sábado, 23 de agosto de 2014
...............seguir a própria estrela
NUM MUNDO DECADENTE, A PROJECÇÃO É FEITA NOS CRAQUES E NOS SIMBOLOS DE GRANDEZA:
DINHEIRO, FAMA E COMPETIÇÃO...
- PORQUE É QUE AS PESSOAS NÃO SEGUEM A SUA PRÓPRIA ESTRELA, E PERSEGUEM A DOS OUTROS?
" - Porque seguir a própria estrela quer dizer isolamento, não saber para onde ir, ter que descobrir um caminho completamente novo para si mesmo em vez de simplesmente seguir o mesmo caminho pisado que todos usam.
É por isso que o ser humano sempre teve uma tendência a projetar o aspecto único e a grandeza do seu ser interior sobre personalidades exteriores e a tornar-se seu servo, seu devotado servo, admirador e imitador.
É muito mais fácil admirar uma grande personalidade ou tornar-se discípulo ou seguidor de um guru ou profeta religioso, ou admirador de uma grande personalidade oficial.
[...]
Isso tudo é muito mais fácil do que seguir a própria estrela.
Marie Louise Von Franz
-in, O Caminho dos Sonhos
quinta-feira, 21 de agosto de 2014
as nuvens negras também passam
Para aquelas fases da nossa vida em que nos sentimos perdidos, "sem chão", quando os eventos exteriores parecem mais fortes que a nossa própria força interior, deixo-vos aqui uma história que relata muitas vezes o nosso desespero nos momentos mais difíceis, mas também a esperança que nunca uma tempestade dura para sempre.
Precisamos sempre de CONFIAR no processo.
Nunca desistas de ti, não fiques parado, se fores ao tapete 7 vezes levanta-te 8.
"É a história de um homem que, andando pela floresta em uma noite escura, lá pelas tantas escorregou e se sentiu cair, fugindo-lhe o chão sob os pés. A única coisa que o homem conseguiu fazer foi segurar em um galho e, quando deu-se por si, lá estava ele: sozinho, em meio à noite escura da floresta, agarrado a um galho de uma árvore que às vezes parecia meio solto, com os pés sem tocar o chão.
O homem não conseguia fazer absolutamente nada: ele se retorcia e contorcia mas de nada adiantava, seus pés não tocavam nada a não ser o vazio, e seus movimentos faziam apenas com que o galho balançasse mais e mais.
Mais do que depressa o homem se viu perdido em seus pensamentos:
“este galho está se soltando, não vai aguentar…
Vou cair neste abismo e vou morrer!
Ou, o que é pior, talvez eu caia e não morra, apenas me machuque o suficiente para que o cheiro de sangue e de ferimentos atraia animais selvagens, que vão me comer vivo!
Ou talvez até mesmo lá dentro do abismo já existam os animais selvagens que irão me devorar…
Ou talvez apenas animais peçonhentos, cobras e aranhas venenosas, que se me picarem vão me garantir uma morte lenta e dolorosa…
Talvez eu deva começar a rezar para cair de uma vez e morrer na queda!
Ó meu Deus, que triste fim terei para minha vida!”.
E lá o homem ficou, apavorado, durante horas agarrado ao galho, projetando as piores cenas em sua mente. E, enquanto isso, lentamente o tempo foi passando, trazendo o amanhecer e a luz que, quando já estava forte o suficiente, revelou a um homem absolutamente estupefato que o chão estava a míseros 30 cm de seus pés."
Agora digam-me:
Quantas e quantas vezes não nos vemos exactamente nesta mesma situação?
Quantas vezes, em nossas vidas, não nos apavoramos diante de uma situação apenas porque não conseguimos ver claramente onde estamos?
Nós somos Luz, Amor e somos muito mais fortes e poderosos do que imaginamos.
É só uma nuvem negra, e ela também passa.....
..............a vida não é uma peça de teatro...
"A vida não é uma peça de teatro.
É uma aventura cheia de desafios, onde cada etapa percorrida nos define como Seres.
E não como meros personagens derivados de ilusões.
Há pessoas que fazem da vida delas um teatro, e julgam-se bons actores e encarnam essa mesma personagem como se fosse real....
Tenho pena dessas pessoas. Vivem uma farsa.
Máscaras, todos usamos, uns mais do que outros.
O que eu não faço é, encarnar personagens descartáveis nas relações (emocionais e outras) que mantenho com as pessoas que se cruzam na minha existência.
Mas a vida é um eterno Paradoxo:
Quantas vezes, sinto e senti esse teatro do outro lado do "outro"?
Esse estar em palco é um lodo dantesco, quantas vezes detectado já tarde.
O lado da vida, que referi, com altos e baixos ( como se diz) é e deverá ser encarado com humanismo e, mesmo este, imperfeito, porque ninguém é perfeito.
Mas não é crime, tentar a perfeição, nem que seja a aproximação da mesma.
Embora, na minha modesta opinião, a perfeição seja uma grande chatice!
Muitos desses "actores", que usam e abusam do factor de serem imperfeitos, para justificarem as imperfeições , que mais não são do que teatro malvado ou encenação para doer, ou ainda cinismo ao mais alto nível.
Rio-me agora, de alguém que um dia em jeito de desabafo, comentou:
"- Não sejas tão verdadeiro, tão frontal...age de acordo com o ondular do barco, mesmo que seja contra o teu pensar ou sentir. Vá lá, ser malvado às vezes compensa".
Mas é assim que eu sou.
Directo, e verdadeiro, mesmo sabendo que logo a seguir tenho de atravessar o deserto.
Hoje, com o passar dos anos, já não vejo a frontalidade da mesma forma que via aos meus 25 anos.
Da qual tinha todo o orgulho...coisas da idade...
Aprendi a ser frontal, directo e verdadeiro APENAS quando a batalha merece ser travada.
A maior parte das vezes, remeto-me ao silêncio que é o que faço de melhor.
A Vida tem muito de Teatro, e subscrevo o Charlie Chaplin:
"A vida é um palco de teatro que não admite ensaios.
Por isso, cante, chore, ria, antes que as cortinas se fechem
e o espectáculo termine sem aplausos."
e o espectáculo termine sem aplausos."
Charles Chaplin
As grandes diferenças que reconheço entre a vida real, e as peças de ficção, baseiam-se essencialmente na responsabilidade e consequências que os actos repercutem.
Na vida, os nossos actos implicam sempre a nós e a quem nos rodeia, seja positiva ou negativamente.
Por isso acho que a frontalidade deve ser usada com contrapeso e medida.
Porque as palavras são cruéis como uma faca.
E temos de ter sempre em consideração quem temos ao lado.
Mas também, não nos devemos calar quando achamos que devemos falar.
Depende muito de como dizemos as coisas...se com raiva e agressividade, se com consideração por quem estamos a falar...
Sinto porém que muitas pessoas negligenciam a importância de estarem vivos, achando que se algo correr contra aquilo que desejam, bastará fechar a cortina e escrever uma nova história.
Temos de encarar esta viagem na terra com maior sentido de responsabilidade e amor pelo próximo.
Há pessoas que encarnam um personagem quando lhes dá jeito, e conforme a disposição com que acordam, com uma ligeireza que até arrepia...
O problema, é o facto de os outros estarem "fora do palco", e levarem com todo esse teatro..."
Atlantis Rising
quarta-feira, 20 de agosto de 2014
Indo na casa da vovó...
Muitas vezes tenho de ouvir o clássico:
"Tu não és mãe, não fazes ideia do que dizes..."
Pois, este vídeo mostra que não andei assim tão enganada este tempo todo...
