Mostrar mensagens com a etiqueta Musica Clássica. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Musica Clássica. Mostrar todas as mensagens
quarta-feira, 14 de junho de 2023
sábado, 8 de abril de 2023
terça-feira, 28 de março de 2023
Puccini: Turandot - Nessun Dorma!
Ninguém durma! ninguém durma!
Tu também, ó princesa,
na tua fria alcova
olhas as estrelas
que tremulam de amor
e de esperança!
Mas o meu mistério está fechado em mim,
O meu nome ninguém saberá!
Não, não, sobre a tua boca o direi,
Quando a luz resplandescer!
E o meu beijo escolherá o silêncio
que te faz minha!
E o seu nome ningúem saberá!
E nós deveremos, infelizmente, morrer!
Desvença, a noite!
Desapareçam, estrelas!
Desapareçam, estrelas!
Ao alvorecer eu vencerei!
Vencerei,Vencerei!!!
Turandot, última ópera de Giacomo Puccini, composta em três atos, com libreto de Giuseppe Adami e Renato Simoni, baseado numa peça (1762) de Carlo Gozzi com a adaptação de Friedrich von Schiller. Estreou no Teatro alla Scala em Milão em 25 de abril de 1926, sob a regência de Arturo Toscanini. Esta ópera ficou inacabada por causa da morte do autor, a 29 de novembro de 1924, sendo completada por Franco Alfano. Arturo Toscanini não gostou do final que Franco Alfano deu à ópera de Puccini; por isso, na cena de morte de Liù, virou-se para a plateia e disse: "Senhoras e Senhores, aqui parou Giacomo Puccini".
Em Turandot, Puccini mostra a veia sadomasoquista que havia manifestado em Suor Angelica, Madame Butterfly e Tosca ("meus instintos neuróticos", dizia ele).
O triunfo final de duas personagens que se comportam de forma censurável (Turandot e o príncipe Calaf) chocou algumas pessoas, apesar da partitura de um melodismo fluido, extremamente quente, melancólico e sensual, típico de Puccini.
Esta ópera, na qual Puccini importa temas musicais de origem chinesa, assim como a Aïda de Giuseppe Verdi, é um verdadeiro deleite para os cenógrafos, pois permite a criação de cenários monumentais.
A Princesa Turandot, filha do Imperador Altum da China, odeia todos os homens, e jura que jamais se entregará a nenhum deles; isto devido a um fato ocorrido na família imperial que a traumatizou para sempre: o estupro e assassinato da princesa Lo-u-Ling, quando os tártaros invadiram e conquistaram a China. Seu pai, porém, exige que ela se case, por razões dinásticas, e para respeitar as tradições chinesas. A princesa concorda; porém, com uma condição: ela proporá três enigmas a todos os candidatos, que arriscarão a própria cabeça se não acertarem todos os três, e somente se casará com aquele que decifrar todas as três duríssimas charadas.
A crueldade e frieza da princesa não fazem mais do que atiçar a paixão do Príncipe Desconhecido, filho do deposto rei dos tártaros, que decide arriscar a própria vida para conseguir a mão da orgulhosa princesa. Ele consegue, após a derrota de todos os outros candidatos, até porque é o único que compartilha da natureza sádica e egoísta da princesa, sendo capaz de entendê-la.
Ato I
Pequim. Um arauto do governo imperial anuncia à multidão, reunida na Praça da Paz Celestial, o decreto do imperador Altum: a Princesa Turandot desposará aquele que, de sangue real, decifre os três enigmas que ela proporá. Aquele que se arriscar, porém, e fracassar, pagará com a vida. O Príncipe da Pérsia acaba de tentar, mas não teve sorte: será executado ao nascer da lua. A multidão mal pode esperar para ter o prazer de assistir à execução (Perché tarda la luna?).
No meio dessa turba ensandecida está o velho Timur, incógnito príncipe destronado dos tártaros, e sua fiel servidora Liù. O Príncipe Desconhecido, filho de Timur, exulta de alegria ao reencontrar seu pai, que julgava morto.
A lua surge no céu. Aparece o Príncipe da Pérsia a caminho do patíbulo; longe de parecer assustado diante da morte, ele parece estar num êxtase místico, embriagado pela beleza de Turandot. Aqui a princesa entra em cena pela primeira vez. Tomados de compaixão pelo jovem príncipe, todos suplicam-lhe por clemência; mas, ao invés, sem hesitar um só segundo, num gesto imperioso, frio, e cruel, ela dá o sinal ao carrasco que faz descer o machado no pescoço do príncipe.
