Mostrar mensagens com a etiqueta Afinal O Que Sabemos Nós?. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Afinal O Que Sabemos Nós?. Mostrar todas as mensagens

quarta-feira, 30 de setembro de 2020

DESEJO – ESCOLHA – INTENÇÃO - MUDANÇA

 





“Quando se introduz a palavra “Escolha”, 
ao escolher conscientemente um de vários eventos possíveis, 
o verdadeiro acontecimento da experiência surge. 
E assim, 
pela primeira vez, 
a ciência encontra-se com o livre arbítrio.”

Amit Goswami

 

 

O Desejo tem má reputação na Espiritualidade.

Faz parecer que se não desejarmos nada chegaremos à Iluminação.
A segunda das quatro Nobres Verdades de Buda é:

 

A Origem do sofrimento é a ligação às coisas passageiras e a ignorância que daí provém. As coisas passageiras não incluem apenas os objectos físicos que nos rodeiam, mas também ideias, num sentido mais lato, tudo objectos da percepção. A ignorância é a falta de compreensão  de como a nossa Mente está ligada a coisas impermanentes. As razões para o sofrimento são o Desejo, Paixão, Ardor, procura de Riquezas e Prestígio, busca por Fama e Popularidade. Resumindo: Anseio  e Dependência.

 

Isto até parece que todas essas coisas são o inimigo, a lista dos culpados.

Os seguidores do Budismo tentam suprimir estas emoções das suas mentes, e ter uma vida sem desejo e sem paixão. Contudo, Anseio e Dependência dão uma pista para o verdadeiro culpado do sofrimento:

Não é o Desejo, mas sim 

a LIGAÇÃO ao Desejo.


O sábio indiano Ramakrishna disse em relação às Emoções:

 “O fumo ainda sobe, mas, 

ao iluminado, 
não se cola às paredes.”

 

Em todos estes ensinamentos, 

não é a emoção, mas a Ligação (a dependência) à Emoção, que origina todo o sofrimento e dor na vida.

E é aqui, na Dependência das emoções, que a Espiritualidade se cruza com a ciência.

Segundo o Budismo, é esta Ligação a essas emoções que nos mantém presos na Roda da Vida, Morte, Renascimento, em vidas sucessivas.

 

DESEJO E PAIXÃO – AMIGO OU INIMIGO?

O desejo e a paixão alimentam a Evolução e a Mudança.

 

“Temos de ter vontade e paixão para sair dos limites da nossa zona de conforto”

Joe Dispenza

 

É a rotulação do Desejo como mau que o envia para a cave da repressão.

As pessoas sentem-se culpadas, criticadas, por afirmarem frontalmente que desejam. E por isso, mascaram os seus desejos por algo que não seja criticado mas sim louvado.

Por exemplo: Um político que se candidata a chefe de governo, dizer que o faz para ajudar o país e os cidadãos, quando na verdade deseja poder, prestígio, fama e reconhecimento. Ou talvez queira poder para encobrir um sentimento de insegurança e indignidade.

Neste caso, obter poder não irá resolver nada.

Se o verdadeiro desejo é revestir-se  de um outro, politicamente correcto, ou se um desejo tem um outro subjacente, isso significa que estão a ser activadas duas redes de neurónios. 

A mente fica dividida e isso não funciona com a Intenção.

Em qual dos dois deveremos carregar no botão “Iniciar”?

 

“O Desejo é um mecanismo para eu me examinar e reflectir a minha compreensão sobre a realidade para a experiência. Através de qualquer desejo que eu tenha, posso examinar o porquê de ter esse desejo. Faço perguntas como:

O que é que realizar este desejo me vai trazer em termos de Realização?
Será por causa de uma Dependência Emocional?
Será que alcançar este desejo me irá trazer uma nova experiência?
Estarei a repetir uma experiência?
Quando posso examinar os meus desejos desta forma, consigo ver porque os tenho, e isso ajuda-me a clarificar a minha Intenção.
Se o meu desejo é de poder, e eu reconheço que quero sentir poder sob uma nova perspectiva,  e reconheço porque quero ter essa experiência, então posso ter essa experiência e seguir em frente, porque sei verdadeiramente o que quero e porquê.
A clareza e a honestidade tornam a experiência em algo da qual posso retirar conhecimento.”

Betsy Chasse

 

 

ESCOLHA

Alguém tem de escolher. E quem escolhe?

Duas Entidades:

- A personalidade

- O EU transcendente

 

Esta forma de organizar os seus dois EUS traz ao de cima a velha separação Ego/Deus, Matéria/Espírito.

Sabemos que se for a personalidade, a escolha provém das redes preexistentes, ou seja, experiências e emoções passadas e as dependências daí provenientes. Neste caso, o botão “Iniciar” será mais “Repetir”. Esta escolha provém de uma decisão inconsciente e automática.

O verdadeiro botão “Iniciar” provém do lado Espiritual.

Aqui, a escolha é motivada pelo passado, mas o desconhecido passa a ser conhecido e há Evolução.

 

Dos Desejos que me vão surgindo, como posso saber quais são provenientes do Ego, e quais são provenientes da Alma?

Os que provêm da alma são por vezes estranhos, invulgares, aparentemente impossíveis, loucos, esquisitos, quando comparados com as nossas rotinas normais.

É frequente aquela voz que vem do nosso lado transcendente, esse desejo louco por sabedoria, que opera uma transformação que ninguém poderia adivinhar.

É por isso que é tão importante não julgar os Desejos, mas sim observar cuidadosamente os desejos antes de escolher.

 

E Eis a Escolha:

O livre arbítrio reside no nosso lóbulo frontal , e podemos treinar-nos para fazer escolhas mais inteligentes e ter consciência das escolhas que fazemos. Podemos encher o nosso córtex frontal ao fazer Yoga e Meditação, por exemplo.

Mas, que Personalidade/Ego ou Transcendente/Espírito é que faz a Escolha?

Neurologicamente, a escolha provém de uma rede existente ou vem do córtex frontal.

Podemos escolher algo novo, ou algo mecânico baseado em algo preexistente.

Em que mundo tu vives?

No universo vivo, orgânico, e interligado. Ou,
No Mundo dividido do soldadinho mecânico?
A ESCOLHA É TUA.

 

 

INTENÇÃO

Do outro lado da Escolha, está a Acção!

A capacidade de concentrar a intenção pode ser trabalhada e desenvolvida.
Trata-se de criar a realidade.

Mas antes, temos de saber o porquê de estarmos a criar o que somos, a partir de que níveis, e como tornar estas criações mais conscientes e poderosas.

O lóbulo frontal é a área do cérebro responsável pela intenção firme, pela tomada de decisões, pela regulação do comportamento, pela inspiração. E à medida que desenvolvemos essa capacidade enquanto Seres Humanos, fazemos outras escolhas que irão afectar o nosso potencial e a nossa evolução. Isto é o que nos distingue das outras espécies.

A única coisa constante é a mudança!

Como diz no I Ching.

 

E é por isto que o desejo é necessário, e nem sempre é mau.

É por isto que se tem de fazer a escolha responsável e alinhá-la com a intenção..
Para trazer para a realidade saúde, riqueza, plenitude.

Quando não se consegue atingir tudo isto, é meramente por falta de concentração.

A mente vagueia por tudo quanto é lado, durante muito tempo, e estamos apenas sintonizados com as vibrações do mundo material.

Para a intenção funcionar, tem de ser concentrada, sem distrações do mundo material.

 

“A maior parte das pessoas para porque procura resultados após um pequeno esforço, e quando não vêem resultados, ignoram imediatamente a possibilidade.

E no entanto, do outro lado disso, para lá do ponto onde param, ainda está o potencial.
Somos seres humanos preguiçosos. Vivemos num mundo de conveniências, e se não tivermos imediatamente  o que queremos, ficamos impacientes.”

