segunda-feira, 7 de abril de 2014

E se fossemos todos vegetarianos?


Se fossemos todos vegetarianos, os nossos ancestrais não teriam evoluído para seres humanos e até mesmo o mapa mundo mudaria.

Se nossos ancestrais não tivessem um dia preferido o bife à alface você não estaria lendo este artigo. Aliás, a revista nem existiria, porque ainda seríamos macacos.
Foi o aumento no consumo de gordura e proteína animal, ocorrido há 2 milhões de anos, que possibilitou o crescimento do nosso cérebro poderoso até chegar ao tamanho atual, segundo Rui Murrieta, professor de antropologia biológica da Universidade de São Paulo.

O cérebro humano consome um quinto da energia que ingerimos diariamente.
Sem carne, que é uma fonte rica e instantânea de calorias, não conseguiríamos alimentar esse órgão gastão.
Detalhe: isso era verdade naqueles tempos. 
Hoje em dia conhecemos vegetais que substituem a carne.

Mas não é só isso.
Se não fosse pelo filé, o pessoal que hoje defende o direito dos animais e prega o fim do consumo de carne nem saberia como mobilizar.
Nem eles nem ninguém.
É que a caça foi um dos maiores incentivos para que o homem aprendesse a se organizar socialmente. Afinal, para caçar um búfalo era preciso reunir o pessoal, dividir tarefas e estabelecer hierarquias.
Na verdade, devemos até a agricultura ao consumo de carne. 
O homem começou a plantar há cerca de 10 mil anos, o que o fixou em um local e acabou com a vida nômade. Mas o pastoreio foi o primeiro passo para manter as pessoas em um mesmo lugar. Já que não precisavam sair toda manhã para ir atrás da caça, que estava no quintal, nossos ancestrais tinham mais tempo para cuidar da terra.

Mas e se decidíssemos abandonar o consumo de carne depois de evoluídos e assentados em cidades? Bom, aí as consequências dependem da época em que tomássemos a decisão.
Se fosse no século 18, por ordem da Coroa portuguesa, isso poderia mudar o mapa do Brasil.
Por volta de 1732, o governo português decidiu ocupar a Região Sul para evitar uma possível invasão espanhola.
Doou fazendas - as sesmarias - em troca de ocupação.
Foi nesses lugares que começou a criação extensiva do gado.
"A criação de gado foi um importante elemento no processo de ocupação do Sul na segunda metade do século 18. A partir daí, Rio Grande do Sul virou Brasil", diz o historiador Fábio Kuhr, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Sem o gado, a terra poderia cair em mãos espanholas. Ou seja, nada de Getúlio Vargas e Érico Veríssimo no Brasil.

E se a adoção da salada ocorresse hoje? 
E se fosse mundial? 
O impacto imediato seria na economia, pois o consumo de carne movimenta bilhões de dólares por ano no mundo. 
No Brasil, estados como Goiás, Rio Grande do Sul e Mato Grosso do Sul, os principais pecuaristas do pais, perderiam receitas. Teríamos perdas de mais de 1 bilhão de reais em exportações por ano. Além disso, haveria queda no emprego e na renda de muita gente.
A criação é a única fonte de receita para cerca de 20 milhões de pessoas no mundo, segundo um relatório da Organização das Nações Unidas sobre o assunto. 
Só para se ter uma idéia, o PIB da pecuária foi de 53 bilhões de reais em 2002.
Prejuízo também para a indústria pesqueira, que produz 120 milhões de toneladas em todo o mundo.

Mas muito provavelmente o Brasil seria beneficiado pela mudança.
Afinal, o mundo precisaria de grãos. 
E nós somos um dos maiores produtores de grãos do mundo (só que, atualmente, boa parte dessa produção é usada para alimentar rebanhos nos países ricos, acredite).
"O Brasil é uma potência agrícola e poderia investir em produção de soja para fazer carne vegetal. Haveria a transferência da renda para outras fontes alimentares", diz o agrônomo especialista em pecuária José Vicente Ferraz.

O Impacto ambiental seria enorme. 
Atualmente, dois terços das áreas agrícolas são destinadas à criação.
Isso dá espantosos 30% da terra disponível no mundo.
Ou seja, sobraria espaço para plantar e a pressão sobre áreas preservadas, como a Amazônia diminuiria bastante.
Mas é provável que o consumo de petróleo aumentasse (para fabricar fertilizantes, tecidos sintéticos e transportar áreas sem potencial agrícola), gerando uma crise energética.

O corpo humano sofreria alterações?
Difícil dizer.
É fato que somos onívoros por natureza, ou seja, nosso corpo digere vegetais e carne.
Mas não dá para saber, com certeza, se a dieta vegetariana limita ou expande o crescimento, a saúde e a longevidade. 
Vegetarianos e defensores do bife têm as próprias verdades e é difícil achar pontos consensuais.
"O vegetarianismo restringe o acesso a um grupo de nutrientes importantes que estão concentrados na carne. O homem foi feito para comer carne", afirma o nútrólogo Mauro Fisberg. 
Mas, para os vegetarianos o ferro e a proteína da carne podem ser substituídos por vegeteis
"Uma dieta vegetariana reduziria o risco de doenças" diz o nutricionista vegetariano George Guimarães.
O fato é que, para abandonar a carne, precisaríamos saber mais sobre nutrição, porque viver sem bife exige cuidados, sob o risco e de ficar anêmico.
E teríamos que reeducar o paladar, porque muita gente não vive sem feijoada, moqueca ou churrasco.


Manuela Aquino

....respira...


Recomendada pelos médicos, estudada pelos cientistas, praticada por milhões mundo afora. 
Conheçam esta técnica ancestral de autoconhecimento e tudo o que ela pode fazer por vocês.
O artigo é longo mas, é bastante esclarecedor.

Na sala vazia e silenciosa, dois monges zen, com seus mantos e cabeças raspadas, estão sentados no chão, lado a lado, pernas cruzadas. Depois de alguns instantes, o mais jovem lança um olhar surpreso e irônico para o mestre.
Sereno, o velho monge comenta:
“É só isso, mesmo. Não vai acontecer mais nada”.

Não se trata de uma cena real. É só uma charge publicada na renomada revista americana The New Yorker, brincando com o novo hábito americano de meditar regularmente, como fazem os orientais há milhares de anos. A fina ironia da charge, no entanto, tem a ver com a realidade. Embora singela, a atitude de sentar sobre uma almofada (ficar em posição de lótus exige um preparo de monge) e ficar atento à própria respiração é tão fora de propósito em nossa rotina atabalhoada que é fácil se identificar com o jovem monge, perplexo e irônico, ao encará-la pela primeira vez. Comigo não foi diferente.

Na primeira vez em que me detive a acompanhar o compasso da respiração, o sentimento inicial foi de surpresa.
Espantei-me pela rapidez com que tudo caminhou para a inatividade.
O turbilhão de pensamentos que ocupava minha mente (uma conta para pagar, uma cena do filme que vi no dia anterior, uma ótima piada para contar aos amigos) foi desaparecendo sem que eu me desse conta. O incômodo da perna dormente, pressionada pela flexão, logo foi substituído por um inesperado prazer, prazer de simplesmente respirar.
Então, de repente, foi como se tudo houvesse parado nos primeiros segundos depois de acordar, aqueles instantes em que você se sente presente e alerta, mas com a cabeça vazia.
Enfim, aqueles poucos segundos do dia em que nada acontece.

Foi então que tudo ficou meio irônico: o êxtase, o delicioso estranhamento que entupiu meus sentimentos, acabou em um segundo!
E no instante seguinte todos os pensamentos voltaram: a conta, o filme, a piada e mais um monte de coisas. Rindo comigo mesmo, me perguntei – talvez como um jovem monge perplexo e desconfiado – se não haveria algo mais divertido para fazer naquele instante. Mas logo me peguei novamente de olhos fechados.

Quer dizer que meditar é só parar e não pensar em nada? 
É. 
Como afirmam os especialistas, é um não-fazer. 
Mas, acredite, não é fácil. 
Não para ocidentais como eu e você, acostumados com a idéia de que, para resolver um assunto, o primeiro passo é pensar bastante nele.
Na meditação, a idéia é exatamente o oposto: parar de pensar, por mais bizarro que isso pareça.

A novidade é que, mesmo parecendo alienígena, a meditação conquista cada vez mais adeptos no Ocidente. Dez milhões de americanos meditam regularmente em casa e em hospitais, escolas, empresas, aeroportos e até em quiosques de internet.
Entre os milhões de meditadores americanos estão celebridades de grosso calibre, como o dirigente da Ford, Bill Ford, e o ex-vice-presidente Al Gore.
No Brasil, a exemplo da Hollywood dos anos 90, a meditação entrou para a rotina de estrelas – como a atriz Christiani Torloni e a apresentadora Angélica, que recorreu à prática para livrar-se de uma crise de síndrome do pânico – e virou ferramenta diária de produtividade em empresas e até em alguns círculos do poder. O prefeito de Recife, João Paulo, por exemplo, só inicia o expediente após meditar por alguns minutos.

Mas como é que algo assim, na contramão do pragmatismo moderno, consegue empolgar tanta gente? Como pode haver gente capaz de pagar caro para participar de sessões de meditação – ou seja, para ficar sentado em silêncio em uma sala quase sem móveis?

Sem dúvida há muita gente desiludida com o modo de vida ocidental (a destruição do meio ambiente, a vida cada vez mais solitária das grandes cidades e a competição pelo ganha-pão).
Mas esse contingente não é capaz de explicar, sozinho, a explosão da meditação.
A verdade é que a ciência resolveu se debruçar sobre os efeitos dessa prática, e as notícias dos laboratórios de pesquisa cada vez convencem mais pessoas a relaxar em posição de lótus.

O principal resultado dessas pesquisas pode ser resumido em duas palavras: meditação funciona.
Ou seja, por mais estranho que pareça aos ratos de academia que se esfalfam em exercícios para melhorar a capacidade cardiorrespiratória, não fazer nada por alguns minutos diariamente tem efeitos palpáveis, reais e mensuráveis no corpo. 
E o melhor: só apareceram efeitos positivos (pelo menos até agora).
Ou seja, aquilo que os adeptos da tradicional medicina chinesa e os mestres budistas viviam repetindo (com um sorriso bondoso no rosto) começa a ser comprovado por alguns renomados centros de pesquisa ocidentais, como as universidades Harvard, Columbia, Stanford e Massachusetts, nos Estados Unidos, e pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), no Brasil.

