sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

"Portugal não cumpre os padrões mínimos"




Aaron Cohen comenta 
o fenómeno do tráfico humano em Portugal. 
E diz que os portugueses 
se sentem autorizados 
a comprar sexo.



Há hoje no mundo mais escravos do que em qualquer outro período da História.
Estima-se que 27 milhões de pessoas vivam cativas e que 800 mil sejam traficadas todos os anos.
O tráfico de 'carne branca' é um negócio florescente.
Para Aaron Cohen, Portugal não é um bom exemplo no que respeita ao seu combate.


Há países que considere serem bons exemplos em matéria de luta ao tráfico humano?

As estratégias da Suécia e da Noruega são eficazes. Penalizam a procura e descriminalizam as vítimas. Já não se trata de debater a legalização da prostituição. As estatísticas mostram que isso não contribui para tornar a indústria do sexo mais aceitável. Por isso, é importante olhar para países que têm políticas que resultaram na redução do tráfico humano. Tem havido uma tendência surpreendente para o reforço legal da responsabilidade, especialmente na Suécia, onde o tráfico humano caiu mais de 40 por cento.


O que sabe sobre o tráfico de pessoas em Portugal?

Há muitos rumores sobre o estado do tráfico humano em Portugal.
Tendo como certa a corrupção como um fator chave nas embaixadas e nas alfândegas, basta ver a grande quantidade de raparigas brasileiras que são autorizadas a entrar no país para se perceber que alguém em Lisboa está a fazer muito dinheiro com o negócio da prostituição. O Departamento de Estado dos EUA diz que o Governo de Portugal "não cumpre totalmente os padrões mínimos para a eliminação do tráfico". Têm-se registado progressos ao nível da recolha de dados, mas é evidente que a liderança em Lisboa não está consciente relativamente à questão dos direitos humanos. Parece haver esforços no sentido de silenciar os ativistas que tentam denunciar este problema. A corrupção em alguns sectores governamentais é uma questão que necessita de ser analisada.


O que deve Portugal fazer?

Portugal deve fornecer informação acerca das sentenças que são proferidas contra os criminosos. Deve identificar as vítimas junto de ONG qualificadas que poderão cuidar delas. 
E deve utilizar as sugestões das ONG para identificar potenciais vítimas. 
Muita coisa deve ainda ser feita ao nível da consciencialização do problema.
Ao penalizar a procura, Portugal necessita de educar os clientes que compram sexo. 
Muitos homens portugueses sentem-se autorizados a comprar sexo.
Se as forças de segurança e os legisladores não estiverem conscientes de como tudo isto afeta os direitos humanos, será difícil vermos o progresso necessário para o combate ao tráfico humano. Portugal tem leis que proíbem o tráfico de pessoas para exploração sexual e laboral. No entanto, na prática, as leis não levam à penalização dos criminosos nem à proteção das vítimas.
Os governantes portugueses não apostam na formação de prevenção antitráfico específica para militares e polícias. 
Gostava de saber se existem investigações éticas internas relativas a suspeitas de corrupção nas embaixadas dos países de onde as vítimas são originárias.


No seu livro, fala do aumento do tráfico após o tsunami no Sudeste asiático. Esteve no Haiti. Viu algo semelhante após o terramoto?

Após estes desastres, o problema do tráfico humano torna-se pandémico. O Haiti teve um terrível problema de escravatura laboral antes do terramoto, tal como a Tailândia antes do tsunami. Depois dos desastres, os problemas cresceram exponencialmente. O caso do Haiti foi muito difícil. Centenas de milhares de crianças escravas foram utilizadas na recolha dos destroços. O terramoto fez com que milhares dos piores criminosos e traficantes - os verdadeiros piratas das Caraíbas - escapassem. Sempre que há uma catástrofe natural, como as cheias no Paquistão, o tráfico humano dispara.


É verdade que Steven Spielberg e Oliver Stone estão a competir pela adaptação do seu livro ao cinema?

