terça-feira, 4 de junho de 2013

TABACARIA



Não sou nada.
Nunca serei nada.
Não posso querer ser nada.
À parte isso, tenho em mim todos os sonhos do mundo.

Janelas do meu quarto,
Do meu quarto de um dos milhões do mundo que ninguém sabe quem é
(E se soubessem quem é, o que saberiam?),
Dais para o mistério de uma rua cruzada constantemente por gente,
Para uma rua inacessível a todos os pensamentos,
Real, impossivelmente real, certa, desconhecidamente certa,
Com o mistério das coisas por baixo das pedras e dos seres,
Com a morte a por humidade nas paredes e cabelos brancos nos homens,
Com o Destino a conduzir a carroça de tudo pela estrada de nada.

Estou hoje vencido, como se soubesse a verdade.
Estou hoje lúcido, como se estivesse para morrer,
E não tivesse mais irmandade com as coisas
Senão uma despedida, tornando-se esta casa e este lado da rua
A fileira de carruagens de um comboio, e uma partida apitada
De dentro da minha cabeça,
E uma sacudidela dos meus nervos e um ranger de ossos na ida.

Estou hoje perplexo, como quem pensou e achou e esqueceu.
Estou hoje dividido entre a lealdade que devo
À Tabacaria do outro lado da rua, como coisa real por fora,
E à sensação de que tudo é sonho, como coisa real por dentro.

Falhei em tudo.
Como não fiz propósito nenhum, talvez tudo fosse nada.
A aprendizagem que me deram,
Desci dela pela janela das traseiras da casa.
Fui até ao campo com grandes propósitos.
Mas lá encontrei só ervas e árvores,
E quando havia gente era igual à outra.
Saio da janela, sento-me numa cadeira. Em que hei de pensar?

Que sei eu do que serei, eu que não sei o que sou?
Ser o que penso? Mas penso tanta coisa!
E há tantos que pensam ser a mesma coisa que não pode haver tantos!
Génio? Neste momento
Cem mil cérebros se concebem em sonho génios como eu,
E a história não marcará, quem sabe?, nem um,
Nem haverá senão estrume de tantas conquistas futuras.
Não, não creio em mim.
Em todos os manicómios há doidos malucos com tantas certezas!
Eu, que não tenho nenhuma certeza, sou mais certo ou menos certo?
Não, nem em mim...
Em quantas mansardas e não-mansardas do mundo
Não estão nesta hora génios-para-si-mesmos sonhando?
Quantas aspirações altas e nobres e lúcidas -
Sim, verdadeiramente altas e nobres e lúcidas -,
E quem sabe se realizáveis,
Nunca verão a luz do sol real nem acharão ouvidos de gente?
O mundo é para quem nasce para o conquistar
E não para quem sonha que pode conquistá-lo, ainda que tenha razão.
Tenho sonhado mais que o que Napoleão fez.
Tenho apertado ao peito hipotético mais humanidades do que Cristo,
Tenho feito filosofias em segredo que nenhum Kant escreveu.
Mas sou, e talvez serei sempre, o da mansarda,
Ainda que não more nela;
Serei sempre o que não nasceu para isso;
Serei sempre só o que tinha qualidades;
Serei sempre o que esperou que lhe abrissem a porta ao pé de uma parede sem porta,
E cantou a cantiga do Infinito numa capoeira,
E ouviu a voz de Deus num poço tapado.
Crer em mim? Não, nem em nada.
Derrame-me a Natureza sobre a cabeça ardente
O seu sol, a sua chave, o vento que me acha o cabelo,
E o resto que venha se vier, ou tiver que vir, ou não venha.
Escravos cardíacos das estrelas,
Conquistamos todo o mundo antes de nos levantar da cama;
Mas acordamos e ele é opaco,
Levantamos-nos e ele é alheio,
Saímos de casa e ele é a terra inteira,
Mais o sistema solar e a Via Láctea e o Indefinido.