É neste exato momento que o Príncipe Desconhecido se apaixona por Turandot, e anuncia sua intenção de se candidatar à mão da princesa. Todos tentam demovê-lo da ideia: seu pai, os três ministros imperiais Ping, Pang e Pong, e Liù que, numa comovente ária, Signore ascolta, confessa que está apaixonada pelo príncipe desde o dia em que pela primeira vez o viu sorrir no palácio real. O Príncipe responde pedindo-lhe que nunca deixe de tomar conta de seu velho pai, se ele vier a faltar (Non piangere Liù).
Aos gritos gerais de louco! insensato! o que estás fazendo? - o príncipe toma do martelo, e dá três golpes no gongo, sinal de que está se candidatando à mão de Turandot.
Ato II
Os três ministros Ping, Pang e Pong discutem o destino da China, e comentam que, desde que Turandot começou a reinar, ninguém mais tem paz no Celeste Império: o machado e os instrumentos de tortura funcionam noite e dia. Monta-se a cena diante do Palácio Imperial para a cerimónia dos enigmas.
Surge em cena o velho imperador Altum, que tenta convencer o jovem pretendente a desistir:
"Permite, meu filho, que eu possa morrer sem levar para o túmulo essa culpa pela tua jovem vida, muito sangue já correu!"
Mas é tudo em vão, a obstinação do jovem Príncipe Desconhecido deixa todos estupefatos.
Surge Turandot, que olha o candidato com olhar frio, impassível, e cheio de desdém. Sua voz se faz soar pela primeira vez:
"Neste palácio (In questa Reggia), já faz mais de mil anos, um grito desesperado ressoou; e aquele grito, da flor da minha estirpe, um eco eterno na minh'alma deixou. Princesa Lo-u-Ling!… Há séculos ela dorme na sua tumba enorme! Estrangeiro, desiste! Os enigmas são três, a morte é uma."
Tendo o príncipe recusado sua última hipótese de escapar ileso, Turandot expõe seu primeiro enigma.
"Qual é o fantasma que nasce todas as noites, apenas para morrer quando chega a manhã?"
"É a esperança," responde o príncipe.
Os três sábios do reino consultam o livro das respostas: primeira resposta, correta.
Turandot, por um breve momento, parece ter sentido um choque, mas não se deixa abater, e diz cheia de escárnio: "Sim! A esperança que ilude sempre!"
Impassível, ela propõe o segundo enigma:
"O que é vermelho e quente como a chama, mas não é chama?"
"O sangue," responde o príncipe.
Os sábios consultam seus livros: a segunda resposta também está correta.
Agora, Turandot parece ter perdido um pouco a compostura, mas se convence de que nem tudo está perdido. Vem o terceiro enigma:
"Qual é o gelo que te faz pegar fogo?"
"Turandot."
"Turandot! Turandot!" gritam os sábios em coro. Resposta correta!
Agora, o desespero toma conta de Turandot, que se atira nos braços do pai:
"Pai, não me obrigue a entregar-me a este estrangeiro!"
Mas seu pai lhe responde que nada pode fazer: o juramento é sagrado.
O Príncipe Desconhecido, porém, afirma que não quer ter Turandot contra a vontade da princesa.
Ele propõe-lhe, então, um único enigma; se ela responder corretamente, ele desiste dos seus direitos, e entrega sua cabeça ao carrasco.
"Tens até a aurora," diz ele, "para descobrir meu nome."
Ato III
Funcionários públicos percorrem as ruas de Pequim com lanternas acesas. Numa ditadura perfeita, onde ela tem poderes ilimitados, Turandot ordenou que ninguém durma esta noite em Pequim: todos devem ajudar a descobrir o nome do Príncipe Desconhecido.
É então que o príncipe canta a ária Nessun dorma (Que ninguém durma).
Os três ministros Ping, Pang e Pong tentam fazer de tudo para convencer o jovem a desistir, oferecendo-lhe lindas mulheres, riquezas, e um visto de saída da China - mas tudo em vão.
De repente, alguém se lembra de que viu o jovem príncipe em companhia de Liù e do velho.
Turandot ordena que Liù seja torturada, até que revele o nome do príncipe; ela morre sem dizer uma palavra, numa das mortes mais comoventes de todas as óperas.
