Mostrar mensagens com a etiqueta Deusas em Mim. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Deusas em Mim. Mostrar todas as mensagens
sexta-feira, 12 de maio de 2017
Anciã
Há duas variações da imagem da anciã:
a rainha e a sacerdotisa.
Em algumas culturas estes papéis combinavam-se de modo que as rainhas conduziam o seu tanto na religião como na política.
A imagem da mulher como poderosa chefe de estado, e a correspondente imagem da mesma em ligação directa com o divino, têm em comum o aspecto de serviço à comunidade.
Pois a Anciã não busca o poder para si mesma, mas pelo que pode fazer pelo seu povo. Analogamente, não procura a ligação com o divino apenas para desfrutar do êxtase que esta lhe proporciona; antes por meio desta ligação, poder ajudar o seu povo.
Assim a anciã é uma forma da deusa particularmente nobre e altruísta.
Representa os ideais de cooperação e harmonia social, assim como a força e a sabedoria que permitem atingir essa harmonia.
in, o "Caminho da Deusa"
Patricia Monaghan
quarta-feira, 1 de março de 2017
Brigid
Brigid
Deusa Celta
Não há como duvidar do extenso culto – antigo e atual – dedicado a Brigid.
Ela é um arquétipo poderoso no mundo contemporâneo, que ultrapassa barreiras religiosas ou filosóficas.
Seu poder alcança tanto os adeptos do neopaganismo (druidismo, Wicca, seguidores da Tradição da Deusa) que a cultuam no Sabbat Imbolc como uma Deusa Tríplice, padroeira das artes, cura e magia, bem como os cristãos, que a reconhecem como uma mulher real, santificada e venerada, cujos milagres continuam a acontecer até hoje.
A deusa Brigid foi descrita em mitos, lendas, biografias e histórias como uma mulher extraordinária, poderosa, amorosa e enérgica, com traços contraditórios, mesclando fogo e água, determinação e compaixão, cura e combate, virgindade e maternidade, centrada e dedicada na sua missão de proteger e cuidar do seu povo. Para os seus seguidores pagãos, ela é a Deusa Tríplice, padroeira da arte, cura e magia, Senhora do fogo sagrado e das fontes curativas.
Para os cristãos, ela é Santa Brigid, uma mulher simples, mas que pela sua vida pura, sua fé e a doação irrestrita para auxiliar doentes e pobres, pode vir a alcançar a santidade.
Para os poetas e artistas, ela é a Musa, que os inspira e conduz para a fonte da criatividade.
Para os camponeses, ela era a protetora dos rebanhos e da fertilidade da terra, regente da prosperidade, associada às colheitas e ao gado.
A data exata do início do seu culto pagão é desconhecida,
acredita-se que foi há milénios,
sendo uma das deusas mais antigas,
“contemporânea” com
Inanna, Ishtar, Ísis, Hera, Gaia, Freyja.
Adaptado para a figura cristã da santa, este culto persiste até hoje e centenas de lugares e pessoas na Irlanda guardam seu nome e seus costumes.
A tradição oral celta preservou muitos mitos, lendas e poemas, mas com o passar do tempo e as contínuas guerras, muito do legado ancestral foi perdido. Suas lendas permaneceram ao longo de gerações, transmitidas pelos bardos e poetas (filid) e, mesmo truncadas ou distorcidas pelos monges e historiadores cristãos, preservaram fragmentos da sua esquecida sabedoria e poder.
Muitas das lendas da Santa são compilações dos mitos da Deusa, mescladas com elementos cristãos, com o propósito de atrair os pagãos celtas para o cristianismo. Referências escritas apareceram apenas séculos depois da sua morte, reunindo histórias confusas sobre sua suposta identidade, considerando-a ora como a parteira e madrinha de Jesus (que nasceu séculos após) e invocada pelas parturientes, ora a própria Maria. A Deusa foi transformada em Santa a fim de legitimar e promover a conversão para a nova religião, um passo importante para estabelecer a mudança de costumes. O antigo templo de fogo de Kildare da deusa na Irlanda, destruído pelas guerras e os saques, foi recuperado e transformado em catedral da santa. A sua chama sagrada, depois de extinta pela perseguição reformista, foi acesa novamente e continua sendo mantida até hoje pelas freiras da ordem Brigidina.
Os inúmeros nomes da deusa Brigid originaram-se nos vários lugares do seu culto, assim como suas representações:
Breo Saighit, a “Flecha Ardente” celta (o nome que melhor representa o poder da sua chama sagrada), a escocesa Bride, a irlandesa Brigid , Brighd ou Bhrid, a gaélica Brighid (pronuncia-se Breed), a inglesa Brigantia, cultuada nas terras do Norte da Inglaterra e parte da França e Espanha (o seu aspecto de Guerreira, com flecha e cetro, mas também mediadora da paz), Brigandu na Gália, Bridget na Suécia, Briid ou Brede na Ilha de Man, Ffraid no País de Gales e Mary of the Gael nos poemas.
Tão diversos quanto os nomes são os seus títulos, que descrevem seus atributos:
Brigid, a Vitoriosa, Guerreira imortal, Rainha do Povo das Fadas, Mãe das canções e poesias, Senhora das fontes, Chama do coração das mulheres, Fogo que arde sem deixar cinzas, Mãe da sabedoria, A mais elevada, Deusa da cura com manto verde e cabelos vermelhos.
Em algumas lendas Brigid aparece como filha dos deuses arcaicos da terra Dagda e Danu (ou Boann), fazendo parte do povo sagrado Tuatha de Dannan.
Em outros mitos é considerada consorte de Dagda ou de Bres, o “Lindo Guerreiro” (descendente dos Fomorians, a raça que regeu a Irlanda antes dos Tuatha de Danaan), ou sendo “Senhora do mar”, filha do deus do oceano Lir. Da sua união com Bres teria tido um filho - Ruadan- que representava a mescla das energias dos seus genitores: Danaan e Fomorian.
Na maioria dos mitos prevalecem, no entanto, suas características de deusa virgem, guardiã da tocha e da lareira, protetora das mulheres e dos caminhos, sua energia sendo ígnea, direta, rápida, iluminadora e vitalizadora.
Brigid é o raio do relâmpago ou a chama do fogo que ilumina a terra, deixando atrás um rastro de luz ou clareza nas mentes e corações humanos. Às vezes é vista como a face jovem da Deusa, Danu ou Cerridwen sendo a Mãe e Cailleach a Anciã, que cede seu lugar para Brigid no Sabbat Imbolc, substituindo o frio do inverno pelas promessas da primavera, trocando o cetro de gelo pelo ramo verde. O seu aspecto de regente das fontes permaneceu no culto da deusa Sulis, adotada pelos romanos como Sulis Minerva e cultuada nas antigas termas de Aquae Sulis, atual cidade inglesa de Bath, onde a energia dela ainda pode ser percebida na fonte subterrânea, repleta de oferendas dos visitantes.
Brigid foi equiparada a várias deusas:
com Juno pela tribo dos Brigantes, com Minerva, Hécate, Héstia, Vesta, Ártemis, Diana, Tanit e Sulis pelos romanos. Existem semelhanças entre o mito de Brigid e os de algumas deusas solares como Lucina, a padroeira romana da luz, a báltica Saule e a nórdica Sunna.
Algumas lendas celtas atribuem a Brigid uma dupla apresentação: donzela e anciã, Brigid e Cailleach, primavera e inverno, dualidade semelhante às gregas Perséfone e Deméter.
Como uma Tuatha de Danaan ela era ligada aos Sidhe, o “Povo das Fadas”, sendo a sua rainha; ela usava como emblema um manto verde, um cinto mágico e uma coroa de ouro.
Foi ela quem implantou o keening, os lamentos das vigílias irlandesas que pranteavam os mortos.
Nas lendas arturianas, Brigid é descrita como a Guardiã da macieira sagrada de Tir nan Gog, “a terra das mulheres ou da juventude” e a maga artesã que forjou a espada Excalibur. Ela era descrita como doadora da vida e parteira, poeta e artesã, curadora e guerreira, fada e soberana, maga e profetisa, uma figura mítica e multifacetada, que transita entre realidade e fantasia. O arquétipo complexo e múltiplo de Brigid - a mais cultuada das deusas celtas – também amalgamou vários aspectos das antigas deusas irlandesas como Boann, Danu, Macha, Morrigan. Mas ela é uma divindade tão intensamente relacionada com a sacralidade feminina, que a nenhum homem era permitido ultrapassar a cerca ao redor do seu santuário.
