sábado, 15 de setembro de 2012
Moralidade
A moralidade e sinónimo de limitação e hipocrisia.
A moralidade de "não podes".
Nega um direito básico - o direito a experimentar e de ser quem e aquilo que desejarmos ser.
A moralidade impõe o ponto de vista de outro alguém,do ser humano perfeito,exigindo a todos que se conformem a isso.Tal moralidade exige uma verdadeira arrogância de classe mundial.Porque ninguém corresponde a este molde de ser humano"perfeito"(incluindo o moralista que produziu o molde),toda a gente anda por aí a negar-se aos seus verdadeiros sentimentos ou a sentir-se culpado,por não encaixar no molde.
Como a sociedade massacra todos aqueles que estiverem abaixo dos padrões morais,as pessoas colocam máscaras e tentam enganar toda a gente,enquanto mantêm vidas"morais"de fachada.
É um mundo de negação,medo,mentiras,hipocrisia e segredos.
Não precisa de ser.
Isso só acontece,porque receamos aquilo que os outros pensam de nós e aquilo que pensam de nós está condicionado pelos poucos que decidem os chamados"padrões".
David Icke
Finalmente!!!
Encontrei um texto que expressa na perfeição, o que sinto em relação à Moral!
A maior parte das pessoas, gosta de dizer à boca cheia e com todo o orgulho, que são pessoas com Ética e com Moral.
São todos muito boas pessoinhas (como dizia Fernando Pessoa)
Maturidade Emocional
"Maturidade emocional
é perceber que não tenho necessidade
de culpar ou julgar ninguém
pelo que acontece comigo".
Anthony de Mello
Normalmente, a maturidade é associada à idade e aos anos de experiência de vida cronológica. No entanto, quando se trata de maturidade emocional, a idade pode ter pouco a ver com isso. Muitas vezes a maturidade física chega antes da maturidade emocional.
Amadurecer significa entender que não existe amor maior do que o amor próprio, aprender e aceitar o que a vida nos apresenta e seguir adiante.
A maturidade emocional não surge do nada; exige trabalho, esforço, boa vontade e o desejo de olhar para dentro e se conhecer melhor, com a cabeça e o coração em perfeita sintonia. Amadurecer significa encarar a realidade como ela é, muitas vezes bem mais dolorosa do que gostaríamos.
Aqui estão sete características das pessoas emocionalmente maduras:
1- Sabem dizer adeus
A maioria de nós sente muito medo, principalmente quando se trata de soltar as amarras e deixar a vida fluir. Pensar que o passado foi melhor é muito doloroso; nos impede de soltar e deixar ir.
As pessoas emocionalmente maduras sabem que a vida fica muito melhor quando é vivida em liberdade. Então, deixam ir o que não lhes pertence, porque entendem que ficar preso ao passado nos impede de fechar ciclos e curar nossas feridas emocionais.
2- Conseguem olhar para o seu passado emocional sem dor
Limpar a dor do nosso passado é absolutamente necessário para avançarmos em nosso caminho emocional. As ervas daninhas crescem rapidamente; se não limparmos nosso caminho, não veremos o que está próximo.
As pessoas emocionalmente maduras sabem da importância de viver no presente, superando e aceitando o que passou. O que aconteceu, já aconteceu; não podemos mudar. Aprenda com os erros e siga em frente.
Se perdermos o contacto com o nosso interior, não nos afastamos dele, mas permitimos que o negativo do nosso passado interfira na nossa vida presente. Isso é muito doloroso.
"É por esse motivo que, quando tivermos aprendido o suficiente sobre a nossa dor, perderemos o medo de olhar para dentro e curaremos nosso passado emocional para avançar mais um passo na vida".
3- Têm consciência do que pensam e sabem
A maturidade emocional nos ajuda a entender melhor nossos próprios sentimentos e os dos demais. As pessoas emocionalmente maduras se esforçam para escrever e pensar sobre as suas opiniões ou sobre como se sentem.
