sexta-feira, 28 de outubro de 2016
RECORDATORIO
Obedecí, señores, las consignas.
Hice la reverencia de la entrada,
bailé los bailes de la adolescente
y me senté a aguardar el arribo del príncipe.
Se me acercaron unos con ese gesto astuto
y suficiente, del chalán de feria;
otros me sopesaron
para fijar el monto de mi dote
y alguien se fió del tacto de sus dedos
y así saber la urdimbre de mi entraña.
Hubo un intermediario entre mi cuerpo y yo,
un intérprete -Adán, que me dio el nombre
de mujer, que hoy ostento-
trazando en el espacio la figura
de un delta bifurcándose.
Ah, destino, destino.
He pagado el tributo de mi especie
pues di a la tierra, al mundo, esa criatura
en que se glorifica y se sustenta.
Es tiempo de acercarse a las orillas,
de volver a los patios interiores,
de apagar las antorchas
porque ya la tarea ha sido terminada.
Sin embargo, yo aún permanezco en mi sitio.
Señores, ¿no olvidasteis
dictar la orden de que me retire?
Rosario Castellanos
in, Poesía no Eres Tú
quinta-feira, 27 de outubro de 2016
Subida aos Céus
Quero ser amada só por mim
E não por andar enfeitada
Ser adorada mesmo assim,
Careca, nua, descarnada
Engano de alma ledo e cego
Ó linda Inês posta em sossego,
Imortal, diz adeus
Com perfumes a presa é fácil
Com jóias, casacos de peles,
Gosto do amor quando é difícil
E cheira ao meu hálito reles
Quero ser amada à flor da pele
Não quero peles de vison
Amada pelo sabor a mel
E não pela côr do baton
Engano de alma ledo e cego
Ó linda Inês posta em sossego
Imortal, diz adeus
Com cabeleira a presa é fácil
Há quem se esconda atrás dos pelos
Gosto do amor quando é difícil
De ser amada sem cabelos.
Quero que me beijem a caveira
E o meu ossinho parietal
Que se afoguem na banheira
Pelo meu belo oxipital
Engano de alma ledo e cego
Ó linda Inês posta em sossego
Imortal, diz adeus
Com carne viva a presa é fácil
É ordinário e obsoleto
Gosto do amor quando é difícil
Quando me aquecem o esqueleto
Quero ser amada pela morte
Pelos meus ossos de luar
Quero que os cães da minha corte
Passem as noites a ladrar
Engano de alma ledo e cego,
Ó linda Inês posta em sossego,
Imortal, diz adeus, sobe aos céus.
Regina Guimarães
Sonhamos com o voo, mas tememos a altura
Somos assim: sonhamos com o voo, mas tememos a altura.
Para voar é preciso ter coragem de enfrentar o terror do vazio, porque é só no vazio que o voo acontece.
O vazio é o espaço da liberdade, a ausência de certezas.
Mas é isso o que tememos: o não ter certezas.
Por isso trocamos o voo por gaiolas.
As gaiolas são o lugar onde as certezas moram.
É um engano pensar que os homens seriam livres se pudessem, que eles não são livres porque um estranho os engaiolou, que eles voariam se as portas estivessem abertas.
A verdade é o oposto.
Não há carcereiros.
Os homens preferem as gaiolas aos voos.
São eles mesmos que constroem as gaiolas em que se aprisionam…
Rubem Alves
quarta-feira, 26 de outubro de 2016
Galeano
Amelie Satzger
Dos nossos medos
nascem as nossas coragens,
e nas nossas dúvidas
vivem as nossas certezas.
Os sonhos anunciam
outra realidade possível,
e os delírios outra razão.
Nos desvios
esperam-nos surpresas,
porque é preciso perder-se
para voltar a encontrar-se.
| Eduardo Galeano |
Deixar de reclamar e...participar
Alexander Jansson
Será que não nos podemos mobilizar humanitariamente como membros da comunidade humana de tal maneira que os governos (de estrutura hierárquica com "democracias" dúbias) se tornem redundantes?
Esse é o meu sonho.