(Come chocolates, pequena;
Come chocolates!
Olha que não há mais metafísica no mundo senão chocolates.
Olha que as religiões todas não ensinam mais que a confeitaria.
Come, pequena suja, come!
Pudesse eu comer chocolates com a mesma verdade com que comes!
Mas eu penso e, ao tirar o papel de prata, que é de folha de estanho,
Deito tudo para o chão, como tenho deitado a vida.)

Mas ao menos fica da amargura do que nunca serei
A caligrafia rápida destes versos,
Pórtico partido para o Impossível.
Mas ao menos consagro a mim mesmo um desprezo sem lágrimas,
Nobre ao menos no gesto largo com que atiro
A roupa suja que sou, em rol, pra o decurso das coisas,
E fico em casa sem camisa.

(Tu que consolas, que não existes e por isso consolas,
Ou deusa grega, concebida como estátua que fosse viva,
Ou patrícia romana, impossivelmente nobre e nefasta,
Ou princesa de trovadores, gentilíssima e colorida,
Ou marquesa do século dezoito, decotada e longínqua,
Ou cocote célebre do tempo dos nossos pais,
Ou não sei quê moderno - não concebo bem o quê -
Tudo isso, seja o que for, que sejas, se pode inspirar que inspire!
Meu coração é um balde despejado.
Como os que invocam espíritos invocam espíritos invoco
A mim mesmo e não encontro nada.
Chego à janela e vejo a rua com uma nitidez absoluta.
Vejo as lojas, vejo os passeios, vejo os carros que passam,
Vejo os entes vivos vestidos que se cruzam,
Vejo os cães que também existem,
E tudo isto me pesa como uma condenação ao degredo,
E tudo isto é estrangeiro, como tudo.)

Vivi, estudei, amei e até cri,
E hoje não há mendigo que eu não inveje só por não ser eu.
Olho a cada um os andrajos e as chagas e a mentira,
E penso: talvez nunca vivesses nem estudasses nem amasses nem cresses
(Porque é possível fazer a realidade de tudo isso sem fazer nada disso);
Talvez tenhas existido apenas, como um lagarto a quem cortam o rabo
E que é rabo para aquém do lagarto remexidamente

Fiz de mim o que não soube
E o que podia fazer de mim não o fiz.
O dominó que vesti era errado.
Conheceram-me logo por quem não era e não desmenti, e perdi-me.
Quando quis tirar a máscara,
Estava pegada à cara.
Quando a tirei e me vi ao espelho,
Já tinha envelhecido.
Estava bêbado, já não sabia vestir o dominó que não tinha tirado.
Deitei fora a máscara e dormi no vestiário
Como um cão tolerado pela gerência
Por ser inofensivo
E vou escrever esta história para provar que sou sublime.

Essência musical dos meus versos inúteis,
Quem me dera encontrar-me como coisa que eu fizesse,
E não ficasse sempre defronte da Tabacaria de defronte,
Calcando aos pés a consciência de estar existindo,
Como um tapete em que um bêbado tropeça
Ou um capacho que os ciganos roubaram e não valia nada.

Mas o Dono da Tabacaria chegou à porta e ficou à porta.
Olho-o com o deconforto da cabeça mal voltada
E com o desconforto da alma mal-entendendo.
Ele morrerá e eu morrerei.
Ele deixará a tabuleta, eu deixarei os versos.
A certa altura morrerá a tabuleta também, os versos também.
Depois de certa altura morrerá a rua onde esteve a tabuleta,
E a língua em que foram escritos os versos.
Morrerá depois o planeta girante em que tudo isto se deu.
Em outros satélites de outros sistemas qualquer coisa como gente
Continuará fazendo coisas como versos e vivendo por baixo de coisas como tabuletas,

Sempre uma coisa defronte da outra,
Sempre uma coisa tão inútil como a outra,
Sempre o impossível tão estúpido como o real,
Sempre o mistério do fundo tão certo como o sono de mistério da superfície,
Sempre isto ou sempre outra coisa ou nem uma coisa nem outra.

Mas um homem entrou na Tabacaria (para comprar tabaco?)
E a realidade plausível cai de repente em cima de mim.
Semiergo-me enérgico, convencido, humano,
E vou tencionar escrever estes versos em que digo o contrário.

