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terça-feira, 19 de novembro de 2024

A origem das crises pessoais interiores

 


Kateryna Soroka


A origem de quase todas as crises pessoais interiores é a simples distância entre, 
O que fazemos e o que gostávamos de estar a fazer. 
Entre o sítio onde estamos e onde gostávamos de estar. 
Entre o que somos e o que sabemos que seríamos capazes de Ser.  
Foi para isso que a vida nos deu o livre arbítrio! 
Para que cada um possa fazer essa viagem interna dos medos da mente para o que a alma sabe ser possível. 

Vera Luz



Emoções que acompanham uma crise pessoal

A análise de todas as emoções que acompanham uma crise pessoal dá-nos pistas para sair desse estado. O tecido da resiliência é frequentemente moldado pela gestão adequada dessas realidades internas.

As emoções que acompanham uma crise pessoal podem nos paralisar. 
Essa súbita e inesperada fratura do presente geralmente deixa-nos em estados para os quais nem sempre estamos preparados psicologicamente. 
Dor, angústia, incerteza, medo… 
Compreender o papel que essas realidades internas desempenham pode ajudar-nos a superar esses momentos de maneira mais eficaz.

Mas… como fazer isso? 
Se há algo que muitos de nós sabemos é que, quando estamos envolvidos numa crise pessoal, há pouco espaço para a reflexão e para a clareza mental que nos permite tomar boas decisões. 
Quando a adversidade surge, o medo cresce, e isso é normal e até esperado.

Devemos considerar que o nosso cérebro ainda é governado por instintos muito primitivos e mecanismos de defesa. Dessa maneira, quando ele percebe, intui e fica ciente de uma ameaça ou do colapso da nossa homeostase interna, aparece uma resposta muito comum: o desejo de fugir. 
O medo controla tudo e mal conseguimos raciocinar com equilíbrio.

No entanto, vale a pena refletir por um momento sobre o que a própria palavra “crise” significa. 
Esse termo vem do grego e tem vários significados que convergem para a mesma ideia: decisão, julgamento, resolução, discernimento…

Tudo isso, sem dúvida, nos encoraja a entender um aspecto simples: 
somos obrigados a superar o medo, contorná-lo, para que nos permita tomar novas decisões e, assim, iniciar uma nova etapa. 

No entanto, em primeiro lugar, é necessário entender a anatomia das crises e saber que tipo de emoções as integram.


Albert Einstein disse que 
sem crise não há méritos. 

Ele apontou, por sua vez, que são nesses momentos em que o melhor de alguém pode surgir, porque em toda crise, o vento é como uma carícia que pode nos encorajar.

Sem dúvida, isso parece evocativo e, embora essas ideias nos inspirem e motivem, é claro que não é fácil enfrentar aqueles momentos em que surgem instabilidade, incerteza e medo.

Por outro lado, algo que também sabemos é que 
nem todas as crises são iguais. 
Algumas são ameaças claras ao nosso equilíbrio psicológico e/ou físico (Goldenberg, 1983). 
Outras vezes, são eventos repentinos que geram mudanças às quais somos obrigados a dar algum tipo de resposta (Rosenbaun e Calhoun, 1977).

O conceito de “crise” é muito complexo e abrange muitas realidades, como explicam, num estudo, os médicos Donald Coates e Katherine Eastman
Esses estados temporários de alteração e desafio têm origens infinitas e afetam qualquer faixa etária. Além disso, algo que é apreciado em muitos casos é a convergência das mesmas realidades internas.

Estas são as 5 emoções que acompanham uma crise pessoal:

1. Medo (não estou preparado para isto, tenho medo)

O medo é essa emoção regulada por nossa amígdala cerebral. Essa sentinela emocional é responsável por induzir esse tipo de reação quando detecta algum tipo de ameaça ou evento inesperado que rompe o equilíbrio que tínhamos.
Assim, o fim de um relacionamento, a perda de um emprego, de uma amizade, de um membro da família ou algo importante que tenha ficado para trás, abrem as portas para essa emoção avassaladora, que é o medo.

2. Raiva (por que  isto está a acontecer comigo?)

Às vezes, mais do que pura raiva, surge a indignação e a perplexidade. A pessoa que está a passar por uma crise pergunta constantemente “porquê eu?”. Na verdade, o surgimento dessa emoção é um processo natural. É comum vivenciar isto com um pouco de raiva. Nós nos recusamos a aceitar a situação e até nos sentimos incompreendidos.
Pouco a pouco, a aceitação acaba por chegar, mas, primeiro, percorreremos esse caminho habitado pelas chamas da raiva.

3. Resistência à mudança (sinto-me impotente, não posso fazer nada)

Outra das emoções que acompanham uma crise pessoal no seu início é a impotência. Além da raiva e da incompreensão, há a ideia de que não seremos capazes de mudar tudo o que aconteceu. Se meu parceiro me deixou, o mundo acabou para mim, nunca mais serei feliz.
Se eu perdi um parente, o mundo parou e não há como voltar atrás, está tudo acabado... 
Essas ideias são recorrentes nos estágios iniciais de uma crise. 
Idealmente, não devemos apegar-nos a essas ideias nem tornar crónicos esses estados, e sim nos permitirmos receber ajuda para gerar mudanças, assumindo novas perspectivas.

4. Vergonha, desconforto (quero afastar-me de todos e de tudo)

Há quem tenha vergonha de se ver em certas situações. 
Outros sentem apenas desconforto e rejeição em relação a tudo e todos. 
É comum em todos os casos desejar um certo isolamento, querer afastar-se da realidade imediata para ficar sozinho consigo mesmo.
Praticar a introspecção e o reconhecimento pessoal são coisas positivas por um tempo limitado. Ajuda a reorganizar as ideias e iniciar o processo de aceitação. 
No entanto, por sua vez, precisamos ser capazes de nos abrir emocionalmente aos outros.

5. Dor emocional (sinto-me magoado, angustiado, paralisado…)

É possível que nos digam em muitas ocasiões que a dor faz parte do curso da vida. 
No entanto, quando vivenciamos a dor, percebemos que é algo injusto, inesperado e grande demais para conseguirmos aceitar tanto sofrimento.
Assim, outras emoções que acompanham uma crise pessoal são todas aquelas que compõem a dor emocional de alguém. É a tristeza, a angústia, a falta de esperança. 
É como uma ferida interna que dói a todo momento e que não sabemos como aliviar…
Para além do que possamos pensar, o fato de aceitar, reconhecer e validar a existência dessa dor emocional pode nos ajudar a promover o processo correto do confrontar psicológico. Deixar que todos esses estados internos fluam pouco a pouco favorecerá o alívio do sofrimento e a busca por novas resoluções.




