sexta-feira, 15 de setembro de 2017

As coisas que eu gosto






Eu gosto de andar pela rua, 
bater papo, de lua e de amigo engraçado. 
Eu gosto do volume, do perfume, do ciúme, 
do desvelo e de abraço apertado. 

Eu gosto de artistas diversos 
de crianças de berço e do som do atchim. 
Tem gente, muita gente que eu gosto, 
que eu quase aposto que não gosta de mim. 

Eu gosto de quem sempre acredita 
a violência é maldita e já foi longe demais. 
Eu gosto de inventar melodia, 
da palavra poesia e de palavra com til. 

Eu gosto é de beijo na boca 
de cantora bem rouca e de morar no Brasil. 
Eu gosto assim de quem é eterno 
de quem é moderno e de quem não quer ser. 

Eu gosto de varar madrugada, 
de quem conta piada e não consegue entender. 
Eu gosto de quem quer dar ajuda 
e acredita que muda o que não anda legal. 

Eu gosto é de ver coisa rara. 
A verdade na cara é do que gosto mais. 
Eu gosto porque assim vale a pena, 
a nossa vida é pequena e tá guardada em cristais. 

Eu gosto é que Deus cante em tudo 
e que não fique mudo morto em mil catedrais. 


Oswaldo Montenegro




O I Ching codifica a geometria do universo







O I Ching  são 64 hexagramas, 
são um antigo sistema de adivinhação chinês 
pensado para a história da pré-data.




Da Wikipédia:
"O texto do I Ching é um conjunto de declarações oracular representadas por 64 conjuntos de seis linhas cada chamada hexagramas (guà guà).
Cada hexagrama é uma figura composta por seis linhas horizontais empilhados (Yáo Yao),
cada linha é ou Yang (uma linha contínua ou sólida), ou yin (quebrado, uma linha aberta com uma lacuna no centro). 

Com seis dessas linhas empilhados de baixo para cima, há 2 ou 64 combinações possíveis, e assim 64 hexagramas representadas.
A linha sólida representa yang, o princípio criativo. 
A linha aberta representa o yin, o princípio receptivo."




Nassim Haramein olhou para o hexagrama do I Ching e analisou a simples geometria representada pelas linhas, levando o seu significado mais como uma informação geométrica literal e menos como simbólica.

Se você quer construir a geometria da estrutura do espaço que está em todo o universo em todas as escalas (um array tetraédrica infinito), você começa com a primeira oitava do que se torna uma divisão infinito infinita do espaço em um estado perfeitamente equilibrado : um conjunto de 64 tetraedros. Às 64 tetraedros você tem o que a Buckminster Fuller chamou de "equilíbrio vetorial" também chamado de cubo octaedro (8 tetraedros apontando para dentro) dentro de um segundo cubo octaedro que é duas vezes maior do que o de um total de 64 tetraedros Uma oitava.

Para chegar a 64 tetraedros você traz 8 ESTRELAS TETRAEDROS. Cada tetraedro de estrela é feito de um tetraedro apontando para cima e outro polarizada apontando para baixo criando o que é também comumente conhecido como um mercaba.

Nassim Haramein notou que a única geometria "3 d" que você pode fazer com 6 linhas sólidas é um tetraedro, e a fim de fazer o segundo tetraedro de um tetraedro estrela você precisa de 6 linhas quebradas para passar pelas linhas sólidas do primeiro tetraedro. Nassim descodificou O I Ching, mostrando como 6 linhas sólidas e 6 linhas quebradas são ambos os blocos de construção do I Ching e o de uma estrela tetraedro.

Assim, 
o I Ching codifica a informação geométrica 
mais fundamental que você precisa 
para construir a geometria do universo!



in, The Resonance Project 










quinta-feira, 14 de setembro de 2017

Ho'oponopono - Poema





Chegou a hora das contas,
E quase sempre está faltando
Pensavas que encontrando culpados.
A tua vida iria melhorar.
Os julgamentos e os julgamentos
Fizeram um mundo mais violento.
O círculo continua a girar
E o ódio está a conduzi-lo.

Sinto muito porque agora entendo
Que o medo e os ressentimentos
Estão criando reações
de guerra por não estar atentos.

Desculpa por te condenar.
Desculpa por te ter censurado.
Desculpa por estares a ligar.
Desculpa por não te ouvir.
Desculpa desculpa obrigado te amo

Desculpa por tanta indiferença
Por não ter feito o meu trabalho.
Por ter colocado nas suas mãos
O que me cabia.
Desculpa ter-te na prisão.
Do poder e de pegar
Perdão ou abdicar o espaço
Do que eu não estou assumindo
Desculpa ter-te na prisão.
Do poder e de pegar
Perdão ou abdicar o espaço
Do que eu não estou assumindo
Desculpa desculpa obrigado te amo

Obrigado por fazeres a tua parte.
De criar o equilíbrio
Porque já estou acordando
E vou fazê-lo contigo.

Obrigado por pagar o preço
Obrigado por me mover.
Obrigado por seres o meu espelho
Obrigado por ser meu mestre
Obrigado por pagar o preço
Obrigado por me mover.
Obrigado por seres o meu espelho
Obrigado por ser meu mestre
Desculpa desculpa obrigado te amo

Te amo porque somos um
E vivemos na mesma casa
Por isso quero te libertar
Para que possas ser tu mesmo

Te amo porque me confrontas 
Te amo pelos teus sacrifícios
Te amo por te perdoar
Estou a perdoar-me.
E aquele que está livre de pecado
Que atire a primeira pedra
Se queres andar mais leve
Perdoa e não faças resistência
Desculpa desculpa obrigado te amo



Darwin Grajales




Finding the Place You Belong


Cinque Terre, Liguria, Itália



There will likely be times in your life when your soul evolves more quickly than your circumstances. Your subconscious mind may be ready to move forward long before you recognize that you are destined to embrace a new way of life. Your soul intuitively understands that changing habitats can be a vital part of the growth process and that there may be one part of you that is eager to move to another home, another state, or another plane of existence. But the ties that bind you to your current mode of being can make moving into this next stage of your life more challenging than it has to be. If you find it difficult to move on, consider that just as people in your life may come and go, your role in others' lives may also be temporary. And many of the conditions that at first seemed favorable served you for a short time. 

When you are ready to match your situation to your soul, you will find that you feel a new sense of harmony and increasingly connected to the ebb and flow of the universe. 

Moving on can be defined in numerous ways. 
Your forward momentum may take you from your current locale to a place you instinctively know will be more nurturing, comfortable, and spiritually enriching. Once you arrive, your misgivings will vanish, and you will know that you have found a sanctuary.
Similarly, subtle changes in your values, goals, or emotional needs can motivate you to distance yourself from one group of people in order to reassociate yourself with individuals that are better able to support you.
For example, this could mean moving away from your birth family in order to find your energetic or spiritual family. The route you need to travel may not always be clear; you may feel inspired to change yet be unsure as to why or how. Clarity may come in the form of a question if you are willing to seriously ask yourself where your soul is trying to take you.

In a way, moving from one point to another when you feel strongly driven to do so is a way of bringing your spiritual and earthly energies together.

It is a two-step process that involves not only letting go but also reconnecting.
You will know you have found your destination, physical or otherwise, when you feel in your heart that you have been reborn into a life that is just the right shape, size, and composition.




MADISYN TAYLOR





quarta-feira, 13 de setembro de 2017

Cymaglyphs from the calls of dolphins and whales...






.....................higher the frequency more complex the pattern











A Lista






Faça uma lista de grandes amigos,
quem você mais via há dez anos atrás...
Quantos você ainda vê todo dia ?
Quantos você já não encontra mais?

