sexta-feira, 9 de janeiro de 2015

we´re all Charlie...visto por quem viveu muitos anos entre muçulmanos



I think most of the world would agree: we´re all Charlie.
The criminals who murdered the journalists at the French newspaper “Charlie Hebdou” may be on the spotlight but they´re a small part of a big problem.

I´m no politician and I have no intention of gathering some more enemies (I have a generous amount of them – no need for more, at the moment…) but here´s a few facts no one seems to mention and I think are worth saying out loud:

1. This crime that has shoked the world reflects the mentality of many people who refuse to DISCUSS and QUESTION their religion. I AM NOT saying all of these people who refuse to question their religion are killers – what I´m saying is the BASIC idea that QUESTIONING the “Quran” or Prophet Mohamed is “haram” (forbidden by God) is not EXCLUSIVELY on the hands of criminals. This is an idea I found in 99% of the Muslims I met while I  living and working in the Middle East/North of Africa. The “Holly Book” and its prophet are UNTOUCHABLE subject for the majority of the Muslims I met. This is not (only) a critic – it´s a fact.

Perfectly “normal”, intelligent, well educated and travelled individuals become crazy, fundamentalist “sheiks” when their religion is put in question. Questioning the “Holly word of God” is considered “haram”, for God´s sake (pun intended)! Extremism of various sorts can easily flourish from this basic rule that most Muslims I know follow.

2. Muslim extremism has been financed by Saudi Arabia but no one touches that country because – you guessed! – that´s the place where The Big Bling comes from (aka oil). The big world potencies have their ass stuck to the Saudis and none of their CRIMINAL activities are mentioned. Talk about hipocrisy!

People – especially women – are being tortured and killed on a daily basis in Saudi Arabia for daring to drive a car or walk out of the house without a male “protection”. No one would dare to question anything written in the “Quran” or a saying of the prophet because they know they would be instantly killed. Isn´t that terrorism?

3. The tricky discussion of MULTI CULTURALISM must be on the table, more than ever.

I´m a traveller, someone who has already lived in Spain and Egypt, aside from working all over the world. I obviously defend that every well intentioned person who´s willing to work honestly for a better life, should have the right to search for it wherever she/he wants. That doesn´t mean Europe has to decline the values upon which is founded – FREEDOM of THOUGHT and SPEECH are two of them – in order to be “politically correct” and make foreigners feel adapted and welcomed.

No one has ever gone out of their way to make me feel “adapted” while I lived in Egypt.

-If you don´t like the way we live, you can leave. Maasalama (goodbye)!” – I heard it several times.

Even if you´re not a Muslim, you´re somehow forced to live like one in countries like Egypt. Atheist, Agnostic, Christian, Jew, Hindu, Buddhist, whatever you are – it doesn´t matter: you still have to live according to laws that are deeply inspired by the Muslim “sharia´” and you still have to move according to Muslim routines (the most obvious ones are the calling/times for prayer). Christian or Jewish men cannot marry Muslim women (it would be illegal to do so) because children inherit their fathers religion and no one wants Christian kids, right? A new generation of Muslims MUST be garanteed. How sick is that? 
Am I the only person who finds this appauling?

4. Empty lives easily lead to criminality. It´s the ones who have nothing to lose that usually fall into criminality. The social question of raising people´s education, future perspectives and hope is another tough cookie to crack – one more question raised by this hideous crime.

The list of incoherences and clues is endless and, as I said, I´m not in the mood to make new enemies. I´m stopping right here for the sake of my own sanity. For now, all that matters is to FIX the problem. No one can bring those journalists back to life – the same way no one even thinks about bringing thousands of victims of terrorism back to life.

How to handle a NEW WORLD – a world where nationalities, cultures, mentalities, religions and ways of life meet, like never before – is The Question.
Where does my freedom start and end? That´s another one.

My heart is with all the victims of terrorism/despair/ignorance.


Joana Saahirah


E a título de curiosidade,

Salman Rushdie — who had a fatwa placed on his head after publishing The Satanic Verses in 1988 — made a statement today about the attack on the Paris office of Charlie Hebdo that left 12 people dead:

Rushdie said that “[r]eligion, a medieval form of unreason, when combined with modern weaponry becomes a real threat to our freedoms.”

"Religion a ‘medieval form of unreason’ that deserves ‘fearless disrespect’

“Respect for religion' has become a code phrase meaning ‘fear of religion'. Religions, like all other ideas, deserve criticism, satire, and, yes, our fearless disrespect.”

 “This religious totalitarianism has caused a deadly mutation in the heart of Islam and we see the tragic consequences in Paris today,” he continued.

“I stand with Charlie Hebdo, as we all must, to defend the art of satire, which has always been a force for liberty and against tyranny, dishonesty and stupidity.”


Política, Sexo e Religião. 
Três áreas nas quais as pessoas têm que aprender a sentir-se ofendidas.
Não incluo o futebol, porque para mim isso nem existe...

Ser pela liberdade de expressão é defender o direito dos outros expressarem aquilo com o qual não concordo e que posso até achar ofensivo.
A ofensa não constitui qualquer limite válido à liberdade de expressão.
Pelo contrário, é sinal de que ela existe.
Sou clamorosamente a favor da ofensa e contra a iniciação de violência contra terceiros.
...
Não sei se fica claro mas vou exemplificar: 
Sou a favor de que uma pessoa racista me insulte, porque não gosta da minha raça. E defendo o seu direito de o fazer. 
É isto que significa ser a favor da liberdade de expressão. 

E sou também a favor de escrever contra o racismo, a xenofobia, a homofobia, e tudo o que é idiota.
Porque a estupidez tem que ser conquistada pela inteligência, gentileza e educação, não pela violência.

