domingo, 21 de agosto de 2022

Daniel e Tacita (um oxigénio difícil)

 

Jonathan Koons




Falo daquilo que vejo, embora possas pensar que sou cego
seguindo as mãos - sim, toco as palavras nas suas superfícies 
e utensílios.

A primeira palavra que os olhos viram, agora que a recordo,
parecia uma imagem - sim, um som desenhado como um fóssil
(falo de fóssil, mesmo
que ele demore a aparecer no que digo),
um som do tamanho de um azulejo; agora que me lembro que era uma palavra

que brilhava nos meus olhos ao vê-la
(ver uma palavra era uma planta muito diferente,
um oxigénio muito difícil de se respirar).

Sim, agora vejo que falo, embora possas pensar que sigo pelo tacto a escrita.
Sim, eu leio e decifro. E agora sei que oiço as coisas devagar.



Daniel Faria




Ikigai








Para ter uma vida plena, 
o propósito é essencial. 
Como o Ikigai pode te ajudar 
a encontrar o teu propósito de vida! 



É pelo propósito que fazemos o que fazemos – seja ele qual for. 

Nada na vida é acaso. 
Tudo que você faz tem uma razão por trás, e é essa razão que te move a ir atrás das suas realizações. Encontrar um propósito torna a vida mais leve e satisfatória. 
Você consegue ter uma vida mais longa, próspera e saudável. 

É o caso de Okinawa, um grupo de ilhas que fica ao sul do Japão. 
A população centenária da região está bem acima da expectativa de vida média de lá – e muitos acreditam que essa longevidade vem do Ikigai.

Ikigai é uma palavra japonesa que significa "razão de viver", "objeto de prazer para viver" ou "força motriz para viver". Existem várias teorias sobre essa etimologia. De acordo com os japoneses, todos têm um ikigai. E descobrir qual é o seu requer uma profunda e, muitas vezes, extensa busca de si mesmo. Porém, essa busca é extremamente importante porque, somente a partir dela, é possível trazer satisfação e significado para sua vida.

Portanto, Ikigai é um estilo de vida que traga Harmonia, Longevidade e a Satisfação Plena nas diferentes áreas da vida, permitindo assim alcançar a Razão de Ser ou Propósito para a sua existência. 

A busca pelo sentido na vida está (na sociedade moderna) profundamente ligada ao entendimento de Quem Somos (nossas crenças, relacionamentos, cultura, formação, etc), mas também em boa parte sobre O Que Fazemos (profissão, vocação, trabalho, lazer, etc). 
Assim, em muitos casos nossa percepção sobre nossa Razão de Ser dificilmente estará completa sem encontrarmos consonância entre o que somos e o que fazemos. 
Em outras palavras, num mundo no qual nossa identidade apresenta uma profunda correlação entre o ser humano e seu trabalho (talvez um vício da sociedade industrial), são poucas as pessoas que se sentem felizes e com seu propósito realizado sem ter compreendido aspectos pessoais e profissionais.

Por isso mesmo, no círculo Ikigai observamos a clara correlação entre estes aspectos, ajudando a compreender e detalhar cada um deles. Não se trata de definir o ser humano por meio de seu trabalho (algo que poderia soar como alienante e utilitarista). 
Pelo contrário, a proposta da filosofia Ikigai é a “desalienação” do trabalho enquanto obrigação social, para uma visão mais humana, na qual podemos encontrar sentido e satisfação naquilo que realizamos.

Exemplos de Ikigai:
  1. Amar seus entes queridos.
  2. Conhecer outras culturas.
  3. Se dedicar a uma ONG.
  4. Ser um bom profissional de atendimento público como professor ou médico.
  5. Ajudar os outros na sua busca do sentido da vida.
  6. Criar ideias novas para melhorar o mundo e cuidar do planeta.


O Ikigai ajuda a encontrar o trabalho ideal unindo vocação, propósito e impacto.
É uma ferramenta de autoconhecimento que aborda diversas áreas e intersecções da vida pessoal e profissional.
Envolve um processo reflexivo sobre si próprio. 

A mandala é composta por quatro círculos que se sobrepõem:
  1. O que amo fazer
  2. O que posso fazer bem
  3. O que posso ser pago para fazer
  4. O que o mundo precisa

Ao centro, onde há a intersecção principal, está o próprio ikigai. 

O objetivo da mandala, é permitir uma melhor visão entre a correlação entre estes aspectos. 
Além disso, outra finalidade dessa ferramenta é humanizar àquilo que fazemos.
Possibilitando, aliás, o entendimento de que as pessoas não são definidas por seus trabalhos e nem como uma obrigação social. 
Com uma mandala ikigai em mãos, fica mais fácil refletir sobre como alinhar suas aspirações pessoais e profissionais, seus valores e oportunidades de trabalho.
Não é algo trivial: quando o trabalho é motivado por um propósito pessoal e há alinhamento entre seus valores individuais e os valores de uma organização, você fica mais satisfeito e produtivo – o que beneficia todo mundo.


1. O que amo fazer
Na primeira seção, está a motivação mais profunda do indivíduo. 
Questione-se: qual é sua paixão? O que ama? 
Em outras palavras, pense no conselho de Warren Buffet: 
o que você faria se não precisasse de dinheiro?

