domingo, 20 de julho de 2014
sábado, 19 de julho de 2014
Yemanjá
Yemanjá - Mãe de todas as cabeças
Quando Olódùmarè criou o mundo, dividiu-o conforme a natureza individual de cada Orixá, entregando a cada um destes um reino específico para governar. Èṣù tornou-se o senhor da comunicação, controlador de todos os caminhos no mundo. Ogum ganhou o axé sobre todos os metais, tornandos-e o forjador que propricia a agricultura com seus instrumentos, e divide com Èṣù o controle da abertura dos caminhos.
Ọ̀ṣọ́ọ̀si recebeu o poder sobre a caça e tornou-se o provedor dos alimentos e da fartura. Ọbalúwaìye, pela sua natureza intrínseca com a terra, recebeu o poder de curar ou inflingir as doenças. Oxumaré, vivendo entre as nuvens, torna-se o dono do Arco-ìIris, embelezando o céu e controlando a chuva, equilibrando o ciclo das águas que sobem e que descem. Xangô tornou-se o patrono da ordem e da justiça, com poder sobre o trovão e a eletricidade do solo. IÌyásan, ganhou o controle sobre o reino dos mortos e os raios como arma. Yewa ficou incumbida de guiar os espíritos dos mortos para o Orum e o poder sobre os cemitérios. Ọ̀ṣun seria a dona da beleza, do amor sensual e da fertilidade das mulheres, além de ser dona das riquezas da terra.
Nanã recebeu a tarefa de receber os mortos no seio da terra, que com suas águas paradas, formam a lama para que Òṣàlà modelasse os novos seres humanos. Para Yemanjá, coube como missão, cuidar de Òṣàlà, de assisti-lo em suas tarefas, de cuidar de sua casa e de seus filhos.
Yemanjá, insatisfeita com aquela situação, pois todos os outros Orixás pareciam ter funções importantes no mundo e por isso recebiam oferendas e louvores de seus adoradores. Ela, menos favorecida, sentindo-se uma serviçal, relegada a um segundo plano, reclamava o tempo todo.
E falou tanto, tanto nos ouvidos de Òṣàlà, que a cabeça dele não aguentou e ele enlouqueceu. Òṣàlà, não suportando as insistentes queixas de Yemanjá, adoeceu. Percebendo o tormento a que havia submetido Òṣàlà, começou a tratar a cabeça do marido enferno com ori (gordura vegetal), omi-tutu (água fresca), obi (nóz de cola), e oferendas de eyelé-funfun (pombos brancos), conseguindo assim curar Òṣàlà.
Òṣàlà ficou tão agradecido que pediu a Olódùmarè que este desse a Yemanjá o poder de curar todas as cabeças. Assim Yemanjá passou a receber oferendas sempre que se realiza o Bori e todos os ritos destinados a propiciar à cabeça ds pessoas.
Yemanjá é responsável pela saúde mental.
Yemanjá - Simbolo da Maternidade e Fecundidade
Filha de olokum, deusa do mar, yemanjá era casada com olófim oduduá com quem tinha dez filhos orixás.
Por amamentá-los, ficou com seios enormes.
Impaciente e cansada de morar na cidade de ifé, ela saiu em rumo oeste, e conheceu o rei okerê; logo se apaixonaram e casaram-se.
Yèmọnja teve muitos problemas com os filhos.
Ọ̀sónyìn, o mago, saiu de casa muito jovem e foi viver na mata virgem estudando as plantas. Contra os conselhos da mãe, Ọ̀ṣọ́ọ̀si bebeu uma poção dada por Ọ̀sónyìn e, enfeitiçado, foi viver com ele no mato. Passado o efeito da poção, ele voltou para casa mas Yèmọnja, irritada, expulsou-o. Então Ògún a censurou por tratar mal o irmão. Desesperada por estar em conflito com os três filhos, Yèmọnja chorou tanto que se derreteu e formou um rio que correu para o mar.
Yèmọnja foi casada com Okere.
Como o marido a maltratava, ela resolveu fugir para a casa do pai Olokum. Okere mandou um exército atrás dela mas, quando estava sendo alcançada, Yèmọnja se transformou num rio para correr mais depressa. Mais adiante, Okere a alcançou e pediu que voltasse; como Yèmọnja não atendeu, ele se transformou numa montanha, barrando sua passagem. Então Yèmọnja pediu ajuda a Ṣàngó; o orixá do fogo juntou muitas nuvens e, com um raio, provocou uma grande chuva, que encheu o rio; com outro raio, partiu a montanha em duas e Yèmọnja pôde correr para o mar; o rio seguiu para o oceano e, dessa forma, a orixá tornou-se a Rainha do Mar. .
Èṣù, seu filho, se encantou por sua beleza e tomou-a a força, tentando violentá-la. Uma grande luta se deu, e bravamente Yèmọnja resistiu à violência do filho que, na luta, dilacerou os seios da mãe. Enlouquecido e arrependido pelo que fez, Èṣù "saiu no mundo desaparecendo no horizonte. Caída ao chão, Yèmọnja entre a dor, a vergonha, a tristeza e a pena que teve pela atitude do filho, pediu socorro ao pai Olokum e ao criador Ọlọ́run. E, dos seus seios dilacerados, a água, salgada como a lágrima, foi saindo dando origem aos mares. Èṣù, pela atitude má, foi banido para sempre da mesa dos orixás, tendo como incumbência eterna ser o guardião, não podendo juntar-se aos outros na corte.
Por isso Yèmọnja é representada na imagem com grandes seios, simbolizando a maternidade e a fecundidade.
Yemanjá - Rainha dos Mares
Yemonjá, por presidir à formação da individualidade, que como sabemos está na cabeça, está presente em todos os rituais, especialmente o Bori.
É a rainha de todas as águas do mundo, seja dos rios, seja do mar.
O seu nome deriva da expressão YéYé Omó Ejá, que significa, mãe cujo filhos são peixes.
Na África era cultuada pelos egbá, nação Iorubá da região de Ifé e Ibadan onde se encontra o rio Yemojá... Seu nome significa a mãe dos filhos-peixe. Originária do rio ogum, em abeokutá, Nigéria. Esse povo transferiu-se para a região de Abeokutá, levando consigo os objectos sagrados da deusa, e foram depositados no rio Ogum, o qual, diga-se de passagem, não tem nada a ver com o Orixá Ogum, apesar de no Brasil Yemojá ser cultuada nas águas salgadas, a sua origem é de um rio que corre para o mar. Inclusive, todas as suas saudações, orikís e cantigas remetem a essa origem, Odó Iyà por exemplo, significa mãe do rio, já a saudação Erù Iyà faz alusão às espumas formadas do encontro das águas do rio com as águas do mar, sendo esse um dos locais de culto a Yemonjá.
