Mostrar mensagens com a etiqueta Ovelha Negra. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Ovelha Negra. Mostrar todas as mensagens

quinta-feira, 14 de setembro de 2023

The Black Sheep


Gea Veenstra








Pushed aside, location of home obscured, limited by isolation:
drifting aimlessly - subscribing to a voluntary incarceration.

Outcast by an alternative perspective, a differing sense of direction,
through a desire to develop resolutions to numerable imperfections.

Others recede into bad habits - shirking from every challenge,
placing emphasis on ignoring responsibilities; yet expecting a life that’s lavish.

So it’s hardly surprising when their dreams fall by the wayside,
having taken the easy road too often, they’re fighting against a landslide
to recuperate what was lost, or rather thrown away by being lax and care-free,
they’ve imposed upon themselves a limit, as to what they can achieve.

Armed with the powerful weapon of fore-sight, I clawed myself out of the rut,
but it’s little consolation for having to watch my friends get stuck.
Trying to avoid a patronising tone, I conceal myself into anonymity -
uninspired by foolish games, approaching every overture with timidity.

Wanting to tell them to change, to realise their mistakes,
but sometimes things are hardest to see when they stare you in the face.
It’s their life to live, and do so how they wish -
I just pray they realise: there’s more to it then “getting pissed”.


Lee Price




quarta-feira, 19 de julho de 2023

Ovelha Branca vs Ovelha Negra - Quem és tu?

 

Macroworlds por Pixabay





Todas as pessoas têm necessidade 
de pertencer a um grupo: 
amigos, família, trabalho, 
amar os outros e ser amados, 
o que conhecemos como 
necessidade de pertencimento. 
Pertencer é uma forma de garantirmos 
segurança, proteção, aceitação, amor, 
principalmente quando 
nos adaptamos e aceitamos 
as regras e a hierarquia do grupo. 




Pertencer não é só um estado natural onde vivemos logo desde a infância. 
Pertencer remonta aos tempos tribais, às vidas em que vivemos em tribo e onde estar fora ou ser excluído era estar desprotegido, à mercê de perigos e elementos, ou seja, era quase uma sentença de morte.

Bert Hellinger, no seu trabalho, reforçou mesmo a Lei do Pertencimento como uma das três leis essenciais no processo de cura do indivíduo, tanto na relação de cura com os ancestrais e família, como para a sua necessidade de seguir o seu rumo leve e livre.

Por exemplo, 
quem tem muitas dependências e uma exagerada relação com o grupo da família, acaba por imitar e adoptar um estilo de vida, forma de pensar e viver, que em tudo reflete a necessidade de pertencer e ser aceite pela família, mesmo que crie problemas a nível profissional, pessoal ou relacional.
Ou seja, o critério para as escolhas pessoais vai estar sempre condicionado pelas expectativas dos outros, suas ideias, crenças, religião, moral, comportamentos do grupo pois arriscar ser diferente vai por em risco também a necessidade de pertencer.

O mesmo pode acontecer dentro do grupo de uma empresa quando o grande objetivo de vida é o sucesso profissional, levando-nos a imitar e adoptar os estilos de vida, roupa, comunicação, hábitos, vícios, etc do patrão e dos colegas em busca da pertença e aceitação. 

O mesmo sentimos quase todos na desafiante adolescência quando pertencer ao grupo de amigos é mais importante do que a própria família ou até o próprio futuro profissional.


Mas o que acontece 
quando a vida nos lembra que não estamos cá para nos escondermos em grupo nenhum? 

  • Que é bom sentir a pertença no grupo mas, não cresceremos se não aprendermos a caminhar sozinhos? 
  • Como lidar com as emoções da rejeição, do julgamento, da solidão e abandono quando a vida nos tenta separar do grupo e lembrar que temos um caminho pessoal a cumprir? 
  • Ou, o que fazer quando não nos identificamos com grupo nenhum, incluindo o grupo da própria família?

A resposta leva-nos à metáfora da Ovelha Branca e da sua vida no rebanho onde pertence, é protegida, é aceite, é acolhida mas paga o preço da sua liberdade, da consciência de si mesma e de percorrer o seu próprio caminho. Um dia ela sente que esse preço é alto demais, que não aguenta mais viver sem sentido, que não quer mais seguir o rebanho, que tem uma imensa vontade de seguir o seu caminho e aceitar nascer como Ovelha Negra. 
No entanto, também a Ovelha Negra viverá a sua dualidade: vai perder a segurança, a pertença, a proteção, mas ganhará a liberdade, a consciência da sua essência, viver a vida com propósito. 


Claro que não há a viagem ou escolha certa ou errada. 
Todos temos dentro de nós a vontade de segurança da Ovelha Branca e, o anseio pela liberdade da Ovelha Negra. 

A questão pertinente está na consciência com que vivemos e, na flexibilidade com que nos ajustamos a cada momento: 
se o momento nos convida à integração com o grupo, às aprendizagens que temos com ele, ao factor “espelho” que ele nos permite  quando aprendemos a nos rever no holograma que é a vida e pessoas à nossa volta ou, 
se o momento convida à rotura do que se tornou tóxico, à libertação do que já não devolve Vida ou crescimento, ao desapego de quem nos serviu de muleta mas que hoje nos condiciona a caminhar sozinhos.

A ideia é permitir que ambas tenham um lugar dentro de nós. 
Que sejam reconhecidas as enormes e diferentes necessidades de cada uma e, termos em nós o poder de decidir, qual das expressões se ajusta melhor a cada momento.

Joseph Murphy apresentou-nos a sua visão sobre esta viagem interna do ser humano na “Jornada do Herói”.

Não é raro observar que os grandes desajustes ou desconfortos tenham a sua origem precisamente na inconsciência desta polaridade. 
Ou seja, vejo pessoas presas a outras, a viver a inconsciência total de si mesmas em prol de um qualquer rebanho, que esqueceram  dentro de si a Ovelha Negra, ou seja, a sua enorme necessidade de liberdade e de criação de uma vida que lhes faça sentido. 

 
A proposta é 
recuperar e tornar saudável 
esta estrutura interna, 
este poder de decidir a cada momento, 
esta paz e fé de saber que 
tudo flui como tem que fluir, 
esta aceitação de que 
tanto a experiência da 
integração e harmonia com o outro 
como a libertação e harmonia pessoal, 
fazem parte da viagem da vida. 


