Quem ama também desiste!Desistimos por amor.Desistimos do que dói, do que nos atormenta, do que nos faz chorar mais do que sorrir… não dá para acionar um botão só quando nos apetece, ou desligar quando não nos convém.
domingo, 2 de novembro de 2014
Santa Ignorância
A atriz brasileira Luana Piovani assumiu uma posição que poderá gerar muita polémica...
"Derrotada", ela escreveu no Instagrma uma frase contra Dilma, mas também contra Portugal. Afirmou ela:
"O Brasil foi explorado tantos anos por Portugal e agora continuará a ser pelo PT!
Não é à toa que a sigla de Portugal é PT!
Eu votei Aecio!"
Só lhe falta dizer que o PT é controlado por Portugal...e que todos os males lhes advêm de Portugal...
Ó Santa Ignorância.
Esta Elite Brasileira, chega a meter nojo, só de os ouvir falar...
Quem cá vem por mais de uma semana, fica bem esclarecido em relação a isso.
Dizem aqui que têm que acabar com os nordestinos, que nordestino não pisa mais em São Paulo...esquecem-se que os paulistas são o maiores frequentadores das belas praias nordestinas...
Éta gente, metida à BESTA!
Pretensos "europeus" que adoram a Europa, e se acham inferiores e tanto querem parecer, que são...
Só o que é do "Exterior", como eles dizem é chique.
Tudo o resto é cafona...
Se fosse a França ou a Itália quem tivesse "descoberto" (enfim, passo o termo) o Brasil, eles adorariam falar francês...
O que eles não se conformam mesmo é que os filhos das empregadas domesticas deles, hoje são médicos, advogados ou estão na faculdade, a viajar de avião para o Exterior (como eles dizem), participam no Ciências sem Fronteiras...
Esta elite de quinta, não suporta ver o pobre sair da senzala....
É esta a mentalidade do sul do Brasil.
A verdade é que as pessoas expelem o seu próprio ódio ao outro, que os espelha no que eles não querem ser, e de que fogem...
Esta gente queria ser europeia à imagem da Argentina...(por isso é que eles detestam os Argentinos, porque queriam ser como eles...)
Snobes e elitistas...
Viajar a Paris e Londres e falar inglês e francês...
São sempre os traidores das suas origens...
Queixam-se de Portugal, mas queriam ser aristocratas...
Acham que os Portugueses são todos uns parolos...
Confundem Progresso e Educação, com dinheiro e poder...
Essa Máscara, que os brasileiros usam a toda a hora, desde que se levantam até quando se deitam, de muito felizes, de bem com a vida, de amor incondicional, da espiritualidade cor-de-rosa, do excesso de à vontade e de proximidade,...
De vez em quando, essa máscara cai.
E estas eleições serviram para mostrar o povo brasileiro sem máscaras.
Com toda a inveja, a revolta, o viver da aparência, a futilidade, o materialismo, o vale tudo por dinheiro...
Mas note-se que eu não acredito em nenhum Governo...seja lá ele qual for, e de onde for!
quarta-feira, 10 de setembro de 2014
Somos Um Só
"Só existe um Sol, e cada energia em nossa Terra não passa de alguma forma de força solar; e assim como um só Sol alimenta toda a Terra, um só Eu brilha em todos os corações.
Só existe uma blasfêmia - a negação de Deus no homem.
Só existe uma heresia - a heresia da separatividade, que diz:
"Sou outro além de ti, nós não somos um só".
Para a redenção do mundo nós precisamos mais do que altruísmo, por mais nobre que ele seja. Precisamos aprender a anulação do eu individual, o sacrifício, a auto-entrega, mas não estaremos firmes no Um, antes de podermos dizer:
"Não há outros; é o Eu em tudo".
Quando todos os homens disserem isso, o mundo conhecerá sua Era Dourada: quando um homem diz isso através de sua vida, sua presença é uma bênção onde quer que ele vá.
Somos irmãos, mas mais que irmãos.
Os irmãos têm apenas um mesmo pai; nós temos um Eu comum.
Em tudo à nossa volta vejamos a Glória do Eu, e lembremos que negar o Eu no mais baixo é negá-lo em nós mesmos e em Deus."