Yemonjá é a mãe de todos os filhos, mãe de todo mundo. É ela quem sustenta a humanidade e, por isso, os órgãos que a relacionam com a maternidade, ou seja, a sua vulva e seus seios chorosos, são sagrados.
Yemonjá é o espelho do mundo, que reflecte todas as diferenças, pois a mãe é sempre um espelho para o filho, um exemplo de conduta. Ela é a mãe que orienta, que mostra os caminhos, que educa, e sabe, sobre tudo, explorar as potencialidades que estão dentro de cada um, como fez com os guerreiros de Olofin, mostrando o quanto eram bons nos seus ofícios, mas dizendo, ao mesmo tempo, que a guerra maior é a que travamos contra nós mesmos.
A energia de Yemanjá juntou-se a Orugan. Dessa interação nasceram diversos omo- Orixás e dos seus seios rasgados jorraram todos os rios do mundo. Yemonjá é a própria água, suas lágrimas transformaram transformar num rio que correu em direcção ao oceano. Portanto, não é por acaso que as lágrimas e o mar tem o mesmo sabor.
Dissimulada, e aridlosa, Yemonjá faz uso da chantagem afectiva para manter os filhos sempre perto de si. É considerada a mãe da maioría dos Orixás de origem Iorubá. É o tipo de mãe que quer os filhos sempre por perto, que tem uma palavra de carinho, um conselho, um alívio psicológico. Quando os perde é capaz de se desequilibrar completamente.
Yemonjá é a mãe que não faz distinção dos seus filhos, sejam como forem, tenham ou não saído do seu ventre. Quando humildemente criou, com todo amor e carinho, aquele menino cheio de chagas, fez irromper um grande guerreiro. Yemonjá criou Omulu, o filho e senhor, o rei da terra, o próprio Sol.
Apesar dos preceitos tradicionais relacionarem tanto Ọ̀ṣun como Yèmọnja à função da maternidade, pode estabelecer-se uma boa distinção entre esse conceitos. As duas Orixás não rivalizam (Yèmọnja praticamente não rivaliza com ninguém, enquanto Ọ̀ṣun é famosa por suas pendências amorosas que a colocaram contra Iansã e Obá). Cada uma domina a maternidade num momento diferente, Oxum tem o poder do seu Axé ligado ao feto e ao parto, cuidando da criança nos seus primeiros anos. Iyemanjá se encarrega da segunda infância e da sua educação. Diz-se que quando já é possível identificar o Orixá de uma criança através dos oráculos, esta deixa de ser responsabilidade de Ọ̀ṣun.
A majestade dos mares, senhora dos oceanos, sereia sagrada, Yèmọnja é a rainha das águas salgadas, regente absoluta dos lares, protetora da família. Chamada também de Deusa das Pérolas, é aquela que apara a cabeça dos bebês no momento de nascimento.
A necessidade de saber se aquele que amamos estão bem, a dor pela preocupação, é uma regência de Yèmọnja, que não vai deixar morrer dentro de nós o sentido de amor ao próximo, principalmente em se tratando de um filho, filha, pai, mãe, outro parente ou amigo muito querido. É a preocupação e o desejo de ver aquele que amamos a salvo, sem problemas, é a manutenção da harmonia do lar.
Essa força da natureza também tem papel muito importante em nossas vidas, pois é ela que rege nossos lares, nossas casas. É ela que dá o sentido da família às pessoas que vivem debaixo de um mesmo tecto. Ela é a geradora do sentimento de amor ao seu ente querido, que vai dar sentido e personalidade ao grupo formado por pai, mãe e filhos tornando-os coesos.
Rege as uniões, os aniversários, as festas de casamento, todas as comemorações familiares.
É o sentido da união por laços consanguíneos ou não.
Características dos filhos de Yemanjá
Arquétipos:
São autoritários e persistentes em relação aos filhos, são preocupados, responsáveis e decididos.
São amigos e protectores e chegam as vezes, quando mulheres, a se comportarem como super mães. São agressivos e até traiçoeiros, quando a segurança dos filhos e da família está em jogo;’são faladores, não gostam da solidão.
São imponentes, majestosos e belos, calmos, sensuais, fecundos, cheios de dignidade e dotados de irresistível fascínio (o canto da sereia). São voluntariosos, fortes, rigorosos, protectores, altivos e, algumas vezes, impetuosos e arrogantes; têm o sentido da hierarquia, fazem-se respeitar e são justos mas formais; põem à prova as amizades que lhes são devotadas, custam muito a perdoar uma ofensa e, se a perdoam, não a esquecem jamais. Preocupam-se com os outros, são maternais e sérios. Sem possuírem a vaidade de Oxum, gostam do luxo, das fazendas azuis e vistosas, das jóias caras. Eles têm tendência à vida sumptuosa, mesmo se as possibilidades do quotidiano não lhes permitem um tal fausto.
As filhas de Yemonjá são boas donas de casa, educadoras pródigas e generosas, criando até os filhos de outros (Omulu). Não perdoam facilmente, quando ofendidas. São possessivas e muito ciumentas.
São pessoas muito voluntariosas e que tomam os problemas dos outros como se fossem seus. São pessoas fortes, rigorosas e decididas. Gostam de viver em ambientes confortáveis com certo luxo e requinte. Põe à prova as suas amizades, que tratam com um carinho maternal, mas são incapazes de guardar um segredo, por isso não merecem total confiança. Elas costumam exagerar nas suas verdades (para não dizer que mentem) e fazem uso de chantagens emocionais e afectivas. São pessoas que dão grande importância aos seus filhos, mantêm com eles os conceitos de respeito e hierarquia sempre muito claros.
Nas grandes famílias há sempre um filho de Yemonjá, pronto a envolver-se com os problemas de todos, pois gosta tanto disso que pode revelar-se um excelente psicólogo. Fisicamente, os filhos de Yemonjá tendem à obesidade, ou a uma certa desarmonia no corpo. As mulheres, por exemplo, acabam por ficar com os seios caídos e as nádegas contidas e preferem os cabelos compridos. São extrovertidos e sabem sempre de tudo (mesmo que não saibam).
Pelo facto de Yèmọnja ser a Criação, sua filha normalmente tem um tipo muito maternal.
Aquela que transmite a todos a bondade, confiança, grande conselheira.
É mãe. Sempre tem os braços abertos para acolher junto de si todos aqueles que a procuram.
A porta de sua casa sempre está aberta para todos, e gosta de tutelar pessoas.
Tipo a grande mãe.
Aquela mulher amorosa que sempre junta os filhos dos outros com os seus.