Deusa soberana e provedora da terra, guardiã do fogo celeste e telúrico, regente das fontes e ervas curativas, ficou mais conhecida como uma “Deusa Tríplice”, regente das artes (poesia, canto, artesanato, tecelagem, metalurgia, joalheria), da cura, fertilidade, purificação e renovação pela água (pelas fontes e os mistérios das ervas), da magia, oráculos e profecia.
Como “Senhora do Fogo Tríplice” ela regia a inspiração (sendo a Musa), a forja (padroeira da metalurgia e das artes marciais), a tocha e a lareira (protetora das casas, das mulheres, famílias e dos viajantes).
Nas imagens, Brigid aparece como uma jovem com cabelos ruivos, segurando uma chama, junto de seus animais totêmicos (vaca branca com orelhas vermelhas, cisne, peixe, ovelha, javali ou serpente) ou perto de uma fonte.
Outra apresentação é como uma tríade de deusas, cada uma segurando o símbolo dos seus dons (tocha ou chama, ferramentas, cálice cercado com serpentes entrelaçadas ou ervas curativas).
Brigid era honrada como “Senhora dos Bardos” pelos seus dons de inspiração, criatividade, encantamento, fluidez e graça. Para os antigos celtas o fogo era a fonte da inspiração, a iluminação divina procurada pelos poetas, bardos e magos. As suas criações – poemas, canções, histórias, lendas - eram compartilhadas com os demais ao redor de fogueiras, para assim lembrar e honrar os antigos caminhos, mantendo viva a memória da tribo e a reverência dos ancestrais. No fim do inverno, a família ou o clã se reunia próximo ao fogo ou à lareira (buscando o aconchego da chama de Brigid, deusa mãe e protetora do lar), quando o músico, poeta ou o contador de histórias reanimava as pessoas enfraquecidas pelo frio com canções, poemas, relatos e sagas de heróis. Por serem faladas e não escritas, estas histórias eram transitórias na sua natureza e assim como o fogo, não podiam ser dominadas por aqueles que não tinham preparo; o uso das palavras exigia reverência e competência, habilidades além do alcance dos não iniciados. Por isso Brigid foi associada com as propriedades etéreas de todos os tipos de fogo (Imbas) - da forja, da lareira e fogueira, do sol, da transmutação, da cura e do sopro mágico. O fogo era visto pelos celtas como uma energia espiritual latente em todas as coisas e inerente a certos processos cognitivos do intelecto humano, bem como a alguns estados emocionais como paixão, caridade, amor, etc.
A inspiração e a poesia eram associadas pelos celtas também com a água, outro domínio de Brigid, reverenciada como “Senhora das fontes sagradas”, que uniam simbolicamente o mundo subterrâneo, mediano e o superior, por nascerem na escuridão da terra, fluírem para a superfície e refletirem a luz do céu.
Da mesma forma, as ideias e visões ocultas do subconsciente podiam ser reveladas pela inspiração e intuição, energias sutis que fluíam livremente para a mente consciente e racional.
Uma composição de personagens dos mitos irlandeses e galeses deu origem à Santa, cujo principal título era ”Brigid, a santa do manto verde e cabelos de ouro (ou fogo)”, traços marcantes das imagens da Deusa. Ela supostamente nasceu entre 439-452 e morreu entre 518-525 da nossa era, sendo filha de um druida e uma escrava pagã. Seu nascimento foi cercado de fenómenos estranhos (a presença de dois sois no céu) e aconteceu quando sua mãe passava pela soleira da casa, trazendo a ideia dos limiares e fronteiras, considerados lugares sagrados para os celtas. Os que presenciaram o nascimento deste bebé de mística beleza puderam relatar que da sua cabeça surgiam chamas de cor vibrante, como se fosse uma coroa de raios solares. Alguns dias depois, os vizinhos alarmados viram labaredas saindo da casa em que os pais de Brigid moravam; mas chegando lá, encontraram a menina dormindo tranquila no seu berço e sem nenhuma marca do fogo. Enquanto criança, Brigid recusava qualquer tipo de comida além do leite de uma vaca branca com orelhas vermelhas (cores atribuídas aos animais do “povo das fadas”). Quando jovem ela era uma moça generosa, doando seus pertences e comida aos pobres, sem se interessar em namorar ou casar, almejando apenas a vida religiosa. Era amiga e seguidora dos ensinamentos de São Patrício (o missionário que cristianizou Irlanda). Quando o seu pai permitiu que se dedicasse à vida monástica, foi consagrada diretamente como abadessa em lugar de ser ordenada como simples freira, devido a uma falha inexplicável do oficiante, que recitou o juramento errado (sendo vista nesta hora uma coroa de chamas cercando a cabeça de Brigid).
Brigid se empenhou em criar uma comunidade de mulheres, junto com outras dezenove noviças em Cill Dara, “a igreja de carvalho” (atual Kildare), na Irlanda, que foi crescendo até se transformar em um grande mosteiro, o primeiro centro irlandês de estudos e artes, que incluía trabalhos com metais e ilustração dos manuscritos antigos. Lá, as mulheres dos arredores aprendiam como cuidar de pobres e doentes, auxiliar as gestantes e parturientes, curar com ervas e a energia das mãos, fiar, tecer, bordar, abençoar, fazer encantamentos e predições.
A vida de Brigid foi repleta de milagres como: a cura de doenças com o toque das suas mãos, a multiplicação da comida (leite, manteiga, grãos, cerveja), o encontro de animais extraviados e a descoberta dos ladrões; o mais famoso fato mágico foi quando pendurou seu manto molhado sobre um raio de sol. Quando Brigid foi pedir mais terra para sua comunidade ao rei, ele lhe concedeu uma área que o seu manto pudesse cobrir. Brigid tirou seu manto e quando o estendeu, ele cobriu uma enorme área ao redor, que lhe foi depois concedida pelo rei, impressionado com este milagre. Como ferrenha defensora das mulheres, Brigid educava as jovens para seguirem uma profissão, libertava escravas, incentivava esposas maltratadas para pedirem divórcio, auxiliava nos partos ou abortos. Todos estes atos de poder reproduziam os atributos da Deusa: fertilidade, abundância, cura, comunicação com animais, auxílio permanente dado às mulheres e parturientes, aos pobres e doentes.
Após a sua morte, o fogo do seu templo continuou aceso, guardado cada dia por uma das dezenove sacerdotisas ou freiras da sua ordem; na vigésima noite era a própria Brigid que o cuidava. O fogo requeria muita lenha, porém as cinzas dele não aumentavam jamais. A preservação da chama sagrada de Brigid foi mantida pelas freiras até que o seu culto foi proibido mil anos depois. Ela foi enterrada num caixão de ouro e prata em Kildare, mas depois, devido aos saques das incursões Vikings, seus ossos foram levados para o túmulo do Santo Patrício, porém despareceram algum tempo depois. Algumas das suas relíquias ainda existem em igrejas e museus como seu manto verde na Bélgica, seus sapatos no museu de Dublin e outros objetos em lugares mais distantes, que a santa viva jamais percorreu. Santa Brigid é padroeira da Irlanda (junto com São Patrício), das ordens das freiras irlandesas e de Nova Zelândia. Mesmo como santa, ela continua sendo - assim como a deusa - protetora dos agricultores, fazendeiros e criadores de gado, ferreiros, curandeiras e parteiras, crianças e mulheres, poetas, artistas e escritores (que começavam seus escritos com a frase gaélica Adjuva Brigitta, “ajude Brigid”).