Faça uma lista dos sonhos que tinha...
Quantos você desistiu de sonhar?
Quantos amores jurados pra sempre...
Quantos você conseguiu preservar?

Onde você ainda se reconhece,
na foto passada ou no espelho de agora?
Hoje é do jeito que achou que seria?
Quantos amigos você jogou fora...

Quantos mistérios que você sondava,
quantos você conseguiu entender?
Quantos defeitos sanados com o tempo,
era o melhor que havia em você?

Quantas mentiras você condenava,
quantas você teve que cometer ?
Quantas canções que você não cantava,
hoje assobia pra sobreviver ...

Quantos segredos que você guardava,
hoje são bobos ninguém quer saber ...
Quantas pessoas que você amava,
hoje acredita que amam você?



Oswaldo Montenegro





terça-feira, 12 de setembro de 2017

Kilted Yoga

                                                 


Kilted yoga - need we say more?!
This video has it all - beautiful scenery, astounding yoga poses, and men in kilts.
Finlay is a yoga instructor from Dundee, and Tristan is one of his students.
Together, they took to the wilds of Scotland to be at one with nature, and practice some yoga.

Men in kilts and yoga - a perfect combination!


in, BBC The Social






O Mesmo Assunto






Olha nego
Desculpe mas me cansa repetir a mesma coisa
Todo dia insistindo em fazer saltar os olhos
O que os olhos não conseguem enxergar

Olha nego
Desculpe mas me cansa repetir o mesmo assunto
Ou pior, perdê-la no turbilhão de frases feitas
E a mim falta saúde pra agüentar
Olha nego em mim não sobrou ilusão

Mas de sã consciência
Lhe afirmo meu nego
Farei o possível se for pra ajudar
Mas se não
Não quero esse papo doente
E sem consequência palpável meu nego
Não conte comigo pra filosofar

Eu quero é na sombra da velha mangueira
Amar a morena e sentar num papo sem pressa mexendo o canudo
Num copo de maracujá
Você apareça que a gente aprecia
Por deus nem precisa avisar
Mas usa essa mente sem acrobacia nego
Clareza é preciso tentar

Olha nego
No fundo eu compreendo a tua cuca
E a tua culpa eu também sinto
Mas não acho justo a gente se iludir
Que adianta a luta na mesa do bar

Olha nego
Enquanto não for pra valer
Apareça lá em casa sem medo ou remorso
Pra com alegria ajudar quem não tem.



Oswaldo Montenegro





O Espirito não encarna para arranjar um parceiro e fazer uma família





Continuamos ainda a viver as mesmas dores, o mesmo vazio e as mesmas expectativas ao acreditar que precisamos ter alguém para tornar a nossa vida mais rica e feliz.

Evoluímos tanto tecnologicamente desde os anos 60 mas emocionalmente os dramas, dores e questões são iguais de geração em geração no que toca ao amor.

O Espirito não encarna para arranjar um parceiro e fazer uma família.
O Espirito encarna para se conhecer a si próprio, para se superar, para encontrar o seu equilíbrio interior, para transformar as suas sombras e viver os seu potenciais.
Se histórias de amor estiverem previstas nesse contexto e conseguir honrar esse propósito dentro de um relacionamento, muito bem.
Se o relacionamento impedir ou for um obstáculo à proposta pessoal do Espirito, ele simplesmente é posto em causa.
Independentemente se há amor ou não. 



Vera Luz




O Espírito apreende em relação, com o espelho.
O trabalho sobre si precisa dos desafios e estímulos do outro, em qualquer tipo de relacionamento.
O amoroso confere outro sabor a este exercício, que por sua vez confere outros resultados para o Espírito.

O trabalho interior é nosso obviamente, e precisamos sempre do outro para vermos partes nossas e tornar esse trabalho mais interessante ou "apaixonante".
A questão é apegarmo-nos ao outro, colocando esse trabalho interior em causa.




sábado, 9 de setembro de 2017

Se o amor surgir, as religiões desaparecerão







O amor é um estado natural da consciência. Não é nem fácil nem difícil, essas palavras de forma nenhuma se aplicam a ele. Ele não é um esforço; por isso não pode ser fácil nem pode ser difícil. É como respirar! É como as batidas do coração, é como o sangue circulando no nosso corpo.

O amor é o nosso próprio ser… 
Mas esse amor ficou quase impossível. A sociedade não o permite. A sociedade condiciona você de tal forma que o amor fica impossível e o ódio passa a ocupar o espaço vago.

Então o ódio é fácil, e o amor não só é difícil como impossível. O homem tem sido deturpado. Ele não pode ser reduzido à escravidão se não for primeiro deturpado. Os políticos têm participado de uma profunda conspiração ao longo das eras. Eles têm reduzido a humanidade a uma multidão de escravos. Estão destruindo qualquer possibilidade de rebelião no homem – e o amor é uma rebelião, porque o amor ouve só o coração e não dá a mínima para o resto.

O amor é perigoso porque ele faz de você um indivíduo. O Estado e as religiões… Eles não querem indivíduos, de jeito nenhum. Não querem seres humanos, querem ovelhas. Querem pessoas que só pareçam seres humanos, mas cuja alma tenha sido esmagada de tal maneira, tenha sido danificada a tal ponto, que o estrago pareça quase irremediável.
E a melhor maneira de destruir o homem é destruir sua espontaneidade de amar. Se o homem tiver amor, não poderá haver nações; as nações existem no ódio. Os indianos odeiam os paquistaneses e os paquistaneses odeiam os indianos – só assim esses dois países podem existir. Se o amor surgir, as fronteiras vão desaparecer. Se o amor surgir, então quem vai ser cristão e quem vai ser judeu?

Se o amor surgir, as religiões desaparecerão.

Se o amor surgir, quem irá ao templo? Para quê? É porque está faltando amor que você sai em busca de Deus. Deus não é nada mais do que um substituto para o amor que está faltando. Como você não é bem-aventurado, não está em paz, não está em êxtase, você está em busca de Deus. Se a sua vida é uma dança, Deus já está no seu coração. O coração amoroso está cheio de Deus. Não há necessidade de mais nenhuma busca, não há necessidade de mais nenhuma prece, não há necessidade de ir a templo nenhum.

Por isso a religião e o político, esses dois, são inimigos da humanidade. Eles estão conspirando, pois o político quer governar seu corpo e a religião quer governar sua alma. E o segredo é o mesmo: destruir o amor. Então o homem passa a ser nada além de uma vacuidade, de um vazio, uma existência sem sentido. Então você pode fazer o que quiser com a humanidade e ninguém se rebelará, ninguém terá coragem suficiente para se rebelar.

O amor dá coragem, o amor leva todo o medo embora – e os opressores dependem do seu medo. 
Eles criam medo em você, mil e um tipos de medo. Você fica cercado de medos, toda a sua psicologia é cheia de medos. Lá no fundo você está tremendo. Só na superfície você mantém uma certa fachada; mas, dentro de você, existem camadas e camadas de medo.

Um homem cheio de medo só pode odiar – o ódio é uma consequência natural do medo. Um homem cheio de medo é também cheio de raiva, e um homem cheio de medo é mais contra a vida do que a favor dela. A morte parece um estado repousante para ele. O homem temeroso é suicida, tem uma visão negativa da vida. A vida lhe parece perigosa, pois viver significa que você terá de amar – como você poderá viver? Exatamente como o corpo precisa respirar para viver, a alma precisa de amor para viver. E o amor está definitivamente envenenado.

Envenenando a sua energia de amor, eles criaram uma cisão em você; criaram um inimigo dentro de você, dividiram-no em dois. Eles criaram uma guerra civil, e você está sempre em conflito. E, no conflito, sua energia é dissipada; por isso sua vida não tem sabor, alegria. Não transborda de energia; ela é sem graça, insípida, falta-lhe inteligência.

