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sábado, 8 de outubro de 2016

Pūrākau: lendas māori



A cultura māori está repleta de lendas ou pūrākau. 
Descobre algumas das histórias mais famosas:



Mt Hikurangi, Eastland 
By Fraser Clements


Māui fisga a North Island – Mount Hikurangi, Eastland
Segundo a lenda māori, Māui-tikitiki-a-Taranga era um semideus atrevido e esperto que gostava de ultrapassar os limites. Quando os seus irmãos planearam excluí-lo de sua viagem pesqueira, Māui se escondeu na parte frontal da canoa, revelando-se somente quando haviam chegado a alto mar. Nessa viagem pesqueira, Maui pegou o seu maior peixe, North Island.

Segundo a lenda, Mount Hikurangi, na costa leste de North Island, foi a primeira parte do peixe de Māui a emergir do mar. A montanha é sagrada para a tribo local Ngāti Porou, que se considera descendente de Māui.

Uma visita ao Mount Hikurangi com um guia māori local vale o esforço. 
Ouvirás lendas enquanto contemplas incríveis representações esculpidas de Māui e de sua família.
Ngati Porou tem trilhos de caminhada guiadas e passeios de 4x4 para ver as esculturas de Māui, além de trilhos até ao cume da montanha para ver o nascer do sol.



Tane Mahuta, Northland & Bay of Islands


Tāne-mahuta cria o mundo de luz – Waipoua, Northland
Tāne-mahuta, Senhor da floresta, é uma importante figura da lenda māori.
O mais velho de seis irmãos, Tāne-mahuta cansou-se de viver no escuro, encarcerado entre seu pai, o céu (Ranginui), e sua mãe, a terra (Papa-tū-ā-nuku). Decidiu separá-los e, ao fazê-lo, criou o mundo de luz (Te Ao Mārama) em que vivemos hoje.

Waipoua, que fica na costa noroeste de North Island, tem uma das mais antigas florestas kauri. Algumas de suas árvores têm mais de 2.000 anos. As árvores mais antigas e reverenciadas da floresta são Te Matua Ngahere (pai da floresta) e Tāne-mahuta, cujo nome é uma homenagem ao lendário Senhor da floresta.

Footprints Waipoua oferece passeios guiados nesse paraíso de fauna nativa. 
Ao longo da jornada, os visitantes ouvem lendas māoris da floresta, de seus deuses e de seus habitantes, incluindo a história da criação de Tāne-mahuta.
Um ponto de destaque é ouvir os guias māoris cumprimentarem as árvores gigantes com emocionantes músicas sagradas (waiata).




Hinemoa & Tutanekai, Rotorua


A famosa história de amor de Hinemoa e Tūtānekai – Mokoia Island, Rotorua
Hinemoa e Tutanekai eram o Romeu e Julieta da Nova Zelândia: dois amantes desafortunados cujo caso de amor era tanto ardente quanto proibido. No entanto, essa fábula tem um final feliz. Eles provaram a força do seu amor num acto dramático e perigoso, conseguindo a aceitação das suas famílias.

O melhor lugar para conhecer a história de Hinemoa e Tūtānekai é a ilha de Mokoia, em Lake Rotorua, onde os famosos eventos ocorreram. Aventure-se no local com Mokoia Island Experiences, e você ouvirá a história dos amantes em toda sua cor e plenitude, contada pelos membros da tribo local, Te Arawa.

Na ilha, podes mergulhar na Hinemoa's Pool, a fonte termal natural onde ela se banhou.
Também conhecerás uma cerimónia tradicional de boas-vindas, saborearás a deliciosa comida māori e desfrutarás de uma caminhada na mata para ver as plantas e os pássaros nativos.



Kaikoura


Paikea, a Encantadora de baleias – Kaikoura, Canterbury
A lenda maori conta a história de Paikea, ancestral que se aventurou numa nova vida na Nova Zelândia, nas costas da baleia Tohorā. A história representa a ligação espiritual entre os mundos humano e natural, e o potencial revelado quando a natureza é respeitada, em vez de explorada.

A história de Paikea inspirou o livro Encantadora de Baleias, de Witi Ihimaera, que, por sua vez, inspirou um filme premiado de mesmo nome.

Em Kaikoura Coast, South Island, majestosas baleias vivem abaixo da superfície do oceano.
Se quiseres encontrar as gigantes da história de Paikea, Kaikoura é o lugar.

Num passeio de Whale Watch Kaikoura, os visitantes sentem a ligação entre o povo māori e o mar, enquanto testemunham a natureza de perto, aprendem sobre a vida selvagem escondida de Kaikoura e ouvem a lenda de Paikea, além de outras histórias locais.



in, New Zealand

quinta-feira, 6 de outubro de 2016

Te Reo Māori: o idioma māori


Hongi Maori


O povo Maori cumprimenta-se com um “hongi”. 
Consiste em duas pessoas encostarem os narizes e as testas. 
Eles acreditam que quando fazem isso demonstram que “conhecem as almas um do outro”.
Dentre os costumes da Nova Zelândia, este é um dos mais interessantes.


“Kia Ora!”, que signfica “Olá!”


Como diria Onehunga, Whangamomona e Ngunguru?
O maori consiste nos sons das cinco vogais: a e i o u ("a" como em "carro", "e" como em "elo", "i" como em "ti", "o" como em "forte", "u" como em "tu"). Há oito consoantes em maori similares às do português — "h", "k", "m", "n", "p", "r", "t" e "w". Há também duas consoantes diferentes — "wh" e "ng". Muitos maoris pronunciam o som de "wh" semelhante ao nosso "f". O "ng" é parecido com nosso som de "ng"  numa palavra como "pingo", excepto pelo facto de no maori as palavras podem começar com "ng".


Kia ora - Olá
Kia ora tātou - Olá a todos
Tēnā koe - Saudações (dito a uma pessoa)
Tēnā koutou - Saudações a todos (dito a três ou mais pessoas)
Nau mai, haere mai - Bem-vindo
Kei te pēhea koe? - Como vai?
Kei te pai - Bom
Tino pai - Muito bom
Ka kite anō - Até logo


Revitalização do idioma maori
O idioma māori é considerado um taonga (tesouro) nacional e é falado por cerca de 23% dos neozelandeses. O idioma está a passar por uma revitalização, com iniciativas como a Māori Language Week, escolas de idioma māori (da pré-escola até o ensino médio) e um canal de televisão no idioma māori, todos com o seu papel no crescimento do Te Reo.


in, New Zealand

quarta-feira, 5 de outubro de 2016

Kapa Haka - apresentação māori


Tamaki Maori Village


Kapa haka (ou artes performáticas tradicionais māori) constitui uma parte poderosa e extremamente visual da experiência cultural da Nova Zelândia.
Kapa haka é o termo para as artes performáticas māori e significa literalmente formar uma linha (kapa) e dançar (haka). Trata-se de uma combinação emocional e poderosa de música, dança e canto. A kapa haka é realizada por grupos culturais nos maraes, nas escolas, e durante eventos especiais e festivais. Enquanto você estiver na Nova Zelândia, aproveite a oportunidade para experimentar a emoção da kapa haka pessoalmente.

Durante uma apresentação de kapa haka, você ouvirá uma variedade de composições, cantos e corais, e elegantes músicas de movimento, além de intensas danças de guerra. Muitas apresentações incluem demonstrações habilidosas de armamento tradicional.


  • Haka - Maori war dances
  • Kapa Haka - apresentação māori
  • Marae: locais de encontro māori
  • Pōwhiri - boas-vindas māori
  • Pūrākau: lendas māori
  • Tā moko: a tatuagem māori
  • Te Reo Māori: o idioma māori
  • Toi: artes māori



Waiata-ā-ringa
Em uma waiata-ā-ringa, ou música de movimento, as letras são acompanhadas por movimentos das mãos repletos de simbolismo. Os artistas agitam suas mãos rapidamente, um movimento chamado wiri, que pode simbolizar águas cintilantes, ondas de calor ou mesmo uma brisa movimentando as folhas de uma árvore. A waiata-ā-ringa é geralmente acompanhada por um violão e pode ser lenta, rápida, séria ou galanteadora, dependendo do contexto.

Poi
Poi é uma forma de dança na qual cada um que a executa gira habilidosamente uma ou mais poi (bola em uma corda) em perfeita harmonia com entre si. Repentinas mudanças de direção são realizadas golpeando a bola em uma mão ou em outra parte do corpo, e o barulho cria um ritmo percussivo. Dançarinos de poi são normalmente mulheres, e uma apresentação habilidosa transmite um forte sentido de graça, beleza e charme.
A dança poi Maori exibe o habilidoso controle de uma bola balançada por uma corda.

Haka
Haka são danças de guerra com cânticos altos, movimentos bruscos com as mãos, fortes pisadas no chão e tapas nas cochas. Os dançarinos podem incorporar armas tradicionais, como taiaha (armas parecidas com lança) e patu (tacos), ao haka. O time de rugby All Blacks é famoso por apresentar o haka antes de todos os jogos. Você poderá ver esse mesmo haka em uma apresentação cultural.

