quarta-feira, 11 de maio de 2016
Nunca Ninguém Amou Completamente
Vou deitar-te na eternidade, que é esse o teu lugar, é esse, é esse.
E agora só tenho que te amar tudo de ti, não deixar nada de fora.
Porque, sabê-lo-ás?
Nunca ninguém amou completamente, houve sempre uma forma de amar fragmentária, parcial. Amou-se sempre em função de uma fracção do amor como se usou um vestuário segundo a moda, desde o calção ou o penante de plumas.
Vou-te amar como Deus.
Não, não. Deus não sente prazer nem movimento progressivo até ao prazer, coitado, é tão infeliz. Vou-te amar como um homem desde que os há, desde o tempo das cavernas até hoje e com um pequeno suplemento que é só meu.
Vergílio Ferreira
in, Em Nome da Terra
Ayahuasca
Separei uma lista com 6 tópicos importantes, os quais acredito que você deveria saber mais.
Confira a seguir!
- Como surgiu o termo Ayahuasca
- Qual sua visão religiosa
- Conheça a história dos Neo-ayahuasqueiros
- Quais seus efeitos fisiológicos e cognitivos
- Como potencializar terapias
- Teoria diz que Moisés bebeu o chá de Santo Daime
O que é Ayahuasca?
A ayahuasca é uma mistura de ervas com origem amazónica capaz de induzir estados de consciência alterados. Seus efeitos normalmente duram de 4 a 8 horas após a ingestão.
O chá da ayahuasca que também é conhecido como Daime, é uma bebida psicoativa que foi utilizada pelos incas. Produzida a partir da combinação do cipó-mariri (banisteriopsis caapi) e variadas plantas da Amazônia, em particular a chacrona (psychotria viridis) e a chaliponga (diplopterys cabrerana).
“Estima-se que as comunidades indígenas utilizem bebidas com estas plantas
há aproximadamente 5 mil anos.”
– Wikipédia
Geralmente a bebida é consumida em maior escala por tribos indígenas, xamãs ou curandeiros, que tomam a ayahuasca para se comunicar com a natureza, ou para identificar causas de doenças a nível espiritual.
A produção e o consumo da bebida é disseminado pelo mundo todo, em especial nos países ocidentais. A ayahuasca é frequentemente associada a rituais de diferentes grupos sociais e religiosos, além de fazer parte da medicina tradicional das comunidades da Amazónia.
“Antropólogos e adeptos religiosos frequentemente desaprovam o uso do termo “alucinógeno” para descrever a ayahuasca.
O termo correto é: “enteógeno” (deus/divindade) ou “gerador da divindade interna”, pois seu uso se dá em contextos ritualísticos específicos.”
– contexto científico
Estados Unidos, Austrália, Peru, Equador, Colômbia, Bolívia, e principalmente o Brasil em pelo menos 72 diferentes tribos indígenas, isso só na Amazónia.
Cientificamente
Uma das propriedades psicoativas da ayahuasca trata-se da presença de uma substância denominada DMT (N,N-dimetiltriptamina), produzido naturalmente no organismo humano.
O DMT é metabolizado pelo organismo por meio da enzima (MAO) monoamina oxidase.
Visão Religiosa do Santo Daime
A doutrina do Santo Daime segundo seus estatutos, é uma prática religiosa cristã, que rejeita toda forma de fanatismo, racismo e intolerância religiosa.
Através de suas condutas os seguidores têm provado que a ingestão ritualística do chá de Santo Daime, amplia nossa capacidade perceptiva, criativa, cognitiva e de discernimento. Além, de ajudar a assumir nossas responsabilidades pessoais e coletivas.
Portanto, a prática funciona como agente preventivo e terapêutico, a serviço da elevação da consciência do ser humano.
O movimento religioso do Santo Daime começou no interior da Floresta Amazônica, nas primeiras décadas do século XX. A partir dos anos 30 foi aberto de forma regular os trabalhos no subúrbio de Rio Branco.
Em 1974 foi registado a entidade, o Centro Eclético de Fluente Luz Universal Raimundo Irineu Serra (CEFLURIS), como um centro espírita estruturado sob a forma de sociedade religiosa sem fins lucrativos.
A partir de 1998 foi criada a figura jurídica da ICEFLU – Igreja do Culto Eclético da Fluente Luz Universal para administrar o trabalho social e ambiental.
“Acredita-se que a ayahuasca é capaz de desintoxicar (purgar),
reativar órgãos danificados
e propiciar melhoras em quadros de dependência química”
– contexto médico-científico
Neo-ayahuasqueiros
Os grupos neo-ayahuasqueiros formam uma interseção entre os que compõem o universo da “nova era” e suas inspirações nas religiões orientais, neoxamanismo, holismo e no universo das religiões ayahuasqueiras tradicionais.
Efeitos
A ayahuasca induz um estado mental psicodélico, visionário.
Seu efeito é usado por várias pessoas, por diversos motivos.
Continue lendo e confira suas sensações fisiológicas e cognitivas.
Fisiológicos
Durante sua ação, a bebida provoca:
- dilatamento das pupilas;
- aumento da frequência respiratória;
- aumento da pressão arterial;
- aumento das respostas neuroendócrinas para prolactina, cortisol (diminui o stress) e hormona do crescimento plasmático.
Estas são acções típicas da DMT, ou de qualquer psicoativo que também actue sobre os devidos receptores, tal como o LSD ou a Psilocina (alcaloide presente nos cogumelos alucinógenos).
Sensações:
- queda de pressão;
- súbito frio ou calor;
- tremores;
- entre outros.
A ocorrência de náuseas, vómitos e diarreias pode estar associada à acção da bebida sobre o suposto receptor. Outros efeitos específicos são o aumento da empatia, a diminuição da fome e uma elevação na capacidade de visão nocturna.
Devido à presença da “harminia” no caapi, a ayahuasca tem acção afrodisíaca, provocando um aumento do vigor e do desejo sexual em seus usuários.
A bebida altera a natureza dos sonhos, que podem alterar em conteúdo, modo de apresentação e intensidade, causando um aumento no realismo das sensações oníricas.
Podem ocorrer sensações de liberação dos limites normais de espaço-tempo. Em alguns casos, sob altas doses, podem ocorrer episódios de distorção sonora.
Os usuários de ayahuasca costumam relatar fenómenos parapsíquicos, como a clarividência. Quando tomada em grupo, os usuários relatam experiências telepáticas.
Ao contrário de outras triptaminas (como o LSD e os cogumelos mágicos), os efeitos da ayahuasca não diminuem em intensidade com o uso frequente ou diário.
Cognitivos
Segundo os relatos de usuários, a ayahuasca produz uma ampliação da percepção que faz com que se veja nitidamente a imaginação e acesse níveis psíquicos subconscientes e outras percepções da realidade, estando sempre consciente do que acontece.
Usuários relatam, dentre outras sensações, ter os sentidos expandidos, os processos mentais e as emoções tornarem-se mais profundos.
