quarta-feira, 25 de março de 2015

Deliciosa ambiguidade…



“Algumas histórias não têm um início, meio ou fim definidos. 
A vida é não saber, 
é ter de mudar, 
é aproveitar o momento 
e fazer o melhor 
sem saber o que vai acontecer a seguir. 
Deliciosa ambiguidade…” 

 Gilda Radner

Torus dynamic




When viewed from the inside, a Torus dynamic might seem like it is forever expanding (like the universe) even though it is also simultaneously collapsing toward stillness (singularity)...


......um buraco negro, visto de dentro.








The phrase "As above, so below" can be interpreted as a description of the physics of the most foundational energy flow dynamic in the universe, from protons to galaxies: the Torus.

terça-feira, 24 de março de 2015

Diário de um Jornalista Bêbado




Diário de um Jornalista Bêbado - (The Rum Diary)
2011

Direcção: Bruce Robinson

Johnny Depp - Paul Kemp



Em pleno anos 50, Paul Kemp (Johnny Depp) trabalha como jornalista freelancer e encontra-se numa tremenda crise existencial durante um período em que realiza um trabalho para um jornal em Porto Rico.
Lá, a rotina de autodestruição com a bebida só aumenta quando ele acaba mergulhando num complicado triângulo amoroso, ao se apaixonar por Chenault (Amber Heard), que está noiva de Sanderson (Aaron Eckhart).

..........................tão inútil



"esperar que voltes é tão inútil como o
sorriso escancarado dos mortos na
necrologia do jornais

e no entanto de cada vez que
a noite se rasga em barulhos no elevador e
um telefone de debruça de um sexto andar

sinto que ainda ficou uma palavra minha
esquecida na tua boca

e que vais voltar
para
devolver"

Alice Vieira

Os que passaram pela minha vida



Penso naqueles que passam pela minha vida, aos que permanecem e que com isso a clareiam…
Não me pergunto, nem me preocupa, o tempo que ficarão.
A mão está aberta, para que fiquem, enquanto for essa a escolha sentida.
Se ganhei mais, se perdi menos, ou vice-versa, não é relevante.
Importa que tenham feito parte de mim, o suficiente, para os trazer dentro.

Sou grato por isso.

| Luís Santos |

Wudang Chun Yang



Uma prática que engloba movimentos simples, alinhados com a respiração.
Desenvolvido nas montanhas de Wudang pelos mestres taoístas, para melhorar e restaurar a saúde, limpar e revitalizar os meridianos, remover doenças, prolongar a vida, restaurar o Qi original e aumentar a imunidade.
Através do aumento do fluxo de Qi e Sangue, pelo fortalecimento do tecido conjuntivo, tendões e articulações.

Divide-se em três passos:
O primeiro passo é constituído por 9 movimentos yóguicos
O segundo passo é constituído por 9 movimentos com técnicas respiratórias especiais combinadas com movimentos circulares dos braços.
O terceiro passo é constituído por 9 posturas de meditação em pé para cultivar a energia interna.

Uma prática vital e preciosa para todos.

 







               


Kung Fu; Tai Chi; QiGong; Espada; Ba Gua; Meditação Taoísta...
Taoismo, Longevidade, Qigong, Taiji, Meditação, Artes Marciais Internas, Medicina Oriental, Artes Curativas e Alquimia Interna.
O sistema completo das práticas taoistas de Wudang, estilo Puro Yang (Chun-Yang), para cultivar mente / corpo / espírito.

Integrando técnicas conhecidas como o Qigong (Chi Kung), Taiji (Tai Chi), Respiração, Meditação, auto-cultivo e auto-cura. As práticas desta arte oferecem aos que vivem no ritmo veloz do mundo uma referência de tranquilidade, força, flexibilidade e equilíbrio.

As habilidades do estilo Puro Yang foram fundadas por Lu Dong Bing, reconhecido como um dos Oito Imortais (uma lenda bem reconhecida na China) no século VII, durante a Dinastia Tang.

Compreendendo as mudanças dos nossos tempos, Li Shifu abriu as portas do templo em 2008, disposto a ensinar discípulos que detenham a capacidade e a motivação de assumir o compromisso de aprender, saber e praticar com rectidão o estilo Puro Yang.
O Vasco Daniel e o Nuno Ordens Miguel são dois desses discípulos.

segunda-feira, 23 de março de 2015

...........Homens Ocidentais



"A maior parte dos homens Ocidentais não se sentem nada confortáveis quando confrontados de forma clara com a situação de subjugação a que a mulher tem sido sujeita.
Reagem de forma defensiva como se lhes estivéssemos a atirar pedras e eles tivessem que se defender de uma forma também ela agressiva, com uma pedra maior.
Qualquer mulher que se queira ver sujeita a enxovalhos, agressões baratas, acusações machistas entre outras manifestações desagradáveis, e que em nada permitem a discussão sobre o assunto de uma forma assertiva com o teor da mensagem, verbalize de forma clara o que pensa sobre a realidade da vida das mulheres nesta sociedade herdada do pensar e da acção dos homens.(...)"

Ana Martins

Mas tu estás aí.



"Solta-me as mãos
E deixa livre o meu coração!
Deixa que os meus dedos percorram
Os caminhos do teu corpo.
A paixão – sangue, fogo, beijos –
Incendeia-me em labaredas trémulas.
Ai, tu não sabes o que é isto!
É a tempestade dos meus sentidos
Dobrando a selva sensível dos meus nervos.
É a carne que grita, com suas línguas ardentes!
É o incêndio!
E está aqui, mulher, como um tronco intacto.
Agora que a minha vida feita de cinzas voa
Até ao teu corpo cheio, como a noite, de astros!
Deixa-me livres as mãos
E deixa livre o meu coração!
Só te desejo a ti, a ti só desejo!
Não é amor, é um desejo que se esgota e que se extingue,
É a precipitação de fúrias, aproximação do impossível.
Mas tu estás aí.
Estás para me dares tudo,
E para me dares o que tens, à terra vieste –
Como eu, para te ter
E te desejar,
E te receber!"

Pablo Neruda

Cowspiracy

Estreou este fim de semana o documentário "Cowspiracy".
É um filme sobre o impacto ambiental da criação de animais para consumo humano, sobretudo de gado bovino. O filme mostra a pecuária como a indústria que mais destrói o Planeta e que tem levado pessoas em todo o Mundo a mudar de hábitos alimentares.