O único uso legítimo da violência é como defesa contra a iniciação de agressão.

quinta-feira, 8 de janeiro de 2015

Os assassinos do Charlie Hebdo



O que pensarão os sobreviventes civis de um ataque norte-americano no Paquistão?
É certo que as bombas vêm de Washington mas se não houvesse talibãs talvez não existisse guerra.
Não creio que o vejam assim.

Não há lucidez para essas coisas quando estilhaçam a tua família pelos ares.
Os culpados são os norte-americanos, ponto.
O que pensarão os sobreviventes civis de um atentado islâmico em Paris?
É certo que as metralhadoras foram empunhadas por homens que gritavam por Alá mas se a França não tivesse apoiado a guerra contra Kadafi e Bashar al-Assad talvez não houvesse atentados.
Neste caso, repetindo o mesmo exercício, os culpados são os muçulmanos, ponto.
Não, não há mesmo lucidez para perceber que as vítimas das guerras são sempre os mesmos. 
Os trabalhadores e os povos que enchem rios de sangue para ilustrar o extremismo religioso que alimenta o fanatismo e abre caminho ao imperialismo. Foi sempre assim.

Nos anos 80, no Afeganistão, as mulheres andavam de mini-saia, conduziam, estudavam e levavam uma vida dentro do que se pode considerar a normalidade dita ocidental.
Os Estados Unidos financiaram, treinaram e armaram os talibãs e afogaram o país na Idade Média. A exaltação da religião contra as forças do progresso conduziu à desgraça que se conhece e anos mais tarde milhares de trabalhadores norte-americanos pagavam com a própria vida a tragédia das Torres Gémeas.
Na Palestina, Israel - um país inventado pelo extremismo sionista - abriu caminho ao reforço de movimentos religiosos como o Hamas para evitar a direcção laica e progressista da luta pela libertação nacional daquele país.

A mesma receita foi instigada uma e outra vez.
Nos últimos anos, os Estados Unidos e a União Europeia financiaram, treinaram e armaram milhares de homens cujo propósito era derrubar regimes laicos ou progressistas. Fizeram-no para acabar com Muammar Kadaffi e fizeram-no, até agora sem sucesso, para derrubar Bashar al-Assad.
A Líbia era o país que encabeçava os índices de qualidade de vida de todo o continente africano. Agora, no protectorado europeu e norte-americano, a selvajaria religiosa levada ao extremo enfia imigrantes negros em jaulas do velho jardim zoológico de Tripoli.
Na Síria, o que há é um país absolutamente devastado, imerso numa guerra civil.
O Iraque tampouco se levanta do caos em que se mantém há mais de uma década.
O que acontece hoje naqueles países é responsabilidade directa dos governos norte-americano e europeus, incluindo o de Portugal.

O que se passou hoje na redacção do Charlie Hebdo, em Paris, foi um crime horrendo.
Foi um atentado contra a liberdade de expressão e de imprensa.
Nos próximos dias, veremos gente em todas as partes a apontar os dedos aos muçulmanos - principalmente, Marine Le Pen e a Frente Nacional - enquanto nos corredores dos bancos e das grandes empresas se conta o dinheiro do saque roubado através dos recursos naturais do Norte de África e Médio Oriente.
No Estado espanhol, quando explodiram bombas nos comboios de Madrid, as vítimas eram trabalhadores. Como em Paris, como em Islamabad, como em Alepo, como em Bengazi, como em Cabul. A fúria dos povos do Estado espanhol rebentou porque perceberam que o governo de Aznar lhes mentira sobre a autoria dos atentados e porque perceberam que aquela era uma resposta a uma guerra contra outro povo.

Falta a lucidez de se clarificar quem, de facto, foram os autores do crime perpetrado em Paris. 
Quem quer que tenha sido merece ser perseguido, julgado e castigado.
Mas para lá das sombras com que comentadores, politólogos, jornalistas queiram esconder a verdade mais crua devemos perceber que o imperialismo vive uma fase agressiva. Instalou o caos na vida dos povos do Norte de África, do Médio Oriente, na Ucrânia e na Venezuela. Apontar o dedo contra o extremismo islâmico sem apontar o dedo contra quem o financiou, treinou e armou é um insulto à memória dos que caem sob a barbárie da guerra.

Hoje, todos se dizem Charlie.
Eu também sou.
Mas devemos sê-lo todos os dias denunciando sem ceder à auto-censura quando se refere aos que nos conduzem à miséria, à exploração e à guerra.
Há quem hipocritamente se diga hoje Charlie para amanhã esconder quem é que deu armas ao ISIS, à al-Qaeda e a outros grupos. Amanhã, esses, vão guardar silêncio para os crimes do extremismo religioso israelita contra o povo palestiniano. Ou vão inventar novas armas de destruição massiva para justificar matanças pelo mundo fora.
Os jornais e os jornalistas que se auto-censuram - ou que manipulam de peito erguido - também são culpados do que se passou hoje na redacção do Charlie Hebdo.
Todos, sem excepção, grandes grupos económicos e financeiros, incluindo os governos, partidos, jornais e mercenários em que mandam, merecem a nossa repulsa. 
São eles os assassinos do Charlie Hebdo. 
E a nós cabe-nos defender a liberdade de expressão, a liberdade de imprensa e a liberdade religiosa dentro dos limites de uma sociedade laica.
Mas, principalmente, cabe-nos defender a paz e um mundo de justiça social.
Esses princípios são os verdadeiros inimigos do imperialismo, do fascismo e do extremismo religioso.


Bruno Carvalho
Fonte: Manifesto 74



“O que vou dizer pode parecer um pouco pomposo, mas prefiro morrer de pé do que viver ajoelhado”. 
A frase foi dita há dois anos pelo director do Charlie Hebdo, hoje alvo de um ataque terrorista, durante uma entrevista ao Le Monde.

