domingo, 18 de dezembro de 2016

Impossível




Nós podemos viver alegremente, 
Sem que venham com fórmulas legais, 
Unir as nossas mãos, eternamente, 
As mãos sacerdotais. 

Eu posso ver os ombros teus desnudos, 
Palpá-los, contemplar-lhes a brancura, 
E até beijar teus olhos tão ramudos, 
Cor de azeitona escura. 

Eu posso, se quiser, cheio de manha, 
Sondar, quando vestida, pra dar fé, 
A tua camisinha de bretanha, 
Ornada de crochet. 

Posso sentir-te em fogo, escandescida, 
De faces cor-de-rosa e vermelhão, 
Junto a mim, com langor, entredormida, 
Nas noites de verão. 

Eu posso, com valor que nada teme, 
Contigo preparar lautos festins, 
E ajudar-te a fazer o leite-creme, 
E os mélicos pudins. 

Eu tudo posso dar-te, tudo, tudo, 
Dar-te a vida, o calor, dar-te cognac, 
Hinos de amor, vestidos de veludo, 
E botas de duraque 

E até posso com ar de rei, que o sou! 
Dar-te cautelas brancas, minha rola, 
Da grande loteria que passou, 
Da boa, da espanhola, 

Já vês, pois, que podemos viver juntos, 
Nos mesmos aposentos confortáveis, 
Comer dos mesmos bolos e presuntos, 
E rir dos miseráveis. 

Nós podemos, nós dois, por nossa sina, 
Quando o Sol é mais rúbido e escarlate, 
Beber na mesma chávena da China, 
O nosso chocolate. 

E podemos até, noites amadas! 
Dormir juntos dum modo galhofeiro, 
Com as nossas cabeças repousadas, 
No mesmo travesseiro. 

Posso ser teu amigo até à morte, 
Sumamente amigo! Mas por lei, 
Ligar a minha sorte à tua sorte, 
Eu nunca poderei! 

Eu posso amar-te como o Dante amou, 
Seguir-te sempre como a luz ao raio, 
Mas ir, contigo, à igreja, isso não vou, 
Lá essa é que eu não caio! 



Cesário Verde 
in "O Livro de Cesário Verde" 


..............................quando morre um ser querido





Quando morre um ser querido, um familiar, um amigo, é natural sentir necessidade de ficar ligado a recordações: objectos, cartas, fotos...
Mas isso não é suficiente para preservar a sua presença, pois a presença de um ser não está nos objectos, está no seu espírito.
E enquanto se ficar a girar à volta de alguns objectos, a olhar para fotografias, não se trata de espírito, mas de matéria.

Quanto a ir recolher-se junto de uma campa, isso também é natural.
Mas o que está na campa é o corpo, não o espírito.
O espírito necessita de liberdade e faz esforços para se libertar do corpo e viajar na imensidão, que é a sua verdadeira pátria. Se se sofre e se chora sobre uma campa, como se a pessoa que lá está deitada no caixão fosse ali ficar eternamente, limita-se e perturba-se o seu espírito, que só deseja libertar-se.

Não se restabelece contacto com um ser querido chorando por ele.
Se quereis realmente reencontrá-lo, esforçai-vos por ir procurá-lo lá onde ele se encontra, muito longe, muito alto, na luz.


Omraam Mikhaël Aïvanhov



Violência psicológica





A "confusão" sentida e vivida pela mulher vítima de atrocidades psicológicas reside, na maioria das vezes, no equívoco de "confundir" os sentimentos.
Desvalia, ódio, rejeição.
Esta mesma mulher que pensa que ama, pode não amar o marido.
Muitos outros motivos podem estar contribuindo para que ela viva o sentimento de "confusão".
Medo de encarar outra realidade que ela pensa ser mais difícil, que ela pensa que não vai conseguir alcançar. O medo da separação, do divórcio. O medo de ter "fracassado" no seu casamento e por fim, também a possibilidade de ela confundir-se no sentimento de culpa e perder-se no desconhecimento da auto-punição ou auto-destruição.


Maria da Penha Vieira
in, Violência psicológica



sábado, 17 de dezembro de 2016

Eu e Ela




Cobertos de folhagem, na verdura, 
O teu braço ao redor do meu pescoço, 
O teu fato sem ter um só destroço, 
O meu braço apertando-te a cintura; 

Num mimoso jardim, ó pomba mansa, 
Sobre um banco de mármore assentados. 
Na sombra dos arbustos, que abraçados, 
Beijarão meigamente a tua trança. 

Nós havemos de estar ambos unidos, 
Sem gozos sensuais, sem más idéias, 
Esquecendo para sempre as nossas ceias, 
E a loucura dos vinhos atrevidos. 

Nós teremos então sobre os joelhos 
Um livro que nos diga muitas cousas 
Dos mistérios que estão para além das lousas, 
Onde havemos de entrar antes de velhos. 

Outras vezes buscando distração, 
Leremos bons romances galhofeiros, 
Gozaremos assim dias inteiro, 
Formando unicamente um coração. 

Beatos ou apagãos, via à paxá, 
Nós leremos, aceita este meu voto, 
O Flos-Sanctorum místico e devoto 
E o laxo Cavaleiro de Faublas... 


Cesário Verde
in "O Livro de Cesário Verde" 



Antes de te apaixonares por mim



Li uma vez que as mulheres são loucas, e os homens estúpidos.
E a razão de as mulheres serem loucas, é porque os homens são estúpidos.