Estou-me cagando para o que dizem...sinto da mesma forma que esta mãe do vídeo.
Criar um filho é ensiná-lo a viver sem as mães.
Assim se fazem os Guerreiros!
É dar-lhes a vida, e depois dar-lhes asas para eles fazerem o seu próprio voo.
A postura desta mãe diante da "deficiência" da criança é sensacional.
Miguel é deficiente visual.
O vídeo demonstra que AMAR é preparar o filho para a vida.
Quantas vezes querem poupar os filhos, fazendo por eles, achando que tal vivência pode ser dolorosa!?
Eu quis abraçar este menino a cada "Mamãe!" que ele dizia.... e imagino que ela também.
Mas esta mãe consegue ver além!
Ela o educa para ser forte e confiante.... GUERREIRO, como ela diz.
Fez-me reflectir que o Universo age da mesma forma.
Às vezes achamos que falta algo em nós.... e que estamos sozinhos...
Mas o Cosmos está lá... filmando tudo... encorajando-nos a acreditar na vitória infalível, na nossa capacidade infinita... e a manifestar a vontade verdadeira.
Mamãe do Miguel... eu achava que era forte.
Obrigada por me mostrar o que é ser forte.
Este vídeo só veio para reafirmar que meus valores estão no caminho certo!
Que ser mãe é ser guerreira e mostrar o caminho aos seus guerreirinhos....
Acredito que não só eu, mas muitos estão a sentir-se como o Miguel...
Mas, tudo acontece por uma razão!
Mantenham-se FIRMES e RESILIENTES!!!!!
"Tu não és mãe, não fazes ideia do que dizes..."
Pois, este vídeo mostra que não andei assim tão enganada este tempo todo...
Estou-me cagando para o que dizem...sinto da mesma forma que esta mãe do vídeo.
Criar um filho é ensiná-lo a viver sem as mães.
Assim se fazem os Guerreiros!
É dar-lhes a vida, e depois dar-lhes asas para eles fazerem o seu próprio voo.
A postura desta mãe diante da "deficiência" da criança é sensacional.
Miguel é deficiente visual.
O vídeo demonstra que AMAR é preparar o filho para a vida.
Quantas vezes querem poupar os filhos, fazendo por eles, achando que tal vivência pode ser dolorosa!?
Eu quis abraçar este menino a cada "Mamãe!" que ele dizia.... e imagino que ela também.
Mas esta mãe consegue ver além!
Ela o educa para ser forte e confiante.... GUERREIRO, como ela diz.
Fez-me reflectir que o Universo age da mesma forma.
Às vezes achamos que falta algo em nós.... e que estamos sozinhos...
Mas o Cosmos está lá... filmando tudo... encorajando-nos a acreditar na vitória infalível, na nossa capacidade infinita... e a manifestar a vontade verdadeira.
Mamãe do Miguel... eu achava que era forte.
Obrigada por me mostrar o que é ser forte.
Este vídeo só veio para reafirmar que meus valores estão no caminho certo!
Que ser mãe é ser guerreira e mostrar o caminho aos seus guerreirinhos....
Acredito que não só eu, mas muitos estão a sentir-se como o Miguel...
Mas, tudo acontece por uma razão!
Mantenham-se FIRMES e RESILIENTES!!!!!
terça-feira, 19 de agosto de 2014
Escravos do dinheiro
Não é apenas Deus que cria algo do nada contrariando a lei da conservação da energia, pois o dinheiro, desde que não possui mais lastro, também é criado do nada, o que significa que quem trabalha para conseguir dinheiro troca o seu suor por algo que não possui real valor.
Assim a nossa sociedade criou uma forma de escravidão mais subtil, onde o trabalho é explorado em troca de nada, pois o próprio dinheiro é uma farsa, uma ficção criada pelos Bancos, através de empréstimos e isto não é difícil de entender, apesar de ser complicado de aceitar.
Eis a prova de que tudo o que se faz em termos de trabalho é por nada, enquanto mero consumidor e escravo deste sistema.
Neste sistema os Bancos são Deus, são eles que mandam, é o dinheiro que manda, dinheiro criado a partir do nada, mera representação sem lastro e sem valor, para o qual todos prestam adoração, eis o verdadeiro niilismo.
Acreditar em algo que não tem valor é a verdadeira magia da religião do capital, que transformou o nada em Deus das multidões, e o reflexo disto está expresso na famosa frase do dólar americano: We trust in God.
Fernando Augusto
Paradoxo do Amor Forte
“Surpreendentemente,
a chave para um amor mais forte está no modo como usamos o nosso ódio”.
Jane Goldberg
in,O lado escuro do amor
Serenidade
(...)
"A serenidade é o fruto da independência.
Cria em ti esta independência, que não é indiferença, mas neutralidade face às impressões recebidas do exterior: bonito e feio, bom e mau, alegre ou triste, agradável ou penível...
Uma coisa é discernir as qualidades, outra é deixá-las afectar a nossa disposição."
(...)
In, "L’OUVERTURE DU CHEMIN"
ISHA s. DE LUBCZ
segunda-feira, 18 de agosto de 2014
-------trunfo masculino
"...diria até que um dos grandes trunfos masculinos é de facto a poderosa força de união e cumplicidade relativamente ao feminino, em contrapartida, a forma como as mulheres se relacionam umas com as outras, é por vezes de uma extrema dureza.
As mulheres, no contexto social actual, são rivais entre si perante o masculino, e portanto, desunidas na sua base, sendo muito comum tomarem o partido do homem em detrimento de outras mulheres.
A própria sociedade, porque baseada nos modelos de actuação masculinos, fomenta esta desunião e torna-nos enfraquecidas e isoladas umas das outras.
Parece-me que, a fim de superar este desequilíbrio, a primeira onda tem que partir de nós individualmente, somos nós mulheres que necessitamos mudar o nosso comportamento umas com as outras e apoiar-nos mutuamente.
Na prática do dia a dia, isto requer uma atenção constante, um olhar critico sobre nós próprias e sobre os nossos preconceitos."
L. Oliveira
lei da diferenciação
“O nosso desenvolvimento obedece desde a origem,
e não cessa de obedecer a uma lei de diferenciação.
E quanto mais aumenta a nossa diferenciação,
mais se afirma, podemos dizê-lo, a nossa existência.
Mas, também, mais se individualiza e se complica a nossa organização,
mais se confirma o seu destino conflitual ao mesmo tempo que se impõe a solidão.”
Christian David
in,O estado amoroso, ensaios psicanalíticos.
É a lei da diferenciação pela qual deve reger-se o nosso desenvolvimento, que cria o paradoxo: Quanto mais crescemos espiritualmente, quanto mais nos tornarmos nós próprios, mais exigentes ficamos, mais complexos e possivelmente mais sós.
Se julgamos que pagamos um preço por seremos agentes da nossa própria existência, não reconhecermos o que temos de único, de diferente, e não vivermos em função dessa força, terá outro preço.
Se crescer dá dor, torna-nos contudo menos vulneráveis aos outros, mais resistentes ao stress, mais flexíveis e mais independentes da emoção.
Na dúvida, como dizia o professor Carlos Amaral Dias, se "Crescer dá dor, não crescer dá dor (do ponto de vista mental)" ainda maior, digo eu.
Tudo em nós traz esse sabor.
Cristina Simões
Tending the Mind Garden in the Kali Yuga...