O amor aguça a inteligência, o medo a embota. 
Quem quer que você seja inteligente? Não aqueles que estão no poder. Como eles podem querer que você seja inteligente? – porque, se for inteligente, você começará a ver toda a estratégia, os jogos que eles fazem. Eles querem que você seja burro e medíocre. Certamente querem que você seja eficiente no que diz respeito ao trabalho, mas não inteligente; por isso a humanidade vive o seu potencial mínimo.

Os cientistas dizem que o homem comum usa, ao longo de toda vida, só 5% da inteligência. O homem comum, só 5% – e o homem fora do comum? E um Albert Einstein, um Mozart, um Beethoven? Os pesquisadores dizem que mesmo as pessoas muito talentosas não usam mais do que 10%. E aqueles que chamamos de gênios usam só 15%. Pense num mundo em que todos usassem 100% do seu potencial… Então os deuses ficariam enciumados, eles gostariam de nascer na Terra. Então a Terra seria um paraíso, um super paraíso. Do jeito que está agora, ela é um inferno.

Se o homem fosse deixado em paz, em vez de ser envenenado, o amor seria uma coisa simples, muito simples. Não haveria problema nenhum. Seria como a água seguindo a correnteza ou o vapor subindo, as árvores florescendo, os pássaros cantando. Ele seria tão natural e tão espontâneo!

Mas não deixam o homem em paz. Quando a criança nasce, os opressores já estão prontos para cair em cima dela, para dizimar suas energias, distorcê-las a tal ponto, tão profundamente, que a pessoa nunca terá consciência de que está vivendo uma vida falsa, uma pseudo-vida, de que não esta vivendo a vida como ela deveria ser vivida, como ela nasceu para viver; não saberá que ela está vivendo algo sintético, plástico, que não é sua verdadeira alma. É por isso que milhões de pessoas estão sofrendo do jeito que estão – elas sentem que estão sendo iludidas, que não são elas mesmas, que algo não está muito certo…

O amor é simples se deixarmos que a criança cresça, se a ajudarmos nesse crescimento de uma forma natural. Se a ajudarmos a ficar em harmonia com a natureza e com ela mesma, se a apoiarmos, cuidarmos dela e a estimularmos, em todos os sentidos, a ser ela mesma, uma luz para si mesma, então o amor será simples. Ela será simplesmente amorosa! O ódio será quase impossível porque, antes que você possa ter ódio de alguém, é necessário primeiro que crie o veneno dentro de si mesmo.

Você só pode dar uma coisa a alguém se você a tiver. Só pode odiar se estiver cheio de ódio. E estar cheio de ódio é estar queimando por dentro. Estar cheio de ódio significa que, antes de mais nada, você está machucando a si mesmo. Antes de poder ferir outra pessoa, você tem que ferir a si próprio. O outro pode não ser ferido, isso dependerá dele. Mas uma coisa é absolutamente certa: antes de poder odiar, você tem que ter sofrido muito. A outra pessoa pode não aceitar ser odiada, ela pode rejeitar seu ódio. Ela pode ser um Buda – pode simplesmente rir do seu ódio. Pode perdoar você, pode não ter reação nenhuma. Talvez você não seja capaz de odiá-la, caso ela não esteja pronta para esboçar qualquer reação. Se você não consegue deixá-la perturbada, o que pode fazer? Sente-se impotente diante dela.

Portanto, a outra pessoa não vai necessariamente se sentir ferida. Embora uma coisa seja absolutamente certa: se você odeia alguém, primeiro tem de ferir sua própria alma de tantas maneiras, tem que estar tão cheio de veneno que consegue atingir os outros com esse veneno.

O ódio não é natural.

O amor é um estado saudável; o ódio é um estado doentio. Assim como a doença não é natural. O ódio acontece só quando você se desvia da natureza, quando já não está em harmonia com a existência, já não está em harmonia com seu próprio ser, com sua essência mais profunda. Então você está doente – psicológica e espiritualmente. O ódio é só um símbolo da doença, e o amor, da saúde, da plenitude e da santidade.

Você só conhece um jeito de amar, que é odiar os outros.

O amor devia ser uma das coisas mais naturais deste mundo, mas não é. Pelo contrário, ele se tornou a coisa mais difícil – quase impossível. Odiar ficou mais fácil; você é treinado, é preparado para odiar. Ser hindu é morrer de ódio dos muçulmanos, dos cristãos, dos judeus; ser cristão é morrer de ódio das outras religiões. Ser nacionalista é morrer de ódio das outras nações. Você só conhece um jeito de amar, que é odiar os outros. Você só consegue mostrar o amor que sente pelo seu país odiando os outros países e só consegue mostrar o amor que sente pela igreja odiando as outras igrejas. Sua vida está uma bagunça.

As assim chamadas religiões continuam a falar de amor e tudo o que elas fazem neste mundo é criar mais e mais ódio. Os cristãos falam de amor e têm criado guerras, cruzadas. Os muçulmanos falam de amor e têm criado jihads, guerras religiosas. Os hindus falam de amor, mas você pode ler nas escrituras desse povo – eles estão cheios de ódio, ódio pelas outras religiões. E nós aceitamos toda essa bobagem! Aceitamos sem demonstrar nenhuma resistência, porque fomos condicionados a aceitar essas coisas, fomos ensinados que as coisas são assim mesmo. E então você continua a negar sua própria natureza.

Não seja um escravo para sempre

O amor tem sido envenenado, mas não destruído. O veneno pode ser neutralizado, pode ser retirado do seu organismo – você pode ser purificado. Pode vomitar tudo o que a sociedade o forçou a engolir. Pode jogar fora todas as suas crenças e todos os seus condicionamentos – pode se libertar. A sociedade não pode fazer de você um escravo para sempre, caso decida ser livre. Chegou a hora de jogar fora todos os padrões obsoletos e começar uma vida nova, uma vida natural, não repressora, uma vida não de renúncia, mas de alegria. Odiar ficará a cada dia mais impossível. O ódio é o polo oposto do amor, assim como a doença é o polo oposto da saúde. Mas você não precisa optar pela doença.

A doença oferece umas poucas vantagens que a saúde não pode oferecer; não se apegue a essas vantagens. O ódio também tem umas poucas vantagens que o amor não tem. E você tem que ser muito observador. A pessoa doente ganha a simpatia de todos; ninguém a fere, todo mundo toma cuidado com o que lhe diz, afinal ela é tão doente! Ela é o centro das atenções, o centro de todo o mundo – da família, dos amigos – passa a ser a pessoa de quem todos falam, uma pessoa importante. Agora, se ela se apegar muito a essa importância, ao fato de seu ego estar satisfeito, ela nunca mais vai querer ser uma pessoa saudável. Ela se agarrará à doença. E os psicólogos dizem que existem muitas pessoas apegadas à doença por causa das vantagens que ela oferece. E essas pessoas investiram tanto tempo nessa doença que se esqueceram completamente de que estão apegadas a ela. Tem medo de que, se ficarem saudáveis, não terão mais ninguém.