Joe Dispenza

 

 

Mas, não podemos culpar o mundo pela nossa falta de concentração.

Isso é mentalidade de vítima.
Se quisermos ser bons a praticar a Intenção, temos de desejar ser bons, e fazer a escolha de a desenvolver.
Ao escolher uma experiência, crio a minha própria realidade!

Desejar, desejar, desejar -  concentrar-se, concentrar-se, concentrar-se!

Só assim a magia acontece.

 

 

MUDANÇA OBSERVÁVEL

Se nunca se aventurar em caminhos desconhecidos, a mudança nunca irá acontecer.

O mundo subatómico responde à nossa observação, mas uma pessoa comum perde a concentração ao fim de 6 a 10 segundos.

Como se ultrapassa isto?
Com a Quântica – do minúsculo ao humano:

Como podem as coisas grandes responder 

a quem nem sequer tem a capacidade de se concentrar?

 

O Dr joe dispensa diz que somos maus observadores, que não dominamos a arte de observar, que estamos tão viciados no mundo exterior e nos seus estímulos/respostas que o nosso cérebro começou a trabalhar por resposta em vez de por criação.

Deveríamos começar a ver feedback mensurável nas nossas vidas.

Se fizermos o esforço de nos sentarmos e projectarmos uma nova vida, e fizermos disso a coisa mais importante, e investirmos tempo todos os dias a alimentá-la, como um jardineiro alimenta uma semente, iremos produzir frutos.

Ao início pode levar algum tempo, a desenvolver a arte de controlar a mente, na direcção do que precisa ser feito.

Sentar-nos todos os dias e dar graças por estarmos aqui, vivos, pela vida que temos. E observar com sinceridade pura, para podermos desenhar um novo futuro possível para nós. Se o fizermos bem, e observarmos convenientemente, as oportunidades deverão começar a aparecer nas nossas vidas – não iguais ao que prevemos, mas fora da nossa previsão.


Tem de estar fora da nossa previsão porque, 

só assim sabemos que proveio de uma mente maior. 
Se for igual à nossa previsão, 
então estamos a criar mais do mesmo.

Como podemos criar um mundo novo se conseguirmos prever o resultado?

Só se o que surgir for diferente da nossa previsão 

é que estaremos a ter feedback do Universo.

A física quântica funciona com as coisas minúsculas.

Tudo começa com o pensamento e o sonho!
E depois é aplicar isso à sua vida pessoal.

Não é que o Campo Quântico não responda, temos é de elevar o nosso nível de vontade e de sinceridade. E quando isso acontece, vemos resultados mensuráveis nas nossas vidas.

Para mudar, fazemos intenção de mudar.

A intenção é o resultado de uma decisão de mudar.
E essa decisão surge de um desejo de mudança.

É preciso querer mudar. Desejar mudar!

 

O mundo material, o mundo da matéria, é mecânico como um relógio e resiste á mudança.

O mundo invisível do espírito avança.
A escolha é: em que mundo quer viver?
Como integrar toda esta informação na minha vida de forma a fazer uma verdadeira mudança?
Como passar da filosofia para a experiência?

 

As dependências emocionais estão ligadas desde o início de tudo.

Eu crio a minha realidade segundo o meu mundo emocional, e essa realidade é criada por mim porque o meu corpo tornou-se dependente das mesmas experiências/emoções/químicos endógenos. Essas experiências estão ligadas ao meu cérebro através de experiências do passado, dados antigos arquivados no meu cérebro.

 

Então,

Como é que eu passo do meu estado de dependência emocional, para um estado mais elevado? 

Para um EU mais elevado, e criar novas emoções a partir daí?

O que é “possuir” uma emoção?

Significa que essa emoção já não tem poder sobre mim.

Já não tem poder sobre as minhas escolhas.

EU escolho o meu Estado Emocional!
Não é ele que me escolhe a mim.
Quando passo a “possuir” a emoção, não quer dizer que ela não surja novamente.
Quando surge, não entro em pânico a tentar reprimi-la.
Não a deixo destruir o meu sistema.
Eu apenas OBSERVO.
E passo a ter consciência da sua existência.
Reconheço-a, sem me julgar e sem me culpar por tê-la dentro de mim.

Identificar, por escrito (ex: diário, etc…), cada emoção, e os eventos aos quais estão ligadas, e as Dependências Emocionais que estão por trás desses eventos.

Perguntar a mim mesma:

  • Preciso mesmo disto?
  • Faz bem a quem/a quê?
  • Vai resolver o problema?
  • Vejo isto como um problema?
  • Vai fazer-me evoluir?

Responder a estas questões permite-nos ter tempo de observação de qualidade. E cria espaço para escolher o nosso estado emocional para esse evento em questão, afectando a nossa realidade de forma a irmos em frente.

 

Existem várias camadas de dependência emocional.

A ira é um subproduto do ressentimento.

Que é um subproduto do fracasso.

Que é um subproduto da vitimização,

Etc…

Reconstruir-me a partir do meu interior.

E não sentir que o exterior é que me constrói a mim.

 

Observar com calma, o meu meio ambiente, a minha realidade:

Pessoas, locais, coisas, tempos, eventos, saúde e doenças, etc…

Ao observar tudo isto com Verdade, posso ver como as minhas dependências emocionais criaram a minha realidade. E posso ver também como elas continuam a manipular-me e a criar situações idênticas de formas sucessivas.

 

E por fim, tirar tempo todos os dias para sentar e criar a minha realidade conscientemente.

Não dizer: “quero um milhão de euros “ porque isso é mais uma dependência emocional.

Mas sim: CONCENTRAR-ME na abundância e acreditar que a pureza da minha intenção me irá trazer a abundância sob uma forma que me fará evoluir.

Porque é apenas disso que se trata! EVOLUIR!

Evoluir para um nível mais elevado de consciência.

O que significa que, tenho emoções e experiências que preciso de ter, que são necessárias para a minha evolução, e depois “possuo-as”.

E assim passo a fazer escolhas diferentes, que me trarão experiências diferentes, e me farão sentir emoções diferentes…tudo isto me levará por um caminho maior.

 

  • O que deseja e espera que se torne realidade?
  • Por que o deseja?
  • De onde vem esse desejo?
  • Em que é que cumprir esse desejo o satisfaz?
  • A sua realidade mudaria se concretizasse esse desejo?
  • O seu paradigma mudaria?
  • Está disposto a abdicar de tudo no seu paradigma actual, para concretizar esse desejo?
  • Tem de o fazer?

  

 

in, Afinal O Que Sabemos Nós?






quarta-feira, 23 de setembro de 2020

DEPENDÊNCIAS



Barbel





A única diferença
Entre uma cova e uma sepultura 
é a sua profundidade.
Charles Garfield


A dependência é uma repressão.
Quer dizer que
O reprime a enfiar-se na sua caixa.

Ramtha


Peguemos numa das drogas mais viciantes, a heroína, para vermos como a dependência funciona nas células do corpo:
Após ser injectada, a heroína liga-se aos receptores de opiáceos da célula. São os mesmos receptores desenhados biologicamente para receber endorfinas, um neuropeptídeo manufacturado pelo Hipotálamo. Em vez de receber endorfinas, a célula torna-se dependente de heroína.

Agora vamos tentar o mesmo cenário com as Emoções.
As emoções produzem peptídeos, ou moléculas de emoção (MDE), que se ligam aos receptores da célula. Acontece a mesma coisa com o uso repetido de uma emoção que com o uso repetido de heroína: os receptores de opiáceos do seu corpo começam a esperar  - de depois a precisar – desse peptídeo em particular.
O seu corpo fica dependente dessa emoção.

E tu pensas que és imune a tudo isto?
Passa pelos alcoólicos sentados na beira do passeio, os viciados nas filas das clínicas de metadona, os fumadores compulsivos com dedos amarelos e pulmões pretos, e podes pensar : “Eu não!”.
Será que não?