"Amadurecer é ter cuidado com o que se diz,
respeitar o que se ouve
e meditar sobre o que se pensa".
4- Não reclamam de nada
Parar de reclamar é a melhor maneira de promover mudanças.
As queixas podem nos aprisionar em labirintos sem saída. As pessoas emocionalmente maduras já aprenderam que somos o que pensamos. Se você agir mais e reclamar menos, significa que está crescendo emocionalmente.
Quer viver infeliz? Reclame de tudo e de todos.
5- Conseguem ser empáticas, sem se deixar influenciar pelas emoções alheias.
As pessoas emocionalmente maduras têm respeito por si mesmas e pelos outros. Têm habilidade para se relacionar da melhor forma possível com os demais; sabem ouvir, falar e trocar informações. Aprenderam a olhar de forma generosa para o outro; todos nós temos valores diferentes, mas queremos ser aceites e felizes.
6- Não se castigam pelos seus erros.
Aprendemos com os nossos erros; falhar nos permite enxergar os caminhos que não devemos seguir.
As pessoas maduras não se punem por possuírem limitações, simplesmente as aceitam e tentam melhorar. Sabem que nem sempre tudo acontece como queremos, mas cada erro é uma boa oportunidade para o crescimento pessoal.
7- Aprenderam a abrir-se emocionalmente.
As couraças emocionais pertencem ao passado. É muito importante ter comprometimento, amor, autoconfiança e acreditar nas pessoas. Não seja perfeccionista e nem espere a perfeição dos outros. Esqueça as desavenças e perdoe, inclusive a você mesmo.
"Desfrute do tempo compartilhado
da mesma forma
que desfruta do tempo sozinho".
Ao desenvolver a maturidade emocional a vida torna-se um prazer, e não uma obrigação.
in, Somos Todos Um
sexta-feira, 14 de setembro de 2012
Desapego
"Desapego dos desejos mundanos
não é que você não deva possuir nada,
mas que nada deve possuir você."
não é que você não deva possuir nada,
mas que nada deve possuir você."
Imam Ali
A master in the art of living
“A master in the art of living draws no sharp distinction between their work and their play;
their labor and their leisure;
their mind and their body;
their education and their recreation.
They hardly know which is which.
They simply pursue their vision of excellence through whatever they are doing,
and leave others to determine whether they are working or playing.
To themselves, they always appear to be doing both.”
their labor and their leisure;
their mind and their body;
their education and their recreation.
They hardly know which is which.
They simply pursue their vision of excellence through whatever they are doing,
and leave others to determine whether they are working or playing.
To themselves, they always appear to be doing both.”
Francoise Rene Auguste Chateaubriand
O Pescador e o Banqueiro
Consta que, certo dia, um capitalista americano, que havia feito um sucesso invejável na sua terra natal, desembarcou no cais de uma pequena aldeia costeira, algures no México, e, para seu espanto, apercebeu-se, mesmo ali, da chegada de uma pequena embarcação com apenas um pescador. Dentro do bote, havia peixes de várias espécies: uns grandes, outros pequenos, outros ainda de barbatanas amarelas. Perante o pitoresco cenário, o americano elogiou o pescador mexicano pela qualidade do seu peixe:
– Quanto tempo demorou para apanhar tão belo peixe? – perguntou-lhe o forasteiro, com um ligeiro sorriso estampado nos lábios.
– Não muito, caro senhor. Duas, três horas, se tanto…
O americano, então, retorquiu:
– Muito bem! E por que motivo não ficou mais tempo na pescaria, de forma a apanhar mais peixe?
– E que faria eu com o excedente?
– Ora, poderia vendê-lo, por exemplo, no mercado local…
– Nós, aqui, não temos mercado, senhor…
– Eu sou um homem de finanças, licenciado pela universidade de Harvard. Como tal, posso ajudá-lo a criar a sua própria empresa…
O mexicano esboçou um indelével sorriso. Encolheu ligeiramente os ombros e perguntou:
– E que teria eu de fazer?