Você ensina isso também. Quando uma criancinha fica doente, toda a família se volta para ela. Isso é absolutamente não-científico. Quando a criança estiver doente, cuide do corpo dela, mas não lhe dê atenção demais. É perigoso, porque ela associa a doença à atenção que você lhe dá… O que fatalmente acontece, se isso se repetir muito. Sempre que a criança fica doente, ela passa a ser o centro das atenções de toda a família: o papai vem, senta-se ao lado dela e pergunta como está se sentindo, o médico é chamado, os vizinhos começam a aparecer, os amigos perguntam e as pessoas trazem presentinhos…

Ela pode ficar apegada demais a isso; essa atenção toda pode agradar de tal modo o seu ego que a criança pode não querer ficar boa de novo. E, se isso acontecer, então será impossível ficar saudável. Nenhum remédio a curará. A pessoa se compromete com a doença. E isso é o que acontece com muitas pessoas, com a maioria. Quando você odeia, seu ego fica satisfeito. O ego só pode existir se você odiar, pois quando odeia você se sente superior, sente-se separado, define-se. Quando odeia, você consegue urna certa identidade. No amor, o ego tem de desaparecer. No amor, você não fica mais separado – o amor o ajuda a se fundir com as outras pessoas. Trata-se de um encontro e de uma fusão.
Se você é muito apegado ao ego, odiar é fácil e amar é muito difícil. Fique alerta, atento: o ódio é a sombra do ego. Para amar é preciso grande coragem. É preciso grande coragem porque requer o sacrifício do ego. Só aqueles que estão prontos para se descorporificar são capazes de amar. Só aqueles que estão prontos para transformar-se em nada, para esvaziar-se completamente de si mesmos, são capazes de receber, do além, o dom de amar.



– OSHO –






sexta-feira, 8 de setembro de 2017

DESFAZER O CORPO DE DOR COLECTIVO FEMININO





Porque é que o corpo de dor 
é um obstáculo maior para as mulheres?



Geralmente, o corpo de dor tem um aspecto colectivo para além do individual.
O aspecto individual consiste no resíduo acumulado de dor emocional sofrida no passado da  própria pessoa.
O aspecto colectivo consiste na dor acumulada na psique colectiva humana ao longo de milhares de anos de doença, tortura, guerra, assassínio, crueldade, loucura, e outras coisas semelhantes.
O corpo de dor de cada um de nós partilha igualmente do corpo de dor colectivo. 

Há diferentes elementos no corpo de dor colectivo. 
Por exemplo, os  países e raças que sofrem formas extremas de violência possuem um corpo de dor mais  pesado do que os outros.
Qualquer pessoa com um corpo de dor forte, mas sem consciência suficiente para deixar de se identificar com ele, ver-se-á forçada não só a reviver a dor emocional contínua ou periodicamente, mas também a tornar-se um agressor ou uma vítima da violência, dependendo do seu corpo de dor ter uma tendência activa ou  passiva.

Por outro lado, poderá também estar mais próxima da iluminação. 
Este potencial não será necessariamente realizado, é claro, mas quem estiver a ter um pesadelo tem mais hipóteses de querer despertar do que alguém que esteja a ter um sonho comum.

Além do seu corpo de dor pessoal, cada mulher tem a sua quota-parte naquilo a que poderíamos chamar o corpo de dor colectivo feminino – a não ser que ela seja plenamente consciente. Este corpo consiste na acumulação da dor sofrida pelas mulheres, devido em  parte à subjugação masculina, à escravidão, à exploração, a violações, à dor do parto e à morte de filhos ao longo de milhares de anos.

A dor emocional ou física que, para muitas mulheres, precede e acompanha o período menstrual é uma manifestação do corpo de dor colectivo a despertar do seu estado de latência nessa altura, embora isso também possa acontecer em outras ocasiões. 

O corpo de dor restringe a livre circulação da energia da vida através do corpo, de que a menstruação é uma expressão física.

Consideremos com mais atenção este aspecto e vejamos como ele se pode tornar uma oportunidade de iluminação.
Por vezes, o corpo de dor "toma conta" da mulher nessa ocasião.
Ele possui uma carga extremamente poderosa que a poderá induzir facilmente a identificar-se inconscientemente com ele. Ela fica então activamente possuída por um campo de energia que ocupa o seu espaço interior e finge ser ela – mas que, é claro, não o é. Fala através dela, age através dela, pensa através dela. Criará situações negativas na sua vida para se alimentar da energia. Quer mais dor, seja de que forma for. Já descrevi o processo.
Ele pode ser  perverso e destrutivo.
É dor pura, dor passada – e não é quem você é.

O número de mulheres que se aproxima agora do estado de consciência plena já excede o dos homens e crescerá ainda mais rapidamente nos próximos anos.
No final, os homens  poderão chegar ao nível delas, mas durante um período de tempo considerável haverá um hiato entre a consciência dos homens e a das mulheres. 
As mulheres estão a recuperar a função que lhes cabe por direito, daí que lhes seja mais fácil do que aos homens ser uma  ponte entre o Mundo Manifesto e o Não-Manifesto, entre o Físico e o Espírito.

A principal tarefa agora, como mulher, é tratar de transmutar o corpo de dor para que ele não se interponha entre ela e o seu verdadeiro eu, a essência de quem ela é. 
É evidente que também terá de lidar com o outro obstáculo à iluminação, que é a mente que pensa, mas a intensa presença que a mulher cria ao lidar com o corpo de dor também a libertará da identificação com a mente.

A primeira coisa a lembrar é a seguinte: enquanto a sua identidade se basear no corpo de dor, a mulher não se conseguirá ver livre dele. Enquanto uma parte da sua sensação de identidade estiver investida na sua dor emocional, ela resistirá inconscientemente ou sabotará qualquer tentativa que faça para sarar essa dor.
Porquê? Muito simplesmente  porque se quer manter intacta, e a dor tornou-se uma parte essencial de si. É um processo inconsciente, e a única maneira de o ultrapassar é torná-lo consciente. Ver de repente que se está ou esteve apegada à sua dor poderá ser uma descoberta  bastante chocante. No momento em que o compreender, romperá com o apego.

O corpo de dor é um campo de energia, quase uma entidade, que temporariamente se alojou no seu espaço interior. É energia de vida que ficou presa, energia que deixou de fluir. É evidente que o corpo de dor existe por causa de determinadas coisas que lhe aconteceram no  passado. É o passado a viver em si e, se se identificar com ele, identifica-se com o passado. A identidade de uma vítima consiste na convicção de que o passado é mais poderoso que o  presente, o que é o oposto da verdade. É a convicção de que as outras pessoas e o que elas lhe fizeram são responsáveis por quem se é agora, pela sua dor emocional ou pela sua incapacidade em ser o seu verdadeiro eu. 

A verdade é que o único poder que existe está contido dentro deste momento: é o poder da sua presença. Uma vez que a mulher compreenda isto, também compreenderá que agora é responsável pelo seu espaço interior  — e mais ninguém — e que o passado não poderá prevalecer contra o poder do Agora.

Portanto, a identificação impede-a de lidar com o corpo de dor. 


Algumas mulheres, já suficientemente conscientes para desistirem da sua identidade de vítima a nível pessoal, continuam a agarrar-se a uma identidade de vítima colectiva: "o que os homens fizeram às mulheres".

Elas têm – mas também não têm – razão.
Têm razão atendendo a que o corpo de dor feminino é em grande parte devido à violência masculina, exercida sobre as mulheres, e à repressão do princípio feminino em todo o planeta ao longo dos milénios.
Não têm razão se forem buscar a sua sensação de identidade a esse facto e ficarem assim  presas de uma identidade de vítima colectiva. 


Se uma mulher ainda se agarrar à ira, ao ressentimento, ou à condenação, estará a agarrar-se ao seu corpo de dor.
O que lhe poderá dar uma reconfortante sensação de identidade, de solidariedade para com as outras mulheres, mas que a manterá escrava do passado e lhe bloqueará o pleno acesso à sua essência e verdadeiro poder. 

Se as mulheres se isolarem a si próprias dos homens, criarão uma sensação de separação e por conseguinte um fortalecimento do ego. E quanto mais forte for o seu ego, mais distante você, mulher, estará da sua verdadeira natureza. 

Por isso não baseie a sua identidade no corpo de dor. 
Em vez disso, use-o para a iluminação. 
Transmute-o em consciência. 
Uma das melhores ocasiões para o fazer é durante o período menstrual. 