  • Deixo-te assim o convite para observares onde na tua vida tendes a ser Ovelha Branca, a cooperar, a entrar em empatia com o outro, a necessitar de aprovação e como te sentes quando o fazes e que preços pagas por fazeres isso?
  • Observa também onde na tua vida tendes a ser Ovelha Negra, a precisar de espaço e liberdade, a querer fazer as coisas à tua maneira, a não considerar a opinião do outro, como te sentes e que preços pagas por fazeres isso?



Vera Luz



terça-feira, 6 de junho de 2023

Its a part of me


Christian Hjortland






Our lives are not immune to the impacts of time,
nor is our mind between the tensions of love and hate.
That's why I curse this wanderlust heart -
still searching for that wandering star.
without a guide - without a love to call my own.

I try not to look back, but sometimes certain scents, 
remind me of things that saw me as a minority.
A summer heart misplaced in winter's wickedness,
a child frozen in the passages of a stolen childhood.

Ingredients of my life are a juxtaposition of flavours,
finding purity among diseased hearts, 
fighting against principles of corrupt minds

and I hurt nobody - until they pushed me,
it was never about the physical - but the mental.

Silence is different in adolescence -
suppressed into a protective bubble,
you reject the harshness of existence.

My small hands could not hold the burdens,
so I was mute as demons slayed my father,
his anger drowning my brothers into darkness.
Tears of my mother, dehydrated my soul,
so I grew like a tree with broken branches -
sometimes naked, sometimes an abundance of green.

Even in an obscure world of nightmares,
my heart was a light bulb, full of dreams -
but misplaced in a place of misunderstanding.
I adopted silence in the violence,
because I struggled with reality's fabrications.

Fatherless,
I found acceptance in the war on the streets,
where love was poison, but hate brought prosperity.
Only surviving due to my father's name,
yet I knew it was an unwinnable game.
My hands were pacifying guns, 
so I learned to exist without bullets.

I was a black sheep in a strange white herd,
opposing shepherds who couldn't tolerate me.
A clean soul in a dirty social order -
a peaceful heart seeking a place to call home.

Silence is a choice in adulthood.

I used to ignore the pain from unhealed wounds,
but today the inner child screams and shouts,
because oppressors can no longer mute my tongue.

Death taught me not to be bitter,
stubborn fingers how to bleed ink onto paper -
showing compassion in an ugly world.

If life was so simple, we wouldn't look at it differently.
Our perceptions are based on what we have learned,
what was, what is to come and what we search for.

Where you end up depends on how you deal with the past.


Silent One 




quarta-feira, 24 de maio de 2023

A Humanidade precisa de rebeldes






Sim, a Humanidade precisa de rebeldes, de pensadores, de questionadores, de inconformados, de defensores do bem, de quem ainda sonha com pessoas reais, humanas, sensíveis e corajosas, de quem ainda acredita que a humildade, a empatia e a consciência são as ferramentas do Guerreiro da Luz e o espírito de cooperação e a harmonia como família humana o grande objetivo.


Hoje em dia está na moda querer ser diferente, fazer exigências, reclamar direitos, impor vontades, içar bandeiras, defender princípios que infelizmente apenas nos afastam do verdadeiro Caminho, tanto na forma como no conteúdo.


Muito antes 
de reclamarmos a nossa rebeldia 
perante os outros e o mundo, 
precisamos primeiro reclamá-la 
dentro de nós. 


E como?


Fazendo todo o trabalho de reconhecimento de quem somos, em que acreditamos, que valores defendemos, como nos relacionamos connosco próprios, que consciência e integração já fizemos da nossa sombra, que qualidades e talentos carregamos, que vibração emanamos e quão responsáveis somos pelo que ela causa e nos devolve, que equilíbrio e paz interior já atingimos e como queremos contribuir para um mundo melhor e com mais amor.


Basta abrir as notícias para vermos violência de vários níveis, desrespeito, abusos de poder, mentira, hipocrisia, exigências, jogos de poder e manipulação, corrupção, competição, falsidade. 

O olho de terapeuta vê inconsciência pessoal, falta de amor próprio, inseguranças, projeções de sombra, desconexão espiritual, falta de valores, ou seja, muito ego e pouca alma.

 

O Caminho é interno, é pessoal, faz-se pelo silêncio, é solitário, é exigente pois os desafios não são entre nós e o mundo mas sim, entre o nosso ego e a nossa alma. Entre a nossa sombra e a nossa Luz. 


Se fosse fácil já seríamos todos iluminados mas, a realidade mostra bem o quão difícil ele é e como caímos que nem ratinhos na primeira ratoeira das tentações do mundo e da nossa sombra. 

Toda a reação aos outros e à realidade exterior, é o ainda reativo mecanismo de sobrevivência, de defesa e ataque do ego. Não é ainda a resposta calma, pensada e sentida, de como a alma escolhe responder ao desafio, sabendo ela que a resposta certa e que garante a sua evolução, será sempre a partir do amor. 

A sua vida e as pessoas que lá encontra, é o palco onde escolheu colocar-se à prova, testar-se ao limite, superar-se a si mesmo, vencer as suas batalhas internas que nada têm a ver com o outro. O outro é apenas o activador, a oportunidade, o lembrete da batalha do momento.

 

Ser rebelde não é então fazer o que queremos mas sim, SER o que queremos. Ou seja:

  1. Ser o respeito que reclamamos do outro.
  2. Ser o amor que reclamamos do outro.
  3. Ser o apoio que reclamamos do outro.
  4. Ser a atenção que reclamamos do outro.
  5. Ser a alegria que reclamamos do outro.
  6. Ser o responsável que reclamamos do outro.
  7. Ser o sensível que reclamamos do outro.
  8. Ser o Ser Humano que reclamamos do outro.


Aqui se resume o princípio da Ovelha Negra, a sua exigente mas poderosa proposta. 

A pergunta é: estás à altura?


Vera Luz



quinta-feira, 29 de setembro de 2022

A Ovelha Negra e a Família




Porque a família 
representa um desafio 
para a viagem da Ovelha Negra?


Porque normalmente a família está presa na vibração dos papéis sociais, associada com a personalidade ou ego. Logo, o discurso limita-se a esses papéis e aos contratos, expectativas, cobranças e apegos que os mesmos implicam.