Mais do que apoiar iniciativas em forma de legislação governamental, apoio iniciativas vindas da comunidade, do vizinho, de nós, sem dependermos do imposto (imposição) pelos outros.
Por trás de todas as "iniciativas humanitárias" dos governos está escondida uma falha pela parte do povo... uma falha no sentido de que a indiferença, a insensibilidade, ou o passar de responsabilidade para os outros, se tornou institucionalizada.
Uma falha no sentido que, se houvesse auto-responsabilização, e responsabilização da nossa parte pela nossa comunidade maior (sermos de facto sócios participativos na "sociedade"), evitaríamos a necessidade de intervenção governamental em assuntos sociais.
Não é prático sermos nós, em vez dos governos, a cuidar das necessidades dos membros da sociedade?
Então vamos ver como mudar isso.
Se não mudarmos isso o "sistema" não mudará.
O "sistema" assenta-se precisamente na nossa falta de participação voluntária, eficiente, e criativa nos assuntos que nos tocam.
Não estou aqui para pregar ou julgar.
Também fui condicionada para votar e depois reclamar acerca do sistema (só o fiz uma vez e chegou...), para ser submissa, para me focar na minha "carreira", casar e ter filhos, e deixar que os outros se resolvam, e para deixar que o governo se responsabilize pela "sociedade" (ou "dissociedade").
Mas desde muito cedo desviei-me desse caminho, para grande vergonha e indignação da minha família, amigos e conhecidos.
Cagari, cagaró!
Decidi ser mais participativa, quer a nível local, quer a nível internacional.
As coisas demoram a se concretizar, não me realizo com a caridade, em que tudo fica na mesma merdinha no dia seguinte. Mas, passo a passo, e com as parcerias certas, chega-se lá!!
É preciso é tomar a decisão, delinear uma estratégia, focar e agir.
Com o tempo, as coisas encaminham-se para o sítio certo.
Quero ser mais participativa e cada vez mais "tomar iniciativas", criar projectos sociais, em vez de ser uma espectadora da "condição social", e da condição humana.
Estou em processo de re-habilitação...
The flower of life
The flower of life represents the fundamental field patterning of the vacuum fluctuations of space at the Planck scale...
Nassim Haramein
terça-feira, 25 de outubro de 2016
Poema do silêncio
Sim, foi por mim que gritei.
Declamei,
Atirei frases em volta.
Cego de angústia e de revolta.
Foi em meu nome que fiz,
A carvão, a sangue, a giz,
Sátiras e epigramas nas paredes
Que não vi serem necessárias e vós vedes.
Foi quando compreendi
Que nada me dariam do infinito que pedi,
-Que ergui mais alto o meu grito
E pedi mais infinito!
Eu, o meu eu rico de baixas e grandezas,
Eis a razão das épi trági-cómicas empresas
Que, sem rumo,
Levantei com sarcasmo, sonho, fumo...
O que buscava
Era, como qualquer, ter o que desejava.
Febres de Mais. Ânsias de Altura e Abismo,
Tinham raízes banalíssimas de egoísmo.
Que só por me ser vedado
Sair deste meu ser formal e condenado,
Erigi contra os céus o meu imenso Engano
De tentar o ultra-humano, eu que sou tão humano!
Senhor meu Deus em que não creio!
Nu a teus pés, abro o meu seio
Procurei fugir de mim,
Mas sei que sou meu exclusivo fim.
Sofro, assim, pelo que sou,
Sofro por este chão que aos pés se me pegou,
Sofro por não poder fugir.
Sofro por ter prazer em me acusar e me exibir!
Senhor meu Deus em que não creio, porque és minha criação!
(Deus, para mim, sou eu chegado à perfeição...)
Senhor dá-me o poder de estar calado,
Quieto, maniatado, iluminado.
Se os gestos e as palavras que sonhei,
Nunca os usei nem usarei,
Se nada do que levo a efeito vale,
Que eu me não mova! que eu não fale!
Ah! também sei que, trabalhando só por mim,
Era por um de nós. E assim,
Neste meu vão assalto a nem sei que felicidade,
Lutava um homem pela humanidade.