Alguma destas coisas te soam familiares?

  • Estados emocionais destrutivos
  • Situações idênticas vezes sem conta
  • Incapacidade de mudar
  • Sensação de impotência para criar algo novo
  • Vontades desesperadas de certas respostas emocionais
  • Vozes na cabeça a dizer “Eu quero. Dá-me!”
  • Dizer que nunca mais fará algo, e fazê-lo horas depois?


TODOS NÓS que temos neuropeptídeos a correr nas veias temos dependências.


“Os utilizadores de heroína têm receptores de heroína, e quanto mais heroína tomam mais diminui a capacidade de produzirem as suas próprias endorfinas internas, a nossa heroína interna. Depois, os seus receptores começam a ficar com pouca sensibilidade e a reduzir o seu número, e é quando ocorrem verdadeiras alterações.
Agora, há informação nova acerca de quanto menos células cerebrais são feitas, de forma que as pessoas acabam por ficar agarradas aos seus padrões antigos. Estão apenas a pensar sempre os mesmos pensamentos e não são capazes de pensar em coisas novas.”

Candance Pert


A Dra Candance Pert descobriu que temos receptores específicos para receber heroína, outros para receber marijuana…
Por que é que temos estes receptores?
Porque o nosso corpo produz internamente químicos que nos dão o mesmo tipo de sensações que a heroína e a marijuana. Isto acontece com qualquer droga que os humanos sejam fisicamente  capazes de se tornar dependentes.
Há um químico dentro do corpo análogo a todas as drogas, e um receptor para se ligar. 
Temos receptores de marijuana, e temos marijuana natural chamada endocanabinóides.
Sempre que alguém toma marijuana exógena ( externos do corpo), ela liga-se aos receptores que têm a finalidade de fazer a regulação interna subtil.
Então, as drogas exógenas, ligam-se à rede que tem o objectivo de auto-regular a fisiologia endógena (químicos produzidos pelo corpo internamente), que são as Moléculas da Emoção.
As pesquisas demonstraram que, nenhuma droga psicoactiva funciona se não se ligar a um receptor destinado a um químico interno. Ou seja, qualquer droga externa que funcione no nosso corpo, tem o seu homólogo interno, e é por isso que o corpo reconhece, responde e fica dependente dessas drogas. As drogas externas usam os receptores internos, destinados aos químicos internos.

“Dependência é a sensação de um ataque químico que caiu em cascata no corpo através de uma quantidade de glândulas. Uma sensação que alguns poderiam chamar de fantasia sexual. Basta uma fantasia sexual para um homem ter uma erecção. Ou seja, basta um pensamento no cérebro para o homem ter uma erecção.”
Ramtha

As emoções e as memórias de experiências emocionais passadas estão codificadas nas redes de neurónios, e estas redes ligam-se ao Hipotálamo. É por isso que nos tornamos organismos auto-induzidos. Tudo o que temos de fazer é disparar a rede correcta e os químicos começam a fluir internamente.
Concentrar um pensamento produz os neuropeptídeos adequados, como provocar uma erecção. O lóbulo frontal mantém o pensamento específico, activando a rede específica que envia um sinal à sua farmácia interna.

Isso quer dizer que cada vez que alguém desencadeia este mecanismo é um dependente?
É um alcoólico cada vez que bebe álcool?
Claro que não! Se for de vez em quando.
Se todos os dias desejar o mesmo, isso é um hábito.


EFEITOS BIOLÓGICOS
É do senso comum que as dependências têm efeitos sérios a longo prazo no corpo.
Com a descoberta do mecanismo dos receptores de peptídeos, a base biológica do efeito da dependência tornou-se obvia.

“Se um dado receptor de determinada droga ou químico interno está a ser bombardeado com alta intensidade durante um longo período de tempo, irá literalmente encolher; haverá menos e será dessensibilizado de forma a que a mesma quantidade de droga ou químico interno  provoque uma resposta muito menor. Um exemplo disto é a tolerância.
Um dependente de opiáceos tem de tomar doses cada vez maiores de droga, para conseguir o mesmo efeito.”

Candace Pert

Vê-se este mesmo efeito de tolerância nas Emoções:
Aquele que procura emoções fortes levando-se cada vez mais ao limite, para ter uma dose de adrenalina; ou o viciado em sexo que procura coisas cada vez mais perversas; ou o político que procura cargos cada vez mais elevados, não por um desejo de servir mas para obter mais poder. Encontrará exemplos destes por todo o lado.

“Todos têm dependências.
E têm dependências porque nunca tiveram nada melhor para substituir aquilo em que são viciados, e ter uma razão para se levantarem de manhã e viver.
O homem viciado em poder levanta-se todas as manhãs e faz coisas que demonstram o seu poder. Tem que ter uma quantidade de pessoas de quem se alimentar, a quem reprimir, dar ordens, para se sentir digno. Ele precisa das emoções para se sentir digno.”

Ramtha


Entretanto, aquelas pobres células estão a morrer à fome.
O abuso constante de químicos exigidos para produzir uma emoção, como a ira, no corpo resulta na criação de receptores dessensibilizados para se adaptar a todos aqueles neuropeptídeos da ira. As células já não obtêm uma refeição equilibrada, uma vez que recebem, qualquer que seja a emoção em que estão viciados, mais do que as outras, tendo portanto que se contentar  com uma nutrição mais estrita. Quanto mais Ira a pessoa produz, mais satisfeita ficará a célula.
É a história da pessoa que sai à sexta-feira à noite á procura de uma briga. Ele não está zangado por nenhuma razão específica; está apenas a alimentar as suas células, a sua dependência. Existe apenas uma vontade inconsciente que cria uma situação em que faz alguém sentir-se estúpido para que a pessoa se possa sentir intelectualmente superior.

As dependências emocionais são a razão pela qual as pessoas continuam a criar uma realidade específica nas suas vidas, embora digam que nunca criariam essa situação.
A única forma de ultrapassar essas dependências e comportamentos repetitivos é dizer:
“ Eu crio isto vezes sem conta, e por isso sou dependente.”

“Quando fazemos jejum destas emoções, destas vozes internas que surgem, as células estão literalmente a enviar impulsos nervosos para o cérebro, para lhe dizer que está a passar fome, o corpo está a passar fome, daquilo que depende quimicamente. E esses químicos são transportadores de informação muito poderosa.”
Joe Dispenza

Para uma grande maioria de pessoas, todas as criações das suas vidas baseiam-se em emoções, em dependências emocionais.
Por exemplo, criar algo mau na sua vida, no papel de vítima, para que apareça um salvador.
De repente, esse salvador toma conta de si, dá-lhe dinheiro, apoiam-no emocionalmente, é solidário e disponível sempre que precisa dele.
Esta relação vítima/salvador é dependente de parte a parte.O salvador é dependente de se sentir especial, bonzinho, único para alguém. E se um dos dois sair da dependência, eles rapidamente encontrarão outra pessoa para a substituir.
Nas palavras da vítima, “acontecem-me sempre coisas tão injustas”
Quando deveria ser, “ crio continuamente situações difíceis que me permitem ter solidariedade e apoio dos outros.”


A definição de dependência é muito simples.
É algo que não conseguimos parar.
Quando não se consegue controlar o nosso estado emocional.
Isto é uma dependência emocional.


“Não se pode curar um viciado até lhe ter dado tudo o que quer e ele não pedir mais.
É aí que possuo uma experiência. E é aí que somos sábios.
Junte-lhe rendimentos da mente verdadeiramente novos. E rendimento para a mente é conhecimento. A partir do conhecimento, é como tijolos; construímos novos hologramas, criamos novas realidades.”

