sábado, 7 de março de 2015
sexta-feira, 6 de março de 2015
............atitude interior adequada
"A vossa vida familiar e a vossa vida social põem-vos diariamente em contacto com um certo número de pessoas. Para terdes relações corretas com elas, vós deveis encontrar a atitude interior adequada. Evitai, pois, em primeiro lugar, passar uma parte do vosso tempo a ajustar contas mentalmente uns com os outros.
Já vos apercebestes de que, quando sentis dificuldades no relacionamento com alguém, tendes tendência para transportar a sua imagem na vossa cabeça por toda a parte?
Levantais-vos com essa imagem, passeais-vos com ela, comeis com ela, deitais-vos com ela...
Não é razoável.
Esquecei essa pessoa e procurai antes imagens de certos seres que admirais pelas suas qualidades, pela sua elevação espiritual, dai-lhes toda a vossa atenção.
Sem sequer vos aperceberdes, eles farão um trabalho mágico sobre vós: apagarão as imagens negativas que vos perseguem.
Pensai que os únicos remédios verdadeiros estão no alto, nas regiões espirituais, lá onde já não podereis ser atingidos interiormente por nada de mau.
Com efeito, não é nada fácil atingir alguém que decidiu só deixar penetrar em si imagens de criaturas luminosas, cheias de amor.
Impregnai-vos cada vez mais do poder dessa luz e desse amor, e, a partir do alto, enviai raios a todos os humanos, mesmo e sobretudo àqueles que vos são hostis.
É a melhor maneira de estardes protegidos."
Omraam Mikhaël Aïvanhov
As Leis do Universo
A primeira lei do universo diz que tudo vibra.
Tudo é vibração e está em constante transformação. A energia não se extingue, transforma-se em outra forma de energia. Assim é a Astrologia.
A segunda lei do universo afirma: porque tudo vibra é preciso fluir. Para tanto, é preciso estar em ligeiríssimo estado de desequilíbrio. Aqui entra a teoria de “surfar com a vida”, mais conhecida como a “aceitação” explicada pela psicoterapia. A astrologia é um reflexo desta lei. Qualquer ser humano está submetido, simultaneamente, a aspectos benéficos e a aspectos mais tensos ou difíceis. Este é o nível de desequilíbrio que deve ser aceite por cada um.
A terceira lei do universo diz-nos que a energia de determinada qualidade ou vibração atrai uma outra qualidade ou vibração do mesmo tipo.
Isto quer dizer que a energia move-se de forma circular, e tudo aquilo que emanamos retorna para nós mesmos. A astrologia tem uma natureza cíclica e circular. Estas forças, ou energias astrológicas, repetem-se periodicamente, activando as forças natais do nosso mapa astrológico. A activação destas forças natais é o factor responsável pelos momentos e eventos favoráveis ou desfavoráveis ao plano evolutivo de cada um.
Assim funciona a Astrologia: respeitando as Leis do Universo.
António Rosa
Os homens não são todos iguais
Para muitas mulheres, sei que cada homem não passa de mais um rapaz como muitos que há por ai fora.
Sei também que muitos deles já quebraram um certo número de corações e fizeram derramar muitas lágrimas.
Sei que muitas das mulheres já classificaram os homens como “todos iguais” porque foram magoadas um sem número de vezes por algum miúdo que passou pela vida delas, acomodou-se, fez despertar belos sentimentos no seu coração para depois sair e partir tudo o que construiu com elas, deixando-as destroçadas.
Chamo-os de miúdos porque homens nunca irão destruir aquilo que de mais belo construíram com uma mulher. Mesmo que um dia eles se afastem de vocês, mulheres, eles nunca irão destruir aquilo que construíram convosco. Eles provarão que mesmo não sendo merecedores do vosso amor ainda poderão ser vossos amigos e proteger-vos-ão com todas as forças que eles têm, porque um dia vocês foram a coisa mais importante na vida deles.
É verdade que haverá homens que entrarão na vossa vida e destruirão tudo à sua volta e que, depois disso, tudo vai parecer acabado e sem saída possível, mas acreditem que há sempre uma saída.
Não virá um príncipe encantado a cavalgar para vos levar para o seu castelo encantado, porque isso não existe. Mas um dia alguém irá entrar na vossa vida e vos abraçar de forma tão sincera e com tanta força que irá juntar e colar todos os pedaços que anteriormente foram partidos.
Alguém que irá chegar com um sorriso no rosto e pegar numa vassoura e limpar com vocês todos os destroços e maus momentos que ficaram guardados dentro de vocês.
Eles nunca conseguirão apagar completamente a mágoa que vocês sentiram, mas irão aquecer-vos com o seu sorriso, com o seu beijo e com o seu amor. Eles irão conhecer cada pedaço de vocês e cada imperfeição e apenas irão amar-vos ainda mais, porque homem perfeito não é aquele que critica os vossos defeitos e tenta redefinir-vos, mas sim aquele que mesmo conhecendo os vossos defeitos, vos ama ainda mais.
Por isso, não classifiquem todos os homens como iguais por algum vos ter magoado, nem se “apaixonem” por algum rapaz que apenas vos quer para uma hora ou duas e depois não se interessa mais.
Vocês valem muito mais que isso.
Vocês são capazes de sentir amor e de serem amadas, ainda que não pareça ou que vocês já não acreditem que seja possível.
Vocês conseguem conquistar o mundo se vocês quiserem com o sorriso que vocês colocam no rosto. Lembrem-se que a curva mais bonita e poderosa no corpo feminino é o sorriso.
Vocês valem muito mais do que qualquer coisa que alguém possa dizer-vos.
Para os homens por aí fora que pensam que as mulheres são apenas números na sua coleção, é triste que se achem os melhores e os maiores por terem conseguido o número de telefone ou passado a noite com aquela mulher.
Na verdade, vocês apenas a trataram como uma boneca e, depois de satisfeitas as vossas vontades, deixaram-na para um canto e não quiseram mais saber dela.
A verdade é que vocês estão a desvalorizar uma mulher por aquilo que ela realmente é.
Acham que é divertido namorar uma mulher durante algum tempo, fazer com que o amor dela por vocês cresça e depois sair pela porta da frente como se nada se tivesse passado?
Eu sei que por vezes alguns homens não o fazem por prazer, mas sim por medo.
Acham que não vão conseguir corresponder às expectativas da sua namorada e saem sem pensar como ela se irá sentir.