Mas o meu sonho megalómano é maior
Do que a própria imensa dor
De compreender como é egoísta
A minha máxima conquista...
Senhor! que nunca mais meus versos ávidos e impuros
Me rasguem! e meus lábios cerrarão como dois muros,
E o meu Silêncio, como incenso, atingir-te-á,
E sobre mim de novo descerá...
Sim, descerá da tua mão compadecida,
Meu Deus em que não creio! e porá fim à minha vida.
E uma terra sem flor e uma pedra sem nome
Saciarão a minha fome.
José Régio
...........................de mão dada à pessoa que somos
"A vida virou-lhe o mundo ao contrário e mudou-a para sempre.
Não percebeu, no início, o porquê.
E perguntou (Lhe) muitas vezes porquê.
Porquê agora, porquê assim, porquê a ela.
Algum tempo depois, percebeu que por mais tortuoso que tivesse sido o caminho, por mais dores que tivesse enfrentado no crescimento de si, por mais sentimentos confusos e dispersos para as respostas que demoraram a chegar, ninguém a conhecia e percebia tanto como ela mesma.
Ninguém a conseguia fazer sentir-se assim, tão feliz, como ela mesma.
- é aprender que caminhar de mão dada à pessoa que somos, é metade do caminho para qualquer lugar."
Lua Nova. Novo Ciclo
Pare por alguns instantes, feche seus olhos e respire...
Reduza os ruídos dentro de você.
Observe um pouco mais sua respiração,
entrando em contacto com seus sentimentos, emoções...
se tornando presente.
A Lua Nova te convida a começar este ciclo
se silenciando e internalizando.
É um momento de recomeçar, de renascer e nos recriar.
Esta é uma fase de escuridão, de acesso às nossas sombras, emoções reprimidas; de acesso ao nosso inconsciente.
Te convido a iniciar esta jornada pelos Mistérios do Feminino com um exercício simples:
pegar lápis e papéis e escrever toda e qualquer impressão negativa que você possua a respeito de SER MULHER:
- Ficar menstruada é desconfortável?
- As oscilações de humor são ineficientes?
- Diminuem seu desempenho?
- Estar fértil é um risco?
- Parir é dolorido?
- Sua TPM é um incómodo?
- Como você se relaciona com seu corpo de mulher?
- Com seu sangue?
- Em algum momento você já considerou que preferia ter nascido homem, e que "tudo seria mais fácil"?
Estes são apenas alguns exemplos de questionamentos.
A priori pode ser que não façam sentido para você, mas mergulhe um pouco mais...Sinta seus ovários, mamas, útero, sua vulva... E ouça as memórias que existem neles.
Escreva sobre qualquer sinal de desamor, desconexão, medo, abuso, agressão, culpa ou inferioridade que possa existir aí.
Não é necessário entrar em nenhum espaço de vitimização, acusação ou defesa... apenas entre em contacto, se torne consciente, seja testemunha... sem julgamento; com equanimidade e compaixão...
A medida que você vai escrevendo, perceba como começa a acessar também às feridas de suas ancestrais, da linhagem feminina de sua família...
Quais as dores que estas mulheres carregam, ou carregaram?
Estas dores são reflexo de toda uma humanidade de um feminino ferido, e é a partir deste lugar que nosso trabalho começa.
Este será nosso primeiro passo; nos deixar acolher com confiança pelo manto negro da Lua Nova e entrarmos em contacto com o que há de mais profundo em nosso Ser Mulher.
Leve consigo estas palavras, estes papéis, e novos papéis em branco para que durante este ciclo lunar você possa alimentá-lo de novas percepções e sentimentos nesta jornada de cura e reconexão.
Ao fim deste ciclo, sinta-se convidada a criar um ritual simples, porém de intenções profundas, honrando o Fogo Sagrado para queimar estes papéis e permitindo que ele transforme tudo isso em clareza, sabedoria, beleza, luz e brilho internos.
