¿No sería más lógico que tu pareja se sintiera orgullosa de ti por ser quien eres, en vez de compararse contigo, evaluarte constantemente y deprimirse por ser “menos”?
Simplemente sé tú, con tus capacidades y desaciertos, descaradamente, sin esconder ni disimular nada, y si el otro se asusta, te juzga, o se angustia, quizás estés con la persona equivocada.
Piénsalo.
Ser “autónomo” desde el punto de vista emocional no es dejar de amar, sino gobernarse a sí mismo, ser fiel a los propios principios y no entregar la dignidad personal a cambio de nada, ni siquiera en nombre del amor.
¿Amas o dependes?
Si te haces esta pregunta esta guía es para tí, basada en el libro Bestseller del escritor Walter Riso "Amar o depender".
En esta guía Walter Riso nos enseña de una forma práctica y poco teórica los pasos que se deben seguir para Amar sin dependencias emocionales, pretende aportar ideas y procedimientos que permitan desarrollar destrezas y habilidades para afrontar la dependencia emocional, prevenirla y/o crear un estilo de vida orientado a la independencia emocional y al desapego afectivo.
¿Eres de los que piensa y siente que no puedes vivir sin tu pareja, que tu vida sin ella no tiene sentido, que tu felicidad solo depende de tu pareja y que tu vida sólo puede girar en torno a ella?
¡Cuidado!
Depender de la persona que se ama no solo arruina relaciones, también es una manera de enterrarse en vida, un acto de automutilación psicológica donde el amor propio, el autorrespeto, la dignidad, los principios y la esencia de uno mismo son ofrendados y regalados irracional-mente.
Es común encontrar personas que después de un tiempo de relación se sienten reprimidos en varios aspectos, por ejemplo, sienten miedo a expresar sus ideas si estas van en contra de las ideas de su pareja, sienten que sus proyectos profesionales deben ser abandonados, que sus principios, su vocación y sus valores deben ser modificados, que no pueden comportarse igual con sus amigos o amigas cuando su pareja está presente, etc.
La gran mayoría de estas personas tienen estos problemas porque confundieron el amor con dependencia, porque tuvieron la idea absurda de que amar es entregarse al otro, es vivir por el otro y para el otro, es cambiar la esencia por agradar y hacer feliz a la pareja.
Algunas parejas llegan a un punto donde no saben si aman o dependen, donde no están enamorados sino esclavizados y donde se resignan a que el sufrimiento es parte del amor. Pero la verdad es que en el amor sano no cabe la resignación ni el martirio, y si tienes que anularte o destruirte para que tu pareja sea feliz, estás llevando muy mal tu relación o estás con la persona equivocada.
Ser “autónomo” desde el punto de vista emocional no es dejar de amar, sino gobernarse a sí mismo, ser fiel a los propios principios y no entregar la dignidad personal a cambio de nada, ni siquiera en nombre del amor.
Es amar a tu pareja sin dejar de ser tu mismo, es compartir tu vida con ella pero sin entregarsela, es seguir adelante con tus proyectos, con tus sueños con tus metas en compañía de ese ser amado, es que se respeten mutuamente sus espacios, sus principios, sus valores, en conclusión es crecer juntos sin que uno anule al otro.
En está guía Walter Riso nos da las pautas y el camino para poder amar con independencia, ya que millones de personas son víctimas de relaciones amorosas inadecuadas y no saben qué hacer al respecto.
El miedo a la pérdida, a la soledad y/o al abandono nos impide en ocasiones tomar acciones para mejorar nuestra relación, pero no tomar medidas sólo contamina más el vínculo amoroso y lo vuelve vulnerable y enfermizo.
Un amor inseguro es una bomba de tiempo que puede estallar en cualquier momento y lastimarnos profundamente.
Walter Riso
segunda-feira, 5 de outubro de 2015
Consciência
"A CONSCIÊNCIA TEM FUNDAMENTALMENTE DOIS ASPECTOS:
UM, É O RESULTADO DE COMPARAÇÕES,
O OUTRO, É O RESULTADO DA IDENTIFICAÇÃO.
OS DOIS ASPECTOS EXIGEM UM REGISTO;
OS DOIS ASPECTOS EXIGEM UM REGISTO;
UMA É ORGÂNICA OU CEREBRAL,
A OUTRA VITAL OU FUNCIONAL."
A Inteligência do Coração, que estabelece a relação da Consciência Inata com a observação do facto, é a Identificação.
Identificação significa viver com e no feito observado, sermos nós próprios o feito, experimentar e actuar, sofrer, alegrar-se com ele.
Esta é a “Consciência Simpática”, e não uma consciência subjectiva que a lógica pretende opor à Consciência objectiva.
Sem dúvida, presta-se a confusões: a Consciência Cerebral inscreve-se de maneira cerebral como acabamos de dizer, e a Consciência Inata inscreve-se na natureza dos organismos, ou seja, que o móbil da sua função é o impulso da sua necessidade, a Ideia o princípio de Harmonia.
No ser humano, no animal superior, isto cria a emotividade.
Quanto maior é a sensibilidade emotiva,
melhor se pode expressar a Consciência Inata.
Se o feito é observado por uma pessoa em estado de neutralidade, um estado impessoal, estamos diante da Consciência simpática.
Todos estes problemas se resolvem numa cultura que implique um desprender-se do egoísmo e do domínio da parte mental (do filme cerebral)."
in “Esoterismo e Simbolismo”
R.A. SCHWALLER DE LUBICZ
Cap. V
domingo, 4 de outubro de 2015
O Desassossego de Pessoa
Carlos Botelho
"O coração, se pudesse pensar, pararia."
"…não há saudades mais dolorosas do que as das coisas que nunca foram."
"É uma vontade de não querer ter pensamento, um desejo de nunca ter sido nada, um desespero consciente de todas as células do corpo e da alma. É o sentimento súbito de se estar enclausurado na cela infinita. Para onde pensar em fugir, se só a cela é tudo?"
"A solidão desola-me. A companhia oprime-me. A presença de outra pessoa desencaminha-me os pensamentos."
"Há momentos em que tudo cansa, até o que nos repousaria."
"Mais terrível do que qualquer muro, pus grades altíssimas a demarcar o jardim do meu ser, de modo que, vendo perfeitamente os outros, perfeitissimamente eu os excluo e mantenho outros."
"Dá-se em mim uma suspensão da vontade, da emoção, do pensamento, e esta suspensão dura magnos dias. (…) Nesses períodos de sombra, sou incapaz de pensar, de sentir, de querer. (…) Não posso; é como se dormisse e os meus gestos, as minhas palavras, os meus actos certos, não fossem mais que uma respiração periférica, instinto rítmico de um organismo qualquer."
"O oráculo que disse "Conhece-te" propôs uma tarefa maior que as de Hércules e um enigma mais negro que o da Esfinge."
"Da nascença à morte, o homem vive servo da mesma exterioridade de si mesmo que têm os animais."
"Quem sou eu para mim? Só uma sensação minha."
"Escrevo embalando-me, como uma mãe louca a um filho morto."
"Não sei de prazer maior, em toda a minha vida, que poder dormir. O apagamento integral da vida e da alma, o afastamento completo de tudo quanto é seres gente, a noite sem memória nem ilusão, o não ter passado nem futuro."
"O meu desejo é fugir. Fugir ao que conheço, fugir ao que é meu, fugir ao que amo. (…) Quero não ver mais estes rostos, estes hábitos e estes dias."
"Eu mesmo, que sufoco onde estou e porque estou, onde respiraria melhor, se a doença é dos meus pulmões e não das coisas que me cercam?"
"Sou qualquer coisa que fui. Não me encontro onde me sinto e se me procuro, não sei quem é que me procura. Um tédio a tudo amolece-me. Sinto-me expulso da minha alma."
"Sou uma prateleira de frascos vazios."
"Sou uma espécie de carta de jogar, de naipe antigo e incógnito, restando única do baralho perdido. Não tenho sentido, não sei do meu valor, não tenho a quem me compare para que me encontre, não tenho a que sirva para que me conheça."