Não diria que estão a competir. Já me reuni algumas vezes com Oliver Stone e conheço Sean Stone, o seu filho. Gostaria de trabalhar com ele. Claro que Steven Spielberg é um dos realizadores mais importantes do mundo. Sou um privilegiado por conhecer Tony To e Bruce Mckenna, que trabalham com ele. McKenna é um dos meus argumentistas favoritos.
Sentir-me-ia honrado em passar a minha mensagem e a minha história de vida para as mãos deles.


Margarida Mota
Revista Única 
21 de Janeiro de 2011


quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

O Caçador de Escravos


No Iraque, em 2008, 
com crianças refugiadas nos arredores de Mossul



Aaron Cohen anda pelo mundo 
a resgatar pessoas das malhas da escravatura. 
A vida deste antigo roqueiro 
e consumidor de heroína.


Aaron Cohen reagiu mal quando começaram a apelidá-lo de "caçador de escravos". Afinal, a expressão remetia para os tempos infames da perseguição aos escravos em fuga, nos tempos que antecederam a Guerra da Secessão (1861-1865), nos Estados Unidos. Depois, aceitou-a. Ainda que, nos tempos modernos, os escravos não fossem fáceis de ver, ele encontrava-os por todo o lado.
Cohen começou a sentir-se ele próprio um escravo quando, nos anos 1980, se entregou de corpo e alma à banda rock Jane's Addiction. As drogas, o álcool e as noitadas até de manhã faziam-no sentir um escravo dos excessos. Nascido em 1965, em Orange County (junto a Los Angeles), e filho de uma mãe religiosa e de um pai militar, vivia "obcecado por tocar guitarra e deixar o cabelo crescer".

A fase de rebeldia durou até ao dia em que o cancro da mama diagnosticado à mãe havia anos ameaçou levá-la definitivamente. "De uma forma trágica, a minha mãe estava a dar-me a desculpa perfeita para deixar a confusão das estrelas de rock para trás", reconhece Cohen. Despediu-se da banda e regressou a casa dos pais, onde começou uma nova vida.


HORRORIZADO NO SUDÃO
Matriculou-se num mestrado na Universidade de Vanguard, começou a ter aulas de hebraico e a estudar a Bíblia. Um dia, deteve-se diante da televisão, que passava um documentário sobre a escravatura no Sudão.
"O documentário conseguiu tanto assustar-me como educar-me. A minha nova inspiração começou a tomar forma quando ouvi a professora Barbara Vogel, do Colorado, a exprimir o seu choque perante o conhecimento de que o mais hediondo dos crimes do homem estava a decorrer no Sudão e na Mauritânia. Como todos os professores do quarto ano, ela ensinava aos seus alunos que a escravatura acabara com a Guerra da Secessão."

Os estudantes da professora Vogel tinham reunido o dinheiro suficiente para libertar centenas de escravos. A turma escolhera apoiar a Christian Solidarity International (CSI), uma instituição de caridade sediada em Zurique (Suíça) que liderava as redenções de escravos no Sudão. Ali, comprar a liberdade de um escravo custava uns míseros 50 dólares (37 euros).

Cohen não ficou indiferente e quis ver, com os próprios olhos, o trabalho da CSI. Viajou até ao Sudão, testemunhou a libertação de 600 escravos de etnia dinka, nuer e nuba e colaborou na gravação das entrevistas às vítimas.
"Percebi no Sudão que, como mero indivíduo, eu podia ser uma pequena parte da mudança de que precisávamos. Precisava apenas de fazer com que as outras pessoas vissem o que eu vi."




DE BORDEL EM BORDEL

"Caçador de Escravos - A demanda de um homem pelo mundo para libertar vítimas de tráfico humano" (Livros d'Hoje, 2010) é uma janela para as incursões solitárias de Cohen, pela calada da noite, em territórios de proxenetas e traficantes de droga. No primeiro capítulo, o leitor pode acompanhá-lo numa operação no Camboja, realizada em novembro de 2004, com o intuito de resgatar menores dos bordéis de Siem Reap.
Na pele de um vulgar turista do sexo, à procura de raparigas "novas e bonitas", pouco teve de fazer para facilmente chegar às presas. Aliciados por incentivos, os taxistas eram os primeiros a cooperar com o negócio. Por cada cliente que deixassem à porta de um bordel, ganhavam normalmente o suficiente para encher o depósito do carro. No bordel, a "mamasan" - a chefe das escravas -, inteirada das preferências do cliente, não se poupou a colocar meninas na montra.

