" recordar não é reviver, é apenas verificar com dor que fomos outra coisa cuja realidade essencial não nos é permitido recuperar.Vimos da sombra e vamos para a sombra.Só o presente é nosso, mas que é o presente senão a linha ideal que separa o passado do futuro?Assim toda a vida é fragmentária, a personalidade una é uma ilusão, não podemos apreender em nós uma constante que nos identifique."
terça-feira, 18 de outubro de 2022
Da esmola esquecida à pobreza vivida
segunda-feira, 1 de agosto de 2022
É impossível multiplicar riqueza dividindo-a
Esta turma em particular tinha insistido que o socialismo realmente funcionava: ninguém seria pobre e ninguém seria rico, tudo seria igualitário e "justo".
Quem estudou com dedicação ficou indignado, pois achou que merecia mais, mas os alunos que não se esforçaram ficaram muito felizes com o resultado!
"Quando a recompensa é grande", disse, o professor, "o esforço pelo sucesso é grande, pelo menos para alguns de nós."Mas quando o governo elimina todas as recompensas ao tirar coisas dos outros sem o seu consentimento para dar a outros que não lutaram por elas, então o fracasso é inevitável."
"É impossível levar o pobre à prosperidade através de leis que punem os ricos pela sua prosperidade.Por cada pessoa que recebe sem trabalhar, outra pessoa tem de trabalhar recebendo menos.O governo só pode dar a alguém aquilo que tira de outro alguém.Quando metade da população descobre de que não precisa de trabalhar, pois a outra metade da população irá sustentá-la, e quando esta outra metade entende que não vale mais a pena trabalhar para sustentar a primeira metade, então chegamos ao começo do fim de uma nação. É impossível multiplicar riqueza dividindo-a."Adrian Rogers
terça-feira, 24 de maio de 2022
...........................................questionar toda a sua vida
domingo, 6 de março de 2022
quinta-feira, 24 de fevereiro de 2022
As Guerras Mentem
Nenhuma guerra tem a honestidade de confessar: eu mato para roubar.As guerras sempre invocam motivos nobres, matam em nome da paz, em nome de Deus, em nome da civilização, em nome do progresso, em nome da democracia e se por via das dúvidas, se não bastassem tantas mentiras, há os grandes meios de comunicação de massa dispostos a inventar inimigos imaginários para justificar a conversão do mundo em um grande hospício e um enorme matadouro.Em Rei Lear, Shakespeare havia escrito que neste mundo os loucos guiam os cegos e quatro séculos depois, os donos do mundo são loucos apaixonados pela morte, que fizeram do mundo um lugar onde a cada minuto morrem de fome ou de doença curável dez crianças e são gastos três milhões de dólares por minuto na indústria militar, que é fábrica de morte.Armas requerem guerras e guerras requerem armas e os cinco países que administram as Nações Unidas, aqueles que têm direito de veto nas Nações Unidas, são os cinco principais produtores de armas.Alguém se pergunta quanto tempo? Por quanto tempo a paz mundial estará nas mãos daqueles que se ocupam da guerra?Por quanto tempo continuaremos acreditando que nascemos para o extermínio mútuo e que o extermínio mútuo é nosso destino?Até quando?Eduardo Galeano
A NATO, North Atlantic Treaty Organization, formada em 1947 com 12 Estados Membros, tem hoje 30 países membros e está em expansão na Europa Oriental e Balcãs, incluindo ex-membros do Pacto de Varsóvia. A Rússia continua a opor-se a uma maior expansão da organização junto das suas fronteiras, e exigiu recentemente que a NATO não fizesse mais admissões de Estados Membros novos, exigência essa que foi recusada pelos EUA e pelos países europeus. A Rússia vê essa expansão da NATO como uma continuação de uma Guerra Fria e uma tentativa de cercar e isolar a Rússia.
O Estado-Membro mais recente é o Montenegro e a NATO reconhece a Bósnia e Herzegovina, a Geórgia, a Macedónia e a Ucrânia como membros aspirantes.
