quarta-feira, 15 de abril de 2020

MIT PhD Dr. Shiva Ayyadurai Explains the Reality of the Modern Immune Sy...

                                             













Traços De Carácter




Segundo a ciência, 
o nosso corpo guarda a explicação 
do funcionamento da nossa mente. 
A nossa constituição física, 
e suas características externas, 
explicam o funcionamento da nossa mente.


Em 1933, Wilhelm Reich publicou pela primeira vez os resultados de seus trabalhos e pesquisas dentro da psicanálise, no livro denominado “Análise do Caráter”.
Os conceitos desenvolvidos por Reich serviram de base para a análise bioenergética – uma técnica que utiliza a experiência ao nível físico e através da qual se pode mostrar como a dinâmica da estrutura corporal revela a mesma estrutura de caráter.
Os padrões de postura e atitudes corporais revelam quem a pessoa é: 
Estes traços são previamente esculpidos pelo sistema nervoso, e correspondem a imagens, de quem a pessoa é; e de como o seu corpo se parece. Portanto, aquilo que o indivíduo acredita que ele é, torna-se uma imagem retida no sistema nervoso e que mais tarde se expressará, no corpo, através da ação.

Logo, os traços de caráter são exatamente os papéis que o indivíduo aprende a assumir desde criança e permanecem, em sua maior parte, na vida adulta. 

A técnica psicanalítica realizada por Reich constitui a ponte que conduz da psicanálise para a compreensão analítica da tensão muscular e dos bloqueios energéticos: 
Portanto, a psicologia e a biologia se encontram no estudo dos cinco traços de caráter definidos por Reich.
E segundo o mesmo, caráter é definido como a direção habitualmente tomada pelos impulsos voluntários de uma pessoa. Qualquer que seja o modo como o caráter é definido, ele é a atitude básica com a qual o indivíduo confronta a vida, seja na sessão analítica, seja no mundo exterior.

O ponto principal a respeito do caráter é o fato de ele representar um padrão típico de comportamento ou uma direção habitual: 
É um modo de responder que está estabelecido, congelado ou estruturado.
Isto se dá a partir da mielinização da medula – sistema nervoso, resultando os traços de caráter, que definem o formato do corpo. O corpo estabelece o espaço interno, ao mesmo tempo que funciona como elemento de comunicação com o espaço externo. É limite do indivíduo e fronteira do meio.


O corpo revela em todas as suas manifestações: através da postura, gestos, tónus muscular, atitudes de interação, domínio do seu espaço, fala. A organização do esquema corporal se faz, portanto, em torno de padrões estabelecidos desde as primeiras experiências pessoais na infância, formando o caráter do indivíduo, explicitando simbolicamente sua existência.


Os Cinco Traços de Caráter


Esquizóide: formação do nascimento até 1 ano:  Cabeça ligeiramente inclinada, fora da linha central de fluxo energético do corpo;  corpo duro;  imobilidade da escápula;  imobilidade pélvica; pés fracos, especialmente o arco metatársico; articulações duras; divisão do corpo em duas metades, superior e inferior, a partir do diafragma;  impressão geral de desengonçado.

São pessoas magras, longilíneas, com a energia do corpo centrada na cabeça, racionalizam sentimentos, optam na dor pelo isolamento, exigem respeito pelo seu jeito racional de ser, necessitam de um nível lógico de comunicação, são cerebrais e racionais.

Oral: formação de 02 a 03 anos –  Peso do corpo sobre os calcanhares; costas encurvadas;  ombros caídos, cabeça jogada para frente; -peito retraído, pernas e joelhos contraídos e subcarregados;   impressão geral de fraco e precisando de apoio.

São pessoas  “arredondadas”, que carregam uma falta, um vazio, uma sensação de abandono. Querem sensibilidade e afeto nos contatos. São emotivas, choram fácil, querem um “ouvido” que as escutem para que elas possam falar (sem parar), ou comida por perto, para que possam preencher esse vazio comendo (sem parar).

Masoquista: formação de 02 a 03 anos – Corpo estruturalmente pesado, com forte desenvolvimento muscular;  maior tensão nos músculos flexores, .curvando o corpo para a frente; -costas arredondadas;  pescoço curto e grosso; coxas bastante musculosas;  impressão geral de atarracado, carregando um grande peso.

São pessoas de composição quadradas, com aparência forte, atarracadas. Exigem segurança para si. Entendem os outros, com extrema empatia. A ponto de trazer para si o problema e o erro do outro se responsabilizando por tudo. Não dividem nem delegam. Guardam tudo dentro de si.  São desconfiadas, demoram para formar vínculo e partilhar seus problemas. Não aceitam traições.

Rígido: formação de 03 a 04 anos – Tensão generalizada no corpo; peito inflado; tensão pronunciada nos músculos extensores, inclinando o corpo para trás; nuca e ombros enrijecidos; queixo duro, linhas faciais retas; atitude corporal de estar em alerta;  impressão geral de prontidão e agressividade.

Aparentam muita energia, força e disposição física por todo corpo. São belos, com curvas nos lugares certos, com forte capital estético, músculos rígidos. Exigem perfeição de si, do outro e da vida, nada é bom o suficiente para eles. São a figura da exigência e busca da perfeição. Vivem  “relações triangulares”, competitivos ao extremo, estão sempre buscando alguém um adversário a altura.

Psicopático: formação de  04 a 05 anos – O corpo masculino se expande acima do peito e é delgado para baixo;  formato de triângulo, desenvolvimento desproporcional entre a metade superior e a inferior; o corpo feminino tem o quadril, pernas e pélvis muito largos: peito e ombros pequenos;  na metade superior do corpo, o homem é atlético; a mulher, pouco desenvolvida;  impressão geral, no homem, de orgulho, raiva e, às vezes, ameaçador; na mulher, de infantilidade e meninice na parte superior, e de extrema sensualidade abaixo.

Pessoas com formato de corpo triangular, grande em cima e pequenas embaixo, esperam resultados, são articuladoras, a vida para eles é um “balcão de negócios sempre atentas ao lucros e ganhos. São envolventes, sedutoras e manipuladoras.  Estão atentos a barganhas, trocas, compensações.




"De acordo com Wilhelm Reich, caráter é a forma como a pessoa se mostra e se relaciona, os aspectos que foram gravados, inscritos, em cada indivíduo desde a concepção, até os primeiros anos de vida.
Já o traço caracterial será a solução que a pessoa encontrou para reprimir uma situação de conflito.


Esses traços de caráter apresentam comportamentos peculiares quanto à condição energética, características físicas e predisposição a doenças e são denominados: 

  • Núcleo Psicótico, 
  • Borderline, 
  • Psiconeurótico (Masoquista, Obsessivo Compulsivo e Passivo-feminino) e 
  • Neurótico (Fálico-narcisista e Histérico). 


O indivíduo é formado de vários traços caracterológicos que se sobrepõem ao primeiro que apareceu em decorrência do primeiro bloqueio, ou seja, as coberturas, que servirão como proteção daquele primeiro traço que não consegue lidar com o mundo externo. O analista há que cuidar para agir diferentemente com o paciente de cada traço citado anteriormente, cuidando para que seus aspectos caracteriais somados aos do cliente não impeçam ou dificultem o trabalho terapêutico.