Acendo um cigarro ao pensar em escrevê-los
E saboreio no cigarro a libertação de todos os pensamentos.
Sigo o fumo como uma rota própria,
E gozo, num momento sensitivo e competente,
A libertação de todas as especulações
E a consciência de que a metafísica é uma consequência de estar mal disposto.

Depois deito-me para trás na cadeira
E continuo fumando.
Enquanto o Destino mo conceder, continuarei fumando.

(Se eu casasse com a filha da minha lavadeira
Talvez fosse feliz.)
Visto isto, levanto-me da cadeira. Vou à janela.
O homem saiu da Tabacaria (metendo troco na algibeira das calças?).
Ah, conheço-o; é o Esteves sem metafísica.
(O Dono da Tabacaria chegou à porta.)
Como por um instinto divino o Esteves voltou-se e viu-me.
Acenou-me adeus, gritei-lhe Adeus ó Esteves!, e o universo
Reconstruiu-se-me sem ideal nem esperança, e o Dono da Tabacaria sorriu.

Álvaro de Campos, 15-1-1928





terça-feira, 28 de maio de 2013

Goo Goo Dolls - Iris (Tradução - Cidade dos Anjos)

Alma de fada, carma de bruxa num corpo de Deusa


Alma de fada, carma de bruxa num corpo de Deusa.
Tenho sombra felina, quatro patas, garras e pêlos.
E deixo rastros para que me siga...
Sussurro em sonhos noturnos para que me decifre.

Eu encho tua vida de sinais
Para que tenha vontade de encontrá-La, libertá-La e amá-La.
Sou a música, a poesia, a arte e o encanto
O sopro, o tiro, cheiro de cama, Eu de tudo um tanto.

E sou selvagem... Elfa, demônio, anjo, raposa.
E sou a dona da matilha, amante e esposa.
E serei tudo que te dira que estas vivo
quando achar que chegamos ao fim.

Sei sentir, disfarçar e amar profundamente
Sei trazer para perto, repelir, criar e destruir.
A que faz rir, o ponto para fazer o olho brilhar
E o olho Dela brilha...

Dou mais sabor ao culto da paixão...
Porque sou celestial, selvagem, sublime.
Dá mais sentido a vida...
Ser o casulo, as asas, o rumo e a libertação.

Carolina Salcides

...não esquecer!


"Tenha sempre presente que a pele se enruga, o cabelo embranquece, os dias convertem-se em anos...
Mas o que é importante não muda... a tua força e convicção não tem idade. 
O teu espírito é como qualquer teia de aranha. 
Atrás de cada linha de chegada, há uma de partida."

Madre Teresa de Calcutá

BRUXARMS


Metade de mim é fada,
a outra metade é bruxa.
Uma escreve com o sol,
a outra escreve com a lua.
Uma anda pelas ruas
cantarolando baixinho.
A outra caminha de noite,
dando de comer à sua sombra.
Uma é séria, a outra sorri,
uma voa, a outra é pesada.
Uma sonha dormindo,
a outra sonha acordada.
Cabe a você decifrar me ...


Roseana Murray

......e com um pouco de sorte, também ser amado!


Para entender uma mulher é preciso mais que deitar-se com ela… 
Há que se ter mais sonhos e cartas na mesa que se possa prever nossa vã pretensão… 
Para possuir uma mulher é preciso mais do que fazê-la sentir-se em êxtase numa cama, em uma seda, com toda viril possibilidade… 
Há que conseguir fazê-la sorrir antes do próximo encontro. 
Para conhecer uma mulher, mais que em seu orgasmo, tem de ser mais que amante perfeito… 
Há que se ter o jeito certo ao sair, e fazer da saudade e das lembranças, todo sorriso… 
O potente, o amante, o homem viril, são homens bons… bons homens de abraços e passos firmes… bons homens para se contar histórias… 
Há, porém, o homem certo, de todo instante: O de depois! 
Para conquistar uma mulher, mais que ser este amante, há que se querer o amanhã, e depois do amor um silêncio de cumplicidade… e mostrar que o que se quis é menor do que o que não se deve perder. É esperar amanhecer, e nem lembrar do relógio ou café… 
Há que ser mulher, por um triz e, então, ser feliz! 
Para amar uma mulher, mais que entendê-la, mais que conhecê-la, mais que possuí-la, é preciso honrar a obra de Deus, e merecer um sorriso escondido, e também ser possuído e, ainda assim, também ser viril… 
Para amar uma mulher, mais que tentar conquistá-la, há que ser conquistado… todo tomado e, com um pouco de sorte, também ser amado!