Mas a verdade é que as mulheres são muito mais do que simples bonecas que possam ser usadas e depois descartadas como se não fosse nada. E se o amor é forte e verdadeiro, não há que ter medo nem receio de nada.
As mulheres são incríveis, sentem o amor a um nível profundo e especial e merecem alguém que esteja à altura de sentir o mesmo. Quando uma mulher chega perto de vocês é porque ela acredita que vocês serão melhores que o ex-namorado que as usou. Não sei se vocês se esqueceram também, mas vocês deviam sentir-se felizes por terem uma mulher ao vosso lado. Alguém que vocês podem chamar de “vossa”, não pelo sentimento de posse, mas pelo facto de ela não querer mais ninguém para além de vocês. Terem alguém que acorde ao vosso lado e vos coloque o primeiro sorriso do dia no vosso rosto.
Estará a sociedade assim tão diferente que se esqueceu do que é receber um abraço apertado só para garantir que o nosso mundo não vai fugir?
Do calor que é quando dois olhares diferentes se encontram pela primeira vez?
As mulheres não são itens coleccionáveis que possam ser trocados por outros quando alguém se cansa de os ter.
Infelizmente nem sempre a culpa é 100% dos homens, porque todos nós somos o resultado da sociedade em que vivemos, mas lembrem-se que as mulheres são muito mais do que aquilo que muitos pensam que elas são.
E quando um homem descobre isso, será mais feliz do que aquilo que alguma vez foi, mais feliz do que quando encarava as mulheres como apenas um número.
Para além disso, os homens a sério não brincam com bonecas…
Eles preservam aquela mulher que lhes apareceu na vida e fazem de tudo para a conquistar todos os dias.
Portanto, lembrem-se... os homens só são todos iguais, para as mulheres que não querem procurar as diferenças.
Carlos Matos
quinta-feira, 5 de março de 2015
India’s Daughter
It was a summer night in Florence, Italy. I was returning to my hotel after attending a concert at the Pitti Palace. Suddenly, five young men encircled me, hurling sexual innuendos. One of them smacked his lips and pointed to my crotch. I was sure they were going to gang rape me. The terror I felt was so intense I thought I would pass out. No one who has not experienced that kind of fear can understand what it feels like.
I was lucky. A passerby appeared and I was rescued. I was 23-years old, like Jyoti Singh Pandey, who was not rescued in India even though she was with her boyfriend. She was so brutally raped that what was done to her does not bear repeating. Suffice to say that she died of her injuries. Until her father released her name and picture we didn’t have a sense of her but as one blogger wrote, “I don’t need to see a photograph to cry for her.”
Violence against women in India has increased dramatically over the past two decades as women have become more autonomous. More than 600 rapes were reported in New Delhi alone last year and that number is small compared to those that don’t get reported. Even reporting rape can be dangerous.
Recently an 18-year-old woman in Punjab State killed herself after police humiliated and then raped her themselves, admonishing her to marry one of her rapists, a remedy for the shame of rape often proposed by family members. Even as I write this, another gang rape on a bus has been reported.
But India isn’t alone in its murderous attempts to control women and to use them sexually as political pawns. The Women’s Media Center’s project Women Under Siege recently documented the horrific rapes of women in Syria, “usually by government forces.” Again, what has allegedly been done to young girls to sexually mutilate them doesn’t bear repeating. Congo is another case in point. In fact, there isn’t a country in conflict that doesn’t use rape and sexual assault as a form of intimidation and humiliation.
And there isn’t a country in the world in which violence against women does not occur on a regular basis.
Here in America someone (overwhelmingly female) is sexually assaulted every two minutes. Mostly we don’t know about these incidents unless they are as heinous as the recent multiple rapes of an unconscious young woman in Steubenville, Ohio. Every year we average over 208,000 victims of reported sexual assault. Eighty percent of these victims are under age 30, 54 percent of assaults are never reported, and 97 percent of rapists never spend a day in jail.
No wonder most women are afraid, at some level of consciousness, to leave home, to travel alone, to dress the wrong way, to make eye contact with or to smile at someone they don’t know.
And what is our own government doing about it? Not much, thanks to the right wing of the wrong party. While the Violence Against Women Act was reauthorized in the Senate last year, some House Republicans failed to advance the Senate’s re-authorization because they didn’t think immigrant, Native America or gay women were worthy of being included in the Act. Sen. Patty Murray (D-Wash.) has vowed to re-introduce the legislation this year.
What is it in individuals and cultures that fosters, overlooks and perpetrates such heinous gender-based violence?
How can such violations of women’s bodies, such physical and psychological cruelty, continue unabated?
The answers are complex and go beyond theories that include the threat posed to patriarchies by self-determined women.
But Sandip Roy, a blogger who wrote about the Indian woman’s rape, offered some food for thought. There were lessons to be learned, he said, by the tragedy in India. (Many of them relate to the lessons of gun violence as well.)We learned, Roy said, that “it’s an exercise in futility to assign a hierarchy of rape as if one rape is more deserving of attention than the other.” We learned that “it is possible to shake a country out of its apathy” and that “if enough people raise their voices a government cannot ignore them.” We learned that “safety is not about what women do, wear or when they go out. It’s about what men around them do.”
“That girl could have been any one of us,” an Indian mother cried at a candlelight vigil for Jyoti Singh Pandey. “We can only tackle this by becoming Durga,” the Hindu god who slays demons, she said.
Let’s hope we can discover the Durga in all our countries and cultures, and that whatever gods we pray to give us the courage to confront the scourge of rape and other violence against women. Until we do, none of us can claim to be safe, or to assume we live in a civilized world.
After much speculation, the highly controversial documentary, India’s Daughter, makes its way to the World Wide Web. Banned in India, the documentary focuses on the rape case of Jyoti Singh who was brutally beaten and raped in Delhi in 2012.
The documentary highlights the aftermath of the event as well as a one on one interview with assailant Mukesh Singh. While BBC was in high hopes of releasing the video on television for Women’s Day (March 8th), heavy protests against Mukesh Singh’s lack of remorse and despicable comments lead the the ban of the documentary in India.
Directed by Leslee Udwin, the film has now been made available on YouTube.
A emissora britânica antecipou a estreia do documentário "A filha da Índia" para quarta-feira (estava agendado para domingo, dia 08, quando se assinala o Dia Internacional da Mulher), alegando interesse público, depois de um tribunal indiano ter proibido as emissoras locais de o transmitir.
O filme gerou um aceso debate na Índia, já que inclui uma entrevista em que um dos condenados, Mukesh Singh, culpou a vítima de 23 anos, dizendo que não devia ter saído naquela noite e que não devia ter resistido à violação.