 Para José Volpi, “a personalidade, o caráter, a conduta são aspectos ligados ao ego, resultantes de sua impossível tarefa de se equilibrar entre as exigências do id (impulsos internos), do superego (exigências morais) e a realidade”.  O caráter é a forma como a pessoa se mostra, se relaciona, denotando também, aspectos que foram gravados, inscritos, em cada indivíduo. Diz também que são as atitudes somadas ao temperamento e à personalidade sendo que todo traço caracterial é a solução que a pessoa encontrou para reprimir uma situação de conflito. Relata que a chamada caracterologia pós-reichiana conclui que “cada pessoa possui uma combinação de traços de caráter e não apenas um caráter específico como proposto por Reich.

Ainda segundo Volpi, se uma criança passar por todas as etapas de desenvolvimento de forma saudável, poderá formar um caráter genital no final da pré-adolescência, ou seja, sua carga energética circulará sem obstáculo no seu corpo. Do contrário, quando essa energia se depara com bloqueios (couraças) forma os traços de caráter, cuja fixação de energia se deu em cada uma das fases do desenvolvimento emocional.

Volpi afirma que a análise reichiana tem como projeto terapêutico a transformação, o amadurecimento do indivíduo a um nível de funcionalidade energética eliminando a potencialidade patológica latente. Atua no nível biológico pessoal para reduzir as manifestações patológicas que podem se manifestar quando os parâmetros no terreno biológico ultrapassam determinado limiar.

De acordo com Maria Azevedoos distúrbios ocorridos no período intra-uterino comprometem todo o desenvolvimento posterior da personalidade do indivíduo, provocando uma situação psicótica, uma psicose deflagrada ou um núcleo psicótico, passíveis de tratamento. A autora informa que o feto possui maiores recursos de defesa do que o embrião para responder a situações ameaçadoras, conseguindo “segurar “ as ameaças contraindo-se energeticamente no primeiro nível reichiano (nariz, ouvido e olhos), processo esse que decorre de um medo fetal.
Azevedo discorre ainda sobre o fato de que o stress ocorrido numa situação, leva a uma contração a nível celular, que atinge todo o organismo, à qual chama de medo celular, que pode levar à condição autista, que até hoje é praticamente incurável. Já a marca dessa vivência no período fetal, configura a condição de núcleo psicótico que poderá ser compensada ou encoberta por uma caracterialidade e que numa situação stressante futura poderá “explodir” ou descompensar o núcleo psicótico desencadeando um surto psicótico, passível de tratamento, principalmente a recuperação da funcionalidade ocular.

Em conformidade com Volpi, o útero é o primeiro meio ambiente do bebê sendo que o feto sofre as interferências ocorridas nele, respondendo a todos os estímulos, sejam táteis, de pressão, sinestésicos, térmicos, vestibulares, gustativos ou dolorosos.

Volpi também relata, ainda, que segundo Verny & Kelly (1993), os canais de comunicação entre a mãe e o bebé durante a gestação são:
o fisiológico, que se dá pela passagem dos alimentos pelo cordão umbilical;
o comportamental, manifestado pelos movimentos do feto expressando seu desconforto, medo e ansiedade;
e pela simpatia, que diz respeito à sensação física e emocional que afeta o bebé durante a gestação, sendo essa comunicação de grande importância na formação de seu caráter.

Volpi diz também que agentes ambientais conhecidos como teratógenos (drogas, fumo, álcool, antibióticos, anticoagulantes, anticonvulsivantes, cortisona, vitamina A, AAS ou aspirina, xaropes para tosse que contenham iodeto de potássio, dentre outros), assim como toda substância injetada ou ingerida pela mãe atingem o feto, podendo causar sérias perturbações no desenvolvimento neuropsicofisiológico do bebé.
Assim também o é com as emoções e o stress que fazem com que mãe descarregue hormonas no seu corpo, que atravessarão a placenta e alterarão o ambiente onde o bebé está a ser formado, provocando também perturbações semelhantes às que a mãe sente.

Volpi cita a definição de Reich para o fenómeno nomeado por ele como couraça muscular: 
“uma experiência psíquica pode provocar uma resposta somática que produz uma mudança permanente num órgão”.

Volpi ainda menciona Vincent que diz que cada organismo humano terá um terreno biológico ácido ou alcalino, que determinará o tipo de doença que poderá se manifestar;
Navarro, aponta como base de todas as patologias o medo, fator determinante e/ou desencadeante da condição de contração como mecanismo de defesa, enumerando quatro tipos:

Medo embrionário – inconsciente, inscrito em nível celular, responsável pelas doenças neuro-psicossomáticas, ou biopatias primárias, disfunções que conduzem a estágios irreversíveis e morte prematura, promove a psicose.
Medo fetal – inconsciente, sendo que as biopatias desta fase determinam a formação de um núcleo psicótico e podem regredir com o auxílio da vegetoterapia.
Medo neonatal – consciente, e segundo Navarro (1995), instala-se do décimo dia após o nascimento até o desmame, passando da motilidade para a mobilidade, dando origem às doenças somatopsicológicas ou biopatias secundárias que também determinam a formação de um núcleo psicótico.
Medo pós-natal – consciente e vivido na situação edípica, é responsável pelas manifestações neuróticas.

A prevenção é o aspecto principal da higiene mental preventiva, sendo preciso educar as crianças livres de encouraçamentos patogénicos para que elas, ao viverem os problemas emocionais, possam se livrar deles rapidamente.

Segundo Volpi, Reich afirmava que o bloqueio de uma etapa do desenvolvimento do ser humano, geraria um tipo de caráter, ao passo que Navarro afirmava que o caráter maduro e puro é o genital, e que todos os outros carácteres encontrados seriam aspectos ou traços mais ou menos evidentes ou escondidos, que se sobrepõem ao primeiro para protegê-lo.

Em conformidade com Volpi a análise do caráter, tem a proposta de que o terapeuta compreenda os traços de caráter do paciente para torná-los mais saudáveis.
A metodologia de análise reichiana usa um projeto terapêutico para cada paciente onde o terapeuta levantará os pontos fracos deste paciente para ajudá-lo a fortalecê-los.
Já a vegetoterapia caracteroanalítica desenvolvida por Reich e sistematizada por Navarro, tem o trabalho com o corpo como primazia.
Navarro  relaciona os bloqueios energéticos durante as fases do desenvolvimento humano e os traços de caráter dizendo que podemos nos fixar numa ou mais etapas desse desenvolvimento, que nos trarão uma condição psicológica dentro da qual desenvolveremos nossos traços caracteriais sendo que uma caracterialidade pode se sobrepor a outra se na próxima etapa do desenvolvimento psicoafetivo “sofrer os efeitos do stress, formando assim uma cobertura caracterial que protege a caracterialidade ou o traço de caráter anterior.”