"Os sentimentos que mais doem, as emoções que mais pungem, são os que são absurdos – a ânsia de coisas impossíveis, precisamente porque são impossíveis, a saudade do que nunca houve, o desejo do que poderia ter sido, a mágoa de não ser outro, a insatisfação da existência do mundo."
"Meu coração dói-me como um corpo estranho. Meu cérebro dorme tudo quanto sinto.
Minhas pálpebras dormem, mas não eu."
"Parece-me que sonho cada vez mais longe, que cada vez mais sonho o vago, o impreciso, o invisionável."
"A alma humana é um abismo escuro e viscoso, um poço que se não usa na superfície do mundo"
"No baile de máscaras que vivemos, basta-nos o agrado do traje, que no baile é tudo. Somos servos das luzes e das cores, vamos na dança como na verdade…"
"Sou os arredores de uma vila que não há. (…) Sou uma figura de romance por escrever."
"A liberdade é a possibilidade de isolamento. (…) Se te é impossível viver só, nasceste escravo."
"…certas personagens de romance tomam para nós um relevo que nunca poderiam alcançar os que são nossos conhecidos e amigos, os que falam connosco e nos ouvem na vida real."
"…como tudo dói se o pensamos como conscientes de pensar, como seres espirituais em que se deu aquele desdobramento da consciência pelo qual sabemos que sabemos!"
"A condição essencial para ser um homem prático é a ausência de sensibilidade (…). A arte serve de fuga para a sensibilidade que a acção teve que esquecer."
"O poema que eu sonho não tem falhas senão quando tento realizá-lo."
"Dói-me o universo porque a cabeça me dói."
"A memória, afinal é a sensação do passado… e toda a sensação é uma ilusão."
"Fecho subitamente portas dentro de mim, por onde certas sensações iam passar para se realizarem."
"A vida é a hesitação entre uma exclamação e uma interrogação. Na dúvida, há um ponto final."
"Há qualquer coisa de longínquo em mim neste momento. Estou de facto à varanda da vida, mas não é bem desta vida. (…) Sou todo eu uma vaga saudade, nem do passado, nem do futuro: sou uma saudade do presente, anónima, prolixa e incompreendida."
"Errei sempre os gestos que ninguém erra; o que os outros nasceram para fazer, esforcei-me sempre para não deixar de fazer. Desejei sempre conseguir o que os outros conseguiram quase sem o desejar. Entre mim e a vida houve sempre vidros foscos: não soube deles pela vista, nem pelo tacto; nem vivi essa vida ou esse plano, fui o devaneio do que quis ser, o meu sonho começou na minha vontade…"
"Mas nem a dor humana é infinita, pois nada há humano de infinito, nem a nossa dor vale mais do que ser uma dor que nós temos."
"O maior domínio de si próprio é a indiferença por si próprio."
"A humanidade, que é pouco sensível, não se angustia com o tempo, porque sempre faz tempo; não sente a chuva senão quando lhe cai em cima."
"Do meu quarto andar sobre o infinito, no plausível íntimo da tarde que acontece, à janela para o começo das estrelas, meus sonhos vão por acordo de ritmo com distância exposta para as viagens aos países incógnitos, ou supostos ou somente impossíveis."
"Amanhã também eu – a alma que sente e pensa, o universo que sou para mim – sim, amanhã eu também serei o que deixou de passar nestas ruas (…) E tudo quanto faço, tudo quanto sinto, tudo quanto vivo, não será mais que um transeunte a menos na quotidianidade de ruas de uma cidade qualquer."
"Pasmo sempre quando acabo qualquer coisa. Pasmo e desolo-me. O meu instinto de perfeição deveria inibir-me de acabar; deveria inibir-me até de dar começo. Mas distraio-me e faço. O que consigo é um produto, em mim, não de uma aplicação de vontade, mas de uma cedência dela. Começo porque não tenho força para pensar; acabo porque não tenho alma para suspender.
Este livro é a minha cobardia."
in, Livro do Desassossego
Fernando Pessoa
Energia Feminina e Masculina Complementares
CONSAGRAÇÃO
DA ENERGIA FEMININA E MASCULINA
COMO UM TODO COMPLEMENTAR...
Tudo irá depender da honestidade com que nos permitamos OLHAR internamente...
Então, este momento, pertence a todos Nós, Mulheres e Homens...
Por educação social, os homens habituaram-se a não sentir as suas vulnerabilidades, as suas inseguranças, a esconder de si próprios as suas verdadeiras emoções e as Mulheres adaptaram-se a condicionamentos sociais de permissividade do poder masculino ...
Nada esteve errado, tudo fez parte de um percurso de separatividade e poder, mas tudo está em restruturação para um novo equilibrio...
Se este momento não for integrado com esta consciência, de que estamos não a inverter papeis, mas sim a equilibrar no nosso ser estas duas matrizes, poderá gerar nas mulheres zanga e nos homens desorientação...
Porquê???
Porque o momento é de encontrar a complementaridade individual primeiro...
Mulheres... porque ainda tenho medo de mostrar que sou frágil, que tenho medo de ser autónoma, pois se não se permitirem ter este contacto convosco próprias, poderá gerar uma zanga oriunda dos registos ancestrais de submissão...
Homens... porque têm medo de mostrar a vossa vulnerabilidade, a vossa sensibilidade, se não se permitirem ter este contacto intimo convosco podem ficar confusos e com a sensação de estar à deriva...
Simplesmente porque estamos a realinhar, reequilibrar as nossas duas polaridades...
Já não é possível projectar uma falsa imagem, ela irá ser desmontada por um pólo oposto mas complementar, ou seja , a nossa complementaridade interna e a forma como está organizada, irá ser espelhada de fora...
Deverá ser um momento de as mulheres verem onde projectam no masculino a zanga, pois são séculos de submissão.
Deverá ser para os homens o momento de sentirem e se realinharem com a sua sensibilidade, pois são séculos a serem ensinados a não sentir, a viver sob crenças de que não faz parte da sua condição masculina serem vulneráveis...
Conselho a todos os casais, para integrarem a vossa complementaridade individual, deverão não viver este momento como uma divisão, mas sim como um resgate da vossa totalidade independentemente da forma que for conduzida a manifestação externa, pois isso não é a causa, mas sim a consequência, do que estava dentro de cada um...
Libertarem-se dos papeis que construíram para serem um produto digno do vosso género, e não seres livres desses dogmas estériotipados ...
Ao entrarem com esta entrega ao nosso realinhamento, mulheres e homens, irão poder elevar a vossa energia se não projectarem no complementar a zanga, ou a vulnerabilidade, serem sinceros e autênticos convosco próprios, o que derem a vós irá conectar-vos com uma elevação de energia que produzirá uma leveza no que sentirem e permitirem acontecer...
Não será um momento de ilusões de culpa, mas sim integração do que estão a libertar dessas velhas guerras onde homens e mulheres não podiam viver como complemento, mas sim formatados a um produto de regras e crenças...
Cabe a cada um se elevar além deste formato, para isso identificar onde está a reproduzir este holograma de divisão dentro de si e converter este momento numa consagração do seu ser ...
Eu sinto onde me aprisiono no velho holograma e elevo-me pela honestidade, clareza e entrega...
Para os entendidos em astrologia, vénus , marte e júpiter irão estar a fazer uma conjunção no signo de virgem, e em trigono a plutão em capricórnio...
Ruth Fairfield
Desejo-te o Suficiente! Alta Definição - Entrevista Lima Duarte (26/09/2015)
Vi hoje a entrevista no site do Alta Definição
ao actor brasileiro Duarte Lima,
e a certa altura da entrevista ele disse que
a mãe dele dizia-lhe sempre que
lhe desejava o suficiente.
Deixo-vos aqui a história:
"Há pouco tempo, estava no aeroporto e vi mãe e filha a despedirem-se.
Anunciaram a partida, elas abraçaram-se, e a mãe disse:
- Eu te amo.
Desejo o suficiente para ti.