Anne Besant
quinta-feira, 28 de agosto de 2014
O antigo deus está morto
"O antigo deus está morto, com seu pequeno mundo e sua pequena estreita sociedade.
O novo centro de fé e confiança é a humanidade.
E se o princípio do amor não puder realmente ser despertado em cada um de nós — como está Mitologicamente em Deus —, para governar o princípio do ódio, nosso único Destino será a Terra devastada, e os senhores do mundo, seus demônios. "
Joseph Campbell
Andam a cozinhar uma nova Guerra Mundial!!
O mundo está completamente nas mão dos loucos e dos fanáticos, de gente medíocre e boçal; nunca a Besta Humana esteve tão actuante, enquanto as pessoas em geral mergulham na mais absurda alienação e adormecimento...
Há pouco lia no facebook alguém que dizia:
"os lideres do mundo que me leem façam favor de parar a guerra em Gaza"
- Eu fiquei esgazeada... isto é o quê?
Doença, ego-mania ou pura estupidez?
Algum líder anda a ler no facebook o que qualquer imbecil publica?
sábado, 31 de maio de 2014
Geração à Rasca – A Nossa Culpa
Está à rasca a geração dos pais que educaram os seus meninos numa abastança caprichosa, protegendo-os de dificuldades e escondendo-lhes as agruras da vida.
Está à rasca a geração dos filhos que nunca foram ensinados a lidar com frustrações.
A ironia de tudo isto é que os jovens que agora se dizem (e também estão) à rasca são os que mais tiveram tudo.
Nunca nenhuma geração foi, como esta, tão privilegiada na sua infância e na sua adolescência.
E nunca a sociedade exigiu tão pouco aos seus jovens como lhes tem sido exigido nos últimos anos.
Deslumbradas com a melhoria significativa das condições de vida, a minha geração e as seguintes (actualmente entre os 30 e os 50 anos) vingaram-se das dificuldades em que foram criadas, no antes ou no pós 1974, e quiseram dar aos seus filhos o melhor.
Ansiosos por sublimar as suas próprias frustrações, os pais investiram nos seus descendentes: proporcionaram-lhes os estudos que fazem deles a geração mais qualificada de sempre (já lá vamos...), mas também lhes deram uma vida desafogada, mimos e mordomias, entradas nos locais de diversão, cartas de condução e 1.º automóvel, depósitos de combustível cheios, dinheiro no bolso para que nada lhes faltasse.
Mesmo quando as expectativas de primeiro emprego saíram goradas, a família continuou presente, a garantir aos filhos cama, mesa e roupa lavada.
Durante anos, acreditaram estes pais e estas mães estar a fazer o melhor; o dinheiro ia chegando para comprar (quase) tudo, quantas vezes em substituição de princípios e de uma educação para a qual não havia tempo, já que ele era todo para o trabalho, garante do ordenado com que se compra (quase) tudo.
E éramos (quase) todos felizes.
Depois, veio a crise, o aumento do custo de vida, o desemprego, ... A vaquinha emagreceu, feneceu, secou.
Foi então que os pais ficaram à rasca.
Os pais à rasca não vão a um concerto, mas os seus rebentos enchem Pavilhões Atlânticos e festivais de música e bares e discotecas onde não se entra à borla nem se consome fiado.
Os pais à rasca deixaram de ir ao restaurante, para poderem continuar a pagar restaurante aos filhos, num país onde uma festa de aniversário de adolescente que se preza é no restaurante e vedada a pais.
São pais que contam os cêntimos para pagar à rasca as contas da água e da luz e do resto, e que abdicam dos seus pequenos prazeres para que os filhos não prescindam da internet de banda larga a alta velocidade, nem dos qualquercoisaphones ou pads, sempre de última geração.
São estes pais mesmo à rasca, que já não aguentam, que começam a ter de dizer "não".
É um "não" que nunca ensinaram os filhos a ouvir, e que por isso eles não suportam, nem compreendem, porque eles têm direitos, porque eles têm necessidades, porque eles têm expectativas, porque lhes disseram que eles são muito bons e eles querem, e querem, querem o que já ninguém lhes pode dar!
A sociedade colhe assim hoje os frutos do que semeou durante pelo menos duas décadas.