É difícil listar as descobertas porque as pesquisas sobre a meditação alcançaram a maioridade recentemente. Mais precisamente no ano 2000, quando o líder do budismo tibetano, o Dalai Lama (sempre ele), encontrou-se com um grupo de psicólogos e neurologistas na Índia e sugeriu que os cientistas estudassem um time de craques em meditação durante o transe, para ver o que ocorria com seus corpos.
Os cientistas abraçaram o desafio e, desde então, as pesquisas não param de produzir surpresas. Já se sabe, por exemplo, que meditar afeta, de fato, as ondas cerebrais. 
Sabe-se também que isso tem efeitos positivos sobre o sistema imunológico, reduz a tensão e alivia a dor. 
“Três décadas de pesquisas mostraram que a meditação é um bom antídoto ao estresse”, diz o jornalista e psicólogo americano Daniel Goleman, autor dos livros Inteligência Emocional e Como Lidar com as Emoções Destrutivas, este o relato do encontro dos cientistas com o Dalai Lama.
“Agora, o que está mira dos pesquisadores é saber como a meditação pode treinar a mente e reformatar o cérebro”, afirma Daniel.

A piada dos dois monges, lá no início desta reportagem, não é gratuita.
Afinal, faz séculos que se pratica meditação no Oriente, por recomendação religiosa.
O detalhe é que agora a orientação também é médica.
Nos anos 70, quando a prática começou a se espalhar pelo Ocidente, impulsionada pelo movimento hippie, o cantor e compositor brasileiro Walter Franco cantava que tudo era uma questão de “manter a mente quieta, a espinha ereta e o coração tranqüilo”. 
Hoje, os versos de Walter poderiam fazer parte de uma receita médica, de um treinamento em uma grande empresa ou até mesmo de um programa para a recuperação de presos.
“Focalizar a atenção no mundo interior, como se faz na meditação, é uma situação terapêutica”, diz o psicólogo José Roberto Leite, coordenador do instituto de medicina comportamental da Unifesp.
“Queremos avaliar o alcance dessa prática e isolá-la de seu aspecto supersticioso.”

Por trás dessa intenção está o fato de que as causas de doenças mudaram muito nos últimos 100 anos. No passado, os males eram causados principalmente por microorganismos. As pessoas morriam de poliomielite, de sarampo, de varíola e outras doenças causadas por bactérias e vírus.
Mas isso mudou, graças às melhorias em saneamento e à criação de antibióticos e vacinas.
“Hoje, a maioria das doenças é causada por coisas como hipertensão, obesidade e dependência química, que estão ligadas a padrões inadequados de comportamento”, diz José Roberto.
Ou seja, o que mata hoje são os maus hábitos.
E são esses maus hábitos que se pretende combater pela meditação, também conhecida pelo pomposo nome de “prática contemplativa”. 

Apaziguar a mente, os cientistas estão descobrindo agora, pode reduzir o nível de ansiedade e corrigir comportamentos pouco saudáveis. 
O cardiologista Herbert Benson, da Universidade Harvard, um dos maiores pesquisadores da meditação e do poder das crenças na promoção da saúde, chega a estimar em seu livro Medicina Espiritual que 60% das consultas médicas poderiam ser evitadas se as pessoas apenas usassem a mente para combater as tensões causadoras de complicações físicas.

Mas, afinal, como é que se medita e o que acontece durante a prática contemplativa? 
Bem, há um leque de modalidades para quem deseja meditar, mas a receita básica é a mesma: concentração. 

Vale concentrar-se na respiração, uma imagem (um ponto ou uma imagem de santo), um som ou na repetição de uma palavra (o famoso mantra, como “ohmmm”, por exemplo). 
Parar de pensar equivale a ficar quase que exclusivamente no presente. 
Faz sentido.
Os pensamentos são feitos basicamente de duas substâncias:
as idéias e experiências que ouvimos, vivemos ou aprendemos no passado
e os planos e apreensões que temos para o futuro.

É naqueles raros momentos em que o meditador consegue livrar-se desses ruídos que surgem os sentimentos comuns nas descrições de iogues famosos:
sensação de estar ligado com o Universo ou ter uma superconsciência do mundo.

Meditar é, portanto, concentrar-se em cada vez menos coisas, inibindo os sentidos e esvaziando a mente. 
Tudo isso sem perder o estado de alerta, ou seja, sem dormir.

Mas como saber se deu certo?
Como saber se você meditou?
Essa é a melhor parte da história:
não há nota ou avaliação.
A não ser que você medite plugado em um aparelho de eletroencefalograma para saber se suas ondas cerebrais se alteraram. Como isso é pouco prático, a melhor medida para seu desempenho é você mesmo. Só você pode dizer o que sentiu e se foi bom.


BIOLOGIA DO ZEN
Os efeitos da meditação sobre o corpo são surpreendentes.
Nos primeiros estudos sobre a meditação, na década de 60, o cardiologista Benson, de Harvard, e outros pesquisadores submeteram meditadores a experimentos nos quais a pressão arterial, os ritmos cerebrais e cardíacos e mesmo a temperatura da pele e do reto eram monitorados. Constatou-se então que, enquanto meditavam, eles consumiam 17% menos oxigênio e seu ritmo cardíaco caía para incríveis três batimentos por minuto (a média para pessoas em repouso é de 60 b.p.m.).
Isso acontecia quando as ondas cerebrais alcançavam o ritmo teta, mais lento e poderoso, no qual a mente atingiria o estado de “superconsciência” relatado pelos iogues e caracterizado por insights e alegria.
As ondas teta vibram a apenas quatro ciclos por segundo.
Para se ter uma idéia, quando estamos ativos o cérebro emite ondas beta, de oscilação em torno de 13 ciclos por segundo. Você conhece essa sensação causada pelas ondas teta.
É aquele embotamento dos sentidos que surge nos segundos que antecedem o sono.
Naquele momento, nosso cérebro funciona no ritmo teta.
Mas os meditadores pesquisados não estavam dormindo. Ao contrário, estavam bem acordados e serenos.
Mais tarde, percebeu-se também que no momento da meditação o fluxo sanguíneo diminuía em quase todas as áreas cerebrais, mas aumentava na região do sistema límbico, o chamado “cérebro emocional”, responsável pelas emoções, a memória e os ritmos do coração, da respiração e do metabolismo.
O cardiologista Benson, que escreveu um clássico sobre o tema nos anos 90 – A Resposta do Relaxamento – , tomou emprestado um pouco da humildade oriental e disse que seu trabalho se resumiu a explicar biologicamente técnicas conhecidas há milênios.
Desde então, uma série de novas pesquisas, respaldadas em imagens da intimidade neurológica feitas por tomógrafos sofisticados que retratam o cérebro em funcionamento, levantou o véu sobre outros segredos.
Um dos estudos mais abrangentes e reveladores foi realizado por Andrew Newberg, da Universidade da Pensilvânia, nos Estados Unidos. A idéia era registrar o que ocorre com o cérebro quando se alcança o clímax em práticas místicas como a meditação e a oração. Newberg rastreou a atividade cerebral de um grupo de budistas em meditação profunda e de um grupo de freiras franciscanas rezando fervorosamente.
Ele constatou uma significativa alteração no lobo parietal superior, localizado na parte anterior do cérebro e responsável pelo senso de orientação – a capacidade de percepção do espaço e do tempo e da própria individualidade. Segundo as descobertas de Newberg, à medida que a contemplação se torna mais profunda, a atividade na região diminui aos poucos até cessar totalmente no momento de pico, aquele em que o meditador experimenta a sensação de unicidade com o Universo, cerca de uma hora após o início da concentração. 
Nesse instante, privados de impulsos elétricos, os neurônios do lobo parietal desligam os mecanismos das funções visuais e motoras e o meditador ou devoto perde a noção do “eu” e sente-se prazerosamente expandido, além de qualquer limite. ~
É o nirvana. 
Ou seja, Newberg registrou em seus aparelhos a imagem de um cérebro literalmente no paraíso.
Mas não é só isso.
As imagens revelaram que, durante a experiência, os lobos temporais (sede das emoções no cérebro) tiveram sua atividade redobrada, o que explicaria a enorme influência da meditação sobre as emoções e a personalidade dos praticantes.
Newberg não teve dúvida em sua conclusão:
as sensações de elevação e contato com o divino vivenciadas por budistas e freiras são um fenômeno real, baseado em fatos biológicos.
Mas há quem veja tudo isso com uma certa desconfiança.
“Ao que parece, estamos diante de um fenômeno de marketing”, disse Richard Sloan, psicólogo do Centro Médico Presbiteriano de Columbia, em Nova York, comentando o encontro do Dalai com os cientistas, há três anos.
Segundo Richard, é discutível se o impacto da meditação sobre o sistema nervoso e a saúde tem um efeito profundo e duradouro ou apenas superficial e efêmero.
Então, está na hora de conferir o que os estudos dizem a respeito.