O pai da jovem, que quis permanecer anónimo, defendeu hoje que os comentários de Singh deviam ser expostos publicamente e que "toda a gente devia ter o filme", citado pelo canal NDTV.
"Se um homem pode falar assim na prisão, imaginem o que diria se estivesse livre", afirmou, descrevendo o documentário como "uma verdade amarga".
A mãe da vítima disse à NDTV que planeava transmitir o documentário antes da decisão do tribunal, que não se opunha à proibição, mas acreditava que a postura de Singh é comum na Índia.
"Não me interessa o que o Governo faz, proíbe o filme, não proíbe o filme, o que sei é que ninguém está com medo. Não é apenas Mukesh que pensa assim", afirmou.
Na noite de 16 de Dezembro de 2012, a estudante foi violada e torturada por seis homens num autocarro em movimento em Nova Deli, tendo morrido 13 dias mais tarde num hospital em Singapura.
Amo Quem...
Quem dance comigo no meio da rua.
Quem me beije à chuva.
Quem adivinhe quando preciso dum abraço.
Quem não precise de perguntar porquê.
Quem tenha orgulho em andar de mão dada comigo.
Quem me faça rir.
Quem escute realmente o que digo.
Quem não hesite em voar comigo sem destino.
Quem me faça sentir única e especial.
Quem não me sufoque senão com ternura.
Quem não me traga de volta à realidade quando sonho.
Quem me deseje.
Quem me diga sempre e só e toda a verdade.
Quem me aqueça quando tenho frio.
Quem me faça acreditar.
Um dia em que se possa não saber
Dai-me um dia branco, um mar de beladona,
um movimento
inteiro, unido, adormecido,
como um só momento.
Eu quero caminhar como quem dorme,
entre países sem nome que flutuam.
Imagens tão mudas
que ao olhá-las me pareça
que fechei os olhos.
Um dia em que se possa não saber.
Sophia de Mello Breyner
Estado Civil: Feliz
A Felicidade que sentimos não é directamente proporcional a conseguirmos ou não ter um relacionamento amoroso, seja ele qual for: engate, amizade colorida, namoro ou até casamento.
No entanto, inconscientemente e até por pressão social nós acreditamos que para sermos felizes, a condição é "ter um alguém".
E em nome de um "Amor" saímos numa busca louca e desesperada envolvendo-nos em toda a sorte de situações e com pessoas que na maioria das vezes não temos nenhuma afinidade, levando-nos ao sofrimento, tristeza e carência. Quando entramos neste ciclo perigoso "da falta de nós mesmos" viramos presas fáceis para o engano, a fuga e a ilusão.
Existem pessoas que não conseguem ficar nem um dia sozinhas, vivem de namoro em namoro, de casamento em casamento, de engate em engate, emendam um relacionamento no outro na tentativa de curar o vazio, a solidão. Estão sempre à procura de alguém para suprir todas as suas necessidades, resolver seus problemas e proporcionar a tão sonhada felicidade. Estão sempre a querer apoiar-se no outro. Não se amam, não se curtem, não se conhecem. Não conseguem enfrentar os seus desafios, amadurecer e crescer.
Outras, sustentam anos de casamento ou namoro em nome de um amor que não existe mais. Entregam-se à rotina, à violência física, à tortura emocional, à brutalidade, à depreciação, às ofensas, às vinganças e às traições. Vivem de aparências e num verdadeiro inferno dentro de suas próprias famílias. Vão seguindo a vida entulhando-se de problemas e doenças, mergulhando no desrespeito mútuo, e destruindo-se a cada dia, desistem de viver. São pessoas acomodadas e escravas do destino que escolheram.
Seguindo nesta viagem em busca das maravilhas do Amor, também encontramos os cépticos que não acreditam mais em ninguém, fazem tudo para não se envolver por medo de sofrer novamente. Gostam até certo limite. Trocam de amor, como trocam de roupa. Cultivam o amor e a desilusão. Sustentam a sua decepção por anos. Já os românticos vivem a apaixonar-se, amam demais e se entregam tanto ao outro que se anulam. Criam nas suas mentes deuses e deusas. Esperam e idealizam demais: a mágoa e a decepção são sentimentos constantes.
Tudo isto em nome do "AMOR"?
Ou será para manter o STATUS?
Ou será para fugires de ti próprio?
És feliz?
Conheces-te?
Há quanto tempo não te dedicas a ti?
Há quanto tempo não fazes nada do que realmente gostas?
Estar sozinho não é o problema, não ser feliz com você, com sua vida é que é!
Nós somos capazes de superar os desafios, aprender e caminhar com as nossas próprias pernas.
Todos os dias a nossa missão é de procurar mais felicidade e prazer.
Nascemos sozinhos, estamos sozinhos o tempo todo. Quando sofremos ou sentimos alegria estamos a sós com o nosso pensamento, coração e alma.
Os amigos, a família e os amores são flores na nossa estrada, são o conforto e o carinho que precisamos para nos dar coragem.
Mas o trabalho, o todo tempo, é somente nosso.
És tu contigo mesmo!
Por isso ficar do nosso lado com carinho e paciência é um compromisso.
Ser feliz só depende única e exclusivamente de ti, não depende de ninguém nem de nada externo a ti, muito menos de um estado civil.
Todos nós queremos companhia e desejamos o amor.
Mas amar é COMPARTILHAR, e não APOIAR-SE.
É CONVIVER, e não DEPENDER.
É GOSTAR e não ESCRAVIZAR-SE.
É caminhar lado a lado com companheirismo, alegria e prazer.
É partilhar o teu verdadeiro ser.
AMEM-SE, RESPEITEM-SE E SEJAM FELIZES!
Um amor... É consequência!
Mónica Dias
quarta-feira, 4 de março de 2015
Condição humana
"Sendo a condição humana dramática, o seu destino e a sua existência embebidos em dor, o Ser lúcido que possua em alto grau a força de pensar e de sentir, estará mais naturalmente inclinado à tristeza do que ao riso.
Assim a tragédia, produto natural de um pensamento-vivência, premente de angústia e de tristeza é, apesar disso, dinamizante na medida em que estimula um progresso.
Colocando o ser perante um destino que parece inexorável, aponta-lhe paradoxalmente os caminhos de esperança da transcendência."
ANA HATHERLY
in, O Riso e o Choro
..........continua tudo caladinho
Acho que faz todo o sentido, certo?
Então porque ainda não foi aprovado na AR?