Cowspiracy: The Sustainability Secret (A Conspiração da Vaca: O Segredo da Sustentabilidade) é um documentário sobre meio ambiente inovador que segue o intrépido cineasta Kip Andersen à medida em que ele revela qual é a indústria mais destrutiva que o planeta enfrenta hoje – e investiga por que as principais organizações ambientalistas do mundo estão com muito medo de falar sobre isso.

A agropecuária é a principal causa do desmatamento, consumo de água e poluição e é responsável por mais gases de efeito estufa do que o setor de transporte. É o principal motor de destruição da floresta, extinção de espécies, perda de habitat, erosão do solo, de “zonas mortas” nos oceanos e praticamente todos os outros problemas ambientais. No entanto, ela continua, quase inteiramente sem contestação.



À medida em que Andersen confronta os líderes do movimento ambiental, ele descobre cada vez mais o que parece ser uma recusa intencional de discutir a questão da pecuária, enquanto denunciantes da indústria e “cães de guarda” o alertam dos riscos para a sua liberdade e até mesmo para a sua vida se ele se atrever a persistir.

Tão revelador como Blackfish: Fúria Animal e tão inspirador como Uma Verdade Inconveniente, este documentário chocante revela o impacto ambiental absolutamente devastador que a pecuária industrial em grande escala tem sobre o nosso planeta e oferece um caminho para a sustentabilidade global para uma população crescente.


                                                       

Falam tanto do uso de água na pecuária...e ninguém fala, por exemplo, do consumo de água por parte das fábricas de Coca-Cola e outros refrigerantes por todo o planeta, que sempre provocaram e continuam a provocar, secas gravíssimas em várias populações.
Já falei sobre isso aqui no blog.
E este é apenas um, de tantos exemplos!

Se pensarmos bem, estes dados apresentados neste documentário, não batem bem com a realidade...
As estatísticas valem o que valem...os dados são manipulados conforme agrada mais a quem os apresenta...é assim em tudo na vida...até numa mera reunião de análise de mercados...eu cheguei a manipular alguns a meu favor quando trabalhava na Indústria Farmacêutica...

E agora, a outra face da moeda:            

  


Eu já fui vegetariana, e quando fui ao fundo da questão, deixou de fazer sentido para mim.
Há muita coisa que consumimos no nosso dia-a-dia que tem ingredientes provenientes de animais, quase tudo aliás...por isso acho uma falta de coerência.
Cliquem uma vez na imagem para conseguirem ler...



Isto dos vegetarianos e dos vegans é uma outra indústria em expansão, com os seus interesses económicos, e os seus lobbys.
Para além de que, se todos fossemos vegans e vegetarianos, o planeta entrava também em colapso.
Já para não falar da indústria dos suplementos alimentares, entre outras...até já há suplementos só para vegans.

Para mim, a solução é sempre o Caminho do Meio.
Nunca fui de fundamentalismos e de radicalismos.
Comer carne, assim como peixe e tudo o resto, com parcimónia e equilíbrio.
Eu agora como de tudo um pouco, incluindo comida macrobiótica e vegetariana.
O peixe que como, procuro sempre saber a origem, e escolho peixes de águas frias profundas sempre dos oceanos (esses estão livres de mercúrio, de antibióticos e hormonas de crescimento das aquaculturas). As cotas de pesca também têm de ser rigorosamente controladas.
A carne que como, enquanto não a posso criar eu da forma que quero em montado, compro-a ao pequeno produtor, em sistema de montado ao ar livre. A maior parte da carne que como é de animais de pequeno porte, e só como carne de vaca e de porco no social( quando era vegetariana, sentia-me sempre terrivelmente mal quando ia comer com alguém, ou a casa de alguém comer, e fazer a desfeita e ter a  indelicadeza de não comer...foi das coisas que mais me custou...as pessoas recebiam-me com tanto carinho, tinham passado horas a cozinhar para mim e depois eu não comia)
Quanto ao leite e seus derivados, a mesma coisa.
Nós só precisamos de 2grs de proteína animal por cada kilo de peso. No meu caso, 110grs de proteína animal por dia.

Na minha opinião, o que há a evitar a todo o custo é a produção intensiva!
E se nós não comprarmos produtos provenientes de produção intensiva, essas empresas fecham.
Outra coisa que tem de ser controlada é a natalidade!

A gastronomia, a nível mundial, faz parte da cultura de um povo, e é sempre uma das coisas que me dá mais prazer e alegria conhecer, provar, partilhar.
A partilha é uma das coisas mais bonitas na vida!
E partilhar em conjunto uma boa refeição, em que se desfruta dos mesmos sabores, mas com emoções e paladares diferentes é das coisas mais maravilhosas na vida, que já vem dos nossos antepassados.

Vivamos então com EQUILÍBRIO!!!!
Com total respeito pelo ritmo da Mãe Terra, que nos acolhe, nos nutre e nos alimenta!


E como o mais provável é não acreditarem no que eu digo, e fazem muito bem, vejam este documentário que vem por tudo isto dos gases, do CO2 e do efeito estufa em causa.
Se deixarem de comer carne, que não seja pela quantidade de traques que as vaquinhas dão...
Se não quiserem ver tudo, vejam os primeiros 15 minutos...já dá para ver que tudo isto do Cowspiracy é uma grande treta, um activismo político numa guerra económica para ir de encontro aos objectivos da New World Order!!!

É o SOL, o Vapor de Água dos oceanos e as Nuvens que determinam as variações de temperatura, e não o CO2 como nos vendem a toda a hora por interesses políticos!


domingo, 22 de março de 2015

Letting a person be what he really is



That’s what real love amounts to—letting a person be what he really is.
Most people love you for who you pretend to be.
To keep their love, you keep pretending, performing.
You get to love your presence.
It’s true, we’re locked in an image, an act—and the sad thing is, people get so used to their image, they grow attached to their masks.
They love their chains.
They forget all about who they really are.
And if you try to remind them, they hate you for it, they feel like you’re trying to steal their most precious possession.

Jim Morrison

Paganismo



Paganismo (do latim paganus ) que significa "camponês", "rústico"
Refere-se principalmente aos Celtas (Druidismo), mas também à mitologia greco-romana, bem como as tradições politeístas da Europa,do Norte da África, e Oriente antes da cristianização.
Refere-se também às tradições indígenas das Américas, da Ásia Central, Austrália e África.