Volpi cita as condições psicológicas definidas por Navarro : psicótica, borderline, psiconeurótica e neurótica e apresenta os seguintes traços de caráter:

1 – Núcleo psicótico: – não é psicótico mas possui um núcleo frágil que pode explodir num surto psicótico (memória de um stress primário, que se manifesta quando a criança, o adolescente ou o adulto passa por um outro stress grave na vida, desencadeando então essa primeira memória, isso do ponto de vista psicoafetivo). Formado em decorrência de bloqueio sofrido pelo stress no período fetal, parto ou primeiros dez dias de vida. Seu comprometimento interfere nos receptores sensoriais da visão, tato, olfato e audição – primeiro segmento de couraça. Energia baixa e desorganizada, pessoa racional e quase sempre demonstrando frieza afetiva.
Comportamento básico: dificuldade de contato, limitação da percepção das coisas à sua frente ou à sua volta. Geralmente tem um corpo esguio, com tórax flácido e bloqueio diafragmático, olhos vazios, temerosos, fundos, opacos, arregalados, contraídos, sem contato, sem brilho, com nariz geralmente fino e contraído, geralmente com tendência a ter pés e mãos frios.
Esse traço de caráter foi desmembrado por Navarro (1995) em três categorias: 
núcleo psicótico esquizofrênico – stress ocorrido do terceiro mês de gestação até dez dias após o nascimento apresentando como características comportamentais a predominância da razão ao afeto, dificuldade de contato, distorção da realidade, sentimento de persecutoriedade, predominância da fantasia sobre a realidade, percepção sobre si e outro prejudicada;
núcleo psicótico melancólico – stress ocorrido no período do parto até os três meses de vida (traço da caracterologia borderline) apresentando como características comportamentais as mesmas apresentadas no núcleo psicótico esquizofrénico e mais um sentimento de vazio interior, pulsões suicidas e comportamentos sociopatas e psicopatas;
núcleo psicótico depressivo – stress ocorrido no período dos três meses de vida até o desmame, nove meses (traço da caracterologia borderline com comportamentos pertinentes a esse traço caracterológico). Possui um terreno energético do tipo alcalino oxidado com predisposição a doenças graves como o câncer, Aids, doenças degenerativas e outras menos graves como urticária, alergias, rinites, enxaqueca.

2 –  Borderline – Tem boa energia, porém desorganizada, concentrada na boca, gerando forte tensão no maxilar. O corpo é magricela para o oral reprimido, com lábios finos e tensos ou obeso para o oral insatisfeito. Seu comportamento será, conforme o stress experimentado durante o período da amamentação e desmame, de uma reação depressiva ou raivosa, reprimida (quando o desmame ocorre de forma precoce e brusca, gerando raiva, o que torna o oral agressivo e melancólico, possessivo e ciumento): ou insatisfeita (quando o desmame ocorre antes do tempo ou tardiamente, gerando predisposição à depressividade, ocorrendo a compensação da situação depressiva com consumo de álcool, fumo para satisfação oral). Terreno energético do tipo ácido oxidado, com predisposição a doenças como diabetes, alergias, hipertensão, asma, artrite reumatoide, depressão, transtorno bipolar, anorexia, bulimia, obesidade secundária, bruxismo, ATM e outros problemas ortodônticos.

3 – Psiconeurótico – alta concentração de energia contida e desorganizada no corpo, Terreno energético do tipo ácido reduzido com predisposição a doenças como gastrite, úlcera, angina pectoris, infarto, colites, cistites, miomas, aumento da próstata, etc. Stress ocorrido na fase anal do desenvolvimento ou etapa de produção que dependendo da época e da forma como o stress ocorreu gerará traços de caráter como:

Passivo-feminino: formado em decorrência de “um aleitamento prolongado além dos nove meses” segundo Volpi. Pessoas meigas, com impressão de fragilidade e feminilidade com feições delicadas, suaves e femininas e bloqueio diafragmático (a passividade não está relacionada com a homossexualidade);
Masoquista: formado pela contradição da atitude dos pais – mãe que aceita e encoraja a excreção das fezes sem dar educação repressiva e pai que age com violência porque a criança suja as calças. O comportamento será de queixume e lamentações. Procura o alívio de sua carga buscando o castigo. Desajeitado e desengonçado acha-se feio e estúpido. Deprecia-se, implode com medo de explodir, auto-agressão. Incapaz de gostar de si mesmo. Possui alta concentração de energia no corpo de forma extremamente contida e desordenada. O corpo é duro e tenso, principalmente nos ombros e no pescoço;
Obssessivo-compulsivo: traço formado por uma educação exigente, sem liberdade de expressão da criança, colocando-a em constante submissão. Aparece como cobertura do borderline cuja função é cobrir um núcleo psicótico reprimido e controlado para evitar sua explosão. Comportamento de extrema organização, detalhista, mudanças geram ansiedade. Tendência a ser racional, desconfiado, ruminante como fuga ou alívio da carga de ficar retendo tudo, obsessivo, introvertido, medo da desaprovação e do julgamento, tensão constante, avareza, tendência a colecionar, dúvida, indecisão, afeto morno, teimosia, rigidez. Corpo duro e tenso.

4 – Neurótico – traço formado em decorrência de stress durante a etapa fálica do desenvolvimento, também chamada de etapa de identificação, sendo considerados os tipos caracterológicos mais saudáveis (quando não aparecer como um traço de cobertura).
Dependendo da época e da forma como o stress ocorre determinará os traços de caráter como o fálico-narcisista e histérico.

Fálico-narcisista: comportamento com boa auto-percepção, bom gosto estético capacidade de sedução e provocação, dificuldade de relacionamentos, grande compulsão à masturbação, compensação da tendência à depressão com sexo e drogas, sexo exagerado sem potência orgásmica, medo da solidão, medo das críticas, da incapacidade, vive em busca de reconhecimento, arrogante, seguro de si, rigoroso, vaidade, orgulho, egoísmo, exibicionismo, ostentação, traços psicopáticos, sexualidade ativa para ambos os sexos, homens se identificam com o próprio falo e as mulheres tem a fantasia do falo. Possuem alta energia no corpo principalmente no pescoço, peito e pelve. O corpo se apresenta atlético e sedutor, bonito, com bom tônus muscular, pescoço tenso e tórax estufado. Terreno energético alcalino reduzido que o predispõe a doenças de ordem sexual e artrose cervical:

Histérico: antecede a genitalidade. Evita os relacionamentos ameaçadores. Movimentos corporais delicados, provocativos, agitados, andar atraente e sexual, podendo ter comportamento frenético (choro, delírios, risos) ou calmos, tem alta concentração de energia no corpo, usa a sexualidade como defesa ,mas foge antes do “ato”.

5 – Genital – formação de caráter mais maduro e equilibrado de todos. Usa as couraças só quando necessário, sabe lidar com as mesmas pois elas lhe servem como defesa.



Para Volpi, somos formados de vários traços caracterológicos que irão sobrepor o primeiro que apareceu decorrente do primeiro bloqueio, na fase do desenvolvimento mais primitiva. As coberturas, como as chamou Navarro (1995), servem de defesa, proteção do traço caracterológico primário que não consegue lidar com o mundo externo.
O trabalho terapêutico de base reichiana apenas flexibilizará essas coberturas indo em direção ao caráter primário para entender suas defesas e fortalecê-las, e na medida que a pessoa for fortalecendo esse traço vai amadurecendo, sentindo-se livre para buscar defesas mais saudáveis, substituindo por outras mais benéficas ou abandonando-as.

Diante dos traços apresentados, Volpi e Gomes (2017) elencam alguns tipos de comportamento para os analistas que utilizam a abordagem corporal, visando proporcionar uma melhor compreensão da dinâmica e do projeto terapêutico em benefício dos pacientes e deles próprios. Apontam ser de muita importância para os analistas identificar e saber lidar com os próprios traços de caráter que de algum modo podem se identificar com os traços de caráter do paciente.