Eis agora uma geração de pais impotentes e frustrados.
Eis agora uma geração jovem altamente qualificada, que andou muito por escolas e universidades mas que estudou pouco e que aprendeu e sabe na proporção do que estudou.
Uma geração que colecciona diplomas com que o país lhes alimenta o ego insuflado, mas que são uma ilusão, pois correspondem a pouco conhecimento teórico e a duvidosa capacidade operacional.
Eis uma geração que vai a toda a parte, mas que não sabe estar em sítio nenhum.
Uma geração que tem acesso a informação sem que isso signifique que é informada; uma geração dotada de trôpegas competências de leitura e interpretação da realidade em que se insere.
Eis uma geração habituada a comunicar por abreviaturas e frustrada por não poder abreviar do mesmo modo o caminho para o sucesso.
Uma geração que deseja saltar as etapas da ascensão social à mesma velocidade que queimou etapas de crescimento.
Uma geração que distingue mal a diferença entre emprego e trabalho, ambicionando mais aquele do que este, num tempo em que nem um nem outro abundam.
Eis uma geração que, de repente, se apercebeu que não manda no mundo como mandou nos pais e que agora quer ditar regras à sociedade como as foi ditando à escola, alarvemente e sem maneiras.
Eis uma geração tão habituada ao muito e ao supérfluo que o pouco não lhe chega e o acessório se lhe tornou indispensável.
Eis uma geração consumista, insaciável e completamente desorientada.
Eis uma geração preparadinha para ser arrastada, para servir de montada a quem é exímio na arte de cavalgar demagogicamente sobre o desespero alheio.
Há talento e cultura e capacidade e competência e solidariedade e inteligência nesta geração?
Claro que há.
Conheço uns bons e valentes punhados de exemplos!
Os jovens que detêm estas capacidades-características não encaixam no retrato colectivo, pouco se identificam com os seus contemporâneos, e nem são esses que se queixam assim (embora estejam à rasca, como todos nós).
Chego a ter a impressão de que, se alguns jovens mais inflamados pudessem, atirariam ao tapete os seus contemporâneos que trabalham bem, os que são empreendedores, os que conseguem bons resultados académicos, porque, que inveja! que chatice!, são betinhos, cromos que só estorvam os outros (como se viu no último Prós e Contras) e, oh, injustiça!, já estão a ser capazes de abarbatar bons ordenados e a subir na vida.
E nós, os mais velhos, estaremos em vias de ser caçados à entrada dos nossos locais de trabalho, para deixarmos livres os invejados lugares a que alguns acham ter direito e que pelos vistos - e a acreditar no que ultimamente ouvimos de algumas almas - ocupamos injusta, imerecida e indevidamente?!!!
Novos e velhos, todos estamos à rasca.
Apesar do tom desta minha prosa, o que eu tenho mesmo é pena destes jovens.
Tudo o que atrás escrevi serve apenas para demonstrar a minha firme convicção de que a culpa não é deles.
A culpa de tudo isto é nossa, que não soubemos formar nem educar, nem fazer melhor, mas é uma culpa que morre solteira, porque é de todos, e a sociedade não consegue, não quer, não pode assumi-la.
Curiosamente, não é desta culpa maior que os jovens agora nos acusam.
Haverá mais triste prova do nosso falhanço?
Maria dos Anjos
(Este texto circula na net como sendo de Mia Couto...mas, estranhei que fosse de Mia Couto...não faz nada o estilo dele...e depois de confirmar, descubro que foi escrito pela Maria dos Anjos, de Santiago do Cacém...)
segunda-feira, 21 de abril de 2014
Marquês
"É aterrador saber que há uns bandalhos que têm o poder de decidir sobre a destruição duma Nação de 900 anos e umas Forças Armadas que nada fazem.
Esta gente está a desmantelar o país em favor duns bandidos internacionais que lhes pagam fortunas para que lhes entreguem as riquezas do país e o povo como escravos.
Em Portugal vivemos tempos de cobardias sem limites.
Preferimos deixar degradar a nossa auto-estima, lançar-nos na indigência até perder a coragem para sacudir o jugo!