The mind is a garden and it is as ordered or disordered as the consciousness which attends it... how do you avoid that when every physical condition comes out of the invisible, whether it is emotionally or mentally charged, it is precipitation out of unseen space. The conditions we encounter and live in come from the collective state of our hearts and minds and whatever may influence them. This is why, when a culture is degenerative and materialism preempts the pull of the higher aspirations, we wind up surrounded by shit. It can be hard to get and expensive shit or it can be cheap and easily acquired shit but it's still shit. The point of all the shit is to take our minds off of what is important. I've said it before and I will say it again because it needs repeating. When the world has fallen into shit worship; granting obeisance to a fecal god that is the offspring of the mind of Freud and those who are amused and fascinated by scatology, it doesn't take long before two whirlpools begin to spin. One sucks downward and one sucks upward and you are already and always closer to the pull of one more than the other and that is determined by where your treasures lie; most of the time your treasures lie.
This is the point and purpose of your present manifest world. It's got nothing to do with what forces win or lose here and it's only peripherally connected to bankers and Satanists; armies and police forces, politicians and religious demagogues, merchants and advertising, entertainment and media. These are the mechanisms of distraction that exist to show the power they possess over your attention and the degree of your fascination and fear. These are the incidentals that perform and play into the disorder of your mind garden.
Discipline is one of those things that is hard to get into but which contains benefits incalculable. A point comes when you can't break your own discipline because it is rooted like a tree, in your mind garden. It will protect and shelter you and depending on the tree, feed you as well.
Everything in your life depends on the state of your mental garden. You must attend to it or it will attend to you in unpleasant ways. Disease and disharmony come out of an unattended garden. Most deaths are stress related because most secondary maladies come out of it. The rest can be attributed to bad diet and lifestyle and often those come out of stress too because stress will make you not pay attention to a great many important things. I always had the love and friendship of the ineffable........... Tend to your garden, before others tend it for you.
An excerpt of Les Visible's: "Tending the Mind Garden in the Kali Yuga..."
domingo, 17 de agosto de 2014
Comunicación entre Especies y cómo Diablo se convirtió en Espíritu
What if you could talk to animals and have them talk back to you? Anna Breytenbach has dedicated her life to what she calls interspecies communication. She sends detailed messages to animals through pictures and thoughts. She then receives messages of remarkable clarity back from the animals. In this section, Anna transforms a deadly snarling leopard into a relaxed content cat.The amazing story of how leopard Diabolo became Spirit...
This is the first full length documentary film on the art of animal communication. Nominated for Best Long Documentary, Best Director of "Jade Kunlun" Awards of 2012 World Mountain Documentary Festival of Qinghai China.
Want to learn more about Anna and the science of animal communication? Buy her DVD at:
http://www.kalahari.com/Film/The-Animal-Communicator_p_46796304
Here's a link to a more recent documentary explaining a little more about this amazing recovery:
http://carteblanche.dstv.com/player/100412/
Director: Craig Foster | Producer: Vyv Simson | Narrator: Swati Thiyagarajan
Genre: Documentary | Produced In: 2012 | Story Teller's Country: South Africa
Caraças...o que eu já chorei a ver este vídeo...
Anna Breytenbach uses her INTUITION to communicate with animals.
She has helped diagnose injured animals for vets, communicate with domestic pets and now she teaches people like you and I to communicate with animals using their intuition.
This fascinating interview reveals how she can communicate with animals and how you can too.
Maori of New Zealand
Foto by Jimmy Nelson
We introduce you to the fantastic Maori of New Zealand.
By the end of the nineteenth century, the effects of early colonisation,wars and epidemics had reduced the Maori population to a low of around 40,000.
In early 20th century, the Maori population numbers began to recover and Maori culture underwent a renaissance.
There are currently around 650,000 Maori in New Zealand and an extraordinary number of them wear and “Ta Moko”, tattoo their bodies with pride.
EVOLUÇÃO ESPIRITUAL…
Tal como noutras épocas, tem sido moda actual confundir-se a Evolução Espiritual com a evolução noutras áreas específicas ou em outras qualidades humanas que se podem adquirir. Talvez continue a predominar no homem alguma confusão entre a sua necessidade de evoluir espiritualmente com o fascínio de práticas no misticismo de épocas antigas… talvez isso se possa dever a uma necessidade de fuga para outras realidades, talvez porque já não gostemos da nossa vida presente ou de nós, por insatisfação ou por tendência… ou por ambição espiritual.
Mas a verdadeira realidade é que a Evolução Espiritual que existe é sempre no Amor.
Conseguir transformar água em vinho, poder prever o futuro, ter a capacidade de ler memórias akáshicas, ouvir o inconsciente de terceiros ou fazer viagens interdimensionais resume-se às áreas da ciência, da quântica, do mediunismo, da telepatia, da adivinhação, ou talvez da magia… mas nada mais.
Evoluir na área da Espiritualidade refere-se à particularidade de nos amarmos a nós próprios e ao meio envolvente, de nos aceitarmos tal como somos, de aceitarmos o nosso ritmo tal como a dos outros, respeitando-nos e respeitando todos os seres no seu livre arbítrio, nas suas escolhas, nas suas diferenças, acreditando na força da Verdade e do Amor.
Ser-se evoluído espiritualmente refere-se a ser-se sereno, humilde, totalmente presente, mas pleno, feliz, consciente – pois quanto mais consciência existe, mais Amor temos dentro nós. A evolução Espiritual refere-se à Consciência… e Consciência é Amor – sendo que este se encontra em todas as qualidades humanas que podemos desenvolver ao longo da nossa existência - por isso devemos mergulhar na vida não duma forma superficial mas sim profundamente, amando cada segundo da nossa vida presente como se fosse o único que existe, com a paixão de estarmos totalmente aqui, gratos, usufruindo e amando o que Universo nos oferece, respeitando-O e respeitando-nos.
O ser Espiritualmente Elevado na realidade é simples, aceita todas as formas de vida deste Universo, bem como as diferentes escolhas e formas de evolução de cada ser, acreditando nas Leis Universais, amando todos sem exceção. Aceita sem dizer que aceita… simplesmente o sente. Não cria divisão dentro ou fora de si.
A Evolução Espiritual não se compra nem se vende, adquire-se através da experiência com o Amor e das qualidades que vamos desenvolvendo ao longo da vida. Esta evolução está a ser feita por todos os seres, ao ritmo que cada um consegue ou pretende, pois todos têm o livre arbítrio e a opção de escolha do percurso que podem ou pretendem levar, sendo influenciados naturalmente por aquilo em que acreditam.
No percurso da sua evolução o Amor torna-se Incondicional e, é constituído por todas as referidas qualidades que temos tais como a Alegria, a Verdade, o Altruísmo, a Compaixão, a Gratidão, a Liberdade e, onde se encontra também a Ação (Movimento Construtivo), a Aceitação, a Total Presença, o Dar e Receber.
O Amor está no Sentir a Felicidade de estarmos aqui – não por missão, por obrigação, nem pelo peso da responsabilidade – mas por Amarmos aquilo estamos a Fazer, o percurso que temos, por Estarmos com quem gostamos de Estar, por Sermos aquilo que gostamos de Ser - Incondicionalmente - pois só assim poderemos Dar e Receber e gostar de aqui Estar, totalmente Presentes.
Um simples varredor de rua pode ter muito Amor por aquilo que faz, cuidar da Terra, gostar de si e amar a sua família e todo o Universo em que está inserido, evoluindo espiritualmente mais do que aquele que é rico e que tem tudo na vida mas é infeliz, insatisfeito, pouco grato ou vive toda uma existência amargurada.
Benjamim Levy
As Mulheres na Política
"A eleição de mulheres para cargos políticos não garante, por si só, a expressão de uma voz feminina no exterior.
Quando acedem ao poder, as mulheres podem ser tentadas a conspirar com o sistema paternalista que lhes concedeu, de forma tão magnânima, um lugar à mesma mesa.