– Muito simples, caro amigo: teria, por exemplo, de proceder a uma reorganização do seu tempo. Já agora, diga-me: como é que ocupa o seu tempo?
– Eu? Pois bem!... Levanto-me tarde, visito os meus amigos, faço todos os dias a sesta com a minha esposa, pesco um pouco, brinco com os meus filhotes, e, à noite, vou até à cidade tocar violão com os meus amigos, conversar e beber um copo…
– Pois bem! Eu tenho uma ideia para se tornar numa pessoa rica e poderosa…
– Muito bem! Diga: sou todo ouvidos…
– O senhor deveria levantar-se mais cedo…
– E para quê?...
– Para aumentar a sua produtividade, claro…
– Muito bem! E o que faria eu com o peixe que não fosse consumido nas necessidades imediatas da minha família?…
– Com os ganhos da produtividade, o meu amigo poderia, por exemplo, comprar outro barco com bastante mais capacidade…
– Sim. E depois?
– Ora, depois, compraria outro, depois mais outro e outro ainda… até conseguir formar uma frota potente e moderna!
O mexicano não parecia, de todo, convencido, mas, presumivelmente, estava preso ao jogo, quiçá, espicaçado por uma réstia de curiosidade. Retorquiu, por fim:
– E para que me serviria toda uma frota de grandes embarcações, caro senhor?
– Não vê? Com o resultado da sua actividade, poderia dedicar-se exclusivamente à sua empresa...
– Está a dizer-me que ficaria sem este prazer que sinto quando vou para o mar?...
– Mas, em contrapartida, sentiria um gosto profundo, creia-me, em controlar a sua própria produção de pescado, vendê-lo-ia directamente aos grandes grupos económicos, enfim, ocupar-se-ia, apenas, da rede de distribuição…
– E depois, que faria eu?
– Muito fácil, caro amigo: abriria várias sucursais da sua empresa. Primeiro, começaria aqui na sua cidade natal. Em seguida, instalar-se-ia na cidade do México. Depois, far-se-ia representar em Los Angeles. Ah! Também seria importante estabelecer-se em Nova Iorque. E, por fim, conquistaria, caso quisesse, os grandes mercados europeus…
– Compreendo! Tornar-me-ia, finalmente, num homem poderoso e rico…
– E deixaria definitivamente o trabalho sujo e ingrato…
– Muito bem visto. E isso levaria quantos anos, caro senhor?
O americano riu-se, e, no seu olhar, perpassou uma indelével expressão de ironia. Por fim, esboçou um gesto vago com o côncavo da mão:
– Talvez aí uns 10 anos. Provavelmente uns 15. No fundo, tudo dependeria do seu espírito empreendedor, como calcula…
– Muito bem! E daí?...
– Repare bem! Com os dividendos da sua indústria pesqueira, poderia, por exemplo, apostar na bolsa de valores, no mercado imobiliário ou fazer render os seus capitais em paraísos fiscais. Como vê, não lhe faltariam oportunidades de fazer bons e profícuos negócios…
– Percebo. E para quê tudo isso?
O americano não evitou um riso aberto, mesclado de escárnio e de desdém, ao mesmo tempo que lançava um olhar prevaricador ao seu interlocutor.
– Ora, para juntar fortuna, homem! Você poderia ter milhões espalhados por vários países…
– Muito bem! E que faria eu com todos esses milhões?...
– Pois bem! Estaria a coberto de qualquer eventualidade. E, como um dia terá, por certo, de se aposentar, então, poderia escolher uma pequena povoação no litoral…
– Entendo! E, aí, poderia, por exemplo, visitar os meus amigos, fazer a sesta com a minha esposa, pescar um pouco, brincar com os meus filhotes, e, à noite, ir até à cidade divertir-me com os meus amigos, conversar e beber um copo, não é?...
– Exacto! Vejo que é um homem astuto…
– Mas para quê tanto trabalho, caro senhor, se já posso usufruir de tudo isto, não daqui a 10 ou 15 anos, mas neste preciso instante? E, se quiser saber, com uma grande vantagem…
– Diga-ma… se a encontrar!