A sua representação como Santa tem elementos reais e míticos, alguns historiadores negam a sua real existência, mas foi através dela que a Igreja cristã celta permitiu a perpetuação - de maneira velada e modificada–do culto da deusa Brigid, que, por não poder ser erradicado, foi readaptado pela igreja e transformado para a reverência atual da Santa. Na Irlanda, 1500 anos depois da morte de Brigid, sua memória permanece viva nos corações dos seus fiéis e seus símbolos continuam sendo confeccionados e usados, mesmo que nem todos os que os confeccionam e usam conheçam seu significado sagrado. Tendo feito a transição da condição de Deusa para Santa, preservando o nome, os símbolos e costumes antigos, a figura de Brigid representa uma ponte (bridge em inglês) entre paganismo e cristianismo, continuando como guardiã da sacralidade feminina.
O Sabbat Imbolc da Roda do Ano Celta se originou de um antigo ritual de bênção da terra (honrada como ”o ventre da deusa”), feito na chegada da primavera, antes do campo ser semeado, para propiciar fertilidade e proteção. Grãos e espigas da colheita anterior eram usados como oferendas nesta celebração e depois de abençoados com água de uma fonte sagrada, eram misturados com as sementes destinadas ao próximo plantio. Imagens de Brigid eram levadas em procissão para abençoar os campos e atrair a fertilidade, costume preservado mesmo após a cristianização e perpetuado até hoje pelos padres cristãos.
Atualmente inúmeros peregrinos buscam as bênçãos de Brigid nos seus lugares sagrados como:
Kildare (onde ainda existe sua antiga fonte, a catedral e uma nova igreja), Faughart (o lugar onde ela nasceu e onde vários locais são a ela associados), ambos na Irlanda e as Ilhas Hébridas (cujo nome é associado à Deusa). Glastonbury - na Inglaterra - é um lugar sagrado muito ligado ao arquétipo de Brigid, a forma do seu relevo topográfico parece um cisne (animal sagrado da Deusa), enquanto a pequena colina de Bride’s Mount e a gravura da Deusa (ao lado da sua vaca) sobre o portal da igreja na colina do Tor lembram a estadia da Santa durante algum tempo na cidade. Na fonte sacra de Chalice Well sacerdotisas do Goddess Temple realizam rituais e bênçãos no Sabbat Imbolc. Existem inúmeras fontes (chamadas Tobar Brighde e Clootie Wells) na Irlanda, Escócia, Grã-Bretanha, onde colares, rosários, tranças de fitas, cruzes de palha e pedaços de roupas dos doentes amarrados nas árvores ao redor, comprovam a continuidade do culto de Brigid, como Deusa e Santa, até hoje.
A conexão com Brigid no Sabbat Imbolc pode ser feita individualmente nas margens de um rio, cachoeira, córrego ou simplesmente em casa perto de uma fonte usada na decoração; visualiza-se a purificação pelo poder da água e pede-se à deusa a cura para algum problema específico (seu ou de familiares). Antigamente, as mulheres abriam as portas e janelas das casas pedindo para que Brigid entrasse e as abençoasse, o que pode ser feito também agora. No final da meditação, após agradecer à Deusa pela ajuda recebida, deve-se abençoar-se com água, riscando o símbolo sagrado de triskelion sobre si mesma. Uma antiga tradição irlandesa recomenda deixar um pedaço de pano de algodão (branco ou verde) perto da sua imagem no dia dedicado à celebração do Sabbat Imbolc (primeiro de fevereiro) pedindo à deusa para impregnar o pano com suas energias curadores. Guarda-se depois o pano envolvido em papel de seda para usá-lo quando precisar, colocando-o sobre a parte doente do corpo.
Um símbolo tradicional de Brigid pode ser confeccionado com palha seca ou espigas de trigo em forma de triskelion ou cruz de Brigid (Cros Bhrid), cujos modelos e técnicas de trançar se encontram na internet. Um antigo costume irlandês recomenda confeccionar uma figura feminina de palha para representar a Bhrid Doll. Esta boneca, feita tradicionalmente com as últimas espigas (de trigo ou aveia) colhidas, era colocada perto da lareira na véspera de Imbolc, em uma cama de palha ou lã de ovelhas, junto com um bastão enfeitado com fitas, tudo cercado por velas acesas. Convidava-se assim a presença da Deusa para abençoar a casa e seus moradores. Antigamente esta boneca era depois enterrada junto com as sementes durante o plantio, mas atualmente, em Glastonbury, as mulheres que reverenciam e celebram Brigid guardam as bonecas por elas confeccionadas (Bride Doll) no Goddess Temple depois de abençoá-las na fonte sagrada de Chalice Well. A fileira de Bride Doll mostra as diversas representações da inspiração e sabedoria femininas.
Nos grupos e círculos de mulheres Brigid é invocada para conferir criatividade, inspiração, poder mágico e a capacidade de manifestar ideias no mundo material. Para honrá-la, ou pedir sua ajuda ou proteção, usam-se velas laranja, que devem ficar acesas durante dezenove dias, reservando em cada dia um tempo para orar e visualizar seu projeto, sendo então abençoado por Brigid. Durante a meditação, podem aparecer visões e mensagens de Brigid; no final deste período deve ser feita uma oferenda de gratidão para ela (grãos, sementes, pão, mingau de aveia, mel, manteiga, leite, cerveja).
Os círculos de mulheres que seguem a Tradição da Deusa costumam realizar seus rituais de dedicação e iniciação na senda da sacralidade feminina em torno da data de Imbolc (conforme descrito no livro Círculos sagrados para mulheres contemporâneas). Esta data representa um tempo propício para o plantio de novas sementes: da criatividade, dos novos projetos e realizações, de cura e renovação energética, de atração ou mudanças nos relacionamentos e das bênçãos nos caminhos espirituais.
Podem ser abençoadas nesta data dezenas de velas para usar durante o ano, preparados altares com a imagem da Deusa, uma vela de cera, um cálice ou fonte com água, ervas aromáticas ou incenso, um pote com terra, símbolos (lua, cruzes solares, triskelion, pentagrama), objetos associados com a sua profissão, vocação e projetos futuros, oferendas de pão, grãos, leite, manteiga, mel e cerveja.
Invoca-se Brigid na sua qualidade de protetora
com esta simples oração,
que pode ser repetida diariamente:
Brigid, deusa vitoriosa da luz,
Cubra-me com teu manto sagrado,
Vigie-me sempre com teus olhos,
Proteja-me com teu cajado,
De manhã e até anoitecer,
Por onde eu andar ou estiver,
De dia ou de noite, que eu seja sempre protegida,
Honrada, acolhida e favorecida,
Brigid, Deusa poderosa e protetora,
Fique ao meu lado e seja a minha companheira,
Minha conselheira, guardiã e defensora!
A Naoimh Bhrid Gui Orainn
(pronuncia-se A Nem Brid Gui Orin
que significa “Santa Brigid ore por nós”!)
que significa “Santa Brigid ore por nós”!)
Mirella Faur
sábado, 28 de janeiro de 2017
A ORIGEM DO TERMO "VIRGEM"
"Antigas sacerdotisas da lua eram chamadas de virgens.
'Virgem' significava não-casada, não-pertencente a um homem - uma mulher que era UMA EM SI MESMA.
A palavra deriva do Latim, significando força, habilidade, e mais tarde foi aplicada a homens como 'viril'.
Ishtar, Diana, Astarte, Isis eram todas chamadas Virgens, o que não se referia à sua castidade sexual, mas à sua independência sexual.
E todos os grandes heróis de culturas passadas, míticos ou históricos, eram ditos serem nascidos de mães virgens: Marduk, Gilgamesh, Buda, Osíris, Dionísio, Genghis Khan, Jesus - todos eram reconhecidos como filhos da Grande Mãe, a Força Original, e seus enormes poderes provinham dela.
Quando os Hebreus usaram a palavra, no original em Aramaico significava "mulher jovem", "donzela", sem conotações de castidade sexual.
Mas mais tarde tradutores cristãos não puderam conceber a "Virgem Maria" como uma mulher de sexualidade independente; eles distorceram o significado para sexualmente pura, intocada, casta".
Monica Sjöö
in, The Great Cosmic Mother: Rediscovering the Religion of the Earth
Mauro Biglino foi tradutor de hebraico antigo durante anos no Vaticano.
Trabalhou para uma das mais importantes editoras católicas do mundo, Edizioni San Paolo, e afirma que a bíblia não fala sobre Deus.
