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quinta-feira, 22 de julho de 2021

Being Human

 





′′I release my partner from the obligation to complete me. I release my parents from the feeling they failed with me. I release my children from the need to bring me pride, so they can write their own paths to the rhythm of their hearts. I don't lack anything. I cherish my essence, my way of expressing it, even if not everyone can understand me. I learn from all beings, all the time. I honor the divinity in me and you." 

Shamanic blessing translated from Nahuatl



 

quinta-feira, 23 de janeiro de 2020

Espiral





“A vida é como uma espiral 
e não como uma linha reta. 
Passado e futuro se encontram 
num infinito presente”



A espiral é a essência do mistério da vida.
Assim como se centra, ela também para, se encontra, se retorce e, então, desce e sobe novamente em graciosas curvas. O tempo se retorce em torno de si mesmo, trazendo os ecos e vibrações enquanto que os caminhos vivos da espiral passam próximos um do outro. A vida corre por estradas sinuosas, os seres se encontram em determinados pontos de suas caminhadas, se entrelaçam, se afastam, partem, retornam às origens. O ponto de partida também é o ponto de chegada trazendo-nos a questão do retornar sempre, reencontrar-se e se renovar.

As espirais também circulam dentro de nós, a energia circula em espiral, é onde a matéria e o espírito mais perfeitamente se encontram, e o tempo, por ele mesmo, não existe. Os nativos lembram as diversidades da vida e dos caminhos, e não compreendem o mundo de forma linear, o seguir em frente em uma única direção como se a vida fosse uma linha reta traçada entre um ponto de início e um de término. O destino é sempre ir além. O grande desafio de todo ser, por natureza um guerreiro trilhando as estradas das espirais da vida, é essa busca, é o retorno, é a partida, é caminhar em círculos/ciclos assim como caminha a natureza, pois somos parte dela. É fazer girar a roda do tempo, não nos prendendo em nenhum ponto em específico porque, assim, podemos vislumbrar os mais diversos pontos que compõem a espiral.


Sobre as formas espiraladas e circulares, Alce Negro, dos Oglala Sioux coloca o seguinte:

“Tudo que o poder do mundo faz é feito em círculo. O céu é redondo, e tenho ouvido que a terra é redonda como uma bola, e assim também o são as estrelas. O vento, em sua força máxima, rodopia. Os pássaros fazem seus ninhos em círculos, pois a religião deles é a mesma que a nossa. O sol nasce e desaparece em círculo em sua sucessão, e sempre retornam outra vez ao ponto de partida. A vida do homem é um círculo, que vai da infância até a infância, e assim acontece com tudo que é movido pela força. Nossas tendas eram redondas como os ninhos das aves, e sempre eram dispostas em círculo, o aro da nação, o ninho de muitos ninhos, onde o Grande Espírito quis que nós chocássemos nossos filhos”.

Para os antigos celtas essa é toda a essência do mistério da vida.
O circular, o espiralado. O tempo, uma das triplas linhas tão importantes para o imaginário celta, se retorce em torno de si mesmo.
Os astecas achavam que certas flores que tinham em seu centro espirais, eram a alegria do mundo, mostrando o ciclo do sol, quando nasce e se põe, as estações, solstícios, ciclos assim como a vida dos homens.
Os orientais falam da kundalini, do fluxo de uma energia em espiral, dos redemoinhos energéticos que perambulam nossos corpos.

Como vórtex de energia, as espirais encontradas em vestígios antigos expressavam um entendimento do cosmos, da energia vibrante, da vida, ou o seu contrário. Tradicionalmente, os ancestrais compreenderam que espirais no sentido horário representavam o nascer, o sol, a vida, o mundo de cima, a transformação pelas experiências exteriores. Para o sentido anti-horário, representavam a lua, a morte, o outro mundo, o mundo de baixo, o mundo dos sonhos e alucinações, intuição, as experiências transformadoras vindas do nosso interior.

Para os hindus, o que no nosso mundo terrestre era no sentido anti-horário, para a esquerda, no mundo de baixo, no outro mundo, correspondia ao sentido horário. Hoje sabe-se que esses simbolismos expressam as funções cerebrais, o lado esquerdo do cérebro regula o lado direito de nosso corpo, o lado direito regula o lado esquerdo do corpo. Nem bom, nem mal, apenas diversidades que compõe o universo, uma perfeita simbiose, uma perfeita composição de energias.

Se vermos vários locais sagrados dos antepassados, desde o paleolítico, em qualquer parte do mundo, notaremos sempre a compreensão circular e espiralada.


A espiral é a energia vital, 
é a energia em movimento, 
é a própria jornada.




in, Saindo da Matrix















quarta-feira, 6 de março de 2019

Creation story from the Hopi Nation in Arizona


Helix Nebula






Creation said:
“I want to hide something from the humans until they are ready for it.
It is the realization that they create their own reality.”
The eagle said,
“Give it to me. I will take it to the moon.”
The Creator said, “No. One day they will go there and find it.”
The salmon said,
“I will bury it on the bottom of the ocean.”
The Creator said, “No. They will go there, too.”
The buffalo said, “I will bury it on the Great Plains.”
The Creator said, “They will cut into the skin of the earth and find it even there.”
Grandmother who lives in the breast of Mother Earth,
and who has no physical eyes but sees with spiritual eyes, said
“Put it inside of them.”
And the Creator said, “It is done.”



Creation story from the Hopi Nation, Arizona






quarta-feira, 19 de dezembro de 2018

Natal e o Xamanismo


Árvore do Mundo - Yggdrasil


Na mitologia nórdica, Yggdrasil (ou no nórdico antigo: Yggdrasill) é uma árvore colossal (algumas fontes dizem que é um freixo, outras que é um teixo), que é o eixo do mundo.
Localizada no centro do Universo ligava os nove mundos da cosmologia nórdica, cujas raízes mais profundas estão situadas em Niflheim, um mundo sombrio onde ficavam várias árvores assombradas e solo onde não se produzia nada, escuridão profunda com gigantes e terríveis monstros.
O tronco era Midgard, ou seja, o mundo material dos homens; a parte mais alta, que se dizia tocar o Sol e a Lua, chamava-se Asgard (a cidade dourada), a terra dos deuses, e Valhala, o local onde os guerreiros Vikings eram recebidos após terem morrido, com honra, em batalha.
Conta-se que nas frutas de Yggdrasil estão as respostas das grandes perguntas da humanidade.
Por esse motivo ela sempre é guardada por uma centúria de valquírias, denominadas protetoras, e somente os deuses podem visitá-la. Nas lendas nórdicas, dizia-se que as folhas de Yggdrasil podiam trazer pessoas de volta a vida e apenas um de seus frutos, curaria qualquer doença e até mesmo salvaria a pessoa a beira da morte.





A Relação da Simbologia do NATAL com o Xamanismo

Os símbolos do Natal, na realidade, são derivados das tradições xamânicas, dos Povos Tribais da Europa Setentrional, Lapões da Finlândia e as tribos de Koyak das Estepes Russas Centrais.

O simbolismo do Pai Natal originou-se no extremo Norte, desde a Lepónia até a Sibéria.

O período que os xamãs, até hoje, realizam rituais de passagem para um novo ciclo anual é o do solstício de inverno (hemisfério norte), durante 3 dias, desde o dia 22 de Dezembro em que a rotação do sol pára e temos as noites mais longas do ano, até ao dia 25 de Dezembro quando o Sol volta à sua rotação e os dias começam a ficar maiores.   
Esta celebração do "nascimento do Sol" passou a ser associado a várias culturas.