Stéphane Charbonnier – ou Charb, o nome com que assinava os seus desenhos – estava numa reunião editorial quando os homens armados foram direitos a si, matando-o e ao seu guarda-costas (um elemento da polícia) que o protegia, relata a AP.
Do ataque resultaram mais 10 mortos.

O Le Monde recorda que o director estava na primeira linha das ameaças ao semanário e vivia sob protecção policial desde que o jornal foi incendiado em 2011. O Charlie Hebdo foi um dos jornais a publicar as caricaturas do profeta Maomé – inicialmente dadas à estampa pelo jornal dinamarquês Jyllands-Posten – que provocaram a ira dos extremistas muçulmanos.
E ainda em 2013 publicou duas edições especiais, dedicadas ao profeta.

Na mesma entrevista que deu ao Le Monde em 2012 reiterou que não tencionava desistir.
E noutra que deu à AP, no mesmo ano, defendeu os cartoons sobre Maomé publicados pelo Charlie Hebdo em 2006.

“Maomé não é sagrado para mim”, afirmou na altura. 
“Não vou atacar os muçulmanos por não se rirem dos nossos desenhos. 
Eu vivo sob a lei francesa, não sob a lei do Corão”, acrescentou.

Entre outras provocatórias capas do jornal está uma de um judeu ortodoxo a beijar um soldado nazi ou a do Papa Bento XVI num abraço amoroso a um guarda do Vaticano.

Um dos últimos cartoons de Charb, publicado na edição desta semana do Charlie Hebdo, é tristemente premonitório.
O desenho mostra um extremista que reage ao título ‘França continua sem ser atacada’.
‘Esperem’, afirma o homem armado, ‘temos até ao fim de Janeiro para apresentar os nossos votos de ano novo’.

Pois é...
Agora ao nosso lado é só Charlies...

Não és Charlie nem no teu próprio burgo!

E como diz o Nuno Michaels,
És apenas um cobarde e um oportunista.
Já existiram muitos, muitos como tu ao longo da história, sempre colando-se à grandeza dos outros para tentar sair da sombra. Mas dos fracos não reza a história, e dos abutres muito menos.

Agora de repente és o arauto da liberdade de expressão, quando passaste a vida a medir e a conter, estrategicamente, o que pões para fora, se não para ganhar vantagem ou cumprir agendas suspeitas, pelo menos para não perderes privilégios ou protecção,
e de repente,
És um herói (à custa dos outros)?

Também preferes morrer de pé do que viver de joelhos?
Então por que é que passas a vida de joelhos, em modo subserviente e conveniente, para não levantares ondas de Verdade e Autenticidade que te obrigariam a nadar, yo!?

Man... Tem vergonha na cara.
E mantém-te ajoelhado, se não és capaz de te erguer pela tua própria voz.
"A condição humana", dizia o André Malraux, "atinge-se quando alguém é capaz de morrer por aquilo em que acredita".

A Verdade tem um preço, e se achas que vais fazer as tuas conquistas à custa da dignidade dos outros, pensa outra vez...
... E sabes, de joelhos, pelo menos, sempre podes rezar.
... Aproveita e pede a Deus que faça de ti um Homem...


O Markl, como cartonista que é disse,
Alarmado com a quantidade de participantes num fórum radiofónico que defendia a tese de que os artistas do Charlie Hebdo estavam a pedi-las. E que a liberdade de expressão deve ter limites e controlo. Um dos crimes dos monstros que mataram ontem aquelas pessoas foi terem adormecido o artista livre que havia nelas; o outro foi terem acordado o ditador fascista que há noutras.

Quando os cartoonistas de um jornal como o Charlie Hebdo retratam profetas que é proibido retratar, há que ter a inteligência de perceber que não é com os profetas, não é com os deuses que é feita a piada. É com muitos dos homens que os seguem cegamente e cometem atrocidades em nome deles. É ofensivo? Para alguns, talvez. Todo o humor acaba por sê-lo para alguém, de uma maneira ou de outra - o riso é sempre às custas de alguém ou de alguma coisa; faz parte do conceito e da arte da comédia.

Às vezes parece que aos potenciais ofendidos falta segurança na sua crença ou na sua convicção. Gente segura de si, daquilo em que acredita, não explode de fúria com um cartoon. As reacções extremas contra o humor, seja a um número do Charlie, um episódio do South Park ou um cartoon do António parecem por vezes basear-se em insegurança pura.

E sim, se Deus existe - seja o Deus que for - tem sentido de humor. A prova disso? Nós. A sua criação. Somos todos ridículos, e todos o sabemos bem, por muito que alguns de nós o tentemos esconder. Deus é dos maiores autores de sitcom de sempre.


Não, não somos todos Charlie!!!!
Quem dera...
Tanta hipocrisia!!

Creio sinceramente que a maioria de nós não é "Charlie".
A maioria de nós cultiva o silêncio comprometido, "a minha política é o trabalho", "os gajos são todos iguais", "cada um sabe de si", não faço ondas que a maré pode levantar-se e eu afogo-me. 

É hoje praticamente dado como adquirido que no local de trabalho não se fala de política; que dentro das empresas onde trabalhamos há assuntos de que não se fala, por "respeitinho" à corporação e/ou simples medo das represálias associadas ao questionamento de regras estúpidas, regulamentos e códigos obsoletos, discrepâncias medievais na distribuição de salários e "regalias". Somos todos "Charlie" mas apenas quando nos convém. A prova-provada, aquela que nos confronta connosco próprios, acontece por exemplo sempre que furamos uma greve por medo das consequências associadas à participação na dita.

Eu não sou Charlie, mas pode ser que um dia venha a ser. 
Quando tiver a coragem de assumir, plenamente e sem auto-censuras, sem medo de consequências (custe o que custar), aquilo que penso e sinto sobre as dores do mundo, sobre as dores dos humildes deste mundo.