– É que por essa altura, já não poderia brincar com os meus filhos, como hoje faço: eles estão a crescer…
"Mito de inferioridade feminina"...
«Dentro da maioria das mulheres há um Patriarca Interior que acredita que ela é inferior e que precisa de vigilância constante para que o seu comportamento seja em qualquer momento apropriado. Sentem um desdém profundo face a sua feminilidade e podem chegar a sentir-se literalmente envergonhadas pelo facto de ser mulher.»
Hal Stone
É esse Patriarca Interior que devemos desterrar.... desterrar e aniquilar o da Dependência Feminina...
Vivemos numa sociedade androcêntrica que vê o mundo desde o olho masculino.
Basta ver como nos dias de hoje existem culturas que consideram as filhas inferiores aos filhos entre mil outros exemplos.
O que a mãe diz... a linguagem da experiência... carece de importância é muito mais apreciada a linguagem de análise do pai.
Nem sempre somos conscientes disto pois a nossa voz interior e instintiva foi dopada durante anos e anos.
Quando nos impingem uma voz interior que faz o papel de crítico afastamo-nos da voz selvagem e instintiva inerente a mulher (esta voz nas mulheres surge como o Patriarcado Interno) concedendo espaço e realização as ideias e opiniões de orientação tradicionalmente masculinas e retira interesse e importância as tradicionalmente femininas.
O Patriarcado interior é o reflexo da sociedade (mas também do teu processo pessoal). O melhor a fazer é identificar a voz desse crítico interior, dar-lhe nome e depois manda-lo de férias!
E depois voltares a olhar-te ao espelho!
Rosa Leonor Pedro
As Duas Mulheres...
As Duas Mulheres...
Se a mulher esconde um dos lados ou privilegia um dos lados em demasia, ela tem uma vida desequilibrada que não lhe permite acesso ao seu pleno poder.
Isso não é bom. É necessário desenvolver os dois lados."
Clarissa Pinkola Estés
A Excisão Feminina
Em todo o mundo ocorrem a cada minuto milhares de atentados contra a vida, a integridade e a saúde humana. Alguns são devidos a conflitos, outros a ignorância, mas alguns são feitos em nome da tradição ou religião.
É o caso da excisão feminina.
Em nome da religião têm sido praticados crimes, carnificinas e esmagadas civilizações. Em nome da religião milhares de mulheres têm sido privadas de uma das mais importantes partes da sua fisionomia feminina: o clitóris.
Em determinadas culturas, a mulher que não se submeter à operação é para sempre olhada como uma criança, impura, impedida de casar. Ninguém come a comida que cozinhar e a roupa que lavar será sempre lavada outra vez por outra pessoa. Esta mulher não pode assistir a cerimónias solenes nem participar das festas. Será sempre uma proscrita.
Tudo porque está, usando um eufemismo, como nasceu.
A operação a que não se submeteu consiste em remover o clitóris.
Só assim será mulher.
Mas perde toda a sensibilidade na área genital, excepto para sentir dores com a penetração e a dar à luz.
Falamos da excisão feminina (Mutilação Genital Feminina), ou mutilação dos órgãos sexuais da mulher, praticada em muitos pontos do mundo e por diversas religiões, com vista a tornar a mulher mais ‘pura’ removendo-lhe o centro do prazer. É normalmente levada a cabo em meninas antes da puberdade, entre famílias aborígenes, muçulmanas e cristãs como tradição social.
A operação é ocasionalmente efectuada em crianças de países africanos, indonésios e asiáticos e é vista por alguns como uma obrigação religiosa ou mesmo como uma operação por razões de saúde. Do outro lado estão os que estão contra este procedimento por ser uma cruel mutilação de uma jovem apenas para reduzir a sua resposta sexual depois da puberdade.
Vários países proibiram já esta prática com vista a impedir famílias emigrantes de as realizarem, nomeadamente na Inglaterra, Canada, França, Suíça, Suécia e Estados Unidos, mas continua a ser levada a cabo em muitos países.
