segunda-feira, 27 de outubro de 2014
A Teoria de Tudo - Trailer Oficial
A Teoria de Tudo baseia-se no livro de memórias “Travelling to Infinity: My Life with Stephen,” de Jane Hawking.
A filme contará sobre o relacionamento do famoso físico Stephen Hawking (interpretado por Eddie Redmayne) com sua esposa Jane (vivida por Felicity Jones), desafiado pela doença de Hawking, portador de esclerose lateral amiotrófica.
Stephen William Hawking, (Oxford, 8 de Janeiro de 1942) é um físico teórico e cosmólogo britânico e um dos mais consagrados cientistas da actualidade.
Doutor em cosmologia, foi professor lucasiano de matemática na Universidade de Cambridge, onde hoje se encontra como professor lucasiano emérito, um posto que foi ocupado por Isaac Newton, Paul Dirac e Charles Babbage.
Actualmente, é director de pesquisa do Departamento de Matemática Aplicada e Física Teórica (DAMTP) e fundador do Centro de Cosmologia Teórica (CTC) da Universidade de Cambridge.
Hawking é portador de esclerose lateral amiotrófica (ELA), uma rara doença degenerativa que paralisa os músculos do corpo sem, no entanto, atingir as funções cerebrais, sendo uma doença que ainda não possui cura.
A doença foi detectada quando tinha 21 anos.
Em 1985 teve que submeter-se a uma traqueostomia em decorrência do agravamento da ELA (ALS, sigla em inglês) após ter contraído pneumonia e, desde então, utiliza um sintetizador de voz para se comunicar.
Gradualmente, foi perdendo o movimento dos seus braços e pernas, assim como do resto da musculatura voluntária, incluindo a força para manter a cabeça erguida, de modo que sua mobilidade é praticamente nula.
No seu mais recente e polémico livro "The Grand Design", Stephen Hawking muda suas antigas declarações sobre a ideia de um criador e afirma que "Deus não tem mais lugar nas teorias sobre criação do universo, devido a uma série de avanços no campo da física".
No livro, afirma que "Por haver uma lei como a gravidade, o universo pode e irá criar a ele mesmo do nada.
A criação espontânea é a razão pela qual algo existe ao invés de não existir nada, é a razão pela qual o universo existe, pela qual nós existimos", dizendo que o Big Bang foi simplesmente uma consequência da lei da gravidade.
Hawking também cita a descoberta, feita em 1992, de um planeta que orbita uma estrela fora do Sistema Solar, como um marco contra a crença de Isaac Newton de que o universo não poderia ter surgido do caos.
Os principais campos de pesquisa de Hawking são cosmologia teórica e gravidade quântica.
Em 1971, em colaboração com Roger Penrose, provou o primeiro de muitos teoremas de singularidade; tais teoremas fornecem um conjunto de condições suficientes para a existência de uma singularidade no espaço-tempo.
Este trabalho demonstra que, longe de serem curiosidades matemáticas que aparecem apenas em casos especiais, singularidades são uma característica genérica da relatividade geral.
Hawking também sugeriu que, após o Big Bang, primordiais ou miniburacos negros foram formados. Com Bardeen e Carter, ele propôs as quatro leis da mecânica de buraco negro, fazendo uma analogia com termodinâmica.
Em 1974 calculou que buracos negros deveriam, termicamente, criar ou emitir partículas subatómicas, conhecidas como radiação Hawking, além disso, também demonstrou a possível existência de miniburacos negros.
Hawking também participou dos primeiros desenvolvimentos da teoria da inflação cósmica no início da década 80 com outros físicos como Alan Guth, Andrei Linde e Paul Steinhardt, teoria que tinha como proposta a solução dos principais problemas do modelo padrão do Big Bang.
O asteróide 7672 Hawking é assim chamado em sua homenagem.
Prémios, títulos e medalhas
1975 – Medalha Eddington
1976 – Medalha Hughes
1979 – Medalha Albert Einstein
1982 – Ordem do Império Britânico (Comandante)
1985 – Medalha de Ouro da Royal Astronomical Society
1986 – Membro da Pontifícia Academia das Ciências
1988 – Prémio em Física da Fundação Wolf
1989 – Prémio "Príncipe das Astúrias" da Concórdia (contribuição à paz, entendimento, etc.)
1989 – Título de "Companheiro de Honra", da Rainha Elizabeth II
1994 - Participou da musica Keep Talking,"The Division bell" do Pink Floyd ,como fã da banda.
1999 – Prémio "Julius Edgar Lilienfeld" da Sociedade Americana de Física
2003 – Prémio "Michelson Morley" da Case Western Reserve University
2006 – Medalha Copley da Royal Society
2009 – Medalha Presidencial da Liberdade
2012 - Fundamental Physics Prize
domingo, 26 de outubro de 2014
resonant frequencies of the universe...
Many frequencies from radio & television stations are passing through us at all times, but you do not hear them unless you take a CRYSTAL (quartz) and TUNE it to the RESONANT frequency on which the station is being broadcast, then you are able to amplify the signal and receive the information carried upon it.
Now, it's time for us to all learn how to tune the bio-oscillating crystals in our skulls to the resonant frequencies of the universe...
Learn more: The Delegate Level 1 Pilot Program:
Exploring Unified Physics is for serious students, researchers, leaders and game changers dedicated to restoring the earth and exploring our vast potential within a connected universe.
It is designed to provide a foundation of understanding of the field of Unified Physics and its implications and applications in our lives and the world.
Registrations will continue to be accepted until midnight HST October 26th.
To sign up, visit: http://academy.resonance.is/dlvl1-info/
Russell Means: Welcome To The Reservation
The United States is one big reservation, and we are all in it. So says Russell Means, legendary actor, political activist and leader for the American Indian Movement.
Means led the 1972 seizure of the Bureau of Indian Affairs headquarters in Washington, D.C., and in 1973 led a standoff at Wounded Knee, South Dakota, on the Pine Ridge Indian Reservation, a response to the massacre of at least 150 Lakotah men, women, and children by the U.S. Seventh Cavalry at a camp near Wounded Knee Creek.