E em relação aos humoristas portugueses, onde estão os Charlies????
Humoristas que afirmam que gostam de humor negro mas que fazem outro porque dizem que dá mais dinheiro e menos problemas.
Se o mesmo género de humor acontecesse por Portugal, muitas mais seriam as vozes de apoio aos terroristas.
A liberdade de expressão não se dissocia da liberdade humorística.
A Revolução Francesa teve o condão de nos humanizar e  a época em que se queimava gente em fogueiras já lá vai...ou não, pelos vistos...a Guerra Santa nunca acabou.


Este é o momento de confrontar a União Europeia, a NATO e o governo francês em particular com as suas imensas e determinantes responsabilidades no crescimento de uma nova "jihad" que agora (e uma vez mais) lhes rebenta nas mãos;
É tempo de lembrar que em 2012 foram capturados na Síria cerca de duas dezenas de agentes secretos franceses que apoiavam no terreno o "Exército Livre da Síria", uma das facções da "jihad" que destruiu e destrói um dos únicos estados laicos da região;
É tempo de lembrar que em Abril de 2013 a União Europeia decidiu comprar às claras petróleo aos "rebeldes" que haviam tomado para si - e para o financiamento da sua "jihad" - poços de petróleo que pertencem na verdade ao povo sírio;
É tempo de lembrar que o governo francês foi um dos elementos chave no esforço de guerra da NATO na Líbia - um dos paraísos do novo jihadismo itinerante -, e que boa parte daqueles que hoje ameaçam vidas inocentes em todo o mundo fizeram nesse contexto de guerra a sua formação (para)militar.

................do lado de dentro



“Para estar junto não é preciso estar perto, e sim do lado de dentro” 

 Leonardo Da Vinci

Recuerdas el fin de tu infancia???



No todo el mundo recuerda el fin de su infancia como lo recuerdo yo.

Cuando les pregunto a otros sobre ese momento, la mayor parte de personas que conozco evocan un tiempo diluido en la memoria, en el que se transforman y comienzan a vivir en el mundo hormonal adolescente, teñido de sangre y poluciones, que sitúan allá alrededor de los doce años, o de las vacaciones que veranearon en Estellencs o en Alcúdia.

Pero no es frecuente recordar un hito y situarlo en el calendario con la viveza de detalles con el que me aparece en la mente.
Yo rememoro el día exacto en el que dejé la niñez.
Sentí lo que debieron sentir Adán y Eva cuando fueron expulsados del Paraíso, cuando toda su vida cambió al perder la protección de Dios.
Pero contrariamente a mis amigos, no fue la pubertad lo que cambió mi vida.
Fue más adelante, cuando un cambio en mi pensamiento me dejó abandonada a mi suerte, en una tierra de peligros, de incertezas y conjeturas. Empecé a vivir en un mundo lleno de hipótesis, de posibilidades y eso me llevó lejos, muy lejos del Edén en el que había transcurrido mi vida hasta ese momento.
Fue un martes de noviembre de hace cinco años a la vuelta de la clase de inglés.
Encontré a mi madre hablando con una vecina en lo que me parecía una conversación habitual entre ellas, que acostumbraban a contarse sus cosas en la escalera.
Al pasar junto a ellas escuché de pasada a la vecina que le decía a mi madre:

-Imagínate que pasaría si todo el mundo hiciera como ella

No sabía a qué se referían con esa frase, pero me llamó la atención. “Imagínate que pasaría si todo el mundo hiciera como ella”. La frase me daba vueltas porque era verdad que podía imaginarme diferentes comportamientos, que podía pensar en distintas posibilidades, que podrían conducir a desarrollar diferentes historias. Ahora podía entender la mente de los cuentistas.

Ese descubrimiento de la capacidad de imaginarse sucesos y acontecimientos diversos, al principio me alegró.
Me divertía pensando
“¿Qué pasaría si esa grieta en las baldosas de la acera fuera un agujero a otra dimensión y se pudiera ir a Narnia?
¿Qué pasaría si descubriera que soy media humana y media diosa del Olimpo y pudiera vivir las aventuras con Percy Jackson?
¿Qué pasaría si a ese hombre le tocara la lotería y esa mujer llegara tarde al trabajo?
¿O a ese chico le dijeran que tiene un hermano de padre que nadie sabía que existiera?
¿O qué ese coche explota en medio de la avenida?
¿O si apareciera un extraterrestre en mi instituto y fagocitara a mi mejor amiga y se hiciera pasar por ella?

La tipología de las hipótesis iba variando con los meses y los años.
Si bien al principio eran fantásticas, luego fueron apareciendo las que era posible que sucedieran en la realidad; me imaginaba todas las eventualidades que podían darse.
Y después surgieron las catastróficas:
¿Y si suspendo todas las asignaturas?
¿Y si nunca aprendo a conducir un coche?
¿Y si no me atrevo nunca más a subir a un autobús?

De la diversión inicial pasé a la indecisión y la angustia. No era capaz de concluir qué quería hacer y tampoco tenía determinación para atreverme a hacerlo. Si finalmente emprendía algo, era motivada por la urgencia de los plazos, o por la intervención de mi familia o amigos que me conminaban a pronunciarme sobre lo que se tuviera entre manos en ese momento.

Los días empezaron a ser pesados y oscuros, siempre en la sombra de las enormes posibilidades que tenía mi existencia. En pocas circunstancias estaba tranquila; sólo conseguía sentirme serena cuando lo que debía hacer no me dejaba pensar, porque ni siquiera en sueños las hipótesis me dejaban tranquila.

Una de las pocas situaciones en las que descansaba era, paradójicamente, cuando estaba harta de la lluvia de conjeturas, y me iba corriendo por el Paseo Marítimo. Llegaba exhausta al Dique del Oeste y descansaba viendo las olas romper en las rocas. Allí, si estaba sola, rompía yo misma a llorar, como si fuera una ola que tropezaba en su camino con la roca, y me quedaba rendida.