Morena Cardoso
segunda-feira, 24 de outubro de 2016
A IMAGEM ROMÂNTICA
Há outras coisas, Horácio,
e a tua filosofia é barata,
na verdade não custa fixar
as coisas ideais à distância:
terás vista panorâmica
mas sempre a visão é polémica.
Gostava que alguém me mostrasse,
mas não terei nunca garantia
de que envelhecer faça sentido.
As pessoas prostram-se, queremos que nos digam
porquê não haver luz nos seus rostos. Crestam
os cravos, antes rubros. Não há modo
de saber se as monarcas
têm memórias arenosas de lagarta.
Tudo sucede dentro de estanques
casulos, a seda é densa,
não se faz ideia
se isto acaba. Estrelas foscas
correm, pessoas morrem, a vida
é breve, impávido o
real se esquiva a designar.
Comparar é colidir: o verbo
talvez nos leve
a mais nenhum sinal.
in, Mulher ao Mar
Margarida Vale de Gato
Quantos anos tenho?
Tenho a idade em que as coisas são vistas com mais calma, mas com o interesse de seguir crescendo.
Tenho os anos em que os sonhos começam a acariciar com os dedos e as ilusões se convertem em esperança.
Tenho os anos em que o amor, às vezes, é uma chama intensa, ansiosa por consumir-se no fogo de uma paixão desejada.
E outras vezes é uma ressaca de paz, como o entardecer numa praia.
Quantos anos tenho?
Não preciso de um número para marcar, pois meus anseios alcançados, as lágrimas que derramei pelo caminho ao ver minhas ilusões despedaçadas…
Valem muito mais que isso.
O que importa se faço vinte, quarenta ou sessenta?!
O que importa é a idade que sinto.
Tenho os anos que necessito para viver livre e sem medos.
Para seguir sem temor pelo trilho, pois levo comigo a experiência adquirida e a força dos meus anseios.
Quantos anos tenho?
Isso a quem importa?
Tenho os anos necessários para perder o medo, e fazer o que quero e o que sinto.
José Saramago
DELFÍN TÓTEM
HISTORIA
El amuleto del delfín es querido por muchas culturas, pues habita casi en todos los mares de la tierra.
En Grecia y Roma, el delfín también era un importante tótem símbolo y estaba asociado a dioses como Poseidon, Neptuno, Eros, etc…
El simbolismo cristiano expresa el delfín como un aspecto de Cristo. Los delfines se ve en el arte cristiano son un símbolo de la resurrección.
Para los celtas también el delfín es un importante tótem, pues era el protector de las aguas sagradas de cualquier lugar.
El delfín es considerado el “rey de los peces” por muchas culturas antiguas, es decir, los delfines se relacionan estrechamente con cualidades reales que también posee el ser humano. Ello se debe probablemente a la gracia e inteligencia que los destaca dentro del mundo submarino.
El delfín es un símbolo de alegría, trascendencia, dulzura, amistad, amor a la comunidad, sociabilidad, generosidad y poder.
Algunos artistas religiosos del cristianismo, utilizaron en sus obras a los delfines, para expresar la protección, y destacar el carácter compasivo de los delfines como un mensaje de ejemplo de puro corazón que tiene el delfín. Algunas representaciones también del delfín, lo ilustran como el transportador de espíritus de los fieles al lado de Jesucristo. Como se sabe el pez es un importante símbolo dentro del cristianismo, y sin duda el delfín es el pez simbolizado en sus cualidades más altas y perfectas.
El delfín también ya era famoso como tótem en la antigua Grecia, donde la leyenda nos dice que el delfín era responsable de llevar a las almas de los muertos a las Islas de los Bienaventurados.
También en Grecia, el delfín es un compañero del dios Apolo (sol) y la diosa Afrodita (la luna). Tanto el simbolismo lunar y el simbolismo solar están representados en el delfín.
El delfín es un tótem dual, tanto es solar como lunar.
El delfín como tótem solar es activo, vida, vibrante, salud, renovación, Inteligencia
y el delfín como tótem lunar es el poder oculto, intuición, los sueños, Concepción, lo Femenino.
El delfin es lunar pues forma parte del agua, del mar con sus mareas relacionadas con los ciclos lunares.