O dia nasce com o velho a chorar sobre o cadáver de Liù.
"Liù, bondade! Liù, doçura! Liù, poesia!".
Calaf, o principe desconhecido vê Turandot, ela pede que todos saiam e tem um duo com ele (este já composto por Franco Alfano) em que ela se revela humilde. Calaf conta qual é o seu nome, e os guardas chegam; Turandot restaura seu orgulho, mas na hora de falar qual é o nome de Calaf ela fala que o nome dele é "Amor".
sexta-feira, 15 de novembro de 2019
sábado, 27 de abril de 2019
domingo, 21 de abril de 2019
quinta-feira, 20 de setembro de 2018
terça-feira, 19 de julho de 2016
Deborah's Theme! Ennio Morricone
Ennio Morricone...
Desde o Cinema Paradiso que nunca mais o larguei...este CD do vídeo abaixo anda sempre comigo!
Um pouco de Ennio Morricone por dia, não sabes o bem que te fazia!!!!!
sexta-feira, 8 de julho de 2016
La mamma morta
Andrea Chénier
é uma ópera em quatro actos
do compositor Umberto Giordano,
com um libretto italiano de Luigi Illica.
A primeira performance aconteceu no Teatro Alla Scala em Milão no dia 28 de Março de 1896.
Acontece nos arredores de Paris, por volta de 1789 e 1793, no Castelo di Coigny durante a Revolução Francesa.
O popular poeta Andrea Chénier vai a um baile dado pela Condessa de Coigny, e apaixona-se pela irmã da Condessa, Maddalena de Coigny. A condessa pede-lhe para cantar e ele recusa, mas Maddalena, a flertar, pede-lhe para cantar e sugere o tema amor, ele aceita mas canta sobre a miséria, o sofrimento dos pobres e sobre os nobres.
Com excepção de Maddalena, todos os convidados se sentem ofendidos pelo ideais sociais e crenças de Chénier.
Chénier é agora um revolucionário e um homem procurado.
Seu amigo Roucher aconselha-o a partir e consegue um passaporte. Chénier está apaixonado por Maddalena e nega-se a ir sem ela. Maddalena abandona a sua família, com o desejo de se unir à Revolução.
Gérard, que também ama Maddalena vai ao encontro de Chénier.
Duelam com espadas e Gérard sai ferido.
Gérard a pensar que vai morrer, adverte Chénier sobre a fúria dos seus inimigos e pede que salve Maddalena.
Quando chegam pessoas uns minutos depois, Gérard diz-lhes que não conhece o seu atacante.
Entretanto, Gérard está recuperado e preside um tribunal revolucionário.
Uma espiã anuncia a detenção de Chénier. É uma excelente oportunidade para se vingar do seu rival e, para o punir, no entanto, vacila por um momento, ao lembrar-se que foi um verso de Chénier que despertou o seu patriotismo e agora, para satisfazer a sua paixão, é capaz de sacrificar um amigo.
A luta entre a honra e o desejo domina por uns momentos Gérard mas finalmente triunfa o desejo.
Maddalena, que tinha acabado de perder a mãe (os revolucionários invadiram a sua casa, a mãe morre para salvar Maddalena, de seguida incendeiam a sua casa. Maddalena que vinha de uma família nobre fica sozinha e sem nada) vai ter com Gérard, conta-lhe como a mãe morreu para a salvar e promete ficar com ele, para tentar salvar a vida de Chénier. Gérard diz-lhe que vai libertar Chénier.
Confinado na tristeza da prisão de San Lazzaro, Chénier espera a sua execução.
Maddalena entra na prisão. Gérard leva-a para ver Chénier.
Os apaixonados têm um breve momento antes da última apelação, que falha.
Finalmente, Chénier é executado.
Incapaz de viver sem o seu amado, Maddalena toma o lugar de uma condenada e morre, junto ao seu amor.
O incêndio da casa de Maddalena acontece no Terceiro Acto, em que ela canta a ária "La Mamma Morta" para Gérard a explicar-lhe como a mãe morreu para a salvar da ira dos revolucionários durante os tumultos da Revolução Francesa. Depois incendeiam a casa, ela quase desiste de viver e fica gravemente doente, e a sua criada Bersi vende-se como prostituta para salvar a vida de Maddalena.