Uno de los días en los que corrí hasta el mar, sintiéndome agobiada por el infierno de hipótesis que rondaban en mi cabeza, al llegar al Dique del Oeste no paré de correr cuando me acerqué al borde. Si la vida que cuando era niña pensaba como el tiempo “cuando sea mayor”, tenía que ser este sufrimiento, prefería acabar con ello.
Seguí agitando las piernas en el aire hasta que caí al mar.
El agua me contuvo en su seno y me dejé llevar, arrullada por los sonidos acuosos que llenaron mi mente. El líquido me envolvió. El agua mojaba mi piel y refrescaba mi mente. Abrí los ojos, sentí el escozor de la sal, el vaivén del movimiento del mar, el azul del cielo salpicado por las burbujas que mi cuerpo formó en el agua… y ya no hubo nada más que el ahora.


Ana Cortiñas Payeras

quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

Inês Pedrosa


"...Comecei a desaparecer no dia em que os meus olhos se afundaram nos teus. 
Agora que os teus olhos se fecharam sei que não voltarás a devolver-me os meus..." 

Inês Pedrosa

O Sentido da vida...Evolução Humana



"Quem sabe se não haveria ainda que trilhar novo caminho: o de, tomando toda a simplicidade, todo o despojamento, toda a disciplina, toda a dedicação (...) ninguém se retirar do mundo (...) mas no século permanecer, com bom humor, paciência, entusiasmo, fé no triunfo e absoluta confiança nas qualidades do homem, quaisquer que sejam as aparências.

Combater sem agressividade, esperar sem se tornar passivo, acreditar haver saída para tudo, conservar-se na marcha geral, embora escolhendo o seu próprio caminho e jamais esquecendo o seu rumo, abertos sempre a novas ideias e acolhedores de todos os estímulos.
Sem internas quebras, navegar o que parece impossível, sem desânimo, adiantar a tarefa sem temer o paradoxo, dar toda a eternidade à corrida do tempo, sem pressa, nunca cessando a marcha."

Agostinho da Silva

Everything is spinning...


Videos:
Part 1 of 2

Till now no theory included why everything in nature spins.

What was the source of timeless rotation in the whole universe?

 Haramein introduces torque, torsion and rotation into Einstein´s equations to explain spin.

 


Part 2


terça-feira, 6 de janeiro de 2015

Norah Jones (with Wynton Marsalis) - You Don't Know Me

                                             


E agora com Michael Buble...

 


E finalmente, a Deusa Diana..e o Ray Charles...o seu a seu dono!


Amar é arriscar. Tudo




"Amar é arriscar. Tudo.
O amor é algo extraordinário e muito raro.
Ao contrário do que se pensa não é universal, não está ao alcance de todos, muito poucos o mantêm aqui. Chama-se amor a muita coisa, desde todos os seus fingimentos até ao seu contrário: o egoísmo.

A banalidade do gosto de ti porque gostas de mim é uma aberração intelectual e um sentimento mesquinho. Negócio estranho de contabilidade organizada. Amar na verdade, amar, é algo que poucos aguentam, prefere-se mudar o conceito de amor a trocar as voltas à vida quando esta parece tão confortável.

Amar é dar a vida a um outro.
A sua. A única. Arriscar tudo. Tudo.
A magnífica beleza do amor reside na total ausência de planos de contingência.
Quando se ama, entrega-se a vida toda, ali, desprotegido, correndo o tremendo risco de ficar completamente só, assumindo-o com coragem e dando um passo adiante. Por isso a morte pode tão pouco diante do amor. Quase nada. Ama-se por cima da morte, porquanto o fim não é o momento em que as coisas se separam, mas o ponto em que acabam.

Não é por respirar que estamos vivos, mas é por não amar que estamos mortos.
De pouco vale viver uma vida inteira se não sentirmos que o mais valioso que temos, o que somos, não é para nós, serve precisamente para oferecermos. Sim, sem porquê nem para quê. Sim, de mãos abertas. Sim... porque, ainda além de tudo o que aqui existe, há um mundo onde vivem para sempre todos os que ousaram amar... "

José Luís Nunes Martins
in, Filosofias - 79 Reflexões

A pele da alma retorna ao seu estado primitivo e intacto



"E o desafio do feminino hoje é o resgate.
É ouvir a voz interior, a amorosidade, o cuidado, o autocuidado, a misericórdia, a sensibilidade.
Para entrar em contacto com o feminino sagrado, vale a pena um exercício de imaginação:
Antes, o silêncio interno deve chegar devagar, tomando todo o corpo de quem se propõe a realizar o exercício. Neste momento, imaginar que começam a chegar ao seu lado, atrás de você, sua mãe, suas avós; as bisavós, as trisavós e muitas outras avós, além das tias que se sente, são importantes na sua vida, vivas ou mortas, conhecidas ou desconhecidas.
Estas são as suas antepassadas.
É possível acessá-las, pedindo com amor que elas possam trazer as qualidades positivas para que se dê conta da vida, para que se possa ser feliz, ser uma mulher inteira, plenamente viva.
E se houver muitas dores relacionadas ao feminino, lembrar que “embora a película externa da alma seja magoada, arranhada ou chamuscada, ela se regenera de qualquer modo.
Repetidas vezes, a pele da alma retorna a seu estado primitivo e intacto”

