terça-feira, 27 de outubro de 2015

......................mokṣa



O ensinamento da Bhagavadgītā lida justamente com a capacidade de transformar atitudes.
Por exemplo, apego em desapego, sofrimento em contentamento, oscilação emocional em equilíbrio, e outras. O fruto do autoconhecimento é uma mudança de atitude instantânea em relação ao reconhecimento da limitação dos desejos, por exemplo.

Compreendendo que os desejos não têm a capacidade de me tornar feliz, simplesmente abro mão do apego que nutri por eles, que assim perdem a força que tinham sobre mim.
Quando sei quem sou, quando me vejo como a pessoa simples e tranquila que sou, e reconheço que nada pode ser acrescido ou tirado de mim, o apego e o sofrimento se enfraquecem e cessam.
Isso é mokṣa, a libertação, objectivo final de todo Yoga.

Pedro Kupfer

Lua búdica



Lua búdica, 
ou seja a lua em que Buda 
tomou consciência da essência apego 
e transformou essa energia do seu ser 
pela iluminação, pela consciência...


Ao mergulhar neste arquétipo e transpô-lo para a energia actual e a dança que os planetas estão impulsionando, senti um desapego total como proposta ao campo da vitimização, todos os valores onde ainda o ego se agarrava para não assumir a responsabilidade da experiência como via de libertação, de desapego ao qual o ego por zona de conforto prefere ser vitima... prefere buscar fora a compreensão do sacrifício do seu bem estar, da sua paz, da sua realização como ser na Terra...

A Mente Racional terá utilidade sim se a colocarmos ao serviço da análise pratica, objectiva, e se a utilizarmos para nos ir dando a consciência de todas as formas de apego ao medo de não atingir a realização plena, o bem estar imediato... sim, é isso que os seres humanos estão a ser convidados a largar, a desapegar, tudo tem uma sequência, etapas necessárias, para se atingir um fim...

Devemos colocar a nossa capacidade analítica para vermos e sentirmos onde ainda estamos na ilusão que o resultado é imediato, isso provoca ansiedade e desequilíbrio, pois tem fortes amarras de apego à crença do sacrifício... essa atitude pode criar a ilusão escapista de visão real do que nos estamos a apegar ainda da velha energia da era de peixes, se eu não atingir algo é porque não mereço ainda...
ILUSÃO do velho paradigma, é isto que devemos desapegarmo-nos...

Devemos criar direcções do que queremos, posicionar aqui e agora onde estamos a sabotar, pois estamos a manter padrões de controle de como, e não focados nos passos a dar AGORA....

A sensação de querer a resposta imediata não é uma boa ideia, cria ansiedade, e a mente intuitiva só consegue responder numa estrutura sólida, equilibrada e flexível do corpo emocional....

Querer resultado imediato é criar resistência, retira-nos a presença necessária para sentir cada momento e intuir onde a nossa direcção e os objectivos que pretendemos devem ser integrados em acção, mas nesse momento, só esse, depois outro momento vem e requer o mesmo exercício, o que me está ser pedido e dado como oportunidade na seguir os meus objectivos...

Esta é a única forma de agora em diante podermos estar centrados e presentes, e assim criar a realidade dos nossos objectivos para realização, paz, prazer e bem estar....
É um edifício novo para construir internamente, só assim ele se manifestará fora...

Atenção à ilusão de querer começar a construir o edifício pelo telhado...
Atenção ao querer ver a flor, se ainda nem a semente semearam...
Um passo de cada vez, mas com objectividade e real visão do momento, só esse momento...


Ruth Fairfield

O ciúme




Ela tinha a beleza tranquila da maturidade.
Alguns fios de cabelo branco davam ao seu rosto um encanto especial.
De hábitos domésticos e simples, um de seus prazeres era sentar-se numa poltrona e entrar na bolha que a leitura cria.
Quem lê está num outro mundo, muito distante.
O marido a observava de longe.
Olhos que observam são aqueles que olham quando o outro não está olhando.
Seu olhar era o de apaixonado que desconfia, olhar de ciúme.
Os olhos do ciumento vigiam.
Vigiam gestos, movimentos, horas, sorrisos.
Vigiam porque as modulações silenciosas e distraídas da pessoa amada podem conter revelações sobre aquilo que ela esta pensando.
O ciumento suspeita que o ser amado lhe esconda alguma coisa.
Olha na esperança de ver algo escondido, de entrar dentro do segredo do outro.
O ciumento detesta os pensamentos.
Por mais que os vigie, eles estão além de sua vigilância.
Ele queria adivinhar seus pensamentos.
E a sua vigilância se exacerbava quando ela sorria ou ria.
Como explicar este sorriso se ele, o marido, não estava dentro do livro?
Ela não precisava dele para ser feliz.
Porque ali, mergulhada no livro, o marido não existia…
O ciúme nasce quando se toma consciência de que a pessoa amada é livre.
Ela é um pássaro pousado no ombro.
Nada a prende.
Pode voar quando quiser.


Rubem Alves

segunda-feira, 26 de outubro de 2015

A honestidade é a mais elevada forma de amor



A maioria das pessoas confunde amor com necessidade, julga que as duas palavras, e as duas experiências, são intercambiáveis. Mas é falso. O amor nada tem que ver com a necessidade.
Podes amar e precisar de alguém ao mesmo tempo, mas não podes amar uma pessoa porque precisas dela. Se amas por necessidade, nunca amaste verdadeiramente essa pessoa, mas apenas aquilo que ela te dá.

Só amarás verdadeiramente quando amares alguém por aquilo que é - quer te dê aquilo de que precisas, quer não. Só poderás amar verdadeiramente quando não precisares de nada.

Lembra-te: o amor não tem condições, limites nem necessidades. Contudo, vocês não conseguem receber este tipo de amor, já que não conseguem expressá-lo. Aí reside toda a tristeza do mundo.