Pūkana
Pūkana, ou expressões faciais, são um importante aspecto em apresentações māori. Ela ajuda a enfatizar um ponto da música ou do haka, e demonstra a ferocidade ou paixão do performista. Para as mulheres, pūkana envolve abrir bem os olhos e salientar seu queixo tatuado. Para os homens, significa abrir bem os olhos e esticar a língua para fora ou apertar os dentes. Embora sejam intimidadoras, essas expressões não são necessariamente um sinal de agressão, mas podem simplesmente demonstrar força e emoções profundas.


in, New Zealand

quinta-feira, 25 de setembro de 2014

Kiri Te Kanawa: Maori Songs





Kiri Te Kanawa: Maori Songs


00:01 01. Hine e Hine
04:32 02. Tarakihi (The Locust)
07:32 03. Moe Mai e Hine
10:57 04. Hoea ra
14:57 05. Matangi
18:30 06. Huri huri
21:57 07. E Papa (Titi torea; E Aue)
25:23 08. Ara ka Titiro
29:10 09. Hoki Hoki Tonu Mai
33:00 10. Po Ata Ran (Now is the Hour)
36:48 11. Piki Mai
39:57 12. Haere ra e Hine
43:03 13. E Pari Ra
46:16 14. Akoako o te rangi
49:44 15. Tahi Nei taro kino
53:10 16. Po Karekare ana

sábado, 30 de agosto de 2014

Matariki – Maori New Year



Matariki, the Maori New Year, is rich with tradition.
Discover the importance of Matariki, and explore ways that you can celebrate the Maori New Year with your family.

What is Matariki?

Matariki is the Maori name for a group of seven stars known as the Pleiades constellation star cluster. 
Some people think of Matariki as a mother star with six daughters, and it is often referred to as the Seven Sisters.





Matariki appears in the eastern sky sometime around the shortest day of the year, and is thought to determine how successful the harvest crop will be in the coming season.
The brighter the stars, the more productive the crop will be.



What does Matariki mean?

Matariki has two meanings, both of which refer to the cluster of stars.
Mata Riki means Tiny Eyes, and
Mata Ariki means Eyes of God.

When is Matariki celebrated?

Matariki begins to rise in the last few days of May, and this symbolises the coming of the Maori New Year.
Some iwi (tribes) start celebrations when Matariki is first seen, however it is the first new moon after Matariki that officially signals the Maori New Year.
Some people celebrate the New Year on the day the new moon rises, and others celebrate on the day after the new moon.
Celebrations can last up to 3 days.

The Matariki new moon happens sometime in June.

Upcoming dates:
2014- 28 June

Why is Matariki important?

In years gone by, Matariki was thought to determine your crop for the coming season, and therefore it was important to recognise the part it played in nature’s cycle.
The disappearance of Matariki in Autumn, signaled the time to gather and preserve crops, and so was an important marker in the harvest calender.

Nowadays, Matariki is seen as an important time to celebrate the earth, and show respect for the land on which we live.

How is Matariki celebrated?

Traditionally Matariki was celebrated by gathering with whanau (family) and reflecting on the past. The festival’s connection to the stars provided an opportunity for families to remember their whakapapa (genealogy) and those ancestors who had passed away to the heavens.
Offerings were made to land-based gods who would help provide good crops, and new trees were planted to signal new beginnings.

Many of these traditional celebrations are still practiced today, however there are many others ways that Matariki is celebrated also.
Most celebrations focus around music, song, dance, food and family, and celebrations can last up to 3 days.

How do communities recognise Matariki?

Matariki is a good opportunity for Maori to share their stories and culture with the wider community, and many events and activities are planned throughout the country to share and celebrate Matariki.

Some common events and activities include:

Concerts and cultural performances
Art exhibitions
Art and Craft Workshops
The sharing of myths and legends
Astronomy Workshops
Hangi and Feasts
Dawn Ceremonies
Family Days
Tree Planting in Conservation Areas
Whakapapa (Genealogy) Workshops
Cooking Demonstrations

How can you celebrate Matariki with your family?

There are lots of ways you can celebrate Matariki with your family, and in doing so, start your own family traditions.

Some ideas to get you started include:

A Family Feast

Make Matariki a time when the whole family gets together to feast and give thanks.
It may be a nice opportunity to explore traditional Maori food like hangi and rewena (Maori bread).

A New Harvest

Use Matariki as a time to clear the winter vegetables, and prepare your vegetable garden for the new planting. It could become a family tradition to do the gardening altogether – at least for one day of the year.

Tree Planting

Contact your local Department of Conservation to find out if there are any regeneration projects happening in your area. Organise to plant a tree on Matariki, or better still, get together with a group of friends and plant several.

Sleep Under the Stars

Spend a night sleeping under the stars (or under a tent!), and tell your own family stories. You may want to talk about family memories, or create goals for the coming lunar year.

New Years Resolutions

Most of us create New Years Resolutions in January, but by the time June rolls around they are long forgotten. Why not use Matariki as a time to renew your resolutions.

Attend a Matariki Event

Matariki events are held right throughout the country, and new comers are usually welcomed as people are eager to share their culture. To find out what Matariki events are happening in your area, contact your local Marae or Maori Trust.

Happy New Year.


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Related Websites

www.matarikievents.co.nz

Matariki website by New Zealand Maori Tourism Council which includes a comprehensive list of Matariki events within every region around New Zealand.

www.nzonscreen.com/collection/the-matariki-collection

A collection of New Zealand television content focused around Matariki.


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NOTA:

As Pleiades são um grupo de estrelas na constelação do Touro.
As Pleiades, também chamadas de aglomerado estelar (ou aglomerado aberto) M45 são facilmente visíveis a olho nu nos dois hemisférios e consistem de várias estrelas brilhantes e quentes, de espectro predominantemente azul. As Pleiades tem vários significados em diferentes culturas e tradições.



O cluster é dominado por estrelas azuis quentes, que se formaram nos últimos 100 milhões de anos.
Há uma nebulosa de reflexão formada por poeira em torno das estrelas mais brilhantes que acreditava-se a princípio ter sido formado pelos restos da formação do cluster (por isto receberam o nome alternativo de Nebulosa Maia, da estrela Maia), mas hoje sabe-se que se trata de uma nuvem de poeira não relacionada ao aglomerado, no meio interestelar que as estrelas estão atravessando actualmente.
Os astrónomos estimam que o cluster irá sobreviver por mais 250 milhões de anos, depois dos quais será dispersado devido a interacções gravitacionais com a vizinhança galáctica.

O núcleo do aglomerado tem um raio de cerca de oito ano-luz e uma raio da maré de cerca de 43 anos luz. O aglomerado inclui mais de 1.000 membros confirmados estatisticamente, embora este valor exclui estrelas binárias não resolvidas. É dominada por jovens e quentes estrelas azuis, 14 podem ser vistas a olho nu dependendo da observação e das condições locais.
O arranjo das estrelas mais brilhantes é algo semelhante a Ursa Maior e Ursa Menor.
A massa total contida no aglomerado é estimada em cerca de 800 massas solares.

O aglomerado contém muitas anãs casdtanhas, que são objectos com menos de cerca de 8% do da massa do Sol, não possuem massa suficiente para a fusão nuclear (para iniciar reacções em seus núcleos e tornar-se estrelas).
Podem constituir até 25% da população total do aglomerado, embora elas contribuem com menos de 2% da massa total.
Os astrónomos têm feito grandes esforços para encontrar e analisar anãs castanhas nas Pléiades e de outros jovens "aglomerados", porque são ainda relativamente brilhantes e observáveis, enquanto que anãs castanhas nos aglomerados são mais "apagadas" e muito mais difíceis de estudar.

As nove estrelas mais brilhantes nas Pleiades tem os nomes das Sete Irmãs da mitologia grega: Asterope,
Mérope,
Electra,
Celeno,
Taigete,
Maia e
Dríope,
junto com os seus pais, Atlas e Pleione.
Como filhas de Atlas, as híades eram irmãs das Plêiades.
O nome do aglomerado é em si de origem grega, apesar da etimologia não estar clara.
Algumas derivações incluem: de πλεîν plein, navegar, fazendo das Plêiades "as navegantes"; de pleos, cheio ou muitos; ou então de peleiades, bando de pombas.

domingo, 17 de agosto de 2014

Maori of New Zealand


Foto by Jimmy Nelson

We introduce you to the fantastic Maori of New Zealand.
By the end of the nineteenth century, the effects of early colonisation,wars and epidemics had reduced the Maori population to a low of around 40,000.
In early 20th century, the Maori population numbers began to recover and Maori culture underwent a renaissance.
There are currently around 650,000 Maori in New Zealand and an extraordinary number of them wear and “Ta Moko”, tattoo their bodies with pride.

sábado, 16 de agosto de 2014

Kawhia traditional Maori festival


Foto by Jimmy Nelson

During the Kawhia traditional Maori festival there were traditional and contemporary Kapahaka performances, Ta Moko demonstrations and lots and lots of music.
An ideal place for Jimmy Nelson and his team to set up their impromptu studio to photograph the proud Maori.

domingo, 10 de agosto de 2014

Ta Moko


Foto by Jimmy Nelson

Tattooing has always been an important part of Maori culture.
Receiving tattoos was an important step to maturity and there were many rites and rituals associated with the event.
Every member of a Maori tribe had a specific role and a specific place within the social order.

quarta-feira, 6 de agosto de 2014

Haka


Foto de Jimmy Nelson

The Haka war dance, meant to intimidate the enemy, is one of the best-known cultural traditions of the Maori.
These dances are accompanied by song and body percussion created by clapping hands, stomping feet and slapping thighs.
The dance itself involves energetic postures representing warlike and aggressive poses.

sábado, 2 de agosto de 2014

Maoris...and gods


As a polytheist culture, the Maori worship many gods, goddesses and spirits.
Maori believe that ancestors and supernatural beings are ever-present and able to help the tribe in times of need.
Myths are set in the remote past.
They present Maori ideas about the creation of the universe and the origins of gods and of people.

domingo, 19 de janeiro de 2014

Provérbios Maori


Whakatauki (Provérbios,) desempenham um papel importante dentro da cultura maori. 
Eles são usados como ponto de referência nos discursos, e também como orientações faladas para os outros dias. 
É uma forma poética da língua maori, muitas vezes se funde a acontecimentos históricos, ou perspectivas holísticas, com mensagens subjacentes que são extremamente influentes na sociedade Maori.