MENTE QUIETA, CORPO SAUDÁVEL
A meditação ajuda a controlar a ansiedade e a aliviar a dor?
Ao que tudo indica, sim.
Nessas duas áreas os cientistas encontraram as maiores evidências da ação terapêutica da meditação, medida em dezenas de pesquisas.
Nos últimos 24 anos, só a Clínica de Redução do Estresse da Universidade de Massachusetts monitorou 14 mil portadores de câncer, aids, dor crônica e complicações gástricas.
Os técnicos descobriram que, submetidos a sessões de meditação que alteraram o foco de sua atenção, os pacientes reduziram o nível de ansiedade e diminuíram ou abandonaram o uso de analgésicos.
Ou seja, eles aprenderam a entender a dor, em vez de combatê-la.
Com isso, deixaram de antecipá-la ou amplificá-la por meio do medo de vir a senti-la.
Sim, porque boa parte da sensação dolorosa é psicológica, fabricada pelo medo da dor.
Resultado: as queixas de dor, segundo o diretor da clínica, Jon Kabat-Zinn, diminuíram, em média, 40%.
No hospital da Unifesp, em São Paulo, a meditação é indicada para pacientes com fibromialgia (dores nos músculos e articulações), fobias e compulsões. Ali, estudo recente dirigido pela doutora em biologia Elisa Harumi Kozasa atestou a melhoria da agilidade mental e motora em ansiosos e deprimidos que, durante três meses, meditaram sob a orientação de instrutores indianos. Outra pesquisa, coordenada pelas psicólogas Márcia Marchiori e Elaine de Siqueira Sales, deve comparar nos próximos meses os efeitos terapêuticos da meditação com os das técnicas de relaxamento físico.
O desempenho antiestresse da meditação, segundo estudos das universidades americanas Stanford e Columbia, acontece porque a mente aquietada inibe a produção de adrenalina e cortisol – hormônios secretados nas situações de estresse – , ao mesmo tempo que estimula no cérebro a produção de endorfinas, um tranqüilizante e analgésico natural tão poderoso quanto a morfina e responsável pela sensação de leveza nos momentos de alegria.
Já parece motivo suficiente para render-se aos mantras, mas tem mais.
Investigações realizadas na Universidade Wisconsin, nos Estados Unidos, acrescentaram que meditar também melhora a ação do sistema imunológico, que defende o organismo contra o ataque de microorganismos (bactérias, vírus e outros germes).
A experiência comparou dois grupos de voluntários – um constituído de pessoas que meditavam havia alguns meses e o outro de não-meditadores.
Primeiro constatou-se que os meditadores tiveram um aumento na atividade da área cerebral relacionada às emoções positivas.
Então, ambos os grupos foram vacinados contra gripe e submetidos a medições quatro semanas e oito semanas depois. O pessoal habituado a entoar mantras apresentou um número bem maior de anticorpos, o que sugere que seus sistemas de defesa estavam mais ativos.
Em abril passado, durante um encontro da Associação Americana de Urologia, anunciou-se que a meditação ajuda a conter o câncer da próstata. E alguns pesquisadores relataram que mulheres com câncer de mama que passaram a meditar tiveram elevação no nível de células imunológicas que combatem tumores.
Mas essas descobertas estão longe de alcançar a unanimidade entre os cientistas.
O psiquiatra americano Stephen Barret, um dos principais críticos às terapias alternativas nos Estados Unidos, desconfia desses resultados.
“Meditar pode aliviar o estresse, mas sua ação nunca irá além disso no tratamento de doenças graves, como o câncer.”
Mesmo um entusiasta da técnica, como Herbert Benson, não descarta os tratamentos ocidentais tradicionais.
Para ele, a saúde e a longevidade no mundo moderno serão, cada vez mais, resultado de um tripé formado por remédios, cirurgias e cuidados pessoais, incluindo-se aqui a meditação e todo o poder catalisador das crenças nas reações orgânicas.

O CÉREBRO REPROGRAMADO
Mas ainda há muita coisa para ser descoberta sobre o mantra e os pesquisadores estão debruçados sobre os meditadores, tentando entender como é que um ato tão simples causa tantas modificações. Estudos como o de Wisconsin, que ligam disciplina mental a emoções positivas e ao bom desempenho do sistema imunológico, atiçam o interesse dos cientistas em avaliar o real poder da meditação na reformatação das funções cerebrais. E o que eles estão descobrindo é que, com suficiente prática, os neurônios podem reprogramar a atividade dos lobos cerebrais, especialmente a área relacionada à concentração e à orientação.
Não dá para negar que, sobre concentração, o Dalai Lama e os orientais, com sua atenção aos detalhes e sua atenção extrema, têm muito a ensinar aos ocidentais.
“Só há pouco a psiquiatria ocidental reconheceu a existência do transtorno do déficit de atenção (uma síndrome caracterizada pela dificuldade de concentração, baixa tolerância à frustração e impulsividade), mas há milhares de anos tradições como o budismo afirmam que todos sofremos desse distúrbio com mais ou menos intensidade”, diz o psiquiatra Roger Walsh, da Universidade da Califórnia em Irvine.
A possibilidade de alterar em profundidade o cérebro, apenas meditando, talvez possa no futuro ajudar a prevenir ou a superar complicações vasculares a custo bem mais baixo que o das cirurgias. Ou a romper condicionamentos e redirecionar as mentes de indivíduos anti-sociais – o que, aliás, vem sendo testado com relativo êxito. Numa experiência na Kings County North Rehabilitation Facility, penitenciária próxima a Seattle, nos Estados Unidos, um grupo de prisioneiros condenados por crimes relacionados ao consumo de droga e álcool praticou vippassana (meditação budista com foco inicial na respiração, seguida de análise existencial) 11 horas por dia durante dez dias. Após voltarem para casa, apenas 56% deles reincidiram na criminalidade no prazo de dois anos, um índice considerado bom comparado aos 75% de reincidência entre os que não meditaram.
Já na Universidade Cambridge, nos Estados Unidos, um estudo constatou a redução de até 50% nas recaídas de pacientes com depressão crônica que passaram a meditar regularmente. A doença é acompanhada por uma diminuição no nível do serotonina no cérebro, processo geralmente revertido com o uso de antidepressivos, como Prozac. 
A meditação aumenta a produção desse neurotransmissor, funcionando como um antidepressivo natural. 
Em Cotia, em São Paulo, um programa de meditação para crianças carentes, conduzido pela monja Sinceridade no Templo Zu Lai (sede da primeira universidade budista do país), tem resultado em mudanças no comportamento de 128 meninos de favelas.
“Eles melhoraram significativamente a concentração. E a convivência social com eles tornou-se mais tranqüila”, diz ela.

FAST FOOD MENTAL?
Toda essa popularidade, porém, não permite afirmar que a meditação continuará mantendo alguma identidade com a prática ancestral do Oriente. Além de sua gradual transformação em técnica laica, ocorre neste momento uma rápida adaptação do modo de usá-la ao estilo de vida ocidental.
Em vez de contemplações que duram uma eternidade (você aí teria pique para ficar quatro horas sentado no chão, imóvel, como faz diariamente o Dalai Lama?), tornou-se padrão a meditação de 20 minutos duas vezes ao dia. 
Ainda assim, isso parece exigir uma boa dose de sacrifício de inquietos habitantes de metrópoles como Nova York e São Paulo.
No próximo ano, o autor Victor Davich lançará nos Estados Unidos o livro Eight Minutes that Will Change your Life (“Oito Minutos que Mudarão sua Vida”) no qual defenderá um tipo de meditação “fast food” de não mais que oito minutos. 
Segundo ele, esse é o tempo que os americanos estão acostumados a se concentrar diariamente: os blocos de programas de TV duram exatamente isso, entre um comercial e outro.
Da mesma forma, os mantras sonoros em sânscrito das meditações místicas foram substituídos por mantras mentais, baseados em palavras escolhidas ao acaso.
Tais ajustes são vistos com reservas por iogues, praticantes tradicionalistas e até instrutores mais liberais, como a americana Susan Andrews, para quem é saudável tirar a meditação “das nuvens do esoterismo” e aproximá-la da ciência.
“Relaxamento e pensamento positivo são efeitos colaterais da meditação, não sua meta”, diz Susan. 
“O grande alvo é atingir a hiperconsciência, o samadhi, aquele estado de plenitude, iluminação e êxtase indescritível.” 
A questão é que para chegar lá o meditador precisa deixar de lado a idéia de que meditar não implica qualquer esforço, cuidando de manter a concentração firme e afinada por pelo menos uma hora. 
E isso, admitamos, é algo que também exige um preparo de monge.

Jomar Morais

sexta-feira, 4 de abril de 2014

cama, mesa e roupa lavada


Quando consegues viver com alguém que não amas, ou não tens amor-próprio, ou andas a fornicar ao mesmo tempo com outros na procura de algo que nem tu sabes bem o que é, ou o teu coração pertence a alguém que não escolheu pertencer-te.
Ou então, é um parasita que gosta do conforto de ter cama, comida e roupa lavada sem se chatear muito.

Geralmente, esta expressão de "cama, mesa e roupa lavada" associa-se a homens, mas quantas mulheres existem por aí que mantêm casamentos de fachada apenas e só para garantirem as suas roupas, sapatos, malas e perfumes de marca?

Agora, vocês dizem:
Depende de muitas coisas.
A realidade por vezes não tem a ver com o amor próprio e afins e nem todos têm coragem ou idade para alterarem.


É tudo tão relativo, não é?
Pensam vocês...

ESCUTAR O CORPO


A escuta activa do corpo é um acto de profundo compromisso contigo própria: de te conheceres melhor, de confiares plenamente na sua/tua sabedoria, de aceder a dimensões ainda não conhecidas, de te honrares e à vida. Se te permitires. 
Se te permitires adentrar nesta viagem de descoberta, percepcionarás um manancial riquíssimo de informação sobre ti e sobre o ambiente que te circunda. Se te permitires seguir essa informação, descobrirás que reforças a confianças pessoal, que a vida flui magicamente (depois irás perceber que flui apenas naturalmente) e que começas a experienciar momentos de liberdade plena, que mais não é do que agir com base no sentir interno, reduzindo a dependência da validação dos outros, supostamente mais entendidos que tu.
Se permitires manter-te ligada a esse fluxo de possibilidades criativas tão tuas, irás apaixonar-te (mais) pela vida. E irás encontrar-te num estado de ser em celebração, em agradecimento, em presença, em prazer e cheia de energia. E com desejo! De momentos contigo, de momentos de abertura e de partilha.
Esta é uma espiral de movimento crescente, cada vez mais expandida, cada vez mais profunda em autenticidade. Para nela entrar, basta um passo dar. E depois outro e outro e... outro... e... é descobrir que o corpo regista e armazena tudo o que vivemos, pelo que há muito que transmutar e conscientemente experienciar. 