A Rússia, como protesto, apoia inimigos dos Estados Unidos e da NATO, como a Síria, Irão e a Coreia do Norte.
Atualmente, a NATO atua com uma ação expansionista, com principal objectivo os interesses políticos e comerciais dos seus países membros.
Esses interesses envolvem, por exemplo, o acesso a recursos naturais e a importantes mercados consumidores. Dessa forma, nos últimos anos, a NATO tem organizado intervenções militares armadas em diversos países, tendo atuado na Bósnia e Herzegovina em 1992; no Kosovo em 1998; invasão do Afeganistão em 2001; na Guerra do Iraque, em 2003 e na Guerra Civil da Líbia, em 2011.
Religião. Política. Resquícios da Guerra Fria...e Gás NaturalEstas são as verdadeiras razões das tensões entre a Rússia e a Ucrânia.
Em 2008, os EUA descobriram no seu território enormes reservas de gás de xisto.Os americanos passaram a ter a maior reserva mundial de gás, colocando a Rússia em segundo lugar.E isso mudou o jogo. Agora, os EUA querem exportar gás para a Europa.Mas, para fazer isso, eles têm de minar a Rússia.Como? Controlando o corredor que fornece gás à Europa. No caso, a Ucrânia.
quinta-feira, 10 de fevereiro de 2022
quinta-feira, 8 de julho de 2021
Se ainda não for proibido perguntar
Os tempos estão mais para cumprir ordens do que para as questionar. Na verdade, não estou absolutamente seguro de que uma sociedade como a nossa – e a sociedade ocidental, em geral – tenha ainda capacidade para questionar seja o que for de forma racional e não sentimental. Não estou certo de que sejamos, enquanto colectivo, capazes de reagir para lá do sensacionalismo provocado por órgãos de comunicação social também eles viciados em sentimentos, em reacções instantâneas, em indignações fortes e breves, e por governos afundados, aqui e por todo o lado, em corrupção, em nepotismo, em decadência moral, e altamente ameaçados por movimentos políticos que prometem muito músculo, muita força bruta e muita pureza. Sociedades que vivem há décadas sem passar por uma grande contrariedade, um conflito, uma dificuldade social ou económica vivida colectivamente, conjugadas com este estado dos media e dos governos democráticos não podiam responder a uma pandemia provocada por um vírus tão comum como tantos outros da forma como tantos e tantos cientistas têm afirmado ao longo do último ano e meio: aprendendo a viver com ele.
Viciados no risco zero, no permanentemente belo e jovem, mais preocupados com icebergues do que com o vizinho do lado, parece que, por fim, aceitámos tudo aquilo que os governos democráticos, ou assim descritos, nos propuseram para defender a saúde pública, com base num único pressuposto: a ideia infantil de que é possível eliminar o risco.
Imagine o leitor o mesmo cenário há 30 ou 40 anos: com a mancha sanitária e social que foi a SIDA, aquela sociedade sobreviveu com normalidade, e nunca ninguém foi proibido por qualquer Estado de manter relações sexuais com quem lhe apetecesse e da forma que melhor lhe soubesse. Mas os tempos são outros.
E mesmo que sejam mais susceptíveis de criar cumpridores de ordens de governos que nos convenceram de que nos estão a salvar, ainda são tempos para fazer perguntas – pelo menos para já não estamos proibidos de as fazer, ficamos apenas com a pouco saudável sensação de que uma multidão de “crentes na ciência” (ao contrário dos “negacionistas”) fica com a breve mas furiosa necessidade de nos queimar ali para os lados da Praça do Comércio num domingo soalheiro, se garantida a distância social, como lhe chamam.
Morreram mais de 17 mil pessoas em ano e meio e continuamos sem saber qual o perfil da vítima da doença. Acima ou abaixo da esperança média de vida? Com mais de duas doenças graves e em estado terminal, ou não? Há um perfil de doente a proteger ou ainda estamos na narrativa dos telejornais, que alertam a cada hora para a possibilidade de morrermos todos para a semana?