No Xamanismo, estes rituais incluíam o consumo de um cogumelo sagrado (um cogumelo branco e vermelho) de cujo nome científico é  Amanita muscaria.

Este cogumelo, geralmente, ilustra livros de contos de fadas e é associado com magia.

Na antiguidade, o cogumelo sagrado era usado pelos xamãs para abrir os canais do corpo à experiências transcendentais.

Um dos efeitos do consumo do cogumelo Amanita, provocado nos xamãs, é que a pele e os traços faciais deles, ficavam alterados, com um brilho avermelhado.
A aparência do Papai Noel está associada à esse fato, por isso, é retratado com nariz e bochechas vermelhas brilhantes.

Outro efeito do consumo do cogumelo mágico era a risada eufórica dos xamãs e, isso, tem relação como alegre "ho, ho, ho!" do Pai Natal.

A maioria dos ícones do Natal estão associados à esta prática xamã.

O cogumelo Amanita muscaria, também conhecido como agário-das-moscas, se desenvolve sob certos tipos de árvores, principalmente abetos e sempre-verdes, ou pinheiros.

Este cogumelo estabelece uma relação de simbiose (troca vital através da raízes) com estas árvores e é, até, considerado fruto, delas.




Os "chapéus" desse cogumelo são a fruta do mycelium.

O cogumelo mágico brota da terra sem qualquer semente visível, por isso, simboliza nascimento, sendo seu surgimento atribuído ao orvalho da manhã.

John Rush, antropólogo e professor no Sierra College em Rocklin, na Califórnia (EUA), diz que “Pai Natal é a contraparte moderna de um xamã, que consumia o cogumelo sagrado, com o objetivo de entrar em transe e vivenciar a comunhão com o mundo espiritual."

De acordo com esta teoria, a lenda do Pai Natal deriva dos xamãs, das regiões siberianas e árticas.



Os xamãs, na época de seu ritual de passagem de ciclo anual, saíam para colher os cogumelos mágicos, usando casacos brancos e vermelhos e botas pretas longas, em homenagem ao cogumelo Amanita muscaria.

Dessa indumentária xamânica se originou a vestimenta do Pai Natal que conhecemos, hoje. A aparência do Pai Natal atual ressuscita a dos xamãs antigos nos seus rituais envolvendo o cogumelo sagrado.

Para poder consumir o cogumelo de amanita, os xamãs necessitavam desidratá-lo, ao Sol, e, para isso, o colocavam para secar nos galhos de uma árvore, dessa prática derivou a Árvore de Natal.

A desidratação do cogumelo era necessária para reduzir a sua toxicidade e aumentar a sua potência.

Outra prática xamânica era pendurar os cogumelos, ao redor da lareira para o fogo secar.

Desse costume surgiu os enfeites com meias, em volta da lareira.

Os xamãs viviam em moradias chamadas “yurts” (tenda ou cabana circular).
Cada moradia tinha uma chaminé central, frequentemente usada como uma entrada, pois no inverno, acumulava-se neve na entrada da porta.
Os xamãs, depois de encherem seus sacos com os cogumelos colhidos e desidratados, retornavam para casa e, devido ao fato de não poderem entrar pela porta, coberta de neve, entravam e desciam pela chaminé.

Dessa forma, compartilhavam os cogumelos recolhidos, os distribuindo como presentes, em virtude do solstício de inverno.
Desse fato, se originou o símbolo do Pai Natal a trazer presentes e a entrar pela chaminé, além do costume de se dar presentes, na época do Natal.




As Renas Voadoras Do Natal

Para os xamãs , você tem um espírito animal, que pode te guiar em sua busca do desenvolvimento espiritual.
As renas são animais que vivem, principalmente, na Sibéria Oriental, onde se desenvolvia a prática do xamanismo.
Nos rituais envolvendo o consumo do cogumelo sagrado, ao entrar em transe, os xamãs costumavam ter a visão de renas voadoras que os direcionavam a mundos extra-sensíveis.

As renas voadoras foram incorporadas ao simbolismo do Natal, porém, num sentido diferente e, até, deturpado de sua origem.




São Nicolau, Xamanismo e a Simbologia do Pai Natal

São Nicolau ou Nicholas, provavelmente, viveu durante o quarto século e tinha uma comunidade de seguidores por ser muito generoso.

Alguns historiadores dizem que São Nicolau não foi uma pessoa real, mas, sim um ser mítico, associado a uma lenda pagã nórdica, de um deus poderoso do mar, chamado Seguro Nickar.
Este aparecia no solstício do Inverno, concedendo bençãos e graças aos que recorriam à ele.
Muitos templos foram erguidos para cultuar esse deus. Posteriormente, esses templos foram convertidos em igrejas, em honra à São Nicolau.

São Nicholas tornou-se um tipo de “super-xamã", devido à essa fusão do simbolismo xamânico com o cristão.

Muitas imagens de São Nicholas, o retratam usando um traje vermelho e branco, ou de frente a um fundo vermelho com manchas brancas, simbologia relacionada com as cores do cogumelo amanita.




A Estrela de Natal

No xamanismo, a Estrela do Norte era considerado sagrada, devido ao fato de todas as estrelas no céu girarem em torno dela.
Esta Estrela, também, conhecida como"Estrela Polar", era associada à Árvore do Mundo e ao eixo central do universo. Neste simbolismo, o topo da Árvore do Mundo tocava a Estrela do Norte.

Nas experiências místicas xamânicas, o espírito do xamã subia esta árvore, metaforicamente, passando para o reino celestial.

A Estrela, no topo da Árvore de Natal moderna, está associada a este simbolismo xamã.

O simbolismo do Pai Natal Xamânico morar numa casa no Polo Norte, tem relação com a Estrela Polar.



Como o Natal se Converteu numa Festividade Cristã

A Igreja para converter as festividades pagãs em festividades cristãs, adaptou as crenças e os rituais antigos do xamanismo, os incorporando às suas práticas religiosas.
Os símbolos sagrados de celebração do solstício de Inverno, dos xamãs, passaram a ser associados ao nascimento de Jesus, da religião cristã.

À partir daí, surge a celebração do Natal cristão, que, desde o século IV, passou a ser celebrado dessa forma, no Ocidente, e a partir do século V, no Oriente.

A verdadeira história do nascimento de Jesus tem origem da Escola de mistérios da Fraternidade Essénia, mas foi incorporada pela Igreja católica, sofrendo alterações.
A respeito das alterações, de muitos conhecimentos antigos, feitos pela Igreja Católica, temos o exemplo de um dos tradutores do Vaticano:

John Allegro foi um dos convidados pelo Vaticano, para fazer a tradução dos Manuscritos, descobertos em 1947 sobre o Mar Morto.
Ele descobriu evidências que contrariavam as interpretações da Igreja Católica, sobre essa passagem da Bíblia.
Este tradutor, também escreveu sobre xamanismo e o uso de plantas alucinogénias para alcançar estados de transe.
No seu livro "O Cogumelo Sagrado e a Cruz", ele criou muita polémica, pelas revelações que fez: dizia que os cogumelos eram um símbolo do corpo de Deus, o verdadeiro Santo Graal (Cálice Sagrado)



O Natal acontece, verdadeiramente, dentro de nós

Independente das lendas, da origem, do sentido, da época e da comemoração, o Natal, para ser verdadeiro, precisa ser, constantemente, vivenciado dentro de cada um de nós.

Os simbolismos de nossa História, estão entrelaçados a muitos tipos de conhecimentos e ensinamentos, relacionados às Ciências Ocultas de outrora:

Astronomia;
Astrologia;
Maçonaria;
Tradições Celtas;
Xamanismo;
Ensinamentos Essénios;
Gnose;
entre outros.