Provérbios são muito divertidos para aprender e carregados com vantagens na aprendizagem da linguagem.
Eles podem ser interpretados como achar melhor.
Existem inúmeros provérbios, e será muito útil lembrar-me deles sempre que puder, servem como incentivo de auto ajuda nas adversidades do dia a dia.
Para os maoris, cada dia era dia de abater um Leão. 

Abaixo estão alguns, dos muitos que existem:

Kaua e rangiruatia te ha o hoe te e korewaka tatou ae u ki uta.
"Não levante o remo fora de sintonia, ou a nossa canoa nunca vai chegar à costa".

Este provérbio realça a importância de todos os que trabalham em união.
É um incentivo para ter sucesso em qualquer projecto conjunto.



Ele mahi kai te taonga
"Sobrevivência é a meta estimada"

A capacidade de prover a subsistência tem grande importância, sendo essencial para a sobrevivência do grupo.
Hoje, o significado é quase o mesmo - De ter um emprego estável, que dá à família um digno padrão de vida.



Kaua e mate ururoa mate wheke
"Não se deve morrer como um polvo, sim morrer como um tubarão-martelo"

Polvos são conhecidos pela sua falta de resistência ao serem capturados, porém um tubarão-martelo irá lutar duramente até o fim, ao ponto que quando ele é servido como filé fresco, sua carne ainda treme.
É muito usado para encorajar alguém a não desistir, não importa o quão difícil é a luta.



Komainkaiatu komaru kaimaikangohengohe
Dê o quanto você receber e tudo vai ficar bem.
"Não seja egoísta, viva uma vida equilibrada"




Mate atu he tetekura, ara mai he tetekura
Quando uma folha de samambaia morre, outra tomará o seu lugar
"A vida continua em nossos filhos"




JANSER TATTOO

O que são as tatuagens maoris?


A tradicional tatuagem Maori era chamada de Moko, esses desenhos tradicionais chamam-se Tā moko. 

Desde os primeiros desenhos, os Moko eram parecidos com brotos de samambaia, folhagens que nasciam em espirais . Os desenhos sempre possuem significados particulares em cada traço, parte do corpo ou pessoa, correspondendo alguma história ou conquista já vivida.
As tatuagens Moko também eram utilizadas como sinal de força, poder e beleza dentro da tribo. 
As pessoas mais experientes possuíam um maior número de tatuagens do que os demais, tendo mais respeito sobre os outros, e da mesma forma, se uma pessoa não possui as tatuagens, automaticamente ela tem menor significância dentro da tribo, como um símbolo de status de baixo-nível social.

Tradicionalmente, os homens faziam tatuagens mais no rosto, e as mulheres na boca e no queixo, pois essas são as formas de mostrar maior respeito e poder dentro da tribo. 
Outros lugares tradicionalmente tatuados pelos Maori são as coxas, as nádegas, as costas e a barriga, isso se tratando dos homens. 
As mulheres tatuavam as coxas, nádegas, costas, e também o pescoço e nuca.

Hoje em dia, as tatuagens ainda demonstram autoridade e respeito para quem sabe seus significados.
Por exemplo, uma mulher que possui o queixo tatuado pode significar que é casada ou possui um grande respeito dentro de um grupo.

No caso dos homens, podemos ver isso no governo do país, que é dividido entre Kiwis e Maoris.
A grande maioria dos Maoris que possuem altos cargos no governo tem grande parte do rosto tatuada, se não por inteiro.
Já os de cargos mais baixos, possuem menos experiência e por isso menos tatuagens no rosto.

Os tatuadores especialistas em Tā Moko são chamados de Tohunga Tā moko, e dentro da tribo são considerados sagrados, tendo sempre um em cada tribo.
No início, para fazer as tatuagens, ao invés das agulhas, os Tohunga usavam ossos de albatrozes em formato de cinzéis, e para a pigmentação, eram feitas misturas de fuligem de madeira queimada com gordura de animal.
Essa forma de tatuar foi modificada no século 19, para diminuir os enormes riscos à saúde dos Maori, começando assim a utilizar os materiais mais próximos do que conhecemos hoje em dia, tintas industrializadas, agulhas de aço, e em algumas tribos até o uso da maquina eléctrica...

No mesmo século, no ano 1860, o estilo Moko foi liberado para o uso dos outros nativos neozelandêses, os Kiwis, também chamados de Pākehā (povo não Maori) .
Nos anos seguintes, o estilo foi popularizando na europa, e assim ganhando reconhecimento de pessoas famosas pelo mundo, como artistas e principalmente jogadores de futebol.
Porém, aí foi onde começou todo o problema histórico das tatuagens Moko.
Graças à popularização, muitas pessoas começaram a fazer tatuagens Moko, porém de forma errada. As pessoas que não fazem as suas tatuagens Moko com um Tohunga, muitas vezes podem estar a fazer desenhos com significados completamente inversos aos seus desejos e conquistas, pois cada traço feito possui um significado particular.
Por isso, grande parte das pessoas acabavam por fazer as tatuagens com a linguagem da tribo dos Maori, mas de uma forma extremamente controversa, sujando assim a linguagem Tā Moko.

Por causa de toda essa confusão, de uns anos para cá, a tribo Maori chamada “Te Uhi a Mataora” decidiu fazer uma espécie de conciliação com o resto do mundo para que pudessem continuar utilizando o estilo, porém colocando um outro termo, chamado Kirituhi.

O Kirituhi (traduz-se literalmente "pele tatuada") e, diferente do Moko, não possui significados particulares para cada pessoa tatuada, quando feito de forma aleatória,  assim podendo ser utilizado por qualquer um que ache o desenho simplesmente bonito, assim como a grande maioria dos outros desenhos tribais.

Devido ao interesse crescente por esse estilo, tatuadores mais atentos começaram a desenvolver projectos utilizando os elementos da cultura maori, e adaptando-os para tatuagens que são feitas em qualquer parte do corpo, esse estilo é o que tem maior procura e que agrada à maioria dos Pākehā, assim como os donos dessa arte gostam de nos chamar.


JANSER TATTOO

Mitos da Oceânia


Se queremos falar da mitologia da região, devemos começar, situando a Oceânia no contexto físico, dado que, embora se fale dela como se se tratasse de mais um continente, não é tão simples precisar com claridade a sua justificação geográfica. O acordo mais recente que se tomou sobre os seus limites precisa que é um conjunto de terras dividido em duas zonas. 
Australásia e Melanésia, que compreendem a Austrália e Nova Zelândia por um lado, e a Melanésia, propriamente Micronésia e Polinésia. 
Mas também se costuma considerar a Oceânia dividida em quatro grandes itens:  

O primeiro é Austrália com a maior massa de terra firme.
Atrás dela estão Micronésia, Melanésia e Polinésia.
A Polinésia é o grupo mais extenso dos insulares, dado que compreende todas as ilhas encerradas num polígono que vai desde as duas maiores ilhas, as de Nova Zelândia, até a ilha de Páscoa, a mais próxima da costa americana, passando pelas Havai, Taiti e Samoa.

Portanto, foram abandonadas as antigas convenções que supunham que Malásia, a actual Indonésia, ou uma parte dela, Filipinas e outras ilhas, como o arquipélago japonês das Kuris, faziam parte desta quinta região continental.

Oceânia é uma zona eminentemente insular, dado que, à parte do grande território continental da Austrália, mais a ilha de Tasmânia, Papua e as duas ilhas da Nova Zelândia, o resto está composto por mais de dez mil ilhas e ilhéus, com uma extensão total de uns 120.000 quilômetros quadrados, o que vem a dar uma (enganosa) média de pouco mais de dez quilômetros quadrados por ilha, número que dá ideia da escassa concentração humana, da dispersão da sua população, e da elevada quantidade de áreas separadas que formam este conjunto tão heterogêneo.

Quanto à divisão da sua população digamos autóctone, há dois grandes grupos étnicos muito diferenciados:
melanésios, de rasgos predominantemente negróides,
e micronésios, de rasgos mais mongolóides.

Os micronésios, por sua vez, se distribuem aproximadamente em dez zonas linguísticas diferentes. A primeira população desta região, chegou principalmente da Ásia (já que também houve emigrações menores da América) por sucessivas ondas há só uns vinte mil anos, e muitos dos territórios insulares mais orientais são de muito recente população, alguns até receberam a sua população primitiva no primeiro milénio da nossa era, como é o caso particular das ilhas Havai, que receberam os primeiros imigrantes,vindos das ilhas Marquesas, no século V, com a segunda emigração que chegou do Taiti, nos séculos IX e X.