A experiência vivenciada é a de poder mover-se em muitas dimensões: “o vôo da alma”, uma sensação de partida do espírito do corpo físico, para partir rumo a viagens astrais. Nestas viagens, ocorre a exploração tanto de novos aspectos do mundo ordinário como de “mundos paralelos”, que estariam além da percepção corrente.
O usuário pode experienciar a sensação de ser colocado na situação de espectador externo de seus próprios actos, de tal modo que é chamado a um exame da consciência.
A experiência pode em algum ponto revelar:
- visões notáveis;
- insights;
- produzir consequentes experiências de renovação e de renascimento;
- visões arquetípicas, de animais, plantas e flores;
- mandalas;
- cidades;
- espíritos elementais;
- cenas que podem ser interpretadas como lembranças de vidas passadas;
- divindades.
É possível que a experiência induza a lembrança de memórias esquecidas ou muito recuadas no tempo, como aquelas da primeira infância.
Entretanto, também é possível que produza visões de aspectos desagradáveis ou reprimidos do subconsciente, ou de entidades de aspecto perturbador, como demónios.
Abre-se o portal para outras formas de realidade, do acesso ao inconsciente numa perspectiva psicanalítica e da criatividade do ponto de vista da neuropsicologia e da estética.
Potencial terapêutico
“Prisioneiros usam Santo Daime na reabilitação em Rondônia.”
– Jornal de Todos os Brasis
No entanto, pode ser também conseguido com o uso de LSD, cogumelos psilocibinos, iboga (alcalóide indólico enteogénico), outras substâncias psicadélicas, ou várias técnicas de respiração e meditação, e envolve sempre trabalho psicológico intenso.
A ayahuasca não é uma cura miraculosa no sentido que ao beber a poção todos os problemas desaparecem dentro de algumas horas.
Todavia, no sentido que trás à superfície são processos inconscientes e ultra mundanos, que lhe permite trabalhar com a mente enquanto os efeitos duram.
O ingrediente principal da chacruna ou chagropanga é também um neurotransmissor que é encontrado em todos os seres humanos, e tem um papel fundamental em todos os casos de estados de percepções incomuns.
Este neurotransmissor chama-se dimetiltriptamina, ou DMT. A substância encontra-se no cérebro, no sangue, nos pulmões e em outras partes do corpo humano.
Existe forte evidência que aponta para a glândula pineal (“o terceiro olho” nas tradições esotéricas), localizada no centro do cérebro, como sendo a principal fonte do DMT humano.
Além de se encontrar nos seres humanos, o DMT também pode ser encontrado em todos os mamíferos e em variadas plantas.
Moisés tomou o Santo Daime...?
Moisés é considerado o principal profeta da religião judaica.
O especialista em psicologia cognitiva Benny Shanon, da Universidade Hebraica de Jerusalém, afirma que Moisés pode ter ingerido o chá de ayahuasca.
A afirmação foi publicada em um artigo na revista de filosofia Time and Mind e causou polémica em Israel.
De acordo com o pesquisador e professor Benny Shannon, a criação dos Dez Mandamentos poderia ser consequência de uma experiência com substâncias psicotrópicas, que alteram o estado cognitivo do indivíduo, e se encontram em plantas existentes inclusive no deserto do Sinai – onde segundo a tradição, Moisés teria recebido as Tábuas da Lei, consideradas a base da civilização judaico-cristã.
“Muitas pesquisas já foram feitas sobre os efeitos da planta, mas principalmente na área da antropologia, e não da psicologia. Os antropólogos geralmente escrevem apenas por meio da observação, mas sem experimentar, eles próprios, a substância. Acho que é como escrever um livro sobre música sem ouvir música.”
– diz Benny Shannon, professor titular da Universidade Hebraica de Jerusalém
Experiência de Benny Shannon:
Confira os relatos do professor titular da Universidade Hebraica de Jerusalém:
“Tinha 42 anos naquela época, e a experiência mudou a minha visão do mundo”, afirma. “Comecei, então, a pesquisar os efeitos dessa planta sob o aspecto da minha área, a psicologia cognitiva.”
“A substância abriu para mim uma dimensão do sagrado que nunca tinha vivenciado antes, tive visões muito fortes, inclusive de cantar junto com milhares de anjos”, descreve o pesquisador israelense. “A experiência foi tão forte que me levou a querer integrá-la no estudo da fenomenologia da consciência humana.”
“Cheguei à conclusão de que, nas religiões mais antigas, como a zoroastra e a hinduísta, também houve rituais ligados à ingestão de substâncias que levam a alterações cognitivas, nos quais os participantes ‘viram Deus’ ou ‘ouviram vozes’.”
“Na Bíblia, há frases como ‘o povo ouviu as vozes’, que me chamaram a atenção, pois descrevem exactamente a sinestesia que ocorre com a ingestão da ayahuasca”, afirma Shanon. “Encontrei frases semelhantes em textos e cânticos de outras religiões.”
“Mas não é qualquer pessoa que ao ingerir a substância é capaz de criar os Dez Mandamentos, é necessário ser um Moisés para isso”, acrescenta. “Ao meu ver, a ayahuasca libera uma criatividade interna, como a arte.”
Conclusão
Acredito que algumas dessas verdades você já sabia, entretanto resolvi detalhar um pouco mais sobre cada tópico, assim expandido mais sua consciência sobre toda a filosofia por trás da ayahuasca.
Até hoje, o consumo do chá sofre muito preconceito de ignorantes e descrentes da ciência. Porém, sortudos são aqueles que se permitem desfrutar da viagem astral que os recursos naturais têm a nos oferecer.
Todo o conteúdo desse artigo foi estudado e resumido para facilitar o entendimento de qualquer pessoa. Contudo, tenho minhas experiências próprias sobre o conceito da ayahuasca.
Hoje em dia sou frequentador da Instituição Espiritual Xamânica – Céu Herdeiros da Luz, a qual tive a oportunidade de descobrir meu “eu” interior e buscar uma evolução emocional e espiritual contínua afim de me tornar uma pessoa melhor e mais consciente a cada dia.
Não acho necessário compartilhar minhas experiências pessoais, pois os efeitos do chá variam de pessoa para pessoa. Cada um tem o trabalho que merece e o entendimento que cabe ao intelecto. Mas uma coisa eu posso garantir com total convicção, é realmente transformador!
Espero que tenha gostado deste conteúdo, porque eu busquei as fontes mais qualificadas para explicar detalhadamente todos os princípios verídicos desse chá que gera tanta polémica social.
Maicon Santtos
Finanças das instituições que gerem os bens da Igreja Católica
"O meu livro é um mapa
da corrupção no Vaticano.
Todo o dinheiro recolhido
fica para os cardeais,
em vez de ir para os pobres"
A investigação resultou no livro "Avareza", e a fuga de informação que relata já mereceu o nome de Vatileaks
O dinheiro do Vaticano entra sobretudo pela mão dos fiéis, que esperam vê-lo aplicado em obras de caridade. Mas, afinal, está investido em acções como as da petrolífera Exxon, e bens imobiliários.