Clarissa Pinkola Estés

..................y todo ha cambiado



Algunos días especiales levantas la mirada y todo ha cambiado.
Es un cambio invisible, que no depende de las circunstancias, ni de las emociones diarias.
Es un cambio que procede de un lugar profundo, como si en las cocinas del infierno de tu mente hubieran estado cociéndose unos guisos de los que ahora se te permite sentir su aroma.
Un perfume que es un recordatorio de que siempre habrá algo que está por encima de tu ilusa omnipotencia y aguerrida voluntad, y que los cambios vienen cuando vienen y no cuando quieres que vengan.
Y ahora ves que fuiste enviada a un largo exilio de esa patria tranquila y cómoda de la que gozaron tantos.
Pero tú no. Tú no.
Tú fuiste enviada a unas guerras de Troya que no eran las tuyas, pero que se hicieron tuyas.
Se hicieron tuyas.
Y ahora que acabaron, y que por fortuna sobreviviste, se abre un camino por el que puedes volver a ese lugar tranquilo y cómodo que anhelaste.
Y ahora que soy libre de retornar, no sé si quiero.
No se vuelve de un exilio indemne, con la ingenuidad del obediente.

Aina Cortiñas Payeras

segunda-feira, 5 de janeiro de 2015

O Mundo Imaginário do Dr. Parnassus




O Mundo Imaginário do Dr. Parnassus (The Imaginarium of Doctor Parnassus)
2009

Direcção: Terry Gilliam

Johnny Depp - Imaginarium Tony



O filme conta a história do Dr. Parnassus e do seu Imaginarium, um espectáculo itinerante no qual o público tem a oportunidade irresistível de escolher entre a luz e a alegria, ou as sombras e a escuridão.
Abençoado com o extraordinário dom de guiar a imaginação dos outros, o Doutor Parnassus é amaldiçoado com um segredo.
Jogador inveterado há milhares de anos, ele fez uma aposta com o diabo, o Sr. Nick, para se tornar imortal.
Séculos depois, ao conhecer o seu verdadeiro amor, o Dr. Parnassus fez outra aposta com o diabo, na qual ele trocaria a imortalidade pela juventude, desde que, ao atingir 16 anos, a sua filha se tornasse propriedade do Sr. Nick.
Valentina está prestes a completar 16 anos e o Dr. Parnassus fica desesperado para protegê-la do seu destino iminente.

sábado, 3 de janeiro de 2015

................quero lá saber de faço anos



"Quero lá saber se faço anos. 
Já não festejo o dia, nem os anos. 
Festejo-me a mim."

Álvaro de Campos

sexta-feira, 2 de janeiro de 2015

Fechar o Ano Velho



Já todos hoje percebemos que nada atrai mais abundância do que desenvolvermos em nós a capacidade de sentirmos ou vibrarmos em Amor.

Amor-próprio. 
Amor pelo que temos. 
Amor pelo que somos. 
Amor pela Vida e pelas Leis Universais. 
Amor pelas bênçãos e retornos maravilhosos  
Amor pelos desafios que estão predestinados 
a fazer de nós Heróis da nossa própria história.

Seria interessante um dia a ciência ser capaz de inventar um "Amorómetro" para que pudéssemos tomar consciência do grau em que estamos e o que podemos fazer para ir subindo a escala assim como evitar o que afinal rouba energia e faz baixar a frequência.

Enquanto ele não é inventado, cabe a nós ir procurando maneiras de elevar a nossa energia e capacidade de sentir Amor assim como evitar tudo o que a baixe.

Deixo então a minha sugestão:

Lista de bênçãos e desafios para fechar o ano velho.

Bênçãos a agradecer:

- As aprendizagens que fiz.

- A saúde de que gozo e gozam os meus.

- A comida que não me falta.

- A presença dos amigos e os seus abraços.

- O colinho do meu animal.

- A consciência que ganhei.

- A liberdade que tenho de escolher quem quero Ser.

- O apoio da família.

- Lembrar que somos um espírito a cumprir uma história.

- Todos os pequenos milagres que só o nosso coração lê.

- O mundo de informação e tecnologia que nos permite relembrar quem somos.

- O respeito que vou aprendendo a ter por mim.

- A força de ser fiel ao meu coração.

- Aqueles laços com amigos que nos lembram como somos especiais.

- As mensagens de todos os que nos querem bem.



Desafios a agradecer:

- Os desafios que me fizeram mais forte.

- As aparentes injustiças que trouxeram a libertação.

- Os apertos de dinheiro que me ajudaram a valorizar mais o que tenho.

- As desilusões que me fizeram mais realista.

- Os problemas com o carro que me evitaram acidentes graves.

- As discussões com os filhos que reforçam os laços.

- As obrigações que me ajudam a ser responsável.

- Os meus medos que me convidam a ter coragem.

- As idas ao hospital que fizeram de mim mais humano.

- As perdas que me ajudam a controlar o ego.

- Todas as situações que parecem não ter resolução e que nos religam ao Céu e nos aumentam a Fé.

- O afastamento de certas pessoas que nos mostram que não éramos importantes para elas.

- Toda e qualquer situação que nos esprema o coração e nos permita a bênção que é sentir.

- Lembrar que sorte e azar não existem e que todos os desafios são oportunidades de equilíbrio das energias do passado.



Não há lista de novo ano que dure ou se realize enquanto este trabalho de reconhecimento e valorização do ano que passou não for feito.
Não é por acaso que a maior parte de nós não consegue manter-se fiel às nossas resoluções.

Façamos então este pequeníssimo ritual interno de gratidão do ano que está a terminar para que possamos entrar no novo ano 2015 com os nossos Amorómetros no máximo...

Feliz Ano Novo

Vera Luz



E mais importante ainda é lembrar sempre que:

"A mudança que tanto desejamos, tem que começar dentro de nós..."



Hoje começa um ano novo



"Hoje começa um ano novo.
E, como os primeiros doze dias de um ano estão relacionados com os doze meses que virão, esforçai-vos por vivê-los o melhor possível a fim de dardes a todo o ano uma base sólida.

