terça-feira, 22 de novembro de 2011
Nos teus lençóis
Noite de amor ardente
Corpos segredando meus desejos
Suados, famintos, cansados
Poetando sinfonias de prazer
Dedilhando tua geografia
Vivendo as alucinantes fantasias...
Sons indescritíveis e lascivos
Alimento da minha euforia
Mãos desobedientes e tão atrevidas
Tua língua e minha boca, entrega louca...
Meu homem amante, safado, tarado
Fez-me tua, a mulher que sou!
Dia de paixão latente
Corpos eloquentes se entrelaçam
Dentes, unhas, saliva
Proseando com as curvas do teu sexo
Desbravando teu interior selvagem
Padecendo em realidade inebriante
Gemidos desesperados, incontidos
Teu éter me resgata da minha sanidade
Dedos ávidos por teus segredos
Minha boca e teu seio, como anseio...
Minha amazona em chamas, faceira, arteira
Fez-me poeta em teu corpo, o homem em teus lençóis!
Fabio Piva
Carencias
São rótulas tensas
São lábios valentes entregues ao belo,
soprados nas vozes de um único grito.
De um grito insolente, loquaz e contido.
É nessa hora que ecoa a verdade,
da rótula rija, do lábio esculpido...
Extremo gesto. Sutil claridade.
Sombra e contôrno na mesma moldura.
São rótulas plenas e lábios carentes,
pois gestos e sensos jamais se situam.
Buscam o prumo da faca que,
em lâmina pura incide precisa.
Em cortes crescentes, fere.
Dilacera o encontro marcado
dos que se procuram.
Trazidas pelo vento, carregadas pelo pó
Secando lábios , cerrando olhos
Entoando gritos silenciosos
Amargando meu sabor
Vozes trêmulas e coração entregue
Carencia que procura e desnuda
Os meus desejos pueris. Gritos...
Meu corpo reclama
Fio da navalha cortando minha alma
Desejos, espasmos, dor eloquente ...
Preso à tua imagem em rios secos
Vagando, saltando no vazio
Vilã dos meus dias, corte que afia
Leve a magia ou um pedaço de mim
Leve a lua, mas deixe-me aqui!
radiorockpuro
Quando me amei de verdade
Quando me amei de verdade, compreendi que em qualquer circunstância, eu estava no lugar certo, na hora certa, no momento exato.
E então, pude relaxar.
Hoje sei que isso tem nome... Auto-estima.
Quando me amei de verdade, pude perceber que minha angústia, meu sofrimento emocional, não passa de um sinal de que estou indo contra minhas verdades.
Hoje sei que isso é...Autenticidade.
Quando me amei de verdade, parei de desejar que a minha vida fosse diferente e comecei a ver que tudo o que acontece contribui para o meu crescimento.
Hoje chamo isso de... Amadurecimento.
Quando me amei de verdade, comecei a perceber como é ofensivo tentar forçar alguma situação ou alguém apenas para realizar aquilo que desejo, mesmo sabendo que não é o momento ou a pessoa não está preparada, inclusive eu mesmo.
Hoje sei que o nome disso é... Respeito.
Quando me amei de verdade comecei a me livrar de tudo que não fosse saudável... Pessoas, tarefas, tudo e qualquer coisa que me pusesse para baixo. De início minha razão chamou essa atitude de egoísmo.
Hoje sei que se chama... Amor-próprio.
Quando me amei de verdade, deixei de temer o meu tempo livre e desisti de fazer grandes planos, abandonei os projectos megalómanos de futuro.
Hoje faço o que acho certo, o que gosto, quando quero e no meu próprio ritmo.
Hoje sei que isso é... Simplicidade.
Quando me amei de verdade, desisti de querer sempre ter razão e, com isso, errei muitas menos vezes.
Hoje descobri a... Humildade.
Quando me amei de verdade, desisti de ficar revivendo o passado e de preocupar com o futuro. Agora, me mantenho no presente, que é onde a vida acontece.
Hoje vivo um dia de cada vez. Isso é... Plenitude.