Agora vejamos: uma vez que afirmas desejar tornar-te um Ser Altamente Evoluído, a infidelidade, como lhe chamaste, não é aceitável. Isto porque não funciona. Não te conduzirá aonde afirmas querer ir. E isto porque a infidelidade implica uma ausência de verdade e tu sabes e compreendes, a um nível muito profundo, que os Seres Altamente Evoluídos vivem e respiram e existem na verdade - antes de mais nada, acima de tudo e sempre.

A verdade não é apenas aquilo que dizem, mas aquilo que são.
Para te tornares um Ser Altamente Evoluído, terás de ser sempre verdadeiro.
Em primeiro lugar terás de ser verdadeiro contigo próprio, depois com a pessoa que amas e finalmente com todos os outros. Se não fores verdadeiro contigo próprio, não conseguirás ser verdadeiro com ninguém. Assim, se amares mais do que uma pessoa, deverás dizê-lo abertamente, honestamente, claramente e imediatamente.

E isso é aceitável?
Não se pede a ninguém que aceite seja o que for. 
Nas relações altamente evoluídas entre Seres Altamente Evoluídos, as pessoas limitam-se a viver as suas verdades - e a afirmar a verdade que vivem. Se houver uma terceira parte envolvida, o facto deverá ser simplesmente reconhecido. Se algo for inaceitável para alguma das partes, o facto é simplesmente admitido. A verdade é partilhada com todos sobre tudo e durante todo o tempo.
E isto é assumido como celebração, e não como aceitação.
A verdade deve ser celebrada e não aceite.

Contudo, não conseguirás celebrar uma verdade sobre a qual te ensinaram a sentir vergonha. 
E foste ensinado a sentir vergonha de quem, como, onde e porque amas.
Foste ensinado a sentir vergonha dos teus desejos e das tuas paixões e do teu amor por tudo desde a dança aos doces e às outras pessoas. Acima de tudo, foste ensinado a sentir vergonha do teu amor por ti próprio. Mas como poderás amar outra pessoa se não te for permitido amar a tua própria pessoa?
E precisamente este dilema que vocês enfrentam no que toca a Deus.

Como poderão amar-Me se não podem amar a vossa própria essência?
E como poderão ver e declarar a Minha glória se não podem ver e declarar a vossa própria glória?
Volto a dizer-to uma vez mais: os verdadeiros Mestres declaram a sua glória e encorajam os outros a imitá-los.

Estarás a caminhar para a tua glória quando iniciares a caminhada para a tua verdade.
E este caminho começa quando conseguires declarar que passarás a dizer sempre a verdade sobre tudo e todos. E que viverás a tua verdade.
A infidelidade não tem lugar neste compromisso.

Contudo, dizeres a alguém que amas outra pessoa não é uma infidelidade.
É honestidade.
E a honestidade é a mais elevada forma de amor.


Neale Donald Walsch

Escorpião



O Escorpião superior é o tipo "águia": nada passa indiferente, nada escapa de seu olhar com raio x. Por fora uma aparência de frieza, por dentro, uma verdadeira efervescência.

O signo é regido por Plutão, 
o senhor das profundezas, 
associado à morte e ao renascimento. 

Escorpião trata dos mistérios, do que está oculto e obscuro, do que está latente, de tudo o que deve ser curado, regenerado, transformado. 
Escorpião é o cirurgião que abre a barriga para retirar e consertar o que está doente, o bruxo que manipula forças intangíveis e poderosas, o xamã que cura, o investigador que descobre.

Este signo nos ensina a olhar para nossas sombras, nosso lixos psíquicos, nossas questões que devem ser trabalhadas. Se não existisse a energia de Escorpião, o ser humano ainda estaria vivendo em cavernas. Por muito tempo Escorpião ganhou fama de maldito, vingativo, traidor, o pior dos signos. Mas, um signo que fala de morte, tabus e coisas que insistimos em negar, realmente não iria ganhar boa fama.

A grande lição de Escorpião é esta: PERDOAR. Soltar, desapegar, deixar ir... trabalhar as emoções em Escorpião ganham intensidade, com toques passionais. O antigo regente de Escorpião é Marte - há fogo por debaixo daquela água! Aqui falamos das forças transformadoras que nos levam a enterrar o que está velho para que o novo possa nascer.
Por isso é comum a associação deste signo com a Fénix que renasce de suas próprias cinzas.

O poder de sedução e o ar de mistério também é outra característica do signo.
Escorpião é movido pela paixão, com ele é tudo ou nada.
Tocar apenas na superfície, levar em fogo brando, para ele não serve.
Seu temperamento não é dos mais fáceis, ele vai até ao fim, para o bem ou para o mal. É por isso que a sombra de Escorpião é a crueldade. É preciso aprender a purificar o veneno da mente e das emoções, reorganizar a realidade.

O equilíbrio está no signo oposto, Touro:  não se esqueçam de dar também a anestesia, pois a dor da verdade pode ser anestesiada com doçura.


Marcelo Dalla

Jaguars and Leopards


Shazam

Having two big cats here at The Wildcat Sanctuary that are both black means people are always getting them confused.  Though one is a black leopard, Shazam, and one is a black jaguar, Diablo Guapo, it’s often hard for people to be able to tell them apart. And, to add to the confusion, Shazam and Diablo Guapo also happen to be best buddies!

They’ve enjoyed being next door neighbors here for many years now.  They don’t live together in the same habitat since there’s a big difference in age.  While Diablo Guapo is a geriatric cat that was declawed by a previous owner, Shazam is a fully clawed, much younger and very energetic cat.  “Good fences make good neighbors,” as the saying goes.

So, what are the differences between a jaguar and a leopard?
How can you tell them apart?



Body structure
The jaguar is stockier and more muscular than the leopard, with a compact body, a broader head and powerful jaws.  The jaguar’s tail is also generally shorter than the leopard’s tail.