Ramtha


Os viciados, juntam as suas dependências.
Atraem pessoas com uma mente idêntica, que partilham as suas necessidades emocionais.
A primeira experiência de sexo não é uma dependência. Procurar essa sensação vezes sem conta é que se torna uma dependência.
Cada um produz uma química diferente no cérebro.
Tentam tocar o centro do prazer no cérebro.
Não é isso que o cérebro está destinado a fazer. Por isso as pessoas reinventam experiências no cérebro distribuindo os mesmos químicos, os mesmos sentimentos.
O cérebro está destinado a sonhar sonhos novos, novas realidades, depois levá-los a manifestarem-se e sentir esse primeiro momento emocional incrível…um momento com uma nova emoção. Novas emoções, novas sensações.

Então, por que é tão difícil quebrar um hábito?
Porque se é viciado num sentimento.

“A ciência sabe agora que o hipotálamo faz neuropeptídeos, e esses neuropeptídeos são químicos poderosos. Ao se ficar dependente desses químicos, escolhem a descarga desses peptídeos antes mesmo de precisarem organicamente, e isto impede a pessoa de cuidar de si próprio de acordo com as suas reais necessidades orgânicas. E é isto que o stress faz ao nosso corpo. Ficamos tão viciados no stress na nossa vida que não nos despedimos do emprego, mesmo que não nos sirva. Não conseguimos deixar a relação, porque não nos serve. Não conseguimos fazer escolhas, porque o estímulo e a resposta estão a produzir a química que enevoa as nossas escolhas. Não somos diferentes do cão que não tem capacidade de escolha por ter um lóbulo frontal menor. 
Quando as emoções de que dependemos há tanto tempo  já não são dadas à célula, a célula entra em decadência em nós. Se persistirmos em ultrapassar, tal como persistimos em ultrapassar qualquer dependência, quebramos a resposta, porque não estamos a responder à voz na nossa cabeça. Ao mesmo tempo, quebramos a resposta quimicamente, porque agora a célula não recebe o que necessita quimicamente. A célula irá, finalmente, ser libertada da sua dependência química e quando se reproduz, regula-se. Deixa cair todos os receptores responsáveis por aqueles estados emocionais e agora a célula está num maior estado de harmonia, e o corpo sente alegria.”
Joe Dispenza


Como se quebram os vícios?
O primeiro passo é reconhecer a dependência.
“Eu sou alcoólico!”
Encara-se a realidade da situação.
E por isso nunca acaba. A dependência nunca é apropriada e retirada. A pessoa continua a identificar-se com o que está a tentar afastar e libertar.
Não existe uma transformação completa.
É por isso que estamos aqui!


“Estamos aqui para ser criadores.
Estamos aqui para infiltrar o espaço com ideias e mansões de pensamento.
Estamos aqui para fazer alguma coisa da vida.”

Ramtha

“Estamos aqui para fazer alguma coisa de nós próprios.
Estamos aqui para explorar os limites totais da criação.
Estamos aqui para tornar conhecido o desconhecido.”

Miceal Ledwith

“Estamos aqui para prepararmos o nosso corpo quimicamente, através de um pensamento, para ter uma experiência. Contudo, preparamos o corpo quimicamente para ter os mesmos pensamentos, as mesmas experiências, e não evoluímos como seres humanos”
Joe Dispenza


Criar, evoluir, quebrar velhos padrões, ser mágicos.
O facto de sermos criadores, de criarmos a nossa experiência de vida, a nossa realidade, o facto de termos essa capacidade, aponta para a razão de estarmos aqui.
Só nos resta usá-la ou perdê-la.

As dependências são quebradas mudando, evoluindo.
E se é por isso que estamos aqui, então essas novas emoções serão tão fantásticas, tão deliciosas e realizadoras, que as antigas irão parecer velhas e ultrapassadas, sem sentido.

A dependência química bloqueia o crescimento de novas células no cérebro.
Mas, quando os sujeitos param de tomar a droga, as novas células cerebrais continuam a crescer. É possível recuperar totalmente, e é possível tomar uma decisão e criar uma nova visão de si próprio, uma nova mente.


“Temos de perseguir o conhecimento sem interferências e sem dependências.
Se conseguirmos fazer isso, iremos manifestar verdadeiro conhecimento, e os nossos corpos irão experimentar novas formas, novas químicas, novos hologramas, novas formas de pensamento, para além dos nossos sonhos mais loucos.”

Ramtha



  • Por que é tão bom sentir-se tão mal?
  • Quais as suas dependências emocionais?
  • Quais as pessoas das quais depende?
  • Reconhece as dependências delas? 
  • Serão todas as dependências más?




in, Afinal O Que Sabemos Nós?




sexta-feira, 21 de agosto de 2020

EMOÇÕES






“Não existe o bom ou o mau,
É o pensamento que os faz assim”
William Shakespeare



Emoções:
Alegria, tristeza, esperança, desespero, paixão, saudade, ganhar, perder, etc…

Coisas que não existiriam sem emoções:
  • Rock and Roll
  • Poesia
  • Guerras
  • Futebol
  • Arte
  • Etc…

Podíamos aqui continuar a enumerar todos os aspectos bons e maus, feios e bonitos, maravilhosos, surpreendentes e enriquecedores da vida humana.
Nunca existiríamos sem emoções.
Nunca sorriríamos.
E nem sequer nos importaríamos.

O QUE SÃO AS EMOÇÕES
O cérebro faz neuropeptídeos, chamados endorfinas.
As endorfinas são os nossos opiáceos gerados internamente.
Estes neuropeptídeos e os seus receptores são moléculas da emoção.
Tudo o que sentimos, todas as emoções, produzem um químico específico, ou um conjunto de químicos, que lhe correspondem. Estes químicos, ou neuropeptídeos, ou moléculas da emoção, são cadeias de aminoácidos, feitos de proteínas e são produzidos pelo hipotálamo.

“O hipotálamo, é como uma mini-fábrica, e é um local que produz certos químicos que correspondem a certas emoções que sentimos.
As emoções são a química que reforça uma experiência neurológica.
Lembramo-nos das coisas que são mais fortes e emocionais, e é assim que deve ser.”
Joe Dispenza

Toda a emoção tem um químico associado, e é a absorção desse químico no nosso corpo pelas células que dá origem à sensação dessa emoção. 
As endorfinas são o prazer básico.
E nós fomos desenhados para ter prazer.
Somos viciados em prazer, e o nosso cérebro está feito de maneira a registar o prazer e a procura-lo. E esse é o objectivo final, encontrar o prazer e evitar a dor.
É isso que conduz a evolução humana.

A ligação destas Moléculas da Emoção ao que percepcionamos e sentimos é muito directa.
Nós prestamos atenção ao que é importante, o que tem mais significado para nós, e tudo isso é transportado quimicamente de forma muito rápida ao corpo dessas Moléculas da Emoção.
O processo é:
MEMÓRIA – EMOÇÕES – RESPOSTA
Primeiro há o reconhecimento do estímulo.
Depois, a aplicação do seu significado ou interpretação.
Depois, dizer ao hipotálamo para largar neuropeptídeos na corrente sanguínea.
E finalmente, aí está a sensação. 

A nossa avaliação de TUDO tem que ver com as nossas experiências anteriores e com as nossas emoções. 

Tudo tem influencia emocional. 
E por essa razão, 
não vemos o mundo objectivamente. 