2. O que posso fazer bem
Já na segunda seção, a proposta é aproximar-se de sua vocação de maneira mais prática. 
Questione-se: no que você é bom? Quais são seus pontos fortes? O que sabe que pode fazer bem? O que outros valorizam em você? 
Pergunte também para amigos, colegas e familiares.

3. O que posso ser pago para fazer
Enquanto isso, a terceira seção da mandala ikigai, a visão é mais realista: 
onde você poderia trabalhar? 
Que profissão poderia exercer que esteja alinhada com suas reflexões anteriores? 
O que você faz e que outros estão dispostos a pagar? 
Pense no maior número de caminhos possível.

4. O que o mundo precisa
Por fim, a quarta seção é um tanto mais abstrata, mas nem por isso menos importante: 
Qual é sua missão na Terra? 
O que você pode conquistar que ajudará outros, por exemplo, a tornar o mundo melhor ou agregar valor social? 
Acredite: todo mundo guarda isso dentro de si.

Saiba que algumas das respostas também podem se sobrepor na mandala ikigai, o que não é um problema. O importante, assim, é ser honesto consigo mesmo: não há respostas certas ou erradas.

“Tente encontrar o que está no centro disso tudo. 
É seu ikigai, sua razão de ser”

Mantenha-se tranquilo durante a busca. 

“Não tenha a pressão de ter a resposta perfeita agora”






Ikigai – sua razão de viver 
Em outras palavras, o Ikigai é aquilo que te faz levantar da cama todas as manhãs. 
Por isso, para encontrar o seu ikigai, você deve começar por algo simples, até chegar aos grandes objetivos. 

Embora encontrar o propósito de vida não seja fácil, é importante começar com o que está ao seu alcance e avançar aos poucos. 
O seu objetivo pode ser começar uma faculdade, depois partir para um estágio até chegar a uma carreira consolidada. 

Entretanto, começar uma faculdade, talvez seja algo grande no momento. 
Sendo assim, divida-o em pequenos passos. 
O que te levará à uma faculdade? Dinheiro? 
Então ter um emprego que pague o suficiente é o seu objetivo. 
Estudar para garantir uma bolsa 100%? 

O Ikigai é aquilo que une todos os seus objetivos para uma causa maior. 
O conceito é bem simples. 
No entanto, encontrar um propósito de vida é difícil.


Encontrar o seu Ikigai 

1. Coloque no papel tudo o que você ama fazer Tudo mesmo. 
Seja hobby, algum trabalho, seja o que for. Aliás, vale até colocar “jogar videogame”. Não menospreze nada na hora de listar o que você ama. 

2. Dessas atividades, quais você faz muito bem? 
Nem tudo somos bons, por mais que a gente ame fazer. Aqui vale aquela honestidade para você entender o que realmente faz bem. E nada de modéstia, ok? 

3. Agora entenda quais atividades amadas e bem feitas você poderia ser pago para realizar 
Essa é a parte mais gostosa, porque talvez muita coisa que você não tinha ideia, pode ser remunerado. Dança? É possível. Jogar videogame? Também. Gosta de animais? Você pode iniciar algum curso como auxiliar de veterinário. 

4. Das finalistas, escolha aquela(s) que o mundo precisa. 
O mundo precisa de muitas coisas. 
Como você pode contribuir com as coisas que você ama, sabe fazer bem e consegue ser remunerado? 


A resposta é o propósito de vida!!!




sábado, 20 de agosto de 2022

As Mulheres Na Praia







 Que planturosas são as mulheres na praia,
visões impressionistas, ao vivo, e em cores tão delicadas,
tão sábias no lento movimento
dos seus dedos,
no maternal prazer estendido sobre a toalha 
de sombras.

Todo o sumo dos lábios profundamente oculto 
dos olhares
traz a quem julga ver imagens 
frágeis, descartáveis
a solidez duma prática de vida entrançada
em sonhos que resistem.

São elas que persistem,
com essa cal secreta e a minúcia do amor,
em inventar crianças verosímeis,
anjos tecidos na espuma,
e assim vencem o sol, o masculino ardor 
no declinar da tarde,
embevecidas.


Armando Silva Carvalho 
in, O Amante Japonês 





Os Convencidos da Vida


Victoria Ivanova





Todos os dias os encontro. 
Evito-os. 

Às vezes sou obrigado a escutá-los, a dialogar com eles. Já não me confrangem. Contam-me vitórias. Querem vencer, querem, convencidos, convencer. 
Vençam lá, à vontade. Sobretudo, vençam sem me chatear.

Mas também os aturo por escrito. 
No livro, no jornal. romancistas, poetas, ensaístas, críticos (de cinema, meu Deus, de cinema!). 
Será que voltaram os polígrafos? 
Voltaram, pois, e em força.

Convencidos da vida há-os, afinal, por toda a parte, em todos (e por todos) os meios. 
Eles estão convictos da sua excelência, da excelência das suas obras e manobras (as obras justificam as manobras), de que podem ser, se ainda não são, os melhores, os mais em vista.
Praticam, uns com os outros, nada de genuinamente indecente: apenas um espelhismo lisonjeador. 
Além de espectadores, o convencido precisa de irmãos-em-convencimento. 
Isolado, através de quem poderia continuar a convencer-se, a propagar-se?

(...) 