Quando me amei de verdade, percebi que minha mente pode me atormentar e me decepcionar. Mas quando a coloco a serviço do meu coração, ela se torna uma grande e valiosa aliada.
Tudo isso é... Saber viver!!!
Kim e Alison McMillen
A vida me ensinou...
A vida me ensinou...
A dizer adeus às pessoas que amo,
sem tirá-las do meu coração;
Sorrir às pessoas que não gostam de mim,
Para mostrá-las que sou diferente do que elas pensam;
Fazer de conta que tudo está bem quando isso não é verdade,
para que eu possa acreditar que tudo vai mudar;
Calar-me para ouvir; aprender com meus erros.
Afinal eu posso ser sempre melhor.
A lutar contra as injustiças; sorrir quando o que
mais desejo é gritar todas as minhas dores para o mundo.
A ser forte quando os que amo estão com problemas;
Ser carinhoso com todos que precisam do meu carinho;
Ouvir a todos que só precisam desabafar;
Amar aos que me magoam ou querem fazer
de mim depósito das suas frustrações e desafectos;
Perdoar incondicionalmente, pois já precisei desse perdão;
Amar incondicionalmente, pois também preciso desse amor;
A alegrar quem precisa;
A pedir perdão;
A sonhar acordado;
A acordar para a realidade (sempre que for necessário);
A aproveitar cada instante de felicidade;
A chorar de saudade sem vergonha de demonstrar;
Me ensinou a ter olhos para "ver e ouvir estrelas",
embora nem sempre consiga entendê-las;
A ver o encanto do pôr-do-sol;
A sentir a dor do adeus e do que se acaba,
sempre lutando para preservar tudo o que é importante
para a felicidade do meu ser;
A abrir minhas janelas para o amor;
A não temer o futuro;
Me ensinou e está me ensinando a aproveitar
o presente, como um presente que da vida recebi,
e usá-lo como um diamante que eu mesmo tenha
que lapidar, lhe dando forma da maneira que eu escolher.
Charles Chaplin
Preciso de Alguém
Preciso de alguém
Que me olhe nos olhos quando falo.
Que me ouça as minhas tristezas e neuroses com paciência.
E, ainda que não compreenda, respeite os meus sentimentos.
Preciso de alguém, que venha brigar ao meu lado sem precisar ser convocado; alguém Amigo o suficiente para dize-me às verdades que não quero ouvir, mesmo sabendo que posso odiá-lo por isso.
Nesse mundo de céticos, preciso de alguém que creia, nessa coisa misteriosa, desacreditada, quase impossível: -
A Amizade. Que teime em ser leal, simples e justo, que não vá embora se algum dia Eu perder o meu ouro e não for mais a sensação de festa.
Preciso de um Amigo que receba com gratidão o meu auxílio, a minha mão estendida.
Mesmo que isto seja muito pouco para suas necessidades.
Preciso de um Amigo que também seja companheiro, nas farras e pescarias, nas guerras e alegrias, e que no meio da tempestade, grite em coro comigo:
"Nós ainda vamos rir muito disso tudo" e ria muito.
Não pude escolher aqueles que me trouxeram ao mundo, mas posso escolher meu Amigo.
E nessa busca empenho a minha própria alma, pois com uma Amizade Verdadeira, a vida se torna mais simples, mais rica e mais bela...
Charlie Chaplin
O ciclo da vida
A coisa mais injusta sobre a vida é a maneira como ela termina. Eu acho que o verdadeiro ciclo da vida está todo de trás para a frente. Nós deveríamos morrer primeiro, nos livrar logo disso.
Daí viver num asilo, até ser chutado para fora de lá por estar muito novo. Ganhar um relógio de ouro e ir trabalhar. Então você trabalha 40 anos até ficar novo o bastante para poder aproveitar a sua reforma. Aí você curte tudo, bebe bastante álcool, faz festas e se prepara para a faculdade.
Você vai para colégio, tem várias namoradas, vira criança, não tem nenhuma responsabilidade, se torna um bebezinho de colo, volta para o útero da mãe, passa seus últimos nove meses de vida flutuando. E termina tudo com um óptimo orgasmo!
Não seria perfeito?