“Analisamos cada situação para determinar se é familiar, e essa sensação familiar torna-se então um significado através do qual prevemos um evento futuro. Descartamos ou rejeitamos tudo o que não tenha um sentimento porque não o conseguimos associar a um sentimento.
Quando re-experimentamos continuamente as mesmas emoções sem nunca construir sobre elas, somos apanhados no mesmo padrão de Estímulo/Resposta. ”
Joe Dispenza

PROBLEMA DAS EMOÇÕES
Em vez de realmente avaliar uma nova experiência a partir de uma perspectiva fresca, temos a tendência de presumir que é uma experiência que já tivemos. E este atalho Estímulo/Resposta é uma armadilha. Quando os mesmos eventos químicos se repetem vezes sem conta, o resultado é uma história emocional cumulativa. Esta história tem padrões identificáveis e respostas previsíveis que ficam cravadas e enraizadas nos nossos cérebros.
Isto significa que os nossos Padrões e Respostas se repetem sem que tenhamos de pensar neles. 
O Estímulo/Resposta passa a ser automático.
Mecanismo de Atalho de Sobrevivência torna-se uma armadilha sempre nas mesmas coisas.
Outra armadilha são as Emoções Escondidas, Enterradas ou Reprimidas.

As nossas emoções ajudam-nos a sobreviver ao dar-nos uma referência relâmpago que completa o puzzle antes mesmo de ter as peças. 
As Emoções dão-nos uma experiência genuína de estar vivo, sentir, amar, odiar, viver.
Sem as emoções, a vida seria um grande aborrecimento.
São o que dá cor à vida!

Mas elas proporcionam muito mais do que a mera sobrevivência.
Contribuem para a evolução constante.
Não evolução no sentido físico, mas sim no sentido não-físico, espiritual.

“Não tenho uma definição científica para Alma, mas o que posso dizer é que é um Registo de TODAS as experiências que possuímos emocionalmente. E as coisas que não possuímos emocionalmente, continuamos a re-experimentar nesta realidade, em todas as outras realidades, nesta vida, em todas as outras vidas. Assim não evoluímos. Se continuamos a sentir as mesmas emoções e nunca transformamos essa emoção numa sabedoria nunca evoluímos sentimentalmente. Não temos inspiração. Não temos mais ambições ou desejos do que o produto dos químicos no nosso corpo físico que nos mantém a viver o nosso destino genético.
Uma pessoa pode superar o destino genético, superar o feedback do corpo, superar o ambiente, superar a sua propensão emocional. 
Se quiser evoluir enquanto pessoa, escolha uma limitação acerca de si próprio e aja conscientemente  para alterar as suas propensões. Irá ganhar Sabedoria!”
Joe Dispenza

A irritação, a dor, leva-nos a mudar.
Tal como o grão de areia na ostra que cria a pérola.
As emoções agradáveis e felizes não são irritantes.
São as outras emoções, as reprimidas, sofridas, que se tornam sabedoria.
Aquela compreensão maior da vida e do que somos.

Quando foi a última vez que teve um Êxtase Superior?
Não um orgasmo sexual, um prazer físico, sensação de poder…
Mas sim aquelas experiências mais elevadas.
  • Um novo entendimento profundo; 
  • Um “Ah-Ah” revelador;
  • Uma experiência da consciência cósmica, da ligação fundamental e íntima com a Fonte;
  • É raro chagarmos a estas Dimensões porque a maior parte do tempo a humanidade está paralisada nos prazeres do sexo, sobrevivência e poder. E a forma de sair dessa prisão é pegar nas emoções mais densas e levá-las à Sabedoria.
  • Retirar-se para a Sabedoria!
  • Lidar directamente com o factor irritante até ser uma pérola.

Toda a nossa Evolução está ligada às emoções, durante toda a nossa vida.
É inevitável.
Então, como as usamos?
Estamos a desenvolvê-las em quê?
Estamos a transformarmo-nos em quê?

Paixão, amor divino, sensação de união com tudo, felicidade, experiências místicas…
Tudo são emoções, que geram neuropeptídeos que inundam o corpo e alteram a consciência propriamente dita. 

“Uma compreensão profunda, que não tenha que ver com o corpo (sexo, sobrevivência e poder) pode religar o cérebro de tal forma que pode provocar mudanças enormes no Ser Humano, e o mundo não será mais o mesmo.
É algo muito real, no sentido em que acontece algo neurológico.
Afecta-nos. Afecta os nossos corpos. Afecta as nossa mentes e a forma como em última análise respondemos a isso, como trazemos essa informação às nossas vidas, afecta os nossos comportamentos e muda-nos enquanto pessoas. É mais do que óbvio que tem consequências muito reais para nós enquanto Seres Humanos.”
Andrew Newberg

Emoções Novas!
Todas as nossas emoções foram um dia novas.
E a razão pela qual as continuamos a revisitar é por serem tão deliciosas.
A força da evolução é a possibilidade de um conjunto novo de emoções.
Ainda mais cativantes, mais inspiradoras.
Despir as camadas de memórias e hábitos e interagir com um mundo que é agora uma revelação explosiva. 

“ Um dia, estava a tratar de coisas relacionadas com a animação do documentário deste livro, e um dos animadores disse-me que nunca ia conseguir fazer aquilo que queria. E eu respondi que as pessoas me estão sempre a dizer que o que não posso fazer, e que isso começou no liceu. Andei para trás no tempo e a fazer uma lista de todos os “não podes” e de repente tive consciência de que se tratava de uma Emoção Repetida. 
Apercebi-me que há décadas que  criava esta situação. Porquê? 
Para depois poder ter a emoção “Eu disse-te! Sou mais esperto do que tu! Vai à merda!”
Usei isso como motivação para poder ser melhor do que os outros. E era a minha insegurança que estava na origem. 
Eu estava a projectar (a criar inconscientemente ) a minha dúvida.
Em vez de todo aquele drama e baixa satisfação e motivação, eu podia simplesmente criar.
Já passaram três anos, e nunca mais ninguém me disse o que não posso fazer.”
William Arntz

  
  

in, Afinal O Que Sabemos Nós?






terça-feira, 28 de julho de 2020

CÉREBRO HUMANO







“O cérebro trabalha como um laboratório. 
É um arquitecto. 
Desenha modelos e junta as peças.”
Joe Dispenza


O Ser Humano já explorou o fundo dos oceanos, as luas dos planetas, desenvolveu todos os tipos de tecnologias, mas o cérebro continua a ser um mistério.
Os cientistas são persuadidos a levar os efeitos quânticos, a complexidade teórica e os modelos holográficos para os seus modelos teóricos para explicar coisas básicas como a Percepção, Consciência e a Memória.

Calcula-se que haja mais conexões possíveis 
num cérebro humano 
do que átomos no Universo inteiro.


Os modelos tradicionais comparam o cérebro a um supercomputador. 
Mas esse tipo de comparações são mecânicas, e o cérebro não é assim; é um órgão bem vivo, plástico e flexível, capaz de aprender, compreender e renovar as próprias ligações de forma dinâmica, baseado nas nossas necessidades.

Ainda falta compreender muita coisa mas, o que se sabe é que:
  • A estrutura do cérebro é a mais complexa do planeta.
  • Comanda e regula todas as actividades do nosso corpo, desde o batimento cardíaco, à temperatura, digestão e função sexual até à aprendizagem, memória e emoções.

“O cérebro é capaz de milhares de coisas diferentes. No meio de tantas coisas, pode fazer tantas coisas por nós e ajudar-nos a aprender, compreender, alterar e adaptar, pode tornar-nos melhores seres humanos ajudando-nos a transcendermo-nos a nós próprios. Pode levar-nos a nível mais elevado de existência, onde conseguimos compreender o mundo e as suas relações com as coisas e pessoas de uma forma mais profunda. Pode ajudar-nos a tirar um maior sentido de nós próprios e do mundo que nos rodeia. Há um lado espiritual no nosso cérebro; um lado onde todos podemos aceder.”
Andrew Newberg

  • Mas, qual a estrutura e processamento do cérebro?
  • E como essas estruturas interagem na nossa experiência quotidiana do mundo e de nós próprios?