Para concluir, 

entender todas as emoções que acompanham uma crise pessoal permitirá, sem dúvida, moldar o músculo da resiliência. 
Não é um processo fácil ou rápido.  
As crises não são tratadas numa semana ou um mês. 
Precisamos transitar por caminhos onde a dor é inevitável.

No entanto, a cada passo, a pele fica mais dura, o coração se acalma e a mente se torna mais flexível, receptiva e criativa. Mais cedo ou mais tarde, encontraremos não apenas alívio, mas também novos caminhos e possibilidades.



Barbara Rubin Wainrib
in, Crisis Intervention and Trauma Response: Theory and Practice





 

quinta-feira, 13 de outubro de 2022

Letting Go...Letting Be...Accept. Forgive. Move On

 






“Things are as they are—we suffer because we imagined different.”
Rachel Wolchin

“Some of us think holding on makes us strong, but sometimes it is letting go.”
Herman Hesse

“We do not heal the past by dwelling there; we heal the past by living fully in the present.”
Marianne Williamson

“One problem with gazing too frequently into the past is that we may turn around to find the future has run out on us.”
Michael Cibenko

“When you hold resentment toward another, you are bound to that person or condition by an emotional link that is stronger than steel. Forgiveness is the only way to dissolve that link and get free.”
Catherine Ponder

“I demolish my bridges behind me…then there is no choice but to move forward.”
Fridtjof Nansen

“To let go does not mean to get rid of. To let go means to let be. When we let be with compassion, things come and go on their own.”
Jack Kornfield

“You can’t possibly embrace that new relationship, that new companion, that new career, that new friendship, or that new life you want, while you’re still holding on to the baggage of the last one. Let go… and allow yourself to embrace what is waiting for you right at your feet.”
Steve Maraboli

“Letting go is the willingness to change your beliefs in order to bring more peace and joy into your life instead of holding onto beliefs that bring pain and suffering.”
Hal Tipper

“The truth is, unless you let go, unless you forgive yourself, unless you forgive the situation, unless you realize that the situation is over, you cannot move forward.”
Steve Maraboli

“When I let go of what I am, I become what I might be.”
Lao Tzu

“Let things go. Release them. Detach yourself from them. Stop turning on your emotional television to watch the same program over and over again, the one that shows how much you suffered from a certain loss: that is only poisoning you, nothing else.”
Paulo Coelho

“If you want to forget something or someone, never hate it, or never hate him/her. Everything and everyone that you hate is engraved upon your heart; if you want to let go of something, if you want to forget, you cannot hate.”
C. JoyBell C.

“Letting go doesn’t mean that you don’t care about someone anymore. It’s just realizing that the only person you really have control over is yourself.”
Deborah Reber

"I am not what happened to me, I am what I choose to become." 
Carl Jung

“Letting go means to come to the realization that some people are a part of your history, but not a part of your destiny.”
Steve Maraboli

“Cry. Forgive. Learn. Move on. Let your tears water the seeds of your future happiness.”
Steve Maraboli

“Once you realize you deserve a bright future, letting go of your dark past is the best choice you will ever make.”
Roy T. Bennett

“Whatever the present moment contains, accept it as if you had chosen it. Always work with it, not against it.”
Eckhart Tolle

“Sometimes people come into your life just to teach you how to let go.”
Unknown

“Letting go isn’t a one-time thing, it’s something you have to do every day, over and over again.”
Dawson’s Creek

“If you want to fly in the sky, you need to leave the earth. If you want to move forward, you need to let go the past that drags you down.”
Amit Ray

“If you spend your time hoping someone will suffer the consequences for what they did to your heart, then you’re allowing them to hurt you a second time in your mind.”
Shannon L. Alder

“One of the most courageous decisions you’ll ever make is to finally let go of what is hurting your heart and soul.”
Brigitte Nicole

“Holding on is believing that there’s only a past; letting go is knowing that there’s a future.”
Daphne Rose Kingma

“One of the simplest ways to stay happy is letting go of the things that make you sad.”
Unknown

“One of the happiest moments in life is when you find the courage to let go of what you cannot change.”
Unknown

“Creativity requires the courage to let go of certainties.”
Erich Fromm

“We need to learn to let go as easily as we grasp and we will find our hands full and our minds empty.”
Leo F. Buscaglia

“There are things that we never want to let go of, people we never want to leave behind. But keep in mind that letting go isn’t the end of the world, it’s the beginning of a new life.”
Unknown

“Anything you can’t control is teaching you how to let go.”
Jackson Kiddard

“I’m guilty of giving people more chances than they deserve but when I’m done, I’m done.”
Turcois Ominek

“I demolish my bridges behind me…then there is no choice but to move forward.”
Fridtjof Nansen

“The only real battle in life is between hanging on and letting go.”
Shannon L. Alder

“You only struggle because you’re ready to grow but aren’t willing to let go.”
Drew Gerald

“You will evolve past certain people. Let yourself.”
Mandy Hale

“Let go of certainty. The opposite isn’t uncertainty. It’s openness, curiosity and a willingness to embrace paradox, rather than choose up sides. The ultimate challenge is to accept ourselves exactly as we are, but never stop trying to learn and grow.”
Tony Schwartz

“To let go is to release the images and emotions, the grudges and fears, the clingings and disappointments of the past that bind our spirit.”
Jack Kornfield

“A bridge can still be built, while the bitter waters are flowing beneath.”
Anthony Liccione

“Yesterday is not ours to recover, but tomorrow is ours to win or lose.”
Lyndon B. Johnson

“Once you realize you deserve a bright future, letting go of your dark past is the best choice you will ever make.”
Roy T. Bennett

“Don’t dwell on what went wrong. Instead, focus on what to do next. Spend your energy moving forward together towards an answer.”
Denis Waitley

 “Let go, or be dragged.”
Unknown

“Anything I cannot transform into something marvelous, I let go.”
Anais Nin

“In the process of letting go you will lose many things from the past, but you will find yourself.”
Deepak Chopra

“The day I understood everything, was the day I stopped trying to figure everything out. The day I knew peace was the day I let everything go.”
Unknown

“Whatever comes, let it come, what stays let stay, what goes let go.” 
Papaji

“You’ve got to make a conscious choice every day to shed the old – whatever “the old” means for you.”
Sarah Ban Breathnach

“Life moves on and so should we.”
Spencer Johnson

“You can only lose what you cling to.” 
Buddha

“Let go of your attachment to being right, and suddenly your mind is more open.”
– Ralph Marston

“Letting go may sound so simple, but rarely is it a one-time thing. Just keep letting go, until one day it’s gone for good.”
Eleanor Brownn

Why let go of yesterday? Because yesterday has already let go of you.
Steve Maraboli

“Forget what hurts you but never forget what it taught you.” 
Shannon L. Alder

“We keep ourselves so tied up in regretting the past and fearing the future that we don’t have any energy left to figure out who we are and what we want to create right now.”
Gay Hendrix