Fur pattern
Though jaguars and leopards both have coats that feature rosette patterns, a jaguar’s rosettes have spots inside them. Both jaguars and leopards can have either golden colored fur or appear black, which is called melanistic.





Body size
The leopard is considered the smallest of the four “big cats.” The other three are the tiger, lion, and jaguar.





Behavior
Jaguars and leopards can both swim very well.  Though jaguars love to spend time in the water, leopards will avoid it.

Jaguars are braver than leopards when it comes to facing off with another species that’s bigger.  Leopards tend to shy away at the sight of a bigger animal like a lion or hyena while jaguars will boldly stand their ground or even attack anaconda or large caimans in their native habitats.





Habitat range
In the wild, jaguars and leopards inhabit totally different continents.

The jaguar once roamed from Argentina in South America all the way up to the Grand Canyon in Arizona.  Today, jaguars have been almost completely eliminated from the US and are endangered throughout their range, stretching down to Patagonia in South America.

On the other hand, leopards are found throughout most of Africa and Asia, from the Middle East to the Soviet Union, Korea, China, India, and Malaysia.









in, The Wildcat Sanctuary

domingo, 25 de outubro de 2015

A pele é o meu único limite



A pele é o meu único limite
atravessa-a
onde a luz é mais forte
não feches lá fora o mundo
nem a mim cá dentro

mostra-me
que o sol no céu
é o sonho em mim própria
a realidade ardente
quando me mordes
e me fazes sentir
que não há diferença
entre lado de fora e lado de dentro
entre dor e carícia
pedra e palavra

porosa às tuas investidas
sou aquela que
se abre em desejo
de existir no mundo
em todo o lado e ao mesmo tempo

dá-me o que tens
de tudo
não exijo mais nada.


Pia Trafdup

O teatro



Sim... provavelmente alguém terá dito que a vida é simplesmente um teatro e que provavelmente nele desempenhamos vários papéis como actores. Onde talvez se possa acreditar que tudo tenha tido início por uns lampejos de luz num circo interativo - luzes essas que se transformaram um dia em bebés que cresceram tornando-se crianças e, mais tarde talvez egos amadurecidos, personalidades criativas ou actores que começaram a preencher lugares, a pensar, a questionar-se colocando várias máscaras conforme os cenários… máscaras essas que por vezes se tornaram difíceis de retirar.

Talvez nesse seu percurso o pequeno actor deste teatro vá passando por vários papéis – uns como estudante ou aprendiz, por vezes como artista criativo, transformador de realidades da vida, marido, pai, trabalhador, chefe, identificando-se totalmente com a personalidade que desempenha, esquecendo-se muitas vezes de si – de quem verdadeiramente é. Outras vezes tomando o papel de revolucionário da mudança ou simplesmente de perdedor – também de palhaço triste, frustrado no papel que desempenha.

Na dinâmica do seu percurso na história deste teatro foram vários os elencos que foi tendo como culpado ou agressor, perpetrador ou vítima. Surgiram-lhe também papéis como auxiliador, salvador, de alguém que tenta compensar um passado… ou talvez não. Por vezes surgiram-lhe lugares de simples figurante, para poder trabalhar a humildade, ou de observador que nada faz – permanecendo com o peso de ser só uma testemunha que nunca age...

Actor sim, que de vez em quando parece recordar-se das várias peças diferentes que teve em cenários esquecidos, perdendo-se na sua memória quase todos os personagens que desempenhou, embora elas pareçam regressar por vezes como fantasmas, que presumem insurgir-se influenciando-o, abanando a serenidade do seu dia-a-dia fazendo-o recordar delas.

Nesta sua vida semiadormecida na responsabilidade do seu papel, o frágil actor nem se apercebe da mudança das várias personalidades que vai desempenhando na sua efémera vida, das realidades que cria ou vive… ou talvez possa nem mesmo ter consciência para sentir-se, para se aperceber de quem é ou mesmo que respira, pois são muitas os papéis que desempenha, às vezes em tempos e momentos diferentes. A única preocupação que tem é a sua função ou aquilo que os outros esperam de si, pois sabe que existe quem o observe… e os críticos também não perdoam.
Será que algum dia conseguirá parar para descansar?
Questiona-se por vezes…

Mas sim… claro que o teatro nunca irá parar. Às vezes parece uma ilusão ou um simples entretenimento mas não é. Nele existe luta, drama, desafios, medo e glória, pois é cheio de vida. Ele desperta, manifesta-se numa dinâmica própria e morre todos os dias. No intervalo da noite descansa-se e prepara-se as forças, refazendo elencos, criando novas personagens para o dia seguinte.

Para o actor existem momentos em que várias são as questões que parecem surgir-lhe na mente:
Onde começa ou acaba cada personagem neste teatro onde se encontra?
Onde será que muda a sua história, o seu contexto?
Interroga-se mesmo por vezes o que poderá ganhar ele em cada desempenho, pois já se esqueceu do seu verdadeiro valor.

Na evasão por vezes do adormecimento no seu trabalho questiona-se quem poderá ser ele na realidade?
Quem será o verdadeiro actor que desempenha tantos papéis?
Pois está confuso com tantas mudanças de personagens diferentes que já teve, identificando-se muitas vezes totalmente com elas. Na sua arte claro que prefere ser protagonista em certos papéis preferenciais neste belíssimo teatro que parece nunca ter fim - sempre com cenários diferentes, onde ele se vai repetindo peça por peça sem se cansar. Sabe que como protagonista num dado papel também será reconhecido, aceite, amado… algo que lhe dá paz, serenidade, que o faz sentir-se bem consigo próprio.