A ária divide-se em duas partes: primeiro começa de uma forma melancólica em que ela conta o que lhe aconteceu, e depois a segunda parte mais forte em que ela relata o que a voz de Deus lhe disse.
La mamma morta m'hanno
Moriva e mi salvava!
poi a notte alta
io con Bersi errava,
quando ad un tratto
un livido bagliore guizza
e rischiara innanzi a' passi miei
la cupa via!
Guardo!
Bruciava il loco di mia culla!
Così fui sola!
E intorno il nulla!
Fame e miseria!
Il bisogno, il periglio!
Caddi malata,
e Bersi, buona e pura,
di sua bellezza ha fatto un mercato,
un contratto per me!
Porto sventura a chi bene mi vuole!
Fu in quel dolore
che a me venne l'amor!
Voce piena d'armonia e dice
Vivi ancora! Io son la vita!
Ne' miei occhi è il tuo cielo!
Tu non sei sola!
Le lacrime tue io le raccolgo!
Io sto sul tuo cammino e ti sorreggo!
Sorridi e spera! Io son l'amore!
Tutto intorno è sangue e fango?
Io son divino! Io son l'oblio!
Io sono il dio che sovra il mondo
scendo da l'empireo, fa della terra
un ciel! Ah!
Io son l'amore, io son l'amor, l'amor
E l'angelo si accosta, bacia,
e vi bacia la morte!
Corpo di moribonda è il corpo mio.
Prendilo dunque.
Io son già morta cosa!
They killed my mother
at the door of my room
She died and saved me.
Later, at dead of night,
I wandered with Bersi,
when suddenly
a bright glow flickers
and lights were ahead of me
the dark street!
I looked –
My childhood home was on fire!
I was alone!
surrounded by nothingness!
Hunger and misery
deprivation, danger!
I fell ill,
and Bersi, so good and pure
made a market, a deal, of her beauty
for me –
I bring misfortune to all who care for me!
It was then, in my grief,
that love came to me.
A voice full of harmony says,
"Keep on living, I am life itself!
Your heaven is in my eyes!
You are not alone.
I collect all your tears
I walk with you and support you!
Smile and hope! I am Love!
Are you surrounded by blood and mire?
I am Divine! I am oblivion!
I am the God who saves the World
I descend from Heaven and make this Earth
A heaven! Ah!
I am love, love, love."
And the angel approaches with a kiss,
and he kisses death –
A dying body is my body.
So take it.
I am already dead matter!
Sempre que ouço esta música emociono-me sempre.
Hoje acordei a cantarolar esta música...
Cantada pela Maria Callas.
Faz lembrar a cena do filme Philadélfia, em que o Tom Hanks, agarrado ao suporte da medicamentação, explica a Denzel Washington a história da ária cantada em italiano.
Para mim, uma das melhores cenas de sempre do cinema...
Inesquecível!
terça-feira, 14 de julho de 2015
ANDRE RIEU TANGO PIAZZOLLA ADIOS NONINO Y LIBERTANGO
Impossível ouvir "Adios Nonino" sem me emocionar...
Toca lá no fundinho da Alma!
O som do bandoneon...emocionante...
Andre Rieu & Carlos Buono perform tango session by Astor Piazzolla.
In Maastricht
quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015
The Best of Yann Tiersen on Piano
0:00 I Saw Daddy Today
2:03 Comptine d'un autre été
4:20 Watching Lara
5:46 First rendez-vous
7:02 La valse d'amelie
9:39 Summer 78
11:47 Naval
15:17 Sur le fil
19:38 La dispute
22:12 Childhood
23:48 Mother's Journey
25:15 La Plage
27:12 The Fall - La Chute
33:01 Le matin
34:56 Les deux pianos
36:42 Le Demarche
38:34 Le Moulin
42:22 Rue des Cascades
45:25 L'absente
terça-feira, 10 de junho de 2014
Maria Callas - La Mamma Morta - Scene From Philadelphia (With Tom Hanks)...
Hoje sonhei com esta cena, do filme Philadélphia.
Acordei às 6h da manhã a chorar, com um aperto no coração...e andei o dia todo arrepiada, com uma dor no peito inexplicável...
É o Mercurio retrógado em Caranguejo...
sexta-feira, 11 de abril de 2014
domingo, 18 de agosto de 2013
terça-feira, 10 de janeiro de 2012
quinta-feira, 29 de setembro de 2011
quinta-feira, 9 de junho de 2011
Subscrever:
Mensagens (Atom)