O homem filho de Yèmọnja carrega o mesmo temperamento: é o protector. Cuida de seus tutelados com muito amor. Geralmente é calmo e tranquilo, excepto quando sente-se ameaçado na perda de seus filhos, isto porque não divide isto com ninguém. É sempre discreto e de muito bom gosto. Veste-se com muito capricho. É franco e não admite a mentira. Normalmente fica zangado quando ofendido e o que tem como ajuntó o orixá Ògún, torna-se muito agressivo e radical. Diferente é quando o ajuntó é Ọ̀ṣọ́ọ̀si, aí sim, é pessoa calma, tranqüila, e sempre reage com muita tolerância.
O maior defeito do filho de Yèmọnja é o ciúme.
É extremamente ciumento com tudo que é seu, principalmente das coisas que estão sob sua guarda.
Gostam de viver num ambiente confortável e, mesmo quando pobres, pode-se notar uma certa sofisticação em suas casas, se comparadas com as demais da comunidade de que fazem parte. Apreciam o luxo, as jóias caras e os tecidos vistosos e bons perfumes. Entretanto, não possuem a mesma vaidade coquete de Ọ̀ṣun, sempre apresentando uma idade maior, mais responsáveis e decididos do que os filhos da Ọ̀ṣun.
A força e a determinação fazem parte de suas características básicas, assim como o sentido de amizade, sempre cercada de algum formalismo. Apesar do gosto pelo luxo, não são pessoas ambiciosas nem obcecadas pela própria carreira, detendo-se mais no dia a dia, sem grandes planos para actividades a longo prazo.
Pela importância que dá a retidão e à hierarquia, Yèmọnja não tolera mentira e a traição.
Assim sendo, seus filhos demoram a confiar em alguém, e quando finalmente passam a aceitar uma pessoa no seu verdadeiro círculo de amigos, deixam de ter restrições, aceitando-a completamente e defendendo-a, seja nos erros como nos acertos, tendo grande capacidade de perdoar as pequenas falhas humanas. Não esquecem uma ofensa ou traição, sendo raramente esta mágoa esquecida. Um filho de Yèmọnja pode tornar-se rancoroso, remoendo questões antigas por anos e anos sem esquecê-las jamais. Fisicamente, existe uma tendência para a formação de uma figura cheia de corpo, um olhar calmo, dotada de irresistível fascínio (o canto da sereia). Enquanto os filhos de Ọ̀ṣun são diplomatas e sinuosos, os de Yèmọnja se mostram mais directos. São capazes de fazer chantagens emocionais, mas nunca diabólicas. A força e a determinação fazem parte de seus caracteres básicos, assim como o sentido da amizade e do companheirismo.
São pessoas que não gostam de viver sozinhas, sentem falta da tribo, inconsciente ancestral, e costumam, por isso casar ou associar-se cedo. Não apreciam as viagens, detestam os hotéis, preferindo casas onde rapidamente possam repetir os mecanismos e os quase ritos que fazem do cotidiano.
Todos esses dados nos apresentam uma figura um pouco rígida, refratária a mudanças, apreciadora do cotidiano. Ao mesmo tempo, indicam alguém doce, carinhoso, sentimentalmente envolvente e com grande capacidade de empatia com os problemas e sentimentos dos outros.
Mas nem tudo são qualidades em Yèmọnja, como em nenhum Orixá.
Seu carácter pode levar o filho desse Orixá a ter uma tendência a tentar concertar a vida dos que o cercam - o destino de todos estariam sob sua responsabilidade.
Gostam de testar as pessoas.
FELICIDADE...
"A obrigação de ser feliz...
Diante do horror do mundo, temos de ser felizes...
Estamos aniquilando a melancolia.
Inventaram a ciência da felicidade.
Livros de auto-ajuda, pílulas da alegria, tudo cria um 'admirável mundo novo' sem bodes, felicidade sem penas.
Isto é perigoso, pois anula uma parte essencial da vida: a tristeza."
Ele continua:
"Não sou contra a alegria em geral, claro...
Nem romantizo a depressão clínica, que exige tratamento.
Mas sinto que somos inebriados pela moda americana de felicidade.
Podemos crer que estamos levando óptimas vidas simpáticas e livres quando nos comportamos artificialmente como robôs, caindo no conto dos desgastados comportamentos 'felizes', nas convenções do contentamento.
Enganados, perdemos o espantoso mistério do cosmos, sua treva luminosa, sua terrível beleza...
O sonho americano de felicidade pode ser um pesadelo.
O poeta John Keats morreu tuberculoso, em meio a brutais tragédias, mas nunca denunciou a vida. Transformou sua desgraça numa fonte vital de beleza.
As coisas são belas porque morrem - ele clamava.
A rosa de porcelana não é tão bela como aquela que desmaia e fenece.
A melancolia, a consciência do tempo finito é o lugar de onde se contempla a beleza.
Há uma conexão entre tristeza, beleza e morte.
Só o melancólico cria a arte e pode celebrar a experiência do transitório resplendor da vida...
A melancolia, longe de ser uma doença, é quase um convite milagroso para transcender o 'status quo' banal e imaginar inéditas possibilidades de existência.
Sem a melancolia, a terra congelaria num estado fixo, previsível como metal."
ARNALDO JABOR
A Felicidade não está nas coisas materiais, porque queremos sempre mais e mais, no entanto certas coisas materiais dão-nos verdadeiros momentos de felicidade.
Mais um paradoxo da vida...
Aos 34 anos, tinha tudo o que sempre quis...uma boa casa no campo, um bom carro, os meus cães, etc...e nunca me senti tão infeliz, por descobrir que a felicidade não estava ali onde a tinha procurado.
Foi um ano terrível, entre os 34 e os 35...até entrar em colapso.
Foi o despertar para muita coisa...para grandes lições.
Para mim, o desprendimento e a felicidade, é usar as "coisas" para a minha felicidade, e não deixar que a minha felicidade dependa dessas mesmas coisas...
Tudo o que a vida me pode tirar, não é verdadeiramente meu...portanto, é aproveitar a existência de certas coisas na minha vida, até chegar a hora de as perder...
"AMA TODAS AS COISAS COMO SE AS FOSSES PERDER. "
Agustina Bessa-Luis
sexta-feira, 18 de julho de 2014
Growing is forever... they whispered
"A very long time ago, there were no groves because everywhere was a grove with no roads to bisect and no people to erect stones and fences and bridges.
The trees were very, very young and had much living ahead of them.
The enormity of their lifespan loomed in wooly mists around them, so they stretched out their root fingers and wrapped them around each others’, intertwining and holding very tight.
The ferns found pockets of root fingers where they could nestle in and the moss stretched itself out over the soil and everything became very soft.
The trees grew and made patterns of light and dark on the ground and the vines swirled in to trace the patterns.
Spotted spiders moved back and forth and up and down, making nets to catch the mist, and the mist would linger on the nets in drops that cupped the light.
It was very quiet all the time because the trees needed to focus on their lives.
It is not easy to grow so much, for so long.