A filha respondeu:
- Mãe, a nossa vida juntas tem sido mais do que suficiente.
O teu amor é tudo o que sempre precisei. Eu também desejo o suficiente para ti.
Elas beijaram-se e a filha partiu.
A mãe passou por mim e encostou-se na parede.
Pude ver que ela queria, e precisava, chorar.
Tentei não me intrometer nesse momento, mas ela dirigiu-se a mim, e perguntou:
- Já teve de se despedir de alguém, sabendo que seria para sempre?
- Já - respondi.
- Desculpe-me pela pergunta, mas porque foi um adeus para sempre?
- Estou velha e ela vive tão longe daqui.
Tenho desafios pela frente, e a verdade é que a próxima viagem dela para cá será para o meu funeral.
- Quando estavam a despedir-se, ouvi a senhora dizer "Desejo o suficiente para ti".
Posso saber o que isso significa?
Ela começou a sorrir.
- É um desejo que tem sido passado de geração para geração na minha família.
Meus pais costumavam dizer isso a toda a gente.
Ela parou por um instante e olhou para o alto, como se estivesse a tentar lembrar-se dos detalhes, e sorriu mais ainda.
- Quando dizíamos "Desejo o suficiente para ti", estávamos a desejar uma vida cheia de coisas boas o suficiente, para que a pessoa se amparasse nelas.
Então, vira-se para mim, e disse, como se estivesse a recitar:
- Desejo-te sol o suficiente para que continues a ter essa atitude radiante.
- Desejo-te chuva o suficiente para que possas apreciar mais o sol.
- Desejo-te felicidade o suficiente para que mantenhas o teu espírito alegre.
- Desejo-te dor o suficiente para que as menores alegrias na vida pareçam muito maiores.
- Desejo-te que ganhes o suficiente para satisfazer os teus desejos materiais.
- Desejo-te que tenhas as perdas suficientes, para apreciares tudo o que possuis.
- Desejo-te olás suficientes, para que chegues ao adeus final.
Ela começou então a soluçar e afastou-se."
"Dizem que leva um minuto
para encontrar uma pessoa especial,
uma hora para apreciá-la,
um dia para amá-la,
mas uma vida inteira para esquecê-la".
Ver a entrevista a Lima Duarte AQUI
sábado, 3 de outubro de 2015
Te deseo tiempo
Te deseo tiempo
Poema de Indios Americanos.
te deseo aquello que la mayoría no tiene,
te deseo tiempo, para reír y divertirte,
si lo usas adecuadamente podrás obtener de el lo que quieras.
Te deseo tiempo para tu quehacer y tu pensar
no sólo para ti mismo sino también para dedicárselo a los demás.
Te deseo tiempo no para apurarte y andar con prisas
sino para que siempre estés content@.
Te deseo tiempo, no sólo para que transcurra,
sino para que te quede:
tiempo para asombrarte y tiempo para tener confianza
y no sólo para que lo veas en el reloj.
Te deseo tiempo para que toques las estrellas
y tiempo para crecer, para madurar. Para ser tu.
Te deseo tiempo, para tener esperanza otra vez y para amar,
no tiene sentido añorar.
Te deseo tiempo para que te encuentres contigo mism@,
para vivir cada día, cada hora, cada minuto como un regalo.
También te deseo tiempo para perdonar y aceptar.
Te deseo de corazón que tengas tiempo,
tiempo para la vida y para tu vida.
Anota aí para seu futuro menina:
Anota aí para seu futuro menina:
Desapegar das pessoas,
se importar menos,
não se abalar por nada nem ninguém,
correr atrás daquilo que faça seu coração vibrar,
ficar perto de quem te quer bem,
correr atrás dos seus sonhos,
se amar mais,
esquecer tudo aquilo que te faça mal.
Anota aí: Cair na real.
Caio Fernando Abreu
Saturno em Sagitário, e Júpiter em Virgem
Já publiquei aqui vários textos sobre o ingresso de
Saturno em Sagitário até 21 de Dezembro de 2017.
Hoje vou publicar aqui alguns excertos de um texto de Nuno Michaels, sobre a entrada de Júpiter em Virgem até Setembro de 2016.
"No dia 11 de Agosto Júpiter ingressou no Signo de Virgem e aí transitará durante um ano.
...
Júpiter, o maior planeta do sistema solar e o “deus dos deuses” na mitologia olímpica, está associado com o crescimento, a expansão, o que é grande, maior, ou se amplia para conter mais e melhor mundo –ampliação e visão de conjunto, por assim dizer; e Virgem, o signo de Terra mutável regido por Mercúrio, está associado com as coisas pequenas, os detalhes, a análise, a discriminação, a separação.
...então Júpiter em Virgem seria o planeta do “grande deus” a ingressar no signo do “pequeno pormenor”, por assim dizer.
...
Mesmo porque se Júpiter adora teorias, a verdade é que Virgem abomina o caos.
...
Júpiter simboliza, portanto, a busca, por parte do Homem, de um sentido, de um significado “maior” para a sua existência.
Leis humanas baseiam-se na crença do que é bom, correcto e justo; leis universais, na compreensão natureza do cosmos manifestado, nos princípios inteligentes que o organizam, estruturam, e explicam.
Leis físicas, no estudo e compreensão das limitações e regras do mundo material. Leis espirituais, na natureza do espírito humano.
Leis civis, no que é considerado como “verdadeiro”, “bom” e “correcto” para um conjunto de seres humanos. Leis marciais, no poder decisório de uma autoridade militar.
...
É por isso que Mercúrio e Júpiter, ou os signos Gémeos e Sagitário, regidos por estes planetas, são chamados o “eixo” (um par de signos opostos e complementares é um “eixo”) do ensino e da aprendizagem.
A comunicação (Gémeos) de princípios abstractos (Sagitário).
O sentido (Sagitário) da informação (Gémeos).
A comunicação e o movimento (Gémeos) como via para ampliar a compreensão (Sagitário).
A visão de conjunto (Sagitário) que permite ordenar, contextualizar e atribuir sentido (Sagitário) à imensidão de conhecimentos e informações (Gémeos) que a cada momento temos ao nosso dispor.
As palavras (Gémeos) que traduzem, ainda que imperfeitamente, os princípios (Sagitário).
As ideias (Gémeos) que traduzem e permitem aproximar-nos dos ideais (Sagitário) – tornando assim o distante (Sagitário), mais próximo (Gémeos) ou, pela mesma via, levando-nos a descobrir (Gémeos) “paragens” cada vez mais longínquas (Sagitário).
...
Mercúrio rege Virgem; e Júpiter é co-regente de Peixes. Em Gémeos, Mercúrio rege um signo de Ar: abstracção, comunicação, ideia, palavra, conceito, informação, movimento. Em Virgem, Mercúrio rege um signo de Terra: informação aplicada ao mundo concreto. Mente racional orientada para o real. Análise, discriminação, correcção, aperfeiçoamento, melhoria. Em Gémeos, Mercúrio explica-nos o que é um relógio. Em Virgem, descobre como funcionam os seus mecanismos.
...
Então em Gémeos/Sagitário temos Mercúrio e Júpiter a reger o Ar e o Fogo: estes são Elementos complementares e compatíveis. Ambos são yang, i.e., orientados para fora, para o movimento, para a mudança, a diferença, a separação, e para cima, para a frente, para o futuro.
Na tipologia das funções psíquicas de Jung, o Ar estaria associado ao Pensamento, e o Fogo à Intuição. O Ar trabalha com ideias e pensamentos e palavras e com a capacidade de abstracção que lhes está por detrás; e o Fogo intui possibilidades, i.e., refere-se mais ao que “pode (vir a) ser”, mas que não existe (ainda) no aqui e agora: o Fogo é o elemento que mais se projecta no futuro, quero dizer, no mundo das possibilidades que ainda não existem. Pioneiro, visionário, idealista, entusiasta: essa é a psicologia do Fogo (não confundir com “A Psicanálise do Fogo”, que tem muito a ver, mas não é disso que falamos: é mesmo da “psicologia” do Fogo, se o Fogo tiver(sse) “psique”).