Só em 2000 a violência doméstica passou a ser considerado crime público.
Isto quer dizer que, qualquer pessoa pode apresentar queixa, e depois de a queixa ser feita, não pode ser retirada, nem sequer pela vítima.
A irrelevância da mulher na sociedade contemporânea é também uma das causas, senão a mais forte. Senão vejamos: quem comanda o poder, quem marcha de forma ordeira e "arrebanhante", quem pretende afirmar o seu ego são os homens.
As mulheres na generalidade têm um papel passivo.
Declinam a sua responsabilidade, prestam se à manipulação, à submissão, à dependência, choram os seus mortos.... mas não se opõem de forma activa.... Delegam.
Já vai sendo tempo da Mulher dizer Não.
E o momento da Mulher consciente do seu poder e capacidade pacificadora actuar junto dos seus filhos, companheiros e assumir em definitivo o seu lugar.
Somos todos responsáveis e todos estamos implicados nestes crimes.
Quanto mais não seja por omissão.
O Meu Génio Vem de Ti
"O que me acalma ou o que me agita,
o que me torna alegre ou triste,
o que refulge no meio da noite, a meu lado,
e me alumia mil vezes melhor do que o candeeiro de trabalho,
o que me encanta os dias durante os meus passeios solitários,
os meus estudos,
os meus devaneios,
e até as mais enfadonhas tarefas,
é a tua imagem,
a lembrança de que existes,
de que me amas,
de que me esperas,
de que pensas em mim!
Se tenho algum génio, é de ti que me vem."
Victor Hugo
terça-feira, 3 de março de 2015
The Pan Within (In A Special Place) - The Waterboys
Pan is one of the Greek gods.
He’s the god of wild places, of wild creatures.
He also has a lusty animal side to him.
And we all have a bit of Pan inside us.
Because Pan is also the word for 'all'.
So Pan is inside all.
Pan is an archetypal life-force, personified as this Greek god with the legs of a goat and the torso of a man and the horns on the head.
And we all have that life force in us.
So the Pan within is that part of us that is that archetypal founding life force.
Come with me
on a journey beneath the skin
Come with me
on a journey under the skin
We will look together
for the Pan within
Close your eyes
breathe slow we'll begin
Close your eyes
breathe slow and we will begin
To look together
for the Pan within
swing your hips
loose your head, and let it spin
Swing your hips
loose you head, and let it spin
And we will look together
for the Pan within
Close your eyes
breathe slow and we will begin
Close your eyes
breathe slow and we will begin
To look together
for the Pan within
Put your face in my window
breathe a night full of treasures
The wind is delicious
sweet and wild with the promise of pleasure
The stars are alive
and nights like these
Were born to be
sanctified by you and me
Lovers, thieves, fools and pretenders
and all we gotta do is surrender
Come with me
on a journey under the skin
Come with me
on a journey under the skin
And we will look together
for the Pan within
When to be with you
is not a sin
When to be with you, oh just to be with you
is not a sin
We will look together
for the Pan within
Se Me Esqueceres
Quero que saibas
uma coisa.
Sabes como é:
se olho
a lua de cristal, o ramo vermelho
do lento outono à minha janela,
se toco
junto do lume
a impalpável cinza
ou o enrugado corpo da lenha,
tudo me leva para ti,
como se tudo o que existe,
aromas, luz, metais,
fosse pequenos barcos que navegam
até às tuas ilhas que me esperam.
Mas agora,
se pouco a pouco me deixas de amar
deixarei de te amar pouco a pouco.
Se de súbito
me esqueceres
não me procures,
porque já te terei esquecido.
Se julgas que é vasto e louco
o vento de bandeiras
que passa pela minha vida
e te resolves
a deixar-me na margem
do coração em que tenho raízes,
pensa
que nesse dia,
a essa hora
levantarei os braços
e as minhas raízes sairão
em busca de outra terra.
Porém
se todos os dias,
a toda a hora,
te sentes destinada a mim
com doçura implacável,
se todos os dias uma flor
uma flor te sobe aos lábios à minha procura,
ai meu amor, ai minha amada,
em mim todo esse fogo se repete,
em mim nada se apaga nem se esquece,
o meu amor alimenta-se do teu amor,
e enquanto viveres estará nos teus braços
sem sair dos meus.
Pablo Neruda
in "Poemas de Amor de Pablo Neruda"
Estados......e Traços
(Importante saber distinguir) “…estado – sentimentos transitórios, pensamentos e acções; de traços – características douradoras da personalidade.”
Helena Marujo
in, Educar para o Optimismo
Poderá parecer ser um assunto muito técnico, só para especialistas, árido, mas encerra um conteúdo interessante.
Para se tornar mais manejável, comecemos por considerar que as pessoas psicologicamente saudáveis, podem manifestar uma vez por outra, em determinadas situações, atitudes que não são habituais.
Esses momentos são estados, que envolvem sentimentos transitórios, pensamentos e acções, e que podem até contribuir para que se apresentem aos olhos dos outros, surpreendentemente interessantes, despertar uma paixão, como se dessem corpo a desejos de viver que parecem acertados e de possibilidades ilimitadas.
Com o conhecimento do outro, poderá acontecer que vamos nos apercebendo que estes estados não são um detalhe, vêm com um “pacote” - constituem padrões característicos de percepcionar o mundo, de estabelecer relações com as pessoas e situações. São traços de personalidade.
Acabamos compreendendo também, que se ligam a outros traços (ex: a pessoa não é só vaidosa, é também autocentrada…),e que todos eles a definem, porque são a sua personalidade que contribui para se tornar uma pessoa apetecível, ou não.
Podemos também descobrir, que não se trata só de uma pessoa difícil, mas que possui um distúrbio de personalidade (“Os traços de personalidade existem num contínuo” John Oldham, sendo o distúrbio o ponto extremo do contínuo).
Este exercício é essencial - o conseguir identificar no outro, se a sua atitude é passageira (estado), ou uma característica douradora da sua personalidade (traço), e até que ponto afecta positivamente ou negativamente a vida e a relação com as outras pessoas.
Como exemplo, nos casos de violência doméstica, poderá ajudar a clarificar a verdade da mensagem:
“O agressor dá a entender que ter sido violento, não é problema dele (não é traço de personalidade), é porque bebe (é um estado transitório, fruto do momento, da situação ou...provocado pelo outro).”