Assim é que, segundo os autores, com o paciente núcleo psicótico, (que tem postura defensiva de medo, pela ausência da figura materna na época de seu nascimento) o analista deve acolher, aceitar, proteger e transmitir confiança e segurança ao paciente, agindo como um terapeuta-útero.
o paciente borderline, precisa que o analista faça uma boa maternagem, dando colo (com limites), escutando (também chamando a atenção), acolhendo (mas ensinando a caminhar sozinho), caminhando com o paciente, mas não por ele.
Para o paciente masoquista, o analista ensinará o paciente a se autovalorizar e confiar em si mesmo, sem culpa e sem medo de punição, como se fosse um pai.
O paciente obsessivo-compulsivo, também precisará de um analista que aja como um pai que mostre ao paciente que pode errar sem medo de ser punido e perceber que pode sair da rotina, das regras, podendo se tornar espontâneo e criativo.
Já o analista do paciente fálico-narcisista, agirá como um amigo em quem poderá confiar, aceitando sua necessidade de demonstrar seu poder, para ajudá-lo a superar o medo da castração.
O paciente histérico, precisará ter um analista que também aja como um amigo digno de confiança, solidário e tranquilizador, “que aceita a sedução, sem que ameace abandoná-lo ou criticá-lo por isso, ajudando-o a viver e realizar sua sexualidade genital sem medo do orgasmo”."











TENTA LOUVAR O MUNDO ESTROPIADO


İlhan Maraşlı





Tenta louvar o mundo estropiado.
Recorda os longos dias de Junho,
e os morangos selvagens, as gotas de vinho rosé.
As urtigas que metodicamente invadem
as herdades abandonadas dos exilados.
Tens que louvar o mundo estropiado.
Olhaste os iates e os barcos;
um deles preparava-se para uma longa viagem,
enquanto um esquecimento salgado aguardava os outros.
Viste os refugiados partindo para nenhures,
escutaste os carrascos a cantar alegremente.
Devias louvar o mundo estropiado.
Recorda os momentos em que estávamos juntos,
num quarto branco e as cortinas esvoaçavam.
Regressa em pensamento ao concerto onde a música explodia.
Apanhaste bolotas no parque no Outono
e o redemoinho das folhas cobria as cicatrizes da terra.
Louva o mundo estropiado,
e a pena cinzenta que um tordo perdeu,
e a luz afável que se afasta e se desvanece
e regressa de novo.


Adam Zagajewski





Sistema Imunitário Dr. Bruce Lipton

terça-feira, 14 de abril de 2020

Fauci EXPOSED By China's WORST Kept Secret

                           











You Need To Hear This, Big Change is Coming | Gregg Braden

                           




Humanity is set to face a rare convergence of three massive cycles of change.
In this episode, Gregg Braden guides us through the evidence, which charts the simultaneous peaking of economic, human conflict and solar cycles.
The rise and fall in each of these cycles holds major implications for our civilization.
As all three cycles are beginning to peak, a new story about humanity emerges.
For us to understand how this story will unfold, we must first take an honest look at who we really are and where we came from.




segunda-feira, 13 de abril de 2020

CORONAVIRUS...Gregg Braden












                       












A pandemia, segundo Edward Snowden






Leis de emergência e de limitação às liberdades que têm o teimoso hábito de perdurar bem depois de a emergência desaparecer, cidadãos que aceitam cada vez mais uma vigilância acrescida a troco de uma pretensa sensação de segurança e, até, populações inteiras geo-localizadas, identificadas e diagnosticadas pelos smartphones que trazem no bolso e, quase sempre, nas mãos. Edward Snowden, famoso denunciante das técnicas de vigilância estatal da norte-americana NSA, traça um quadro negro sobre aquilo que uma pandemia como a Covid-19 pode significar para as liberdades individuais e para a democracia.
E lança um alerta: muitos governos vão – ou, melhor, já estão a – aproveitar esta pandemia para avançar na “arquitetura da opressão”.


Numa longa entrevista à Vice, Snowden insurge-se contra a percepção que existe de que esta era uma pandemia imprevisível que apanhou o mundo completamente desprevenido.
“Não há nada mais previsível do que uma crise de saúde pública num mundo em que vivemos uns em cima dos outros em cidades populosas e poluídas“, diz Snowden, acrescentando que “qualquer académico, qualquer investigador que tenha olhado para isto sabia que algo assim acabaria por vir. Aliás, até mesmo as agências secretas governamentais – e eu posso garantir-vos isso, por experiência própria – leram vários relatórios a antecipar um acontecimento como uma pandemia”.

Nesta fase, poucas pessoas estão a falar sobre o mundo pós-Covid-19, porque “estamos todos com medo” do contágio. Mas Snowden, na linha das posições que tem assumido nos últimos anos, depois de se ter identificado como o autor de várias fugas de informação sensível, avisa que as pessoas têm, ao mesmo tempo, de estar conscientes daquilo que está a ser feito por vários governos, dos mais assumidamente autoritários até… aos outros.

"À medida que o autoritarismo se alastra, que as leis de emergência proliferam, à medida que nós sacrificamos os nossos direitos, também estamos a sacrificar a nossa capacidade para deter o avanço no sentido de um mundo menos liberal e menos livre”, lembra Snowden.

O denunciante, que estará a viver na Rússia desde que decidiu voar para o país em 2013 em busca de asilo, alerta para o que diz ser a enormidade de dados e informações que estão a ser recolhidos pelos governos, em parceria com as empresas tecnológicas e de telecomunicações, e que vão continuar a ser recolhidos depois de a pandemia ter solução.

“Acreditam mesmo que depois da primeira onda da pandemia, da segunda onda, da 16ª onda, quando o coronavírus já for uma memória distante, que essas capacidades de geolocalização, por exemplo, não vão ser mantidas? Que essas bases de dados vão ser eliminadas? Não importa como é que estas técnicas e estes dados estão a ser utilizados agora – o que está a ser construído é a arquitectura da opressão“.

Entrevistado por videoconferência, pela Vice, Edward Snowden critica que os governos, designadamente o norte-americano, tenha gasto “tanto dinheiro para vigiar os cidadãos” e não tenha investido “em tecnologia que pode salvar vidas” num contexto de uma crise sanitária como esta, como ventiladores, por exemplo.

Snowden foi confrontado com exemplos de sistemas de geolocalização que estão a ser usados em alguns países, como a Coreia do Sul ou Taiwan, além da China, para alertar as pessoas de que poderão ter estado perto de um infetado. E respondeu que mesmo em “países que não são autocráticos vai haver uma segunda vaga de infeções, uma terceira vaga, uma quarta vaga” e “as pessoas estão tão cheias de medo e tão preocupadas com o amanhã que deixaram de pensar em como é que será esse amanhã, tendo em conta as decisões que tomamos hoje”.

Não é só na Coreia do Sul, China e Taiwan que estão a usar-se tecnologias que Snowden teme que podem ser perigosas para a liberdade individual – “nalguns países europeus e, claro, nos EUA já começou a monitorização dos movimentos dos cidadãos, através do movimento dos seus smartphones. Eles dizem que é para análise dos contactos pessoais no âmbito da pandemia – para saber com quem é que esteve alguém que teve infecção confirmada – e isso, à superfície, parece ser uma boa ideia. Mas este tipo de monitorização não funciona quando estamos perante a escala de uma pandemia”.

As pessoas não têm consciência, diz Snowden, das várias formas como os seus smartphones estão a obter informação sobre elas – e nem é preciso terem programas ou apps maliciosas instaladas: “basta estarem ligados”. Seja por via das antenas de comunicações e internet móvel seja, até, pelas redes wifi que, a cada momento, conseguem “ouvir” nas suas proximidades, mesmo sem estar ligado a elas, é muito fácil ter acesso à localização das pessoas.

Quem tem estes dados?
“As companhias de telecomunicações têm, o Facebook provavelmente tem, a Apple provavelmente tem, a Google provavelmente tem. E muitas outras empresas das quais nunca ouviu falar”, diz Snowden. E é um mito dizer que é possível “anonimizar” estas informações, como alguns estados ou até empresas têm defendido, garante o denunciante da NSA.

