sexta-feira, 7 de abril de 2023

TE DEUM








 A ti, ó deus, pousado como a coruja
de olhos cegos no tronco ressequido da eternidade;
a ti, que o vento de uma imprecação de profetas
loucos expulsa para a terra poeirenta
do fim, como se ainda pudesses anunciar
um recomeço de jardins e oceanos varridos
pela primeira luz; a ti, de asas envelhecidas
pelo curso das idades, e incapaz de sobrevoar
um campo de galáxias para descobrir o átomo
de um verbo inicial:

vem para dentro do tempo, e faz dele
o templo das tuas indecisões. Sobe ao velho
altar e fala aos crentes que te adoram, repetindo
devagar cada palavra que ouviste das suas
orações. Pedir-te-ão que não os imites, e quando te
aproximares deles voltar-te-ão as costas, a ti,
ó deus alquebrado. Então, dirás para
contigo, então sou um homem! E entrarás
no meio deles, para que te insultem,

a ti, ó deus, que finalmente
encontrarás o teu lugar nas tabernas do mundo,
bebendo o vinho barato dos marinheiros
e comendo o pão esfarelado da ressaca,
enquanto rezas a ti próprio – como
se ainda acreditasses em ti.


Nuno Júdice
in, Fórmulas de Uma Luz Inexplicável





Dragão Serpente Animal Totem






Dragão (lung em chinês, yong ou ryong em coreano, e ryu em japonês) segundo a mitologia chinesa, foi um dos quatro animais sagrados convocados por Pan Ku (o deus criador) para participarem na criação do mundo (Dragão, o Tigre, a Tartaruga e a Fénix). 

Dividem-se em quatro tipos: 
  1. celestiais, 
  2. espíritos da terra, 
  3. os guardiões de tesouros 
  4. os dragões imperiais. 

O dragão Yuan-shi Tian-zong ocupa uma das mais altas posições na hierarquia divina do taoísmo. Ele teria surgido no princípio do universo e criado o céu e a terra.

É completamente diferente do ocidental, não tem asas nem cospe fogo, sendo um misto de vários animais místicos: 

corpo de serpente, 
cabeça de crocodilo, 
escamas de carpa, 
chifres de cervo, 
olhos de tigre, 
nariz de salamandra, 
garras de águia, 
patas de lagarto, 
juba de leão e 
bigodes de bagre.


Lutar e vencer o dragão traduz a iniciação e a evolução através da provação. 
Este animal mitológico é também símbolo da imortalidade, da união dos contrários e do poder divino.

Nas mitologias de muitas tradições, o dragão é o guardião dos tesouros secretos que se deve vencer para ter acesso aos mesmos. Na mitologia do Ocidente, é um dragão que protege o Jardim das Hespérides, que guarda o Tosão de Ouro e possui o tesouro da imortalidade no mito germânico de Siegfried. 

Na Bíblia, o dragão é associado à serpente e simboliza o mal que é vencido por Cristo. Os dragões fazem parte do exército de Lúcifer, por oposição aos anjos do exército de Deus. A vitória de S. Miguel e de S. Jorge sobre o dragão é um dos temas mais populares da Idade Média cristã e simboliza a luta do Bem contra o Mal. 

No Extremo Oriente, o dragão tem uma simbologia dupla, já que é simultaneamente aéreo e terrestre, pertencendo ao mundo subterrâneo das grutas e cavernas ou voando nos céus, montado pelos imortais. O dragão é, no Oriente, um princípio ativo que reúne e resolve todos estes elementos contrários e que tem um grande poder divino, associado à criação do Universo. Como atributo de poder, é também o símbolo do imperador na China e dos reis entre os celtas e os hebraicos. 

Na tradição hindu, o dragão está associado ao elemento fogo e ao princípio criador que estabelece o universo através de uma ordem e de uma organização.


Na sua ligação com a água, os dragões estão associados às nascentes e à chuva que fecunda a terra. A sua ligação com o elemento fogo faz com que o dragão seja também o senhor dos raios e dos trovões. O dragão é ao mesmo tempo Yin e água e Yang e fogo. 

As danças do dragão do Oriente têm como objetivo pedir a chuva e a prosperidade, sendo aqui o dragão um símbolo auspicioso de boa sorte, abundância e felicidade. 

O dragão vermelho é o símbolo do País de Gales, na Grã-Bretanha, e foi colocado no escudo real de Inglaterra por Henrique VII, que era de ascendência galesa. 

O Butão é conhecido como o País do Dragão.

É representado de várias formas, a mais comum é o dragão de 4 patas, cada uma com 4 dedos para frente e 1 para trás, o dragão imperial, ou carregando uma pérola numa das patas chamada de Yoku (元氣) pela antiga lenda chinesa - "dragão das águas marinhas".

O dragão chinês é uma criatura mitológica chinesa que aparece também em outras culturas orientais, e também conhecidos às vezes de dragão oriental. Descrito como longo, uma criatura semelhante a uma serpente de quatro garras, ao contrário do dragão ocidental que é quadrúpede e com asas, representado geralmente como mau, o dragão chinês tem sido por muito tempo um símbolo poderoso do poder auspicioso no folclore e na arte chineses. 

Os dragões chineses controlam a água nas nações de agricultura irrigada. Este é o contraste com o dragão ocidental, que podem cuspir fogo para mostrar o seu poder mítico. 

O dragão também é a junção do conceito de yang (masculino) e associado com o tempo para trazer chuva e de água em geral. Seu correlativo feminino é Fenghuang.

A princípio, o dragão era historicamente o símbolo do imperador da China. Começando com a Dinastia Yuan, os cidadãos comuns foram proibidos de se associar com o símbolo. O dragão ressurgiu durante a Dinastia Qing e apareceu em bandeiras nacionais.

Consequentemente, o dragão passou a ter uma conotação agressiva, militar que o governo chinês deseja evitar. É por estas razões que o panda gigante é de longe mais usado com mais frequência dentro de China como um emblema nacional do que o dragão. Em Hong Kong, entretanto, o dragão é uma marca desta cidade, um símbolo usado para promove-la internacionalmente.

Muitos chineses frequentemente usam o termo "descendentes do dragão" (龍的傳人) como um símbolo de identidade étnica. Embora esta tendência tenha começado somente quando diferentes nacionalidades asiáticas procuravam símbolos animais para reapresentações na década de 70. 
O lobo foi usado entre os mongóis, o macaco entre os tibetanos.

Na cultura chinesa atualmente, é mais usado para fins decorativos. 
É um tabu deformar uma representação de um dragão; por exemplo, uma campanha da propaganda da Nike, que caracterizou o jogador de basquetebol americano LeBron James que matava um dragão (além de bater num mestre velho de KungFu), foi imediatamente censurada pelo governo chinês após o protesto público sobre o desrespeito.

Um número de provérbios e de dialetos chineses também caracteriza referências ao dragão, por exemplo: "Esperando o único filho virar dragão" (望子成龍, também é tão bem sucedido e poderoso quanto um dragão).

Uma antiga forma de escrita tem a forma de símbolo caracterizada pelo "dragão" que agora é escrito 龍 ou 龙 e pronunciado de forma longa no mandarim.