Os rituais antigos dos praticantes desses conhecimentos, deixaram raízes profundas em nossa história e no inconsciente coletivo.

Dessa forma, uma tradução e interpretação foi dando lugar à outra, ocorrendo um afastamento do significado ancestral, primitivo e original.

Os símbolos utilizados, por esse praticantes, para transmitir os ensinamentos relacionados com estes conhecimentos, passaram a ser adulterados para outros fins: crenças, comemorações, festejos, dogmas, etc.

O Natal que comemoramos, atualmente, é resultado de vários entrelaçamentos culturais e místicos, que foram ocorrendo, ao longo de nossa História.

Independente do sentido e de se comemorar ou não, o fundamental é que, a todo momento, o nascimento esteja presente, em nós.

Nascendo a cada dia, para a Vida!

Despertando para existência, em cada momento, como um SER, que acaba de nascer e abrir os olhos.

Descobrindo o novo, mesmo no que é velho.

O mistério, no que é conhecido.

A vontade de realizar, apesar dos fracassos.

Presenteando a Vida, com a descoberta de nosso DOM e nossa capacidade de doação!

É o melhor presente, que podemos dar para expressar nosso AMOR pelos SERES, alcançando, assim, nossa Realização Íntima!

UM BOM E VERDADEIRO NATAL A TODOS!




Deise Aur






Natal sempre marca o solstício de inverno (hemisfério norte). 
É nesse período que os xamãs, até hoje, realizam rituais de passagem para um novo ciclo anual.

Muitos povos xamânicos também comemoravam a cerimónia da árvore, representando a “Árvore do Mundo”.
Será por isso que levamos uma para dentro de nossas casas e a enfeitamos?

Partimos da crença de que a lenda do Pai Natal nasceu na Sibéria. 
Existia uma tribo na antiga Sibéria chamada O Povo das Renas.

As renas eram para os siberianos o que o búfalo representa para os nativos americanos; eram também consideradas a manifestação do Grande Espírito Rena, invocado pelos xamãs para resolver os problemas do povo. Nas suas jornadas xamânicas, o xamã viajava, em transe,  num trenó de renas voadoras.

Não eram só os xamãs que usavam amanita, as renas também comiam. Eles até conseguiam atrair renas com a urina, que chegavam a brigar para tomá-la e as laçavam enquanto bebiam. Alguns caçadores davam pedaços de amanita para as renas para aumentar a sua força e resistência física, e assim suportarem melhor as longas distâncias. Se as renas fossem abatidas por alguém nesse momento, quando estavam na manifestação do enteógeno, os efeitos passariam para quem comesse a sua carne.

Caçadores, ao se alimentarem de renas que haviam ingerido amanita, tiveram uma visão coletiva de um homem vestido de vermelho e branco (cor do cogumelo), um xamã que levava presentes para a população. Eles viram o xamã voando num trenó de renas.

Daí, conta-se que o Pai Natal foi uma visão de homens que se alimentaram das renas que consumiram amanita.

A roupa do Pai Natal, por sinal, é de origem lapónica.

Tradicionalmente, os xamãs siberianos eram conduzidos em suas viagens estáticas (jornadas xamânicas) aos mundos profundos (transe) por um trenó de renas. Isso explica a origem de Pai Natal viajando por um trenó de renas.

Os habitantes sentiam que os xamãs sempre lhe traziam presentes espirituais.
Além disso, o fumo do fogo onde faziam os seus trabalhos xamânicos saía por uma abertura nas casas (chaminés ), e era por ali que entravam e saiam os espíritos, assim como o xamã, visto que a entrada estava obstruída com a neve, o que também explica a origem de Pai Noel entrando pela chaminé.

O que quero dizer, na verdade, é que o nosso doce e querido Pai Natal nasceu na Sibéria e tem a sua origem no xamanismo.


Dana Larsen:

“Modernas tradições de Natal são baseados em cogumelo usado pelos antigos xamãs  Embora A maioria das pessoas vê o Natal como um feriado cristão, a maioria dos símbolos e ícones que associamos com as celebrações de Natal são realmente derivadas das tradições pré-cristãs xamânicas dos Povos Tribais da Europa Setentrional.

O cogumelo sagrado desses povos era  o vermelho e branco Amanita Muscaria. Estes cogumelos são comummente vistos em livros de contos de fadas e estão associados com uma magia e fadas. Isso porque contêm compostos alucinógenos potentes e foram usados por povos ancestrais para introspecção e experiências  transcendentais.




A maioria dos elementos principais da Celebração de Natal moderna, renas, Pai Natal, árvores de Natal, mágicas e a doação de presentes, são originalmente baseados nas tradições que celebravam a colheita e o consumo destes cogumelos sagrados.

A Estrela do Norte também era considerado sagrada, pois todas as outras estrelas no céu giravam em torno de seu ponto fixo. Eles  associaram a “Estrela Polar”, com a Árvore do Mundo e o eixo central do universo. O topo da Árvore do Mundo tocou a Estrela do Norte, e espírito do xamã sobe na árvore metafórica, passando assim para o reino dos deuses.  Este é o verdadeiro significado da Estrela no topo da árvore de Natal moderna e também a razão do Papai Noel Xamânico  fazer sua casa No Pólo Norte

Embora a imagem moderna do Pai Natal tenha sido criada, pelo menos em parte, pelo departamento de publicidade da Coca-Cola, na verdade, sua aparência, roupas, maneirismos e todos os companheiros  é como uma reencarnação destes cogumelos e dos xamãs. Um dos efeitos colaterais de ter comido cogumelos Amanita é que a pele e traços faciais exibem um brilho avermelhado. É por isso que o Pai Natal é sempre mostrado com nariz e bochechas vermelhas brilhantes.

Mesmo o alegre “ho, ho, ho!” é o riso de uma euforia do espetáculo de magia do fungo. O Pai Natal veste-se como um coletor de cogumelos. Para irem apanhar os cogumelos, os xamãs antigos se vestiam de vermelho e branco de pele-aparada, casacos e botas pretas longas.

Estes povos viviam em casas feitas de vidoeiro. Depois de recolher os cogumelos sob as árvores sagradas, os xamãs enchiam os sacos e voltavam para casa.




John e Caitlin Matthews:

Na verdade, sua história nos leva de volta para o início da história, quando alguns outros personagens subiram árvores de um tipo diferente, e retornavam com presentes para todos. Estes não eram brinquedos ou perfumes ou relógios, mas as mensagens sobre o ano que vem, a mudança das estações, ou o destino do mundo. Essas pessoas eram os xamãs, que executavam as funções de sacerdote, historiador e detentor dos registos, cientista e mágico.

Claro que havia xamãs de todo o mundo e na maioria dos casos, eles eram similares,  mas, por razões óbvias, ele se originou no extremo Norte – em qualquer lugar da Lapónia para a Sibéria. Essas pessoas que muitas vezes usavam sinos em seus trajes rituais, retornavam  com os dons da profecia e das maravilhas de  outros mundos. É para essas pessoas que temos de olhar para a primeira aparição da figura que, há milhares de anos mais tarde, evoluiu para o homem velho alegre do Natal, o Pai Natal.




 Red Robes e Firelight:

“Alcançando o saco novamente encontramos uma túnica vermelha ou capa, recortada com branco. Em um nível, o vermelho significa o sangue sagrado que liga todos os seres humanos e que também é percebido como um elo entre os seres humanos e animais, e entre o xamã e a Terra. É também, evidentemente, um símbolo do fogo, a mais poderosa das armas mágicas, bem como o dom do calor e vida para todos, especialmente significativo em terras frias, tais como aqueles que estamos considerando aqui.