American Indian Russell Means gives an eye-opening 90 minute interview in which he explains how Native Americans and Americans in general are all imprisoned within one huge reservation. Means is a leader for the Republic of Lakotah, a movement that has declared its independence from the United States and refused to recognize the authority of presidents or governments, withdrawing from treaties it made with the federal government and defining its borders which cover thousands of square miles in North Dakota, South Dakota, Nebraska, Wyoming, and Montana.
Means explains how American Indians have been enslaved within de facto prisoner of war camps as a result of the federal government's restriction of their food supply and the application of colonial tactics, a process that has now also been inflicted on the United States as a whole which has turned into, "one huge Indian reservation," according to Means.
Means warns that Americans have lost the ability of critical though, and with each successive generation become more irresponsible and as a consequence less free, disregarding a near-perfect document, the Constitution, which was derived from Indian law.
Means chronicles the loss of freedom from the 1840's onwards, which marked the birth of the corporation, to Lincoln's declaration of martial law, to the latter part of the 19th century and into the 20th when Congress "started giving banks the right to rule," and private banking interests began printing the money.
http://www.prisonplanet.tv/
Broken Glass
Broken glasses shattered on each other´s faces – this is how I see us all (ever more clearly as time passes by).
We´re all wounded – somehow, in some place, in some particular or/and universal way – and most of us are totally unaware of it.
My first USA TOUR was amazing on many levels – professionally but not only. Meeting so many different and amazing people and places in such a short time (only one month that was worth years) made me realize with absolute clarity how fragile we are and how much of our broken wings (or glass) we throw on each other in the hope of some sort of connection. Rather beautiful as well as scary, this thing called GROWING UP (seeing the world beyond illusions without losing our innocence).
Compassion is – once again – in the order of the day.
It has always been, I know.
Laughing a bit about each other´s fragilities also makes things lighter but, above all this, FORGIVING is what strikes me as the most urgent attitude.
More than that: forgiving is an essential survival tool (I´ve arrived to that conclusion in my book “The Secrets of Egypt – Dance, Life & Beyond” but it´s never too much to rewind and repeat it).
With caring love and delicate whispers, I take YOUR (broken glass) heart between my hands and rock it as if it was a baby. It is.
Joana Saahirah
sábado, 25 de outubro de 2014
Os Relacionamentos
No século 18, o químico francês Antoine Lavoisier, nas suas investigações científicas, descobriu que "na natureza nada se perde, tudo se transforma". A mesma lei aplica-se a nós, seres humanos, aos nossos sentimentos e, portanto, também, aos nossos relacionamentos amorosos. Por ser uma lei do universo, não se consegue contrariá-la.
Ou é cumprida ou não. Deve ser entendida, sentida e aprofundada. Se assim for, o “resto” acontece com naturalidade, se existirem as condições apropriadas.
No entanto, atrevo-me a dizer que a maioria de nós não conseguimos entender-nos com os nossos próprios sentimentos amorosos, nem com esta lei aplicada à nossa própria vida.
E criamos obstáculos à execução da mesma, entrando frequentemente, em situações de extrema frustração e/ou depressão, que conduzem a outras situações. Que fique claro, caros leitores/as, que ao longo da minha vida, também não consegui entender esta lei e, muito menos, aplicá-la. Hoje, simplesmente, conheço e vivencio as consequências dessa "falta de atenção" às coisas que me estiveram potencialmente destinadas. E este "destinadas" não tem qualquer conotação com fatalismo.
A astrologia explica isto de forma magistral.
Continuemos, por favor.
Se "na natureza nada nada se perde, tudo se transforma", então façamos a pergunta essencial: que tudo é este que se transforma? A resposta é simples: a energia. Que transforma a sua forma. Porque é de energia que estamos a falar. A energia é sempre a mesma, o que muda é a forma como se apresenta. Simples. A energia do amor, também. Aquilo que vocês chamam de "amor". Aquilo que acham que é o amor.
Sabemos que os rios, mares e lagos são água em estado líquido. É energia na forma líquida.
Também sabemos que o gelo é água em estado sólido. É energia na forma sólida.
Igualmente sabemos que o vapor é água em estado gasoso. É energia na forma gasosa.
Estas imagens pertencem ao nosso quotidiano.
Em casa, todos sabemos utilizar esta energia (água) nas suas diferentes formas. O factor que processa a transformação nessas diversas formas é apenas a temperatura.
Ao encontrar as condições apropriadas, a energia muda sempre de forma. Sempre. É uma Lei do Universo. Nas relações amorosas, também. É a mesma lei.
Outro exemplo conhecido: uma semente é um óvulo já fecundado e quando fertilizado, contém um embrião a partir do qual surge uma planta que crescerá, se encontrar as condições apropriadas. Essa planta dará uma flor que, por sua vez, contém sementes. É o ciclo completo da natureza.
Estamos sempre a falar da mesma energia, em que apenas muda a forma. A mesma energia em forma de semente, planta e flor. Nas relações amorosas, também. Em astrologia estamos sempre a falar de ciclos.
Quando pensamos em água, não temos dificuldade em pensar nela como sendo energia. A humanidade tem sabido utilizar esta energia. Porque conseguimos ver a água. Tal como vemos a semente, a planta e a flor. E vemos as diferentes mudanças de formas. Isto conseguimos compreender.
Há energias que não se conseguem ver.
O ar que respiramos, a brisa, o vento. Mas sabemos que existe. Não possui energia sólida. É subtil. Mas não tão subtil, ao ponto de não se sentir no nosso próprio corpo, que vibra perfeitamente com a brisa que nos toca, ou o vento que nos fustiga.
Com os sentimentos amorosos dos seres humanos é exactamente da mesma maneira.