Desde o século XX, os termos "pagão" ou "paganismo" tornaram-se amplamente utilizados como uma auto-designação por adeptos do neopaganismo.
Como tal, vários estudiosos modernos têm começado a aplicar o termo de três grupos distintos de crenças:
- politeísmo histórico (como a mitologia celta e o paganismo nórdico),
- religiões indígenas, folclóricas e étnicas (como a religião tradicional chinesa e as religiões tradicionais africanas) e o
- neopaganismo (como a wicca, o reconstrucionismo helénico e o neopaganismo germânico).

Dos pontos comuns a todas as sociedades da Cultura Pagã, surgem as características das religiões pagãs, ou seja, dos esquemas que dão forma à espiritualidade pagã.
Talvez possamos listar, com pouca margem de erros, as seguintes:

Talvez a principal característica da religiosidade pagã seja a radical imanência divina, ou seja, a divindade se encontra na própria natureza (o que inclui os humanos), manifestando-se através dos seus fenómenos.
A ausência da noção de pecado, inferno e mal absoluto. Como a relação com os deuses é sempre pessoal e directa, a ideia de uma afronta à divindade é tratada também pessoalmente, ou seja, entre o cidadão e a Divindade ofendida. Assim, sem noção de pecado, também não há noção de santidade ou do profano.
A sacralidade da Terra também levou à ausência de templos, o que, no entanto, não impede a noção de Sítios Sagrados, em geral bosques, poços ou montanhas. Templos Pagãos são um desenvolvimento muito posterior.
A imanência dos deuses e a ideologia da ancestralidade divina, confere à divindade características antropomórficas e as relações tendem a ser estreitadas ao longo da vivência religiosa.
O calendário religioso se confunde com o calendário sazonal e agrícola, o que lhe confere um carácter de fertilidade. Portanto, as festividades acontecem nos momentos de mudança e auge de ciclos naturais.
Essas relações pessoais humanos/deuses, leva à ausência de dogmatismos ou estruturas religiosas padronizadas, havendo, pois, uma grande liberdade de culto: cada cidadão tem liberdade de cultuar dos Deuses em sua casa, da forma que desejarem. Basicamente, é uma religiosidade doméstica ou de pequenos grupos com laços de sangue ou de compromisso. No entanto, os Grandes Festivais são sempre rituais comunitários, pois comprometem todos os membros da comunidade.
A relação mágica com a Natureza obviamente se traduz numa religiosidade mágica, isto é, a espiritualidade pode ser atingida pela manipulação da carne e dos elementos, através do corpo e da manipulação da natureza, os chamados "feitiços".
A divindade sendo representada no mundo terreno torna as religiões pagãs em religiões de menor conflito interior, ou seja, que não pregam a necessidade de se dominar ou conter impulsos ou pulsões naturais, mas deixá-las fluir livremente, sem culpa. Por isso, também são religiões intuitivas, corporais e emocionais. Em geral, os pagãos valorizam mais a vivência da religiosidade pelo corpo, com ausência da noção metafísica platônico-socrática e judaico-cristã de corpo vs espírito.
O respeito aos ancestrais e o tradicionalismo que isso implica, faz das religiões pagãs uma experiência de continuidade do egrégor ancestral, ou seja, a repetição dos mesmos ritos, na mesma época, cria a união mística com todos aqueles que já celebraram antes. Nesse momento, o tempo é rompido e se estabelece uma relação mágica com ele também: a repetição do rito torna presente o momento primitivo da sua realização e todos aqueles que, ao longo dos séculos, dele tenham participado.
A perspectiva cíclica do tempo dá a certeza do eterno retorno. Embora alguns povos tenham desenvolvido a ideia de um "Outro Mundo", a vida pós-morte nunca foi um ideal Pagão, pois isso significaria ficar fora do ciclo e, portanto, da comunidade. Assim, o "Outro Mundo" (para aqueles que desenvolveram essa ideia) será apenas uma passagem entre uma vida e o renascimento.
O encontro com a deidade se dá sempre na comunhão com a Natureza, e não no Outro Mundo.
Obviamente, diferentes povos da Cultura Pagã desenvolveram suas liturgias e costumes religiosos típicos, locais e ancestrais, o que pode aparecer como diferenças entre religiões. No entanto, essas características básicas permanecem, pois são típicas do Paganismo.


Na Europa há um tronco da religiosidade pagã, com as suas ramificações germânicas e célticas, que se mostra linear quanto a algumas características:

A sua raiz paleolítica, dos tempos de grupos nomadas de caçadores-colectores, a principal característica é uma forte ligação à terra, à natureza, tida como sagrada e viva.
A sua origem matriarca, há um sentimento de corresponsabilidade entre todos os membros da comunidade, ligados por laços de parentesco a uma ancestral comum.
Esse sentimento de ancestralidade é partilhado também com a natureza e particularmente com os seres vivos, levando a um fundamental respeito a todas as formas de vida e existência.
Por isso, a cultura Pagã tem uma relação mágica com a natureza.
Noção cíclica do tempo, a partir da ciclicidade dos fenómenos naturais (estações do ano, lunação, movimentos do sol, etc), em contraste à noção linear das culturas de matriz abraâmica.
O consequente sentimento de profunda responsabilidade e parceria com a natureza, tornando os humanos corresponsáveis pela continuidade do círculo.
O que, por outro lado, também leva a um profundo respeito pelos antepassados, que sacrificaram suas vidas para que a comunidade continue a existir.
Desenvolvimento de uma medicina natural, baseada nas qualidades curativas das ervas, e xamânica, baseada no poder fértil da Natureza e na relação mágica com a realidade.
Havendo uma enorme diversidade entre as muitas religiões pagãs no mundo, estas características ilustram apenas as mais significativas ramificações europeias.


O neopaganismo inclui religiões reconstruídas como o reconstrucionismo do Politeísmo Helénico, Celta ou Germânico, bem como modernas tradições ecléticas como discordianismo, ou Wicca e suas muitas correntes.

Muitas dessas "reconstruções", como o Wicca e neo-druidismo em particular, têm suas raízes no romantismo do século XIX e reter os elementos visíveis do ocultismo ou teosofia que estavam em curso, então, que os distingue religião e folclore histórico rural (paganus).