O corpo fala através da intuição, de sentimentos, de sensações (temperatura, estremecimento, vazio/cheio, borboletas no estômago, coração apertado, relaxamento, entre tantas outras) e todas nós temos o nosso próprio código de linguagem característico e natural, o qual pode ter variações e upgrades, à medida que o vamos conhecendo melhor e expondo-o a novas situações ou a novas formas de abordar as mesmas situações.
Sintonizares-te com as mensagens do teu corpo é, mais espontânea e livremente, alinhares-te com a tua energia sexual e com as formas com que ela se quer expressar através de ti e contigo e em consciência observares-te e conheceres-te um pouco mais e mais e.. mais... até que ele é a tua bússula nas decisões mais significativas ou nas mais singelas, sendo que todas são igualmente importantes, em termos de autoconhecimento.
Estou a falar de como te alimentares, do que criar, com quem te relacionares, para onde viajar, que curso tirar, fazer amor ou não, que contraceptivo(s) usar, que flor escolher... Sem ne-ce-ssi-da-de de esperar aprovação ou pedir conselhos (sim, estou a repetir-me porque este hábito é difícil de largar); com muita vontade de veres e sentires o poder das tuas escolhas.
Com foco no interior do corpo, desfocando da sua aparência.
Se te sentes desconectada do corpo, uma boa via para a religação é começares a movimentá-lo - caminhar, dançar, praticar yoga - receber massagem e subjectivo, mas poderoso, simplesmente perguntar-lhe: como te sentes? O que queres comunicar-me?
Se realmente funciona? Vai dentro e escuta!

Tamar

David Beckham


O relógio, os botões de punho, o tecido da camisa, ...e o tecido das calças?
UI!!!!!!
O tecido das calças é uma coisa do outro mundo!

E as linhas?
De cortar a respiração...

MAS QUE CU É ESTE, MENINAS?????????
Até estou em falência...
Aqui a Tia Hedonê sugere, para este fim-de-semana, aos seus queridos e queridas, que de Inglaterra, viajemos até Cuba.

Este fim-de-semana, servido em corpo... perdão! Em copo a condizer temos: Cuba Libre - uma mistura de Rum com Coca Cola - o que faz todo o sentido se pensarmos que o rapaz assentou arrais, e bem assentes,com a Spice Girl.
E mesmo que esteja frio, recomenda-se servido com muito gelo, pois que a temperatura sobe ante tamanha visão.

Os Cubanos chamam à Cuba Libre, una Mentirita.
Mas David Backhman não é una mentirita.
É com a sobriedade do seu "tecido" que nos embriaga os sentidos.

Versátil em tudo com o que nos tem presenteado.
Quem se esquivaria de ir ao beija mão no final de um jogo de futebol?

Será Intocável? Não sabemos.
Mas é incontornável, e depois desta visão já não passamos sem ele.

Tão depressa pode ter o olhar mais doce e o sorriso mais ternurento deste mundo, como pode ter o olhar duro como aço.
Trespassando-nos a Alma e cortando-nos a respiração.
Intenso.
Denso.
Como quem esconde uma história lá por detrás desse olhar... às vezes triste.

Cubano Puro. Puro Havana.
Para ser degustado durante o fim-de-semana em tragos suaves e longos.

Um Monte Cristo, e mais uma garrafa de rum aqui para o Boudoir, por favor!

E que ninguém se Cohiba de nada.
As minhas queridas têm tudo a que têm direito.
Cartão Vip, incluído.

A Tia continua a achar que o ar atlético,o talento, a densidade , a inteligência e o humor são afrodisíacos. Todos os sentidos bem alimentados.

Espero que tenham um fantástico fim-de-semana, sabendo que neste Boudoir podem sempre, entre muitas outras coisas, ver para além do que a vista alcança (com colírio ou sem ele).
Sentir com todos os sentidos.

Chuacss da Tia, que está a ficar emocionada.
É que este homem é tão intenso e misterioso, que me faz cócegas na inteligência...

quinta-feira, 3 de abril de 2014

Gorduras Trans


Eu até hoje não tive de fazer nenhum tipo de dieta...
E confesso que é um assunto que me faz alguma confusão, porque não existe consenso em termos de estudos clínicos.
Uns dizem que a carne vermelha faz mal, outros dizem que faz bem por causa da L-Carnitina.
Uns dizem que enchidos fazem mal, outros dizem que fazem bem.
Uns dizem que as legominosas são imprescindíveis, outros dizem que se tem de cortar.
Uns dizem para comer muita fruta, outros dizem para comer com muita moderação por causa da frutose.
Uns dizem que se deve cortar com os alimentos com glúten, outros dizem que se tolerar bem deve comer.
E a lista continua...

Vivemos sobre um autêntico TERRORISMO ALIMENTAR!!!



Mas, o único cuidado que tenho é com o Açúcar refinado, farinha refinada e Gorduras Trans.
Estas últimas, como são sintéticas, são verdadeiramente prejudiciais à nossa saúde.



As gorduras trans são um tipo especial de que, em vez de ser formado por ácidos graxos saturados ou insaturados na configuração cis, contém ácidos graxos insaturados na configuração trans.
Em outros termos, são um tipo específico de gordura formada por um processo de hidrogenação, quer seja natural (ocorrido no rúmen de animais artiodátilos) ou artificial.

Os ácidos graxos trans não são sintetizados no organismo humano. 
São resultantes de um processo chamado de hidrogenação. O objectivo desse processo é adicionar átomos de hidrogênio nos locais das duplas ligações, eliminando-as. Porém essa hidrogenação é geralmente parcial, ou seja, há a conservação de algumas duplas ligações da molécula original e elas podem formar isômeros, mudando da configuração cis para trans.

Existem dois tipos de hidrogenação:

A bio-hidrogenação, que ocorre quando os ácidos graxos ingeridos por ruminantes são parcialmente hidrogenados por sistemas enzimáticos da flora microbiana intestinal desses animais;

A hidrogenação industrial, processo em que são misturados hidrogênio gasoso, óleos vegetais poliinsaturados e um catalisador, que geralmente é o níquel (Ni,) sob pressão e temperatura apropriadas. Esse processo vai resultar em ácidos graxos com ponto de fusão mais alto, devido à orientação linear nas moléculas trans e ao aumento no índice de saturação, e maior estabilidade ao processo de oxidação lipídica.



As gorduras trans estão presentes em pequenas quantidades em alimentos de origem animal (no leite e gordura de ruminantes como vaca e carneiro), por influência de uma bactéria presente no rumén desses animais.
Quantidades maiores desta gordura estão presentes em alimentos industrializados (processados), como biscoitos, bolos confeitados e salgadinhos.
As gorduras trans formadas durante o processo de hidrogenação industrial que transforma óleos vegetais líquidos em gordura sólida à temperatura ambiente são utilizadas para melhorar a consistência dos alimentos e também aumentar a vida de prateleira de alguns produtos.
Em muitas áreas a gordura trans dos óleos vegetais parcialmente hidrogenados substituiu a gordura sólida e óleos líquidos naturais.

Os alimentos que mais provavelmente contêm gordura trans são fritos, molhos de salada, margarinas, entre outros alimentos processados.
A gordura hidrogenada é obtida através da hidrogenação industrial de óleos vegetais (que são líquidos à temperatura ambiente), formando uma gordura de consistência mais firme.
Por suas características, ela melhora a palatabilidade e textura, e aumenta a vida de prateleira dos produtos, por isso é muito utilizada na indústria.
A gordura hidrogenada também é usada por redes de fast-food e restaurantes para frituras.
Produtos como:
margarinas, 
sorvetes cremosos, 
biscoitos, 
bolos embalados, 
tortas embaladas, 
pães embalados tipo panrico, 
salgadinhos congelados, fritos 
pipoca de microondas, 
bombons,
pizzas congeladas
pronto a comer congelado
todo o fast food
salsichas e todo o tipo de enchidos industrializados 
e tudo mais que contenha gordura hidrogenada, são fontes de gordura trans.

Uma maneira segura de comprovar a adição de gordura trans é a leitura da lista de ingredientes do alimento.
Se contiver gordura vegetal hidrogenada, ou gordura vegetal, certamente contém gordura trans.

Alguns fabricantes estão substituindo a gordura hidrogenada pela gordura interesterificada. Estudos preliminares mostram que esta pode ser mais danosa à saúde do que a gordura hidrogenada.

As gorduras trans (GT) - um tipo específico de gordura formado pelo processo de hidrogenação natural ou industrial - estão presentes em alimentos, como carne e leite, além de alguns produtos industrializados.
Não é possível excluí-las totalmente da alimentação – embora em alimentos industrializados elas possam ser substituídas - porém nem sempre com um resultado satisfatório em relação à textura e ao sabor.

O consumo excessivo contribui para o aumento do colesterol total e do LDL (o colesterol mau) e ainda promove a redução dos níveis de HDL (o colesterol bom), trazendo riscos para o coração e a saúde de forma geral.
Pelas orientações, não se deve consumir mais do que 2 gramas por dia.
É importante ler as informações nutricionais, bem como a lista de ingredientes.
Fique atento a nomes como gordura hidrogenada, gordura parcialmente hidrogenada, gordura saturada e banha, consumindo com moderação estes tipos de alimentos.



Aqui estão 10 sugestões para afastar os riscos da gordura trans de sua dieta:

1. Evite alimentos fritos 
Frango, pastéis, salgadinhos e outras frituras carregam gordura trans e colesterol.
Em vez de fritar, uma opção é usar a frigideira para “saltear” o alimento - método que pode ser considerado uma fritura com pouca gordura. Não se esqueça de usar óleos líquidos, como azeite ou óleo de canola e em quantidade adequada para manter as calorias sob controle.

2. Modere no fast food 
As redes fast food têm fama de cardápios ricos em colesterol, mas muitas cadeias de restaurantes já oferecem opções saudáveis para o coração.
Dica: procure alimentos frescos e evite frituras e molhos com muito queijo e condimentos.
Opte por saladas, peixe ou frango grelhado, batata cozida.
Além disso, pule as sobremesas fritas, biscoitos e tortas recheadas.
“Evite os molhos muito calóricos, mas não precisa ter fobia de molhos.
Um a base de azeite ou do tipo rose dão gosto às saladas, sem comprometer a saúde”, diz Cynthia.

3. Reduza o consumo de preparados instantâneos de sobremesa
Misturas para bolos e doces podem ser convenientes, mas muitas têm quantidades de gorduras trans. Experimente fazer um bolo da forma tradicional, incorporando gorduras saudáveis e polvilhe açúcar de confeiteiro por cima em vez de glacê.
“Use leite desnatado, óleos vegetais ao invés de manteiga.
Outra dica é o iogurte natural desnatado ao invés de chantilly.
Nas tortas doces, troque a ‘massa podre’ (que requer grandes quantidades de gordura) por massa feita com biscoitos ou cereais integrais”, sugere a nutricionista Maria Fernanda.