A origem do dragão chinês não é precisa, mas muitos estudiosos concordam que se originou dos totens de diferentes tribos na China. Pesquisadores acreditam que sua representação surgiu por volta de 6 mil AC, sendo que sua representação mais antiga foi encontrada em Henan, ao sul de Pequim. Alguns sugeriram que vêm de uma representação de uma junção de animais existentes, tais como serpentes, de peixes, ou de crocodilos. Por exemplo, o local de Banpo da cultura de Yangshao em Shaanxi representou uma alongada serpente marinha. Os arqueólogos acreditam que "peixes longos" teriam evoluído em imagens do dragão chinês.








A associação com peixes é refletida na lenda de uma carpa que viu o topo de uma montanha e decidiu alcançá-la. Nadou rio acima, escalando correntes e cachoeiras e não as deixou atrapalhar o seu caminho. Quando alcançou o topo, lá havia a mística "porta do dragão" e quando a saltou transformou-se no Grande Dragão Celestial! Acredita-se que diversas cachoeiras e cataratas na China poderiam ser a localização da porta do dragão. Esta lenda é usada como uma representação simbólica para o esforço necessário para superar obstáculos e conseguir o sucesso.

Uma visão alternativa, defendida por He Xin, é que antes o dragão representou uma espécie de crocodilo. Especificamente, Crocodylus porosus, um antigo e gigante crocodilo. O crocodilo é conhecido por conseguir perceber com precisão mudanças na pressão de ar, e poder prever a vinda da chuva. Esta pode ter sido a origem dos atributos mitológicos do dragão em controlar o tempo, especialmente a chuva. Além disso, há uma evidência da adoração do crocodilo em antigas civilizações como babilónicas, indianas, e maias.

A associação com o crocodilo também é amparada pela visão em tempos antigos de que os grandes crocodilos eram uma variedade de dragão. Por exemplo, na história de Zhou Chu, sobre a vida de um guerreiro da Dinastia Jin, dizem que matou um "dragão" que infestou as águas de sua vila, que parece ter sido um crocodilo.

Outros propuseram que sua forma é a fusão de totens de várias tribos como o resultado da fusão delas. A forma em espiral da serpente ou do dragão teve um papel importante na cultura chinesa antiga. As figuras lendárias como Nüwa (女媧), Fuxi (伏羲) são descritas como tendo corpos de serpente.
Alguns estudiosos relatam que o primeiro imperador lendário da China, Huang Di (黃帝, imperador amarelo), usou uma serpente para revestir seus braços. Cada vez que conquistava uma outra tribo, incorporava o emblema do seu inimigo derrotado no seu braço. Isso explica porque o dragão parece ter características de vários animais.

Os Dragões chineses podiam tomar a forma humana ou de uma fera se desejassem e tinham uma bizarra coleção de fobias. Temiam o ferro, mas para criaturas que eram vistas como mestres de tais elementos e quase divinos, também temiam outras estranhas coisas como centopéias ou fios de seda tingidos em cinco cores. 

O Japão também tinha seus dragões. Chamados de Tatsu, eles eram bastante relacionados com os Dragões Chineses. Assim como eles, também tinham diferentes sub-tipos, entretanto geralmente tinham somente três garras.

Na antiga Babilónia, a ele se alude na sua qualidade de “escamoso”; e numa multiplicidade de pedras preciosas está relacionado com Tiamat, o mar. “O Dragão do Mar” é mencionado com frequência. 

No Egipto, a estrela do Dragão (depois da estrela do Pólo Norte) é a origem da conexão de quase todos os deuses com o Dragão.

Bel e o Dragão, Apolo e Pitón, Osíris e Tifón, Krishna e Kaliya, Sigurd e Fafnir, e finalmente São Jorge e o Dragão vêm a ser o mesmo. Todos eles eram deuses solares e, onde quer que encontremos o Sol, ali está igualmente o Dragão, símbolo de sabedoria e poder.

Os hierofantes do Egipto e da Babilónia intitulavam-se “Filhos do Deus-Serpente” e “Filhos do Dragão”. Tanto a Serpente como o Dragão eram símbolos da sabedoria, da imortalidade e do renascimento.


Naga – Índia
O Dragão Naga é indiano e típico da cultura hinduísta e budista. Eles não possuem asas e tem traços de serpentes e humanos. No hinduísmo, essa criatura é retratada de forma semelhante à família chinesa de dragões, sendo então espíritos naturais associados a fontes de água. Também podem ser guardiões de tesouros. Eles também fazem parte da cultura budista. Para os budistas, eles preferiam morar na água e se alimentavam de sapos e leite.

Pakhangba - Manipur na Índia
Pakhangba is a primordial serpentine dragon god in Meitei mythology and religion. He is the protector of the universe and the destroyer of the evils.He is the son of Leimarel Sidabi, the supreme mother earth goddess.Pakhangba had seven sons. They are the seven great dragons, the mythical ancestors of the seven clan dynasties of the Meitei ethnicity. 
He is depicted in the heraldry of Manipur kingdom, which originated in paphal, the mythical illustrations of the deity belonging to the traditional beliefs of Sanamahism in Manipur. Among the Meiteis, it is believed that the ancestor of one of the clans manifested himself as the Pakhangba.
The identity of the deity is often fused with Nongda Lairen Pakhangba, the first ruler of the Ningthouja dynasty. The title Pakhangba was also used by other kings in the history of Manipur.

Bakunawa – República das Filipinas
O Bakunawa é uma divindade que foi representada como um dragão serpentino, segundo a mitologia filipina. Essa espécie possui dois conjuntos de asas, bigodes, uma língua vermelha e uma boca “do tamanho de um lago”. Os filipinos acreditavam que esses dragões viviam no mar e só saiam quando viam a luta no céu, para assim se alimentar do astro que os fascinavam. As pessoas logo saiam de casas com panelas para fazer o maior barulho possível e assim assustar o monstro, com a intenção de não deixar o mundo escurecer. Curiosamente, o nome ‘Bakunawa’ pode ser traduzido como ‘comedor de lua’ ou ‘comedor de homem’.

Yilbegan – Sibéria
Essa espécie está mais relacionada aos dragões turcos e eslavos da Europa do que os da Ásia Oriental. Esse dragão reptiliano é retratado na mitologia de grupos étnicos da Sibéria. Em algumas lendas, o dragão assume as formas alada ou criatura serpentina, mas em outras ele é um leviatã que monta um boi com 99 chifres.

Druk - Tibet e Butão
O dragão tibetano e Butanês, o Dragão do Trovão, é um ser maravilhoso e positivo. Representa a parte “yang” dos céus, a transformação, a energia, a prosperidade e a criatividade.
O Druk é retratado com uma ou várias pérolas nas suas garras. Estas jóias representam a sabedoria e a saúde. Quando apertadas (utilizadas) pelo dragão (a nossa Consciência), este consegue controlar o tempo de modo a produzir nevoeiro, chuva, etc (os estados de espírito e as diversas condições que nos rodeiam) em função das necessidades do momento.
Druk o dragão do trono, representa o nome do Butão em tibetano, que é "A Terra do Dragão" (Druk Yul). O dragão possui joias nas suas garras que representam a abundância.Druk tsendhen ("Reino do Dragão do Trovão") é o hino nacional do Butão.

The druk (also known as a "duk" or "dug") was adopted as an emblem by the Drukpa Lineage, which originated in Tibet and spread to Bhutan. According to traditional accounts, when the sect's founder, Tsangpa Gyare, 1st Gyalwang Drukpa, began to build Ralung Monastery, there was a violent storm. Thunder, or the "Cloud-Voice," is seen as the roar of the dragon.[2] Deciding that this was an omen, he named the monastery Drug-Ralung, adding the word "thunder dragon" to the name. The disciples at the monastery were known as Drugpa, or "Those of the Thunder."[3] As of the 1900s, the Grand Lama of Bhutan wore a hat with thunder dragons on it to signify the origins of the sect.[2] As the sect became more popular, it set up monasteries in what is now Bhutan, with the result that the area became known as Dug Yul, or Land of Thunder, among both Tibetans and Bhutanese.