Como a Ovelha vem reconectar com a sua identidade espiritual, com a sua alma, ela vai responder na vibração do Eu, na energia da liberdade, na necessidade de ser diferente, na exigente responsabilidade pessoal onde a sua prioridade é seguir a voz do coração.

Conclusão?
O rebanho da família não entende e julga  a ovelha negra, 
e a ovelha negra por sua vez já não aceita as limitações e afasta-se do rebanho.

Esse afastamento tem um propósito maior não entendido pela mentalidade do rebanho. 
Por isso mesmo a viagem da ovelha negra é desafiante e solitária. 

Enquanto não sentir esse apelo do afastamento e, a “segurança” do rebanho for mais importante, o caminho de auto descoberta não será possível até porque o rebanho nunca abençoou ovelhas negras.

A paz e o amor são necessários sim mas, dentro de nós e não dependentes de outros.

Mesmo não sendo confortável para qualquer um dos lados, o fenómeno é real e quanto mais consciente, melhor conseguiremos lidar com ele. 
Estejamos do lado do rebanho ou do lado da Ovelha Negra.

O desafio começa logo por saber o que queremos ter. 
Um trabalho estável, uma relação de amor, ter filhos, ir viver para o campo e tantos outros sonhos e idealizações que valem o que valem mas que jamais vão ter verdadeiro valor se não soubermos o que queremos SER. 

Muito antes de chegarmos às relações com os outros, aos amigos, aos amores, ao papel profissional que representamos, já temos uma missão pessoal a cumprir. 
Aliás, antes ainda de chegarmos ao colo da mãe aquando do nascimento, antes ainda do nome que nos vão dar e dos papéis que vamos representar na família e no mundo, já temos um projeto de evolução pessoal. Aprendizagens que só nós podemos fazer, desafios que só nós podemos superar, novos patamares que só nós conseguimos subir, prisões internas que só nós conseguiremos libertar. 

Não há dinheiro, filho, sucesso profissional ou amor romântico que substitua este trabalho interno. 

Feliz daquele que consegue conciliar os dois lados. 
Triste aquele que usa o exterior para compensar a falta de trabalho interior. 

Deixo-te assim a pensar ou sentir, de preferência ambos, o que queres fazer da tua vida, o que pretendes que ela represente, que papel, passivo ou activo tens tu na construção da mesma.



Vera Luz




quinta-feira, 21 de julho de 2022

....................... my own family didn't support me

 


Tale of a Former Black Sheep


Rob Tol







For years I wore
your shame as my own
and lived unknown
in terror of being seen
like a leper
self-quarantined
intrinsically unclean

Your neglect
became to me
my insignificance
undeserving of your glance

Your abuse
became to me
my fault and utter blame
my soiled but rightful name 

Your abandonment
to me
was my unworthiness
unfit and valueless

'Til this layered shame became
a camouflaging cloak
wrapped about with care
disguising me as if
I wasn't even there

How I avoided them
my friends so true
for they could plainly see
the agony in me
and I couldn't control
it radiating through

Yet butterflies won't stay bound
in crippling cocoons
integrity impugned
by wings that cannot fly-
and I at last have found
the answer to my wounds
in exposing you
and all your lies

You were cruel-
I do matter

You were guilty-
I am not to blame

You were unfit-
I am worthy

You nearly destroyed me-
But I overcame

Now my only dread is
of leaving this world
as un-notably as I came
as invisibly as I lived
to be known only 
by others
as unredeemed as
you thought me to be-
No! the truth
will set me free...

I humbly give
this cloak to you
it was yours to wear
not mine to share

I'm through

I'm through

I'm through.


Rhona McFerran 




A Viagem da Ovelha Negra






O fenómeno da Ovelha Negra 
é bem real,  
não estamos a fazê-lo sozinhos e, 
este caminho 
não é para fracos de espírito! 



Esses são fáceis de encontrar pois estão algures presos a um qualquer rebanho social, familiar ou profissional, seja a dominar ou a ser dominados, em profundo estado de ilusão, irresponsabilidade e inconsciência tanto pessoal como espiritual. 

Aliás, onde há dependência, drama, toxidade, cobrança, violência, há rebanho e as suas típicas violências e projeções.
Onde há silêncio, trabalho, autonomia, solitude e responsabilidade pessoal, há uma Ovelha Negra que se cansou e se comprometeu em trilhar um novo caminho e a não compactuar mais com os dramas do velho rebanho.

Mas se a mente percebe bem o fenómeno e até o aceita e facilmente escolheria pelo sentido que ele faz e pela oportunidade de cura que ele oferece, as emoções não seguem à mesma velocidade e precisam de mais tempo para processar as dores que essa corajosa escolha acarreta ao longo do caminho:
  • Sensação de solidão - pela primeira vez em séculos, provavelmente, não vais sentir apoio, não vais poder depender de ninguém. Mas vais descobrir que consegues caminhar sozinho e que esses primeiros passos são o princípio da liberdade.
  • Desamparo - sim, vais aprender que quando caíres, não está ninguém para te amparar. Mas vais aprender sobre autonomia, resiliência e que consegues levantar-te e seguir sozinho sem ajuda.
  • Ressentimento - não te zangues com quem não te ajuda ou até dificulta a tua já por si desafiante proposta. Graças a eles vais desenvolver a auto-preservação, a coragem, a autoridade, saber por limites, e perceber que és mais e consegues mais do que alguma vez imaginaste.
  • Julgamento - Sim, vão-te chamar todos os nomes, acusar das mais variadas maneiras, fazer de tudo para te quebrar e fazer desistir da tua viagem. São apenas testes à tua firmeza, aprender a ignorar referências externas, a não permitir que os outros te definam e a reconectar com a vozinha do teu coração.
  • Tristeza - Faz parte do pacote de quem já rebentou a bolha das ilusões de viver no rebanho e se atreveu a aceitar que a sombra é uma realidade e faz parte da vida. Em breve descobrirás que a verdadeira alegria só é possível quando aceitamos a tristeza. 
  • Medo - O maior dos monstros. O caminho entre a imaturidade e a inconsciência e a Liberdade, Independência e Sucesso é íngreme, exigentíssimo, cheio de obstáculos, longo e vagaroso e não permite corta matos. Não raras vezes iremos querer desistir, acreditar que não somos capazes de o fazer. Mas é confiando e persistindo, que ele nos levará às tão ansiadas Liberdade, Independência e Sucesso.