Tomai em consideração que nenhum dos vossos pensamentos, dos vossos sentimentos e dos vossos desejos fica sem consequências:
eles são como sementes que colocais na terra da vossa alma e essas sementes germinarão.
É vocação da terra favorecer o crescimento das sementes.
Depois de estas terem sido semeadas, ela alimenta-as, e a água, o ar e a luz do sol também contribuem para o seu desenvolvimento.

Por isso, atenção!
Aqueles que, por negligência ou má vontade, semeiam urtigas ou cardos na sua terra interior não devem ficar à espera de ver crescer trigo.

Neste primeiro dia do ano, as sementes que colocais na terra poderão também ser palavras como “alegria”, “luz”, “paz”, “amor”, “esperança”… 
Impregnai-vos bem do seu sentido e colocai-as nas profundezas da vossa alma.
Cuidai delas e vereis como elas, pouco a pouco, farão um trabalho de germinação em vós.
Assim, ao longo de todo o ano, vivereis entre campos férteis e jardins floridos."

Omraam Mikhaël Aïvanhov

quinta-feira, 1 de janeiro de 2015

Tom Waits - Time




Venha lá 2015!
Venham de lá essas mudanças...sejam lá elas quais forem, estaremos cá para encarar de frente!
It's Time!!!

Oṁ śāntiḥ śāntiḥ śāntiḥ!
A palavra śāntiḥ é pronunciada três vezes porque nós temos três tipos de problemas:
os que surgem da natureza,
os que surgem dos relacionamentos, e
os que estão centrados no nosso próprio corpo-mente.
Adhidaivaikam são os problemas e fontes de sofrimento ligados à natureza, como terremotos, tsunamis, secas, inundações, etc.
Adhibhautikam são os problemas vinculados com os relacionamentos, tanto com pessoas quanto com animais.
Adhiātmikam é o tipo de sofrimento vinculado com o corpo: desde coisas pequenas como enxaquecas, até todos os tipos de problemas de saúde, até mesmo os problemas existenciais, etc.
É por isso que dizemos śāntiḥ: para que haja paz em todos esses níveis.

Swāmi Dayānanda

terça-feira, 30 de dezembro de 2014

Torus


Há sempre uma cave dentro de nós



"Duas pessoas são duas pessoas.
Nunca nos pomos a pensar nisto assim, mas é inultrapassável.
Queremos sempre acreditar que um casal, por exemplo, são duas pessoas que se escolheram um ao outro para partilharem.
Para viverem como cúmplices.
E isso até pode acontecer muito tempo, numa data de coisas.
Mas há sempre uma cave dentro de nós.
Nunca, mas nunca mesmo, saberemos tudo acerca do outro.
Só não percebo porque me faz isso sofrer se parece que estou a concluir que é natural, que as coisas são mesmo assim."

Rodrigo Guedes de Carvalho


Há sempre uma cave dentro de nós.
E só nós sabemos onde está essa Porta do Chão!
Os segredos mais perigosos, são aqueles que temos medo de contar a nós próprios...

p.s.- lembram-se desse filme, " A Porta no Chão"?
Com Elle Fanning, Jeff Bridges, Kim Basinger e Jon Foster.

Ted Cole: And so the little boy was born, and he was happy. And his mommy was happy, too. Although she told the boy, at least once every day, "Don't ever, not ever, never, never, never, open the door in the floor." But of course, he was only a little boy. If you were that little boy, wouldn't you want to open that door in the floor?




O famoso escritor de histórias infantis Ted Coles e a sua bela mulher Marion tinham um casamento perfeito. Mas que começa a desmoronar após uma tragédia, a morte dos dois filhos num acidente.
O desânimo de Marion e as consequentes infidelidades de Ted impediram o casal de enfrentar os problemas da relação. Os estímulos vão voltar a estar presentes em Marion quando Ted contrata Eddie para seu assistente pessoal.
Eddie faz despertar os mais profundos desejos sexuais que Marion achava perdidos, refazendo a imagem que ela tem de si própria como mãe e como mulher.


 

MARVIN GAYE & TAMMI TERRELL "Ain't no Mountain High Enough"




Hoje acordei com esta música na cabeça...
E sonhei que tinha ido ao aeroporto de Lisboa buscar um sobrinh@ ainda pequen@...e cantávamos esta música...


Ain't No Mountain High Enough
Listen, baby

Ain't no mountain high
Ain't no valley low
Ain't no river wide enough, baby

If you need me, call me
No matter where you are
No matter how far (don't worry, baby)
Just call my name
I'll be there in a hurry
You don't have to worry

'Cause, baby, there
Ain't no mountain high enough
Ain't no valley low enough
Ain't no river wide enough
To keep me from getting to you, baby

Remember the day
I set you free
I told you you could always count on me, darling
From that day on
I made a vow
I'll be there when you want me
Some way, somehow

'Cause, baby, there
Ain't no mountain high enough
Ain't no valley low enough
Ain't no river wide enough
To keep me from getting to you, baby

Oh, no, darling (no wind, no rain)

All winter's cold can't stop me, baby
Now, now, baby
(If you're ever in trouble
I'll be there on the double
Just sing for me)
Oh, baby

My love is alive
Way down in my heart
Although we are miles apart

If you ever need a helping hand
I'll be there on the double
Just as fast as I can
Don't you know that

There ain't no mountain high enough
Ain't no valley low enough
Ain't no river wide enough
To keep me from getting to you, baby

Don't you know that there
Ain't no mountain high enough
Ain't no valley low enough
Ain't no river wide enough
To keep me from getting to you, baby

segunda-feira, 29 de dezembro de 2014

............lo que nos hace felices y lo que nos hace sufrir


...yo intento ser fiel a mi vocación y pretendo reflexionar sobre lo que nos hace felices y lo que nos hace sufrir, intentando hacer una arqueología de la mente, aunque lamentablemente sin tanto arte como lo hacen los buenos novelistas.

