sexta-feira, 10 de julho de 2015

A Lua é a Virgem, a Anciã, a Mulher e a Rainha


Foto: Gustavo Pedro



Estamos no Tempo da Rainha, do Poder Feminino.
O xamanismo é a prática do Sagrado Feminino.
É trabalhar com as energias densas da Mãe Terra e subtilizá-las.
Na verdade todas as mulheres deveriam ser Sacerdotisas Da Lua.
A Lua é a Virgem, a Anciã, a Mulher e a Rainha.
É a Senhora dos nossos sonhos e das nossas emoções.


 Léo Artese

NICK DRAKE Essential Songs





00:00 Day is Done
02:27 From the Morning
04:57 Place to Be
07:42 Pink Moon
09:49 Northern Sky
13:35 River Man
17:56 At the Chime of a City Clock
22:41 Cello Song
27:26 Hazey Jane II
31:13 Things Behind the Sun
35:10 Fly
38:10 The Thoughts of Mary Jane
41:30 Man In a Shed
45:38 Fruit Tree
50:18 One of These Things First
55:10 Time Has Told Me

quinta-feira, 9 de julho de 2015

Homem Poeta



"A primeira função do homem poeta é a descoberta do verdadeiro significado do seu eu.
O poeta tem de se conhecer a si mesmo, tem de desvendar a sua alma "inteira". 
Não é do eu individual que se trata, nesta procura, (os que ficam por aí são os limitados autores a que Rimbaud chama"egoísta", que não ultrapassam o domínio do ego) trata-se da imensidade da alma, de pôr a descoberto e percorrer os seus mais longínquos limites, os mais profundos conteúdos, nem que para isso haja que a desregrar, desequilibrar, tornar mesmo monstruosa. 

Ser "vidente", fazer-se "vidente" de todas as maneiras, para chegar a ser conhecedor de si mesmo, da "alma universal".
Na alma reside o mistério. 
E vale a pena pagar todos os preços, mesmo o do crime, mesmo o da loucura, para se chegar a ele.
Desvendar o mistério é chegar ao "desconhecido", e poder contemplá-lo e exprimi-lo é a suprema realização. 
O além ("là-bas") é o verdadeiro domínio do poeta, e a formalização dos conteúdos desse além a sua verdadeira missão. (...)"

Yvette Kace Centeno

.................questões pendentes



Estes últimos 3 anos serviram para nos mostrar onde, com quem, de que maneira e como ainda temos questões penduradas que nos estão a saturar e a condicionar. Todos nós, em alguma área da nossa vida, ansiamos por algum tipo de mudança radical que nos traga a paz ou a felicidade que ansiamos.
É aquela parte de nós que ainda se projecta no exterior em alguém difícil, em algum evento doloroso, numa qualquer experiência que simplesmente não flui, culpando tudo isso de causar essa dificuldade.

Levamos tempo a perceber e a aceitar que o desafio exterior é precisamente a prova que precisamos superar, o preço que precisamos pagar para alcançar essa paz e felicidade.
Devido a essa ignorância, fechamos a porta aos desafios e escondemo-nos em ilusórias zonas de conforto.

Obviamente que ela será impossível de manter pois o Universo virá regularmente bater à porta com o convite de evolução...
Porque o ser humano é resistente por natureza, porque levamos tempo a perceber o propósito desses convites, tendemos a adiar esses chamamentos.

Infelizmente só mesmo a dor, o sofrimento e o desespero nos fará ver que esses chamados à aventura, são a oportunidade de subir mais um estágio no nosso auto conhecimento e a vida a relembrar-nos que merecemos muito mais do que o que temos.

Reconheço que aceitar esse desafio e atravessar essa porta pode ser dos momentos mais assustadores das nossas vidas.

Quando não sabemos que são convites de crescimento e lhes resistimos, acabamos por definhar e sofrer uma morte lenta.
Quando os vemos como oportunidades de ir mais longe e de confiar na vida, o Universo bate palmas e recompensa da melhor maneira..

Este Verão está cheiooooooooooooo destes convites!
Aproveitem
Vera Luz 



Energéticamente, está muito tenso!
Um verão cheio de Planetas Retrógrados, oposições e quadraturas.
SOL/URANO/PLUTÃO
MARTE/PLUTÃO/URANO
Até Setembro está explosivo...

Estratégias de manipulação mediática, por Noam Chomsky



1. A estratégia da distracção. 
O elemento primordial do controle social é a estratégia da distracção, que consiste em desviar a atenção do público dos problemas importantes e das mudanças decididas pelas elites políticas e económicas, mediante a técnica do dilúvio ou inundação de contínuas distracções e de informações insignificantes. A estratégia da distracção é igualmente indispensável para impedir que o público se interesse pelos conhecimentos essenciais, na área da ciência, da economia, da psicologia, da neurobiologia e da cibernética. “Manter a atenção do público distraída, longe dos verdadeiros problemas sociais, presa a temas sem importância real. Manter o público ocupado, ocupado, ocupado; sem nenhum tempo para pensar; de volta à quinta com outros animais (citação do texto “Armas silenciosas para guerras tranquilas”).