Carlos Drummond de Andrade

segunda-feira, 27 de maio de 2013

decisões


"A vida humana acontece só uma vez, e não poderemos jamais verificar qual seria a boa ou a má decisão, porque, em todas as situações, só podemos decidir uma vez.
Não nos são dadas uma primeira, segunda, terceira ou quarta chance para que possamos comparar decisões diferentes"

- A Insustentável Leveza do Ser - Milan Kundera

"Os Meus Filhos São Socialistas."


Texto publicado no “jornal i” há pouco mais de uma semana, pela Inês Teotónio Pereira, chamado "Os Meus Filhos São Socialistas."

Não sei se são só os meus filhos que são socialistas ou se são todas as crianças que sofrem do mesmo mal. Mas tenho a certeza do que falo em relação aos meus. E nada disto é deformação educacional – eles têm sido insistentemente educados no sentido inverso. Mas a natureza das criaturas resiste à benéfica influência paternal como a aldeia do Astérix resistiu culturalmente aos romanos. Os garotos são estoicos e defendem com resistência a bandeira marxista sem fazerem ideia de quem é o senhor.

Ora o primeiro sintoma desta deformação ideológica tem que ver com os direitos. Os meus filhos só têm direitos. Direitos materiais, emocionais, futuros, ambíguos e todos eles adquiridos. É tudo, absolutamente tudo, adquirido. Ele dão como adquirido o divertimento, as férias, a boleia para a escola, a escola, os ténis novos, o computador, a roupinha lavada, a televisão e até eu. Deveres, não têm nenhum. Quanto muito lavam um prato por dia e puxam o edredão da cama para cima, pouco mais. Vivem literalmente de mão estendida sem qualquer vergonha ou humildade. Na cabecinha socialista deles não existe o conceito de bem comum, só o bem deles. Muito, muito deles.

O segundo sintoma tem que ver com o aparecimento desses direitos. Como aparecem esses direitos. Não sabem. Sabem que basta abrirem a torneira que a água vem quente, que dentro do frigorífico está invariavelmente leite fresquinho, que os livros da escola aparecem forradinhos todos os anos, que o carro tem sempre gasolina e que o dinheiro nasce na parede onde estão as máquinas de multibanco. A única diferença entre eles e os socialistas com cartão de militante é que, justiça seja feita, estes últimos já não acreditam na parede – são os bancos que imprimem dinheiro e pronto, ele nunca falta.

Outro sintoma alarmante é a visão de futuro. O futuro para os meus filhos é qualquer coisa que se vai passar logo à noite, o mais tardar. Eles não vão mais longe do que isto. Na sua cabecinha não há planeamento, só gastamento, só o imediato. Se há, come-se, gasta-se, esgota-se, e depois logo se vê. Poupar não é com eles. Um saco de gomas ou uma caixa de chocolates deixada no meio da sala da minha casa tem o mesmo destino que um crédito de milhões endereçado ao Largo do Rato: acaba tudo no esgoto. E não foi ninguém...

O quarto tique socialista das minhas crianças é estarem convictas de que nada depende delas. Como são só crianças, acham que nada do que fazem tem importância ou consequências. Ora esta visão do mundo e da vida faz com que os meus filhos achem que podem fazer todo o tipo de asneiras que alguém irá depois apanhar os cacos. Eles ficam de castigo é certo (mais ou mesmo as mesma coisa que perder eleições), mas quem apanha os cacos sou eu. Os meus filhos nasceram desresponsabilizados. A responsabilidade é sempre de outro qualquer: o outro que paga, o outro que assina, o outro que limpa. No caso dos meus filhos o outro sou eu, no caso dos socialistas encartados o outro é o governo seguinte.