Depois de receber uma lista de propriedades da Igreja em Londres, Paris e Roma, no valor de 4 mil milhões de euros, o jornalista da revista italiana L'Espresso passou um ano a investigar a gestão das finanças das instituições que gerem os bens da Igreja Católica.
Fittipaldi descobriu que as esmolas são transformadas em fundos e que as beatificações são verdadeiras máquinas de fazer dinheiro.
Chegou a dizer-se que a fuga de informação teria vindo de elementos próximos de Francisco, mas o Papa também já criticou publicamente o livro. Avareza é agora lançado em Portugal, pela editora Saída de Emergência, numa altura em que o autor, de 41 anos, enfrenta um processo, acusado do crime de “subtracção e divulgação de notícias e documentos reservados”, previsto na lei do Estado do Vaticano. Se perder, poderá ser condenado a um máximo de 8 anos de prisão.
Por isso, confessa-se “cansado”.
Pela reacção negativa de Francisco, “surpreendido”.
As revelações, e fuga de informação inscrita em documentos sigilosos, já mereceram o nome de Vatileaks.
Quais foram as descobertas mais chocantes desta investigação jornalística?
Em 2012, as esmolas recolhidas para apoiar os pobres somaram 53,2 milhões, mas só 11 milhões foram para ajudar os mais desfavorecidos. A Cúria romana ficou com 35,7 milhões. Há cardeais a viverem em luxo. No meu livro digo o nome e apelido de cada um. Descobri que há cardeais a viver em Roma em apartamentos de 400 metros quadrados. E não usam esse espaço nem para pobres nem para refugiados.
Como é que usam o dinheiro das esmolas?
Descobri que Tarcisio Bertone [ex-secretário de Estado] usou 200 mil euros de um hospital pediátrico para fazer restauros na sua casa. Um cardeal pedófilo pagava 50 mil euros por mês à secretária.
De onde vinha todo esse dinheiro?
Um dos negócios incríveis que denuncio no meu livro é o das beatificações. O caminho mais rápido para chegar a santo é pagar a um bom advogado para tratar do processo. Pela beatificação da espanhola Francisca Ana de las Dolores cobraram-se 482 693 euros.
Quer dizer que nos países pobres não pode haver santos?
Não. Em África ou nas Filipinas não há dinheiro para isso. Mas o Banco do Vaticano ganhou 100 milhões de euros. Francisco quis fechá-lo e depois mudou de ideias. Todo o dinheiro devia ir para os pobres. Mas, em dois anos, o fundo do Banco do Vaticano só entregou 17 mil euros, embora tenha amealhado cem milhões. Daí o título do meu livro, Avareza.
O Vaticano é avarento?
O Vaticano comporta-se como uma offshore. Nem sequer dá toda a informação à polícia sobre quem tem contas no seu banco. Por vezes, o Vaticano decide como um banco e não como uma Igreja. Francisco quer mais transparência para o futuro, mas não quer que se descubra o passado. Quer limpar a Igreja por dentro sem que ninguém saiba. Mas eu não trabalho para o Vaticano nem para o Papa. Sou jornalista.
Vive num país que alberga o Estado do Vaticano. Como conseguiu escrever sobre um tema tão sensível?
Em Itália é muito difícil escrever sobre isto. Temos o Vaticano dentro do nosso país. E o Vaticano tem uma relação muito estreita com a televisão, com muito poder sobre ela. Mas o tema é bom para quem faz jornalismo de investigação, como eu.
Conseguiu publicar artigos e livros sobre o tema, apesar de tudo.
Sou um jornalista sortudo: tenho toda a liberdade no meu jornal. Em Itália é muito difícil escrever sobre corrupção na Igreja Católica. A comunicação social italiana está em 77º lugar no índice de liberdade de imprensa. O Governo é muito próximo da Igreja e não diz nada sobre este escândalo. A informação que publico está a ser revelada pela primeira vez na história.
Ficou isolado com a publicação do livro?
Os meus colegas dizem que roubei os documentos, uma rádio católica sugeriu que me enforcasse. Mas tenho todo o apoio do meu editor. E já muita gente leu o meu livro. Fico feliz com isso. Porque o que um jornalista mais quer é ser lido. Comecei há 4 anos a escrever sobre o tema para a minha revista.
Quem lhe passou a informação queria prejudicar o Papa ou ajudá-lo?
As minhas fontes são seculares e do Vaticano. Não se conhecem. Algumas gostam do Papa e outras não. Não sei se querem ajudar ou destruir o Papa. Mas os jornalistas não têm de perguntar “porquê” às fontes. As motivações da fonte não são um problema nosso. Nós só temos de fazer o nosso trabalho.
Que leitura faz do facto de aparecerem estes documentos na altura em que o Papa é Francisco, visto como moderado e defensor dos mais fracos?
É estranho.
Mas, lendo o seu livro, parece que é mais uma questão de imagem do que de conteúdo.
A propaganda do Vaticano é muito forte. Francisco é um comunicador perfeito. Escrevemos que este Papa mudou tudo em apenas 3 anos no Vaticano. Mas não é verdade. Não é possível. O Papa é o homem mais poderoso do mundo. O grande escândalo é em Roma. Todos sabem que a Igreja Católica tem problemas com as finanças.
Por haver demasiados vícios e demasiado antigos na Igreja?
O Vaticano é um Estado rico. Mas todo o dinheiro recolhido fica no Vaticano, para os cardeais, em vez de ir para os pobres. Isso é incrível! É aí que está o problema. Mas fico feliz por estar a denunciar. Depois do meu livro, Francisco mudou o sistema para haver mais controlo.
Está desiludido com Francisco?
Francisco e o Vaticano estão muito zangados comigo porque destruí essa propaganda. Ele queria reformar, mas não teve tempo para isso. E agora está sozinho. Tem muitos inimigos.
O Papa corre mais perigo de vida por ter querido reformar a Igreja?
Não me parece. Mas, na Cúria romana, muitos odeiam-no.
Tendo em conta tudo o que denuncia, pode ser bom sinal, ser odiado pela Cúria?
Para um papa que quer mudar a Igreja, sim. Mas não sei se será capaz. Espero que ele ganhe esta batalha, mas não tenho a certeza. O meu livro não é contra a fé, mas contra a corrupção na Igreja. Os padres devem rezar, não andar em casa dos políticos. Em Itália, a Igreja tem negócios, incluindo na área da saúde, casas e palácios. A ingerência da Igreja em Itália é muito forte e Francisco quis mudar isso.
A popularidade ajuda-o ou prejudica-o?
Ser tão popular é muito importante. Pode fazer algumas reformas por ter o povo com ele. Mas cometeu erros.
Quais?
Quando mudou os homens próximos de Benedict [Bento XVI, anterior Papa] deu a sua confiança a Pell [responsável pelas finanças do Vaticano]. Foi um grande erro de Francisco. Pell trabalha dentro do banco do Vaticano e não quer transparência. Francisco viveu muitos anos em Buenos Aires. Talvez não soubesse bem o que se passava no Vaticano.
Como reagiu àquilo que revelou sobre o Vaticano no seu livro?