2. Criar problemas e depois oferecer soluções. 
Esse método também é denominado “problema-reacção-solução”. Cria-se um problema, uma “situação” prevista para causar certa reacção no público a fim de que este seja o mandante das medidas que desejam que sejam aceites. Por exemplo: deixar que se desenvolva ou intensifique a violência urbana, ou organizar atentados sangrentos, a fim de que o público seja quem pede leis de segurança e políticas em prejuízo da liberdade. Ou também: criar uma crise económica para forçar a aceitação, como um mal menor, do retrocesso dos direitos sociais e o desmantelamento dos serviços púbicos.

3. A estratégia da gradualidade.
Para fazer com que uma medida inaceitável passe a ser aceita basta aplicá-la gradualmente, a conta-gotas, por anos consecutivos. Dessa maneira, condições sócio-económicas radicalmente novas (neoliberalismo) foram impostas durante as décadas de 1980 e 1990. Estado mínimo, privatizações, precariedade, flexibilidade, desemprego em massa, salários que já não asseguram ingressos decentes, tantas mudanças que teriam provocado uma revolução se tivessem sido aplicadas de uma só vez.

4. A estratégia do diferimento. 
Outra maneira de forçar a aceitação de uma decisão impopular é a de apresentá-la como “dolorosa e desnecessária”, obtendo a aceitação pública, no momento, para uma aplicação futura. É mais fácil aceitar um sacrifício futuro do que um sacríficio imediato. Primeiro, porque o esforço não é empregue imediatamente. Logo, porque o público, a massa, tem sempre a tendência a esperar ingenuamente que “tudo irá melhorar amanhã” e que o sacrifício exigido poderá ser evitado. Isso dá mais tempo ao público para acostumar-se à ideia de mudança e de aceitá-la com resignação quando chegue o momento.

5. Dirigir-se ao público como se fossem menores de idade. 
A maior parte da publicidade dirigida ao grande público utiliza discursos, argumentos, personagens e entoação particularmente infantis, muitas vezes próximos à debilidade mental, como se o espectador fosse uma pessoa menor de idade ou portador de distúrbios mentais. Quanto mais tentem enganar o espectador, mais tendem a adoptar um tom infantilizante. Por quê? “Se alguém se dirige a uma pessoa como se ela tivesse 12 anos ou menos, em razão de factores de sugestão, então, provavelmente, ela terá uma resposta ou reacção também desprovida de um sentido crítico (ver “Armas silenciosas para guerras tranquilas”)”.

6. Utilizar o aspecto emocional mais do que a reflexão. 
Fazer uso do aspecto emocional é uma técnica clássica para causar um curto circuito na análise racional e, finalmente, ao sentido crítico dos indivíduos. Por outro lado, a utilização do registo emocional permite abrir a porta de acesso ao inconsciente para implantar ou enxertar ideias, desejos, medos e temores, compulsões ou induzir comportamentos…

7. Manter o público na ignorância e na mediocridade.
Fazer com que o público seja incapaz de compreender as tecnologias e os métodos utilizados para seu controle e sua escravidão. “A qualidade da educação dada às classes sociais menos favorecidas deve ser a mais pobre e medíocre possível, de forma que a distância da ignorância que planeia entre as classes menos favorecidas e as classes mais favorecidas seja e permaneça impossível de alcançar (ver “Armas silenciosas para guerras tranquilas”).

8. Estimular o público a ser complacente com a mediocridade. 
Levar o público a crer que é moda o facto de ser estúpido, vulgar e inculto.

9. Reforçar a autoculpabilidade. 
Fazer as pessoas acreditarem que são culpadas por sua própria desgraça, devido à pouca inteligência, por falta de capacidade ou de esforços. Assim, em vez de revoltar-se contra o sistema económico, o indivíduo se auto-desvaloriza e se culpabiliza, o que gera um estado depressivo, cujo um dos efeitos é a inibição de agir. E sem acção, não há revolução!

10. Conhecer os indivíduos melhor do que eles mesmos se conhecem. 
No transcurso dos últimos 50 anos, os avanços acelerados da ciência gerou uma brecha crescente entre os conhecimentos do público e os possuídos e utilizados pelas elites dominantes. Graças à biologia, à neurobiologia e à psicologia aplicada, o “sistema” tem desfrutado de um conhecimento e avançado do ser humano, tanto no aspecto físico quanto no psicológico. O sistema conseguiu conhecer melhor o indivíduo comum do que ele a si mesmo. Isso significa que, na maioria dos casos, o sistema exerce um controle maior e um grande poder sobre os indivíduos, maior do que o dos indivíduos sobre si mesmos.



quarta-feira, 8 de julho de 2015

A Vida



"A vida ri-se das previsões 
e põe palavras onde imaginámos silêncios, 
e súbitos regressos 
quando pensámos que não voltaríamos a encontrar-nos." 