Não se consegue ver, mas está lá. O sentimento que tu chamas de amor está contigo, desde o momento que nasceste. É uma energia invisível que não te abandona nunca. Expressa-se de formas diferentes. É aqui que podem residir alguns equívocos: achares que o amor que dedicas aos teus pais, teus irmãos, teus filhos e amigos são coisas muito diferentes do amor que sentes pelo companheiro/a. Tudo é a energia do amor, que expressas de formas diferentes.
Porque as condições são diferentes.
Por acaso não amas os teus filhos, independentemente da idade que tenham? Então? Em que ficamos? Claro que, quando eles são bébes tens que cuidar deles de uma forma diferente, de quando, mais tarde, são crianças, adolescentes ou adultos. No entanto, o amor é o mesmo. A forma como o expressas é que difere. Disso, não duvidas, pois não? Esse amor acompanha-te ao longo da tua vida. Não desaparece. Se as sogras olhassem para as noras e genros com apreço e gratidão, por estas e estes amarem os filhos/as que elas pariram, criaram, cuidaram e amam... Com as noras e genros, o mesmo. Pois, então! A maioria de nós não consegue pôr a funcionar o 4º Raio da Criação - tentar a Harmonia através do Conflito.
Estou sempre a falar do mesmo: novas vibrações, nova era, novas energias, aquilo que chamamos de espiritualidade... É disto que eu falo, por exemplo, com os exemplos que dei até ao momento, neste texto. Somos nós quem deve iniciar essa mudança. E este "nós", sou eu e "tu", que me estás a ler.
A aprendizagem é total e global, porque estamos todos na mesma nave - o planeta Terra. É esta nave que nos está a ensinar a... amar. Aliás, sempre ensinou. E nós, cegos e surdos aos seus ensinamentos. Qualquer dia, escreverei aqui, sobre o significado holístico e metafísico da doença que chamamos "cancro", para ficares a saber que está associada à falta de amor ou, pelo menos, à sensação que se pode ter de faltar amor. É por isto que estudo astrologia. Para entender...
Cresceste e aprendeste a dar nomes diferentes à mesma energia que conheces pelo nome de amor. Amor de mãe. Amor de irmão. Amor filial. Ao amor de amigo, chamas amizade. No entanto, só pensas e classificas de “amor-amor” quando se trata do teu companheiro/a, do teu namorado/a, da pessoa com quem fazes sexo.
E iludes-te, pensando que é o amor verdadeiro.
Como se as outras formas de amor não fossem verdadeiras.
Lá saberás o motivo, talvez porque fazes sexo com esse ser que te acompanha.
O sexo faz falta, todos sabemos e gostamos. É bom e é uma energia muito positiva. Daí ter surgido a frase: “fazer amor” que, como saberás, é uma invenção da humanidade, porque o amor não se faz, vive-se. Eventualmente, fazes sexo com o ser amado, o que é diferente. Imagino que não te passa pela cabeça fazer sexo com os teus familiares e amigos [deixemos de fora as excepções negativas, que confirmam a regra, por favor]. Por estas e outras razões, talvez aches que aquilo que sentes pelo companheiro/a é o único e verdadeiro amor.
No ocidente [que conheço melhor] as pessoas são treinadas a acreditarem na ilusão. São múltiplos e enfadonhos os exemplos de ilusão. Anotemos alguns pequenos exemplos que eu tenho ouvido ao longo da vida, sobretudo do lado feminino: “é a minha alma gémea”, “é o único amor da minha vida”, “é o grande amor da minha vida”, “não consigo viver sem ele”, “que vai ser de mim, sem ele?”, “apetece-me morrer porque ele tem outra”. É um tédio. Assim está meia humanidade. Completamente dependente de uma forma de expressão e, sobretudo, de outra pessoa.
Há sempre o secreto sonho de encontrarmos a cara metade com quem se criará uma relação tão duradoura, como a dos nossos avós. Hoje, o exemplo já tem que ser com os avós… Há uns anos podíamos dar os nossos pais, como exemplo de uma relação duradoura. São outros tempos. Não que sejam melhores, apenas diferentes. A energia mudou…
Duas pessoas conhecem-se, sentem-se mutuamente atraídas e iniciam uma relação que se transformará em amorosa.
"Ele lá lhe disse a medo: 'O meu nome é Pedro e o teu qual é?'
Ela corou um pouquinho e respondeu baixinho: 'Sou a Cinderela'"
"Cinderela" de Carlos Paião
Têm em comum uma característica: sentem que alguma coisa dentro deles se alterou. É um sentimento a surgir. É a energia do amor a criar uma nova forma. Essa energia sempre lá esteve. Pertence ao teu Ser único e insubstituível. Simplesmente, está a mudar de forma. Tal como acontece com a água e a semente, a energia do amor toma nova forma por ter encontrado as condições apropriadas.
É exactamente aqui que se geram os maiores equívocos, por desconhecimento, das pessoas.
A partir deste momento, entram em jogo outros factores de enorme importância.
Entra muita coisa ao barulho, à confusão, que pode turvar essa relação.
Habitualmente, esses factores conseguem contaminar a relação amorosa.
Quando esta confusão está instalada muitas pessoas vão ao astrólogo/a lamentarem-se das suas vidas. E pedem sinastrias, na esperança que os astros arranjem o que elas próprias estragaram...
Porque a pessoa ao sentir que irrompe um sentimento amoroso dentro de si, encontra-se incapaz de se auto-analisar. Está disposta a se entregar a esse sentimento. Isso é muito bom.
"E, num desses momentos, houve sentimentos a falar por si.
Ele pegou na mão dela: "Sabes, Cinderela, eu gosto de ti..."
"Cinderela" de Carlos Paião
Se nós fizéssemos tudo para manter a energia amorosa nessa forma de pureza inicial...
Se os sentimentos se ficassem por aqui... Simplesmente, que se amassem, que amassem e se deixassem amar pelo outro... É uma oportunidade única e especial que os aparelhos do corpo físico possuem para entrarem em sintonia fina com a alma. Simplesmente, amar. Mas não é assim que, habitualmente, processamos. Quando esse sentimento aparenta ser correspondido, parece entrar em imediatamente em funcionamento os mecanismos que só atrapalham o relacionamento: a personalidade de cada um, o ego exacerbado, a mente e as emoções.