Eu acredito que, nos anos vindouros, muitas mulheres entrarão num estado plenamente consciente quando ficarem menstruadas. Geralmente, este é um período de inconsciência para muitas mulheres, pois o corpo de dor colectivo feminino toma conta delas. Contudo, uma vez que você tenha atingido um determinado nível de consciência, poderá reverter isso de forma que, em vez de se tornar inconsciente, se torne mais consciente.

Eu já descrevi o processo básico, mas vou voltar a fazê-lo agora, desta vez com uma referência especial ao corpo de dor colectivo feminino: 

Quando notar que se aproxima a menstruação, antes de sentir os primeiros sinais daquilo a que normalmente se chama tensão pré-menstrual, fique muito atenta e habite o seu corpo tão plenamente quanto possível. Quando aparecer o primeiro sinal, você precisa de estar suficientemente alerta para o "agarrar" antes que ele tome conta de si.
Por exemplo, o primeiro sinal poderá ser uma forte irritação repentina ou um acesso de ira, ou talvez seja apenas algum sintoma puramente físico. Seja o que for, agarre-o antes que ele tome conta do seu pensamento ou do seu comportamento. Isso significa simplesmente concentrar nele a sua atenção. Se for uma emoção, sinta a forte carga de energia por trás dela. Reconheça que é o corpo de dor.
Ao mesmo tempo, seja o conhecer; quer dizer, reconheça a sua presença consciente e sinta o poder dessa presença. Qualquer emoção,  perante a sua presença, acalma-se e transmuta-se rapidamente.
Se for um sintoma puramente físico, a atenção que lhe der impedi-lo-á de se tomar uma emoção ou um  pensamento. 
Depois, continue alerta e espere pelo próximo sinal do corpo de dor.
Quando ele aparecer, agarre-o novamente da forma descrita a trás.
Mais tarde, quando o corpo de dor tiver despertado completamente do seu estado de latência, poderá sentir uma turbulência considerável no seu espaço interior durante algum tempo, talvez durante vários dias. Seja qual for a forma que ela tomar, fique presente. Dê-lhe toda a sua atenção. Agarre o conhecer, seja o conhecer. Lembre-se: não permita que o corpo de dor use a sua mente e tome conta do seu pensamento. Observe-o. Sinta a sua energia directamente dentro do seu corpo. 
Como sabe, atenção plena significa aceitação  plena. 
Através de uma atenção contínua e, portanto, da aceitação, vem a transmutação. 
O corpo de dor transforma-se em consciência radiosa, à semelhança da lenha que, ao ser lançada no fogo, se transforma ela própria em fogo. A menstruação tornar-se-á então não só numa expressão cheia de alegria e satisfação da sua feminilidade, mas também numa ocasião sagrada de transmutação, quando você dá à luz uma nova consciência. 
A sua verdadeira natureza brilhará então, não só no seu aspecto feminino, como Deusa, como também no seu aspecto transcendental, como Ser divino que você é, transcendendo a dualidade masculina e feminina. 

Se o seu parceiro masculino for suficientemente consciente, poderá ajudá-la no exercício que acabei de descrever mantendo uma frequência intensa de presença nessa altura em particular. 
Se ele estiver presente sempre que você recair numa identificação inconsciente com o corpo de dor, o que poderá acontecer e certamente acontecerá ao  princípio, poderá rapidamente voltar a juntar-se a ele nesse estado de presença.
Isso significa que sempre que o corpo de dor tomar conta de si temporariamente, quer durante a menstruação quer noutras alturas, o seu companheiro não o confundirá com quem você é. 
Mesmo que o corpo de dor o ataque, como provavelmente o fará, ele não reagirá como se fosse você a atacá-lo, nem se afastará ou levantará qualquer tipo de defesa. 
Ele guardará  para si o espaço de intensa presença.
Nada mais é preciso para a transformação.

Noutras alturas, você será capaz de fazer a mesma coisa por ele ou de o ajudar a reivindicar a consciência à mente, atraindo a sua atenção para o aqui e agora sempre que ele se identificar com o seu pensar.
Desse modo, levantar-se-á entre ambos um campo de energia permanente, de uma frequência pura e elevada. Nenhuma ilusão, nenhum sofrimento, nenhum conflito, nada que não seja você e nada que não seja o amor poderá sobreviver nesse campo.

Isso representará a realização da finalidade divina e transpessoal do vosso relacionamento.
Tornar-se-á um vórtice de consciência que atrairá muitos outros para o seu interior.



in, O Poder do Agora
8- Relacionamentos Iluminados
ECKHART TOLLE







O CORPO DE DOR FEMININO COLETIVO

A dimensão coletiva do corpo de dor apresenta componentes diferentes.
Tribos, nações, raças, todos têm seu corpo de dor coletivo, e alguns são mais pesados do que os outros. 
A maioria dos integrantes de cada um desses grupos participa dele em maior ou menor grau.
Quase toda mulher tem sua parcela no corpo de dor feminino colectivo, que tende a se tornar activado especialmente no período que precede a menstruação.
Nessa fase, muitas mulheres são dominadas por uma intensa emoção negativa. 

A supressão do princípio feminino, sobretudo ao longo dos últimos 2 mil anos, permitiu que o ego ganhasse absoluta supremacia na psique humana colectiva.

Embora as mulheres tenham ego, é claro, ele pode enraizar-se e prosperar com mais facilidade na forma masculina do que na feminina. Isso acontece porque as mulheres se identificam menos com a mente do que os homens. 

Elas estão mais em contacto com o corpo interior e a inteligência do organismo, que dão origem às faculdades intuitivas. A forma feminina não se encontra tão rigidamente encapsulada quanto a masculina, tem maior abertura e sensibilidade em relação às outras formas de vida e está mais sintonizada com o mundo natural. 

Se o equilíbrio entre as energias masculina e feminina não tivesse acabado no nosso planeta, o crescimento do ego teria sido limitado de modo significativo. Não teríamos declarado guerra à natureza e não seríamos tão completamente alienados do nosso Ser.

Ninguém tem o número exacto porque não foram mantidos registos, mas acredita-se que ao longo de 300 anos entre 3 e 5 milhões de mulheres foram torturadas e mortas pela "Santa Inquisição", uma instituição fundada pela Igreja Católica Romana para reprimir a heresia. Esse acontecimento se equipara ao Holocausto como um dos capítulos mais sombrios da história da humanidade.

Bastava uma mulher mostrar amor pelos animais, caminhar sozinha nos campos ou nas florestas ou colher plantas medicinais para ser considerada bruxa, torturada e condenada a morrer na fogueira. O sagrado feminino foi declarado demoníaco e toda uma dimensão desapareceu significativamente da experiência humana.

Outras culturas e religiões, como o judaísmo, o islamismo e até mesmo o budismo, também reprimiram a dimensão feminina, embora de uma maneira menos violenta.

O papel das mulheres foi reduzido a cuidar dos filhos e da propriedade masculina. 
Os homens, que negavam o feminino até dentro de si mesmos, agora comandavam o mundo, um mundo que estava em total desequilíbrio. 

O resto é história, ou melhor, o histórico de um caso de insanidade.
Quem foi responsável por esse medo do feminino que só pode ser descrito como uma paranóia colectiva aguda?
Poderíamos dizer: evidentemente, os homens foram os responsáveis.


  • Mas então por que em muitas civilizações antigas pré-cristãs, como a suméria, a egípcia e a celta, as mulheres eram respeitadas e o princípio feminino não era temido, e sim reverenciado? 
  • O que foi que de repente levou os homens a se sentir ameaçados pelo feminino? 