José Saramago

............ nacionalista e liberal



"Fui sempre, e através de quantas flutuações houvesse, por hesitação de inteligência crítica, em meu espírito, nacionalista e liberal: nacionalista - quer dizer, crente no País como alma e não como simples nação; liberal - quer dizer, crente na existência, de origem divina, da alma humana, e da inviolabilidade da sua consciência, em si mesma e em suas manifestações.

Por isso me foram sempre origem de repugnância e asco todas as formas de internacionalismo que são três: a Igreja de Roma, a Finança Internacional e o Comunismo."

Fernando Pessoa

Cailleach



Ceann Caillí ('Cabeça de bruxa'), a ponta mais a sul das Falésias de Moher, no Condado de Clare. Uma das múltiplas localidades cujo nome é ligado a Cailleach.

Cailleach, também conhecida como Cailleach Bheur , é uma figura mitológica, possivelmente uma divindade ancestral, celta, sobretudo na Escócia e na Gália Céltica, bem como no panteão celta da Inglaterra (onde é conhecida como Black Anis), no irlandês e no da Cornualha.

A sua função seria a de proteger todos os animais no Inverno e no Outono e cuidar da natureza, embora se acredite também que era "em si" o espírito do Inverno, que não permitia que a natureza se desenvolvesse livremente. Os irlandeses consideravam-na uma deidade primariamente benéfica, protectora do gado, enquanto os ingleses lhe outorgavam uma atitude maléfica. Os gauleses veneravam-na como a deusa-fada da sabedoria, e os escoceses consideravam-na apenas como uma deidade do Inverno, sem lhe adjudicarem qualquer carácter adicional.

O significado completo do nome Cailleach Bheur, em todas as suas variantes, poderia ser "a anciã com véu que habita em Beara".

terça-feira, 7 de julho de 2015

.......... não me ames ainda



"Do Amor nada quero agora. 
Ele que me bata à porta noutro dia qualquer. 
Mas a paixão... sem a paixão eu não sei viver. 
Porque o meu sangue precisa de ferver para correr mais vivo. 
E a minha alma precisa do arrepio profundo para acordar mais forte. 
São os descompassos desta loucura que me fazem sentir sã. 
E são as intermitências deste sentir intenso que me alimentam o ser. 
Por isso... não me ames ainda." 

Marla de Queirós

Obrigada...ou Grata?



O sentido de obrigada, como fórmula de agradecimento, é literal.
A palavra, inicialmente um adjectivo, ganha neste caso uma autonomia de interjeição.
Perde-se na memória colectiva a construção que a levou a ser empregada em tal papel.

O particípio do verbo obrigar (do latim obligare, “ligar por todos os lados, ligar moralmente”) expressa o reconhecimento de uma dívida entre quem recebe um favor ou gentileza e quem o faz – ambos, dessa forma, ligados, atados, presos por um laço moral.

Sendo assim, a origem da palavra "obrigada" como forma de agradecimento vem do latim obligatus, particípio do verbo obligare, ligar, amarrar. 
É a forma abreviada da expressão fico-lhe obrigado, ou seja, fico-lhe ligado pelo favor que me fez.

A frase completa seria “fico-lhe obrigado”, ou seja, “passo, a partir deste momento, a ser seu devedor”. 

Na linguagem jurídica, obrigado é também um substantivo que significa “sujeito passivo de uma obrigação”, isto é, de uma dívida ou outro compromisso contratual.
Quando nos tornamos devedores de outrem por um serviço que nos foi prestado, criamos um elo, mesmo que seja momentâneo.

Outra questão se pode colocar:
A velha dúvida - Obrigada ou Obrigado?
Se obrigado é um adjectivo, exige que se apliquem a ele as flexões cabíveis de número e género no feminino. O papel de adjectivo, tem-se vindo a perder na palavra quando a empregamos com o sentido de “grato”.
Hoje o termo costuma ser usado como interjeição, o que torna natural que seja compreendido como invariável. Aquilo que de certo ponto de vista é um erro indiscutível também pode ser encarado como uma mutação linguística em curso.

Já a gratidão vem do latim “gratia”, que significa literalmente graça, ou gratus, que se traduz como agradável. Significa reconhecimento agradável por tudo quanto se recebe ou lhe é reconhecido.
É uma emoção, que envolve um sentimento e portanto, não há obrigações, ligações ou amarrações.


