e transformação 
  • Pede não reação mas sim resposta. 
  • Pede não fuga mas sim confronto. 
  • Pede não resistência mas sim aceitação. 

Isso só é possível com consciência, maturidade, humildade e disponibilidade interna perante o Trigger, o Trauma e todo o processo de cura e libertação pessoal. 

Todos temos Traumas e Triggers. 
Fingir que não os temos, projeta-los nos outros ou escondê-los atrás de máscaras e papeis que representamos, só irá fazer-nos reprimi-los ainda mais e adiar o inevitável processo de cura, pois pela lei da polaridade, não chegaremos à luz sem passar pela sombra. 

Este gigante passo iniciático de assumir a sombra, é grau de Mestre, é para corajosos e conscientes, é para gente humilde comprometida com a sua evolução, é aplaudido por mestres e descrito por poetas. Não é para almas jovens que ainda sobrevivem na inconsciência de si mesmos e na projeção das suas sombras no mundo e nos outros.  

“Não há nada para esconder 
nem sítio para onde fugir 
quando o objetivo 
da Viagem da Vida 
é em direção a nós próprios.” 



Vera Luz



quarta-feira, 4 de outubro de 2023

Mas afinal o que é Despertar, perguntam ainda muitos?







Durante os últimos 2000 anos da velha Era de Peixes, habituámo-nos a pensar que matar, roubar, trair, mentir, apanhar um ataque de raiva, contradizer ou desobedecer estava errado, era feio ou mesmo proibido, justificações suficientes para castigo, exclusão, punição tanto social, como familiar, como religiosa.
Fez parte deste tipo de educação condicionada levarem-nos também e por contrabalanço a acreditar que bastava ser “bem” educado, obediente, humilde, trabalhador, respeitoso e capaz de seguir regras e ditames externos para se ser aceite, respeitado, integrado, visto como Santo ou Herói ou simplesmente, abençoado por Deus.

Se sabemos alguma coisa sobre a história do mundo, também sabemos que nem sempre os “maus” eram realmente maus e nem sempre os bonzinhos, eram realmente bonzinhos.
Tal como cada um de nós, sabe na sua própria consciência, que somos uma mistura dos dois, que somos capazes tanto do melhor como do pior. 

Ao contrário do princípio Oriental da polaridade sagrada, que tudo integra e harmoniza, este tipo de visão separatista Ocidental, Deus = Céu = Luz = Perfeição vs Homem = Terra = Sombra = Imperfeição, afastou-nos da nossa Essência Divina, do nosso Equilíbrio, da nossa Consciência Interior, impedindo-nos de gerir essas duas poderosas forças dentro de nós, o medo e o Amor.

A consequência de tão ignorante e ingênua visão do mundo e educação ou melhor dito, condicionamento mental a que estivemos sujeitos, levou-nos pelo medo, a rejeitar e a desconectar do nosso mundo interior, da fonte de Amor interna e a subjugar-nos às vontades externas, vindas não raras vezes de abusadores autoritário ditatoriais na forma de Pais, Reis e chefes religiosos.

Foram vidas e vidas vividas em desconexão profunda de nós mesmos e da fonte de Amor interior, numa vibração de medo permanente, de inconsciência da nossa Essência Divina. 
Ou seja, encarnações várias onde sem sabermos, estávamos a anular-nos a nós próprios, a abafar as nossas sombras, a criar variadíssimos desequilíbrios, ou seja, a gerar karma que teremos que limpar, se queremos realmente aproveitar esta encarnação para evoluir. 
Não é por acaso que vemos no tempo presente, a imensa onda de terapias e terapeutas em busca do retorno à sua Essência e Consciência Divina. 

Esta longa Noite Escura da Alma onde estivemos dormentes durante tantos séculos, convida-nos agora a um enorme Despertar. 
Mas afinal o que é Despertar, perguntam ainda muitos?
Despertar implica antes de mais relembrar o verdadeiro propósito da nossa existência, ou seja, reconectar com a nossa Essência Divina, Evoluir Espiritualmente, aceder a um novo patamar de experiências onde o Amor seja o Grande Valor, libertar e resistir às tentações do lado sombra e escolher corajosamente a expressão da luz e do Amor, seja em que ambiente for. 

Despertar não significa então ser bonzinho, obediente, humilde como nos ensinaram a viver em busca do amor externo. 