No corre-que-corre, o convencido da vida não é um vaidoso à toa. 
Ele é o vaidoso que quer extrair da sua vaidade, que nunca é gratuita, todo o rendimento possível. 
Nos negócios, na política, no jornalismo, nas letras, nas artes. 
É tão capaz de aceitar uma condecoração como de rejeitá-la. 
Depende do que, na circunstância, ele julgar que lhe será mais útil.

Para quem o sabe observar, para quem tem a pachorra de lhe seguir a trajectória, o convencido da vida farta-se de cometer «gaffes». 
Não importa: o caminho é em frente e para cima. 
A pior das «gaffes», além daquelas, apenas formais, que decorrem da sua ignorância de certos sinais ou etiquetas de casta, de classe, e que o inculcam como um arrivista, um «parvenu», a pior das «gaffes» é o convencido da vida julgar-se mais hábil manobrador do que qualquer outro.
Daí que não seja tão raro como isso ver um convencido da vida fazer plof e descer, liquidado, para as profundas. Se tiver raça, pôr-se-á, imediatamente, a «refaire surface». 
Cá chegado, ei-lo a retomar, metamorfoseado ou não, o seu propósito de se convencer da vida - da sua, claro - para de novo ser, com toda a plenitude, o convencido da vida que, afinal... sempre foi.


Alexandre O'Neill
in, "Uma Coisa em Forma de Assim"




terça-feira, 16 de agosto de 2022

Madrigal Melancólico







 O que eu adoro em ti,
Não é a tua beleza.
A beleza, é em nós que ela existe.
A beleza é um conceito.
E a beleza é triste.
Não é triste em si,
Mas pelo que há nela de fragilidade e de incerteza.

O que eu adoro em ti,
Não é a tua inteligência.
Não é o teu espírito sutil,
Tão ágil, tão luminoso,
- Ave solta no céu matinal da montanha.
Nem é a tua ciência 
Do coração dos homens e das coisas. 

O que eu adoro em ti,
Não é a tua graça musical,
Sucessiva e renovada a cada momento,
Graça aérea como o teu próprio pensamento,
Graça que perturba e que satisfaz.

O que eu adoro em ti,
Não é a mãe que já perdi.
Não é a irmã que já perdi.
E meu pai.

O que eu adoro em tua natureza,
Não é o profundo instinto maternal
Em teu flanco aberto como uma ferida.

Nem a tua pureza. Nem a tua impureza. 
O que adoro em ti - lastima-me e consola-me!
O que eu adoro em ti, é a vida.


Manuel Bandeira





.................................. flow with a person as they change

 





 

"In order to make a relationship last, you really have to flow with a person as they change. Give them space. My friend always told me about his grandfather who was with his wife for 60 years before she passed. His grandfather said that through all that time, his wife changed so much it felt like he had been with eight different people by the end. But he said the secret to making it last was that through all these changes, he never suffocated his wife with his own idea of who he expected her to be. Rather, he loved, fully, every new woman she became."




 

sábado, 13 de agosto de 2022

Monogamy...Energetic Preference

 








I don’t know if I’ve learned anything yet! 
I did learn how to have a happy home, but I consider myself fortunate in that regard because I could’ve rolled right by it. Everybody has a superficial side and a deep side, but this culture doesn’t place much value on depth — we don’t have shamans or soothsayers, and depth isn’t encouraged or understood. Surrounded by this shallow, glossy society we develop a shallow side, too, and we become attracted to fluff. 

That’s reflected in the fact that this culture sets up an addiction to romance based on insecurity — the uncertainty of whether or not you’re truly united with the object of your obsession is the rush people get hooked on. I’ve seen this pattern so much in myself and my friends and some people never get off that line.

But along with developing my superficial side, I always nurtured a deeper longing, so even when I was falling into the trap of that other kind of love, I was hip to what I was doing. I recently read an article in Esquire magazine called ‘The End of Sex,’ that said something that struck me as very true. 
It said: “If you want endless repetition, see a lot of different people. If you want infinite variety, stay with one.” 

What happens when you date is you run all your best moves and tell all your best stories — and in a way, that routine is a method for falling in love with yourself over and over.


You can’t do that with a longtime mate 
because he knows all that old material. 

With a long relationship, things die then are rekindled, and that shared process of rebirth deepens the love. It’s hard work, though, and a lot of people run at the first sign of trouble. 
You’re with this person, and suddenly you look like an asshole to them or they look like an asshole to you — it’s unpleasant, but if you can get through it you get closer and you learn a way of loving that’s different from the neurotic love enshrined in movies. 
It’s warmer and has more padding to it.


Joni Mitchell




I WANT YOUR ANGER. I WANT YOUR FIRE








 Don’t be spiritual with me, my love.
Be honest instead!

Get angry with me. Tell me how you really feel.
Tell me how pissed off you are.
Shout. Or cry. Show me your vulnerability.
Express what’s on your heart.
Say the wrong thing. Make a mess.
I don’t care. We can clean up later.
I just want to meet you. Now.

Don’t wait until you have the perfect words.
Don’t wait until your precious fire has gone out.
Or your tears have dried up.
There’s no shame in being a mess.
Anger is not ‘unspiritual’.
It is beauty. It is power.

I want to meet you beyond the mask.
Beyond the nice little boy, the good little girl.
The well-trained spiritual student.
The expert. The calm one.
The one who was never allowed to raise their voice.

I want to feel your fucking flames!
I want to feel your truth!
Your passion! What you need! What you desire!
Your unrequited longings! Your frustrated hopes!