O preço da cura, de conquistarmos esse novo patamar de crescimento e abundância é alto mas simples: desistir, libertar, morrer para todo e qualquer velho mecanismo de apego, projeção, manipulação, acusação, culpabilização, vitimização, ou seja, qualquer traço que revele imaturidade e falta de responsabilidade pessoal.

Se queres perceber em que parte do caminho estás, observa-te:

- Qual o teu grau de dependência financeira dos outros?
- Qual o teu grau de dependência emocional dos outros?
- Qual a tua capacidade de lidares com os desafios sem ajuda dos outros?
- O que é mais importante para ti; as tuas relações com os outros  ou a tua relação contigo mesmo?
- Qual a tua capacidade de resiliência quanto às provocações e testes de quem está no rebanho?
- Ainda te deixas arrastar pelo drama alheio?
- Já te rendeste à ideia de que a dor e os desafios que te rodeiam são o preço que estás a pagar pelas velhas escolhas feitas do tempo do rebanho?

Volto a repetir, a viagem da Ovelha Negra não é para fracos de espírito. 
Aproveito mesmo para validar e aplaudir a coragem de todas as almas que encarnaram com este projeto de evolução. Acreditem, não estão sozinhas!

E porque o Universo é uma criação inteligente e amorosa, algures a superação será recompensada e iremos curar e retornar à Essência de Abundância e Amor perdida.


Vera Luz




sábado, 2 de julho de 2022

Os Velhos Rebanhos








Um dos maiores desafios 
da vida da Ovelha Negra, 
não é tanto o ter que aprender 
a caminhar sozinha, 
a lidar com a solidão 
e com a rejeição 
de quem ela um dia dependeu 
e foi protegida. 


Já sabemos que o desapego e a autonomia são condições essenciais para sair dos velhos padrões de dependência e conseguir trilhar um novo caminho mais saudável e mais livre.


Mais difícil ainda 
serão os testes 
e provocações 
que as pessoas 
do velho rebanho 
ainda provocam. 



Como nos ensina Plutão, 
enquanto não morrermos para quem fomos, não poderemos ser quem nascemos para ser.

Por não compreenderem a exigente proposta de libertação da Ovelha Negra, as personagens do velho rebanho irão tentar a todo o custo manter a Ovelha Negra dentro do rebanho, irão acusá-la de abandono, desrespeito e traição, irão ofendê-la pelo seu atrevimento de ser diferente, irão manipulá-la ao limite para que desista da sua necessidade espiritual de ser livre e de viver fiel à sua verdade. 
Não raras vezes a Ovelha cede pela simples razão de que este velho rebanho são os pais, são irmãos, até podem ser filhos e não raras vezes (ex-)companheiros, ou seja, pessoas muito próximas que amamos e não desejamos magoar com intenção. 

É por isso comum o dilema frequente na vida da Ovelha Negra:
  1. Ou sou fiel a mim mesma, avanço com coragem e terei que desiludir e dizer que não a quem insiste puxar-me de volta para o rebanho.
  2. Ou, cedo, agrado, anulo-me em prol da vontade externa, deixo o medo da rejeição ganhar, vivendo depois a amargura da traição a mim mesma.

Não é fácil viver entre estas duas forças. 
Decidir o tempo todo entre ceder ao passado ou corajosamente avançar para o novo. 
Entre o sacrifício de agradar o outro ou a coragem de ser fiel a si mesma.
Mas é essencial que quando avancemos, o façamos com e por amor ao nosso desafio e não apenas como fuga ou acto de rebeldia.

Diz uma famosa frase que não libertamos o que não amamos. 

Algures a Ovelha terá que olhar para trás e cheia de empatia e nostalgia, lembrar o seu tempo de inconsciência de si mesma, onde os apegos, dependências e validações externas dominavam a sua vida, assim como todas as pessoas que ainda representam essas energias. 
Depois de fazer esse reconhecimento e validação e com o coração cheio de amor, estará então livre para se virar para o futuro, para o novo, para a sua nova vida de consciência e liberdade.

Estamos numa semana explosiva de tensão entre Plutão e Marte que se irá arrastar por todo o mês de Julho por ter feito parte da Lua nova, por isso deixo a sugestão que vivamos este mês mais atentos e conscientes dos testes à nossa volta. 
É um mês maravilhoso para testar os nossos medos, dependências, apegos, manipulações, jogos psicológicos. 

Resumindo, todas as áreas, relações e circunstâncias onde ainda não somos verdadeiramente livres, que representem os velhos rebanhos, onde o nosso poder pessoal ainda anda nas mãos de alguém a ser usado contra nós.

É um mês extraordinário para nos libertarmos dessas energias e darmos um salto quântico rumo a uma nova realidade, rumo à nossa essência e liberdade de sermos quem Somos! 

Que depois deste intenso mês de Julho, Agosto nos acolha, nos encontre mais tranquilos, mais livres, mais perto do nosso propósito. 


Vera Luz




segunda-feira, 20 de dezembro de 2021

Natal 2021

 






A chegar ao fim de um ano que desde Dezembro de 2020, já previa ser diferente para mim. 
Não propriamente pelo estado actual do mundo, mas sim porque estive a fechar um ciclo de 9 anos com um peso Karmico 14/5, sob a energia de um Ano Pessoal 9.

Ao contrário da Astrologia que obriga à análise de tantos trânsitos planetários para percebermos o momento presente, a Numerologia ajuda-nos a percebê-lo de forma mais fácil através do ciclo em que estamos, do desafio Karmico a superar, da energia do trimestre e do Ano Pessoal em que estamos. 

Recordando os meus anteriores Anos Pessoais 9, todos são de facto vividos de formas diferentes, mas todos têm em comum, paragem forçada, rendição, mudança de rumo, cura de feridas, libertação de velhos formatos de vida, desapego de pessoas, questionamento profundo de quem somos e do que queremos ainda manifestar, momento de agradecimento das lições já adquiridas até aqui, desejos e anseios que terão o novo ciclo para ser manifestados. 