4. Atenção ao consumo de macarrão instantâneo e sopa em copo 
São coringas numa dieta de quem não tem muito tempo.
Mas a grande quantidade de gorduras trans deve fazer você diminuí-los de seu dia a dia. A alternativa pode ser essa: faça uma panela grande de sopa no fim de semana, divida-a em porções individuais, congele e tenha várias refeições deliciosas e nutritivas.

5. Escolha cuidadosamente os congelados 
Você não tem que evitar o corredor de comida congelada do supermercado.
Só precisa fazer escolhas nutritivas.
Por isso, leia os rótulos e escolha os alimentos mais próximos à sua forma natural e evite os que tenham gordura saturada, trans e colesterol.
Faça um stock de vegetais e frutas congeladas sem molhos.

6. Evite os doces recheados 
Quando se trata de recheios pastosos – com ingredientes de origem animal (como leite, ovos) –, a melhor maneira de reduzir as gorduras é evitar esses alimentos.
Boas opções são doces com grãos integrais, muffins de farelo de trigo ou frutas e iogurtes.

7. Reduza a quantidade de margarina 
Durante anos, as pessoas acreditaram que a margarina era melhor do que a manteiga, que é rica em colesterol.
Descobriram, então, gordura trans nas margarinas.
Mas hoje o problema foi corrigido e você pode mantê-la em sua dieta – ou usar um creme vegetal. Fique atento apenas a quantidade a ser consumida.
“Ainda existe muita controvérsia a respeito dessas substituições. A margarina não contém colesterol, mas contém gorduras saturadas que também promovem o aumento do colesterol. Ou seja, o melhor é optar por aquele alimento que mais agrada em termos sensoriais e usá-lo em pouca quantidade para passar no pão (o mínimo possível).
Costumamos recomendar ‘uma ponta de faca”, diz Maria Fernanda.

8. Não abuse de alimentos pré-prontos 
Eles parecem tão fáceis de preparar...
Mas aqueles pacotes de pães de queijo, pizza, massa, biscoitos, tortas congeladas podem estar carregados de gorduras trans.
Vá para as prateleiras de alimentos de grãos integrais.
Ou, como no caso dos bolos, faça seu próprio alimento.
“Quando preparamos os alimentos em casa, sempre é possível usar menor quantidade de gordura, optar pelos óleos vegetais e preferir ingredientes mais saudáveis, como farinhas integrais, leite desnatado, queijo branco, frutas e pouco açúcar”, reforça Maria Fernanda.

9. Atenção à pipoca de microondas 
Pipoca pode fazer parte de uma dieta saudável para o coração, mas não quando é carregada de sal, colesterol alto, manteiga. “O excesso de sal na alimentação está directamente associado a risco de hipertensão”, lembra Maria Fernanda. Prefira a pipoca “neutra” e adicione você mesmo o sal (pouco) ou outros temperos. Para pipoca doce, acrescente uma pequena quantidade de mel e canela.

10. Prefira café sem chantilly 
É bom o chantilly por sobre o café. Mas as gorduras estão ali a boiar e podem contribuir para níveis elevados de colesterol. Se quiser suavizar no café, tente um pouco de leite desnatado ou apenas aquela espuma de leite.

SABER COMER


Alimentos que nos chegam ao prato não foram feitos para comer, diz a médica Cristina Sales.

E se o seu organismo não reconhecer aquilo que você come como um alimento? 
Defende-se, inflama-se, fica doente.
É o que fazem muitos dos produtos que levamos à boca.
Cristina Sales, médica e especialista em alimentação, garante que na origem da maioria das doenças que afectam o homem do século XXI está o que comemos e o modo como o fazemos.
É que os alimentos são veículos de comunicação: dizem às células como devem comportar-se.

Precisamos de mudar a forma como nos alimentamos?
É obrigatório que o façamos porque a alimentação que a população dos países ocidentais, incluindo Portugal, passou a fazer nos últimos cinquenta anos é o que está na origem da maior parte das doenças endócrinas, metabólicas, autoimunes, degenerativas e alérgicas. As novas epidemias devem-se sobretudo aos estilos de vida e à alimentação que fazemos desde o pós-guerra.

A alimentação é decisiva para a saúde e o bem-estar mas está a provocar doenças e a aumentar a mortalidade precoce?
A geração dos nossos filhos terá uma esperança de vida mais reduzida do que a nossa por causa dos estilos de vida e da alimentação. Primeiro, os produtos altamente processados pela indústria alimentar conduzem a uma desnutrição em nutrientes fundamentais e ingerimos uma grande quantidade de calorias vazias. Segundo, são muito diferentes dos alimentos originais e o organismo não sabe lidar com eles, não os reconhece como alimentos. Depois, há uma sobrecarga tóxica inerente à alimentação que provém dos agroquímicos (da produção), dos conservantes, corantes e adoçantes que são adicionados para preservar os produtos durante mais tempo e para os manter bonitinhos.

São alimentos para ver…
Os produtos que nos chegam ao prato foram feitos para vender e não para comer. Não têm nada que ver com os alimentos que ingerimos e que nos fizeram viver e sobreviver ao longo de milhões de anos. Esta mudança ocorreu tão depressa que o organismo não está adaptado para gerir, digerir e assimilar estes produtos, pelo contrário, vê-os como substâncias estranhas e reage, inflamando-se.

Como é que podemos livrar-nos dessa teia?
As escolhas alimentares são condicionadas pela publicidade, as pessoas não são ensinadas a escolher. Quem é que é ensinado a consumir maçãs ou laranjas?
Ninguém. A informação que passa de forma subliminar através dos anúncios da TV e dos jornais é que se deve beber sumo de maçã e de laranja. Mas se alguém ler os rótulos das embalagens verifica que contém imenso açúcar, frutose, acidificantes, etc., e o que falta é a maçã e a laranja. É preciso informar, ensinar e consciencializar a população.

A atitude da indústria alimentar tem de mudar?
No global sim, mas também depende do que a indústria faz. A conservação de alimentos através da congelação, por exemplo, é perfeita. Os legumes congelados são uma ótima opção, por vezes mais económica, e chegam ao consumidor mais frescos e com mais nutrientes do que os que são mantidos durante cinco ou seis dias nas cadeias de distribuição. Já quando falamos de alimentos que têm de levar uma quantidade enorme de aditivos para serem consumidos – é o caso das carnes de muito má qualidade e dos aproveitamentos que se fazem dos restos dos mariscos – é diferente. Sempre que tivermos de dobrar a língua muitas vezes para conseguir ler o que está escrito nos rótulos é porque não é comida. Não compre. Será qualquer coisa que do ponto de vista nutricional, químico e metabólico está muito longe do alimento original.

Está a falar de alimentos que duram ad eternum?
Por exemplo. Como é que duram? Fizeram-se estudos com hambúrgueres e batatas fritas – uns feitos em casa, com carne picada, e batatas que foram descascadas, outros com produtos processados e embalados – e verificou-se que ao fim de trinta ou quarenta dias alguns hambúrgueres se mantinham iguaizinhos. Não se degradaram, ao contrário dos que foram feitos em casa, que estavam estragados três dias depois. Ora alguém acha que uma coisa daquelas pode ser comida?

Quando ingerimos produtos desse tipo como é que o organismo reage?
Defende-se e inflama-se ou agarra naquelas coisas que não considera importantes e arruma-as nos depósitos de lixo, que são as células gordas. Estas, além de serem o nosso reservatório de energia, são também o depósito de substâncias tóxicas que o organismo não metaboliza ou não utiliza para impedir que entrem nos circuitos mais nobres. Esta acumulação de lixo cria bloqueios bioquímicos e alterações metabólicas que impedem as células de trabalhar em condições. Hoje ninguém sabe que consequências é que isto tem para o cérebro e o sistema imunitário e para o bom trabalho hepático e digestivo. Os circuitos da toxicidade são cruzados – se uma pessoa come de vez em quando um gelado, um iogurte, umas bolachas ou um sumo que tem um determinado corante é uma coisa, mas se o faz com regularidade, ao fim de seis meses já ultrapassou as doses suportáveis e entra em sobrecarga tóxica.

E o que é que acontece?
Veja-se o ácido fosfórico, um aditivo que está presente em alimentos de consumo diário, como os cereais de pequeno-almoço e os refrigerantes. Quem ingere estes produtos todos os dias, além de ficar com o sistema acidificado e perder cálcio (uma compensação do organismo que depois predispõe à osteoporose), também fica numa excitação – o ácido fosfórico é um estimulante cerebral e é óbvio que uma criança que de manhã come um prato de cereais chega à escola e não para quieta. O ácido fosfórico altera o comportamento e em determinadas concentrações é neurotóxico.

Como é que os alimentos actuam no organismo? 
Os alimentos servem para construir tecido, osso, órgãos, etc., e para nos darem energia, mas o que as ciências da nutrição têm vindo a mostrar é que os alimentos são essencialmente moduladores do comportamento celular – são informadores das células, dizem-lhes como devem funcionar. Imagine que tem um prato com uma determinada quantidade de proteínas (peixe ou carne) e outra de hidratos de carbono. Só a proporção entre a quantidade de carne e batatas ingeridas vai informar o organismo da necessidade de produzir uma hormona ou outra, neste caso insulina (que é a hormona do armazenamento) ou glucagon (a hormona do desarmazenamento).

Explique lá melhor…
Se comer mais proteínas do que hidratos de carbono vai produzir mais glucagon e induzir o metabolismo a ir buscar gordura acumulada para disponibilizar às células, ou seja, vai desarmazenar. Mas se comer mais arroz, massa ou batatas vai dar uma ordem em sentido contrário, vai dizer que é precisa mais insulina e vai acumular gordura.

Mas se as pessoas forem activas podem queimar essa energia…
Isso é outra coisa, o que importa reter é que na proporção hidratos de carbono/proteínas a quantidade de açúcar que chega aos sensores do tubo digestivo aciona imediatamente uma ordem de libertação de glucagon ou de insulina. Se a indicação é libertar glucagon, o organismo vai usar a gordura acumulada, se a ordem for para libertar insulina, o organismo vai armazenar gordura. Isto é pura informação.