UMA CONSTANTE ANIMISTA

Em toda a Oceânia,especialmente na Melanésia,o animismo é o sistema de crenças mais importante. Este sistema animista, como apontava Sir James G. Fraser, que realizou um dos melhores estudos da zona, é a demonstração de que aqui a magia dominou a religião e venceu-a em toda a linha. Porque o ser humano, ao sentir-se impotente perante as forças da natureza, ao não poder aceder ao seu controle, ou pelo menos, ao não poder prever o seu desenvolvimento, trata de improvisar um ritual que lhe dê a possibilidade de recuperar parte da confiança perdida.

O animismo tem duas notas peculiares: 
o particularismo e o ceremonialismo. 
Tenta-se trabalhar a alma, o espírito particular, individual e definido, de cada um dos elementos sobre os quais se deseja actuar e, ao considerar a sua personalidade espiritual, se quer descobrir a maneira de agradar ou atemorizar o espírito em questão.
Para isso, o pretendido conhecedor dessas almas desenvolve a cerimónia que melhor lhe parece que pode resultar, de acordo com a sua intenção.
Neste caso, resulta claro que não há necessidade de mediador,de sacerdote,porque as regras se vão criando segundo aparece a necessidade correspondente.
O espírito da coisa, do animal,ou do fenómeno em questão,é uma alma concreta e o praticante também o é;portanto,a cerimónia animista é uma conversa, um contacto pessoal entre o espírito e o demandante, que se ajuda com a magia que ele conhece, que aprendeu dos seus maiores ou que intuiu que é a mais indicada para essa alma, a melhor para essa ocasião concreta.

O ANIMISMO HOJE

Temos um interessante exemplo actual deste culto animista na Papua Nova Guiné, a metade independente da ilha de Nova Guiné, com uma extensão de perto de meio milhão de quilómetros quadrados e uma escassa população, pouco mais de três milhões de habitantes.

Ora bem, neste novo país, no qual apenas três por cento da população se declara oficialmente não cristã, existe o culto animista mais moderno que se conhece.
Começou com a chegada dos europeus e a sua exibição de grandes embarcações,das quais desciam portentosas maquinarias, instrumentos e bens, até essa altura desconhecidos para os papus (nome malaio que se refere ao cabelo encrespado dos aborígenes).

Pois bem, desde a Segunda Guerra Mundial, num momento em que os papus assistiram a um portentoso incremento de transportes militares na sua ilha, Papua viu como se acelerava e se institucionalizava o culto da carga (Cargo Cult), com cerimónias particularizadas na espera dos papus para cessar a intervenção maléfica do homem branco, o estrangeiro que muito bem sabem que foi quem desviou a carga a eles destinada, primeiro nos barcos e agora nos aviões.

O ritual colectivo deste culto oficia-se através de modelos de aviões feitos ingenuamente em madeira, com os quais se invoca os de verdade; a cerimónia desenvolve-se periodicamente nas imediações do aeroporto da capital,noutra maquete ritual do aeroporto de Port Moresby,precisamente para fazer com que a magia actue em substituição, ao ser evidente que os aborígenes não têm o poder nem os meios técnicos necessários para reclamar pela força essa carga tão ansiada que exigem.

Com certeza, se afirma que não há sinais de que este culto tenha remetido com a passagem do tempo, ao contrário, cada dia parece mais estabelecido e melhor definido.
Mas, ao mesmo tempo que existe este culto moderno, se continua julgando que Kat foi o herói que trouxe a noite aos humanos.
A magia, em toda a Oceânia, se assimila a uma forma de defesa perante a realidade e a sua última consequência, a magia destrutiva é simplesmente uma arma utilizada pelo oficiante num acto de legítima defesa para destruir o inimigo, que não se pode parar doutro modo, mas esta magia destrutiva só reveste o inofensivo aspecto (para nós, que não temos a maldição) de um sortilégio pronunciado com todas as condições prescritas pelo ritual.

O TOTEMISMO, O OUTRO PILAR

Uma visão especialmente significativa foi a que obteve da Austrália o grande sociólogo Emile Durkheim, que descreveu na sua obra "As formas elementares de vida religiosa"(1915) tudo o que pôde observar sobre o totemismo na Austrália, nos núcleos de população indígena, definindo esse totemismo com uma forma de pensamento que concebe os seres humanos como outra das diversas partes integrante duma única natureza.

No totemismo, a vida inteira é uma unidade, e a vida religiosa, a crença, está tudo encadeado ao conjunto universal.
As cerimónias são a parte mais importante desta forma de crença e, mais ainda, as grandes cerimónias (como em todas as religiões estabelecidas) são também outra forma directa de explicar a sociedade; por isso, nos escassos grupos aborígenes que vivem no interior da Austrália, ainda se podem encontrar grandes ritos onde a presença da mulher está vetada.
Esta proibição é outra forma de acentuar a diferença social entre homens e mulheres.

Estas,por sua parte, também tinham e têm cerimónias exclusivas e separadas, como separada na sua vida civil.
Naturalmente, trata-se duma sociedade em que a poligamia era uma forma habitual de construção familiar, com um número de esposas variável dentro do continente australiano, mas oscilando entre um mínimo de duas ou três e um máximo de vinte e nove entre os tiwi.
No estabelecimento do número de esposas, o critério mais importante era o dos meios de que dispunha o cabeça de família e,como em todas as poligamias,a primeira ou primeiras esposas eram as que pediam que se tomassem novas, dado que a incorporação de esposas jovens descarregava de trabalho as existentes e se traduzia num aumento da potência económica do grupo familiar.

PRÁTICAS TOTÉMICAS DA AUSTRÁLIA

Entre as práticas religiosas próprias da Austrália é possível encontrar em Arnhem verdadeiros cantores tradicionais do ritual da "alcovitagem", oficiantes em transe que recitam o que os espíritos lhes estão a comunicar no seu especial diálogo pessoal.

Mas a prática totémica mais representativa do território Ananda, na Austrália, está nos Tjurunga, os objectos sagrados elaborados sobre pedras ou peças de madeira, com decoração e linguagem sagradas,feitos à base de incisões rituais.

Outros ritos totêmicos de Arnhem foram desde tempo imemorial os maraiin e os rangga.
Os primeiros eram representações realistas de pessoas, animais, plantas e objetos;
Os rangga eram postes cerimoniais.
Mas tudo isso construído sem nenhuma ideia de permanência, dado que se tratava de objectos que se sabiam perecíveis, porque só estavam destinados a servir de mensagem ritual nessa ocasião concreta.

No totemismo, a preocupação transcendental dos seres humanos centra-se unicamente em dois pontos:
em primeiro lugar, que as estações não interrompessem a sua habitual sucessão, nem variassem na sua forma climática;
depois, que a vida mantivesse também o seu ritmo habitual e que decorresse com a continuidade esperada, isto é, que os seres vivos pudessem continuar vivendo tranquilamente, como sempre se tinha vivido, dentro das coordenadas conhecidas através de gerações, sem que se tivesse que sofrer por consequência de alguma mudança inesperada e não desejada.

A FÁCIL ENTRADA DOS EUROPEUS

Na Oceânia, o homem branco que acaba de chegar à zona não encontra oposição alguma,nem à sua presença nem às suas ideias.

Só os fortes núcleos maoris da Nova Zelândia, os habitantes mais guerreiros de toda a Oceânia, se enfrentam aos recém-chegados homens brancos e fazem-no durante um longo período, sem se importarem com as numerosas baixas causadas por um inimigo melhor armado e ainda melhor informado. 

São duas as causas desta aceitação tão rápida, à parte do carácter aberto dos diferentes grupos de população estabelecida.
Nas ilhas de menor tamanho e população da Polinésia e, sobretudo nas Havai, torna-se evidente a superioridade dos recém-chegados e os habitantes, com um pragmatismo admirável, preferem seguir em tudo os ditados dos europeus, até no concernente às suas diversas doutrinas cristãs que trataram com eles, para tomarem todo o tempo necessário,até chegarem a estabelecer a forma mais conveniente de actuar depois.
Por outra parte, na Melanésia,a cor pálida das peles europeias está relacionada com a morte, com os sagrados espíritos dos mortos.
É esse aspecto esbranquiçado o que torna os homens brancos respeitáveis aos olhos dos melanésicos e, em consequência, se acata a sua presença e se obedecem as suas ordens, porque são a gente vinda do mais-além, não só do outro lado do mar e, para maior evidência,o poder que emana deste heterogéneo,mas decidido grupo de marinheiros,penados,soldados, traficantes, missionários e aventureiros,com as suas grandes e até a essa altura desconhecidas embarcações,as suas armas de fogo e as suas inexplicáveis posses e energias, só faz reforçar o primeiro conceito de que pertencem a um grupo diferente de seres sobrenaturais, pelo menos.

MITOS COMUNS

Há muitos pontos comuns na mitologia dos diferentes agrupamentos insulares da Oceânia.
Mas, naturalmente, as coincidências são tantas como as discrepâncias e as peculiaridades de cada etnia ou grupo,digamos nacional, sobretudo porque a enorme dispersão geográfica torna impensável que, embora se partisse da mesma raiz religiosa, fosse possível conservar inalterada a essência após pouco mais de um par de gerações, principalmente na cultura de transmissão oral,na qual três gerações é o máximo passado que se pode estabelecer com precisão cronológica.

Portanto, a característica primeira da mitologia de toda a região da Oceânia é que se misturam com facilidade os cultos gerais da zona com os desenvolvidos localmente, sem que exista absolutamente nenhuma colisão ou oposição a esse casamento.