Como diria Gurdjieff, pelas palavras de Ouspensky, em "Fragmentos de um Ensinamento Desconhecido" (uma das passagens mais marcantes do livro):
"(...) o Ser Humano, fora de seu repertório, isto é, logo que algo o faz sair de sua rotina, ainda que por um momento, sente-se terrivelmente pouco a vontade e faz então todos os esforços para voltar novamente, o mais depressa possível, a um ou outro de seus papéis habituais.
Recai em seus trilhos e todas as coisas andam de novo sem tropeços para ele: desapareceu todo o sentimento de constrangimento e tensão"
Desde a primeira vez que me deparei com isto, comecei a observar-me a mim mesma, e aos outros pelos traços de personalidade e atitudes passageiras...
Quase nada no ser humano se mantém...
Manter o esforço de trabalhar sobre si mesmo é algo sobre ou super-humano...
Cristina Simões
Incalculável Imperfeição
................passo a passo, o caminho faz-se caminhando
"Sou uma caminhante na estrada de retorno ao Amor, à Essência, a Deus.
Às vezes, exausta, eu paro um pouquinho.
Cuido das dores.
Retomo o fôlego.
Depois, levanto e, seduzida, enternecida pelo chamado da vida, cheia de fé, eu prossigo.
Um passo e mais outro e mais outro e mais outro, incontáveis.
Sei de cor que não é fácil, mas sei também que é maravilhoso olhar para o caminho percorrido e perceber o quanto a gente já avançou, ao nosso ritmo, do nosso jeito, um passo de cada vez."
Ana Jácomo
segunda-feira, 2 de março de 2015
Sexo Sem Sombras
Dizem por aí que vender sexo é um trabalho como outro qualquer…
A venda de sexo não nasceu com a humanidade, ao contrário do sexo que é uma das essências dessa humanidade. Fazer e comprar/vender não são a mesma coisa. E por isso é tão estranho viver-se no mundo com 7 mil milhões de pessoas em que o sexo, das coisas mais naturais, sociais e belas de ser trocadas, trocadas, sublinho, é sem pagamento, moedas e notas (eventualmente é “pago” com prazer, risos, afectos, olhares e aromas e tudo o que envolve a conquista do outro), é hoje uma das coisas mais…vendidas em todo o mundo. Sem esforço de afectos, sem mobilização de ideias, sem cedências de vontades, com todos os traumas psicológicos e físicos de um mundo padronizado, não há nada que um cartão multibanco não resolva…
Vamos directos ao assunto: porque há um movimento mundial, com epicentro na Europa, para legalizar a prostituição?
Porque há uma nova fonte de lucro aí, ou seja, a prostituição deixa de ser uma pequena empresa, com as prostitutas e os proxenetas, e passa a ser uma empresa, grande eventualmente, ou um conjunto delas, geridas por um gestor, quem sabe com um MBA de gestão…
O que está em causa é de facto a industrialização da prostituição. Passarão as prostitutas por isso a pagar mais impostos e eventualmente a ganhar menos, porque há uma fatia do salário que ia para o proxeneta que tem agora de ser para pagar impostos sobre o rendimento, segurança social e a renda/dividendos dos gestores/proprietários. As prostitutas hoje pagam impostos, de consumo, como toda a gente, e essa é a grande fatia fiscal, e têm acesso ao SNS. Passariam a pagar por exemplo segurança social, mas isso não significa, como sabem todos os trabalhadores a recibos verdes, que passariam a receber segurança social…Pagar e receber do Estado neste país não anda de mãos dadas.
São estes bons argumentos para não legalizar a prostituição, digamos, a mudança do proxeneta para o saque fiscal organizado pelo Estado? Não. Ilegalizar comportamentos sociais massificados é inútil. Não evita nada, não melhora nada. Sou a favor da legalização da prostituição, por isso. Mas contra a prostituição. Se isso me coloca num campo conservador, sentar-me-ei aí com gosto. Se me retira do campo feminista, confesso que foi lugar onde nunca estive – a libertação da mulher é ao lado dos homens e é um assunto de classe e não de género. Digamos que no meu mundo um Che Guevara de boina anima-me mais o dia que um desfile da Cristine Lagarde nos gabinetes do FMI…O poder das mulheres não é nos piores lugares de poder num mundo, que retirou poder à maioria da população – e retirou-o a homens e a mulheres.
Saindo agora do negócio da prostituição, que se legitima a coberto de ideias sinceras e honestas de proteger pessoas em situação de fragilidade, e entrando na condição humana.
Duas perguntas.
De um lado, porque vivemos no século XXI, com um espantoso desenvolvimento tecnológico e científico, e há pessoas que precisam de se prostituir para sobreviver?
Do outro: qual a razão, volto ao tema, de sermos 7 mil milhões, e haver milhões de pessoas que compram sexo para o ter, revelando a incapacidade brutal para construir relações, uma solidão, que nasce da desagregação de laços históricos por via da urbanização, pobreza, da miséria, das relações laborais e da competição económica?
Junte-se a isto o peso da Igreja, o tabu que é hoje o sexo, a ausência de uma reflexão sobre a monogamia, e sobra o…cartão multibanco.
Isto é triste mas não é natural, repito.
A melhor metáfora para esta mudança é que hoje uns encontram-se pela internet, mandam uns “sorrisos” iguais para o mundo inteiro já desenhados no computador, a grande fonte de educação sexual, a indústria pornográfica, resume-se a um roteiro, rápido e igual, em todo o mundo, e que diz respeito a corpos jovens, todos iguais, que fazem todos o mesmo, uma doentia padronização das relações onde a alma não se encaixa. E há 100 anos…vamos buscar um pedaço de verdade e alguma mítica nostalgia, dançava-se, muitos o faziam, num baile, corpo a corpo, aroma a aroma, pele com pele. Tango.
O mundo precisa de reinventar o tango, em vez de justificar a desagregação social.
Sobre o argumento que por aí circula, tão de “esquerda”, que vender o corpo é uma “profissão como outra qualquer”, a esquerda tem que ler mais Marx e menos resumos de Marx.
Quem trabalha não se vende.
Vende a força de trabalho, o produto do trabalho, daí a vender é corpo é uma ponte sobre um oceano, um salto qualitativo – e agora chamo aqui a minha condição de mulher – é um argumento brutalmente ofensivo.
O sexo é a dimensão mais íntima da nossa intimidade, do nosso ser, da nossa vivência bela com os outros, não existe em nós um ser emocional e outro racional, um físico e uma alma, e cada um não se separa do outro, a cabeça do corpo, a alma do prazer, quando uma mulher faz sexo com um homem a troco de dinheiro, o que acontece é um recalcamento, na maioria dos casos, da imensa violência que se vive. É um perder o corpo e, por isso, é um perder da alma.