Ele publicou “A Bíblia não é um livro sagrado” (Livros Horizonte) trinta anos depois de ter começado seu trabalho como tradutor e afirma “A Bíblia não é aquilo que habitualmente se diz. Conta uma outra história, não se ocupa de Deus”.
O tradutor ainda afirma que “não há qualquer referência a Deus nos textos da Bíblia. Há, sim, a um coletivo, chamado Elohim, e a um deles em particular, chamado Yaveh“ e esclarece “as traduções foram sendo adulteradas e foram convertendo Yaveh num Deus único e todo poderoso”. Também diz “Em hebraico nem sequer há nenhuma palavra que signifique Deus”.
Mauro Biglino detalha em seu livro o percurso das traduções oficiais da Bíblia, verifica-se que foram adulteradas para “para inventar o monoteísmo”. Não é à toa que existem mudanças de sentido na versão do Vaticano dado o interesse em se colocar como instrumento de poder e intervir politicamente baseando-se em preceitos religiosos.
“Em 2010, comecei a escrever um livro em que denunciava algumas das contradições que estava a encontrar nas minhas traduções dos textos bíblicos, e desde esse momento, a colaboração foi interrompida, acabaram o meu contrato de trabalho”, diz.
A exemplo de divergências vê-se “A profecia de Isaías, por exemplo, dizia que «a Virgem irá conceber e dará à luz um Filho», mas as bíblias alemãs, depois da aprovação da Conferência Episcopal, já não dizem isso. Já dizem que «a Virgem vai conceber», que é o que verdadeiramente lá está escrito”.
sexta-feira, 27 de maio de 2016
Ártemis
A chaga de Ártemis envolve a solidão de ser relegada, psicológica e às vezes literalmente, às margens da sociedade.
Seu amor ardente pela liberdade e a sua atitude mental independente tendem a tornar particularmente difícil os estilos de mãe, esposa ou profissional, que pertencem a Deméter, a Hera e a Atena.
Na realidade, ela muitas vezes sentirá desprezo por valores e formas da sociedade convencional.
E se sentirá magoada pelo facto de o patriarcado nunca ter conseguido conter a ferocidade de seu espírito ou reconhecer plenamente os seus dotes de mulher.
in, A DEUSA INTERIOR
Jennifer Barker Woolger e Roger J. Woolger
(este livro, "A Deusa interior", é um guia sobre as qualidades das deusas que vivem dentro de cada um. É um exemplo de como aplicar essa abordagem à vida, enriquecer o auto-conhecimento, libertar-se de expectativas limitantes e orquestrar os pontos de mutação na vida ao compreender que tipo de deusa está mais predominante.)
Na Grécia, Ártemis era a deusa ligada à vida selvagem e à caça.
Durante os períodos Arcaico e Clássico, era considerada filha de Zeus e Leto, uma ninfa. Ártemis é irmã gémea de Apolo. Do mesmo modo como Apolo foi associado ao deus Hélios e tornou-se também o Deus do Sol, Ártemis foi associada a Deusa Selene e passou a ser vista como a Deusa da Lua.
Em Roma, Ártemis passou a ser vista como Diana.
Ártemis é uma deusa virgem, que rejeita contacto sexual, está sempre ligada a conceitos de pureza e virgindade.
O mito de Ártemis começa logo em seu nascimento, pois quando Leto engravida de Zeus, a deusa Hera fica enfurecida e ordena que a serpente Píton a persiga. A ninfa foi perseguida e não havia modo de conseguir parir em paz os seus filhos, até que na ilha de Delos, com ajuda de Ilítia, deusa dos partos, Leto consegue dar a luz. Ártemis é a primeira a nascer e após seu nascimento ela mesmo ajuda no parto de seu irmão, Apolo.
Outra lenda nos conta que, apesar do seu voto de castidade, tendo ela apaixonou-se perdidamente pelo jovem Órion, e o seu enciumado irmão Apolo impediu o enlace mediante uma grande perfídia: estava numa praia, em sua companhia, desafiou-a a atingir, com a sua flecha, um ponto negro que indicava a tona da água, e que mal se distinguia, devido à grande distância. Ártemis, toda vaidosa, prontamente retesou o arco e atingiu o alvo, que logo desapareceu no abismo no mar, e ficou apenas espuma ensanguentada. Era Orion que ali nadava, fugindo de um imenso escorpião criado por Apolo para persegui-lo. Ao saber do desastre, Ártemis, cheia de desespero, conseguiu, do pai, que a vítima e o escorpião fossem transformados em constelação. Quando a de Órion se põe, a de escorpião nasce, sempre o perseguindo, mas sem nunca alcançar.
Ártemis, como deusa da pureza e virgindade, foi fonte inesgotável para poetas e artistas.
Seus símbolos são a lira, o arco e a flecha de prata que foram presentes de seu pai.
Apolo recebeu os mesmo presentes, só que os seus eram de ouro.
Zeus deu a Ártemis ainda uma corte de ninfas e fe-la rainha dos bosques.
Como a luz prateada da lua, ela percorre todos os recantos dos prados, montes e vales, sendo representada como uma infatigável caçadora.
É representada, como caçadora que é, vestida de túnica, um arco na mão e um cão ao seu lado. Outras vezes vêmo-la acompanhada das suas ninfas, com a fronte ornada com um crescente. Representam-na ainda: ora no banho, ora em atitude de repouso, recostada a um veado, acompanhada de dois cães; ou num carro puxado por corças, sempre com o seu arco e flechas.
sábado, 23 de abril de 2016
OGUM - O SENHOR DOS CAMINHOS
OGUM
O SENHOR DOS CAMINHOS
Em Ioruba significa luta, guerra, grande força, é o Senhor dos Caminhos, pois ele desbrava novos rumos quando necessário.
A ele também compete a luta contra o mal, desfazer trabalhos malignos, por esta razão a alegoria de Matar o Dragão.
Quando invocado a sua energia traz o movimento, a acção , a inovação, a protecção, ele é o pacificador que batalha contra o mal.
Sua energia cósmica emana a força, a confiança para vencer .
Ogum é o Senhor dos Caminhos e realiza a abertura de caminhos, a ordenação, o afastamento da desordem e do caos, o corte das actuações negativas, mas tudo a partir do equilíbrio íntimo dos seres perante as Leis Universais.
A primeira “batalha” que Pai Ogum nos ensina a realizar é vencer os vícios e a desordem interna para que, uma vez equilibrados, possamos atrair situações e relacionamentos ordenados, livres da desordem que nasce do desrespeito à Lei Maior e à Justiça Cósmica.
Lei e Justiça são interligadas, não se pode obter o amparo da Justiça Divina sem viver em obediência às Leis Universais da Criação.
Ogum, representa exactamente o trabalho pela vitória sobre as nossas trevas interiores. O dragão é o símbolo da maldade, dos vícios, das negatividades, do ego exacerbado, da vaidade extrema, da ganância etc. Vencendo “o dragão”, sob o amparo de Ogum, nos habilitamos a atrair situações favoráveis, sob o amparo das Leis Universais.
Nos ajuda a vencer as nossas trevas e bloqueios interiores (as verdadeiras demandas) e nos protege dos obstáculos externos, quando vivemos de acordo com as Leis Universais.
Ogum é a Lei, é a via recta.
É associado a Marte e ao número 7.
Excalibur é o instrumento do combate da magia branca contra a magia negra.
A espada de Ogum tem o mesmo significado.
Em essência, as lutas de Ogum processam-se dentro da própria alma, que traz simultaneamente o dragão e a serpente das tendências inferiores assim como o germe da Divindade.
Invocar Ogum significa activar as energias vitais que estão adormecidas na alma, despertar a parcela divina presente em cada ser humano, e mobilizar a força necessária para avançar.
Deus da guerra, agricultura, ferro, metais e tecnologia.
Pais - Oxalá e Iemanjá
Irmãos - Oxóssi e Exu
Cônjuges - Iansã e Oxum
Arma - Espada
COR - Azul, Branco e Vermelho
DIA DA SEMANA- Terça – Feira
DIA DO ANO - 23 de Abril
METAL - Ferro
ARQUÉTIPO - Impetuosos, autoritários, cautelosos, trabalhadores, desconfiados, impulsivos, teimosos, activos, coerentes, arrebatadores, inconstantes, inovadores, apaixonados por viagens, mudam frequentemente de endereço, detestam a rotina, curiosos, resistentes, corajosos, focados, determinados, amigos, divertidos, práticos, inquietos, detestam traição e injustiças, desequilibrados emocionalmente, rebeldes, desajustados desde a infância, independentes, auto-suficientes, impacientes, sempre em busca do impossível, insaciáveis ( focam-se num objectivo e quando o atingem iniciam logo outro), franqueza absoluta a roçar na arrogância, persistentes, resilientes, magros com porte atlético.