Num mundo perfeito, alinhado com a proposta espiritual, todos teríamos direito a um ano sabático numas quaisquer termas maravilhosas de 9 em 9 anos para questionarmos o nosso caminho, a nossa pessoa e o nosso futuro. 
Haveria sem dúvida menos stress, menos ansiedade, menos inconsciência, menos depressões. Haveria com certeza mais saúde, mais amor próprio, mais consciência de quem somos, mais equilíbrio pessoal. 

Viver um Ano Pessoal 9 ou trânsitos astrológicos desafiantes sem consciência, sem mínima preparação, acreditando ingenuamente no 31 de Dezembro que o ano novo será melhor que o anterior, é formula perfeita para um enorme trambolhão e desilusões várias e por isso não me canso de lembrar a importância de conhecermos o nosso mapa e os trânsitos do momento!

Todos os anos comprovo o quanto o investimento interior compensa! 
É imensa a diferença entre uma pessoa que aparece numa consulta num estado miserável por viver de forma inconsciente, que vem em busca de respostas pela primeira vez, de uma outra pessoa que já iniciou o seu processo pessoal de auto conhecimento há algum tempo e que já lida positivamente e conscientemente com os desafios que a rodeiam. 
Tanto uma como a outra, são o meu incentivo para continuar a proporcionar um espaço de cura, de crescimento espiritual e de conhecimento pessoal e a todos os corajosos todos os anos agradeço a confiança e aplaudo a coragem. 

E nunca antes foi tão importante desenvolver a consciência pessoal, espiritual e social! 
E porquê?
Não sei se já reparaste que vivemos numa sociedade que está longe de ser saudável. 
Não há respeito pelo ambiente, pelos animais, pelo ser humano nas variadas condições essenciais ao seu bem-estar como; saúde, bem-estar emocional, mental, físico e espiritual, auto conhecimento, ecologia, cidadania, alimentação natural, espiritualidade, sabedoria antiga, filosofias Orientais, conhecimentos ancestrais como Astrologia, Numerologia, Fitoterapia, curas várias pela natureza, tradições espirituais herdadas pelos nossos ancestrais, etc.

Não deixa de ser um paradoxo vivermos num tempo tão “inteligente e desenvolvido” e estamos (Planeta, ser humano, e animais) em pior estado do que nunca. 
Será tempo então para começarmos a questionar “quem manda”, quem tem o poder na mão, quem tem o poder de tomar decisões que nos afectam a todos. E não estou a falar de políticas esquerdas e direitas pois esse tipo de lutas só servem para nos cansar e distrair. Estou a falar de quem manda nos que mandam. 

Não é hoje segredo nenhum que uma pequena elite gere os desígnios sociais e financeiros do mundo. 
As suas reuniões anuais tornaram-se famosas, percebe-se porque cada vez melhor os diferentes chefes de estado que falam cada vez mais a mesma língua / mensagem e temos até alguns portugueses fazendo parte dessa milionária lista. 

Tens informação nos sites abaixo:





Tivemos agora com a pandemia um exemplo disso em como todos os países do mundo estavam a passar a mesma mensagem, a ditar regras iguais, os dirigentes a dizer a mesma coisa, as noticias e imagens a passar da mesma maneira. 
Mas não te iludas com a imagem bonita ou intenções positivas de quem faz parte dessa elite...

Quando os que produzem e vendem legalmente cigarros e comidas processadas cheias de farinha e açúcar, responsáveis por cancros, ataques de coração, colesterol, tensão alta, diabetes, são os mesmos que vendem os medicamentos e tratamentos que “curam” estas mazelas, e também que  ilegalizaram o consumo de ervas curadoras como a canábis por exemplo, algo não faz sentido. 

Quando os que defendem uma sociedade com cargas de impostos altíssimas, horas exageradas de trabalho e responsabilidades de créditos elevadíssimos gerando pessoas que vivem em constante burnout, são os mesmos que vendem ansiolíticos e anti depressivos, precisamos começar a questionar as verdadeiras intenções de "quem manda", ou seja, desta elite que gere a sociedade. 

  1. Já reparaste que tudo o que é natural, biológico, que devolve bem-estar, consciência e poder pessoal, é discretamente afastado e abafado e todos aqueles que foram descobrindo curas através das plantas, misteriosamente desaparecem? 
  2. Porque qualquer pessoa de medicina alternativa, mesmo com resultados positivos é sempre ridicularizada e penalizada social e academicamente? 
  3. Porque mantemos um ensino medieval ridículo que apenas adormece mentes em vez de potenciar a individualidade e incentivar a consciência, a cidadania e o poder pessoal? 
  4. Porque os Media são hoje em dia pagos por “quem manda” passando assim a estar ao serviço de “quem manda” e não ao serviço do interesse do indivíduo? 
  5. E porque nunca aparece em canal nenhum, em programa nenhum, críticos do sistema, vozes diferentes, vidas de quem realmente quer o bem do mundo e do ser humano, que já desenvolveu moldes de transformação e resolução de problemas, modos de vida alternativos, formas diferentes de pensar, informação valiosa como manter o sistema imunitário forte através de suplementos e uma alimentação saudável mas pelo contrário temos 10 minutos entre programas a vender farinhas, açucares, gorduras, créditos, produtos cheios de químicos, hoje em dia, vacinas e futilidades que só nos adormecem e distraem do que é realmente importante? 
  6. Como é possível pensar em robots, tecnologia para ir a Marte quando ainda estamos na idade da pedra no que toca à qualidade de vida, harmonia e respeito pelo próximo seja ele humano, animal ou a natureza?

Resposta a estas e outras perguntas pertinentes:

Porque não interessa a “quem manda” que o indivíduo ganhe poder. 
Porque “quem manda” perderia poder, deixaria de mandar, ganhar e decidir sobre a nossa vida tão facilmente como tem feito até agora. 

Infelizmente, a imatura ingenuidade, ou melhor dito, a falta de poder e consciência pessoal de cada um, levou-nos a delegar esse poder interior de decidir o que é ou não melhor para nós mesmos, a alguém externo, tal como confiamos cegamente, quando somos crianças no adulto à nossa volta. 
O medo que sentimos quando percebemos que estamos por nossa conta leva-nos a vender a alma ao primeiro “protetor” que aparece, não raras vezes um aproveitador disfarçado e por isso a ladainha da segurança e proteção é uma ferramenta que todos os políticos usam e conhecem muito bem.