A lei diz que na natureza nada se perde, tudo se transforma.
Essa nova forma do sentimento que surge, não é percebido como simplesmente “amor”, mas sim, entendido, como sendo “um amor exclusivo por aquela pessoa”, não sobrando nada para ela própria. Assim, dificilmente, o relacionamento poderá sobreviver. É apenas uma questão de tempo… Porque nos esquecemos de partilhar assim:
"E dividem a merenda, tal como uma prenda que se dá nos anos."
"Cinderela" de Carlos Paião
O resto é feito por uma certa incapacidade de auto-conhecimento de cada um de nós.
Se a pessoa acreditar que esse amor é apenas para ser dedicado ao outro, não percebe que, se não se amar primeiro, se não tiver a sua auto-estima bem trabalhada, não está a fazer nenhuma partilha, mas sim uma entrega submissa, cega e sem sentido. Nem sequer é uma dádiva. Simplesmente, está a criar uma enorme dependência pelo outro/a, que será fatal a esse relacionamento. [Talvez esteja na altura de ires a uma consulta de um/a astrólogo/a capaz. Já agora, aproveita e escolhe bem. Se não conheces ninguém, vai à minha lista de linques astrológicos e escolhe. Os melhores estão lá.]
Continuando. O “resto” é confundido com uma miríade de emoções e pensamentos, que são completamente independentes do sentimento amoroso. É nesta fase que se criam as dependências, tão nefastas nos relacionamentos. Praticamente, desde o início, que a relação pode ter entrado em derrapagem, desequilibrando-se, descentrando-se.
Fica assim criado o caminho certeiro para que a energia do amor volte a arrefecer, iniciando nova transformação, recolhendo-se ao sacrário do coração, por não encontrar as condições apropriadas para o seu desenvolvimento.
“Ele é meu”, “ela é minha”. Atitudes de posse, de autoridade, com todas as emoções e pensamentos negativos que isso acarreta. No início, tudo parece bonito, mas aos poucos entram os restantes factores alheios à energia amorosa. Os ciúmes, o poder, o controle, a dependência, a ausência de respeito recíproco, as acusações, etc. Todas estas questões estão muito estudadas e não é minha pretensão explicar estas coisas, aqui. Repararam que até ao momento já mencionei a natureza de todos os planetas e signos do zodíaco? Se estudas astrologia, procura bem.
Se a semente é uma energia que vai transformando a forma até surgir a flor, porque razão, o amor não pode ir assumindo formas diferentes?
Porque razão, numa relação amorosa, os parceiros não dão oportunidade a que essa energia (o amor) adquira uma forma realmente amorosa?
Talvez porque todas aquelas atitudes tomadas pela personalidade, ego, mente e emoções - os ciúmes, o controle, a dependência, a ausência de respeito recíproco, as acusações... - foram esticadas ao excesso e passaram a dominar o relacionamento, por vezes de forma tão encapotada que até parece estar tudo bem. Quando não está.
Onde ficou aquela energia que desde o início vocês chamaram de amor?
O amor ficou tapado, entulhado, coberto, cheio de lixo psíquico e mental; escureceu, perdeu brilho, retirou-se, já não está presente. Em suma, voltou a mudar de forma.
E, assim, instala-se o vazio da alma.
Mais uma vez, caíste na armadilha de acreditares que apenas és o corpo que tens.
Ilusão, pura ilusão.
Que consigas fazer melhor, da próxima vez que te enamorares.
Sim, porque a vida vai dar-te outra oportunidade.
Fica atento/a.
Dá uma oportunidade a ti mesmo/a.
Mas tenta não repetir o mesmo. Tenta melhorar.
Por favor, não me apareças nas consultas de astrologia, a quereres saber quando te vais apaixonar novamente... pois o mais certo é ouvires coisas sobre Saturno e Plutão - :) - e certamente ficarás desiludido/a.
António Rosa
Cova do Urso
Zygmunt Bauman - Fronteiras do Pensamento
Zygmunt Bauman, filósofo polaco, reflecte sobre a individualização da sociedade contemporânea em entrevista exclusiva concedida a Fernando Schüler e Mário Mazzilli na Inglaterra.
Democracia, laços sociais, comunidade, rede, pós-modernidade, dentre outros tópicos analisados por uma das grandes mentes da contemporaneidade.
Actualmente é professor emérito de sociologia das universidades de Leeds e Varsóvia.
Hoje tem 88 anos.
Bauman tornou-se conhecido por suas análises das ligações entre modernidade (controle sobre a natureza, hierarquização burocrática, regras e normatização, categorização, para impor ordem, diminuir entropia social e insegurança),
holocausto (não simplesmente um evento da história do povo judeu, mas característica da modernidade),
e pós-modernidade (renúncia à segurança característica da modernidade em favor da liberdade, liberdade de comprar e consumir).
"Estamos cada vez mais aparelhados com iPhones, tablets, notebooks, tudo para disfarçar o antigo medo da solidão.
O contacto via rede social tomou o lugar de boa parte das pessoas, cuja marca principal é a ausência de comprometimento.
Este texto tem como base a ideia de líquido, característica presente nas relações humanas actuais, inspirado na obra "Amor Líquido" - sobre a fragilidade dos laços humanos, de Zigmunt Bauman.
As relações se misturam e condensam com laços momentaneos, frágeis e volúveis.
Num mundo cada vez mais dinâmico, fluido e veloz, seja real ou virtual.
VIVEMOS TEMPOS LÍQUIDOS. NADA É PARA DURAR.
Zygmunt Bauman
“Amor liquido” é talvez o livro mais popular de Bauman.
É neste livro que o autor expõe sua análise de maneira mais simples e próxima do quotidiano, analisando as relações amorosas e algumas particularidades da “modernidade liquida”.