“The decision to let go of that which has completed its course in your experience is even more important than the decision to welcome new ideas. You cannot walk forward by looking backward. You intuitively know what should depart from your life.”
Raymond Charles Barker

“When one door closes, another opens; but we often look so long and so regretfully upon the closed door that we do not see the one which has opened for us.”
Alexander Graham Bell

“Your past does not equal your future.”
Anthony Robbins

“Holding onto anger is like drinking poison and expecting the other person to die.”
Buddha

“Nothing in the universe can stop you from letting go and starting over.”
Guy Finley

“Courage is the power to let go of the familiar.”
Raymond Lindquist

“Don’t be afraid to let go of this acquired, invented identity; this false feeling of ‘I.’ That is like being afraid to let go of a headache. That is what the imaginary ‘I’ is—one great big headache.”
– Vernon Howard

We must be willing to let go of the life we’ve planned, so as to have the life that is waiting for us.”
Joseph Campbell

“People have a hard time letting go of their suffering. Out of a fear of the unknown, they prefer suffering that is familiar.”
– Thich Nhat Hanh



quarta-feira, 19 de agosto de 2020

The love of your fate







Nietzsche was the one who did the job for me.
At a certain moment in his life, the idea came to him of what he called “the love of your fate.”
Whatever your fate is, whatever the hell happens, you say, “This is what I need.” 
It may look like a wreck, but go at it as though it were an opportunity, a challenge.
If you bring love to that moment—not discouragement—you will find the strength is there.
Any disaster that you can survive is an improvement in your character, your stature, and your life. 
What a privilege!
This is when the spontaneity of your own nature will have a chance to flow.

Then, when looking back at your life, you will see that the moments which seemed to be great failures followed by wreckage were the incidents that shaped the life you have now. 
You’ll see that this is really true.
Nothing can happen to you that is not positive.
Even though it looks and feels at the moment like a negative crisis, it is not.
The crisis throws you back, and when you are required to exhibit strength, it comes.



Joseph Campbell






sábado, 2 de dezembro de 2017

Viajar





“Viajar é aprender Geografia num mapa de 1/1”
Eno Wanke

“Viajar torna o sábio melhor e o tolo pior”
Thomas Fuller

“Como a literatura, o amor e a dor, as viagens são uma bela ocasião para nos encontrarmos com nós próprios”
Marguerite Yourcenar

“Turistas não sabem onde estiveram; viajantes não sabem para onde irão”
Paul Theroux

“Viajar é nascer e morrer a todo o instante”
Victor Hugo

“Para viajar basta existir.”
Fernando Pessoa

“Os homens dividem-se em duas espécies: os que têm medo de viajar de avião e os que fingem que não têm.”
Fernando Sabino

“Podemos viajar por todo o mundo em busca do que é belo, mas se já não o trouxermos connosco, nunca o encontraremos.”
Ralph Waldo Emerson

 “Um dia é preciso parar de sonhar e, de algum modo, partir.”
Amyr Klink

“Há um tempo para partir, mesmo quando não há um lugar certo para ir.”
Tennessee Williams

 “Um homem precisa viajar, por sua conta, não por meio de histórias, imagens, livros e televisões, precisa viajar, por si, com os olhos e pés, para entender o que é seu …”
Amyr Klink

“Educar é viajar no mundo do outro, sem nunca penetrar nele. É usar o que passamos para transformar no que somos.”
Augusto Cury

 “Porque, no final, não vai lembrar-se do tempo que passou a trabalhar no escritório ou a aparar a relva. Escale aquela maldita montanha”
Jack Kerouac

“Uma longa viagem começa com um único passo.”
Lao-Tsé

“Pior que não terminar uma viagem é nunca partir.”
Amyr Klink

“Morre lentamente quem não viaja”
Martha Medeiros

“Todas as viagens são lindas, mesmo as que fizeres nas ruas do teu bairro. O encanto dependerá do teu estado de alma.”
Rui Ribeiro Couto

“Se as viagens no tempo existissem, a nossa época estaria recheada de turistas do futuro.”
Stephen Hawking

“A felicidade não está no fim da jornada, e sim em cada curva do caminho que percorremos para encontrá-la.”
Marta Suplicy

“Eu nunca viajo sem o meu diário. Precisamos sempre ter algo de sensacional para ler no comboio.”
Oscar Wilde

“O mundo é como um livro, e quem não viaja lê somente a primeira página.”
Santo Agostinho

“As viagens são na juventude uma parte de educação e, na velhice, uma parte de experiência.”
Francis Bacon

“O viajante ainda é aquele que mais importa numa viagem.”
André Suarès

“Eu viajo não para ir a lugar algum, mas para ir. Eu viajo pelo propósito de viajar. A grande sedução é se mover.”
Robert Louis Stevenson

“O que muito viaja aumenta a sua sagacidade. Muita coisa vi nas minhas viagens, o meu conhecimento é maior do que as minhas palavras.”
Textos Bíblicos

“A viagem pode ser uma das formas mais satisfatórias de introspecção.”
Lawrence Durrell

“Se deseja viajar longe e rápido, viaje leve. Deixe para trás todas as suas invejas, ciúmes, incapacidade de perdoar, egoísmo, e medos.”
Glenn Clark

“Viajar! Perder países! Ser outro a cada dia.”
Fernando Pessoa

” Se rejeitas a comida, ignoras os costumes, receias a religião e evitas as pessoas, é melhor ficares em casa”
James Michener

“Eu posso não conhecer o mundo todo mas pelo menos vou tentar.”
Rui Pinto

“Um bom viajante não tem planos fixos nem tão pouco a intenção de chegar.”
Lao Tzu

 “A verdadeira viagem de descoberta não consiste em ver novas paisagens, mas sim ver com novos olhos.”
Marcel Proust

” A vida é o que fazemos dela. As viagens são os viajantes. O que vemos não é o que vemos, senão o que somos.”
Fernando Pessoa

“Aquele que não viaja não conhece o valor de um homem”
 Provérbio Mouro

” …a vida é pequena e o mundo é grande”
Simon Raven

“Viajar é descobrir o que sabemos de errado sobre outros países”
Aldous Huxley

“Como todo grande viajante, vi mais do que me poderia lembrar e me lembro de mais do que poderia ter visto.”
Benjamin Disraeli

“A felicidade é de como se viaja e não do seu destino.”
Roy M. Goodman

“É quase axiomático que os piores comboios levam-te através de lugares mágicos.”
Paul Theroux

 “Aquele que está acostumado a viajar, sabe que sempre é necessário partir.”
Paulo Coelho

“A liberdade é um preço que vale a pena pagar.”
Júlio Verne

"A man needs to travel. By his own means, not by stories, images, books or TV. By his own, with his eyes and feet, to understand what he is. To some day plant his own trees and give them some value. To know the cold to enjoy the heat. To feel the distance and lack of shelter to be well under his own ceiling. A man needs to travel to places he doesn't know to break this arrogance that makes us see the world as we imagine it, and not simply as it is or may be. That makes us teachers and doctors of what we have never seen, when we should just be learners, and simply go see it."
Amyr Klink







quarta-feira, 27 de setembro de 2017

.......................................... viajar sozinha





"Uma pessoa que ama viajar sozinha é vista como um espírito livre.
Um verdadeiro nómada que se livrou das amarras da sociedade e se atreveu a marchar no ritmo da sua própria batida.