Dragão do Vietnam
Na cultura vietnamita, o dragão representa o universo, vida, existência e crescimento. Além disso, um antigo mito do país conta que seu povo é descendente de um dragão e uma fada.
According to an ancient origin myth, the Vietnamese people are descended from a dragon and a fairy. The dragon was symbolic of bringing rain, essential for agriculture. It represents the emperor, the prosperity and power of the nation. Similar to the Chinese dragon (which has also influenced and appeared in Japan and Korea as fierce but benevolent serpentine dragons alike), the Vietnamese dragon is the symbol of yang, representing the universe, life, existence, and growth.
Lạc Long Quân, king of the dragonkind living near the Đông sea, married a fairy goddess, Âu Cơ who was the daughter of the birdkind emperor Đế Lai, descendant of Thần Nông. Âu Cơ bore 100 eggs, which hatched into 100 sons. The first-born son became the king of Lạc Việt, the first dynasty of Vietnam, and proclaimed himself Emperor Hùng Vương. The First was followed by Hùng Vương The Second, Hùng Vương The Third and so on, through 18 reigns. This is the origin of the Vietnamese proverb: "Con Rồng, cháu Tiên" (Descendants of Dragon and Immortal, lit. "Children of Dragon, Grandchildren of Immortal").







O dragão como regente do tempo e da água
Os dragões chineses são fortemente associados com água na opinião popular. Acreditam serem regentes das águas, tais como cachoeiras, rios, ou mares, oceanos, e também como do espaço, Rayquaza. Podem aparecer enquanto a água jorra (tornado ou furação de água). Esta habilidade como regente da água e do tempo, o dragão é mais semelhante ao homem na forma, descrito frequentemente como humanóide, vestido em traje de rei, mas com uma cabeça do dragão que usa ornato da realeza na cabeça.

Há quatro principais reis dragões, representando cada um dos quatro mares: 
  1. Ao Guang, Rei Dragão do Mar do Leste (que correspondem ao mar de China do leste); 
  2. Ao Qin, Rei Dragão do Mar Sul (que correspondem ao mar de China sul), 
  3. Ao Run, Rei Dragão do Mar Ocidental (visto às vezes como o Oceano Índico e além), e 
  4. Ao Shun, Rei Dragão do Mar Norte (visto às vezes como o lago Baikal).

Por causa desta associação, são vistos como responsáveis de fenómeno aquáticos relacionos ao tempo. Em épocas remotas, muitas vilas chinesas (especialmente aquelas perto dos rios e dos mares) tiveram os templos dedicados a seu "rei dragão" local. Nas épocas de seca ou de enchentes, era comum que os nobres e oficiais locais do governo fossem à comunidade oferecer sacrifícios e conduzissem outros ritos religiosos satisfazendo o dragão, para pedir chuva ou uma cessação dela.

O rei de Wu-Yue em cinco dinastias e dez reinos no período foi frequentemente conhecido como "rei dragão" ou do "o rei do dragão dos mares" por causa de suas obras hidráulicas que "domesticaram" os mares.


Garras do Dragão
Os dragões chineses têm cinco dedos em cada pé, 
dragões coreanos têm quatro, 
os dragões japoneses têm três. 
Para explicar este fenómeno, a lenda chinesa indica que todos os dragões imperiais tiveram a sua origem na China. Os dragões existem somente na China, na Coreia, e no Japão porque se viajarem além não teriam nenhum dedo do pé para continuar. A lenda japonesa tem uma história similar à chinesa. 

Entretanto, os registos históricos mostram que os dragões chineses comuns tiveram quatro dedos do pé, mas o dragão imperial teve cinco (como nos cinco elementos da filosofia chinesa). 
o dragão de Quatro garras era reservado para príncipes e determinados oficiais de maior patente. 
O dragão com três garras foi usado pelo público geral (visto extensamente em vários bens chineses no Dinastia Ming). 

De fato, era uma ofensa grave para qualquer um - exceto o próprio imperador - usar o tema do dragão com cinco garras. O uso impróprio do número de garras foi considerado traição, punível pela execução da tribo inteira do ofensor. Desde que a maioria das nações orientais e num ou outro ponto foram considerados tributários chineses, foram permitidos somente dragões de quatro garras.


Número nove
O número nove é considerado de sorte na China porque é o único dígito maior possível, e os dragões chineses são relacionados frequentemente com ele. 

Por exemplo, 
um dragão chinês é descrito normalmente nos termos de nove atributos e 
tem geralmente 117 escamas- 81 (9x9) masculino e 
36 (9x4) feminino.
Há nove formas do dragão e o dragão tem nove filhos

Nomes dos 9 principais dragões:

Tianlong (ti?n lÒng: literalmente "Dragão do paraíso"), Dragão Celestial - O soberano dos dragões;
Shenlong (shén lóng: literalmente "espírito do dragão"), Dragão Espiritual - controla o tempo e tem que ser satisfeito, ou as condições de tempo ficam desastrosas;
Fucanglong , Dragão dos Tesouros Escondidos guardião de metais preciosos e de jóias enterrados na Terra;
Dilong , Dragão da Terra – controla os rios. consome a primavera no paraíso e o outono no mar;
Yinglong Dragão Alado - acredita-se ser um poderoso empregado de Huang Di, o imperador amarelo, mais tarde imortalizado como um dragão;
Jiaolong , Dragão Chifrudo – considerado poderoso;
Panlong, Dragão Espiralado - mora nos lagos do Oriente;
Huanglong , Dragão Amarelo - um dragão sem chifre conhecido por sua sabedoria.
Rei Dragão, cada um governa sobre um dos quatro mares: do leste, do sul, do oeste, e do norte.


A "Parede do Nove Dragões" é uma parede com imagens de nove dragões diferentes, e é encontrada em palácios e em jardins imperiais. 

O número nove foi considerado o número do imperador, e só foram permitidos aos oficiais maiores usarem nove dragões em suas vestes - mas apenas coberta completamente com sobretudo. 
Os Oficiais do Baixo Escalão tiveram oito ou cinco dragões em suas vestes, cobertas outra vez com sobretudo; até mesmo o próprio imperador usou a sua veste do dragão com um de seus nove dragões escondidos da vista. 

Há vários lugares na China chamados de "nove dragões", sendo o mais famoso Kowloon (em cantonese) em Hong.kong. 

A parte do Mekong no Vietnam é conhecido como KuLong, com o mesmo significado.