“Será que algum dia conseguirei parar?”
Questiona num dado momento, na sua breve crise existencialista que às vezes surge.
Porém depressa se esquece, pois a vida não para e o carrossel continua, fazendo-lhe recordar os seus tempos de infância, no bonito circo onde nasceu…


Benjamim Levy

Eu não Quero o Presente, Quero a Realidade



Vive, dizes, no presente, 
Vive só no presente. 

Mas eu não quero o presente, quero a realidade; 
Quero as cousas que existem, não o tempo que as mede. 

O que é o presente? 
É uma cousa relativa ao passado e ao futuro. 
É uma cousa que existe em virtude de outras cousas existirem. 
Eu quero só a realidade, as cousas sem presente. 

Não quero incluir o tempo no meu esquema. 
Não quero pensar nas cousas como presentes; quero pensar nelas 
como cousas. 

Não quero separá-las de si-próprias, tratando-as por presentes. 

Eu nem por reais as devia tratar. 
Eu não as devia tratar por nada. 

Eu devia vê-las, apenas vê-las; 
Vê-las até não poder pensar nelas, 
Vê-las sem tempo, nem espaço, 
Ver podendo dispensar tudo menos o que se vê. 
É esta a ciência de ver, que não é nenhuma. 

Alberto Caeiro 
in, "Poemas Inconjuntos" 

sábado, 24 de outubro de 2015

...................somos feitos da mesma matéria



Uma parte de nós sabe de onde viemos. 
Ansiamos por voltar. 
E podemos. 
Porque o cosmos está também dentro de nós, 
somos feitos da mesma matéria. 

 ~ Carl Sagan

Querida Ex do meu Actual Companheiro....



Gostaria de te dizer em primeiro lugar que não estou a competir contigo de forma alguma, e que muito menos a viver um Trama de novela, onde existe a vilã e a menina.
Acredito muito que somos sempre responsáveis pelas nossas escolhas e pelo nosso caminho, e que não existe nada além e maior do que algo que nos rege...
Isso chamado de Plano Divino, e Ciclos...
Ciclos de aprendizagem, onde em cada qual nos aparece uma pessoa para nos ensinar.

Também não me importa se não me achas a Top Model, e muito menos me importa que aches que és o melhor para ele, pois eu não estou preocupada com qual de nós é melhor, eu estou apenas preocupada em vivenciar as aprendizagens que o meu caminho me oferece, e que neste momento é estar ao lado dele...

A minha preocupação é apenas olhar para dentro de mim e SENTIR-ME MULHER, da forma que EU SOU e COMO SOU...

Para mim não importa o corpo escultural, a pele bronzeada e o cabelo alisado.
Para mim importa o sorriso no rosto e a paz no coração, em poder olhar para ti e desejar que encontres a tua felicidade sem depender de um Homem, e tires a ideia que a tua beleza está fora...tu podes encontra-la dentro de ti.

Gostaria também de te dizer que não estou a competir contigo para ver quem ganhará, pois não estou num roteiro que chegará ao fim... Para mim não existe LUTA COM UMA MULHER, o que existe é UNIÃO e Paz.

Talvez um dia percebas que não quero provar quem é a melhor, apenas quero e peço que o AMOR seja o Melhor... que o AMOR como forma de vida e de expressão seja a força geradora e criadora de todos os elos...

Que fique claro que para mim tudo o que pensas a meu respeito, e toda a tua raiva é mero produto de falta de amor próprio, pois se não fosse assim talvez sentisses paz ao me ver...
Talvez compreendendo que eu não sou a culpada pelo teu processo de aprendizagem, pudesses compreender que tudo o que nos acontece é sempre para o melhor, e eu não sou o instrumento da tua infelicidade, TU és a única responsável por tudo que acontece na tua vida, e enquanto me tentares destruir, tu mesma te destróis.

Também não me importam os teus insultos e as tuas ofensas, o meu coração segue em paz por conseguir olhar para ti e ver que ainda existem muitas mulheres feridas, longe e desconectadas da sua essência, e isso me dá mais forças para seguir e continuar a minha busca, em acreditar que a verdadeira cura é quando as mulheres se unem e não quando competem entre si.

Talvez quando conseguires olhar para uma mulher e vê-la como tua irmã, e não mais como tua inimiga, consigas olhar-me em Paz...

E encerro a dizer que também te entendo, afinal as novelas e a sociedade ensinaram-te a competir... Mas te digo: nós podemos ser muito mais felizes se nos Unirmos, tendo a certeza que não somos produtos de competição, mas sim de União.

Escrevo este texto não para Uma Mulher em si, mas para TODAS nós mulheres, para que possamos deixar de lado a ideia que mulheres que estiveram na vida dos nossos companheiros (as) são nossas rivais, deixando de lado o que a sociedade nos ensinou, que somos competitivas para ver quem ganhará.
Enquanto vermos uma mulher como uma rival, por conta de relacionamentos, estaremos vitimizadas por um patriarcado competitivo e manipulador. 


Carol Shanti

Canção de Mim Mesmo 21




Sou o poeta do Corpo e sou o poeta da Alma,
Os prazeres do céu estão comigo e as dores do inferno estão comigo,
O primeiro eu transplanto e amplio sobre mim e o segundo traduzo em uma nova língua.

Eu sou o poeta da mulher tanto quanto o do homem,
E digo que é tão grandioso ser uma mulher como ser um homem,
E digo que não há nada maior do que ser a mãe dos homens.

Canto o canto da expansão ou do orgulho,
Já tivemos fuga e censura o suficiente,
Revelo que o tamanho é apenas o desenvolvimento.

Ultrapassaste os demais? És o Presidente?
Isso é ninharia, eles irão além desse teu feito.

Eu sou aquele que caminha com a noite que cresce brandamente,
Clamo à terra e ao mar, em parte abraçados pela noite.

Estampa-te em mim, noite de seio nu — estampa-te em mim, noite magnética e nutritiva!
Noite do vento sul — noite de estrelas grandes e escassas!
Noite imóvel e ondulante — noite de verão louca e desnuda.