As idades em que as crianças são submetidas à operação variam consoante o tipo de excisão e o país ou aldeia em que é praticada podendo ir dos três anos de idade até aos 11 a 12, mas tem lugar sempre antes de atingirem a puberdade.
Existem três formas diferentes de excisão, sendo que nos países árabes se efectua a remoção apenas da parte superior do clitóris, no que se chama ‘Sunna’, palavra que significa tradição, ao passo que em África se pratica a clitoridectomia, ou remoção total do clitóris e por vezes mesmo a remoção dos pequenos lábios.
Segue-se a infibulação, também referida como a circuncisão faraónica, a forma mais extrema destas operações, que consiste na remoção de todo o clitóris, dos lábios adjacentes e a junção da vagina e vulva com agulha e linha forte. É apenas deixada uma pequena abertura para permitir a passagem da urina e do fluído menstrual. Uma mulher submetida à infibulação tem de ser ‘descosida’ de cada vez que pratica sexo, e é ‘fechada’ de novo depois, de forma a garantir a sua fidelidade permanente ao marido.
Centenas de mulheres continuam a morrer em virtude desta ‘operação’.
Infecções, sangramentos até à morte, perda de vitalidade, falta de higiene dos instrumentos, tudo leva a que a excisão seja um perigo para a saúde.
Em alguns países, o clitóris é cortado com uma simples pedra afiada e para evitar o sangramento são colocadas sobre a ferida cinzas ainda quentes ou borras de café. Todos os objectos afiados podem ser usados para a operação, desde lâminas de barbear, facas de cozinha, tesouras e pedaços de vidro. Estes ‘instrumentos’ são frequentemente usados em diferentes raparigas no mesmo dia e raramente são limpos e muito menos esterilizados, causando a transmissão de vários vírus como o HIV e outras infecções na área genital.
Quando as coisas correm mal, os parentes da criança não recorrem aos médicos com receio de serem punidos, nos casos onde a lei não permite a excisão, ou porque não atribuem a doença directamente à remoção do clitóris mas sim a maus espíritos que atacam a rapariga.
Para além da dor física imediata desta ‘operação’, a excisão tem efeitos a longo prazo nos níveis fisiológicos, psicológicos e sexuais, isto no caso da criança sobreviver, uma vez que após a ‘operação’ enfrenta estados de choque, hemorragias ou septicemia.
Para evitar este tipo de problemas sem ir contra este acto enraizado na cultura dos povos, o governo egípcio criou leis que impedem que a ‘operação’ seja levada a cabo por outros que não médicos e enfermeiros em hospitais. Embora isto possa parecer mais higiénico e uma forma mais humana de lidar com a situação, por outro lado permite que seja retirada uma maior porção de tecido, uma vez que a criança anestesiada não se debate.
As complicações a longo prazo incluem frigidez sexual, malformações genitais, atraso na puberdade e no aparecimento do primeiro período menstrual (menarca) complicações crónicas na pélvis e uma lista enorme de complicações obstétricas, porque o feto estará mais exposto a infecções assim como corre o risco de ficar com a cabeça esmagada no danificado canal de parto, no caso das mulheres que foram vítimas de infibulação, em que é necessário recorrer a outra operação para serem de novo ‘abertas’ de forma a permitir a passagem da criança.
A tradição é sempre mais forte do que qualquer tentativa de mudança e muitas mulheres não são informadas acerca dos perigos da excisão, tomando a morte ou doenças como algo que nada tem a ver com a operação a que forma submetidas.
As razões apresentadas para a excisão variam entre o facto da mulher que mantém o clitoris ser considerada impura e não apta para o casamento até à crença que o facto de um pénis tocar no clitóris ser fatal para o homem.
Outras apontam para que este seja um tratamento contra a feitiçaria, a segurança sobre a virgindade, honra de família ou simplesmente para as afastar do sexo, tornado-as simples objectos de prazer para o marido.