Vivemos tempos líquidos, nada é feito para durar, tampouco sólido.
Os relacionamentos escorrem das nossas mãos por entre os dedos feito água.
Ele tenta mostrar-nos a nossa dificuldade de comunicação afectiva. Todos querem relacionar-se, mas chega na hora, não conseguem. Seja por medo ou insegurança.
Bauman cita como exemplo um vaso de cristal, na primeira queda, quebra.
As relações terminam tão rápido quanto começam, as pessoas pensam terminar com um problema cortando seus vínculos, mas o que fazem mesmo é criar problemas em cima de problemas.
É um mundo de incertezas.
E cada um por si.
Temos relacionamentos instáveis, pois as relações humanas estão cada vez mais flexíveis. Acostumados com o mundo virtual, e com a facilidade de se “desconectar” as pessoas não conseguem manter um relacionamento de longo prazo. É um amor criado pela sociedade actual (modernidade líquida) para tirar-lhes a responsabilidade de relacionamentos sérios e duradouros.
Pessoas estão sendo tratadas como bens de consumo, caso haja defeito, descarta-se ou até mesmo troca-se por versões mais actualizadas.
O romantismo do amor parece estar fora de moda.
O amor de verdade foi banalizado, diminuído a vários tipos de experiências vividas pelas pessoas, na qual se referem a estas utilizando a palavra amor.
Noites descompromissadas de sexo são chamadas “fazer amor”.
Não existem mais responsabilidades de estar amando, a palavra amor é usada mesmo quando as pessoas nem sabem direito seu real significado.
Ainda para tentar explicar a relações amorosas em “Amor Líquido”, Zygmunt Bauman fala da “ Afinidade e Parentesco.”
O parentesco seria o laço irredutível e inquebrável é aquilo que não nos dá escolha.
A afinidade é, ao contrário do parentesco, voluntária. A afinidade é escolhida.
Porém, e isso é importante, o objectivo da afinidade é ser como o parentesco.
Entretanto, vivendo em uma sociedade de total “descartabilidade” até as afinidades estão se tornando raras.
Bauman fala também sobre o amor próprio.
Afirma que as pessoas precisam se sentir amadas, ouvidas, amparadas ou que sintam sua falta. Segundo ele, ser digno de amor é algo que só o outro pode nos classificar, o que fazemos é aceitar essa classificação. Mas com tantas incertezas, relações sem forma, líquidas, na qual o amor nos é negado como teremos amor próprio?
Os amores e as relações humanas de hoje são todos muito instáveis.
E assim não temos certeza do que esperar.
Relacionar-se é caminhar na neblina, sem a certeza de nada.
É uma descrição poética da situação.
"Para ser feliz há dois valores essenciais que são absolutamente indispensáveis [...] um é segurança e o outro é liberdade, você não consegue ser feliz e ter uma vida digna na ausência de um deles. Segurança sem liberdade é escravidão.
Liberdade sem segurança é um completo caos.
Você precisa dos dois. [...]
Cada vez que você tem mais segurança você entrega um pouco da sua liberdade.
Cada vez que você tem mais liberdade você entrega parte da segurança.
Então, você ganha algo e você perde algo".
Zygmunt Bauman
Diwali
Diwali começou no mesmo dia que o Eclipse: 23 de Outubro.
Diwali é também comemorado por muitos que não são Hindus, como eu.
Certamente, a energia do Eclipse é ajudada com toda a Luz que Diwali traz.
Diwali é a celebração Hindu das Luzes. Ela é conhecida como o Festival das Luzes.
Ela comemora novos inícios, honra a Deusa Lakshmi, a Deusa da Prosperidade e simboliza a vitória sobre a limitação.
Assim, vocês percebem como isto coincide com o Eclipse da Lua Nova?
Gosto da Perfeição Divina. Tudo ocorre em perfeita Harmonia (Por favor, notem também que esta é a minha interpretação, pois não sou Hindu, ainda que comemore grande parte das antigas cerimonias, pois percebo o fio que corre através de todas as religiões e a espiritualidade, e isto é Amor.)
Este Eclipse irá ajudá-los a interiorizarem-se mais ainda. E com a Lua Nova, que se trata de começar de uma nova maneira, é um momento excelente para colocarem as suas intenções. Assim, enquanto o Eclipse ajuda a arrancar o velho, a Lua Nova os ajuda a avançar com mais poder para a Novo.
Ele irá destacar os contratos que vocês têm com os outros, que são “karmicos” quanto à natureza (eu coloquei aspas ao redor do Karma, porque no Novo, não há Karma, nem outras limitações) e ajuda a libertá-los das ligações de tais contratos.
No Novo, não há contratos, nem “deveria”, regras, etc, pois a Liberdade é do que se trata, o Novo... Liberdade e Fluxo. Quando vocês deixarem ir as restrições dos contratos, vocês se abrem para a Nova Energia e se libertam, e dos outros, dos limites dos contratos, que são antigos.
Este Eclipse traz o Renascimento e um novo modo de ser; um afastamento de quem vocês foram durante toda a vossa vida. Perguntem-se: “Quem sou eu?” Façam isto frequentemente e vejam o que acontece. Sejam destemidos, enquanto vocês acessam a uma nova expressão de vocês... da Alma.
O importante é a interiorização.
Esta é uma oportunidade, não um desafio.
Caso o temam, vocês não estão usando correctamente o poder deste Eclipse.
Mudem a sua percepção e se abram completamente para ver uma nova perspectiva e uma Nova Vida. Sejam corajosos na vossa aventura.
Saibam também que este Eclipse irá expandir intensamente o vossoCentro Cardíaco, o que ajuda a alinhá-los mais com a Verdade de vocês... de sua Alma.
Vocês sentirão uma expansão de Unidade e União com os outros, como parte desta expansão do Coração. Se vocês tiveram memórias de antigos amores em sua consciência, isto foi com o propósito de perdoar e de se expandir mais como Amor.