Nunca me consegui apaixonar por alguém calmo e que não me trouxesse algum tipo de problemas à vida. Talvez por achar que a vida é curta demais, e gostar de andar com o coração a mil e a cabeça a duzentos, sempre que me disseram que não era o caminho certo a seguir, eu calcei as sapatilhas e preparei-me para maratonas.

Antes de te apaixonares por mim tens de saber que nunca oiço ninguém.
Nunca oiço as pessoas, nunca oiço as minhas melhores amigas, não oiço a minha mãe, e o meu pai desistiu de me dizer o que fazer desde que sou pequena.
Por isso o mais provável é que só te oiça a ti quando o chão me escorregar dos pés e o equilibro começar a tremer.

Era eu pequena demais para chegar com os pés ao chão, quando fiz a minha primeira grande afirmação, "Eu faço o que eu quero".
O meu pai sorriu-me, e disse-me "Muitos corações hás tu de partir".
Nunca me esqueci. Mas agora compreendo que me interpretou mal.

Eu faço o que quero, mesmo quando o que quero está errado na cabeça de quem me rodeia.
Não tenho medo de amar alguém por o que dizem, por o que fazem ou por o que me contam em noites ou dias normais.
O único medo que devemos ter quando começamos a gostar de alguém, é por nós mesmos.
Porque o amor, é carta doce passada pelo Diabo.
Carimbado, jurado.
Um dia, as coisas descarrilam, seja quando somos novos, ou quando um dia a vida nos arranca quem gostamos.
Perdemos sempre, mesmo que estejamos a ganhar.

Por isso, não tenhas medo de te apaixonar por mim.
Se um dia nos perdermos por algum motivo, seja porque esquecemos-nos de dizer a palavra certa no momento errado, seja porque as relações são para os loucos ou porque te amo demais em dias normais, pelo menos em todas as noites que pessoas dormiram com pessoas que não amam e conheceram no próprio dia, nós dormimos juntos.

Não me hei-de esquecer das tuas mãos nos dias em que esqueci de te ligar.
Nem muito menos vou-me esquecer do quanto o quarto fica cheio quando só tu lá estás.
Uma só pessoa, quando é a certa, vale por trinta em dias vazios e sem nada para dar.
E tu vais ser a certa, a que fecha a porta à possibilidade, mesmo que remota, de entrar lá mais alguém.

Aprende também que as pessoas vão falar. 
Hão-de olhar, hão-de rir e de comentar, que afinal eu não ando à procura de nenhum homem para casar e que me enfio sempre em becos sem saída.
Que não tenho dois dedos de testa e que aquilo que escrevo não corresponde ao que sou.
Mesmo que sejas dez vezes melhor que eu a argumentar, a ter presença ou a solucionar as nossas discussões, vai sempre haver alguém que se vai lembrar da história mais remota, para torná-la na mais presente.
As pessoas falam muito mas raramente dizem alguma coisa de jeito, seja por o motivo que for, há sempre alguém em alguma esquina de uma cidade, que tem uma novidade para contar sobre nós, que nem nós próprios tínhamos conhecimento.

Antes de te apaixonares por mim, aprende a desfilar em câmara lenta de mão dada, porque é isso que vamos fazer enquanto as pessoas falam.
Aprende que nada é para sempre.
Vão haver dias em que não vou querer gostar de ti e até me hei-de mentalizar disso.
Porque quem gosta mais tarde sofre, e eu fartei-me de cicatrizes, vão haver dias em que vou fugir das tuas palavras. Vou-te deixar tentar seguir o caminho, que na minha cabeça em dias menos bons, a vida te há-de dar.
Mesmo que por dentro esteja a rachar, os meus olhos não vão transparecer nada mais que tranquilidade.
Porque nós mulheres somos assim, capacidade infinita de sorrir por fora e chorar por dentro. Perfeitamente maquilhadas mas de alma borrada.

Antes de te apaixonares por mim, sabe que não gosto por metade. 
Fico por inteiro, falo por inteiro e gosto demais. 
Hei-de te defender até ao fim, mesmo quando sei que nem sempre pisaste o caminho certo, não te vou cobrar por passados mal resolvidos.
Eu não vou gostar do que me dizes todos os dias, e muito menos vou gostar daquilo que me deixaste de dizer em sextas-feiras normais.
Mas não vou deixar de te amar.

Não há-de chegar ninguém que roube a minha atenção, ou ocupe o teu lugar na cama.
Não porque não há ninguém melhor que tu, mas porque não há ninguém igual a ti. 
Passem os dias que passarem, e todos sabemos que nem todos os dias são bons dentro de uma relação, eu vou tatuar o teu nome só para mim.
Porque o tempo passa, mas as tatuagens que gravamos dentro de nós, não.
E o meu coração nunca esteve tão limpo como agora.
Vou esperar por ti, antes de te apaixonares por mim.
Até esse dia.

Inês Alegre


Dai-me outras mães e eu vos darei outro mundo




“Com a frase “Dai-me outras mães e eu vos darei outro mundo”, Santo Agostinho revelava o ponto débil do seu projecto de sociedade e a necessidade que tinham de transformar duma vez por todas as mães. Transformar as mães para vencer a natureza humana e a sua predisposição para se organizar e viver como o fez durante muito tempo, sem dominação nem escravatura, em paz e em cooperação (a arqueologia já afastou qualquer dúvida a este respeito, provando que a Idade de Ouro não é um mito mas uma realidade).