Nos Estados Unidos estão cerca de um terço de todos os neopagãos em todo o mundo, representando cerca de 0,2% da população do país, figurando como a sexta maior denominação não-cristã, depois do judaísmo (1,4%), islamismo (0,6%), budismo (0,5%), hinduísmo (0,3%) e o Unitário-Universalismo (0,3%).14

Na Islândia, os membros do grupo neopagão Ásatrúarfélagið representam 0,4% da população total do país.15 Na Lituânia, muitas pessoas Romuva, uma versão reconstruída da religião pré-cristã do país. A Lituânia foi uma das últimas áreas da Europa a ser cristianizada.

Há uma série de autores neopagãos que analisaram a relação dos movimentos reconstrucionistas do século XX com o politeísmo histórico e com as tradições contemporâneas de religião e folclore indígena. Isaac Bonewits introduz uma terminologia para fazer essa distinção:

Paleopaganismo: Um retrónimo cunhado para contrastar com o "neopaganismo"; é o "politeísmo original, centradas em fés da natureza", como a religião grega pré-helénica e a religião romana pré-império, o período da mitologia nórdica pré-migração, tal como descrito por Tácito ou o politeísmo celta como descrito por Júlio César. Entre os movimentos que permanecem entre as "grandes religiões", Bonewits aponta o hinduísmo paleopagão, tal como existia antes da invasão islâmica da Índia, o xintoísmo e o taoísmo.

Mesopaganismo: um grupo que é, ou foi, significativamente influenciado pela visão de mundo monoteísta, dualista, ou não-teísta, mas foi capaz de manter uma independência de práticas religiosas. Este grupo inclui os aborígenes americanos, bem como os aborígenes australianos, o paganismo nórdico da Era Viking e a espiritualidade da Nova Era. As influências incluem: Maçonaria,17 rosacrucianismo, Teosofia, espiritismo e as muitas crenças afro-diaspóricas, como o Vodou haitiano, religião Santeria e Espiritu. Isaac Bonewits inclui Wicca Tradicional Britânica nesta subdivisão.

Neopaganismo: um movimento do povo moderno para reanimar o culto da natureza, as religiões pré-cristãs, ou outros caminhos espirituais baseados na natureza. Esta definição pode incluir qualquer movimento na escala do reconstrucionismo numa extremidade, até grupos não-reconstrucionistas, como o neo-druidismo e a Wicca, na outra.


Prudence Jones e Nigel Pennick no seu livro "História da Europa Pagã" (1995) classifica "as religiões pagãs" pelas seguintes características:

Politeísmo: religiões pagãs que reconhecem uma pluralidade de seres divinos, que podem ou não podem ser considerados aspectos de uma unidade básica;
"Baseado na natureza": as religiões pagãs que têm uma noção da divindade da natureza, que eles vêem como uma manifestação do divino, não como a criação do "caído" encontrado na cosmologia dualista.
"Sagrado feminino": religiões pagãs que reconhecem "o princípio feminino divino", identificado como "Deusa" interior (em oposição a deusas individuais), assim como o princípio divino masculino





No meu caso, sou apenas PAGÃ!
Sem religião!
Sou anarquista civilizada.
O meu Ser Pagão é apenas o que está a amarelo. Apenas isso!
Não me revejo em nenhum destes grupos descritos acima...mas quis fazer aqui uma descrição fiel do foi o Paganismo antes de surgir o Cristianismo.

A minha base é a espiritualidade!
Sem rituais, sem obrigações, sem imposições.
O meu Templo é a Natureza!
Celebro os Equinócios e os Solstícios.
Celebro a Natureza, os Astros, o Cosmos.




E como dizia a Florbela Espanca:

"Sou pagã e anarquista, 
como não poderia deixar de ser uma pantera que se preza ..."


Volúpia

No divino impudor da mocidade,
Nesse êxtase pagão que vence a sorte,
Num frémito vibrante de ansiedade,
Dou-te o meu corpo prometido à morte!

A sombra entre a mentira e a verdade...
A núvem que arrastou o vento norte...
 Meu corpo! Trago nele um vinho forte:
Meus beijos de volúpia e de maldade!

Trago dálias vermelhas no regaço...
São os dedos do sol quando te abraço,
Cravados no teu peito como lanças!

E do meu corpo os leves arabescos
Vão-te envolvendo em círculos dantescos
Felinamente, em voluptuosas danças...


Florbela Espanca

sábado, 21 de março de 2015

Alma como Piloto da minha Nave



A maravilhosa Liberdade que a vida nos deu tem andado a ser aproveitada pelos nossos egos a alimentar os seus caprichos ridículos e materialistas, em vez de estar ao serviço da nossa alma permitindo que ela seja, sinta e brilhe como é afinal a sua natureza...

Ou seja, tal como num avião, o ideal é que o Piloto mande e dite o destino (Alma), e
o Co-piloto apoie e ajude a concretizar o plano do piloto (Ego).

É a alma (piloto) que sabe a rota, que reconhece os sinais, que tem o poder de fazer mudanças de acordo com o que sente estar correcto.
O ego (co-piloto) ajuda nos equipamentos e apoia o piloto nas suas decisões.

Quando não estamos atentos a esta dinâmica, muito facilmente os dois trocam de lugar... e é aí que começamos a entrar em problemas... a perder energia .. a sair da rota..

Andamos há tantos anos ou mesmo vidas a permitir que seja o ego a comandar as operações que chegámos ao ponto de ter medo de dar os comandos à alma, já para não falar daqueles que nem consideram a sua existência e muito menos que mais cedo ou mais tarde ela irá resgatar o seu lugar original...

Tu que estás a ler isto acredito que já saberás, por esta altura, a diferença interior através das tuas emoções do que é viver com o ego no comando ou como te sentes quando a alma toma conta.... e também sabemos bem em que áreas é mais fácil e mais dificil...

De acordo com as escolhas que tens feito e com as tuas prioridades, e mesmo com os resultados que tens tido tanto a nivel interior como exterior, quem imaginas tem conduzido o teu avião a maior parte do tempo?

Consegues pensar e se quiseres mesmo partilhar momentos de como foi a viagem com cada um nos comandos em diferentes momentos?


Vera Luz


Eu partilho dois meus:

Ego no comando - Usei toda a minha energia para ser o que os outros queriam que eu fosse, vivi um casamento como a Igreja queria, como a minha mãe queria...inevitavelmente levou ao meu divórcio aos 29 anos, em 2003... foi a minha primeira grande crise existencial.
A Alma já estava a tomar o comando de mansinho...e eu nem sabia...