Há um ano disseram-nos que nos íamos fechar em casa por duas semanas para o SNS ter tempo de se fortalecer. O Governo já teve tempo suficiente, ou ainda precisa de mais duas semanas? Os ventiladores que iam chegar naquelas duas semanas sempre chegaram? Quanto custaram? De onde vieram? Estão a funcionar? Quantas camas, quantos médicos, enfermeiros e auxiliares foram contratados a mais no último ano e meio?
As vacinas com que se estão a vacinar milhões de pessoas foram aprovadas da mesma forma que todas as outras vacinas que (e bem) tomamos, ou não? Se as vacinas, porventura, foram aprovadas sem cumprir todos os protocolos por razões de “emergência sanitária”, conhecem-se todos os efeitos secundários que as mesmas podem provocar, ou não, a médio e longo prazo? Se sim, quais são? Se não, porque é que se está a obrigar o país inteiro a tomar a vacina? Porque é que a ausência de risco zero da vacina é aceitável e a ausência de risco zero da doença é intolerável? Porque é que se diz que a vacina não é obrigatória se quem não a toma fica impedido de exercer direitos e liberdades básicas, sabendo, por exemplo, que algumas partes do globo não o fizeram? Porque é que a vacina oferece aos seus beneficiários um certificado sanitário se depois continuam a ter de usar máscara, escafandro, álcool gel, distância física e de fazer testes para ir tomar a bica? Porque é que um vacinado tem de se isolar se está saudável e vacinado? Serve para quê, afinal? Porque é que o CDC americano veio dizer explicitamente que todos os vacinados podem fazer tudo em plena liberdade e nós não? Porque é que se fala em vacinar populações a 100%, incluindo crianças e jovens, sem que se conheçam os efeitos totais da vacinação? Alguém sabe ou perguntou qual é a percentagem de mortos abaixo dos 18 anos que faça justificar o recurso a estas vacinas numa camada da população que nem sequer pode escolher? E as 13 mil crianças que há um ano se sabia que tinham ficado sem vacina contra o sarampo por causa do lockdown? Já receberam a vacina respectiva ou essa deixou de ser importante?
Porque é que nós sabemos praticamente desde o primeiro dia que a doença era gravíssima em idosos, especialmente aqueles que tinham outras complicações de saúde associadas, e o que fizemos foi ficar a ver esses mesmos idosos a morrer nos lares e decidimos fechar populações saudáveis em casa? Porque é que deixámos morrer velhos nos lares, muitos deles ilegais, e ao mesmo tempo permitimos que uma geração de crianças perdesse praticamente dois anos do seu percurso escolar e do seu crescimento saudável? Já sabem quantos lares ilegais há em Portugal? O que fizeram no último ano e meio para resolver o problema dos cuidados oferecidos à velhice? Que planos sanitários foram criados para prevenir eventuais focos da doença nos lares? A Ministra da Saúde chegou a dizer que os lares tinham de criar os seus próprios planos de resposta. O que foi feito ao longo dos meses para evitar a desgraça que se viu?
Porque é que o vírus ia ver os jogos da primeira liga de futebol (daí não haver público nos estádios portugueses há ano e meio) e não ia aos concertos no Campo Pequeno? O vírus não gosta do Bruno Nogueira e adora bola? Porque é que a variante delta não passa de Vila Franca nem vai a Tróia de barco aos fins-de-semana, se afinal ela só gosta de andar na rua entre as 23h e as 5h, pela fresca? Porque é que os encontros na rua estiveram limitados a determinado número de pessoas se podíamos ir ao supermercado todos ao mesmo tempo? O vírus não vai às compras? Porque é que se exigem testes e medidas de distanciamento para ir a casamentos, baptizados ou eventos culturais, se acabamos todos ao molho nos autocarros, no metro e nos comboios? Já agora: a oferta de transportes públicos aumentou para evitar ajuntamentos ou manteve-se tudo na mesma ou pior, para andarmos todos mais aconchegados? E porque é que as pessoas que acham que este tipo de medidas faz sentido são tidas como cumpridoras e “crentes na ciência” e um tipo que as ache estapafúrdias é considerado meliante, chalupa, anti-vacinas e primo do bruxo de Fafe? Porque é que toda a gente aceita que as polícias acenem permanentemente com o bastão sem legitimidade legal que sustente condutas como aqueles espancamentos a miúdos que estavam na rua?