Don’t worry about hurting me.
Just let life speak through you. Now.
I will take responsibility for my own pain.

Please. I’d rather receive your pure anger NOW
than years of stories, blame, resentment,
and passive aggressiveness.

Drop the spiritual bullshit.
Just tell me how I fucked up.

Get everything out in the open.
I will not shame you.

And we can go from there.


Jeff Foster




sexta-feira, 12 de agosto de 2022

Samsara - Legendado

                                                   


A minha reflexão iniciou com a cena final a respeito de Yashodhara.  
A partir dela, pensei: 
  1. O Sentido da Vida é a sua plenitude de nascimentos e mortes, então, por que o celibato é tão fundamental? 
  2. Como Sidarta não conhecia a doença e a morte se a sua mãe faz a passagem  a partir da doença? 
  3. Como ele não conhecia a velhice se ele crescia entre pessoas que envelheciam? 
  4. Como nasce o Budismo como religião, se ele se iluminou à procura do caminho solitário da verdade? 
  5. Como uma sociedade patriarcal poderia contar a história de um iluminado sem distorcê-la?

Fiquei a pensar que a renúncia que devemos fazer é às ilusões do Ego. 

Não se trata de renunciar ao amor, mas ao ego. 
Foi o ego que o levou a se enrolar com a outra mulher, foi o ego que o levou a ficar com raiva e violento por ganância, e foi também o ego que o levou a buscar um ideal espiritual criado pela mente, e que mais parecia uma fuga. 

Na relação sexual plena o ego morre, pois ali é preciso entrega, a mente precisa se calar. 
Ele precisou de renúncia para aprender cada lição que a Pema tinha para lhe ensinar, e que ela sabia pela prática, pela vivência - enquanto ele se encontrava preso na teoria, sem polarização, sem desafios, sem tentações.

Fiquei a pensar também no patriarcado que separa homens e mulheres, que torna o sexo diabólico, que torna a mulher diabólica, e que obriga os homens a se separarem delas para se encontrarem espiritualmente, quando o maior encontro é na verdadeira união com outro, e não na separação. 
Separar masculino e feminino é como separar duas forças que se atraem mutuamente e naturalmente, Yin e Yang, e que só na sua união geram vida - na sua separação forçada, resta a morte, a doença, o exílio. 


Tudo em nome de ideais patriarcais que elevam o Céu e subestimam a Terra, que exaltam o masculino e demonizam o feminino. 

Pela primeira vez, depois de ver o filme, me dei conta que até o Budismo, filosofia à qual me afino, é também contaminada pela visão de mundo patriarcal. Entender isso foi libertador...
As religiões são muletas...são puro escapismo...todas elas, umas mais do que outras.

 É muito mais difícil ter renúncias no mundo mundano, na polarização, dentro dos desafios, do que num mosteiro...Por isso a Pema era muito mais sábia do que o dito monge que esteve 3 anos em suposta meditação fechado numa caverna.

Um "homem", criança, que abandonou a mulher e o filho na calada da noite...
Quem é digna é Yashodara, que criou o filho (sem pai) de Sidartha...

A verdadeira renúncia teria sido não ter cedido a outra mulher!
Seria ter sido adulto na sua escolha de ir vender a sua plantação na cidade, e ter sido firme nessa decisão e assumir de forma adulta as suas consequências, sem se deixar levar pela infantilidade da raiva e da violência física. 
  
Ele aprendeu a fugir na religião!
A vida na polaridade não é um lugar de fuga!
  1. É um lugar de superação diária, a criar limites e, a pratica-los através de uma mente generosa, adulta, responsável, consciente, firme, consistente, com auto-domínio, auto-controle, integridade, coerência entre o que se professa e o que se faz...
  2. É onde nos são apresentadas as revelações emocionais vividas nas experiências...o amadurecimento através das experiências.
  3. É onde se aprende a ter o equilíbrio entre os 4 grandes Estados de Consciência: Mente, Físico, Emocional, e Espiritual.   
  4. É onde podemos firmar no nosso Ser, o que nos move, motiva, valoriza, acrescenta e eleva.
  5. É onde podemos auto-observar o nosso real estado de evolução, observar as nossas verdadeiras bases, e as aprendizagens que foram verdadeiramente assimiladas.
  6. É onde temos a oportunidade diária de vencer o nosso caos interior.
  7. É onde podemos observar se vamos acertando ou errando na vivência das experiências...onde a verdadeira transformação acontece, nas fluências e nos desafios.
  8. É onde se compreende, se aceita e se integra a nossa sombra.
  9. É onde aprendemos a encontrar o Caminho do Meio!
E isso não se alcança a viver isolado num mosteiro.

Como diz o Deppak Chopra, resume-se tudo a  "Magic Lies"!



quinta-feira, 11 de agosto de 2022

Vida do sonhador


Carlo Ferrara





 Procuram-me, uma vez mais, onde não existo.
Já as minhas asas esvoaçam sobre a terra, as candeias 
perseguem o rasto dos avós, alumiando as sombras, o retrato,
um perfil de ave entre os cereais.
Tudo acontece na desumana arte do verso.
Uma pirâmide, uma cor sem nome, degraus sem destino algum.
É esta a vida do sonhador. 
Melancolicamente ardente, desordenando os moinhos, a 
desolação do norte.
Agua e vento, sinais que cruzam o poente, lâminas de gelo em 
direção a tempestade.
Vida, vida do sonhador.