Sentem-se compelidas a transformar-se em homens de poder no meio de homens de poder.
Só quando as mulheres enfrentam o mundo para expressar uma genuína inteligência equilibrada em compaixão, representando não apenas as mulheres mas o esforço que todos os seres humanos fazem para recuperar os seus sentimentos perdidos, haverá uma verdadeira libertação da Deusa enclausurada."
in, O VALOR DE UMA MULHER
Marianne Williamson
sábado, 16 de agosto de 2014
Emocionada....
Publicação de Guido Grilli.
Dentro das nossas limitações...conseguimos fazer coisas maravilhosas!!!!!!!!!!!
O importante na vida, não é o que somos na vida...é o que fazemos com ela!
Dentro das nossas limitações...conseguimos fazer coisas maravilhosas!!!!!!!!!!!
O importante na vida, não é o que somos na vida...é o que fazemos com ela!
Kawhia traditional Maori festival
Foto by Jimmy Nelson
During the Kawhia traditional Maori festival there were traditional and contemporary Kapahaka performances, Ta Moko demonstrations and lots and lots of music.
An ideal place for Jimmy Nelson and his team to set up their impromptu studio to photograph the proud Maori.
Taoist Cosmology
Every spiritual tradition has a defined (or implied) cosmology: a story about the origin of the universe - about how the world as we perceive it comes into existence.
The story that Taoism tells goes something like this …
In the beginning is wuji, or Tao – an undifferentiated Unity, beyond vibration.
From this emerges taiji – vibration/qi in its complementary aspects of Yin and Yang.
It is the “dance” – i.e. the continual transformations -- of Yin & Yang that fuels the flow of qi.
This stage represents the emergence of duality/polarity out of the Unity of Tao.
From this dance of Yin and Yang emerges the five elements:
wood (lesser yang),
fire (greater yang),
metal (lesser yin),
water (greater yin),
and earth (central phase).
Also produced here are the eight trigrams – Bagua -- which form the 64 hexagrams of the Yijing (I Ching). This stage represents the formation, from the initial Yin/Yang duality, of the elemental constituents of the phenomenal world.
From the five elements come the “ten-thousand things,” i.e. all of manifest existence, all of the inhabitants of the world that we experience.
Another way of describing this process is to say that these stages represent the descent of consciousness into form.
Taoist practitioners, using various Inner Alchemy techniques, are able to reverse this sequence of events, to return to the realm of Tao.
Dr. Ihaleakala Hew Len
Entrevista com
Dr. Ihaleakala Hew Len Ph.D,
Criador do Ho'oponopono
Por Cat Saunders
Como demonstrar gratidão a alguém que lhe ajudou a ser livre?
Como demonstrar gratidão a um homem cuja gentileza de espírito, e agudeza nas declarações, alterou completamente o curso de sua vida?
Ihaleakala Hew Len é a pessoa que significa tudo isso para mim. Como um irmão de alma que aparece inesperadamente num momento de necessidade, Ihaleakala entrou em minha vida em março de 1985, um ano de grandes mudanças para mim.
Eu o conheci durante um curso chamado Self I-Dentity Through Ho'oponopono, no qual ele era facilitador, juntamente com a nativa havaiana e kahuna (“guardiã do segredo”) Morrnah Nalamaku Simeona, já falecida.
Para mim, Ihaleakala e Morrnah fazem parte do ritmo da vida. Embora eu sinta um grande amor por eles, não consigo vê-los como simples pessoas, porque a forma com que eles influenciam minha vida vem através de um vigoroso pulsar, como o som de tambores africanos na noite.
Recentemente, tive a honra de ser convidada a entrevistar Ihaleakala pela Foundation of I, Inc. (Freedom of the Cosmos), organização fundada por Morrnah. Mas minha maior honra foi saber que ele estaria vindo do Havaí especialmente para encontrar-se comigo.
Dr. Ihaleakala S. Hew Len é presidente e administrador da Fundação. Juntamente com Morrnah, ele vem trabalhando com milhares de pessoas há muitos anos, inclusive com grupos das Nações Unidas, UNESCO, Conferência Internacional pela Paz Mundial, Conferência da Medicina Tradicional Indígena, Curadores pela Paz na Europa, e da Associação dos Professores do Estado do Havaí. Tem também uma larga experiência no tratamento de pessoas mentalmente enfermas, com criminosos doentes mentais e suas famílias.
Todo o seu trabalho como educador é permeado e tem como suporte o processo Ho'oponopono.
Ho’oponopono significa simplesmente “acertar o passo” ou “corrigir o erro”.
De acordo com os antigos havaianos, o erro provém de pensamentos contaminados por memórias dolorosas advindas do passado. Ho'oponopono oferece uma forma de liberar a energia desses pensamentos dolorosos, ou erros, os quais causam desequilíbrio e enfermidades.
No desenrolar do processo Ho'oponopono, Morrnah foi orientada a incluir as três partes do eu, que são a chave para a Auto-identidade.
Essas três partes, presentes em cada molécula da realidade, são chamadas de
Unihipili (criança/subconsciente),
Uhane (mãe/ consciente) e,
Aumakua (pai/superconsciente).
Quando esta “família interna” encontra-se alinhada, a pessoa está em sintonia com a Divindade, acontece o equilíbrio e a vida começa a fluir.
Assim, Ho'oponopono auxilia na restauração do equilíbrio, primeiramente no individuo e depois em toda a criação.
Ao me apresentar este sistema tríplice, juntamente com o mais poderoso processo de perdão que eu conheço (Ho'oponopono), Ihaleakala e Morrnah ensinaram-me o seguinte:
a melhor maneira de trazer cura para cada aspecto de minha vida, e para o universo inteiro, é assumir 100% de responsabilidade e trabalhar comigo mesma.
E ainda aprendi com eles a simples sabedoria do total auto-cuidado.
Como disse Ihaleakala, em sua nota de agradecimento após nossa entrevista:
“Cuide bem de você. Se fizer isso, todos serão beneficiados.”
Certa vez, Ihaleakala ausentou-se uma tarde inteira, bem no meio de um curso do qual eu participava, simplesmente porque sua Unihipili (criança/subconsiente) pediu para ir ao hotel e tirar uma longa soneca. É claro que ele assumiu sua responsabilidade antes de se retirar, e Morrnah estava lá para dar prosseguimento ao trabalho. Fiquei impressionada com sua atitude. Para alguém como eu, criada numa família que ensinava a sempre colocar os outros em primeiro lugar, a ação de Ihaleakala foi no mínimo surpreendente e divertida. Ele tirou sua soneca e deu uma lição inesquecível de auto-cuidado.
Cat: Ihaleakala, quando conheci você, em 1985, eu havia recém começado a trabalhar com consultas individuais, depois de ter sido conselheira em agências durante quatro anos. Lembro-me de você dizer: “Toda terapia é uma forma de manipulação.” E eu pensei: “Cruzes! O que é que vou fazer agora?” Eu sabia que você tinha razão, e quase desisti da idéia! É claro que continuei, mas aquela sua colocação mudou completamente minha forma de trabalhar com as pessoas.
Ihaleakala: A manipulação acontece quando eu (o terapeuta) chego com a idéia de que você está doente e eu vou trabalhar em você. Coisa muito diferente é quando acredito que você veio até mim para me trazer uma oportunidade de olhar o que está acontecendo comigo. Nesse caso não acontece a manipulação.