Some trees became tired and lay down on the soft ground; others leaned and rested their tops on another.
And when one tree had to stop, another would grow out of it and reach very high into the grey and gold sky.
"Growing is forever" they whispered."
~ Kallie Markle
.........intuição
A intuição é um fenómeno totalmente diferente da razão. A razão argumenta, ela usa um processo para chegar à conclusão. A intuição dá um pulo – um salto quântico. Ela desconhece o processo. Ela simplesmente chega à conclusão sem nenhum processo.
Existiram muitos matemáticos capazes de solucionar qualquer problema matemático sem passar por nenhum processo. O funcionamento deles era intuitivo. Você simplesmente dizia o problema e antes que você tivesse acabado de dizer, eles chegavam à solução. Não existia nem um hiato de tempo. Você estava dizendo a coisa, e quando você acabasse, ou até mesmo antes de acabar, a conclusão surgia. A comunidade de matemáticos sempre ficou intrigada com esse fenômeno caprichoso. Essas pessoas... como eles fazem isso? Se um matemático estava se propondo a resolver um problema, podia precisar de 3 horas, 2 horas ou 1 hora. Mesmo um computador iria precisar de alguns minutos para fazê-lo, mas essas pessoas não precisam de um único minuto. Você diz o problema e elas instantaneamente….
Nós corrompemos a intuição. A intuição masculina está quase completamente corrompida. A intuição da mulher não está tão corrompida. Eis porque a mulher tem esse algo mais chamado pressentimento. Um pressentimento é um fragmento de intuição. Ele não pode ser provado. Você vai pegar um avião e a sua mulher simplesmente lhe diz que não vai, e que não vai permitir que você vá. Ela sente como se algo fosse acontecer. No momento isso parece não fazer sentido. Você tem muito trabalho a ser feito, tudo foi planejado, e você precisa fazer essa viagem – mas a sua mulher não deixa você ir. No dia seguinte você vê no noticiário que o avião explodiu ou que bateu em outro e que todos os passageiros morreram.
A mulher não pode te dizer como ela sabe. Não há como. É apenas um pressentimento, um sentimento nas vísceras. Mas isso também está corrompido, eis porque é apenas um flash. Quando você abandonar essa fixação na razão, a intuição começará a fluir. Vai passar a ser uma fonte constantemente disponível. Você poderá fechar os seus olhos, mergulhar nela, e encontrar sempre a direcção mais apropriada a você.
Osho
Sufs: The People of The Path
Vol II
Temos que nos bastar
"As pessoas não estão neste mundo para satisfazer as nossas expectativas, assim como não estamos aqui para satisfazer as delas.
Temos que nos bastar, nos bastar sempre, e quando procuramos estar com alguém, temos que nos consciencializar de que estamos juntos porque gostamos, porque queremos e nos sentimos bem, nunca por precisar de alguém.
As pessoas não se precisam, elas se complementam, não por serem metades, mas por serem inteiras, dispostas a dividir objectivos comuns, alegrias e vida."
Mario Quintana
quinta-feira, 17 de julho de 2014
Introduction To The Yin-Yang Symbol.
What Does The Taoist Yin-Yang Symbol Look Like?
The most well-known of Taoist visual symbols is the Yin-Yang symbol, also known as the Taiji symbol. The image consists of a circle divided into two teardrop-shaped halves - one white and the other black. Within each half is contained a smaller circle of the opposite color. View larger image of Yin-Yang Symbol here.
The Yin-Yang Symbol & Taoist Cosmology:
What is the meaning of the Taiji symbol? In terms of Taoist cosmology, the circle represents Tao - the undifferentiated Unity out of which all of existence arises. The black and white halves within the circle represent Yin-qi and Yang-qi - the primordial feminine and masculine energies whose interplay gives birth to the manifest world: to the Five Elements and Ten-Thousand Things.
Yin & Yang are Co-Arising and Interdependent:
The curves and circles of the Yin-Yang symbol imply a kaleidoscope-like movement. This implied movement represents the ways in which Yin and Yang are mutually-arising, interdependent, and continuously transforming, one into the other. One could not exist without the other, for each contains the essence of the other. Night becomes day, and day becomes night. Birth becomes death, and death becomes birth (think: composting). Friends become enemies, and enemies become friends. Such is the nature - Taoism teaches - of everything in the relative world.
Heads & Tails - Another Way of Looking at the Yin-Yang Symbol:
The black and white halves of the Yin-Yang symbol are similar to the two sides of a coin. They are different, and distinct, yet one could not exist without the other. The circle itself - which contains these two halves - is like the metal (silver, gold or copper) of the coin. It is what the two sides have in common - what makes them "the same."
When we flip a coin, we will - in terms of the imprints - always get either "heads" or "tails," one answer or the other. Yet in terms of the essence of the coin (the metal upon which the "heads" and "tails" symbols are imprinted) the answer will always be the same.
Smaller Circles Within The Larger Circle:
What's great about the Yin-Yang symbol is that the smaller circles nested within each half of the symbol serve as a constant reminder of the interdependent nature of the black/white "opposites." It reminds the Taoist practitioner that all of relative existence is in constant flux and change. And while the creation of pairs-of-opposites would seem to be an aspect of our human software, we can maintain a relaxed attitude around this, knowing that each side always contains the other, as night contains day, or as a mother “contains" the infant that she will, in time, give birth to.
The Identity Of Relative & Absolute:
We see this same idea illustrated in this passage from Shih-tou's poem "The Identity Of Relative And Absolute":
Within light there is darkness,
but do not try to understand that darkness.
Within darkness there is light,
but do not look for that light.
Light and darkness are a pair,
like the foot before and the foot behind in walking.
Each thing has its own intrinsic value
and is related to everything else in function and position.
Ordinary life fits the absolute as a box and its lid.
The absolute works together with the relative,
like two arrows meeting in mid-air.
Existence & Non-Existence In The Yin-Yang Symbol:
"Existence" and "non-existence" is a polarity which we can understand, also, in the way suggested by the Yin-Yang symbol: as mutually-arising and interdependent “opposites" which are in constant motion, transforming one into the other. The things of the world are appearing and dissolving continuously, as the elements of which they are composed go through their birth-and-death cycles. In Taoism, the appearance of “things" is considered to be Yin, and their resolution back into their more subtle ("no-thing") components, Yang. To understand the transit from "thing" to "no-thing" is to access a profound level of wisdom.
All These Forms:
The following song, by the Tibetan teacher Khenpo Tsultrim Gyamtso Rinpoche, makes the same point as the Yin-Yang symbol, and advises us - in the face of the arising and dissolving of myriad forms - to "just let go, and go where no mind goes."