José Agostinho Baptista





A Leitura é a Maior das Amizades



Luriko Yamaguchi




A amizade, a amizade que diz respeito aos indivíduos, é sem dúvida uma coisa frívola, e a leitura é uma amizade. Mas pelo menos é uma amizade sincera, e o facto de ela se dirigir a um morto, a uma pessoa ausente, confere-lhe algo de desinteressado, de quase tocante. E além disso uma amizade liberta de tudo quanto constitui a fealdade dos outros. 

Como não passamos todos, nós os vivos, de mortos que ainda não entraram em funções, todas essas delicadezas, todos esses cumprimentos no vestíbulo a que chamamos deferência, gratidão, dedicação e a que misturamos tantas mentiras, são estéreis e cansativas. 

Além disso, — desde as primeiras relações de simpatia, de admiração, de reconhecimento, as primeiras palavras que escrevemos, tecem à nossa volta os primeiros fios de uma teia de hábitos, de uma verdadeira maneira de ser, da qual já não conseguimos desembaraçar-nos nas amizades seguintes; sem contar que durante esse tempo as palavras excessivas que pronunciámos ficam como letras de câmbio que temos que pagar, ou que pagaremos mais caro ainda toda a nossa vida com os remorsos de as termos deixado protestar. Na leitura, a amizade é subitamente reduzida à sua primeira pureza.

Com os livros, não há amabilidade. 
Estes amigos, se passarmos o serão com eles, é porque realmente temos vontade disso. 
A eles, pelo menos, muitas vezes só os deixamos a contragosto. E quando os deixamos, não temos nenhum desses pensamentos que estragam a amizade: 
— Que terão eles pensado de nós? 
— Não tivemos falta de tacto?
 — Teremos agradado? 
— nem o medo de sermos esquecidos por um deles. 
Todas estas agitações da amizade expiram no limiar dessa amizade pura e calma que é a leitura. 

Também não há deferência; só rimos com o que diz Molière na exacta medida em que lhe achamos graça; quando ele nos aborrece, não temos medo de mostrar um ar aborrecido, e quando estamos decididamente fartos de estar com ele, pômo-lo no seu lugar tão bruscamente como se ele não tivesse nem génio nem celebridade. 

A atmosfera desta pura amizade é o silêncio, mais do que a palavra. 
Porque nós falamos para os outros, mas calamo-nos para connosco mesmos. 
É por isso que o silêncio não traz consigo, como a palavra, a marca dos nossos defeitos, das nossas caretas. Ele é puro, é verdadeiramente uma atmosfera. 

Entre o pensamento do autor e o nosso não interpõe elementos irredutíveis refractários ao pensamento, os nossos egoísmos diferentes. A própria linguagem do livro é pura (se o livro for digno desta palavra), tornada transparente pelo pensamento do autor que dele retirou tudo quanto não fosse ele próprio até o transformar na sua imagem fiel; cada uma das frases, no fundo, semelhante às outras, dado que todas são ditas através da inflexão única de uma personalidade; daí uma espécie de continuidade, que as relações da vida e o que estas associam ao pensamento como elementos que lhe são estranhos excluem e que permite muito rapidamente seguir o próprio fio do pensamento do autor, os traços da sua fisionomia que se reflectem neste espelho tranquilo. 

Sabemos apreciar os traços de cada um deles sem termos necessidade de que sejam admiráveis, pois é um grande prazer para o espírito distinguir essas pinturas profundas e amar com uma amizade sem egoísmo, sem frases, como dentro de nós mesmos.


Marcel Proust
in, 'O Prazer da Leitura'





sexta-feira, 5 de agosto de 2022

From A Journal









I had a lover once, 
I had a lover twice, 
easily three times I loved. 
And in between 
my heart reconstructed itself perfectly 
like a worm. 
And my dreams also reconstructed themselves. 

After a time, I realized I was living 
a completely idiotic life. 
Idiotic, wasted -
And sometime later, you and I 
began to correspond, inventing 
an entirely new form. 

Deep intimacy over great distance! 
Keats to Fanny Brawne, Dante to Beatrice -

One cannot invent 
a new form in 
an old character. The letters I sent remained 
immaculately ironic, aloof 
yet forthright. Meanwhile, I was writing 
different letters in my head, 
some of which became poems. 

So much genuine feeling! 
So many fierce declarations 
of passionate longing! 

I loved once, I loved twice, 
and suddenly 
the form collapsed: I was 
unable to sustain ignorance. 

How sad to have lost you, to have lost 
any chance of actually knowing you 
or remembering you over time 
as a real person, as someone I could have grown 
deeply attached to, maybe 
the brother I never had. 

And how sad to think 
of dying before finding out 
anything. And to realize 
how ignorant we all are most of the time, 
seeing things 
only from the one vantage, like a sniper. 

And there were so many things 
I never got to tell you about myself, 
things which might have swayed you. 
And the photo I never sent, taken 
the night I looked almost splendid. 

I wanted you to fall in love. But the arrow 
kept hitting the mirror and coming back. 
And the letters kept dividing themselves 
with neither half totally true. 

And sadly, you never figured out 
any of this, though you always wrote back 
so promptly, always the same elusive letter. 