Novas mães para reproduzirem os “filia” continuadores das empresas guerreiras, humanos aptos para fazerem a guerra ou para aceitarem tornar-se escravos. Não se podia criar este mundo sem mudar a mãe.

A sociedade patriarcal foi erguida sobre um matricídio, acabando com as gerações de mulheres com cujo desaparecimento se sumiu também a paz sobre a Terra (Bachofen). É esta a civilização que perdura ainda hoje, continuando a destruir a vida e a corromper a condição humana, mais competitiva, mais fratricida, mais belicista e mais desapiedada que nunca. Do meu ponto de vista, não é a economia que está em crise, é o modelo de civilização.

Na encruzilhada na qual a humanidade se encontra, o que precisamos de fazer se queremos acabar com este sistema de dominação e sobreviver é recuperar a verdadeira mãe, e com ela as qualidades básicas dos seres humanos, que nos capacitam para a concórdia e nos incapacitam para o fratricídio. Recuperar a mãe verdadeira é recuperar o habitat que a rodeia. Bachofen criou um termo em alemão para o definir: é o Muttertum, sendo que o sufixo “tum” (equivalente ao “dom” em inglês) significa o sítio, o lugar da mãe.

Não se trata apenas dum espaço físico, mas antes dum conjunto de relações travadas com o seu fluxo libidinal específico, o fluido feminino-materno, o hálito materno, porque a produção do nosso sistema orgânico libidinal, desenhado para organizar as relações humanas, é a matéria-prima do tecido social humano original. O Muttertum é assim como a urdidura da tela social, como lhe chamou na sua preciosa metáfora Martha Moia: um conjunto de fios, porque um fio sozinho não consegue fazer a urdidura.

Recuperar a mãe verdadeira pressupõe então recuperar o colectivo de mulheres e a sua função colectiva dentro dum determinado grupo social. A recuperação da mãe não é uma recuperação individual (embora tenha uma dimensão individual e corporal), mas a recuperação do feminino colectivo, de todas nós. Segundo Malinowski, as mulheres trobriandesas dum clã (in The Sexual Life of Savages in the Western Melanesia) tinham um nome colectivo, “tábula”, a “tábula” é que se ocupava do parto das mulheres do clã.

Em castelhano há uma acepção do nome "mãe" que é um vestígio dessa mãe ancestral, que se encontra na expressão "salirse de madre", "sair da mãe", que seria sair do Muttertum, que nos faz amadurecer e nos torna consistentes. Há também uma acepção em que a palavra significa "fonte originária de algo" ("a mãe do vinagre", por exemplo), ou como a raiz de algo, quando dizemos que encontrámos a "mãe do cordeiro". Se um rio sai da "madre", tudo se inunda e é o desastre. Pois assim anda a humanidade, "fora da mãe", em permanente estado de esquizofrenia e cada vez com mais ataques de violência..."


Cacilda Rodrigañez Bustos 



................................biology and physics

This is an excerpt of Nassim Haramein being interviewed by Dr. Paul Drouin of The Quantum University on the principles of unified field theory, quantum gravity, consciousness studies, energy, and their far-reaching implications that unify the fields of both biology and physics on Quantum World TV.


sexta-feira, 16 de dezembro de 2016

..............................o amor




É errado pensar que o amor vem do companheirismo de longo tempo ou do cortejo perseverante.
O amor é filho da afinidade espiritual, e a menos que esta afinidade seja criada num instante, ela não será criada em anos, ou mesmo em gerações.

Khalil Gibran



Que Me Venha Esse Homem





Que me venha esse homem
depois de alguma chuva
que me prenda de tarde
em sua teia de veludo
que me fira com os olhos
e me penetre em tudo.

Que me venha esse homem
de músculos exatos
com um desejo agreste
com um cheiro de mato
que me prenda de noite
em sua rede de braços
que me perca em seus fios
de algas e sargaços.

Que me venha com força
com gosto de desbravar
que me faça de mata
pra percorrer devagar
que me faça de rio
pra se deixar naufragar.

Que me salve esse homem
com sua febre de fogo
que me prenda no espaço
de seu passo mais louco
Que me venha esse homem
Que me arranque do sono
Que me machuque um pouco.



Bruna Lombardi


Identificação Biométrica Universal





ONU prevê que toda humanidade seja chipada até 2030 
e quem recusar será "excluído da sociedade"



A ONU prevê que pelo ano 2030 cada pessoa terá uma identidade biométrica, que será válida em todo o mundo. A informação de cada ser humano será armazenada num banco de dados universal localizado em Genebra, Suíça. 

A decisão da ONU é dirigida a todos os governos do mundo que impõem o Cartão " Identificação Biométrica Universal " para os seus cidadãos.


 "Este novo programa é um modelo para a" Nova Ordem Mundial " e se eles não aderirem os sub projectos para essas novas metas globais enfrentarão algumas coisas muito alarmantes", relata o Colapso Económico.


As Nações Unidas têm implementado este projecto entre os refugiados que chegaram à Europa. O sistema de colecta facial, íris, biometria, impressão digital, estabeleceram-se como única documentação oficial para os refugiados. As informações serão enviadas para um banco de dados central em Genebra, permitindo eficazmente o seu monitoração.

De acordo com um relatório da Localizar Biometrics, as autoridades esperam que esta tecnologia seja usada por todos os homens, mulheres e crianças do planeta até 2030. 