Um dos seres legendários e semi-divinizados que aparece com maior frequência nas diferentes áreas é Maui ou, mais exatamente, Maui-Tiki-Tiki, que é o herói legendário, o ser divinizado de origem um humano pescador.
Foi capaz de realizar o descobrimento do fogo.
E, como em tantas e tantas mitologias, esse herói proporcionador do supremo bem do fogo não actuava em seu proveito, porque o grande Maui-Tiki-Tiki, uma vez que possuiu o segredo do fogo, cedeu-o generosamente aos seus companheiros os humanos.

Também se tem o grande Maui por divindade dos primeiros frutos nalgumas zonas da Polinésia e Micronésia.
Na Nova Zelândia, para os maoris, Maui é a divindade que representa o Céu;
nas ilhas Havai, Maui-Tiki-Tiki é o mesmo deus que Kanaroa, isto é, é o deus supremo do seu panteão,
enquanto nas ilhas Tonga,ao noroeste da Nova Zelândia, Maui é somente um dos deuses simplesmente importantes do seu abigarrado olimpo local.

Mas também em Nova Zelândia, no Havai e nas Tonga, coincide-se em relacionar Maui, o pescador, com a origem da terra; firme, dado que nas três zonas, tão diversas, se fala do pescador Maui como do artífice desse prodígio que foi recuperar a terra seca e habitável das profundidades do mar.
Noutras zonas da Austrália, como Queensland ou New South Wales, conta-se que Maui marcou de vermelho a cauda de um pássaro local, porque a ave quis roubar-lhe o fogo que ele tinha descoberto, que é uma lenda muito similar à que se conta dos pássaros e do fogo nas ilhas Havai.

A ILHA DE PÁSCOA. NO EXTREMO ORIENTAL

A Ilha de Páscoa, Rapa-Nui no seu toponímico original, marca o confim oriental da Oceânia, numa longínqua avançada que se situa a mais de duas mil milhas marinhas da Polinésia Francesa, a mais de mil milhas de Pitcairn e a outras duas mil milhas da costa do Chile, país ao qual agora está adscrita, quase em zona de ninguém.
Esta ilha, à parte das estupidezes extraterrestres que se tramaram a partir da surpreendente presença dos moais, as suas peculiares estátuas monolíticas, é também a amostra de que a separação implicou a perda da tradição original maori, embora se conserve grande parte do idioma primitivo na linguagem actual.

No caso concreto da Ilha Rapa-Nui, também há que dizer que as sucessivas erupções dos seus três vulcões, que praticamente chegaram a acabar com quase toda a vida humana na sua superfície,são a causa deste esquecimento das tradições, junto com as mortíferas incursões de piratas e as não menos cruéis expedições a partir das costas americanas à procura de mais escravos para dotar de mão de obra barata as grandes plantações continentais, o que leva à perda da capacidade de compreensão e interpretação completa da linguagem autóctone dos pictogramas que se conservam nas escassas tabuinhas supervinientes, nas poucas rangorango não destruídas.

O que sim se mantém em parte é a lenda do rei Hotu Matua, de um ariki do desconhecido e longínquo reino de Hiva, que se viu obrigado a abandonar a sua terra quando as águas do mar circundante começaram todas a crescer, inundando pouco a pouco a ilha de Hiva, destruindo tudo com a sua imparável enchente, homens,animais e cultivos.
Hotu Matua mandou um dos seus mais leais súbditos, o fiel Hau Maka, que realizasse uma viagem de exploração, submerso nos poderes de um sonho mágico, para encontrar uma nova terra para onde levar a parte do seu povo que pudesse salvar.
Hau Maka sonhou em primeiro lugar com os ilhéus que rodeiam Rapa-Nui, e deu-lhes os nomes dos netos que teria no futuro; de lá viu a ilha grande e para ela foi.
Percorreu-a toda, pela costa e o interior,vendo as praias e subindo aos vulcões, pondo a todos os pontos o seu devido nome até Anakena, na costa do norte da ilha,como lugar de chegada para as canoas que tinham que vir trazer mais tarde toda a gente de Hiva que pudesse escapar da morte segura.

A EXPEDIÇÃO A RAPA NUI

Despertado do seu sonho, Hau Maka comunica o conteúdo do mesmo ao ariki Hotu Matua; o rei, contente com a precisa mensagem onírica recebida por Hau Maka, ordena que sete homens saiam para a ilha para esperar nela a chegada do grosso da emigração que tem que conduzir mais tarde o araki.

Saem então para a ilha salvadora de Rapa Nui os sete escolhidos:
Ira, Raparenga, A-Huatava, Ku-uku-u, Nomona A-Huatava, Ringingi A Huatava, Uure A-Huatava e Makoi Ringingi A-Huatava.

Cumprindo o real mandato, os sete chegam à ilha indicada, mas o que vêem não lhes agrada, pois estão numa ilha arrasada pelos ventos, rodeados por fortes correntes circulares que não permitem a navegação para o mar aberto, numa má terra cheia de matagais e onde não parece possível cultivo algum.

Após os sete anos dedicados à construção dos dois catamarans gigantes, chega,por fim,a Rapa Nui a expedição de Hiva, com o ariki Hotu Mútua, com a ariki Vakai, comandando um catamaran.
No outro vai a sua irmã Ava Rei Pua, esposa do ariki Tuu-ko-Ihu.

Em total são duzentos os passageiros das duas grandes embarcações, cem em cada uma delas.
De terra, os sete da ilha tratam de avisar para que não se deixem levar pelas águas e saiam de lá, pois Rapa Nui não é um bom sítio para tentar continuar a vida.
Mas Hotu Matua responde que não há outra terra para eles senão essa ilha.
E se separam as duas pirogas, para que cada uma chegue a Anakena a partir de um rumo diferente: Hotu Matua e a sua esposa Vakai fazem-no pelo este, a sua irmã Ava Rei Pua aproxima-se pelo oeste.
As duas mulheres parem os bebés assim que pisam terra firme; Vakai teve um filho, a sua cunhada Ava Rei uma filha; a estirpe real foi a primeira em nascer na nova terra.
Após o duplo nascimento, o rei e a sua comitiva plantaram as primeiras sementes, aquelas sementes trazidas da Polinésia e que dão forma a uma ilha de Hiva ressuscitada, apesar de que já não se pode sair de Rapa Nui e o povo de navegantes esquece a navegação e fica confinado no último canto do Pacífico.

OS DEUSES DE RAPA NUI E OS MOAIS

No entanto, em todo este relato da saída do rei Hotu Matua (Matua significa pai) da ilha Hiva e a posterior chegada dos maoris a Rapa Nui, não há nenhuma explicação para os gigantescos Moais, que nada significam para os actuais habitantes, nem como ídolos sagrados nem como estátuas de personagens históricos ou legendários respeitados, à parte do facto de comentar-se que antes de estes maoris chegarem, habitava a ilha a gente de orelhas largas, que o povo das orelhas curtas do araki Tuu-ko-Iho, o esposo de Ava Rei Pua, matou tentando explicar o seu desconhecimento sobre a origem dos moais.
E a plausível versão da desaparição dos talhistas daqueles monólitos antropomórficos,dos quais só sabem que muitos estão abandonados nas canteiras das cimeiras,a meio talhar, sem que nenhum rapanuino tenha podido dar conta de quando nem de como se produziu tal interrupção na sua talha e posterior erecção, nem a razão da sua presença nas ladeiras da ilha.

Quanto à mitologia da ilha de Páscoa, se menciona em primeiro lugar o deus-pássaro Makumaku,do qual há multidão de talhas antigas,seguramente da mesma época que a dos construtores de maois, nas rochas das montanhas vulcânicas da ilha: se fala da existência dos Aku-aku, os espíritos invisíveis que dão a chave das almas à população de origem maori; se pensa em outros deuses secundários, como são Hava, Hiro, Raraia Hoa e Tive, mas não existe uma doutrina sólida que una estes deuses e espíritos duma maneira coerente, nem sequer que possa estabelecer um nexo entre as esculturas e os povoadores actuais, dado que os nomes do mito que se mantiveram após a cristianização só são personificações animistas residuais, que dão sentido a determinadas manifestações visíveis das forças mais temidas da natureza.

DE REGRESSO À AUSTRÁLIA

Embora a Austrália seja um continente-ilha duma enorme extensão, com quase oito milhões de quilómetros quadrados,a desertificação do interior fez com que,desde tempo imemorial, os núcleos de população aborigem da Austrália se tenham dispersado nas mais férteis zonas costeiras; por essa razão, são muito diversos os desenvolvimentos mitológicos próprios, com influências exteriores ou sem elas.

Entre os deuses principais está Upulera, o Sol, mas nas tribos de Queensland diz-se que o Sol (que é feminino) foi criado pela Lua, e a tribo Arunta pensa que o Sol é uma mulher nascida da terra e que ascendeu ao céu com uma tocha, embora muitos grupos acreditem que o Sol saiu do interior de um grande ovo de emú lançado para o Céu, recebendo o deus do Céu advocacias como Koyan e Peiame.

Como se pode ver,a Lua é uma divindade de mais categoria que o Sol, o seu criador em muitas ocasiões, e se dá bastante mais importância ao seu percurso nocturno do que ao diurno do Sol.

Em Vitória, no sudoeste australiano, é o deus Pungil ou o seu filho Pallian, o criador do primeiro homem, que modelam, um ou outro, do barro, embora outras tribos do país falem do excremento dos animais como a base da sua criação, ou de homens feitos de pedras e mulheres feitas com a madeira dos arbustos, ou tiradas do fundo dum charco, com Pungil como pai dos homens e Pallian como pai das mulheres.