Porque é que, pela primeira vez desde que há sistemas de saúde, nós acreditámos que tínhamos vindo ao mundo para salvar o SNS, em vez de acharmos que era o SNS, pago com os nossos impostos e gerido por gente que nós elegemos, que tem o dever de fazer tudo o possível para nos salvar a nós? Porque é que nós toleramos canais públicos de denúncia de comportamentos alheios?
Porque é que o discurso de defesa da Constituição foi abandonado, agora que falamos em direitos e liberdades básicas e não em salários? Porque é que o Governo invoca, em Junho e Julho de 2021, um pretenso “estado de calamidade”, quando o SNS está muito abaixo dos níveis a que esteve em Janeiro, e quando em Janeiro até esteve abaixo do que esteve no mesmo período de 2019? Qual é a calamidade, quando desde Fevereiro a mortalidade global do país está dentro ou mesmo abaixo da média dos últimos dez anos? Se não está a morrer mais gente do que é normal, se os serviços de saúde não estão sequer perto dos seus períodos mais críticos, que calamidade estamos nós a viver? Porque é que os infectados, mesmo que sem sintomas, se tornaram mais importantes nas narrativas do governo e da comunicação social em vez dos mortos? Podem dizer-nos qual é a taxa de positividade de Junho de 2021 e do mesmo período do ano passado? Se estamos a fazer mais testes e se a percentagem de positivos é menor que a de Junho de 2020, o que é explica a “escalada da variante delta”? Alguém sabe o que aconteceu à variante delta na Índia? Subiu, teve um pico e desceu como todas as variantes ou já não há indianos?
Porque é que o Conselho Nacional de Saúde Pública nunca mais reuniu? Isto é ou não é um problema de saúde pública? E o CNSP não tinha de ser ouvido antes de ser decretado o estado de emergência? Porque é que nomes como os de Jorge Torgal ou Fernando Nobre passaram a ser tratados como ignorantes? Porque é que os médicos convertidos em pop-stars televisivas nos alertam mensalmente para o caos do SNS e para o fim do mundo que aí vem? Será porque o SNS é de facto um caos, é-o há muitos anos, e estão a aproveitar os tempos para reivindicar condições que até mereciam antes, ou porque o SNS só entrou em colapso com a pandemia? Porque é que milhões de consultas, milhares de cirurgias, de diagnósticos, tudo por fazer, não têm interesse nenhum? Porque é que a saúde pública foi substituída por uma política que trata uma só doença como a única de que é proibido morrer e ignora todas as outras?
Será que 400 mil novos pobres chegam para percebermos o buraco em que nos metemos ou temos de esperar mais uns tempos para que os governos, este e outros, vejam por uma vez a sua legitimidade reforçada, os seus poderes redobrados e a miséria a crescer por todos os lados?
- Porque é que já aceitámos dividir a sociedade, por causa de uma doença, entre bons e maus, entre puros e impuros?
- Porque é que aceitámos a pobreza provocada de tantos?
- Porque é que nos calámos enquanto víamos tantos velhos a morrer, muitos deles com falta de cuidados, até de água, para evitar possíveis contágios?
- Porque é que aceitámos com naturalidade que profissionais de saúde ou de lares fossem impedidos de entrar em casa pelas próprias famílias com medo do vírus?
- Porque é que o que não aparece nas televisões pura e simplesmente não existe?
- Que raio de mundo criámos nós em silêncio, em pânico, com medo da própria sombra?
Nuno Gonçalo Poças
segunda-feira, 28 de junho de 2021
SEGREGAÇÃO E CONTROLO TOTAL DO GADO
Eis o futuro: cidadãos vacinados podem ser infectados e podem transmitir a infecção (tal como os não vacinados), mas vai na mesma haver "certificados digitais covid".Sabem porquê?Porque é fundamental distinguir entre portadores do coronavirus vacinados de infectados não-vacinados.