A reacção deixou-me muito surpreso. Ele é um rei no Vaticano e eu tenho um problema com a justiça dele. O Papa está muito zangado com a edição do meu texto. Levou-me a tribunal. Depois da publicação disse em público, na Praça São Pedro, em Roma, dirigindo-se à multidão, que o meu livro era mau para a Igreja.
Porquê?
Não percebo porque é um problema para a reforma que Francisco quer fazer. O meu livro é um mapa da corrupção no Vaticano! Acho que o livro poderá ajudar no futuro.
Preocupa-o que os radicais islâmicos usem investigações como esta para denegrir a Igreja Católica e ganharem terreno?
Nunca me tinham perguntado isso… Não tenho o poder de mudar o mundo. Não sei se pode destruir a fé na Igreja. Mas isso não é um problema meu. Sou jornalista. Toda a informação que divulgo é verdadeira.
Ninguém o acusa de publicar informações falsas ou erradas?
Não. Nem uma linha do livro foi desmentida.
Nos processos que tem contra si, de que o acusam, então?
Acusam-me de ter revelado informação confidencial. Dizem que os meus documentos são privados e pessoais. Mas ninguém diz que publiquei mentiras. Se digo a verdade, não devo ter problemas com a justiça.
Mas está a ter.
Sim. A sentença deverá ser conhecida em meados de maio. Mas fiz outro trabalho jornalístico sobre Bertone e estou com problemas porque um tribunal de Roma diz que o difamei. Nos próximos tempos, vou passar mais tempo em tribunal do que no jornal.
Que pena poderão aplicar-lhe?
Uma lei do Vaticano de há 3 anos prevê penas para quem publique informações confidenciais como as que divulgo no livro.
A possível ilegalidade surge à luz da lei do Vaticano?
O meu crime é ser jornalista. O Vaticano não tem imprensa livre. Rege-se por leis próprias, que não são as mesmas das italianas. Mas há um acordo entre Itália e o Vaticano, e quem cometer um crime no Vaticano pode ter problemas com a lei italiana.
Que problemas?
Podem aplicar-me uma pena de 5 a 8 anos. Mas será difícil porque Itália tem lei de liberdade de imprensa.
Sendo pouco provável a condenação judicial, que outras consequências lhe trouxe a publicação deste livro sobre os escândalos financeiros do Vaticano?
Tentaram destruir a minha reputação. E a reputação é o mais importante para um jornalista. Fui ao Vaticano para me defender deste ataque. Eu não ameacei ninguém. Para o Vaticano eu sou culpado. Mas terão um problema político se me acusarem.
O seu livro mudará alguma coisa?
Às vezes podemos mudar alguma coisa. Denunciei 10% do escândalo económico dentro do Vaticano. Sei de cardeais que têm milhões de euros no banco do Vaticano. Se outros quiserem investigar, terão muito sobre o que escrever.
Quer dizer que não continuará a escrever sobre o tema?
Estou muito cansado. Fui muito atacado em Itália. Dei entrevistas a jornais dos EUA, Espanha e Portugal. Mas, em Itália, nem um jornal quis ouvir as minhas denúncias.
É Católico?
Sou agnóstico.
terça-feira, 10 de maio de 2016
............................ver para crer
Inconscientemente estamos sempre à espera de ver para acreditar, ou mais subtil ainda, como tentamos fazer para ter a certeza que somos merecedores de receber... acabando por nem se querer estarmos a ser autênticos com o que estamos a dar de Nós a cada momento, pode ser consciente ou inconsciente, nem nos apercebemos que estamos sempre a querer ter a certeza que estamos a imprimir na vida o que achamos que devemos fazer para obter...
Cria esforço, pois não é autêntico, não nasce de uma estrutura de responsabilidade na alegria e prazer de estar a criar algo, é sempre um esforço para obter, por de trás desse esforço pode estar a dita crença de ser impossível ter sem fazer esforço, criando uma dicotomia autêntica...
Simples, onde estás a tentar fazer, criar mas com crenças de que o esforço te vai devolver de certeza...
Simplicidade na observação...
Estou em esforço, pois acredito que se perceber tudo o que tenho que fazer e me esforçar bastante vou obter, controle puro, perde o estado de presença, mas nem se apercebe, que está num registo de esforço, de sobrevivência... essa realidade é a que vai concretizar, esse é o poder pessoal, mas manifesto em esforço...
Purificação emocional pelo contacto mais real, verdadeiro, das emoções instintivas que estão a mover a forma como a mente tentar ler a realidade presente para controlar como vai dominar a situação... está ser um grande esforço e não consegue concretizar...
Puro e simples, acredita em realidades que tudo se obtém com domínio e controle, mas produz formas de escassez, sobrevivência, em vez de realidade do presente e o que agora neste momento estou a querer controlar e fazer para obter no futuro...
É na verdade um dicotomia mesmo, pois na vida devemos mesmo criar metas do que queremos atingir e realizar, mas neste momento estamos a ter a grande oportunidade de tomar consciência do esforço que imprimimos, pois só vemos a meta final e não nos entregamos a cada etapa com total presença...
Tudo que é solido e duradouro é criado com paciência, atenção, calma e o homem quer tudo para ontem, quer construir tudo de uma vez...
A tal descrença que o leva estar sempre a querer tudo logo... pois pode não ser verdade...
Quero realizar isto na minha vida, então vou dar os passos que sinto, mas sem pressa, nem medo, de não ver logo...
Entrega à realização, mas apenas do que está a ser construído em cada etapa...
Cria calma, atenção total ao momento, entrega, responsabilidade e poder pessoal ...
Assim se constrói com serenidade as mudanças...
Mas acreditando que embora não veja o que está a cocriar, será algo prazeroso no futuro, pois tem a sua entrega agora.
Ao nível do inconsciente poderá trazer estados de cansaço, vazio, ansiedade...
Calma, não queira fugir e encontre quais as situações na sua vida onde está a querer ver logo tudo e a não saber construir com calma...
Fé no que dá ao momento, mais nada...
Este momento é a conjuntura de um grande trigono de terra... entre mercúrio em touro, jupiter em virgem e plutão em capricórnio, todos eles estão retrógrados, a criar uma limpeza de crenças de exigência do controle mental para obter, formas sobreviventes de um passado de medo de não ser merecedor...
Jupiter neste grande trigono de terra, está a fazer uma limpeza profunda, mas bem objectiva de padrões inconscientes que dominam as catacumbas do medo de falhar, estruturas que são de um passado plutónico de controle, plutão em capricórnio, onde se cria formas sobreviventes mentais de esforço para compreender tudo e a ansiedade mental de não conseguir, mercúrio em touro...
Nos próximos dois dias a lua vai estar em caranguejo a activar as emoções pela fragilização, mas com uma fantástica oportunidade de crescer emocionalmente se nos propusermos a sentir, tomar consciência, da forma como nos movemos dentro desta realidade...
Ruth Fairfield
Ausência
Por muito tempo achei que a ausência é falta.
E lastimava, ignorante, a falta.
Hoje não a lastimo.
Não há falta na ausência.