Se a terapia for baseada em sua crença de que você está ali para salvar o outro, curar o outro ou orientar o outro, a informação que você traz emerge do intelecto, da mente consciente. Mas o intelecto não é habilitado para entender e abordar problemas. O intelecto não tem a menor condição de solucionar problemas! Ele é incapaz de compreender que, quando uma situação problemática é solucionada por transmutação (como no caso de Ho'oponopono e outros processos semelhantes), não só a situação fica resolvida, mas tudo o que estiver relacionado com ela, atingindo níveis microscópicos e estendendo-se até o início dos tempos.
Sendo assim, penso que a pergunta mais importante a ser feita é: “O que é um problema?”
Se você faz uma pergunta como esta, não há clareza.
E como não há clareza, eles inventam uma forma de resolver o problema...
Cat: ... como se o problema estivesse “lá fora”.
Ihaleakala: Sim. Por exemplo, outro dia recebi um telefonema de uma mulher, cuja mãe estava com 92 anos. Ela disse: “Minha mãe está com uma horrível dor nos quadris já faz muitas semanas.” Enquanto a mulher falava comigo, eu fazia a seguinte pergunta à Divindade:
“O que está acontecendo comigo para ter causado a dor nesta senhora?
Como posso resolver este problema dentro de mim?”
As respostas vieram e eu fiz o que me foi solicitado.
Pode ser que uma semana depois a mulher me ligue para dizer que sua mãe está melhor. Isto não significa que não haverá reincidência do problema, porque pode haver causas variadas para aquilo que parece ser o mesmo problema.
Cat: Tenho acompanhado muitos casos de doenças crônicas e dores recorrentes. Trabalho com elas o tempo todo, usando Ho'oponopono e outros processos de clarificação, a fim de reparar toda dor que causei, desde o início dos tempos.
Ihaleakala: Sim. A idéia é que pessoas como nós estão justamente trabalhando em profissões de cura porque já causaram muita dor por aí.
Cat: Que coisa!
Ihaleakala: Não é maravilhoso a gente saber disso? E ainda atendermos pessoas que nos pagam por lhes ter causado problemas!
Eu disse isso a uma mulher em Nova York, e ela exclamou: “Meu Deus, se pelo menos eles soubessem!” Mas, como você vê, ninguém sabe. Psicólogos, psiquiatras continuam acreditando que a função deles é ajudar a curar o outro.
Vamos supor que você veio me consultar.
Eu peço à Divindade: “Por favor, o que quer que esteja acontecendo dentro de mim que causou esta dor na Cat, diga-me como posso corrigir.”
E então vou ficar continuamente aplicando a orientação recebida, até que a sua dor vá embora, ou até você me pedir que eu pare.
O importante não é propriamente o efeito, mas chegar ao problema. Essa é a chave.
Cat: Você não focaliza no resultado porque isto não é de nossa competência.
Ihaleakala: Certo. Nós só podemos fazer o pedido.
Cat: E nós também não sabemos quando uma determinada dor ou doença vai se alterar.
Ihaleakala: Pois é. Digamos que se recomendou a uma mulher o tratamento com certa erva, a qual não está surtindo efeito. Novamente a questão: “O que acontece dentro de mim que faz com que esta mulher não receba os benefícios da erva?” E eu vou trabalhar com isso. Vou limpar e ficar de boca fechada, permitindo que o processo de transmutação se opere.
Quando acontece de você se apegar a seu intelecto, o processo é interrompido.
A coisa mais importante a ser lembrada, no caso de um trabalho de cura não surtir efeito, é aceitar a possibilidade de a causa do problema estar em erros múltiplos, em múltiplas questões e memórias dolorosas. Nós não sabemos nada! Só a Divindade sabe o que está acontecendo.
No mês passado, fiz uma apresentação em Dallas. Na conversa com uma mestra em Reiki, perguntei-lhe: “Quando alguém lhe vem com um problema, onde você vai encontrá-lo?” Ela me olhou intrigada. E eu disse: “Em você. Porque foi você quem causou o problema, e o seu cliente vai lhe pagar pela cura de um problema que é seu!”
Cat: 100% de responsabilidade.
Ihaleakala: 100% de consciência de que foi você quem causou o problema.
100% de consciência de que é sua a responsabilidade corrigir o erro.
Imagine o dia em que todos nós formos 100% responsáveis!
Como vou convencer as pessoas de que nós somos 100% responsáveis pelos problemas?
Se você quer resolver uma situação problemática, trabalhe-a em si próprio.
Se a questão está ligada a outra pessoa, pergunte a si mesmo:
“O que há de errado comigo que está levando esta pessoa a me incomodar?”
Aliás, pessoas só aparecem na sua vida para lhe incomodar!
Quando você sabe disso, pode superar qualquer situação e se libertar.
É simples: “Sinto muito por tudo que está acontecendo. Por favor, perdoe-me.”
Cat: Na verdade, você não precisa lhes dizer isto em voz alta, e nem mesmo precisa entender o problema.
Ihaleakala: Aí está a beleza de tudo. Você não tem que entender. É como a Internet. Você não entende nada de como funciona! Você apenas chega até a Divindade e diz: “Vamos dar um download?”
A Divindade então proporciona o download e você recebe toda a informação.
Mas, como nós não sabemos quem somos, nunca damos o download direto da Luz. Vamos buscar fora.
Sempre me lembro do que Morrnah dizia: “É um trabalho interno.”
Se você quer ter sucesso, trabalhe internamente. Trabalhe em você mesmo!
Cat: Reconheço que a única coisa que funciona é ser 100% responsável. Mas houve um tempo em que questionei isto, porque eu era uma pessoa do tipo super responsável, que cuidava de muita gente. Quando lhe ouvi falar sobre os 100% de responsabilidade, não apenas por mim mesma, mas por todas as situações e problemas, pensei: “Parado lá! Isso é pura loucura! Não preciso que ninguém venha me dizer para ser ainda mais responsável!” O que aconteceu foi que, quanto mais eu refletia sobre isso, mais fui descobrindo que há uma grande diferença entre, um super responsável cuidado com o outro, e um total cuidado comigo mesma.
O primeiro tem a ver com ser uma boa menina, e o segundo, com ser livre.
Lembro-me de quando você contou sobre a época em que trabalhou como psicólogo na ala para loucos criminais no Hospital Estatal do Havaí. Disse que quando começou a trabalhar lá, havia muita violência entre os internos e que, depois de quatro anos, tudo ficou em paz.
Ihaleakala: Basicamente, assumi 100% de responsabilidade. Só trabalhei comigo mesmo.
Cat: É verdade que, durante todo aquele tempo, você não teve contato com nenhum dos internos?
Ihaleakala: É verdade. Eu só entrava no pavilhão para verificar os resultados. Se eles ainda apresentavam problemas, eu ia trabalhar mais um pouco comigo mesmo.
Cat: Você poderia contar uma história sobre a utilização do Ho'oponopono nos, assim chamados, objetos inanimados?
Ihaleakala: Certa vez, eu estava num auditório, preparando-me para dar uma palestra, e eu conversava com as cadeiras. Então, perguntei: “Há alguém aí que eu tenha esquecido? Alguém entre vocês gostaria de expor algum problema que exija cuidado de minha parte?”
Uma das cadeiras respondeu: “Sabe, hoje num seminário anterior, havia um rapaz sentado em mim, o qual sofria com problemas financeiros, e agora estou me sentindo péssima!” Tratei de limpar aquele problema e logo pude ver a cadeira se endireitando e dizendo: “Ok! Estou prontinha para acomodar o próximo!”
Na verdade, o que eu tento fazer é ensinar a sala. Costumo dizer para a sala, e tudo o que há nela: “Vocês querem aprender o Ho'oponopono? Afinal, breve irei embora, e não seria ótimo se todos vocês pudessem dar continuidade a este trabalho?” Alguns respondem sim, outros respondem não, e há aqueles que dizem: “Estou muito cansado!”