Alma no comando - Assumi-me sem medos como Pagã, Anarquista Liberal Anti Sistema, decidi cortar com todas as âncoras que me escravizavam (prestações ao banco, salário, patrão, estilo de vida...) e viver de acordo com o MEU Código de Honra. No dia 18 de Novembro de 2009.
Decidi encarar de frente todas as consequências destas minhas escolhas, doesse o que doesse.
Foi a minha segunda grande crise existencial, ainda maior que a primeira, e que me levou ao fundo do poço.
Mas, a prova de que era a Alma que estava no comando, é que nem nos piores momentos de amargura, me arrependi por um segundo que fosse.





Perfeita imperfeição



Todos nós sabemos que não há dois flocos de neve iguais.
Cada floco de neve tem a forma perfeita para retirar o máximo de eficiência e eficácia para a sua viagem. E, enquanto a força universal da gravidade lhes dá um destino comum, o espaço amplo no ar dá a cada floco de neve a oportunidade de tomar o seu próprio caminho. Eles estão na mesma viagem, mas cada um toma um caminho diferente.

Ao longo da sua jornada orientada pela gravidade, alguns flocos de neve colidem e danificam o outro, alguns colidem e juntam-se, alguns são influenciados pelo vento ... há tantas transições e mudanças que ocorrem ao longo da jornada do floco de neve...
Mas, não importa qual a transição, o floco de neve encontra-se sempre na forma perfeita para a sua viagem.

Costumo encontrar paralelos na natureza que podem ser uma bela reflexão da "grande orquestração". Um destes paralelos é connosco e com os flocos de neve.

Nós, também estamos todos a ir na mesma direcção.
Estamos a ser impulsionados por uma força universal para o mesmo destino.
Somos todos indivíduos a tomar viagens diferentes e, ao longo dessa jornada, por vezes colidimos uns com os outros, cruzamos caminhos, alteramo-nos... 
Mas, em todas as alturas, também nós somos 100% perfeitos na nossa imperfeição. 
Em todos os momentos estamos absolutamente perfeitos para o que é necessário para a nossa jornada. Eu não sou perfeito para a sua viagem e você não é perfeito para a minha viagem, mas eu sou perfeito para a minha e você é perfeito para a sua.

Estamos a dirigir-nos para o mesmo lugar, tomamos caminhos diferentes, mas ambos somos exactamente perfeitos do jeito que somos.
Pense no que compreender esta grande orquestração poderia significar para os relacionamentos. Imagine interagir com os outros, sabendo que eles também partilham este paralelo com o floco de neve.

Assim como você, eles estão a ir para o mesmo lugar, e não importa o que possam parecer a si, eles tomaram a forma perfeita para a sua viagem. 
Quão forte poderiam ser as nossas relações se pudéssemos perceber e respeitar que todos nós estamos perfeitamente imperfeitos para o nosso caminho ".

~ Steve Maraboli

Helen Keller



Helen Keller conta uma história acerca de uma amiga que tinha acabado de regressar de um longo passeio na floresta.
Quando Keller perguntou à sua amiga o que esta tinha observado, ela respondeu:
" Nada em particular."

Keller escreveu:
Perguntava-me como é possível passear durante uma hora na floresta e não ver nada digno de realce. Eu, que não consigo ver, descubro centenas de coisas:
a delicada simetria de uma folha,
a casca suave de uma bétula,
a casaca grosseira, áspera, de um pinheiro.
Eu que sou cega posso dar uma sugestão àqueles que vêem:
usem os vossos olhos como se amanhã ficassem cegos.
Ouçam a música das vozes,
as canções de um pássaro,
os poderosos acordes de uma orquestra como se amanhã ficassem surdos.
Toquem em cada objecto com se amanhã perdessem o vosso sentido táctil.
Cheirem o perfume das flores,
saboreiam com entusiasmo cada pedaço de comida, como se amanhã não pudessem voltar a saborear ou cheirar novamente.
Aproveitem ao máximo cada sentido.
Exultam em todas as facetas, prazeres e beleza que o mundo vos revela.

Feliz Ostara... Feliz Equinocio de Primavera



O Sabbat do Equinócio da Primavera Ostara, 
é no primeiro dia da Primavera, dia 21 de Março 
no Hemisfério Norte. 

Equinócio é um dos dois momentos em que o Sol, em sua órbita aparente, (como vista da Terra), cruza o plano do equador celeste (a linha do equador terrestre projectada na esfera celeste).

A palavra equinócio vem do Latim, aequus (igual) e nox (noite), e significa "noites iguais", ocasiões em que o dia e a noite duram o mesmo tempo. O dia e a noite durante os equinócios têm igualmente 12 horas de duração. 

Este sabbat marca o período de despertar da Terra, enquanto o Sol aumenta seu calor e poder.
É o primeiro dia da primavera, momento em que as trevas e a luz estão em equilíbrio, até que a luz se sobrepõe às trevas numa explosão de vida. Nesse dia, escuridão e luz são precisamente iguais; então, esse Sabbat traz sentimentos de equilíbrio e interacção. Desse dia em diante o dia dominara a noite, ou seja, os dias serão maiores que as noites e a Terra explodira com vida. É um ritual de crescimento, inspiração e o momento certo de colocarmos planos em andamento para tudo o que pode crescer em nossas vidas.

Os Portais são abertos ...é a Luz que chega à Mãe Terra Fértil.

Este período está ligado a novos começos, assim sendo, desejo que os vossos começos sejam plenos de sabedoria.

Eostre, Ēostre, Ostara ou Ostera é a deusa da fertilidade e do renascimento na mitologia anglo-saxã, na mitologia nórdica e mitologia germânica.
Na primavera, lebres e ovos coloridos eram os símbolos da fertilidade e renovação à ela associados.
Seu nome e funções têm relação com a deusa grega Eos, deusa do Amanhecer na mitologia grega.

De seus cultos pagãos originou-se a Páscoa (Easter, em inglês e Ostern em alemão), que foi absorvida e misturada pelas comemorações judaico-cristãs. Os antigos povos nórdicos comemoravam o festival de Eostre no dia 30 de Março.

Eostre ou Ostera (no alemão mais antigo) significa “a Deusa da Aurora”.
É uma Deusa anglo-saxã, teutónica, da Primavera, da Ressurreição e do Renascimento. 
Ela deu nome ao Sabbat Pagão, que celebra o renascimento, chamado de Ostara.