PLANETA - Marte
ELEMENTO - Fogo
CRISTAL – Rubi, Granada
ESSÊNCIAS - Violeta e Açafrão
FLORES- Palmas brancas e vermelhas, Cravos brancos e vermelhos
BEBIDA - Cerveja Branca
ERVAS - Aroeira, Pata de Vaca, Carqueja, Losna, Comigo Ninguém Pode, Folhas de Romã, Espada de S. Jorge, Flecha de Ogum, Cinco Folhas, Macaé, Folhas de Jurubeba.
SÍMBOLO - Idá ( espada de ferro)
OFERENDAS - Inhame, Feijoada feijão preto, Cerveja Branca
AMALÁ: 14 velas 7 brancas e 7 vermelhas, cerveja branca servida em coité (metade da casca de um coco) ou regado por cima (nunca deixar garrafas porque não são amigas da natureza), 7 charutos, peixe de escama e de água doce, ou camarão seco, amendoins e frutas, de preferência, dentre elas, manga (melhor a espada).
Entregar o Amalá no campo, zona grande sem árvores e plana, com erva.
SAUDAÇÃO – OGUM YÊ, SARAVÁ OGUM, PATACORI OGUM
O Arquétipo de Ogum é o das pessoas fortes, aguerridas e impulsivas, incapazes de perdoar as ofensas de que foram vítimas.
Das pessoas que perseguem energicamente seus objectivos e não se desencorajam facilmente.
Daquelas que, nos momentos difíceis, triunfam onde qualquer outro teria abandonado o combate e perdido toda a esperança.
Das que possuem humor mutável, passando de furiosos acessos de raiva ao mais tranquilo dos comportamentos.
Finalmente, é o arquétipo das pessoas impetuosas e arrogantes, daquelas que se arriscam a melindrar os outros por uma certa falta de discrição quando lhe prestam serviços, mas que, devido à sinceridade e franqueza de suas intenções, tornam-se difíceis de serem odiadas.
Ver mais aqui e aqui
Tradicionalmente Ogum é visto como uma poderosa divindade dos trabalhos em metal, semelhante à Ares e Hefesto na mitologia grega e Visvakarma na mitologia hindu.
É poderoso e triunfal, mas também exibe a raiva e destrutividade do guerreiro cuja força e violência pode virar contra a comunidade que ele serve. Dá força através da profecia e magia, e é procurado para ajudar as pessoas a obter um governo que dê resposta às suas necessidades.
Hoje é Dia de Ogum, Meu Pai de Cabeça!!
Partilho aqui a minha prece.
PRECE
Meu Grande Pai Ogum, Meu Grande Protector,
Que minhas palavras e pensamentos cheguem até vós, abençoa esta tua filha.
Fazei com que as minhas acções sejam sempre férteis, com que nas minhas caminhadas haja vitórias, e mesmo quando aparentemente derrotada, eu seja amparada por vós, porque nós filhos de Ogum conhecemos a luta, mas sendo filha de Ogum, a vitória será certa.
Que minhas estradas estejam sempre abertas, para que eu possa cumprir a minha missão de vida, que os meus pensamentos sejam sempre positivos, e que todos os que cruzarem a minha estrada o façam com o propósito de engrandecer a minha Alma e o meu Espírito.
Eu andarei vestida e armada com as armas de Ogum, Guerreiro de Oxalá, para que meus inimigos tendo pés não me alcancem, tendo mãos não me peguem, tendo olhos não me vejam, e nem em pensamentos eles possam me fazer mal.
Armas de fogo o meu corpo não alcançarão, facas e lanças se quebrem sem o meu corpo tocar, cordas e correntes se rebentem sem o meu corpo amarrar.
Que Ogum, com a sua grandeza, com a força do seu escudo e das suas poderosas armas, me defenda dos meus inimigos carnais e espirituais e de todas as suas más influências.
Que meus inimigos fiquem submissos a vós, como forma de advertência de uma filha de Ogum, que sou e nada temo, pois sei que a covardia não muda o meu destino.
Pai Ogum, dai luz aos meus inimigos, livrai-me das pragas, das doenças, dos olhos grandes, da inveja, da traição e da vaidade que só leva à destruição.
Meu Pai, senhor da Espada e do Fogo, que corta todas as demandas e conduz os que ama aos caminhos da prosperidade, que em meus caminhos possa eu, filha sua, merecer as suas bênçãos: a Espada que me encoraja, o Escudo que me defende, e a Bandeira que me protege.
Meu Pai Ogum, não me deixe cair!
Meu Pai Ogum, não me deixe tombar!
OGUM YÊ
SARAVÁ OGUM
PATACORI OGUM
quinta-feira, 21 de janeiro de 2016
YEMANJÁ - Rainha do Mar
YEMANJÁ
Rainha do Mar
É um Orixá africano do povo Egba.
Na Mitologia Yoruba é filha de Olokun, soberana dos mares.
Considerada a mãe dos Orixás, um dos Orixás mais conhecidos e respeitados, representa a beleza, a maternidade, a família, o amor ao próximo, o cuidar, traz a harmonia, o sentido da união seja por laços familiares ou não.
Senhora dos lares, trazendo a paz e a harmonia para as famílias.
Yemanjá no terreiro traz aos envolvidos a irmandade, a convivência familiar, tão necessária aos trabalhadores como aos assistidos, ao se sentirem acolhidos pela grande mãe tudo flui mais fácil e com amor.
Sua vibração está no mar, no vai e vem das ondas Yemanjá leva as energias negativas e traz força, amor, prosperidade e muita protecção para todos nós, por esta razão que um banho de mar renova as energias, mas também podem sentir a sua vibração através da prece direccionada a ela.
O Canto da sereia tem o poder de limpar as energias mais densas, de renovar principalmente os problemas de ordem emocional.
Yemanjá é a geradora que nos traz a oportunidade de crescimento em todos os sentidos da vida, a mãe que está sempre nos mostrando novas potencialidades e a nossa capacidade de realização, de gerar coisas novas em nossas vidas.
Yemanjá nos põe no mundo e gera dentro de nós a capacidade de nos fazer seres únicos.
Sincretizada com a Nossa Senhora dos Navegantes, com a Virgem Maria.
Na Mitologia Romana corresponde a Vénus.
Na Mitologia grega, a Afrodite.
COR – Azul Claro e Branco.
DIA DA SEMANA – Sábado (IABÁS)
DIA DO ANO - 2 de Fevereiro
CRISTAL – Diamante, Água – Marinha, Safira, Topázio Azul, Pérola
FLORES – Rosas Brancas, Jasmim. flores brancas
ESSÊNCIAS - Jasmim, Rosa Branca, Orquídea e Crisântemo
METAL - Prata
ELEMENTO - Água
BEBIDA - Água, Champanhe
SAUDAÇÃO – ODÓ-IYÁ
DOMÍNIO – Maternidade, Educação, Saúde Mental e Psicológica
ELEMENTO – Águas doces que correm para o mar, Águas do Mar, Prata
SÍMBOLO – Lua Minguante, Ondas, Peixes, Leque Abebé
PLANETA - Lua
ARQUÉTIPO - Os filhos de Yemanjá são Maternais, protectores, competentes, dedicados, mandões, possessivos, ciumentos, controladores e intrigantes, sérios, impetuosos, dificilmente perdoam, bravos, nervosos, coração grande, dedicados à família e amigos, gostam do conforto e do luxo, bons pais, gostam de estar em casa, imponentes, calmos, sensuais, fascinantes, voluntariosos, fortes, rigorosos, protectores, altivos, impetuosos, arrogantes, justos, gostam de pôr os outros à prova, jamais esquecem ofensas, generosos, fortes, decididos, incapazes de guardar um segredo, muito ligados aos filhos com uma hierarquia bem clara, tendência para a obesidade, extrovertidos, gostam de Ordem Hierarquia e Disciplina, ingénuos e calmos demais(mas quando se chateiam são tempestivos), vaidosos com os cabelos, as filhas de Yemanjá têm dificuldade em engravidar e serem mães porque já são mães de coração de todos.