Os pulhas que me governam a mim e a mais 10 milhões de portugueses além de fungos são criminosos, com o intuito de criar o caos social e reduzir as populações à escravidão ditada pelos agiotas.
E a seguir vamos para campos de concentração?"
Joe Wolf
Sexta-feira que vem, agarrem na sacola de very lights e ala para o Marquês outra vez, com o espírito de festa na algibeira.
E como papoilas saltitantes, saltem-lhes em cima, para termos mais motivos de festa nos próximos tempos.
Tanta alegria e comemoração, a apoiar a maior máfia desportiva do mundo, que se chama FUTEBOL.
Queridos amigos, usem as vossas pilhas duracell na sexta-feira, dia 25 de Abril, e por aí fora, num admirável e bem-vindo sentido do colectivo contra quem vos mete o dedo (e por aí fora) no cu, à partida com vosso desconsolo.
Se o povinho fosse para o Marquês, com aquela energia toda, gritar a plenos pulmões pelo País, era outra loiça.
Nas manifestações vão mudos, quietos, contam umas anedotas, bebem umas jolas,e vão para casa...tudo boas pessoinhas.
Já com o futebol, gritam, buzinam, entopem as estradas, e assim se mantêm por uma noite inteira...mesmo com uma semana de trabalho pela frente.
Quem corre por gosto não cansa...
domingo, 9 de fevereiro de 2014
Três problemas (e soluções) para educar em 2014
“As crianças de hoje estão expostas na alma, exigidas demais intelectualmente e super protegidas fisicamente”.
Ouvi essa frase da educadora Waldorf Luiza Lameirão em uma palestra e não me saiu da cabeça o que ela disse.
De fato.
Vamos por partes:
Problema 1 – “As crianças estão expostas em sua alma”:
Por conta da solidão, de muitas vezes estarmos sozinhos com eles ou nos sentirmos assim na cidade grande, as crianças acabam servindo de confidentes dos adultos. Acessam histórias sobre nossos relacionamentos, finanças ou sobre o mundo cão que não conseguem digerir ou entender como solucionar. Vêem programas de TV inadequados e que são incapazes de compreender. E com isso ficam estressadas, ansiosas, tristes, doentes.
Solução: Essa é fácil. Tá triste? Liga pra amiga, pra mãe, vai pro parque andar na grama. Mas faça de tudo pra não usar seu filho como apoio. Durante a infância, é ele quem precisa de você. Aliás, uma maneira de se alegrar é sair com ele pra brincar e esquecer seus problemas ao se envolver na alegria que naturalmente as crianças têm.
Problema 2 – “As crianças são exigidas demais intelectualmente”:
Não tem nenhum pedagogo, psicólogo ou qualquer ser humano de bom senso hoje que não concorde que as crianças estão aprendendo a viver como adultas cedo demais, indo pra escola cedo demais, aprendendo inglês, mandarim e alemão cedo demais. Enquanto ainda deveriam estar envolvidas apenas em amor, em um lar, em fantasia e brincadeiras, são obrigadas a sentar em uma sala de aula e aprender qual é a raiz quadrada de 9. Até o governo obriga a isso. Outro dia ouvi uma professora de escola pública morrendo de dó de uma pequena e atormentada alma que, com apenas 4 anos, já estava no primeiro ano do ensino fundamental. “Ela simplesmente não tem capacidade de ficar sentada por 4 horas pensando. É um massacre”, me disse a moça.
Solução: Adie ao máximo o desenvolvimento do intelecto. Seu filho vai se dar melhor no mercado de trabalho se ele puder, até ao menos os 6, 7 anos, se entregar à fantasia, às brincadeiras, ao seu colo e ao ócio que é tão bom para a infância. Não precisa aprender a usar o computador com 5, ele vai ter a vida toda pra isso. Se você deixar a escola pros 7 anos, que sorte ele vai ter em ganhar um ano a mais para o desenvolvimento que só se dá quando brinca. E, se ele já estiver ativando seu intelecto com essa idade, a brincadeira perde a qualidade, a fantasia vai perdendo espaço. E isso não tem volta lá na frente. Crianças que brincaram muito serão mais criativas e resolvidas na fase adulta.