A Nova Era está a exigir Amor Interno, Amor Próprio, e para o conseguirmos, implica resgatar o Poder Pessoal de dizer sim ou não a tudo o que nos afasta de nós mesmos e da nossa integridade espiritual. 
O Amor passa a ser um estado de SER e não um estado de TER.

Despertar é aprender a viver a partir do centro, como dizia Buda, o Caminho do Meio onde a agenda social e a agenda espiritual, trabalham para o mesmo fim; a nossa evolução pessoal.

Se durante séculos, a fórmula da felicidade era TER uma relação, ter filhos, ter um bom trabalho, ter conforto material, ter reconhecimento social, mesmo que custasse o bem estar e a liberdade individual, a Nova Era convida-nos a descobrir o Indivíduo, a dar prioridade ao SER, a prezar o respeito pela diferença, a recuperar o seu Livre Arbítrio de poder escolher como quer viver de forma a poder SER quem realmente nasceu para ser.

Estamos a viver um tempo de gigante Revolução da Consciência. 
Pela primeira vez em milénios, estamos a ter a oportunidade de revolucionar totalmente a forma como vemos e vivemos no mundo. Principalmente a libertar a prisão do ego onde vivemos apenas para o exterior, para os papéis sociais, profissionais e familiares, para as infinitas tentações do plano material. 

Claro que vamos continuar a ter famílias, empregos, pais e, o dinheiro tem o seu papel, mas não como fins em si e únicas razões de viver como tantos ainda vivem. Precisamos aprender a levar a Alma para a nossa vida, a sacralizar a rotina, a voltar a vermo-nos como irmãos de alma, a ouvir o que esta pede, a respeitar o que lhe faz ou não sentido, que plano ela traçou para a encarnação presente, que lições e aprendizagens se escondem no nosso mapa natal, de que formas a nossa história e patamar de evolução, difere de quem nos rodeia como honrá-la e ser-lhe fiel a cada momento da nossa vida.

Não é um convite fácil nem vai ser conquistado nesta vida. 
Mas num tempo em que assistimos ao fim de Século, fim de Milénio, fim de Era, à transição do primeiro para o segundo milénio, não tenhamos dúvidas que chegou o tempo da mudança e quem não entrar no comboio da transformação pessoal, irá sentir a frustração da sua própria resistência, adiando para uma nova encarnação esta tão extraordinária oportunidade de evolução.

Não desanimes com o estado do mundo actual pois o sofrimento que ainda vemos foi criado e ainda está a ser mantido por seres da velha Era dos abusadores, ainda desconectados da luz, envolvidos em karmas pessoais / sociais que não podemos compreender. 
Se queres fazer parte da mudança do mundo e evoluir como indivíduo, ocupa-te de ti mesmo, leva a paz ao teu mundo pessoal, foca a tua energia no Amor e não dês atenção ou alimentes o medo.

O stress, a ansiedade, a depressão, a resistência à vida são a consequência da desconexão da luz. 
Ou seja, vivemos muito tempo numa literal escuridão espiritual. 
Mas já não tem que ser assim. 
Chegou o tempo de reacender a Luz interna. 
E por mais difícil ou mais trabalho que vá dar, vai valer a pena!


Vera Luz




quarta-feira, 20 de setembro de 2023

AS ENERGIAS QUE ATRAÍMOS





O mundo está cheio de eventos pessoas e acontecimentos infinitamente variados. Para muitos o mundo é ainda um espaço caótico sem rei nem regras onde domina a lei do mais forte e o espírito de competição.

Muitos no entanto começamos já a perceber que o mundo é um espaço perfeitamente organizado onde circulam energias inteligentes que fazem atrair à nossa realidade a materialização do que nos vai dentro.

Macro teatros dos nossos micro dramas.

Tanto podemos sair a rua e passar um dia feliz cheio de sinais de amor e magia como dar de caras com a violência a dor e a frustração. E o mais natural é até que tenhamos um cheirinho de ambos pois afinal somos seres duais...

Sem a consciência de que ambas as energias fazem parte da experiencia humana e que ambas existem dentro de nós, vivemos desde sempre instintivamente a ansiar apenas as positivas e a tudo fazer para rejeitar e evitar as negativas.