Cohen conta como, do alto dos seus mais de dois metros de altura, se dobrou para falar com uma menina com metade do seu tamanho. Num discurso ensaiado, a rapariga disse ter 18 anos. Cohen diz que não teria mais de nove. Escolheu-a e subiram para uma divisão separada das restantes por lençóis pendurados do teto.
"Uma vez sozinhos, tiro o telemóvel do bolso. A pequena não parece surpreendida. Já deve ter sido filmada antes por homens, para outros fins."

Incentivada por Cohen, a pequena Chau começou então a contar a sua história. Fora levada do Vietname num barco, juntamente com outras raparigas... Em 20 minutos, Cohen conseguiu as provas de que necessitava para as autoridades começarem a investigar. Ainda dentro do 'quarto', enviou as fotos e o áudio para um telemóvel que estava guardado num dos quatro quartos de hotel reservados em seu nome. Previamente, Cohen passara por todos eles para os desarrumar e dar a sensação de que estavam ocupados. De seguida, substituiu o cartão de memória por outro vazio e escondeu o usado num bolso discreto. À saída, desempenhou o papel do cliente satisfeito. Bebeu uma cerveja, deu uma gorjeta à "mamasan" e ao segurança e despediu-se com um aceno.

Nessa noite, visitaria mais quatro bordéis, "cada um pior do que o anterior". Regressou ao hotel de madrugada e, antes de "tirar o cheiro destes sítios do corpo", montou a câmara de vídeo a um canto do quarto.
"O vídeo diário é talvez a parte mais dura da noite - libertar o horror e colocá-lo em palavras."



MENINAS A 500 DÓLARES

Em muitas missões deste género - que batiza de "medo noturno" -, o trabalho de Cohen ficaria por aqui. As escravas ficariam para trás e ele levaria consigo apenas as provas que pudessem conduzir ao resgate das vítimas. Em Siem Reap, porém, foi diferente. Para evitar ser preso, acusado de rapto ou alvejado pela máfia, ele conseguira a autorização de um comandante militar, o que, no Camboja, equivalia a um mandato escrito.

"Não posso simplesmente irromper por um bordel montado num cavalo branco e resgatar umas quantas miúdas."

Apoiado por dez agentes, que aceitaram o 'biscate' noturno a troco de 200 dólares (150 euros) cada, Cohen regressou aos bordéis - desarmado e com colete à prova de bala. A rusga começou pelo prostíbulo de Chau. O desfecho dependia da reação da "mamasan": ou aceitava vender as meninas ou a equipa de resgate voltaria mais tarde provida de meios para que fosse julgada pelos seus crimes. A "mamasan" cedeu e concordou com a venda de oito crianças a 500 dólares (373 euros) cada.

Nessa noite, foram resgatadas cerca de 30 meninas. As estrangeiras, como Chau, seguiram para abrigos tutelados pela polícia; as cambojanas foram para centros de acolhimento da responsabilidade de ONG. Cada rapariga significava, para os seus captores, um rendimento de mais de 100 mil dólares (75 mil euros) líquidos por ano.

Sempre que tem de pagar no ato de libertação de uma vítima, Cohen está consciente de que o dinheiro vai alimentar a indústria que combate.

"Mas, por momentos, o dinheiro impedirá a máfia de ameaçar as famílias destas raparigas. E as crianças estarão por enquanto a salvo. Não é uma solução perfeita, mas é melhor do que a alternativa."

A missão de Cohen no Camboja terminou abruptamente com uma ameaça de morte. Na hora de fugir do país, viu-se abandonado pela unidade que o tinha ajudado nas rusgas.
"Mas, pelo menos, não me entregaram."