ERVAS – Jasmim, Flor de Laranjeira, Alfazema, Musgo Marinho das pedras do mar
OFERENDAS – CANJICA BRANCA, ARROZ DOCE COM MEL, PEIXE, MAMÃO, UVAS BRANCAS, MELÃO, ÁGUA SALGADA OU POTÁVEL, MELANCIA, CHAMPANHE, ROSAS BRANCAS, PALMAS BRANCAS, ORQUÍDEAS BRANCAS E CRISÂNTEMOS BRANCOS.
AMALÁ - 14 velas 7 brancas e 7 azuis, no meio por rosas brancas(ou outra flor branca) e regar com champanhe. Entregar na Praia.
O seu dia é a 2 de Fevereiro.
Dia para honrar a água primordial, de onde viemos, a mãe, a Deusa.
Podemos honrar com um pensamento, uma flor, uma vela, uma oração, uma dança, vestindo-nos com predominância do elemento água...
Representa ainda todas as emoções humanas, e daí a sua forte ligação com o plano astral e com a Lua.
O elemento água é o grande responsável pela condução, pela fluidez de tudo.
É a água o elemento representante das emoções e do mundo emocional.
Por isso a expressão da emoção, é uma qualidade marcadamente feminina.
PRECE
Oh Yemanjá!
Sereia do Mar, canto doce, acalanto dos aflitos.
Mãe do mundo tenha piedade de nós.
Bendita são as bênçãos que vem do seu reino.
Meu coração e minha alma se abrem para receber as suas bênçãos.
Mãezinha querida, leve toda impureza, toda a negatividade, todo o feitiço, todo o quebranto, toda a magia ruim, para as profundezas do fundo do mar sagrado, de onde não terão mais poder sobre mim.
Mãe que protege, que sustenta, que leva embora toda a dor.
Mãe dos Orixás, mãe que cuida e zela pelos seus filhos.
Sua luz norteia os meus pensamentos, que suas águas lavem minha cabeça, derramai sobre mim a vossa protecção, incutindo em meu coração o respeito e a veneração devida à força da natureza que simboliza.
Permita que vossas falanges me protejam e amparem, assim o fazendo com toda a humanidade, nossa irmã.
Faça isto por nós, minha querida mãezinha.
Odaya Yemanjá
quinta-feira, 17 de dezembro de 2015
Iansã
Iansã.
Orixá que é rainha dos ventos, das tempestades, dos trovões e trovoadas, nos ensina que na magia do feminino há muita força.
Quando se fala em Sagrado Feminino, às vezes associa-se o conceito apenas com docilidade, delicadeza e até mesmo fraqueza. Afinal, foi assim que a a nossa sociedade representou as mulheres durante muito tempo. É difícil continuar a pensar desta forma quando se entra em contacto com Iansã.
Ela mostra o aspecto da mulher que é forte, guerreira, que é dona de si e principalmente: é possível manter a força interior no "tempo bom e no tempo mau".
Mais que isso, na verdade, a tempestade nas nossas vidas só é má se assim nós encararmos.
Iansã nos ensina que as turbulências da vida não são sobre "esperar o tempo mau passar", e sim de entender a importância de cada tempo, cada ciclo. Sem a chuva forte, sem as águas que gritam, sem as trovoadas e os raios, a vida é só secura.
É necessário movimento!
Quando uma tempestade forte paira sobre nós, significa que um momento de limpeza necessária está a acontecer. Isso renovará a terra dos nossos corações para receber novas sementes. Tornará o solo velho como um solo novo. Abrirá espaço, levando os entulhos da nossa alma embora.
Só existe tempo mau para quem não sabe entender a bondade da ventania!
Importante: as mulheres ligadas a Iansã são fortes, guerreiras, sensuais, donas de si.
Entretanto, uma das lições mais importantes a se aprender é que, enquanto filhas da tempestade e do vento, é necessário aprender a direccionar essa força, em seus aspectos internos e externos, para que ela seja criadora e não destrutiva, em nossa vida e na vida dos que nos cercam.
in, Lua Sagrada
quarta-feira, 18 de novembro de 2015
Hécate ...a Sabedoria Interior, a Deusa das Encruzilhadas
Janet-Lee Ropas
Procurar a verdade,
em vez de permanecer na ignorância ou na negação,
ou dizer a verdade em vez de calar
são decisões cruciais, de encruzilhada.
Sempre que diz a verdade a outra pessoa, sobretudo se a verdade abala uma premissa, esse momento, torna-se numa encruzilhada. Do mesmo modo, sempre que procura a verdade, Hécate é a sabedoria interior que a preparar para ouvir.
Por vezes pode sentir-se inesperadamente na encruzilhada da Hécate, quando alguém está a dizer ou a fazer algo que a porá numa situação difícil.
Pode ser um momento de falar em público ou uma situação em que “calar é consentir”, talvez perceba por si que se trata de um momento de verdade que lhe exige que faça o que sabe ser difícil, mas verdadeiro para sí.
Além do efeito que pode ter sobre a própria situação, estes momentos moldam a alma.
Por vezes, quando sabe que o que está prestes a fazer parece “herético”, surge um temor irracional, uma reacção emotiva que parece antecipar o grito “Bruxas á fogueira!”
Trata-se de um medo transpessoal existente na psique das mulheres, um terror de serem rotuladas de bruxas e perseguidas.
Sentir este medo, e ainda assim fazer o que tem de ser feito, exige coragem.
Tendo em conta as repercussões no campo da energia colectiva feminina, quanto mais mulheres enfrentarem este medo, mais fácil será para outras.
in, As Deusas em cada Mulher
Jean Shinoda Bolen
"As Vestes Caem
E Eu Caminho,
Livre Como A Grande Loba
De Uivos Divinos,
Livre Como A Senhora
Do Uivar Do Grande Lobo,
Livre Como A Deusa
Dos Verdadeiros Uivos
Nos Véus Da Grande Noite.
As Vestes São Meus Beijos,
As Vestes São Minhas Revelações,
Minhas Filhas Recebem
Cada Veste Minha,
Meus Filhos Recebem
Cada Veste Minha,
Vestes De Poder Que Caminham
Nos Poderes Da Grande Noite
Revelados Aos
Filhos Nocturnos.
Sou Da Antiga Ordem
De Todas As Coisas
E Represento A Escuridão Profunda
Que Havia
Antes Do Sopro Do Todo
Vir A Moldar Todas As Coisas
Que Hoje Formam
A Criação Inteira
Sempre A Estar
Em Inteira Expansão.
Não Me Conhecem Como Eu Sou
Os Filhos Diurnos,
Pois Eu Sou Senhora Da Grande Noite,
Sou A Soberana Da Grande Noite,
Os Subterrâneos São Minhas
Moradas Eternas,
Os Dos Reinos Das Trevas,
Os Dos Reinos Infernais,
Os Dos Reinos Abismais,
A Mim Honram
Com Seus Nocturnos Respeitosos
Amores Infinitos.
Tu Não Me Conheces,
Ser Humano Do Dia,
Pois Não És Da Grande Noite,
Apenas As Minhas Filhas,
Apenas Os Meus Filhos,
Caminhantes Eternos Na Grande Noite,
Podem Me Conhecer,
Podem Me Amar,
Podem Me Adorar,
Podem me Abraçar.
Eu Te Conheço,
Ser Humano Do Dia,
Estou Dentro De Ti,
Apenas Ouças O Uivo Nocturno
Que Dou Nas Noites
Deste Mundo
E Nas De Todos Os Mundos,
Ouças Meu Uivo,
As Sementes Da Grande Noite
Adormecidas Em Ti
Me Reconhecerão.
Eu Sou A Deusa Hecate.
A Deusa Hecate Lupina.
A Deusa Hecate Uivante.
A Deusa Hecate A Ser
A Soberana,
A Única Soberana,
Da Grande Noite.