Nesta perigosa gestão política da covid, a discriminação joga um papel essencial - o de criar novas e profundas fracturas sociais, dividir para reinar, atirar o roto contra o nu. No final, alguém que morra contaminado por alguém vacinado não será tão grave nem tão condenável como alguém que adoeça depois de um não-inoculado lhe ter transmitido o virus. Vacinados espalharem a covid é aceitável. Não vacinados fazerem o mesmo?! Nem pensar. Esses são vistos como ameaça a abater.
Ou seja, o passaporte sanitário não resolve nada nem garante sequer o essencial- que o portador está saudável naquele instante. Portanto, o certificado que autoriza a circulação inclusive dentro do país (a versão europeia visa a passagem de fronteiras nacionais apenas), que pretende condicionar até a entrada em lugares públicos ou festas privadas visa criar guetos, enclaves digitais, apartheid.
Serve para separar puros de impuros, cumpridores de irresponsáveis, bons cidadãos de má escória. Segregação.
A stayaway covid não vingou, mas passou a eufemistica Carta dos direitos humanos na Era Digital, trilhando o caminho dos "selos de qualidade", "carimbos de garantia", o sibilar para as tiranias 2.0, armadas até aos dentes com as novas tecnologias, algoritmos, chips.
O Certificado Digital Covid é mais um pontapé na boca dos portugueses que, entre salários de miséria, falências em catadupa, ileteracia científica, overdoses de medo com lavagens cerebrais, apneias de sono e de vigília, já só querem livrarem-se da pressão de amigos e família, que o deixem passar à vontade, ir de férias, não interessa a que preço, se está certo ou errado, quanto das nossas liberdades públicas fica penhorado.
Tem sido assim desde Março de 2020 e assim continuará. Os políticos a mostrarem músculo e punho, a mandar toda a gente para casa com orelhas de burro, a trancar portas, janelas e postigos, a tentar controlar a comunicação social, a regurgitar normas atrás de novas normas patéticas e contraditórias, a rasgar a Constituição e a cuspirem-lhe em cima. Paz à sua alma. Já nem se incomodam em declarar estado de emergência. O estado de direito, passou a ser visto como uma maçada, empecilho que importa arredar lesto como um calhau no caminho.
No fim, com esta novilíngua que vexaria Orwell, armam-se em magnânimos e ainda têm o topete de dizer que o certificado serve para conferir "mais liberdade". Mas é suposto agradecer?! Sublinhe-se que só devolve à liberdade quem a tirou. Em democracia à liberdade é natural, intrínseca, orgânica e consagrada nas leis fundamentais. É um direito humano inalienável. Falar de Liberdade certificada é como falar de alergia acalmante ou de gordura adelgaçante. Um paradoxo. É uma treta.
Eram só quinze dias para achatar a curva e não rebentar o SNS. Depois precisávamos de esperar pela vacina. Agora ela também não é suficiente e levamos ferretes como gado. Qual será o próximo golpe? Vá. Só mais umas semanas. Vai ficar tudo bem.
Joana Amaral Dias
Não fazemos ideia do que é ser verdadeiramente livre porque a liberdade foi definida para nós por um sistema que depende do nosso não ser livre. O nosso verdadeiro potencial como indivíduos - e como espécie - é desconhecido nesta fase da nossa evolução. Mas à medida que as nossas imaginações se abrem, sabemos que tem de ser significativamente mais amoroso e habitável do que a cruel insanidade dos tempos atuais. Por mais bruta que a vida seja no momento atual, a consciência está se expandindo, o certo está lentamente evoluindo do errado - e o mundo inteiro está no meio de uma MUDANÇA profunda e fundamental.Christine DeLorey
segunda-feira, 3 de maio de 2021
O Efeito Flynn
Menos palavras e menos verbos conjugados significam menos capacidade de expressar emoções e menos capacidade de processar um pensamento. Estudos têm mostrado que parte da violência nas esferas pública e privada decorre diretamente da incapacidade de descrever as emoções em palavras.Sem palavras para construir um argumento, o pensamento complexo torna-se impossível.