A prostituição deve ser legal. Mas combatida. As fábricas de armas são legais, porque hoje existem e ilegalizá-las só piorará o tráfico de armas. Mas a guerra deve ser combatida.
Raquel Varela
( uma das comentadoras do programa de tv, Barca do Inferno)
Eu acho que a legalização não resolve nada.
Temos o exemplo da Holanda!
O que acontece depois da legalização é o aparecimento de interesses de carácter duvidoso que fomentam o trafico de mulheres que se tornam muito difíceis de combater.
Onde o estado entra e legaliza, fomenta-se o negócio (passa a ser legal) e institucionalizam- se os patrões.
Exceptuando os casos de prostituição associada ao tráfico humano, em determinadas zonas estratégicas, com a inevitável ESCRAVIDÃO SEXUAL associada, temos a verdadeira prostituição, a VOLUNTÁRIA!
E aqui incluem-se todas as formas de prostituição comercial à margem da lei, incluindo a de acompanhantes de luxo (nome pomposo para querer dizer exactamente a mesma coisa).
E porquê, perguntar-me-ão?
A resposta é muito simples, PORQUE É UMA ACTIVIDADE EXTREMAMENTE RENTÁVEL PARA QUEM A PRATICA, ponto final!
Não é invulgar, antes pelo contrário, mulheres (ou homens, embora em número bastante mais reduzido), sem raízes monogâmicas e sem preconceitos sociais com a sexualidade, e gostando de sexo, optarem por esta solução, PORQUE CONSEGUEM FÁCILMENTE AUFERIR DE RENDIMENTOS MENSAIS QUE A MAIORIA DO CIDADÃO COMUM NÃO CONSEGUE NUM ANO INTEIRO!
Esta é que é a verdade que tem de ser denunciada!
Portanto, SE QUEREM ACABAR COM O FLAGELO DA PROSTITUIÇÃO CERTAMENTE NÃO SERÁ EM LEGALIZA-LA, porque não estou a ver os clientes a deixarem lá a sua marca registada numa factura, nem as prostitutas renunciarem para o estado a um quarto do que ganham com a actividade!
Aliás, a prostituição clandestina nunca iria acabar por esse mesmo motivo, isso é certo!
Quantas e quantas, conheci várias em Portugal já há uns bons anos, que declaram outra actividade, como por exemplo, empregadas de limpeza, para terem os tão sonhados direitos? Mas declaravam sempre o mínimo exigido, o resto recebiam por fora, claro está!
A única forma é mesmo PROIBIR por lei a prática pública da prostituição, como se proíbe o consumo e venda de drogas, AUMENTANDO SIGNIFICATIVAMENTE A FISCALIZAÇÃO DESTES ESPAÇOS!
Mas é claro que esta é a solução mais dispendiosa para o Estado, porque não lhe proporcionava rendimento algum e obrigava a um gasto acrescido de uma ordem não negligenciável!
Assim sendo, que solução afinal?
A solução é INVESTIR A SÉRIO NO COMBATE AO TRÁFICO HUMANO REAL NO TERRENO (locais de prática suspeitos) e deixar tudo o resto em paz!
Cada qual é livre de fazer o que quer com o seu corpo, mas tal como noutros casos, temos de combater os abusos e exageros nas práticas públicas, seja qual for a actividade!
Por um lado, o Estado colocar-se-á em mais uma posição de intolerável hipocrisia, como acontece, não com o fabrico de armas, mas com o negócio do nefasto tabaco.
Por outro lado, qualquer transacção comercial sob a tutela do Estado tem de estar sujeita a regras mínimas, com controle e protecção dos agentes económicos envolvidos.
Não consigo imaginar como isso poderá ser efectuado...
Estando essa legalização a ser ponderada em período de profunda crise económica, e não durante um ciclo de prosperidade, descredibiliza o Estado, tornando-o no verdadeiro, no mais interesseiro proxeneta.
Uma mulher casada, sem emprego, que vive economicamente dependente do marido, indivíduo mal formado, que trata a esposa como um objecto, exigindo-lhe sexo, sempre que ele quer sem ter em consideração a vontade dela. Será esta mulher uma prostituta?
Ou as mulheres que vivem da e para a imagem, que vão para a cama com homens ricos, para de uma forma muito subtil receberem apartamento, jóias, carro e boa vida?
Ou as que se casam por interesse, para terem uma vida refastelada?
Não são todas elas prostitutas?
O mesmo acontece com os homens que estão com as mulheres por interesse!
Há muito tipo de prostituição meus caros!
Muito provavelmente existe dentro das vossas casas!
Não há só prostituição feminina; há masculina, hetero, homo e bi-sexual, etc...
Há pessoas que se prostituem sem que a isso sejam obrigadas, antes pelo contrário.
As motivações dos "clientes" também não são certamente só aquelas que se menciona de forma um pouco redutora.
Para além disso, o assunto não se compadece com moralismos, na minha modesta opinião.
Depois, há a questão da liberdade...mas isso é outra conversa.
Acho muito difícil regular como se fosse uma profissão, comportamentos e actos de natureza tão íntima.
Talvez a prostituição seja muito mais uma condição que uma profissão, e assim, a preocupação deverá ser a protecção, a segurança e bem-estar das pessoas.
O que pode e deve ser regulado, são os negócios ao redor da prostituição.
E agora, vem a pergunta que não quer calar:
Para vocês, pais e mães, com filhos e filhas,se a prostituição é uma profissão como outra qualquer, será uma boa opção para os vossos filhos nesta crise económica e falta de emprego que se vive?
Mas é como tudo...cada um faz as suas próprias escolhas...
Têm a liberdade de fazer o que quiserem com o seu corpo, da forma que quiserem.
Observem as notas de Lukács, sobre a relação homem, mulher e sexualidade, portanto a luta pela libertação da mulher e do homem:
"[...] A sujeição sexual da mulher certamente constitui uma das bases mais fundamentais de sua sujeição em geral, tanto mais que as atitudes humanas que lhe correspondem não só desempenham um papel importante no mundo de representações e paixões dos homens, mas no decorrer de milénios penetraram profundamente na própria psicologia da mulher e se incrustaram ali.
Por isso mesmo, a luta de libertação da mulher contra esse seu estranhamento não é, portanto, ontologicamente apenas uma luta voltada contra as aspirações de estranhamento que partem do homem, mas deve também visar a própria autolibertação interior.