Esta iniciativa de desenvolvimento foi lançada originalmente pelo Banco Mundial, em conjunto com a ONU e outras instituições para obter a " identidade legal " em todas as mãos. O objectivo é garantir uma identidade legal e original, permitindo que serviços baseados em IDs digitais sejam disponíveis para todos. 

"E se alguém se recusar a este novo sistema de" identidade legal "certamente ele será desqualificado para uma posição de trabalho, obter uma nova conta bancária, tirar um cartão de crédito, qualificar-se para uma hipoteca, receber qualquer forma de pagamento do governo, etc., nesse momento, qualquer um que se recusar a nova "ID universal" se tornaria um desprezado da sociedade , "disse Michael Snyder. 

"O que a elite quer é certificar-se de que toda a humanidade está "no sistema". 
Essa é uma das razões pelas quais as pessoas estão a ser desencorajadas a usar o dinheiro em espécie, "concluiu Snyde. 


Está a acontecer...
Nova Ordem Mundial, um mundo onde haverá apenas uma moeda global, uma religião única e um só governo, onde tudo foi profetizado há dois mil anos atrás. Onde cada ser humano perderá a única liberdade que lhe resta...
A maior parte da população irá aceitar de mão beijada, pois isso virá com grandes tecnologias "boas" que se tornarão depois em terror para quem se conectar com esse novo sistema.



quinta-feira, 15 de dezembro de 2016

UN Press Conference on Syria Aleppo - Eva Bartlett Exposes Media LIES - ...





At a Press Conference at the United Nations held on the 09/12/2016 - Independent Canadian Journalist, Eva Bartlett speaks the truth about some British and U.S Media perceptions and publications vs the actual reality on the ground in Aleppo Syria from her personal experiences.
For some people, this is confirmation of what was already known and alarm bells are ringing loud and clear.



Caí no silêncio há vários dias




Quero falar-te das horas incandescentes 
que antecedem a noite e não sei como fazê-lo. 

Às vezes penso que vou encontrar-te na rua mais 
improvável, que nos sentamos diante do rio 
e ficamos a trocar pedaços de coisas 
subitamente importantes: a tua solidão, por exemplo. 

Mas depois, virando a esquina, todas as esquinas 
de todos os dias, esperam-me apenas as aves que 
ninguém sabe de onde partiram.

| Vasco Gato |



.................................feedback




If you (hypothetically) gave a blind person a traditional Rubik's cube and asked them to make a move once per second, they could have worked on it since the big bang and sill not have ordered the colors on the faces randomly, by chance.

Without a feedback loop of information letting you know if you are getting closer to or further away from the solution (being able to see the colors), it would take more a lot longer than 13.8 billion years to randomly come upon the solution to something with 43 quintillion (43,252,003,274,489,856,000) possible permutations.

However, given the proper feedback of being able to see a Rubik's cube, it has been calculated that any cube can be solved in no more than 20 moves. So, by moving your hands once per second you could technically solve any Rubik's cube in 20 seconds or less
(some people can actually do it in under 6 seconds!)

The difference between 20 seconds and 13.8 billion years is quite a difference and it all comes down to wether you have a feedback loop of information or not, self-informing the system. It certainly seems like the universe has a serious feedback loop of information to, for example, be able to order all the 100 trillion atoms that make up each of your 100 trillion cells and have them all perfectly communicating with each other so that all we have to do is eat, drink, sleep and dream and our biology does the rest.

WE (all biology) ARE 
the feedback mechanism the universe uses 
to learn more about itself...



Nassim Haramein



O outro como um meio de saberem mais sobre si mesmos




"Já percebeste porque atraíste essa pessoa 
e o que pretendes fazer com essa relação?"



E esta é a pergunta que a maior parte tenta evitar.......

A maior parte das pessoas, se eu deixasse, seria capaz de estar a falar dos comportamentos dos outros por horas.

O que o outro fez ou disse ou devia ter feito.
O que o outro não fez ou fazia mas já não faz.
O que o outro podia ter feito e mais as razões que explicam ou justificam os mais variados comportamentos.

De vez em quando, se eu não disser nada, ouço profundas análises dissecando de todas as maneiras, o outro.

Muitos são os que ainda não aprenderam a ver o outro como um meio de saberem mais sobre si mesmos.
Não percebem que o que estão a ver é apenas um espelho do que vive inconsciente dentro de si mesmos em frequências diferentes. O outro é uma materialização de energias nossas que vêm à nossa vida para serem reconhecidas e actualizadas.
É a nossa reacção que dita se as iremos aceitar e elas irão manter-se ou pelo contrário, iremos declarar que já as superámos e já não fazem sentido.

Ninguém nos ensinou que a nossa vida é uma continuação de uma história que já vem de traz. Que esta vida é apenas mais um episódio de uma gigante novela que já não nos lembramos como começou e está longe de terminar.

Se queremos viver sob a lei do amor e integrar a espiritualidade na nossa vida, é essencial aprendermos a olhar para os outros como extensões da nossa energia. 
Como espelhos do que em nós não vemos. 
Como espíritos companheiros que inconscientemente conspiram para o nosso equilíbrio interior. 
Como carteiros cósmicos que de maneiras mais amorosas ou violentas, não desistem de entregar o seu correio. Como testes desafiantes que nos convidam a escolher.
O outro é um meio para nos conhecermos e não um fim em si. 
O outro é apenas um visitante na nossa história que nos vem dar a oportunidade de a reconhecermos e de nos empoderarmos.
Assim, não interessa então o que o outro fez ou disse ou é, mas sim o que NÓS escolhemos fazer com o que o outro fez ou disse ou é.