O viajante solo não precisa da afirmação de outras pessoas, ele próprio toma todas as decisões mais ousadas, todos os dias. Eles são aqueles com fogo nos olhos, que caminham quilómetros para ver o pôr do sol perfeito. Eles vivem a vida, cada segundo de cada dia, para si mesmos.
Numa sociedade que encoraja o conformismo, isso os torna desinibidos de alma guerreira.

Viajar sozinho é maravilhoso, pode mudar a vida e é libertador.
Você vai aprender grandes lições sobre o amor, a vida e sobre o incrível planeta em que vivemos. Você vai mudar como pessoa, e vai ficar mais forte.
Você nunca vai depender de ninguém, vai ser o verdadeiro mestre de seu destino.

Conhecer gente nova vai se tornar uma ocorrência diária, e rapidamente você vai aprender a nunca aceitar menos que isso.
Você vai encontrar sua tribo, uma mistura de novos e velhos amigos.
No início, vai deixar que qualquer tipo de pessoa estranha e maravilhosa entre na sua vida, mas rapidamente vai aprender a ser mais seletivo com quem fica por perto.
Toda essa magia começa a evoluir desde o primeiro dia, assim que você entra no avião, autocarro ou barco com destino a uma terra distante.

A cada dia que navegar pelo globo como um viajante solo, você vai aprender muito, não só sobre os outros, mas também sobre você mesmo. A bondade de estranhos vai abrir um pedacinho de seu coração que você nem sabia existir.
Como um viajante solo, você vai experimentar o melhor que o mundo tem a oferecer.
Qualquer estereótipo ou visão sobre culturas inteiras ou terras perigosas vai se dissolver à medida em que vê a verdade.

Agora, sobre a sua vida amorosa, bem, sinto muito te falar isso, mas viajar sozinho joga uma imensa bomba anti-cupido em você.
BUM!
Você nunca mais vai ser “namorável” para pessoas comuns."






sexta-feira, 5 de maio de 2017

Pela Estrada Fora, a bíblia da geração Beat





Todas as Terras Douradas à tua frente e todos os tipos de eventos imprevistos, estão à espreita para te surpreender, e fazer-te feliz por estares vivo para ver!



Vive, viaja, aventura-te, abençoa e não te arrependas!



Eu estava surpreso, como sempre, por descobrir como era fácil ir embora, e como isso me fazia sentir bem.
O mundo, de repente, estava cheio de possibilidades.



Nada atrás de mim, tudo à minha frente, como acontece sempre na estrada.



Estrada sagrada, estrada louca, estrada arco-íris, estrada do peixe, qualquer estrada.
É uma estrada em algum lugar para alguém de alguma maneira.
A pureza da estrada.
A linha branca no meio da estrada desenrolava e abraçava a nossa roda esquerda como se estivesse colada ao nosso groove.



Para mim, pessoas mesmo são os loucos, os que estão loucos para viver, loucos para falar, loucos para serem salvos, que querem tudo ao mesmo tempo, aqueles que nunca bocejam e jamais falam chavões, mas queimam, queimam, queimam, como fabulosos fogos de artifício explodindo como constelações em cujo centro fervilhante pop pode-se ver um brilho azul intenso até que todos caiam no "aaaaaaaaaaaaaah!"
Como é mesmo que eles chamavam esses garotos na Alemanha de Goethe?




Aqui estão os loucos.
Os desajustados.
Os rebeldes.
Os criadores de caso.
Os pinos redondos nos buracos quadrados.
Aqueles que vêem as coisas de forma diferente.
Eles não gostam de regras.
E não respeitam o status quo.
Podemos citá-los, discordar deles, glorificá-los ou caluniá-los.
Mas a única coisa que não podemos fazer é ignorá-los.
Porque eles mudam as coisas.
Empurram a raça humana para a frente.
E, enquanto alguns os vêem como loucos, nós os vemos como geniais.
Porque as pessoas loucas o bastante para acreditar que podem mudar o mundo,
são as que o mudam.




Eu não tenho nada para oferecer a ninguém, exceto a minha própria confusão.




Oferece-lhes aquilo que mais desejam secretamente;
é claro que entrarão em pânico imediatamente.




Não é verdade que começas a vida como uma criancinha crédula sob a proteção paterna?
E então chega o dia da indiferença, em que descobres que és um desgraçado, um miserável, fraco, cego e nu, e com aparência de um fantasma fatigado e fatídico avanças trémulo por uma vida de pesadelo.




Qual é a tua estrada, homem? - a estrada do místico, a estrada do louco, a estrada do arco-íris, a estrada dos peixes, qualquer estrada...
Há sempre uma estrada em qualquer lugar, para qualquer pessoa, em qualquer circunstância.
Como, onde, por quê?




Homens e mulheres cometem erros - erros, falhas, pecados, faltas - seres humanos semeiam com problemas a sua própria terra, e tropeçam nas pedras da sua imaginação falsa e errada, e a vida é dura.




Um dia hei-de renascer numa grande cidade de outro sistema planetário, no passado ou no futuro, onde uma única montanha de 5 quilómetros de altitude se recorta no céu azul - com toda a compaixão que sinto dentro de mim, a única coisa que vou precisar é da sabedoria da terra.



E percebo que não importa onde eu esteja, seja num quartinho repleto de ideias, ou neste universo infinito de estrelas e montanhas, tudo está na minha mente.
Não há necessidade de solidão.
Por isso, ama a vida como ela é e não formes ideias preconcebidas de espécie alguma na tua mente.