Problema 3: “As crianças estão superprotegidas fisicamente”:
É remédio demais, é vacina demais, é blusa demais. Não pode subir em árvore porque cai, não pode tomar banho de chuva porque pega pneumonia, não pode sair sem blusa porque pega virose, não caminha nem até a padaria porque o pai prefere levar de carro. Na escola, tem que ter câmera online para que os pais saibam exatamente o que o filho fez e se a professora deu a comida na boquinha na hora certa. Nessa mesma reunião de professoras, ouvi muitas delas reclamando que, mal fazia um ventinho e já tinha mãe ligando pra que a tia da escola vestisse o casaquinho no pequeno. Ou seja, assim matamos a capacidade de a criança sentir por si só e aprender o que é frio e calor, o que é chuva na cabeça, e tiramos de seu organismo a capacidade de se adaptar. Não suportamos a possibilidade de que ele pegue uma gripe nem catapora.
Solução: Deixe seu filho tomar uma chuvinha de vez em quando. Dê a ele a possibilidade de sentir frio e, quando perceber o que é, volte pra casa e peça um casaco. Mas que ele faça isso por si só ou você vai ter que passar a vida falando: filho, levou blusa? Porque ele mesmo não vai saber quando ela é necessária. Leve seu filho pra andar todo os dias. “O ideal seria que as crianças caminhassem ao menos 1 hora diariamente. Essa seria uma solução para uma série de problemas afetivos que as crianças têm hoje. Elas não se cansam fisicamente, não tiram do seu corpo tudo o que ele pode dar e a energia fica toda na cabeça”, diz Luiza Lameirão.
É isso. Se dá pra fazer tudo isso sempre? Talvez sim, pode ser. Mas tentar já é um bom começo. Bom final de semana!
Fabi Corrêa
quinta-feira, 12 de dezembro de 2013
Mediocridade
Grande Verdade!
Encontro homens medíocres por todo o lado...e por vezes, onde menos espero...
A mediocridade pode ser intelectual, como emocional.
E quando se trata de mediocridade emocional, ainda pior...
A maioria dos homens, nalguns casos chegam mesmo a ser brilhantes a nível intelectual, mas deixam bastante a desejar a nível emocional.
Vivi com um assim por uns bons anos...
É uma questão biológica:
A Testosterona é a hormona do perpetuar da espécie, ou seja, SEXO.
A Oxitocina e a Serotonina são as hormonas do cuidar da espécie.
A nossa sorte, meninas, é que com o passar dos anos, os homens vão perdendo Testosterona e vão ganhando Oxitocina.
Para além disso, ganham também experiência de vida, que também é importante...ahahah
E quanto mais velhos, menos medíocres...e emocionalmente mais cuidadosos...
Se bem que, numa grande maioria, parece que é ao contrário...
Quanto mais velhos, mais medíocres!
Querem uma cega, surda e muda?
Uma Barbie?
Uma dona de casa exemplar?
E umas pernas abertas para quando vos apetece libertar as hormonas?
Aqui neste Boudoir não me parece...temos pena!
sexta-feira, 26 de julho de 2013
Acordo ortográfico
Nos nossos sete, oito e nove anos tínhamos que fazer aqueles malditos ditados que as professoras se orgulhavam de ensinar.
A partir do terceiro erro de cada texto, tínhamos que aquecer as mãos para as dar à palmatória. E levávamos reguadas com erros destes: "ação", "ator", "fato", "tato", "fatura", "reação", etc, etc...
Com o novo acordo ortográfico, voltam a vencer-nos, pois nós é que temos que nos adaptar a eles e não ao contrário.
Ridículo...
Mas, afinal de onde vem a origem das palavras da nossa Língua?
Do Latim!!!
E desta, derivam muitas outras línguas da Europa.
Até no Inglês, a maior parte das palavras derivam do latim.
Conclusão: na maior parte dos casos, as consoantes mudas das palavras destas línguas europeias mantiveram-se tal como se escrevia originalmente.
Se a origem está na Velha Europa, porque é que temos de imitar aqui os deste outro lado do Atlântico?
Ex.: Será que fui de fato à praia?
Na tourada, estavam 2 espetadores!
Eu estava numa seção com 5 colegas!
etc, etc. ( o que quiz dizer com isso?)