Vera Luz



quarta-feira, 14 de dezembro de 2016

Mulher do Ano 2016 da Billboard - Madonna




Madonna ganhou o título de Mulher do Ano.
O prémio foi-lhe atribuído pela revista de música norte-americana Billboard.

58 anos, 33 de carreira, como cantora, actriz, produtora, escritora, realizadora, e... rainha da pop, resumindo. Mãe de quatro filhos, Madonna não se conteve e, na cerimónia de entrega do prémio, fez um discurso emotivo em Nova Iorque, no qual abordou os desafios da maternidade, num ano em que a filha mais velha, Lourdes, saiu de casa para ir para a universidade, e que se envolveu numa batalha pela custódia do filho Rocco, com o ex-marido, o realizador britânico Guy Ritchie.

"A maior conquista deste ano foi conseguir terminar a minha digressão, fazer os meus espectáculos todas as noites e lidar com os desafios de ser mãe. Esse será sempre o principal desafio para mim: conseguir ser boa mãe e boa artista", descreveu Madonna.

De recordar que a cantora é a mulher que mais lucrou com digressões na história da música.

Nunca gostei da música da Madonna.
Assim como também não me identifico com ela em muitas coisas.
Por exemplo, quando ela fala no seu discurso sobre o direito das mulheres a envelhecer...uma coisa é o que se diz, outra bem diferente é o que se faz...a meu ver, a sua forma de envelhecer revela que, apesar do que diz, não se deu o direito de envelhecer como fala no seu discurso, com tantas plásticas e exercício físico levado ao extremo, para "agradar" ao predador que tanto critica no seu discurso.

Mas, não deixa de dizer umas verdades.
E por isso, publico o discurso que fez, ao receber o prémio de Mulher do Ano 2016 da Billboard.
Cada um que o interiorize da forma que lhe for mais positiva.

Segue abaixo na integra o seu discurso:

“Estou aqui em frente a vocês como um capacho. Quer dizer, como uma artista feminina. Obrigada por reconhecerem minha habilidade de dar continuidade à minha carreira por 34 anos diante do sexismo e da misoginia gritante, e do bullying e abuso constante.

As pessoas estavam a morrer de AIDS em todos os lugares. Não era seguro ser gay, não era bom ser associada à comunidade gay. Era 1979 e Nova York era um lugar muito assustador. No meu primeiro ano [na cidade] eu fiquei sob a mira de uma arma de fogo, fui estuprada num terraço com uma faca na minha garganta e tive meu apartamento invadido e roubado tantas vezes que parei de trancar as portas. Com o passar do tempo, perdi para a AIDS, ou para as drogas, ou para as armas, quase todos os amigos que tinha. Como vocês podem imaginar, todos esses acontecimentos inesperados não apenas me ajudaram a me tornar a mulher ousada que está aqui, mas também me lembraram que sou vulnerável, e que na vida não há segurança verdadeira excepto a sua autoconfiança.

Eu me inspirei, é claro, em Debbie Harry e Chrissie Hynde e Aretha Franklin, mas a minha verdadeira musa era David Bowie. Ele personificava o espírito masculino e feminino e isso me agradava. Ele me fez pensar que não havia regras. Mas eu estava errada. Não há regras se fores um homem. Há regras se fores uma mulher. Se fores mulher, tens que jogar o jogo. Você tem permissão para ser bonita, fofa e sexy. Mas não para ser inteligente. Não aja como você tivesse uma opinião que vá contra o status quo. Você pode ser objectificada pelos homens e pode se vestir como uma prostituta, mas não assuma e se orgulhe da vadia em você. E não, eu repito, não compartilhe suas próprias fantasias sexuais com o mundo. Seja o que os homens querem que você seja, e mais importante, seja alguém com quem as mulheres se sintam confortáveis quando você estiver perto de outros homens. E por fim, não envelheça. Porque envelhecer é um pecado. Você vai ser criticada e humilhada e definitivamente não tocará nas rádios.

Eventualmente fui deixada em paz porque me casei com Sean Penn e estava fora do mercado. Por um tempo eu não fui considerada uma ameaça. Anos depois, divorciada e solteira, fiz meu álbum ‘Erotica’ e meu livro ‘Sex’ foi lançado. Eu me lembro de ser a manchete de cada jornal e revista. Tudo que lia sobre mim era mau. Eu era chamada de vagabunda e de bruxa. Uma das manchetes me comparava ao diabo. Eu disse ‘Espera aí, o Prince não anda a correr por aí em meia-calça, salto alto, batom e a mostrar o rabo?’ Sim, ele estava. Mas ele era um homem. Essa foi a primeira vez que eu realmente entendi que as mulheres não têm a mesma liberdade que os homens.

Eu me lembro de desejar ter uma mulher para me apoiar. Camille Paglia, a famosa escritora feminista, disse que eu fiz as mulheres retrocederem ao me objectificar sexualmente. Então eu pensei, ‘Se você é uma feminista, você não tem sexualidade, você a nega’. E eu disse ‘Dane-se. Eu sou um tipo diferente de feminista. Sou uma feminista má’.

Eu acho que a coisa mais controversa que eu já fiz foi ficar aqui. Michael se foi. Tupac se foi. Prince se foi. Whitney se foi. Amy Winehouse se foi. David Bowie se foi. Mas eu continuo aqui. Eu sou uma das sortudas e todo dia eu agradeço por isso.