A ausência é um estar em mim.
E sinto-a, branca, tão pegada, aconchegada nos meus braços,
que rio e danço e invento exclamações alegres,
porque a ausência, essa ausência assimilada,
ninguém a rouba mais de mim.
| Carlos Drummond de Andrade |
Sobreviver aos Retrógrados!
De vez em quando
o Cosmos tira uns momentos
para fazer os mais variados
acertos de contas connosco, certo?
E ainda bem pois o ser humano tem tendência a negar, fingir, esconder, iludir, por para baixo do tapete e por isso o movimento retrógrado dos planetas vem precisamente corrigir todas essas evasões ao verdadeiro trabalho de responsabilidade, limpeza e evolução.
Precisamente porque foram recalcadas, velhas feridas abertas, novas provocações a fazer disparar antigas feridas, pressão nas áreas onde mais resistimos à mudança, confronto com sombras que até agora resistimos a aceitar e tomadas de consciência de quem somos e do que carregamos capazes muitas vezes tanto de nos deslumbrar como de levar à loucura, estarão em cima da mesa!
Como se cada um de nós de repente se tornasse transparente, incapaz de esconder a sua verdade interior tanto de si mesmo como dos outros. Há uma sensação de exposição de quem somos, seja o maravilhoso talento sempre escondido atrás da falsa modéstia seja a mais feia e negra sombra. Seja a mais feia raiva ou pior medo como o mais belo potencial e talento.
Assuntos velhos, testes antigos, velhas provocações, dores e mágoas ressurgem como trabalhos mal acabados ou feridas que reinfectam. É um tempo de correr de um lado para o outro sem saber muito bem para onde ir pois o caminho em frente de repente ficou travado.
Conselho: não precisamos ir a lado nenhum!
Ou melhor, precisamos ir sim, mas para dentro de nós…
Sabendo então que é esta a proposta que temos é importante andarmos atentos pois cada proposta, encontro, emoção, desafio ou circunstância traz consigo a oportunidade de cura.
Duas grandes palavras irão acompanhar-nos e ajudar-nos a decidir o que fazer com cada proposta:
– Coragem
– Rendição
Tu saberás melhor do que ninguém como, e onde aplicar cada uma, embora eu diga que elas andam de mão dada.
Os desafios regra geral, são sempre nos mesmos temas:
Responsabilidade/autoridade, ilusões/desilusões, valores/dinheiro/amor-próprio, Poder/controle, Humildade/rendição, individualidade/relacionamentos, liberdade/medo.
Dicas de sobrevivência:
* Vive atento/a consciente que estás a atrair TUDO e logo TUDO pede uma atitude. Que seja sempre consciente e karmicamente responsável.
* Lembra o fenómeno dos espelhos e percebe o que andas a atrair.
* Exerce o direito de escolha entre o que te faz bem e o que não faz.
* Sente se te é pedido para te renderes ou se te é pedido para agires corajosamente.
* Cria um movimento discreto que leve a tua atenção para o coração para poderes melhor sentir cada desafio e como o escolhes resolver. (por ex. por a mão no coração)
* Identifica e segura as tuas REacções, ou seja, onde e como disparas alimentando mais ainda o drama? Aprende a responder amora e criativamente.
* Confia que o que mais ansiamos para a nossa vida virá como retorno da responsabilidade que já assumimos perante as nossas energias mais do que com a “luta” com o mundo.
* De tão abertas e expostas estão as nossas energias é também mais fácil ouvirmos a voz da nossa alma, do nosso Eu Superior e REaprender a viver ligado.
* Por fim, identifiquemos os nossos apegos pois são ganchos que nos impedem de evoluir. Seja o apego a uma ideia, crença, pessoa, tralhas, estilo de vida, enfim tudo o que ainda agora pensamos que ser impossível de viver sem..
Muito melhor do que nós, a vida sabe o que precisamos ou não precisamos para evoluir, por isso mantenhamo-nos de mãos abertas observando este ir e vir da vida.
Vera Luz
Verdade Paradoxal
A capacidade de estar sozinho
é a capacidade de amar.
Isso pode parecer paradoxal, mas não é.
Essa é uma verdade existencial: somente aquelas pessoas que são capazes de estar sozinhos são capazes de amar, de compartilhar, de ir profundamente ao cuidado da outra pessoa, sem reduzir o outro a uma coisa e sem se tornar viciado ao outro.
Eles permitem que o outro seja absolutamente livre, porque eles sabem que se o outro partir, eles serão felizes como são agora.
A felicidade deles não pode ser tirada pelo outro, porque não foi dada pelo outro.
Osho
in, "Being in love"
segunda-feira, 9 de maio de 2016
Teu silêncio
embora
saiba que foi o teu silêncio que me deixou,
tenho pavor de me esquecer da tua voz;
e, quando tento recordar um instante
feito só de palavras ditas ao ouvido,
já não encontro nada - nada de nada;
e é como se tivesses morrido dentro do meu corpo.
| Maria do Rosário Pedreira |
Encerrar Ciclos
Sempre é preciso saber:
quando uma etapa chega ao final.
Se insistirmos em permanecer nela
mais do que o tempo necessário,
perdemos a alegria e o sentido
das outras etapas que precisamos viver.
Encerrando ciclos, fechando portas, terminando capítulos, não importa o nome que damos.
O que importa é deixar no passado os momentos da vida que já se acabaram.
Foi despedido do trabalho?
Terminou uma relação?
Deixou a casa dos pais?
Partiu para viver em outro país?
A amizade tão longamente cultivada desapareceu sem explicações?
Você pode passar muito tempo se perguntando por que isso aconteceu.
Pode dizer para si mesmo que não dará mais um passo enquanto não entender as razões que levaram certas coisas, que eram tão importantes e sólidas em sua vida, serem subitamente transformadas em pó.
Mas essa atitude será um desgaste imenso para todos: seus pais, seu marido ou sua esposa, seus amigos, seus filhos, sua irmã…
Todos estarão encerrando capítulos, virando a folha, seguindo adiante, e todos sofrerão ao ver que você está parado.
Ninguém pode estar ao mesmo tempo… no presente e no passado, nem mesmo quando tentamos entender as coisas que acontecem connosco.
O que passou não voltará: não podemos ser eternamente meninos, adolescentes tardios, filhos que se sentem culpados ou rancorosos com os pais, amantes que revivem noite e dia uma ligação com quem já foi embora e não tem a menor intenção de voltar.
As coisas passam, e o melhor que fazemos é deixar que elas realmente possam ir embora.
Por isso é tão importante (por mais doloroso que seja!) destruir recordações, mudar de casa, dar muitas coisas para orfanatos, vender ou doar os livros que tem.
Tudo neste mundo visível, é uma manifestação do mundo invisível, do que está acontecendo em nosso coração e o desfazer-se de certas lembranças significa também abrir espaço para que outras tomem o seu lugar.
Deixar ir embora.
Soltar.
Desprender-se.
Ninguém está jogando nesta vida com cartas marcadas. Portanto, às vezes ganhamos e às vezes perdemos.