Os xamãs possuíam o dom do fogo, que inicialmente talvez só eles tinham o poder de acender. Foi um presente para os povos tribais. Acreditava-se que esses dons lhes foram confiados pelos deuses e espíritos da terra. Aqui, o simbolismo do fogo vermelho no deserto branco do inverno é uma imagem fundamental.

Então o Pai Natal é um homem velho vestido de vermelho que sai da floresta escura do Norte num trenó puxado por renas … o xamã descem pela chaminé de uma barraca de pele com sinos tilintando, tendo nas mãos uma rena vermelha de madeira pintada. “




Texto de Richard Heinberg, em "Celebrando os Solstícios":

“A origem de outra importante lenda do Natal, Santa Claus, é bem conhecida.
Novamente brilha um pouco da tradição pagã nos primórdios de um costume moderno. O nome Santa Klaus é derivado (no holandês Sinter Klaas) do alemão, equivalente a São Nicolau. Os fatos históricos sobre o turco São Nicolau, bispo de Myra no século IV, indicam que ele era aparentemente famoso por sua generosidade anónima, especialmente para com os jovens. Provavelmente por essa razão ele se tornou, mais tarde, o santo patrono dos meninos.


SÃO NICOLAU
De qualquer forma, a lenda diz que numa noite ele colocou dinheiro nas meias das filhas de um fidalgo pobre. Gradualmente, as festividades de São Nicolau, comemoradas em 6 de dezembro, foram transferidas para o Natal, e nos países germânicos as crianças associavam, a figura de barbas brancas com indumentária diferente às festividades das noites de Natal.

A imagem moderna de São Nicolau deriva também de outras fontes: um personagem lendário germânico chamado Knecht Ruprecht viajava de cidade em cidade, no Natal, testando os conhecimentos das crianças sobre orações. Se eles passassem no exame, eram recompensadas com frutas, nozes e pão de gengibre, que ele carregava num saco, e caso não fossem diligentes, ele brandia um bastão de punição.

Na Inglaterra, por volta do século XIV, era costume de Natal um senhor idoso, de barbas longas e brancas, visitar casas usando uma coroa de azevinho, mas o Pai Natal, ainda muito divertido, não tinha as qualidades mágicas nem o trenó puxado por renas tão adoradoro pelas crianças atualmente. Eram personagens da literatura, não do folclore.

Washington Irving reuniu as tradições primitivas compondo a figura do moderno Pai Natal. Em 1809, ele escreveu Falir Knickrbocker’s History of New York, onde descrevia um personagem que viajava em trenó e pousava nos telhados trazendo presentes para as boas crianças.

Ainda que a imagem familiar do Pai Natal tenha origens recentes, a ideia de um homem bondoso, com barbas longas e brancas, que vivia no pólo norte que voava de maneira mágica por todo mundo tem ressonância com tradições culturais mais antigas.

O Natal, esteve associado, desde o princípio, ao começo do solstício de inverno (hemisfério norte), período no qual os xamãs e sacerdotes de todo mundo, realizavam os rituais de renovação. O tema renovação, inevitavelmente, retomava a ideia de celebração do paraíso original ou Era do Ouro, na qual a natureza, o Cosmo e a humanidade estavam em perfeita harmonia. Estas associações são claras na crença sérvia de que na noite de Natal, exatamente à meia-noite, o mundo é subordinado ao paraíso, e na tradição bretã, que os animais falam (poder que tinham na Era do Ouro segundo relato de muitas culturas). De acordo com os antigos gregos, Cronos, o rei do mundo, durante a Era do Ouro, tinham vivido no Polo Norte.

As crenças sobre os xamãs de praticamente o mundo inteiro, da Austrália à África, da Ásia às Américas, informam que estes são capazes de voar e de mover-se de acordo com sua vontade entre vários reinos espirituais e materiais da existência. ”


Reunindo os elementos, observa-se que, embora seja importante traçar uma conexão direta entre a tradição xamanística e Papai Noel, a ideia, entretanto, pode ter sido formulada utilizando-se memórias e crenças coletivas, talvez até mesmo provenientes do período paleolítico. Segundo E.C.Krupp:

“Se a árvore cósmica nos aponta o caminho para o Céu todo o Natal, Papai Noel compreende em si a ideia do voo mágico de um xamã.

Algumas vezes é dito que o próprio xamã é responsável por levantar uma árvore de Natal que chega ao céu do Polo Norte. O Papai Noel desce pela chaminé e depois volta pelo mesmo caminho. Nossas chaminés, como um eixo cósmico, o levam de um reino para o outro.

Deve haver também alguma coisa mágica relacionada ao saco de presente que ele carrega para distribuir às crianças do mundo. O saco é como um moinho mágico que podia moer o suprimento ilimitado de alimento, dinheiro, sal, e estava associado ao eixo do mundo. Além do mais, como os deuses e espíritos, Papai Noel é imortal. Sua atividade concentrava-se na noite crítica que antigamente era o solstício de inverno (hem.norte)”.

A maior parte dos elementos da moderna celebração de Natal (excepto as poucas que abordam especificamente as histórias bíblicas do nascimento de Jesus) deriva dos festivais antigos, de tradições e de crenças relacionadas às árvores sagradas, à renovação do mundo, ao êxtase xamânico e à dança sazonal do Sol e da Terra. A comemoração de Natal suplantou a de solstício, absorvendo seus emblemas superficiais, ignorando ou suprimindo muitos de seus significados centrais.

Atualmente, como há mais conhecimentos disponíveis sobre tradições de povos antigos, muitos cristãos estão compreendendo que o conteúdo das antigas celebrações não contradiz o espírito de sua fé. Afinal, Jesus não disse absolutamente nada sobre erradicar os festivais antigos; amava a natureza e pedia para seus discípulos procederem como crianças, imitarem as flores e aos pássaros sem se importar com o amanhã e abandonarem os tesouros terrenos. Na verdade, dois dos mais sensíveis da teologia cristã moderna Mattthew Fox e Thomas Berry, estão defendendo o retorno aos valores inerentes das religiões naturais antigas como modo de salvar a ecologia do planeta Terra e destacar a instituição eclesiástica.

Talvez haverá um tempo em que a paranoia religiosa e a ética da conquista terá, ao menos, dar espaço à humildade perante a vida – atitude fundamentada e apoiada por todos os mestres espirituais da história. Quando chegar este dia, acharemos muito o que celebrar na simples e profunda mensagem que as plantas, os animais, a Terra e o Céu têm a oferecer.


Leo Artese






Todos comemoram o natal como um ritual cristão mas a verdade sobre o Pai Natal é que ele é um xamã siberiano que enche uma sacola de amanita muscarias (por isso o chapéu vermelho com uma bolinha branca) para distribuir pelas famílias na vigília de três dias do solstício onde as pessoas rezam em volta da árvore do mundo pedindo por favor que nasça o Grande Pai Sol depois de 3 dias de escuridão que acontece por que a Sibéria fica para os lados do pólo norte e então o Sol não nasce e com isso esmorece todas as forma de vida... Mas quando ele ressuscita as colheitas, os casamentos são revigorados com muita festa e serenatas iluminadas!!!!
O Natal sempre marca o solstício de inverno no hemisfério norte. 
É nesse período que os xamãs, até hoje, realizam rituais de passagem para um novo ciclo anual.
Muitos povos xamânicos também comemoravam a cerimónia da árvore, representando a "Árvore do Mundo". 