Quem quer perder peso tem de saber isso, certo?
Se a pessoa tiver consciência da informação que dá ao corpo tem muito mais capacidade para o modular. Outro exemplo. A leptina, a hormona que sinaliza o apetite, que depende sobretudo do ritmo solar. Ora, uma pessoa equilibrada, que durma de noite e trabalhe de dia, produz mais leptina de manhã (e tem apetite) e ao fim do dia produz menor quantidade (o apetite diminui). Se uma pessoa comer muito à noite estraga este equilíbrio e a certa altura está sempre com fome porque inutilizou os sensores da leptina. Nós somos mamíferos e de noite, quando dormimos, não precisamos de comer. O nosso corpo tem a sabedoria para sinalizar o apetite em função da hora do dia – comer muito à noite estraga essa sinalização, faz ter apetite a toda a hora.

A alimentação é bioquímica?
Os alimentos são veículos de comunicação. Se fizer uma refeição de gordura saturada – uma sopa com um chouriço e depois um cozido à portuguesa – dá um sinal à cárdia (esfíncter entre o estômago e o esófago) para alargar e é assim que ocorrer o refluxo gastroesofágico e aparece a azia. A gordura saturada é um sinal que se dá à cárdia para se manter aberta. Se no dia seguinte a mesma pessoa só comer azeite ou gorduras de peixe não terá azia. Sabe porquê? É que o azeite ajuda a fechar a cárdia. Este é outro exemplo que ilustra a importância do conhecimento. Pessoas mais esclarecidas fazem escolhas mais acertadas.

A forma como nos alimentamos dita o comportamento das células?
Quando ingeridas, as gorduras saturadas e as gorduras ómega 6 (provenientes essencialmente dos animais e dos cereais, sobretudo da soja) são a estrutura a partir da qual as células fazem substâncias pró-inflamatórias. As gorduras ómega 3 – provenientes das algas e dos peixes – são as que permitem que as células produzam substâncias anti-inflamatórias. Se uma pessoa tem uma doença inflamatória (por exemplo, uma alergia, artrite ou doença autoimune) e come muita gordura saturada, esta vai funcionar como substrato para a fogueira e agravar o processo inflamatório da doença que já tem. Ao contrário, se a pessoa ingerir gorduras ómega 3, vai ser capaz de construir extintores de incêndio para que as suas células produzam anti-inflamatórios.

Há outros exemplos?
Se uma pessoa tem tendência depressiva porque não consegue produzir serotonina em quantidade suficiente, deve comer os alimentos que têm os aminoácidos precursores da serotonina – a carne de peru, por exemplo, é extremamente rica em triptofano, que é um precursor da serotonina. Se a pessoa souber isto, no outono, quando o tempo fica mais escuro, porque é que não há de comer mais carne de peru em vez de carne de vaca?

A alimentação e o processo digestivo podem agravar ou controlar certas doenças?
Sim, se uma pessoa tem uma predisposição genética para a diabetes, Alzheimer, etc., a doença só vai manifestar-se se o gene for activado. Mas o que as pessoas precisam de saber é que os genes também podem ser desativados – é a modulação genética através da nutrigenética. Como? O que activa ou suprime a expressão dos genes é a presença de determinados fitoquímicos, substâncias que também se encontram nos alimentos.

Podemos dizer que há alimentos anti-inflamatórios?
Claramente. Os que têm ómega 3 – sardinha, cavala e os peixes das águas frias do Norte. Algumas substâncias vegetais dos legumes (tomate), frutos (quivi) e especiarias (a curcuma, que confere a cor amarela ao caril) também têm efeito modulador de alguns genes pró-inflamatórios. Mas alimentos anti-inflamatórios devem ser consumidos, independentemente de se ter doença ou não. Hoje sabe-se que um cérebro com Alzheimer já está inflamado vinte anos antes da manifestação da doença. Todas as doenças degenerativas começam com processos inflamatórias, as autoimunes também. Não conhecemos é as causas.

Há substâncias que devem mesmo ser eliminadas da alimentação?
Os aditivos químicos. Falo das substâncias químicas que não são alimentos, que são usadas pela indústria alimentar e podem ser geradoras de inflamação em contacto com o organismo. A vida corrente não nos permite evitar todos os aditivos, mas se estivermos despertos para esta realidade teremos mais atenção, faremos escolhas mais saudáveis e ingerimos menores quantidades.

E as gorduras?
As gorduras ómegas 6, que se encontram nas margarinas e nos óleos e que são provenientes da soja, do milho e do amendoim, são claramente pró-inflamatórias. Precisamos de ómega 6 no organismo, mas em quantidades muito reduzidas. O problema é que a cadeia alimentar actual é geradora de uma alimentação extraordinariamente rica em ómega 6 e pobre em ómega 3. Basta pensar que, dantes, as galinhas e as vacas comiam erva, agora comem rações provenientes da soja; os peixes comiam algas, agora comem rações também com soja. Os produtos alimentares que usamos são essencialmente da linha produtora de ómega 6.

Nos supermercados temos centenas de alimentos à escolha. Precisamos de tanta coisa?
Não precisamos de tantos produtos alimentares, necessitamos é de maior diversidade alimentar. Essas centenas ou milhares de produtos que vemos nas prateleiras são provenientes de quatro ou cinco alimentos – cereais, lácteos, açúcares e gorduras – e da indústria de processamento. Se olharmos para a quantidade de legumes, frutos, oleaginosas e peixe que as pessoas comem no dia a dia verificamos que não há variedade alimentar, as pessoas comem quase sempre o mesmo. Já pensou na variedade de saladas que é possível fazer? Mas se perguntar a alguém qual é a que come diz-lhe alface e tomate.

No supermercado fazemos escolhas condicionadas pela publicidade e o marketing. Como podemos fugir a isso?
Só vai mudar com a informação dos cidadãos. Nos países do Norte da Europa, onde a população é muito mais esclarecida, não encontramos nos supermercados esta quantidade enorme de alimentos-lixo – basta verificar que o espaço ocupado por refrigerantes, cereais de pequeno-almoço e óleos alimentares é muito reduzido. Exactamente o oposto do que se passa em Portugal.

A crise económica e as dificuldades das famílias podem piorar ainda mais a alimentação dos portugueses?
Também pode acontecer o contrário. Numa altura em que todos sentimos uma necessidade absoluta de gerir muito bem os orçamentos familiares, devemos fazer listas de compras de forma racional. E antes de comprar certos produtos alimentares, é obrigatório perguntar: «Preciso mesmo disto? Vale a pena? Faz-me ficar mais forte, vital, inteligente? Tem mais nutrientes?» Ocasionalmente, podemos comprar os tais alimentos que não comportam nenhum valor acrescentado mas que agradam ao paladar, mas isso é num dia de festa.

De que produtos podemos e devemos mesmo prescindir quando vamos às compras?
Devemos tirar os refrigerantes, cereais com açúcar, pastelaria, óleos e margarinas – para cozinhar devemos usar o azeite, só azeite. Todos os refrigerantes são um estrago de dinheiro – as pessoas devem beber água. Os cereais com açúcar (os de pequeno-almoço e as bolachas) também são prescindíveis – devemos escolher cereais completos, integrais, que até são mais baratos. Compare-se o preço de uma caixa de cereais de pequeno-almoço com o de um pacote de flocos de aveia, que são altamente nutritivos. A aveia é muito mais barata e muito nutritiva.

Mas comprar carne magra e peixe gordo, frutos e hortaliças é muito mais dispendioso…
Mas há estratégias que podem ser implementadas. Uma é comprar carne de melhor qualidade e comer menos quantidade e menos vezes. É preferível comer carne três vezes por semana em vez de comer carne gorda todos os dias. Além disso, toda a gente ganha se fizer uma alimentação vegetariana dois dias da semana e em vez da carne comer, por exemplo, arroz de feijão ou grão-de-bico com massa. Se se acrescentar hortaliças, ervas aromáticas e azeite, podemos dizer que são refeições perfeitas. Menos carne, mas de melhor qualidade; mais peixe (incluindo cavala e sardinhas, frescas ou em conserva de azeite) e ovos (podem ser consumidos três ou quatro por semana) são opções a privilegiar.

Não retira massa, arroz ou batatas ao seu carrinho de compras?
Não, mas reduzo as quantidades ingeridas. No prato devemos ter pequenas porções de massa, arroz ou batatas e maior quantidade de hortaliças, legumes e leguminosas.

Fala-se muito na responsabilidade social da indústria farmacêutica, que ganha dinheiro à custa do tratamento dos doentes. E quanto à responsabilidade social da indústria alimentar, que ganha dinheiro atirando-nos para a doença?
A indústria alimentar está a fazer maus alimentos, mas a verdade é que as pessoas só compram o que querem. Sei que quanto menor é a informação maior é a permeabilidade ao marketing, mas o caminho também se faz através da informação dos cidadãos e da sua responsabilização. Custa-me imenso ver nas caixas de supermercado que as pessoas aparentemente mais pobres também são as que levam os carrinhos repletos de produtos inúteis e nefastos para a sua saúde. É preciso repensar a política alimentar e inovar.


QUEM É CRISTINA SALES E O QUE É A MEDICINA FUNCIONAL INTEGRATIVA?

A medicina que Cristina Sales exerce dá pelo nome de medicina funcional integrativa – reúne diferentes disciplinas, profissionais e recursos terapêuticos, é centrada na pessoa e procura entender onde estão os desequilíbrios que desencadeiam a doença.
Para uns, trata-se de uma abordagem vanguardista, mais adaptada aos pacientes, ao tratamento e controlo das chamadas doenças da civilização.
Para outros, a prática médica de Cristina Sales ainda gera alguma desconfiança.
Quem não receia são os doentes que a procuram – sobretudo pessoas que vivem com doenças crónicas (alergias, enxaquecas, fadiga crónica, doenças inflamatórias, endócrinas, metabólicas e autoimunes) e que não encontraram resposta satisfatória para os problemas que as afectam.
Uma consulta com a médica do Porto dura uma hora e não se marca de um dia para o outro. 
Porque os pacientes já são muitos e porque as palestras e conferências em que Cristina Sales é oradora convidada também são frequentes.