Sorri, ó voluptuosa terra de hálito fresco!
Terra das árvores sonolentas e líquidas!
Terra do crepúsculo finado — terra das montanhas dos topos de neblina!
Terra da vertente vítrea da lua cheia, subtilmente tingida de azul!
Terra do brilho e da escuridão que mosqueiam a maré do rio!
Terra do cinza límpido, das nuvens que são mais brilhantes e mais claras em meu nome!
Terra angulada dos grandes precipícios — terra rica em flores de macieira!
Sorria, teu amante está chegando.

Pródiga, tu me deste amor — assim sendo eu também te dou amor!
Ó amor apaixonado e indizível.


in, Song of Myself
Walt Whitman

sexta-feira, 23 de outubro de 2015

Como a sua vida seria diferente se ...



Como a sua vida seria diferente se ...
parasse de se preocupar com coisas que não pode controlar, e começasse a concentrar-se nas coisas que realmente pode...
Liberte-se da preocupação infrutífera, aproveite o dia para tomar medidas eficazes em coisas que você pode mudar.

~ Steve Maraboli

Messianismo


La Tierra y La Luna 
by Pablo Collado



Existe um estudo muito sério a respeito do Messianismo. 
Vivemos isso não só nas religiões, 
mas também na política.

É um vício existencial terrível ficar esperando que o Messias salvador venha resolver todos os problemas. A questão desse personagem central passa justamente por essa armadilha.

No Cristianismo o caso é mais sério.
Se você provar que Jesus não existiu, acabou o Cristianismo. Todos os preceitos morais, toda a ideologia cristã depende terrivelmente dessa figura central. Para os católicos e cristãos fundamentalistas a dependência é ainda maior: Jesus morreu para salvá-los, assim qualquer alteração na história de Jesus, como as tradições que dizem que ele não morreu na cruz, que foi tirado antes e foi morar na Índia, onde tem até um túmulo que alegam ser dele, destrói completamente a base dessas religiões.

O Budhismo é um caso mais complexo. Como o Cristianismo, o Budhismo se desenvolveu em muitas e diferentes seitas. Temos desde escolas filosóficas como o Zen até Escolas que acreditam que basta você ficar cantando uns mantras e chamando um certo Budha ( existiram vários além do histórico Sidarta Gautama) e  está a "salvo".

O Espiritismo Kardecista quando surgiu não tinha linha filosófica clara. Existem uns escritos de Madame Blavatsky nos quais ela comenta que o espiritismo é tão confuso que iria acabar adoptando o Cristianismo como base religiosa... E foi o que aconteceu.

Esse papel torna Kardec um codificador, mas não o coloca numa perspectiva histórica, no mesmo patamar de Jesus ou Gautama Budha, ou Maomé, ou Krishna. 

Esses seres que cito foram seres semi divinos, seres cercados de uma aura que os colocava num nível muito particular. Jesus é o filho de um Deus tribal, o Deus dos Judeus, que foi imposto como Deus universal. É engraçado notar esse equívoco tremendo, quando colocam um deus tribal no lugar do conceito de Divindade Cósmica e chamam esse deus tribal de deus único e consideram esse arremedo de monoteísmo uma evolução, em relação ao panteísmo que sente a divindade em todas as manifestações da natureza ou ao politeísmo que cultua várias divindades.

O Budhismo tem uma perspectiva inicial diferente:
Sidarta Gautama é um homem comum, como nós, que realiza o despertar e DESPERTANDO se torna o BUDHA, que quer dizer desperto. Ele não é diferente de nenhum outro ser humano e seu caminho pode ser trilhado por qualquer um. Enquanto Jesus "morre para salvar seus fiéis", mantendo antigas práticas mágicas do "cordeiro sacrificial", Gautama ensina um caminho para que qualquer um que se dedique também desperte.

Quando nos aproximamos da Wicca não vamos encontrar nenhum conceito de "salvação por procuração" fixado em um ser humano. Se notarmos com atenção a Religião da Deusa nunca desapareceu completamente. Esteve hibernando, esperando que o inverno árido espiritual que caiu sobre esta parte do mundo passasse, com toda sua terrível perseguição, principalmente às mulheres, que se dedicavam à ARTE.
Gardner tem acesso a uma antiga linhagem que sobrevive de forma discreta e pode então lançar as bases do que vai ser um "renascimento" público da Wicca e, por tabela, de várias outras formas de paganismo.

O que mais caracteriza o paganismo em geral? 
A sintonia com a natureza, o reconhecimento da divindade em cada momento da natureza, o reconhecimento desse elo profundo e intransferível que temos para com a natureza e a percepção que a Divindade, a Eternidade que nos envolve é feminina. 
Este aspecto é muito interessante e traz de volta uma questão muito séria.
Não se trata de um simbolismo, não se trata, como querem alguns, que os "primitivos" consideravam a mulher um símbolo melhor para a Divindade. Aliás, é mesmo um símbolo mais rico, pois a mulher gera, assim a Deusa "emana" a criação de si, ao contrário das divindades patriarcais que precisam "criar", "modelar em argila" e outros subterfúgios mais para quem não tem útero. Não é mero símbolo, é muito mais que isso, de facto a Eternidade que nos envolve É FEMININA.
E isso não é apenas na Wicca, não.

O Xamanismo em várias versões coloca isso da mesma forma.
Vivemos num universo feminino e num planeta feminino. Isso não desmerece o homem e o masculino. Até pelo contrário, explica porque ficamos nesta condição de "reis da cocada preta", pois sendo uma energia mais rara na existência ganhamos uma proeminência que podia ter sido usada de forma bem mais inteligente e criativa que o criar dessa civilização doentia de valores pseudo-patriarcais na qual estamos inseridos.