Charles Chaplin
Este excerto faz-me lembrar o filme "O Estranho Caso de Benjamin Button" de 2008.
Baseado no conto homónimo lançado em 1921 pelo escritor F. Scott Fitzgerald.
O filme foi dirigido por David Fincher e escrito por Eric Roth, tendo como actores principais Brad Pitt e Cate Blanchett.
O filme foi lançado em 25 de dezembro de 2008 nos EUA, pela Paramount Pictures e internacionalmente pela Warner Bros.
O filme recebeu 13 nomeações ao Óscar, incluindo "Melhor Filme", "Melhor Director" (David Fincher) e "Melhor Actor" (Brad Pitt).
Lembram-se do filme?
The Curious Case of Benjamin Button (O Estranho Caso de Benjamin Button) conta a história de Benjamin Button, nascido em 1918, após o final da 2.ª Guerra Mundial.
A sua mãe morre no parto e o pai vê-se sozinho com um bebé invulgar, com o aspecto e com as doenças de um velho de 80 anos.
Incapaz de lidar com a situação, abandona-o às portas de um orfanato.
Queenie (Taraji P. Henson) encontra o bebé e decide tomar conta dele, dando-lhe o nome de Benjamin.
À medida que o tempo avança, Benjamin começa a rejuvenescer e o filme relata as peripécias, os encontros e os desencontros que trazem esse desenvolvimento inverso.
Benjamin (Brad Pitt) conhece aquela que virá a ser a sua mulher e a mãe da sua filha Caroline (Julia Ormond) quando tinha cerca de 70 anos e ela era ainda uma criança.
O filme explora o sofrimento de ambos, pois só conseguem viver o amor que sentem um pelo outro num curto espaço de tempo.
O resto das suas vidas acabou por ser um desencontro uma vez que, enquanto um envelhecia, o outro rejuvenescia.
O que tenho a fazer hoje
“Hoje levantei-me cedo a pensar no que tenho a fazer antes que o relógio marque meia noite. É minha função escolher que tipo de dia vou ter hoje.
Posso reclamar porque está a chover ou agradecer às águas por lavarem a poluição.
Posso ficar triste por não ter dinheiro ou me sentir encorajado para administrar minhas finanças, evitando o desperdício. Posso reclamar sobre minha saúde ou dar graças por estar vivo.
Posso me queixar dos meus pais por não me terem dado tudo o que eu queria ou posso ser grato por ter nascido. Posso reclamar por ter que ir trabalhar ou agradecer por ter trabalho. Posso sentir tédio com o trabalho doméstico ou agradecer a Deus por ter um tecto para morar.
Posso lamentar decepções com amigos ou me entusiasmar com a possibilidade de fazer novas amizades. Se as coisas não saíram como planeei posso ficar feliz por ter o dia de hoje para recomeçar.
O dia está na minha frente à espera para ser o que eu quiser.
E aqui estou eu, o escultor que pode dar forma.
Tudo depende só de mim.”
Charles Chaplin
O caminho da vida
"O caminho da vida pode ser o da liberdade e da beleza, porém nos extraviamos.
A cobiça envenenou a alma dos homens... levantou no mundo as muralhas do ódios... e tem-nos feito marchar a passo de ganso para a miséria e morticínios.
Criamos a época da velocidade, mas nos sentimos enclausurados dentro dela. A máquina, que produz abundância, tem-nos deixado em penúria.
Nossos conhecimentos fizeram-nos céticos; nossa inteligência, empedernidos e cruéis. Pensamos em demasia e sentimos bem pouco.
Mais do que de máquinas, precisamos de humanidade. Mais do que de inteligência, precisamos de afeição e doçura.
Sem essas virtudes, a vida será de violência e tudo será perdido."
Charlie Chaplin
...............patriarcal por tanto tempo
"A nossa civilização tem sido patriarcal por tanto tempo, com o elemento masculino predominante, que a nossa concepção sobre o é feminino talvez se tenha tornado preconceituosa.
Por exemplo, tornou-se um “facto” estabelecido entre nós que o masculino é forte e superior e o feminino fraco e inferior.