O que eu gostaria de dizer para todas as mulheres que estão aqui hoje é: Mulheres têm sido oprimidas por tanto tempo que elas acreditam no que os homens falam sobre elas. Elas acreditam que elas precisam apoiar um homem. E há alguns homens bons e dignos de serem apoiados, mas não por serem homens, mas porque eles valem a pena. Como mulheres, nós temos que começar a apreciar nosso próprio mérito. Procurem mulheres fortes para que sejam amigas, para que sejam aliadas, para aprender com elas, para que se inspirem, apoiem e instruam.

Estou aqui porque quero agradecer, mais do que para receber este prémio.
Agradecer não apenas a todas as mulheres que me amaram e me apoiaram ao longo do caminho; vocês não têm ideia de quanto o vosso apoio significa.
Mas para aqueles que duvidam, e para todos os que me disseram que eu não poderia, que eu não iria e que eu não deveria, a vossa resistência me fez mais forte, me fez insistir ainda mais, me fez a lutadora que sou hoje. Me fez a mulher que sou hoje.
Então, obrigada.”



CABRA TÓTEM


Cabre Salvatge



La cabra es uno de los primeros animales domesticados por el hombre (más de 10.000 años atrás).Como tal, la cabra es un animal rico en leyendas, tradiciones y mitos.

La cabra fue un animal importante en la mitología griega, y en la mitología de la Europa del Norte.

En la mitología griega, Pan es un fauno, mitad hombre, mitad cabra. Fauno es el Dios  de la música salvaje, (en particular la flauta), y Dios de  los pastores y sus rebaños. El Dios Pan es el símbolo de destreza y  potencia.

Zeus fue amamantado por una madre cabra cuando era bebé.

En la mitología nórdica escandinava, fueron  cabras quienes  llevaron el carro de Thor, el dios nórdico de la fertilidad, del rayo y de los  truenos.

La cabra es un animal tótem poderoso y muy relacionado con las ovejas, en particular, con el carnero, pero su simbolismo es diferente. A diferencia de las ovejas y carneros, la cabra a menudo pastorea sola y contagia a otras en su comportamiento desordenando el rebaño. Es por ello que existe el dicho “hacer el cabra” o “estar como una cabra” cuando se alude a comportamientos extravagantes. Este comportamiento de la cabra  no quiere decir que las cabras sean anti-sociales, simbólicamente hablando , sino que la cabra  evoca un sentido de independencia.

Cuando la cabra deambula en su camino, podría ser una señal del tótem cabra que nos llama  para meditar sobre el  poder como individuo. La cabra nos viene a preguntar si es el momento de separarse de la manada. Si tal vez es el momento de  lanzarse a otra dirección independiente de los demás. Muchas veces, el camino solitario nos lleva a un  gran descubrimiento.

La cabra tótem también anima hacia  la aventura y hacer exploraciones independientes con la intención de ampliar nuestros puntos de vista y nuestra sabiduría. Así, a veces el comportamiento diferente, el hacer algo extravagante, una locura, es lo que da la chispa a nuestra vida.
El tótem de la cabra siente predilección por  grandes alturas y esto simboliza la ambición espiritual. A las cabras también les encanta trepar y escalar, lo cual nos habla de progreso y logros. La cabra viaja, trepa, corre  y  puede vivir en acantilados y montañas con cerros y  ángulos imposibles. La cabra trepa por lugares que ni el más hábil alpinista podría, la cabra se acerca al precipicio con facilidad y entusiasmo, esto significa que la cabra busca  el estímulo para buscar respuesta en los lugares altos e inaccesibles de nuestro ser.

El significado de cabra tótem es  también  la curiosidad y la investigación. Las cabras tienen  una curiosidad insaciable.

La cabra embiste todo lo que está en su entorno. A menudo esta insistencia en embestir  es una forma de buscar puntos débiles en sus jaulas, o en cualquier entorno donde están. Las cabras nos animan a entretenernos con cualquier cosa con el sentido de la curiosidad. Las cabras  también son increíblemente inteligentes, pues la inteligencia siempre va unida a la curiosidad.

Es un error pensar que las cabras se comen casi cualquier cosa. Es cierto que circulan  a través de toda clase de escombro y basuras, pero son de hecho, bastante exigentes, y les mueve más la curiosidad innata y el gozar de la percepción sensorial. Las cabras tienen los labios y la lengua  muy sensibles y usarlos es vital en su comunicación con el entorno. El tótem cabra o tótem macho cabrío nos enseña con esta actitud que es bueno tener muestra de todo lo que nos rodea (sea agradable o no) para profundizar en la comprensión del entorno, así como movernos siempre con curiosidad entre cualquier medio y explorarlo con todos nuestros sentidos.

Las cabras son curiosidad, valor y atrevimiento, robustez, equilibrio, independencia, toma de distancia, vitalidad, virilidad y sacrificio.