Não espere que devolvam algo, não espere que reconheçam seu esforço, que descubram seu génio, que entendam o seu amor.
Pare de ligar a sua televisão emocional e assistir sempre ao mesmo programa, que mostra como você sofreu com determinada perda: isso o estará apenas envenenando e nada mais.
Não há nada mais perigoso que rompimentos amorosos que não são aceitos, promessas de emprego que não têm data marcada para começar, decisões que sempre são adiadas em nome do “momento ideal”.
Antes de começar um capítulo novo é preciso terminar o antigo: diga a si mesmo que o que passou, jamais voltará.
Lembre-se de que houve uma época… em que podia viver sem aquilo, sem aquela pessoa…
Nada é insubstituível, um hábito não é uma necessidade.
Pode parecer óbvio, pode mesmo ser difícil, mas é muito importante.
Encerrando ciclos.
Não por causa do orgulho, por incapacidade, ou por soberba.
Mas porque simplesmente aquilo já não se encaixa mais na sua vida.
Feche a porta, mude o disco, limpe a casa, sacuda a poeira.
Deixe de ser quem era, e se transforme em quem é…
Paulo Coelho
..............................deixemo-nos ir…
Por muito que nos faça confusão,
deixemo-nos ir…
não temos de entender tudo de uma vez!
Estas portas surgem a qualquer momento e em qualquer circunstância porque não estão condicionadas ao tempo. É para irmos lá! Podem ser fugazes visitas ou caminhadas mais longas, mas quanto mais depressa o fizermos, mais sentido faz cada momento.
São camadas que vamos limpando de energias há muito estagnadas, mesmo que não percebamos isso, acaba por se tornar patente na forma como deixamos de ir buscar imagens de passados mal resolvidos. Muitos dos assuntos nem imaginávamos que estivessem arquivados…achávamos que apenas foi uma parte da nossa vida que passou, nada mais.
Mas tudo o que vivemos deixa uma impressão indelével na nossa energia e se tiver havido naquele momento, um desconforto ou dor emocional, então ficou lá e aparece agora para ser removido. Esta remoção nem sempre implica reviver o momento passado; por vezes, carece apenas da nossa atenção….sim, lembramos como foi aquele episódio e vemos agora o que sentimos então…chega isto.
Estamos a aprender uma nova forma de nos movermos…fluindo sem pontos cardeais, sem restrições. Nem é sentido como caótico, porque o caos só existe como conceito.
Podemos refilar à vontade, desde que estejamos conscientes de que o estamos a fazer!
Esse refilar é uma forma que temos de encontrar um fio por onde possamos seguir, mas tão logo nos tranquilizemos um pouco e tudo passa a fazer sentido. Quem nos assiste a partir de outras frequências não se preocupa com as nossas pantominices, apenas observa à espera do momento certo para nos dar os sinais, por isso, podemos refilar e esbracejar durante o tempo que quisermos, sem culpas….mas desde que estejamos conscientes de que o estamos a fazer!
Por cada assunto marcante que limpemos da nossa energia pessoal, mais o colectivo segue célere na sua evolução, porque estes pesos, enquanto individuais, ensombram a nossa ligação ao Todo, porque ensombram a nossa ligação a nós mesmos.
Estamos em viagem e a velocidade tem aumentado. Mantenhamos o nosso espírito de viajantes despreocupados, olhando para as maravilhas, brincando, passeando por aí no meio das gentes ou no meio dos nossos sonhos…o que interessa é estarmos conscientes. E se virmos alguém que quase adormece na viajem, uma cotovelada meiga pode fazer toda a diferença.
Às vezes ainda olhamos para trás…não porque queiramos voltar, mas porque nos apetece um descanso. Mas esse descanso pode estar mesmo aqui, só que de tanto virarmos o pescoço perdemos o vínculo com o que está à nossa frente.
O nosso barco é o coração que nos leva pela mansidão das águas…é a confiança que nos azula o céu sempre que quisermos, a esperança que nos mantém com o peito virado para a brisa morna…não é preciso mais que isto.
Alexandre Viegas
domingo, 8 de maio de 2016
Reencarnação e Alma dos Animais
Os animais possuem alma,
estão em caminhos de evolução.
Chico Xavier deixou-nos esta linda mensagem
sobre os nossos irmãos menores,
os animais.
Mas eles voltam a ter a mesma vitalidade de quando eram filhotes.
Quem já perdeu um amigo, fique sabendo que ele continuou ou continua ao seu lado, com a mesma felicidade de sempre!!!
Os animais, diferentemente, do homens, não possuem o tempo da erraticidade (intervalo mais ou menos longo entre uma encarnação e outra).
Quando morrem, quase que instantaneamente, a sua alma ou energia vital é atraída, magneticamente e por afinidade para mais um processo de encarnação.
Dessa forma, de pouquinho em pouquinho, vai progredindo.
Devemos lembrar que a lei do progresso é um dos princípios fundamentais da doutrina espírita.
A alma de alguns animais podem, a exemplo dos cachorros, retornar rapidamente para seu dono, através de outro que nasça. Mas isso ocorre, somente, por merecimento e mérito nosso.
Isso nos leva a entender que assim como nós seres humanos que buscamos a evolução em direcção a Deus, também os animais buscam a evolução em direcção à nós.
A energia vital que os habita sente as experiências vividas e apreende as sensações com as nossas provas e expiações. O resultado é a progressiva evolução entre os reinos animais e as personalidades únicas evidenciadas pelos diferentes animais e suas características.
Relato bem interessante sobre Chico Xavier e a sua cadelinha Boneca:
"Chico Xavier tinha uma cachorra de nome Boneca, que sempre esperava por ele, fazendo grande festa ao avistá-lo. Pulava em seu colo, lambia-lhe o rosto como se o beijasse.
O Chico então dizia: – Ah Boneca, estou com muitas pulgas !!!!
Imediatamente ela começava a coçar o peito dele com o focinho.
Boneca morreu velha e doente.
Chico sentiu muito a sua partida. Envolveu-a no mais belo xale que ganhara e enterrou-a no fundo do quintal, não sem antes derramar muitas lágrimas.
Um casal de amigos, que a tudo assistiu, na primeira visita de Chico a São Paulo, ofertou-lhe uma cachorrinha idêntica à sua saudosa Boneca.
A filhotinha, muito nova ainda, estava envolta num cobertor, e os presentes a pegavam no colo, sem contudo desalinhá-la de sua manta. A cachorrinha recebia afagos de cada um.
A conversa corria quando Chico entrou na sala e alguém colocou em seus braços a pequena cachorra. Ela, sentindo-se no colo de Chico, começou a se agitar e a lambê-lo.
– Ah Boneca, estou cheio de pulgas!!! Disse Chico.
A filhotinha começou então a caçar-lhe as pulgas, e parte dos presentes, que conheceram a Boneca, exclamaram:
– Chico, a Boneca está aqui, é a Boneca, Chico!!
Emocionados perguntamos como isso poderia acontecer.