“Temos de conseguir garantir que estão a ser ativados alguns travões na pandemia, mas não na nossa sociedade“, defende Edward Snowden. “Quando penso sobre o futuro, quando qualquer um de nós pensa sobre a direcção que isto está a tomar, temos de pensar sobre de onde é que viemos. E sabemos que, infelizmente, muitos destes poderes de emergência, que surgiram em crises, têm uma enorme história de serem, depois, abusados – o mais curioso é que, depois, a emergência nunca mais acaba”.

Do que fala Snowden em concreto, quando fala em medidas que depois se “normalizam”?
De medidas como as escutas telefónicas sem mandado judicial, aprovadas na administração de George W. Bush, que “só parcialmente foram eliminadas”. Planos como o Patriot Act, no pós 11 de setembro, que, segundo Snowden, eliminaram liberdades individuais que ainda hoje não foram recuperadas.

Será que estas capacidades de monitorização, um dia, não serão aproveitadas no pós-pandemia para “pequena criminalidade”, pergunta Snowden. Quanto demorará a serem aplicadas em análise política? Quanto demorará a ser utilizadas, por exemplo, para fazer censos à população? Para sondagens políticas?

“Você até pode ter confiança nas pessoas que têm estes dados em seu poder, mas um dia alguém irá abusar destes dados“. Basta olhar para a China, onde se acredita já existirem “campos de internamento” para pessoas que não estão alinhadas com o regime. “Se estas práticas não forem detidas, vamos vê-las na Rússia, no Irão, e depois na Hungria, na Polónia, por várias partes da Europa e, também, nos EUA. Vão estar em todo o lado”, avisa Snowden.

“Temos de nos lembrar que este vírus vai passar. Mas as decisões que tomarmos nesta atmosfera vão perdurar. E nós vamos ter de viver com elas, os nossos filhos vão ter de viver com elas”, alerta o denunciante norte-americano, avisando que “estes sistemas, se nós não os alterarmos, um dia eles vão tomar decisões de forma automatizada para determinar quem é que consegue um emprego, quem é que pode ter uma casa. E quem é que não pode ter essas coisas“.


Edgar Caetano



                           



                         








Elegíacos






Fui criança, indo por um carreiro,
a caminho do mar, mão na outra mão,
entre árvores, pedras, insectos e aves.
Toda a Natureza me coube nas pupilas,
mestra de sentimentos, e eu discípula.
E, se fechava os olhos, ela punia-me
com o silêncio cruel das ondas,
a mudez imerecida dos insectos,
e a distância das aves, que doía.
e os abria, tudo me rodeava,
apaziguado e meu,
mas a mão que me trazia a mão
puxava-me para a luz de cada dia.


Fiama Hasse Pais Brandão
in, Cenas Vivas






Fenomenologia Religiosa





Alguém nasce na sua família, na sua pátria, na sua cultura.
Desde criança ouve falar de seu modelo, professor e mestre, e sente um desejo profundo de tornar-se e ser como ele. Junta-se a pessoas que têm o mesmo propósito, disciplina-se por muitos anos e segue seu grande modelo, até que se torna igual a ele — até que pensa, fala, sente e quer como ele.

Entretanto, julga que ainda lhe falta uma coisa.
Assim, parte para uma longa viagem, buscando transpor talvez uma última fronteira na mais distante solitude. Passa por velhos jardins, há muito abandonados, onde apenas continuam florescendo rosas silvestres. Grandes árvores dão frutos todos os anos, mas eles caem esquecidos no chão porque não há quem os queira. Daí para a frente, começa o deserto.

O viajante é logo cercado por um vazio desconhecido.
Para ele, todas as direcções se confundem e as imagens que esporadicamente aparecem diante dele são reconhecidas como vazias. Caminha ao sabor dos impulsos.

Quando já tinha perdido, há muito tempo, a confiança nos próprios sentidos, avista diante de si a fonte. Ela brota do solo e nele imediatamente se infiltra.
Porém, até onde a água alcança, o deserto se converte num paraíso.

Olhando em volta, o viajante vê então dois estranhos se aproximarem.
Tinham procedido exatamente como ele.
Seguiram seus próprios modelos até se tornarem iguais a eles. Partiram igualmente para uma longa viagem, buscando transpor talvez uma última fronteira, na solidão do deserto. E, como ele, encontraram a fonte. Juntos, os três se curvam, bebem da mesma água e acreditam que estão perto de atingir a meta. Depois, dizem seus nomes:
“Eu me chamo Gautama, o Buda.” —“Eu me chamo Jesus, o Cristo”. “Eu me chamo Maomé, o
Profeta”.

Então chega a noite, e acima deles, brilham as estrelas, como sempre brilharam, extremamente distantes e silenciosas. Os três se calam. Um deles sabe que está mais próximo do grande modelo do que jamais estivera antes. E como se pudesse, por um momento, pressentir o que Ele sentira quando conheceu a impotência, a frustração, a humildade.
E como deveria sentir-se, se conhecesse igualmente a culpa.
E julgou ouvi-Lo dizer:
“Se vocês me esquecessem, eu teria paz.”

Na manhã seguinte ele retoma, fugindo do deserto.
Mais uma vez, seu caminho o leva por jardins abandonados, até que chega a um jardim que lhe pertence. Diante da entrada está um velho, como se estivesse esperando por ele.
O velho lhe diz:
“Quem vai tão longe e encontra, como você, o caminho de volta, ama a terra húmida. Sabe que tudo o que cresce também morre, e quando acaba nutre”.

“Sim”, responde o outro, “eu concordo com a lei da terra”.
E começa a cultivá-la.



Bert Hellinger




domingo, 12 de abril de 2020

Andrea Bocelli: Music For Hope - Live From Duomo di Milano

                         



On Easter Sunday (April 12, 2020), by invitation of the City and of the Duomo cathedral of Milan, Italian global music icon Andrea Bocelli gave a solo performance representing a message of love, healing and hope to Italy and the world.

“On the day in which we celebrate the trust in a life that triumphs, I’m honored and happy to answer ‘Sì’ to the invitation of the City and the Duomo of Milan. I believe in the strength of praying together; I believe in the Christian Easter, a universal symbol of rebirth that everyone – whether they are believers or not – truly needs right now. Thanks to music, streamed live, bringing together millions of clasped hands everywhere in the world, we will hug this wounded Earth’s pulsing heart, this wonderful international forge that is reason for Italian pride. The generous, courageous, proactive Milan and the whole of Italy will be again, and very soon, a winning model, engine of a renaissance that we all hope for. It will be a joy to witness it, in the Duomo, during the Easter celebration which evokes the mystery of birth and rebirth”
Andrea Bocelli 

 Andrea Bocelli, with the Foundation that carries his name, is currently involved in an emergency COVID-19 campaign. The Andrea Bocelli Foundation (ABF) has started a fundraiser to help hospitals purchase all the instrumentation and equipment necessary to protect their medical staff.








Páscoa






pai chão. 
sexta-feira. o dia em que, dizem, mataram o cristo. 
não sei se mataram. oiço-o, vivo, a pulsar por aí. 
vejo-o, sol, a romper e a aclarar as manhãs. 
sinto-o, presente, nos que se alinham com a substância divina.
homem.
gerado não criado e consubstancial ao pai.
milagre.
metáfora.
chão que pisamos, nós todos, por via da mãe.
o mistério da fé que permanece mistério 
apenas para os que não acreditam. 
não que o mataram, mas que nasceu, numa jerusalém do amor, 
o país sem fronteiras dos que abrem os braços aos outros.
a paixão da entrega, a confiança no bem, o reino que não terá fim, 
sempre que ressuscitarmos para a vida.
a paz esteja contigo.
a páscoa.