El signo astrológico de Capricornio es simbolizado por la cabra.
Capricornio es un signo de gran alcance filosófico y muy inteligente. Los nativos capricornio  aplican sus conocimientos en asuntos prácticos y se esfuerzan por mantener la estabilidad y el orden. Los capricornio son buenos organizadores y consiguen sus objetivos de manera metódica, objetiva y racional. Los capricornio son muy intuitivos, aunque no comparten este rasgo con los demás y también son pacientes y perseverantes, porque saben que ellos pueden realizar cualquier tarea, siempre y cuando sigan su plan paso a paso. Capricornio tiene los hombros anchos y suelen resolver los problemas con aplomo. Lo irónico es que rara vez comparten sus propios problemas y tienden a pasar por periodos de oscuridad interior por ello. Ahí es donde viene también el simbolismo del sacrificio en el tótem cabra.

Quizá la lección más conmovedora de la cabra es de sacrificio. En innumerables ceremonias a lo largo de muchas religiones a lo largo de la historia,  la cabra, o mejor dicho, el macho cabrío,  ha sufrido mucho a manos del hombre. A considerar el mito del  “chivo expiatorio”. Esta expresión  es originalmente  hebrea y se usa cuando la gente intenta traspasar  sus pecados al animal, con un ritual. Así es que a  menudo, la cabra ha sido mal asociada con el mal, cuando realmente lo que  representa es el sentimiento de culpa y la crueldad de las civilizaciones ignorantes. También la cabra ha sido el símbolo del anticristo, del demonio, de Satanás, sin duda, el origen viene de la acumulación de pecados traspasados a este pobre animal desde el judaísmo, y que ha tenido influencia en la edad media sobre todo.

También hay que decir que por haber acumulado el símbolo de la cabra, en especial el macho cabrío  tantos males de los humanos, muchos adoradores del mal y de la magia negra y negativa  lo han adoptado como emblema, satánico, siendo esto bastante injusto según nuestra opinión para este noble animal.

La cabra ha sido objeto de una gran cantidad de difamaciones en muchos  mitos y tradiciones. Esto se debe a varias razones. La cabra ha ofrecido gestos de generosidad infinita de la humanidad. La cabra ha ofrecido alimentos, asistencia a la agricultura, bebida, calor, pieles… La otra cara de esa generosidad a menudo viene en forma de “chivo expiatorio” como se mencionó anteriormente. La cabra es tan versátil, que incluso sirve como recipiente para la santidad, porque otros limpian con ella el pecado

El tótem cabra, ha recogido, con su historia de sacrificio, la sabiduría del juicio, la culpa y la responsabilidad.

Nos invita suavemente  a considerar de forma inteligente nuestro papel de responsabilidad en nuestros comportamientos y acciones. Esta criatura noble también nos pide que usemos otros métodos para encontrar el perdón, la curación y nos anima a modificar nuestro comportamiento en lugar de continuar en el camino de las acciones erróneas de la historia.




PROPIEDADES TÓTEM CABRA

La cabra tótem  nos recuerda a nosotros mismos el  honor, el amor propio, la individualidad y originalidad que tenemos todos. La cabra tótem sacará de nosotros el punto extravagante que nos hará especiales.

La cabra tótem nos enseña a  honrar a nuestros más elevados ideales y seguir explorando nuestras perspectivas hasta que logremos nuestra visión más elevada.

El tótem cabra nos enseña que con grandes riesgos vienen siempre las más  grandes recompensas.

La cabra enseña a lanzarse a territorio inexplorado, y a ver la vida como una aventura,  con curiosidad  y habilidad, y a ampliar nuestros horizontes internos y espirituales.



in, Totem Animal




...........................os prazeres secretos da menopausa





Normalmente a transição da metade da vida é acompanhada por emoções tempestuosas.
Uma das emoções que muitas vezes estimula este renascimento pessoal é a raiva.
A raiva é sinal de que temos estado a suportar coisas que não nos servem, e não estamos dispostas a segui-las e a sofrer.

A raiva das mulheres maduras é tema de muitas piadas.
Mas asseguro-te que esta raiva é como o combustível de um jacto: é a energia necessária para propulsionar-te na tua nova vida.

Um dos motivos de que despertem a raiva é que sentimos uma necessidade quase voraz de dizer o que temos para dizer e ser ouvidas, às vezes pela primeira vez em décadas. Muitas afogamos nossa verdadeira voz em algum momento da adolescência, quando estávamos mais interessadas em encaixar, encontrar o nosso lugar e seguir as regras.

Agora que redefinimos quem somos já não podemos calar aquilo que nos incomoda ou amachuca, e com bons motivos para isso. Embora talvez costumemos considerar como negativa a raiva, na transição da metade da vida ela pode ser considerada como uma medida da potência da nossa força vital.
Na verdade, se os sintomas da menopausa são as dores de parto que experimentamos ao dar a luz aos nossos "eus" verdadeiros, quer dizer que a nossa raiva é o grito dos nossos eus recém-nascidos que acabámos de dar à luz.


Christiane Northrup
in "os prazeres secretos da menopausa"




O Tempo Passa? Não Passa




O tempo passa? Não passa 
no abismo do coração. 
Lá dentro, perdura a graça 
do amor, florindo em canção. 

O tempo nos aproxima 
cada vez mais, nos reduz 
a um só verso e uma rima 
de mãos e olhos, na luz. 

Não há tempo consumido 
nem tempo a economizar. 
O tempo é todo vestido 
de amor e tempo de amar. 

O meu tempo e o teu, amada, 
transcendem qualquer medida. 
Além do amor, não há nada, 
amar é o sumo da vida. 

São mitos de calendário 
tanto o ontem como o agora, 
e o teu aniversário 
é um nascer toda a hora. 

E nosso amor, que brotou 
do tempo, não tem idade, 
pois só quem ama 
escutou o apelo da eternidade. 