É precisamente esse medo, essa falta de consciência e irresponsabilidade pessoal que tem dado aos “que mandam” cada vez mais oportunidade de escolherem por nós. 
  • De decidirem como condicionam a nossa vida. 
  • Como gastamos com eles o dinheiro que ganhamos. 
  • Como lhes compramos curas depois deles nos adoecerem. 
  • Como lhe pagamos ordenado com os nossos impostos para eles viveram como milionários. 
  • Como precisamos pagar conhecimento e sabedoria depois de anos de adormecimento escolar. 
  • Como precisamos de vez em quando de nos revolucionarmos depois de anos de vermos a nossa liberdade e direitos roubados ou trocados pela dita segurança.

Se reparares bem, tornámo-nos ratos de laboratório presos numa enorme gaiola, a trabalhar pela ração que nos vendem, a pagar impostos e créditos absurdos pela gaiola e a pagar os medicamentos das doenças que a ração que nos dão causa. 

Como é que chegámos a um ponto de confiar em “quem manda” quando os mesmos têm corrupta e descaradamente vidas milionárias à nossa custa? 
Quando as suas “orientações” mais não são do que nos mantenhamos adormecidos e continuemos a confiar em “quem manda”?

Os números de ansiedade, stress, depressão e suicídio mostram bem que quem manda não está preocupado com o nosso bem-estar, mas sim e apenas com os lucros financeiros que obtêm de cada movimento que fazemos. A frustração das crianças com o ensino, as doenças facilmente evitáveis com mudança de alimentação, a futilidade e perigosidade dos conteúdos das televisões, a ingenuidade no que toca a leis e direitos não são nem nunca serão prioridade para “quem manda”.
Embora nos tenham vendido este formato “normal” de vida, ele não é nem normal nem saudável e só tenderá a apertar-nos ainda mais se não reagirmos e começarmos a questionar “quem manda” em vez de continuar a ceder o poder e a acreditar que quem manda nos quer tão bem como a mamã e o papá nos queriam.  

Há séculos que o dinheiro do mundo se distribui entre 90% na mão de “quem manda” e os restantes 10% divididos pela humanidade. 
Haver multimilionários e crianças a morrer à fome num planeta deste tamanho, mostra bem que “quem manda” não segue valores de justiça, igualdade, fraternidade, cooperação, liberdade ou sequer o velho respeito.  

Ajudar pessoas, salvar animais e restaurar a natureza nunca foi a intenção de “quem manda” pois se fosse, temos hoje dinheiro, tecnologia e inteligência para viver em harmonia num paraíso natural! 

Basta olhar para o mundo para perceber que não é essa a intenção de “quem manda”!
Chegou o tempo de crescer e abrir a pestana! 
Chegou o tempo de nos juntarmos e assumirmos o poder de decidir e escolher onde colocamos e a quem confiamos o nosso poder.

Os trânsitos planetários e numerológicos dos próximos anos escondem este convite de “despertar”, de questionar, de amadurecer, de nos desiludirmos de buscar salvadores fora de nós, de libertar tudo o que não tem “ecologia” interna e externa, de reconectar com a nossa essência e viver a partir do que é ecológico e essencial. Para isso precisamos alinhar-nos internamente com essas propostas pois caso contrário não as aproveitaremos positivamente e pagaremos os preços de nos mantermos adormecidos na gaiola.

Viver desperto é compensador sem dúvida, mas é exigente e dá trabalho: 
implica consciência, estado de alerta, implica questionar, escolher diferente de quem nos rodeia, informar, responsabilizar pelo uso do livre arbítrio, por em causa, criticar, resistir ao que não tem “Ecologia” e escolher muito bem toda e qu
alquer proposta que venha de “quem manda” quando já temos provas mais do que suficientes que não será o nosso bem-estar ou qualidade de vida com certeza. 

Para isso, inspirada pela maravilhosa Lorie Ladd, reforço a mensagem para este Natal e novo Ano de que precisamos redescobrir uma palavra que anda perdida e esquecida no nosso dicionário:
Soberania!

Definição de soberania:
- Independência, emancipação, liberdade, autoridade, senhorio, reino, superioridade, influencia, capacidade, excelência, magnificência, majestade, autonomia, auto determinação. 

Antónimo de soberania:
- Dependência, submissão, insignificante, inferior, ingénuo, ineficaz, inútil, pequeno, baixo, subalterno, tímido, subordinado, condicionado.


Embora originalmente a palavra fosse usada no que toca ao poder do estado sobre as várias áreas sociais -  finanças, saúde, educação, prazer, alimentação e outras - ela pode ser usada no que toca ao poder do Estado sobre os cidadãos e também, ao nosso próprio Poder Pessoal sobre nós mesmos e sobre as várias partes que nos compõem; finanças, saúde, educação, prazer, alimentação e outras.

O estado de dependência e identificação com o molde social em que vivemos é tão grande, que qualquer pessoa que se atreva a pensar diferente, a fazer diferente, a por em causa a “normalidade” como sendo tóxica, é rebelde, é perigosa, é doente, tende a ser excluída e ridicularizada. 

Se me tens seguido no Clube das Ovelhas Negras procura ver a humanidade como o rebanho e o Indivíduo como a Ovelha Negra. Quando estamos no rebanho não pensamos, somos levados, confiamos cegamente e confundimos facilmente obediência com responsabilidade. Algures cansamos de viver no adormecimento, cansamos de seguir vozes externas e despertamos como Ovelha Negra para relembrar a nossa individualidade, reconquistar o poder perdido e então seguir a sagrada voz interna. 

A humanidade tem sido o rebanho a ser direcionado por “quem manda” e as poucas Ovelhas Negras têm sido abafadas, ridicularizadas e até mortas.  

2022 será um Ano Universal 6 o que quer dizer que daqui a 3 anos, a Humanidade fechará um ciclo e abrirá um novo em 2026. 
2025 será um Ano Universal 9 que nos pedirá mudança, limpeza, libertação, cura de tudo o que não gostaríamos de ver repetir-se no futuro e que irá abrir espaço para que novas formas de viver surjam.