Este ciclo de Eclipses é e foi o mais poderoso até agora, como vocês provavelmente sentiram e sentem. Há muitos insights e segredos revelados.
Todo o mês de Outubro foi muito intenso e isto foi devido a todo o trabalho que fizemos, como criamos as nossas vidas com base de onde esteve a nossa atenção e capacitados mais pelos eclipses e pela actividade solar.
Gaia sente isto também.
Estamos alcançando outro pico na nossa transformação.
Muito do velho desapareceu, substituído por uma nova energia.
Vocês sentem? Eu sei que sim.
Se estiverem resistindo a quaisquer mudanças, este, definitivamente, é um período difícil para vocês. Fluam, fluam!
Se estiverem desconfortáveis em algum lugar na vida, interiorizem-se mais e vejam qual é a mensagem. É o momento de deixar ir? O Novo se refere ao Fluxo e à Tranquilidade; não há luta nem esforço.
Estejam conscientes de que este Eclipse não está apenas contido no dia 23, mas na energia do que ele está tornando disponível para que continuemos por muitos meses. A intensidade dele, contudo, continuará por alguns dias depois do dia 23 e, então, mudaremos para a integração.
Como fluir com as energias: mantenham as vossas intenções elevadas e para o bem de todos.
Estejam conscientes da cor dourada ao seu redor.
É a Consciência da Fonte, da Consciência Crística.
Saibam que a vossa Consciência de Unidade está se fortalecendo.
E saibam que Diwali está ajudando a ancorar muita Luz dentro de nós e na Terra, especialmente quando vocês se concentram em trazer mais Luz também.
Se vocês forem guiados para fazer uma Cerimonia, façam-no de forma simples. Sigam a vossa própria orientação. Activem os vossos cristais ao sol (de preferência antes do meio-dia). Afastem-se do drama e do caos e permaneçam focados no Amor e com a intenção de manifestar a maior expansão do Amor para todos.
Certifiquem-se de ficar ancorados, pois as energias estarão muito elevadas.
Vocês podem respirar profundamente, criando uma conexão com o núcleo (coração) da Terra.
Vocês podem praticar o Aterramento e se olharem para o sol, não se esqueçam de ficar ancorados.
Há muitas actualizações ocorrendo entre os eclipses Lunares e Solares. Vocês já podem ter experienciado muita atividade no Plexo Solar, no coração e nos chacras da cabeça. Pessoalmente, eu experienciei tudo isto, incluindo erupções na pele, em diferentes partes do meu corpo, onde uma desintoxicação simultânea e uma actualização estiveram ocorrendo.
Vocês também podem ser orientados a passar algum tempo sozinhos durante o Eclipse. Isto realmente os ajuda a se concentrar, sem a energia dos outros, desde que todos estão em um espaço diferente e exclusivo para eles. Estejam conscientes de como vocês estão conectados com os outros, sem estarem na sua presença física.
Vocês estão realmente na Presença real de quem eles são. Compreendam também que vocês estão viajando sem viajarem fisicamente. Para mim, entendo que eu já fui à Glastonbury, sem ir fisicamente. Tão fascinante que agora não tenho nenhum impulso para estar lá fisicamente.
Afastem-se do medo. Há muito medo no velho. Os medos actuais incluem o Ebola, a guerra, etc. Vocês não têm que ser seduzidos para os dramas e o medo do velho mundo.
Mantenham a vossa vibração elevada.
Saibam que o vosso corpo está mudando muito. Isto pode levá-los a pensar que algo está “errado”. Não está. Vocês estão mudando fisicamente, com o fim de integrarem mais Luz.
Se o seu foco estiver no medo, vocês irão senti-lo mais ainda e ele se tornará a vossa realidade. Perguntem-se onde está o vosso foco a qualquer momento. Se não estiver no amor, então poderão mudá-lo através da intenção e da atenção.
Se vocês se focarem em querer ser mais, este Eclipse irá ajudá-los a manifestar isso.
Isto é claro, inclui a abundância, os desejos do coração, a paixão, o propósito e outras áreas de desejo. (O desejo é expresso através da intenção e da atenção, pois somos criadores). E confiem.
Tenham a intenção de expressar os vossos desejos para a vossa Alma. Em outras palavras, confiem que os vossos desejos não sejam os desejos do ego, mas os desejos da Alma.
Vocês podem sempre sentir a diferença.
Como sempre, a escolha é vossa quanto ao que pretendem e onde vocês colocam a vossa energia.
Será no medo e na limitação, ou no Amor e na Expansão?
Escolham com sabedoria.
Perguntem à vossa Alma, ao vosso Eu mais sábio, o que é melhor para vocês.
E saibam que tudo, tudo, é para a vossa maior evolução, pois tudo verdadeiramente é Amor.
Maria Stela Lecocq Müller
sexta-feira, 24 de outubro de 2014
APREÇO PELA SOLITUDE...por um lugar tranquilo
Solitude, não é solidão.
Portanto, a um isolamento imposto pelas circunstâncias ou à incapacidade de estar bem consigo próprio.
A solitude, por outro lado, é um estado de recolhimento voluntário, no qual a pessoa percebe ser boa companhia para si mesma, pois está em paz.
Assim, embora não fuja da companhia de outrem, o yogi tampouco busca compulsivamente se relacionar, pois não precisa preencher carências e nenhum tipo.
Aratiḥ janasamsadi, literalmente, significa “ausência de grande desejo por companhia”.
Cabe esclarecer ainda que essa disposição para a solitude não aponta para algum tipo de desprezo ou aversão à companhia dos demais.
O yogi convive pacificamente com seus pares, mas não busca nesse convívio a razão da sua existência, e muito menos, a própria felicidade.
Desde sempre, os yogis buscaram lugares tranquilos para viver.
Até mesmo quando moramos em grandes cidades, sentimos a necessidade de sair oportunamente para passar um período em algum lugar isolado.
Quando fazemos isso, voltamos depois para o meio urbano totalmente renovados.