Por fim, o último mas não menos aterrorizador sintoma muito socialista dos meus filhos é a inveja: eles não podem ver nada que já querem. Acham que têm de ter tudo o que o do lado tem quer mereçam quer não. São autênticos novos-ricos sem cheta. Acham que todos temos de ter o mesmo e se não dá para repartir ninguém tem. Ou comem todos ou não come nenhum. Senão vão à luta. Eu não posso dar mais dinheiro a um do que a outro ou tenho o mesmo destino que Nicolau II. Mesmo que um ajude mais que outro e tenha melhores notas, a “cultura democrática” em minha casa não permite essa diferenciação. Os meus filhos chamam a esta inveja disfarçada, justiça, os socialistas deram-lhe o nome de justiça social.

A minha sorte é que os meus filhos crescem.
Já os socialistas são crianças a vida inteira.

sábado, 25 de maio de 2013

Nadie tiene la obligación de amarnos



" Ten en cuenta que hay cosas en la vida que no se piden. 
Nadie tiene la obligación de amarnos. 
Respetar los derechos afectivos de las otras personas es también 
asimilar el riesgo de no ser correspondido en algún momento"

Walter Riso

quarta-feira, 22 de maio de 2013

Religion and Spirituality



You don't need religion to be spiritual, or to have a relationship with God.
Don't let anyone tell you that your opinions aren't valid just because you don't subscribe to a man-made belief system, or that your experience of the Divine isn't real because it doesn't coincide with what someone wrote down in a cave 3000 years ago regarding their experience.

Religion is fine, but there comes a time where reading about how good a flower smells doesn't satisfy the heart any longer.
Have your own experiences, and pursue your own revelations.
Your experiences are not peripheral.

Nature is my religion.
Earth is my church.

Ben Howard - Keep Your Head Up



I spent my time watchin'
the spaces that have grown between us.
And I cut my mind on second best
or the scars that come with the greenness.
And I gave my eyes to the boredom,
still the seabed wouldn't let me in.
And I tried my best to
embrace the darkness in which I swim.

Now walkin' back down this mountain
with the strength of a turnin' tide.
Oh the wind's so soft on my skin,
the sun so hard upon my side.
Oh lookin' out at this happiness,
I search for between the sheets.
Oh feelin' blind and realize,
All I was searchin' for was me.
Ooh ooh all I was searchin' for was me.

Keep your head up, keep your heart strong.
No, no, no, no.
Keep your mind set, keep your hair long.
Oh my my darlin' keep your head up, keep your heart strong.
No, no, no, no.
Keep your mind set in your ways, keep your heart strong.

I saw a friend of mine the other day,
and he told me that my eyes were gleamin'.
Oh I said I had been away, and he knew,
oh he knew the depths I was meanin'.
And it felt so good to see his face
or the comfort invested in my soul.
Oh to feel the warmth of a smile,
when he said "I'm happy to have you home.
Ooh ooh I'm happy to have you home."

Yeah, keep your head up, keep your heart strong.
No, no, no, no.
Keep your mind set, keep you hair long.
Oh my my darlin', keep your head up, keep you heart strong.
No, no, no, no.
Keep your mind set in your ways, keep your heart strong.
'Cause I'll always remember you the same.
Oh eyes like wild flowers within demons of change.

May you find happiness there,
May all your hopes all turn out right.

Keep your head up, keep your heart strong.
No, no, no, no.
Keep your mind set, keep you hair long.
Oh my my darlin', keep your head up, keep you heart strong.
No, no, no, no.
Keep your mind set in your ways, keep your heart strong.
'Cause I'll always remember you the same.
Oh eyes like wild flowers within demons of change.

terça-feira, 21 de maio de 2013

The Law of "Dharma" or purpose in life



"Dharma" is a Sanskrit word that means "purpose in life". 

This law says that we have expressed in physical form to fulfill a purpose.

The field of pure potentiality is divinity in its essence, and the divine takes human form to fulfill a purpose.

According to this law, each of us has a unique talent and a unique way of expressing it. 
There is one thing that every individual can do better than any other in the world - and for every unique talent and unique expression for each of that talent, there are also unique needs. When these needs are joined with the creative expression of our talent, the spark occurs that creates wealth.
The express our talents to fulfill needs creates unlimited wealth and abundance.
Everyone has a purpose in life ... a unique gift or special talent to give to others.