Só recentemente é que esse dogma foi ameaçado pelas mulheres que, em sua revolta, têm não só questionado a teoria, como também demonstrado na prática que esta não é firma.
Porém ainda persiste o preconceito de que os homens são, de alguma maneira, independentes na realização pessoal, do carácter ou força, superiores às mulheres - que o homem em si é superior à mulher.
Em sociedades matriarcais o reverso dessa conjectura é verdadeiro.”(...)
In, OS MISTÉRIOS DA MULHER
M. ESTHER HARDING
"A nossa civilização tem sido patriarcal por tanto tempo, com o elemento masculino predominante, que a nossa concepção sobre o é feminino talvez se tenha tornado preconceituosa.
Por exemplo, tornou-se um “facto” estabelecido entre nós que o masculino é forte e superior e o feminino fraco e inferior.
Só recentemente é que esse dogma foi ameaçado pelas mulheres que, em sua revolta, têm não só questionado a teoria, como também demonstrado na prática que esta não é firma.
Porém ainda persiste o preconceito de que os homens são, de alguma maneira, independentes na realização pessoal, do carácter ou força, superiores às mulheres - que o homem em si é superior à mulher.
Em sociedades matriarcais o reverso dessa conjectura é verdadeiro.”(...)
In, OS MISTÉRIOS DA MULHER
M. ESTHER HARDING
Fazer o que parece herético
Sempre que diz a verdade a outra pessoa, sobretudo se a verdade abala uma premissa, esse momento, torna-se numa encruzilhada.
Do mesmo modo, sempre que procura a verdade, Hécate é a sabedoria interior que a preparar para ouvir.
Por vezes pode sentir-se inesperadamente na encruzilhada da Hécate, quando alguém está a dizer ou a fazer algo que a porá numa situação difícil.
Pode ser um momento de falar em público ou uma situação em que “calar é consentir”, talvez perceba por si que se trata de um momento de verdade que lhe exige que faça o que sabe ser difícil, mas verdadeiro para si.
Além do efeito que pode ter sobre a própria situação, estes momentos moldam a alma.
Por vezes, quando sabe que o que está prestes a fazer parece “herético”, surge um temor irracional, uma reacção emotiva que parece antecipar o grito “Bruxas à fogueira!”
Trata-se de um medo transpessoal existente na psique das mulheres, um terror de serem rotuladas de bruxas e perseguidas.
Sentir este medo e ainda assim fazer o que tem de ser feito, exige coragem.
Tendo em conta as repercussões no campo da energia colectiva feminina, quanto mais mulheres enfrentarem este medo mais fácil será para outras.
in, As Deusas em cada Mulher, a Deusa Interior
Jean Shinoda Bolen,
Planeta Editora.
Iridologia
É a ciência que analisa e estuda a íris, identificando no ser humano distúrbios e tendências a certas doenças.
A íris revela as condições de saúde, inflamações, onde se localizam, as alterações teciduais e a constituição hereditária, quais os órgãos mais vulneráveis, ou seja, os órgãos que mais se ressentem e onde se dá a somatização ou seja, aqueles que, em situação de stress ou crise fisiológica são os mais se afectados.
A iridologia actua também na fase pré-clínica (distúrbios funcionais sem a constatação clínica, como, por exemplo, pessoa que sofre de doença ou dor, mas em exames clínicos não se consegue diagnosticar).
As deficiências vitamínicas e mineralógicas, toxicidade medicamentosa ou alimentar, o nível de stress e fadiga mental, o que realmente acontece no nosso corpo, OS PORQUÊS, a predominância dos hemisférios direito ou esquerdo do cérebro, o comportamento mental e emocional, as informações comportamentais do inconsciente herdadas dos nossos pais, avós e bisavós e a importância fundamental do nosso relacionamento com os nossos pais.
Todos esses aspectos são detectados pela iridologia. Ela não espera a manifestação de uma doença. As pessoas podem até não estar conscientes de que algo não vai bem com o seu organismo, mas através da íris, podem ser detectados os estágios iniciais de toxicidade (drogas farmacêuticas e alucinógenas), stress, ou outras patologias.