O ego que se desenvolvia neles. 
Ele sabia que só conseguiria obter o pleno controle do planeta por meio da forma masculina e, para fazer isso, tinha que tornar o feminino menos poderoso. 

Além disso, o ego também dominou a maioria das mulheres, embora jamais fosse capaz se de se enraizar tão profundamente nelas quanto fez com os homens. 

Hoje em dia, a supressão do feminino está interiorizada, até mesmo pela maior parte das mulheres. O sagrado feminino, por ser reprimido, é sentido por elas como uma dor emocional. Na verdade, ele se tornou parte do seu corpo de dor juntamente com o sofrimento que elas acumularam ao longo de milénios por meio do parto, do estupro, da escravidão, da tortura e da morte violenta. 

No entanto, agora as coisas estão mudando num ritmo muito veloz.
Como muitas pessoas estão se tornando mais conscientes, o ego vem perdendo influência sobre a mente humana.
Uma vez que ele nunca se enraizou profundamente nas mulheres, seu domínio sobre elas está se reduzindo mais rápido do que sobre os homens.




in, Um Novo Mundo
O CORPO DE DOR FEMININO COLECTIVO 
ECKHART TOLLE







Arremesso






Porque despertar em mim esse animal
alucinado. Animal de olhos de fogo.
Selvagem e louco. Esse animal acuado
que perde sangue no jogo. Essa fera
que te ataca e te resiste. Que por pouco
não te mata. Ah, essa desenfreada que me existe
e me devora. Porque despertá-la agora
já que há tanto vinha adormecida.
Porque assustá-la assim em meio ao sono.
Porque arrancá-la bruscamente de seu sonho
e transportá-la de repente para a vida.
Porque despertar em mim essa cavala doida
que vai te galopar de corpo inteiro. Enlouquecida
que vai se ferir em meio ao trote. Porque atiçar esse
bicho
que nessa luta vai morrer primeiro.
Que vai morrer de fome, de grito, de garganta enxuta,
de tanta entrega. Dilacerado de tanta força bruta.
Porque despertar essa besta que me habita
que se torna cruel e desumana quando aflita.
Porque gritar com ela no silêncio de um sono branco
em que já vinha há tanto. Porque provocá-la em meio
ao espanto
quando ainda não era o seu tempo.



BRUNA LOMBARDI
in, No Ritmo dessa Festa






Tecnologias Avançadas





“Ere many generations pass, our machinery will be driven by a power obtainable at any point in the universe. 
This idea is not novel…
We find it in the delightful myth of Antheus, who derives power from the earth; we find it among subtle speculations of one of your splendid mathematicians….
Throughout space there is energy. 
Is this energy static, or kinetic? 
If static our hopes are in vain; if kinetic – and this we know it is, for certain – then it is a mere question of time when men will succeed in attaching their machinery to the very wheel work of nature.” 

 – Nikola Tesla





A propulsão por plasma antigravitante pode criar uma ponte ou um portal entre o plano físico e o não físico, pelo que deixa de haver “velocidade, gravidade ou massa real” envolvidos.
A mesma “metafísica” é utilizada na onda estacionária do plasma que transmite electrões através do espaço, que foi o que Tesla descobriu…
E ele criou dispositivos que poderiam transmitir electrões (eletricidade) sem fios.
Ele e as suas invenções foram sequestrados pela cabala.



Neste momento, algumas pessoas optaram por concentrar a sua atenção  nos acontecimentos e nas batalhas mais "Esotéricas"  que ocorrem para além da nossa atmosfera e que muitos referem como "Programas Espaciais Secretos" e "A Separação das Civilizações".

Há muitas tecnologias secretas que estão em uso nestes "Programas", que estão a ser ocultadas e que poderiam mudar completamente a natureza e a qualidade de vida de todos os seres humanos aqui na Terra: 


  1. As tecnologias da "Energia Livre" iriam acabar com a necessidade das actuais “Empresas de Energia Petroquímica”, 
  2. As tecnologias dos “Tratamentos através da Luz e de Frequências de Som” acabariam com as “Multinacionais Farmacêuticas”, 
  3. As tecnologias de “Interface Neurológica” iriam colocar um fim à necessidade das "grandes Instituições de Ensino "; 
  4. As tecnologias de "Reprodução de Alimentos” e de “Purificação e Recuperação Ambiental" iriam acabar com a pobreza, com a fome e começar a inverter o dano que  a Humanidade tem feito à Terra, praticamente de um dia para o outro.


Como  podem imaginar a verdadeira ameaça à divulgação não é o facto da Humanidade não poder lidar com a verdade ou ser incapaz de conciliar a "Vida Cósmica" com as suas crenças religiosas.

A verdadeira razão é que essas tecnologias fariam entrar imediatamente em colapso as economias do mundo e consequentemente, o " Sistema de Escravidão Babilónico do Dinheiro Mágico " jamais seria usado.
Isso significa a "Perda do Controlo" do 1% (da Elite) sobre as "Massas", e uma “Mudança de Paradigma” completa. 






quinta-feira, 7 de setembro de 2017

Da Vida... não Fales Nela






Da vida... não fales nela, 
quando o ritmo pressentes. 
Não fales nela que a mentes. 

Se os teus olhos se demoram 
em coisas que nada são, 
se os pensamentos se enfloram 
em torno delas e não 
em torno de não saber 
da vida... Não fales nela. 

Quanto saibas de viver 
nesse olhar se te congela. 
E só a dança é que dança, 
quando o ritmo pressentes. 

Se, firme, o ritmo avança, 
é dócil a vida, e mansa... 
Não fales nela, que a mentes. 



Jorge de Sena
in, "Pedra Filosofal"





Who's In Charge? Self Identity Ho’oponopono





Problems can be solved without knowing what the heck is going on!
Realizing and appreciating this is sheer relief and joy for me.



Problem solving, 
part of the purpose for existence, 
is what Self Identity Ho’oponopono is about. 
To solve problems, 
two questions must be addressed: 
Who am I? 
Who’s in charge?



To apprehend the nature of the cosmos begins with the insight of Socrates:
“Know thyself.”



Who’s in charge?

Most people, including those in the science community, deal with the world as being a physical entity.

Current research in DNA to identify causes and remedies for heart disease, cancer, and diabetes is a prime example of this.

The Intellect, the Conscious Mind, believes it is the problem solver.
That it controls what happens and what is experienced.

In his book User Illusion: Cutting Consciousness Down To Size, science journalist Tor Norretranders paints a different picture of Consciousness.
He cites research studies, particularly those of Professor Benjamin Libet of the University of California at San Francisco, that show that:

Decisions are made before Consciousness makes them. And that the Intellect is not aware of this, believing that it decides.



Patterns

From the moment of my birth
To the instant of my death
There are patterns I must follow
Just as I must breathe each breath.
Like a rat in a maze
The path before me lies
And the pattern never alters
Until the rat dies.

And the pattern still remains
On the wall where darkness fell
And its fitting that it should
For in darkness I must dwell.
Like the color of my skin
Or the day that I grow old
My life is made of patterns
That can scarcely be controlled.

Paul Simon, Poet



Norretranders also cites research that show that:

The Intellect is only conscious of between fifteen to twenty bits of information per second out of millions in reaction below its awareness!



If not the Intellect, Consciousness, then who’s in charge?

Memories replaying dictate what the Subconscious Mind experiences.

The Subconscious Mind experiences vicariously, mimicking, echoing memories replaying. It behaves, sees, feels, and decides exactly as memories dictate.
The Conscious Mind too operates, without its awareness, by memories replaying. They dictate what it experiences as research studies show.

The body and the world reside in the Subconscious Mind as creations of memories replaying, rarely as Inspirations.

The Subconscious Mind and Conscious Mind, comprising the Soul, do not generate their own ideas, thoughts, feelings and actions. As noted before, they experience vicariously, through memories replaying and Inspirations.