Então, pergunto à Divindade: “Para aqueles que dizem que querem aprender, como posso ensiná-los?” Na maioria das vezes, a resposta é: “Deixe o livro azul (Self I-Dentity Through Ho'oponopono) com eles.” E é o que faço. Enquanto estou falando, deixo o livro azul em cima de alguma cadeira ou mesa. Não costumamos acreditar que as mesas ficam ali, quietas e atentas a tudo o que esta ocorrendo ao seu redor!
Ho'oponopono é muito simples.
Para os antigos havaianos, todos os problemas começam com o pensamento.
Mas o problema não está no simples pensar.
O problema ocorre quando nossos pensamentos estão impregnados de memórias dolorosas a respeito de pessoas, lugares ou coisas.
O trabalho intelectual por si só não é capaz de resolver estes problemas, porque a função do intelecto é de apenas administrar. E não é administrando as coisas que se resolvem problemas. Você quer é se livrar deles!
Quando você faz Ho'oponopono, o que acontece é que a Divindade pega os pensamentos dolorosos e os neutraliza ou os purifica. Não se trata de neutralizar ou purificar a pessoa, o lugar ou a coisa. O que fica neutralizada é a energia que está associada a pessoa, lugar ou coisa. Portanto, o primeiro estágio de Ho'oponopono é a purificação da energia.
Então, eis que algo maravilhoso acontece. A energia não é apenas neutralizada; ela é também liberada, e tudo fica limpo. Os budistas chamam de Vazio. O último passo é permitir que a Divindade entre e preencha o vazio com luz.
Para fazer Ho'oponopono, você não precisa saber qual é propriamente o problema ou o erro. Você só tem que se dar conta de que está tendo um problema, seja ele físico, mental, emocional ou qualquer outro. Tão logo você o perceba, é sua responsabilidade começar imediatamente a limpeza, dizendo: “Sinto muito. Perdoe-me, por favor.”
Cat: Quer dizer que a verdadeira função do intelecto não é resolver problemas, mas pedir perdão.
Ihaleakala: Sim.
Eu tenho duas tarefas neste mundo.
A primeira é, antes qualquer outra coisa, cuidar da limpeza.
E a segunda é despertar as pessoas que estão adormecidas.
Quase todo mundo está adormecido!
Mas a única maneira de fazê-las despertar é trabalhando comigo mesmo!
Esta nossa entrevista serve de exemplo. Durante as semanas que precederam nosso encontro, estive fazendo o trabalho de clarificação, de modo que, quando nos encontrássemos, fôssemos como dois lagos juntando suas águas. Eles se unem e vão em frente. Só isso.
Cat: Nesses dez anos que faço entrevistas, esta foi a primeira vez que não me preparei. Toda vez que tentava fazê-lo, minha Unihipili dizia que eu devia apenas vir e estar com você. Meu intelecto fez de tudo para me convencer de que eu tinha que me preparar, mas eu não dei ouvidos.
Ihaleakala: Melhor pra você!
A Unihipili, às vezes, é muito engraçada. Certo dia, eu ia descendo por uma estrada no Havaí. Quando me preparava para pegar um declive à direita, por onde eu sempre passava, ouvi a voz melodiosa de minha Unihipili: “Se eu fosse você, eu não descia por aí.” E eu pensei: “Mas a gente sempre vai por aí.” E continuei o meu caminho.
Uns cinqüenta metros adiante, ouvi de novo: “Ei! Se eu fosse você, eu não descia por aí!” Segunda chance. “Mas a gente sempre vai por aí!”
Nessa hora, a nossa conversa já era em voz alta e as pessoas nos carros próximos me olhavam achando que eu era um louco. Andei mais 25 metros, e ouvi um estrondoso: “Se eu fosse você, eu não descia por aí!” E eu fui por lá. E lá acabei ficando parado por duas horas e meia. Por causa de um enorme acidente, estava tudo congestionado. Não se podia ir nem para frente nem para trás.
Ai, ouvi minha Unihipili dizer: “Não falei?!”
E ela ficou sem conversar comigo um tempão. E com razão.
Por que falar comigo se eu não a ouvia?
Lembro-me uma vez, quando me preparava para ir à televisão falar sobre Ho'oponopono. Meus filhos olharam para mim e disseram: “Pai, ficamos sabendo que você vai aparecer na TV. Vê lá se põe umas meias que combinam!” Eles não se preocuparam com o que eu ia falar. Eles só estavam preocupados com as minhas meias.
Você vê como as crianças sabem o que é realmente importante na vida?
************************************************
Esta entrevista foi originalmente publicada por:
The New Times, em setembro de 1997.
Para mais informações sobre Ho'oponopono e contacto com Ihaleakala Hew Len, Ph.D,
visite o site http://www.hooponopono.org/.
Cat Saunders, Ph.D é autora do livro Dr. Cat’s Helping Book.
Para mais informações, visite http://www.drcat.org/
FONTE DESTA MENSAGEM:
http://mickbernard.blogspot.com/2010/10/entrevista-com-dr-ihaleakala-hew-len.html
Dr. Ihaleakala Hew Len Ph.D,
Criador do Ho'oponopono
Por Cat Saunders
Como demonstrar gratidão a alguém que lhe ajudou a ser livre?
Como demonstrar gratidão a um homem cuja gentileza de espírito, e agudeza nas declarações, alterou completamente o curso de sua vida?
Ihaleakala Hew Len é a pessoa que significa tudo isso para mim. Como um irmão de alma que aparece inesperadamente num momento de necessidade, Ihaleakala entrou em minha vida em março de 1985, um ano de grandes mudanças para mim.
Eu o conheci durante um curso chamado Self I-Dentity Through Ho'oponopono, no qual ele era facilitador, juntamente com a nativa havaiana e kahuna (“guardiã do segredo”) Morrnah Nalamaku Simeona, já falecida.
Para mim, Ihaleakala e Morrnah fazem parte do ritmo da vida. Embora eu sinta um grande amor por eles, não consigo vê-los como simples pessoas, porque a forma com que eles influenciam minha vida vem através de um vigoroso pulsar, como o som de tambores africanos na noite.
Recentemente, tive a honra de ser convidada a entrevistar Ihaleakala pela Foundation of I, Inc. (Freedom of the Cosmos), organização fundada por Morrnah. Mas minha maior honra foi saber que ele estaria vindo do Havaí especialmente para encontrar-se comigo.
Dr. Ihaleakala S. Hew Len é presidente e administrador da Fundação. Juntamente com Morrnah, ele vem trabalhando com milhares de pessoas há muitos anos, inclusive com grupos das Nações Unidas, UNESCO, Conferência Internacional pela Paz Mundial, Conferência da Medicina Tradicional Indígena, Curadores pela Paz na Europa, e da Associação dos Professores do Estado do Havaí. Tem também uma larga experiência no tratamento de pessoas mentalmente enfermas, com criminosos doentes mentais e suas famílias.
Todo o seu trabalho como educador é permeado e tem como suporte o processo Ho'oponopono.
Ho’oponopono significa simplesmente “acertar o passo” ou “corrigir o erro”.
De acordo com os antigos havaianos, o erro provém de pensamentos contaminados por memórias dolorosas advindas do passado. Ho'oponopono oferece uma forma de liberar a energia desses pensamentos dolorosos, ou erros, os quais causam desequilíbrio e enfermidades.
No desenrolar do processo Ho'oponopono, Morrnah foi orientada a incluir as três partes do eu, que são a chave para a Auto-identidade.