Sérgio Rodrigues

Nenhum Olhar



“Nenhum olhar”, o romance de José Luís Peixoto, foi publicado pela primeira vez em 2000.
Com ele, o escritor venceu o Prémio Literário José Saramago, 2001.
Com ele alcançou o reconhecimento internacional.
Foi o primeiro livro dele que li...está todo sublinhado, cheio de notas...
O romance acontece numa vila alentejana, onde ouvimos homens e mulheres a falar sobre a vida, a morte e a passagem do tempo. E ali, as vidas são duras.
Na altura, uma amiga ficou chocada com o estado do livro.
Disse-me que tinha profanado o livro.
Opiniões...
Tenho outros livros dele no mesmo estado, como é o caso do livro "Uma casa na escuridão".
Eu não consigo ler de outra forma...excepto a poesia...essa não faço nem um risco, só dobro a ponta da folha para reler mais tarde.

O livro começa assim:

Hoje o tempo não me enganou.
Não se conhece uma aragem na tarde.
O ar queima, como se fosse um bafo quente de lume, e não ar simples de respirar, como se a tarde não quisesse já morrer e começasse aqui a hora do calor.
Não há nuvens, há riscos brancos, muito finos, desfiados de nuvens. E o céu, daqui, parece fresco, parece a água limpa de um açude. Penso:
Talvez o céu seja um mar de água doce e talvez a gente não ande debaixo do céu mas em cima dele; talvez a gente veja as coisas ao contrário e a terra seja como um céu e quando a gente morre, quando a gente morre, talvez a gente caia e se afunde no céu…

E termina assim:

O mundo acabou.
E não ficou nada.
Nem as certezas. Nem as sombras. Nem as cinzas. Nem os gestos. Nem as palavras. Nem o amor. Nem o lume. Nem o céu. Nem os caminhos. Nem o passado. Nem as ideias. Nem o fumo.
O mundo acabou. E não ficou nada.
Nenhum sorriso. Nenhum pensamento. Nenhuma esperança. Nem consolo. Nenhum olhar.

segunda-feira, 6 de julho de 2015

................ligação que transcende tudo



“Existem pessoas com as quais temos uma ligação que transcende tudo aquilo que compreendemos. Não sabemos, nem conseguimos explicar a razão por que a sentimos, porque senti-la é tão natural como se sempre tivesse sido nossa.
É por isso que uma ligação é muito mais do que uma mera relação.
Uma ligação é um estado de alma, uma cadência sem palavras ou regras, uma linguagem entre dois corações convertida em oração.
Mas uma ligação é também uma linha tangível entre o que é e aquilo que nunca se acreditou vir a sentir, uma linha que une aquilo que nunca deixou de estar unido.
Nada do que vem do céu pode ser desfeito. Nada daquilo que tem um cunho divino pode ser ignorado. Por tal razão, tudo aquilo que une é abençoado, como tudo aquilo que liga não faz mais do que juntar aqui em baixo aquilo que o céu já cuidou de juntar há muito tempo lá em cima.”

José Micard Teixeira


E esta LIGAÇÃO, não se sente apenas em relacionamentos amorosos...mas também em amizades que se sentem e não se explicam...mesmo a milhas de distância, elas são sentidas como se estivessem juntas todos os dias...

O amor é isto...o Sexo é aquilo



Tanto que se fala sobre o Amor...
Como se fosse possível definir o Amor...

Eu falo por mim, que ao longo destes 41 anos, o amor tem sido de tantas formas e feitios, sentido por mim de formas tão diferentes.

E claro...não falo só sobre o amor de uma mulher por um homem, mas de tantos outros amores (amigos, animais, família, causas,  etc...)

Para mim, o Amor é só e será sempre o Amor!
Seja um Amor apaixonado com cariz sexual, seja por amigos, seja por pessoas por quem sinto uma ligação de almas, seja por uma causa, seja pelo colectivo, seja pelo cosmos...mas é tudo Amor!
O Amor é Sagrado, em todas as vertentes...


E como diz a Rita Lee, sobre Amor e Sexo:

Amor é um livro
Sexo é esporte
Sexo é escolha
Amor é sorte

Amor é pensamento, teorema
Amor é novela
Sexo é cinema

Sexo é imaginação, fantasia
Amor é prosa
Sexo é poesia

O amor nos torna patéticos
Sexo é uma selva de epiléticos

Amor é cristão
Sexo é pagão
Amor é latifúndio
Sexo é invasão
Amor é divino
Sexo é animal
Amor é bossa nova
Sexo é carnaval

Amor é para sempre
Sexo também
Sexo é do bom...
Amor é do bem...

Amor sem sexo,
É amizade
Sexo sem amor,
É vontade

Amor é um
Sexo é dois
Sexo antes,
Amor depois

Sexo vem dos outros,
E vai embora
Amor vem de nós,
E demora

Amor é cristão
Sexo é pagão
Amor é latifúndio
Sexo é invasão
Amor é divino
Sexo é animal
Amor é bossa nova
Sexo é carnaval

Amor é isso,
Sexo é aquilo
E coisa e tal.
E tal e coisa.

Ah, o amor...
Hum, o sexo...