E embora pensemos que esta prática é apenas resultado da ignorância de alguns povos, é sempre bom recordar que até algumas décadas atrás, nos países ditos civilizados, o clitóris era uma parte muito perigosa da anatomia feminina.
Quem pode esquecer as declarações de Freud que defendia no seu livro ‘Sexualidade e Psicologia do Amor’ que a ‘eliminação da sexualidade clitorial é fundamental para o desenvolvimento da feminilidade’.
Em Dezembro de 1993 as Nações Unidas adoptaram a ‘Declaração sobre a Violência contra a Mulher’, um reconhecimento implícito por parte da comunidade internacional da existência de um fenómeno universal de violência de género (pois afecta apenas as mulheres), no qual se incluem as mutilações genitais femininas.
Um pequeno passo para um tão grande problema que ameaça continuar por mais um milénio.
Falar menos
"Cuando hablas mucho repites las cosas, te justificas y dices muchas cosas inútiles, lo que muestra de que piensas demasiado.
Date cuenta y empieza a pensar menos, así tus palabras serán más contundentes y llevarán un mensaje más claro.
Hablar menos, hablar con dulzura, hablar con respeto, hablar con amor, es signo de una mente despierta, serena, cuidadosa, atenta y amorosa.
Sólo habla si tienes palabras más importantes y bellas que el silencio, en caso contrario guarda silecio."
quinta-feira, 13 de setembro de 2012
Hay momentos
Hay momentos en que se nos exige tener valor para aceptar cosas que nos parecen totalmente inaceptables, como la muerte de un niño,de un amigo, un familiar, un divorcio, el cáncer, la pérdida de un trabajo, un incendio, etc. En esas ocasiones, nos preguntamos si somos lo bastante fuertes para afrontarlo. Aceptar la tragedia es difícil y doloroso. Y es natural y hasta sabio quejarse amargamente contra Dios o el destino cuando nos sentimos encolerizados e impotentes, porque eso forma parte del proceso de avanzar hacia la aceptación de lo inevitable. Pero, con objeto de curarnos realmente de la herida emocional, física o espiritual, tenemos que dejar de resistirnos al hecho de lo ocurrido, ya que la resistencia no hace sino aumentar el dolor.
Para aceptar lo inaceptable, podemos imaginar la vida como un tapiz inmenso y magnífico. Al apretar la nariz contra la sección del "ahora" en el tapiz, no vemos el conjunto con claridad, y a veces ni siquiera esa parte que corresponde al "ahora". Cuando sucede algo que percibimos como inaceptable, podemos recordar que, al hallarnos tan cerca del tapiz, no vemos cómo encaja eso en el dibujo global de nuestra vida, y que, al retroceder y observar ese conjunto, esa situación contribuirá de algún modo a nuestro propio crecimiento y aumentará la belleza del conjunto del tapiz. Quizás no logremos ver la razón o la belleza en esta vida, pero tenemos que confiar en la benevolencia del universo, y sobre todo en los momentos más difíciles, intentar creer que el velo terminará por abrirse y que lograremos comprender.
Aceptar lo inaceptable es extremadamente difícil y, debido a ello, tenemos que ser muy afables con nosotras mismos cuando intentamos hacerlo.
Aflojar la resistencia abre la puerta a la aceptación y la serenidad."
Sin ponerse triste...
Sin ponerse triste...
Cuando ya no este contigo
Cuando ya no esté contigo
No derrames una sola lágrima,
Guárdalas en tus alegrías, ponme en tu memoria
Grábalas en tus sueños, llévame contigo
Como cuando estaba.
Cuando ya no este contigo
Búscame en tus silencios, en tu sueño en tu calma,
Rememora momentos, léete mis cartas,
Ponte mi chaleco, mis pantuflas,
Duérmete en mi almohada.
Abre las ventanas y mirando al cielo,
Esboza una sonrisa y sin decir palabra,
Nómbrame en silencio, piensa en esos días
En que al llegar a casa, con un beso enorme
Encendías mi alma.