A FANTASIA PRETTY WOMAN

No livro de Cohen, o leitor acompanha-o em missões na América Latina, Médio Oriente, África e Ásia. Ele explica que obtém pistas através de "informadores, infiltrados ou simplesmente pais com o coração destroçado". Depois, na hora de palmilhar o terreno, quanto mais só, melhor.
"Quando iniciamos uma investigação, é mais seguro para o investigador ir sozinho. Se contaminarmos a investigação confiando na polícia, em informadores ou contactos infiltrados, podemos ser mortos."
Aaron Cohen admite que obedece a um "modus operandi" pouco convencional, livre de restrições diplomáticas e de agendas políticas.

"Eu aproximo-me das mulheres que conheço durante o trabalho. Isto pode querer dizer que elas acabam sentadas ao meu colo ou penduradas no meu pescoço, enquanto conversamos num bar de karaoke." Para as vítimas mais velhas, a fantasia do filme "Pretty Woman" torna-se subitamente a esperança numa vida real. "Algumas parecem pensar: 'Se ele não quer dormir comigo, talvez goste de mim...'"

Cohen não abdica de uma certa margem de manobra. Se lhe propõem um contrato de trabalho com uma cláusula proibindo o uso de álcool, ele questiona-o. 

"Fazer as coisas segundo as regras significa fechar portas. Não podem esperar que um agente que trabalha num terreno perigoso aja como um tipo bem comportadinho."

As despesas do "medo noturno"
Ao nível das ajudas de custo, por exemplo, os hotéis e as refeições estão incluídos. Já as despesas relativas ao "medo noturno" ultrapassam frequentemente os seus rendimentos.
"Pagar copos a senhoras e pagar a raparigas a toda a hora ou noite, a fim de reunir informação sobre os traficantes, era algo que os meus patrocínios não cobriam."

Atualmente, Cohen trabalha para a organização (Abolish Slavery Coalition).

"Quando conseguimos um conjunto de provas e as entregamos às entidades locais ou federais, eles agradecem. Mas por causa dos seus próprios protocolos e restrições, têm as mãos amarradas de muitas formas. É por isso que há muito poucos resgates."

Dir-se-ia mesmo que grande parte do trabalho de Aaron Cohen não é reconhecido. 

"Nunca conseguirei dinheiro suficiente para resgatar tantas vítimas quantas gostaria. Acabamos sempre por deixar mais vítimas para trás apenas por falta de recursos. Inevitavelmente, acabo por usar do meu próprio dinheiro e recursos. Já gastei muito com este trabalho. Ainda assim, continuo a sentir-me assombrado por tantas mulheres e crianças que deixamos para trás."

Encontrar vítimas menores e pô-las em segurança tornou-se um barómetro pessoal de sucesso para Aaron Cohen. A seguir a uma missão de resgate bem sucedida, o seu sono fica mais leve.
"Mais algumas crianças estão livres das garras dos seus predadores".


MARGARIDA MOTA
Expresso


Xavier Rudd - Messages

Emil Cioran




"NADA NOS TORNA MODESTOS, NEM MESMO A VISÃO DE UM CADÁVER"

"TODA A INFELICIDADE, VISTA DE FORA, PARECE MÍNIMA OU INCOMPREENSÍVEL.
É ESTA ÓPTICA QUE DEVEMOS ADOPTAR SE QUISERMOS SUPORTAR A VIDA"

"O ORGASMO É UM PAROXISMO; O DESESPERO TAMBÉM.
UM DURA UM INSTANTE; O OUTRO UMA VIDA "

EMIL CIORAN



Fiquei aqui a pensar, num episódio da minha vida...

Tive um acidente de viação grave em 2005...um camião TIR atravessou-se à minha frente...ia eu a mais de 100Kms/hora...nem deu tempo de travar...4 meses de baixa, e o carro para a sucata...
Lembro-me de pensar antes da colisão, que ia morrer...
Quando recuperei a consciência...depois de ter noção do que tinha acontecido...decidi que, quando retomasse o meu trabalho( na altura era Delegada de Informação Médica) que ia pedir para assistir a uma autopsia...senti uma forte necessidade de ver o que seria eu morta!