Mas em Virgem/Peixes, o segundo eixo regido por Mercúrio e por Júpiter, assistimos à regência destes planetas sobre a Terra e a Água - que são entre si compatíveis, mas nenhum deles com o Fogo, nem com o Ar. Terra e Água são elementos yin, i.e., orientados para “dentro” e para “baixo”, para trás, para o presente (Terra) e o passado (Água) – “onde” se está (Terra) e “de onde” se vem (Água, o elemento da memória).
Terra e Água são elementos mais ligados com a “realidade”: Terra é a “realidade” objectiva, exterior, o concreto. Dinheiro, casa, trabalho, roupa, quadro, comida, corpo, exercício, calendário, relógio, enfim... coisas... coisas que limitam (e são delimitadas) pelo “real”, pelo menos na percepção humana, e na visão mecanicista, ou newtoniana, de que os objectos existem separados entre si por um espaço vazio, agem uns sobre os outros, e são compostos de “blocos constituintes” chamados de átomos.
...
Na tipologia jungiana, a Terra corresponderia à função Sensação e a Água à função Sentimento: se a Água sente, a Terra percepciona; e se o Ar pensa, o Fogo expande. E da integração relativa dessas quatro funções em nós, se compõe o modo como apreendemos – e avaliamos – o que para nós existe e é “real”.
...
Ensina a tradição astrológica que para cada um dos sete planetas tradicionais (Sol, Lua, Mercúrio, Vénus, Marte, Júpiter e Saturno) existem signos onde estes se “sentem” particularmente bem e outros onde os planetas se sentem mais desconfortáveis;
...
signos onde os planetas se sentem “em casa” e signos onde os planetas se sentem num “ambiente” energético que é quase, diríamos, o oposto do que lhes é intrínseco, natural e espontâneo.
Os signos onde os planetas se sentem “em casa” (ou “domicílio”), são os signos das suas regências, e os signos opostos a estes são chamados os signos do seu “exílio”, ou detrimento.
domicílios e detrimentos
...
A ideia é portanto esta: quando um planeta está em domicílio, expressa-se de maneira pura, forte, e tem a capacidade de avançar os seus próprios objectivos sem precisar de consultar mais ninguém (i.e., sem depender de nenhum outro planeta).
Quando, pelo contrário, um planeta está em exílio (i.e., no signo oposto e complementar ao da sua regência/domicílio), precisa aprender a integrar polaridades, i.e., a manejar o oposto daquilo que lhe é mais natural, a desenvolver tolerância pela ambiguidade, aceitação do paradoxo, para integrar – e não extrapolar – os extremos opostos, aparente ou temporariamente irreconciliáveis, e que precisarão ser integrados numa síntese criativa que resolva - e eleve a outro nível de expressão - a tensão anterior entre polaridades.
...
Um planeta em domicílio está portanto em casa, e manda: um planeta em exílio tem que fazer malabarismo, adaptar-se, e lidar com o que lhe é estranho - alheio, diferente, oposto – para conseguir funcionar minimamente, e raras vezes da forma ideal para o planeta: e além disso, tem que chegar ao diálogo com o dono da casa, fazer-se ouvir, ouvir o outro, e aprender a ceder largamente em termos daquilo que per se, e mais espontaneamente, faria - se pudesse.
Encontrar um certo compromisso, ou melhor, uma certa integração entre a sua natureza, o signo onde se encontra, e a natureza do seu dispositor parece, pois, ser a forma de um planeta exilado funcionar: pois um planeta nessa condição não está em condições de impor condições nenhumas. É um "convidado" na casa de outro planeta - e esse seu anfitrião não deixa de lhe parecer, dada a sua "psicologia" (ou natureza), bastante "estranho".
Então um planeta em exílio não pode expressar-se no seu melhor: na sua essência, na sua glória, no seu poder, no seu impulso imediato e espontâneo. O que de melhor pode fazer, esse planeta exilado, é trazer para a equação a sua natureza, e tentar fazer o seu melhor perante as circunstâncias (deterioradas) em que se encontra.
...
Essa é a grande bênção de ter um planeta exilado, ou em detrimento.
...
É que Júpiter, estando em Virgem, está no signo do seu exílio (assim como quando está em Gémeos). Quando voltar a Sagitário (Novembro de 2018) e a Peixes (Maio de 2021), Júpiter estará novamente dignificado: puro, forte, “auto-suficiente” ou, pelo menos, “auto-determinado”.
...
O que também implica que os desafios a Júpiter são maiores quando “depende” de Mercúrio (i.e., quando está em Gémeos ou Virgem) para “lá” chegar; da mesma maneira que Mercúrio fica um pouco “à toa” num mundo demasiado grande e povoado de abstracções, quando precisa cumprir-se através de signos regidos por Júpiter (Sagitário e/ou Peixes).
...
Mercúrio é a mente racional e Júpiter a fé: a fé fica aquém de si própria quando depende da mente, e a mente por si só não chega para chegar... à fé.
E por enquanto, e durante todo este período entre Agosto de 2015 e Setembro de 2016, Júpiter – o planeta do idealismo, da expansão, da fé, do optimismo (Sagitário) e da compaixão, da unidade, e da fé no desconhecido e no invisível (Peixes) – pode sentir-se meio desafiado, constrangido, apertado e limitado no signo de Terra regido por Mercúrio; afinal, Virgem é o raciocínio concreto operando sobre o “real” - enquanto Júpiter é o entusiasta impulsionador da expansão e do crescimento inspirados pela fé em possibilidades futuras, e estas não estão aqui e agora, disponíveis como provas cabais de realidades concretas, passíveis de análise, raciocínio, dedução, e “resolução” (ou estão?).
A não ser que Júpiter aprenda a integrar polaridades – isto é, que integre o binóculo (Júpiter) com o microscópio (Virgem) – e descubra como cumprir-se por via de um processo que não lhe é de todo familiar. É a condição (é o karma, diríamos) de estar em detrimento, ou exílio.
...
...melhor ou pior, Júpiter – dada a sua natureza – promete a cura, confiança, novas oportunidades, sabedoria, optimismo, expansão, e horizontes maiores a todos os assuntos humanos representados por Virgem.
Desde Outubro de 2012 que Saturno tem vindo a transitar em Escorpião - até entrar, no fim de Dezembro de 2014 e pela primeira vez em vinte e nove anos, no signo de Sagitário– apenas para retrogradar pouco depois de lá ter entrado e só lá voltar, e em definitivo, a partir de Setembro de 2015.
O que significa também que desde Setembro, a partir do momento em que ingresse em Sagitário e até que saia de lá, no final de 2017, Saturno terá Júpiter (regente de Sagitário) como seu dispositor.
Esse é um motivo adicional para reflectirmos profundamente no significado de Júpiter em Virgem, e compreendermos a sua importância também como dispositor de Saturno durante o seu trânsito por Sagitário – do mesmo modo que foi Plutão em Capricórnio, durante todo o tempo de Saturno em Escorpião, o dispositor de Saturno – focalizando assim muita da sua acção sobre os domínios e assuntos de Capricórnio: economia, finanças, status, poder, autoridade, responsabilidade pública, e todo o tipo de estruturas sociais que mantêm, e expressam, o status quo e o paradigma colectivo dominante. E fazendo de todas as transformações a que assistimos neste âmbito, nos últimos anos, duplamente intensas durante todo o período da recepção mútua entre estes dois planetas: Plutão em Capricórnio e Saturno em Escorpião.
Então no espaço de muito pouco tempo (Agosto/Setembro 2015) duas mudanças energéticas significativas acontecem envolvendo os dois planetas “sociais”: Júpiter ingressa em Virgem, e pouco depois Saturno ingressa em Sagitário – e até que Júpiter mude novamente de signo, em Setembro de 2016, esta será a situação: Saturno em Sagitário disposto por Júpiter em Virgem.
Mais à frente, quando Júpiter entrar em Balança, será Saturno em Sagitário disposto por Júpiter em Balança.