Também se cita os irmãos gêmeos Inapertwa como os dois criadores dos primeiros seres humanos, sendo o deus Nurrudere o criador do Universo completo.

Em Queensland, no nordeste, Molonga é o nome dado ao demónio. 
O demónio Potoyam é outra das personificações do mal, sendo Wang o nome das almas sem corpo dos defuntos,enquanto Ingnas é o apelativo dado aos duendes e o de Kobone é o nome de um animal totêmico com poderes mágicos.

Mas, como já se comentou antes, são as explicações animistas dos animais as que figuram no primeiro lugar da mitologia indígena australiana, com os pássaros ocupando, por sua vez, o degrau principal dos totens zoomórficos, sobretudo nas lendas relacionadas com o descobrimento do fogo, dado que são pássaros tão diferentes entre si como o corvo, a gralha, o falcão, o régulo, os que roubam, trazem ou conseguem directamente com o seu esforço o primeiro brote da chama viva; mas também os pássaros são mensageiros do dia e da noite, da vida e da morte, pescadores e caçadores primitivos, e até uma grande ave terrestre, como é a avestruz australiana, o Emú. É mãe involuntária do Sol, porque de um ovo seu, saiu o astro-rei.

NOVA ZELÂNDIA

Os maoris foram os mais combativos e aventureiros povoadores da área, emigrantes eternos dos mares da Oceânia; com eles se estenderam também as suas divindades, sob a presidência do deus Tangaroa, que é o ser supremo e com a inevitável presença da divindade mais ubíqua, Maui, que é o deus do Céu e está acompanhado pela sua esposa Innanui. 

Nesse céu brilha Rona, o Sol do dia, e Moramá, a Lua da noite, embora exista Papa, a Mãe, que também representa a Lua, sendo então Rangi ou Raki, o seu companheiro e o deus do Céu para outros grupos da Nova Zelândia, para quem esta é a dualidade suprema.

A raça humana começou com Oranova e Otaia, sendo Dopu, o filho de Otaia, o senhor das trevas.
No paraíso reina Higuleo e é Hne-Nui-Te-Po que se encarrega de levar lá os espíritos dos humanos após a sua morte, porque é a deusa das almas, enquanto Tokai representa na terra o poder do fogo e o perigo dos vulcões, e no céu está Tawhaki, deus das nuvens e o trovão, um dos seis filhos de Papa e Rangi, e irmão de Tane Mahuta, que é uma divindade da selva.
Estes dois irmãos, fiéis aos seus pais, enfrentaram os outros quatro maiores, que queriam matar Papa e Rangi para que a luz do céu lhes chegasse a eles, e conseguiram o seu propósito, embora na briga, a fúria do combate arrastasse grande parte da superfície sob as águas do mar, por isso ficou tanta extensão de água e tão pouca de terra firme.

Finalmente, os animais totémicos Kobong de Nova Zelandia cumprem a mesma função dos seus homónimos, os fetiches Kobone da Austrália.

A POLINÉSIA FRANCESA

O Taiti goza-se duma rica mitologia, com o casamento dos deuses Tane e Tarra como seres supremos e criadores de tudo o que existe no nosso Universo visível, incluídos os seres humanos, como também o são em partes da Nova Zelândia, onde Tane, criador da primeira mulher,teve com ela os humanos.

No Taiti, o divino casal está acompanhado na sua glória por outras deidades como são:
Po, a noite; o deus Aie, representação do céu;
Avié, divindade da água doce;
Atié deidade do Mar, ou Malai, divindade do Vento.
No céu estão o luminoso Mahanna, o deus do Sol e as suas mulheres, como Topoharra, que também é a divindade das rochas, e Tanu.

Mas há uma grande deusa, a deusa Pelé, a divindade do respeitado, por temível, interior dos vulcões,que tem na maligna divindade de Tama-Pua, o porco-homem, o seu inimigo mortal e eterno, embora Pelé conte com uma grande família de muitos irmãos e irmãs, tão vulcânicos como ela, sempre dispostos a ajudá-lo na sua luta.

Trata-se de irmãos como Kamo-Ho-Arii, o deus dos vapores vulcânicos; Tané-Heitre, o terrível bramido; Ta-Poha-I-Tahi, a explosão do vulcão; Te-ua-Te-Po, o da chuva noturna, e o furioso Teo-Ahitama-Taura, o filho da guerra que cospe fogo.

As mais importantes irmãs da deusa Pelé são oito, desde as doces Ópio, a personificação da juventude, e Tereiia, a que faz as guirnaldas de flores, até Ta-bu-ena-ena, a personificação da montanha em chamas, passando por Hiata-Noho-Lani, a Mãe e Senhora do Céu, Taara-Mata, a deusa dos olhos brilhantes, Hi-te-Poi-a-Pelé, a que beija o seio de Pelé, Makoré-Wa-Wa-hi-aa, a dos olhos fulgurantes que envia a brisa para as pirogas, e Hiata- WawahiLani, a irmã que tem o poder de abrir os caminhos ao Sol e à Lua no céu e nas nuvens.

OUTRAS MITOLOGIAS INSULARES

Os criadores, nas ilhas Havai, são Haumea e Akea, com Kanaroa, outra das identidades do criador, como ser supremo, que também se conhece como o Maui Tikitiki que reina sobre tantas ilhas do Pacífico, embora também se pense que foram três os criadores do ser humano, os deuses Lono, Kane e Ku.

Na ilha de Molokai, Karai-Pachoa é o deus do Mal, enquanto o seu oponente, Keoro-Eva, é o deus do Bem.
O primeiro casal da Terra está formada por Rono, que também é o deus do Mar, e a sua esposa Haiki-Vani-Ari-Apouma.
No grupo de cento 150 pequenas ilhas que formam o reino de Tonga, Kala-Futonga é a deusa criadora verdadeiramente aborigem, enquanto Maui e Tangaloa, adoptados aqui como em tantas outras zonas de Oceânia, são simplesmente divindades importantes do panteão local, mas sem chegarem a ser da entidade de Kala-Futonga, embora aqui também Maui seja o herói que pescou a terra firme do fundo do mar e proporcionou a sua morada aos humanos, embora fosse despedaçada em ilhas apartadas.

Junto deles estão Fenulonga, divindade da chuva: Tali-Ao-Tubo, da guerra; Alo-A-Io, divindade dos elementos da natureza; Futtafua e a sua esposa Falkava, divindades do mar,e os dois filhos de Tangaloa,Vaka-Ako-Uli e Tubo.

Nas ilhas Fidji,como no grupo das Tonga, outra deusa, Viwa, é a criadora primordial do Universo e de tudo o que nele existe, incluídos os seres humanos, embora também esteja o deus criador Onden-Hi, e Naengei seja um deus supremo à parte.
Junto deles estão Rua-Hata, divindade das águas e Rokowa, o ser legendário que se salvou do dilúvio.

Finalmente, para ajudar os humanos no êxito dos seus cultivos está o deus Ratumaimbalu.


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Moko


A cabeça era considerada a parte mais sagrada do corpo a ser tatuada, nessa cultura todos os mais importantes membros do clã Māori foram tatuados, e aqueles que não tinham tatuagens eram vistos como pessoas sem nenhum estatuto social.

As tatuagens eram iniciadas na puberdade, acompanhadas de muitos ritos e rituais.
Além de transformar simples jovens em guerreiros atraentes para as mulheres, as tatuagens eram praticadas em rituais de passagem e de eventos importantes na vida de uma pessoa.

Quando eram feitas tatuagens faciais, alguns cuidados deveriam ser seguidos,entre eles incluíam, intimidade sexual e ingestão de alimentos sólidos. Alimentos líquidos e água eram drenados num funil de madeira, para garantir que nenhum produto contaminado entrasse  em contacto com a pele inchada, e era a única maneira que a pessoa tatuada podia comer até que as suas feridas fossem cicatrizadas.

O processo todo era muito moroso, um bom artesão iria estudar bem a pessoa,a sua estrutura óssea, antes do início da sua arte.

Todo este processo era muito doloroso, era feito com artefatos de ossos, chanfrados e serrilhados e muito afiados que por punção eram deferidos de forma continua, seguindo a trajectória pretendida.
Esses artefactos, eram emersos numa tinta preta, composta de fuligem da queima de madeira do “KARAKA”, árvore nativa que era cortada e deixada ao sol por um longo período, antes que fosse queimada para obter a sua fuligem, que é a base dessa tinta preta.
As suas folhas serviam também como ligaduras, após terem sido tatuados, como forma de melhorar a cicatrização do local.

O MOKO

Moko eram tatuagens faciais, era o cartão de visita desses povos, um Moko poderia expressar a hierarquia, ferocidade, status e até a virilidade do individuo.
A posição de autoridade e poder eram instantaneamente reconhecidas num Moko.

Diversos outros factores poderiam definir a identidade da pessoa,  por exemplo, uma pessoa com um Moko que não contivesse elementos que fossem determinantes para uma leitura de seu status poderia ser retratado com um manto de pele de caça, isso o indentificava como uma autoridade ou possuía um cargo elevado como guerreiro.
Essas eram as formas encontradas para que fossem reconhecidos como autoridades.
O não reconhecimento de uma ilustre personalidade para os Maori era um insulto, e isso muitas vezes gerava uma "Utu" ou vingança.