- Como construir um pensamento hipotético-dedutivo sem o condicional?
- Como pensar o futuro sem uma conjugação com o futuro?
- Como é possível captar uma temporalidade, uma sucessão de elementos no tempo, passado ou futuro, e a sua duração relativa, sem uma linguagem que distinga entre o que poderia ter sido, o que foi, o que é, o que poderia ser, e o que será depois do que pode ter acontecido, realmente aconteceu?
Caros pais e professores:Façamos com que os nossos filhos, os nossos alunos falem, leiam e escrevam.Ensinemos e pratiquemos o idioma nas suas mais diversas formas. Mesmo que pareça complicado. Principalmente se for complicado. Porque nesse esforço existe liberdade.Aqueles que afirmam a necessidade de simplificar a grafia, descartar a linguagem dos seus "defeitos", abolir géneros, tempos, nuances, tudo que cria complexidade, são os verdadeiros arquitetos do empobrecimento da mente humana.Não há liberdade sem necessidade.Não há beleza sem o pensamento da beleza.
sábado, 20 de março de 2021
DA SERVIDÃO CONSENTIDA
É certo que ser livre não é necessariamente ser mais feliz porque exige responsabilidade, traz inquietação e, tantas vezes, dor.
- O que andamos a fazer?
- Aonde ficaram a argúcia, a curiosidade, o sentido crítico e o bom senso?
- Aonde ficou a Beleza de sabermos ser Livres?
- Aonde ficou o Amor?
- Poderá a cegueira ser tal e o medo tão insano ao ponto de nos fazerem regredir séculos na civilidade e nos tornarem servos voluntários da tirania que, por segurança, decidimos nutrir?
- Será que nos acomodámos à ignorância e ainda não percebemos que as crianças constituem a barreira imunológica da comunidade e que, no que à doença vip concerne, praticamente não adoecem tampouco são o principal foco de transmissão?
- E quando iremos realizar que a testagem massiva de assintomáticos não traz mais valia ao controlo desta como doutras epidemias, dado o efeito de baixa prevalência, antes gera trauma, estigmatização para além das repercussões sociais do inevitável isolamento dos positivos, muito provavelmente falsos, comprometendo ciclicamente a aprendizagem dos miúdos e o direito ao trabalho dos progenitores?
- Quem são e quais as credenciais dos especialistas que, negando toda a prova científica no que aos testes e à transmissão por assintomáticos concerne, continuam a recomendar medidas obsessivas, germofóbicas, incoerentes, ilógicas mas nada inconsequentes?
- Será que a perversidade e a crendice se tornaram tão hegemónicas que, leviana e infundadamente, reincidem no erro incutindo culpa e preocupação em crianças e adolescentes que deveriam estar a correr, a arriscar, a abraçar, a socializar, a namorar e a sorrir sem restrições e sem remorsos?
“A primeira razão da servidão voluntária é o hábito (...) É o povo que se escraviza, que se decapita, que podendo escolher (...) prefere o jugo. Uma coisa é certa porém: os homens, enquanto neles houver algo de humano, só se deixam subjugar se forem forçados ou enganados”Etienne de La Boétie (1530-1563)
domingo, 7 de fevereiro de 2021
segunda-feira, 9 de novembro de 2020
RATOS
A boa ficção, mesmo quando criada num contexto histórico específico, liberta-se do tempo e ajuda-nos a compreender o presente, dando-nos, em simultâneo, uma perspectiva da condição humana que supera qualquer tratado político.
Como escreveu Claudio Magris,“a verdadeira literatura não é a que lisonjeia quem lê, confirmando-o nos seus preconceitos e nas suas certezas, mas sim a literatura que o persegue e põe em dificuldade, que o obriga a refazer as suas contas com o mundo e com as certezas”.