E ainda mais à frente, quando Saturno entrar em Capricórnio, será Saturno em domicílio: puro, forte, e com poder para dominar com a sua própria agenda. Os anos de 2018 a 2020 serão, parece, os anos em que uma verdadeira reconstrução social, política, financeira parece finalmente começar a ser possível. E será esse também, o marco que assinala a era – a verdadeira era – das grandes corporações mundiais e das federações internacionais, conforme representantes de um futuro longínquo, pelo menos nos filmes de ficção científica que víamos na nossa infância, e simultaneamente, a preparação para a entrada de Plutão em Aquário.
Saturno em Sagitário é, como já lhe chamámos neste artigo, a factura da sorte, ou melhor, uma tremenda fiscalização ao Júpiter (verdade, ética, alinhamento, crenças, filosofia, fé, sabedoria, em suma) de cada um, o teste de quão “verdadeira”, sólida, fundamentada, “real” é a “espiritualidade”, a visão luminosa de cada um.
E Júpiter em Virgem, o período em que podemos “aperfeiçoá-la”.
...agora sabe como se sente um Júpiter em Virgem: sem paciência para merdinhas, perdão, para detalhes – e a ter que levar com elas, porque quer queira quer não, é simplesmente esse o “espírito dos tempos”. De Júpiter em Virgem, pelo menos.
Júpiter (Espírito) em Virgem (Matéria).
...
Virgem é o signo mais intimamente relacionado com a Matéria, a mater, a Mãe, Gaia. A fertilidade do seu solo. A pureza desinteressada com que gera alimento abundante e sustento para todos os seus filhos – nós, seres humanos encarnados sobre a Terra.
...
Júpiter em Virgem pode ajudar-nos a abrir os olhos para este tipo de verdades, porque por onde quer que Júpiter passe, ele sempre repõe uma Verdade.
Por outro lado, Júpiter em Virgem também nos vem ajudar a reconhecer, a repor, ou a exigir o sagrado, o divino, e o transcendente naquilo que anteriormente nos parecia vazio ou sem sentido: eu posso reconhecer mais facilmente (ou começar a precisar realmente de encontrar) a sacralidade do que faço, mesmo que o meu trabalho seja varrer ruas, desentupir sarjetas, ou passar a ferro.
Se não há dimensão transcendente no meu trabalho (porque Virgem rege o trabalho, o dia-a-dia, a produtividade quotidiana), Júpiter em Virgem traz a insatisfação e a necessidade de ir mais longe.
...
Júpiter em Virgem, assim: maior qualidade naquilo que fazemos. Mais Espírito presente na Matéria. Trabalho, nas palavras de Kahlil Gibran, é Amor tornado visível.
...
E vejamos – finalmente! - algumas das expressões prováveis de Júpiter em Virgem antes que ele chegue a Balança.
Neste sentido, todos os métodos, processos, ferramentas, práticas e técnicas de (auto)aperfeiçoamento caem sob a regência de Virgem;
...
Aperfeiçoamento da fé
Júpiter em Virgem simboliza a necessidade de aperfeiçoarmos o “nosso” Júpiter - de maneiras práticas, concretas, reconhecendo humildemente nossas imperfeições, falhas e zonas de sombra (principalmente nos assuntos “jupiterianos”) – e a tomada de medidas para as remediar, curar, melhorar, clarear, enfim – sanar.
Que é como quem diz: os nossos valores, as nossas crenças, as nossas apostas estarão sob escrutínio, e todos teremos oportunidade de as ajustar à realidade, sem deixar – no entanto – que a “realidade” limite, ou esgote, a nossa capacidade de acreditar no que está além dela.
Cuidado do Espírito
Virgem representa cuidados de ordem prática, e Júpiter simboliza fé na Vida do Espírito. Júpiter em Virgem é portanto altura de cuidar da nossa fé, de forma prática, eficiente, resoluta, responsável, e dedicada.
Espírito-Mente-Corpo
Virgem é um signo relacionado com trabalho, eficiência, saúde, e integração psico-somática: quando as tensões psíquicas, emocionais, vitais, espirituais, não são reconhecidas, nem atendidas, mas pelo contrário ignoradas, silenciadas, e reprimidas; quando estagnamos em maneiras pouco adaptativas de funcionar no mundo e nos recusamos a aprimorarmo-nos continuamente; quando insistimos em padrões não-regenerativos de funcionamento que nascem da falta de integração interna e da fragmentação psíquica, ou da nossa miopia espiritual, todas essas tensões tendem a manifestar-se como problemas de saúde – de enxaquecas a acidentes, cancros, imunodeficiências, depressões, fobias, doenças degenerativas, etc.
Com Júpiter, regente de Sagitário e de Peixes, a transitar por Virgem, teremos oportunidade de compreender – colectiva e socialmente falando, digo, porque já há no mundo muitos indivíduos que (e passe a redundância) individualmente o compreenderam -, não só o “significado” e o “sentido maior” de todas essas manifestações, mas acima de tudo a íntima relação entre o “invisível” mundo da Água, e das emoções (o mundo interno) e do mundo “externo”, corporal, e manifestado.
Novas dimensões, princípios e técnicas de saúde e cura
Aprenderemos, também, e seremos cada vez mais ensinados, sobre o poder da fé, da oração, da meditação, de estados alterados de consciência e dos chamados “milagres” sobre a saúde, a cura, e as remissões espontâneas. Porque Peixes rege os oceanos e as drogas, e Virgem as técnicas e conhecimentos de saúde alopáticas, homeopáticas, complementares e alternativas, a fitoterapêutica e tudo o que mais possamos querer encontrar nessa nebulosa (i.e., nesse largo conjunto e espectro), podemos esperar descobrir novas drogas e novos usos para drogas já conhecidas, plantas e algas, e estas ganharão um papel cada vez mais importante na prevenção e tratamento de diversas enfermidades.
...
Mas não só: Júpiter rege as crenças, e Virgem tudo aquilo que se plasma no corpo. Depois da passagem de Júpiter por Virgem, começará a ser lugar-comum aceitar o poder que os nossos pensamentos, e crenças, têm sobre o nosso bem-estar, incluindo a própria saúde e condição física.
O portentoso minúsculo ADN
Porque Virgem rege o infinitamente pequeno, creio que serão activadas e descobertas mais das potencialidades adormecidas no ADN humano; novos usos e aplicações para as descobertas científicas já conquistadas, e novas revelações nos chegarão provenientes desse mundo imenso que jaz por descobrir no nano-mundo das moléculas de ADN.
Miniaturização e globalização
E quem fala no minúsculo mundo do ADN, fala também de tecnologia: se Virgem simboliza a eficiência, Júpiter as grandes viagens e a globalização, e o nosso mundo (a nossa “aldeia” já “global”) é eminentemente tecnológico, informacional, e comunicacional, podemos esperar avanços significativos nestas áreas, em particular na contínua miniaturização dos nossos dispositivos e aparelhos: informática, telecomunicações, etc. beneficiarão também desta passagem de Júpiter por Virgem, contribuindo assim, e cada vez mais, para a globalização do planeta.
...
Então Virgem é um signo de preparação: através da humildade, do serviço, do auto-aperfeiçoamento, da diligência, da vontade em contribuir para deixar o mundo um nadinha melhor do que como, e quando, o encontrámos – assim se cumprem as energias de Virgem (a alternativa a isso sendo o espírito crítico, o julgamento, a insatisfação, o “nunca” “nada” está suficientemente “bem”, “limpo”, “organizado”, “definido”, “arrumado”, “claro”, etc.).
...
Em Balança não. Em Balança relacionamo-nos. Negociamos. Partilhamos. Vamos ao encontro. Trocamos.
...
E em Virgem aprendemos, de certa forma, a “domesticar” o animal – ou não fosse na tradição astrológica Virgem o signo dos animais domésticos – para nos relacionarmos, em Balança, como verdadeiros seres humanos. A partir do seu próprio centro, e encontrando o outro a meio caminho.
...