Essas três partes, presentes em cada molécula da realidade, são chamadas de
Unihipili (criança/subconsciente),
Uhane (mãe/ consciente) e,
Aumakua (pai/superconsciente).
Quando esta “família interna” encontra-se alinhada, a pessoa está em sintonia com a Divindade, acontece o equilíbrio e a vida começa a fluir.
Assim, Ho'oponopono auxilia na restauração do equilíbrio, primeiramente no individuo e depois em toda a criação.
Ao me apresentar este sistema tríplice, juntamente com o mais poderoso processo de perdão que eu conheço (Ho'oponopono), Ihaleakala e Morrnah ensinaram-me o seguinte:
a melhor maneira de trazer cura para cada aspecto de minha vida, e para o universo inteiro, é assumir 100% de responsabilidade e trabalhar comigo mesma.
E ainda aprendi com eles a simples sabedoria do total auto-cuidado.
Como disse Ihaleakala, em sua nota de agradecimento após nossa entrevista:
“Cuide bem de você. Se fizer isso, todos serão beneficiados.”
Certa vez, Ihaleakala ausentou-se uma tarde inteira, bem no meio de um curso do qual eu participava, simplesmente porque sua Unihipili (criança/subconsiente) pediu para ir ao hotel e tirar uma longa soneca. É claro que ele assumiu sua responsabilidade antes de se retirar, e Morrnah estava lá para dar prosseguimento ao trabalho. Fiquei impressionada com sua atitude. Para alguém como eu, criada numa família que ensinava a sempre colocar os outros em primeiro lugar, a ação de Ihaleakala foi no mínimo surpreendente e divertida. Ele tirou sua soneca e deu uma lição inesquecível de auto-cuidado.
Cat: Ihaleakala, quando conheci você, em 1985, eu havia recém começado a trabalhar com consultas individuais, depois de ter sido conselheira em agências durante quatro anos. Lembro-me de você dizer: “Toda terapia é uma forma de manipulação.” E eu pensei: “Cruzes! O que é que vou fazer agora?” Eu sabia que você tinha razão, e quase desisti da idéia! É claro que continuei, mas aquela sua colocação mudou completamente minha forma de trabalhar com as pessoas.
Ihaleakala: A manipulação acontece quando eu (o terapeuta) chego com a idéia de que você está doente e eu vou trabalhar em você. Coisa muito diferente é quando acredito que você veio até mim para me trazer uma oportunidade de olhar o que está acontecendo comigo. Nesse caso não acontece a manipulação.
Se a terapia for baseada em sua crença de que você está ali para salvar o outro, curar o outro ou orientar o outro, a informação que você traz emerge do intelecto, da mente consciente. Mas o intelecto não é habilitado para entender e abordar problemas. O intelecto não tem a menor condição de solucionar problemas! Ele é incapaz de compreender que, quando uma situação problemática é solucionada por transmutação (como no caso de Ho'oponopono e outros processos semelhantes), não só a situação fica resolvida, mas tudo o que estiver relacionado com ela, atingindo níveis microscópicos e estendendo-se até o início dos tempos.
Sendo assim, penso que a pergunta mais importante a ser feita é: “O que é um problema?”
Se você faz uma pergunta como esta, não há clareza.
E como não há clareza, eles inventam uma forma de resolver o problema...
Cat: ... como se o problema estivesse “lá fora”.
Ihaleakala: Sim. Por exemplo, outro dia recebi um telefonema de uma mulher, cuja mãe estava com 92 anos. Ela disse: “Minha mãe está com uma horrível dor nos quadris já faz muitas semanas.” Enquanto a mulher falava comigo, eu fazia a seguinte pergunta à Divindade:
“O que está acontecendo comigo para ter causado a dor nesta senhora?
Como posso resolver este problema dentro de mim?”
As respostas vieram e eu fiz o que me foi solicitado.
Pode ser que uma semana depois a mulher me ligue para dizer que sua mãe está melhor. Isto não significa que não haverá reincidência do problema, porque pode haver causas variadas para aquilo que parece ser o mesmo problema.
Cat: Tenho acompanhado muitos casos de doenças crônicas e dores recorrentes. Trabalho com elas o tempo todo, usando Ho'oponopono e outros processos de clarificação, a fim de reparar toda dor que causei, desde o início dos tempos.
Ihaleakala: Sim. A idéia é que pessoas como nós estão justamente trabalhando em profissões de cura porque já causaram muita dor por aí.
Cat: Que coisa!
Ihaleakala: Não é maravilhoso a gente saber disso? E ainda atendermos pessoas que nos pagam por lhes ter causado problemas!
Eu disse isso a uma mulher em Nova York, e ela exclamou: “Meu Deus, se pelo menos eles soubessem!” Mas, como você vê, ninguém sabe. Psicólogos, psiquiatras continuam acreditando que a função deles é ajudar a curar o outro.
Vamos supor que você veio me consultar.
Eu peço à Divindade: “Por favor, o que quer que esteja acontecendo dentro de mim que causou esta dor na Cat, diga-me como posso corrigir.”
E então vou ficar continuamente aplicando a orientação recebida, até que a sua dor vá embora, ou até você me pedir que eu pare.
O importante não é propriamente o efeito, mas chegar ao problema. Essa é a chave.
Cat: Você não focaliza no resultado porque isto não é de nossa competência.
Ihaleakala: Certo. Nós só podemos fazer o pedido.
Cat: E nós também não sabemos quando uma determinada dor ou doença vai se alterar.
Ihaleakala: Pois é. Digamos que se recomendou a uma mulher o tratamento com certa erva, a qual não está surtindo efeito. Novamente a questão: “O que acontece dentro de mim que faz com que esta mulher não receba os benefícios da erva?” E eu vou trabalhar com isso. Vou limpar e ficar de boca fechada, permitindo que o processo de transmutação se opere.
Quando acontece de você se apegar a seu intelecto, o processo é interrompido.
A coisa mais importante a ser lembrada, no caso de um trabalho de cura não surtir efeito, é aceitar a possibilidade de a causa do problema estar em erros múltiplos, em múltiplas questões e memórias dolorosas. Nós não sabemos nada! Só a Divindade sabe o que está acontecendo.
No mês passado, fiz uma apresentação em Dallas. Na conversa com uma mestra em Reiki, perguntei-lhe: “Quando alguém lhe vem com um problema, onde você vai encontrá-lo?” Ela me olhou intrigada. E eu disse: “Em você. Porque foi você quem causou o problema, e o seu cliente vai lhe pagar pela cura de um problema que é seu!”
Cat: 100% de responsabilidade.
Ihaleakala: 100% de consciência de que foi você quem causou o problema.
100% de consciência de que é sua a responsabilidade corrigir o erro.
Imagine o dia em que todos nós formos 100% responsáveis!
Como vou convencer as pessoas de que nós somos 100% responsáveis pelos problemas?
Se você quer resolver uma situação problemática, trabalhe-a em si próprio.
Se a questão está ligada a outra pessoa, pergunte a si mesmo:
“O que há de errado comigo que está levando esta pessoa a me incomodar?”
Aliás, pessoas só aparecem na sua vida para lhe incomodar!
Quando você sabe disso, pode superar qualquer situação e se libertar.
É simples: “Sinto muito por tudo que está acontecendo. Por favor, perdoe-me.”
Cat: Na verdade, você não precisa lhes dizer isto em voz alta, e nem mesmo precisa entender o problema.
Ihaleakala: Aí está a beleza de tudo. Você não tem que entender. É como a Internet. Você não entende nada de como funciona! Você apenas chega até a Divindade e diz: “Vamos dar um download?”
A Divindade então proporciona o download e você recebe toda a informação.