O valor pelo lugar tranquilo não é um fim em si mesmo, já que podemos perfeitamente ter um ataque de nervos numa ilha paradisíaca ou no lugar mais lindo do planeta.
O apreço pelo lugar solitário vale pelo tipo de moldura mental que ele produz: o pensamento tende a ficar mais harmonioso, as emoções mais calmas e a mente mais predisposta para reflectir e compreender a verdade sobre si mesmo.
Pedro Kupfer
.................tempos instáveis
Que estamos a viver tempos instáveis não é novidade para ninguém, certo?
Por mais desafiantes que os desafios de cada um sejam uma coisa é certa, não podemos evitá-los, fugir deles, e qualquer tentativa de os negar irá apenas adiar e intensificar mais o desafio lá à frente.
Qual a postura então a adoptar?
Lembrar algumas das ferramentas que já nos foram dadas entretanto:
- Resgatar o nosso herói interior, que foi quem afinal escolheu os desafios presentes antes de encarnarmos.
- O herói é quem os aceita, o ego é quem os nega. Lembrar que Mestre interno andas a servir.
- Lembrar que, os desafios estão estudados e previstos Kármicamente como perfeitos para o nosso crescimento, neste momento.
- Responder positivamente ao desafio, e não reagir negativamente.
- Qualquer desafio pede uma transformação interior, não se desgastem a "bater espadinha" com ninguém.
- Manter uma atitude de responsabilidade por aquilo que estamos a atrair.
- Vitimização, lamúria, derrotismo, desvalorização pessoal, são energias que nos mantêm numa roda de dor.
- Assumir a nossa tristeza ou o nosso medo, e o respectivo resgate das energias opostas, é a porta de libertação do drama.
- Respirar fundo três vezes antes de responder aos desafios.
- Lembrar o recado da natureza; por mais nuvens e tempestades que nos cubram no momento, por cima o Sol brilha e o Céu é azul.
- Mais do que nunca, confiem na vossa intuição!
- Recordar a sabedoria oriental antiga que nos lembra que a vida é cíclica, vivemos em ondas e ritmos e que seja lá o que for, irá passar e trazer o oposto.
- Lembrar sempre que a energia que nos traz os desafios, é a mesma que trabalha a favor do nosso equilíbrio.
Vera Luz
quinta-feira, 23 de outubro de 2014
Deuses e Deusas
Pergunta – Eu queria saber se é possível que uma pessoa que acredite na existência de Deus possa virar Monge Budista, ou isso é uma contradição em termos?
Monge Genshô - Depende. Se esse deus for Thor, o deus viking que fazia os trovões batendo com seu martelo nas nuvens, fica um pouco complicado, porque a gente já conhece a eletricidade, sabe o que é um raio, e o que é um trovão. E por causa disso o deus Thor foi abandonado.
Você precisaria me descrever qual é o deus que estamos falando.
Se esse deus que você esta falando fosse assim, uma luz infinita que tudo permeia mas que não toma decisão nenhuma nem interfere na vida dos homens, não teria muito problema. Mas como o budismo nunca fala sobre deus, também não teria que ter discussão sobre o assunto.
Mas se você trouxesse um deus “criador” esse deus fica complicado, porque um deus criador assim, não vai caber muito bem dentro dos raciocínios budistas, uma vez que automaticamente você vai dizer assim:
“mas se esse deus é criador, porque que não fez bem feito”?
“Ah, porque havia o livre arbítrio, foi o homem que agiu errado”.
E você pergunta:
“Livre arbítrio”? Mas se você coloca um elefante dentro de uma loja de cristais você é responsável ou não pela quebradeira?
Você vai dizer:
“Sou responsável”.
Por quê?
“Porque sabia o que ia acontecer colocando o elefante dentro da loja de cristais”.
Bom, então o deus criador sabia o que ia acontecer?
Sabia.
Então ele é responsável.
Se você começa a cair em raciocínios desse tipo isso dá uma enorme confusão.
O budismo não está interessado nesses debates, porque eles são muito antigos.
Essa discussão é muito velha e o deus criador já no tempo de Buda, não era uma consideração válida.
Vejam que o budismo nasceu dentro de um meio hindu, e no hinduísmo nós tínhamos um deus criador, um deus destruidor, tínhamos Krishna, Yndra, Bhrama, ele nasceu num contexto teísta, e o budismo é um rompimento absoluto com o teísmo hindu.
Nasce no meio do hinduísmo e rompe com tudo.
Rompe com o sistema de castas, rompe com o sexismo entre homens e mulheres, rompe com os deuses, transforma os deuses em ouvintes de Buda.
Então, o rompimento é muito absoluto:
“essa é a primeira religião que surgiu sem deuses”.
Depois dela, não surgiu nenhuma religião assim.
Então o budismo está isolado como um fenómeno estranho e é interessante porque é anterior à maioria das grandes religiões do mundo.
Pergunta – Monge, uma vez perguntaram pro Dalai Lama se o budismo seria uma religião, e ele respondeu que o budismo poderia ser chamado de uma “ciência da mente”. O Zen encararia o budismo também dessa forma?
Monge Genshô - Está mais próximo porque a palavra “religião” vem da palavra em latim “religare”, ou, em outras versões do latim “religio”.
A primeira tem o significado de religar o homem com uma realidade da qual ele está desconectado, mas a declaração do budismo não é essa não, pois nunca estivemos desconectados, nós nunca estivemos separados, você é que não está vendo que é um com tudo.
Você pertence a esse universo junto com todos os seres agora, você está perdido na ilusão de um eu e é por isso que você não está enxergando a sua verdadeira natureza, então neste sentido, é uma ciência da mente.
............o resto, eu dispenso
"Preciso de pessoas que me amem na riqueza, na pobreza, na saúde e na doença.
Que sejam amigas, sejam amores, sejam parceiras.
Que dêem valor ao que foi dito como se estivesse registado e escrito.
Prefiro as que me doam intensidade, alegria e contribuam na insanidade de viver.