Pense nisto – no ingresso de Júpiter em Virgem – como uma oportunidade de nos tornarmos mais “humanos”, de trabalharmos aspectos excessivos ou desnecessários das nossas personalidades (não é que sejam totalmente desnecessários, ou não estariam “lá”, “aí”, “aqui”, ou lá onde estão) e, por essa via, prepararmo-nos para podermos vir a experienciar relacionamentos mais conscientes, correctos, equilibrados – uma espécie de aprendizagem, ou de “preparação oculta”, para mais Amor.
...
E quando no futuro, no momento de Júpiter entrar em Balança, começarem a apregoar que vamos todos encontrar o amor, a alma gémea, a solução para todos os desafios relacionais, @ parceir@ perfeit@, etc. (porque é o que vai acontecer - em muitos círculos, ou consciências, pseudo-astrológic@s, a “interpretação” de Júpiter em Balança será a de uma Era de Amor, de encontros magníficos, e de relacionamentos perfeitos: a miopia, i.e., o (des)conhecimento das pessoas torna-as aborrecidamente previsíveis – e perigosas, para quem as leve a sério)
Nessa altura, dizia eu, pergunte-se honestamente a si própri@ se fez realmente o seu melhor para se tornar mais disponível, amoroso, atento, solícito, humilde, comprometido com o seu próprio desenvolvimento como ser humano – e, em simultâneo, menos egocêntrico, exigente, insatisfeito, picuínhas, rígido, neurótico e fascinado com o seu próprio umbigo.
É que na Vida, dificilmente encontramos o que não somos – não só porque, como dizia a Anais Nin, “nós não vemos o mundo como ele é. Nós vemos o mundo como nós somos”, ou como dizia o Goethe “Um Homem encontra no Mundo aquilo que transporta no seu próprio Coração” - mas porque para “encontrar” Amor, precisamos ser Amor.
O Amor não se “recebe” nem se “encontra”: dá-se. Faz-se. Produz-se. Levando paz aonde havia guerra, reconciliação aonde havia conflito, alívio onde havia sofrimento.
...
Enquanto Júpiter não chega a Balança,
É através de Virgem que se faz o Amor.
Virgem é o signo dos animais de pequeno porte. Júpiter rege os cavalos. De repente, ocorre-me que Júpiter em Virgem pode trazer maior consciência, sensibilização e até legislação para proteger os direitos dos animais e da natureza. A consciência ecológica. O trabalho das associações de protecção de cães, gatos, e outros animais, estará em destaque – beneficiada? É bem possível.
...
Não esqueçamos que Saturno e Júpiter são ambos planetas sociais, portanto com reflexo sobre a legislação, e que Saturno em Sagitário vai legislar sobre aquilo que Júpiter traga à sua atenção.
Talvez seja interessante saber, também, que Virgem rege os intestinos e Júpiter o fígado.
- às vezes, problemas nos intestinos têm como contraparte psicológica a dificuldade em aprender com as experiências da vida, isto é, a capacidade de retirar de tudo o que é experienciado ("engolido") o que é importante (a aprendizagem, é evidente, e esta exige humildade - um dos dons de Virgem) e deixar o resto ir. Senão, parece que temos que estar sempre a vivenciar as mesmas experiências (mesmo que em circunstâncias, e com personagens, diferentes, mas sempre a mesma experiência) até aprendermos o necessário - ou o suficiente -
E o fígado? Bem, o fígado tem dezenas de funções. Mas para o que nos importa mais aqui e agora, é saber que além de eliminar toxinas do sangue, e produzir bílis para ajudar a digerir a comida, o fígado transforma em energia o que comemos e bebemos. É, por isso, este orgão (regido por Júpiter) o que mais se ressente de todos os excessos cometidos - e se há "pecado" que possamos atribuir a Júpiter, é o da gula (mais, maior, melhor, mais, mais, mais...)
Então com Júpiter a transitar em Virgem, há esta magnífica janela de oportunidade ao nosso dispor: a de sermos mais discriminativos quer com os nossos hábitos, excessos e mecanismos de compensação, quer com os próprios nutrientes que ingerimos e de que nos fazemos (nós somos - também - aquilo que comemos, lembra-se?)
E pense por um instante naquilo com que procura (ou tem procurado, porque há sempre esperança) alimentar-se: relações, objectos, status, reconhecimento, dinheiro, emoções, experiências... pense na qualidade "nutritiva" desses "alimentos": está satisfeito com as suas escolhas? Servem? Nutrem? Alimentam? Fornecem a energia correcta, e na quantidade necessária, para @ apoiar na sua Jornada?
...
Afinal, para que é que você haveria de querer um Júpiter a passar em Virgem, a não ser para repôr a verdade em todas estas dinâmicas da sua vida?
Não se admire de começar a ouvir falar cada vez mais da importância destas coisas. Gluten, doença celíaca, intolerâncias, alergias, irritações do cólon, obstipação, descobertas e avanços no tratamento do cancro do cólon e dos intestinos, etc. etc. etc.
Ainda recentemente, saiu um livro - sinal dos tempos - chamado, creio, "A vida secreta dos intestinos", em que estes são descritos como o segundo cérebro que temos no corpo. Aliás, basta ver a sua forma tremendamente parecida com as circunvoluções do cérebro, para imaginarmos que partilhem de princípios idênticos, por uma espécie de "ressonância" de forma.
...
O que ocupa lugar, seguramente, é a quantidade de merda que você tem para liberar.
sexta-feira, 2 de outubro de 2015
................................possibilidade de escolher
Um alimento indispensável à alma humana é a liberdade.
A liberdade, no sentido concreto do termo, consiste na possibilidade de escolher.
Trata-se, bem entendido, de uma possibilidade real.
Onde quer que haja vida em comum, torna-se inevitável as regras, impostas pela utilidade comum, limitem as possibilidades de escolha.
Mas a liberdade não é maior ou menor consoante os limites sejam mais ou menos restritos ou mais vastos.
A sua plenitude não tem lugar em condições tão facilmente mensuráveis.
Nestas condições, a liberdade dos homens de boa vontade, embora de facto limitada, é total na sua consciência.
Aqueles a quem falta boa vontade ou que permanecem sempre infantis nunca são livres em nenhum estado da sociedade.
Simone Weil
in, O Enraizamento
Onde está tua coragem?
Não vais acreditar.
Mas tu cabias aqui.
Eu segurava em ti e dizia:
“Este menino vai ser o melhor menino do mundo.
Este menino vai ser melhor do que qualquer um que conhecemos.”.
E tu cresceste bom, maravilhoso.
Depois, chegou a hora de seres adulto e conquistares o mundo.
E conquistas-te.
Mas nalgum ponto desse percurso, tu mudaste.
Paraste de ser tu mesmo
Deixas as pessoas colocarem o dedo na tua cara
E dizerem que tu não és bom
E quando as coisas ficam difíceis
Tu começas a procurar algo para culpar
Como uma grande sombra.
Deixa-me dizer-te algo que tu já sabes...
O mundo não é um mar de rosas
É um lugar sujo, cruel
E não importa o quanto durão tu és
Ele vai quebrar-te e deixar-te de joelhos
E vai-te manter assim permanentemente se tu deixares.
Tu, eu e ninguém
Ninguém te vai bater tão duro quanto a vida!
Mas não se trata de como tu bates forte.
É o quanto tu consegues apanhar, e seguir em frente.
É o quanto tu consegues aguentar, e continuar a tentar!
É ASSIM QUE A VITÓRIA É CONQUISTADA!
Porque se tu desejas passar pelos desafios que tu precisas enfrentar, para chegar onde tu queres chegar, quem tem o direito de te parar?
Quero dizer, talvez alguns de vocês tenham algo que nunca terminaram
Algo que vocês gostariam de fazer, algo que vocês nunca disseram para ninguém,
Alguma coisa!
E vocês disseram NÃO, mesmo quando não devem nada a ninguém.
Quem tem o direito de te dizer isso?
Quem? NINGUÉM!
É o teu direito de ouvir o teu coração e ninguém tem o direito de te dizer NÃO!