Es muy importante tener en cuenta que el delfín está conectado con los temas de la dualidad. El delfín es un pez, pero a la vez es un mamífero.
El delfín es de agua, pero a la vez, respira aire.
Se dice del delfín que “puede estar en dos mundos a la vez.”
De hecho, el delfín es ying y es yang.
El delfín está asociado a numerosas dioses y diosas
Apolo y Afrodita
Poseidón (griego), Neptuno (romanos)
Eros (en griego), Cupido (romano) - (Estos dioses han dado el significado de los delfines en conceptos del amor, la amistad, la alegría, la sensualidad, el deseo, la exploración, la curiosidad, la atracción y la alegría).
Dioniso (en griego), Baco (Roma)
(Estas deidades han dado al delfín la capacidad de elevarlos espiritualmente, y les destaca los temas de la jovialidad, la libertad, desenfreno, el abandono y la expresión creativa).
En el Mito griego Dioniso quería conocerse a sí mismo al convertirse en un delfín y ser transportado al santuario de Delfos, donde estaba el culto de los fieles delfines. La ciudad de Delfos (o Delphos) en Grecia, proviene de la palabra delfin, y esta ciudad es en honor a los delfines. Así mismo, en griego, delfín significa “útero” dándole el atributo femenino y lunar que se le atribuía.
En el simbolismo celta, el delfin era un tótem muy sagrado, ya que era visto como el protector de los pozos sagrados y del agua sagrada. El delfín, según los celtas es el vigilante de las aguas, y el guardián de todas las cosas asociadas con el agua.
Más modernamente, hay que decir que los piratas heredaron el símbolo del delfín, y lo asociaron como un benéfico símbolo de protección. El caso es que los marineros, fueran o no piratas, decían que los espíritus de las sirenas vivían en los delfines, y que bajo determinadas condiciones y en algunas leyendas, los delfines se podían convertir en bellas sirenas.
Lo que es cierto es que los delfines interactúan con los seres humanos de una manera amable, incluso de protección. El delfín tiene el don de la compasión, la sensibilidad, sociabilidad, el cuidado a la comunidad y el espíritu generoso para llegar a conectar con otras especies.
El amuleto delfín El hermoso, ágil, inteligente, sensible, emotivo, y enseña muchas cosas a las personas que les quieren escuchar.
El hogar del delfín es el mar, aún siendo un mamífero.
Su gran cualidad que impresiona a los científicos es la rica comunicación que poseen sus sonidos y gestos, se sospecha que los delfines tienen un nivel de inteligencia mucho más superior de lo que pensaban, e incluso se cree que tienen mensajes para nosotros, acerca de la sostenibilidad y medio ambiente del planeta y en concreto a los mares.
El delfín tiene el don de la comunicación, tal vez algún día el hombre descifre sus mensajes.
Los delfines han desarrollado señales auditivas sofisticadas para alertar a otros del peligro inminente del medio ambiente.
El delfín es sociable, juguetón con el ser humano, capaz de intuir sus emociones y estado anímico. Se dice que los delfines son capaces de detectar embarazos en mujeres que se están bañando junto a ellos, o niños autistas han sentido mejoría en su presencia.
Sin duda el delfín es un animal mágico.
Nadar con ellos se dice que es una experiencia única y poderosa de gran ayuda para muchas personas.
El tótem Delfín nos recuerda que tener tiempo para jugar es un elemento crucial para caminar en equilibrio. Se mueve por el agua con velocidad y gran gracia. Delfín tótem nos indica movernos con las mareas de la vida, y no buscar muros de piedra para estrellarnos contra ellos, pues gastar energía luchando contra la corriente no nos lleva a ningún lado.
La medicina del tótem de Delfín incluye el cambio, la sabiduría, el equilibrio, la armonía, la destreza de comunicarse, la libertad, la confianza, la comprensión del poder del ritmo en tu vida, el uso de la respiración para liberar las emociones intensas, el poder del agua.
El tótem Delfín nos ayuda a superar los problemas de la vida, nos ayuda a sacar nuestra sensibilidad, y nos aporta sabiduría, el equilibrio, la armonía, la destreza de comunicarse, la libertad.