O Moko geralmente dividia-se em oito secções, que eram:

1.      Ngakaipikirau - O centro da área frontal.
2.      Ngunga - Ao redor das sombrancelas
3.      Uirere - A área do olhos e nariz
4.      Uma - A tempora
5.      Raurau - A área sob o nariz
6.      Taiohou - A área bochecha
7.      Wairua - O queixo
8.      Taitoto - A mandíbula


A ancestralidade era indicada em cada lado do rosto, do lado esquerdo na maioria das vezes (dependendo da tribo) era o do pai, enquanto do lado direito indicava a ancestralidade da mãe. Esses requisitos eram decididos previamente, ao inicio da realização do Moko, e se um lado da ancestralidade não era de uma dependência nobre naquele local, eram somente colocados ornamentos estéticos e nenhuma mensagem era transmitida.


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Tiki



O Tiki é um dos seres legendários e semi-divinizados que aparece com maior frequência nas diferentes áreas.

É Maui ou, mais exactamente, Maui-Tiki-Tiki, que é o herói legendário, o ser divinizado de origem de um humano pescador.
Foi capaz de realizar o descobrimento do fogo e, como em tantas e tantas mitologias, esse herói proporcionador do supremo bem do fogo, não actuava em seu proveito, porque o grande Maui-Tiki-Tiki, uma vez que possuiu o segredo do fogo, cedeu-o generosamente aos seus companheiros os humanos.

Também se tem o grande Maui por divindade dos primeiros frutos, em algumas zonas da Polinésia e Micronésia.

Na Nova Zelândia, para os Maoris, Maui é a divindade que representa o Céu.
Nas ilhas Havai, Maui-Tiki-Tiki é o mesmo deus que Kanaroa, isto é, é o deus supremo do seu panteão.
Enquanto que nas ilhas Tonga, ao noroeste da Nova Zelândia, Maui é somente um dos deuses simplesmente importantes do seu olimpo local.

Na Nova Zelândia e no Havai e Tonga, coincide-se em relacionar Maui, o pescador, com a origem da terra; firme, dado que nas três zonas, tão diversas, se fala do pescador Maui como do artífice desse prodígio, que foi recuperar a terra seca e habitável das profundidades do mar.
Noutras zonas da Austrália, como Queensland ou New South Wales, conta-se que Maui marcou de vermelho a cauda de um pássaro local, porque a ave quis roubar-lhe o fogo que ele tinha descoberto, que é uma lenda muito similar à que se conta dos pássaros e do fogo nas ilhas Havai.

Nos rituais de Tatuagem, cantarolavam em verso e prosa... dizia-se da seguinte maneira: que suas divindades, sob a presidência do deus Tangaroa, que é o ser supremo e com a inevitável presença da divindade mais ubíqua, Maui, que é o deus do Céu, e está acompanhado pela sua esposa Innanui. Nesse céu brilha Rona, o Sol do dia, e Moramá, a Lua da noite, embora exista Papa, a Mãe, que também representa a Lua, sendo então Rangi ou Raki, o seu companheiro e o deus do Céu.
A raça humana começou com Oranova e Otaia, sendo Dopu, o filho de Otaia, o senhor das trevas.

No paraíso reina Higuleo, e é Hne-Nui-Te-Po quem se encarrega de levar lá os espíritos dos humanos após a sua morte, porque é a deusa das almas, enquanto Tokai representa na terra o poder do fogo e o perigo dos vulcões, e no céu está Tawhaki, deus das nuvens e o trovão, um dos seis filhos de Papa e Rangi, e irmão de Tane Mahuta, que é uma divindade da selva.

Estes dois irmãos, fiéis aos seus pais, enfrentaram os outros quatro maiores, que queriam matar Papa e Rangi para que a luz do céu lhes chegasse a eles, e conseguiram o seu propósito, embora na briga, a fúria do combate arrastasse grande parte da superfície sob as águas do mar, por isso ficou tanta extensão de água e tão pouca de terra firme.




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Animismo


“O termo Animismo foi criado pelo antropólogo inglês, Sir Edward B. Tylor, em 1871, na obra "Primitive Culture".
Pelo termo Animismo, Tylor designou a manifestação religiosa imanente a todos os elementos do cosmos (Sol, Lua, Estrelas), a todos os elementos da natureza (Rio, Oceano, Montanha, Floresta, Rocha), a todos os seres vivos (Animais, Árvores, Plantas) e a todos os fenómenos naturais (Chuva, Vento, Dia, Noite)

É um princípio vital e pessoal, chamado de "ânima", o qual apresenta significados variados:

•          cosmocêntrica significa energia
•          antropocêntrica significa espírito
•          teocêntrica significa alma

Consequentemente, todos esses elementos são passíveis de possuírem: sentimentos, emoções, vontades ou desejos, e até mesmo inteligência. 
Resumidamente, os cultos animistas alegam que:
"Todas as coisas são Vivas", "Todas as coisas são Conscientes", ou "Todas as coisas têm ânima".

O Animismo possui três simples regras:

•          Tudo no cosmos tem "ânima";
•          Todo o "ânima" é transferível;
•          Tudo ou todo que transfere "ânima" não perde a totalidade de seu "ânima", mas quem ou     que recebe perde parte ou a totalidade de seu "ânima", o qual será tomado pelo "ânima" doador.”



Estou a falar nisto, para dar  uma base de entendimento do que seria o Animismo, e que ao longo da minha pesquisa sobre esta Cultura, pude perceber quanto o Animismo era presente na vida deste povo.
Sintetizar tudo isto, ao momento em que vivemos (contemporaneidade), é um trabalho árduo e delicado, pois tatuar isto na pele das pessoas, significa eternizar emoções e sentimentos. 
Tudo o que fazemos em vida ecoa pela eternidade, e se o tatuador de alguma maneira faz parte disto, então que o faça de uma forma plena, ou seja com esta forte ligação entre a tatuagem e a espiritualidade.


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Os Polinésios e o culto de tatuar

As ilhas Polinésias (que incluem Samoa, Ilhas Cook, Ilha de Páscoa, Tonga, Polinésia Francesa, Tahiti, e Havaí, só para citar algumas) são ilhas do Pacifico que foram as ultimas descobertas do homem.
Existe a cultura Samoana, a Maori e a Havaiana, cada uma com a sua linguagem própria. 
Com uma história e uma cultura muito diferente da nossa, as tradições, a mitologia e expressão artística destes povos se espalharam para o mundo, e cada vez mais temos curiosidade de entender como foi e é a vida desses nativos.

Chamaram a atenção do mundo em geral por seus costumes bizarros de serem, sentirem, agirem e principalmente pela maneira como lidam com a questão da espiritualidade.
Estes povos viviam, o apego a natureza de um modo geral, o culto aos 3 elementos mais importantes para a sobrevivência humana, terra, água e ar. 
A maneira como estes povos lidavam com a questão espiritual e a questão da sobrevivência, nos fazem reflectir que, talvez seria através do entendimento dessa cultura uma saída para o “CAOS” que vivemos hoje, revertendo nossos valores e nos voltando para três factores básicos:
1º Família, 
2º Ao Próximo, 
3º ao local em que vivemos, 
pois são esses os 3 principais valores desses povos.

o “Ula Ula”, uma sedutora dança das mulheres indígenas nativas, semi nuas, dançavam na comemoração que era feita para reverenciar a conquista de sua (peah), espécime de um troféu obtido por merecimento, em forma de uma enorme tatuagem, muitas vezes o tema da tattoo, contava a historia de sua vida, e era motivo de orgulho para toda família tatuar sua (peah). 

O acto da tatuagem para os maoris, era motivo para o mais alto grau de manifestação cultural, eles dançava e festejavam em quanto um dos membros do klã, ganhava de presente a Peah,  isso é para se ter uma idéia da importância da tatuagem para os maoris, essa importância deveria existir entre  os povos modernos também, pois marcar o corpo para eternidade é tão importante, que muitas vezes abre e fecha muitas portas do caminho de nossas vidas.

Existem dois tipos diferentes de desenhos Polinésios. 
O primeiro é o "Enata". 
Enata são desenhos naturais, desenhos que vêm para simbolizar a vida de uma pessoa e sua história, a ilha de origem, nível social, tipo de trabalho realizado, etc.
Por exemplo, se você fosse um pescador, você poderia ter um símbolo que está ali para protegê-lo de perigosos tubarões, ou para proteger a sua embarcação de pesca e os desafios que o mar sempre impõe.
O segundo é o "Etua". 
Isto tem um significado muito mais forte espiritual, mágico e religioso para eles.
Esses símbolos podem mostrar, em particular, uma homenagem a uma ou mais pessoas numa tribo, ou pedido de protecção para os deuses.

Os mais populares e apreciados desenhos são "tiki", a tartaruga, o gecko (especime de reptil), os raios, os tubarões, os golfinhos, bem como uma série de desenhos de resumo simbólico. 
Para fazer estas tatuagens, não é necessário fazer qualquer tipo de ritual de passagem, ou pedir a um xamã o que devera ser marcado, algo que antigamente sem fazer todo esse procedimento era considerado um sacrilegio e um motivo de vergonha para os familiares.
A vergonha para os Polinésios é considerada pior que a morte. 

Segue alguns exemplos dessa leitura:

Tiki: Tiki é um Deus, que na maioria das vezes é retratado com os olhos fechados, lábios proeminentes, e imagem serena.

Conchas: Conchas representam a riqueza da cultura polinésia, muito provavelmente porque foram utilizadas como um tipo de moeda.