And when you combine this unique talent with service to others, we experience the ecstasy and exultation of our own spirit, which is the ultimate goal of all goals.

sábado, 18 de maio de 2013

PORQUE ME APETECE



"Silêncio, que se vai amar. 
Todos os amores começam assim. 
No silêncio de um olhar, no silêncio de uma mão dependente da outra, de outra mão vadia a vaguear pela cidade nocturna do teu corpo, no silêncio dos lábios trincados, trocados, massajados, abraçados e voltados a abraçar. Todos os amores são silêncio estendido. 
E todos os silêncios merecem o amor.
É fundamental mandar foder a política. 
É fundamental perceber que só o politicamente incorrecto faz feliz. 
É fundamental negar o que te é vendido e comprar apenas o que não está à venda. 
Nada do que vale a pena tem preço.
É fundamental amar o silêncio. 
Recusar quem o recusa. 
Insultar quem o maltrata. 
Exigir que o respeitem como se respeita Deus. 
E apenas quem não ama teme o silêncio. 
É fundamental decretar o silêncio. 
Guardar as palavras para o depois do orgasmo, para o depois do pecado. 
Todo o pecado te esquece as palavras.
E nenhuma palavra é tão grande que possa dizer o que nos une. 
É fundamental o silêncio entre duas pessoas que se querem falar. 
É fundamental o silêncio para que o amor se entenda. 
E “Amo-te” é uma palavra que só se diz assim:
Shiu."

Pedro Chagas Freitas

sexta-feira, 17 de maio de 2013

Os bens materiais



A natureza é pródiga: quando chove, é impossível contar as gotas de água, assim como é impossível contar os grãos de areia de uma praia. As águas dos oceanos são infindáveis. O tamanho do céu é incomensurável. Os animais simplesmente confiam na vida.

Não ficam estocando comida inutilmente. Em seu estado natural, eles não têm obesidade, como acontece com alguns mascotes. Na primavera, as abelhas fabricam mel apenas para a próxima temporada. Elas não se preocupam em acumular mel até a próxima década ou o próximo século: precisa durar apenas até a próxima primavera.

Os humanos, por nossa parte, temos uma tendência a acumular objectos de maneira desnecessária, como se fóssemos viver para sempre. Tem gente que estoca comida como se o mundo fosse acabar amanhã, ou como se não houvesse comida suficiente para todos.

É saudável separar necessidade de ambição. As necessidades materiais devem ser consideradas usando o bom-senso, mantendo os pés na terra e sem esquecer o propósito fundamental da existência, que é a liberdade.

As necessidades materiais devem ser consideradas usando o bom-senso, mantendo os pés na terra e sem esquecer o propósito fundamental da existência, que é a liberdade.

De costas para essa questão da liberdade, e sem termos reconhecido a inutilidade da corrida para satisfazer as ambições materiais, não será possível superar a crise existencial que hoje atravessa a nossa sociedade, que se faz evidente nos relacionamentos de todos os tipos.

Então, se estas palavras fizerem sentido para você, aceite a sua própria natureza e use sua capacidade de transformação para dirigir a sua força para algo construtivo, útil para si e para os demais.

Pedro Kupfer

segunda-feira, 13 de maio de 2013

Michael Jackson - Earth Song




EARTH SONG by MICHAEL JACKSON (CENSURADO NOS EUA)

O vídeo é do single de maior sucesso de Michael Jackson no Reino Unido, que não foi nem "Billie Jean", nem "Beat it", e sim a ecológica "Earth Song", de 1996. A letra fala de desmatamento, sobrepesca e poluição e, por um pequeno detalhe, talvez  nunca terás a oportunidade de ver na televisão.

O Detalhe: "Earth Song" nunca foi lançada como single nos Estados Unidos, historicamente o maior poluidor do planeta. Por isso a maioria de nós nunca teve acesso ao clipe.

Filmado na Africa, Amazonia, Croácia e New York.

ria de aveiro em canoa