Preciso de verdade, não de fingimento.
O resto é excesso.
A outra parte eu dispenso."
Martha Medeiros
....................viver o hoje
"Nunca a vida foi tão actual como hoje: por um triz é o futuro.
Tempo para mim significa a desagregação da matéria.
O apodrecimento do que é orgânico como se o tempo tivesse como um verme dentro de um fruto e fosse roubando a este fruto toda a sua polpa.
O tempo não existe.
O que chamamos de tempo é o movimento de evolução das coisas, mas o tempo em si não existe.
Ou existe imutável e nele nos transladamos.
O tempo passa depressa demais e a vida é tão curta.
Então — para que eu não seja engolida pela voracidade das horas e pelas novidades que fazem o tempo passar depressa — eu cultivo um certo tédio.
Degusto assim cada detestável minuto.
E cultivo também o vazio silêncio da eternidade da espécie.
Quero viver muitos minutos num só minuto.
Quero me multiplicar para poder abranger até áreas desérticas que dão a ideia de imobilidade eterna. Na eternidade não existe o tempo.
Noite e dia são contrários porque são o tempo e o tempo não se divide.
De agora em diante o tempo vai ser sempre actual.
Hoje é hoje.
Espanto-me ao mesmo tempo desconfiada por tanto me ser dado.
E amanhã eu vou ter de novo um hoje.
Há algo de dor e pungência em viver o hoje.
O paroxismo da mais fina e extrema nota de violino insistente.
Mas há o hábito e o hábito anestesia."
Clarice Lispector
in 'Um Sopro de Vida'
quarta-feira, 22 de outubro de 2014
Crimes de faca e alguidar
Acabei de ver uma notícia, no site da Sic Notícias, sobre uma mãe e uma filha que foram assassinadas pelo marido e pai em Soure - Coimbra, com várias facadas no peito e no ventre, e uma segunda filha de 13 anos que escapou com ferimentos.
A Mulher tinha 46 anos e a filha tinha 16.
Parece que foi tudo por ciúmes da mulher, e por se sentir posto de parte pela mulher e pelas filhas.
A Besta tem 49 anos e é engenheiro electrotécnico.
Estou mais uma vez de coração apertado...
"Eu não conheço correntes feministas.
Há movimentos feministas que tratam mais da política, movimentos feministas que tratam mais da ligação da mulher com a sustentabilidade do meio ambiente e outros que tratam da condição da mulher, principalmente do problema da violência, que é o problema básico da sociedade humana.
Refiro-me à violência doméstica, dos pais sobre as crianças e do homem sobre a mulher, que originam a violência do homem sobre o homem.
Na Pré-História, enquanto não houve a violência da sociedade contra a mulher, não houve guerras. Quando começou a violência contra a mulher, que é a primeira de todas, porque a mulher era mais fraca que o homem, aí começa a violência dos mais fortes contra os mais fracos.
E a causa disso é que a criança aprende, desde que nasce, que uns apanham e outros batem.
E isso não é coisa pequena.
Eu estava nos Estados Unidos, em 1988, quando se fazia uma pesquisa representativa da nação americana, com a qual se descobriu que 66% de todas as mulheres, ou apanhavam, ou tinham apanhado de pais ou de maridos.
A grossa maioria das mulheres apanha.
E isso legitima a violência do homem contra o homem.
É natural que o homem seja mais violento contra a mulher, então é natural que seja mais violento contra o homem.
Tratar da violência contra a mulher é tratar da violência do homem contra o homem.
A Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres, quando fez a lei Maria da Penha, sobre a violência doméstica, tornando-a crime hediondo, fez um trabalho incrível. Esse tema está muito difundido na sociedade, e a mulher hoje sabe que ela não deve apanhar. Não é mais como o Nelson Rodrigues dizia, que mulher gosta de apanhar e só as neuróticas reagem.
Hoje, todas as mulheres somos neuróticas, porque reagimos em favor da justiça.
(...)
Não vejo uma sociedade de mulheres, o que seria uma perversão.
Eu vejo uma sociedade com igual participação de homens e mulheres.
A natureza fez o homem e a mulher.
Falar de uma sociedade em que a mulher seja hegemônica, é trocar o sinal da dominação de mais por menos, então não muda nada.
Eu vejo uma sociedade andrógina, em que homem e mulher tenham o mesmo protagonismo, uma sociedade mais pacífica, menos corrupta.
Há um estudo do Banco Mundial, que mostra uma correlação significativa entre a entrada da mulher no mercado de trabalho e a diminuição da corrupção.
Esse estudo foi feito em 121 países.
Essa é uma das coisas mais importantes que eu já vi na minha vida.
O mundo, quando tem mais mulheres, tem menos guerra, menos violência e menos corrupção. (...)
Rose Marie Muraro
NASA Space Sounds
NASA Space Sounds - Information about the recordings and sample sounds of the planets, moons and rings of planets in our Solar System.
[Note: both Song of Earth and Voice of Earth are man made compositions of the original Earth recordings.]
For live 24hr sound from space, see: http://www.radio-astronomy.net/
Ouçam com os fones!!!!
MARAVILHOSO!!!!
Este é o som de nós próprios!
O nosso próprio som!
WOW!!!!!!!!!!!!
terça-feira, 21 de outubro de 2014
My religion is nature
“My religion is nature.
That’s what arouses those feelings of wonder and mysticism and gratitude in me”
— Oliver Sacks
...................à noite
... À noite as tuas palavras são tão diferentes:
trazem-me o silêncio...
ensinam-me a sedução...
desvelam-me o teu corpo...
Enfim, à noite nada de ti coincide contigo
mas isso ninguém o sabe, nem sequer tu... apenas eu...
Victor Oliveira Mateus
Like cats...
And I, a smiling woman.
I am only thirty.
And, like the cat
I have nine times to die.
I have nine times to die.
This is Number Three.
Eu, tal como os gatos, caio e levanto-me...
Tenho só 40 anos.
E estou na minha Quarta Vida.
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