Assim sendo, na Wicca não temos "avatares" de destaque que representam "guias" no caminho. Nosso contacto é directo com a Deusa e suas várias faces, nosso trabalho é directo com a Fonte. 
Gardner e tantos outros são "expoentes" da ARTE, pessoas sérias que ao dedicarem-se ao estudo profundo da ARTE nos auxiliam a compreender melhor sua complexa simplicidade.

A Deusa tem várias faces e também é a SEM FACE, pura essência, que está em nós e em cada fenômeno e evento com o qual interagimos. 
Há uma tradição interessante, hoje quase perdida, que conta que na senda iniciática o(a) aprendiz começa por conhecer as 3 faces da Deusa:
A menina, a Mulher e a Anciã.
As 3 fiandeiras que tecem o destino de todos.
Então, quando está pronto(a) o(a) aprendiz é levado a conhecer a face escura e secreta da Deusa, sua face negra.
Após esse momento o(a) aprendiz compreende os Quatro Cantos do Mundo e seu desafio agora é ser o Quinto ponto, o centro, após conhecer as quatro faces da Deusa é momento de ser a Quinta Essência, a Quinta face, manifestar a Deusa em SI.
Quando realiza este quinto momento, quando sente e "É" a Deusa em si olha para Cima e para Baixo e encontra a Deusa nos Céus e na Terra que pisa. Realizou o Sexto e o Sétimo passo em seu caminho. É então que encontra o Oito, o infinito e todas as barreiras caem, descobre que todas as imagens que usava para representar a Deusa eram ainda pálidas aproximações da realidade, caem as máscaras e podemos então SENTIR a Deusa em SI mesma, em toda a plenitude de seu poder.

Se isto é realizado, estamos prontos para entrar na nona esfera de iniciação e então conhecer o Mistério além do Tempo, além do Espaço. E então voltamos a ser unidade ao lado do Zero, 10. Nós, a unidade, fortalecidos e "potencializados pela Orubós sem fim, a Deusa que nutre de si mesma, a Existência cíclica.
Na Wicca, como em outros ramos profundos do paganismo, não precisamos acreditar em avatares dos Deuses ou da Deusa, em pessoas que criaram dogmas e regras, que tem seu papel sim, no começo do caminho, para evitar confusões, mas como aquelas rodinhas que usamos para aprender a andar de bicicleta, podem virar uma dependência limitante se não temos a coragem de quando estamos prontos, tirar tais rodinhas e andar sem as mesmas, com a certeza que se não estivermos de fato prontos, o tombo vem.

Nosso elo é direto com a DEUSA e seu Consorte, com a VIDA, e a Vida só se revela sendo vivida. Qualquer teorização excessiva é sempre sinal de fuga da vida em si, real e efetiva, para ficar justificando com elaborações racionais.


in, Pistas do Caminho

LUATY



Um homem apresta-se a morrer para denunciar um regime.
Um homem encarna (a pele e osso) a palavra coragem.
Um homem que é um Homem contra 1000 ratos que são homenzinhos.
Um homem só é Homem quando é capaz de dizer Este Sou Eu.

Angola, a Angola dos ratos e homens.

Um dia, há anos, escrevi a história de um empresário português instalado em Luanda.
Era dono de uma loja de fotografia, casado com uma angolana.
Um dia passaram uns fulanos vindos da noite e quiseram prolongar a farra.
Viram a luz da loja acesa. Entraram. Um deles de apelido Van Dunen. Um deles senhor ministro.
A mulher do empresário estava na loja. Não estava só, mas eles, os senhores ratos, não sabiam.
Havia uma empregada que viria a ser a testemunha ocular de uma ronda de violações e crime. Deixaram a mulher do empresário de vagina e ânus exangues, de pescoço partido, e partiram, como javardos saciados, de snaita recolhida.
A empregada viu tudo e contou tudo o que viu.
O marido viúvo encontrou-se comigo no Ritz e falou e chorou e jurou enfrentar o regime, fosse aonde fosse. A história (publicada n’ O Diabo) deu brado e a TVI deu continuidade mediática.
Disseram que eu estava a soldo da UNITA, a par do capanga Rogeiro.
Perseguiram-me. Ameaçaram-me. Fizeram-me esperas à porta de casa e do jornal.
Processaram-me e ao jornal por abuso de liberdade de Imprensa.
Perderam sempre, até ao Supremo Tribunal.
Nunca fui a Angola. Nunca irei a uma Angola dominada por criminosos. Está tudo dito.
Está tudo escrito e mostrado.
Tudo o que distingue um país democrático de um país tomado pela mais profunda miséria, a que distingue os homens livres dos ratos.

Luaty é um mártir por histórias como esta.


Tiago Salazar


Esta é a África que eu conheço...esta é a Angola que eu conheço.
Todos os portugueses que estão lá a viver, quando vão a Portugal dizem que é um paraíso.
Que foi o melhor que fizeram ao irem para lá.

Pois, nem todos têm estômago para lá viver e assistir a isto diariamente, em prol de ganharem dinheiro à custa da miséria dos outros.



               


Uma em cada seis crianças angolanas morre antes de completar cinco anos.
Os dados da Unicef levaram Nicholas Kristof, colunista do The New York Times, até Angola para perceber este problema, numa reportagem de opinião no jornal norte-americano.

“Este é um país repleto de petróleo, diamantes e milionários que conduzem Porsches e crianças a morrer à fome”, inicia Kristof a sua reportagem sobre a mortalidade infantil em Angola.

Para além dos números preocupantes relativos à mortalidade infantil, os dados indicam ainda que mais de um quarto das crianças está fisicamente afectado pela subnutrição e que os casos de morte materna durante o parto são de 1 em 35.

quinta-feira, 22 de outubro de 2015

Vida



A vida é para nós o que concebemos dela.
Para o rústico cujo campo lhe é tudo, esse campo é um império.
Para o César cujo império lhe ainda é pouco, esse império é um campo.
O pobre possui um império; o grande possui um campo.
Na verdade, não possuímos mais que as nossas próprias sensações; nelas, pois, que não no que elas vêem, temos que fundamentar a realidade da nossa vida.