'pessah', em hebraico, 
que significa passagem e nós a caminho. 
passageiros sempre em trânsito, 
de um lado para o outro, 
de uma estação para a seguinte, 
de colo em colo, mão em mão, 
criando pontes, laços, afectos.

anunciamos a nossa morte, 
proclamamos a nossa ressurreição, 
guia-nos a consciência do nosso mistério ou,
 se assim não for, 
seguimos surdos e cegos, 
às apalpadelas no escuro.
sem pai e sem mãe 
e sem céu e sem chão.
crucificados.
e aquém, muito aquém, do amor. 


Inês de Barros Baptista





sábado, 11 de abril de 2020

Confusão





Pelos caminhos incertos
dum país de sonho e bruma
vou desvairado à procura
de qualquer coisa que sinto
fugir-me por entre os dedos.
Não sei bem o que persigo
- e que importa isso à vida? -
o essencial é apenas
perseguir alguma coisa
para não ser absurdo
o tanto tempo perdido
a divagar neste mundo.


Adolfo Casais Monteiro





A obsessão de Gates por vacinas...o "Grande Filantropo"





"As vacinas, para Bill Gates, são uma filantropia estratégica que alimenta muitos dos seus negócios relacionados a vacinas (incluindo a ambição da Microsoft de controlar uma empresa global de identificação por vacinas) e dar-lhe controlo ditatorial sobre a política de saúde global - a ponta de lança do neo-imperialismo corporativo.

A obsessão de Gates por vacinas parece alimentada por uma convicção messiânica de que ele está ordenado a salvar o mundo com tecnologia e uma vontade divina de fazer experiências com a vida de seres humanos menores.

Prometendo erradicar a poliomielite com US $ 1,2 bilião, Gates assumiu o controle do Conselho Consultivo Nacional da Índia (NAB) e determinou 50 vacinas contra a poliomielite (de 5 existentes) para todas as crianças antes dos 5 anos de idade. Os médicos indianos culpam a campanha de Gates por uma devastadora epidemia de poliomielite provocada pelas vacinas que paralisou 496.000 crianças entre 2000 e 2017. Em 2017, o governo indiano cancelou o regime de vacinas de Gates e despejou Gates e seus companheiros do NAB. As taxas de paralisia pela poliomielite caíram vertiginosamente. Em 2017, a Organização Mundial da Saúde admitiu com relutância que a explosão global da poliomielite é predominantemente de uma estirpe de vacina, o que significa que é proveniente do Programa de Vacinas de Gates. As epidemias mais assustadoras no Congo, Filipinas e Afeganistão estão todas ligadas às vacinas de Gates. Em 2018, três quartos dos casos globais de poliomielite eram das vacinas de Gates".

Em 2014, a Fundação Gates financiou testes de vacinas experimentais contra o HPV, desenvolvidas pela GSK e Merck, em 23.000 meninas em províncias remotas da Índia. Aproximadamente 1.200 sofreram efeitos colaterais graves, incluindo distúrbios autoimunes e de fertilidade. Sete morreram. As investigações do governo indiano acusaram pesquisadores financiados por Gates de cometeram violações éticas generalizadas: pressionando meninas vulneráveis da aldeia aos testes, intimidando pais, forjando formulários de consentimento e recusando atendimento médico às meninas feridas. O caso está agora no Supremo Tribunal do país.

Em 2010, a Fundação Gates financiou um teste da vacina experimental contra a malária da GSK, matando 151 bebés africanos e causando sérios efeitos adversos, incluindo paralisia, convulsão e convulsões febris a 1.048 das 5.049 crianças.
Durante a Campanha MenAfriVac 2002 de Gates na África Subsaariana, os agentes de Gates vacinaram à força milhares de crianças africanas contra meningite. Entre 50-500 crianças desenvolveram paralisia. Jornais sul-africanos reclamaram: "Somos cobaias para fabricantes de drogas".

O economista sénior formado por Nelson Mandela, Professor Patrick Bond, descreve as práticas filantrópicas de Gates como "cruéis" e imorais.

Em 2010, Gates comprometeu 10 biliões de dólares com a OMS prometendo reduzir a população, em parte, por meio de novas vacinas. Um mês depois, Gates disse num Ted Talk que novas vacinas "poderiam reduzir a população".

Em 2014, a Associação de Médicos Católicos do Quénia acusou a OMS de esterilizar quimicamente milhões de mulheres quenianas relutantes com uma campanha de vacina "tétano" falsa. Laboratórios independentes encontraram a fórmula de esterilidade em todas as vacinas testadas. Depois de negar as acusações, a OMS finalmente admitiu que estava desenvolvendo as vacinas de esterilidade há mais de uma década. Acusações semelhantes vieram da Tanzânia, Nicarágua, México e Filipinas.

Um estudo de 2017 (Morgensen et al. 2017) mostrou que a popular vacina DTP da OMS está a matar mais africanos do que a doença que pretende prevenir. As meninas vacinadas sofreram 10x mais taxa de mortalidade que crianças não vacinadas. Gates e a OMS se recusaram a recordar a vacina letal que a OMS impõe anualmente a milhões de crianças africanas.

Os defensores globais da saúde pública em todo o mundo acusam Gates de sequestrar da agenda da OMS os projectos que comprovadamente reduzem as doenças infecciosas; água potável, higiene, nutrição e desenvolvimento económico.

Eles dizem que ele desviou os recursos da agência para servir seu fetiche pessoal - que a boa saúde só vem numa seringa.
Além de usar sua filantropia para controlar a OMS, UNICEF, GAVI e PATH, Gates financia empresas farmacêuticas privadas que fabricam vacinas; financia uma rede massiva de grupos de frente da indústria farmacêutica que divulgam propaganda enganosa, desenvolvem estudos fraudulentos, conduzem estudos fraudulentos, conduzem operações de vigilância e psicológicas contra a dúvida em vacinar, e usa o poder e o dinheiro de Gates para silenciar divergências e coagir o cumprimento.

Nas recentes aparições ininterruptas da Phamamedia, Gates parece feliz pela crise do Covid-19 lhe dar a oportunidade de forçar seus programas de vacinas do terceiro mundo a crianças americanas ".


Robert F. Kennedy Jr. 





Palestra de Março de 2015




quinta-feira, 9 de abril de 2020

The Whole World Needs To Hear This! Steven Greer

                             




A Intimidade do Sono







Acalmam-se os ventos,
as tempestades das ideias,
a desconexão dos nortes.
Acordar é, também, a surpresa
de se ter viajado nos caminhos do sono
onde se revela a existência
de outros mundos em paralelas existências.

Deixem-me acordar devagar
neste mundo incorrecto.
Deixem-me acordar sem neuras
nesta pressa de viver até morrer.
Deixem-me o sabor nectariano
das memórias ou, então, deixem-me
o entendimento de simbólicos pesadelos
para recordar o erro.

Deixem-me a saudade
do regresso. A preparação futura
da reintegração. Deixem-me
pelo menos os orvalhos sem ácidos,
as madrugadas iniciáticas
e deixem-me o caminho
das experiências onde me resolvo
no entendimento com o eterno
que dentro de mim reside.