Cuando ya no este contigo,
No te pongas triste que la tristeza daña,
Quítate la sombra que a tus ojos mancha,
Quiero que estés hermos@, como cuando yo estaba
Búscame por las noches, por esos lugares
Y con una mirada enciéndeme el alma
Que aunque este apagada velara tu sueño,
Cuidara tu casa, dormirá a tu lado,
Como cuando estaba.
Pérdida
Vale más sembrar una cosecha nueva
que llorar por la que se perdió
Alejandro Rodríguez Álvarez
conocido como Alejandro Casona, 1903-1965.
Dramaturgo y poeta español perteneciente a la Generación del 27
Es inútil volver la vista atrás, tratando de recuperar aquello que ya no es posible.
Lo mejor que podemos hacer es reaccionar rápidamente, adoptando una actitud positiva y mirando hacia delante con nuevos propósitos, teniendo en cuenta que todo tiene su razón de ser y nuestro deber es seguir el camino que nos depara la vida, esa escuela donde venimos a experimentar todo tipo de vivencias.
Cada experiencia vivida, bien sea favorable o adversa, es igual de útil a nuestro espíritu, porque a través de ella adquirimos conocimientos y sabiduría, imprescindibles para nuestra evolución.
Aprendí
Aprendí a vivir de verdad cuando comprendí que en cualquier circunstancia yo valgo,
soy importante,
soy capaz de vencer cualquier obstáculo en el lugar correcto,
en el momento exacto.
Entonces me relajé.
soy importante,
soy capaz de vencer cualquier obstáculo en el lugar correcto,
en el momento exacto.
Entonces me relajé.
Hoy sé que eso tiene nombre: autoestima.
Me di cuenta de que mis angustias y sufrimientos emocionales
no pasan de ser una señal de que voy en contra de mis verdades.
Hoy sé que eso es autenticidad...
Me di cuenta de que mis angustias y sufrimientos emocionales
no pasan de ser una señal de que voy en contra de mis verdades.
Hoy sé que eso es autenticidad...
PORTUGAL DE TODOS: a lógica de uma nova economia
"O segundo capítulo da série documental "Aurora" foi lançado no passado dia 1 de Julho de 2012. Neste segundo capítulo é sugerido um novo caminho não só para a economia em Portugal, mas para a de outros países. A primeira parte deste capítulo trata dos processos de decisão baseados no método científico, enquanto na segunda parte é introduzido o conceito de uma nova economia intitulada de "Economia Baseada nos Recursos" (EBR). Este novo conceito é explicado em traços gerais, explicitando-se as principais diferenças entre a economia monetária que temos atualmente e esta nova EBR."
O dinheiro à grande e à portuguesa [Inteiro] / Money as Portuguese as it...
O primeiro capítulo da série documental "Aurora" foi lançado no passado dia 5 de Dezembro de 2011. Neste primeiro capítulo é explicado o paradigma económico do sistema monetário na sua essência. A partir deste ponto, o espectador entenderá como as políticas monetárias atuais estão à partida condenadas ao fracasso. Esperar que "a mão invisível" dos mercados corrija os problemas que por ela foram criados é contraditório. O povo diz que "o amor ao dinheiro é a raiz de todos os problemas", e enquanto não interiorizarmos esta realidade, não nos será possível evoluir pacificamente para um novo paradigma.
Segundo capítulo: "PORTUGAL DE TODOS -- a lógica de uma nova economia"
Hiperligação para o Youtube: http://youtu.be/Skm57inNCZo
Sobre o Projeto Aurora
O Projeto Aurora tem como objetivo principal esclarecer da forma mais sucinta e abrangente possível o paradigma da sociedade contemporânea portuguesa. Os temas abordados parecem diversos à primeira vista, mas complementar-se-ão no final de forma a apresentar uma visão holística da situação atual. Dividido em capítulos, com uma duração aproximada de trinta minutos, este projeto baseia-se na apresentação de factos suscetíveis de causarem uma tomada de consciência e na apresentação de possíveis soluções que corrijam os diferentes defeitos intrínsecos do sistema vigente.