Depois de ganhares o direito de estar onde tu queres estar, e de fazer o que tu queres fazer!
Agora, se tu sabes o que vale a pena, então vai e CONSEGUE o que vale a pena para ti!
Mas tu tens que estar disposto a receber os GOLPES, e não apontar os dedos, dizeres que tu não estás onde queres por causa "daquele", "daquela' ou de qualquer um!
Só covardes fazem isso, e tu não és um!
Tu és melhor do que isto!
Rocky Balboa
(Discurso do filme Rocky Balboa para o seu filho)
Audio:
Rocky Balboa (Sylvester Stallone),
Any Given Sunday (Al Pacino),
Coach Carter (Rick Gonzalez),
The Great Dictator (Charlie Chaplin),
Will Smith,
Eric Thomas,
Arnold Schwarzenegger,
Michael Jordan,
Derrick Rose,
Ray Lewis,
Muhammad Ali.
E agora, a história verídica do actor, Sylvester Stallone:
Seu nome é Sylvester Stallone. Um lutador em todos os sentidos da palavra.
Nasceu com uma paralisia facial o que lhe rendeu apelidos e bullying na infância. Num ponto da sua vida estava tão pobre que roubou as poucas jóias que a sua mulher tinha e as vendeu. As coisas ficaram tão más que ele acabou a morar na rua.
Sim, ele dormiu na estação de autocarros de Nova York por 3 dias.
Incapaz de pagar aluguer ou comprar comida. O fundo do poço chegou quando ele teve de vender o seu cachorro numa loja de bebida para um estranho qualquer pois não tinha dinheiro para alimenta-lo. Ele vendeu-o por $25, entregou o seu cachorro e saiu a chorar.
Duas semanas depois ele viu uma luta de boxe entre Mohammed Ali e Chuck Wepner e essa luta o inspirou a escrever o roteiro de ROCKY.
Ele escreveu o roteiro durante 20 horas seguidas!
Tentou vendê-lo e recebeu a oferta de $125.000, mas tinha apenas UM PEDIDO. Ele queria ESTRELAR no filme como o personagem principal ROCKY, mas o estúdio disse NÃO.
Eles queriam uma "estrela" de verdade.
Disseram que ele "tinha um rosto engraçado e falava engraçado".
Ele saiu com seu roteiro.
Depois de algumas semanas o estúdio ofereceu $250,000, ele recusou, então ofereceram $350,000, e ele ainda recusou. Queriam o seu filme mas não o queriam. Ele disse NÃO! Eu tenho que estar nesse filme.
Depois de um tempo o estúdio concordou em lhe dar $35,000 pelo roteiro e deixaram-no estrelar o filme. O resto entrou para a história do cinema.
O filme GANHOU prémios de MELHOR FILME, MELHOR DIRECÇÃO, MELHOR EDIÇÃO e o prestigioso OSCAR de MELHOR FILME.
Ele ainda foi nomeado como MELHOR ACTOR!
O filme ROCKY entrou para os registos americanos da indústria de cinema como um dos maiores filmes até então feitos.
E sabem a primeira coisa que ele fez com os $35,000?
COMPROU DE VOLTA O CACHORRO QUE TINHA VENDIDO.
Ficou parado na loja por 3 dias até que o homem voltasse com o seu cachorro.
O homem recusou-se a vende-lo mesmo por $100, Stallone então ofereceu $500, ele recusou. Ele então ofereceu $1.000. Acreditem ou não, Stallone teve de pagar $15.000 pelo mesmo cachorro que ele vendera por $25.
O mesmo Stallone que morou na rua, que vendeu o seu cachorro pois não podia alimentá-lo, é um dos maiores ícones do cinema mundial hoje.
E ele mesmo diz...
"Não ter dinheiro é mau, MUITO MAU.
A vida não será fácil.
Oportunidades vão passar-vos ao lado, por não serem ninguém.
As pessoas vão querer o vosso produto, mas não vão querer VOCÊS.
É um mundo cruel.
Se vocês ainda não são famosos, ou ricos, ou bem conectados, vocês vão achar ainda mais difícil. Portas se fecharão.
As pessoas roubarão a vossa glória e esmagarão a vossa esperança.
Vocês vão esforçar-se, esforçar-se muito, e nada acontecerá.
Então, quando estiverem desolados, enfraquecidos, pobres, vocês aceitarão trabalhos que não vos completam, por sobrevivência. Quem sabe, podem até acabar a dormir na rua.
Mas, NUNCA deixem que destruam os vossos sonhos.
Seja o que for que aconteça, CONTINUEM A SONHAR, mesmo quando esmagarem a vossa esperança CONTINUEM A SONHAR, mesmo quando vos deixarem sozinhos CONTINUEM A SONHAR.
Ninguém sabe do que tu és capaz a não ser tu mesmo.
Enquanto estiveres vivo, a tua história ainda não acabou."
~ Sylvester Stallone
Putz...agora fiquei com o coração pequenino...
Assim é, infelizmente!
É a minha realidade...inclusive a parte de dormir na rua...
A vida dá cada volta...
Quando se decide saltar para o abismo, em prol de um sonho, o mais provável é que as coisas corram mal. As pessoas não acreditam em nós, no nosso potencial. Acreditam no produto, mas sem nos incluir a nós. E aí temos de decidir: cair na pobreza e no desespero, ou contentarmo-nos com as migalhas que nos derem. E quem decide o tudo ou nada, como eu decidi, acaba sem nada, na pobreza, por muito tempo.
Só se acreditarmos muito no nosso sonho é que conseguimos sobreviver.
E nessa fase, temos de fazer os trabalhos que mais nos custam e que não nos preenchem em nada, muito pelo contrário, só nos fazem sentir humilhados.
Tudo para não passar fome, não nos prostituirmos, nem fazer algo de ilegal.
E o tempo passa, e nada acontece, mas continuamos a lutar!
Até que chega uma altura em que já não se tem nada a perder!
A partir dali só há caminho para cima, porque já não podemos descer mais.
E aí, aguentamos o que for, durante o tempo que for.
Porque, a única coisa que importa é realizar o nosso sonho!
A razão de estarmos ali.
E o tempo passa, e nada acontece...mas continuamos a lutar!
Até que um dia, alguém decide apostar no nosso produto e em nós!!!
E tudo se abre, tudo acontece!
E o sonho realiza-se!
Maior do que alguma vez sonhámos!
Onde andas a semear?
Não nos passaria pela cabeça
investir numa terra assim,
certo?
Às vezes temos que ter a consciência de que, por mais que gostássemos que "aquele" jardim florisse, que aquela terra tivesse vida para nós e nos devolvesse o mesmo amor que lhe damos, ela simplesmente não tem... não consegue....e é nessas alturas, quando reconhecemos que o nosso esforço é em vão que é tão importante saber abrir mão, desistir, render-nos à realidade e saber simplesmente fluir rumo a uma terra mais fértil, e que esteja receptiva ao amor e dedicação que temos para lhe dar...
Já analisaste a terra onde andas a semear?
Vera Luz
quinta-feira, 1 de outubro de 2015
Para ti
que desfolhei a chuva
para ti soltei o perfume da terra
toquei no nada
e para ti foi tudo
Para ti criei todas as palavras
e todas me faltaram
no minuto em que talhei
o sabor do sempre
Para ti dei voz
às minhas mãos
abri os gomos do tempo
assaltei o mundo
e pensei que tudo estava em nós
nesse doce engano
de tudo sermos donos
sem nada termos
simplesmente porque era de noite
e não dormíamos
eu descia em teu peito
para me procurar
e antes que a escuridão
nos cingisse a cintura
ficávamos nos olhos
vivendo de um só
amando de uma só vida
Mia Couto
in, Raiz de Orvalho e Outros Poemas
........................um corpo em erupção
A Mulher
é dona de um corpo em erupção,
com seus sentimentos,
emoções,
calor
e amor.
Sabemos o que queremos e aonde queremos chegar, metades para nós não interessam, gostamos de intensidade, de explosão....
Queremos colocar a nossa alma para fora e bailar junto com ela.