Astrologicamente o panorama para essa altura é igualmente riquíssimo na forma de oportunidades de mudança que podem ou não ser aproveitadas, dependendo do grau de consciência individual de cada um.  
Ou seja, a partir de 3 / 4 para a frente, a proposta é de acordar as adormecidas ovelhas do rebanho e devolver-lhes a consciência, o poder da sua individualidade e respetivo Livre Arbítrio ou seja, a sua Soberania! 
Inverter os poderes de fora para dentro. 
Resgatar velhos valores perdidos como soberania, ecologia pessoal, fraternidade, cooperação, respeito social e tantos outros que iremos aprender a bem ou a mal. 

Espero que estas palavras façam eco no teu coração, que te ajudem a pensar e questionar tudo, a viver atento à magia de cada momento, a trocares a televisão pelas tuas pesquisas pessoais, que te inspirem a reclamares a tua soberania sobre ti mesm@ a seres uma referência para quem te rodeia e para os teus herdeiros como alguém que ajudou o mundo a ser um lugar mais bonito.  

Desejo umas Festas muito Felizes a Tod@s e um Maravilhoso 2022!

Vera Luz





segunda-feira, 18 de outubro de 2021

As Ovelhas Negras Da Família

 




As chamadas “ovelhas negras” da família 
são, na verdade, 
caçadores natos de caminhos de libertação 
para a árvore genealógica.


Os membros de uma árvore que não se adaptam às normas ou tradições do sistema familiar, aqueles que desde pequenos procuravam constantemente revolucionar as crenças, indo na contramão dos caminhos marcados pelas tradições familiares, aqueles criticados, julgados e mesmo rejeitados, esses, geralmente são os chamados a libertar a árvore de histórias repetitivas que frustram gerações inteiras.

As “ovelhas negras”, as que não se adaptam, as que gritam rebeldia, cumprem um papel básico dentro de cada sistema familiar, elas reparam, apanham e criam o novo e desabrocham ramos na árvore genealógica.

Graças a estes membros, as nossas árvores renovam as suas raízes. Sua rebeldia é terra fértil, sua loucura é água que nutre, sua teimosia é novo ar, sua paixão é fogo que volta a acender o coração dos ancestrais.

Incontáveis desejos reprimidos, sonhos não realizados, talentos frustrados de nossos ancestrais se manifestam na rebeldia dessas ovelhas negras procurando realizar-se. A árvore genealógica, por inércia quererá continuar a manter o curso castrador e tóxico do seu tronco, o que faz a tarefa das nossas ovelhas um trabalho difícil e conflituoso.

No entanto, quem traria novas flores para a nossa árvore se não fosse por elas? 
Quem criaria novos ramos? 
Sem elas, os sonhos não realizados daqueles que sustentam a árvore gerações atrás, morreriam enterrados sob as suas próprias raízes.

Que ninguém te faça duvidar, 
cuida da tua”raridade” 
como a flor mais preciosa da tua árvore. 
Tu és o sonho 
de todos os teus antepassados.


Bert Hellinger




.......................toda a Ovelha Negra irá ter que aprender

 




Toda a Ovelha Negra irá ter que aprender 
ao longo da vida: 
Precisamos sempre lembrar que 
as dores, a rejeição, a solidão, o desamparo, 
o desconforto da distância 
de quem nos rodeia; 
FOI UMA ESCOLHA NOSSA!


Algures no passado percebemos que as relações que tínhamos, os apegos que ganhámos, a dependência de quem nos rodeava, a identificação energética com um qualquer rebanho, os valores, ideologias, crenças, princípios por que nos regemos nesse rebanho, tornaram-se uma prisão no nosso processo de evolução. Passaram a impedir que a viagem de transformação acontecesse, afastaram-nos perigosamente da nossa essência espiritual e por isso nos propusemos a fazer a libertação de todas essas âncoras.

A vida da Ovelha Negra é por isso 
um resgate. 
Uma gigante proposta de cura 
que irá levar algum tempo, 
normalmente na segunda fase de vida, 
a sarar as velhas feridas. 


A família, na maioria dos casos, ainda representa o rebanho onde um dia pertencemos e por isso será a primeira experiência de desapego e libertação que iremos viver. 

Numa primeira fase da infância e adolescência, não iremos perceber porque nos sentimos de fora, rejeitados, não aceites e julgados de todas as maneiras. 

Por isso quanto mais cedo entendermos a proposta, mais depressa deixaremos de esperar a aceitação do velho rebanho, mais cedo partiremos na viagem solitária a que nos propusemos de forma a encontrar o novo rebanho que viemos conhecer. 

Estas dores sentidas na infância, quando não bem acompanhadas e curadas, podem arrastar-se pela vida fora e levar-nos a escondê-las ilusoriamente atrás de relações românticas, desejos de ter um filho, ambições desmedidas de sucesso ou riqueza. Todas essas fugas à dor interior ou esquemas de sobrevivência, irão sair furados. 

A luz e o amor que procuramos só irá surgir quando identificarmos esses esquemas e desistirmos deles. Quando nos rendermos à ideia que são precisamente as dores que sentimos, o portal de mudança que tanto ansiamos. 
Quando descobrirmos que afinal é por trás daquela dor que se esconde o amor próprio, a segurança e confiança que tanto desejamos.
 
No momento em que conseguirmos agradecer a dor como despertador cósmico, a perda como oportunidade de cura, o desafio como alinhamento energético, as portas fechadas como desvios inteligentes, as pessoas difíceis como espelhos das velhas feridas, será o momento da rendição à inteligência da vida. Será o funeral de um velho ego manhoso cheio de desejos menores que não estava a dar espaço aos maravilhosos anseios de luz e amor da Alma.
 
Embora a Vida e a Rotina escondam estas propostas o tempo todo, em cada encontro e circunstância, nos oferecem a cada segundo a oportunidade de escolhermos servir o ego ou a Alma; quanto mais conscientes estivermos do processo, menos energia iremos desperdiçar com o manhoso ego e mais depressa nos disponibilizamos para estar ao serviço da Alma.
  
 
Vera Luz


Tendo em conta que somos um Todo, e que temos em nós todas as energias, leva em conta a mensagem de todos os princípios abaixo. 
Mas, uma pista para descobrires um pouco mais sobre o princípio que mais te fará sentido, procura a Casa Astrológica onde tens o planeta Saturno no teu Mapa Natal, que te mostrará uma das lições a que te propuseste como Ovelha Negra do teu Rebanho:

CASA 1 -  Eu sigo o meu propósito pessoal 
Todo e qualquer conceito de identidade externa ou de anulação da minha vontade e identidade vai ser posto em causa. A liberdade é essencial para que não me perca do meu caminho nas vontades dos outros.