Existe na Sibéria um enteógeno poderoso chamado Amanita muscária, um cogumelo vermelho com manchas brancas. É o sacramento de seus trabalhos espirituais. A Amanita muscária é um cogumelo enteógeno, que proporciona visões e introvisões de profundo significado. Esse cogumelo contém elementos que permanecem intactos em sua passagem pelo organismo, por isso os xamãs siberianos guardavam e consumiam a própria urina para ser bebida no inverno, quando não havia o cogumelo.


Uma lenda siberiana

Uma lenda do koryak (Sibéria) conta que o herói da cultura, Grande Corvo, numa passagem, ele capturou uma baleia, que estava à sua frente, e queria soltá-la no mar, mas era incapaz de devolvê-la ao mar por ser tão pesado.
O deus Vahiyinin (existência) disse-lhe que deveria comer espíritos do wapaq para ter a força. Vahiyinin cuspiu em cima da terra e as plantas brancas pequenas - os espíritos do wapaq - apareceram: tinham chapéus vermelhos, e o cuspe de Vahiyinin congelado como os flocos brancos de neve. Ao comer o wapaq, Grande Corvo tornou-se excepcionalmente forte e conseguiu atirá-la ao mar.
A partir daí o cogumelo crescerá para sempre na Terra, e os povos podem aprender o que ele ensina. Wapaq é a mosca Agarica, um presente diretamente de Vahiyinin - plantas dos deuses.



Nas biografias legendárias de alguns adeptos do budismo, há alguns indícios que podem ser interpretados para revelar que eles consumiam o cogumelo Amanita muscaria para conseguir a iluminação.
Eles mantinham o voto de manter o segredo dessas práticas, tanto que sua identidade foi escondida atrás de um jogo de símbolos.
Alguns pesquisadores acreditam que ele é o soma, dos Vedas (a mais antiga literatura sagrada da humanidade).
Soma era mais do que uma bebida, e seu sumo expressa um deus. Sugere-se o deus Agni, deus do fogo. O soma é simbolizado pelo touro, o símbolo do rig veda (hino aos deuses) da força.




Nas pesquisas, o uso do amanita aparece também em tradições da Ásia do Norte e do Sul, nas tradições germânicas ligadas a Odhin, em usos xamânicos mais adiantados nas florestas da Eurásia do Norte. Visto também, por muitos anos, no distrito de Kanto, no Japão; no Norte da Europa; Índia; e na América Central por muitos anos.

Também identificado como o Haoma, dos Persas.
Esses cogumelos sagrados foram utilizados por xamãs para a cura espiritual; era a entrada para incorporar o reino dos deuses.

Relata-se também efeitos analgésicos significativos, para curar males da garganta, feridas cancerígenas, artrites.

O amanita contém os princípios ativos muscazon, ácido ibotênico, muscimelk e bufoteína. Os efeitos começam entre 20 e 30 minutos após a ingestão e duram de 6 a 8 horas.

Geralmente, o usuário experimenta visões semelhantes aos sonhos.

O Amanita muscaria, em suma, é um dos cogumelos mais bonitos, com um encanto misterioso.


LÉO ARTÉSE





A origem das religiões tem relação íntima com o consumo de alucinogénios, em especial o cogumelo Amanita muscaria. Não restam dúvidas de que nossos ancestrais usavam substâncias que alteravam a mente para entrar em contato com espíritos, deuses e demónios.

O vice-presidente da J. P. Morgan e etnomicólogo pioneiro norte-americano Robert Gordon Wasson (1898-1986), bem como outros estudiosos da área, inferiram que a maçã mitológica é uma substituição simbólica para o cogumelo Amanita muscaria, uma óbvia codificação do cogumelo em associação com a Santíssima Trindade e a “Árvore do Conhecimento”. Cabe lembrar que a ideia de que o fruto proibido teria sido uma maçã foi introduzida somente em 1667 pelo inglês John Milton (1608-1674) em seu poema épico Paradise Lost (O Paraíso Perdido).



Evidências e analogias históricas surpreendentes comprovam que alucinogénios usados em rituais pagãos provocavam uma experiência curiosamente parecida com as visões espirituais descritas por apóstolos religiosos, e que serviram de base para a criação das religiões monoteístas. A perseguição cristã às religiões arcaicas baseadas na ingestão de enteógenos (substâncias alteradoras da percepção de realidade) sacramentais, essa autêntica “inquisição farmacrática”, teve início nos primeiros séculos cristãos e prossegue até hoje disfarçada de “combate às drogas”.





O arqueólogo e linguista britânico John Marco Allegro (1923-1988), um ex-católico que estudou línguas semíticas na Universidade de Manchester e dialetos hebraicos na Universidade de Oxford, foi convidado pelo Vaticano para integrar a equipe de tradutores dos Pergaminhos do Mar Morto, escritos em hebraico, aramaico e grego entre 200 a.C. e o primeiro século e descobertos entre 1947 e 1956. Allegro foi o único a terminar seu trabalho, que é ignorado e suprimido por muitos, por contestar a veracidade da história de Jesus, enquanto a tradução oficial foi escondida pela Igreja Católica por cerca de 50 anos. Segundo Allegro, autor de The Sacred Mushroom and the Cross (O Cogumelo Sagrado e a Cruz), “milhares de anos antes do cristianismo, cultos secretos adoravam o cogumelo sagrado Amanita muscaria que, por várias razões (incluindo o seu formato e seu poder alucinógeno) chegou a ser considerado como um símbolo de deus na Terra. Quando os segredos do culto tiveram de ser escritos, foi feito na forma de códigos ocultos em contos populares. Esta é a origem básica das histórias do Novo Testamento”




John A. Rush, em seu livro The Mushroom in Christian Art: The Identity of Jesus in the Development of Christianity (O Cogumelo na Arte Cristã: A Identidade de Jesus no Desenvolvimento do Cristianismo), afirma que “a arte cristã não é uma fotografia de fatos históricos, e sim um ícone, uma representação de algo que não pode ser representado. Ícones são representações espirituais de um outro mundo, uma geografia espiritual. O que você vê não é o que você recebe. Uma cruz não é uma cruz, um livro não é um livro, um anjo não é um anjo, e um cogumelo não é um cogumelo. Não se trata de história, mas uma representação artística elaborada, de caráter espiritual, para explicar e prestar homenagem à experiência alucinógena com os cogumelos”




As estátuas de anjinhos que fazem pipi nas fontes do Vaticano e de tantas outras cidades da Europa Medieval, têm sua origem no curioso fato de que os xamãs ancestrais, após comerem os cogumelos, bebiam sua própria urina, uma vez que a concentração dos compostos ativos da Amanita é potencializada na mesma. Isso permitia aos xamãs experimentarem a morte sem de fato morrer, o que remete diretamente ao conceito da ressurreição.




Desta perspectiva, os símbolos de uma das maiores festas do cristianismo, o Natal, vão sendo desvendados um a um: a origem do velhinho, o porquê dos pinheiros decorados com bolas coloridas e a famosa descida pela chaminé com um grande saco de presentes nas costas. Papai Noel seria nada menos que a representação figurativa dos antigos xamãs nórdicos que colhiam exemplares do Amanita nas florestas coníferas, penduravam os cogumelos nos pinheiros para secarem ao Sol e os carregavam em um grande saco nas costas visitando as famílias para praticar rituais de cura e proteção. Devido ao tempo inóspito da região, muitas vezes a porta de entrada das moradias ficava coberta por camadas de neve, restando ao curandeiro entrar pela chaminé. Outra maneira de se fazer isso era dando exemplares do Amanita muscaria às renas, animal tão comum na região da Sibéria – onde se originaram esses cultos – como os cavalos entre nós hoje, para então oferecer sua urina aos participantes do ritual. Exatamente por esse motivo que às renas do Papai Noel eram atribuídas a capacidade de “voar”.