Mas, como nós não sabemos quem somos, nunca damos o download direto da Luz. Vamos buscar fora.
Sempre me lembro do que Morrnah dizia: “É um trabalho interno.”
Se você quer ter sucesso, trabalhe internamente. Trabalhe em você mesmo!
Cat: Reconheço que a única coisa que funciona é ser 100% responsável. Mas houve um tempo em que questionei isto, porque eu era uma pessoa do tipo super responsável, que cuidava de muita gente. Quando lhe ouvi falar sobre os 100% de responsabilidade, não apenas por mim mesma, mas por todas as situações e problemas, pensei: “Parado lá! Isso é pura loucura! Não preciso que ninguém venha me dizer para ser ainda mais responsável!” O que aconteceu foi que, quanto mais eu refletia sobre isso, mais fui descobrindo que há uma grande diferença entre, um super responsável cuidado com o outro, e um total cuidado comigo mesma.
O primeiro tem a ver com ser uma boa menina, e o segundo, com ser livre.
Lembro-me de quando você contou sobre a época em que trabalhou como psicólogo na ala para loucos criminais no Hospital Estatal do Havaí. Disse que quando começou a trabalhar lá, havia muita violência entre os internos e que, depois de quatro anos, tudo ficou em paz.
Ihaleakala: Basicamente, assumi 100% de responsabilidade. Só trabalhei comigo mesmo.
Cat: É verdade que, durante todo aquele tempo, você não teve contato com nenhum dos internos?
Ihaleakala: É verdade. Eu só entrava no pavilhão para verificar os resultados. Se eles ainda apresentavam problemas, eu ia trabalhar mais um pouco comigo mesmo.
Cat: Você poderia contar uma história sobre a utilização do Ho'oponopono nos, assim chamados, objetos inanimados?
Ihaleakala: Certa vez, eu estava num auditório, preparando-me para dar uma palestra, e eu conversava com as cadeiras. Então, perguntei: “Há alguém aí que eu tenha esquecido? Alguém entre vocês gostaria de expor algum problema que exija cuidado de minha parte?”
Uma das cadeiras respondeu: “Sabe, hoje num seminário anterior, havia um rapaz sentado em mim, o qual sofria com problemas financeiros, e agora estou me sentindo péssima!” Tratei de limpar aquele problema e logo pude ver a cadeira se endireitando e dizendo: “Ok! Estou prontinha para acomodar o próximo!”
Na verdade, o que eu tento fazer é ensinar a sala. Costumo dizer para a sala, e tudo o que há nela: “Vocês querem aprender o Ho'oponopono? Afinal, breve irei embora, e não seria ótimo se todos vocês pudessem dar continuidade a este trabalho?” Alguns respondem sim, outros respondem não, e há aqueles que dizem: “Estou muito cansado!”
Então, pergunto à Divindade: “Para aqueles que dizem que querem aprender, como posso ensiná-los?” Na maioria das vezes, a resposta é: “Deixe o livro azul (Self I-Dentity Through Ho'oponopono) com eles.” E é o que faço. Enquanto estou falando, deixo o livro azul em cima de alguma cadeira ou mesa. Não costumamos acreditar que as mesas ficam ali, quietas e atentas a tudo o que esta ocorrendo ao seu redor!
Ho'oponopono é muito simples.
Para os antigos havaianos, todos os problemas começam com o pensamento.
Mas o problema não está no simples pensar.
O problema ocorre quando nossos pensamentos estão impregnados de memórias dolorosas a respeito de pessoas, lugares ou coisas.
O trabalho intelectual por si só não é capaz de resolver estes problemas, porque a função do intelecto é de apenas administrar. E não é administrando as coisas que se resolvem problemas. Você quer é se livrar deles!
Quando você faz Ho'oponopono, o que acontece é que a Divindade pega os pensamentos dolorosos e os neutraliza ou os purifica. Não se trata de neutralizar ou purificar a pessoa, o lugar ou a coisa. O que fica neutralizada é a energia que está associada a pessoa, lugar ou coisa. Portanto, o primeiro estágio de Ho'oponopono é a purificação da energia.
Então, eis que algo maravilhoso acontece. A energia não é apenas neutralizada; ela é também liberada, e tudo fica limpo. Os budistas chamam de Vazio. O último passo é permitir que a Divindade entre e preencha o vazio com luz.
Para fazer Ho'oponopono, você não precisa saber qual é propriamente o problema ou o erro. Você só tem que se dar conta de que está tendo um problema, seja ele físico, mental, emocional ou qualquer outro. Tão logo você o perceba, é sua responsabilidade começar imediatamente a limpeza, dizendo: “Sinto muito. Perdoe-me, por favor.”
Cat: Quer dizer que a verdadeira função do intelecto não é resolver problemas, mas pedir perdão.
Ihaleakala: Sim.
Eu tenho duas tarefas neste mundo.
A primeira é, antes qualquer outra coisa, cuidar da limpeza.
E a segunda é despertar as pessoas que estão adormecidas.
Quase todo mundo está adormecido!
Mas a única maneira de fazê-las despertar é trabalhando comigo mesmo!
Esta nossa entrevista serve de exemplo. Durante as semanas que precederam nosso encontro, estive fazendo o trabalho de clarificação, de modo que, quando nos encontrássemos, fôssemos como dois lagos juntando suas águas. Eles se unem e vão em frente. Só isso.
Cat: Nesses dez anos que faço entrevistas, esta foi a primeira vez que não me preparei. Toda vez que tentava fazê-lo, minha Unihipili dizia que eu devia apenas vir e estar com você. Meu intelecto fez de tudo para me convencer de que eu tinha que me preparar, mas eu não dei ouvidos.
Ihaleakala: Melhor pra você!
A Unihipili, às vezes, é muito engraçada. Certo dia, eu ia descendo por uma estrada no Havaí. Quando me preparava para pegar um declive à direita, por onde eu sempre passava, ouvi a voz melodiosa de minha Unihipili: “Se eu fosse você, eu não descia por aí.” E eu pensei: “Mas a gente sempre vai por aí.” E continuei o meu caminho.
Uns cinqüenta metros adiante, ouvi de novo: “Ei! Se eu fosse você, eu não descia por aí!” Segunda chance. “Mas a gente sempre vai por aí!”
Nessa hora, a nossa conversa já era em voz alta e as pessoas nos carros próximos me olhavam achando que eu era um louco. Andei mais 25 metros, e ouvi um estrondoso: “Se eu fosse você, eu não descia por aí!” E eu fui por lá. E lá acabei ficando parado por duas horas e meia. Por causa de um enorme acidente, estava tudo congestionado. Não se podia ir nem para frente nem para trás.
Ai, ouvi minha Unihipili dizer: “Não falei?!”
E ela ficou sem conversar comigo um tempão. E com razão.
Por que falar comigo se eu não a ouvia?
Lembro-me uma vez, quando me preparava para ir à televisão falar sobre Ho'oponopono. Meus filhos olharam para mim e disseram: “Pai, ficamos sabendo que você vai aparecer na TV. Vê lá se põe umas meias que combinam!” Eles não se preocuparam com o que eu ia falar. Eles só estavam preocupados com as minhas meias.
Você vê como as crianças sabem o que é realmente importante na vida?
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Esta entrevista foi originalmente publicada por:
The New Times, em setembro de 1997.
Para mais informações sobre Ho'oponopono e contacto com Ihaleakala Hew Len, Ph.D,
visite o site http://www.hooponopono.org/.
Cat Saunders, Ph.D é autora do livro Dr. Cat’s Helping Book.
Para mais informações, visite http://www.drcat.org/
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