CASA 2 -  Eu escolho como tirar prazer e valor da vida
O que me faz bem, o que me faz sentido, o que me dá prazer, o que ressoa comigo, o que dá qualidade e amor à minha vida, só eu posso decidir e será agora fruto e esforço do meu trabalho. Qualquer dependência ou tentativa de alguém decidir e proporcionar isso por mim será rejeitada. A segurança, auto subsistência e liberdade serão essenciais para escolher o que é melhor para mim.

CASA 3 - Eu reservo-me o direito de pensar diferente
Verdades, opiniões, teorias externas serão passadas a pente fino ou rejeitadas quando não me fazem sentido. A verdade universal é vivida e experienciada de forma diferente por cada um de nós e definir o que dá ou não sentido á minha vida. A liberdade é essencial para procurar respostas às minhas perguntas.

CASA 4 -  Eu cuido de mim e do meu bem-estar
Por mais que a minha família seja maravilhosa ou pelo contrário tenha litígios com eles, é importante criar desapego e autonomia, libertar cobranças e expectativas infantis e dar início ao processo de maturidade e responsabilidade pessoal. A liberdade é essencial para não cair em dependências, para amadurecer e criar as minhas próprias raízes.

CASA 5 -  Eu tenho o direito e a responsabilidade de ser diferente!
A comparação, a crítica e o julgamento são a morte da individualidade e rejeitarei fazer ou ser alvo das mesmas. A liberdade é essencial para descobrir os meus dons e talentos únicos e em não me perder seja em papeis sociais seja em idealizações dos outros.

CASA 6 - Eu limpo, organizo e arrumo tanto o meu mundo interior como exterior.
A minha rotina é o palco da minha evolução, fonte de aprendizagens e crescimento e infinitas oportunidades inteligentemente criadas para me superar a mim mesmo. A liberdade é essencial para que eu escolha e decida como me quero organizar, o que e quem vai e o que e quem fica.

CASA 7 - O outro é um espelho de mim mesmo.
Idealizações românticas, projeções de ser ou encontrar a pessoa perfeita escondem velhos apegos e dependências e uma profunda ignorância espiritual. A liberdade é essencial para que veja no outro o Mestre e não o complemento e para que a vida traga e leve conforme as minhas aprendizagens.

CASA 8 - Morrer e renascer é o princípio da evolução espiritual.
Saber abrir mão, saber deixar ir, saber perder, saber morrer e desistir do que já não faz sentido, é a condição para conseguir receber, ganhar, viver com mais qualidade. A liberdade é essencial para que não me apegue a nada e a ninguém e me possa lembrar que se não abrir mão do velho, não terei nada novo.

CASA 9 - A tua verdade é diferente da minha.
Anais Nin dizia que “Não vemos o mundo como ele é, mas como nós somos.” Que seja um mantra para a vida, que o uses e apliques nos outros, que te lembre que o que serve ao outro não te serve a ti.  A liberdade é essencial para que revejamos regularmente as nossas crenças e que transformemos as limitadoras em potenciadoras.

CASA 10 - Eu sou socialmente responsável 
A sociedade é regida por leis, regras, obrigações, direitos e normas que funcionam quando somos socialmente responsáveis. Mas há que ter cuidado com a imposição de regras excessivas que nos aprisionem e ponham em causa a nossa individualidade. A liberdade é essencial para não permitirmos que responsabilidades em excesso nos impeçam de cuidarmos de nós e de cumprirmos o nosso caminho pessoal.

CASA 11 - Eu contribuo para uma sociedade melhor
Quando a responsabilidade pessoal não se atinge, a social torna-se difícil ou impossível. A sociedade não serve apenas para ir buscar um ordenado mensal, mas também para devolver algo que contribua para o seu melhor funcionamento. Faz parte da realização humana contribuir com os seus talentos e qualidades na construção de um mundo melhor. A liberdade é essencial para que cada um siga o seu caminho e descubra como anseia fazer a sua parte.

CASA 12 - Tudo tem uma razão de ser 
Uma das torturas do ser humano é viver desalinhado do espírito inconsciente da Ordem Maior e da magia das leis inteligentes que o rodeiam fazendo-o acreditar erradamente que vive num mundo caótico do qual precisa estar sempre em estado de defesa/ataque. Stress, depressão, ansiedade, tristeza mostram que ainda não nos rendemos à ideia de um Universo inteligente e ainda não percebemos o seu funcionamento e intenção, ainda não despertámos para a luz que somos. A liberdade é essencial para libertares todas as tuas prisões internas e externas de forma a fazeres a tua cura pois é a partir dela que irás viver com qualidade e ajudar a curar o mundo.


Vera Luz




quinta-feira, 16 de julho de 2020

Song of the Storm-Swept Plain






The wind shrills forth
From the white cold North
Where the gates of the Storm-god are;
And ragged clouds,
Like mantling shrouds,
Engulf the last, dim star.

Through naked trees,
In low coulees,
The night-voice moans and sighs;
And sings of deep,
Warm cradled sleep,
With wind-crooned lullabies.

He stands alone
Where the storm’s weird tone
In mocking swells;
And the snow-sharp breath
Of cruel Death
The tales of its coming tells.

The frightened plaint
Of his sheep sound faint 
Then the choking wall of white -
Then is heard no more,
In the deep-toned roar,
Of the blinding, pathless night. 

No light nor guide, 
Save a mighty tide
Of mad fear drives him on;
'Till his cold-numbed form 
Grows strangely warm; 
And the strength of his limbs is gone. 

Through the storm and night
A strange, soft light
O'er the sleeping shepherd gleams;
And he hears the word
Of the Shepherd Lord
Called out from the bourne of dreams.

Come, leave the strife
Of your weary life;
Come unto Me and rest
From the night and cold,
To the sheltered fold,
By the hand of love caressed.

The storm shrieks on,
But its work is done -
A soul to its God has fled;
And the wild refrain
Of the wind-swept plain, 
Sings requiem for the dead. 




William D. Hodjkiss