All These Forms
All these forms -- appearance-emptiness
Like a rainbow with its shining glow
In the reaches of appearance-emptiness
Just let go and go where no mind goes
Every sound is sound and emptiness
Like the sound of an echo's roll
In the reaches of sound and emptiness
Just let go and go where no mind goes
Every feeling is bliss and emptiness
Way beyond what words can show
In the reaches of bliss and emptiness
Just let go and go where no mind goes
All awareness -- awareness-emptiness
Way beyond what thought can know
In the reaches of awarenessemptiness
Let awareness go -- oh, where no mind goes
O Universo não perdoa cobardias!
Auto estima, amor próprio, valorização interior, força espiritual, equilíbrio, tranquilidade interior, paz de espírito, amor incondicional..... conceitos maravilhosos, palavras mágicas, experiências ansiadas que parecem despertar dentro de nós uma qualquer energia adormecida a quem tais palavras fazem vibrar, mas que está tomada por um ego turbulento que nos dificulta ouvir e seguir a verdade de quem somos...
De facto o seu único propósito é manter-nos nos seus limites, na sua zona de segurança, no seu quadradinho protegido sabe Deus de quem, protegendo sabe Deus o quê..
Não deverá existir um único ser humano que não reaja positivamente a qualquer um destes conceitos.
E sem condicionantes, estaríamos todos sem dúvida algures numa cruzada em busca do que mais precisamos.
...mas sair ou não sair do quadradinho.. essa é a questão...
Sair do quadradinho requer um tal esforço, exige tais actos de coragem e corremos tantos riscos que preferimos, com o tempo, passar a acreditar que é possível ser feliz dentro dele.
Vendemo-nos barato... fomos cobardes ... e como diz a maravilhosa Maria Flávia de Monsaraz, "O Universo não perdoa cobardias".
Esse acto de cobardia será o íman que irá fazer atrair as mais variadas perdas.
Não serão perdas como castigos de um Deus mau e punidor.
Deverão ser vistas e sentidas sim como a única maneira que o Universo encontrou de nos fazer escolher algo melhor.
Criando a dor no ponto A será a única maneira de nos fazer ansiar pelo ponto B que é afinal onde a nossa alma quer estar e onde está a luz e a abundância à nossa espera...
Sem a perda, ficaríamos estagnados no ponto A vivendo a vida toda aquém do nosso potencial, desconhecendo por completo a experiência do B.
Quão ridículo seria se as ovelhas fizessem birra e insistissem em pastar na estrada ignorando os empurrões e mudanças de direcção do pastor que sabe melhor existir um verde e apetitoso pasto??
A lamúria e a vitimização são as nossas birras...
Auto estima, amor próprio, valorização interior, força espiritual, equilíbrio, tranquilidade interior, paz de espírito, amor incondicional...
Qualquer um destes conceitos precisa ser materializado ou não passará disso mesmo..
Não seremos então nós próprios o nosso próprio Herói que espera eternamente por um veículo de manifestação?
E não será isso mesmo que afinal estamos cá a fazer?
E não vimos já anteriormente que só conquistamos o estado de Herói quando enfrentamos os nossos dragões?
Faz uma lista dos teus dragões.
Sejam eles pessoas, bolo de chocolate, pensamentos negativos, os milhões de "Eu não..." ou o mais comum de todos; o Sr. Medo de...
Cada um dos teus dragões é o que fará de ti um Herói!
Será em cada batalha ganha que teremos acesso às medalhas da auto estima, amor próprio, valorização interior, força espiritual, equilíbrio, tranquilidade interior, paz de espírito, amor incondicional...
Na tua lista, escreve à frente de cada dragão de que maneira e com que estratégia o pretendes enfrentar.
A vida espera a cada momento que puxes da espada e comeces a tua cruzada...
Foi para isso que encarnámos...
Ou iremos por escolha .. ou iremos empurrados .. parados é que não... !
Vera luz
Sem dragões, não há heróis!
quarta-feira, 16 de julho de 2014
Made to be seen
Quem pensa que os Estados Unidos é só metrópoles como NYC, Chicago, Miami e LA... pense outra vez.
Como sabem, detesto as políticas e postura no mundo que os EUA têm, a sua prepotência em controlar tudo e todos...mas, em termos paisagísticos, é de cortar o fôlego.
Os EUA têm das maravilhas naturais mais estonteantes do mundo, algumas das quais já tive a oportunidade de visitar.
Este vídeo mostra muitas delas!
Enjoy USA Natural Wonders
Júpiter ingressa em Leão, a 16 Julho 2014, às 11h30:13 TMG
Júpiter ingressa em Leão, a 16 Julho 2014, às 11h30:13 TMG e lá permanecerá até às 12h10 TMG do dia 11 Agosto 2015.
A retrogradação de Júpiter será entre 8 Dezembro 2014 e 8 Abril 2015.
Em Setembro, Saturno começa a sair finalmente da minha Casa 7, que está em Escorpião, e começa a entrar em Sagitário.
É agora que esta fase Karmica acaba...
Finalmente os planetas estão a alinhar-se bem para mim.
Estes últimos 5 anos foram de cão...
Saturno a fazer quadratura com Plutão, na Casa 6 em Balança...em 2009
Passou para a Casa 7 em Escorpião em 2012...
E finalmente vai-me dar descanso...
Com Júpiter, durante 1 ano em Leão, era o empurrão que eu estou à espera, para começar a colher o que tenho andado a semear.
Tudo se vai começar a alinhar...Wwwweeeeeee!!!!
Júpiter andará em Leão, que pertence ao Sol, portanto estas duas energias caminharão juntas e tendencialmente serão benéficas.
Júpiter, o grande benfeitor do zodíaco!!!
Os níveis de consciência da expressão de Júpiter:
1) No nível físico e material: a riqueza, o êxito mundano, a fama, o orgulho, a prosperidade.
2) No nível social e psicológico: comprometendo-se com causas, grandes grupos, a educação, as leis, outros países e culturas.
3) No nível mítico e arquétipo: os ensinamentos dos caminhos espirituais, algumas tradições psicológicas, os sistemas de crenças religiosas.
4) No nível moral e de melhoria própria: um profundo desenvolvimento interior e filosófico que transcende as categorias convencionais e nos permite abrirmo-nos à possibilidade de termos a vivência de uma realidade mais vasta e abundante e de uma verdade mais profunda.
Analogias:
Fortuna e todo o tipo de bens; abundância até à exuberância, riqueza, êxito, glória e honrarias.
Júpiter é o impulso para expandir a consciência na compreensão e no saber.
Representa o símbolo interno da lei, da ordem, da moral e da convicção religiosa.
Indica se a pessoa possui habilidade para conduzir até à maturação um processo de crescimento, ou para efectuar a realização de algo que produza satisfação, êxito ou sorte.
Aumenta as aspirações, mas muitas vezes pode prestar-se ao exagero, à extravagância ou à superficialidade, se os seus influxos não forem tomados com moderação.