Deixem-me a Obra por realizar
esta busca do Ouro da palavra.
Este mistério de nos dizermos
desde que princípio.
Deixem-me o poder das falas,
da comunicação, deixem-me
sem ódios e só com o laboratório das ideias.
Deixem-me a possibilidade das trocas
e que cada câmbio seja notícia de paz.
Deixem-me acordar
dentro do meu Paraíso.


LUÍS FILIPE SARMENTO
in, A INTIMIDADE DO SONO




Filologia do Amor






Vamos falar um pouco da filologia do amor?
E por quê tal proposta?
É que vejo que até o amor nós já não sabemos mais o que é!
Assim, todos os dias, vejo as almas confundidas, desejando ter para dar o que nelas não existe, e, também, chamando de amor aquilo que é ainda instinto primal, e não o desenvolvimento do ser, até chegar ao verdadeiro amor.

Muita gente me escreve querendo soluções para seus problemas de amor.
Eu, porém, sou apenas mais um irmão andando e aprendendo, no caminho, o que seja "o Caminho sobremodo excelente" do amor. Assim, não é um especialista quem fala, mas apenas um homem que também quer ser maduro em seu amor.
Aliás, quem acha que já é maduro no amor?

Ora, este tal está morrendo e não sabe, visto que o amor jamais acaba também no que tem a nos ensinar! Vamos, então, o mais pedagogicamente possível, dar uma olhada nessa “Bula do Amor”. Quem sabe isto possa nos ajudar a todos!?

No amor partimos em um movimento ascendente, indo-se da libido, para a paixão, e para a compaixão. É a ‘mesma energia psicológica’ que ascende e nos atravessa, indo do básico e infantil ao que é adulto e maduro.
Assim, muitas vezes, os problemas sexuais surgem em razão de se misturar as formas de amor. 

Vejamos os níveis do amor:

Amor Pornéia (porneia)
Em grego, há diferentes palavras para estas etapas do amor.
A primeira etapa é Pornéia (porneia), o amor voraz e devorador, o amor do bebê por sua mãe, o amor de consumo. “Amo o outro, portanto como-o”. Este amor é muito lindo em um bebê. Mas é bem menos bonito em um senhor de 60 anos que só quer “comer e devorar”. A Pornéia é uma forma de amor que precisa ser respeitada e que ocorre em um momento de nossa evolução. Para crescer, temos necessidade de nos nutrirmos do outro. Mas fazer disso um “comer o outro” como se fosse “comida”, faz mal às referencias de outras formas de amar, as quais, só crescem em nós se “pornéia” ficar em seu lugar: no chupão do peito da mãe ou da mulher que se ama, sem consumo carnívoro, pois é com afeto.

Amor Pathé e Manía
As palavras seguintes, em grego, são pathé e manía.
Outro dia li Ovídio em seu livro “A arte de amar” (está nas livrarias dos aeroportos), que de fato é a arte de evitar tornar-se amoroso. Isto porque para os antigos gregos e romanos, estar amoroso era uma doença. Sim, era uma possessão. “A arte de amar” de Ovídio é a arte de evitar cair neste estado de possessão psicológica; o que, na radicalidade proposta por ele, cria mais cinismo do que defesa contra os surtos de loucura apaixonada...!
Traduzimos a palavra pathé por paixão e ela está na origem da palavra patologia.
É interessante verificar que, na tradição grega, algumas formas de amor são formas de possessão, de manía, como por exemplo: o maníaco-depressivo. A paixão faz-nos passar por estados extraordinários, maravilhosos, mas pode ser também um inferno, pelo ciúme que desencadeia.
Este amor não é de consumo, não é um amor devorador, mas é um amor de posse, de dependência e também, uma necessidade. Aqui, o amor não é um dom, é uma necessidade, uma solicitação. Há casos em que uma pessoa está namorando ou casada , mas sente a necessidade de uma outra pessoa, e até sente ciúmes se vê tal pessoa com alguém. E até comenta que ‘ama tal pessoa’. Às vezes, o que chamamos de amor não é senão ‘posse’, ‘dependência’ e ‘necessidade’. Este modo de “amor” pode gerar sofrimentos que podem até mesmo levar a pessoa a matar. Sim, assim conforme diz a voz do povo: “Matou por amor”.
Na cultura ocidental, pelo número de canções e de romances tristes que ouvimos e lemos, temos a impressão de que não existe amor feliz. Todas as histórias de amor são, ao mesmo tempo, histórias apaixonadas, possessivas, ciumentas e, freqüentemente, dolorosas. É que pathé se transforma em manía com muita facilidade e, por vezes, enlouquece quem já é predisposto ao vício em razão da carência.

Amor Éros
Depois vem a palavra Éros, que expressa não somente um amor de solicitação e necessidade, mas também de desejo. Éros era um jovem deus na mitologia grega. É ele que dá asas ao nosso “falo”, ao que em nós é “fálico”, à nossa necessidade e a nossa libido. Éros é já uma forma muito mais evoluída de amor. Não estamos mais no consumo que caracteriza a criança e o adolescente, mas começamos a viver uma sexualidade adulta. Um amor de uma pessoa por outra, desejando-a e maravilhando-se com ela. Éros é o amor da beleza. Éros é o sexo alado, o sexo que encontra suas asas. Todavia, para os cristãos, a palavra Éros ficou muito próxima da palavra Pornéia. E isto tem gerado muitos problemas de natureza psicológica.

Amor Storgué
A palavra Storgué pode ser traduzida como ternura e harmonia, as quais são belas formas de falar de amor. É uma maneira de Harmonizar o seu ser com o ser do outro. Sim, porque os problemas entre os seres humanos são também problemas de “ritmo”. É uma experiência muito bela harmonizar sua respiração (seu Sopro), com a respiração do outro. Quando o amor atinge Storgué, em geral, ele está chegando à maturidade e à plenitude.
Esta harmonia entre duas pessoas tem como consequência uma cura para o ser. Por isto os antigos chineses diziam que da harmonia entre o homem e a mulher depende a harmonia do universo.
Neste ponto não estamos mais ao nível da necessidade, da paixão, nem mesmo do desejo.
Estamos no mundo da harmonia e, pouco a pouco, nos aproximamos da compaixão.

Amor Philia
Chegamos à palavra philia que é muito usada pelos cristãos. Daí vem o nome da cidade da Ásia menor: Filadélfia; cujo nome tem muito significado para os cristãos por ser o nome de uma das “igrejas do Apocalipse”, e, também, por ser a palavra da “fraternidade”. Esta palavra pode ser encontrada na Filo-sofia (amor à sabedoria) e em Filo-antropia (amor aos seres humanos).
Em grego, distinguem-se diferentes formas de Philia:
Philia Physiqué é o amor parental, a amizade entre parentes. O amor da mãe ou do pai pela sua criança e vice-versa. É, igualmente, o amor de irmãos. Este , às vezes, é um amor difícil, porque a inveja, a concorrência muitas vezes o destrói. Mas como alguém já disse: “...um irmão é um amigo que a natureza nos dá”. Esta é uma forma de relação muito preciosa e que deve ser mantida a todo custo; isto se não houver manipulação e tentativa de abuso e seqüestro emocional.
A Philia Zeiniqué é o amor da hospitalidade, o respeito aos outros, o respeito por aqueles a quem se recebe e acolhe. Temos aqui uma qualidade de relacionamento que é diferente das relações familiares. Não há a mesma familiaridade, mas pode haver a mesma profundidade e pode mesmo ser até mais profundo do que o que acontece entre irmãos de sangue. Podemos ter amigos com quem temos relações mais íntimas que com nossos irmãos, irmãs e pais.
A Philia Etairiqué é o verdadeiro amor-amizade entre dois Egos, duas pessoas. É o amor do dar e do receber, uma relação de confiança, ajuda, parceira. E como ensinam os livros de Provérbios e Eclesiastes, aquele que tem um amigo é mais rico que aquele que tem um reino. Porque podemos viver com este amigo o que temos de mais humano. Esta é a riqueza!
A Philia Erotiqué é também uma amizade, um amor com respeito, um amor que respeita a liberdade do outro. É uma espécie de amizade-amorosa. Não é muito fácil de entender porque não é paixão, não é dependência, mas há uma qualidade de ternura, de harmonia, de grande respeito e atração que faz dela uma amizade mais profunda. Aristóteles dizia: “Um Homem e uma Mulher podem se unir ao sentirem qualquer tipo de amor, mas só permanecerão unidos se a Philia Erotiqué for o sentimento mais profundo que um tem pelo outro”.