XAMANISMO

Senhor de todos os elementos, o Dragão aviva em nós o invencível Fogo da Transmutação. 
Ele nos ensina a compreender que o medo é o único lugar em que podemos despertar a verdadeira coragem. Dragões são poderosos guardiões que nos guiam através dos portais multidimensionais, rumo a horizontes completamente desconhecidos e aos mistérios dos nossos esconderijos internos. Ao soprar a chama dourada da Sabedoria do Oriente, o Dragão nos faz um convite ao equilíbrio, ao caminho do meio. Despertar o Dragão é despertar o nosso poder curador, as nossas infinitas faculdades divinas.
O Dragão habita aquilo que Jung chamaria de inconsciente coletivo, um “algo” intangível que opera ativamente dentro de toda a humanidade, além dos limites do ego. Nesse território não-individual, encontramos os mitos e arquétipos eternos. O Dragão é um dos mitos mais antigos da caminhada humana sobre a Terra. Se lançarmos um olhar para além dos limites do racionalismo e da percepção sensorial, quem poderia afirmar com precisão que Dragões não existem? 
O que é, afinal, o existir? 
O que sinto e penso, mas não vejo, deixa de existir?
Podemos dizer que o Dragão é, essencialmente, uma Serpente, trazendo consigo a simbologia desse Totem Animal, representante do ciclo eterno de morte e renascimento que ocorre na Natureza. Tudo morre e tudo renasce, a todo momento; vida e morte são opostos apenas aparentes, indissociáveis um do outro. A Serpente ganha transcendência para fortalecer a simbologia da ponte entre o mundo terreno e os mistérios do mundo invisível. Ganha, ainda, o Fogo, que reforça o seu poder de transmutação, o elemento que destrói para que o novo possa surgir.
Na cultura ocidental, o Dragão foi associado ao mal e às trevas, tem asas e cospe fogo. 

No Oriente, contudo, os Dragões são símbolo de sorte, fertilidade e grande poder. 
Ligados aos Quatro Elementos e à infinita Sabedoria, os Dragões habitam o mundo do inexplicável, do indefinível. Ele pode ser o bem, o mal, ou o intervalo que os une numa coisa só – sob uma perspectiva não-dual. O bem que está no mal e o mal que está no bem. O Dragão é a presença inquestionável do Mistério. Um guia arcaico e soberano para as infinitas dimensões do desconhecido.

O Dragão nos ajuda a vencer 
as fronteiras da dualidade 
para nos reunirmos novamente 
com a Totalidade.







ANIMAL DE PODER

O animal de poder do dragão é um dos mais poderosos. Ele possui uma gama diversificada de qualidades, emoções e traços, dando-lhe vários significados diferentes. Na maioria das vezes, carrega um lembrete de força, coragem e fortaleza. Os dragões são mensageiros de equilíbrio e magia. 

Se o dragão chegou à sua vida, ele pede que você entre em sua natureza psíquica e se permita ver o mundo através dos olhos do mistério e da maravilha.

Significado do Dragão como animal de poder

O dragão é o símbolo do poder primordial. 
É o mestre de todos os elementos: fogo, água, ar e terra. 
Como um guia espiritual, ele é um aliado poderoso em nossa vida diária com suas incríveis qualidades restauradoras e potentes. 

Abaixo estão os significados mais comuns associados ao espírito animal do dragão:



Mudança
Transformação
Sabedoria
Força
Riqueza
Proteção
Autoconhecimento
Conhecimento metafísico
Beleza
Majestade
Inspiração
Infinidade
Longevidade
Movimento pelo espaço
Sobrenatural
Morte
Renascimento
Imortalidade da Alma






O dragão representa o poder mágico do universo e é o guardião da magia, dos elementos e do conhecimento, particularmente o conhecimento mágico. Eles já existiam quando a nossa galáxia foi criada, por isso ficamos espantados quando vemos um dragão, pois percebemos a magnitude do seu Poder(Vontade Divina).

Contudo, mesmo com toda a sua imponência, os dragões são Amor puro. Eles inundam-nos com força e conhecimento, ajudando-nos a viver a nossa vida de forma independente e livres de medo. Quando um dragão nos toca, ensina-nos a seguir o nosso caminho com coragem, a crescer para além de nós mesmos. Eleva-nos para um plano maior, ajuda-nos a aceitar a nossa divindade e os nossos dons, e aproxima-nos da automaestria e do nosso plano espiritual.

Isso não significa, no entanto, que o dragão traga apenas luz. 
Acima de tudo, eles prezam a verdade, e por isso mesmo trazem luz e sombra. 
Com Amor, despertam a nossa luz, mas mostram-nos, também, o nosso lado sombra, para que possamos aceitá-lo e integrá-lo. E assim, nos transformar e amadurecer verdadeiramente.

Eles são seres de luz, gerados dentro de Sóis Centrais. São extensões, fagulhas, raios, enviados aos planetas e universos, para manter, instalar, gerar força e poder de transformação. São extensões solares geradoras de energia em universos e planetas.

Podem ser vistos nos céus, sua energia se expande, alegra, transmuta, reconstrói tudo o que precisa retornar ao equilíbrio.

Como seres de luz totalmente conscientes de sua origem, poder e missão, amam profundamente, são unos e totalmente integrados aos seres vivos. Qualquer forma de seres. Toda sorte de seres.

São chispas divinas solares. Integram-se às grades de energia supra e intra das esferas. Possuem poder para rir, amar, enviar cura, potencializar toda forma de vida, pois possuem em seu ser, os dons divinos solares, da fonte solar onde foram gerados.







O Dragão e a Alquimia

O Dragão está intimamente relacionado com a Alquimia. 

O dragão que morde a própria cauda representa a força natural, reprimida e latente, a contrapartida da águia, o espírito libertando-se.

Quando aparecem pares de dragões entrelaçados representam as duas forças psíquicas elementares em estado primário e caótico, e correspondem de certa forma ao caduceu.

O dragão de Ouroboros é símbolo da natureza acorrentada, da matéria sem forma. Quando não se possuem as armas luminosas, as únicas que podem vencer o terrível dragão que guarda o velo de ouro, o homem pode ser devorado por essas forças da Natureza que guardam o ouro da alma.

A Natureza é também o mar imenso de onde saíram os argonautas; aqueles que observam com rigor as leis da Natureza podem alcançar o valioso velo de ouro que lhes será entregue por Medeia, representação da Natureza que, desobedecendo às ordens do seu sombrio pai e com grande raiva do surpreendido dragão, entregou o velo de ouro.

Para a Alquimia, as duas forças representadas pelas serpentes ou dragões são o enxofre e o mercúrio. Às vezes um dos dois répteis representa o enxofre; e o mercúrio é alado e o enxofre não; ou em vez de dois répteis, lutam entre si um leão e um dragão. A ausência das asas sugere o carácter sólido do enxofre, por outro lado o animal alado, seja dragão, grifo ou águia, representa o “volátil” mercúrio.

O dragão pode representar por si só todas as etapas da obra, segundo apareça: com patas, com barbatanas, com asas ou sem nenhum destes apêndices; pode habitar na água, na terra ou no ar, incluindo no fogo se em forma de salamandra.

O símbolo oriental do dragão vive primeiro na água em forma de ser aquático, para elevar-se logo no ciclo como animal alado. Lembra também o mito tolteca de Quetzalcóatl, a serpente emplumada que se move sucessivamente debaixo da terra, na superfície e no ar.

O Dragão é um dos símbolos mais maultifacetados representado ao longo de toda a história da humanidade, e é o animal mais complexo que a imaginação humana jamais criou.








terça-feira, 28 de março de 2023

Puccini: Turandot - Nessun Dorma!

                                                     




Ninguém durma! ninguém durma!

Tu também, ó princesa,

na tua fria alcova

olhas as estrelas

que tremulam de amor

e de esperança!



Mas o meu mistério está fechado em mim,

O meu nome ninguém saberá!

Não, não, sobre a tua boca o direi,

Quando a luz resplandescer!



E o meu beijo escolherá o silêncio

que te faz minha!



E o seu nome ningúem saberá!

E nós deveremos, infelizmente, morrer!



Desvença, a noite!