It is essential to realize that the Soul does not generate experiences of its own.
That it sees as memories see; feels as memories feel; behaves as memories behave, and decides as memories decide. 
Or, rarely, it sees, feels, behaves and decides as Inspiration sees, feels, behaves and decides!

It is crucial in problem solving to realize that the body and the world are not the problems in and of themselves but the effects, the consequences, of memories replaying in the Subconscious Mind! Who’s in charge?



Poor Soul, the Center of my sinful earth,
(Thrall to) these rebel pow’rs that thee array, 
Why dost thou pine within and suffer dearth,
Painting thy outward walls so costly gay?

Shakespeare, Poet





The Void is the foundation of Self Identity, of Mind, of the cosmos.
It is the precursor state to the infusion of Inspirations from Divine Intelligence into the Subconscious Mind.



All that scientists know is 
the cosmos was spawned from nothing, 
and will return to the nothing from whence it came. 
The universe begins and ends with zero. 

Charles Seife, ZERO: The Biography of a Dangerous Idea






Memories replaying displace the Void of Self Identity, precluding the manifestation of Inspirations. To remedy this displacement, to reestablish Self Identity, memories need to be transformed to void through transmutation by Divine Intelligence.




CLEAN, erase, erase and find your own
Shangri-La. Where? Within yourself.

Morrnah Nalamaku Simeona, Kahuna Lapa’au



Nor stony tower, nor walls of beaten brass,
Nor airless dungeon, nor strong links of iron,
Can be retentive to the strength of spirit.

William Shakespeare, Playwright






Existence is a gift from Divine Intelligence. And the gift is given for the sole purpose of reestablishing Self Identity through problem solving. Self Identity Ho’oponopono is an updated version of an ancient Hawaiian problem solving process of repentance, forgiveness and transmutation.

Do not judge, and you will not be judged. 
Do not condemn, and you will not be condemned. 
Forgive and you will be forgiven. 

Jesus as reported in Luke 6



Ho’oponopono involves the full participation of each of the four members of Self Identity: 

  • Divine Intelligence, 
  • Super Conscious Mind, 
  • Conscious Mind and 
  • Subconscious Mind 

Working together as a unit of one. 
Each member has its unique part and function in problem solving memories replaying in the Subconscious Mind.


The Super Conscious Mind is memory free, unaffected by memories replaying in the Subconscious Mind. It is always one with Divine Intelligence. However Divine Intelligence moves, so moves the Super Conscious Mind.

Self Identity operates by Inspiration and memory.
Only one of them, either memory or Inspiration, can be in command of the Subconscious Mind at any given moment.
The Soul of Self Identity serves only one master at a time, usually memory the thorn instead of Inspiration the rose.









“I am the self consumer of my woes.”

John Clare, Poet



Void is the common ground, the equalizer, of all Self Identities, both “animate” and “inanimate.” It is the indestructible and timeless foundation of the entire cosmos seen and unseen.


We hold these truths to be self-evident, 
that all Men (all life forms) are created equal…..

Thomas Jefferson, Author Declaration of Independence


Memories replaying displace the common ground of Self Identity, taking the Soul of Mind away from its natural position of Void and Infinite. ~
Although memories displace  the Void, they cannot destroy it.
How can nothing be destroyed?


"A house divided against its self cannot stand."

Abraham Lincoln, President of the United States






The Conscious Mind can initiate the Ho`oponopono process to release memories or it can engage them with blame and thinking.







1. Conscious Mind initiates the Ho’oponopono problem solving process, a petition to Divine Intelligence to transmute memories to void. It acknowledges that the problem is memories replaying in its Subconscious Mind. And that it is 100% responsible for them. The petition moves down from the Conscious Mind into the Subconscious Mind;

2. The down flow of the petition into the Subconscious Mind gently stirs memories for transmutation. The petition then moves up to the Super Conscious Mind from the Subconscious Mind, and

3. The Super Conscious Mind reviews the petition, making changes as appropriate. Because it is always in tune with Divine Intelligence, it has the capacity to review and make changes. The petition is then sent up to Divine Intelligence for final review and consideration.




4. After reviewing the petition sent up by the Super Conscious Mind, Divine Intelligence sends transmuting energy down into the Super Conscious Mind;

5. Transmuting energy then flows from the Super Conscious Mind down into the Conscious Mind;

6. And transmuting energy then flows down from the Conscious Mind into the Subconscious Mind. The transmuting energy first neutralizes designated memories. The neutralized energies are then released into storage, leaving a void.




Thinking and blame (See Graph 3) are memories replaying.

The Soul can be inspired by Divine Intelligence without knowing what the heck is going on. 
The only requirement for Inspiration, Divine creativity, is for Self Identity to be Self Identity.
To be Self Identity requires incessant cleansing of memories.

Memories are constant companions of the Subconscious Mind. 
They never leave the Subconscious Mind to go on vacation.
They never leave the Subconscious Mind to go into retirement.
Memories never stop their incessant replaying!



The Man of Law’s Tale

O sudden grief that ever art near neighbour
To worldly bliss! Sprinkled with bitterness
The ends of joy in all our earthly labour!
Grief occupies the goal to which we press.
For your own safety think it is no less,
And in your days of gladness bear in mind
The unknown evil forging on behind!

Geoffrey Chaucer, Cantebury Tales




To be done with memories once and for all, they must be cleansed to nothing once and for all.

"It was in Iowa in 1971 that I fell head over heels in love for the second time. Dear M, our daughter, was born.

As I watched my wife care for M, I fell deeper and deeper in love with both of them. I had two wonderful people to love now.

After completing graduate school in Utah that summer, my wife and I had two choices to make: go home to Hawaii or to continue graduate training in Iowa.

As we began life in the Hawkeye State, two hurtles immediately confronted us. First, M never stopped crying when we brought home from the hospital!

Secondly, the worst winter of the century in Iowa history set in. Each morning for weeks on end I kicked the bottom inside of the front door of our apartment and hammered its edges with my hands to break the
entombing ice on the other side.

Around her first year, blood stains showed up on M’s blankets. Only now as I write this sentence, I realize that the constant crying was her reactions to the severe skin problem that was diagnosed later.

By age three, blood seeped continuously from cracks in the crooks of M’s elbows and knees. Blood wept from cracks around the joints of her fingers and toes. Thick mantles of hard skin covered the inside of her arms and around her neck.

One day nine years later when M was about twelve, she, her sister and I were driving home. Suddenly I found myself turning the car around without conscious forethought, and headed in the direction of my office in Waikiki.

“Oh, you folks have come to visit me,” Morrnah said quietly as the three of us trooped into her office. As she shuffled papers on her desk, she looked up at M. “Did you want to ask me something?”
she said softly.

M stretched out both arms revealing years of pain and grief etched in them up and down like Phoenician scrolls. “OK,” came Morrnah’s reply, and she closed her eyes.

What was Morrnah doing? The creator of Self Identity Ho’oponopono was doing Self Identity Ho’oponopono. A year later, thirteen years of bleeding, scaring, pain, grief and medications came to an end."

Self Identity Ho’oponopono Student




For Self Identity to be Self Identity moment to moment requires incessant Ho’oponopono.
Like memories, incessant Ho’oponopono can never go on vacation.
Incessant Ho’oponopono can never retire.
Incessant Ho’oponopono can never sleep.
Incessant Ho’oponopono can never stop as…


 “…in your days of gladness bear in mind the unknown evil (memories replaying) forging on behind!”




The purpose of life is to be Self Identity as Divinity created Self Identity in its exact likeness, Void and Infinite.