Tenho a família toda nos EUA, vivia sozinha em Portugal.
Foi difícil passar por tudo sozinha.
Tive de pedir roupa emprestada no hospital para ir para casa.
Só tinha o meu telemóvel sem bateria e as chaves de casa( um colega de trabalho foi ao hospital levar).

Acho que por isso, essa necessidade de ver como seria eu estar morta ainda ganhou mais força em mim.
Passados 4 meses, mal comecei a trabalhar, pedi a uma médica que fazia autopsias, para me deixar assistir...e lá fui eu!
Foi num cemitério nos arredores de Lisboa.
E não era uma autopsia, mas sim duas!
Um cadáver era de um jovem que tinha morrido de overdose de heroína. Só pele e osso.
O outro, era um homem de 63 anos, obeso, morreu de enfarte.
Não vou entrar em pormenores, porque acho que não devo mas, as condições eram surreais.
Os cadáveres em cima de "mesas" de madeira, as tesouras para cortar as costelas eram as tesouras da poda cheias de ferrugem...e fico-me por aqui...

Tudo isto para dizer que, ao contrário do que diz Cioran, que nada nos torna mais modestos, nem mesmo a visão de um cadáver...muita coisa mudou na minha cabeça depois de assistir àquelas 2 autópsias. Nunca mais vou esquecer aqueles olhares arregalados para o vazio.
Não existia ali nada mais que 2 pedaços de carne morta!
Nesse dia decidi que queria ser cremada, e que não queria funeral em cemitérios.
Não havia ali nada para se despedirem.
Era só carne morta!
As pessoas e parentes que estavam lá fora a gritar, sem querer aceitar a morte como é, fizeram-me pensar que nada daquilo fazia sentido para mim.

A Essência, a Alma...já não estava ali...já tinha partido de regresso a casa, de regresso ao Cosmos!

Foi tudo tão intenso, a nível emocional...
Tudo mudou para mim naquele dia!

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Sigur Ros - Sæglópur (HD) Official Video



Já não ouvia esta maravilha há mais de um ano!
Aquele Cd de cartão maravilhoso...quando o ouvi pela primeira vez, ainda me lembro, á lareira, tudo escuro...e deu-se um pequeno momento de magia.
Adoro este CD!!!!
Hoje, um Amigo Muito Especial partilhou esta pequena maravilha!
Aqui fica em tua Homenagem, Meu Rei Artur!!!!
Que a PAZ Te acompanhe sempre!!!!

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Yann Tiersen & Neil Hannon - Les Jours Tristes


It's hard,
hard, not to sit on your hands,
burrow your head in the sand,
hard, not to make other plans
and claim that you've done all you can,
hard, when you're here all alone
and life
must go on.

It's hard,
hard, to stand up for what's right
and bring home the bacon each night,
hard, not to break down and cry,
when every ideal that you tried
has been wrong.
But you must
carry on.

It's hard,
but you know it's worth the fight,
cause you know you've got the truth on your side,
when the accusations fly.
Hold tight!
Don't be afraid of what they'll say.
Who cares what cowards think? Anyway,
They will understand some day,
some day.

It's hard,
hard, when you're here all alone
and everyone else's gone home.
Harder to know right from wrong
when all objectivity's gone
and it's gone.
But you still
carry on.

Because you,
you are the only one left
and you've got to clean up this mess.
You know you'll end up like the rest
Bitter and twisted - unless
you stay strong
And you
carry on.

It's hard but you know it's worth the fight
'Cause you know
you've got the truth on your side
When the accusations fly, hold tight
And don't be afraid
of what they'll say
Who cares what cowards think, anyway
They will understand one day,
one day,
One day...