Desapareçam, estrelas!

Desapareçam, estrelas!

Ao alvorecer eu vencerei!

Vencerei,Vencerei!!!








Turandot, última ópera de Giacomo Puccini, composta em três atos, com libreto de Giuseppe Adami e Renato Simoni, baseado numa peça (1762) de Carlo Gozzi com a adaptação de Friedrich von Schiller. Estreou no Teatro alla Scala em Milão em 25 de abril de 1926, sob a regência de Arturo Toscanini. Esta ópera ficou inacabada por causa da morte do autor, a 29 de novembro de 1924, sendo completada por Franco Alfano. Arturo Toscanini não gostou do final que Franco Alfano deu à ópera de Puccini; por isso, na cena de morte de Liù, virou-se para a plateia e disse: "Senhoras e Senhores, aqui parou Giacomo Puccini".

Em Turandot, Puccini mostra a veia sadomasoquista que havia manifestado em Suor Angelica, Madame Butterfly e Tosca ("meus instintos neuróticos", dizia ele). 

O triunfo final de duas personagens que se comportam de forma censurável (Turandot e o príncipe Calaf) chocou algumas pessoas, apesar da partitura de um melodismo fluido, extremamente quente, melancólico e sensual, típico de Puccini. 

Esta ópera, na qual Puccini importa temas musicais de origem chinesa, assim como a Aïda de Giuseppe Verdi, é um verdadeiro deleite para os cenógrafos, pois permite a criação de cenários monumentais.






A Princesa Turandot, filha do Imperador Altum da China, odeia todos os homens, e jura que jamais se entregará a nenhum deles; isto devido a um fato ocorrido na família imperial que a traumatizou para sempre: o estupro e assassinato da princesa Lo-u-Ling, quando os tártaros invadiram e conquistaram a China. Seu pai, porém, exige que ela se case, por razões dinásticas, e para respeitar as tradições chinesas. A princesa concorda; porém, com uma condição: ela proporá três enigmas a todos os candidatos, que arriscarão a própria cabeça se não acertarem todos os três, e somente se casará com aquele que decifrar todas as três duríssimas charadas. 

A crueldade e frieza da princesa não fazem mais do que atiçar a paixão do Príncipe Desconhecido, filho do deposto rei dos tártaros, que decide arriscar a própria vida para conseguir a mão da orgulhosa princesa. Ele consegue, após a derrota de todos os outros candidatos, até porque é o único que compartilha da natureza sádica e egoísta da princesa, sendo capaz de entendê-la.





Ato I
Pequim. Um arauto do governo imperial anuncia à multidão, reunida na Praça da Paz Celestial, o decreto do imperador Altum: a Princesa Turandot desposará aquele que, de sangue real, decifre os três enigmas que ela proporá. Aquele que se arriscar, porém, e fracassar, pagará com a vida. O Príncipe da Pérsia acaba de tentar, mas não teve sorte: será executado ao nascer da lua. A multidão mal pode esperar para ter o prazer de assistir à execução (Perché tarda la luna?). 

No meio dessa turba ensandecida está o velho Timur, incógnito príncipe destronado dos tártaros, e sua fiel servidora Liù. O Príncipe Desconhecido, filho de Timur, exulta de alegria ao reencontrar seu pai, que julgava morto. 

A lua surge no céu. Aparece o Príncipe da Pérsia a caminho do patíbulo; longe de parecer assustado diante da morte, ele parece estar num êxtase místico, embriagado pela beleza de Turandot. Aqui a princesa entra em cena pela primeira vez. Tomados de compaixão pelo jovem príncipe, todos suplicam-lhe por clemência; mas, ao invés, sem hesitar um só segundo, num gesto imperioso, frio, e cruel, ela dá o sinal ao carrasco que faz descer o machado no pescoço do príncipe. 

É neste exato momento que o Príncipe Desconhecido se apaixona por Turandot, e anuncia sua intenção de se candidatar à mão da princesa. Todos tentam demovê-lo da ideia: seu pai, os três ministros imperiais Ping, Pang e Pong, e Liù que, numa comovente ária, Signore ascolta, confessa que está apaixonada pelo príncipe desde o dia em que pela primeira vez o viu sorrir no palácio real. O Príncipe responde pedindo-lhe que nunca deixe de tomar conta de seu velho pai, se ele vier a faltar (Non piangere Liù). 

Aos gritos gerais de louco! insensato! o que estás fazendo? - o príncipe toma do martelo, e dá três golpes no gongo, sinal de que está se candidatando à mão de Turandot.





Ato II
Os três ministros Ping, Pang e Pong discutem o destino da China, e comentam que, desde que Turandot começou a reinar, ninguém mais tem paz no Celeste Império: o machado e os instrumentos de tortura funcionam noite e dia. Monta-se a cena diante do Palácio Imperial para a cerimónia dos enigmas. 

Surge em cena o velho imperador Altum, que tenta convencer o jovem pretendente a desistir: 
"Permite, meu filho, que eu possa morrer sem levar para o túmulo essa culpa pela tua jovem vida, muito sangue já correu!" 

Mas é tudo em vão, a obstinação do jovem Príncipe Desconhecido deixa todos estupefatos. 
Surge Turandot, que olha o candidato com olhar frio, impassível, e cheio de desdém. Sua voz se faz soar pela primeira vez: 
"Neste palácio (In questa Reggia), já faz mais de mil anos, um grito desesperado ressoou; e aquele grito, da flor da minha estirpe, um eco eterno na minh'alma deixou. Princesa Lo-u-Ling!… Há séculos ela dorme na sua tumba enorme! Estrangeiro, desiste! Os enigmas são três, a morte é uma." 

Tendo o príncipe recusado sua última hipótese de escapar ileso, Turandot expõe seu primeiro enigma.
 "Qual é o fantasma que nasce todas as noites, apenas para morrer quando chega a manhã?" 
"É a esperança," responde o príncipe. 

Os três sábios do reino consultam o livro das respostas: primeira resposta, correta. 
Turandot, por um breve momento, parece ter sentido um choque, mas não se deixa abater, e diz cheia de escárnio: "Sim! A esperança que ilude sempre!" 

Impassível, ela propõe o segundo enigma: 
"O que é vermelho e quente como a chama, mas não é chama?"
 "O sangue," responde o príncipe. 
Os sábios consultam seus livros: a segunda resposta também está correta. 

Agora, Turandot parece ter perdido um pouco a compostura, mas se convence de que nem tudo está perdido. Vem o terceiro enigma: 
"Qual é o gelo que te faz pegar fogo?" 
"Turandot." 

"Turandot! Turandot!" gritam os sábios em coro. Resposta correta! 
Agora, o desespero toma conta de Turandot, que se atira nos braços do pai: 
"Pai, não me obrigue a entregar-me a este estrangeiro!" 
Mas seu pai lhe responde que nada pode fazer: o juramento é sagrado. 

O Príncipe Desconhecido, porém, afirma que não quer ter Turandot contra a vontade da princesa. 
Ele propõe-lhe, então, um único enigma; se ela responder corretamente, ele desiste dos seus direitos, e entrega sua cabeça ao carrasco. 
"Tens até a aurora," diz ele, "para descobrir meu nome."






Ato III
Funcionários públicos percorrem as ruas de Pequim com lanternas acesas. Numa ditadura perfeita, onde ela tem poderes ilimitados, Turandot ordenou que ninguém durma esta noite em Pequim: todos devem ajudar a descobrir o nome do Príncipe Desconhecido. 
É então que o príncipe canta a ária Nessun dorma (Que ninguém durma). 