  1. O cérebro é pelo menos 1000 vezes mais rápido que o supercomputador mais rápido do mundo.
  2. O cérebro tem tantos neurónios quantas as estrelas da Via Lactea – cerca de 100 mil milhões.
  3. Número de Sinapses no córtex cerebral – 60 triliões.
  4. Um pedaço do cérebro do tamanho de um grão de areia contém 100 mil neurónios e mil milhões de sinapses.
  5. O cérebro está sempre ligado – nunca se desliga nem descansa ao longo de toda a nossa vida.
  6. O cérebro refaz as suas ligações ao longo de toda a nossa vida.



NEURÓNIOS
O cérebro é feito de cerca de 100 mil milhões de pequenas células nervosas chamadas de neurónios. Cada neurónio tem entre 1000 a 10 mil sinapses, ou locais onde se ligam a outros neurónios, formando redes entre si, as chamadas Redes de Neurónios.
Cada rede representa um pensamento, uma memória, uma habilidade, uma informação, etc.
Estas redes de neurónios estão todas interligadas, e é essa interligação que forma ideias complexas, memórias e emoções.
Toda a gente tem a sua colecção de experiências e capacidades, representadas nas redes de neurónios dos seus cérebros. Todas essas experiências, incluindo as boas e as traumáticas formam, neurologicamente, o tecido do que está a acontecer na nossa percepção e no nosso mundo. E quando recebemos estímulos do meio ambiente, certos aspectos dessas redes de neurónios vão entrar em funcionamento, o que vai causar alterações químicas no cérebro. Estas alterações químicas por sua vez originam reacções emocionais, formam as nossas percepções, e condicionam as nossas respostas às pessoas e eventos das nossas vidas.


NERVOS
As células nervosas que disparam em conjunto, ligam-se em conjunto.
Se fizer uma coisa uma vez, uma série de neurónios soltos irão formar uma rede em resposta, mas se não repetir o comportamento, não irá ficar gravado no cérebro. Quando se pratica uma coisa vezes sem conta, essas células nervosas desenvolvem uma ligação cada vez mais forte, tornando-se cada vez mais fácil disparar a rede. É assim que se criam hábitos, que ficam cada vez mais enraizados no cérebro e mais difíceis de mudar. Isto pode ser uma vantagem (para aprender), como uma desvantagem ( fica difícil de alterar padrões de comportamento indesejáveis).
As células nervosas que não disparam em conjunto, não se ligam em conjunto.
Perdem a sua relação antiga. Cada vez que interrompemos um processo físico ou mental habitual reflectido numa rede de neurónios, as células nervosas e os grupos de células ligadas umas às outras começam a quebrar a relação. 
Por exemplo, quando passamos muito tempo com uma pessoa (por ex, companheiro de quarto da faculdade) e nos separamos no fim da experiência, prometemos entrar em contacto uma vez por mês, enviar mensagens, manter a amizade. Mas, à medida que o tempo passa, começamos a enviar mensagens só no Natal e a relação começa a enfraquecer e a desaparecer. 
Este efeito é um reflexo exacto do que se passa dentro do cérebro.
À medida que pensamos menos no companheiro de quarto, as redes começam a afrouxar até não haver qualquer ligação. O que acontece é que as frágeis dendrites que saem da célula para se ligarem às outras células se soltaram e estão agora disponíveis para se ligarem a outras células nervosas, abandonando velhos padrões e formando potencialmente outros novos.

“O cérebro humano é um instrumento precioso no Universo, para sentir a Unidade Nuclear e para a viver. E se olharmos para a estrutura do cérebro humano em pormenor, observamos que está especificamente desenhado e cuidadosamente construído de forma a sentir o Campo Unificado, para sentir a Unidade da Vida.”
John Hagelin


APRENDIZAGEM
O cérebro aprende de duas formas principais:
A primeira é através de dados factuais, intelectuais, que compreendemos e memorizamos (estudar, memorizar dados e datas, etc…)
A segunda, e mais poderosa, é através da experiência (podemos ler como se anda de bicicleta mas, é apenas quando andamos de bicicleta que a informação é integrada.)
Independentemente do tipo de método, a aprendizagem consiste essencialmente na integração de neurónios para formar novas redes. Aprender verdadeiramente é construir novas estruturas baseadas em estruturas anteriores. Quantas mais relações diferentes forem examinadas, mais bem compreendidos são os conceitos.
É por isso que, reexaminar ideias enraizadas e crenças muda a vida das pessoas.
Ao reexaminar, revemos todas as ligações e encontramos conjecturas enterradas que estão a desencadear as nossas reacções através do processo chamado Memória Associativa.


MEMÓRIA ASSOCIATIVA
Com mais ligações de neurónios possíveis do que átomos há no Universo, o cérebro tem um grande problema:
Como encontrar a Memória?
Como é que o cérebro encontra a memória rapidamente em situação de perigo?
As emoções ajudam-no!
As emoções, que são em parte uma rede de neurónios, estão ligadas a todas as outras redes. Estas ligações permitem ao cérebro encontrar as memórias mais importantes em primeiro lugar. Também asseguram que uma coisa importante, como não por a mão no forno quente, não se esquece facilmente. 
É por isso que todos se lembram onde estavam e o que faziam quando as torres gémeas caíram no 11 de Setembro.
A memória associativa afecta o nosso comportamento e reacção, ao que nos rodeia, e ao mundo. 


Mas, para além de as emoções serem, em parte, redes de neurónios; a outra parte é que as redes das emoções estão ligadas a um pequeno órgão no cérebro, o Hipotálamo. 
O Hipotálamo pega nas proteínas e sintetiza-as em neuropeptídeos  ou neuro-hormonas. E todos sabemos o que as hormonas fazem. Preparam o corpo para a Acção! 
Se aparecer um tigre esfomeado, o hipotálamo segrega químicos para preparar o corpo para correr. O sangue deixa o cérebro e a parte central do corpo e vai para as extremidades. É fuga ou luta! As emoções avaliam a situação rapidamente, sem sequer pensar nisso, e enviam mensageiros químicos para fugir ou lutar, sorrir ou franzir o olho. 

O lado negativo da memória associativa é que, como percepcionamos a realidade, e tratamos as novas experiências baseados nos dados mentais e neurais armazenados do passado, é difícil ver o que realmente está lá fora nesse momento. A tendência, pelo contrário, é fazer referência a experiências passadas. 
E quem reage a situações baseadas no passado?
O conjunto de redes vastamente integrado a que temos chamado de Personalidade!
Tal como todas as células do corpo se unem e inter-relacionam umas com as outras para originarem um organismo que funciona, também as redes de neurónios se inter-relacionam e associam de forma a produzir essa entidade que consideramos a nossa Personalidade. 
Todas as nossas emoções, memórias, conceitos e atitudes estão codificados neurologicamente e se interligam, resultando no que chamamos de Ego, o Eu menos elevado, o Humano, a Personalidade.

“Isso quer dizer que as emoções são boas ou más?
Não! As emoções destinam-se a reforçar quimicamente algo na memória a longo prazo.
É por isso que as temos.”
Joe Dispenza

Torna-se então clara a razão pela qual um cérebro com ligações enraizadas, resulta numa personalidade enraizada, inalterável e rígida. E embora a personalidade possa passar por alterações, elas podem mudar comportamentos mas não mudam realmente a personalidade para uma nova. Há milhares de outras redes que se mantêm, mantendo-se o agregado “EU”.
Felizmente, o cérebro foi criado para levar um Espírito Encarnado até à Iluminação, sendo essa a razão pela qual tem neuroplasticidade.


NEUROPLASTICIDADE
É possível quebrar as redes ligadas do cérebro, mudar hábitos e ganhar liberdade.
Neuroplasticidade é o termo usado para definir a capacidade que o cérebro tem de formar novas ligações, ou seja, neurónios ligarem-se a outros neurónios.
Anteriormente acreditava-se que até à adolescência o cérebro já estivesse ligado para o resto da vida. 
As investigações mais recentes confirmaram que o cérebro não só é muito plástico e maleável, mesmo em idades avançadas, como também cria novas células.