Basta dizer que não estou a amar.
Talvez eu seja ‘indomável’ demais para casos de amor prolongados.
O que mais preciso é do mundo.
Nunca seria capaz de dizer, nos braços de uma mulher, o mesmo que um herói de Wagner:
‘Deixa-me morrer!’.
Quero viver… e ver mais do mundo.
Deus sabe porquê, e o amor de uma mulher é um dos muitos amores indomáveis.
Uma coisa é certa: a paixão goetheana não é a minha. Há irritação, agitação, ‘loucura’ demais em mim para esse estado de languidez. Preciso correr, sempre.
Só dois tipos de mulher servem para mim: uma louca Edie que iguala a minha própria impaciência e loucura e horror, até a exaustão de um de nós; ou uma miúda simples (parecida com a minha mãe) que absorve e compreende e aceita isso tudo.
Ontem mesmo uma mulher em San Francisco sufocou o seu bebé até à morte porque ela ‘não queria que qualquer outra pessoa o tocasse’.
De fato, sim, ‘deixa-me morrer’ numa paixão wagneriana… vou acreditar no que Leon Robinson diz em ‘Viagem ao fim da noite’ — ‘estou bastante ocupado a tentar manter-me vivo’.
E junto a isso… ‘e me divertindo loucamente’ com isso.
Isto começa a indicar a falta de amor peculiar da minha posição nos últimos 3 anos, talvez nos últimos 26 anos… e nunca gostei tanto de uma ideia sobre mim mesmo, sério, e acho que isso também significa algo: espontaneidade é a palavra que mais me agrada…
Por Deus, não é todos os dias que se encontra um álibi perfeito para si mesmo, e o mais impressionante é que é tão brutalmente verdadeiro!


Não é que eu não consiga me apaixonar, é que eu não consigo me apaixonar por várias coisas de uma vez só. Então talvez entendas porque eu não consigo distinguir o que é platónico e o que não é, porque tudo é demais e não é o suficiente ao mesmo tempo.



Raparigas e rapazes da América têm curtido momentos realmente tristes quando estão juntos; a artificialidade os força a submeterem-se imediatamente ao sexo, sem os devidos diálogos preliminares.
Nada de galanteios — um profundo diálogo de almas, pois a vida é sagrada e cada momento é precioso.



A única coisa pela qual ansiamos nos nossos dias de vida, e que nos faz gemer e suspirar, sujeitos a todos os tipos de dóceis náuseas, é a lembrança de uma alegria perdida, provavelmente experimentada no útero, e que somente poderá ser reproduzida (apesar de odiarmos admitir isso) na morte.
Mas quem quer morrer?



Agora olhem esse pessoal aí na frente.
Estão preocupados, a contar os quilómetros, a pensar onde irão dormir esta noite, quanto dinheiro vão gastar em gasolina, se o tempo estará bom, de que maneira chegarão ao destino. . . e, quando terminarem de pensar, já terão chegado aonde queriam, percebem?
Mas eles têm que se preocupar e trair os seus horários, cada minuto e cada segundo, entregando-se a tarefas aparentemente urgentes, todas falsas, ou então, a desejos caprichosos angustiados e angustiantes; as suas mentes jamais descansam, não encontram paz, a não ser que se agarrem a uma preocupação explícita e comprovada, e, depois de encontrar uma, assumem expressões faciais adequadas, graves e circunspectas, e seguem em frente, e tudo isto não passa, sabem, de pura infelicidade, e durante todo esse tempo a vida passa a voar por eles, e eles sabem disso, e isso também os preocupa, num círculo vicioso que não tem fim.



Porque no final, não te vais lembrar do tempo que passaste no escritório ou a cortar a relva.
Sobe aquela maldita montanha!





Jack Kerouac
in, On The Road






terça-feira, 21 de junho de 2016

The Snows of Kilimanjaro




“… all he could see, 
as wide as the world, great, high, 
and unbelievable white in the sun, 
was the square top of Kilimanjaro. 
And then he knew that 
there was where he was going.”


–Ernest Hemingway
in, “The Snows of Kilimanjaro”



sábado, 28 de novembro de 2015

Viagens...a fortuna que partilharemos




Aquilo que quero deixar aos meus filhos 
são viagens.
Como outros acumulam imobiliário e bens, 
quero que sejamos capazes de acumular 
momentos e lugares 
onde estivemos vivos e juntos.
Essa será a fortuna que partilharemos.


Discordo sempre quando ouço alguém dizer que as crianças não aproveitam as viagens. Ainda não têm idade para aproveitar, diz essa pessoa que pode ter muitos rostos diferentes. Não consigo entender esse ponto de vista. Parece-me que as crianças aproveitam as viagens de forma diferente, desfrutam de aspetos que nós, muitas vezes, já esquecemos de prestar atenção.

As crianças não fingem interessar-se por aquelas histórias que os guias repetem, com mais ou menos rotina na voz, e que toda a gente esquece após algum tempo, se é que chegam a ouvi-las. Em vez disso, as crianças deixam-se invadir por cheiros novos, cores novas, sons novos, estímulos que alargam a paleta daquilo com que contam a partir daí: na sua consciência, no modo como desenham o mundo e o avaliam.

As crianças não são testemunhas, são descobridores. Quando chegam a um lugar que desconhecem, não deixam que o peso do que sabem molde o que as espera. Levam os sentidos abertos, prontos a serem marcados para sempre.
Se perderem essa disponibilidade, nunca aprenderão a viajar e, em consequência, nunca serão capazes de desfrutar dessa vantagem. Quando falo de viajar, não me refiro apenas à oportunidade de ir muito longe, a outros países ou continentes, refiro-me à curiosidade pelo mundo, à capacidade de se surpreender com o que é diferente, de não temer essa diferença, de desejá-la.

Ainda no carrinho de bebé, procurei fazer várias viagens com os meus filhos, todas as que foram possíveis. Em tempos, os meus pais fizeram o mesmo comigo. Com os meus filhos, as pessoas que viajavam ao nosso lado no avião tiveram de ter paciência com o bebé a chorar às vezes. Com os meus pais, nunca hei de esquecer o cheiro do carro de madrugada. Num e noutro caso, havia o fascínio pelo caminho e a expectativa por tudo o que imaginávamos acerca do lugar para onde nos dirigíamos.

Aquilo que quero deixar aos meus filhos são viagens. Como outros acumulam imobiliário e bens, quero que sejamos capazes de acumular momentos e lugares onde estivemos vivos e juntos. Essa será a fortuna que partilharemos. Quando falo de viajar, refiro-me a esse prazer de olhar em volta e saber que estamos ali, sentirmo-nos. Mais do que uma promessa, viajar é a certeza de estar vivo. Por isso, aquilo que desejo aos meus filhos é cidades e pessoas, montanhas e horizonte, desejo-lhes Nova Iorque e a Amazónia, desejo-lhes São Petersburgo e o entardecer lento da savana africana, desejo-lhes sorrisos da Tailândia e sake de Quioto.

Ao mesmo tempo, desejo que nunca percam a capacidade de ir ali ao fundo e, da mesma maneira, surpreenderem-se com o que lá está, com a luz e a temperatura ligeiramente diferentes. Desejo que se apaixonem sempre, por tudo. E que sejam capazes de passar essa eletricidade aos seus filhos, meus netos por nascer, porque é ela que dá ânimo e sentido: combustível e estrutura da vida. Aquilo que desejo aos meus filhos é que a variedade de opções que o mundo lhes oferece nunca deixe de deslumbrá-los.