Os três ministros Ping, Pang e Pong tentam fazer de tudo para convencer o jovem a desistir, oferecendo-lhe lindas mulheres, riquezas, e um visto de saída da China - mas tudo em vão. 
De repente, alguém se lembra de que viu o jovem príncipe em companhia de Liù e do velho. 
Turandot ordena que Liù seja torturada, até que revele o nome do príncipe; ela morre sem dizer uma palavra, numa das mortes mais comoventes de todas as óperas. 

O dia nasce com o velho a chorar sobre o cadáver de Liù. 
"Liù, bondade! Liù, doçura! Liù, poesia!". 

Calaf, o principe desconhecido vê Turandot, ela pede que todos saiam e tem um duo com ele (este já composto por Franco Alfano) em que ela se revela humilde. Calaf conta qual é o seu nome, e os guardas chegam; Turandot restaura seu orgulho, mas na hora de falar qual é o nome de Calaf ela fala que o nome dele é "Amor".



quinta-feira, 23 de março de 2023

Fénix - Animal Totem

 






A fénix é um pássaro da mitologia grega que, quando morria, entrava em auto-combustão e, passado algum tempo, ressurgia das próprias cinzas. 
Outra característica da fénix é sua força, que lhe permite carregar cargas muito pesadas enquanto voa, havendo lendas nas quais chega a carregar elefantes. 
Finalmente, pode-se transformar numa ave de fogo.

Etimologia do Nome Fénix
Os etimologistas acreditam que o nome fénix compartilha raízes com o nome dos antigos povos do Mediterrâneo chamados fenícios . A palavra phoinix em grego refere-se a uma cor vermelho-púrpura. Os fenícios eram conhecidos por fazer um corante vermelho-púrpura cobiçado. Assim, o nome da ave pode ser atribuído à descrição de suas penas coloridas.



BENNU


Teria penas brilhantes, douradas, e vermelho-arroxeadas, e seria de tamanho igual ou maior do que uma águia. Segundo alguns escritores gregos, a fénix viveria exactamente quinhentos anos. Outros acreditavam que o seu ciclo de vida era de 97 200 anos. No final de cada ciclo de vida, a fénix imolava-se numa pira funerária. A longa vida da fénix e o seu dramático renascimento das próprias cinzas transformaram-na num símbolo da imortalidade e do renascimento espiritual.

Os gregos parecem ter-se baseado em Bennu, da mitologia egípcia, representado na forma de uma ave acinzentada semelhante à garça, hoje extinta, que outrora habitou o Egipto. Cumprido o ciclo de vida do Bennu, ele voaria a Heliópolis, pousaria sobre a pira do deus Rá, atearia fogo ao seu ninho e deixar-se-ia consumir pelas chamas, para no final renascer das cinzas.

Hesíodo, poeta grego do século VIII a.C., afirmou que a fénix viveria nove vezes o tempo de existência do corvo, que tem uma longa vida. Outros cálculos mencionaram até 97 200 anos.

De forma semelhante a Bennu, quando a ave sentia a morte a aproximar-se, construiria uma pira de ramos de canela, sálvia e mirra em cujas chamas se auto-imolava. Dessas cinzas erguer-se-ia então uma nova fénix, que então colocaria piedosamente os restos da sua progenitora num ovo de mirra e voava com ele à cidade egípcia de Heliópolis, onde o colocaria no Altar do Sol.

Dizia-se que estas cinzas tinham o poder de ressuscitar um morto. O imperador romano Heliogábalo (204-222 d. C.) decidiu comer carne de fénix, a fim de conseguir a imortalidade. Comeu uma ave-do-paraíso, que lhe foi enviada em vez de uma fénix, mas foi assassinado pouco tempo depois.

Actualmente os estudiosos creem que a lenda surgiu no Oriente e foi adaptada pelos sacerdotes do Sol de Heliópolis como uma alegoria da morte e renascimento diários do astro-rei. 

Na arte cristã, a fénix renascida tornou-se um símbolo popular da ressurreição de Cristo.

Curiosamente, o seu nome pode dever-se a um equívoco de Heródoto, historiador grego do século V a.C. Na sua descrição da ave, ele pode tê-la erroneamente designado por fénix (Phoenix), a palmeira (Phoenix em grego) sobre a qual a ave era nessa época representada.

A crença na ave lendária que renasce das próprias cinzas existiu em vários povos da Antiguidade como gregos, egípcios e chineses. Em todas as mitologias o significado é preservado: a perpetuação, a ressurreição, a esperança que nunca tem fim.

Para os gregos, a fénix por vezes estava ligada ao deus Hermes e é representada em muitos templos antigos. 

Há um paralelo da fénix com o Sol, 
que morre todos os dias no horizonte 
para renascer no dia seguinte, 
tornando-se o eterno símbolo 
da morte e do renascimento da natureza.


Os egípcios a tinham por Bennu e estava relacionada à estrela Sótis, ou estrela de cinco pontas, estrela flamejante, que é pintada ao seu lado.

Na China a antiga fénix foi representada como uma ave maravilhosa e transformada em símbolo da felicidade, da virtude, da força, da liberdade, e da inteligência. 

No início da era Cristã esta ave fabulosa foi símbolo do renascimento e da ressurreição. Neste sentido, ela simboliza o Cristo ou o Iniciado, recebendo uma segunda vida, em troca daquela que sacrificou.

A bandeira da cidade de São Francisco mostra uma fénix,  um símbolo de renovação depois do sismo que devastou a cidade em 1906. 
A bandeira e o selo da cidade de Atlanta mostram uma fénix também.

No Ocidente, na mina San José em 2010, a cápsula que retirou um por um, dos 33 mineiros, foi chamada de Fénix, porque o resgate deles a uma profundidade tão profunda na terra lembra a ressurreição da ave mítica das cinzas.






O totem feminino da fénix simboliza a energia yin, caracterizada como passiva, psíquica e pensadora profunda. Ela também está emparelhada com a lua, a escuridão e a estação do inverno. 
Por sua vez, a fénix masculina lida com a energia yang, um ícone de afirmação e ação ousada. Assim, ele é combinado com o calor e a luz do sol e da temporada de verão. 
Juntos, eles formam a parceria simbólica dinâmica da fénix. 
Como emblema de uma aliança de duas pessoas, um par de fenixes era frequentemente oferecido como presente de casamento na cultura chinesa para desejar ao casal um casamento feliz e amoroso.

Os símbolos da Fénix também se destacaram na astrologia grega antiga. Segundo o historiador Heródoto, era um pássaro mítico originário das terras modernas da Etiópia. Ele o descreveu como imensamente grande e bonito, formando seu ninho a partir de ramos de cipreste. Todos os outros pássaros constroem um ninho em preparação para se tornarem pais e criar uma casa estável. Mas pensava-se que o espírito animal da fênix estivesse construindo seu leito de morte. A criatura iria lá para morrer, incendiando-se usando seu próprio calor e queimando em cinzas. 
Depois de três dias, emergiria dessas cinzas, renascido de novo.

Esse processo significava sua capacidade de viver para sempre, ressuscitando de sua sentença de morte. Outro grego, o poeta Hesíodo, também fez afirmações ousadas sobre o totem animal da fénix , escrevendo que ele poderia viver mais de nove gerações de corvos, que eram altamente simbólicos da longevidade naquele tempo (cerca de 700 aC). Os gregos, portanto, valorizaram a fénix, utilizando sua mensagem em muitas avenidas diferentes da arte.