El delfín también aporta bondad, suaviza el carácter, potencia la simpatía, las ganas de jugar, la alegría y las ganas de vivir.
Sin duda un tótem muy especial si el delfín te ha elegido.
in, Totem Animal
domingo, 23 de outubro de 2016
...............................change an existing paradigm
"In order to change an existing paradigm you do not struggle to try and change the problematic model. You create a new model and make the old one obsolete.”
Richard Buckminster Fuller
Sabedoria
Desde que tudo me cansa,
Comecei eu a viver.
Comecei a viver sem esperança...
E venha a morte quando
Deus quiser.
Dantes, ou muito ou pouco,
Sempre esperara:
Às vezes, tanto, que o meu sonho louco
Voava das estrelas à mais rara;
Outras, tão pouco,
Que ninguém mais com tal se conformara.
Hoje, é que nada espero.
Para quê, esperar?
Sei que já nada é meu senão se o não tiver;
Se quero, é só enquanto apenas quero;
Só de longe, e secreto, é que inda posso amar...
E venha a morte quando Deus quiser.
Mas, com isto, que têm as estrelas?
Continuam brilhando, altas e belas.
José Régio
in, Poemas de Deus e do Diabo
Que tipo de relação é a tua?
A relação romântica idealizada, iludida e inspirada em ideais Disney acredita na fusão com o outro, em caras metade e em almas gémeas que vêm completar o que nos falta.
A nossa gigante carência faz-nos ir em busca do Tu-dás-a-mim-e-eu-dou-a-ti e logo o primeiro que falhar pelas mais variadas razões irá pôr tudo em causa. É uma questão de tempo...
Na sua fase mais positiva estas relações fazem-nos sentir em casa e que encontrámos a nossa metade. No seu pior é onde nos fragilizamos e cedemos o nosso poder ao outro permitindo assim o desagaste da nossa energia ou até a violência.
A relação da Nova Era preza o amor e a liberdade de cada um estar com o outro ou não.
É uma relação antes de mais connosco próprios que algures escolhemos partilhar com alguém com quem sentimos afinidade, conforto e respeito.
O oxigénio existente entre os dois é o que mantém a consciência individual e a responsabilidade de cada um pela sua célula.
Fieis aos princípios da liberdade, amor próprio tanto próprio como ao outro, cada um irá ficar na relação apenas enquanto estes valores existirem.
Quando a estabilidade da célula individual for posta em causa, cada um terá que ir em busca do seu reequilíbrio.
Que tipo de relação é a tua?
Vera Luz
sábado, 22 de outubro de 2016
Eles Morrem/ Eles Sempre Morrerão
Todas as lágrimas, contidas durante anos,
O seu pesar está confinado
E destrói-me a mente
Uma ode à sua condição é esta endecha
Alguns anseiam por um lúgubre silêncio,
Serenidade na imagem de caixões
Irá a vida renovar estes corpos da verdade?
Toda a morte se anulará, as lágrimas amainarão?
Encher-se-ão as veias vazias de vida de novo com juventude
E lavar-se-ão com uma água imortal, a idade.
Eles morrem,
Eles sempre morrerão.
Darren White
Cabra Selvagem
A cabra-selvagem (Capra Aegagrus), ou Cabra Salvatge, é uma espécie de mamífero ruminante caprino, com uma distribuição geográfica que vai desde a Turquia até ao Paquistão. A Cabra Montês, O Íbex (Capra Aegagrus Íbex), habita as regiões montanhosas dos Alpes e dos maciços europeus, nomeadamente nas margens da bacia do mediterrâneo, em zonas de vegetação dispersa, de rochas e de pedras soltas.
O grupo inclui diversas subespécies.
Ao tronco europeu pertencia a Capra Aegagrus, ao tronco asiático a Capra Falconeri e a Capra Prisca, e ao tronco africano a Capra Nubiana, uma outra espécie ancestral.
A cabra montês é um animal selvagem e de grandes dimensões.