Posteriormente, a igreja católica acabou por substituir às festividades pagãs de Ostara pela Páscoa, não sem absorver muitos de seus costumes, inclusive os ovos e o coelhinho da Páscoa. Podemos perceber isso pelo próprio nome da Páscoa em inglês, Easter, muito semelhante a Eostre.

Para os wiccans é o despertar da Terra com sentimentos de equilíbrio e renovação.
Ostara, também conhecida como Eostre (Deusa Anglo-Saxã, que significa Deusa da Aurora) ou Easter (Pascoa, em inglês), pois a pascoa no hemisfério norte é realizado nesta época, são deusas da primavera, da ressurreição e renascimento e tem como símbolo o coelho. Uma das principais tradições desse festival é a decoração de ovos. O ovo representa a fertilidade da Deusa e do Deus. Outra tradição muito antiga é a de esconder os ovos e depois achá-los.(Talvez veio daí o costume dos Norte-americanos de esconderem os ovos de chocolate no dia da Páscoa para que as crianças os achem.) Mesmo os não wiccans sentem-se diferentes neste período, mais dispostos, comem menos, dormem menos e acordam mais cedo.

Para os wiccanos também é época de começar a plantar, época do amor, de promessas e de decisões, pois a Terra e a natureza despertam para uma nova vida.

O Sabbat Ostara é o rito de fertilidade que celebra o nascimento da Primavera e o redespertar da vida na Terra.
Nesse dia sagrado, os Bruxos acendem fogueiras novas ao nascer do sol, se rejubilam, tocam sinos e decoram ovos cozidos - um antigo costume pagão associado à Deusa da Fertilidade.
Os ovos, que obviamente são símbolos da fertilidade e da reprodução, eram usados nos antigos ritos da fertilidade. Pintados com vários símbolos mágicos, eram lançados ao fogo ou enterrados como oferendas à Deusa. Em certas partes do mundo pintavam-se os ovos do Equinócio da Primavera de amarelo ou dourado (cores solares sagradas), utilizando-os em rituais para honrar o Deus Sol.

Os aspectos da Deusa invocados nesse Sabbat são Eostre (a deusa saxônica da fertilidade) e Ostara (a deusa alemã da fertilidade). Em algumas tradições wiccanas, as deidades da fertilidade adoradas nesse dia são a Deusa das Plantas e o Senhor das Matas.

Os ovos, como mencionado, eram símbolos antigos de fertilidade oferecidos à deusa dos Pagãos.
A lebre era um símbolo de renascimento e ressurreição, sendo animal sagrado para várias deusas lunares, tanto na cultura oriental como na ocidental, incluindo a deusa Ostara, cujo animal era o coelho.

Os alimentos pagãos tradicionais do Sabbat do Equinócio da Primavera são os ovos cozidos, os bolos de mel, as primeiras frutas da estação em ponche de leite.
Na Suécia, os "waffles" eram o prato tradicional da época.

Incensos: violeta africana, jasmim, rosa sálvia e morango.
Cores das velas: dourada, verde, amarela.
Pedras preciosas sagradas: ametista, água-marinha, hematita, jaspe vermelho.
Ervas ritualísticas tradicionais: bolota, quelidônia, cinco-folhas, crocus, narciso, corniso, lírio-da-páscoa, madressilva, íris, jasmim, rosa, morango, atanásia e violetas.



sexta-feira, 20 de março de 2015

Mark Lanegan - Low (With Lyrics)

De dia, distraído, sonho



"De dia, distraído, sonho.
Sob teu peito deixo cair as minhas mãos.
Por entre madeixas de cabelo moreno encontro os fins rosados dos teus seios frios.
Beijo-os em círculos de saliva e dentes.
Em mais ninguém encontro a projecção de um amor tão sem princípio e tão sem fim.
O meu ímpeto carnal só se versa em náusea romântica, impecável, na ideia de te possuir.
De dia, distraído, sonho.
Lavro o teu peito na ponta das minhas unhas.
Sinto-te tremer na ponta da minha língua.
Entrincheiro-me no teu calor húmido.
Provo o sabor ganho dos meus próprios dedos.
Se a minha expressão parece imperturbável e austera, nas minhas ideias percorro o teu corpo sem me cansar, redobra-se o fôlego e sinto golfadas de sangue onde quero que demores a tua boca. Ferrar os caninos gentilmente na tua coxa, rasgar-te as costas num golpe.
De dia, distraído, sonho.
Sonho conseguir envolver-te toda em mim, só na largura das minhas mãos e no alcance dos meus braços, preencher-te sem margens, sentir, nos meus extremos, as fronteiras que nos separam.
E quebrá-las.
Entrar por ti adentro e afundar-me.
Quebrar-te.
E repeti-lo assim que acordemos.
De dia, distraído, sonho."



Eclipse Solar em Peixes



ECLIPSE TOTAL DO SOL NO GRAU 29 DE PEIXES...
LUA NOVA no último grau de Peixes...
No dia seguinte, acontece o EQUINÓCIO DA PRIMAVERA, o início de um novo ano zodiacal, com a entrada em Carneiro...meu ascendente.
é um 3 em 1 astronómico...

"Estamos já sobre a influência de um eclipse total do sol em peixes, desta vez conjunto ao passado evolutivo da humanidade, dando -nos a grande oportunidade de limpar todo o passado de dor, sofrimento, crenças de que temos que sofrer para evoluir, para nos purificarmos dessas crenças de confinação.

Mas desta forma podermos resgatar o inicio de um ciclo onde a Fé inteligente é a via do novo tempo...

O que acreditarmos assim será, o que quisermos impulsionar para o novo ciclo de evolução assim será...

Tempo de iniciar um caminho de amor e fraternidade, mas como tal deveremos acreditar que nada é estático , que tudo está em movimento e que a nossa força de vontade , a nossa fé, deverá ser inabalável. Um compromisso com amor , dizendo adeus a um velho tempo , e criando um sol no nosso coração , uma nova luz. Para isso o que vier do passado deverá ser fechado com a compreensão de que nos serviu no passado, mas agora surge a nova Luz.

Zangas, tristezas, frustrações, devem ser libertas e olhando em frente, para esse novo SOL que se apresenta no horizonte do coração…
Sensibilidade e amor são o nosso poder, a nossa nova consciência.