A capacidade da fénix de se sacrificar voluntariamente até à morte para renascer era uma forte representação de Jesus para os cristãos. Até à Idade Média, as pessoas desta região associavam a fénix nas cinzas a Cristo morrendo na cruz e retornando dos mortos após três dias.

Quando o poderoso totem animal da fénix se apresenta, está enviando fortes mensagens de esperança em situações de desespero. Todos nós passamos por tempos difíceis que nos arrastam para baixo e nos fazem sentir envoltos em negatividade. Às vezes é difícil imaginar sairmos deles.

Durante esses tempos, podemos recorrer a este simbolismo da Fénix para obter força e uma renovação de energia para nos mantermos na luta. Independentemente das provações que encontramos em nossas vidas, o simbolismo da fénix está sempre presente para nos lembrar do que podemos suportar. Ajudando-nos a transformar nossas vidas e a viver de maneira mais pura, permite-nos entrar numa conexão mais profunda com a nossa consciência espiritual.





NO XAMANISMO

A Fénix é a transformação, o renascimento e a chama da esperança. 
Sua vinda anuncia que a morte é apenas o prenúncio de uma nova vida. 
A jornada rumo à infinita essência do Ser tem início e o Fogo do Espírito clareia todos os caminhos, trazendo destruição, transformação e redenção! 

Com a Fénix, aprendemos a morrer nas nossas noites mais escuras para renascermos na Luz radiante da próxima manhã. Um Totem mítico e de raro poder que nos traz proteção, coragem e longevidade.
Ao longo dos tempos, em várias culturas, a Fénix tem sido reverenciada como um símbolo da eternidade e da elevação da humanidade rumo a novas alturas da consciência. Ela representa o equilíbrio, o perfeito balanço entre o Yin e o Yang, entre os aspectos aparentemente opostos que conduzem à compreensão da Unidade. A habilidade da Fénix de morrer espontaneamente apenas para renascer mais forte foi associada a diversos avatares (mestres espirituais) que já caminharam sobre a Terra.
O Pássaro de Fogo está diretamente ligado a Garuda, o pássaro solar da mitologia Hindu, inimigo das Serpentes e que servia de montaria ao deus Vishnu. Garuda traz o calor do Sol para incinerar as ilusões que permeiam a existência humana e aprisionam as pessoas num modo de vida moribundo, ausente de sentido e de sentir… 
Sob as bênçãos da Fénix, nos atiramos ao Fogo e aceitamos que o ponto mais escuro da nossa caminhada é também o momento mais próximo do nascer de um novo dia.
Que é a morte, senão o recomeço? 
Deixamos o invólucro e nos voltamos ao conteúdo, à essência crua do que realmente somos. 

Nas asas da Fénix, deixamos cair as vestes corrompidas que não nos servem mais e ressurgimos, em novas cores, em nova vida! A Fénix é o milagre e a redenção que só você pode fazer por você mesmo. Ela te convida a abraçar a inevitabilidade da mudança para queimar, de uma vez por todas, todo esse apego, toda essa resistência ao novo.
Sinta o Fogo te queimar por dentro, destruindo, pouco a pouco, as máscaras, os fardos, os pretextos. Esse é o chamado irrecusável da mudança e da renovação.





SIGNIFICADO ESPIRITUAL
Força e superação

Os detalhes das histórias sobre a fénix variam, mas a ideia central continua a mesma: o pássaro tem consciência do momento em que sua vida irá acabar. Por isso, antes que seu fim chegue, a ave mística constrói um ninho com galhos e folhas aromáticas.
Ao sentar-se no ninho, a fénix gera calor até que seja pegue fogo; o pássaro é, então, consumido por chamas até que restem apenas suas cinzas. As lendas dizem que após três dias, a fénix volta à vida ao ressurgir de suas próprias cinzas, jovem e poderosa.

De acordo com algumas lendas, a nova Bennu que surge, embala as cinzas do pássaro anterior e as leva até à cidade de Heliópolis, no Egito, onde estava localizado o templo de Rá, o deus do Sol no panteão egípcio. Ao chegar no templo, as cinzas eram colocadas no Altar do Sol.
Para os egípcios, a Bennu era vista como símbolo da revolução solar e também como a reencarnação do deus Rá, principalmente em Heliópolis, a cidade do sol.

A fénix possui significados espirituais muito positivos, quase todos relacionados ao seu processo de morte e renascimento: o pássaro é símbolo de invencibilidade e da imortalidade, já que derrota a morte e a decadência.

O pássaro é visto como símbolo de longevidade e força, já que pode viver por séculos sem que suas habilidades sejam prejudicadas. Algumas lendas, no entanto, afirmam que quando próxima da morte, a fênix se torna mais fraca e suas penas, menos brilhantes e belas.

O principal significado espiritual da fénix é o renascimento: ressurge uman nova vida, recomeçando sua vida com força e energia, mas sem perder sua essência. O renascimento associado ao pássaro não é apenas do corpo, mas também do espírito.

O significado espiritual da fénix também está ligado à superação e aos ciclos da vida, trazendo esperança e a ideia de que as situações difíceis e a morte são apenas o começo de uma nova fase.





Arquétipo e Símbolos


Ressurreição, Auto sacrifício e Esperança

O símbolo da fénix foi adotado pelos primeiros cristãos como uma metáfora para a morte e ressurreição de Jesus. Muitas lápides cristãs primitivas exibem a fénix.

Como a ave precisa morrer para voltar à juventude, e é ela mesma quem precisa criar o fogo semelhante à águia que precisa destruir o próprio bico. 

Ela simboliza o auto sacrifício para a renovação. 

A Fénix  nos ensina a ter esperança, que mesmo quando parece que tudo está perdido, podemos ressurgir das cinzas também. 

Às vezes na vida há situações que parece que destroem tudo, nos sentimos derrotados, como se fosse nosso fim, mas se nos conectarmos com a ideia e energia por trás do mito, temos impulso para nos recriarmos. 

Metaforicamente, criamos uma vida nova depois que a velha morrer. 
Isso pode ser sobre muitas coisas que morrem para nós, posições, carreiras, relacionamentos, negócios, problemas de saúde irreversíveis, ...


Cura 
Algumas lendas da fénix afirmam que suas lágrimas têm a capacidade de curar as pessoas, outras dizem que são as suas cinzas. O simurgh , a versão persa da fénix, também poderia curar mortais. Em algumas histórias as lágrimas da fénix até trazem os mortos de volta à vida.

Criação e Novos Começos 
Na morte está embutida a semente do novo. Assim, a fénix representa a criação e a vida eterna. Ela que não tem filhos dá a vida a si mesma, se recria.

A fénix morre, apenas para renascer  e rejuvenescer. Isso mantém o conceito de que o fim é apenas mais um começo. É um símbolo de novos começos, positividade e esperança. 

Na Inglaterra, a Universidade de Coventry tem uma fénix como emblema, e o brasão da cidade também inclui uma fénix. O pássaro faz referência à reconstrução da cidade depois que ela foi devastada por bombardeios na Segunda Guerra Mundial.


Superação 
Imortalidade como símbolo de ser imbatível ou de dar a volta por cima

Os romanos apresentavam a Fénix em suas moedas; isso representava a força impressionante de Roma e a continuidade do império.

A imortalidade da ave é cíclica ou seja ela precisa morrer para renascer o que faz alusão aos altos e baixos da vida, há uma época da vida da ave mística  em que ela se sente decadente, fraca e sem poder, o que antecede a "volta por cima" rejuvenescida.