Devido à sua posição no horóscopo, saberemos se teremos êxito ou sorte na vida e em que nos agrada empregar o nosso tempo livre.
Valores positivos:
Confiança, optimismo, fé, visão inspirada, sentido de oportunidade, protecção, ajudas e apoios, gosto pela vida social e pela cultura, bom humor, abundância material, simpatia e generosidade, filantropia, sentido de justiça, afabilidade, nobreza de carácter, simplicidade, natureza extrovertida, tolerância, liberalismo, abertura e receptividade, inspiração, cultura, sociabilidade, sentido ético.
Outras representações e especificidades de Júpiter:
a) - Júpiter expressa a sementeira, o crescimento, a expansão, a procura, exploração e a descoberta (física, material, intelectual, sociocultural, espiritual). Representa um conhecimento, um significado, uma aprendizagem a adquirir (e a transmitir).
b) - É o ambiente propiciador, protector e estimulante que auxilia o indivíduo no seu crescimento, que frutifica a obra, dissemina o processo, transmite a visão, conduz à sabedoria, abre as portas, disponibiliza os bens materiais necessários. - Júpiter abençoa a ascensão, confere a possibilidade de transcender o comum, o normal, facilita o atingir o topo.
c) - Representa o impulso para a ligação do indivíduo à estrutura colectiva e suprapessoal, onde ele se integra, explorando as possibilidades que essa mesma estrutura lhe confere e as oportunidades por ela criadas para o crescimento individual.
d)- É a descoberta de uma existência maior que a pessoa e o seu ambiente imediato. É a descoberta de que a existência pessoal e colectiva têm coordenadas, padrões e significados próprios.
e) - Júpiter representa, externamente, os direitos do indivíduo e, interiormente, o princípio do prazer que apenas conhece a satisfação. É a confiança interna que tudo irá dar certo e vale a pena continuar em frente.
f) - Simboliza a exigência em descobrir o mundo, como algo para além de si mesmo, repleto de possibilidades e áreas a desenvolver e com ele se relacionar, para benefício de ambos. É a descoberta duma ordem superior ao indivíduo que o protege, incentiva e encaminha em direcção ao futuro.
O estado cósmico de Júpiter:
Encontra-se em harmonia nos seguintes signos:
- Sagitário, Peixes, Câncer, Balança, Aquário
E em desarmonia nos seguintes:
- Gémeos, Virgem, Capricórnio
Júpiter nas Casas, representa os sectores onde o indivíduo irá colher as recompensas de fazer o bem sem olhar a quem.
Mostra onde a pessoa pensa de maneira positiva e optimista.
Há um fluxo suave, fácil, nos assuntos regidos pela casa em que Júpiter se encontra.
Quanto maior o fluxo de coisas boas enviado para os outros, maior será o retorno para aquele que o envia.
Eu tenho Júpiter na Casa 11, em Aquário...
Isto está a ficar bom!
Venha ele!!
Para os Capricornianos, como eu, Júpiter em Leão pode trazer grandes mudanças.
Vai mexer com os valores e necessidades, e abrir novas frentes para que mudanças significativas possam acontecer.
Será mais fácil finalizar e começar coisas.
A vida sexual também fica com mais energia, e as relações em geral ganham mais intimidade. Capricornianos podem ficar mais flexíveis e sensíveis.
Acabei de fazer a minha meditação, e tive várias revelações ...
Já há muito tempo não me sentia assim...com esta energia interior.
Acabei de tomar duas decisões fundamentais, que vão definir o meu Caminho daqui para a frente.
E sinto que estou no Caminho Certo.
Yin-Yang
O Yin-Yang é o símbolo do Taoísmo, uma das mais conhecidas filosofias dharmicas.
Tao 道(pronuncia-se tao, mas na grafia chinesa Pinyin escreve-se Dao) significa, traduzindo literalmente, o Caminho, mas é um conceito que só pode ser apreendido por intuição.
O Tao não é só um caminho físico e espiritual; é identificado com o Absoluto que, por divisão, gerou os opostos/complementares Yin e Yang, a partir dos quais todas as «dez mil coisas» que existem no Universo foram criadas.
Um círculo dividido ao meio por uma linha ondulada; uma metade é negra (yin) e a outra é branca(yang).
Representa o macro e microcosmos e as duas energias que regem o mundo, yin e yang; o feminino e o masculino; o bem e o mal; preto e branco; o escuro e o claro; a noite e o dia; a ordem e o caos; – energias opostas que se complementam e são o fundamento da “totalidade”.
A força intrínseca do Universo convertendo-se ora em uma, ora em outra.
É o limiar entre os opostos, como se um estivesse contido no outro, em eterno movimento, pois as forças opostas são parte da mesma perspectiva divina.
Cada metade tem também um pequeno círculo da cor oposta, ou seja, a metade branca tem um círculo negro e a negra tem um círculo branco. O círculo menor representa a presença de cada um no outro.
Os chineses acreditavam que todas as pessoas, homens ou mulheres, passam por fases yin e yang.
A personalidade de cada um não é uma entidade estática, mas um fenómeno dinâmico resultante da interacção entre elementos masculinos e femininos. Essa concepção da natureza humana está em contraste flagrante com a da nossa cultura patriarcal, que estabeleceu uma ordem rígida em que se supõe que todos os homens, machos, são masculinos e todas as mulheres, fêmeas, são femininas.
A moderna interpretação ocidental actual está longe de reflectir o significado original dos termos chineses.
É um símbolo muito presente não só na religião, mas também em toda a cultura do mundo contemporâneo e é conhecido tanto no Ocidente quanto no Oriente.
Um exemplo disso é o brasão de armas do renomado físico de Mecânica Quântica Niels Bohr que tem o símbolo chinês do Tao yin-yang e acima deste a frase, em Latim:
“Contraria sunt complementa” que significa os opostos ou os contrários são complementares.
terça-feira, 15 de julho de 2014
Compatibilidades
CAPRICÓRNIO ♑
Combina mais com Capricórnio, Touro, Virgem, Câncer, Escorpião e Peixes
Por serem determinados, seguros, intensos, criativos, ardentes, bem-humorados e românticos.
CARNEIRO ♈
Combina mais com Carneiro, Leão, Sagitário, Gémeos, Balança e Aquário
Por sua ousadia, fogosidade, criatividade, vivacidade, por serem aventureiros, inovadores e divertidos.
Para mim, pode ser um Leão ou um Aquário... ahahahah
Combina mais com Capricórnio, Touro, Virgem, Câncer, Escorpião e Peixes
Por serem determinados, seguros, intensos, criativos, ardentes, bem-humorados e românticos.