A iridologia revela as condições em que a pessoa está no seu momento presente, antes de se tornar doente.
Previna-se!!! Marque já a sua Consulta
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segunda-feira, 21 de novembro de 2011
O Plano
Os Anonymous seguem o modelo da Al-Qaeda, que consiste num número indeterminado de células que vão aparecendo de forma livre e autónoma, com as mesmas fontes de inspiração mas sem ligações formais entre elas, sem os membros se conhecerem.
Só que a Al-Qaeda tem um líder. Os Anonymous não.
Não têm regras, nem estruturas, nem hierarquias.
A única base que existe são dois ou três princípios ideológicos, incluindo a defesa do pacifismo, o anonimato absoluto dos membros, a coerência estética, uma constante renovação de slogans e o objectivo global de luta pela liberdade. Com todas as interpretações que isso pode arrastar.
A primeira grande operação que trouxe notoriedade aos homens da máscara foi organizada ainda a partir do site 4chan, em 2008. O alvo era a Igreja da Cientologia, pela forma como a seita oprimia os seus fiéis. A operação consistiu em manifestações de milhares de Anonymous e numa série de ataques informáticos, que levou a algumas detenções.
O vídeo no YouTube que fez o anúncio da operação (“message to scientology”) a 21 de Janeiro desse ano, em que era declarada uma guerra aberta até à destruição final da seita, foi visto mais de 4,5 milhões de vezes e marcou o modus operandi daí para a frente. Foi um ataque agressivo, que envolveu o roubo de informações internas. Foi também a primeira vez que os Anonymous se cruzaram com a WikiLeaks, fornecendo esse material a Julian Assange para que fosse exposto.
Muitas acções vieram a seguir desde então, com anúncios e explicações replicadas vezes sem conta no YouTube. Algumas, apenas de protesto, outras envolvendo o mais típico dos ataques informáticos dos Anonymous: os “Distributed Denial of Service” (DDos), em que um número elevado de computadores se coordenam para entupir os servidores de Internet do alvo escolhido, deitando o seu site abaixo durante algum tempo.
Foi isso que aconteceu quando em dezembro de 2010, em solidariedade com a wikiLeaks, várias células lançaram a Operation Avenge Assange, resolvendo minar os gigantes Amazon, PayPal, MasterCard e Visa, por suspenderem os serviços que forneciam a plataforma de fugas de informação. A veia ilegal do movimento parecia ascendente. Já em fevereiro deste ano, a seguir ao director da HBGary Federal (que trabalha para o Bank of America e para o governo americano) ter anunciado que se infiltrara nos Anonymous e que ia revelar informaçõessobre eles, a retaliação foi tão forte que bases de dados inteiras foram apagadas e dezenas de milhares de e-mails internos daquela empresa de segurança informática foram publicados na Internet. O director acabou por se demitir, vencido por knock-out. Até a sua morada de casa foi divulgada.
Mas depois chegou a Primavera Árabe.
De repente, as atenções viraram-se para outros lados, multiplicando-se o número de operações dos Anonymous no Egipto, na Líbia, na Síria, para garantir a navegação na Internet aos manifestantes e aos rebeldes e para bloquear os servidores dos regimes autoritários.
Os mais agressivos dos Anonymous, inclinados a intensificarem os ataques informáticos a grandes corporações, juntaram-se debaixo de outro conceito, criado em maio deste ano. Os LulzSec pretendem, como eles dizem com ironia, ser líderes mundiais no entretenimento de “alta qualidade” (Lulz quer dizer “just for fun”).
Há cinco meses que há um novo Plano em marcha pelos Anonymous em Nova Iorque, em Los Angeles, em Oklahoma, em Atenas, em Londres, em Medrid, em Roma, em Lisboa e muitas outras cidades. Foi lançado em Junho no YouTube e num site www.whatis-theplan.org
O Plano é simples:
É uma declaração de guerra ao sistema financeiro!
Muito vago e utópico no objectivo (“liberdade para viver num mundo justo e pacífico, sem corrupção, sem o silêncio imposto e escravidão económica alimentada por aqueles que guardam o poder para eles, explorando o resto da humanidade”), mas muito preciso no calendário.