¿Por qué no me dedico a los mensajes positivos? 
Porque nunca me he conformado con lo que me dicen sin pensar si es aplicable siempre a lo que vivo, experimento y observo. 
Los mensajes positivos son útiles en algunos momentos y en algunos contextos, pero pueden ser muy agresivos cuando alguien está sumido en el proceso de cambio o duelo que implica la pérdida de alguien o algo querido o apreciado.
También se olvidan de que no todo cambio se produce por voluntad (obvian la realidad de los procesos inconscientes que la voluntad consciente muchas veces pretende reprimir y relegar) y son miopes a la función que tiene todo sentimiento y emoción en nuestro crecimiento personal.
Estas reflexiones las hago siempre desde la óptica del vínculo afectivo.
En definitiva, son las relaciones las que nos definen y es esa característica de fundamento del ser que tiene la relación,  la razón por la que los vínculos nos hace sentir felices y desgraciados. 
Pero no todo lo que nos han dicho sobre las relaciones es verdad.
De ahí mi espíritu crítico frente a los condicionamientos y las imágenes del amor que nos han hecho creer.

Si leéis algunas de mis entradas también veréis que no soy una fervorosa defensora de las técnicas más populares en estos días de "merchadising" psicológico y espiritual. 
Todas las técnicas pueden ser útiles, como pueden ser dañinas y re-traumatizantes en potencia.
Hacer una constelación familiar o utilizar técnicas guestálticas o espirituales no son garantía de nada.
La catarsis no es curativa per se, sino cuando se da en un contexto de relación terapéutica, en una base de seguridad que nos permite rememorar y colocarnos en un nuevo lugar con recursos que antes no teníamos. Hacer según que técnicas fuera de ese contexto,  con una persona a la que no volveremos a ver y sin los conocimientos necesarios para trabajar traumas o situaciones emocionales intensas puede provocar más daño que bien. 

¿Alguien se operaría el cerebro para solucionar cualquier problema, o por cualquier terapeuta?
Seguro que sólo nos ponemos en manos de neurocirujanos en muy determinadas condiciones.
¿Por qué dejamos que utilicen técnicas psicológicas potentes sin saber si lo necesitamos, o de qué manera lo necesitamos?

Con todo, pretendo ser una persona y profesional que potencie el crecimiento personal. 
Pero cada persona debe encontrar su modo, tener autonomía y ser crítico con lo que se le ofrece.
Nunca una técnica puede estar por encima de la persona.

Con este resumen de la filosofía de este blog me oriento hacia los nuevos tiempos que están por venir.
El fin de año es una convención de calendario, pero que guarda alguna relación con los ciclos naturales.
Es el tiempo del cambio de solsticio, cuando un nueva estación empieza...
¡Mis buenos deseos para todos mis lectores!

Ana Cortiñas Payeras
Psicóloga espanhola



Resposta de um amigo:

 Ana estoy totalmente de acuerdo contigo. A mi me pasa también lo mismo.

No creo en los cambios psicológicos rápidos, si el desarrollo emocional es lento y pausado, entonces porqué se pretende hacer creer que estructuras psicológicas que han tardado muchos años en cristalizar y solidificar ahora se pueden modificar en unos meses.
Ya me parecía que el conductismo-cognitivismo por si sólo no llevaba a ninguna parte, pero todo esto del coaching personal me produce espanto.
Creo que la psicología actual, como tantas otras relaciones entre personas, se ha tornado muy "líquida" y lo importante no es el proceso sino el final. 
Lo que sucede es que sin proceso el final es solamente momentáneo, es perecedero, de nuevo caes en los mismos problemas evidentemente no superados. 
Parece que vivimos en un tiempo en el que es imprescindible ser feliz el 100% de nuestro tiempo, y que el aburrimiento no debe existir. 
Esos falsos conceptos, que son imposibles, son de hecho los que nos conducen a la infelicidad y al tedio.

A menudo comparo la situación de esa psicología "moderna" con otro de los temas que forman parte integra de mi identidad:  la fotografía.
Hoy hacer una foto es instantáneo, aprietas el botón y zas, ahí tienes el resultado.
El proceso ni lo conoces, ni te importa, la máquina lo hace todo por ti, desde la exposición hasta el revelado, todo en décimas de segundo.
Se perdió el proceso, el aprendizaje, la mejora paulatina de la técnica, el laboratorio.
Incluso en el laboratorio digital ha desaparecido la magia de lo inesperado que solamente se te revelaba en el cuarto oscuro, esa imagen que aparecía frente a tus ojos teñidos de luz rojiza e incandescente.
Se perdió la ilusión de la fotografía como proceso con una meta diferida, se volvió instantánea, sin evolución, solamente con final.

En los tiempos que corren hasta el amor se ha convertido en eso. 
Recuerdo un chiste en el que está una pareja haciendo el amor apasionadamente en la cama.
Cuando acaban él le dice a ella: ha sido fenomenal, y ella le contesta, sí fantástico, entonces él añade, que te parece si mañana quedamos y vamos al cine, y entonces ella comenta, ¡qué dices, no voy al cine con desconocidos ¡¡¡.
Las relaciones de vínculo amoroso han olvidado el elogio de la lentitud, como diría Honoré, se están saltando las fases para llegar a un fin, el cuál es básicamente la sexualidad, perdiéndose a menudo el vínculo por el camino.

Vivimos en una sociedad dónde las emociones y las relaciones se consumen rápido, se quiere todo ya, la frustración, la espera, el desarrollo de las cosas, no importan, sobran. 
La psicología, desde mi punto de vista, ha caído de lleno en ese error.

Feliz y lenta  entrada de año.
Josep A Perez Castello