quarta-feira, 12 de setembro de 2012
Terence Mckenna - Complexity and Transcension
Transcedence + Ascension = TRANSCENSION
The transcension hypothesis asks whether our civilization is rapidly developing into something analogous to a black hole Some physicists also argue black holes may be "seeds" or "replicators" for new universes, thus giving us a clue as to what we would do after we meet up with other intelligence
Diz…
Sim… pode falar…
fale de paixão
fale de tesão
fale do teu jeito
que não é maldito
fale sussurrando tudo
ao meu ouvido
como um zumbido
de prazer…
Diga… diga que está apaixonado
diga que és o meu amado
desde outra vida
e que nada será violado
além da paixão
e que sempre haverá o cuidado
de nos pertencer…
… proteção…
Diz… diz que desejas o meu último sorriso
diz tudo aquilo que eu preciso
diga o que quer
e o que não quer
teu coração…
é tudo permitido
êxtase de emoção.
Isabel Machado
Quero fazer uma confissão…
Quero fazer uma confissão esta noite
porque a noite e a rua foram jantar juntas.
Quero dizer que amo uma mulher
cujo corpo não me dá
o seu calor esta noite,
cuja ausência é um ronsel laranja.
Quero dançar com minha sombra
para que o seu rumor chegue até ela
e ela saiba que eu lhe dou a noite,
toda senhora.
Quero escrever coisas que não se esvaeçam
com o sol,
que a chuva as faça flores
que cheirem a ela.
Quero que as minhas mãos voem,
voem em silêncio
onde ela guarda os seus sonhos…
sonhos que me pertencem
porque eu lhe pertenço.
Quero que ela fique, fique sempre,
quero ser a sua voz
quero ser o seu sorriso verde,
quero ser a sua chuva no cabelo,
quero amá-la mais do que ninguém
ama ninguém.
Quero dizer-lhe, aqui e agora, que a amo
com a minha voz baixa,
com o meu ar de outono lento,
com o meu sabor de beijos possíveis.
Quero que os pássaros sejam
os meus mensageiros de saudade.
Quero que o mundo comece quando ela vir.
Quero sonhar acordado com o seu tacto entre as
minhas mãos
a percorrer ela em silêncio o meu peito
e acordar com ela junto de mim,
calada e doce.
Quero só eu dizer-lhe sentimentos
que aceleram o coração,
o seu coração apaixonado,
eu gosto da sua timidez.
Quero nadar na sua boca sem horizontes.
Quero os versos todos do planeta
a falarem dela,
versos curtos de violetas,
versos firmes de cravos,
versos perfumados de rosas.
Quero suster os seus pés no ar
e trazer ao seu peito gaivotas fiéis
Xavier F. Conde
Partida
Em torno de ti tudo o que é ser
balança incansável a cauda…
Eu desaponto teu fiel séquito
com a desobediência civil
da minha atormentada alma.
Incontáveis lendas legendam
teu porte, tua alvíssima pele.
A mim, consideram partida…
Mas do teu pau, tantas asas,
quantos castelos construíram?
Eu desmonto teu exército
de bacantes, ovelhas rivais…
Exibo, impassível, a todas,
as feridas abertas, latejantes
da tua morada em meus canais.
Helga Holtz
A uma mulher amada
Ditosa que ao teu lado só por ti suspiro!
Quem goza o prazer de te escutar,
quem vê, às vezes, teu doce sorriso.
Nem os deuses felizes o podem igualar.
Sinto um fogo subtil correr de veia em veia
por minha carne, ó suave bem-querida,
e no transporte doce que a minha alma enleia
eu sinto asperamente a voz emudecida.
Uma nuvem confusa me enevoa o olhar.
Não ouço mais. Eu caio num langor supremo;
E pálida e perdida e febril e sem ar,
um frémito me abala… eu quase morro … eu tremo.
Safo
in, “Clássicos do erotismo, vol. 2
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