Apresenta uma altura de cerca de 75cm no dorso, um comprimento de 145cm e um peso aproximado de 70 a 100Kg. A cauda pode chegar aos 15cm de comprimento.
Apresenta o corpo coberto de pelo com uma tonalidade parda. No inverno a pelagem torna-se mais comprida e mais clara. Faz as mudas de pêlo entre Abril e Maio, e volta a ter o pêlo pardo, canela, com manchas mais escuras nas patas, e nos machos mais velhos podem estender-se até às costas.O ventre é branco em ambos os sexos.
Na cabeça exibe chifres estriados e curvados para trás, que podem medir até 1 metro.
As fêmeas são de menores dimensões e desprovidas de chifres.
É um dos animais mais vigorosos e de maiores dimensões das regiões montanhosas.
Vivem em pequenas manadas constituídas por fêmeas, crias de ambos os sexos e machos jovens.
Os machos adultos vivem separados, de forma mais solitária, juntam-se apenas na época de reprodução.
É uma espécie polígama.
Na natureza, elas vivem em rebanhos de 500 cabras, os machos são solitários.
Durante a época do acasalamento, os machos velhos afastam os machos mais novos dos rebanhos maternais.
O período de gestação fica em torno de 170 dias. Elas dão geralmente luz a um cabrito. Os cabritos podem seguir a mãe quase imediatamente depois do nascimento, eles desmamam após 6 meses.
As fêmeas alcançam a maturidade sexual de 1,5 a 2,5 anos, machos de 3,5 a 4 anos.
A expectativa de vida de uma cabra pode ser de 12 a 22 anos.
A época de reprodução deste animal inicia-se nos meses de Outono e as crias nascem, regra geral em Maio e Junho. Após o nascimento, as crias ficam ao cuidado das progenitoras, já que o macho gosta de uma vida mais solitária.
Como animais extremamente ágeis e excelentes alpinistas que são, costumam habitar zonas entre os dois mil e os três mil metros de altitude.
No inverno, têm hábitos mais diurnos mais pela hora do meio-dia que é quando faz mais calor, e no verão vão-se tornando mais nocturnas. Deslocam-se mais ou de manhã, ou ao final da tarde.
Tímida e tranquila, tem um grande olfacto e audição.
São muito gregárias, formam grupos muito numerosos de fêmeas e crias, e grupos de machos.
Como principal predador tem o Lobo, o urso e a águia.
E os caçadores que procuram os seus enormes cornos.
A Cabra Selvagem regressou à Serra do Gerês
ESTAVA EXTINTA HÁ MAIS DE 100 ANOS.
Animais fugidos de um cercado galego passaram a fronteira e vivem agora nos penhascos da Serra do Gerês, perto de Pitões das Júnias, em Montalegre.
Técnicos do Parque Nacional da Peneda-Gerês (PNPG) avistaram um casal e uma cria na Serra do Gerês, entre a Fraga do Espinheiro e a Fraga Brazalite, perto dos Cornos da Fonte Fria, nas imediações de Pitões das Júnias em 2001 e a cabra-montês deixou de estar classificada como extinta em Portugal.
Trata-se de uma zona de difícil acesso, agreste, com vários penhascos, onde é difícil haver predação por parte do lobo. O terreno é o mais indicado para a espécie, que dispõe ali de alimento em abundância (carquejas, matos, herbáceas).
Em 2012 já existiam 450.
A cabra-montês é um troféu cinegético muito cobiçado em Espanha.
Quanto maiores forem os cornos, mais cobiçadas se tornam aos olhos dos caçadores.
Todos os anos, os machos rivais utilizam toda a sua habilidade diplomática sob a forma de intermináveis trocas de cornadas, para determinar qual deles é o dominante.
Apenas o macho dominante de cada grupo se reproduz.
Desde a domesticação dos caprinos que a sua imagem se associou a procedimentos de rituais e cerimónias de origem pagã ou mitológica. O paganismo classificava o Bode como animal imundo, cujo contacto devia ser seguido de lavagens e purificações, enquanto a cabra era considerada animal puro. Tanto assim era que os gregos sacrificavam a Baco (Deus do vinho) o bode devastador das vinhas, para evitar a sua ira.