A letra desta música foi baseada num texto de Arnaldo Jabor sobre Amor e Sexo.
Apesar de não apreciar o que o autor escreve, aqui deixo o texto:


"Sábado, fui andar na praia em busca de inspiração para meu artigo de jornal.
Encontro duas amigas no calçadão do Leblon:
- Teu artigo sobre amor deu o maior auê... – me diz uma delas.
- Aquele das mulheres raspadinhas também... Aliás, que você tem contra as mulheres que barbeiam as partes? – questiona a outra.
- Nada... – respondo. – Acho lindo, mas não consigo deixar de ver ali nas partes dessas moças um bigodinho sexy... não consigo evitar... Penso no bigodinho do Hitler, do Sarney... Lembram um sarneyzinho vertical nas modelos nuas... Por isso, acho que vou escrever ainda sobre sexo...
Uma delas (solteira e lírica) me diz:
- Sexo e amor são a mesma coisa...
A outra (casada e prática) retruca:
- Não são a mesma coisa não...
Sim, não, sim, não, nasceu a doce polêmica ali à beira-mar. Continuei meu cooper e deixei as duas lindas discutindo e bebendo água-de-coco.
E resolvi escrever sobre essa antiga dualidade: sexo e amor.

Comecei perguntando a amigos e amigas. Ninguém sabe direito. As duas categorias trepam, tendendo ou para a hipocrisia ou para o cinismo; ninguém sabe onde a galinha e onde o ovo. Percebo que os mais “subtis” defendem o amor, como algo “superior”. Para os mais práticos, sexo é a única coisa concreta. Assim sendo, meto aqui minhas próprias colheres nesta sopa:

O amor tem jardim, cerca, projecto. O sexo invade tudo isso. Sexo é contra a lei.
O amor depende de nosso desejo, é uma construção que criamos. Sexo não depende de nosso desejo; nosso desejo é que é tomado por ele. Ninguém se masturba por amor. Ninguém sofre de tesão. O sexo é um desejo de apaziguar o amor. O amor é uma espécie de gratidão a posteriori pelos prazeres do sexo.
O amor vem depois, o sexo vem antes. No amor, perdemos a cabeça, deliberadamente. No sexo, a cabeça nos perde. O amor precisa do pensamento.
No sexo, o pensamento atrapalha; só as fantasias ajudam. O amor sonha com uma grande redenção.
O sexo só pensa em proibições: não há fantasias permitidas. O amor é um desejo de atingir a plenitude. Sexo é o desejo de se satisfazer com a finitude. O amor vive da impossibilidade sempre deslizante para a frente.
O sexo é um desejo de acabar com a impossibilidade. O amor pode atrapalhar o sexo. Já o contrário não acontece. Existe amor sem sexo, claro, mas nunca gozam juntos.
Amor é propriedade. Sexo é posse. Amor é a casa; sexo é invasão de domicílio.
Amor é o sonho por um romântico latifúndio; já o sexo é o MST.
O amor é mais narcisista, mesmo quando fala em “doação”. Sexo é mais democrático, mesmo vivendo no egoísmo.
Amor e sexo são como a palavra farmakon em grego: remédio e veneno. Amor pode ser veneno ou remédio. Sexo também – tudo dependendo das posições adoptadas.
Amor é um texto. Sexo é um esporte. Amor não exige a presença do “outro”; o sexo, no mínimo, precisa de uma “mãozinha”.
Certos amores nem precisam de parceiro; florescem até mas sozinhos, na solidão e na loucura. Sexo, não – é mais realista. Nesse sentido, amor é uma busca de ilusão. Sexo é uma bruta vontade de verdade. Amor muitas vezes é uma masturbação. Seco, não. O amor vem de dentro, o sexo vem de fora, o amor vem de nós e demora. O sexo vem dos outros e vai embora.
Amor é bossa nova; sexo é carnaval.
Não somos vítimas do amor, só do sexo. “O sexo é uma selva de epiléticos” ou “O amor, se não for eterno, não era amor” (Nelson Rodrigues).
O amor inventou a alma, a eternidade, a linguagem, a moral. O sexo inventou a moral também do lado de fora de sua jaula, onde ele ruge.
O amor tem algo de ridículo, de patético, principalmente nas grandes paixões. O sexo é mais quieto, como um caubói – quando acaba a valentia, ele vem e come. Eles dizem: “Faça amor, não faça a guerra”. Sexo quer guerra. O ódio mata o amor, mas o ódio pode acender o sexo.
Amor é egoísta; sexo é altruísta. O amor quer superar a morte. No sexo, a morte está ali, nas bocas... O amor fala muito. O sexo grita, geme, ruge, mas não se explica.
O sexo sempre existiu – das cavernas do paraíso até as saunas relax for men. Por outro lado, o amor foi inventado pelos poetas provinciais do século XII e, depois, revitalizado pelo cinema americano da direita cristã.
Amor é literatura. Sexo é cinema. Amor é prosa; sexo é poesia.
Amor é mulher; sexo é homem – o casamento perfeito é do travesti consigo mesmo. O amor domado protege a produção. Sexo selvagem é uma ameaça ao bom funcionamento do mercado. Por isso, a única maneira de controla-lo é programa-lo, como faz a indústria das sacanagens. O mercado programa nossas fantasias.
Não há saunas relax para o amor. No entanto, em todo bordel, finge-se um "amorzinho" para iniciar. O amor está virando um hors-d’oeuvre para o sexo. O amor busca uma certa “grandeza”.
O sexo sonha com as partes baixas. O perigo do sexo é que você pode se apaixonar. O perigo do amor é virar amizade. Com camisinha, há sexo seguro, mas não há camisinha para o amor.
O amor sonha com a pureza. Sexo precisa do pecado.
Amor é o sonho dos solteiros. Sexo, o sonho dos casados.
Sexo precisa da novidade, da surpresa. “O grande amor só se sente no ciúme” (Proust). O grande sexo sente-se como uma tomada de poder.
Amor é de direita. Sexo, de esquerda (ou não, dependendo do momento político. Actualmente, sexo é de direita. Nos anos 60, era o contrário. Sexo era revolucionário e o amor era careta).
E por aí vamos.
Sexo e amor tentam mesmo é nos afastar da morte.
Ou não; sei lá... e-mails de quem souber para o autor."