CARNEIRO ♈
Combina mais com Carneiro, Leão, Sagitário, Gémeos, Balança e Aquário
Por sua ousadia, fogosidade, criatividade, vivacidade, por serem aventureiros, inovadores e divertidos.
Para mim, pode ser um Leão ou um Aquário... ahahahah
Afasta-te
Quando nos afastamos de pessoas complicadas, até a nossa saúde melhora!!
Realmente, há pessoas que sugam as nossas energias, que tiram as nossas forças.
O que chamo de Vampiros de Energia!
Demoramos algum tempo para perceber, para sentir o efeito, mas se pararmos e notarmos como nós éramos, e como nos tornámos depois de conhecer certa pessoa...nessa altura, chegamos à conclusão de que isto realmente aconteceu connosco.
E não falo só de relacionamentos amorosos...falo também de amizades, de algumas pessoas de família!
Nós encontraremos o nosso equilíbrio novamente, quando decidirmos afastarmos-nos.
Às vezes pode ser doloroso no início, por causa do apego àquela pessoa, até pensamos que gostamos da sua companhia, ela até te fazia sorrir e te tratava bem.
Mas digo-te, faz a tua parte, sem ilusões!!!
Mais tarde vais perceber o bem que te fez tomar essa decisão de afastamento!
Cristianismo e Budismo
Pergunta – Me identifico muito com o budismo, por isso estou aqui, mas é possível seguir o budismo tendo outra religião?
Monge Genshô – As técnicas de meditação sim. Mas se formos aprofundando a prática e os conhecimentos, vai ficando incompatível, por exemplo, o budismo não considera a existência de um deus criador. Em determinado momento a pessoa terá que escolher. Do ponto de vista místico ou virtuoso, as diferenças são poucas. Se você comparar os mandamentos bíblicos com os preceitos budistas, eles são em espírito praticamente os mesmos, com algumas diferenças, é claro, por exemplo, o budismo não vê no sexo um pecado, o preceito é “não usar sua sexualidade de forma a causar sofrimento”. Se você, como forma de castigar sua esposa ou marido, se recusar a fazer sexo com ela ou ele, está causando sofrimento, e é errado.
No cristianismo, por exemplo, todos nascem com um pecado original e necessitam ser batizadas para tirar esse pecado. No budismo não existe o conceito de pecado, muito menos de um pecado original. O budismo vê acção e consequência, cada ato seu terá retorno e não há um deus que irá lhe castigar, você é quem terá que lidar com seus erros, pois também não há ninguém para absolvê-lo de seus atos errados. Outro conceito inexistente no budismo é a visão eternalista da alma, no budismo nada eterno existe. Está em suas mãos mudar tanto essa vida como as outras que virão, mas que não será você mesmo. São muitas diferenças.
Pergunta – Na verdade eu pensava mais na questão das transmissões de Jesus sobre o amor, como amar à Deus sobre todas as coisas...
Monge Genshô – Pois então, aí já começa uma diferença aguda, não amamos um deus lá fora e que pode nos salvar ou algo parecido. Temos que amar à todos os seres e pessoas e sermos compassivos, não poderia haver um povo escolhido com direito a matar e conquistar outros, na realidade, como falei antes, “eu” e “outro” não existe. Se eu ando com um amigo cristão e conversamos superficialmente sobre as similaridades do budismo e cristianismo, nos daremos muito bem.
Pergunta – Uma sensação que tenho é que no inicio de minha prática parecia que havia uma grande evolução e agora pareço estacionado sem avançar muito, isso é normal?
Monge Genshô – Isso acontece com quase todas as pessoas quando iniciam sua prática do Dharma, tudo parece maravilhoso e que há um grande progresso. Depois parece que há uma parede de ferro na sua frente e é impossível avançar um passo sequer. É preciso entender que é assim mesmo, caso contrário nos sentiremos desmotivados para continuar. É muito bom quando você fala para seu mestre que não sabe mais porque senta, uma vez que não consegue mais avançar, mas continua mesmo assim, é sinal que você desistiu dos seus objetivos.
Pergunta – Às vezes a gente percebe que uma pessoa fala tolices por falar, mas outras vezes as coisas ditas podem prejudicar a sangha, o que devemos fazer?
Monge Genshô – Você pode contestar essa pessoa e dessa forma todos terão a oportunidade de aprender, é como falei no começo, a sangha é como arroz no pilão. A sangha é um lugar de harmonia, mas isso não significa que não deva haver atrito, isso tem que existir. Para que existir sangha se todas as pessoas fossem maravilhosas? É como ir ao hospital e ler na fachada, “Casa de Saúde” e você perguntar como pode ser casa de saúde se todos aqui dentro estão doentes? Todos que vêm à sangha têm sofrimento, senão não viriam. Se vocês estão aqui é porque não são iluminados. Parece-me lógico que tenhamos conflitos e atritos. Mas isso deve ser feito com sentimento de compaixão e amorosidade e não com raiva.
segunda-feira, 14 de julho de 2014
..............os paradoxos podem ser reconciliados
"Tudo é duplo;
tudo tem polos;
tudo tem o seu oposto;
o igual e o desigual são a mesma coisa;
os opostos são idênticos em natureza, mas diferentes em grau;
os extremos se tocam;
todas as verdades são meias verdades;
todos os paradoxos podem ser reconciliados."
- O Caibalion
A dualidade é a condição da vida.
Sem opostos nem contrastes, a vida não é vida.
- Jigoro Kano
Por dentro, eu sempre me persegui.
Eu me tornei intolerável para mim mesma.
Vivo numa dualidade dilacerante.
Eu tenho uma aparente liberdade, mas estou presa dentro de mim.
- Clarice Lispector
There is nothing wrong with duality.
If one keeps in mind the singularity behind it.
Richard Thomas Gerber
The Dictator
Back in 1940, Charlie Chaplin's first sound film, The Dictator ended with a speech called "A Message of Hope to Mankind".
It resonated powerfully.
In these dark days for looming tyranny, war, and economic collapse, I hope this will cheer up our members that I am constantly depressing.
Yes, I do believe in hope still.
It seems very timely.
The speech:
Hynkel:
I'm sorry, but I don't want to be an Emperor - that's not my business.
I don't want to rule or conquer anyone.
I should like to help everyone, if possible -- Jew, gentile, black man, white.
We all want to help one another; human beings are like that.
We want to live by each other's happiness, not by each other's misery.
We don't want to hate and despise one another.
In this world there's room for everyone and the good earth is rich and can provide for everyone.
The way of life can be free and beautiful.
But we have lost the way.
Greed has poisoned men's souls, has barricaded the world with hate, has goose-stepped us into misery and bloodshed. We have developed speed but we have shut ourselves in. Machinery that gives abundance has left us in want.
Our knowledge has made us cynical, our cleverness hard and unkind. We think too much and feel too little.
More than machinery, we need humanity.