“Há um enorme potencial para mudar os tipos de comportamento e padrões característicos em que caímos. E o potencial para a mudança do nosso sistema nervoso, de toda a nossa psicologia, é tremendo. De facto, a nossa fisiologia é diferente do que era há tempos atrás. Essa memória foi codificada e a sua estrutura genética mudou. E enquanto antes falaríamos do sistema nervoso como uma coisa rígida com pouca capacidade de mudança, sabemos hoje que, a muitos níveis, isso não é verdade. Há uma capacidade tremenda de plasticidade, que basicamente significa capacidade de mudança no sistema nervoso.”
Dr. Daniel Monti

Somos muito mais ilimitados do que achamos!
Pensar que o nosso crescimento pára na adolescência é, segundo John Hagelin, uma forma bárbara de ver o potencial humano.
Ele considera que somos capazes de desenvolver a criatividade e a inteligência durante a vida toda. Fomos concebidos para isso. 
Mas para isso, temos de ter acesso à capacidade inata do cérebro, e as ferramentas, a chave, para realmente desenvolver o cérebro holisticamente, que são: 
  • Sentir a realidade holisticamente, 
  • Desenvolver o estado meditativo chamado de experiência espiritual, 
  • Sentir a experiência do Campo Unificado na fonte do pensamento.


LIVRE ARBÍTRIO
O factor principal que distingue os seres humanos de todas as outras espécies é o nosso Lóbulo Frontal, e o rácio desse lóbulo frontal em relação ao resto do cérebro. 
O lóbulo frontal é a área do cérebro que nos permite concentrar a atenção. 
  • É fulcral para tomar decisões e para manter uma intenção firme. 
  • Permite-nos tirar informações do nosso meio ambiente e do nosso armazém de memórias, processá-las e tomar decisões ou escolhas diferentes das decisões e escolhas que já fizemos. 
No entanto, muitas das nossas escolhas e decisões são condicionadas. 
Muito do nosso comportamento consiste em respostas condicionadas, aprendidas ou automáticas a estímulos. Estas respostas automáticas, como ir ao frigorífico em situação de stress, são respostas automáticas habituais e inconscientes, e por isso não se consideram “escolhas”.

“Fazer uma Escolha ocorre quando conscientemente  nos separamos do meio ambiente e dos seus estímulos e nos afastamos do nosso comportamento biológico habitual e nos tornamos um observador.  Desse ponto de observação, podemos raciocinar cuidadosamente, baseando-nos no que sabemos… O lóbulo frontal retira informação do que desenvolvemos ao longo da vida, através da experiência e através de dados intelectuais factuais e diz:
 “eu compreendo esta rede de neurónios, e compreendo esta outra rede de neurónios, mas e se eu pegar nestas duas redes e integrar estes dois conceitos para construir um novo modelo, um novo ideal, uma nova realidade?””
Joe Dispenza

Quando se é viciado numa coisa, e se faz essa coisa vezes sem conta, perde-se o poder de observação porque se tornou habitual. Quando recuperamos o poder de observação, podemos ver que, com as nossas escolhas, alteramos, restringimos ou mudamos o que vemos lá fora.
Quando perdemos o poder de observação, as redes biológicas de neurónios fazem as escolhas. O cérebro reage ao meio ambiente e certos aspectos do cérebro ligam automaticamente centros que fazem com que o corpo responda, como é o caso do reflexo involuntário por exemplo. 
Quando recuperamos o nosso poder de observador,  a consciência move-se no cérebro e usa o cérebro para examinar as opções e as possibilidades. Em vez de entrar em piloto automático e nos comandar, somos nós que usamos o cérebro. A consciência começa a ter domínio sobre o corpo.


No mundo quântico:
  1. Temos a intenção de fazer uma pergunta acerca da realidade.
  2. Surgem depois as possibilidades
  3. Depois a observação colapsa-as em escolhas definitivas

O que o Dr Joe Dispenza diz é que é possível colapsar a escolha numa Nova Vida:
“Talvez sejamos apenas pobres observadores. Talvez não tenhamos dominado a arte de observar, e talvez seja uma arte. E talvez estejamos tão viciados no mundo externo e tão viciados em estímulos e respostas do mundo externo que o cérebro começou a trabalhar por resposta em vez de trabalhar por criação. Se nos derem conhecimento apropriado e compreensão apropriada, e instrução apropriada, deveríamos começar a ver feedback mensurável nas nossas vidas”

Mas, como traduzimos tudo isto numa Acção de Mudança e Transformação?
  


“O livre arbítrio reside 
no nosso córtex frontal, 
no lóbulo frontal.
Podemos treinar-nos 
a fazer escolhas mais inteligentes 
e a ter consciência 
das escolhas que fazemos.”
Candance Pert
  



in, Afinal O Que Sabemos Nós?






sábado, 11 de julho de 2020

POR QUE É QUE NÃO SOMOS MÁGICOS?


Albert Einstein




O que é a magia 
em relação à ciência?


O controlo remoto da televisão, há 200 anos, seria altamente mágico.
Os antigos sumérios escreveram acerca de deuses que conseguiam comunicar magicamente por voz por todo o planeta instantaneamente. Hoje em dia só temos de escolher pré-pago ou assinatura.

No livro “Como Transformar Um Mágico Num Sapo” diz assim:
1. Convença as pessoas que não são mágicas.
2. Ensine as glórias de ser uma vítima.
3. Confunda e faça fogo cruzado com Sistemas de Crenças.
4. Torne Novos Conhecimentos assustadores e inacessíveis.
5. Torne os Mágicos medonhos, e ser mágico uma coisa perigosa.
6. Faça com que mintam.
7. E nunca olhem para dentro.

E no caso de acontecer você ser um Feiticeiro que se transformou em sapo, o livro também diz quais são os antídotos:

1. CONVENÇA AS PESSOAS QUE NÃO SÃO MÁGICAS
Uma vez que todos somos mágicos, se as convencermos de que não o são, será então o que elas serão.
ANTÍDOTO: Lembre-se da sua grandeza; você já é mágico!
  • Se lhe disserem que você é uma mutação fortuita da matéria, e que o seu sentido do EU é uma propriedade epifenómeno de partículas mortas, quão mágico se sente?
  • Se os seus momentos mágicos são explicados como sendo coincidências, onde fica a magia na sua vida?
  • Se a sua visão do mundo é morte, doença, guerra e sofrimento, ou seja, o que vê nos noticiários, frente aos quais você se sente impotente, que tipo de mágico é você?
  • E se lhe disserem que é um pecador desprezível, nascido do pecado e desventurado aos olhos de Deus?

Abraham Maslow apercebeu-se que a Psicologia se preocupava, quase exclusivamente, com problemas e doenças: neuroses, psicoses, disfunções.
Por que não estudar indivíduos saudáveis?
Por que não olhar para o que são as mais altas possibilidades para os Seres Humanos, e criar formas de ajudar todos a desenvolver os seus poderes? 
Segundo Maslow, todos têm um tremendo potencial latente, que há poderes e capacidades dentro de todos nós que nunca vêm à superfície, ainda!