Arnaldo Jabor


Energy Field



“When your chakras are aligned, you have the most direct access to Source, however you may define Source (within yourself, outside yourself, or both simultaneously).
Just as you hold a glass under the tap so it can be filled, we align with Source by facing into it, turning our attention toward it, and opening our ‘vessel’ in the most direct way possible to receive whatever we are seeking (or whatever Source has in mind).
Aligning with Source should be a regular part of your practice whenever you’re focused on manifestation.”

~ Anodea Judith and Lion Goodman
in, Creating on Purpose


We all know that, belief does not make something real or not real.

I can’t believe gravity to be real or not real. I can’t believe the wifi connecting me to the internet is real or not real. There are a lot of things we can’t see that we can’t use belief to make exist or not exist.

But belief does give us a choice.

We can feel powerless.

We can feel like there’s nothing we can do to effect change in our lives.

Or we can become curious and start investigating what some healthy choices might be in the area of energetic and chakra hygiene.

Truly, the choice is up to each of us.

So, below I am offering 10 signs that can point to the fact that our energy fields and chakras could use some extra love and attention.

1. Feeling overwhelmed easily.

2. Having difficulty making small decisions.

3. Having difficulty having enough money.

4. Having difficulty securing housing.

5. Feeling unsatisfied in relationships.

6. Exhaustion.

7. Finding it impossible to believe in anything.

8. Being uninterested in sex, having fun or creativity.

9. Feeling anxious, stressed or depressed.

10. Not knowing what to do in life.

Yes, these are all very common symptoms.


The simple exercise of pulling in our energy fields closer to our bodies can mitigate some of these negative feelings and sensations.

It does take some practice and intention to learn how to work with our energy field in this way, but I believe it is possible for everyone.

And then there are our chakras.

Our information center processors.

The chakras channel information in and out of our systems. If the chakras are blocked then we have to make all of the decisions on our own without the support of these powerful movers and shakers. And this can be very difficult. And exhausting. And can make it feel like we’re putting in a lot effort into our lives for little result.

Just like the quote at the beginning of the article says.
When the chakras are aligned the glass fills easily.

When the chakras are aligned what we want becomes clear and getting it becomes easy.

I have had this experience happen in my own life many times.

But of course, I have also had the opposite experience of nothing working out. We all have. I have been exhausted, overwhelmed and felt like my life is never going to come together the way I want it to. And actually, I couldn’t even figure out how I wanted it to come together.

This isn’t a sign of failure. It’s just a sign that we’re human. And it just means normal human stuff is happening to us. But when we’re open to working with the energy field and chakras we have many tools at our disposal to move towards towards health, healing and opportunity.

And all it takes is intention.

The intention to care that our energy field and chakras are healthy and supporting us.

Because the external world is simply a reflection of our internal world. And the internal world gets knocked around daily by the circumstances that occur in the external world.

Life is a delicate dance of internal alignment and external circumstances.

And some of this dance is in our control and some of it isn’t.

But here is what I know. The dance goes much smoother if we can just choose to go right to the middle of the dance floor and boogie our hearts out.

And while were in the middle of the dance floor of our life we can send some love and healing to our energy field and chakras.


Ruth Lera

domingo, 5 de julho de 2015

Pentagrama



O Pentagrama é o símbolo da união e da síntese, na medida em que o número dos dedos de uma extremidade corresponde ao número dos nossos sentidos.

O pentagrama tem sido associado, desde muito tempo, ao mistério e à magia. Esse símbolo é, sem dúvida, o mais reconhecido por todos os seguidores do paganismo sendo tão antigo que sua origem é desconhecida. No geral, o pentagrama tem sido utilizado em todas as épocas como talismã.