Le Fabuleux Destin D'Ámelie

No Se Nada



Querido amigo, yo no sé, nada
Solo sé, que a la hora de jugar, igual a la hora de llorar
No sé nada, de nada
Yo sé que hoy, no pueden pedirme nada
Porque hoy, es el gran día
...El día de la Paz, y la Felicidad

[coro]
Solo sé que no sé nada
Corazón batiendo fuerte
Sentimiento de viajen
Solo sé que no sé nada

Tierra bendita, tierra linda!
Mi corazón está ay, donde debe estar
Batiendo fuerte en el pecho
Llegará mi cuerpo, llegará mi cuerpo
Después mi alma, pero sabiendo solo una cosa
Que nada Sé
Mi querido camarada, le envío un gran saludo
Recordando solo una cosa. Ya la sabe, no?

[coro]
Solo sé que no sé nada
Corazón batiendo fuerte
Sentimiento de viajen
Solo sé que no sé nada

Small Pleasures

Small Pleasures (Μικρές Χαρές) 2008 from MovieTeller on Vimeo.

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Going West



Filme da Nova Zelândia, Book Council, Produzido por Colenso BBDO e Animado por Andersen M Studio

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

ALGO DE BOM

The Mind is not our Master




"The mind is not our master.
(...) 
Rather, the Divine within is our master; the mind, our obedient servant. 
When this concept consumes us, we melt into one-ness within the divine order of nature. "

Não sei quem é o autor mas, guardei nas minhas notas porque me fez parar para pensar.
Ontem à noite, encontrei por acaso esta Nota e senti necessidade de partilhar aqui, na minha Caixinha dos Segredos...
Acho isto ESSENCIAL para o Crescimento Humano, Paz de Espírito e Felicidade!
Se nós parássemos de nos confundir a nós próprios com as nossas Mentes, e não nos deixássemos levar tanto pelas tão mutáveis e infantis crenças da nossa Mente...
NÓS NÃO SOMOS A NOSSA MENTE!!!!
E aquilo que nós pensamos, pode não ser igual à VERDADE!
Aquilo que nós pensamos é apenas a nossa própria perspectiva das coisas, criada por nós, sobre uma situação, mas não são os FACTOS em si!
Tornar a nossa Mente como nosso Servo, e não como nosso Dono, é o Desafio de uma Vida!
Proponho que todos nós o experimentemos...
Vamos exercitar a nossa Mente, tal e qual como exercitamos o nosso Corpo.

Vale a pena...

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

CARL SAGAN-COSMOS-03-A harmonia dos mundos-Pt6

CARL SAGAN-COSMOS-03-A harmonia dos mundos-Pt5

CARL SAGAN-COSMOS-03-A harmonia dos mundos-Pt4

CARL SAGAN-COSMOS-03-A harmonia dos mundos-Pt3

CARL SAGAN-COSMOS-03-A harmonia dos mundos-Pt2

CARL SAGAN-COSMOS-03-A harmonia dos mundos-Pt1

Pálido Ponto Azul



Já dizia o Guia do Backpacker das galáxias:

Muito além dos confins inexplorados da região mais brega da Borda Ocidental desta Galáxia, há um pequeno sol amarelo e esquecido.

Girando em torno deste sol, a uma distância de cerca de 148 milhões de quilômetros, há um planetinha verde-azulado absolutamente insignificante, cujas formas de vida, descendentes de primatas, são tão extraordinariamente primitivas que ainda acham que relógios digitais são uma grande idéia.

Douglas Adams na sua genialidade

NASA - The Frontier Is Everywhere

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

...o AMOR...







"Vem, minha dócil bem-amada!
Eu quero pedir à embriaguez que me faça esquecer que nunca saberemos nada. "

Khayyam


Mas o amor que é AMOR, jamais precisa de ser sabido ou compreendido.
Tenha ou não futuro, os caminhos de cada um coincidam sempre ou apenas por um dia, quando o VERDADEIRO AMOR se DÁ, ele fica para sempre.
Mesmo que venham outros amores...
E quando esse AMOR existe, nós saberemos TUDO o que precisamos de SABER.