“As capacidades do Ser Humano nunca foram medidas; nem podemos julgar o que podemos fazer através de precedentes, de tão pouco que foi tentado.”
Henry David Thoreau
“O cérebro humano é um espelho do infinito. O seu alcance, capacidade ou crescimento criativo não têm limites. Ninguém sabe que feitos podem estar ao alcance da espécie uma vez desenvolvida toda a capacidade da mente.”
Norman Cousins

2. ENSINE AS GLÓRIAS DE SER UMA VÍTIMA
  Uma vez aceitando ser uma vítima, os mágicos renunciaram à sua alegação de criar a realidade. Às vítimas, a realidade acontece-lhes: é injusta e nunca por sua responsabilidade. Assim, nunca têm de olhar para dentro, onde verão a sua própria criação.
ANTÍDOTO: Aceitar a responsabilidade pela sua vida.
As glórias de ser uma vítima são muitas: 
Nunca falhamos, por isso não sentimos culpa; 
As pessoas têm pena de nós e dão-nos atenção e ajudam-nos;
Faz parte do jogo Culpar.
Culpar pais, sociedade, emprego, patrão e chefe, companheiros, amigos, saúde, as circunstâncias da vida que não nos agradam e não nos são favoráveis, blá blá blá…
Mas, esta rede de desculpas desmorona-se se aceitarmos que A Consciência Cria A Realidade.
O que significa que você criou a sua vida e o seu mundo.
Pode refilar porque não tem o que quer, quando, de facto, você tem o que quer. Está a viver a vida que escolheu viver, a vida que acreditou que poderia viver. Simplesmente observe todas as coisas, todas as pessoas, todos os lugares e todos os eventos da sua vida.


3. CONFUNDA E FAÇA JOGO CRUZADO COM SISTEMAS DE CRENÇAS
A crença é o sistema de criação. Qualquer abalo na crença de um acto mágico irá desmoroná-lo. As “autoridades” são muito úteis nesta tarefa.
ANTÍDOTO: Não dê poder às autoridades, e confie na sua própria experiência. Lembre-se: a Crença é um Sistema de Criação.
Os nossos sistemas de crenças não são um todo consistente, bem pensado e integrado.
Ou seja, pode haver um momento de entusiasmo em que você acredita que consegue voar, mas ainda acredita que o que sobe tem de cair. O que se está a acentuar é um disfarce da dúvida que temos; o que não aceitamos de facto é o grau de dúvida que se esconde por trás das nossas afirmações. 
E se escavarmos o suficiente, a dúvida é sempre o resultado de um Sistema de Crenças, que colide com a crença sobre a qual está a actuar. E até esses conflitos internos terminarem, a nave permanecerá no pântano.

“Quão amplo, quão profundo quão elevado é o seu nível de aceitação?
Porque é isso que a crença é.
Não pode nunca manifestar na sua vida aquilo que não aceita. Apenas irá manifestar aquilo que aceita. 
Então, quão ampla é a sua aceitação? 
É maior do que a sua dúvida?
Quais são as limitações da sua aceitação?
É por isso que está doente, que é velho, que é infeliz?
Porque o seu nível de aceitação é a infelicidade?
É só isso que você obtém. Não cresce mais.”
Ramtha

4. TORNE NOVOS CONHECIMENTOS ASSUSTADORES E INACESSÍVEIS

O novo conhecimento é a chave que destranca velhos sistemas de crenças e abre a porta realidades cada vez maiores. Para além disso, o conhecimento fortalece a crença no verdadeiro mecanismo do Universo, dando assim poder ao Mágico. 
Assim, use a mais drástica das contramedidas: o Medo.
ANTÍDOTO: Procura e encontrarás!
“Temos de ter conhecimentos que nos permitam sonhar sonhos mais elevados. Temos de ter vontade e paixão para sair dos limites da nossa própria zona de conforto e da nossa própria necessidade de conformação, e tentar fazer algo que a humanidade consideraria loucura. E, no entanto, feito com o conhecimento apropriado, é considerado heróico, brilhante e genial.”
Joe Dispensa
 “Quando os nossos limites se expandem, sentimo-nos felizes. Quando os nossos limites diminuem, identificamo-nos com um pequeno casulo, ficamos infelizes. Portanto, a ideia é aumentar os nossos limites.”
Amit Goswani

O bastão dos feiticeiros, como o Gandalf, o Yoda e o Merlin, era considerado o bastão do conhecimento, apoiava-os e guiava-os na viagem. Tinha um grande poder. 

“O conhecimento é o maior motivador. Se as pessoas simplesmente souberem o potencial que a vida é, que estados mais elevados de consciência existem para além de estar acordado, a sonhar e a dormir, e como o mundo irá ser, quando as pessoas viverem uma consciência-unidade, as pessoas sentir-se-ão motivadas. A única razão pela qual as pessoas não se sentem motivadas é porque não foram expostas ao conhecimento. Os meios de comunicação de hoje em dia, que tipo de conhecimento é que apresentam às pessoas? Apenas o necessário para saírem de casa e irem comprar um hambúrguer. Não é suficiente para inspirar as pessoas a saber o que é possível na vida.”
John Hagelin


5. TORNE OS MÁGICOS MEDONHOS, E SER MÁGICO UMA COISA PERIGOSA  
Os seres iluminados são magneticamente radiosos e procuram iluminar toda a gente. Afastá-los de uma forma ou de outra elimina o problema e torna os outros hesitantes em seguir os seus passos.
ANTÍDOTO: Encontre aqueles com quem pode aprender e estude.
Trazer iluminação ao Planeta é há milénios uma ocupação arriscada. Tanto para os professores da metafísica como para os cientistas. Agora que fica mais difícil assassinar um professor problemático, fazem-nos parecer esquisitos, loucos, assustadores, sinistros. Se isso não funcionar é-lhes atribuída a definição de Líder de Culto. 

Há imensas pessoas aí fora com quem aprender e a única maneira é ver pelos próprios olhos. 
Lembre-se do antídoto “Não acredite nas autoridades; confie na sua própria experiência”.

6. FAÇAM COM QUE MINTAM
Uma mentira é uma separação da realidade. Fragmenta os mentirosos, tornando-os uma casa dividida. Fractura também a integridade dos seus sistemas de crenças tornando assim qualquer magia que façam insignificante. Ou seja, torna a mentira aceitável.
ANTÍDOTO: Na iminência de uma mentira, pergunte a si próprio: Qual é a pior coisa que pode acontecer se eu disser a verdade? Será que isso vale a pena o sacrifício da minha herança mágica?
Parece que hoje em dia todos mentem. Os patrões, os políticos, os amantes, os líderes religiosos, todos mentem. É aceitável porque ninguém faz grande alarido acerca disso. Os políticos criam séries de mentiras para manipular as pessoas com objectivos específicos, e o mundo encolhe os ombros e tudo continua na mesma sem qualquer tipo de consequência ou justiça. Mas, os mágicos conhecem sempre as consequências. 
“Se não tivéssemos tempo na vida para mentir ou enganar, se tivéssemos a impecabilidade do mestre espiritual, faríamos coisas milagrosas sem esforço. Mas sabemos que, isso se atinge de uma forma muito prática, confrontando as mentiras e inverdades, e as atitudes de vitimização que formam quem somos. Se excluirmos isso, as outras coisas seguir-se-ão imediatamente. Se nunca as excluirmos e as cobrirmos com uma fachada de espiritualidade, então a ciência e a religião podem unir-se o que quiserem, que nunca farão diferença nenhuma.”
Dr. Miceal Ledwith 

7. NUNCA OLHEM PARA DENTRO

Embora seja a última regra, é a chave de tudo o resto. Se as pessoas nunca olharem para dentro, nunca irão descobrir a verdade acerca do quê e de quem são realmente. Assim, convença-as de que a verdadeira felicidade está lá fora.  
ANTÍDOTO: Não ouça…olhe para dentro.
O bombardeamento diário de publicidade procura acentuar a noção de que a realização se atinge obtendo coisas do mundo exterior. Mas o facto é que, no fim de mais carros e casas, dinheiro e fama, apenas restamos nós próprios.

Lembremo-nos que não somos vítimas de nada. 
Cada um decide em que quer prestar atenção, e no que se deve concentrar. 
É sempre uma escolha nossa. 

Culpar 
o que quer que seja 
no exterior 
é diminuir o interior.




in, Afinal o Que Sabemos Nós?