Carlos Drummond de Andrade
in, "Amar se Aprende Amando"



terça-feira, 13 de dezembro de 2016

Lua cheia de hoje...Confronto Interno







LUA CHEIA NO GRAU 22 
DO EIXO GÉMEOS/SAGITÁRIO


Eis um ciclo lunar que nos dá a força do confronto interno… 



  • Porque fujo de sentir o que mais me fragiliza? … 
  • Porque tenho tanto medo de tocar na minha sensibilidade, no meu ser feminino? … 
  • Porque o meu masculino reage perante a possibilidade de ser provocado pela emoção ? …



Questões que deveremos fazer neste ciclo lunar, esta é a esfera de intimidade de deveremos começar a treinar verdadeiramente, perguntas simples , mas com respostas tão profundas, que nos devolvem aquilo que nos diferencia de todos, a essência única que somos, nada de especial, apenas únicos, nem melhores nem piores…

Um ciclo lunar que nos devolve a oportunidade de iniciar uma responsabilidade, um compromisso com o nosso Ser, o mundo interior da essência criança, ela apenas é a vibração da essência feminina no seu despertar para si própria…

Claro que tem receios, pode até estar frágil, mas tem a alegria contagiante da vontade de aprender… Sintam-na, a cada momento da vida podemos ir buscar Deus na criança, pois ela na sua pura essência tem sempre a resposta simples, genuína, sem contaminação do ego que se defende e luta para provar algo a si próprio…

Existe no karma do inconsciente colectivo o medo de divergir do grupo, que nos condiciona quando somos confrontados com a nossa diferença, sintam o quão podemos mudar, viver em liberdade, sem medo de fazer, sentir, pensar algo diferente dos demais que convivem connosco…
sintam mesmo essa liberdade…

Agora voltem ao vosso dia a dia e observem aos olhos da criança interior a quantidade de momentos onde se limitam por esta crença colectiva kármica, deixam de ser sinceros, pois podem confrontar-se com o medo de mostrarem-se tal como são… este medo torna o ser humano escravo da mutabilidade do ego camaleão, aquele que muda de cor para se confundir a si próprio, tentando não sentir fica perdido no vazio existencial… tempo para aprendermos a ser ajustáveis, mas não dependentes do ego camaleão, esse apenas está a isolar-se cada vez mais no mundo interno onde a criança fica com medo de se revelar…

Desafios a iniciar e que impulsionam a restaurar a consciência do livre arbítrio, o crescimento dentro da experiência, a visão superior da verdade que está a ser reconstruída e que nos irá diferenciar , mas não isolar…

Agora sintam mesmo que podem ganhar a liberdade aprendendo sobre vocês… sentir essa estrutura frágil interna e criar uma relação de qualidade, segurança, protegendo mas não limitando nada…
Vivemos num tempo onde o Ser Humano já perdeu o contacto real com a esfera interna, sensível mas livre… eis o momento de tomar decisões internas de ser proactivo nesta inversão de valores, tempo de assumirmos a responsabilidade de cuidar de ser autentico e respeitar a nossa diferença…

O ego da verdade apenas quer mudar os outros 
para assim não ter de ser diferente…


Neste ciclo lunar poderão sentir oscilações entre emoções fortes e tentativas de perceber como fugir dessas mesmas emoções… é uma fuga em vão, pois apenas estamos a aprender a sentirmo-nos mesmo através da forma como estamos em relação com o nosso mundo interno…

Descobrir a plenitude no Ser é reconhecer tudo o que o habita sem classificar, sem fugir , permitir a vivência interior e entregar-se à vida e tudo o que a envolve…

Fugir deste inicio do despertar para a vida interior, agora já é isolar-se do mundo, pois a criança é fiel a quem é, quer sim ser livre, mas precisa que o adulto que a dirige, largue a velha bagagem do ego vitima que se isolou do mundo para não ser magoado, confrontado com a sua diferença prefere isolar-se a propor-se a ir ser autentico, viver, partilhar espaço de intimidade com os outros e nesta luta interna perde a direcção do seu momento, da descoberta de si…

Aconselho-vos a iniciarem o diálogo com a vossa criança interna, perguntem-lhe sempre o que está a sentir e a partir dessa vivencia interna sintam como começam a sentir-se mais sensíveis e menos frágeis…
Pode parecer doloroso ser tão honesto com o que se sente, mas rapidamente se inicia o crescimento da inteligência emocional, o que está a mover internamente a atitude externa…
A separatividade interior é só o reflexo da não aceitação da realidade psíquica e emocional que habita dentro…

Agora vamos mais profundo…
A máscara da arrogância espiritual faz com que as pessoas tenham a sensação que a sua diferença deve ser sacrificar-se ou isolar-se porque não pertence ao grupo… 
Agora tudo o que são valores que conduzam a esse registo, deve ser fechado, selado e decretado o encerro nas nossas decisões internas…
Iniciar uma mudança de atitude com o nosso mundo sensível interno e mostrar ao mundo sem receio, partilhar-se nesta verdade e sim é um tempo de um novo paradigma de Ser…


Ruth Fairfield



That’s rare and valuable



To be able to say: 
I loved this person, we had a hell of a nice time together, it’s over but in a way it will never be over and I do know that I for sure loved this person, to be able to say that and mean it, that’s rare, señor. That’s rare and valuable.

Ernest Hemingway                                                                                                             in, The Complete Short Stories