O campónio, o leitor de novelas e o puro asceta


O campónio, o leitor de novelas, o puro asceta-estes três são os felizes da vida, porque são estes três que abdicam da personalidade
- um porque vive do instinto, que é impessoal,
- outro porque vive da imaginação, que é esquecimento,
- o terceiro porque não vive, e, não tendo morrido, dorme....

...Não posso ser nada nem tudo: sou a ponte de passagem entre o que não tenho e o que não quero...

Bernardo Soares

Manifesto...


MANIFESTO POLÍTICO AMOROSO

A pergunta chave para este mundo apressado (digamos assim) e para quem escolheu esta vida/via do corpo inteiro é:

Pode ter-se uma carreira, uma família (e sobreviver com ela) e um amor/paixão, por anos infindos?

Que leva a outra:

Os sacrifícios, as privações e as sequelas do esforço do que mais tempo ocupa necessariamente, e onde se desatam outros amores e paixões como podem ser os ofícios (de viajante ou escritor, por exemplo), permitem chegar intacto e inteiro ao resto, e cuidar do resto, em condições ditas saudáveis e harmoniosas e frutíferas, para todos, sem que se troquem os afectos por papel ou missivas?

As únicas respostas que tenho, nascidas desta experiência imensa chamada Vida, são que nenhum Amor resiste, nenhuma família estreita laços saudáveis, sem estas palavras em acção e imanentes na espuma dos dias:

Cooperação
Carinho
Respeito
União
Tolerância
Humildade
Entrega incondicional
Escuta
Verdade/Sinceridade

Entrego pois ao destino e às minhas mãos fabris e febris tudo o que acredito que morra no mais simples gesto, pois é para aí que dirijo a vida, fazendo da minha ínfima vida um trabalho sobre mim de onde me nasçam todas as artes.
Entre todos e todos por um (falo de todos à face da terra) acharemos oásis de paz e prosperidade a cada dia, semana e mês que passar.

É a minha fé.
É a minha verdade.

Tiago Salazar

quarta-feira, 2 de abril de 2014

o futuro...e a tecnologia


Da forma que vivemos estamos sempre insatisfeitos, somos estimulados ao consumo sempre de novos e mais modernos produtos. 
A essência como o senhor falou, é a satisfação, mas isso não nos levará a um comodismo?

Monge Genshô – Não, não levará. Nós estamos subestimando o que vai acontecer connosco. As pessoas que querem regredir e voltar para uma vida do machado, não sabem como era nessa época. Nenhum índio que conheça a civilização deseja voltar a sua vida tribal. As pessoas morrem com vinte e poucos anos em média e mais da metade das crianças morre antes de completar um ano. Fome e frio são situações frequentes. Nós tivemos conquistas maravilhosas com a civilização. A libertação feminina é uma destas conquistas que veio com a revolução industrial. Antes disso, rachar lenha era trabalho para homem. Antes da medicina desse século tínhamos mais homens que mulheres, pois a mortalidade de mulheres no parto era enorme. Vivemos hoje quase o dobro do que vivíamos na década de quarenta. A solução para a humanidade não é menos tecnologia, o problema é que a tecnologia que empregamos é pobre e muitas vezes burra e destruidora, mas é perfeitamente possível ter casas auto-suficientes energéticamente, não precisamos produzir tanto lixo, não precisamos lançar os dejectos no mar, não precisamos matar para comer pois, com a tecnologia disponível hoje, muitas coisas não seriam necessárias.

Com mais tecnologia podemos consumir de forma diferente, mas precisamos de educação e conhecimento, porém, a humanidade está à beira de passar por uma situação que é a extinção do trabalho. Mais algumas décadas e a maior parte do trabalho será feito por máquinas com inteligência artificial e muitas das profissões que conhecemos terão se extinguido. Nesse momento, os homens terão que olhar para si mesmos e perguntar qual o sentido da vida. Já vivemos situação parecida na época dos escravos na qual uma pequena parcela da população, cerca de 10%, era cidadão, isso aconteceu em Atenas. Cada cidadão ateniense tinha nove escravos e ele não precisava fazer nada. Como resultado, a Grécia produziu filosofia.

Teremos que descobrir novas coisas para fazer, pois toda nossa educação irá mudar totalmente. As religiões sofrerão enorme crise, pois iremos perguntar se um cérebro eletrónico que é capaz de pensar e atinge auto consciência, tem alma ou não, está vivo ou morto e quem ele é. O budismo tem a resposta para isso, mas as religiões com almas não. As pessoas estão sendo invadidas por tecnologias cada vez mais sofisticadas sem que elas mesmas decidam como será seu mundo. Outras pessoas estão decidindo por elas, algumas poucas pessoas estão decidindo por todas as outras. Não vejo como isso poderá mudar, pois se você pergunta para uma pessoa ela olha para o passado, como na idade do ouro, mas estão enganadas sobre isso. A humanidade sempre olhou para o passado pensando ver uma idade dourada, isso sempre aconteceu, em todas as eras. Talvez esse seja o momento de olhar para o futuro e o budismo está preparado para isso, pois ele não busca ilusões e sim lucidez e clareza. Não desejamos santos ou pessoas iludidas, queremos homens e mulheres despertos, lúcidos e com clareza mental. Isso pode mudar o mundo.

Dançar


Sabia que a dança melhora a sua sexualidade?
Sim, a dança estimula o corpo, desperta os sentidos, aumenta os níveis de prazer libertando serotoninas, endorfinas e ocitocinas, hormonas responsáveis pelo nosso estado prazeroso e de felicidade.
A dança cria ritmo no corpo puxando a nossa energia da terra.
Se for uma dança mais tribal, que mexa mais o corpo vai puxar a nossa energia da Kundalini, criando um fluxo de energia muito intenso que nos vai abrir todo campo sensorial.
Se durante a dança usarmos movimentos da bacia e contracção dos músculos do períneo vamos tomar mais consciência de toda nossa musculatura interna e de toda o nosso potencial energético e sexual.
Dancem sempre e tomem consciência do corpo e do que vos dá a sentir.
E lembrem-se para nos conectarmos com o nosso ser consciente precisamos de sentir e viver o corpo.

Tara 

Abandonados


“Quer queiramos quer não, todo aquele que nos abandona é porque é suposto não ficar mais connosco.
Todavia, uma partida não representa necessariamente um final.
Bem pelo contrário.
Uma partida pode muito bem ser um recomeço, o início de algo novo que nos vai permitir de conhecer novas verdades. Sempre que alguém sai da nossa vida, deixa de cada vez algo connosco, mas também nos tira sempre alguma coisa.
Na verdade, sempre que alguém sai da nossa vida, nunca mais ficamos iguais.
A mudança que acontece em nós permite-nos no entanto descobrir e aceitar um novo sentido na vida, da mesma forma que a sua negação pode realçar em nós a frustração e a dor próprias de um abandono.
Alguém me disse um dia que toda a mudança só tem sentido se nos tiver ensinado a deixar partir em paz aqueles que nos abandonaram e nos tiver feito compreender que já nenhum deles vai mais alguma vez conseguir mudar-nos.
Quem mo disse, não podia estar mais certo.
Contudo, permitam-me acrescentar que, se não conseguirmos perdoá-los, arriscamo-nos a nunca entender a razão pela qual fomos abandonados.”

José Micard Teixeira

terça-feira, 1 de abril de 2014

Ray Charles - Georgia On My Mind

Dieta Cetónica


A Dieta cetónica, defende a eliminação do consumo de carboidratos. 
Ela segue a mesma linha da Dieta das proteínas, atacando directamente as gorduras acumuladas em excesso.
Quando os carboidratos estão escassos, o organismo busca outra forma de energia iniciando assim a quebra da gordura (ácidos graxos). Em outras palavras, da quebra dos ácidos graxos são produzidos os corpos cetónicos.
E essas fontes alternativas de energia para seu organismo, seriam as gorduras acumuladas!

O que são os Corpos Cetonicos?
Os corpos cetonicos são três substâncias que são produtos derivados da quebra dos ácidos graxos para fornecer virilidade.
Ao contrário do que o nome "corpos" pode sugerir, eles são componentes solúveis, não partículas.


Como isso é feito?
Simples.

Pode-se dizer que a dieta é constituída de três fases, tendo duração total de no máximo 15 dias, como segue:

A primeira fase é a mais difícil.
Vamos eliminar totalmente o consumo de carboidratos de nossas refeições, obrigando nosso organismo a gastar seu estoque totalmente.
Essa fase dura cerca de 2 dias para a maioria das pessoas, podendo chegar a 3 dias em alguns casos, conforme seu metabolismo.
É fundamental que nesta fase não seja ingerido absolutamente nada de carboidrato para acelerar todo o processo. Assim que o estoque de carboidratos se esgotar, nosso organismo iniciará um processo chamado de cetogénese, no qual é feita a produção dos corpos cetónicos,responsáveis por gerar energia a partir da quebra dos ácidos graxos.
Com isso, a gordura acumulada sob a nossa pele passa a ser utilizada como fonte de energia para o organismo e a perda de peso se inicia.
Entretanto, este processo pode ser perigoso para o organismo, se mantido por longos períodos de tempo, o que poderia ocasionar a cetoacidose.
É por isso que a Dieta do Cetónico não pode ser mantida por longos períodos de tempo.

Na segunda fase, continuaremos evitando os carboidratos, mas haverá uma tolerância para ingestão de até 20 gramas diárias, o que corresponde a aproximadamente 10% da necessidade normal de nosso organismo. Esta fase começa assim que a cetogénese teve início e vai até o final da primeira quinzena da dieta.
Uma característica interessante desta fase é que você automaticamente terá uma sensível e natural redução de apetite.

Na terceira e última fase, diversas frutas serão liberadas para consumo, desde que sua composição tenha menos que 10% de carboidratos, o que já torna a dieta menos restritiva e menos sofrida.

Durante a dieta, procure praticar exercícios regularmente, dentro de suas possibilidades, nem que seja apenas caminhada.
Quanto mais energia você gastar, mais gordura o seu corpo irá queimar e mais peso você perderá.
A dieta pode ser feita por no máximo 15 dias sem interrupção. 
Após esse período, é necessário interrompê-la por pelo menos três dias, podendo ser retomada uma única vez por outro período de 15 dias. 
Em hipótese alguma prossiga com ela por mais tempo que isso, caso contrário você poderá prejudicar seriamente o seu organismo.