A cabra, ao contrário era oferecida pelos gregos a Júpiter, mas pela sua consideração em relação ao animal, em virtude de ter amamentado este Deus quando era criança e ter contribuído para a sua sobrevivência.
Na religião católica o bode corresponde à imagem demoníaca de pecado e a ovelha representa a pessoa boa e justa. Com a domesticação, a cabra adquiriu o amor pelo homem que a trata, pela criança com quem brinca e que, não raro, amamenta com solicitude. Conservou do animal selvagem, o gosto pela vida vagabunda, pelas correrias, saltos e lutas; guardou a insensibilidade à vertigem, preferindo as montanhas à planície e os lugares seguros das margens dos abismos.
SIMBOLOGIA
O significado da Cabra pode ser difícil de compreender, pois ela tem muitas implicações simbólicas a oferecer. Principalmente devido à sua presença a longo prazo na vida / civilização humana.
A saber, as cabras são um dos primeiros animais a ser domesticado pelo homem ( mais de 10.000 anos atrás). A cabra é um poderoso totem animal e ao contrário de ovelhas, cabras não são sociais, muitas vezes pastam sozinhas e distantes, simbolicamente falando, evocam um sentido de independência.
Muitas vezes, o caminho solitário nos leva a grandes descobertas, por isto são relacionadas ao respeito, distância e espaço.
O significado para a simbologia da cabra, também lida com curiosidade e indagação, que possuem uma curiosidade insaciável.
Talvez a lição mais comovente da cabra fale sobre sacrifício. Em inúmeras cerimónias, a cabra é o animal mais visado para tais actos por ser um alvo na história antiga – servindo como um arrependimento para o pecado, ou uma oferta para apaziguar os deuses.
Este animal também é uma óptima lembrança da generosidade da Natureza.
É a medicina da determinação para ir em frente. Vença os obstáculos, vença as dificuldades e continue no seu caminho em direcção à luz, ao seu eu superior.
Evocar esta energia para nutrir-se de bom humor e superação.
A cabra, entra como nosso Animal Totem para nos ensinar sobre prosperidade, paciência, ambição, rapidez e capacidade de decisão.
A cabra consegue sobreviver em geografias diferentes, tem uma excelente capacidade de adaptação, superam dificuldades e obstáculos que parecem impossíveis, e seguem sempre até ao pico da montanha.
Ensina-nos a sermos independentes, aventureiros, a explorar novos horizontes sem medo, mas ao mesmo tempo mantendo a nossa ligação com o nosso grupo e aprender com ele.
Pode chegar à nossa vida para nos lembrar a nossa necessidade de Liberdade e de sermos os timoneiros da nossa vida. Conhecer o nosso Verdadeiro Eu e encontrar o nosso Verdadeiro Caminho.
a cabra presta-nos uma valiosa ajuda para encontrarmos o nosso verdadeiro caminho, a superar dificuldades, a conectarmo-nos com as nossas habilidades naturais.
Nutrição do corpo e da alma, sabedoria para achar seu alimento corporal e espiritual. Pare de ficar dando cabeçadas nas pedras ou paredes, pois são duras. A cabra ensina que você pode despertar sua mente com exercícios de respiração e meditação. Determinação para atingir o topo da montanha, brincadeiras.
É a medicina da determinação para ir ao topo. Para vencer obstáculos que nos impedem de subir, vencer as dificuldades naturais, continuar nosso caminho em direcção a luz. Para sensualidade e sexualidade (Pan). Para nutrir-se de energias, proporcionar bom humor. Subir para encontrar o Eu Superior. Novos empreendimentos que exijam esforço. Novas escaladas, novos desafios.
Representam a determinação para escalar terrenos difíceis, a capacidade de sobrevivência, bem como o espírito brincalhão e a abundância nutritiva.
A figura da Cabra faz parte de uma das mais interessantes representações do Homem Cósmico - o Baphomet.
Como Animal de Poder ajuda-nos a ganhar resistência e a atingir os nossos objectivos.
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