Dessa maneira, na antiga Mesopotâmia, esse símbolo representava o poder imperial; já para os Pitagóricos, simbolizava a saúde e o conhecimento. Entre os egípcios, o pentagrama possuía relação com as pirâmides, uma vez que representava o útero da Terra.

Na cultura dos Hebreus, o pentagrama representava a verdade e os cinco livros “Pentateuco” (cinco rolos), que tem para os Judeus o nome de Torá: a "lei escrita" revelada por Deus. Não obstante, na Idade Média, esse símbolo representava era o a verdade e a proteção contra os demônios ou maus espíritos. Note que, para os medievais adeptos do cristianismo, o pentagrama era atribuído aos cinco estigmas de Cristo. Por fim, para os Druidas, simbolizava o divino, mais precisamente, a cabeça de Deus; para os Celtas, representava a divindade Morrigham, deusa do Amor e a da Guerra.

Na numerologia, o pentagrama corresponde à soma dos elementos: dois (feminino) e três (masculino). Nesse ínterim, para as correntes esotéricas, o pentagrama é formado por cinco extremidades cercadas por um círculo que representam os cinco elementos: a terra, o ar, o fogo, a água e o espírito.



Para os chineses, o pentagrama representa o ciclo da destruição, a base filosófica da medicina tradicional chinesa. Nesse caso, cada extremidade do pentagrama simboliza um elemento: Terra, Água, Fogo, Madeira e Metal. Cada elemento é gerado pelo outro, por exemplo, a Madeira é gerada pela Terra, o que dará origem a um ciclo de criação. Assim, para que haja o equilíbrio, faz-se necessário a presença de um elemento inibidor, que nesse caso, torna-se seu oposto, ou seja, a Água que inibe o fogo.

Ademais, o Pentagrama aparece na pintura de Leonardo da Vinci (1452-1519), o “Homem de Vitruvio”, que surge dentro de um círculo, demostrando, dessa maneira, o ciclo de todas as coisas. Note que, quando o pentagrama é desenhado dentro de um círculo, sua função é unir todos os aspectos do Ser Humano.

Por fim, o pentagrama também pode simbolizar o Microcosmo, na medida em que representa o símbolo do "Homem de Pitágoras", figurado de braços e pernas abertas, ou seja, disposto em cinco partes em forma de cruz (O Homem Individual). A mesma representação simboliza também o Macrocosmo, o Homem Universal, um símbolo de ordem e perfeição, a Verdade Divina.

O Pentagrama é um símbolo mágico e antigo que significa saúde e conhecimento, além de representar um meio de adquirir o poder divino na terra.
Ele tem sido usado ao longo de décadas em rituais de magia branca para fins benéficos, como: proteção, felicidade, realização e fertilidade.
É sem sobra de dúvida um símbolo que denota a ideia do perfeito.
Para Paracelso, este é um dos símbolos mais poderosos que abre a via do segredo e do sagrado.
Traz na sua essência as energias do fogo, da terra, da água, do ar e do espírito.


in, Dicionário dos Símbolos
Jean Chevalier e Alain Gheerbrant

Soha - Mil Pasos

......................a vivência na Terra



“ É esta terra que me interessa, não os mundos no além em si, 
é uma realização terrestre que eu procuro 
e não uma fuga para os elevados cumes longínquos.” 

Sri Aurobindo



sábado, 4 de julho de 2015

Há doenças piores que as doenças



Há doenças piores que as doenças,
Há dores que não doem, nem na alma
Mas que são dolorosas mais que as outras.
Há angústias sonhadas mais reais
Que as que a vida nos traz, há sensações
Sentidas só com imaginá-las
Que são mais nossas do que a própria vida.
Há tanta cousa que, sem existir,
Existe, existe demoradamente,
E demoradamente é nossa e nós…
Por sobre o verde turvo do amplo rio
Os circunflexos brancos das gaivotas…
Por sobre a alma o adejar inútil
Do que não foi, nem pôde ser, e é tudo.

Dá-me mais vinho, porque a vida é nada. 

Fernando Pessoa

.................as mães




“Os homens querem amor, mas o círculo vicioso da sua” superioridade”, leva-os a produzir mães incapazes de darem verdadeiro amor aos seus filhos.
Isto já é mau que baste.
Mas como as mulheres têm de disfarçar a sua inimizade em relação ao sexo masculino perante si próprias e diante do resto do mundo, justamente por serem tão adaptadas, tais filhos encontram-se numa situação contraditória: as suas mães fingem aceitar os seus filhos, mas na realidade, recusam-nos.”

In, “ A Traição do Eu”
Arno Gruen 

....................o cansaço dos outros




Um amigo dizia-me que estava cansado das exigências de uma relação.
Nem sempre percebo, quando os outros me falam dos seus vários cansaços, ou até de outras coisas que sentem, por isso também não sei se percebi qual era, afinal, o cansaço a que ele se referia.
Porque é dele, não é meu.