José Luís Peixoto


sexta-feira, 28 de agosto de 2015

Convite à Viagem



Irmã, filha, escuta,
Pensa na doçura 
De irmos para lá viver, sim!
Amar à vontade,
Amar e morrer
Nessa terra igual a ti!
Os húmidos sóis
Dos nevoentos céus
Têm pra mim os encantos
Assim misteriosos
Dos teus falsos olhos,
Entre as lágrimas brilhando.

Lá tudo é beleza e luxo,
É ordem, calma e volúpia.

Móveis reluzentes,
Polidos pelo tempo,
Decorariam a câmara;
As mais raras flores
Fundindo os odores
Ao vago aroma do âmbar,
Riquíssimos tectos,
Profundos espelhos,
O esplendor oriental,
Tudo falaria
Com a alma em surdina
A sua língua natal.

Lá tudo é beleza e luxo,
É ordem, calma e volúpia.

Vê nesses canais
Dormir essas naus
Cujo humor é vagabundo;
É pra saciar
As tuas vontades
Que vêm do fim do mundo.
- Os sóis, já deitando-se,
Envolvem os campos,
Os canais, toda a cidade,
Com oiro e jacinto;
E o mundo dormindo
Numa quente claridade.

Lá tudo é beleza e luxo.
É ordem, calma e volúpia.

Charles Baudelaire
in, "As flores do mal"

sábado, 24 de janeiro de 2015

A pé ... e devagar!



Estava aqui sentada no sofá a fazer o desporto favorito de muita gente - zapping - quando estacionei o dedo num canal...

Pela sala entrava uma cara e uma paisagem familiar. 
Reinhold Messner, meio austríaco, meio italiano, inteiramente tirolês, foi o primeiro homem a fazer várias coisas no âmbito da alta montanha. 
O primeiro a subir ao Evereste sem oxigénio artificial, o primeiro a subir as catorze montanhas mais altas do planeta, também sem recorrer a oxigénio artificial, e por aí fora…

Não foi no entanto a narrativa das façanhas alpinas que me prenderam ao ecrã. 

Ao invés, Messner estava em plena savana africana, acompanhado de três homens da tribo Masai, caminhando e falando da importância e do gratificante que é viajar de forma lenta, a pé. 
Dizia ele, que é desta forma que o mundo e as paisagens - físicas e humanas - melhor podiam ser compreendias e apreciadas.

Não podia estar mais de acordo com esta visão do mundo, vindo de um homem que teve o privilégio e a persistência de o subir, a pé, de forma lenta e aventureira.

sábado, 10 de janeiro de 2015

Mapa



Plano como a mesa
na qual está colocado.
Debaixo dele nada se move
nem busca vazão.
Sobre ele —meu hálito humano
não cria vórtices de ar
e deixa toda a sua superfície
em silêncio.

Suas planícies, vales, são sempre verdes,
os planaltos, montanhas, amarelos e marrons
e os mares, oceanos, de um azul delicado
nas margens fendidas.

Tudo aqui é pequeno, próximo, acessível.
Posso tocar os vulcões com a ponta da unha,
acariciar os polos sem luvas grossas.
Com um olhar posso
abarcar cada deserto
junto com o rio logo ali ao lado.

Selvas são assinaladas com arvorezinhas
entre as quais seria difícil se perder.

No Ocidente e Oriente
acima e abaixo do equador —
assentou-se um manso silêncio.
Pontinhos pretos significam
que ali vivem pessoas.
Valas comuns e súbitas ruínas
não cabem nesse quadro.

As fronteiras dos países mal são visíveis
como se hesitassem entre ser e não ser.

Gosto dos mapas porque mentem.
Porque não dão acesso à dura verdade.
Porque, generosos e bem-humorados,
estendem-me na mesa um mundo
que não é deste mundo.


Wisława Szymborska

domingo, 16 de novembro de 2014

Livros que dão vontade de viajar



Os livros são verdadeiros companheiros na hora de viajar, seja para passar o tempo, como guia ou até mesmo sendo a própria viagem, feita directamente da nossa cabeça para o universo da história que estamos a ler. 
Seja para espantar o tédio, saber mais sobre um determinado assunto ou se guiar por aí, eles são a companhia perfeita para todo o viajante que se preze.

“O mundo é um imenso livro 
do qual aqueles que nunca saem de casa
 lêem apenas uma página”. 

Agostinho de Hipona  

Ainda que esta frase nos lembre que não basta ler – é preciso ir -, porque não existem duas viagens iguais (como não existem dois seres humanos ou dois lugares desse imenso livro exactamente iguais), ela faz uma analogia que nos lembra que ler é uma forma de viajar. 
Pelo menos na nossa mente.
E essa já é uma viagem imperdível.

Desde clássicos como Cem Anos de Solidão, os que são leitura obrigatória, como os da autora Jan Morris, e até as histórias mais improváveis e malucas, como no livro de Michael Paterniti,tu certamente encontrarás um enredo para chamar de teu, até que lancem um novo livro recheado de novas aventuras.


Livros que dão vontade de desbravar o mundo!!!
Estas são algumas sugestões para viajar, sem necessariamente sair de casa:

O Pequeno Príncipe, de Antoine de Saint-Exupéry
On the Road/Pé na Estrada, de Jack Kerouac
Um ano na Provence, de Peter Mayle
A Praia, de Alex Garland
Cem Anos de Solidão, de Gabriel Garcia Marques
Viajando com Charley, de John Steinbeck
Cem dias entre céu e mar, de Amyr Klink
Viagem por África, de Paul Theroux
Veneza, de Jan Morris
Conduzindo o Sr. Albert: uma viagem pelos Estados Unidos com o cérebro de Einstein, de Michael Paterniti
“A arte da viagem”, de Paul Theroux
“Na Natureza Selvagem”, de John Krakauer
“As Mulheres do Meu Pai”, de José Eduardo Agualusa
“Noturno Indiano”, de Antonio Tabucchi
“De vagões e vagabundos – Memórias do submundo”, de Jack London
“Nápoles 1944”, de Norman Lewis
“Viajante Solitário”, de Jack Kerouac
“Na Patagônia”, de Bruce Chatwin
“Recalculando a Rota”, de Alana Trauczynski
“Nosso homem em Havana”, de Graham Greene
"Patagónia Express", de Luis Sepulveda
"Endereço Desconhecido", Tiago Salazar
D.Quixote de la Mancha - Miguel de Cervantes
Memorias de uma Gueicha -  Arthur Golden
Comer, Rezar e Amar - Elizabeth Gilbert
O Alquimista - Paulo Coelho
O Zahir - Paulo Coelho
As Brumas de Avalon - Marion Zimmer Bradley
O Código Da Vinci - Dan Brown
As viagens de Gulliver - Jonathan Swift
A Volta Ao Mundo Em 80 Dias - Julio Verne
Confesso que vivi, de Pablo Neruda
Paris é uma festa, de Ernest Hemingway
Trópico de câncer, de Henry Miller
Um Adivinho me Disse, de Tiziano Terzani
Biografia de James Joyce, de James Joyce
Walden, ou A Vida nos Bosques, de Henry David Thoreau
1Q84 do Haruki Murakami
Vagões & Vagabundos, de Jack London
Livre, de Cheryl Ctrayed
Paratii - Entre dois pólos, de Amyr Klink
Mil dias em Veneza, de Marlena de Blasi
Shantaram, de Gregory David Roberts
Dia do Coringa , do Jostein Gaarder
A Expedição Kon-Tiki, de Thor Heyerdahl
O Mundo ao Lado, de Arthur Simões
Não Conta lá em Casa, de André Fran
Livro Recalculando a Rota, de Alana Trauczynski
Sete Anos no Tibete, de Heinrich Harrer
Colapso, de Jared Diamond
Bom Caminho, de Fausta Cardoso Pereira
Spleen de Paris, de Charles Baudelaire
The Kindness of Strangers, da Lonely Planet ( A collection of original stories by acclaimed writers, including Jan Morris, Tim Cahill, Simon Winchester, Dave Eggers, and Anthony Sattin, exploring the theme of finding good fortune on the road. With a preface by His Holiness the Dalai Lama.)
A Estrada para Oxiana, de Robert Byron
Cadernos Italianos, de Eduardo Pita
Cartas do Meu Magrebe, de Ernesto de Sousa
O Colosso de Maroussi, de Henry Miller
Dália Azul, Ouro Negro,Viagem a Angola, de Daniel Metcalfe
Dicionário de Lugares Imaginários, de Alberto Manguel
Disse-me Um Adivinho Em Viagem pelos Mistérios do Extremo Oriente, de Tiziano Terzani
Hav, de Jan Morris
Histórias de Londres, de Enric González
Histórias de Roma, de Enric González
Histórias Etíopes, de Manuel João Ramos
O Japão é Um Lugar Estranho Viagem de Um Pai com o Seu Filho ao País da Manga e do Anime, de Peter Carey
Mi Buenos Aires Querido, de Ernesto Schoo
Morte na Pérsia, de Annemarie Schwarzenbach
O Murmúrio do Mundo, de Almeida Faria
Nova Iorque, de Brendan Behan
Paris, de Julien Green
Um Gentleman na Ásia Relato de uma viagem de Rangum a Haiphong, de Somerset Maugham
Uma Ideia da Índia, de Alberto Moravia
Vai, Brasil, de Alexandra Lucas Coelho
Veneza, de Jan Morris
Viagem a Tralalá, de Wladimir Kaminer
Viagem de Autocarro, de Josep Pla
A Viagem dos Inocentes Ou a Nova Rota dos Peregrinos, de Mark Twain
Viva México, de Alexandra Lucas Coelho
Caderno Afegão Um Diário de Viagem, de Alexandra Lucas Coelho
Viagem a Itália, de Johann Wolfgang Goethe
Carrocel Italiano, de Lawrence Durral







quarta-feira, 20 de agosto de 2014

Indo na casa da vovó...

Muitas vezes tenho de ouvir o clássico:
"Tu não és mãe, não fazes ideia do que dizes..."

Pois, este vídeo mostra que não andei assim tão enganada este tempo todo...
Estou-me cagando para o que dizem...sinto da mesma forma que esta mãe do vídeo.
Criar um filho é ensiná-lo a viver sem as mães.
Assim se fazem os Guerreiros!

É dar-lhes a vida, e depois dar-lhes asas para eles fazerem o seu próprio voo.

                                                       

A postura desta mãe diante da "deficiência" da criança é sensacional.
Miguel é deficiente visual.

O vídeo demonstra que AMAR é preparar o filho para a vida.
Quantas vezes querem poupar os filhos, fazendo por eles, achando que tal vivência pode ser dolorosa!?

Eu quis abraçar este menino a cada "Mamãe!" que ele dizia.... e imagino que ela também.
Mas esta mãe consegue ver além!
Ela o educa para ser forte e confiante.... GUERREIRO, como ela diz.

Fez-me reflectir que o Universo age da mesma forma.
Às vezes achamos que falta algo em nós.... e que estamos sozinhos...
Mas o Cosmos está lá... filmando tudo... encorajando-nos a acreditar na vitória infalível, na nossa capacidade infinita... e a manifestar a vontade verdadeira.

Mamãe do Miguel... eu achava que era forte.
Obrigada por me mostrar o que é ser forte.
Este vídeo só veio para reafirmar que meus valores estão no caminho certo!
Que ser mãe é ser guerreira e mostrar o caminho aos seus guerreirinhos....

Acredito que não só eu, mas muitos estão a sentir-se como o Miguel...
Mas, tudo acontece por uma razão!
Mantenham-se FIRMES e RESILIENTES!!!!!

quarta-feira, 16 de julho de 2014

Made to be seen

                                           
Quem pensa que os Estados Unidos é só metrópoles como NYC, Chicago, Miami e LA... pense outra vez.
Como sabem, detesto as políticas e postura no mundo que os EUA têm, a sua prepotência em controlar tudo e todos...mas, em termos paisagísticos, é de cortar o fôlego.
Os EUA têm das maravilhas naturais mais estonteantes do mundo, algumas das quais já tive a oportunidade de visitar.
Este vídeo mostra muitas delas!

Enjoy USA Natural Wonders

sexta-feira, 16 de maio de 2014

Huayhuash


Huayhuash from Joey Schusler on Vimeo.

“¿Huayhuash?¿¡Huayhuash con bici’s!?
No. No noooo… Es imposible.

” In the winter of 2014, three friends set out on a self supported ride, looking for nothing more than a truly genuine experience.
The goal: to circumnavigate one of the most wonderful and wicked mountain ranges in the world – the Huayhuash, by bicycle.
This was all a spur of the moment idea; part of the vicious cycle of making every adventure more thrilling than the last.
January was the off-season, or rainy season, for the Andes so the wilderness would be completely desolate.
The three friends hoped to be the second group to complete this trek on bikes.
However, they underestimated the relentless weather they would encounter as they traveled for a week above treeline.
The friends tagged first descents down rocky couloirs and 16,000ft passes, watched sunrises against the tallest peaks in the country, and slept to the sounds of serac fall at night.
In the end, they didn't quite make it as far as they had hoped. 
Between rain storms, concussions and waving guns the Huayhuash had ripped at their eager ambitions.
A sense of wonder was fulfilled and the friendship of three adventure loving friends was reinforced.