I loved once, I loved twice, 
and even though in our case 
things never got off the ground 
it was a good thing to have tried. 
And I still have the letters, of course. 
Sometimes I will take a few years' worth 
to reread in the garden, 
with a glass of iced tea. 

And I feel, sometimes, part of something 
very great, wholly profound and sweeping. 

I loved once, I loved twice, 
easily three times I loved. 


Louise Glück





AME-SE

 
Olivier Valsecchi






"Quem se ama imuniza-se contra as mágoas, guarda serenidade perante acusações, desapegar-se da exterioridade como condição para o bem-estar, foca as soluções e valores, cultiva indulgência com o semelhante, tem prazer de viver e colabora espontaneamente com o bem-estar de todos e tudo.

Se nós não nos aceitamos, magoamos a nós mesmos, por isso o autoamor é também autoperdão.

Perdoar a si é ter uma atitude
de compaixão que nos distancie dos julgamentos e criticas severas e inflexíveis.

Aceitar nossos sentimentos, desejos e pensamentos 
Autoamor = Autoperdão.
Desapegar-se da aprovação alheia e da exterioridade como condição para o bem-estar, e para a felicidade. 
Ermance Dufaux


Deepak Chopra escreveu:

"Seja qual for o relacionamento que você atraiu para dentro de sua vida, numa determinada época, ele foi aquilo de que você precisava naquele momento.

Repare: Nada é por acaso. Nós nos colocamos em uma espécie de “trilha”, que sempre esteve aí, o tempo todo, à sua espera. Você elegeu seu destino. A vida que você tem que viver é essa mesma.

"Você não consegue mudar o que não consegue encarar".



Por isso, onde quer que você se encontre, é exatamente onde precisa estar, neste momento
Quando você estiver pronto para fazer uma coisa nova, de maneira nova, você fará. 
Há sempre alguém à espera da pessoa na qual você está se transformando.

Talvez, você ainda não esteja pronto para reconhecê-la. 
A cada momento, cada um de nós está passando pelo processo de Ser e de se Tornar. 
Como as pessoas, os nossos relacionamentos também mudam.

E ainda há muito a aprender sobre AMOR...

Ainda há muito a ser realizado. Apesar de muitos problemas, há Esperança, Fé, Alegria, há o AMOR... O Cosmos sabe de tudo que nos é necessário para evoluir, antes mesmo de nós.|"




terça-feira, 2 de agosto de 2022

PRATICANDO O DESAPEGO


Stephen Clough





Sempre é preciso saber quando uma etapa chega ao final.
Se insistirmos em permanecer nela mais do que o tempo necessário....
Perdemos a alegria e o sentido das outras etapas que precisamos viver.

Encerrando ciclos, fechando portas, terminando capítulos.
Não importa o nome que damos, 
o que importa é deixar no passado os momentos que já se acabaram.
As coisas passam, e o melhor que fazemos é 
deixar que elas possam ir embora.

Deixar ir embora. Soltar. Desprender-se.

Ninguém está jogando nesta vida com cartas marcadas, 
portanto às vezes ganhamos, e às vezes perdemos.
Antes de começar um capítulo novo, é preciso terminar o antigo: 
Diga a sí mesmo que o que passou jamais voltará.

Lembre-se de que houve uma época em que podia viver sem aquilo...
- Nada é insubstituível, um hábito não é uma necessidade.
Encerrando ciclos, não por causa do orgulho, por 
incapacidade ou por soberba...
Mas porque simplesmente aquilo já não se encaixa mais em sua vida.

Feche a porta, mude o disco, limpe a casa, sacuda a poeira.
Quando um dia você decidir a pôr um 
ponto final naquilo que já não te acrescenta.
Que você esteja bem certo disso, para que 
possa ir em frente, ir embora de vez.

Desapegar-se, é renovar votos de esperança de sí mesmo,
É dar-se uma nova oportunidade de construir uma nova história melhor.
Liberte-se de tudo aquilo que não tem te feito bem, daquilo que 
já não tem nenhum valor, e siga, siga 
novos rumos, desvende novos mundos.

A vida não espera.
O tempo não perdoa.
E a esperança, é sempre a última a lhe deixar.

Então, recomece, desapegue-se!

Ser livre, não tem preço!



Gloria Hurtado




Sou apego pelo que vale a pena e, desapego pelo que não quer valer

 

Toni Diaz




"Sou apego pelo que vale a pena e desapego pelo que não quer valer." 

"Acho que devemos fazer coisa proibida – senão sufocamos. 
Mas sem sentimento de culpa e sim, como aviso de que somos livres." 

"Te­nho que ter paciência para não me perder dentro de mim: vivo me perdendo de vista. 
Preciso de paciência porque sou vários caminhos, inclusive o fatal beco-sem-saída."


Clarice Lispector



 

DESAPEGO..................o que fazer….como fazer…….






Os Apegos são como os anexos num mail…….são como a “tralha” que normalmente encontramos na mala de uma mulher  …..são como aquelas coisas que guardamos anos e anos a fio num sótão ou numa gaveta…..e isto tb tem a ver com as Pessoas que afinal estão perto de nós…por compaixão …por dó…por mil e uma desculpa que inventamos como uma necessidade…..enfim…….