Todo o passado poderá ser fechado com serenidade, uma despedida com gratidão por o que nos serviu, mas um novo tempo de amor e fraternidade se apresenta. Unamo-nos a todos,  deixemos de lutar , se a tristeza, a zanga, ainda vier... entendam-na como apenas uma experiência que ainda estava num holograma no inconsciente, apenas isso e brilhem com o novo SOL , a nova consciência de fraternidade e amor por tudo, pois apenas foi uma etapa de evolução do ser humano, nada mais.

ACREDITAR é a força que irá ser o nosso poder para esta nova jornada. Não projectem nada em ninguém, nem em nenhuma circunstância, mas sim onde estão a fechar essa crença e projecção e a renascer para um novo tempo. Pacifiquem-se com quem vos serviu para a etapa que estamos a fechar. Muito do momento actual carrega o peso desses dois milénios da era de peixes, não projectem no presente, pois éramos nós que o carregávamos e depositávamos esse peso todo no aqui e agora.

Limpeza de karma da era de peixes, mas as portas da era de aquário estão a abrir a alegria de nos unirmos, deixarmos as lutas de ego e aceitarmos viver sem esse peso do passado. Respeitem todos , sintam amor e compaixão por tudo e sigam mais leves , mais amorosos, mais pacificados , para esse novo tempo de AMOR E FRATERNIDADE.

Agradeçam o crescimento e sorriam para o futuro onde essa pacificação connosco e com os outros irá trazer novos horizontes. Eclipsem a velha consciência de dor e zanga e olhem o novo SOL. Ele será o guia de amor e compreensão. A Luz da compreensão amorosa.  A nossa alegria de estar presente e pronto para amar.  EU SOU UMA PARTICULA DE AMOR. DEUS. CRIAÇÃO E SÓ A FONTE SIRVO.Sintam uma luz dourada a entrar pelo 7º chakra, inundar todas as vossas células dessa vibração dourada. Abram os braços e sintam em todo o vosso SER essa energia dourada. Sintamos essa força, onde o ego não pertence, pois nós somos o PODER DA FONTE... Este é o tempo
da nossa ASCENSÃO ao Amor e fraternidade, onde a guerra do ego termina..."


Ruth Fairfield


É importante diminuir o ritmo, prestar atenção às situações e emoções que surgem nestes dias.
Essa fase vai culminar num eclipse solar total, no último grau do signo de Peixes.
Hoje dia 20 de Março, a Lua (padrões emocionais, instinto, passado) entra na frente do Sol (consciência, vontade, razão, futuro). 
Uma oportunidade para mergulharmos profundamente dentro de nós mesmos e testemunharmos as emoções que estão a conduzir nossas vidas - medo ou amor.

O signo de Peixes é espiritual, em Peixes aprendemos a dissolver o Ego e a nos reconectar com a Fonte. 
Também ficamos mais sensíveis, intuitivos e inspirados. 
É um excelente momento para percebermos as armadilhas do ego inferior, as questões que impedem nosso crescimento, as velhas emoções que já não condizem mais com grandes aprendizados que vivenciamos e com nossa consciência ampliada. Podemos rever acções e padrões de comportamento que nos prendem ao passado, hábitos, obstáculos, mágoas e ressentimentos que ainda possam estar escondidos, pois este é o momento ideal para liberar tudo isso.
O que estiver na sombra vem à superfície para que possamos alcançar uma versão mais pura do nosso Eu Verdadeiro.

O eclipse solar marca a Lua nova, o início de um novo ciclo lunar.
A conexão com os mundos subtis está mais aberta. Recomendo meditar, mentalizar, visualizar e energizar intenções, tanto para nós mesmos quanto para o planeta. Vale lembrar que TODO ECLIPSE DECIDE ALGO e que a Lua nova é um período fértil, quando novas sementes e intenções tem mais chance de germinar. Portanto, simbora resolver velhas questões para que possamos plantar as novas sementes.

Neste mesmo dia 20, o Sol ingressa em Carneiro para dar início ao ano novo astrológico.
No hemisfério norte acontece o Equinócio da Primavera, com imagens que ilustram a ideia do signo: as primeiras sementes que germinam, as primeiras folhas que brotam das árvores secas pelo inverso.
Carneiro traz a ideia do 1, do impulso inicial, do ponto de partida.

Qualidades do Meu Ascendente Carneiro: pioneirismo, iniciativa, coragem, garra, espontaneidade, competitividade, energia. Carneiro quer desbravar, conquistar, caminhar sozinho, ser o senhor da sua vontade, ter autonomia e assumir o comando de seu destino.
O Sol se exalta em Carneiro, reforçando suas qualidades, como a autoconfiança, a liderança, o poder e o espírito de liberdade. Se Carneiro consegue ir além do seu ego, transforma-se num herói, num guerreiro da Luz.

Marte segue poderoso nesse signo de sua regência.
Este é um ano para INICIATIVAS. 
Bom para cultivarmos autonomia, poder de decisão e liderança, audácia, garra e coragem. 
Para vencermos a inércia, enfrentarmos os desafios, aprendermos a ser independentes e fazermos o que deve ser feito.

Mas no momento do ingresso do Sol em Carneiro, a Lua estará conjunta ao Nodo Sul em harmonia com Saturno retrógrado: sai ganhando quem souber fazer bom proveito da sabedoria trazida no passado. Quem contar com o apoio dos mestres. Quem tiver metas claras, agir com equilíbrio emocional, maturidade e responsabilidade.

Vem aí um momento de virada, de novas estreias e novos inícios, quando tudo se acelera.
Boa hora para limpezas, faxinas, para eliminar o que não queremos mais, para deixar para trás algo velho e começar um novo ciclo mais leves.

É um momento relacionado a OGUM, o Orixá Guerreiro, o senhor dos caminhos.
E também à Ganesha o deus dos começos auspiciosos e removedor de obstáculos.
Quais são as metas para o ano?
Já sabe o que fazer?
Quais contactos activar, quais providências tomar?
Quais são os novos projectos?
Vale começar um belo programa de exercícios físicos, um novo curso, ou um novo estudo, por exemplo.

Vamos em frente que atrás vem gente!