No uso moderno, a frase 'ascende como uma fénix' é usada para denotar a superação da adversidade, emergindo de uma crise mais forte e mais poderosa do que antes.

 

Sorte, compreensão dos ciclos, e abundância
O nome da Fénix na tradição chinesa é Feng Huang, e simboliza, paixão,  renascimento, mas também um bom presságio associado à harmonia e boa sorte. Isso está ligado à história de que a Fénix apareceu ao imperador Huang Di em cerca de 2600 aC. Após o seu aparecimento, seu governo foi próspero e bem sucedido. Portanto, acredita-se que a Fénix é um presságio de bênçãos e abundância.

 O significado espiritual da Fénix pode nos ajudar a nos preparar para a boa sorte, mas também nos ajuda a entender que sempre há escuridão antes do amanhecer.

A Fénix aparece apenas em momentos muito especiais, como o nascimento de um grande líder. Nesses momentos a Fénix vem dos reinos celestiais para abençoar a humanidade com presentes.

A arte da colocação, Feng Shui, considera a Fénix uma criatura auspiciosa. É um bom símbolo para atrair dinheiro e realizar desejos. Pendure a imagem da Fénix na parte sul de sua casa, melhorando o chi para a prosperidade.

O “pássaro vermelho” do Japão, Suzaku, reside no bairro ocidental da criação, semelhante à história nativa americana de saudar o sol nascente. Pintar a imagem de uma Fénix numa tumba a mantém livre de espíritos malignos. Carregar uma imagem da Fénix traz boa sorte.


O Sol; Prosperidade, saúde e transformação

 O simbolismo da fénix é frequentemente associado ao do sol. Em algumas representações antigas da fénix, ela é retratada com uma auréola como um lembrete de sua conexão com o sol. 

No Egipto,  Bennu ocupou um lugar forte entre os símbolos solares. A lenda nos diz que o Bennu (uma mistura de flamingo e falcão) é responsável pelas inundações anuais do Nilo que criam ricas terras agrícolas. Sem os esforços do Bennu, não haveria colheitas nem vida. Assim ela é associada a prosperidade que vem das colheitas dos campos.
Bennu é governado pelo sol, oferecendo o valor simbólico de iluminação, autoconsciência, tempo e clareza. 

Os alquimistas egípcios usavam o Bennu para vários rituais. Eles o atribuíram à direção cardeal do sul, que governa a saúde e a força. Seu elemento é o fogo, o símbolo supremo de transformação e criação. 

A estação de Bennu é o verão, uma época de crescimento abundante da natureza e seu elemento é o enxofre vermelho, representando a alma. Eles acreditavam que o Bennu poderia viver cerca de 500 anos, todavia é possível fazer um paralelo entre as fases do Bennu com o nascer do Sol e compreender sua associação ao Astro Rei. Como o sol, Bennu nasce, vive um determinado período de tempo e depois morre, apenas para repetir todo o processo. 

A fénix também está ligada à divindade hindu Garuda. 
Garuda também é um pássaro do sol, e é o monte do deus Vishnu.

Na arte do  Feng Shui a Fénix também está relacionada ao sul e é um bom símbolo para atrair dinheiro e realizar desejos.



O fogo; paixão e  motivação
O mítico animal espiritual da fénix é o guardião do fogo em toda a criação. Sua ligação com a luz e o fogo também conecta a fénix à fé e à paixão. A fénix pode subir rapidamente em direção ao sol como as chamas do fogo e, com esse mesmo fogo, liberta qualquer bagagem negativa e impurezas.

O fogo é associado à chama espiritual e a consciência. Os pássaros, em geral, estão relacionados à liberdade e ligados às energias celestiais porque podem voar acima da terra.

O elemento fogo está relacionado à paixão, inspiração e expressão. O elemento fogo pode trazer paixão, vitalidade e calor para sua vida. Você já sentiu como se tivesse perdido o interesse num projeto, trabalho ou relacionamento? Talvez você precise adicionar mais fogo!



Autossuficiência 
A Fénix é uma ave única que não tem companheiros nem filhos. Ela não tem família e ainda assim não é descrita como uma ave triste, ou seja ela é desapegada e autossuficiente, vive sozinha mas não é solitária, porque solidão é um sentimento que depende de companhia. Como arquétipo, ela inspira independência, autossuficiência e automotivação.



Novos começos, auto regeneração e cura
O espírito animal da fénix é um arquétipo poderoso para novos começos, auto regeneração e cura.
Quando ela  vem  como um guia Espiritual, traz fogo da alma. Você já pode sentir uma forte conexão com esse pássaro mítico ou ele pode aparecer de repente em sua vida e repetidamente na arte, na literatura ou em algum outro meio para chamar a sua atenção.

De qualquer forma, a fénix é sempre um sinal auspicioso para mudança, cura e renovação numa área de sua vida.

Você pode ter que deixar algo morrer simbolicamente para experimentar o renascimento; não é um processo fácil, mas a Fénix é um guia especializado neste tema.

A fénix também aparece para pressagiar progresso e oportunidades. 
Mas novamente, isso não vem sem "dor", no sentido de levar as cinzas, de algo antigo  que tinha de morrer, para algo novo surgir na vida.

Para alguém que se casa, a aparência da fénix é um presságio muito feliz de um relacionamento.









Animal Totem da Fénix
O Animal Totem é seu reflexo. Ele é como você seria na forma de um animal, sua personalidade e assim qualidades e dons inatos são similares. Reconhecer-se no animal ajuda a revelar seus traços e habilidades ocultas.

Se você nasceu com a Fénix como seu Animal Totem, você tem uma vontade natural de se sacrificar por um bem maior.  

As pessoas com a energia da fénix  são resistentes e fortes principalmente durante tempos difíceis. Não perdem a esperança e estão sempre dispostos a se renovar.

Porque a Fénix renasce do fogo, você pode ser uma alma bastante combativa. Por toda a sua capacidade de brilhar em qualquer situação, você também precisa da ajuda de pessoas de confiança, para não se esgotar.




Animal de Poder da Fénix
A ideia de Animal de poder segue a mesma premissa de trabalhar com o arquétipo animal e pode capacitá-lo com suas características mais dinâmicas.  É quando você chama por ele, pois reconhece que este tem as habilidades que você mais precisa em determinado momento.

Assim, o animal de poder da fénix é um símbolo útil quando você sente que precisa regenerar uma área de sua vida. Isso pode significar sua saúde, um relacionamento, um empreendimento, etc. 

A fénix é um excelente arquétipo sempre que você estiver enfrentando mudanças difíceis, inclusive a perda ou morte de algo ou alguém na sua vida. A medicina da Fénix pode lhe dar novas perspectivas sobre coisas que de outra forma parecem indescritíveis, incluindo a solução para problemas.

Esteja ciente, no entanto, que quando você pedir ajuda, você experimentará o fogo da limpeza, da morte, e do renascimento numa nova pele.




Significados Simbólicos da Fénix

Resistência;
Inventividade;
Magia;
Permanência;
Renascimento;
Reencarnação;
Renovação;
Segurança;
Alma;
Transformação;
Esperança;
Positividade;
Imponência;
Paixão;
Motivação;
Autossuficiência; 
Autoestima;
Autoconfiança;
Poder pessoal;
Transcendência;
Proatividade;
Solitude;
Autoconhecimento;
Coragem;
Determinação;