Apego é tudo aquilo que “nos pesa” /“prende”/“bloqueia “ e já não faz falta nenhuma para nada……..só pesa…..e destrói……é quase como aquele anuncio que aprece na TV das pernas cansadas onde um polvo as prende…..pois a Vida transforma-se nessa “prisão” quando não temos a Consciência e Coragem para enraizar o DESAPEGO……. 

É bom começares a entender que afinal nada nesta Terra é “TEU”……..
TU não és propriedade de ninguém, nem tens o direito de querer a propriedade ou manipulação de Outrem....mesmo que sejam família de sangue......e ao conseguires entender isso é mais fácil Desapegares-TE e acabares com as “escravidões”…….que afinal até te podem levar a graves doenças… 
Considera-te apenas alguém que está a gerir o que lhe foi “dado”/“emprestado “.....por isso quando algo ou alguém já nada acrescenta á tua existência nesta Terra…..livra-te disso……ficas bem mais LEVE……e afinal livras-te do tal “peso” que carregavas……. 

O Desapego não é sinónimo de indiferença….. apatia….. ou falta de energia/amor……nem sequer se resolve com o falar ou deixar de falar com alguém.....
é sim um estado que te é impulsionado do teu interior……e podes fazer o DESAPEGO em Amor….em Paz….e quem sabe até com um Sorriso….pois afinal não é todos os dias que temos a Coragem para nos “livrarmos de um peso”…..de um Ser ou algum bem material...... etc......
O Desapego é feito no teu Coração/Alma....... e não necessariamente na matéria ou terrenamente........
Não há razão para te pré-ocupares com o que os outros pensam ou sentem…..pois és TU que controlas a tua Mente.....a tua Felicidade….e acima de tudo o teu Coração/Alma.......há que aprender a ficar imune a comentários e pensamentos alheios……não é necessário ficar indiferente..... é importante sim que o negativo não de magoe mesmo/muito....

Acaba por se tornar também um bom exercício perante situações que possivelmente em condições normais deixaríamos ir andando………e tendo o Desapego enraizado tudo se torna mais fácil e normal de ser resolvido sem..... “mas nem meios mas”!!!!!!…….

Deves sim estar focada em TI…….saberes controlar a tua Mente e teres Auto Disciplina e --Auto Valorização pessoal…..pois assim tudo o que possa vir do exterior já não te perturba mais…..e vives o teu Agora em Paz……

Afinal trata-se de entrar num NOVO estado/vibração……que ao estar enraizado….já não te enfraquece….desmotiva….já não vacilas…..não ficas com pensamentos de duvida……etc…pois estás segura do teu DESAPEGO…..quando tem de ser…para o teu próprio bem e Tranquilidade……

E em vez de contornares situações ou obstáculos…..estás preparada para os enfrentar……consegues encontrar um caminho que te conduz á tua Paz…..Luz….. e Alegria interior……sentindo a Vida com outro sabor e dançando ao som da Sinfonia da Vida…….

Vais aprender a Amar sem possuir……….e a envolveres-TE sem dependências……
Descobrir a riqueza da Vida que existe em TI…..Confiares em TI…..
Quase como o Sol que nos ilumina e aquece a todos ….embora não domine ninguém…….



Vera Mouths






El apego se vuelve negativo cuando esta necesidad se transforma en dependencia y ansiedad, cuando sentimos que al perder algo o a alguien nos quedamos indefensos y no podemos enfrentar las situaciones que la vida nos presenta. Es por esto por lo que practicar el desapego se convierte en una clave para alcanzar la felicidad. 

Desapegarse significa ser libres… dejar de depender, de necesitar y dejar de vivir con miedo. Desapegarse significa dejar ir todo aquello que no nos deja avanzar para dar espacio a que nuevas cosas lleguen a nuestra vida.

Practicar el desapego es el primer paso para liberarnos de los excesos que nos amarran, esto nos ayudará a apreciar e involucrarnos en las cosas de una manera más saludable y equilibrada, para ello te invito a revisar estos 5 puntos clave que te ayudarán a dar el primer paso hacia una vida sin cadenas.

1. Toma conciencia del desapego. El primer paso siempre es ACEPTAR que debemos y queremos desapegarnos de alguien o de algo. No confundas aceptar con resignación ni conformismo; tomar consciencia y aceptar es darte cuenta y es hacerte responsable de que ya no te hace falta ni tampoco te hace feliz. Al hacer esto darás el primer paso hacia el cambio.

2. Aprende a ser responsable de ti mismo. La responsabilidad es un principio fundamental del desapego. Nosotros somos responsables de nuestra existencia, lo que no hagamos nosotros por nuestra persona, nadie más lo hará, de modo que evita depositar en otros tu felicidad. La felicidad no depende de una pareja o de un trabajo, tampoco de un vestido nuevo. Cultiva tu propio bienestar, no dejes nunca que tu bienestar, dependa de opiniones o consejos ajenos. La única persona que debe cumplir tus expectativas eres tú mism@. 

3. Aprende a dar y no a recibir. Dar es un gran ejercicio para practicar el desapego, pocas cosas hay tan satisfactorias como compartir lo que uno tiene; cuando encuentras la felicidad en dar con amor y generosidad, perderás el miedo a que eso que das tal vez no regrese. Con esta actitud estás generando, además, un flujo de energía positiva trayendo a tu vida todo lo bueno que has dado.