Cláudio Suenaga





quinta-feira, 26 de abril de 2018

A RODA





Os nativos americanos reconhecem o círculo como o principal símbolo para o entendimento dos mistérios da vida. Observaram que ele estava impresso em toda a natureza. O homem olha o mundo através dos olhos, que é um círculo. A Terra, a Lua, o Sol, os planetas; são todos circulares.

O nascer e o por do Sol, acompanham um movimento circular. As estações formam um círculo. Os pássaros constroem ninhos em círculos, animais marcam seus territórios em círculos. As típis (cabanas) são circulares, as tipis das comunidades eram dispostas de maneira circular. A vida inteira, para o nativo, discorre de maneira circular.

Quando um xamã construiu uma Roda Medicinal, ele reconstruiu a representação simbólica do Universo e da mente Universal.
Para o nativo, medicina significa poder, energia vital que está em todas as formas da natureza. Eles tem um conceito de um vortex ( espiral de energia) em movimento.
A Roda significa um círculo ou espiral de geração de poder, debaixo do controle da mente, que é multidimensional. Considera os planos, físico, mental, emocional e espiritual. É o mapa da mente, a carta da vida, que permite seu uso para obter maior auto-conhecimento, mais auto-controle, melhorar a vida, obter satisfação.

A roda é composta por um grupo de símbolos. Ela pode ser construída simplesmente colocando pequenas pedras em forma circular. O crânio de búfalo era algumas vezes colocado no centro da Roda, como o assento da mente e da consciência e também símbolo da representação de Wakan Tanka (Grande Espírito).

A Roda não representa somente o universo da nossa própria vida e o produto de nossa própria mente, mas o Cosmos e a mente de Wakan Tanka, em manifestação de tudo na existencia e como manifestação do pensamento.

Cada parte do universo físico e cada coisa viva na Terra era vista como tendo origens no não material, mas no espiritual, mental e cada manifestação era um estado contínuo de mudança.

O Espírito ou a Essência é aquela inteligência seja humana, animal, planta ou mineral, todos juntos numa sincronização harmónica. O circulo então é o símbolo da totalidade, que representa o Universo. A totalidade de espaço, ou o individual e tudo em volta dele. Em outras palavras, quando você constrói a Roda ela torna-se o seu espaço pessoal, seu Universo Pessoal.

No simbolismo ancestral o círculo é o símbolo do espaço infinito, sem começo e sem fim, e quando dividido por uma linha horizontal ele indicava a divisão do espaço infinito na ordem para prover as vida no tempo, no aqui e agora.

Dividido por uma vertical, representa também a força receptiva, o princípio feminino, sem largura ou profundidade. Tudo é nascido da mulher, e o poder ativo e força conceitual, o princípío masculino.

A fusão das duas linhas no círculo formam um terceiro que é uma cruz circundada.Tempo e espaço. A cruz quando contida dentro de um círculo é um símbolo do ilimitado e mudando a realidade das coisas, perpetuando o espírito. Pode representar também as quatro expressões do poder cósmico fluindo para sua fonte, ou quatro elementos, quatro corpos, e muito mais.

No silêncio do vazio existe movimento. A origem. O começo é também o fim. De tudo flui e tudo pode ao final retornar. A Suprema Unidade.



Léo Artese




quarta-feira, 20 de dezembro de 2017

Os orixás e as forças da natureza




"A palavra ORIXA significa ORI: Alto, cabeça ou o que esta em cima e IXA: Luz, iluminado, assim podemos interpretar que ORIXA significa “AQUELE QUE ILUMINA NOSSOS PENSAMENTOS”

Os primeiros registos do culto aos ORIXAS tem como referência a África, berço da cultura negra tão oprimida pelo histórico da escravidão.
Lá, diferente do que vemos no Brasil, os ORIXAS não eram tão humanizados como notamos nos dias de hoje e a ritualística envolvendo os mesmos era disciplinada e mantida na cultura de tradição ou seja, passada pelos antepassados sucessivamente aqueles que os precederiam em sua jornada religiosa.

Como citamos acima, reparamos nos dias de hoje muitos desejando serem donos da verdade suprema e vale lembrar que no que tange a lei divina o homem e o próprio meio onde vive está sempre em plena evolução, digo isso pois o sentido sagrado dos ORIXAS ficou muito comparado ao meio onde o ser vive atribuindo-se a qualidade de ORIXA ao temperamento emocional de seus supostos “filhos e filhas”.
Como exemplo podemos citar:
“Sou briguento por ser filho de Ogum” ou ainda “As mulheres que choram por qualquer coisa tendem a ser filhas de Oxum” e por ai vai colocando algo sagrado na condição do profano infelizmente, mas isso se dá devido a falta de compreensão e estudo detalhado dos cultos e principalmente da qualidade dos Orixas, além claro do preparo dos médiuns despreparados que ingressam em determinadas casas que não apoiam o estudo da Umbanda.

ORIXAS antes de mais nada são qualidades divinas, e nestas qualidades se destacam sete que são cultuadas no movimento Umbandista.
São elas: A Fé, o Amor, o Conhecimento, a Justiça, a Lei, a Evolução e a Geração divina. Cada uma destas qualidades compõem uma força ligada a determinada função energética que Deus exerce sobre o homem e toda criação divina.

Quando falamos de FÉ lembramos de OXALA, que rege a crença de cada um em sua jornada evolutiva, não adianta desejarmos algo se não acreditamos que podemos alcança-lo, da mesma forma não adianta estarmos ligados a um credo religioso se não aprendemos a crer ou a acreditar. OXALA rege a ligação entre o homem e DEUS é aquele que nos estimula a encontrarmos a DEUS dentro de nós mesmos, a não desistirmos diante dos obstáculos da lei do carma natural, isso se chama FÉ. OXALA tem atuação em nosso chacra CORONÁRIO

O AMOR divino é regido por OXUM, ainda pouco compreendido não nos referimos ao amor carnal ou seja entre homens e mulheres, mas sim, ao amor universal, onde compreendemos que somos todos irmãos e como irmãos OXUM desperta em nós o senso de solidariedade, de perdão, de compaixão pelo nosso semelhante, AMOR que “cobre a multidão dos seus pecados”, AMOR que nos renova as forças e sempre nos da esperanças de um novo recomeçar.
OXUM atua sobre nosso chacra CARDÍACO.

OXÓSSI, é o sustentador natural da vegetação, que nos remonta a cura divina, na natureza encontramos uma grande variedade de forças energéticas que ainda desconhecemos, atuando a mesma tanto para cura de nosso corpo físico, espiritual.
Na natureza também encontramos um campo energético absorvedor natural das cargas nocivas das “formas pensamento” geradas pelos seres em desequilibro tanto encarnados como desencarnados.
Por reger nosso chacra FRONTAL, OXÓSSI também atua em nosso pensamento e eventualmente estimula o nosso aprendizado em geral.

XANGÔ podemos de forma simples interpretar como o aplicador da JUSTIÇA DIVINA ou ainda a lei de causa e efeito a que todos nós estamos expostos pelos nossos atos e pensamentos.
Se “não cai uma folha de uma árvore, sem que DEUS o saiba” XANGÔ vigia nossos passos dando através das leis de DEUS um direcionamento em nossas vidas.
Tiramos como exemplo MOISÉS quando recebeu do alto os 10 mandamentos, ali se balizava a JUSTIÇA de DEUS dando direcionamento para o homem alcançar sua evolução.
XANGÔ vibra sua força através de nosso chacra UMBILICAL.