Huayhuash is the story of genuine adventure and the challenges that come along with it.

Director: Joey Schusler
Filming: Joey Schusler & Thomas Woodson
Written By: Thomas Woodson & Joey Schusler
Narration: Joey Schusler
Edit: Thomas Woodson & Joey Schusler
Design: Thomas Woodson & Human Design
Music: Thomas Kenny & Marmoset Music
Sound Design: Keith White Audio & Ryan Prater
Produced By: Joey Schusler
Executive Producers: Bike Magazine, 5Point Film, Human Design
With Support From: Yeti Cycles, Smith Optics, 5 Point Film, Bike Magazine
In Association With: Outdoor Research, Big Agnes, CamelBak, GoPro, The Feed, Revelate Designs, Big Tree Farms
Camera: Sony FS700, Canon 5DIII, Canon 7D, & GoPro Hero 3+
Run Time: 13 mins.
Date of Completion: April 2014
Language: English
Vimeo Staff Pick
Official Selection: 2014 5Point Film Festival

See the corresponding multimedia feature with Bike Magazine here: huayhuash.bikemag.com

quarta-feira, 16 de abril de 2014

Travel


Aprendiz de viajante


Photo by W. Eugene Smith

Um dia li num livro: «Viajar cura a melancolia».

Creio que, na altura, acreditei no que lia.
Estava doente, tinha quinze anos.
Não me lembro da doença que me levara à cama, recordo apenas a impressão que me causara, então, o que acabara de ler.
Os anos passaram - como se apagam as estrelas cadentes — e, ainda hoje, não sei se viajar cura a melancolia.
No entanto, persiste em mim aquela estranha impressão de que lera uma predestinação.

A verdade é que desde os quinze anos nunca mais parei de viajar.
Atravessei cidades inóspitas, perdi-me entre mares e desertos, mudei de casa quarenta e quatro vezes e conheci corpos que deambulavam pela vasta noite...
Avancei sempre, sem destino certo.

Tudo começou a seguir àquela doença.
Era ainda noite fechada.
Levantei-me e parti.
Fui em direcção ao mar.
Segui a rebentação das ondas, apanhei conchas, contornei falésias; afastei-me de casa o mais que pude. Vi a manhã erguer-se, branca, e envolver uma ilha; vi crepúsculos e noites sobre um rio, amei a existência.
Dormia onde calhava: no meio das dunas, enroscado no tojo, como um animal; dormia num pinhal ou onde me dessem abrigo» em celeiros, garagens abandonadas, uma cama...
E quando regressei, regressei com a ânsia do eterno viajante dentro de mim.

Hoje sei que o viajante ideal é aquele que, no decorrer da vida, se despojou das coisas materiais e das tarefas quotidianas.
Aprendeu a viver sem possuir nada, sem um modo de vida.
Caminha, assim, com a leveza de quem abandonou tudo.
Deixa o coração apaixonar-se pelas paisagens enquanto a alma, no puro sopro da madrugada, se recompõe das aflições da cidade.

A pouco e pouco, aprendi que nenhum viajante vê o que outros viajantes, ao passarem pelos mesmos lugares, vêem.
O olhar de cada um, sobre as coisas do mundo, é único, não se confunde com nenhum outro.
Viajar, se não cura a melancolia, pelo menos, purifica.
Afasta o espírito do que é supérfluo e inútil; e o corpo reencontra a harmonia perdida - entre o homem e a terra.

O viajante aprendeu, assim, a cantar a terra, a noite e a luz, os astros, as águas e a treva, os peixes, os pássaros e as plantas.
Aprendeu a nomear o mundo.
Separou com uma linha de água o que nele havia de sedentário daquilo que era nómada; sabe que o homem não foi feito para ficar quieto.
A sedentarização empobrece-o, seca-lhe o sangue, mata-lhe a alma — estagna o pensamento.
Por tudo isto, o viajante escolheu o lado nómada da linha de água.
Vive ali, e canta — sabendo que a vida não terá sido um abismo, se conseguir que o seu canto, ou estilhaços dele, o una de novo ao Universo.

Al Berto

segunda-feira, 26 de agosto de 2013

A viagem não acaba nunca!


"Não é verdade.
A viagem não acaba nunca.
Só os viajantes acabam.
E mesmo estes podem prolongar-se em memória, em lembrança, em narrativa.
Quando o viajante se sentou na areia da praia e disse: «Não há mais que ver», sabia que não era assim.
O fim duma viagem é apenas o começo doutra.
É preciso ver o que não foi visto, ver outra vez o que se viu já, ver na Primavera o que se vira no Verão, ver de dia o que se viu de noite, com Sol onde primeiramente a chuva caía, ver a seara verde, o fruto maduro, a pedra que mudou de lugar, a sombra que aqui não estava.

É preciso voltar aos passos que foram dados, para os repetir, e para traçar caminhos novos ao lado deles.
É preciso recomeçar a viagem.
Sempre.
O viajante volta já".

Jose Saramago 
- in "Viagem a Portugal"

domingo, 28 de abril de 2013

O viajante



"A pouco e pouco, aprendi que nenhum viajante vê o que outros viajantes, ao passarem pelos mesmos lugares, vêem.
O olhar de cada um, sobre as coisas do mundo, é único, não se confunde com nenhum outro.
Viajar, se não cura a melancolia, pelo menos, purifica.
Afasta o espírito do que é supérfluo e inútil; e o corpo reencontra a harmonia perdida - entre o homem e a terra.
O viajante aprendeu, assim, a cantar a terra, a noite e a luz, os astros, as águas e a treva, os peixes, os pássaros e as plantas.
Aprendeu a nomear o mundo.
Separou com uma linha de água o que nele havia de sedentário daquilo que era nómada; sabe que o homem não foi feito para ficar quieto.
A sedentarização empobrece-o, seca-lhe o sangue, mata-lhe a alma — estagna o pensamento.
Por tudo isto, o viajante escolheu o lado nómada da linha de água.
Vive ali, e canta — sabendo que a vida não terá sido um abismo, se conseguir que o seu canto, ou estilhaços dele, o una de novo ao Universo."

Al Berto

terça-feira, 12 de março de 2013

......viagem



Todos seguimos a nossa própria viagem.
Cada um de nós vive a sua própria aventura,e encontra todo o tipo de desafios,e as escolhas que
fazemos nessa aventura é que nos irá definir.
Essas escolhas vão pressionar-nos e testar-nos e levar-nos até ao nosso limite.
E a nossa aventura irá fazer-nos tão fortes como jamais pensaríamos que poderíamos ser.

Há uma citação de um dos meus autores favoritos, Joseph Campbell,que é mais ou menos assim:


“Encontra um sítio dentro de ti onde haja alegria,
e a alegria, expulsará a dor. “