 Fernando Pessoa

Ego...e Alma



Ainda há muitos que confundem 
ego com arrogância...
e alma com ser bonzinho...!


Ego são as máscaras sociais inconscientes que usamos para nos ajustarmos ao ambiente do mundo.
O bruto, o bonzinho, a vitima, o responsável, o perfeccionista, o brincalhão, e muitas outras...
Porque precisa de permanente validação exterior, o ego irá adoptar a que melhor lhe servir para conseguir o que mais precisa - Atenção!

Nuns ambientes poderá ser a arrogância sim, mas noutros poderá ser a vitimização.

Até ao dia em que a alma retome o poder e resgate a sua humilde, transparente e amorosa essência, que irá depois vestir 24h por dia, o ego irá trocar de máscara e mudar de pele as vezes que forem precisas de acordo com os seus interesses e desejos.

A alma, pelo contrário será fiel a si mesma, à sua única e verdadeira identidade, mesmo que para isso precise caminhar sem a validação exterior.


Não nos iludamos então 
com o lobo na pele de cordeiro... 
nos outros e em nós próprios...


Vera Luz

O nosso mundo é privado até ser partilhado…




O que nos move tanto pode ser uma fantasia como uma forçada resolução, mas algo tem de nos mover…algo tem de colocar a dinâmica necessária nos nossos membros para que nos movamos, logo de manhã, na fibra do dia que se apresenta.

Seja porque o sol entra pela nossa cama adentro e nos faz sorrir, seja porque uma tarefa agendada nos enche de pressas…ou porque alguém, nos nossos pensamentos, nos chama…ou porque, simplesmente, nos acostumámos a uma rotina diária de acordar, levantar e fazer…qualquer coisa.
Mas alguma coisa tem de nos mover e é bom que seja uma dedicação interna à vida.

Acordar para um novo hoje com alegria para viver o que vier; levantar do entorpecimento do sono com a energia da descoberta, porque cada dia tem sempre surpresas, presentes escondidos nas dobras das horas...peças de um quebra-cabeças que nem temos pressa em finalizar.

Que nos mova a elasticidade dos nossos membros, a graça dos nossos movimentos, a vontade de construir novos castelos na terra, o pulsar da vida que nos rodeia, em tudo….saber que as árvores, as flores, os pássaros, continuam a crescer e a florescer num mundo onde temos a felicidade de partilhar.

Que nos movam os sonhos para além do sono…aqueles que alimentamos como queremos, a que damos vida.
O motivo pelo qual estamos aqui não pode ser abafado por estados interiores que nos roubam bocados de vida. É necessário batalhar por isto…é a boa batalha!

Somos os comandantes dos nossos dias e lideramos um batalhão dedicado de vontades, força criativa, desejos. Há fome de conquistar, de nos conquistarmos e, sendo honestos…há fome de conquistar um amor, uma posição tranquila do nosso coração, uma melodia interna que nos faça bailar.

O nosso mundo é privado 
até ser partilhado...
a partir daí, 
pertencemo-nos uns aos outros.

O que nos move é este fluxo contínuo de vida que percebemos inconscientemente…de uns para os outros, através dos finíssimos fios que nos ligam. A parte de cada um, no seu mundo, não poderá nunca parar tal fluxo.
Se alguma coisa nos prende a vontade de nos erguermos pela manhã e sorrir para o que é, ou aceitar o que nos é apresentado, essa coisa tem de ser identificada e resolvida porque nada deterá o grande movimento que tudo move.

Somos nós que estagnamos a vida e não o contrário.
A vibração está lá. As ondas continuam o seu movimento. As oportunidades estão lá. Se as estamos a travar é porque algo em nós não está a perceber que não existem impossíveis e que como filhos das estrelas temos a capacidade de, do nada, fazer tudo.
Temos a liberdade de nos deixarmos abater até quase pararmos o fluxo da vida, mas sabemos, porque sempre soubemos, que não é esse o propósito, nem o caminho, nem a glória.

Estamos aqui para vivenciarmos tudo porque só assim adquirimos o conhecimento necessário para ultrapassarmos as etapas várias da nossa evolução. Aprendemos muito cedo que o lume queima, mas depois passamos o resto da vida a criar novos fogos para nos queimarmos…as sombras mentais que alimentamos e nos tiram o ânimo, como se nunca tivéssemos aprendido a lição.

Se temos que criar fogos, que eles sejam sagrados, daqueles que incendeiam a alma com fulgores de completa paz. Que sejam fogos vivos de permanência que se estendem a quem nos rodeia…e se espalhem mais e mais, sem queimar, só incendiando de força imensa isto que é vida, pulsar que nos dá o ritmo para os grandes saltos que quisermos.
Que nunca sejam fogos-fátuos que nos deixam sem cor e sem beleza.

Alimentemo-nos de mais…de tudo.
Deixemos ir essa falta de vontade, essa quebra interior que nos depena as asas.
Os objectivos têm de ser da alma. O coração tem de estar inteiro. A alegria tem de brotar livre pelo deixar ir o que nos oprime...porque o que nos oprime é fruto da árvore que plantámos em nós, num qualquer momento, e que regámos até sem nos apercebermos do que estávamos a fazer.

Plantemos com afinco o nosso jardim para podermos em dia de descanso, reclinarmo-nos e apreciar a obra magnífica em profusão de cores e aromas….é nosso o jardim, é interior…está lá a marca das nossas mãos na terra revirada e na doçura das flores e na sabedoria das árvores fortes. Atraímos o cantar das aves…ah, atraímos sim, e damos por nós a cantar também em trinados que só nós escutamos.