ALIMENTOS PROIBIDOS:
CEREAIS:arroz,trigo, milho;
LEGUMES: feijão, grão-de-bico, lentilha, ervilha, amendoim torrado;
FRUTAS: algumas com mais de 20% de carboidratos: banana, uva, figo, ameixa, caqui;
TUBÉRCULOS: batata-doce, batata, salsa, mandioca;
AÇÚCARES: sacarose (açúcar de cana ou beterraba), glicose (açúcar de uva), lactose(açúcar de leite), maltose (açúcar de malte), frutose ou levulose (açúcar de frutas);
OUTROS: leite, bolachas, farinha, mel, geléia, cerveja, apresuntado, cenoura, beterraba, maisena, macarrão, iogurte, pudim, achocolatados, salsicha, conservas, sagu, coxinha, tortas, gorduras trans.

ALIMENTOS PERMITIDOS EM TODAS AS FASES
Os seguintes alimentos podem ser consumidos em todas as fases da deita, sem restrições, podendo ser ingeridos à vontade:
VERDURAS E LEGUMES: repolho, alface, tomate, couve-flor, couve, brócolis, pimenta,cebola, pepino, abobrinha, quiabo, nabo, rabanete, acelga, jiló, salsão, chicória, escarola,palmito, berinjela, azeitona, pimentão e salsa.
BEBIDAS: café, chá de ervas, limonada (sem açúcar é lógico, não usar limão rosa).
OUTROS: creme de leite, bacon, ovos, linguiça de porço, carnes de peixe, frango, presunto cozido, queijo, nata, nozes.

ALIMENTOS PERMITIDOS APENAS APÓS OS PRIMEIROS 15 DIAS
Após 15 dias, é permitido comer frutas que tenham menos que 10% de seu peso em carboidratos, mas sempre com moderação.
São elas:
abacate
abacaxi
caju
carambola
castanha-do-pará
leite de coco
figo
goiaba
jaca
limão
maracujá
melão
morango
pêssego



Ai o Carago...oxalá eu nunca precise de fazer isto!!!!!!!!!!!!!!!


Câncer sem Glicose Morre de Fome, Células Normais Não (LEGENDADO)



Dieta Cetogénica no combate ao Cancro!

A dieta cetogénica faz uma mudança no metabolismo provocando uma condição chamada cetose, que acontece porque o corpo passa a queimar a gordura e usar como fonte de energia ao invés do açúcar. Essa troca de mecanismo metabólico acontece quando não há ingestão de alimentos com açúcar ou carboidrato e sim gorduras e proteína.

Esta dieta emagrece porque diminui o apetite e cria uma sensação de bem estar, ajudando assim o paciente com epilepsia, obesidade ou até câncer a cumprir-la.

Esta dieta faz com que o organismo utilize gordura do próprio corpo como fonte de energia principal, fazendo o indivíduo emagrecer rapidamente.

Na dieta cetogénica são eliminados os alimentos com carboidratos como massas, pão, biscoitos, sorvete, arroz, bolo, chocolate.
Em compensação, tudo o que não é carboidrato, alimentos ricos em proteína, gordura e fibras como bacon, queijos, ovos, patês, presunto, todos os tipos de carne e peixe, mortadela, legumes e azeite podem ser consumido à vontade, quantas vezes quiser, na quantidade que quiser.

Há dois tipos de dieta cetogénica, a estrita onde também deve ser reduzido ao máximo a ingestão de carnes e presunto por exemplo, por conter carboidrato na sua composição e também existe a dieta cetogénica moderada, que defende apenas uma redução na ingestão de carboidratos, neste caso, pode estar presente na dieta alimentos como embutidos que são ricos em proteína, mas possuem na sua composição um baixo teor de carboidratos, que se podem avaliar pelo rótulo do alimento.

A dieta cetogénica pode ser contra-indicada para pessoas com mais de 65 anos, com insuficiência hepática ou renal, com doenças cardiovasculares ou cerebrovasculares e também pacientes em tratamento com cortisona. Nestes casos o médico que trata o paciente deve ser consultado antes de se iniciar a dieta.

O cardápio da dieta cetogênica pode ser:

Café da manhã e lanches - ovos mexidos ou omelete com bacon ou qualquer outro embutido ou gelatina sem açúcar;
Almoço e jantar - picanha com legumes temperados com molho ou salmão grelhado com legumes temperados com molho;
Estes são apenas alguns exemplos de refeições que se podem fazer na dieta cetogénica.

Dieta cetogénica cíclica:

A dieta cetogénica cíclica surgiu porque quando se faz a dieta cetogénica por vezes a pessoa pode ficar sem resistência para fazer exercícios físicos e para perder gordura sem ficar flácido, os exercícios são fundamentais. Por isso na dieta cetogénica cíclica se faz um pequeno ciclo de altos carboidratos para preencher os estoques de glicogénio.

O corpo leva três dias para entrar ou sair da cetose, por isso se começa por manter um ciclo de 5 dias comendo proteína, gordura e fibra eliminando os carboidratos e depois alternar para um ciclo de 2 dias comendo pouca gordura, proteína, fibra e muito carboidrato como arroz integral, macarrão integral, açúcar mascavado e frutas.
Os doces, sorvetes, bolos e outras produtos doces devem continuar fora do cardápio.

Qualquer dieta deve ser sempre acompanhada por um profissional de saúde como o nutricionista e o médico que acompanha o paciente caso exista alguma doença crónica associada.

...falta de reverencia



"Hoje em dia, não temos essa reverencia sadia por aqueles que nos abriram as portas... as pessoas vivem sem inspiração... vivem como se ninguém as pudesse ajudar a verem além.
E isso é um egoísmo de não aceitar a sabedoria daqueles que fizeram a passagem.
Isso é diferente de uma reverencia doentia.
É um reconhecimento por aqueles que escreveram os livros que moldaram a nossas vidas.
Vive-se num desespero como se não existisse nada e não conseguimos sair.
Mas quem encontrou alimento em obras assim sabe que ali está a fonte e a chave para sair do labirinto dentro e fora do coração...

As pessoas estão doentes em espírito, assim como no corpo.
Não há um relacionamento profundo e sagrado com a vida, não faz sentido que a vida do indivíduo tenha sentido e valor além de alcançar uma posição de poder e influência na sociedade.
Se insistirmos que não há nada além deste mundo visível, se ridicularizamos os místicos como pessoas iludidas, e deixamos de transmitir aos nossos filhos o trabalho dos artistas visionários, poetas e grandes videntes, o que pode dar-lhes a consciência de que há algo além das preocupações deste mundo material, e que aguarda a sua atenção?""

Kesller Campos

Pantera como totem ou "animal de poder".


(...)
"como quase todos os grandes gatos, a pantera é um símbolo de ferocidade e poder mas sem incorporar o lado solar.
No caso da Pantera Negra, é o lado lunar que transborda.
(...)
A pantera é secreta, silenciosa e elegante .
É solitária por escolha , diz pouco e ouve muito, tem cuidado e não partilha demasiada informação, só a necessária para acalmar as mentes mais curiosas...
Simboliza o feminino, a mãe negra, a lua negra, é o símbolo da morte e do renascimento.
A Pantera Negra ajuda-nos a compreender as sombras, o escuro,a morte e os poderes associados, e assim superar os medos e aprender a usar esses poderes.
(...)
É o totem do feminino em todas as suas vertentes: 
A criança, a virgem, a mãe, a Sedutora, a Guerreira, a Profetiza e a Sábia. 

(...)

Nietzsche dizia : 
O que não nos mata faz-nos mais fortes.

É esta mesma ideia que é fortalecida na vida daqueles que se abrem ao poder da Pantera como totem ou "animal de poder".


Alexandra Melo

Todos temos origens comuns: as mães


"A vida de todo ser humano é um caminho em direcção a si mesmo, a tentativa de um caminho, o seguir de um simples rastro.
Homem algum chegou a ser completamente ele mesmo; mas todos aspiram a sê-lo, obscuramente alguns, outros mais claramente, cada qual como pode.
Todos levam consigo, até o fim, viscosidades e cascas de ovo de um mundo primitivo.
Há os que jamais chegam a ser homens e continuam sendo rãs, esquilos e formigas.
Outros são homens da cintura para baixo.
Mas cada um deles é um impulso em direcção ao ser.
Todos temos origens comuns: as mães; todos proviemos do mesmo abismo, mas cada um - resultado de um tentativa ou impulso inicial - tende a seu próprio fim.
Assim é que podemos entender-nos uns aos outros, mas somente a si mesmo pode cada um interpretar-se."

Hermann Hesse

Beber na fonte....


"Existem coisas que não são verdades actualmente, talvez ainda não nos seja permitido reconhecê-las como verdadeiras, muito embora seja possível fazê-lo no futuro.
Portanto, todo pioneiro deve fazer seu próprio caminho, solitário mas cheio de esperanças, com os olhos abertos, tal como quem é consciente de sua solidão e dos perigos de seus obscuros precipícios.
Nosso tempo anseia por uma nova fonte de vida.
Eu encontrei uma fonte e dela bebi, e sua água me pareceu boa.
Isso é tudo que eu posso e quero dizer.
Minha intenção e meu dever para com a sociedade estará realizado quando eu tiver descrito, tão bem quanto eu for capaz, o caminho que me levou até esta fonte; a acusação daqueles que não seguem este caminho nunca me perturbou, e jamais me perturbará."

C. G. Jung

Upanishades



"A alma não é um homem, nem uma mulher, nem o que não é homem nem mulher.
Quando a alma toma a forma de um corpo, fica limitada por esse mesmo corpo.
A alma nasce e floresce num corpo, com sonhos e desejos, de acordo com as suas obras anteriores. E então renasce em novos corpos, conforme as acções da sua vida passada.
A qualidade da alma determina o seu futuro corpo: terreno ou aéreo, pesado ou leve. Os seus pensamentos e acções podem levá-lo à liberdade, ou conduzi-la à escravidão, vida após vida."

In, Os Upanishades