Quereis Vestir-Te
Com Alguma Das Minhas
Vestes,
Ser Humano Do Dia?
Com Todo O Amor
Dos Meus Nocturnos Passos,
A Ti Posso Dar
Todas Elas!"
sexta-feira, 16 de outubro de 2015
Deuses que Regem os Signos
Carneiro - Arianos são conhecidos pela sua intolerância e impulsividade, mas também pelo excesso de agressividade que muitas vezes o colocam em situações difíceis e muita saia justa. A responsabilidade desse temperamento explosivo e em alguns casos, constrangedor, está nas mãos de um deus conhecido como Ares, o Deus da Guerra. Ares é um deus grego que, segundo a mitologia, gosta mesmo é de ver sangue em seu redor, ele primeiro atira e só depois quer saber o que aconteceu.
Touro - Taurinos são conhecidos pelo seu bom gosto e apreço pelo luxo. Possessivos e apegados a tudo e todos que amam, taurinos e taurinas não negam a sua ligação com a Deusa Afrodite, a deusa do amor, das finanças e do luxo. Considerada como uma das deusas mais poderosas do Olimpo, ela abriga em si a paixão, a luxúria e o amor.
Gémeos - Geminianos são conhecidos pela sua necessidade de movimento e curiosidade natural. Filhos do Deus Hermes, da comunicação e da mediação, não conseguem ficar parados e gostam mesmo de fazer varias coisas ao mesmo tempo. Ele era considerado um dos deuses mais espertos do Olimpo. Carrega em si a dualidade e brinca constantemente com ela, confundindo os mais pobres e menos inteligentes dos mortais. Com a fama de embusteiro e grande prestidigitador, esse filho de Zeus, outro deus de grande poder do Olimpo, herdou de seu pai a capacidade de enganar, de mentir. E quando se vê em apuros, não pensa duas vezes.
Caranguejo - As pessoas de Caranguejo possuem uma capacidade quase sobrenatural de nutrição e protecção. Deméter, a deusa das grandes colheitas e da agricultura, era ela que nutria a terra e fazia crescer uma vegetação verdejante e suficiente para alimentar a todos. Era também considerada a protetora dos casamentos e da Lei Sagrada. Filha de Cronos, o deus do tempo e de Rhéia possuía ao seu dispor, algumas sacerdotisas que se chamavam melissas. Protetora da fecundação das mulheres e da terra, Deméter é a protetora de todas as sementes que existem debaixo do Sol.
Leão - Filhos de Apolo, o deus Sol, leoninos antes de qualquer coisa desejam ser o centro das atenções, estar entre os mais brilhantes e manter sua postura altiva. Apolo significa beleza, elegância e harmonia. Esse poderoso deus está também relacionado às artes, principalmente à poesia, à musica, mas também às profecias. Apolo era filho do grandioso Zeus e de Leto, deusa do anoitecer. Seus símbolos são a lira, o arco e a flecha.
Virgem - O mesmo deus Hermes que rege Gémeos rege também os virginianos, mas podemos aqui encontrar um outro lado desse deus, mais voltado para a inteligência e a comunicação. Em virgem vamos encontrar um lado mais maduro, mas também mais neurótico desse pequeno deus com asas no pé. Hermes tem seus lados mais sombrios, não é só esperteza ou malandragem. Tanto que os geminianos também possuem dois lados. Seriedade também faz parte desse deus, que pensa demais. A razão pode ser a sua maior bênção, mas também a sua maior prisão. Libertar-se das amarras da razão é o seu maior trabalho.
Balança - Aqui encontramos mais um signo regido pela nossa Afrodite, a deusa do amor. No entanto, aqui encontramos uma outra Afrodite, não tão voltada ao amor carnal e à luxuria como encontramos no signo de Touro, mas sim, mais voltada à compreensão e intelectualização do amor e da beleza. Aqui encontramos um maior refinamento e capacidade social, um outro lado da deusa. A inteligência, o bom gosto, mas não necessariamente o luxo e a luxúria. As artes aqui funcionam pela quase obsessiva busca de equilíbrio que as pessoas deste signo vivem. O amor ao amor é encontrado aqui na sua maneira mais pura.
Escorpião - O deus que rege este signo é nada mais, nada menos, que Hades, o deus dos infernos e das profundezas, e não poderia ser diferente. Também conhecido como Plutão, esse deus das profundezas, irmão de Zeus e filho de Cronos, dominava o mundo dos mortos, um lugar escuro e taciturno, onde só reinava a tristeza. Conseguiu esse lugar no Olimpo depois de uma luta com Poseidon. Poseidon ficou com os mares e ele com os infernos, os reais e os humanos. As sombras e as almas estavam sob o seu domínio, que era cuidadosamente vigiado por Cérbero, um cão de três cabeças e cauda de dragão. Hades tinha o poder de restituir a vida de um homem, mas fez isso muito poucas vezes.
Sagitário - Nossos amigos de Sagitário, por seu espírito de liderança, não poderiam ser regidos por outro deus a não ser mesmo o grandioso Zeus. O deus supremo do Olimpo, rei de todos os outros deuses, foi considerado o pai de todos os deuses e dos mortais. Era o Senhor dos céus, da chuva, presidia todos os fenómenos atmosféricos, recolhia e dispersava as nuvens, comandava as tempestades e lançava a chuva e os raios destruidores quando achava necessário. Tinha nas mãos o governo do mundo e zelava pela ordem e pela harmonia que devia reinar sobre as coisas.
Capricórnio - Na mitologia, Cronos é o Senhor do Tempo e o deus regente de Capricórnio. Cronos castrou seu pai, Urano, deus dos céus, e ocupou seu lugar. O senhor do tempo é disciplinador e tem relação com a maturidade conquistada pacientemente através do passar dos anos. Podemos perceber que a maioria dos capricornianos adoram relógios e normalmente fazem colecção. Esse deus é um deus rígido, endurecido pela vida, pouco emocional, mas é um deus que busca a estabilidade, a duração de tudo o que se propõe fazer na vida. Cronos não tem ansiedade e se alia ao tempo para atingir as suas metas, que sempre são ambiciosas e grandiosas.
Aquário - Urano é o deus que rege Aquário, tanto o signo quanto a Nova Era. É um deus libertário, libertador, mas muitas vezes também libertino. Na mitologia existe pouca coisa sobre esse deus, mas teve um papel fundamental na saga da criação. Diz a historia que no início era o caos, de onde surge Gaia, a Terra. Gaia deu à luz Urano que, embora fosse seu filho, tornou-se também companheiro e amante. Gaia controlava e Terra e Urano, os céus. Urano tinha em sua mente uma visão ideal sobre todos os seus desejos. Esta é uma das maiores características das pessoas de Aquário e das benesses que esperamos para a Nova Era. Idealizam as relações, sejam elas quais forem. Querem filhos livres e perfeitos e relacionamentos onde possam manter a segurança e a liberdade.
Peixes - Poseidon, o deus que rege Peixes, é o Senhor das profundezas dos oceanos, ou seja, das profundezas do mundo emocional, do inconsciente, da Alma Universal. Rege mais a psique colectiva do que a individual, e é também por isso que as pessoas de Peixes possuem uma mente mais voltada para o colectivo, o sofrimento de toda humanidade e o amor universal e incondicional. Na mitologia, era um dos três irmãos que dividiu o reino de Cronos. Os caminhos que Poseidon escolhe nunca são lineares, são curvos e tortuosos, e meio sem orientação, como um barco à deriva. Com Poseidon a vida corre solta, está sempre em alto mar, sem âncoras e sentimentos de segurança. Poseidon, como também é conhecido, foi escondido pela mãe e criado entre os demónios de Rodes, o que o auxiliou muito na aceitação dos piores sentimentos humanos.
segunda-feira, 14 de setembro de 2015
................resacralizing women's body
"In our time, in our culture, the Goddess once again is becoming a symbol of empowerment for women, a catalyst for an emerging earth-centered spirituality, a metaphor for earth as a living organism, an archetype for feminine consciousness, a mentor for healers, the emblem of a new political movement, an inspiration for artists, a model for resacralizing women's body and the mystery of human sexuality."
~Elinor Gadon
“Our sensuality is the worldly agent for our soul.