Se queres apenas uma Mãe, tu a terás, mas se queres a Mulher como um TODO, tu te realizarás !
Sabemos subir as montanhas e nadar nos mares mais profundos... apenas não nos impeças de sermos nós...
Se ao teu lado pudermos ser quem somos, juntos compartilharemos os melhores momentos.
Somos bicho soltos, somos fêmeas que correm pelas planícies, pelas suas crias, pelo seu amor... Vivemos e nos nutrimos de amor, apenas deixa-nos manter acesa essa chama.
A Mulher conhecedora de si, sabe do seu uivo, conhece o seu gozo e cada parte do seu corpo... deixa que ela te mostre o caminho...
Ninguém nasce a saber nada, permite-te descobrir as sensações e as delicadezas de um corpo feminino...
Apesar de termos o mesmo formato, não somos todas iguais, e nem todos os dias estamos iguais....
Permite-te descobrir que a mulher não goza só pela sua Yoni....
Essa parte do seu corpo tão sagrado, é um portal para adentrar-se na alma da mulher.
A nossa yoni é a extensão do nosso coração...
Gozamos com as nossas sensações, com os nossos sentimentos, com as nossas emoções, e principalmente, com o nosso grito de Liberdade !
Carol Shanti
Como lidar com os desejos e a tristeza
Identificados com a insegurança
que por momentos toma conta da mente,
às vezes pensamos coisas como
“será que vou realizar meus desejos?
Será que vou conseguir conquistar o que preciso
para me sentir seguro?”
O problema é que este tipo de padrão mental de ansiedade
torna-se uma verdadeira prisão,
um feitiço que nos impede o crescimento
e nos tolhe a liberdade.
Quando não conseguimos o que desejamos, a tristeza se apresenta, como uma sombra que nos tira o sossego.
Realmente, não precisamos fazer nada em relação aos desejos e à eventual tristeza que possa surgir quando não conseguimos satisfazê-los. Compreender e aceitar que os desejos são naturais e fazem parte da ordem psicológica é o primeiro passo para se libertar da frustração que possa derivar deles.
O segundo passo é entender que a felicidade não se realiza satisfazendo os desejos, muito embora não haja nada de errado em desejar. O erro está em achar que a felicidade possa derivar da realização dos desejos.
Em relação à tristeza e às demais emoções, tampouco precisamos fazer nada, a não ser apreciar o facto de que elas vem e vão, como nuvens no céu. Não há nada de errado em relação ao facto de, ocasionalmente, a gente acordar triste ou ter um momento de melancolia. Isso faz parte da ordem emocional, que é perfeita dentro do que ela é.
Aceitando isso, podemos, por exemplo, apreciar desde a tristeza uma música que sirva como veículo para ela. Assim, ao invés de negá-la, damos uma expressão construtiva para ela e a usamos positivamente, em nosso benefício.
A vida como ela é.
Para ter uma apreciação objectiva dessa situação, precisamos compreender a dinâmica da vida. As coisas vêm e vão constantemente: essa é a lei da natureza. É preciso reconhecer que nada daquilo que chamamos nosso é realmente nosso.
Podemos dizer “este é meu cabelo”.
Não obstante, quando o cabelo decide que está na hora de cair, não há nada que possamos fazer para que ele permaneça preso à cabeça. Consequentemente, não podemos dizer que ele seja realmente nosso.
O mesmo é verdadeiro em relação à memória, ao vigor e à resistência física. Quando estas capacidades começam a desaparecer com a idade, não há nada que possamos fazer para conservá-las. Nenhum desses elementos ou faculdades, objectivamente falando são nossos de facto.
Portanto, não nos podemos afirmar como donos de nada.
Isto é o que poderíamos chamar de olhar desapegado e objectivo em relação ao corpo/mente, o que não significa ser descuidado, impiedoso ou irresponsável com ele.
Felizmente existe uma técnica para livrar-se do feitiço, da influência que as crenças limitantes têm sobre nós. A técnica consiste em apreciar objetiva e desapegadamente a justiça inerente e a perfeição presente nas leis da natureza.
O apego e a identificação com aquilo que considero meu, e a tristeza que se segue quando perco o meu são consequências da ignorância existencial. Então, “perfeição na acção”, como ensina a Bhagavad Gita, significa desligar-se da tristeza e as demais formas que o sofrimento assume, através da compreensão daquilo que verdadeiramente sou.
Esse é o verdadeiro sentido do Yoga:
União com o que se é, e separação daquilo que não se é.
A natureza como ela é.
Não é possível separar-se da sua própria natureza.
Por exemplo, quando a água está quente, esse calor não é da natureza da água.
Ele só acontece na água quando ela está associada com o fogo. A água pode desassociar-se da natureza do calor, mas o fogo não. A natureza do fogo é o calor.
É impossível renunciar àquilo que é natural para si mesmo.
Não posso me queixar daquilo que é natural em mim. A minha temperatura é de 36,5 graus. Mas isso não me incomoda, pois é a natureza do meu corpo. Quando o corpo se aquece um pouco mais, me sinto impaciente e desconfortável e quero me livrar desse desconforto.
Se a tristeza fosse mesmo a minha real natureza, eu não poderia nem deveria desistir dela.
No entanto, todos queremos ver a tristeza bem longe, mas ninguém quer se livrar da felicidade ou da alegria. Porque isso acontece? Porque lá no fundo, você tem a certeza de que a tristeza não é natural e a convicção de que a felicidade lhe é natural sim.
Você age no mundo e recebe os frutos das suas acções.
Às vezes, esses frutos são vistos como desejáveis, outras vezes como indesejáveis.
As experiências vêm e vão, na vida de todos.
Isso apenas acontece, independentemente de sermos cientes ou não. Até mesmo os sábios vivem adversidades, mas eles sabem como enfrentá-las, pois têm a capacidade de olhar para as coisas objectivamente, engajados na apreciação da verdade.
Sem o entendimento adequado, os meios se tornam o fim, e o fim, que é a plenitude, se perde de vista. Nessa situação, o mais provável que aconteça é que, dominado por um feitiço, por uma crença, eu acabe fazendo acções que irão posteriormente trazer resultados indesejáveis, para mim mesmo e para os demais. Agir dominado pelo desejo ou pelas emoções é arriscado.
Eu, como sou.
É bom lembrarmos que já somos toda a felicidade que procuramos.
As limitações do corpo/mente são restritas ao corpo/mente, e pertencem unicamente a ele.
Não são nossas, no sentido de que o Eu não tem posses de nenhum tipo. O Eu apenas é. Fisicamente somos limitados: em termos de força, resistência, longevidade ou tamanho.
Intelectualmente, temos igualmente capacidades limitadas: não conseguimos memorizar os números de telefone de todos nossos amigos, não vencemos o nosso computador num simples jogo de xadrez, não falamos mais do que um punhado de línguas e, às vezes, nem sequer lembramos o que comemos ontem.
Agora, o Eu, está muito além das limitações físicas ou intelectuais que possam estar associadas a ele. O facto de não saber falar polinésio ou não compreender os corolários da teoria da relatividade são limitações inerentes ao intelecto, não ao Eu.
Isso não nos torna limitados. O Eu que você é, está além dessas limitações.
Quem é este Eu?
Aquele que pode ser apreciado, não com os olhos do rosto, não com a mente, mas com a Consciência.
O ensinamento essencial dos Vedas, resumido na afirmação tat tvam’asi, “você é Isso”, ou o ser individual é idêntico ao Ser ilimitado, deve ser compreendido e aceite se quisermos uma vida tranquila, apesar das dificuldades inerentes a qualquer existência humana.
Essa identidade com a plenitude existe e é um facto, apesar da distinção que possamos fazer em termos do sujeito que eu sou e os objectos que aprecio.
A distinção sujeito-objecto não contradiz a não-dualidade, a visão da unidade que permeia todo o ensinamento do Yoga. Este é o conhecimento eterno, sempre significativo e actual, que nos traz inspiração para viver uma vida feliz e plena.
Pedro Kupfer
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