Chico respondeu:
– Quando nós amamos o nosso animal e dedicamos a ele sentimentos sinceros, ao partir, os espíritos amigos o trazem de volta para que não sintamos sua falta.
É, Boneca está aqui, sim, e ela está ensinando a esta filhota os hábitos que me eram agradáveis. Nós seres humanos, estamos na natureza para auxiliar o progresso dos animais, na mesma proporção que os anjos estão para nos auxiliar. Por isso, quem maltrata um animal vai contra as leis de Deus, porque Suas leis são as leis da preservação da natureza.
E, com certeza, quem chuta ou maltrata um animal é alguém que ainda não aprendeu a amar."
ECKHART TOLLE
“As pessoas não percebem que
agora é tudo o que é,
não existe passado ou futuro
excepto como uma memória ou antecipação
em nossas mentes”
~ Eckhart Tolle
As pessoas não percebem que agora é tudo o que é, não existe passado ou futuro excepto como uma memória ou antecipação em nossas mentes.
O passado te dá uma identidade e o futuro mantém a promessa de salvação ou de preenchimento na forma que for. Em ambos os casos o que temos é ilusório.
O tempo não é precioso de maneira alguma, porque é uma ilusão. O que você percebe como precioso não é o tempo mas o único ponto que está além do tempo: agora. Isto é de facto precioso. Quanto mais você estiver focado no tempo — passado ou futuro — mais você vai perder o agora, a coisa mais preciosa que existe.
Não deixe um mundo doente dizer para você ter sucesso em outra coisa que esteja além do momento presente.
A maioria das pessoas nunca está presente completamente no agora, porque inconscientemente as pessoas acreditam que o próximo momento deve ser mais importante do que este. Mas assim você perde a vida inteira, que nunca é não-agora.
Assim que você começar a honrar o momento presente, toda a infelicidade e luta se dissolve e a vida começa a fluir com contentamento e facilidade. Quando você age a partir da consciência do momento presente, o que quer que você faça fica imbuído com um sentimento de qualidade, cuidado e amor — mesmo a mais simples acção.
2) Aonde você estiver, esteja totalmente presente
Aonde você estiver, esteja totalmente presente. Se você acredita que o aqui e o agora são intoleráveis e te trazem infelicidade, você tem três opções: retirar-se da situação, mudar a situação ou aceitá-la totalmente. Se você quer ser responsável por sua vida, você deve escolher uma dessas três opções, você deve escolher agora. Então aceite as consequências.
3) Sempre diga sim para o momento presente
A aceitação pode parecer um estado passivo, mas na realidade ela traz algo inteiramente novo para este mundo. Esta paz, esta vivência, é consciência.
Aceite — depois aja. O que quer este momento presente contenha, aceite como se você tivesse escolhido. Sempre trabalhe com o momento e não contra o momento.
Sempre diga sim para o momento presente. O que pode ser mais fútil, mais insano do que criar uma resistência interna ao que já é? O que poderia ser mais insensato do que se opor à vida ela mesma, que é agora e sempre agora? Se renda. Diga sim para vida — e veja como a vida instantaneamente começa trabalhar para você ao invés de contra você.
4) Não leve a vida tão a sério
A vida não é tão séria como sua mente pode te fazer acreditar.
5) Quanto mais você se ligar às coisas de uma maneira negativa, mais obcecada com as coisas negativas sua mente vai se tornar
As pessoas tendem a focar mais nas coisas negativas do que nas coisas positivas.
Então a sua mente se torna algo obcecado com as coisas negativas, com preconceitos.
Culpa e ansiedade são produzidas por pensamentos a respeito do futuro e por aí vai.
6) Quando você reclama, você se coloca no papel de vítima
Reclamar é sempre uma não-aceitação do que é. Inevitavelmente carrega uma carga inconsciente negativa. Quando você reclama, você se transforma em uma vítima. Quando você fala alto, você está no poder. Então mude a situação e tome alguma atitude, ou deixe a situação ou aceite-a. Tudo mais é provavelmente uma loucura.
7) Existe uma linha fina entre honrar o passado e se perder nele
Existe uma linha fina entre honrar o passado e se perder nele. Por exemplo, você pode se conscientizar e aprender a partir dos erros que você cometeu, então se mover e mudar o foco para agora. Isso é chamado de se perdoar.
Deixar ir requer força e muita coragem. Muitas vezes deixar as coisas ir é um tipo maior de grandeza do que se defender ou agarrar-se à situação.
8) Você é um ser humano não um ser-fazendo
Na pressa do nosso dia a dia, todos nós pensamos demais, desejamos demais, buscamos demais e esquecemos de apenas apreciar o ser.
9) Pare de se definir e definir os outros
Se definir através do pensamento é limitar você mesmo.
Pare de se definir — para você mesmo ou para os outros. Você não vai morrer. Você vai se abrir à vida. E não se preocupe com que os outros possam definir você. Quando eles se definem, eles estão limitando a si mesmos, então é problema deles.
Sempre que você interagir com outras pessoas, não esteja lá primeiramente como uma função ou um papel, mas dentro da consciência da presença do momento presente. Você sempre pode perder alguma coisa que você tem, mas não pode perder alguma coisa que você é.
Uma vez que você esteja identificado com alguma forma de negatividade, você talvez não queira deixar de ir (as coisas negativas) em um nível inconsciente profundo, você não quer uma mudança positiva. Isto poderia ameaçar a sua identidade como uma pessoa deprimida, uma pessoa com raiva ou difícil de lidar. Você então vai ignorar, negar ou sabotar os aspectos positivos de sua vida. Este é um fenómeno comum. É também algo semelhante a uma loucura.
10) Aonde houver verdadeiro amor, não há ego
Um relacionamento genuíno é aquele que não é dominado pelo ego com a sua busca incessante de criar uma imagem e uma definição dos outros. Em um relacionamento genuíno, existe o estado de abertura, de atenção alerta para a outra pessoa na qual não existe nenhuma busca realmente.
11) O que você lutar contra, vai aumentar e o que você resistir, vai persistir
Oferecer não-resistência à vida é estar em um estado de graça, de facilidade e de brilho.
Esse estado então é não-mais-dependente das coisas ficarem de um certo jeito, bem ou mal.
Pode parecer paradoxal, mas no momento em que sua dependência da forma vai embora, a condição geral da sua vida, as formas externas, tendem a melhorar enormemente. As coisas, as pessoas, as condições que você pensava que precisava para sua felicidade agora chegam até você sem luta ou esforço da sua parte, e vocês está livre para apreciar — enquanto durarem.
Todas essas coisas, é claro, vão passar, ciclos vão começar e terminar, mas sua não-dependência tratará de não trazer mais medo ou perda. A vida flui com facilidade.
12) O que quer que você lute contra nos outros, você vai fortalecer em você
Qualquer coisa que você luta fortemente contra um outro, encontra-se também em você.
13) Poder sobre os outros é fraqueza disfarçada como força
Poder sobre os outros é fraqueza disfarçada como força.
O verdadeiro poder está dentro, está disponível para você agora.