It is through our physical bodies we are privy to our most tactile truths- what feels good, expansive and right and what feels contracting, limiting and wrong.
It’s through our bodies we know truth.
It’s through our bodies we know love.
It’s through our bodies we express who we are.
Our sense-ability is precisely what gives us access to the intricate layers of our soul.”
~ Lone Morch, Lolo’s Boudoir
“You are woman.
You are strong because you are not constant, because the rhythm of change is the rhythm of the universe.”
~ Miranda Gray
in, ‘Red Moon’
“A woman is the full circle.
Within her is the power to create, nurture and transform.”
~ Diane Mariechild
terça-feira, 4 de agosto de 2015
La Hermandad Herida
Una mujer que recuerda su esencia de Diosa y está recuperando y renovando su confianza en sí misma no se siente amenazada por otras mujeres, incluso por aquellas con mayor confianza en sí mismas.
Una mujer de verdadera fuerza y carácter no ataca a otra mujer por despecho o celos para construir su propia autoestima.
La competencia, los celos y la falta de respeto en la forma de chisme, entre mujeres son síntomas de una enfermedad patriarcal, arraigada en nuestra conciencia femenina. Es una Hermandad herida que encona más profundo de la psique debido a que viven en un paradigma cultural que enfrenta la mujer contra mujer, fomenta la competencia y la comparación recompensas de una mujer.
Imagina un mundo donde las humillaciones, los chismes, las comparaciones, etc. ya no sean tolerados. Un mundo en el que estas conductas no se consideren “cool”, tolerables o un modo de relacionarnos y no se satisfagan con la aceptación, la aprobación o el refuerzo como una manera de "encajar" con otras mujeres, sino que se entienda como una expresión de los profundos temores de separación, abandono y / o aislamiento. Es el grito de la herida en busca de ayuda, en la búsqueda de volver a casa... volver a la Hermandad y al “Ser Diosa”.
Es hora de tomar conciencia del daño que se está haciendo para el alma de la mujer en forma individual y global, cada vez que una mujer participa o acepta silenciosamente estas conductas heridas.
Es hora de volver a la Hermandad.
Chrysalis
sábado, 25 de julho de 2015
Em que estado anda a nossa Vénus
The Birth of Venus,
by Sandro Botticelli c. 1485–1486
Mais ou menos de 18 em 18 meses a Vénus fica retrógrada fenómeno que irá acontecer a partir de hoje até dia 6 de Setembro.
O Amor próprio, a Valorização Pessoal e Segurança Interior são das mais poderosas qualidades que o ser humano pode desenvolver.
Qualquer uma destas qualidades é domínio da Deusa Vénus que se comum e romanticamente é apelidada de Deusa do Amor, eu gosto de vê-la como Deusa do Valor.
Até porque só amamos o que valorizamos, certo?
Vénus trata do amor, qualidade, exigência e cuidado na maneira como nos tratamos a nós próprios e como dizemos ao mundo que queremos ser tratad@s.
É a tabela que nós definimos interiormente acerca do que merecemos e permitimos ou não. É o grau de carinho, respeito e exigência que temos com a nossa pessoa, o nosso tempo, o nosso espaço, o nosso corpo, as nossas tralhas e os nossos relacionamentos.
Vénus é a capacidade que todo o ser humano tem de activar o seu amor próprio, de fazer correr esse Amor nas veias, de desenvolver essa essencial capacidade de nos amarmos a nós próprios, muito antes de chegarmos a qualquer relacionamento ou de acumularmos dinheiro no banco.
Como Deusa do Valor que é, e porque tudo é energia, Vénus dá-nos a capacidade de materializar exteriormente em dinheiro o seu estado interior de valor interior.
Infelizmente andamos hoje perdidos do seu funcionamento básico "de-dentro-para-fora", ou seja, quando eu tenho valor eu materializo, tentando criar o fenómeno oposto "de-fora-para-dentro", quando eu materializo, eu tenho valor.
Além de extremamente difícil, fracassa na maior parte das vezes...
Deste ponto de vista podemos então dizer que uma "Boa" Vénus tem o poder de nos criar Paraísos tal como uma Vénus "Fraca" tem de nos criar infernos.
Uma Vénus poderosa sabe que o amor nasce dentro de cada um e como tal é uma dádiva, uma fonte interna, um movimento expansivo, jamais uma exigência.
Consciente do seu movimento natural, uma "Boa Vénus" não ficará muito tempo perto de fontes secas com movimentos contractivos.
Uma "Boa" Vénus, retira-se quando sente que está a ser sugada.
Como sabe que tem a capacidade de ser auto-suficiente, uma "Boa" Vénus jamais dependerá do outro para se nutrir. E porque valoriza esse maravilhoso néctar dos Deuses, irá apenas oferecê-lo a quem se mostre merecedor.
Uma Vénus "Fraca" irá cobrar, exigir e manipular revelando assim a sua secreta carência e "fraqueza".
Uma maneira que temos de analisar em que estado anda a nossa Vénus é precisamente a perceber que frequências de outras Vénus andamos a atrair.
Independentemente do que o nosso ego nos faz acreditar sobre a nossa Vénus, o que gira à nossa volta nunca estará longe da representação da nossa. O próprio estado geral do mundo em que estamos nos dirá que longe ainda está o tempo de acedermos aos mais elevados níveis de poder das nossas Vénus aos quais só chegaremos pela via do Amor e do Merecimento.
Outra maneira ainda mais poderosa de analisarmos a nossa Vénus é através da auto-validação profunda, honesta, real da consciência que temos no que toca ao nosso valor.
Por exemplo, apenas no que respeita à tua frequência geral de amor próprio, atribui-te um numero de 0 - 10.
Cuidado pois o nosso ego tende a avaliar alto mas a alma sabe bem onde estamos...
Importante mesmo é definirmos o nosso número pois tendo consciência dele, facilmente resistiremos às ilusões exteriores, tanto de quem nos vê abaixo ou acima do mesmo.
Partindo então desse numero, real e honesto para ti, questiona o que tens feito para o aumentar. Procura "ganchos", entraves, desculpas, mentiras pessoais, crenças e ilusões que a impeçam de ser a mais elevada versão da tua Vénus.
Esse número é fruto de uma "Boa" Vénus ou de uma Vénus "Fraca"?
O estado em que sentimos a nossa Vénus, o número que sabemos em que ela está neste momento das nossas vidas, irá então fazer atrair "mais-do-mesmo" pois só assim, cansados e exaustos de guerras, cobranças, exigências, projecções, ilusões e expectativas, nos cansemos e possamos finalmente honrar a sua natureza dizendo, enquanto subimos mais um degrau;
"Eu Mereço Melhor!"
Porque nos desconectámos desta capacidade de nos amarmos a nós próprios, porque perdemos a noção de como resgatar este poder interior, porque ninguém sabe e por isso ninguém nos incentivou a activar esta fonte de amor, prazer e valor, começámos a ir em busca dela lá fora no mundo nas tralhas, no dinheiro e nos amores, projectando e exigindo dos outros o que nós próprios nos esquecemos.
Com fontes internas de amor próprio secas por falta de uso, habituámo-nos a ficar presos no amor=a-dois, amor=dinheiro, amor=sucesso, amor=apegos, amor=poder.
Aprender a Amar, sempre foi, é e sempre será a Grande Aprendizagem do Espirito na matéria e logo todo o tipo de amor inferior, sem qualidade, manipulado, exigido, comprado e dependente de fontes exteriores irá ser regularmente identificado e posto em causa para que possa então dar ligar a versões mais elevadas, saudáveis, inteligentes e verdadeiras de amar.
Tens assim a partir de hoje, 40 dias e 40 noites para perceber, sentir, reconhecer, atrair pistas, sinais e sincronias do estado interior da tua Vénus.
Tudo o que irá doer obviamente não tinha qualidade.
Tudo o que irá sair, terá algo melhor à espera.
Tudo o que irá chegar será um teste.
Tudo o que é puro e verdadeiro, irá sobreviver e ganhar ainda mais poder e valor.
Deixemos então a Deusa fazer o seu trabalho de nos revelar como acedermos à mais elevada versão de nós próprios...
Vera Luz
Subscrever:
Mensagens (Atom)