PS: Porque se escreve Egito se os naturais desse país são Egípcios?
Ainda não percebi se com o novo acordo ortográfico os Polacos também passaram a ser Poloneses e os Canadianos agora são Canadenses, como se diz nas Terras de Vera Cruz…
A pronuncia americana também difere da inglesa em muitas palavras e nem por isso os ingleses alteraram a grafia...
Que eu saiba é "Lingua PORTUGUESA" e não "lingua brasileira" como,a sério,já ouvi,pessoalmente,alguns brasileiros aqui a dizerem...
Quanto a mim, continuo a escrever como aprendi na velha escolinha...
A partir do terceiro erro de cada texto, tínhamos que aquecer as mãos para as dar à palmatória. E levávamos reguadas com erros destes: "ação", "ator", "fato", "tato", "fatura", "reação", etc, etc...
Com o novo acordo ortográfico, voltam a vencer-nos, pois nós é que temos que nos adaptar a eles e não ao contrário.
Ridículo...
Mas, afinal de onde vem a origem das palavras da nossa Língua?
Do Latim!!!
E desta, derivam muitas outras línguas da Europa.
Até no Inglês, a maior parte das palavras derivam do latim.
Conclusão: na maior parte dos casos, as consoantes mudas das palavras destas línguas europeias mantiveram-se tal como se escrevia originalmente.
Se a origem está na Velha Europa, porque é que temos de imitar aqui os deste outro lado do Atlântico?
Ex.: Será que fui de fato à praia?
Na tourada, estavam 2 espetadores!
Eu estava numa seção com 5 colegas!
etc, etc. ( o que quiz dizer com isso?)
PS: Porque se escreve Egito se os naturais desse país são Egípcios?
Ainda não percebi se com o novo acordo ortográfico os Polacos também passaram a ser Poloneses e os Canadianos agora são Canadenses, como se diz nas Terras de Vera Cruz…
A pronuncia americana também difere da inglesa em muitas palavras e nem por isso os ingleses alteraram a grafia...
Que eu saiba é "Lingua PORTUGUESA" e não "lingua brasileira" como,a sério,já ouvi,pessoalmente,alguns brasileiros aqui a dizerem...
Quanto a mim, continuo a escrever como aprendi na velha escolinha...
quarta-feira, 5 de junho de 2013
Encontrar um emprego em PORTUGAL!
O ZÉ, depois de dormir numa almofada de algodão (Made in Egipt), começou o dia bem cedo, acordado pelo despertador (Made in Japan) às 7 da manhã.
Depois de um banho com sabonete (Made in France) e enquanto o café (importado da Colômbia) estava a fazer na máquina (Made in Chech Republic), barbeou-se com a máquina eléctrica (Made in China).
Vestiu uma camisa (Made in Sri Lanka), jeans de marca (Made in Singapure) e colocou um relógio de bolso (Made in Swiss).
Depois de preparar as torradas de trigo (produced in USA) na sua torradeira (Made in Germany) e enquanto tomava o café numa chávena (Made in Spain), pegou na máquina de calcular (Made in Korea) para ver quanto é que poderia gastar nesse dia e consultou a Internet no seu computador (Made in Thailand)
para ver as previsões meteorológicas.
Depois de ouvir as notícias pela rádio (Made in India), ainda bebeu um sumo de laranja (produced in Israel), entrou no carro Saab (Made in Sweden) e continuou à procura de emprego.
Ao fim de mais um dia frustrante, com muitos contactos feitos através do seu telemóvel (Made in Finland) e, após comer uma pizza (Made in Italy), o ZÉ decidiu relaxar por uns instantes.
Calçou as suas sandálias (Made in Brazil), sentou-se num sofá (Made in Denmark), serviu-se de um copo de vinho (produced in Chile), ligou a TV (Made in Indonésia) e pôs-se a pensar porque é que não conseguia encontrar um emprego em PORTUGAL...
desconhecido
segunda-feira, 27 de maio de 2013
"Os Meus Filhos São Socialistas."
Texto publicado no “jornal i” há pouco mais de uma semana, pela Inês Teotónio Pereira, chamado "Os Meus Filhos São Socialistas."