No entanto, quando começamos a estudar as leis universais e a mecânica espiritual do universo, aprendemos que apenas iremos atrair para a nossa realidade, o que está já previsto como essencial à nossa evolução e ao equilíbrio das dividas Kármicas. O que vem a nós é a vivencias das nossas escolhas nas suas vertentes positivas, negativas, elevadas, inferiores para que tenhamos várias perspectivas das mesmas e podermos assim vivencia-las em todas as suas vertentes.

Tal como no processo homeopático, semelhante irá atrair semelhante.

O fenómeno das notícias e o excesso de informação  com que somos inundados fez-nos perder a noção do que é afinal espelho nosso e o que não é.  Do que é afinal um sinal e proposta pessoal de transformação para a nossa história e o que não tem nada a ver connosco, ou com a nossa história pessoal.

A história espiritual e o percurso da nossa alma têm como propósito a evolução emocional e energética.

Somos então cada um de nós, pacotes de energia magnéticos que irão atrair cada um à sua realidade os eventos e as pessoas essenciais para que essa história se cumpra. Logo, como é óbvio, nem tudo o que vemos passar nos meios de comunicação nos irá servir pessoalmente ou fará parte da nossa experiência.

Estamos exageradamente expostos a tudo o que acontece por esse mundo fora 24h por dia, onde somos confrontados com noticias de eventos e acontecimentos que têm o poder de alimentar o nosso medo ao ponto de nos condicionar a nossa acção e passar a temer desfechos idênticos, fazendo-nos perder a intuição do que é de facto uma mensagem para nós e o que não é.

Ninguém nos ensinou a olhar para o que vem a nós como sendo atraído por nós e por isso, mais ou menos consciente, ainda todos temos um enorme nó de medo que nos faz acreditar na sorte e no azar e que nos faz temer o que talvez nunca iremos sofrer. Pior ainda, esse medo que nos é incutido por imagens e histórias que não estão na nossa realidade pessoal, que não foram propriamente atraídas por nós à nossa realidade física vão baixar a nossa frequência para níveis onde aí sim de facto poderemos correr o risco de as materializar!

Lá chegará o dia em que num estado de maior respeito e amor próprio, fazendo consciente uso da escolha de qualidade, iremos recusar qualquer fonte exterior que não vibre já na energia do amor e da sabedoria que queremos manifestar.

Todos já sentimos este impacto e o poder de uma informação exterior nos assustar e fazer vibrar no medo, verdade?

Da mesma maneira podemos passar a escolher dar o poder ao optimismo, à fé total na máquina cósmica inteligente, ao amor e à verdade, concordas?

Como disse ao inicio, iremos estar sempre sujeitos aos dois polos das energias. Apenas temos que dar o devido espaço de sentir, intuir, processar que informações são de facto mensagens sagradas para nós e o que é apenas ruído mundano. Para isso precisamos de silêncio...

Qualquer pessoa que já tenha iniciado a sua busca espiritual e se tenha permitido deslumbrar com uma leitura do seu mapa astrológico, já percebeu que a nossa existência tem propósitos e objectivos muito mais elevados e sagrados do que a nossa limitada mente concebe perceber.

Quer queiramos quer não, acreditemos ou não, estamos condicionados a viver a vida que as nossas energias permitem e os trânsitos convidam. Estamos cá para cumprir a proposta de um espírito que tem propósitos bem mais nobres do que o nosso inferior e materialista ego.

Ganhar dinheiro, encher a barriga, ser perfeito e ter poder é de facto o propósito do nosso ego, mas no que toca ao alimento da alma, estamos agora a começar a ouvir os seus mais discretos e amorosos anseios e a levá-los mais a sério.

Tão habituados que estamos a ver o mundo material, a acreditar que é de facto um espaço caótico, ainda presos à crença da sorte e do azar, incapazes de aceder aos campos energéticos que nos ligam das mais variadas maneiras, vamos levar ainda algum tempo a confiar que cada um de nós individualmente, está a atrair para a sua realidade o que está programado vir como aprendizagem ou resgate Kármico.