Nesse aspecto, o moderno movimento sexual possui um cerne decididamente positivo, progressista. Está contida nele – consciente ou inconscientemente – uma declaração de guerra contra a ideologia do “ter”, que, como vimos em Marx, constitui uma das bases fundamentais de todo estranhamento humano, impossível de ser superado também nesse campo sem um cancelamento radical da sujeição sexual da mulher.
[...] é impossível que uma libertação sexual isolada por si só proporcione uma solução autêntica para a questão central da humanização das relações sexuais.
Aqui existe o perigo de que tudo o que o desenvolvimento conquistou em termos de humanização social da pura sexualidade (erótica) seja novamente perdido.
Somente quando os homens descobrirem relações mútuas que os unam inseparavelmente enquanto seres naturais (que se tornaram sociais) e simultaneamente enquanto personalidades sociais o estranhamento poderá realmente ser superado na vida sexual.
A ênfase exclusiva no momento puramente sexual nessa luta – justificada e importante – por libertação pode muito facilmente substituir, ao menos temporariamente, os estranhamentos à moda antiga por estranhamentos à moda atual.
Com efeito, a sexualidade, por exemplo, segundo a expressão da comunista Kollontai, enquanto “copo d’água” também tem um importante componente, que corresponde em grande medida à sexualidade masculina com o qual os homens estranharam as mulheres durante milênios, estranhando, contudo, simultaneamente a si mesmos. [...]»
A Arte de Amar
"A Arte de Amar (o Amor como força vital)", da editora Pergaminho, é um livro que podemos chamar de leitura essencial.
Erich Fromm, psicanalista e sociólogo de formação, lança o desafio à Humanidade de fazer arte do amor.
Como em todas as artes e na arte de viver, exige-se dedicação, treino e concentração.
Para Fromm há a parte teórica e há a parte prática e apenas se chega a mestre depois de muita prática, mas uma prática nascida do amor humilde.
Isto é uma verdade para a escrita, a música, a pintura, a medicina ou a carpintaria.
O fracasso nunca é entendido como tal porquanto o aluno se aplique devotadamente na sua arte.
Este livro, traduzido em 30 línguas, e com vendas de largos milhões, continua a ser um livro fundamental para a compreensão do amor como força vital.
É dedicado a todos aqueles que queiram passar do nível superficial, onde estão a maturidade, o auto-conhecimento e a coragem.
Amor aqui vai além do amor romântico, explorando-se as suas muitas facetas como a do amor paterno, filial, erótico e religioso.
A palavra respeito, da raiz respicere = olhar para, é uma palavra chave na compreensão deste livro e da arte de amar seja o que for.
Neste livro, Erich Fromm explora as maneira pelas quais essa extraordinária emoção (o amor) pode alterar todo o curso da nossa vida.
A maioria das pessoas não consegue desenvolver a sua capacidade de amar no único nível que realmente importa - um amor constituído de maturidade, autoconhecimento e coragem.
O aprendizado do amor, como o de todas as outras artes, exige prática e concentração.
E, mais do que qualquer outra arte, exige insight e compreensão.
Neste livro surpreendente, o dr. Fromm aborda o amor sob todos os seus aspectos - não apenas o amor romântico, tão cercado de conceitos erróneos, mas também o amor dos pais pelos filhos, entre irmãos, o amor erótico, o amor próprio e o amor por Deus.
Fromm termina o seu ensaio com a frase:
“a mais profunda necessidade humana é, então,
a de ultrapassar a sua separação, de deixar a prisão da sua solidão”
What every Sexual Abuse Survivor Wants You to Know
It is the voice in our heads
that tells us we are not enough,
that we don’t deserve love,
that it’s our fault,
that no one will love us
and that we don’t belong.
That message came to me many times in my lifetime, but I wasn’t ready to expose it and give it voice.
It came in intervals. Like the waves in the ocean that can come fast and hard and take us with them, or slow and steady giving us time to jump over them.
It came during both the toughest and most precious moments of my life.
It came when I was five years old sitting on men’s laps and it came when I was 11 years old. I heard it again when I was 15 and pregnant and I heard it when my boyfriend’s first kick hit my back on my way out of my building.
I heard it when I gave birth to not one but two beautiful children, and I heard it when I ended not one but 10 pregnancies. It came during the darkest nights of winter and the loneliest days of my life and it came when I was on the beach and madly in love in the summer.
That voice has no boundaries and takes no prisoners but will lock us away for years until we are ready to face the past head on.
In a split second the voice of childhood trauma speaks to us and sabotages our relationships, our careers. The voice has cost us too much—it feels like it has cost us our lives. It has cost us our relationships, abundance, our health, watching our children grow up and dreams paralyzed in time.
I remember feeling like I didn’t have another breath to give, space to love another person or another tear to shed. I remember not having energy to support another person, give another day at work or another day at life.
It is a paralyzing moment when either all our dreams are about to come true—or we are about to lose everything we have ever worked for.
It shows up when least expected.
No one ever talks about the little things, the not-so-obvious things that we as survivors of childhood sexual abuse have to manage invisibly.
It’s those instant decisions and reactions, the roller coaster ride of emotions that survivors make in the blink of an eye. The imprint of childhood trauma shows up in our lives in the smallest ways. In what we see, in what we hear or what we smell.
It can show up in a simple touch from another person, in the way a picture hangs or a shirt that someone is wearing. Sometimes it’s going back to the home, where we grew up, that holds the memories of the abuse we experienced and witnessed. It’s all those things that trigger us, day in and day out, when we least expect it.
It costs us everything.
We are always in recovery.
In a split second, at the places we least expect it, we will go to default—I don’t belong here, it’s my fault, I am not enough. It will play over and over in our heads. This internal voice is the reason we wonder why we were not protected. It is why we don’t understand why the person who hurt us is still part of our community and no one has done anything to hold them accountable.
It is why we sometimes speak up and are not heard or believed.
For some of us, it’s the knowing and not being able to tell that eat us up inside.
It’s the stares that we have to manage because people are upset we disclosed.
It’s the disapproval of people who think that we deserved it.
All of it costs us the things the people we love the most don’t see or hear—we, as survivors, don’t have words for and can’t explain.
It is the reason we stay.
It is the reason many women stay after domestic violence.
It doesn’t matter if the violence happened last night, we will still get up the next day and cook dinner for our family. The voice that tell us we deserve abuse. It is what allows little girls to get up and open their Christmas gifts after being sexually abused the night before.