Não sei se são só os meus filhos que são socialistas ou se são todas as crianças que sofrem do mesmo mal. Mas tenho a certeza do que falo em relação aos meus. E nada disto é deformação educacional – eles têm sido insistentemente educados no sentido inverso. Mas a natureza das criaturas resiste à benéfica influência paternal como a aldeia do Astérix resistiu culturalmente aos romanos. Os garotos são estoicos e defendem com resistência a bandeira marxista sem fazerem ideia de quem é o senhor.
Ora o primeiro sintoma desta deformação ideológica tem que ver com os direitos. Os meus filhos só têm direitos. Direitos materiais, emocionais, futuros, ambíguos e todos eles adquiridos. É tudo, absolutamente tudo, adquirido. Ele dão como adquirido o divertimento, as férias, a boleia para a escola, a escola, os ténis novos, o computador, a roupinha lavada, a televisão e até eu. Deveres, não têm nenhum. Quanto muito lavam um prato por dia e puxam o edredão da cama para cima, pouco mais. Vivem literalmente de mão estendida sem qualquer vergonha ou humildade. Na cabecinha socialista deles não existe o conceito de bem comum, só o bem deles. Muito, muito deles.
O segundo sintoma tem que ver com o aparecimento desses direitos. Como aparecem esses direitos. Não sabem. Sabem que basta abrirem a torneira que a água vem quente, que dentro do frigorífico está invariavelmente leite fresquinho, que os livros da escola aparecem forradinhos todos os anos, que o carro tem sempre gasolina e que o dinheiro nasce na parede onde estão as máquinas de multibanco. A única diferença entre eles e os socialistas com cartão de militante é que, justiça seja feita, estes últimos já não acreditam na parede – são os bancos que imprimem dinheiro e pronto, ele nunca falta.
Outro sintoma alarmante é a visão de futuro. O futuro para os meus filhos é qualquer coisa que se vai passar logo à noite, o mais tardar. Eles não vão mais longe do que isto. Na sua cabecinha não há planeamento, só gastamento, só o imediato. Se há, come-se, gasta-se, esgota-se, e depois logo se vê. Poupar não é com eles. Um saco de gomas ou uma caixa de chocolates deixada no meio da sala da minha casa tem o mesmo destino que um crédito de milhões endereçado ao Largo do Rato: acaba tudo no esgoto. E não foi ninguém...
O quarto tique socialista das minhas crianças é estarem convictas de que nada depende delas. Como são só crianças, acham que nada do que fazem tem importância ou consequências. Ora esta visão do mundo e da vida faz com que os meus filhos achem que podem fazer todo o tipo de asneiras que alguém irá depois apanhar os cacos. Eles ficam de castigo é certo (mais ou mesmo as mesma coisa que perder eleições), mas quem apanha os cacos sou eu. Os meus filhos nasceram desresponsabilizados. A responsabilidade é sempre de outro qualquer: o outro que paga, o outro que assina, o outro que limpa. No caso dos meus filhos o outro sou eu, no caso dos socialistas encartados o outro é o governo seguinte.
Por fim, o último mas não menos aterrorizador sintoma muito socialista dos meus filhos é a inveja: eles não podem ver nada que já querem. Acham que têm de ter tudo o que o do lado tem quer mereçam quer não. São autênticos novos-ricos sem cheta. Acham que todos temos de ter o mesmo e se não dá para repartir ninguém tem. Ou comem todos ou não come nenhum. Senão vão à luta. Eu não posso dar mais dinheiro a um do que a outro ou tenho o mesmo destino que Nicolau II. Mesmo que um ajude mais que outro e tenha melhores notas, a “cultura democrática” em minha casa não permite essa diferenciação. Os meus filhos chamam a esta inveja disfarçada, justiça, os socialistas deram-lhe o nome de justiça social.
A minha sorte é que os meus filhos crescem.
Já os socialistas são crianças a vida inteira.
quinta-feira, 15 de novembro de 2012
Os lambe-cus
"Noto com desagrado que se tem desenvolvido muito em Portugal uma modalidade desportiva que julgara ter caído em desuso depois da revolução de Abril.