É isso que Rieux, o médico de Orão, tenta explicar a Tarrou quando o amigo lhe diz que a luta é vã e que as vitórias serão sempre efémeras:“Sempre, bem sei. Não é uma razão para deixar de lutar.”
O que é que a A Peste – e a biografia de Camus –, hoje, nos pode comunicar?Que inquietações nos consegue suscitar?Em primeiro lugar, sugere-nos que estejamos sempre atentos, que dar a sociedade aberta por garantida e julgar qualquer transtorno como passageiro e insignificante quando comparado com atrocidades do passado – ou, pior, apresentá-lo como justificável à luz de um conceito difuso como o bem comum – é um erro tremendo, e que confundir liberdade com democracia é um descuido infantil e cego a um século de História.
Transversal a tudo isto, e silencioso como a peste de Orão, está o pior dos atentados à liberdade e dignidade humanas: a nacionalização da morte.Para salvar alguns – e os serviços de saúde –, condenam-se outros. Não é nenhuma surpresa. É apenas o Estado a cumprir o seu ideal: desviar recursos de um domínio para outro. No final, como sempre, ficam os dois na ruína.
Os negacionistas do processo de repressão em curso contrapõem com a diminuta dimensão de cada medida – um pequeno transtorno que salva vidas, dizem –, desprezando o volume acumulado e o efeito bola de neve. Esquecem também que, dando de barato que a suspensão da liberdade pode ser justificada pela necessidade de uma defesa do direito à saúde (seja lá o que isso for), nada justifica a censura, a intimidação e a manipulação: a liberdade de expressão não é um meio de contágio de doenças respiratórias, nem sequer no estranho mundo inventado pela “ciência” pandémica. Finalmente, o derradeiro argumento – é a lei – também não é convincente. Como nos ensinou Antígona quando, indiferente à sentença do rei Creonte, sepultou o seu irmão, a desobediência a leis injustas é um dever cívico.
sexta-feira, 6 de novembro de 2020
sexta-feira, 16 de outubro de 2020
E SE, AFINAL, FOR TUDO AO CONTRÁRIO?
E porque é que nunca obrigaram a usar máscaras nos habituais surtos de gripe sazonais, que todos os anos ocorrem no Inverno? Porque dos múltiplos estudos efetuados ao longo de vários anos, o uso de máscara nunca conseguiu provar ser eficaz, ou ter qualquer influência na prevenção da transmissão da gripe.
A diminuição da eficácia do sistema imunitário não só facilita o aparecimento de infecções, como diminui a capacidade do mesmo para reconhecer células cancerígenas e eliminá-las, contribuindo assim para o aumento do surgimento de cancros e para o aumento da mortalidade associada aos mesmos.
E se, afinal, a vida que sempre levámos, mais felizes, mais fortes imunologicamente, seja o segredo para nos irmos imunizando contra a Covid-19, tal como o temos feito, ao longo dos anos, para as outras doenças virais respiratórias?
quarta-feira, 7 de outubro de 2020
segunda-feira, 3 de agosto de 2020
............................removing the soul of humanity
In the future, we will eliminate the soul with medicine. Under the pretext of a 'healthy point of view', there will be a vaccine by which the human body will be treated as soon as possible directly at birth, so that the human being cannot develop the thought of the existence of soul and Spirit. To materialistic doctors, will be entrusted the task of removing the soul of humanity. As today, people are vaccinated against this disease or that disease, so in the future, children will be vaccinated with a substance that can be produced precisely in such a way that people, thanks to this vaccination, will be immune to being subjected to the "madness" of spiritual life. He would be extremely smart, but he would not develop a conscience, and that is the true goal of some materialistic circles. With such a vaccine, you can easily make the etheric body loose in the physical body. Once the etheric body is detached, the relationship between the universe and the etheric body would become extremely unstable, and man would become an automaton, for the physical body of man must be polished on this Earth by spiritual will. So, the vaccine becomes a kind of arymanique force; man can no longer get rid of a given materialistic feeling. He becomes materialistic of constitution and can no longer rise to the spiritual.
Rudolf Steiner
(1861-1925)