Às vezes misturamos as formas de amor. 
Quando Philia Physiqué se mistura com a Philia Erotiqué, há uma forma de incesto.
Quando Philia Zeiniqué se confunde com Philia Erotiqué esquece-se o respeito, à distância que se deve àquele a quem se recebe como um hóspede. Não podemos exigir do hospede uma intimidade que supõe um conhecimento maior, com partilha do seu espírito e do seu psiquismo, ou mesmo com manifestações ao nível do corpo.

Amor Énnoia
Há ainda outras palavras para designar o amor.
A palavra Énnoia quer dizer dom, a doação e, às vezes, o devotamento. É uma qualidade de amor que manifesta uma grande generosidade do coração. É a libido, a energia vital que se manifesta ao nível do coração como desejo de se dar.

Amor Kháris
Kháris significa gratidão.
Ter gratidão pela existência do outro. Agradecer ao outro porque ele existe e maravilhar-se pela sua existência. É um grande presente ser amado. Mas nós esquecemos desse amor que é pura gratidão, e, assim, faltamos com a gratidão. Vivemos na ingratidão. Somos como grandes bebês a quem tudo é devido, tudo é normal.

Amor Ágape
Finalmente, chegamos à última palavra do Vocabulário grego, Ágape.
Podemos traduzi-la como a graça ou gratuidade. Ambas têm a mesma etimologia. É esta gratuidade que faz a gente “amar por nada”, por causa de coisa alguma e sem explicação. É porque é!
Não sei se você já viveu a experiência de amar sem Ter nada em particular para amar na pessoa. Este “amar” não parte de nossa ‘carência’, mas sim de nossa ‘plenitude’. Sim, esse “amar” não é fruto de nossa sede, mas sim é filho de nossa fonte cheia e que não cessa de brotar...



Amor e Relação Sexual
Como vimos a palavra amor tem sentidos bem diferentes.
Não é preciso opô-los uns aos outros.
Há uma criança que tem fome e sede, um adolescente que pede para ser reconhecido, nomeado, chamado... etc. Isto porque não podemos esquecer o desejo que nos habita.
Somos igualmente capazes de harmonia e de ternura, e seria uma lástima nos privarmos da amizade, da troca, do partilhar, da capacidade de doação e de perdão que habita em nós.
E devemos fazer também a experiência do que há de graça, de gratidão e de gratuidade em nós, pois, se assim fizermos, ganhamos a experiência do amor de Deus em nosso interior.

Somos convidados a introduzir em nossa libido, em nossas experiências sexuais, em nossas paixões devoradoras, em nosso ciúme possessivo, a compaixão.

Introduzir a graça Ágape.
Fazer isso não só pela nossa felicidade pessoal, mas também pela cura de nossa sexualidade.
Se vivermos no nível da harmonia e ternura, alguma coisa se relaxará em nossa libido. As relações sexuais vão mudar. E o sexo não terá mais a mesma importância “famigerada”.
Nesse caso, o importante será a relação do meu ser com o outro ser.

O amor é mistério.
Por isto não conhecemos todas as suas matizes por livro, mas apenas vivendo.
Só a experiência do amor nos permitirá visitar todas as nuances do amor.
Assim, a relação sexual se tornará um local de evocação de Deus também.
Porque o sexo é o local onde se encarna a vida.
Por isso é algo sagrado, e não sujo; a menos que quem o pratique o faça a partir dos amores que não amam...
Infelizmente em nossa época o sexo tem se tornado um instrumento do mal e do pecado para muitos. Mas na sua origem ele é algo santo se é acompanhado por ternura e por amor que ama.
Sim, se é acompanhado pelo coração e se o coração é acompanhado pela sabedoria.
Neste instante o sexo se torna um ato profundamente humano e divino.
Neste instante o sexo passa a ser o local da Aliança do homem com mulher e, vice-versa; e dos homens com Deus.

Estou escrevendo isto como quem escreve uma “bula” apenas para ver se, pela simplicidade, as pessoas discernem diferenciações tão importantes quanto às acima feitas; posto que é por misturá-las e não entendê-las que sofremos e fazemos sofrer sem necessidade.

Também, vendo tais níveis de amor, dá para ver que a maioria de nós ainda está na fase primária: apenas querendo “devorar”. Receber, sem dar.

O objetivo de todo amor é crescer até chegar a ser Graça!
No caso do homem e da mulher, isto não mata Eros, mas apenas o fortalece.
No livro de Cantares de Salomão a mulher é amada como “querida minha, pomba minha, imaculada minha e minha irmã”.
Ou seja: todas as formas de amar estão ali equilibradas!

Leia tudo com calma, olhe para o seu próprio coração, e, assim, discirna seus próprios amores; posto que nada é tão opressivo quanto jurar amar com um tipo de amor que não existe em nós; especialmente quando se trata de relacionamento conjugal.

Desse modo, não fale jamais do amor que não existe em você, e não o proponha como relacionamento se ele não cresceu em sua alma ainda.
Evitar prometer amores que não existem em nós é, no mínimo, sabedoria e saúde para a alma. Pois nada é mais opressivo do que amar sem amor, ou sem a forma de amor demandada.

Pense nisto!


Caio Orion




Existem 3 Dimensões do Amor:


  • Infantil 
  • Adulto
  • Divino


No Amor Infantil, existem 2 tipos de amor:

  1. Amor Pornéia (porneia)
  2. Amor Storgué




                         







No Amor Adulto existem 2 tipos de amor:

  1. Amor Philia
  2. Amor Éros


                         






No Amor Divino existem 3 tipos de amor:

  1. Amor Materno
  2. Amor Paterno
  3. Amor Ágape

















terça-feira, 7 de abril de 2020

Evidence mounts COVID-19 came from a lab in Wuhan

                           



Sky News host Andrew Bolt says claims coronavirus came from a Wuhan exotic animal market were beginning to fall apart with a Chinese academic pointing the finger at dangerous virology labs.

A scholar from the South China University of Technology wrote a report casting doubt on the claim revealing “bat was never a food source in Wuhan” and bat was never sold at the infamous wet market.

Instead, the author theorised that “a nearby laboratory just 300 metres from the market” was responsible for the outbreak.

He said a researcher who worked coronaviruses and bats was quarantined for 14 days after being splashed with infected blood and urine.

The scholar has since withdrawn his paper, a decision Mr Bolt said may have been due to pressure “to shut up” from Chinese leadership.

Mr Bolt also revealed on his show that another nearby lab, the Wuhan Institute of Virology, bragged about discovering and identifying “a large number of new bat and rodent viruses” in a job ad posted in 2019.