Situa-se na área da ginástica corporal e envolve complexos exercícios contorcionistas em que cada jogador procura, por todos os meios ao seu alcance, correr e prostrar-se de forma a lamber o cu de um jogador mais poderoso do que ele.
Este cu pode ser o cu de um superior hierárquico, de um ministro, de um agente da polícia ou de um artista.
O objectivo do jogo é identificá-los, lambê-los e recolher os respectivos prémios.
Os prémios podem ser em dinheiro, em promoção profissional ou em permuta.
À medida que vai lambendo os cus, vai ascendendo ou descendendo na hierarquia.
Antes do 25 de Abril esta modalidade era mais rudimentar. Era praticada por amadores, muitos em idade escolar, e conhecida prosaicamente como «engraxanço».
Os chefes de repartição engraxavam os chefes de serviço, os alunos engraxavam os professores,os jornalistas engraxavam os ministros, as donas de casa engraxavam os médicos da caixa, etc... Mesmo assim, eram raros os portugueses com feitio para passar graxa. Havia poucos engraxadores. Diga-se porém, em abono da verdade, que os poucos que havia engraxavam imenso.
Nesse tempo, «engraxar» era uma actividade socialmente menosprezada. O menino que engraxasse a professora tinha de enfrentar depois o escárnio da turma. O colunista que tecesse um grande elogio ao Presidente do Conselho era ostracizado pelos colegas. Ninguém gostava de um engraxador.
Hoje tudo isso mudou. O engraxanço evoluiu ao ponto de tornar-se irreconhecível. Foi-se subindo na escala de subserviência, dos sapatos até ao cu.
O engraxador foi promovido a lambe-botas e o lambe-botas a lambe-cu.
Não é preciso realçar a diferença, em termos de subordinação hierárquica e flexibilidade de movimentos, entre engraxar uns sapatos e lamber um cu.
Para fazer face à crescente popularidade do desporto, importaram-se dos Estados Unidos, campeão do mundo na modalidade, as regras e os estatutos da American Federation of Ass-licking and Brown-nosing.
Os praticantes portugueses puderam assim esquecer os tempos amadores do engraxanço e aperfeiçoarem-se no desenvolvimento profissional do Culambismo.
(...) Tudo isto teria graça se os culambistas portugueses fossem tão mal tratados e sucedidos como os engraxadores de outrora. O pior é que a nossa sociedade não só aceita o culambismo como forma prática de subir na vida, como começa a exigi-lo como habilitação profissional.
O culambismo compensa. Sobreviver sem um mínimo de conhecimentos de culambismo é hoje tão difícil como vencer na vida sem saber falar inglês."
Miguel Esteves Cardoso
in, "Último Volume"
Muitos anos se passaram desde que Miguel Esteves Cardoso fez a sua preciosa análise sobre o culambismo pátrio. Na altura não foi novidade, tal como hoje o não é. Os portugueses lambiam cus e sabiam-no muito bem. No entanto, e sendo certo que a prática corre nas nossas veiazinhas lusitanas, os métodos, como sempre, vão mudando. Hoje não se lambem cus como os cus se lambiam no passado. O culambismo já não se resume a uma discreta lambidela surripiada no momento propício. É agora feito abertamente, institucionalmente e em estangeiro e tudo. Para marcar a mudança, mudaram-lhe o nome para “Networking”.
O “Networking” é uma constante na vida universitária portuguesa. Literalmente, esta coisa estrangeira significa “criar rede”. Dito assim parece belo, civilizado, moderno mesmo. Visto em acção, o “Networking” resume-se a enfiar numa sala uma amálgama estranha de professores, empresários e ninfetos para que, com os necessários comes e bebes, os envolvidos relaxem e possam lançar-se na cardosiana lambidela. Todos sabem que vão para lá para isso e a nenhum a ideia incomoda. Chamam mesmo a televisão e a rádio e os jornais para que tudo se documente com detalhe.
O acto nojento que levava a posteriores higienizações cuidadas tornou-se banalidade incentivada. Não há hoje jovem que, guiado pelas vetustas instituições em que teve a sorte de ingressar, não veja nestas “criações de rede” a grande forma de um dia se tornar respeitável.
Eu sou da geração em que lamber cus não é osso do ofício; é profissão.
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