All life experiences are expressions of memories replaying and Inspirations.
Depression, thinking, blame, poverty, hate, resentment and grief are “…fore bemoan moans,” as Shakespeare noted in one of his Sonnets.




Consciousness working alone is ignorant of Divine Intelligence’s most precious gift:
Self Identity. As such, it is ignorant of what a problem is. This ignorance results in ineffectual solving problem. Poor soul is left to incessant, needless grief for its entire existence. How sad.

The Conscious Mind needs to be awakened to the gift of Self Identity, “…wealth
beyond all understanding.”

Self Identity is indestructible and eternal as is its Creator, Divine Intelligence. 
The consequence of ignorance is the false reality of senseless and relentless poverty, disease, and war and death generation after generation.




The physical is the expression of memories and Inspirations taking place in the Soul of Self Identity. Change the state of Self Identity and the state of the physical world changes.

Who’s in charge…inspirations or memories replaying?
The choice is in the hands of the Conscious Mind.




Here are four (4) Self Identity Ho’oponopono problem solving processes that can be applied to reestablish Self Identity through voiding memories replaying problems in the Subconscious Mind:

1. “I love you.” When your Soul experiences memories replaying problems, say to them mentally or silently: “I love you dear memories. I am grateful for the opportunity to free all of you and me.” “I love you” can be repeated quietly again and again. Memories never go on vacation or retire unless you retire them. “I love you” can be used even if you are not conscious of problems.
For example, it can be applied before engaging in any activity such as
making or answering a telephone call or before getting into your car to go
somewhere.

2. Love your enemies, do good to those who hate you.

3. Blue Solar Water: Drinking lots of water is a wonderful problem solving practice, particularly if it is blue solar water. Get a blue glass container with a non-metallic Cover. Pour tap water into the container. Place the blue glass container either in the Sun or under an incandescent lamp (not a florescent lamp) for at least an hour. After the water is solarized, it can be used in several ways. Drink it. Cook with it. As a rinse after a bath or shower. Fruits and vegetables love being washed in blue solar water! As with “I love you” and “Thank you” processes, blue solar water voids memories replaying problems in the Subconscious Mind. So, drink away!

4. Strawberries and blueberries: These fruits void memories. They can be eaten fresh or dried. They can be consumed as jams, jellies and even syrup on ice cream!





I got the idea a few months back of a talking glossary of the essential “characters” in Self Identity Ho’oponopono. You can get acquainted with each of them at your leisure.

1. Self Identity: I am Self Identity. I am composed of four elements: Divine Intelligence, Super Conscious Mind, Conscious Mind and Subconscious Mind. My foundation, Void and Infinite, is an exact replication of Divine Intelligence.

2. Divine Intelligence: I am Divine Intelligence. I am the Infinite. I create Self Identities and Inspirations. I transmute memories to void.

3. Super Conscious Mind: I am Super Conscious Mind. I oversee the Conscious and Subconscious Minds. I review and make appropriate changes in the Ho’oponopono petition to Divine Intelligence initiated by the Conscious Mind. I am unaffected by memories replaying in the Subconscious Mind. I am
always one with Divine Creator.

4. Conscious Mind: I am Conscious Mind. I have the gift of choice. I can allow incessant memories to dictate experience for the Subconscious Mind and me or I can initiate the release of them through incessant Ho’oponopono. I can petition for directions from Divine Intelligence.

5. Subconscious Mind: I am Subconscious Mind. I am the storehouse for all of the accumulate memories from the beginning of creation. I am the place where experiences are experienced as memories replaying or as Inspirations. I am the place where the body and the world reside as memories replaying and as Inspirations. I am the place where problems live as memories reacting.

6. Void: I am Void. I am the foundation of Self Identity and the Cosmos. I am where Inspirations spring forth from Divine Intelligence, the Infinite. Memories replaying in the Subconscious Mind displace me but not destroy me, precluding the inflow of Inspirations from Divine Intelligence.

7. Infinite: I am Infinite, Divine Intelligence. Inspirations flow like fragile roses from me into the Void of Self Identity, easily displaced by the thorns of memories.

8. Inspiration: I am Inspiration. I am a creation of the Infinite, of Divine Intelligence. I manifest from the Void into the Subconscious Mind. I am experienced as a brand new occurrence.

9. Memory: I am memory. I am a record in the Subconscious Mind of a past experience. When triggered, I replay past experiences.

10. Problem: I am problem. I am a memory replaying a past experience again in the Subconscious Mind.

11. Experience: I am experience. I am the effect of memories replaying or Inspirations in the Subconscious Mind.

12. Operating System: I am the Operating System. I operate Self Identity with Void, Inspiration and Memory.

13. Ho’oponopono: I am Ho’oponopono. I am an ancient Hawaiian problem solving process updated for today’s use by Morrnah Nalamaku Simeona, Kahuna Lapa’au, recognized as a Living Treasure of Hawaii in 1983. I am composed of three elements: repentance, forgiveness and transmutation. I am a petition initiated by the Conscious Mind to Divine Intelligence to void memories to re- establish Self Identity. I begin in the Conscious Mind.

14. Repentance: I am repentance. I am the beginning of the Ho’oponopono process initiated by the Conscious Mind as a petition to Divine Intelligence to transmute memories to void. With me, the Conscious Mind acknowledges its responsibility for the memories replaying problems in its Subconscious Mind, having created,accepted and accumulated them.

15. Forgiveness: I am Forgiveness. Along with Repentance, I am a petition from the Conscious Mind to Divine Creator to transform memories in the Subconscious Mind to void. Not only is the Conscious Mind sorrowful, it is also asking Divine Intelligence for forgiveness.

16.Transmutation: I am Transmutation. Divine Intelligence uses me to neutralize

17. Wealth: I am Wealth. I am Self Identity.

18. Poverty: I am Poverty. I am memories replaying. I displace Self Identity, precluding the infusion of Inspirations from Divine Intelligence into the Subconscious Mind!



I wish you Peace beyond all understanding.

O Ka Maluhia no me oe.

Peace be with you,


Ihaleakala Hew Len, Ph.D.





"I" Am The "I"
OWAU NO KA "I"

"I" come forth from the void into light,
Pua mai au mai ka po iloko o ka malamalama,

"I" am the breath that nurtures life,
Owau no ka ha, ka mauli ola,

"I" am that emptiness, that hollowness beyond all consciousness,
Owau no ka poho, ke ka'ele mawaho a'e o no ike apau.

The "I", the Id, the All.
Ka "I", Ke Kino Iho, na Mea Apau.

"I" draw my bow of rainbows across the waters,
Ka a'e au "I" ku'u pi'o o na anuenue mawaho a'e o na kai a pau,

The continuum of minds with matters.
Ka ho'omaumau o na mana'o ame na mea a pau.

"I" am the incoming and outgoing of breath,
Owau no ka "Ho" a me ka "Ha",

The invisible, untouchable breeze,
He huna ka makani nahenahe,

The undefinable atom of creation.
Ka "Hua" huna o Kumulipo.

"I" am the "I".






The Peace Of "I"
KA MALUHIA O KA "I"

Peace be with you, All My Peace,
O ka Maluhia no me oe, Ku'u Maluhia a pau loa,

The Peace that is "I", the Peace that is "I am".
Ka Maluhia o ka "I", owau no ka Maluhia,

The Peace for always, now and forever and evermore.
Ka Maluhia no na wa a pau, no ke'ia wa a mau a mau loa aku.

My Peace "I" give to you, My Peace "I" leave with you,
Ha'awi aku wau "I" ku'u Maluhia ia oe, waiho aku wau "I" ku'u Maluhia me oe,

Not the world's Peace, but, only My Peace,
The Peace of "I".
A'ole ka Maluhia o ke ao aka, ka'u Maluhia wale no,
Ka Maluhia o ka "I".