Está dividido em 3 Fases:
A primeira fase (“assembly”) passa pelos simpatizantes informarem-se sobre a corrupção nos seus países e espalharem a mensagem.
A Segunda Fase (“Organize”) é organizarem-se em grupos.
A Terceira Fase (“act”) é saírem à rua em massa.
Chamam-se a si próprios “ a resistência” e falam de uma “revolução legal e pacífica”.
A primeira fase deveria terminar em novembro.
Desde que a 17 de Setembro, nos EUA, uma vaga de contestação social reformulou o que vinha sendo a mensagem dos movimentos de indignação da Europa, ocupando Wall Street e definindo como alvo os bancos e outras grandes corporações financeiras, que o Plano parece ter sido adoptado. Cada vez mais Anonymous aparecem nas câmaras de televisão. E cada vez mais garantem a logística da contestação.
Além de Lisboa, nos últimos meses têm surgido núcleos de Anonymous um pouco por todo o país. É difícil saber quantos são. São todos adeptos do “Plano”.
Dias depois da Manifestação dos 99% contra os 1%, que encheu a 15 de outubro o Largo de S. Bento, em Lisboa, grande parte eram adeptos da máscara.
Longe da euforia das câmaras de televisão e dos microfones da rádio, porque ninguém pode falar em nome dos Anonymous. “Basta um de nós revelar-se publicamente ou levar-se pelo ego para deixar de o ser”. Só o Avatar tem direito a ego, exibido em todos os cartazes.
“ Os corruptos temem-nos, os honestos respeitam-nos, os heróis juntam-se a nós”
Anonymous - A Revolução Anónima
Chamam-se Anonymous, escondem-se atrás de uma máscara e estão a multiplicar-se de uma forma meteórica.
Há uma mensagem que eles trazem para os ricos e poderosos: tenham medo!
A imagem de marca é a Mascara de Guy Fawkes.
Eles não têm regras, nem estruturas, nem hierarquias. Não são ninguém, mas podem ser toda a gente.
“We are Legion, we do not Forget, we do not forgive, expect Us!”
Esta história começa com uma série de banda desenhada. Chama-se “V for Vendetta” e é inspirada numa personagem histórica, Guy Fawkes, que montou um plano, que fracassou, para fazer explodir o parlamento inglês a 5 de Novembro de 1605. A máscara vem da história aos quadradinhos. A maioria das pessoas só conhece o filme de 2006, com Natalie Portman, e cujo guião foi escrito pelos irmãos Wachowski, os realizadores da saga “Matrix”.
A banda desenhada foi escrita por Alan Moore, que tem uma costela anarquista, entre 1981 e 1988. Ele inventou um mundo pós-nuclear, no qual a Inglaterra se tranforma num estado totalitário, onde todos são controlados por um cérebro informático ( a “Cabeça”), com tentáculos vigilantes (“ o olho”, o “ouvido”) e uma clique de homens poderosos que gravitam à sua volta.
Nesse cenário surge uma misteriosa personagem de capa e chapéu preto, um cinto com um naipe de facas afiadas e uma máscara branca de sorriso intimidante. Essa personagem apresenta-se apenas como V, mantendo-se anónima até ao fim da saga. O seu objectivo: derrubar o sistema e despertar as pessoas da sua letargia, para os libertar e para que pensem pela sua própria cabeça. “ Do as you wish”, façam como acharem melhor.
Foram precisas quase duas décadas para que uma sucessão de factos levasse ao ressurgimento do homem da máscara. Teve início num site chamado 4chan, onde se partilham posts de imagens e onde passou a ser moda os utilizadores brincarem com o termo “Anonymous”, usado nas assinaturas das mensagens.
Daí até surgirem ideias subversivas foi um salto curto.
O Anonymous foi ganhando corpo como um Avatar Colectivo, imitando o personagem V, entretanto popularizada nas salas de cinema.
Em pouco tempo, o Anonymous tornou-se num movimento espontâneo, anarquista.