It is the reason why no matter how we say it to our family, they don’t believe us.
Or our communities think they can keep talking about the abuse as if it never happened. It is because when the person who hurt us is part of our community, we love them anyway.
It is all in the family.
When childhood trauma happens at home with people we love, it complicates everything. The hurt is so deep that we loose our ability to trust ourselves. Our sense of self, our ability to listen to our intuition gets lost. Lost between “but I still love them” and”why me?”
The people who hurt us may be everyday people in our lives—who we love, trust and never thought would hurt us. We loved them before they hurt us and that does not go away. It actually makes the matter that much worse—it hurts more and it complicates the choices we make.
It impacts the story we create about ourselves, from that moment on.
It forces us to make unbelievable choices.
At the cost of belonging, of being loved, we will show up, protecting those we love. We will keep silent and lose sleep; we will be stressed and we will get sick. It’s about what will happen, what we will lose and what it will ultimately cost us if we disclose what happened.
It is that fear of losing more than what we have already lost that keeps us going back.
It is also the illusion of, or the holding onto what family can be, if we continue to show up and shut up.
The facade of a happy family will cost less than the punishment and continued abuse that will happen if we disown them.
It is exhausting but healing is worth it.
Healing is worth it. Survivors will create life, love anyway, heal anyway, forgive anyway and trust anyway. Sometimes our very existence can be exhausting. Yet, people will want us to heal on their time. They will ask to hurry up, forgive and move on. However, people don’t understand that it takes a lot of focus, practice and courage for us to show up.
Between preparing, protecting and surviving, life can be a blur.
People expect us to be rational, determined, responsible and accountable—move on and never look back, be successful people who will never let this happen to their children.
Even with a plan in place, it takes everything we have to sit in front of our abusers and pretend that nothing happened. We put a smile on our face so that everyone doesn’t know we are scared, that our stomach is tight, that our breathing is short and fast, that we are not numb thinking that we might find ourselves alone with them.
Although, holding onto the abuse, day in and day out is exhausting—the healing work, to live and thrive anyway, is absolutely worth it.
The choice of healing happens in moments when we decide that something in us has got to change. When we decide to look at our lives and retrace our steps to put it all together, to make sense about who we are.
What experiences have shaped our identity, we start to truly answer, how did we get here?
How did it get this bad?
When did we lose ourselves?
What is it that had so much impact in our lives that we are now in a cycle of violence with ourselves and others?
When did it cost us our word, our integrity, our dreams, our family, our life?
We have nothing more to lose—we only have our dignity, humanity, truth and power to reclaim!
Dayanara Marte
In this daily practice, Dayanara talks about how the story of our life journey can include chapters of hardship that influence the way we show up in the moment.
These past traumas can affect how we speak and how we listen in our interactions with others - unless we make a conscious decision about how to move forward differently.
domingo, 1 de março de 2015
...o pai espiritual do homem que sou é a criança que fui
"O que quero é recuperar, saber, reinventar a criança que fui,
que é o pai da pessoa que sou.
Para além do pai e da mãe biológicos,
eu diria que o pai espiritual do homem que sou é a criança que fui"
José Saramago
Make Me Roar: 10 things that Turn Women On
Women can seem complicated
compared to the opposite sex,
however,
we’re really quite simple creatures,
turned on by the simplest pleasures.
There are a few easy ways to make us roar deep on the inside and most of them aren’t even sexual.
Here are some of my favourites.
To be trusted—We want someone to have faith in us, to trust our judgement, our loyalty and our actions. Let us know that you can open up to us, be vulnerable and let us see exactly who you are. Put your trust in us and know that we are capable of as much as you, just sometimes in different ways. Don’t suffocate and try to hold on to our wings.
A hot drink to wake up to—Regular or herbal tea, a coffee or whatever fires us up, waking up to a hot drink by our side can be the perfect way to rise on dark and chilly mornings.
Sweets—Chocolate, jellies or old-school favourites. Come home with pockets filled with delights and you will be sure to earn guaranteed brownie points.
Saying sorry and meaning it—A quality to be treasured and a certain heart melter. We all love to receive genuine heartfelt apologies when something has gone wrong. It repairs bridges, closes wounds and shouts out that the person who is offering it is conscious, authentically and willing to face up to their flaws and take the steps necessary to make amends. The sooner it is received, the better.
The perfect bubble bath—Not just a regular bath; one exploding with bubbles, candles around the edges, warm fluffy towels ready, a glass of something delicious on the side and maybe even company. Those are the baths that really set our hearts racing.
Picking up on what’s going on inside—If we’re happy, sad, angry or hurt we will usually send out strong subliminal messages. When those are picked up on, we know that we are really being noticed and paid attention to. Sometimes others can notice shifts in moods before we recognize it ourselves and if they do something that lifts our state of mind, it will calm, balance and soothe us. Yes, we are responsible for our own emotional levels, however, having someone close to us responding lovingly just reminds us once more how much we are loved.
Keeping us safe—From spiders, monsters, bad hangovers, the cold, getting home safely, wearing a cycling helmet, holding a steadying hand when we wear our way-too-high-heels, there are so many different ways even the strongest and most independent woman likes to feel protected. And when it can feel slightly suffocating and patronising, we just need a gentle reminder that it comes from a place of love and we will smile and know that none of us are so tough that we can’t appreciate a bit of tender care when we are a little vulnerable.
Remembering—Whether it’s a special date, our favourite book or what we said two minutes ago, we like to be listened to, recognised and to know that the things that are important to have sunk it. Forget all else, if need be, just remember to remember the smallest things that mean such a lot.
Doing the jobs we really hate or find difficult to do—Most relationships consist of teamwork. While one doesn’t mind certain jobs, the other may hate them. One might be able to fix and repair, the other hasn’t got a clue. That’s where the balance is found. So, when someone is proactive and does the things that we struggle to do, it’s another reminder of how fortunate we are to have someone in our lives that compliments us. No one wants to keep asking and pleading for certain things to be done, so when those things happen naturally, it’s a huge blessing.
To be desired—Fully appreciated mind, body and soul. Be fully present in bed, make love like you mean it. Connect with us, make us feel like the most beautiful woman on the earth, love our every curve, how our body moves and how we make you feel. Show us, tell us and explore us deeply and completely.
Women are sensual creatures. While it may work for some, the majority of women are not so impressed with diamonds, glitz and dramatic displays of affection.
It’s the smallest things that count, the everyday things.
Showing a woman she is cherished, adored and cared for will be sure to expose her inner roar.
Alex Sandra Myles
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