More than cleverness, we need kindness and gentleness.
Without these qualities, life will be violent and all will be lost.
The aeroplane and the radio have brought us closer together.
The very nature of these inventions cries out for the goodness in men, cries out for universal brotherhood for the unity of us all.
Even now my voice is reaching millions throughout the world, millions of despairing men, women, and little children, victims of a system that makes men torture and imprison innocent people.
To those who can hear me I say, "Do not despair."
The misery that is now upon us is but the passing of greed, the bitterness of men who fear the way of human progress.
The hate of men will pass and dictators die; and the power they took from the people will return to the people and so long as men die, liberty will never perish.
Soldiers: Don't give yourselves to brutes, men who despise you, enslave you, who regiment your lives, tell you what to do, what to think and what to feel; who drill you, diet you, treat you like cattle, use you as cannon fodder.
Don't give yourselves to these unnatural men, machine men, with machine minds and machine hearts! You are not machines!
You are not cattle!
You are men!
You have the love of humanity in your hearts.
You don't hate; only the unloved hate, the unloved and the unnatural.
Soldiers: Don't fight for slavery! Fight for liberty!
In the seventeenth chapter of Saint Luke it is written, "the kingdom of God is within man" -- not one man, nor a group of men, but in all men, in you, you the people have the power, the power to create machines, the power to create happiness.
You the people have the power to make this life free and beautiful, to make this life a wonderful adventure.
Then, in the name of democracy, let us use that power!
Let us all unite!!
Let us fight for a new world, a decent world that will give men a chance to work, that will give you the future and old age a security.
By the promise of these things, brutes have risen to power, but they lie!
They do not fulfill their promise; they never will.
Dictators free themselves, but they enslave the people!!
Now, let us fight to fulfill that promise!!
Let us fight to free the world, to do away with national barriers, to do away with greed, with hate and intolerance.
Let us fight for a world of reason, a world where science and progress will lead to all men's happiness.
Soldiers: In the name of democracy, let us all unite!!!
Viajar
"Um homem precisa viajar para lugares que não conhece para quebrar essa arrogância que nos faz ver o mundo como o imaginamos, e não simplesmente como é ou pode ser;
que nos faz professores e doutores do que não vimos, quando deveríamos ser alunos, e simplesmente ir ver”.
Amyr KlinK
Mais importante que o Destino, é a Viagem...
Viajar, é a ÚNICA coisa que se compra, que nos deixa mais ricos!!!!
Não comprem mais coisas...viajem mais!
E que essa vontade de viajar nunca seja passageira,
porque gostar de viajar, também é gostar de regressar a casa.
Viajar torna-nos modestos,
faz-nos ver o lugar pequenino
que nós ocupamos no mundo.
Uma Mulher quer Paz.
Quer Ler mais, Viajar mais, Conhecer mais.
Quer Flores e Beijos.
Uma Mulher quer sentir-se VIVA!
VIAJAR É VIVER!
Viajo porque preciso...volto porque te amo!!
domingo, 13 de julho de 2014
ON THIN ICE - Ciril Jazbec
ON THIN ICE is a series of photos from Greenland and one of the chapters in a long-term project concerned with the human face of climate change as it threatens various low-lying regions.
It shows the life of hunters and fishermen in the remote villages in Northern Greenland.
In this exploration, I spent most of my time in the village with only 250 inhabitants but over 500 dogs.
One of the main characters of the story is Unnartoq, one of the last remaining people sticking to tradition and living as subsistence hunters.
I don’t speak Unnartoq’s language, so hand gestures and honesty become an even more important factor of communication than usual. For a European, the conditions in Greenland are extreme; low temperatures require one to be exceptionally strong-willed, and will to live is what has always driven the traditional hunters to survive. However, the daily life of these hunters is changing due to climate change, unpredictable weather, higher temperatures, and the resulting thin ice.
The sea used to be frozen for eight months a year, but nowadays it only freezes for few months, threatening the traditional methods of seal hunting.
The story also touches upon globalization worming its way into every nook and cranny of the world, as well as upon global interconnectedness driving youth away from tradition and self-sufficiency.
In Greenland as well, young people are moving to the cities, self-sufficient hunters are disappearing and a 1000-year tradition of hunting and survival in the most extreme of conditions is being forgotten.
Different eyes perceive different sensations and actions, and how one interprets a visual story is mostly the result of inner emotions.
I strive to use photography to tell a story that is reflected through a single person, through his own eyes.
On thin ice will be exhibited at The Rencontres d'Arles in France this summer.
I work as an independent freelance photographer.
I have received the Leica Oskar Barnack Award 2013 with the photo story called “Waiting to Move”.
I believe my profession is about hard work, passion and love.
And nature, if possible.
I am grateful for the privilege of being able to pursue this profession that I enjoy immensely.
-
The harmony that I pursue stems from somewhere in between.
Climate changes - Intimate feelings
“I grew up surrounded by nature, by its authenticity and brutality.
I assumed nature’s graphic style – strong contrasts, clean lines, multilevelness.
I feel overwhelmed by nature.
By the climate changes it has been showing.
By our primal feelings, directing us into the closest intimacy possible.
Tradition - Modernity
“How do traditional communities live?
How is their tradition facing the modern world?
How can my story become inspiring?
How to create a positive, constructive story?
How to identify possible solutions?
I want to show the world things such as gratitude, solidarity, respect.
These things give me drive.
Searching for hope that illustrates changes.”
Technique - A moment
"The technical side of photography is very important to me.
I always try everything my equipment is able to perform and I always wait for the best capturing moment, of course.
Intuition."
The consistency of one story - The dynamics between stories
“I always jumped from project to project.
Now I feel it is time for long-term stories.
I challenge myself with consistency,
I experiment with the pace.”
Personal projects - Commercial projects
“It is important for me to find a good balance.
Personal projects are an inner journey and an inspiration,
the commercial are an exceptional blend of interesting people and dynamics causing the birth of magic.”
I was born in Slovenia (1987).
I studied management at the Faculty of Economics, before moving to London where I studied MA Photojournalism and Documentary Photography at the London College of Communication where I graduated in 2011.
Awards
2014 – American Photography 30, Selected Winner
2014 – FIPCOM - Environment category, Winner
2014 – MAGNUM 30 under 30, Shortlisted
2014 – LensCulture Exposure Awards, Finalist
2013 – Les Rencontres d'Arles - Photo Folio Review, Winner
2013 – Leica Oskar Barnack Award, Winner Newcomer
2013 – Eddie Adams Workshop, National Geographic Award
2013 – VISA Pour L’Image - Coup de coeur ANI
2012 – PDN Photo Annual - Student Work, Winner
2012 – AOP Student Awards, Finalist
2012 – Picture The Difference, Winner
2012 – The Royal Photographic Society - Environmental Bursary, Winner
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