Vera Luz





terça-feira, 12 de setembro de 2023

Pai








Há anos que ouço as mais variadas explicações e justificações para que o Dia do Pai não seja celebrado com o desejado sentimento de amor no coração:

  • O meu pai estava muito ausente
  • O meu pai era violento e batia-me
  • O meu pai batia na minha mãe
  • O meu pai bebia muito
  • O meu pai já partiu
  • O meu pai foi embora e teve outros filhos
  • O meu pai abandonou-me
  • O meu pai era toxicodependente
  • O meu pai era autoritário
  • O meu pai idealizava-me e exigia de mim a perfeição
  • O meu pai gastou todo o dinheiro da família
  • O meu pai sofria de depressão
  • O meu pai era um ditador
  • O meu pai estava sempre a trabalhar
  • Nunca conheci o meu Pai


Mas se ainda não sabemos ler as sombras do Sol, Marte e Saturno no nosso mapa natal 
e se a ignorância sobre as razões que nos levaram a escolher aquele pai ainda nos levam a julgá-lo e a sentirmo-nos superiores e vítimas dos seus actos e escolhas, 
  1. é sinal de que ainda não conquistámos o nosso equilíbrio interior, 
  2. ainda não nos pacificámos com a nossa história, 
  3. ainda estamos a negar a nossa ancestralidade e logo o nosso karma de família, 
  4. ainda não percebemos a enorme lição que se esconde por trás deste encontro Karmico com o pai.

O mesmo vale para a Mãe e a posição da Lua, 
pois Sol e Lua são a nossa Essência no nosso mapa, são Pai e Mãe 
e precisamos de ambos para relembrar o enorme trabalho de transformação da vida presente.


A dor que vejo na maior parte das histórias nasce na maioria dos casos, desta ignorância
  • de não percebermos qual o real papel do pai (ou mãe), 
  • da expectativa ilusória de esperar do pai, o pai perfeito 
  • da dor de perceber que ele não é o pai perfeito. 

Por consequência, esta má relação com o Pai vai esconder uma má relação com toda a energia YANG, com a autoridade interna, com a coragem, com a iniciativa.

A cura não passa pela simples capacidade de “perdoar” seja lá o que for que ele tenha feito de negativo, mas muito mais de ENTENDER porque as Leis do Karma e a Lei da Atração trouxeram à nossa realidade aquela pessoa com aqueles características. 

Por essa visão podemos dizer que 
temos o pai que precisamos 
e não o pai que queríamos.


Precisamos lembrar que as Leis do Universo foram criadas por uma fonte de Amor, Equilíbrio, Justiça, Harmonia e Ordem Superior. Infelizmente a lei dos homens afastou-se dessas leis, levando-nos a viver num profundo desconhecimento das mesmas, a alimentar sentimentos de injustiça, revolta, culpa e comportamentos de vitimização e julgamento perante aquilo que não entendemos.

Posso assegurar que o trabalho de terapia e a leitura do mapa astrológico Karmico conseguem dar
  1. entendimento às dinâmicas de cada um, 
  2. dão resposta aos eternos “porquês”, 
  3. ajudam a curar as feridas que ficaram da infância, 
  4. possibilitam perceber como transferimos o “padrão” do pai para outros homens da nossa vida, convidam-nos a sarar essa padrão de forma a que ele não sobreviva para as gerações futuras.

Condições essenciais ao processo de cura:
  1. Abrir a mente e deixar ir todas as ideias, julgamentos, emoções e crenças limitadoras sobre a própria história e sobre o pai.
  2. Permitir que uma nova visão da realidade mostre os laços karmicos que antes não se conseguiam ver e que serão então a ponte para a aceitação, pacificação e cura.


De acordo com a visão de Bert Hellinger, 
a pacificação ou aceitação do pai que escolhemos, é essencial e o que permite que essa energia masculina flua em nós de forma saudável. 
Ou seja, é reconhecer que em nós circula o mesmo ADN, uma idêntica história karmica, padrões já vividos por nós no passado e que viemos fazer evoluir e transformar em algo melhor. Aceitar o pai ( ou a mãe) é aceitá-los tal como são, permitir que eles representem esses padrões, é reconhecer que aceitámos juntamente com eles, fazer parte da cura dos mesmos.

A desilusão que muitas vezes sentimos, mais não é do que 
uma consequência da ilusão que tínhamos do desejo de ter os pais perfeitos, 
da expectativa que eles representassem o ideal, a ferida curada, o que obviamente não são nem nunca poderiam ser, ou sequer curar as nossas feridas e padrões Karmicos por nós. 

Aceitar os pais tal como são nada tem a ver com perdão 
pois se foram escolhidos, eles não falharam e o que de mal fizerem com eles fica. 
Tem sim a ver com a humildade de lembrarmos que os escolhemos precisamente para contactarmos com a ferida inconsciente, representada por eles, que se escondia dentro de nós.


Vera Luz