4. Vive el presente. Tendemos a cargar durante años aquellas cosas que en el pasado nos hicieron sentir mal, generando un trauma o bien, tendemos a aferrarnos a aquello que nos hizo sentir muy bien y que ya no tenemos, generando frustraciones. Estos apegos llegan a ser tan fuertes, que únicamente provocan que nos olvidemos de lo más importante: vivir el presente. Vivir de recuerdos nos puede hacer perder la perspectiva y el foco en lo que realmente importa. Recuerda que el presente es lo único que de verdad puedes alterar, el presente es tu oportunidad de encaminar las cosas hacia un brillante futuro. 

5. Asume las pérdidas. Como dice el dicho “nada es para siempre” y eso es con lo que tenemos que lidiar todos los días, pues todo en la vida es temporal. La buena noticia es que esto funciona para bien y para mal: las cosas buenas van y vienen, no debemos darlas por hecho y es mejor que las disfrutemos al máximo cuando se presenten. Las cosas malas, no debemos dejar que se apoderen de nosotros, pues al igual que las buenas, tarde o temprano se irán. Asumir las pérdidas nos librará del miedo y nos empujará a una vida llena de sorpresas.

Finalmente y resumiendo, recuerda que practicar el desapego no se trata de llegar a casa y tirar todo por la ventana, o quedarte sol@ para no depender de nadie. Se trata de liberarte de todo aquello que no le hace bien a tu vida y reforzar aquello que te hace sentir más libre y más liger@; significa sacar la basura de los cajones y llenarlos de energía positiva.


in, Orden Studio



segunda-feira, 1 de agosto de 2022

Flowers of disgrace


Aimer 







 … as in a delirium I try to explain
the importance of playing the piano, but
I can’t sit in front of him,
afraid that in my blurred eyes he will see
puddles of overwhelming sadness…
The sounds of the sonata arch over this earth
where a woman’s life can be cut off like a flower,
like the dark flower of hope…

… God, where is all this junk coming from,
this poison like a black-as-death coffee?
Where do these flowers blossom?
Why do they do not become insane?
What tables do they beautify
through endless summers and winters…

Fly, black bird,
Across the bloody sky of the East,
Beyond the fog of November,
Where the smell of disgraced flowers
And the sharp claws of the gardener
Will never reach you…


Nadia Anjuman



É impossível multiplicar riqueza dividindo-a









 "Um professor de economia da universidade Texas Tech disse que raramente reprovava um aluno, mas tinha reprovado, uma vez, uma turma inteira. 
Esta turma em particular tinha insistido que o socialismo realmente funcionava: ninguém seria pobre e ninguém seria rico, tudo seria igualitário e "justo". 

O professor então disse, 
"Ok, vamos fazer uma experiência socialista nesta turma. 
Ao invés de dinheiro, usaremos as vossas notas dos exames."
 
Todas as notas seriam concedidas com base na média da turma e, portanto seriam "justas". 
Isto quis dizer que todos receberiam as mesmas notas, o que significou que ninguém chumbaria. 
Isso também quis dizer, claro, que ninguém receberia 20 valores... 

Logo que a média dos primeiros exames foi calculada, todos receberam 12 valores. 
Quem estudou com dedicação ficou indignado, pois achou que merecia mais, mas os alunos que não se esforçaram ficaram muito felizes com o resultado!
 
Quando o segundo teste foi aplicado, os preguiçosos estudaram ainda menos - eles esperavam tirar notas boas de qualquer forma. 
Aqueles que tinham estudado bastante no início resolveram que também eles se deviam aproveitar da média das notas. 
Portanto, agindo contra os seus princípios, eles copiaram os hábitos dos preguiçosos. 
O resultado, a segunda média dos testes foi 10. 
Ninguém gostou. 

Depois do terceiro teste, a média geral foi um 5. 
As notas nunca mais voltaram a patamares mais altos, mas as desavenças entre os alunos, à procura de culpados e palavrões passaram a fazer parte da atmosfera das aulas daquela turma. 
A busca por 'justiça' dos alunos tinha sido a principal causa das reclamações, inimizades e senso de injustiça que passaram a fazer parte daquela turma. 
No fim de contas, ninguém queria mais estudar para beneficiar os outros. 
Portanto, todos os alunos chumbaram... 
Para sua total surpresa.
 
O professor explicou que a experiência socialista tinha falhado porque ela era baseada no menor esforço possível da parte de seus participantes. 
Preguiça e mágoas foi o seu resultado. 
Sempre haveria fracasso na situação a partir da qual a experiência tinha começado. 

"Quando a recompensa é grande", disse, o professor, "o esforço pelo sucesso é grande, pelo menos para alguns de nós."
Mas quando o governo elimina todas as recompensas ao tirar coisas dos outros sem o seu consentimento para dar a outros que não lutaram por elas, então o fracasso é inevitável." 




O pensamento abaixo foi escrito em 1931. 
"É impossível levar o pobre à prosperidade através de leis que punem os ricos pela sua prosperidade. 
Por cada pessoa que recebe sem trabalhar, outra pessoa tem de trabalhar recebendo menos. 
O governo só pode dar a alguém aquilo que tira de outro alguém. 
Quando metade da população descobre de que não precisa de trabalhar, pois a outra metade da população irá sustentá-la, e quando esta outra metade entende que não vale mais a pena trabalhar para sustentar a primeira metade, então chegamos ao começo do fim de uma nação. É impossível multiplicar riqueza dividindo-a." 

Adrian Rogers