Tubarões: 
"Dentes": protecção contra o inimigo, modo de expressar ferocidade tipo "Não Mexam comigo".
"Por inteiro, Coprp" Tubarões eram animais sagrados.
Poderosos, Respeitados  e eram usadas como uma forma de protecção contra o inimigo... representa também adaptabilidade, ou seja, "Onde estiver não serei a presa e sim o predador" pelo facto do Tubarão estar no topo da cadeia alimentar, por serem ageis e exígmios caçadores.

Tartarugas: Tartarugas simbolizavam família e um apelo à vida longa, serenidade e longevidade, e resistência.

Gecko: O gecko é uma espécie de largatixa, é suposto ter poderes sobrenaturais, e é visto pelos polinésios com medo e temor.
Existem rumores de que, se um gecko verde der uma gargalhadas (forma de som emitido) é um terrível presságio de doença e de má sorte, por isso, são considerados inspectores do futuro, acreditam que eles tem a capacidade de supervisionar o futuro e  nos alertar sobre algum mal que encontram por lá.
Os Geckos também eram tidos como protectores, porque se alimentavam de insectos, e os insectos eram uma forma de propagação de doença para os Nativos, eles costumavam ter dezenas desses mini lagartos em casa, para que eles dizimassem os insectos locais.
Por seu poder de rápida procriação, eram tidos também como símbolo de fertilidade, e eram quase sempre lembrados e representados em seus desenhos.

Koru: Koru ou broto de samambaia, são representados em forma de aspiral, em formato fetal, eles representam, o começo de tudo, o inicio de uma nova vida ou de uma nova fase.
Eles são reverenciados por serem plantas que crescem no menor espaço possível entre as bifurcações de galhos com pouquíssimo suprimento para subsistir.
Eram uma metáfora para a vida, pois conseguiam alcançar mais de 10 metros de comprimento, extraindo e ocupando um espaço mínimo

Ngaru – Uma espécime de ondas, muito utilizadas nas composições de desenhos Maori, Ngaru são as imagens formadas pela água, quando as canoas estavam em movimento.
São um tipo de rastro que se formavam sempre da mesma maneira, assim sendo, passara a ter a conotação de continuidade, permanência, ou seja, quem as possuía queria transparecer a imagem de pessoa imutável, constante, centrada de palavra.

Manaia: Uma espécime de Homem, Pássaro e Peixe, representam os três elementos que os Maoris tanto cultuavam, e tinha uma grande importância em suas vidas.
Essa figura mista, é enfatizada por um braço com três dedos, onde muitas vezes eram representados somente por esses 3 dedos.
São considerados anjos guardiões, nos guardam contra os males vindos do Ar, Terra e Água, nos guardam na contemporaneidade sobre os males da natureza, contra acidentes ou atentados.

Hei Matau: Hei Matau ou anzol são símbolos de abundância, já que esse artefacto garantia a farta alimentação para eles.
Quem possuía um Hei Matau, conseguiria sobreviver em qualquer local.




As tatuagens Polinésias são sempre em cor preta.
Resumos em formas geométricas, contam com profundidade a história e lendas do povo polinésio, elas possuem fãs por todo o planeta.

Se decidir fazer um desenho no estilo polinésio, poderá criar ou modificar o seu próprio desenho, personalizado-o para que possa expressar suas ideias, ou contar sua historia de vida de uma forma contemporânea.




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Os Maoris hoje


A arte da tatuagem é como o velho provérbio Maori.
Da mesma forma que as estrelas não podem ser ocultadas  por uma  pequena nuvem, também, a prática e a história da tatuagem não foram perdidas.

Uma arte tão descriminada por séculos em todo o mundo...

Na Nova Zelândia, há uma riqueza enorme quanto à tatuagem, como o povo Maori se expressa de uma maneira tão diferente e impressionante.
Na maioria das vezes, eles possuem a face completamente tatuada, essas tatuagens são chamadas de "moko".
Para os maoris, quanto mais o homem tatua todo o rosto mais nobre ele é, desta maneira ele demonstra seu status dentro da tribo ou Clã Maori.
A posição social é dada pela tatuagem.

Os Maoris são da Nova Zelândia, e uma das coisas mais interessantes sobre a Nova Zelândia, é o tamanho do país, que mede pouco mais de 250.000 km² (divido em duas ilhas principais – ilha norte e ilha sul), ou seja, o PAÍS INTEIRO tem quase o tamanho do estado de São Paulo, por exemplo.
É pequeno, e tem pouca gente.

Além disso, o país é super afastado de tudo, os países mais próximos são Austrália, a noroeste, e a Nova Caledónia, Fiji e Tonga, ao norte.
Justamente pelo afastamento geográfico da Nova Zelândia, tem um eco-sistema muito singular.
Até à colonização, praticamente não havia mamíferos terrestres por ali.
O país era dominado por aves, muitas delas hoje extintas.
Não à toa o símbolo do país é uma Ave, o conhecido Kiwi – uma ave pequena de hábitos nocturnos, que não voa.

Os naturais neozelandeses também são conhecidos como Kiwi.
Então, para vocês não se perderem: KIWI é uma fruta, um neozelandês e também uma ave.

A Nova Zelândia não é habitada só pelos Kiwis (pessoa), também é povoada pelos Maoris.
Os Maoris eram o povo que habitavam essas terras antes da colonização britânica.
Como a colonização só veio muito tarde, por volta de 1870, as condições são bem diferentes e esse povo foi integrado na """sociedade""".
Os Maoris resistiram muito à ocupação das suas terras, e viram o seu povo ser reduzido a bem menos que a metade nessa luta, até que assinaram acordos aceitando as novas ‘condições’, e a soberania britânica.
Hoje o governo tenta amenizar essas magoas do passado sobre o povo Maori – que no mínimo, pode-se dizer, que é uma atitude humana.

Então, só para ficar claro,os povos indígenas:
Aborígines, são da Austrália
Índios, do Continente Americano,
Maoris, da Nova Zelândia.

Hoje, os Maoris continuam a ter as suas características e cultura independente, mas mesmo assim, foram integrados, trabalham e convivem normalmente com os Kiwis, e têm uma representação do Partido Maori.
Enfim, graças a essa história toda, as línguas oficiais são o Inglês e o dialecto Maori.



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Os Maoris Ancestrais


A Palavra Maori significa “Normal”.

Era a palavra utilizada para, distinguir os mortais de divindades e espíritos.

Se eu pudesse definir o que seria o povo Maori, diria que foi o povo mais animista de toda a Oceania, precisamente Nova Zelândia, terra essa onde viviam os Nativos Maori e onde vivem seus descendentes.
Foi Sir James G. Fraser, que realizou um dos melhores estudos na zona da Oceania.
Ele definiu o povo Maori da seguinte maneira:
“Aqui a magia dominou a religião e venceu-a em toda a linha.
Porque o ser humano, ao sentir-se impotente perante as forças da natureza, ao não poder aceder ao seu controle, ou pelo menos, ao não poder prever o seu desenvolvimento, trata de improvisar um ritual que lhe dê a possibilidade de recuperar parte da confiança perdida.”

Assim, as tatuagens começam a entrelaçar-se com a historia deste povo, na óptica que dentro dessa cultura, os Tohunga (Tatuadores), eram vistos como sacerdotes, que tinham o poder de sarar o individuo, como doutores prescreviam a receita para a cura dos males.
No caso, a cura do espírito e da alma.
As tatuagens para esse povo tinham o poder de curar e de precaver do que poderia vir, de proteger, a afastar, de atrair, reverenciar, saudar e de lembrar, era seu amuleto de sorte, seu Patuá nas muitas batalhas de um povo genuinamente guerreiro.
Talvez na tatuagem é que podemos conotar a forma mais expressiva de magia utilizadas pelos Maoris, e relatada pelo estudioso Sir James G. Fraser.

O animismo, tem duas notas peculiares:
o particularismo e o ceremonialismo.
Tenta-se trabalhar a alma, o espírito particular, individual e definido, de cada um dos elementos sobre os quais se deseja actuar e, ao considerar a sua personalidade espiritual, se quer descobrir a maneira de agradar ou atemorizar o espírito em questão.
Esta era a maneira como os elementos dos desenhos empregados na tatuagem Maori actuavam.
Para isso, o pretendido conhecedor dessas almas desenvolve a cerimónia que melhor lhe parece que pode resultar, de acordo com a sua intenção, no caso aqui, o Tohunga ou “Tatuador”.

Neste caso, resulta claro que não há necessidade de mediador, de sacerdote, porque as regras se vão criando segundo aparece a necessidade correspondente.
O espírito da coisa, do animal, ou do fenómeno em questão, é uma alma concreta e o praticante também o é; portanto, a cerimónia animista é uma conversa, um contacto pessoal entre o espírito e o demandante, que se ajuda com a magia que ele conhece, que aprendeu com seus ancestrais ou que intuiu que é a mais indicada para essa alma, a melhor para essa ocasião concreta e receita as formas a serem utilizadas para cura dos seus problemas.

Na era contemporânea, diria que é aquela pessoa que diz ao tatuador que  viu determinado desenho(elementos), e se identificou com ele, ela conta exactamente o que gostaria de expressar e perpetuar, relata o que é importante na vida dessa pessoa, demonstra os seus valores e subconscientemente, ela está a praticar uma forma de animismo, quando utiliza esta simbologia, que é totalmente voltada às causas Animistas.



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