Ordenação é a qualidade regida por OGUM, ou seja, na criação divina tudo tem tempo e hora certa para acontecer nada vem quando desejamos, mas sim, quando estamos preparados e para nos encontrarmos preparados tudo tem que estar em ordem.
OGUM também atua na organização energética de nosso planeta envolvendo, as matas, os rios, os mares, ou seja tudo o que foi criado por DEUS cada coisa está em seu devido lugar, esta energia que ordena e organiza todos os eventos da criação e das criaturas chama-se OGUM.
O chacra LARINGEO é regido por OGUM.

Evolução, ou passagens de níveis vibratórios são regidos por OBALUAYÊ, ainda tão mal compreendido dentro da Umbanda, sendo comparada com o orixa das doenças e pestes, por ter seu campo de forças no cemitério.
Quando falamos de morte, não podemos ter nossa mente voltada somente para morte física, mas sim para morte ou anulação de inúmeros defeitos que trazemos em nossos espíritos e que através da bênção da reencarnação temos oportunidade de corrigi-los.
OBALUAYÊ, é a força divina que nos estimula a evoluirmos sempre aumentando assim nosso padrão vibratório. Vale lembrarmos que a doença também é uma oportunidade de crescimento para o ser, pois a dor transforma.
O chacra que é estimulado por OBALUAYÊ é o chacra ESPLÊNICO.

A CRIAÇÃO DIVINA é regida por nossa mãe IEMANJÁ, um dos orixas mais festejados na Umbanda.
Gerar, dar vida, esta é uma das funções de IEMANJÁ, pois a criatividade desde a criação do mundo envolve o ser.
Encontramos esta força divina, atuando no meio cientifico, académico, humano e religioso. Para mudar opiniões são necessárias palavras novas e para gerar palavras novas é preciso ter inspiração divina, fator que é regido por IEMANJÁ.
Tem seu campo de forças nos mares, pois la se desenvolvem um infinito ciclo de vida.
O chacra estimulado por IEMANJÁ, é o BÁSICO.

Vale lembrar que existem duas qualidade de ORIXAS.
ORIXAS MAIORES ou seja, a qualidade geradora divina, que nunca incorporam em médium algum;
ORIXAS INTERMEDIÁRIOS ou seres manifestadores destas qualidade divinas que atuam dentro da vibração do ORIXA MAIOR, e sim estes são os que se manifestam nas engiras de Umbanda.


O sincretismo religioso não veio da ÁFRICA mas sim foi criado no BRASIL através do movimento de CABULA, oriundo dos negros que eram obrigados a participarem das missas dominicais e que através das imagens católicas nos altares encontraram semelhanças com as qualidades dos ORIXAS.

ORIXA não tem forma, é energia! 
As imagens que vemos nos altares são pontes de ligação vibratória para aqueles que ainda precisam de referência energética para se ligarem ao divino.
Dentro deste sincretismo encontamos:

OXALA, sincretizado com JESUS CRISTO
OXUM, sincretizada com NOSSA SENHORA DA CONCEIÇÃO
OXÓSSI, sincretizado com SÃO SEBASTIÃO
XANGÔ, sincretizado com SÃO JERÔNIMO
OGUM, sincretizado com SÃO JORGE
OBALUAYÊ, sincretizado com SÃO LÁZARO
IEMANJÁ, sincretizado com NOSSA SENHORA DOS NAVEGANTES

Com este breve estudo, esperamos de forma simples termos esclarecido um pouco mais sobre o tema ORIXAS, e também assim esperamos quebrar certos preconceitos, lembrando que o estudo é base fundamental dentro de qualquer religião."


Géro Maita 






"Desde o início dos tempos, o homem busca a si próprio, sua origem, seus mestres.
Busca o ponto inicial de sua inteligência.
Nessa procura, o próprio homem cria seus mitos, suas histórias e lendas.
A mitologia africana relata que a primeira cabeça pensada ou pensante colocada no mundo recebeu um elemento chamado Ori (chacra coronário) genericamente chamado e traduzido como cabeça, mas que na verdade quer dizer “aquele elemento primordial para pensar, discernir e criar”.
Veio a criação dos Orixás.

Orixás são forças da natureza que nos cercam. 
São energias poderosas emanadas e fazendo partes do Todo (Deus – Força Una) sempre presentes na Natureza de nosso Planeta com atribuições de comando aos irmãos também em evolução, em escalas diferentes nos Reinos Elementais da Natureza.
Podem ser encontrados em variados postos de comando e influência.

Vamos conhecer, de fato, como a Natureza age em nosso dia-a-dia, como convivemos com estas forças no quotidiano.
Os Orixás, os senhores dos elementos (a força da natureza) não estão somente dentro dos terreiros, mas sim em cada segundo de nossas vidas.

Quando dizemos que adoramos os Orixás, nós nos referimos a estarmos adorando as forças da natureza, sem ao menos percebermos que tais fenómenos estão acontecendo.
Não existe um só momento em que os Elementos não estejam ao nosso lado, convivendo e influenciando nossas atitudes.

Sabemos, por exemplo, que Exu (a palavra em iorubá significa “esfera”, aquilo que não tem começo nem fim) está presente no fogo, no calor, na quentura, é o princípio de tudo; que Oxalá é o princípio agregador, é o amor, é toda energia cósmica Condensada; que Ogum é a energia que emana do fogo, dos metais; que Oxossi é a energia que emana do verde, dos vegetais, nos espíritos encarnados é a capacidade de observação, de introversão; que Xangô é a energia que emana das rochas, dos minerais, é a força da Justiça, é o censo crítico em defesa dos oprimidos; que Yemanjá é a energia procedente das águas salgadas, é a energia da procriação, da maternidade; que Oxum é a energia que procede das águas doces, dos rios e das cachoeiras, é o espírito de ternura, da meiguice; que Yansã é a energia que vem do ar, dos ventos, das tempestades, é a energia da luta através do trabalho; que Nanã é a energia procedente das águas salgadas, dos pântanos, é a proteção das diversas criaturas; que Omulu ou Obaluaê é a transformação psíquica e material, através da morte, das doenças e também da cura; que Oxumaré é energia da transformação constante, perene, representa a dualidade, o bem e o mal, o arco-íris e a cobra de duas cabeças; que Ossaê é a energia que flui nas folhas, das ervas sagradas e toda energia que emana de um conhecimento técnico mais profundo.

E assim muitos outros Orixás teriam sua ligação direta ou indireta com as forças da Natureza.
Longe de serem apenas mitos da Cultura Africana, os Orixás são na realidade os arquétipos do comportamento humano sem fronteiras. Se considerarmos que todos os seres humanos são originalmente gregários (tribal), a integração entre um ser humano e os seus Orixás, significa Equilíbrio, Consciência, Sucesso, Reencontro e Fraternidade.
É o encontro do Eu Interior e o Eu Exterior, mas será preciso descobri-los e conhecê-los para poder equilibrá-los."















segunda-feira, 4 de dezembro de 2017

Por que abandonei o xamanismo





Para quem não me conhece, caminhei no xamanismo por muitos anos, toquei tambor em volta do fogo, participei de tendas do suor, fumei cachimbo, defumei com sálvia branca, acendi palos santos, bebi ayahuasca com índios e não índios. Dei palestras, realizei rituais, me divulguei como xamã, mas um dia isso tudo acabou.