14) Todo e qualquer vício começa com dor e termina com dor
Qualquer vício começa a partir de uma recusa inconsciente para enfrentar e lidar com a sua própria dor. Todo e qualquer vício começa com dor e termina com dor. Qualquer que seja a substância que você é viciado em — álcool, comida, drogas legais e ilegais, ou uma pessoa – você está usando algo ou alguém para encobrir a sua dor.
15) Busque viver autenticamente
Interacções humanas autênticas se tornam impossíveis quando você perde a si mesmo em um papel.
Viver para manter uma imagem que você tem de você mesmo, ou uma imagem que os outros têm de você, é viver uma vida inautêntica.
16) Desejar é a antítese da felicidade
Não deseje a felicidade.
Se você a desejar, você não vai encontrar, porque desejar é a antítese da felicidade.
Existe uma diferença entre a felicidade e a paz interior? Sim.
A felicidade depende das condições que são percebidas como positivas; e a paz interior não depende dessas condições.
17) A mente é um instrumento incrível se usado correctamente
A mente é um instrumento incrível se usado correctamente.
Se usada incorrectamente, entretanto, se torna muito destrutiva.
Para dizer de uma maneira mais clara, não é muito como se você usasse a sua mente erroneamente —você geralmente não a usa de maneira alguma. Ela que te usa. Esta é a doença. Você acredita que você é sua mente. Esta é a ilusão. O instrumento tomou conta de você.
18) A preocupação é uma perda de tempo.
A preocupação parece necessária, mas não serve a propósito algum.
19) Você é mais do que a sua mente
Em nível profundo você já está completo.
Quando você percebe isto, existe uma energia prazerosa por trás de tudo que você fizer.
Estar identificado com sua mente é estar preso no tempo: a compulsão de viver quase exclusivamente através da memória e da antecipação.
Conhecer a si mesmo como ser por baixo do pensador, a calma por baixo do barulho mental, o amor e o prazer por baixo da dor, é liberdade.
Tédio, raiva, tristeza, medo não são estados seus, não são pessoais.
Eles são condições da mente humana. Eles vêm e vão. Nada do que vem e vai é seu.
20) A libertação do animal racional
O começo da liberdade é a percepção de que você não é “o pensador”. O momento em que você começa a observar o pensador, um nível mais elevado de consciência se torna activo. Você então começa a perceber que existe um vasto campo de inteligência além do pensamento, que o pensamento é apenas um pequeno aspecto da sua inteligência.
Você também começa a perceber que todas as coisas que realmente importam — beleza, amor, fertilidade, contentamento, paz interior — aparecem além da mente.
Você começa a acordar.
in, Humaniversidade
.............................sente-se
Não se vê, sente-se.
Não se mede, não se pesa,
não se toca, não se cheira.
Sente-se!
não se toca, não se cheira.
Sente-se!
Aquilo que é realmente importante
acontece num plano não palpável.
acontece num plano não palpável.
Não visível. É de dentro.
É o que transborda sem se ver.
É o que nos move.
Ou deveria mover.
Antoine de Saint-Exupéry
sábado, 7 de maio de 2016
Quando se muda de vida aos 40
Quando se muda de vida aos vinte, os outros acham imensa piada. Vão beber uns copos connosco, boa sorte, pá. Até porque, quando se muda de vida aos vinte a coisa normalmente passa por uma viagem, por uma temporada no estrangeiro. E isso toda gente sabe que isso tem uma patine brutal. Boa sorte, pá, dizem-nos, e nós achamos que vai correr tudo bem. Que vai ser a experiência de uma vida. E é. Mesmo que corra mal.
Mas quando se muda de vida aos quarenta, a coisa pia mais fino. Os outros tentam achar piada. Mas não acham. Tentam compreender. Mas nem sempre conseguem. Dizem, boa sorte, pá, mas vê lá. Olha que tens uma filha. Olha que já tens quarenta. Tens a certeza que é mesmo isso que queres? Não, claro que não temos. Estamos à rasca, cheiinhos de medo. Dificilmente nos convidam para ir beber um copo. Afinal a conversa é séria e convém estarmos sóbrios. Convidam-nos para um café. Ou, se estiverem realmente preocupados, para um almoço. Vê lá, pá. Vê lá o que vais fazer da tua vida.
Quando se muda de vida aos quarenta, a viagem é cá dentro.
Não, não é dentro de Portugal. É mesmo dentro de nós. Vamos até ao tutano. À massa de que somos feitos. E dói como o raio. Se dói. Choramos imenso, rimos imenso. Parecemos uns tontos, uns putos com pés de galinha e cabelos brancos. Descobrimos que somos mais rijos do que pensávamos. Que somos mais tolerantes, mais abertos, mais flexíveis. Mas a maior descoberta não é a de que somos mais coisa nenhuma. É a de que somos apenas isto. E ser apenas isto é uma coisa que se chama vida.
Mas quando se muda aos quarenta, é um caminho de não retorno. É um bilhete só de ida. Não podemos voltar a casa, porque a casa onde morávamos afinal era uma coisa postiça. E até encontrar uma com as assoalhadas certas, onde caiba esta nossa nova vida, andamos por aí, ao relento. A viver por debaixo das pontes que vamos ter de passar.
Depois, um dia, os amigos, que continuaram preocupados connosco, voltam a convidar-nos para almoçar. E é estranho. Porque nós, os que mudámos aos quarenta, voltámos diferentes, tão diferentes que já nem falamos das mesmas coisas, usamos outras palavras, rimos com coisas que nunca tínhamos rido antes. Os amigos, têm de conhecer uma pessoa nova, mas com o mesmo nome e a mesma cara. Os amigos acham que parecemos uns miúdos, mas nós sentimos que, por dentro, passámos a ter alma de oitenta anos. Dizem-nos, estás diferente, pá. E nós olhamos para eles, e respondemos com alívio, não, pá, sabes? Agora, finalmente, é que estou igual.
Cristina Nobre Soares
Tão verdade...
Quando é com os outros parece sempre fácil...
Mas quando somos nós a fazer o Caminho, sozinhos, o bicho pia muito mais fininho...
Aí ficamos a conhecer quem realmente somos...sem máscaras...sem filtros...
"O futuro tem de entrar em ti muito antes de acontecer."
Rainer Maria Rilke
O Caminho de Volta
Não é fácil. Não é suave.
Mas vai mudar-te.
Você vai acordar. Você vai quebrar. Você vai implorar por beleza e conexão. Você vai rir, amar e lutar, cair e levantar. E passar por experiências alucinantes que ninguém vai entender ...
Você não vai evitar as coisas que não quer sentir.
Vai enfrentar a rejeição e passar por desafios que nunca imaginou.
Porque esse é o preço de ser VOCÊ próprio!
Não é o cenário mais atraente, certo?
Mas é o mais verdadeiro.
Não é fácil. Não é suave...
VOCÊ, com o espírito irreverente ...
VOCÊ, com o sorriso interior e o coração de esperança ...
Você, com tudo a ganhar e tudo a perder ...
Bem-vindo a casa.
Nós estávamos à sua espera.
~ Zach Herbret
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