Correspondia a um “internet meme”, conceito para o qual ainda não existe tradução em português: o efeito de uma ideia tão forte que se propaga de forma viral pela internet, sem se saber muitas vezes de onde é que vem.
Anonymous
Qualquer símbolo é bem-vindo para que a humanidade se organize contra quem a ordenha e espreme no lagar de todas as injustiças:
«É uma cara diabólica: o sorriso de malícia, e os bigodes fininhos pretos revirados para cima mais a pêra minúscula no queixo, num rosto sinistramente pálido - a cara de Guy Fawkes, católico britânico levado à forca pela traição do 5 de Novembro, tornou-se num símbolo dos grupos anticapitalistas, que a usam como máscara nos protestos pelo mundo inteiro.»
sexta-feira, 18 de novembro de 2011
No teu corpo
Sinto o fluido do teu amor na pele
Num abraço sedento, quase desfalecido
Delírios, calafrios, ardência,
Sussurrando delicias no teu ouvido
No teu corpo sou fada, meretriz
Sedutora, seduzida, provocada, provocante
Prazer que transborda e emana ...
Do teu falo latejante...pulsante
Boca que te procura: ávida, louca
Entorpecida e dominante
Um gozo profundo prenuncia
Num vai e vem ofegante
Gemidos testemunhando
Toda loucura presente
Todo gozo que molha
Nosso encaixe indecente
Minhas entranhas atrevidas
De desejo e tesão escaldante
Provocam teu meio em riste
Sou fêmea no cio: provocante
Como flor se abrindo, me entrego
Insana, no teu corpo desfaleço
Em aventuras de louco encanto
A ti, me viro do avesso
Rozeli
Dois amantes
No breu da noite, teu corpo sobre alvos lençois me convida
Em teus lençóis encontro êxtase, em teu suor encontro vida
vida que renasce na pele com pele, nos pelos
Nas línguas que se tocam, em minhas mãos nos teus cabelos
Nada ouço...minha carne tremula ao seu toque...suor,bocas
Nada vejo...meus olhos cerrados em gozo inevitável...fantasias loucas
Teus braços num longo abraço invade meu silêncio
Silêncio quebrado pelos gemidos que te escapam
Pernas que se confundem, tesão borbulhante, desejo amante
corpos que se fundem, teu íntimo se faz morada para meu sexo pulsante
E nas travessuras do teu corpo, meu corpo arde em chamas
Dois amantes!
Fabio Piva
Unhate Foundation.org
“O ódio não cessa com ódio em tempo algum, o ódio cessa com o amor”
– Sutta Pitaka
São imagens simbólicas de reconciliação, com um toque de esperança irónica e provocação construtiva, para solicitar uma reflexão sobre como a política, a religião e as ideias, mesmo que diferentes e contrapostas, devem levar ao diálogo e à reflexão.
A campanha mundial de comunicação UNHATE é a primeira iniciativa da recém-constituída Fundação UNHATE, que foi hoje apresentada mundialmente por Alessandro Benetton, vice-presidente executivo do Benetton Group, em Paris, na Flagship Store do Boulevard Haussmann.
“Se o amor global continua a ser uma utopia ainda que compartilhável, o convite a ‘não odiar’, a opor-se contra a ‘cultura do ódio’, representa um objectivo ambicioso, mas realista – explica Alessandro Benetton. Com esta campanha decidimos dar visibilidade mundial a uma importante ideia de tolerância, para convidar os cidadãos de todos os países, num momento histórico de grandes turbulências e não menores esperanças, a reflectir sobre como o ódio nasce, sobretudo, do ‘medo do outro’ e do que não se conhece. A nossa campanha é universal e utiliza instrumentos como a web, o mundo dos media e das redes sociais e a imaginação artística. É também única porque chama para a açcão aqueles a quem se dirige, ou seja, os cidadãos do mundo. Ao mesmo tempo, insere-se plenamente nos valores e na história da Benetton que – escolhendo temas sociais e promovendo activamente causas humanitárias que, contrariamente, não teriam tido a possibilidade de serem comunicadas em escala global – deu sentido e valor à própria marca, construindo um diálogo duradouro com as pessoas do mundo.”
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