Marcelo Dalla



A Lua Nova chega hoje para que nos seja possível perceber e observar melhor o nosso lado sombra, esse lado que tantas vezes escondemos de nós, que fingimos não existir por medos e receios de sabermos quem somos, de perceber que temos partes que gostamos menos, que precisam de ser olhadas de frente, trabalhadas e iluminadas de forma a podermos transmutar essas áreas que ainda nós incomodam.
É um dia em que sentimos tudo de forma muito intensa, sentimos todos os nossos limites e todos os nossos temores, como se agora estes se tornassem mais visíveis e maiores, sentimos em intensidade a nossa revolta e sentimos o medo de perdas, perguntando-nos a que estamos apegados e o que não queremos de forma alguma soltar e largar, o que não queremos nós perder?
E o que ainda esperamos para poder transformar as nossas vidas?
Este é um bom dia para esse mergulhar no mais profundo de nós, no pântano da nossa escuridão, levando a tocha e a possibilidade de transmutação e transformação na forma amorosa como nos vamos olhando.

Comigo foi logo mal acordei...
Tive um insight logo quando acordei, de uma coisa que me aconteceu no passado quando me divorciei, que achava que já estava curada e, apareceu hoje de novo...

Go all the way!!





if you’re going to try, go all the
way.
otherwise, don’t even start.

if you’re going to try, go all the
way.
this could mean losing girlfriends,
wives, relatives, jobs and
maybe your mind.

go all the way.
it could mean not eating for 3 or 4 days.
it could mean freezing on a
park bench.
it could mean jail,
it could mean derision,
mockery,
isolation.
isolation is the gift,
all the others are a test of your
endurance, of
how much you really want to
do it.
and you’ll do it
despite rejection and the worst odds
and it will be better than
anything else
you can imagine.

if you’re going to try,
go all the way.
there is no other feeling like
that.
you will be alone with the gods
and the nights will flame with
fire.

do it, do it, do it.
do it.

all the way
all the way.

you will ride life straight to
perfect laughter, its
the only good fight
there is.


― Charles Bukowski
in, Factotum

quinta-feira, 19 de março de 2015

GUITARRAS AO ALTO | TEASER



Em Novembro de 2014, Tó Trips e Filho da Mãe fizeram-se à estrada com paragens em Beja, Portalegre e Campo Maior.

Assim nasce o Guitarras ao Alto.
Um filme de viagem que acompanha dois guitarristas num processo de descoberta criativa.

Ao longo de três dias, tendo o Alentejo como cenário, encontraram-se perspetivas artísticas, descobriram-se novos públicos e exploraram-se aromas, sabores e texturas musicais.


Estou a ouvir, e ao mesmo tempo a tentar encontrar palavras para descrever o novo disco de Filho da Mãe - Cabeça, e ainda não encontrei melhor que o texto que vem assinado por Afonso Cruz (escritor, músico e produtor de cerveja).
Um dos melhores escritores da actualidade, na minha opinião.
Quanto ao Filho da Mãe, nome de palco do guitarrista Rui Carvalho, por incrível que pareça, fisicamente, agora que deixou crescer a barba, parece irmão gémeo do Afonso Cruz.


“Lembro-me de, em miúdo, olhar para o meu tio-avô a tocar guitarra.
As unhas encurvadas e amarelas dos cigarros, o cabelo branco e liso, colado à cabeça.
Não havia muitas perguntas, o mundo era simples.
Na verdade, aquilo que eu via não era um homem encanecido, dobrado sobre si mesmo, a dedilhar, era, isso sim, algo mais evidente, como haveria de perceber mais tarde: a guitarra e o guitarrista eram a mesma música.
Mas o nosso crescimento passa pelo arrefecimento do mundo, pela necessidade de o dissecar, de o enfiar no microscópio e em equações de terceiro grau.
O mundo começa a ganhar linhas rectas, torna-se geométrico, onde até as lágrimas são uma espécie de matemática.
Pitágoras dizia, e os seus seguidores, como aquele de Crotona, repetiam, que a música e a matemática são exactamente a mesma coisa. Uma oitava corresponde precisamente a 1/2 da corda da viola; a terceira nota natural é 1/3 da corda; e a quinta natural é 3/4.
E isto é apenas um pequeno exemplo de como as músicas que ouvimos são feitas de matemática, tal como as pedras são feitas de música e os nossos sentimentos são rigorosamente geométricos.
É assim que se compreende a música utilizando a razão.
Mas, lamentavelmente, não se ouve nada, não se sente nada.
Para isso é preciso fazê-lo com o corpo, que, sendo uma espécie de tabuada, não deixa de ser feito de terra e de entender essa linguagem que se escreve com uma pá.
Por vezes é preciso um filho da mãe capaz de nos colocar outra vez naquele lugar da infância, naquele espaço antigo, onde a guitarra e o guitarrista eram a mesma música.
Melancólico, o filho da mãe, consegue conjugar memórias, partindo de uma base que se repete e que se vai tornando cada vez mais complexa, como os pássaros fazem quando cantam.
Os ritmos cruzam-se, para cima e para baixo, como barcos a vencer tempestades, fazendo com que tudo se confunda, os ossos com a pele, o interior com o exterior, a sede com o vinho.
Não é só tocar, é escavar os sons e trazê-los para fora da guitarra.
E a música, com o seu poder catártico, faz-nos acordar.
Não há arte nenhuma capaz de nos fazer mover, mexer e dançar como faz a música.
Para que, no dia do Juízo, os mortos se levantem, serão necessárias trombetas.
Ou, sendo menos ortodoxo, guitarras.
Um quadro do Rembrandt não atinge os ossos, chega a muitos lugares, mas não faz dançar, não faz bater o pé.
Se há alguma coisa capaz de nos fazer levantar, dançar, exultar, de um momento para o outro, é a música.
Abre caminho pelas nossas veias, pelos músculos, é feita de carne e fala essa linguagem.
Todo o universo se move por causa da música das esferas, por causa dos acordes que Deus tocou no Início, dobrado sobre si mesmo, a dedilhar uma guitarra.
Tudo se move por causa de um filho da mãe.

Afonso Cruz




Filho da Mãe,
Palavras para quê, quando a música por si só emociona até à alma...
É caso para dizer "Não te Mexas" (um dos temas do disco) e deixa-te ficar a ouvir.


Resta-me apenas lembrar que o disco é uma edição de autor, logo, tem mesmo de se comprar!

Mas, para aqueles que não podem comprar tudo o que gostam, podem sempre ouvi-lo em:
http://filhodamae.bandcamp.com/


Em relação ao Tó Trips, palavras para quê...
Guitarrista dos Dead Combo, com vários prémios nacionais e internacionais com todo o mérito!!!!