Sempre fui um buscador e nessa busca nunca me contentei com pouco conhecimento. Depois que todos os cursos que eu podia fazer sobre xamanismo terminaram, passei a pesquisar por conta própria. Vi muitos documentários onde o índio tinha voz, li muitos livros de pesquisadores, notando que existia uma enorme diferença entre o que os índios falavam de suas próprias práticas espirituais e o que os “xamãs brancos” falavam em suas palestras e cursos.
Finalmente entendi que eu estava iludido e que jamais poderia ser um Xamã.
Nesse dia, abandonei o xamanismo.
Não pense que foi fácil, nunca é fácil romper com as ilusões.

Sabe por que abandonei o xamanismo?
Notei que existiam dois mundos...
De um lado um bando de homem branco dando cursos de conhecimentos indígenas e do outro um bando de indígenas passando fome e lutando para não ter suas vidas e culturas destruídas.
Essa polaridade me fez acordar.

É preciso compreender que índio não pratica xamanismo, porque xamanismo é invenção do homem branco. O Homem branco olhou para os povos nativos, não entendeu metade da profundidade por trás das práticas religiosas deles, e, como a religião de um povo meio que parecia com a de outro povo nativo, o branco acabou por botar todas dentro do mesmo balaio, como se todos aqueles que tiram seu sustento da natureza acreditassem nas mesmas coisas e tivessem a mesma visão de mundo, coisa que não tem.
Cada povo nativo tem sua religião específica, com dogmas e rituais próprios.
Generalizar culturas e suas tradições é uma forma de exterminá-las. 

O sacerdote do povo Lakota, povo nativo norte-americano, é chamado de WICHASCA WAKAN, aquele que fuma o cachimbo sagrado e passa as mensagens do Grande Espírito para curar seu povo.
O sacerdote do povo Guarani é o PAJÉ, aquele que conversa com a Onça Floresta e busca as ervas para trazer a cura para seu povo.
O sacerdote do povo Evenki é o SAMA (xamã), aquele que evoca os Tengers (que são os espíritos da Sibéria) com o tambor dentro de uma tenda escura para curar o seu povo.
Wichasca Wakan não é Pajé, Pajé não é Sama, Sama não é Wichasca Wakan. 
Grande Espírito não é Onça Floresta, Onça Floresta não é Tengers, Tengers não é Grande Espírito. 

A única semelhança do sacerdote de um povo nativo para outro é a função, curar o seu povo.
Cada povo precisa de remédios físicos e espirituais típicos de sua região, coisa que só o sacerdote específico de cada povo pode saber. Para mim, não tem coisa mais triste que o representante de um povo nativo vir a público dizer que pratica xamanismo, isso só mostra o quanto ele foi contaminado por nossas visões limitadas de homem branco.
Índio não precisa ser definido pelo homem branco, eles são capazes de fazer isso muito bem sozinhos. 

Essa é uma questão de direito de fala, estamos há muito tempo nos achando no direito de sermos os porta-vozes do que não vivemos ou não conhecemos a fundo. Se alguém tem que falar sobre eles, são eles mesmos. Quanto a nós, cabe somente lhes dar espaços de fala para que eles sejam ouvidos. Criar espaço de fala não é se calar sobre o assunto, mas sim falar do assunto de uma maneira mais consciente do nosso papel para com essa estrutura torta.
Somos todos responsáveis!

Por muito tempo eu fiquei pensando: 
"Quem sou eu na fila do pão para ensinar ou dar cursos sobre uma cultura ou tradição na qual eu não cresci e que por tanto não me pertence?”.
A resposta: Ninguém.

Por esse motivo, hoje não me divulgo como Xamã, nem falo sobre rituais e dogmas religiosos de nenhuma tribo. Prefiro falar da minha avó e da relação que ela me ensinou a ter com as plantas, ou então, dos meus momentos de meditação no meio do mato. Falar de mim e da minha própria relação íntima com o que considero sagrado, isso me parece muito mais correto, pois é a minha verdade vivida e não a de outra gente.
Valorizar a cultura do outro, sem a necessidade de tomar ela para mim, isso é valorizar a mim mesmo, isso é ser honesto!



Dario Taboka





terça-feira, 21 de novembro de 2017

Our Hair is an extension to the nervous system





Our Hair 
is an extension 
to the nervous system—Reason why 
Native American Indians 
keep their hair long.



Have you ever wondered why Native Americans keep their hair long?
It’s kinda simple: “Hair is an extension of the nervous system.”

“Hair is an extension of the human nervous system; it can be accurately described as exteriorized nerves, a type of highly developed ‘feelers’ or ‘antennae’ that are able to transmit enormous amounts of important information to the brain stem, the limbic system, and the neocortex.”

The truth is that countless ancient cultures across the planet have the belief that long hair has a unique and special significance. And even though some of these cultures were separated by thousands of miles, many similarities are present among them. Hair was considered an extension of the soul and evidence of that are traditions that many native American Indians have guarded until this day.

For example, the Navajo only cut their children’s hair on the first birthday and avoided cutting again afterward.

But the length of the hair in many ancient cultures was different than what we consider it today.

For many of us, hair is just another stylistic concern; it makes us look better, sometimes younger sometimes older, depending on the length, color, and shape. Hover for most Native Americans hair was by no means a stylistic concern, it was something that went beyond what many of us are capable of understanding even today.

In some cultures, hair symbolizes not only an extension of the soul, but it symbolizes physical strength and virility; in other words, the virtues and properties of a person are said to be concentrated in his hair and nails.

But some would say that our hair tells a lot about us, on a much deeper level. Some would agree that by cutting your hair, you lose a small part of that unique relationship with oneself.

Also, there are many ways you can actually wear your hair according to Native tradition.

And there is a way to wear the hair for ceremonies and dances. For countless Native American cultures, braided hair meant unity with the infinite, and allowing the hair to flow freely signified the free flow of life.

But if we look at American history, Native Americans and especially the war that took place in Vietnam we’ll encounter fascinating details.

Unlike what many may believe, hair may serve a much bigger purpose than as just an accessory.

And while ”hair” is a matter of personal preference, we learn a lot from Native Americans when it comes to the way they wear their hair.

During the War in Vietnam, the American military was in search for talented, young men—trackers—that could navigate their way in stealth across the enemy terrain. Special Forces in the war department sent undercover experts to comb American Indian Reservations where they found countless brave young men who were more than adequate for the task.

Upon recruiting them, they carefully cataloged their abilities and talent’s and rapidly discovered that they were perfectly suited for the task.

Soon after the young men were recruited/enlisted, and after going through the countless rituals of joining the army, the skills and talents which were ever-present seemed to vanish. Confused the army started searching for answers and turned to some of the Native American elders who without hesitating answered how when their young men received the mandatory haircut after joining the military, they could no longer “sense” the way they did before. Their almost supernatural abilities—their intuition—disappeared.

After more recruits were gathered from Native American tribes, they decided to perform tests and see what was going on, and whether “the length of hair” had anything to do with their abilities.

After recruits were gathered, they let them keep their long hair and submitted them to tests in countless areas. After several tests where “trackers” with long hair competed against others with short hair, experts found how trackers with longer hair had access to something like a ‘sixth sense’ with an intuition much more reliable when compared to men with short hair.

As noted by C. Young on Sott,

“Hair is an extension of the human nervous system, it can be accurately described as exteriorized nerves, a type of highly evolved ‘feelers’ or ‘antennae’ that are able to transmit vast amounts of important information to the brain stem, the limbic system, and the neocortex.”

It is perhaps best explained by Chief Golden Light Eagle in this video:






in, Ancient Code