Não desistamos de quem somos, mesmo que do exterior cheguem vozes que nos tentem convencer de tal coisa…somos surdos, surdos para o que não nos serve nem nos faz qualquer bem.
Fiquemos aqui marcando a vida com a nossa presença.


Alexandre Viegas

quarta-feira, 21 de outubro de 2015

Seria aquilo um dos seus fantasmas?



Sentiu o arrepio súbito em cada poro e em cada pensamento.
O ar gélido de recordações passadas toldou-lhe cada movimento.
Falou por ela. Profunda e aterradoramente.
Bastara um vislumbre. Seria aquilo um dos seus fantasmas?
Ela tremeu, revivendo tudo.
Pousou a cabeça nas mãos, deixando os dedos entrar pelas mechas de cabelo.
“Não sei se consigo” – pensou.
Provavelmente, nunca conseguiria enxotar de vez aqueles espíritos maus.
Podia aprender a olhá-los em paz. Dia após dia. Um de cada vez.
Mas no seu íntimo nunca deixariam de ser mortos-vivos prontos a atacar ao estímulo certo.
Acção. Reacção.
Assustava-a recordar o futuro.
Assustava-a imaginar o passado.
Porque as memórias podem mudar… mas nunca deixam de ser assombradas.

Marla de Queirós

Rebirthing



Rebirthing: 
The Breath of Life 
to purify body mind and spirit.


Rebirthing, known as The Breath of Life, is a simple, gentle, yet powerfully effective method for purifying the body, mind and spirit. With the unique combination of connected breathing, some dialogue and touch, you will connect to the truest part of your Self.

Though an ancient technique, Leonard Orr is the modern-day founder of Rebirthing. Leonard Orr developed Rebirthing over a thirteen-year period from 1962 – 1975. During Orr’s practice of connected breathing while submerged in a bathtub of water, he experienced memories of his difficult birth as if he was being re-birthed.

More than breathing air, change takes place as a direct result of breathing prana, also referred to as life-force energy, and of psychophysically reliving the moment of your first breath. Connecting the inhale to the exhale in a relaxed, natural rhythm brings about an awareness of a direct connection to spirit, and a physical sensation of life-force energy felt in the body.

Each session is unique to the individual and the transformation that occurs is between you and Spirit. You may experience a number of sensations including feelings of deep relaxation, greater levels of peace and joy, increased overall energy, a sense of freedom, reduction of pain, and enhanced clarity to manage challenges in your life.


Preparation for a Rebirthing session:
First, you will have an opportunity to share any challenges or problems you are facing. These issues could range from physical pain, accident trauma, grief from the loss or separation of a loved one, to career challenges and relationship concerns.

To begin, an intention will be set for how you desire to “feel” following the session and asking for increased clarity and hopefully resolution to an issue. In setting an intention, we offer ourselves something to work with. You may receive clarity during the session, or in the days and weeks to follow.

When a long-standing issue has been “concluded”, you will KNOW that something has been released, and released for good. It will remain only as a memory, without emotional charge and you will experience a personal power to direct the choices in your life.


The Technique:
In a relaxed position laying comfortably on your back, you are supported through a continual inhaling and exhaling of your breath for up to 45 minutes. With your eyes closed and jaw relaxed, you will begin to breathe in (inhale) a full breath through your mouth, drawing the breath from your stomach upwards to the top of your chest. Immediately following a complete breath, you will fully release the breath (exhale) through your mouth without any effort.

At times, a sigh on the exhale will assist you in completely relaxing. Initially, some focus is required to maintain the inhale/exhale breathing cycle, however, this will soon shift into a natural “conscious connected breathing” rhythm.

During the breathing session, a variety of emotions and memories may surface. These emotions and memories have been held deeply in the cellular body. We want this to happen, as this is vital to creating change in your life. Rebirthing can bring to the surface an underlying issue that was invisible or which previously appeared insignificant. The practitioner is present every step of the way to support you.


Alternate Nostril Breathing
Alternate Nostril Breathing, traditionally termed Nadi Shodhana, and also known as Anuloma Pranayama, is an effective exercise for balance of the left and right brain to improve and optimize creative and mental functioning. The right side of the brain controls creative activity, while the left side is responsible for logical verbal and mental activity. Shodhana means to ‘purify’ and nadi refers to the network of pranic (life force energy) pathways in the body.

Originally a Yogic technique, Alternate Nostril Breathing is derived from the understanding that the “natural breathing cycle” alternates between the right and left nostrils every two hours. Scientists have discovered that the nasal cycle relates with brain function. The electrical activity of the brain was found to be greater on the side opposite the less congested nostril.

Scientists have also learned that we do not breathe equally with both nostrils. At various times, one nostril may be favoured. The Yogi’s believed that prolonged breathing from one nostril is potential for dis-ease. For example, they have witnessed that many years of left nostril breathing may result in asthma. In bringing balance to our nasal cycle, our physical, mental, emotional and spiritual health can be optimized!

Recommended by practitioners and professionals, Alternate Nostril Breathing is beneficial in supporting a balanced state of Body/Mind. It rejuvenates the body, calms the mind, and alleviates stress.

A simple yogic breathing technique, this can be done virtually anywhere, alone or within a group.


The Technique:
1. Close the right nostril with your right thumb and inhale through the left nostril. Breathe in to the count of four seconds.

2. Immediately close the left nostril with your right ring finger and at the same time remove your thumb from the right nostril, and exhale through this nostril. Do this to the count of eight seconds. This completes a half round.

3. Inhale through the right nostril to the count of four seconds. Close the right nostril with your right thumb and exhale through the left nostril to the count of eight seconds. This completes one full round.


Start by doing three rounds, adding one per week until you are doing seven rounds.
Alternate nostril breathing should not be practiced if you have a cold or if your nasal passages are blocked in any way. Forced breathing through the nose may lead to complications.


Colleen Wynia