Temos esta mania de que somos capazes de vestir a pele dos outros e de sentir o que eles sentem. 
Não somos. 
Mesmo assim, procurei na minha pele o cansaço. Procurei todas as relações que me desgastam ou que sinto que exigem de mim o que acredito que não tenho para dar. Não houve uma só que escapasse!
A relação com a minha mãe, por exemplo. cansa-me ouvi-la a desfiar as doenças e a contar-me das idas ao médico e a pedir-me que dê atenção ao seu sofrimento.
Cansa-me, a relação com o meu pai, quando me faz mil perguntas sobre o que ando ou não ando a fazer, quando parece exigir que eu faça mais e melhor e me diz que tem pena de me sentir tão aquém das minhas capacidades.
Cansa-me, a relação com a minha filha mais velha, ultimamente numa montanha de altos e baixos, ora a rir-se que nem uma histérica, com a música aos gritos, ora a chorar-me nos braços e a perguntar-me "porquê" porquê? porquê?"
Cansa-me, a relação com o meu filho, às vezes tão malcriado que só me apetece dar-lhe tabefes na cara, abaná-lo e perguntar-lhe se acha que a vida é só futebol, obrigá-lo a estudar, pedir-lhe satisfações quando tem negativas nos testes.
Cansa-me, a relação com as duas mais novas. quando uma quer saber, naquele exacto momento, se pode convidar vinte amigos para os anos - que só irá fazer dali a seis meses - e a outra me esgota a paciência, quando demora vinte minutos a engolir um prato de sopa.
Cansa-me, sim, o quotidiano de que também são feitas as relações.
Cansa-me ter de gerir as rotinas, as expectativas, as ilusões e as desilusões, os contratempos, os desacertos, os ritmos...
Cansam-me, acima de tudo, os mil pensamentos que caem, a cada segundo, sem que eu sequer me aperceba.
No fundo, o que mais me cansa é pensar.

Se for honesta, não é a relação com a minha mãe que me cansa, mas a ideia de que é cansativo ter uma mãe sempre a queixar-se e a expectativa de que seria tão bom se parasse. Que descanso seria, se o meu pai nunca mais me perguntasse mais nada, porque só de pensar que vai perguntar, já fico cansada. Se a filha mais velha não andasse aos altos e baixos, e os meus pensamentos aos altos e baixos, aos altos e baixos, aos altos e baixos, cansava-me menos. Se não pensasse que o meu filho devia pensar noutras coisas, não me cansava a pensar nas coisas em que acho que ele devia pensar.

Confuso? Talvez.
Mas reparo que o cansaço, o cansaço maior, vem do que exijo de mim. Que a relação que mais me desgasta, e afinal a única que posso mudar, é a que tenho comigo. Cansa-me, aquele eu que se queixa e que me pede que dê atenção ao seu sofrimento. Cansa-me o eu que me diz que estou aquém das minhas capacidades e que devia fazer muito mais do que faço, cansa-me o eu que vem dar aos meus braços num pranto e que me pergunta "porquê? porquê? porquê?". Cansa-me acreditar que devia pensar noutras coisas e, afinal, pensar sempre nas mesmas. Cansa-me antecipar, talvez não festas de anos, mas futuros para todos os planos, pormenores para cada um dos meus sonhos, cansa-me sobretudo pensar que provavelmente não sairão como quero, não serão como sonho. Cansa-me demorar tanto tempo a engolir tantas coisas e mastigar outras tantas...

Canso-me, canso-me imenso, canso-me tanto, quando a relação que tenho comigo não me satisfaz, quando penso em tudo o que queria fazer, em vez de estar atenta ao que faço, ou quando penso que devia ter feito isto ou aquilo de outra maneira, quando penso em desfazer o que fiz e, em pensamento, desfaço e refaço e desfaço e refaço e desfaço e refaço... canso-me.
Quando penso mais logo, mais tarde, quando penso "e se?", "e depois?", quando vou buscar provas, acontecimentos, razões para me convencer de que tudo o que penso é verdade.

E então não sei se era deste cansaço que o meu amigo me falava ontem, se era desta exigência da mente, que nos faz estar sempre a pensar numa coisa qualquer, deste constante ir e vir que temos connosco, desta relação entre o corpo e a mente e o espírito, de todas as partes a que é preciso atender para sermos um todo.
Este cansaço de todos os dias nos vermos ao espelho, de nos relacionarmos com facetas de nós de que não gostamos, este cansaço de nos sentirmos humanos e frágeis e cheios de defeitos e a canseira que é, levarmos com isto todos os dias, sem nunca podermos fugir à relação que temos connosco e, acima de tudo, aos pensamentos que nunca paramos de ter: sobre nós próprios e sobre os outros.


Inês de Barros Baptista